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    DIAGNSTICOS DE ENFERMAGEM EM CLIENTES COM ALTERAESHEMATOLGICAS: USO DA TAXONOMIA I DA NANDA

    Cristine Alves Costa de Jesus*Emlia Campos de Carvalho **

    JESUS, C.A.C. de; CARVALHO, E.C. de. Diagnsticos de enfermagem em clientes com alteraes hematolgicas:uso da Taxonomia I da NANDA. Rev.latino-am.enfermagem, Ribeiro Preto, v. 5, n. 4, p. 91-99, outubro 1997.

    O presente estudo tem por objetivo descrever os diagnsticos de enfermagem mais freqentes encontrados em um grupode clientes com alteraes hematolgicas. Utilizou-se a Taxonomia I, proposta pela North American Nursing Diagnosis (NANDA),para o direcionamento da pesquisa. A amostra compreendeu 14 clientes, sendo identificados 16 diagnsticos de enfermagemcom freqncia igual ou superior a 50,0%. Recomenda-se a realizao de outros estudos para melhor definio do perfil diagnsticodessa clientela.

    UNITERMOS: diagnstico de enfermagem, processo de enfermagem, cliente com alteraes hematolgicas

    INTRODUO

    A Enfermagem vem, h dcadas, em busca daorganizao do conhecimento cientfico especfico,expresso inicialmente na forma do plano de cuidados.Inmeras discusses quanto a necessidade deoperacionalizao dos referenciais tericos deenfermagem, bem como os avanos em pesquisas fizeramsurgir, na dcada de setenta, o processo de enfermagem.

    As primeiras definies de processo deenfermagem tiveram como cerne o inter-relacionamentoenfermeiro/cliente. Atualmente concebido como ummtodo sistemtico de conduzir a prtica de enfermagem,a partir da aplicao do mtodo cientfico - avaliaoinicial do estado de sade do cliente, identificao deseus problemas atuais ou potenciais sob a competnciado enfermeiro, por intermdio do julgamento clnico,formulao de critrios de resultado e estratgias,planejamento, implementao e avaliao dos resultadosestabelecidos a nvel individual9.

    So descritas cinco etapas do processo deenfermagem: a coleta de dados, o diagnstico, oplanejamento, a implementao e a avaliao17.

    Dentre elas, a que tem merecido maior destaque a anlise e interpretao dos dados coletados, chamadade diagnstico de enfermagem. Tem sido considerada noapenas uma etapa isolada de descrio de problemas, masque promove a integrao da coleta de dados ao

    planejamento das aes, envolvendo julgamento,avaliao crtica e tomada de deciso1,16.

    Desde 1973, quando Kristine Gebbie e Mary AnnLavin organizaram a primeira Conferncia deClassificao dos Diagnsticos de Enfermagem naUniversidade de St. Louis, o diagnstico de enfermagempassou a ser visto como uma etapa de destaque, dinmica,sistemtica, organizada e complexa do processo deenfermagem8.

    A necessidade de se identificar, organizar eclassificar os diagnsticos de enfermagem, com base emregras consistentes, e ainda, de criar uma Taxonomia dosdiagnsticos de enfermagem, fez surgir, nos EstadosUnidos, a Associao Norte Americana dos Diagnsticosde Enfermagem (NANDA), que, segundo THOMAS &NEWSOME19, tem desenvolvido um dos sistemas declassificao dos diagnsticos de enfermagem maisaceitos e conhecidos atualmente.

    Diagnstico de enfermagem, segundo NANDA, (...) um julgamento clnico das respostas do indivduo,da famlia ou da comunidade aos processos vitais ou aosproblemas de sade atuais ou potenciais. Os diagnsticosde enfermagem fornecem a base para a seleo dasintervenes de enfermagem, para atingir resultados,pelos quais o enfermeiro responsvel2.

    Os diagnsticos de enfermagem propostos pelaNANDA tm, em ltima anlise, a finalidade de fornecerembasamento cientfico prtica do cuidar; prtica essa

    * Professora Assistente do Departamento de Enfermagem da Universidade de Braslia. Ps-graduanda da rea de EnfermagemFundamental - Nvel Doutorado - Escola de Enfermagem de Ribeiro Preto - USP** Professora Titular da Escola de Enfermagem de Ribeiro Preto da Universidade de So Paulo

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    que tradicionalmente tem significado discriminarsituaes que necessitem de intervenes deenfermagem4.

