Praxis e Poesis: aes humanas, demasiado humanas

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    16-May-2015

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"Se voc pudesse voltar ao tempo, o que mudaria?", esse foi o convite feito a professores(as) e tcnicos(as) da escola para facilitar a construo de memorial sobre o prprio processo de letramento. Segundo Lacan (1969), um ser que pode escrever a sua marca, isso basta para que ele possa se reinscrever noutra parte alm dali onde a gravou. Convite a ver o mundo com os olhos de Criana em busca da sua Palavra-Mundo. Foram embalados por: Brahms Lullaby (Cano de Ninar de Brahms) e Clareana, de Joyce.

Transcript

  • 1. aes humanas demasiado humanas Prxis e Poesis :

2. H um tempo certo para determinadas experincias de crescimento, e a infncia o perodo de aprender a construir pontes sobre a imensa lacuna entre a experincia interna e o mundo real. BETTELHEIM, Bruno.A psicanlise dos contos de fadas.20 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006. (p.83) 3. Reflexo de educadores que se descobrem sujeitos da histria e na histria. 4. EDUCADORES (AS) PROTAGONISTAS HOMENS: 14 (19%) MULHERES: 59 (81%) 5. SEUS PAIS E SUAS MES 6. Pai protagonista Me figurante Qual o lugar que ocupam nas memrias das infncias e de suas aprendizagens? POR QU? 7. A relao triangular me-filha-pai / me-filho-pai emergem da questo edpica.Objetos de desejo e castrao.A aprendizagem vem deuma relao triangularensinante-aprendente-conhecimento. O termo funo revela osestados transitrios entre um e outro .A funo materna aquela que funda o desejo.Somos a metfora do desejo da me. FERNANDZ, Alcia.A mulher escondida na professora.Artmed, 1994. A funoensinante materna ensinar a sonhar, a desejar, a idealizar, a criar vnculos. despertar o desejo de saber. A funo deensinante paterno ensinar a realizar, trazer autonomia. 8. Criar vnculos no significa aprisionar. A liberdade, o espao do brincar, cria tambm o espao do imaginrio... A me funda o desejo. O pai traz a realidade. Nesse espao se insere o desenvolvimento da cultura e do conhecimento. As dimenses racional, desiderativa e relacional complementam-se e articulam-se. O eu cognoscente pouco a pouco assume a autoria de seu pensamento. 9. Porque brinca mais. Canta, leva para passear. Faz coisas engraadas. Faz rir. Sai para trabalhar. Est mais ausente. Para eles... o pai... 10. Somos todos Talvez o objeto seja a

  • BOFF, Leonardo.Tempo de transcendncia . Rio de Janeiro: Sextante, 2000.

seres desejantes nossa experincia mais imediata e, ao mesmo tempo, mais profunda. 11. A maioria formada por mulheres. As meninas tm uma relao maior com os pais. Os meninos com a me. Segundo as (os) professoras (es) ... 12. Modus Operandi 1e Modus Vivendi 2 so as prticas de vida

  • 1. Modus vivendi: a forma como se vive.
  • 2. Modus operandi: a forma como agimos nas situaes da vida.

Complexo de dipo Freud Conjunto organizado de desejos amorosos e hostis que a criana sente com relao aos pais. Segundo Freud, o apogeu do complexo de dipo vivido entre os trs e cinco anos, durante a fase flica; o seu declnio marca a entrada no perodo de latncia, a partir dos seis anos. O complexo de dipo desempenha papel fundamental na estruturao da personalidade e na orientao do desejo humano. A antropologia psicanaltica procura encontrar a estrutura triangular do complexo de dipo, afirmando a sua universalidade nas culturas mais diversas, e no apenas naquelas em que predomina a famlia conjugal. Complexo de Electra Jung Sinnimo do complexo de dipo feminino, para marcar a existncia nos dois sexos, de uma simetria da atitude para com os pais. 13. de sustentao da famlia. Pilar Eles ainda atribuem... Ao pai como... 14. A criana mistura-se de maneira muito mais ntima do que o adulto. O desenrolar e as palavras trocadas nas histrias tm tanta fora para ela, que quando se levanta est inteiramente envolta pela neve que sopra da leitura...

  • BENJAMIN, Walter.Reflexes sobre a criana, o brinquedo e a educao.So Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2002. (p.105).

15. Representa a figura do super-heri... Ou... 16. A criana livre para compreender a histria como bem quiser...(BENJAMIN, 1994, p.203)

  • No Dicionrio Aurlio, oheri um homem extraordinrio pelo seus feitos guerreiros...
  • Para Jung, oheri quasesobre-humano- simboliza as idias, formas e foras que moldam ou dominam a alma.
  • Oheri um sertransitrio , uma personalidade que fascina, porque personifica o desejo e a figuraidealdo serhumano .
  • Defende a nossa causa e por isso identificamo-nos com ele.
  • Sua luta herica possibilita a superao dos medos, compensao das mgoas, humilhaes e a expresso da raiva.
  • Segundo Jung, existe o perigo da identificao com a imagem doheri .
  • O perigo da identificao com a imagem que talvez leve vrios autores a associarem vida doheria seu fim trgico.

17. Nossos Pais partem mais cedo do que as nossas Mes...Ainda dizem... 18. Pesquisa feita pelo Instituto Konrad Lorenz para Etnologia, em Viena, na ustria, foi feita com dados histricos de 21 mil casais (174 filhos), que tiveram em mdia oito filhos.

  • As concluses que ajudam a esclarecer questes sobre reproduo humana so pertinentes at hoje.
  • As fmeas dos seres humanos passam por um processo de menopausa.
  • A menopausa parece permitir que as mes tenham uma vida mais longa. O fato de as mulheres geralmente suportarem o maior esforo reprodutivo...

19.

  • uma questo umbilical...
  • Relao mais prxima, talvez no nos permita a decepo...
  • do cotidiano, a mais preocupada...
  • Apaixonei-me por minha me negra. Por que no?
  • Eu tinha vergonha de abraar a minha me.
  • Vivia sempre ocupada. Era a que menos abraava...

Declaraesa posteriori me... 20. Me Divina-Pai Humano Pai, o afeto conquistado Me, o afeto seguro Pai, o abrao apertadoMe, o abrao maior ELES AINDA RELACIONAM... A FUNO MATERNA E A PATERNA... 21. O mundo perceptivo da crianaSe enraza E ao mesmo tempo Se confronta com o mundo histrico... BENJAMIN 22. POLIFONIAS PRTICAS DE LETRAMENTO E CONTEXTO INICIAL DE ALFABETIZAO asa dos Professores(as) 23. Onde est escrito a palavrapela?

  • - Mas eu no sei ler, e agora?
  • Um jogo precisa ter sentido para quem quer nele se envolver...
  • Todos da casa procuravam at que algum encontrava e era a sua vez de dizer outra palavra.
  • E assim o jogo recomeava.
  • E ela desejou ler.
  • - Preciso aprender a ler.
  • E assim aconteceu...

AMOR 24.

  • Para aprender necessrio ser criativo, necessrio ousar, arriscar experimentar, autorizar-se a conhecer.

25. A aprendizagem uma construo individual e interna, realizando-se num processo histrico, pessoal e social, dentro de um corpo investido de significao simblica. 26. As primeiras experincias, as primeiras relaes e as primeiras percepes do mundo no qual fomos inseridos sero significativos na construo do nosso sistema cognitivo e afetivo e em seu desenvolvimento. 27. Precisamos buscar compreender o compreender das crianas para caminhar por entre as redes de significados que vo se estabelecendo em seus saberes, incorporados e recombinados ou recolocados. Saberes ocultos que emergem em novas experincias - so memrias acumuladas e ressignificadas. Profa. Maria do Rocio Rodi Gonalves - Coordenao 28. Nunca poderemos recuperar totalmente o que foi esquecido. E talvez seja bom assim. O choque do resgate do passado seria to destrutivo que, no exato momento, deixaramos de compreender nossa saudade. BENJAMIN, Walter. Livros antigos e esquecidos. In: Obras escolhidas I. So Paulo: Brasiliense, 1994. (p.236-7.) 29.

  • APRENDER RESSIGNIFICAR-SE ...

Neruda busca des-coisificar o universo das coisas e transform-las em palavras geradoras de uma reflexo (po)tica, esttica, histrica e poltica. PRXIS E POESIS OS POETAS ENSINAM A VER (ALVES, 2004) 30. Profa. Maria do Rocio Rodi Gonalves - Coordenao