A HOMENAGEM REVERENCIAL A DEUS PAI - A ADORAO A DEUS

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    28-Jul-2015

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1. A HOMENAGEM REVERENCIAL A DEUS PAI - A ADORAO A DEUS - Amados irmos e irms, estudantes do Livro de Urntia, recebam uma saudao cordial e fraterna. Nessa ocasio apresentaremos algumas realidades relativas adorao divina, a adorao a Deus Pai. Esses so ensinamentos dos Reveladores e Cristo Miguel- Jesus, que correspondem Revelao da Verdade que hoje est nas nossas mos. Incluiremos tambm uma composio potica espiritual, com a inteno de ajudar a melhorar a nossa atitude de aproximao ao Pai divino e de que nos motive e inspire alegria, amor, confiana e devoo, ao realizar a nossa prtica de adorao a Deus Pai, na qual contemplamos o esprito divino que reside na nossa mente humana, o Ajustador do Pensamento, a presena divina do Pai Universal. 2. Consideremos algumas realidades e benefcios da prece que antecede adorao a Deus, pois a prece favorece o culto a Deus Pai. A PRECE, UMA BASE PARA A ADORAO GENUNA Os ensinamentos de Jesus, em Jotapata, a respeito da prece, da ao de graas e da adorao, so para todos os homens, de hoje e de sempre. 1638.1 3. Lembremos que, na prece, pedimos a Deus a abundncia das ddivas do esprito e o que necessitamos no sentido espiritual; na adorao recebemos de Deus aquilo que Ele preparou para ns. Lembremos: Pedi e vos ser dado; buscai e encontrareis. 1639.5, 1619.1 4. A prece parte da experincia religiosa, ela enriquece a nossa vida, e a adorao ilumina o nosso destino. Jesus deseja que utilizemos a prece como um meio de nos elevar verdadeira adorao. 1123.5, 1640.4 5. A prece, e a adorao associada a ela, uma tcnica espiritual para nos distanciar, por um tempo, das atividades da vida diria, uma via para nos aproximar da autorrealizao espiritualizada e para alcanar a individualidade intelectual e religiosa. 1621.4 6. A prece o olhar sincero e anelante do filho, dirigido a Deus; um processo psicolgico de trocar a nossa vontade humana pela vontade divina, e para transformar o que somos, no que devemos ser. 1621.8 7. A prece uma ajuda benfica para a nossa alma em crescimento. Quando oramos, pedimos pelos outros e por ns, lembramos a ns prprios por meio dos nossos pensamentos. Na adorao a Deus esquecemos a ns prprios, porque vamos alm do pensamento, transcendemos o pensamento, isso o suprapensamento. 1621.5, 1616.9 8. A prece a expresso pessoal e espontnea da nossa alma para com o nosso esprito divino, para com Deus. A melhor prece, a prece ideal, uma forma de comunho espiritual que conduz adorao inteligente a Deus. Realizamos uma verdadeira prece quando sinceramente nos elevamos em direo ao cu para alcanar os nossos ideais. A prece em verdade o impulso da nossa alma e o impulso da vida do esprito na nossa civilizao humana e material. 1618.6, 1619.1, 1621.6 9. Aproximamo-nos melhor zona de contato o nosso Ajustador do Pensamento por meio de uma vida em f viva, da orao sincera, inteligente e altrusta, e da adorao sincera a Deus Pai. O nvel mais elevado da nossa mente a supraconscincia; esse nvel a zona de contato com o Ajustador do Pensamento. 1099.4, 5; 1203.3 10. Jesus nos diz que a prece nos ajuda muito a expandir a prpria capacidade para receber a presena do esprito divino, isso significa comungar com Deus e receber as qualidades divinas. Jesus nos exorta a orar com sinceridade, de todo o corao, e inteligente, honesta e constantemente. A prece expande a capacidade de receptividade espiritual da nossa alma. 1640.3, 1621.1 11. Jesus nos ensina que a prece de f nos conduz comunho da verdadeira adorao. E que a capacidade da nossa alma para receber o esprito determinar a quantidade de bnos celestes, ou qualidades divinas, que podem ser pessoalmente apropriadas como resposta prece. 