    Tem se considerado fundamental oreconhecimento e anlise do diagnstico, para aelaborao orientada do plano teraputico e a instituiofavorvel das intervenes de enfermagem5, 9,18.

    O estudo de um grupo de clientes comcaractersticas em comum (como a dos portadores dealteraes hematolgicas) proporcionar a identificaodos diagnsticos de enfermagem, suas causas eexpresses. Alm disso, ir favorecer a identificao deestratgias para elevar a qualidade da assistncia econtribuir na formao de recursos humanos.Diagnsticos de enfermagem comuns a um grupo deindivduos delineiam o perfil deste grupo, permitindo umdirecionamento global das intervenes deenfermagem5.

    No que se refere ao portador de doenahematolgica, fundamental que sejam considerados osvrios aspectos envolvidos, a exemplo: alteraes fsicas,psicolgicas, emocionais e comportamentais.

    A doena hematolgica na maioria dos casoscrnica e provoca incapacidades variadas caracterizadaspelo declnio lento e progressivo da fisiologia normal3.

    O portador de alteraes hematolgicas um sertotal que convive com o impacto das perdas tanto denatureza biolgica, quanto psicolgica e sociocultural.Podem advir conflitos emocionais significativos ligadosa ameaas de alteraes na imagem corporal e na auto-imagem, perda de identidade, sentimentos de angstia,medo, depresso ou raiva, mudanas de papis,isolamento social, dependncia fsica e psicolgica,dentre outros, que geram desequilbrios e dificuldadesde adaptaes.

    Alm dos distrbios emocionais os clienteshematolgicos podem apresentar sinais e sintomasvariados, decorrentes de alteraes em diversos sistemasorgnicos. As modificaes na crase sangnea, presentesnos portadores de doena hematolgica, geram distrbiosna oxigenao, coagulao e sistema de defesa doorganismo, provocando muitas vezes fraqueza, debilidadefsica, emagrecimento, febre, leses ulcerativas de pelee mucosas, parestesias, dores, sangramentos e infeces9.

    Considerando que a sistematizao da assistnciade enfermagem conduz a aes fundamentadas eindividualizadas, prope-se, neste estudo, a identificaodos diagnsticos de enfermagem mais freqentesdirigidos a um grupo de clientes com alteraeshematolgicas, conforme a classificao da AssociaoNorte Americana dos Diagnsticos de Enfermagem(North American Nursing Diagnosis Association -NANDA)15.

    METODOLOGIA

    O estudo foi realizado com clientes internadosno Setor de Hematologia de um hospital escola de ummunicpio do Estado de So Paulo, durante o perodo desetembro a novembro de 1991, e os dados aquiapresentados so oriundos de uma pesquisa maisabrangente, JESUS9, que teve por finalidade analisar aaplicao do processo de enfermagem, baseado noreferencial terico de Imogene King.

    Fizeram parte da amostra 14 clientes internadosno referido perodo, que foram selecionados a partir dosseguintes critrios: internao motivada por alteraeshematolgicas, idade mnima de 14 anos, capacidade deinterao preservada e anuncia, por escrito, em participardo estudo.

    Obedeceu-se a seqncia das etapas do processode enfermagem, que inclui a coleta de dados, a formulaodo diagnstico, o planejamento, a implementao e aavaliao.

    A coleta de dados foi realizada por uma dasautoras, aps esclarecimentos ao cliente quanto finalidade da pesquisa e obteno de sua anuncia. Foramcoletados dados a partir da entrevista, exame fsico eobservao, utilizando-se para o registro um instrumento,fundamentado no referencial terico de Imogene King,previamente validado em estudo piloto.

    A anlise dos dados, identificao de problemase a formulao dos diagnsticos de enfermagem foramrealizados pela mesma autora que procedeu a coleta dosdados, e em um encontro seguinte com o cliente, esteseram discutidos a fim de se confirmar os problemaspercebidos por ambos.

    Foram estabelecidos os diagnsticos deenfermagem obedecendo-se a Taxonomia I da NANDA15.As demais etapas do processo (planejamento,implementao e avaliao) no sero consideradas nombito deste estudo.

