HistRia De Portugal

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    30-Oct-2014

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  • 1. Histria de Portugal

2.

  • Primeiro rei de Portugal.
  • Filho do conde D. Henrique e da infanta D. Teresa.
  • Ter nascido em Coimbra e foi, possivelmente, criado em Guimares onde viveu at 1128.
  • Tomou, em 1120, uma posio poltica oposta de D. Teresa (que apoiava o partido dos Travas), sob a direco do arcebispo de Braga. Este forado a emigrar leva consigo o infante que em 1122 se arma cavaleiro. Restabelecida a paz, voltam ao condado. Entretanto novos incidentes provocam a invaso do condado portucalense por D. Afonso VII, que, em 1127, cerca Guimares onde se encontrava D. Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste, D. Afonso VII desiste de conquistar a cidade. Mas alguns meses depois, em 1128, as tropas de D. Teresa defrontam-se com as de D. Afonso Henriques tendo estas sado vitoriosas o que consagrou a autoridade de D. Afonso Henriques no territrio portucalense, levando-o a assumir o governo do condado.
  • Consciente da importncia das foras que ameaavam o seu poder este concentrou os seus esforos em dois planos: Negociaes junto da Santa S com um duplo objectivo: alcanar a plena autonomia da Igreja portuguesa e o reconhecimento do Reino.

D.AFONSO HENRIQUES 1reide portugal 3. D.Sancho1

  • Segundo rei de Portugal, filho de D. Afonso I e de D. Mafalda.
  • Casou em 1174 com D. Dulce de Arago. Por volta de 1170 passou a comparticipar da administrao pblica, pois o seu pai estava doente. Aps a morte de seu pai foi solenemente aclamado em Coimbra.
  • Foi um grande administrador, tendo acumulado no seu reinado, um verdadeiro tesouro. Protegeu a fomentou a indstria, o povoamento das terras foi uma das suas maiores preocupaes, criou concelhos e concedeu cartas de foral. Conquistou Silves, que era na altura uma cidade com 20000 a 30 000 habitantes a uma das mais ricas cidades do ocidente peninsular a tambm Albufeira.
  • Passou a intitular-se rei de Portugal a dos Algarves. Perdeu-se novamente Silves a os mouros reconquistaram novamente Alccer, Palmeta a Almada, ficando apenas vora na mo dos portugueses
  • Grande conflito surgiu durante o seu reinado com o prelado da cidade do Porto, tendo-se o rei oposto ao clero duma maneira extraordinria. No final da sua vida reconciliou-se com o clero.
  • No campo da cultura, o prprio rei foi poeta a enviou muitos bolseiros portugueses a universidades estrangeiras

4. D. Afonso II

  • Terceiro rei de Portugal.
  • Filho de D. Sancho I e da rainha D. Dulce.
  • Ocupou o trono em 1211. No seguiu a orientao dos seus antepassados quanto ao alargamento do Reino, voltando-se somente para a organizao da administrao deste a para a consolidao do poder real. Assim, logo em 1211 rene as cortes de Coimbra donde parece ter sado a primeira colectnea de leis gerais que mostram em Portugal, muito mais cedo que noutros pases, a aco centralizadora do rei.
  • As Cortes de Coimbra destinaram-se principalmente a garantir o direito de propriedade, a regular a justia civil, a defender os interesses materiais da coroa e a evitar os abusos. O desejo de firmar a soberania da coroa manifestou-se ainda nas confirmaes, raras at D. Afonso II a que, de 1216 a 1221, se generalizam como medida de administrao pblica, a nas inquiries que a partir de 1220 representam tambm uma tentativa de reprimir abusos
  • No teve quaisquer preocupaes militares. Foi sem a sua presena que as tropas portuguesas intervieram na Batalha de Navas de Tolosa. Por iniciativa particular foram, neste reinado, conquistadas aos Mouros: Alccer do Sal, Vieiros, Monforte, Borba, Vila Viosa e, possivelmente Moura

D. Afonso II D. Afonso II 5.

  • Quarto rei de Portugal.
  • Nasceu em Coimbra, filho de D. Afonso II e de D. Urraca.
  • Retomou as negociaes j iniciadas com o seu pai para uma reconciliao do poder estatal com o poder eclesistico. O rei morrera excomungado e o reino estava interdito. Finalmente estabeleceu-se uma concrdia com 10 artigos.
  • A partir de 1226 iniciou a campanha do Alentejo, conquistando Elvas, Jerumenha, Serpa, Aljustrel, Mrtola, Aiamonte a provalvelmente Cacela a Tavira. Como guerreiro foi digno continuador de D. Afonso Henriques, mas foi mau administrador.
  • Foram frequentes durante o seu reinado as lutas entre os ricos-homens e os homens da Igreja, tendo o bispo do Porto feito queixas do rei ao papa. O papa em bula enviada aos bares, concelhos das cidades e vitas a outros lugares, aconselha a chefia do reino a algum activo a prudente.
  • Foi nomeado o prncipe D. Afonso, futuro D. Afonso III. A Igreja disps assim da nao portuguesa. Houve ainda, no incio de 1246 guerra civil entre os partidrios do rei a do prncipe D. Afonso.
  • Retirou-se para Toledo.

