Procedimento Operacional padro Biotrio de Manuteno

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    07-Jan-2017

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  • PROCEDIMENTO OPERACIONAL

    PADRO - BIOTRIO DE

    MANUTENO CAMPUS JK

    LONDRINA

    2016

  • REGULAMENTO PARA O USO DO BIOTRIO

    CAPTULO I

    DA CONSTITUIO

    Art. 1 - Este regulamento tem por finalidade universalizar o uso do Biotrio de

    Manuteno/Campus JK e definir as regras e procedimentos adequados para a melhor e

    mais adequada utilizao da estrutura do Biotrio, de modo a atender a todos sem que

    haja prejuzos materiais ou institucionais que venham a inviabilizar parcial, completa ou

    eventualmente as reas e equipamentos disponveis no atendimento de suas finalidades

    acadmicas. Atravs deste conjunto de normas, prope - se a definio clara das regras

    para utilizao e operacionalizao do Biotrio, delineando os direitos e deveres de seus

    usurios, bem como, sanes disciplinares previstas pela instituio, para infratores da

    regra.

    Art. 2 - O Biotrio um espao aberto ao funcionamento de atividades pedaggicas

    das disciplinas afins ao objeto de estudo, aprendizado e experimentao de atividades e

    projetos relativos ao desenvolvimento e aprimoramento intelectual e prtico do aluno

    das reas da sade e agrrias. Toda e qualquer atividade a ser desenvolvida dentro de

    um biotrio apresenta riscos que podem resultar em danos materiais ou em acidentes

    pessoais.

    Pargrafo nico: A estrutura do Biotrio dever ser utilizada adotando-se os princpios

    ticos difundidos internacionalmente, segundo critrios do Internacional Council for

    Laboratory Animal Science (ICLAS) e do Colgio Brasileiro de Experimentao

    Animal (COBEA) para nortear as boas prticas do bioterismo nesta instituio de

    ensino superior.

    Art. 3 - Em razo de sua importncia no processo do ensino, pesquisa e extenso, o

    Biotrio constitui-se em rea que deve ser preservada e cuidada por toda a comunidade

    acadmica, envolvendo funcionrios, discentes e docentes. A conservao da rea do

  • Biotrio, dos equipamentos e acessrios fruto da co-responsabilidade atinente a todos

    que deles usufruem.

    CAPTULO II

    DOS OBJETIVOS

    Art. 4 - O Biotrio de Manuteno/Campus JK, tem por objetivo manter animais em

    estoque mnimo, visando atender as atividades didticas e de pesquisa por meio de guias

    de solicitao de animais, de acordo com o planejamento de solicitao e uso de

    animais, e devidamente aprovadas pela CEUA-UniFil.

    CAPTULO III

    DA FINALIDADE

    I - Fornecer animais idneos, saudveis e de qualidade aos professores da instituio

    bem como aos demais interessados mediante preenchimento e submisso de protocolos

    de aulas prticas CEUA UniFil.

    II Realizar monitorao peridica sanitria dos animais atravs de exames clnicos,

    laboratoriais e necropsias.

    III - Negar pedidos de animais fora dos prazos mnimos necessrios para a sua

    aquisio.

    IV - Dispor de alojamentos que propiciem condies adequadas de sade e conforto,

    conforme as necessidades das espcies animais mantidas para experimentao ou

    docncia.

    V - Oferecer assistncia profissional qualificada para orientar e desenvolver atividades

    de transportes, acomodao, alimentao e atendimento de animais destinados a fins

    biomdicos.

  • VI - Oferecer capacitao especfica a pesquisadores e funcionrios envolvidos nos

    procedimentos com animais de experimentao, salientando aspectos de trato e uso

    humanitrio com animais de laboratrio.

    VII - Cumprir e fazer cumprir, nos limites de suas atribuies, o dispositivo nas leis

    vigentes a utilizao de animais para ensino, pesquisa e extenso.