    Alm disso, foram identificadas as variveis sexoe idade com o propsito de caracterizar a amostraestudada.

    RESULTADOS E DISCUSSO

    Os resultados esto apresentados de acordo como objetivo proposto. Inicialmente esto apontados osdados de caracterizao da populao do estudo e a seguiros diagnsticos de enfermagem.

    Conforme pode ser visto na Tabela 1, dos 14clientes estudados, oito (57,17%) pertenciam ao sexomasculino e seis (42,88%) ao feminino. A idade variouentre 14 a 84 anos.

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    Tabela 1 - Distribuio dos clientes estudados segundofaixa etria e sexo

    Os dados revelam que, quanto varivel sexo,houve uma distribuio ligeiramente maior para o sexomasculino (57,17%) comparado ao sexo feminino(42,88%), na populao estudada. Quanto varivelidade, conforme se observa na Tabela 1, houve umadistribuio predominante para a faixa etriaclassificada de 18 a 59 anos. Estes dados relativos svariveis sexo e idade, vo ao encontro dos dados deliteratura quanto distribuio epidemiolgica dasdoenas hematolgicas.

    Embora no tenha sido interesse do estudo aidentificao dos diagnsticos mdicos, cabe esclarecerque fizeram parte da amostra clientes com Linfomas,Leucemias, Anemias e Mieloma, isoladamente. Todasessas alteraes hematolgicas tm distribuiesvariadas, acometendo ambos os sexos e ampla faixaetria.

    Cabe ressaltar que a grande maioria da amostra,09 clientes (64,30%), foi constituda por adultos,indivduos entre as faixas etrias apontadas dos 18 aos59 anos, cuja fase de vida identificada como a demaior produo, isto pode influenciar a forma do clientereagir doena e hospitalizao11.

    Muitas vezes conflitos decorrentes da mudanano estilo de vida, crise situacional, ansiedade, revolta emedo, podero estar presentes, caracterizando aimportncia da avaliao dos aspectos ligados aoprocesso de crescimento e desenvolvimento humanos.

    No que se refere aos diagnsticos deenfermagem, a freqncia mdia foi de 16,9diagnsticos para cada cliente.

    poca, dos 99 diagnsticos apresentados naTaxonomia I da NANDA15, foram detectados 50diagnsticos na amostra estudada, conforme mostra aTabela 2. Para fins deste estudo sero discutidos apenasos diagnsticos que obtiveram freqncias iguais ousuperiores 50%.

    Tabela 2 - Distribuio dos diagnsticos deenfermagem na amostra, segundo sua freqncia

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    Conforme a Tabela 2, 16 diagnsticos deenfermagem obtiveram freqncias iguais ou superiores 50%, foram eles: Proteo alterada (100%), Dficit deconhecimento (100%), Alto risco para infeco (85,7%),Integridade da pele prejudicada (71,4%), Senso-percepo alterada (71,4%), Distrbio no padro de sono(71,4%), Dor (71,4%), Alto risco para ferimentos(64,3%), Excesso do volume de lquidos (64,3%),Estratgias ineficazes de resoluo individual (57,1%),Nutrio alterada: ingesto menor que as necessidadescorporais (57,1%), Mucosa oral alterada (50,0%),Ansiedade (50,0%), Medo (50,0%), Intolerncia atividade (50,0%) e Dficit de lazer (50,0%).

    O diagnstico Proteo Alterada definido pelaNANDA como estado no qual o indivduo temdiminuio da capacidade de defender-se de ameaasinternas ou externas, tais como a doena ou injria14,15,sendo identificado em 100% da amostra. As alteraesna imunidade, no processo de cicatrizao tecidual e nacoagulao foram caractersticas que fundamentaram essediagnstico. Na Tabela 3 esto representados os fatorescausais ligados a este diagnstico, e a freqncia de cadaum deles na amostra estudada.