D. Sancho II 6.

  • Quinto rei de Portugal.
  • Segundo filho de D. Afonso II.
  • A incapacidade poltica levou interveno da Santa S, tendo o papa Inocncio IV ordenado a todos os vassalos que obedecessem ao infante. Este chegou a Frana, onde vivia, em 1246 a foi aclamado rei em 1248.
  • Realiza-se no seu reinado a conquista definitiva do Algarve. As discrdias com Castela quanto ao domnio algarvio s findaram com o tratado de Badajoz em 1267 no qual ficou estipulado que o Guadiana, desde a confluncia com o Caia at ao mar constituiria a fronteira luso-castelhana.
  • D. Afonso III foi notvel administrador, fundou povoaes restaurou, repovoou a cultivou lugares arruinados e concedeu numerosos forais.
  • Reuniu as Cortes em Leiria em 1254, as primeiras em que participaram representantes dos concelhos. Em 1261, nas Cortes de Coimbra foi-lhe reconhecido o direito de cunhar moeda fraca.
  • Tambm procedeu a inquiries que revelaram muitos abusos praticados pelas classes privilegiadas, tendo promulgado vrias leis tendentes a reprimi-los.

D.Afonso III 7.

  • Sexto rei de Portugal.
  • Filho de D. Afonso III a de D. Beatriz de Castela. A doena de seu pai preparou-o bem cedo para governar.
  • Foi aclamado em Lisboa em 1279, para iniciar um longo reinado de 46 anos, inteligente e progressivo. Lutou contra os privilgios que limitavam a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que s junto do rei a das Cortes se podiam fazer as apelaes de quaisquer juzes, a um ano depois revogou doaes feitas antes da maioridade. Em 1284 recorreu s inquiries, a que outras se seguiram. Em 1290 foram condenadas todas as usurpaes.
  • Quando subiu ao trono, estava a coroa em litgio com a Santa S motivado por abusos do clero em relao propriedade real. D. Dinis por acordo diplomtico, obteve a concordata aps a qual os litgios passaram a ser resolvidos pelo rei a os seus prelados. Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago, que pretendiam separar-se do seu mestre castelhano. Salvou a Ordem dos Templrios em Portugal, passando a chamarIhes Ordem de Cristo.

. . . D.Dinis 8.

  • Stimo rei de Portugal.
  • Filho de D. Dinis a de D. Isabel.
  • Ainda infante lanou o reino na guerra civil devido a favores que D. Dinis concedia ao filho bastardo Afonso Sanches. Proclamado rei (1325), rene cortes em vora, condena o seu irmo ao desterro e perda total dos seus haveres. Afonso Sanches invade Portugal, tendo a paz sido alcanada devido, em parte, mediao de D. Isabel.
  • Os maus tratos infligidos pelo rei de Castela, Afonso XI, a sua esposa D. Maria, filha de Afonso IV, e o facto de D. Constana, esposa de D. Pedro ter sido retida em Castela, levaram o monarca portugus a sustentar uma guerra contra o seu genro. A guerra durou quatro anos tendo terminado com a paz de Sevilha (10 de Julho de 1339 ou 1340) graas mediao da fermosssima Maria, enviada a Portugal por Afonso XI, quando os Mouros retomavam a ofensiva.
  • Os dois monarcas combateram ento na batalha do Salado (30 de Outubro de 1340), assinalando-se a valentia do rei portugus.
  • No final do reinado deu-se o assassinato de Ins de Castro (1355) e a subsequente rebelio de D. Pedro. Afonso IV impulsionou a marinha datando possivelmente do seu reinado as primeiras viagens s Canrias (ca. 1345).

. D.AfonsoIV 9.

