Aula Apendicite - Clnica Cirrgica - HGE

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    11-Aug-2015

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  1. 1. Apendicite Aguda Dr. Carlos Franco P. Oliveira (MR1 em Ginecologia-Obstetrcia) Maternidade Professor Jos Maria Magalhes Neto Cirurgia Geral Hospital Geral do Estado
  2. 2. Introduo e Epidemiologia Emergncia cirrgica mais comum Atinge 8% das pessoas no ocidente, principalmente entre 10-30 anos, incomum antes dos 5 e aps os 70 Diagnstico e tratamento precoce fundamental (nem sempre fcil) Mortalidade: inicial menor que 1%, tardio 15%
  3. 3. Histria 1492 Leonardo da Vinci. 1711 1 caso relatado de apendicite Lorenz Heister. 1735 1 apendicectomia Claudius Amyand. 1886 Reginald Fitz cunhou o termo Apendicite. 1889 Charles McBurney (ponto > sens. e inciso). 1982 Kurt Semm ginecologista fez por videolaparoscopia.
  4. 4. Anatomia Se projeta a partir do ceco, na coalescncia das tnias do intestino grosso. Tamanho de 2 a 20 cm, mdia 9 cm. Dimetro 0,5cm. Pode ocupar mltiplas localizaes. Ramo apendicular da art. ileo-clica. Submucosa: rica em folculos linfatcos.
  5. 5. Anatomia: Variedades de Posio
  6. 6. Fisiopatologia 1. Obstruo da luz do apndice (hiperp. linfoide / fecalito / parasita / neoplasia). 2. Aumento da secreo de muco com obstruo da drenagem. 3. Rpida elevao da presso intraluminar, com distenso da parede. 4. Drenagem venosa diminui, com isquemia da mucosa (edema). 5. Trombose de vnulas e arterolas, com ulceraes da mucosa. 6. Quebra da barreira mucosa com inv. da parede pela flora bacteriana intraluminal. 7. Processo inflamatrio progride at atingir a serosa e peritnio parietal vizinho. 8. Necrose e perfurao do apndice. 9. Podendo formar abcesso ou resultar em sepse (c/ distrbio de coagulao tipo CIVD).
  7. 7. Fisiopatologia em 4 fases: 1- Catarral edema e eritema c/ poucos neutrfilos 2- Supurativa exsudato fibrinoso e lceras de mucosa 3- Gangrenosa distenso e necrose da parede 4- Hiperplsica forma-se um plastro em FID (apndice aumentado + epplon)
  8. 8. Bacteriologia
  9. 9. Diagnstico: Sintomas Tambm pode ter leo adinmico ou diarreia, alm de sintomas relacionados a rgos prximos ao apndice inflamado: ex. sintomas urinrios e hematria
  10. 10. Diagnstico: Sinais do Exame Fsico 1. Sinal de Blumberg: dor descompresso brusca na fossa ilaca direita . 2. Sinal de Rovsing: dor na fossa ilaca direita compresso retrgrada dos gases na fossa ilaca esquerda e flanco esquerdo. 3. Sinal de Chutro: desvio da cicatriz umbilical para a direita. Mede-se a distncia da cicatriz umbilical at a espinha ilaca ntero-superior. 4. Sinal de Lenander: Temperatura retal maior que axilar em 1C. 5. Sinal de Lopez-Cross: Semiereo peniana em crianas. 6. Sinal de Chandelier: Dor a manipulao do colo uterino. 7. Sinal de Summer: Hiperestesia em FID. 8. Sinal de Lapinski: Dor a compresso ao elevar o MID. 9. Sinal da Punho Percusso do Calcneo: dor em FID a punho-percusso do calcneo.
  11. 11. Diagnstico: Sinais do Exame Fsico 10. Sinal do Psoas 11. Sinal do Obturador Ponto de McBurney
  12. 12. Diagnstico: Laboratrio Hemograma: Leuccitos +10mil, Neutrfilos +75%, com desvio 10% pode no ter leucocitose. Acima de 20mil leuco -> gangrena e perfurao Piria leve e hematria microscpica pode estar presente
  13. 13. Diagnstico: Diferencial Em crianas: Gastroenterite ou inf. Intestinal viral, diverticulite de meckel, intussuscepo (menos de 2 anos) Mulheres: Salpingite, ovulao dolorosa, Endometriose plvica, toro ou rotura de cisto de ovrio e prenhez ectpica rota. Homens: Orquiepididimite e toro do testiculo. Todos: Litase renal a direita, inf. urinria. Adulto maduro-idoso: Diverticulite aguda
  14. 14. Diagnstico: Imagem RX simples: Pneumoperitoneo, coprolito, nveis hidroarios no ceco e ileo terminal, escoliose antlgica e apagamento do psoas a direita. USG Abdominal: Dificuldade tcnica devido ao meteorismo. Imagem em alvo. Colees lquidas inflamatria.Operador-dependente. til: grvidas e crianas. TC Abdominal: Maior Confiabilidade. Disteno com espessamento da parede do apendice. Densificao da gordura. Coprolito. Abscessos intra cavitrio.
  15. 15. Imagem: Raio X Simples de Abdome Escoliose antlgica Distenso gasosa
  16. 16. Imagem: USG (com Doppler) Distenso Lquido inflamatrio Aumento do fluxo sanguneo
  17. 17. Imagem: TC Abdominal Contrastada distenso e ausncia de contraste Presena de ar - perfurao
  18. 18. Tratamento: Cirrgico to logo feito o diagnstico. Pr-op.: Dieta zero, hidratao venosa, reposio eletroltica e antibioticoterapia (gram-/+ e anaerbicos).
  19. 19. Ato cirrgico: Opes de Abordagem Convencional: Casos no complicados (inc. de McBurney ou Davis) Casos complicados ou dvidas ( inc. mediana). Videolaparoscpica: Casos no complicados, Inspeo ampla, equipe com experincia,
  20. 20. Ato cirrgico: Apendicectomia Convencional No Complicada
  21. 21. Ato cirrgico: Apendicectomia Convencional No Complicada
  22. 22. Tratamento das Apendicites Complicadas Necessita de ressuscitao volmica vigorosa e ATB antes de ir para a sala de cirurgia para reduzir risco cirrgico Em abcesso maior que 4-6cm faz-se puno guiada por imagem e eventualmente deixar dreno instalado aps cirurgia Eventualmente modificar a inciso de abordagem p/ uma mais ampla Eventualmente estudo com colonoscopia ps-cirurgia para investigar neoplasias associadas Coleta de secreo para cultura e otimizao do ATB-terapia
  23. 23. Referncia Bibliogrficas Sabiston 18 edio
  24. 24. Obrigado Pela Ateno