    Tabela 3 - Freqncia de cada um dos fatoresrelacionados para o diagnstico proteo alterada, nosclientes da amostra (N=14)

    Tendo em vista as manifestaes clnicas comunsem clientes portadores de doenas hematolgicas (comocicatrizao prejudicada, imunidade insuficiente,coagulao alterada) j era de se esperar que as causasapontadas na Tabela 3 (perfil sangneo alterado, doenade base, terapia medicamentosa, nutrio inadequada eextremo de idade) fossem as responsveis por taisevidncias clnicas. Os problemas advindos da doenahematolgica podem significar dificuldades do organismoem se proteger de ameaas externas e internas.

    Outro diagnstico de enfermagem identificadoem 100% da amostra foi Dficit de conhecimento, ligadoao processo de doena e/ou tratamento. Os fatoresrelacionados envolveram dificuldade de memorizao,em decorrncia das alteraes de perfuso e doscomponentes sangneos, bem como limitaescognitivas e falta de interesse. Vrios estudos tmapontado para a grande incidncia deste diagnstico emdiversas clientelas10,18, o que indica a necessidade do

    enfermeiro estar atento para o estabelecimento deestratgias que solucionem o problema.

    fundamental que o cliente compreenda oprocesso de cuidado, para que possa identificar sinais esintomas da doena, maneiras de minimizar riscos, formasde prevenir complicaes e medidas de promoo dasade, especialmente em se tratando de clientes queapresentam doenas hematolgicas.

    Os diagnsticos classificados como potenciais,so aqueles que podem vir a ocorrer caso no sejamtomadas algumas medidas1. Na amostra estudada foramdetectados dois diagnsticos nessa categoria: Alto riscopara infeco, com uma freqncia de 85,7% e Alto riscopara ferimentos, com freqncia de 64,3%. Os fatores derisco identificados para os dois diagnsticos supracitadosesto apresentados nas Tabelas 4 e 5, respectivamente.

    Tabela 4 - Freqncia de cada um dos fatores de riscopara o diagnstico alto risco para infeco, nos clientesda amostra (N=12)

    Estes resultados esto em consonncia com aliteratura20, sendo de certa forma esperados, poisrelacionam-se s alteraes advindas da doenahematolgica (imunossupresso, leucopenia, anemia),bem como s conseqncias de uma doena que exigetempo de internao prolongado, utilizao deprocedimentos invasivos e tratamentos com agentesmedicamentosos (antibiticos e quimioterpicos). Caberessaltar o fator de risco defesa primria inadequada,presente em 75% da amostra, pois havendo injria e lesode continuidade da pele, associado s alteraeshematolgicas, aumentam os riscos para as infeces.

    Tabela 5 - Freqncia de cada um dos fatores de riscopara o diagnstico Alto risco para ferimentos, nosclientes da amostra (N=09)

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    Na Tabela 5 podem-se identificar os fatores derisco da amostra estudada, relativos ao diagnstico Altorisco para ferimentos. Os fatores perfil sangneoanormal e uso de agentes farmacuticos estiverampresentes na maioria dos clientes com o diagnstico emquesto, corroborando com dados da literatura relativa clientela. A hipxia, a leucocitose e a leucopenia, sodistrbios representativos de anormalidadeshematolgicas (evidenciados em patologias como asAnemias, Leucemias, Linfomas e Mielomas) queconhecidamente (decorrentes das alteraes no perfilsangneo) modificam os processos de hemostasia eoxigenao tecidual, bem como, os sistemas de defesa,contribuindo assim, para o alto risco de ferimentos a queesta clientela est sujeita.

    Ainda, com relao ao diagnstico Alto risco paraferimentos, vrios fatores encontrados na clientelaestudada, esto associados prpria doena de base. Asalteraes na percepo sensorial (Disfuno sensorial),presentes em 55,5% dos clientes da amostra - conformeTabela 5, identificadas como dificuldades visuais e tteis,podem ser responsveis por uma srie de traumatismos eferimentos no cliente com doena hematolgica, assimcomo Alteraes na mobilidade (presentes em 55,5% dosclientes da amostra) e Transporte em cadeiras e comaparelhos (presentes em 33,3% dos clientes da amostra),dentre outros.

    ULRICH et al.20 apontam o diagnstico Alto riscopara ferimentos como sendo de alta probabilidade deocorrncia em clientes com doenas hematolgicas.