  • Oitavo rei de Portugal, quarto filho de D. Afonso IV e de Beatriz de Castela.
  • Casou primeiro com Branca de Castela, a quem repudiou por debilidade fsica e mental. Casou depois com Constana Manuel, filha de, um fidalgo castelhano que, quando veio para Portugal, trouxe consigo Ins de Castro. A ligao amorosa entre o infante D. Pedro e Ins de Castro foi imediata o que provocou forte conflito entre D. Afonso IV e seu filho e provocou a morte prematura de Constana Manuel. Temendo o monarca a nefasta influncia dos Castros em seu filho, resolveu condenar morte Ins de Castro, o que provocou a rebelio de D. Pedro contra si. Contudo a paz entre o pai e o filho foi estabelecida em breve e D. Pedro foi associado aos negcios do Estado, ficando-lhe desde logo incumbida uma funo, que sempre haveria de andar ligada sua memria a de exercer justia.
  • Durante o seu reinado evitou guerras; logrando aumentar o tesouro. Cunhou ouro e prata. E exerceu uma justia exemplar, sem discriminaes, julgando de igual modo nobres e plebeus.
  • Os documentos coevos e o testemunho de Ferno Lopes definem-nos D. Pedro como justiceiro, generoso, folgazo, amado pelo povo e de grande popularidade. A sua morte o povo dizia que ou no havia de ter nascido, ou nunca havia de morrer.

D.PedroI 10.

  • Nono rei de Portugal e ltimo da primeira dinastia, cognominado como o Formoso ou o Inconstante.
  • Era filho de D. Pedro I e da rainha D. Constana. Subiu ao trono com 22 anos, quando em Castela se disputava a coroa entre D. Pedro, filho legtimo de Afonso X e Henrique de Trastamara, um dos muitos bastardos do falecido rei com D. Leonor de Gusmo. Assassinado D. Pedro, D. Fernando abandonou a sua neutralidade e Portugal entrou puma sucesso de perodos de guerra a paz.
  • D. Fernando alegando ser bisneto de Sancho IV, mas movido pela rivalidade comercial e martima entre Lisboa e Sevilha, interveio nesse episdio peninsular. Foi reconhecido como rei em cidades do norte da Pennsula, aliado ao rei mouro de Granada, atraiu a si D. Pedro IV de Arago, propondo-lhe casamento com sua filha D. Leonor. Em 1369 invade a Galiza. Mas D. Henrique II atravessa o Minho, apodera-se de Braga a cerca Guimares a sai por Trs-os-Montes para ir em auxlio de Algeciras cercado pelo rei de Granada .
  • Em 1371, com a interveno do papa Gregrio XI, os dois monarcas assinaram a paz de Alcoutim. D. Fernando comprometia-se a casar com D. Leonor, uma das filhas de Henrique II, porm ao casar com D. Leonor Teles no cumpria o tratado, o que se no teve consequncias com Castela, pois Henrique II no se deu por ofendido, teve-as com a Nao a quem tal casamento no agradou.

D.Fernando 11.

  • Filho bastardo de D. Pedro I e de uma dama galega. O mestrado da Ordem de Avis foi-lhe destinado desde a sua infncia e nesse sentido que decorre a sua educao, a cargo do comendador-mor da Ordem.
  • Em 1383, j na situao de um dos mais ricos senhores de Portugal, jura, com muitas outras figuras importantes do reino, cumprir clusulas do contrato de matrimnio da infanta D. Beatriz com D. Joo I de Castela. Nesse mesmo ano, um dos escolhidos para acompanhar a infanta a Badajoz, onde foi entregue ao marido.
  • O facto de ter sangue real e de ser olhado como chefe provvel do partido adverso parceria Leonor Teles-conde de Andeiro, deve ter contribudo para a sua priso ordenada por D. Fernando. Mais tarde libertado por ordem do rei e a esse facto no deve ter sido estranha a interveno pessoal do conde de Cambridge, chefe do contingente ingls em Portugal.

D.Joo I 12.

