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Aula 5 - Patogenia e patogenicidade

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    29-Jun-2015

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1. Patogenia e Patogenicidade: Relação hospedeiro-parasita; epidemiologia das infecções e Saúde Pública Dra. Maria Cecília Pereira SoaresDra. Maria Cecília Pereira Soares Março, 2014Março, 2014 2. Agenda  Aspectos essenciais quanto (ao/à):  Conceitos/ termos:  Patogenia e Patogenicidade  Epidemiologia  Saúde Pública  Relação parasita-hospedeiro  Surgimento da Epidemiologia e funções da Saúde Pública Capítulo 13, 17.1, 17.2, 17.3 (TRABULSI) 3. Interrelação entre seres vivos  Saúde humana - Saúde animal - Saúde das espécies inferiores ou vegetais.  Biocenose (Biodiversidade) – Grego: /Bios - vida Koinos - comum, publico/  É o conjunto de seres vivos que habitam em estado de interdependência em uma região determinada. Relação parasita-hospedeiro 4.  Habitat ou biótipo  É o espaço físico onde habita a biodiversidade.  Composto:  Pelas relações entre os componentes minerais do solo;  Quantidade e tipo de água existente;  Características do clima e das espécies biológicas que alí habitam.  Ecossistema  Sistema de inter-relações entre os seres vivos e o meio ambiente. 5.  Estrutura básica do Ecossistema: MEIO AMBIENTE SOL PRODUTORES DECOMPOSITORES CONSUMIDORES 6. • Animais e plantas passam toda a vida em contato com microrganismos • Muitos microrganismos habitam os animais e as plantas como comensais inócuos • Porém, se os mecanismos de defesa enfraquecem: comensais parasitas • Outros patógenos podem invadir os organismos doença • Doença ou saúde resultam do equilíbrio das relações parasita-hospedeiro complexidade 7. mecanismos de infecção mecanismos de defesa PARASITA HOSPEDEIRO ** Resistência x Susceptibilidade ** Influência na medicina, fitopatologia, indústria ... Complexidade 8. •Infecção, adesão (glicocálix, cápsula, fímbrias ...) •colonização: invasão dos tecidos •metabolismo e multiplicação no hospedeiro •resistência aos mecanismos de defesa •danos aos tecidos Requisitos para doença 9. Virulência  E a soma de características que dão aos agentes infecciosos uma vantagem na batalha com seus hospedeiros  Existem vários níveis de virulência  O microrganismo mais virulento não causara doença se não tiver acesso a um hospedeiro suscetível  Assim como tambem um microrganismo de baixa virulência pode causar doença grave em indivíduo imunocomprometido 10. FATORES DE VIRULÊNCIA:  Compreendem os fatores microbianos essenciais para o desenvolvimento da infecção e da doença. 11. Fatores de virulência:  toxinas >> em geral exotoxinas proteicas;  adesinas >> determinam a adesividade às células (encontradas nas fímbrias). Importantes nos estafilococos e nos estreptococos.  impedinas >> obstruem os mecanismos da defesa do hospedeiro ( atuam sobre fagocitose e sistema imune) 12. a. Toxinas: substâncias que causam danos às células ou tecidos * exotoxinas: - Clostridium tetani (neurotoxina) - Vibrio cholerae (enterotoxina) •proteínas, portanto, sensíveis ao calor •tem afinidade por tecidos específicos •liberada a medida que o microrganismo cresce •causam danos imediatos à celula Principais fatores de virulência 13. * Endotoxinas: liberadas após a lise da célula do patógeno - toxinas de Salmonella, Escherichia coli •natureza química: componentes da LPS •produzidas por bactérias Gram negativas •resistentes ao calor •menos tóxicas que as exotoxinas 14. b. Enzimas extracelulares importantes para a invasão dos tecidos * hialuronidases: hidrolisam o ácido hialurônico (cimento) ex. Staphylococcus aureus * lecitinases: lisam vários tipos de células devido à hidrólise de fosfolípídeos da membrana ex. Clostridium perfringens * colagenases: destroem o colágeno (ligação dos tecidos) ex. Clostridium perfringens * hemolisinas: lisam as células vermelhas liberando a hemoglobina ex. Streptococcus spp. 2.2.2. Enzimas extracelularesPrincipais fatores de virulência 15. c. Fatores celulares * cápsula: proteção contra fagocitose adesão ex. Streptococcus pneumoniae * pili: envolvidos na adesão às células hospedeiras ex. Neisseria gonorrhoeae Escherichia coli (sistema urinário) 2.2. Principais fatores de virulência 16. • Não específica (ou natural): * mecanismos de defesa que protegem o hospedeiro de qualquer parasita, * com ou sem exposição • Específica (ou imunidade): * mecanismos de defesa em resposta e um determinado parasita * após exposição Resistência 17. * raça/etnia * espécie: peste bubônica x ratos temperatura corporal * individual * estresses (emocional, físico) hormônios corticóides funções de mecanismos de defesa * idade * estado nutricional * higiene Fatores de resistência dos hospedeiros 18. Patogenia bacteriana:  Mecanismo pelo qual a bactéria causa uma lesão;  Bactéria patogênica: capaz de causar doença  Bactérias tem fatores de virulência variável: umas são mais virulentas e outras são menos virulentas; 19.  Mecanismos de invasão bacteriana: primeiro ocorre a adesão, depois em seguida a endocitose e algumas bactérias escapam do vacúolo( fagossomo) e com isso depois replicam e causam o processo patológico; Shiguella.  Algumas bactérias não escapam do fagossomo, porém impedem a fusão deste com o lisossomo, ou ainda em alguns casos ocorre a fusão com o lisossomo porém não ocorre a digestão;  Produção de toxinas: 2 grupos: endotoxinas e exotoxinas  Qualquer produto tóxico elaborado pelo microorganismo  Exotoxinas: produzidas pelos microorganismos e exportadas  Ex: Clostridium tetani, Corynebacterium diphiteriae 20. Patogenicidade  É a capacidade de causar doença.  Inclui a virulência e as toxinas, os fatores microbianos que determinam a aderência, a capacidade de invasão do corpo, ou seja, o potencial de penetração e disseminação no corpo humano, a facilidade e a velocidade da replicação microbiana e a sua capacidade de obstruir as defesas do hospedeiro. 21. 2. Conceito Saúde x Doença / HYGEIA /  / higiene /  era a deusa protetora de saúde em Atenas  Roma transformou-a em: / SALUS /  divindade do bem-estar geral. / ASCLEPIUS /  / ESCULÁPIO /  Deus respeitado pelo seu poder de manipular o bisturi e ervas medicinais  com o tempo passou a monopolizar as atenções e se tornou o mais importante. 22. Asclépius e Hygéia  23. Gozo de plena saúde Morte Saúde  Multifatorial Ex.: Saúde perfeita  condições predisponentes à doença (deficiência de fósforo)  doença latente (afosforose)  primeiros sintomas (apetite pervertido)  doença  Morte Conceito de saúde da OMS : Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental, e social e não apenas a ausência de doença. 24. Fatores que afetam a saúde:  Agentes causadores: microorganismos, agentes físicos (frio, calor, eletricidade), agentes químicos (substâncias tóxicas).  Hospedeiro: idade, sexo, raça, estado nutricional, defesas.  Ambiente: temperatura, umidade, água, alimentos, vetores, condições econômicas e sociais. 25. Resumindo: Ambiente Agente Hospedeiro 26. Evolução do conceito de doença  Através de antigas gravuras em pedras: Primeira interpretação de enfermidade: 1. “Introdução de maus espíritos no corpo” (Médico: feiticeiro – métodos terapêuticos  danças, máscaras, fumaça, purgantes, vomitivos, sudorantes e diuréticos.  