    Na amostra estudada, 10 clientes (71,4%)apresentaram sinais de destruio das camadas da pele esoluo de continuidade, caracterizando o diagnsticoIntegridade da pele prejudicada. Dentre os fatores causais,foram identificados: dficit imunolgico (em 70% dosclientes com esse diagnstico), alterao no estadometablico (infeces e tumor, em 60%), alterao namobilidade fsica (50%), fatores mecnicos (uso deadesivos, traumas por punes venosas, proeminnciassseas sem proteo e injria pelo tumor, em 50%),sensibilidade e circulao alteradas (40% em cada uma),mudanas no estado nutricional (30%) e substnciaqumica (infiltrao de drogas quimioterpicas, em 10%).

    Sabe-se que, em decorrncia de fatores internosligados prpria doena (como alteraes nos processosde cicatrizao e reproduo celular, defesa, circulaoe oxigenao dos tecidos), os clientes com alteraeshematolgicas tm alta probabilidade de apresentar odiagnstico Integridade da pele prejudicada. Alm disso,fatores externos (como a contnua necessidade derealizao de procedimentos invasivos e o uso demedicaes quimioterpicas), podem estar presentes. Naamostra estudada foram detectados fatores causais,externos e internos, para o referido diagnstico, que emassociao contriburam para sua evidncia.

    O diagnstico Senso-percepo alterada estevepresente em 71,4% da amostra. definido como estadono qual o indivduo experimenta uma mudana naquantidade ou no tipo de estmulos percebidos,acompanhada por uma resposta diminuda, exagerada,distorcida ou enfraquecida a tais estmulos14,15.

    Nos 10 clientes com este diagnstico, estiveramassociados dficit nos sentidos da viso (80,0%), audio(40,0%), tato (40,0%), paladar (10,0%) e da percepodos movimentos (10,0%).

    Os fatores causais do diagnstico Senso-percepo alterada, presentes na amostra, relacionaram-se, em grande parte, aos distrbios de sangramento a nvelcentral, como ocorreu em dois clientes com anemiaaplsica, e aos danos de tecidos tumorais inervaoperifrica. Outros aspectos relevantes, responsveis pelossinais e sintomas do diagnstico Alterao na perceposensorial, no estavam relacionados diretamente doenade base em alguns clientes, podendo estar, em parte,ligados s modificaes decorrentes do processo dematurescncia.

    Foram explicitadas, pelos clientes do presenteestudo, dificuldades para adormecer e sono interrompido,fundamentando o diagnstico Distrbio no padro dosono, em 71,4% da amostra. Foram identificados comofatores relacionados as alteraes sensoriais internas(estresse psicolgico, dores, febre noturna e inatividade),em 100% dos clientes que apresentaram este diagnstico.

    As alteraes externas (como barulho doambiente, luminosidade e interrupo do sono para averificao dos sinais vitais), foram detectadas em 30,0%dos clientes que apresentaram o diagnstico em questo,associadas s alteraes internas j descritas.

    O cliente com doena hematolgica estvulnervel a desordens no padro de sono devido a razesligadas ao aumento da taxa metablica, alteraes narotina e nos padres usuais de dormir ou deitar, ansiedade,depresso, estresse, inatividade, e outras.

    Alguns destes fatores relacionados descritos parao diagnstico Distrbio no padro de sono, estiverampresentes no diagnstico Dficit de lazer, e ambos esto,de certa forma, muito relacionados. A inatividade duranteo perodo diurno, por falta de opes ou interesse no lazer,causar dificuldades para o repouso noturno adequado.

    Na amostra estudada, 50,0% dos sujeitosexperimentaram uma diminuio no interesse ou noengajamento em atividades recreativas, formulando-seassim o diagnstico Dficit de lazer. Dentre as causasidentificadas podemos citar as relativas ao tdio porinternaes prolongadas (ocorrido em 85,7% dos clientesque apresentaram o diagnstico Dficit de lazer),dificuldade de engajamento em atividades devidolimitaes fsicas (em 71,4% destes clientes) e estadopsicolgico de depresso (em 28,6% dos clientes).

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    Outro diagnstico de enfermagem que apresentoualta freqncia na amostra estudada, foi o diagnstico deDor (71,4%), tendo como caractersticas definidoras acomunicao verbal da dor e a presena decomportamentos expressivos de desconforto (mudanasde posio, inquietao e fcies de dor).