1621.3 12. Podemos dizer que, por meio da prece, recarregamos as baterias espirituais da alma, e que, por meio da adorao, sintonizamos a nossa alma para receber ou captar as transmisses universais do esprito infinito do Pai Universal. Quando a nossa prece genuna e sincera, obtemos crescimento espiritual e, desse modo, modificamos as nossas atitudes perante a vida e os nossos semelhantes. 13. A prece produz uma grande satisfao na nossa alma e mente, que provm da comunho com a nossa divindade interior; uma manifestao espontnea da conscincia de Deus em ns. O Senhor enriquece a nossa alma e mente com as suas bondades divinas, pelo nosso amor sincero a Ele, pois Ele sabe que desejamos viver uma vida em retido, guiados e ensinados por Ele. 1621.7, 1002.2 14. Quando nos apresentamos perante o Senhor com f, sinceridade e amor, para orar e adorar a Ele, ento se abre o terminal humano da comunicao entre Deus e ns; quando isso acontece, ns disponibilizamos imediatamente a corrente sempre fluente do ministrio divino do Pai Eterno para todas as suas criaturas que evolucionam nos mundos do universo. 1638.4 15. Na realidade, as palavras da prece so irrelevantes. O valor das palavras de uma prece puramente autossugestivo. Em verdade, Deus responde atitude da nossa alma, e no s nossas palavras. Para Deus de maior valor o nosso anseio e inteno sincera de nos aproximar dele, confiando Nele com amor, do que mil palavras. 16. Jesus nos aconselha a no orar ao Pai apenas quando estivermos em dificuldades ou doentes, pois essa prtica imprudente e enganosa. Que oremos ao Pai mesmo quando tudo vai bem com a nossa alma. Oramos para conhecer qual a vontade do Pai que est no cu. 1640.1 17. Por meio das realidades da prece podemos apreciar a sua importncia e necessidade, por que ela nos ajuda a elevar o nosso nimo espiritual e humano at a experincia genuna da adorao a Deus, a comunho real com o seu esprito divino. 18. SOBRE A ADORAO Um Aperfeioador da Sabedoria nos diz que a adorao o privilgio mais elevado e o dever primordial de todas as inteligncias criadas. A adorao o ato de reconhecimento e admisso da verdade e do fato das relaes ntimas e pessoais dos Criadores com as suas criaturas. 303.5. Sendo filhos do Pai Universal, ador-lo o nosso dever principal. 19. Sempre e durante todas as pocas, a verdadeira adorao de qualquer ser humano (no que concerne ao seu progresso espiritual individual) reconhecida pelo Ajustador residente como uma homenagem feita ao Pai no cu. (Jesus) 1598.9 20. A adorao implica a mobilizao de todos os poderes da nossa personalidade, sob o domnio da alma e sujeita conduo do Ajustador do Pensamento. 21. Um Censor Universal proveniente de Uversa diz: Ns adoramos a Deus, primeiro porque Ele , depois porque ELE EM NS e, finalmente, porque NS SOMOS NELE. 196.10 22. A experincia da adorao consiste no esforo sublime do nosso Ajustador prometido, para comunicar ao Pai celeste os anelos e as aspiraes da nossa alma. 66.4 23. A prece incorpora um interesse pessoal da nossa parte, essa a diferena entre a adorao e a prece, pois a verdadeira adorao no contm nenhum pedido para ns, no h nenhum interesse pessoal; ns adoramos o Pai divino pelo que compreendemos que Ele . Na adorao nada pedimos e nada esperamos para ns, os adoradores. 24. Ns no adoramos o Pai esperando poder obter alguma coisa de tal venerao ou culto sua Pessoa. Prestamos essa devoo e nos dedicamos a adorar a Deus como uma reao espontnea e natural ao reconhecer a sua personalidade incomparvel, a sua natureza amvel e os seus atributos admirveis. No momento em que o elemento do interesse prprio (algum pedido) se introduz na adorao, a devoo passa da adorao para a prece. 