    CAPTULO IV

    DAS COMPETNCIAS

    Art. 5 - O Biotrio de Manuteno/Campus JK coordenado por um(a) professor(a) da

    Instituio, observando sua vasta experincia na manipulao animal, assim como o

    responsvel tcnico ser obrigatoriamente, um Mdico(a) Veterinrio (a), que devero

    ser nomeados segundo as normas estabelecidas pela Instituio.

    I - A durao do mandato do coordenador do Biotrio de Manuteno e do responsvel

    tcnico ser pelo perodo de quatro anos, podendo ser renovado.

    Art. 6 - Compete coordenao do Biotrio de Manuteno e seu responsvel tcnico,

    planejar, organizar, dirigir, coordenar, controlar as atividades e o patrimnio deste

    Biotrio de Manuteno.

    Art. 7 - So atribuies do(a) coordenador(a) e responsvel tcnico pelo Biotrio de

    Manuteno/Campus JK:

    I - Promover constante avaliao do Biotrio de Manuteno no processo de ensino-

    aprendizagem.

    II - Incentivar e colaborar em atividades de ensino, pesquisa e extenso.

    III - Atualizar, sistematicamente, juntamente com as Coordenaes de

    Cursos/professores, os protocolos de experimentos prevendo procedimentos,

    equipamentos, instrumentos, materiais e utilidades necessrios para a orientao das

    atividades prticas desenvolvidas no Biotrio de Manuteno.

    IV - Zelar pelo controle e atualizao constante dos Procedimentos Operacionais Padro

    (POP's) dos equipamentos instalados no Biotrio de Manuteno.

  • V - Representar o Biotrio de Manuteno quando solicitado.

    VI - Exercer o controle dos estoques de produtos utilizados.

    VII - Solicitar reunies com Coordenao de Cursos sempre que necessria.

    VIII - Cumprir e fazer cumprir as decises da CEUA UniFil.

    IX - Elaborar o Relatrio Anual das atividades do Biotrio de Manuteno, e

    encaminhar CEUA UniFil.

    X - Divulgar para professores, funcionrios e alunos o regulamento de utilizao do

    Biotrio de Manuteno, bem como garantir o preenchimento do termo de

    responsabilidade de uso das instalaes, equipamentos e materiais do Biotrio de

    Manuteno.

    XI - Cumprir e zelar pelo cumprimento deste regulamento.

    Art. 8 - Compete aos funcionrios executar e organizar o espao estando subordinado

    ao () coordenador(a) do Biotrio de Manuteno/ Campus JK e responsvel tcnico.

    Art. 9 Cabe aos auxiliares e tcnicos a funo de atender, com civilidade e respeito,

    aos docentes no desenvolvimento das atividades concernentes ao aprendizado.

    Art. 10 Toda atividade desenvolvida pelos tcnicos e operadores deve atender aos

    planos e projetos de ensino, pesquisa e extenso.

    CAPTULO VII

    DAS NORMAS GERAIS DE SEGURANA

    Art. 11 - As regras e conselhos gerais para desenvolver um trabalho com segurana

    esto principalmente relacionados com a organizao. Isso significa que o tempo

    dedicado organizao das atividades do biotrio deve incluir atividades que previnam

    riscos.

    Art. 12 - A utilizao do biotrio ou de seus animais implica na aceitao das regras

    deste regulamento. A no observao de qualquer um dos itens abaixo e/ou a deteco

    de qualquer conduta e/ou mtodo considerado inadequado, ilegal, imoral, ofensivo e/ou

  • antitico por parte do usurio ser passvel de punies conforme Regimento Interno

    da UniFil.

    1 - No somente os tcnicos devem ter conscincia dos perigos existentes, alguns dos

    quais especficos para cada rea, mas, tambm os pesquisadores e o pessoal de apoio

    que tem acesso ao biotrio.

    2 - Em relao ao ambiente de trabalho, alguns odores animais so agressivos para

    seres humanos. Grande parte destes odores produzida pela decomposio bacteriana

    dos excrementos, porm no se devem usar produtos que os mascare, pois, podem ser

    extremamente nocivos aos animais. Esses odores devem ser controlados por

    procedimentos rotineiros de limpeza e ventilao adequados. As pessoas que trabalham

    nestes ambientes obrigatoriamente devem usar mscaras.