    Os fatores causais identificados na amostra, parao diagnstico de Dor, foram: injria dos tecidos poragentes biolgicos (infeces em 30,0% dos clientes queapresentaram este diagnstico) e mecnicos (hematoma,tumor ou edema, totalizando 70,0% destes clientes). Osagentes qumicos tambm tiveram, em associao aosmecnicos, freqncia detectada em 10,0% destesclientes.

    Como pode se observar na Tabela 2, o diagnsticode enfermagem Excesso do volume de lquidos ocorreuem 64,3% dos clientes da amostra, estando caracterizadopela presena de edema. As causas estavam relacionadasao decrscimo de protenas plasmticas (em 55,5% dosclientes com o referido diagnstico), obstruo linfticadevido compresso tumoral (em 22,2%), aumento dapermeabilidade capilar por trauma cirrgico (em 11,1%)e nefrite por irradiao (em 11,1%).

    A alta freqncia do diagnstico Excesso dovolume de lquidos identificada neste estudo est deacordo com a literatura geral, uma vez que, indivduoscom doenas hematolgicas esto suscetveis a alteraesno equilbrio hdrico.

    No que se refere ao diagnstico de enfermagemEstratgias ineficazes de resoluo individual, afreqncia foi de 57,1%, na amostra estudada.

    Este diagnstico definido como estado no qualo indivduo demonstra dificuldade para apresentarcomportamentos adaptativos e habilidade na resoluode problemas para atender as demandas e os papis davida14,15.

    A doena neoplsica e seu tratamento trazemproblemas psicolgicos diversos ao cliente, a gravidadee a durao destes problemas esto fortementeinfluenciados pelos mecanismos de enfrentamento(estratgias) por ele utilizados. Tais estratgias poderoser efetivas ou ineficazes, conscientes ou inconscientes13.

    As estratgias ineficazes so mal sucedidas e ocliente pode apresentar isolamento, projeo (culparalgum ou alguma coisa), depresso, supresso (tentarretirar o problema da mente), somatizao, e outros6.

    Nos clientes deste estudo com o diagnstico emquesto, foram identificados sintomatologias variveisque envolveram a demonstrao da incapacidade pararesoluo dos problemas pessoais, incapacidade dealcanar e desempenhar papis desejveis, mudanas naparticipao social e uso inadequado dos mecanismos dedefesa, todos expressos sob a forma de raiva e hostilidade,isolamento, depresso, negao e supresso.

    Cabe ressaltar que dos 08 clientes da amostraque apresentaram o diagnstico de enfermagemEstratgias ineficazes de resoluo individual, 03 (37,5%)desenvolveram o referido diagnstico com o progredirdo perodo de internao, quando as estratgias utilizadaspassaram a ser ineficazes e o indivduo passou a vivenciara crise (entendida aqui como um perodo de desequilbriopsicolgico, onde o indivduo, frente a um problemaimportante ou obstculo, incapaz de utilizar eficazmenteas estratgias de enfrentamento3). Sinais e sintomas comodificuldades para dormir, aumento da fadiga,irritabilidade, dificuldades de concentrao, decrscimoda tolerncia dor e dificuldades para resoluo deproblemas, estiveram presentes nestes clientes e estesdados vo ao encontro dos relatos de ULRICH et al.20

    sobre os sinais e sintomas que indicam coping ineficaz.Quanto os fatores causais envolvidos, como pode

    ser visto na Tabela 6, todos os clientes com o diagnsticoem questo apresentaram crise situacional.

    Tabela 6 - Freqncia de cada um dos fatoresrelacionados para o diagnstico Estratgias ineficazesde resoluo individual, nos clientes da amostra(N=08)

    A doena hematolgica provoca desequilbriosno cliente de toda ordem. As hospitalizaes constantese prolongadas, as mudanas decorrentes do agravamentono quadro, a freqente ameaa de morte ou sofrimento,as alteraes na imagem corporal, a separao e oafastamento do convvio com familiares, as modificaesna habilidade de desempenhar papis, os possveis gastosadicionais com o tratamento e as ameaas de perda deemprego, so todos fatores desencadeantes para estedesequilbrio.

