Razes de uma dieta vegetariana

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    09-Jul-2015

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Razes de uma dieta vegetariana

Entre outras razes para adoptarmos uma dieta vegetariana destacam-se as seguintes: anatmicas e fisiolgicas, higinicas, econmicas, estticas, ecolgicas e ticas.Anatmicas e Fisiolgicas

O estudo comparativo da anatomia e fisiologia dos animais carnvoros, herbvoros e frutferos demonstra que a dieta frutfera e herbvora mais adequada ao homem. Os seguintes dados so um resumo de tais estudos.

CarnvorosTm garras. No tm poros. Transpiram pela lngua. Dentes caninos frontais alongados, fortes e pontiagudos para rasgar a carne. Ausncia de dentes molares posteriores para triturar alimentos. Glndulas salivares pequenas na boca (glndulas bem desenvolvidas so necessrias na pr-digesto de cereais e frutas). Saliva cida. Ausncia de ptialina, enzima responsvel pela pr-digesto dos cereais. Trato intestinal 3 vezes o tamanho do corpo, para que a carne em decomposio possa ser eliminada rapidamente. Estmago simples e arredondado. Forte concentrao de cido clordrico no estmago, para digerir a carne. Clon liso. Urina cida. Mandbula alongada para a frente. Alimento: carne.

FrutferosNo tm garras. Transpiram atravs de milhares de poros. Ausncia de dentes caninos frontais pontiagudos. Dentes molares posteriores achatados, para triturar. Glndulas salivares bem desenvolvidas, necessrias pr-digesto de cereais e frutas. Saliva alcalina. Profuso de ptialina. Trato intestinal aproximadamente 8 vezes o comprimento do corpo. Estmago com um duodeno como segundo estmago. cido do estmago 20 vezes menos concentrado que nos carnvoros. Clon convoluto. Urina alcalina. Mandbula curta. Alimento: frutas e nozes

HerbvorosNo tm garras. Transpiram atravs de milhares de poros. Ausncia de dentes caninos frontais pontiagudos. Dentes molares posteriores achatados, para triturar. Glndulas salivares bem desenvolvidas, necessrias pr-digesto de cereais e frutas. Saliva alcalina. Profuso de ptialina. Trato intestinal aproximadamente 8 vezes o comprimento do corpo. Estmago em 3 ou 4 compartimentos. cido do estmago 20 vezes menos concentrado que nos carnvoros. Clon convoluto. Urina alcalina. Mandbula levemente alongada. Alimento: relva, ervas e plantas

HomemNo tem garras. Transpira atravs de milhares de poros. Ausncia de dentes caninos frontais pontiagudos. Dentes molares posteriores achatados, para triturar. Glndulas salivares bem desenvolvidas, necessrias pr-digesto de cereais e frutas. Saliva alcalina. Profuso de ptialina, para pr-digerir cereais. Trato intestinal aproximadamente 7 vezes o comprimento do corpo. Estmago com um duodeno como segundo estmago. cido do estmago 20 vezes menos concentrado do que nos carnvoros. Clon convoluto. Urina alcalina. Mandbula curta. Alimento adequado: cereais, vegetais, frutas e nozes

Como vemos, os animais mais prximos do homem, anatmica e fisiologicamente, so frutferos ou herbvoros. Vrias caractersticas indicam diferenas pronunciadas entre os animais herbvoros e frutferos e os carnvoros, mas vale a pena destacar o comprimento do intestino, que nos carnvoros aproximadamente 3 vezes o comprimento do corpo enquanto que no homem cerca de 7 vezes. Isto faz com que os carnvoros tenham uma digesto bastante rpida, eliminando a seguir tudo o que no absorvido. J o homem tem uma digesto muito lenta, por ter um intestino longo. Isto faz com que a carne, que j estava em processo de decomposio desde a morte do animal, continue a decompor-se no interior de seu intestino, causando muitos problemas de sade por causa das toxinas libertadas.Um dos melhores indicadores de que a alimentao vegetariana mais apropriada ao homem, so os muitos benefcios para a sade encontrados em dietas base de vegetais e as inmeras enfermidades ligadas ao consumo da carne. Alm disso, pela anlise qumica e comparao das propriedades nutritivas dos vegetais e da carne, observamos que possvel obtermos do reino vegetal o suficiente para a constituio dos tecidos e a nutrio do corpo. Higinicas As carnes so nocivas ao organismo porque ao dar-se a morte violenta do animal suspendem-se, os actos digestivos e as funes eliminatrias e excretoras. O alimento ingerido que o animal no pode utilizar e as impurezas dos seus tecidos resultantes das trocas nutritivas ficam armazenadas no cadver do animal e passam ao corpo humano com a ingesto da sua carne. A carne deteriora-se com enorme rapidez. A decomposio inicia-se imediatamente aps a morte e s detectada pelo olfacto quando j alcanou um estado avanado. Ainda que o calor da cozedura destrusse os micrbios, como afirma a cincia mdica, ficam por outro lado, armazenados na carne milhes ou bilies de cadveres microbianos que passam em seguida ao organismo aps a sua ingesto. Essa enorme massa cadavrica h de influir, indubitavelmente, na formao do terreno orgnico propcio para a ecloso das doenas infecciosas agudas e de carcter geral. A mdia de grmenes, de 65.000 por mm3 de fezes no carnvoro, baixa para 2.000 por mm3 no vegetariano. Esses grmenes extinguem os grmenes saprfitas, benfeitores, da a frequncia de apendicite, diverticulose, colite e enterite entre os que consomem carne.

Econmicas

H cada vez mais pessoas a optarem conscientemente por uma alimentao vegetariana. As razes so vrias: alguns combatem o mal trato animal, outros a explorao do ambiente e outros ainda, optam por consumir alimentos mais saudveis.

A carne alimenta poucos custa de muitos. Isto , segundo informaes do Departamento de Agricultura dos E. U. A., mais de 90% dos cereais produzidos naquele pas so destinados ao alimento de gado: vacas, porcos, ovelhas e galinhas.Estticas O comrcio de carne uma das principais fontes de brutalidade que h no mundo. O vegetarianismo promove beleza, o amor, o respeito e a cultura. A comparao dos horrveis espectculos, sons e odores de um matadouro, com a beleza e o perfume de uma horta ou de um pomar, no deixa lugar a dvidas quanto a esta questo.

EcolgicasO problema n 1 da sade no mundo, a destruio crnica. A criao de gado devasta imensas reas verdes naturais. O homem provoca desequilbrios na Natureza, ao alterar processos evolutivos normais de animais e vegetais. A demanda por carne barata, uma das principais causas da destruio das florestas tropicais e outras florestas em todo o mundo. Isto contribui para a extino das espcies e a desertificao, alm da poluio causada pelo dixido de carbono.

ticasO vegetarianismo est a alcanar cotas de popularidade desconhecidas e a cada dia se generaliza mais a convico de que o estilo de vida vegetariano o mais so, compassivo e com mais respeito pelo meio ambiente; no entanto, apesar da grande informao disponvel aos consumidores, alertando para os perigos a que conduz o consumo de produtos de origem animal e das mltiplas vantagens de uma dieta isenta de carne, as presses dos grandes interesses comerciais, polticos e religiosos, para manterem o estatuto de controlo das ideias e do capital dos seus potenciais clientes ou seguidores, continua a distorcer e a debilitar o enorme impacto social da mensagem vegetariana. Muitas pessoas consideram as razes ticas como as mais importantes para tornar-se vegetariano .

Num estudo chamado Acerca de comer carne, o autor romano Plutarco, escreveu: "Podes perguntar porque razo Pitgoras se abstinha de comer carne? Por mim, espanta-me muito e pergunto-me que grande distrbio ou estado mental o do primeiro homem que levou aos seus lbios a carne de uma criatura morta, cobrindo a sua mesa de corpos mortos e plidos e se aventurou a chamar alimento e nutrio, a esses seres que em algum momento se alegraram, choraram, movimentaram e viveram? Como puderam os seus olhos suportar a matana, quando as suas gargantas eram cortadas e os seus membros esquartejados? Como pode o seu nariz suportar tais odores? () certamente no comemos lees e lobos por autodefesa, pelo contrrio, matamos criaturas dceis que nem sequer tm dentes para ferir-nos. Por um pouco de carne, privamo-los do sol, da luz e da vida qual tm direito".Obrigado

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