  • Dcimo primeiro rei de Portugal, filho de D. Joo 1 e de D. Filipa de Lencastre.
  • O seu curto reinado de cinco anos, orienta-se em trs sentidos: um que respeita poltica interna, um segundo de expanso martima e o terceiro que diz respeito poltica de guerra em Marrocos.
  • Em relao ao primeiro ponto, a promulgao da Lei Mental, medida de centralizao que se destinava a defender o patrimnio da coroa, e a convocao de cortes por cinco vezes no espao de um lustro (Santarm, 1433 a 1434, vora, 1435 a 1436 e Leiria, 1438) ilustram bem a linha governativa de D. Duarte, tendo em conta a vontade dos trs estados a impondo princpios de centralizao sem ferir os interesses senhoriais.
  • Em relao ao segundo ponto, o reinado de D. Duarte ficou marcado pela passagem do cabo Bojador por Gil Eanes, feito que permitiu uma mais rpida explorao da costa africana .
  • Mas em relao ao terceiro ponto que o reinado de D. Duarte melhor se define e se caracteriza. Com o apoio da rainha D. Leonor a dos seus irmos infantes D. Fernando a D. Henrique e contra a oposio dos outros irmos infantes D. Pedro a D. Joo, lana-se na poltica de conquistas em Marrocos, que se saldou pelo desastre militar de Tnger a pela morte de D. Fernando no cativeiro.
  • Durante algum tempo quis ver-se em D. Duarte um rei sem vontade prpria, manejado por outras vontades. Mas este retrato de um rei ablico no resiste a uma crtica mais profunda. Os itinerrios da corte, as expedies para alm do Bojador, a intensa actividade diplomtica, a convocao de cinco cortes e a promulgao de vrias leis no permitem consider-lo um monarca inactivo. Em conjunto o seu reinado no apresenta grandes sombras e a sua morte prematura veio acentuar os dissdios da famlia real, abrindo o perodo de incerteza que termina no conflito de Alfarrobeira.

D.Duarte 13.

  • Dcimo terceiro rei de Portugal.
  • Filho de D. Duarte e de D. Leonor de Arago.
  • O seu reinado compreendeu trs grandes perodos. O primeiro vai da elevao ao trono (1438) batalha de Alfarrobeira. D. Duarte confiara por testamento a regncia rainha viva; mulher e castelhana, era impopular no reino, sendo apoiada por D. Afonso, duque de Barcelos e pela nobreza nortenha. D. Pedro, duque de Coimbra, apoiado por seus irmos e pelas cidades, eleito regente em Cortes (1439) e mantido no governo quando D. Afonso V atinge a maioridade (1446). S em 1448 se turvam as relaes entre ambos, devido s intrigas do conde de Barcelos; D. Pedro retira-se para Coimbra e morto em Alfarrobeira (1449).
  • A segunda fase caracteriza-se pelos feitos militares de D. Afonso V no norte de Africa, que lhe valem o epteto de Africano: rei-cavaleiro conquista Alccer Ceguer (1458), ataca Tanger (1460, 1462, 1464), toma Arzila (1471) e Larache, juntando ao ttulo de rei de Portugal e dos Algarves o de aqum e alm-mar em Africa.
  • O ltimo perodo dominado pela poltica peninsular: vago o trono de Castela pela morte de Henrique IV, Afonso V defende os direitos de sua sobrinha D. Joana, a Beltraneja, com quem celebra esponsais, contra os Reis Catlicos. A batalha de Toro -lhe desfavorvel; decide passar a Frana para obter, nos termos do acordo de 8 de Setembro de 1475, o apoio de Lus XI, que lho recusa, devido guerra com o duque de Borgonha. Afonso V falha na mediao que tenta entre ambos; de regresso, pensa ir a Jerusalm e abdica, mas reconsidera. E quando Lus XI assina um tratado de amizade com Fernando e Isabel, Afonso V reconhece-Ihes a realeza castelhana pelo tratado de Alcovas (1479).

D.Afonso V 14.

  • Filho de D. Afonso V, subiu ao trono em 1481, sendo certo que exercia j h alguns anos o poderde facto.Com efeito, as frequentes ausncias do reino, por parte de D. Afonso V, pem-lhe nas mos o governo do pas.
  • Desde 1474 que dirigia a poltica atlntica, devendo-se sua viso de governante, apesar de no ter ainda vinte anos, a instituio domare clausum , princpio que estabelecia que o domnio dos mares estava ligado ao seu descobrimento. Na linha dessa poltica surge o tratado de Toledo de 1480, em que D. Joo II aceitando a partilha das terras do Atlntico pelo paralelo das Canrias, afasta a concorrncia da Espanha em frica e protege a mais tarde chamada rota do Cabo. Durante o seu reinado toda a costa ocidental da frica foi navegada, dobrou-se o Cabo da Boa Esperana e preparou-se por terra com as viagens de Pro da Covilh e Afonso de Paiva, a viagem de Vasco da Gama ndia, a que o monarca j no assistiria. Em 1494, assina-se o tratado de Tordesilhas, dividindo-se a terra em duas zonas de influncia, a atribuir a Portugal e Espanha.Dentro da zona de influncia portuguesa ficava o Brasil, o que permite supor que o monarca tinha conhecimento da existncia dessas terras
  • A ltima fase do reinado de D. Joo II est marcada pelo problema da sucesso do trono. Com a morte do infante D. Afonso, procura o rei habilitar ao trono o bastardo D. Jorge. No seu testamento, todavia, nomeia seu sucessor D. Manuel, irmo da rainha. Morre no Algarve em 1495, aceitando alguns historiadores a hiptese de ter sido envenenado

D.Joo II 15.