    Dois diagnsticos de enfermagem, tambmdetectados na amostra estudada, que esto em ntimarelao com a discusso apresentada, so os de Ansiedadee Medo, ambos presentes em 50,0% dos clientes doestudo.

    Para o diagnstico Nutrio alterada: ingestomenor que as necessidades corporais, presente em 57,1%da amostra, foram identificados variados sinais e sintomascomo: emagrecimento (peso corporal abaixo de 20%),diminuio da massa muscular, relato de ingesto

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    inadequada de alimentos por dificuldades na aceitaoda dieta e inabilidade para a deglutio. Dentre os fatorescausais para este diagnstico, houve predominncia dosbiolgicos, que, presentes em associao, destacaram-se: a inapetncia e o hipermetabolismo (presentes, cadaum, em 62,5% dos clientes com o diagnstico emquesto), as nuseas e os vmitos (presentes em 12,5%dos clientes) e a dificuldade de deglutio e mastigao(presentes em 25,0% dos clientes). Os fatorespsicolgicos identificados, associados aos biolgicos,estiveram ligados depresso e ao desnimo (em 50,0%dos clientes), bem como associao negativa dosalimentos quimioterapia (em 12,5% dos clientes).

    McGUIGAN & WOLFE12 relatam ser freqentea perda de peso, decorrente das associaes comoanorexia, disfagia, nuseas e vmitos, em clienteshospitalizados ou com patologias crnicas consumptivas.Esta afirmao concorda com os achados do presenteestudo.

    Cabe ressaltar a importncia das doenashematolgicas neoplsicas na contribuio da perda demassa corporal, em funo das alteraes no metabolismode protenas, gorduras e carboidratos, levando caquexiacaracterstica destes clientes.

    No menos importantes, e tambm relacionadass alteraes na ingesta alimentar e perda de peso, estoas leses de orofaringe, comuns aos clientesimunodeprimidos, como nos indivduos com alteraeshematolgicas. No presente estudo, as leses deorofaringe estiveram presentes em 71,4% dos clientes,confirmando o diagnstico de enfermagem Mucosa oralalterada.

    Alm das leses de orofaringe, o diagnsticoMucosa oral alterada, contou com outros sinais como apresena de cries e placas bacterianas em 100,0% dosclientes com o referido diagnstico, refletindo anecessidade do enfermeiro estar atento para o problema.Assim, importante que sejam estabelecidas estratgias,junto essa clientela, que permitam a adequadaorientao quanto a realizao da higiene oral e asuperviso constante das condies de higiene eintegridade da boca.

    Ainda, como pode ser observado na Tabela 2, odiagnstico de enfermagem Intolerncia atividadeesteve presente em 50,0% da amostra estudada, tendocomo sintomatologia, em 100,0% dos clientes com estediagnstico, o relato de fraqueza generalizada, fadigaou desnimo. Dentre os fatores etiolgicos identificados,conforme apresentado na Tabela 7, os mais expressivosestiveram relacionados doena crnica ou neoplsica(em 100,0% da amostra com o diagnstico em questo),o repouso prolongado ou a imobilidade e as desordensnutricionais (em 42,8%, cada um).

    Tabela 7 - Freqncia de cada um dos fatoresrelacionados para o diagnstico Intolerncia atividade, nos clientes da amostra (N=07)

    Ressalta-se a ntima associao dos aspectosligados a mobilidade fsica com o diagnstico Intolerncia atividade.

    Os clientes com distrbios na crase sangnea,por apresentarem uma doena consumptiva, estopropensos a sofrer uma diminuio de energia, em virtude,basicamente, de fatores relacionados s alteraes daconstituio sangnea e das atividades metablicas. Aanemia (seja devido aos desencadeamentos da prpriadoena, seja pelo uso de quimioterpicos), o estadonutricional deficitrio, o estado emocional alterado (comoa depresso), as restries impostas pela terapia, bemcomo as alteraes sensoriais e motoras, so responsveispor gerar fraqueza, dispnia, desequilbrios no suprimentode oxignio e alteraes na atividade e mobilidade fsica.Sendo assim, os achados do presente estudo esto deacordo com os dados da literatura relativos clientelaem foco.