    O mais comum e mais srio dos contaminantes ambientais dos biotrios o amonaco

    (NH3), que se forma pela ao das bactrias (urease positiva) sobre os excrementos. A

    concentrao do amonaco influenciada por muitos fatores, como: ventilao, umidade

    relativa, nmero de animais por gaiola e alimentao.

    3 - Todos os funcionrios bioteristas que trabalham com animais sejam estes infectados

    ou no, devem ter treinamentos especficos e serem informados sobre todos os riscos a

    que esto sujeitos, bem como as maneiras de se proteger e evit-los.

    4 - Monitoramento cuidadoso da sade dos animais e dos tcnicos a fim de se evitar

    doenas que podem ser transmitidas do homem para os animais e vice-versa.

    5 - A higiene pessoal constitui uma importante barreira contra infeces. O hbito lavar

    as mos antes e aps manipular qualquer animal, reduz o risco de disseminar doenas,

    bem como o de auto-infeco.

    6 - obrigatrio o uso de luvas para qualquer procedimento no biotrio.

    7 - Uniforme completo (jaleco de mangas compridas, cala exclusiva para uso no

    biotrio, mscara, gorro, pr-p).

    8 - Fumar, comer ou beber no permitido dentro do biotrio ou em qualquer outra

    rea em que existam animais de manuteno e experimentao.

    9 - Qualquer ferimento na pele do tcnico ou pessoal de apoio, deve ser devidamente

    protegido antes de se iniciar a manipulao de animais e agentes patognicos.

    10 - As roupas de laboratrio usadas em reas de risco devem ser autoclavadas antes de

    serem lavadas.

  • 11 - Se agentes altamente infecciosos ou nocivos so usados, o animal deve ser isolado

    em unidade de fluxo laminar ou mesmo em isoladores, nos quais o ar que entra e sai

    convenientemente filtrado, atravs de filtros absolutos.

    12 - Necrpsias de animais infectados com organismos altamente contagiosos devem

    ser feitas em gabinetes ventilados, que permitam a filtragem do ar.

    13 - O material descartado (proveniente de necrpsia, carcaas de animais infectados,

    etc) deve ser identificado e autoclavados antes de ser levado por empresa especializada.

    14 - Avaliao sorolgica peridica do pessoal, considerando o agente de risco.

    15 - O pessoal deve receber, anualmente, reforo de treinamento ou treino adicional

    quando houver mudanas de procedimentos.

    16 - Gaiolas devem ser apropriadamente higienizada com gua e detergente sem

    perfume, seguida de duplo enxgue.

    17 - Equipamentos e superfcies de trabalho devem ser sanitizados com desinfetante

    apropriado, em uma rotina bsica, aps o trmino do trabalho e especialmente aps

    derrame, gotejamento ou outra forma de contaminao.

    18 - Gabinetes de fluxo laminar, contenes fsicas e/ou equipamentos de proteo

    individual (respiradouros, mscaras faciais) devem ser usados sempre que

    procedimentos com alto potencial de formao de aerossis so realizados.

    19 - Aventais, jalecos ou uniformes so vestimentas de proteo usadas nas reas de

    animais, devendo ser retiradas antes de sair.

    20 - O biotrio deve ter um programa de segurana que inclui equipamentos de

    combate a incndio, instrues para o uso correto de equipamentos e treinamento de

    primeiros socorros.

    21 - Todo o pessoal que trabalha com animais deve saber manipular corretamente todas

    as espcies envolvidas, para a segurana e sade deles prprios, bem como dos animais.

    I. Acidentes que geralmente ocorrem em biotrios:

    A) Ferimentos causados por animais (arranho, mordedura, etc).

    A conteno do animal efetuada de maneira adequada evita este tipo de acidente.

