Mdulo 1 - Aula 4

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    21-Jun-2015

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  • 1. DESENVOLVIMENTO E ENVELHECIMENTO: PARADIGMAS CONTEMPORNEOSProfa. Dra. Clia Pereira Caldas

2. Teorias Psicolgicas - o envelhecimento como desenvolvimento.

      • Algumas teorias psicolgicas do envelhecimento visam caractersticas amplas como a personalidade, enquanto outras exploram facetas particulares da percepo ou memria.
      • Em qualquer caso, o propsito da psicologia de desenvolvimento adulto e do envelhecimento explicar como o comportamento se organiza no adulto e em que circunstncias se torna timo ou desorganizado.

3. Teorias em psicologia do envelhecimento

  • 1- Paradigma da mudana ordenada
  • Fases do desenvolvimento psicolgico - Bhler (1935)
  • Teoria Junguiana do desenvolvimento - Jung (1930)
  • As oito idades do Homem- Erikson (1950)
  • 2- Paradigma Contextualista
  • Teoria do Relgio Social - Neugarten (1969);
  • Tarefas evolutivas da vida adulta e da velhice - Havighurst (1951)
  • 3- O paradigma do desenvolvimento ao longo de toda vida (Life-Span Development)

4.

  • 1- Paradigma da mudana ordenada ou Perspectiva de ciclo de vida
  • Fases do desenvolvimento psicolgico - Bhler (1935)
  • 0-15 criana dependente/ 15-25 expanso/ 25-45 culminncia/ 45-65 conflito/+ 65 contrao
  • Teoria Junguiana do desenvolvimento - Jung (1930)
  • Anima e Animus - o velho sbio e a grande me
  • As oito idades do Homem- Erikson (1950)

5. Perspectiva de Ciclo de Vida (1950)

      • Erikson (1950) consagrou o termo quando o utilizou em sua teoria de desenvolvimento as oito idades do homem.
      • As idades representam ciclos; tambm a vida humana, uma vez completa, representa um ciclo.
      • O autor exerceu influncia sobre os tericos dos modelos de curso de vida e Life-span

6. 7.

  • 2 -Paradigma Contextualista
  • Teoria do Relgio Social - Neugarten (1969);
  • Tarefas evolutivas da vida adulta e da velhice - Havighurst (1951)

8.

  • 3- O paradigma do desenvolvimento ao longo de toda vida (Life-Span Development)

9.

  • Perspectiva de Ciclo de vida (psicologia)
  • Perspectiva de Curso de vida (sociologia)
  • Desenvolvimento ao longo de toda a vida -Life-span development (Gerontologia)

Bases tericas do paradigma do desenvolvimento ao longo de toda a vida 10.

  • Perspectiva de Ciclo de Vida (1950) Psicologia. Adota o critrio de estgios como princpio organizador do desenvolvimento. (Paradigma da Mudana Ordenada)
  • Perspectiva de Curso de vida (a partir de 1970) Sociologia. A sociedade constri cursos de vida na medida em que prescreve expectativas e normas de comportamento apropriado para as diferentes faixas etrias. (Teorias Sociolgicas de terceira Gerao)
  • Paradigma de Desenvolvimento ao Longo de Toda a Vida (Life-Span) de orientao dialtica (1987)- Psicologia

Contextualizando... 11. Teorias sociolgicas da terceira gerao (dcada de 90)

  • Teoria do construcionismo social (processos influenciados por definies sociais e pela estrutura social)
  • Teoria Crtica (conceitos de poder, ao social e significados sociais)
  • Perspectiva do curso de vida (moldado por fatores coorte)

12. A Perspectiva de Curso de Vida

      • Comea a firmar-se nos anos 70 no campo da sociologia e da psicologia.
      • Vem sendo usada para anlise de questes como: a natureza dinmica e processual do envelhecimento; como o envelhecimento moldado pelo contexto, pela estrutura social e pelos significados culturais; e como o tempo, o perodo histrico e a coorte moldam o processo de envelhecimento, tanto para indivduos como para grupos sociais.

13. A Perspectiva de Curso de Vida

      • Critrios de classe social etnia, profisso e educao se entrelaam com a idade para determinar a posio dos indivduos e dos grupos na sociedade.
      • Em sociologia pode ser identificado a partir da teoria da estratificao por idade (Segunda gerao), mas se firma como uma perspectiva de terceira gerao;
      • influenciada pelas teorias psicolgicas do relgio social e das tarefas evolutivas (paradigma contextualista em psicologia).

14. Elementos da perspectiva de Curso da Vida

      • 1- O envelhecimento acontece desde o nascimento at a morte (no h um foco exclusivo na velhice);
      • 2- O envelhecimento envolve processos sociais, psicolgicos e biolgicos;
      • 3- A experincia de envelhecer marcada por fatores histricos de coorte.

15. Paradigma de Desenvolvimento ao Longo de Toda a Vida (Life-Span) de orientao dialtica (Gerontologia) 16. LIFE-SPAN

  • Em Biologia- Extenso de vida da espcie - potencial mximo de durao davida.
  • Em Demografia- Extenso mdia de vida = expectativa de vida de uma populao - durao mdia de vida esperada a partir do nascimento.
  • Em Psicologia- extenso ou abrangncia, quer da vida em toda a sua durao quer de algum perodo em particular.

17.