    CONSIDERAES FINAIS

    A etapa do diagnstico de enfermagem tem sidoobjeto de investigao e vem representando um dosprincipais passos da sistematizao da assistncia deenfermagem, por contribuir para a identificao dosproblemas do cliente e posterior formulao dasintervenes de enfermagem7.

    Para a clientela estudada (14 sujeitos) foramarrolados 240 diagnsticos de enfermagem, sendo afreqncia mdia de 16,9 diagnsticos por cliente. Estesdiagnsticos caracterizaram-se em 50 diferentes tipos,dentre os padronizados pela NANDA na Taxonomia I15.

    Destes, 16 diagnsticos apresentaram altafreqncia na amostra estudada (freqncia acima ouigual a 50%), sendo eles: Proteo alterada (100%),Dficit de conhecimento (100%), Alto risco para infeco(85,7%), Integridade da pele prejudicada (71,4%), Senso-percepo alterada (71,4%), Distrbio no padro de sono(71,4%), Dor (71,4%), Alto risco para ferimentos

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    (64,3%), Excesso do volume de lquidos (64,3%),Estratgias ineficazes de resoluo individual (57,1%),Nutrio alterada: ingesto menor que as necessidadescorporais (57,1%), Mucosa oral alterada (50,0%),Ansiedade (50,0%), Medo (50,0%), Intolerncia atividade (50,0%) e Dficit de lazer (50,0%).

    Estes, bem como os demais diagnsticosidentificados, apresentados na Tabela 2, apresentamrelao com as patologias hematolgicas observadas naclientela, sobretudo Mielomas, Linfomas, Anemias eLeucemias.

    Quanto s variveis sexo e idade, na amostraestudada, houve predominncia de indivduos adultos,com distribuio ligeiramente maior para o sexomasculino, refletindo os aspectos epidemiolgicoshabituais das doenas hematolgicas apresentadas pelosclientes estudados.

    Cabe ressaltar a necessidade de outros estudosnesta rea, junto a clientes com alteraes hematolgicas,

    para a definio de perfil diagnstico, a fim de subsidiara assistncia de enfermagem sistematizada efundamentada cientificamente.

    Contudo, para que o enfermeiro possa identificarperfis diagnsticos de diferentes clientelas, fundamentalque domine o processo de julgamento clnico. Nesseprocesso, o enfermeiro avalia o significado dasinformaes sobre o cliente estabelece relaes entre osdados, nomeia o fenmeno e chega ao diagnstico a partirda inferncia e de estratgias de pensamento, com baseem suas experincias, conhecimentos e valores. Requerhabilidades de manipulao dos dados, domnio deconhecimento, aptido intelectual, objetividade,pensamento crtico, experincia, intuio e tomada dedeciso.

    Assim sendo, destaca-se a complexidade eextenso dos conhecimentos necessrios para que oenfermeiro realize o julgamento clnico e formulediagnsticos de enfermagem.

    NURSING DIAGNOSES IN CLIENTS WITH HEMATOLOGIC DISEASES: USE OF NANDASTAXONOMY I

    The present paper aims to describe the most frequent nursing diagnoses found in a group of clients with hematologicdiseases. Authors used the Taxonomy I proposed by the North American Nursing Diagnoses Association (NANDA) to guide thisstudy. Data were collected from 14 clients. Authors identified 16 nursing diagnoses whose frequency were equal or higher to fiftypercent. Other studies are needed to find a better definition of the diagnostic profile of these clients.

    KEY WORDS: nursing diagnosis, nursing process, clients with hematologic disturbance

    DIAGNSTICOS DE ENFERMERA EN CLIENTES CON ALTERACIONESHEMATOLGICAS: USO DE LA TAXONOMA I DE LA NANDA

    El presente estudio visa describir los ms frecuentes diagnsticos de enfermera en un grupo de clientes portadores deenfermedades henatolgicas. Fue utilizada la Taxonomia I, propuesta por la North American Nursing Diagnosis (NANDA), parael direccionamiento de la investigatin. Fueron analizados los datos colectados de 14 clientes, siendo identificados 16 diagnsticosde enfermera con frecuencia igual o superior a 50,0%. Se recomienda la realizacin de otros estudios para una mejor definicindel perfil diagnosticado en esta clientela.

    TRMINOS CLAVES: diagnstico de enfermera, proceso de enfermera, cliente hemotolgico

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