  • Dcimo quarto rei de Portugal, nono filho do infante D. Fernando e de D. Brites.
  • Filho adoptivo do prncipe D. Joo II, a quem votava afeio filial, foi feito, morte do seu irmo D. Diogo, duque de Beja, senhor de Viseu, Covilh e Vila Viosa, governador do mestrado de Cristo, condestvel do reino, e fronteiromor de Entre-Tejo e Guadiana. O acidente que vitimou o herdeiro do trono (D. Afonso) conduziu a que fosse aclamado rei em Alccer do Sal (27 de Outubro de 1495). Realizou trs casamentos, o primeiro em 1497 com D. Isabel (viva de D. Afonso), o segundo em 1500 com a infanta D. Maria de Castela e o terceiro em 1518, com D. Leonor, irm de Carlos V.
  • Como poltico, teve sempre em conta o interesse nacional. Recebeu o governo exactamente no momento em que a Nao se preparava para alcanar a mais elevada projeco. Os vinte e seis anos do seu reinado conheceram grande actividade nos domnios da poltica interna, da poltica ultramarina e da poltica externa.
  • Soube D. Manuel em matria de poltica externa, usar de grande habilidade e diplomacia. No aspecto cultural, reconheceu o atraso do ensino universitrio, mandando promover a reforma da universidade, estabelecendo entre 1500 e 1504 novos planos de estudo e uma nova administrao escolar

D.Manuel I 16.

  • D. Joo III
  • Dcimo quinto rei de Portugal, filho de D. Manuel I.
  • Teve como mestres algumas figuras notveis da poca, como o humanista Lus Teixeira e o mdico Toms de Torres. A partir de 1514, D. Manuel comea a introduzi-lo nas matrias do governo e, em 1517, preparava-se o seu casamento com D. Leonor, irm de Carlos V. , porm, D. Manuel que vem a casar com ela, em virtude da morte da rainha D. Maria. Com 19 anos aclamado rei e mais tarde casa com a irm de D. Leonor, D. Catarina de ustria.
  • D. Joo III tem merecido juzos discordantes na sua aco governativa. Para alguns foi um fantico, para outros um hbil monarca. certo que recebeu o imprio no seu apogeu e o deixou no descalabro, mas para alm da sua aco pessoal que no foi brilhante, havia outras causas mais profundas que, de qualquer maneira, produziriam os mesmos efeitos.

D.Joo III 17.

  • Dcimo sexto rei de Portugal, filho do prncipe D. Joo e de D. Joana de ustria, nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554, e morreu em Alccer Quibir, a 4 de Agosto de 1578. Sucedeu a seu av D. Joo III sendo o seu nascimento esperado com ansiedade, enchendo de jbilo o povo, pois a coroa corria o perigo de vir a ser herdada por outro neto de D. Joo III, o prncipe D. Carlos, filho de Filipe II de Espanha.
  • De sade precria, D. Sebastio mostrou desde muito cedo duas grandes paixes: a guerra e o zelo religioso. Cresceu na convico de que Deus o criara para grandes feitos, e, educado entre dois partidos palacianos de interesses opostos - o de sua av que pendia para a Espanha, e o do seu tio-av o cardeal D. Henrique favorvel a uma orientao nacional -, D. Sebastio, desde a sua maioridade, afastou-se abertamente dum e doutro, aderindo ao partido dos validos, homens da sua idade, temerrios a exaltados, que estavam sempre prontos a seguir as suas determinaes.
  • Chefe de um numeroso exrcito, na sua maioria aventureiros e miserveis, parte para a frica em Junho de 1578; chega perto de Alccer Quibir a 3 de Agosto e a 4, o exrcito portugus esfomeado a estafado pela marcha e pelo calor, e dirigido por um rei incapaz, foi completamente destroado, figurando o prprio rei entre os mortos

D.Sebastio 18.