    B) Cortes causados pelas gaiolas, tampas ou outro material;

  • C) Quedas causadas por pisos escorregadios;

    D) Tores causadas por objetos pesados, levantados incorretamente;

    E) Ferimentos nos olhos e pele, quando da utilizao incorreta de agentes qumicos.

    imprescindvel a notificao IMEDIATA de possveis acidentes que venham

    ocorrer nos biotrios.

    II. Riscos Ambientais nos biotrios:

    Fsicos Rudos, Temperatura, luminosidade

    Qumicos Poeiras, gases, vapores

    Biolgicos Agentes patognicos (Bactrias, Fungos, Helmintos, Protozorios, etc).

    Mecnicos Equipamentos, ligaes eltricas e ferramentas

    Ergonmicos Trabalho exaustivo, postura incorreta, levantamento de pesos, etc.

    III. Principais agentes biolgicos de risco com reservatrio em roedores:

    Homem x Animais de Experimentao

    Um grande engano que se comete entender que infeco sinnimo de doena.

    Infeco ocorre sempre que um agente vivo penetra no interior de um organismo

    hospedeiro causando ou no doena. A doena nem sempre visualizada. No caso dos

    animais de laboratrio, a maioria das doenas so subclnicas, aparecendo apenas em

    caso de desequilbrio extremo da relao bioterista/animal.

    Doenas Virais:

    Febre Hemorrgica Coreana

    Agente: Vrus Hantaan

    Hospedeiros: camundongos e ratos

    Sintomatologia: Febre, Cefalia, hemorragias, insuficincia renal e choque.

    Coriomeningite Linfoctica (LCM)

  • Agente: Vrus da Coriomeningite Linfoctica

    Hospedeiros: camundongos, ratos, hamsters, Cobaias.

    Coriomeningite Linfoctica (LCM)

    Agente: Vrus da Coriomeningite Linfoctica

    Hospedeiros: camundongos, ratos, hamsters, Cobaias.

    Sintomatologia: Semelhante gripe

    Doenas Bacterianas:

    Leptospirose

    Agente: Leptospira interrogans

    Hospedeiros: roedores

    Campilobacteriose

    Agente: Campylobacter jejuni

    Hospedeiros: Muitos animais e aves

    Sintomatologia: Diarria

    Preveno: medidas sanitrias

    Salmonelose

    Agente: Salmonella spp

    Hospedeiros: Muitos animais e aves

    Sintomatologia: Febres entricas, enterocolites e septicemias.

    Preveno: Medidas sanitrias e uso de E. P. I.s

    Doenas por protozorios:

    Toxoplasmose

    Agente: Toxoplasma gondii

    Hospedeiros: Roedores, gatos e aves

  • Infeces e/ou infestaes por Helmintos:

    Cestodase

    Agente: Hymenolepis nana

    Hospedeiros: Ratos, camundongos, hamsters.

    Preveno: vermifugao e medidas sanitrias de controle.

    Infestao por artrpodes:

    Os artrpodes de roedores como caros, pulgas e piolhos representam uma importante

    fonte de risco biolgico para o ser humano, principalmente no que se refere s reaes

    de hipersensibilidade.

    A caros:

    Camundongos Myobia musculi (mais patognico),

    Myocoptes musculinus.

    Ratos Radfordia ensifera

    Coelhos - Psoroptes, Sarcoptes

    B Piolhos:

    Camundongos e ratos Poliplax

    Coelhos Haemadipsus

    Mordidas e arranhaduras:

    A Febre da mordida do rato:

    Agente: Streptobacillus moniliformes, Spirillum minor

    Hospedeiro: Ratos

  • REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    Biossegurana em Experimentao animal Um enfoque microbiolgico Jonas

    Borges da Silva. 1998.

    Procedimento Operacional N 340000.014 /CECAL/FIOCRUZ Biossegurana em

    Biotrio.

    Manual para experimentao animal Tnia Arajo Jorge e Solange Lisboa de Castro

    2000 Ed.Fiocruz.

    Animais de Laboratrio Criao e Experimentao- Antenor Andrade et al, 2002 Ed

    Fiocruz