Objetivos  Espantar os maus espíritos, curar enfermidades, assegurar boa caça  “Homem de Cro-Magnon”- viveu 40 mil anos atrás (França). 27. 1- Maus espíritos 28. Evolução do conceito de doença  2- Ira Divina:  Idade Média.  Era medieval.  Grande fervor religioso.  Igreja torna-se onipotente.  Grandes concentraçõesGraves Epidemias:  Cólera, Peste bubônica, Sífilis, Tuberculose, Varíola,  Apesar de todo domínio da Igreja Epidemias continuavam 29. Evolução do conceito de doença 3. Causas humanas Judeus  Banqueiros  odiados  acusados de contaminarem casas  muitos condenados e mortos. 30.  4 - Causas Miasmáticas ou Cosmológicas ou Cósmicas / Miasmas  Emanação de substâncias em decomposição  relacionadas às impurezas do meio ambiente. Ex. Surto de cólera em Londres após cheias do rio Tâmesis (nesta época surgiram o uso de vestimentas especiais para médicos, como gorros, máscaras, aventais, botas). Terapêutica.  Uso de água de colônia. 31.  5 - Conceito ecológico das doenças Avanço da ciência  Descoberta da microscopia  agentes microscópicos  “doença passa a ser considerada como um acidente, ou seja, um incidente de competência entre duas espécies”. 32. Fases da relação agente X hospedeiro  Períodos de grandes flutuações epidêmicas. Períodos de flutuações decrescentes. Períodos de endemias ou de equilíbrio (adaptação mútua). 33. Conceito de epidemiologia  Etimológico – (epi = sobre; demos = povo; logos = estudo)  Caráter: generalista, populacional  Ligado a outras ciências ( clínica, medicina veterinária, medicina, biomedicina, matemática, sociologia, etc...) 34.  Causa freqüente de mortalidade e morbidade.  Existência de métodos eficientes para prevenção e controle.  Tais métodos não estarem sendo corretamente utilizados.  Doença em campanha permanente além do prazo previsto. Caracterização de um problema de Saúde Pública 35. Modelo Epidemiológico Recursos utilizados  Dados  Análise quantitativa.  Enfoque populacional  Estratégia de luta contra as enfermidades: PRIMERIO ESTÁGIO: Epidemiologia ( coleta de dados da situação, morbidade, mortalidade...) 36. SEGUNDO ESTÁGIO: Epidemiologia (Estudo das correlações, procura a causa dos efeitos observados). Estatística (Análise dos dados). TERCEIRO ESTÁGIO: Início da ação, prevenção primária, legislação de saúde, educação para a saúde, medicina social e preventiva. QUARTO ESTÁGIO: Medidas saneadoras do ambiente, saúde pública, organização dos serviços de saúde ( P.ex.: Serviço de Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Ambiental) 37. Prevenção primária  Promoção da saúde. É feita através de medidas de ordem geral. - Moradia adequada - Escolas - Áreas de lazer - Alimentação adequada - Educação em todo nível 38. . Proteção específica: - Imunização - Saúde ocupacional - Higiene pessoal e do lar - Proteção contra acidentes - Aconselhamento genético - Saneamento ambiental - Tratamento da água - Tratamento de esgoto e do lixo - Medidas de controle dos vetores 39. Prevenção secundária  Diagnóstico precoce e Tratamento Imediato: - Inquéritos para a descoberta de casos na comunidade - Exames periódicos, individuais, para detecção precoce de casos - Isolamento para evitar a propagação de doenças - Tratamento para evitar a progressão da doença  Limitação da incapacidade - Evitar futuras complicações - Evitar seqüelas 40. Prevenção terciária - Reabilitação (Impedir a incapacidade total) - Fisioterapia - Terapia ocupacional 41. Dúvidas cruéis?