  • Filho do rei D. Manuel e da segunda mulher deste, D. Maria, foi o quarto na ordem varonil dos filhos daquele rei.
  • A sua educao foi orientada para a vida eclesistica, recebendo slida cultura, que lhe foi ministrada por sbios como Pedro Nunes, Nicolau Clenardo e Aires Barbosa. Um cronista do tempo define-o como de sua condio encolhido, e vergonhoso (...) pouco mimoso e severo, continente e temperado nas palavras.
  • A sua carreira eclesistica iniciou-se aos 14 anos, ao ser investido como prior comendatrio de Santa Cruz de Coimbra. Seis anos depois recebeu a administrao do arcebispado de Braga. Em 1540 feito arcebispo de vora. Nesta cidade cria uma pequena corte de letrados, msicos, cantores a charameleiros, que faziam parte da sua casa episcopal.

D. Henrique 19.

  • Nasceu em Lisboa, filho de uma mulher do povo e do infante D. Lus.
  • Seu pai desejava que ele seguisse a vida eclesistica e a sua educao processou-se em sucessivos mosteiros e colgios religiosos, tendo tido por mestres o grande humanista Fr. Diogo de Mura, o padre Simo Rodrigues de Azevedo, o telogo Pedro MargaIho a D. Frei Bartolomeu dos Mrtires.
  • Com a morte de seu pai decide romper com a carreira que lhe tinha sido imposta. J prior do Crato e com as ordens de dicono, recusa a ordenao de presbtero e comporta-se como pessoa secular. Por esse motivo, seu tio o cardeal D. Henrique manifesta-lhe um dio declarado, o que o leva a exilar-se em Castela, em vrias ocasies, durante a menoridade de D. Sebastio.

D.Antnio 20.

  • Filho de D. Teodsio, duque de Bragana e de D. Ana Velasco, casou em 1633 com D. Lusa de Gusmo, espanhola da casa de Medina Sidnia.
  • J em 1638, os conjurados da Revoluo de 1640 tinham procurado obter a aceitao de D. Joo para uma revolta contra Espanha. Mas as hesitaes, ou cautelas, do duque fizeram levantar a hiptese de se conseguir o regresso do infante D. Duarte, soluo que falhou, tendo-se mesmo encarado a instaurao de uma repblica, nos moldes da das Provncias Unidas.
  • Quando morreu, o reino no estava ainda em segurana absoluta, mas D. Joo IV tinha-lhe construdo umas bases suficientemente slidas para vencer a crise. Sucedeu-lhe D. Afonso VI, seu segundo filho

D.Joo IV 21.

  • Rei de Portugal.
  • Sexto filho de D. Joo IV e de D. Lusa de Gusmo.
  • Atacado na infncia por doena no identificada, fica mental e fisicamente diminudo. Com a morte de seu irmo D. Teodsio e de seu pai, sobe ao trono com treze anos, pelo que a regncia ficou entregue a sua me. O rei foi crescendo, rebelde a toda a aco educadora, levando uma vida desregrada e manifestando-se perfeitamente incapaz para assumir as responsabilidades do governo.
  • Giza-se nova conspirao no pao, de que resulta a demisso do conde e a abdicao de D. Afonso VI. D. Pedro toma as rdeas do poder, casa com a cunhada, depois da anulao do casamento desta com D. Afonso e este ltimo desterrado para Angra do Herosmo em 1669, donde regressa em 1674, sendo ento encerrado no Palcio de Sintra at sua morte.

d.afonso vi 22.

  • ltimo dos sete filhos de D. Joo IV ,quarto na ordem de sucesso, nascido em 1648, foi vigsimo terceiro rei de Portugal e o terceiro da Dinastia de Bragana, pelo imperativo duma soluo poltica de emergncia na mais grave conjuntura das primeiras dcadas da Restaurao, to recente como ainda periclitante.
  • Um signo funesto parecia pesar sobre os destinos da nascente dinastia. No desistia o orgulho da Espanha de elimin-la radicalmente por guerra de reconquista. Consumira-se o fundador, exausto na luta, sem ter podido consolid-la.
  • . Consumira-se o fundador, exausto na luta, sem ter podido consolid-la. Por cmulo, trs anos antes da sua morte, falecera-lhe em 1653, aos 19 anos de idade, o primognito, prncipe D. Teodsio, em quem seu pai fundava as melhores esperanas.

D.Pedro II 23.

  • Filho de D. Pedro II e de Maria Sofia de Neubourg, foi aclamado rei em 1707.
  • Quando inciou o reinado, estava-se em plena Guerra da Sucesso de Espanha, que para Portugal significava o perigo da ligao daquele pas grande potncia continental que era a Frana. No entanto, a subida ao trono austraco do imperador Carlos III, pretendente ao trono espanhol, facilitou a paz que foi assinada em Utreque, em 1714. Portugal viu reconhecida a sua soberania sobre as terras amaznicas e, no ano seguinte, a paz com a Espanha garantianos a restituio da colnia do Sacramento.
  • Em relao ao Brasil, que foi sem dvida a sua principal preocupao, tratou D. Joo V de canalizar para l um considervel nmero de emigrantes, ampliou os quadros administrativos, militares e tcnicos, reformou os impostos e ampliou a cultura do acar.