  • O primeiro terico a propor este paradigma foi Klaus Riegel - no mbito da psicologia do desenvolvimento.

18. A perspectiva dialtica da cognio (Riegel, 1973)

  • Esta teoria refere-se capacidade de viver em meio a contradies e a uma habilidade que o ser humano tem se sintetizar o conhecimento como resultado de uma longa experincia de vida.
  • Neste ponto de vista, os idosos podem no ser vem sucedidos em operaes formais em testes cognitivos, mas so bem sucedidos em avaliaes dialticas.Operaes formais no representam a medida da inteligncia na maturidade. O pensar em qualquer idade essencialmente dialtico e no orientado pela busca do equilbrio.

19. A perspectiva dos Eventos da Vida (Riegel, 1975, 1976)

  • Nesta perspectiva considera-se que a pessoa vai se transformando medida que a estrutura social se transforma. Assim, a situao pessoa-ambiente totalmente passvel de interveno atravs de medidas fsica, psicolgicas e sociais.

20. Processos que influenciam a progresso do desenvolvimento:

  • 1- processo biolgico interno de maturao e declnio sensorial na idade avanada;
  • 2- processo extra-fsico de maturao que envolve eventos traumticos;
  • 3- Processos de maturao psicolgica;
  • 4- Processos de maturao sociolgica.
  • Os dois ltimos processos envolvem a capacidade de interagir em sociedade.

21. Ingredientes-chave da posio dialtica:

      • Foco na mudana;
      • Interao dinmica;
      • Causalidade recproca;
      • Ausncia de completa determinao;
      • Preocupao com processos de mudana determinados pela atuao conjunta de processos individuais e histricos

22. Paradigma life-span de orientao dialtica no mbito da Gerontologia (Baltes, 1987)

      • Baltes sintetiza as idias de Riegel, a perspectiva contextualista ( Teoria do Relgio Social eteoria das Tarefas evolutivas da vida adulta e da velhice) e a teoria da aprendizagem social;
      • Integra com o paradigma da mudana ordenada (Bhler e Erikson);
      • Resultandona seguinte proposio: existem trs classes de influncia sobre o desenvolvimento - 1)normativas, graduadas por idade; 2)normativas, graduadas por histria; e 3) no normativas.

23. 1)Variveis normativas graduadas por idade

      • So influncias biolgicas e socioculturais claramente associadas passagem do tempo. Ex:maturao fsica; casamento, etc.

24. 2)Variveis normativas ligadas histria

      • Eventos de alcance genrico, que so vividos por indivduos de uma dada unidade cultural e que guardam relaes com mudanas biossociais que afetam todo o grupo etrio. Ex; guerra, crises econmicas, etc.

25. 3)Variveis no normativas

      • Podem ser de carter biolgico ou ambiental e no atingem a todos os indivduos de um grupo etrio ao mesmo tempo. Ex: desemprego, divrcio, adoecer repentinamente, etc.

26. 27.

      • A descrio do envelhecimento cognitivo como um duplo processo que prev o aperfeioamento da inteligncia cristalizada e ao mesmo tempo, o declnio da inteligncia fluida exemplifica essa questo.
      • O paradigma de desenvolvimento ao longo de toda a vida (life-span) adota uma perspectiva de "declnio com compensao". De fato, h prejuzos nas capacidades biolgicas e comportamentais, no entanto o declnio moderado por experincias sociais que produzem capacidades socializadas estveis ou at crescentes.

28. Resumindo... (Baltes, 1987, 1997)

      • A idade cronolgica no causa o desenvolvimento nem o envelhecimento, mas um importante indicador;
      • O desenvolvimento se estende por toda a vida;
      • O desenvolvimento e o envelhecimento envolvem uma seqncia de mudanas: a) graduadas pela idade; b) graduadas pela histria; c) no normativas;

29. Resumindo... (Baltes, 1987, 1997)

      • O desenvolvimento um processo finito, limitado por influncias gentico-biolgicas que determinam que, na velhice, o indivduo seja cada vez mais dependente dos recursos da cultura e, ao mesmo tempo, cada vez menos responsivo s suas influncias;
      • Com o envelhecimento diminui a plasticidade comportamental, definida como a possibilidade de mudar para adaptar-se ao meio;

30. Resumindo... (Baltes, 1987, 1997)

      • Fica resguardado o potencial de desenvolvimento, dentro dos limites da plasticidade individual, a qual depende das condies histrico-culturais;
      • Cada idade tem sua prpria dinmica de desenvolvimento;
      • O envelhecimento uma experincia heterognea;

31. Resumindo... (Baltes, 1987, 1997)

      • Envelhecimento normal, timo e patolgico podem funcionar como categorias orientadoras para a pesquisa e interveno;
      • O estudo do desenvolvimento e do envelhecimento exige a contribuio de vrias disciplinas.

32. REFERNCIAS

  • Neri, A L. Paradigmas contemporneos sobre o desenvolvimento humano em psicologia e em sociologia. In: Neri, A L. (org).Desenvolvimento e envelhecimento . Campinas, SP: Papirus, 2001.
  • Neri, A L. Teorias Psicolgicas do Envelhecimento. IN: Freitas, E V. et al.Tratado de Geriatria e Gerontologia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002
  • Siqueira, M E C. Teorias Sociolgicas do Envelhecimento. IN: Freitas, E V. et al.Tratado de Geriatria e Gerontologia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002