A evoluo da mulher no cenrio poltico

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    19-Jul-2015

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  • O presente estudo se cercou de uma metodologia que

    visa mostrar o crescimento da participao poltica da

    mulher numa sociedade, ainda patriarcal, mas que se

    desenvolve de maneira dinmica, avanando de um

    lado e do outro se mantendo presa a legados

    incorporados historicamente. O enfoque principal ser

    dado participao feminina na vida poltica. O

    trabalho foi realizado a partir de uma pesquisa

    bibliogrfica que analisou a participao e a influncia

    feminina no decorrer da histria poltica mundial. Para

    tanto, em primeiro plano foi vista a participao da

    mulher nos primrdios da humanidade e sua trajetria

    at a atualidade.

  • A influncia feminina no desenvolvimento da humanidade

    historicamente conhecida. No incio da humanidade, a

    mulher era cultuada como divindade; o ser que possua o

    segredo da concepo da vida. Com o passar do tempo, o

    homem descobriu que tinha sua participao na concepo,

    caindo o mito de divindade, ou seja, sem ele a mulher por

    si s no poderia conceber.

    No entanto, os homens passaram a dominar o mundo

    relegando a participao feminina na sociedade apenas

    procriao, educao dos filhos e a servi-los.

  • Nem dominadoras, nem dominadas: a etope Lucy, a brasileira Luzia e

    outras ancestrais revelam que no houve matriarcado como outrora se

    imaginou, mas as mulheres tinham papel importante nas primeiras

    sociedades humanas.

  • "A mulher grega estava afastada da vida cvica,

    no recebia educao e ficava trancada em casa."

  • Na Grcia arcaica, anterior ao sculo XII a.C., as

    mulheres foram altamente veneradas pela

    sociedade em que viviam, pois, como acontecia

    em Creta e Micenas, possuam o domnio sobre a

    sua fecundidade, tendo como consequncia a

    possibilidade de escolher seus parceiros e como

    teriam seus filhos, alm de viver em relativa

    igualdade de condies com os homens, pelo

    menos em comparao com a maior parte dos

    povos do Mar Mediterrneo, Europa e Oriente

    Mdio. Talvez seja devido existncia desta

    sociedade agrcola, chamada pelos historiadores

    de civilizao minica ou cretense, que os gregos

    criaram mitos como o das amazonas.

  • Se traarmos um panorama histrico, ainda que rpido,

    constataremos que a sujeio da mulher em relao ao homem

    vem desde a antiguidade, no obstante a existncia de mulheres

    que se destacaram, naquelas pocas remotas, em diferentes

    setores da atividade social. Mas o feminismo, como movimento

    organizado, surgiu de fato na Revoluo Francesa. Naquele

    conturbado perodo, arregimentaram-se sociedades populares

    femininas que encaminharam Assemblia Constituinte diversas

    peties, pleiteando a extenso s mulheres dos direitos

    concedidos aos homens. Houve, no momento, polticos e

    pensadores proeminentes, como Condorcet e Sieys, que

    defenderam vigorosamente a tese da igualdade poltica dos sexos,

    porm os projetos de feministas foram rejeitados em 1793.

  • Quando se fala na Margaret Thatcher, as feministas ficam

    silenciosas e recatadas. Elas geralmente deixam que os

    homens tomem conta da conversa enquanto elas se mudam

    para o quarto ao lado. Durante a sua campanha para liderar

    a Gr-Bretanha, em 1979, um slogan popular emitido pelas

    feministas dizia:

    Ns queremos o direito das mulheres e no mulheres

    da direita.

    Isto demonstra que o feminismo uma ideologia que

    trabalha para a esquerda poltica e no um movimento

    que tem em vista o bem da mulher em si. Mas em 1983

    as coisas ficaram piores quando os esquerdistas apenas

    diziam Ditch the bitch.

  • Ela pode ser uma mulher mas ela

    no uma irm.

    Ou seja, como ela no sacrifica no

    altar do feminismo, ela no faz

    parte da irmandade feminista. No

    parlamento ingls os oponentes

    qualificavam-na de Attila the

    Hen. Mas Margaret Thatcher

    respondeu s feministas

  • Uma das mulheres mais bem

    sucedidas da histria da

    humanidade rejeitada pelas

    horrveis feministas pelo simples

    facto dela ser uma mulher que no

    alinha com a esquerda poltica.

    Isto suporta a tese de que o

    feminismo um produto poltico

    elitista da esquerda e no algo que

    genuinamente nasceu duma

    necessidade real e fundamental

    das mulheres.

  • No sculo 19, o feminismo teve um novo recomeo, em

    um contexto diferente: o da sociedade liberal europeia

    que emergia.

    O ncleo irradiador do feminismo emancipacionista foi a

    Inglaterra, e a luta centrava-se na obteno de igualdade

    jurdica (direito de voto, de instruo, de exercer uma

    profisso ou poder trabalhar). O aparecimento do

    feminismo emancipacionista est associado s

    contradies que permeavam a sociedade liberal da

    poca, onde as leis em vigor formalizavam juridicamente

    as diferenas entre os sexos masculino e feminino

  • O movimento feminista contemporneo surgiu nos Estados Unidos, na segunda metade da

    dcada de 1960, e se alastrou para diversos pases industrializados entre 1968 e 1977.

    A reivindicao central do movimento feminista contemporneo a luta pela "libertao" da

    mulher. O termo "libertao" deve ser entendido como uma afirmao da diferena da

    mulher, sobretudo em termos de alteridade. Com base nessa ideia, o movimento feminista

    busca novos valores, que possam auxiliar ou promover a transformao das relaes sociais

    ou da sociedade como um todo.

    Portanto, o surgimento do movimento feminista contemporneo representou um divisor de

    guas e, ao mesmo tempo, a prpria superao dos movimentos sociais emancipatrios, cuja

    reivindicao central estava baseada na luta pela igualdade (jurdica, poltica e econmica).

  • A Marcha das Vadias um movimento internacional de mulheres criado em abril de

    2011 na cidade de Toronto, no Canad, em resposta ao comentrio de um policial

    que disse que, para evitar estupros em uma universidade, as mulheres deveriam

    parar de se vestir como sluts (vadias, em portugus). Assim, teve incio a SlutWalk,

    em que mais de 3 mil mulheres canadenses foram s ruas para protestar contra o

    discurso de culpabilizao das vtimas de violncia sexual e de qualquer outro tipo

    de violncia contra as mulheres. A partir da, diversas manifestaes semelhantes

    (SlutWalk, Marcha de las Putas, Marcha das Vadias) ocorreram em mais de 30

    cidades, em diversos pases como Costa Rica, Honduras, Mxico,

    Nicargua, Sucia, Nova Zelndia, Inglaterra, Israel, Estados Unidos, Argentina e

    Brasil.

  • A mulher na sociedade est mais consciente em sua

    tarefa no mundo poltico em que est inserida, mas

    devido as suas condies de fraqueza adquiridas ao

    longo da histria, no procurou avanar

    eficientemente, como deveria ter progredido. A luta

    pela participao da mulher na sociedade remota,

    ainda no o suficiente para se alcanar o ideal

    pretendido que seria o de eliminar o diferencial

    socioeconmico existente entre os gneros. E esse

    diferencial pe em risco a incluso e continua

    incomodando as disparidades crticas, ao longo de sua

    histria.

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