D.Joo V 24. D. Jos I

  • Filho de D. Joo V, sucedeu a seu pai em 1750.
  • Quando subiu ao trono, D. Jos I tinha sua disposio os mesmos meios de aco governativa que os seus antecessores do sculo XVII, apesar do progresso econmico realizado no pas, na primeira metade do sculo XVIII.
  • Esta inadaptao das estruturas administrativas, jurdicas e polticas do pas, juntamente com as condies econmicas deficientes herdadas dos ltimos anos do reinado de D. Joo V, vai obrigar o monarca a escolher os seus colaboradores entre aqueles que eram conhecidos pela sua oposio poltica seguida na reinado anterior .
  • Unman segunda fase, de 1756 a 1764, caracteriza-se pela guerra com a Espanha e a Frana, pelo esmagamento da oposio interna - expulso dos Jesutas, reforma da Inquisio e execuo de alguns nobres acusados de atentarem contra a vida do rei, entre os quais o duque de Aveiro e o marqus de Tvora -, e pela criao de grandes companhias monopolistas, como a do Gro-Par e Maranho e a das Vinhas do Alto Douro

25.

  • Filha primognita de D. Jos I. Foi aclamada rainha em Maio de 1777. Por sofrer de doena mental foi afastada dos negcios pblicos em princpios de 1792, tendo o prncipe D. Joo tomado conta do governo em nome de sua me at 1799, ano em que passou a governar em seu prprio nome, com o ttulo de Regente.
  • Nascida em 1734, recebeu logo o ttulo de "Princesa da Beira", passando com a ascenso ao trono do pai, em 1750, a ser chamada "Princesa do Brasil". Casou em 1760 com o seu tio D. Pedro de quem enviuvou.

D.Maria I 26.

  • Filho de D. MariaI e de D. Pedro III, casou em 1785 com D. Carlota Joaquina, Infanta de Espanha, filha de Carlos IV e de Maria Lusa de Parma.
  • A partir de 1792, assegurou a direco dos negcios pblicos, devido doena mental da me, primeiro em nome da rainha, a partir de 1799, em nome prprio com o ttulo de Prncipe Regente, sendo aclamado rei em 1816.
  • Em 1821 o rei forado a regressar a Portugal, devido ao triunfo da revoluo de 1820 e, em 1822, jura a constituio, que vigoraria apenas durante alguns meses. Seguem-se a Vila-Francada em 1823 e a Abrilada em 1824, movimentos absolutistas encabeados por D. Miguel

D.Joo VI 27.

  • Segundo filho varo de D. Joo VI e de D. Carlota Joaquina, a morte de seu irmo primognito, D. Antnio, encaminhou-o para a herana da coroa de Portugal.
  • A sua infncia decorreria em ambiente carregado, entre o instvel ambiente familiar e os acontecimentos sociais e polticos, desde os ecos da Revoluo Francesa, s ameaas napolenicas, culminando pela fuga da corte para o Brasil perante as invases francesas (1807). Contava ento 9 anos de idade e a sua educao decorreu rdea solta, sem estudos sistemticos.
  • Sofria de epilepsia, elemento de grande importncia a considerar na compreenso da sua personalidade. Educado sem luzes excessivas, os anos depressa lhe atribuem funes cada vez mais elevadas.

d.pEDRO iv 28.

  • Terceiro filho de D. Joo VI e de D. Carlota Joaquina. Regressou Metrpole com a corte vindos do Brasil no momento em que se ensaiava no Pas a primeira experincia liberal qual a rainha e os seus apoiantes reagiram vivamente por manejos anti-revolucionrios.
  • D. Miguel tomou o partido da me e hostilizou o pai assumindo atitudes polticas cada vez mais definidas, tendo encabeado o Partido tradicionalista. Foi o executor dos movimentos da Vila-Francada e da Abrilada

D.MIGUEL 29.