65.5, 6 25. A adorao o ato de consentimento da nossa mente ao anelo da nossa alma, que est em crescimento, de comunicar-se com Deus Pai sob a guia do Esprito Ajustador associado, como filhos do Pai Universal pela f. Em outras palavras: a mente consente em adorar; a alma almeja e inicia a adorao, e a centelha divina, o Ajustador, conduz a adorao em nome da mente e da alma. A verdadeira adorao uma experincia realizada em quatro nveis: o intelectual, o moroncial, o espiritual e o pessoal, isto , a conscincia da mente, da alma, do esprito, e a sua unificao na nossa personalidade, quando realizamos esse culto a Deus. 66.4 26. As religies modernas esqueceram, em grande parte, a comunho de adorao, que a fase mais essencial da experincia religiosa, a fase que divinamente criativa. O revelador nos ensina que os poderes reflexivos da nossa mente so aprofundados e ampliados pela adorao a Deus. Por meio da comunho com Deus, a nossa alma e mente vo refletindo, com toda a certeza, as qualidades divinas recebidas, a Verdade, a Beleza e a Bondade de Deus, valores que refletimos para a humanidade no servio altrusta, no amor divino, na bondade, na compreenso, na tolerncia, etc. 1123.5 27. A adorao o mbito da experincia religiosa pessoal, da experincia espiritual com Deus. Essa experincia religiosa pessoal consiste em duas fases de manifestao. Na primeira fase descobrimos o Ajustador do Pensamento na nossa mente, e na segunda fase o Ajustador do Pensamento se revela em ns, deixando uma marca indelvel na nossa alma. 192.4, 2095.1 28. A religio, na nossa experincia pessoal, revela- nos um Pai que AMOR, um Deus a ser AMADO e ADORADO. Um Deus de adorao que exige fidelidade total ou nada. A nossa relao de f com o nosso Pai Criador uma experincia viva e dinmica que no est sujeita a uma definio precisa. A nossa f genuna em Deus Pai transformar a nossa ideia de Deus em um Deus ideal e verdadeiro, na nossa experincia espiritual religiosa. 29. Tornamo-nos realmente cnscios de Deus unicamente por meio da f, por meio da nossa experincia pessoal com Ele. Devemos ter f em ns prprios, em que podemos realizar essa experincia com o nosso Pai. Na verdade, comungar com Deus na intimidade, por meio da prece e da adorao, algo simples, fcil, distendido e prazeroso, que nos proporciona paz, felicidade e satisfao para a nossa alma e mente, as quais se vivificam e iluminam. 1124.2, 3, 5, 6, 7 30. Com o uso da nossa mente podemos pensar em Deus, falar dele e da sua existncia, mas quando a nossa mente e alma se unem por meio de uma f viva em Deus, e adoramos a Deus por meio das realidades da experincia religiosa pessoal, ento podemos conhecer Deus, pois nosso Pai se revela infalivelmente a todos os seus filhos pela f, aos sinceros, aos que o amam e acreditam nele, que o buscam e adoram de todo o corao. Por meio da realidade da experincia religiosa pessoal, contatamos realmente ao nosso Deus interior em um estado superior de conscincia que est alm do estado de conscincia de viglia, um estado de conscincia que est alm da nossa simples conscincia intelectual: a supraconscincia. 1856.2 31. O Ajustador comunica-se conosco, indiretamente e sem ser reconhecido por ns, durante as experincias sublimes do contato adorador da nossa mente com o esprito, na supraconscincia. Realizamos contato com Deus por meio da experincia de conhec-lo, ador-lo e compreender que somos seus filhos. No devemos considerar a verdadeira adorao religiosa a Deus como um monlogo ftil de autoenganao, por que a adorao uma comunho pessoal com o que divinamente real, com aquilo que a origem mesma da realidade universal: DEUS, o Altssimo Pai que reside no Paraso e na mente de cada um de ns. Por intermdio da adorao, aspiramos a ser melhores, e por meio dela finalmente alcanamos o melhor, a realidade divina que DEUS. 1203:3; 2095: 5,6 32. Deus no faz contato conosco por meio dos nossos sentimentos ou emoes, mas sim no mbito do pensamento mais elevado e mais espiritualizado. So os nossos pensamentos que nos conduzem a Deus. A religio progride em ns por meio da f e do discernimento. 1104.6. 1105.1 33. A adorao vem depois da prece, e a realizamos dirigindo ou colocando a ateno da nossa mente em Deus, na centelha divina, fechando os olhos, sem realizar nenhum esforo, isto , venerando serenamente a Presena de Deus, sem gerar pensamentos. Isso produz um verdadeiro repouso para a nossa alma e mente, uma forma de exerccio espiritual repousante. 34. Observao: se surgirem pensamentos, no nos preocupamos, no os alimentamos, deixamos que desapaream e continuamos centrando a ateno devota em Deus. Com a prtica diria alcanaremos uma maior paz mental, teremos menos pensamentos. Tudo isso normal no comeo, mas com o passar do tempo conseguiremos disciplinar a mente e centrar mais a nossa ateno em Deus. Ao realizar a prtica da adorao com f, amor e devoo a Deus entraremos em contato com Deus, apesar da falta de prtica da nossa mente. 35. O Pai sabe que somos inexperientes, que estamos aprendendo a arte de adorar. Ele nos compreende e nos recebe de bom grado, por que nos ama infinitamente, apreciando a nossa ateno e esforo. No devemos temer nada, confiemos em Deus, com Ele estamos seguros. Na prtica da adorao transcendemos o pensamento, surge a plenitude e aparece a felicidade. Na medida do avano da adorao a Deus, e com ele, a ao da adorao torna-se crescentemente todo-abrangente, at que, finalmente, atinge a glria do deleite experiencial mais elevado e do prazer mais excelso conhecido pelos filhos de Deus. A prtica leva perfeio. 1616: 5, 9; 303:5. 36. Jesus ensinou aos seus seguidores, e a ns, que, aps fazermos as nossas preces, deveramos permanecer durante um tempo em receptividade silenciosa (adorao- ausncia de pensamentos) para dar ao nosso Ajustador interior a melhor oportunidade de falar alma nossa atenta. O esprito do Pai fala melhor a ns quando a nossa mente est em uma atitude de verdadeira adorao. 37. Ns adoramos a Deus com a ajuda do Ajustador do Pensamento e pela iluminao da nossa mente, por meio do ministrio do Esprito da Verdade. A adorao, ensina-nos Jesus, torna-nos cada vez mais semelhantes ao ser que estamos adorando; isto , assemelhamo-nos a Deus, pois a Ele que adoramos. A adorao uma experincia interior que nos transforma espiritualmente de um modo gradual, e desse modo aqueles que adoramos a Deus aproximamo-nos gradualmente a Ele, e finalmente o alcanamos. 1641.1 38. Observao: A religio do esprito deve trabalhar sob uma necessidade paradoxal: a necessidade de fazer uso efetivo do pensamento, para a sua compreenso e discernimento, ao mesmo tempo em que descarta a utilidade espiritual de todo pensamento, durante a adorao a Deus ou receptividade silenciosa, na qual nada pedimos a Deus e nada esperamos receber. Aprendamos a exercitar a presena de Deus (adorao) com f, devoo, amor e pacincia. Assim Ele se revelar na nossa alma, iluminando cada vez mais a nossa mente. Esse o caminho para a autorrealizao espiritual da nossa personalidade. 1121.3 39. A contemplao (venerao) do espiritual, a nossa adorao a Deus, deve alternar-se com o nosso servio sociedade, que representa o nosso contato com a realidade material na qual vivemos. Cristo Miguel-Jesus aconselha-nos que as tenses da vida diria deveriam ser relaxadas pelo repouso da adorao. Que as sensaes de insegurana que advm do medo do isolamento da nossa personalidade no universo, deveriam receber o antdoto da contemplao do Pai, pela f viva, como a f de uma criana pequena que cr e confia no seu Pai. 1616.5 40. A verdadeira religio surge ao decidir que a nossa alma estabelea uma relao consciente, ntima, voluntria e pessoal com a nossa centelha divina, vinculando- nos voluntariamente, pela f, com o nosso Ajustador divino que reside na nossa mente e alma. Essa experincia pessoal vai alm do puramente intelectual. 1616.4 41. A religio da experincia pessoal leva-nos a descobrir, na nossa intimidade com Deus, ideais novos e superiores que vo alm das normas ticas e morais conhecidas, obtendo sabedoria e verdadeiras realizaes espirituais. Na busca interna de Deus, ele nos d as realidades divinas. Assim, na intimidade com o nosso Pai, descobrimos novos valores e significados divinos, que permanecem como uma riqueza viva na nossa alma e mente. 42. A religio consiste em experienciar o esprito ou a divindade na nossa prpria conscincia moral evolucionria. Podemos experienciar ou vivenciar realmente a presena de Deus na nossa prpria conscincia nessa vida, decidindo realizar um esforo consciente para alcanar esse objetivo, dedicando a cada dia um tempo para o nosso Senhor, para am-lo, ador-lo e agradecer as suas bnos. 43. Disse Jesus em Jotapata: Entregai o vosso caminho ao Senhor, confiai nele, e Ele agir. Pois o Senhor ouve o clamor do necessitado, e Ele considerar a prece do desamparado. 1639.4 44. O nosso amado Pai Criador Cristo Miguel- Jesus nos diz que a adorao ao Pai eterno o ato de uma parte identificando-se com o Todo; o que finito com o que Infinito; o filho humano com o seu Pai divino; o tempo no ato de dar um passo com o que eterno. A adorao o ato da comunho pessoal do filho humano com o seu Pai divino, a assuno de atitudes reanimadoras, criativas, fraternais e romnticas, por parte da alma humana e do esprito divino. 1616.10 45. Amados irmos e irms, quando no Livro de Urntia os reveladores e Cristo Miguel- Jesus falam de adorao - contemplao do espiritual - prestar culto a Deus- receptividade silenciosa venerao - relaxamento da adorao -, devemos compreender que eles esto se referindo ao mesmo conceito ou atividade: A adorao ao Pai Divino, a adorao a Deus. 46. UMA RECOMENDAO: Realizemos a prtica da meditao espiritual (orao-adorao a Deus) antes de comer ou trs horas depois de comer. Meditar com o estmago vazio o melhor para sentirmos cmodos, por que durante a meditao diminui o fluxo sanguneo, afetando a digesto. importante considerarmos essa recomendao para estar cmodos e em paz durante a nossa prtica espiritual com Deus. 47. Amados irmos e irms, considerando e aplicando os ensinamentos revelados: A Religio do Esprito, o Evangelho do Reino, a Verdadeira Adorao, a Realidade da Experincia Religiosa, permiti-me realizar, com profundo respeito por Deus Pai, por Cristo Miguel-Jesus e por todos vocs, uma composio potica espiritual na qual imaginariamente nosso Pai divino nos fala e guia amorosamente para a realizao da adorao, com o desejo de que essas palavras nos ofeream inspirao, devoo, alegria, fora e confiana para realizar a nossa prtica da comunho adoradora, na qual nos inclinamos perante Deus Pai com respeito, amor, devoo e gratido. Essa composio espiritual est baseada nas realidades da verdade revelada no Livro de Urntia. Com o desejo de ajudar, com amor e respeito entrego essa composio potica ao nosso Pai divino, a Cristo Miguel-Jesus e a todos vocs, meus amados irmos e irms. 48. A HOMENAGEM AO PAI NO CU A ADORAO Amado filho, amada filha: Ao fechar os teus olhos para vir a Mim, Para dar teu amor e homenagem a Mim, D a ateno da tua mente a Mim, Deposita toda a tua f em Mim 49. D toda a tua sinceridade a Mim, D toda a tua devoo a Mim, D tudo isso a Mim, Confiando sempre em Mim. 50. Perseverando pacientemente em Mim, A tua f e vontade te conduziro a Mim, A tua adorao ser por amor de Mim, Na qual a tua alma ouve a Mim. 51. Assim, a tua mente repousar por amor de Mim, Adorao e comunho ser, por teu amor e o Meu. Tudo quanto me deres, Eu te devolverei aumentado. 52. Se depositares a tua f a cada dia em Mim, Se perseverares em Mim, sempre me encontrars, Sempre estarei contigo e tu em Mim, Dualidade e unidade pelo teu amor por Mim, E pelo meu amor por ti. 53. Pela tua adorao a Mim, Com a tua devoo dedicada a Mim, Caminharei ao teu lado Com todo o meu amor por ti, Abenoando-te eternamente, Amado filho, amada filha. 54. COMENTRIO FINAL Essas so as realidades que os reveladores e Cristo Miguel-Jesus nos revelaram para nos ajudar a ascender at o Paraso, a morada do Pai Universal. Como crentes no Evangelho do Reino de Jesus, deveramos nos esforar para tomar conscincia dessas realidades espirituais e nos tornarmos praticantes da religio do esprito, alm de continuarmos estudando a revelao de Urntia. 55. Muito amados irmos e irms, eu penso que deveramos aprender a fazer a vontade de Deus, aprender a manter o silncio interior, a ouvir a Deus e a receb-lo no descanso adorador, para que a nossa alma cresa em esprito e em verdade e se assemelhe ao esprito divino. a comunho com Deus que prov a semelhana divina para a nossa alma. Deveramos procurar, como crentes, que isso acontea durante a nossa vida humana, com propsitos de sobrevivncia. Deus Pai nos deu alma e personalidade, mas estas ainda no so nossas, ainda no nos pertencem; devemos decidir sobreviver e obter realizaes espirituais verdadeiras para que a alma e a personalidade sejam nossas por toda a eternidade. 56. Quando adoramos a Deus de todo o corao, realizamos o mnimo esforo por meio do descanso adorador, e esse ato produz o maior ganho espiritual para a nossa alma e conscincia. Quando fazemos o mnimo conseguimos o mximo, isto , recebemos bnos reais de Deus, em abundncia. Por meio da adorao ao Pai divino vamos alcanando, passo a passo, o domnio de ns prprios, por que algo maravilhoso acontece quando nos apresentamos perante Ele com a atitude adequada, a de uma criana pequena que tem f e confiana no seu Pai. 57. Quando realizamos a adorao ou contemplao ao nosso Pai divino, devemos lembrar que estamos perante a sua Presena espiritual, que a Centelha Divina, mas h mais uma coisa muito importante, a presena do Esprito da Verdade e a presena do Esprito Santo se encontram junto de ns, em unidade com a nossa Centelha Divina, e assim que o nosso esprito interior e o Esprito da Verdade nos conduzem ao conhecimento da Verdade divina, ao mesmo tempo que o Esprito Santo ilumina e santifica a nossa mente humana. Quando adoramos a Deus, realmente nunca estamos sozinhos. 58. Quando Cristo Miguel-Jesus falou sobre o domnio de ns prprios, ele nos ensinou que, por meio desse novo caminho espiritual, primeiro somos transformados pelo Esprito da Verdade, fortalecendo-se assim a nossa alma pela constante renovao espiritual da nossa mente, e ento ficamos dotados do poder de realizar, com segurana e alegria, a misericordiosa, aceitvel e perfeita vontade de Deus. 59. Muito amados irmos e irms, agradeo a ateno dispensada a essa apresentao. Que o Pai divino nos fortalea e ilumine. Recebam todos um grande abrao fraterno na Luz do Pai Amor. Sinceramente, seu irmo Jaime. FONTE: O LIVRO DE URNTIA. www.urantia.org/pt