NR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOS - e-PAPER

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    26-Jun-2015

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Uma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial

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  • 1. NR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOSUma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial1 MRCIO VENTURELLIe-PaperMrcio VenturelliNR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOSUma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial

2. NR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOSUma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial2 MRCIO VENTURELLIAcidente nada mais do que um evento no planejado que d origem a morte, doena ou perda, sendo que no Brasil, temos mais de 400mil acidentes de trabalho por ano, que matam trs mil brasileiros (MTE).O Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE) tem um instrumento que a norma chamada de NR-12 (Norma Regulamentadora) que tem o objetivo principal, proteger operadores de Mquinas e Equipamentos, durante a operao e manuteno das mesmas, desde a origem do projeto, implantao, comercializao e manuteno da mesma.Este artigo tem por objetivo principal entender a caracterizao de acidentes em mquinas e equipamentos, entender as principais diretrizes da NR-12 no tocante a preveno de acidentes, com vistas aplicao da automao industrial e quais os arranjos de automao que atendem as categorias previstas na norma.A NR-12 uma Norma Regulamentadora ( Lei no Brasil) onde define as tcnicas, procedimentos e medidas de proteo para operadores de mquinas e equipamentos, a norma adota ordem de prioridade de segurana em sua aplicao:o Medidas de proteo coletiva;o Medidas administrativas ou de organizao de trabalho;o Medidas de proteo individual.A norma tem as seguintes dimenses na aplicao de segurana das mquinas e equipamentos:o Protees Fixaso Protees Mveiso Monitoradas Eletronicamente (Partida, Acionamento e Parada). Sensores de Segurana Rels de Segurana Atuadores Eltrico-Eletrnicos 3. NR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOSUma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial3 MRCIO VENTURELLIPara proteo de mquinas e equipamentos, a norma estabelece que a proteo seja por aplicao da Falha Segura, que a capacidade dos dispositivos de segurana de colocar a mquina em um estado que impea o seu descontrole, prevenindo o incidente ou acidente.O estado de Falha Segura pode ser exemplificado por um sistema de segurana de um trem, caso ocorra uma falha, o estado de Falha Segura do mesmo a sua parada e abertura das portas, eliminando o risco de acidentes.Com isso podemos entender que falha nada mais do que quanto ocorre algo de maneira diferente do normal e previamente esperado, isto , foi mitigado em algum momento que poderia ocorrer e ocorreu de forma prevista.Os principais desafios de aplicar a NR-12 do ponto de vista de sistemas de segurana eltricos e eletrnicos so:o Identificar os Riscos da Mquina ou Equipamento e definir uma Categoria de Segurana;o Especificar e implantar o sistema de Segurana para atender a Categoria aplicada;o Manter o Sistema de Segurana funcional durante todo o ciclo de vida da Mquina ou Equipamento.Quando se foca em segurana de mquinas e equipamentos e atendem-se as diretrizes da NR-12, podemos obter benefcios, onde podemos destacar os principais:o Maior produtividade aumento de disponibilidade do equipamento;o Aumento da vida til dos equipamentos;o Evita custos indiretos por acidentes;o Valoriza a mquina na competitividade global (atende norma / legislao);o Em Safety Bus diminui-se o TCO Custo de Propriedade. 4. NR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOSUma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial4 MRCIO VENTURELLIA primeira barreira a se romper para aplicar sistemas de segurana de mquinas e equipamentos fazer o enquadramento de risco da mesma, cujo objetivo final obter a categoria de segurana a ser aplicada, esta categoria se trata da operao unitria do operador frente ao equipamento.Para obter a categoria de risco, as dimenses severidade do ferimento, frequncia e tempo de exposio e possibilidade de evitar o perigo, formam um arranjo capaz de mitigar da operao de menor risco at a de maior risco, representando a maior categoria, com segue:o Categoria B o Categoria 1o Categoria 2o Categoria 3o Categoria 4 Para poder atender as categorias de risco de acordo com a norma, aplicam-se equipamentos eltricos e eletrnicos (automao), entre eles podemos destacar abaixo, lembrando que suas aplicaes para a segurana do operador, logo necessitam de atender as categorias apresentadas acima:o Chaves de emergnciao Cortinas de luzo Scanner de seguranao Comando bimanualo Calo de seguranao Pedal de seguranao Chaves de emergnciao Sensores magnticoso Rels de seguranao PLC de seguranao Contator de seguranao Rede industrial com Safety (Profibus, Profinet ou ASIBus) 5. NR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOSUma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial5 MRCIO VENTURELLIO principio de funcionamento dos sistemas de segurana iniciam na deteco, utilizando-se os diversos tipos de sensores pela mquina, estes sensores so conectados a dispositivos de avaliao, que podem ser rels de segurana, PLC de segurana ou a prpria rede industrial Safety bus com seus dispositivos e a atuao, focando na monitorao dos dispositivos que fazem a partida, acionamento e parada da mesma, podendo ou no ter redundncia, dependendo da categoria de risco avaliada e aplicada durante o projeto.Para se atingir o grau de proteo de acordo com as categorias de risco (Cat B at Cat4) h um arranjo eletrnico que segue o princpio da Falha Sob Demanda (PFD), isto , quanto maior a categoria deve-se elevar a confiabilidade do sistema, colocando-se equipamentos de redundncia (diversidade) para se diminuir as possibilidades de falha do sistema de segurana.Com o avano das redes industriais, muitas delas j possuem o perfil Safety, que nada mais do que a possibilidade de colocar os sistemas de controle da mquina ou equipamento juntamente com os sistemas de segurana, de acordo com a categoria acima mencionada.Estas redes (por exemplo, Profibus, Profinet e ASI Bus), possuem duas funes chaves em seu protocolo, que a Validao de Valores que circulam na automao e a Validao destas informaes no Domnio do Tempo, com isso, o sistema de segurana tem prioridade sobre o de controle, uma vez Sob Demanda e coloca a mquina em estado seguro, atendendo as categorias mencionadas, os arranjos seguem os mesmos princpios apresentados.Para implantar sistemas de proteo atendendo a NR-12, devemos seguir um roteiro geral, podemos listar abaixo os principais tpicos:o Foco na segurana (causa / consequncia)o Conhecer a legislao / norma 6. NR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOSUma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial6 MRCIO VENTURELLIo Fazer a anlise de riscoo Determinar o nvel de seguranao Especificar equipamentos de acordoo Elaborar projeto aderenteo Escrever o Manualo Implantaro Obter a ART (Eng. Responsvel)o Treinaro MonitorarEm funo das mudanas que ocorreram em segurana de mquinas e equipamentos nos ltimos tempos, podemos observar algumas tendncias que se despontam como um horizonte:o NR-12 ser popularizada (tende a ser editada);o Aumento da automao para uso de segurana eletrnica;o O escopo de a automao iniciar na fase da mitigao de riscos.Conclumos a partir da importncia da segurana de mquinas e equipamentos que:o A segurana operacional base da sustentabilidade da indstria;o Pessoas, comunidade e meio ambiente devem ser o foco da segurana;o No existe investimento que se sustente sem segurana operacional. 7. NR-12 SEGURANA PARA OPERADORES DE MQUINAS E EQUIPAMENTOSUma Viso das Solues de Segurana em Automao Industrial7 MRCIO VENTURELLISOBRE O AUTOR Mrcio Venturelli trabalha no mercado de automao industrial h 20 anos, tendo passado por diversos departamentos, tais como, assistncia tcnica, treinamentos, comissionamento, projetos, engenharia, marketing e negcios. Trabalhou em diversos projetos de implantao de sistemas de automao de plantas de bioenergia, transformao e manufatura, no Brasil e no exterior. Atualmente trabalha em desenvolvimento de mercados com foco em engenharia conceitual na rea de automao industrial, tendo como base viabilidades tcnicas e financeiras, otimizao e gesto industrial produtiva. professor universitrio de ps- graduao de automao industrial e gerenciamento de projetos. Membro Snior da ISA (Sociedade Internacional da Automao) e Presidente da Seo ISA Sertozinho- SP, Membro do PMI-SP (Instituto de Gerenciamento de Projetos) e Coordenador do Comit de Automao Industrial do CEISE Br. Graduado em Cincia da Computao, Ps-Graduado em Gesto Industrial e Petrleo e Gs. MBA em Estratgia de Negcios. Tcnico em Automao Industrial e Eletrotcnica. E-mail: venturelli.tia@gmail.comSET/2014 - R0venturelli.tia@gmail.com

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