  • Contava apenas 7 anos, quando seu pai, D. Pedro IV, abdicou do trono de Portugal em seu favor, em Abril de 1826.
  • Devia casar, logo que tivesse idade, com o tio, D. Miguel, nomeado regente e lugar-tenente do reino, o que foi aceite pelo Infante, em Julho de 1826, assumindo a regncia, ao chegar a Lisboa, em Janeiro de 1828, aps ter jurado fidelidade rainha e Carta Constitucional.
  • D. Maria foi enviada para a Europa em Julho de 1828, para defender os seus direitos ao trono, tendo ficado a residir em Londres, e a partir de 1831 em Frana.
  • S em 24 de Setembro de 1834, com o fim da Guerra Civil, tendo quinze anos de idade, assumiu o governo do Pas.
  • Casou em 1835 com Augusto de Leuchtenberg, filho de Eugnio de Beauharnais, e neto da Imperatriz Josefina, primeira mulher de Napoleo Bonaparte, irmo mais velho da segunda mulher de D. Pedro IV, mas que morreu logo em Maro desse ano.

D.Maria II 30.

  • Nasceu em Lisboa a 16 de Setembro de 1837, filho primognito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota.
  • Reconhecido prncipe real e sucessor da coroa de Portugal pelas Cortes Gerais Extraordinrias e Constituintes, em sesso de 26 de Janeiro de 1838; sucede a sua me em Novembro de 1853; at sua maioridade governa seu pai como regente. E aclamado rei aos 18 anos e presta juramento perante as cortes Gerais. Os dois anos antes de comear a governar passou-os em viagens pelo estrangeiro, completando assim a educao primorosa cuidada que sua me na histria conhecida pela A Educadora lhe fez ministrar. Ela prpria dirigiu o ensino dos primeiros anos.
  • Pode considerar-se o jovem rei como o primeiro homem moderno que em Portugal testemunhou em escritos do seu punho o significado da sua poca, o conhecimento do seu pas e dos seus homens. Morto prematuramente, apenas com 24 anos, a sua morte enlutou verdadeiramente o reino. Bulho Pato diz: Foi a primeira vez que vi A. Herculano chorar como uma criana.

D.Pedro V 31.

  • Filho segundo de D. Maria II (1819-1853) e de D. Fernando III (1816-1885). Assumiu o governo a 14 de Outubro de 1861, tendo casado com D. Maria de Sabia. Era primorosamente educado, com temperamento de literato e artista. Embora tivesse dominado a paz no reinado, houve um levantamento de tropas, em 1862 e em finais de 1867 o movimento da Janeirinha e em 19 de Maio de 1870, o duque de Saldanha imps a demisso do governo, e passou a assumir a presidncia do novo ministrio.
  • Em 1865-1866 a vida mental foi sacudida pela Questo Coimbr e em 1871 surgiu a iniciativa das Conferncias Democrticas do Casino

D.Lus 32.

  • Penltimo rei de Portugal, filho de Lus I e de D. Maria Pia de Sabia.
  • O seu reinado, que se iniciou em 1889, decorreu todo ele num ambiente efervescente e foi marcado por uma srie de acontecimentos dramticos:
  • - Ultimato ingls, motivado pelo clebre mapa cor-de-rosa
  • - revoluo republicana de 31 de Janeiro;
  • - recrudescimento das lutas polticas entre republicanos, que aumentavam continuamente, e monrquicos, numa posio cada vez mais fraca;

D.Carlos 33.

  • Nasceu em Lisboa e morreu em Inglaterra. Foi o ltimo monarca de Portugal tendo governado de 1908 a 1910.
  • Filho de D. Carlos e de D. Amlia de Orlees. Devido ao regicdio e morte violenta do prncipe real D. Lus Filipe, comeou a reinar (1-2-1908).
  • Reunido o Conselho de Estado, nomeou-se um governo de concentrao partidria, com excepo dos partidrios do anterior ditador Franco.
  • Por volta de 1914 os Monrquicos, aproveitando o governo mais tolerante de Bernardino Machado, formaram a causa Monrquica, que aspirava a estabelecer novamente o regime deposto. Gozava de toda a confiana e apoio do rei D. Manuel II, que nomeou um lugar-tenente (Azevedo Coutinho, Aires de Ornelas, etc.).

D.Manuel II 34.

  • Poltico dos mais notveis da 1. Repblica Portuguesa.
  • No tempo da Monarquia pertenceu ao Partido Regenerador e foi deputado. Ministro das Obras Pblicas, Comrcio e Indstria no primeiro Governo presidido por Hintze Ribeiro. Desiludido da Monarquia, aderiu ao Partido Republicano.
  • Implantada a Repblica foi ministro dos Negcios Estrangeiros do Governo Provisrio. Desenvolveu ento uma importante aco diplomtica.

Bernardino 35. marta... sofia Trabalho realizado por: