Patogenia das Doenas Infecciosas

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    24-Jul-2015

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Patogenia e Doenas Infecciosas Cap. 14

Pato = DoenaExemplos:Patgeno = Microrganismos que causam doenas.Patologia = Estudo dos aspectos estruturais e funcionais da doena.Patologista = Mdico especializado em patologia.Patogenicidade = Capacidade de causar doena.Patogenia = Etapas ou mecanismos envolvidos no desenvolvimento de uma doena.

Por que nem Sempre Ocorre Infeco? Local anatmico incompatvel com o crescimento do microrganismo (M.O.); Antibacterianos presentes no corpo que destroem ou inibem o crescimento do microrganismo; Antagonismo microbiano (quando um M.O. afasta outro M.O.); Bom estado nutricional e de sade influenciam na entrada do patgeno no hospedeiro; A pessoa pode ter adquirido imunidade ao patgeno, devido a uma infeco anterior; Leuccitos fagcitos podem destruir o patgeno, antes que este venha a se multiplicar.Quatro Perodos/Fases no Curso de uma Doena Infecciosa1. Perodo de incubao o tempo que decorre entre a chegada do patgeno e o aparecimento dos sintomas.2. Perodo prodrmico Perodo em que o paciente encontra-se indispostos, mas no aparecem indcios reais da doena.3. Perodo da doena Quando o paciente apresenta os sintomas tpicos da patogenia. (As doenas transmissveis so mais facilmente transmitidas nesse perodo).4. Perodo de Convalescncia Perodo de recuperao.

Infeco Localizada versus Infeco SistmicaInfeco Localizada Est localizada em numa determinada parte do corpo.Infeco Sistmica A infeco pode ser levada para outra parte do corpo pela linfa, sangue ou fagcitos. Uma infeco espalhada por todo corpo chamada de infeco sistmica ou generalizada.Doena Aguda, Subaguda e CrnicaDoena Aguda Incio repentino, recuperao rpida.Doena Subaguda Intermdio entre uma doena aguda e crnica.Doena Crnica Incio lento, e se arrastam durante muito tempo.Sintomas versus Sinais de uma DoenaSintoma Alguma evidncia de doena experimentada pelo paciente, como dor, coceira, tontura, etc. Uma doena pode ser sintomtica (quando o paciente apresenta sintomas) ou assintomtica (quando o paciente no apresenta sintomas).Sinais Evidncia objetiva encontrada pelo mdico ou em exames, como resultados laboratoriais alterados.Infeces LatentesInfeco Latente O paciente adquire uma doena infecciosa, mas a mesma no se manifesta, ou seja, no apresenta sintomas.Infeces Primrias versus Infeces Secundrias Infeco primria uma infeco que causa danos ao corpo, o deixando debilitado e suscetvel a uma segunda infeco (infeco secundria).Etapas na Patogenia das Doenas Infecciosas1. Entrada do patgeno ao corpo, por pele, mucosa, inalao, transfuso sangunea, etc.2. Fixao do patgeno a algum tecido.3. Multiplicao do patgeno.4. Invaso/Disseminao do patgeno.5. Evaso das defesas do hospedeiro.6. Dano ao tecido do hospedeiro.

Virulncia Virulncia Expressa medida ou grau da patogenicidade. No pode ser confundida com virulento (patognico).Fatores de Virulncia Vo fatores fsicos ou as propriedades dos patgenos que permitem que estes escapem dos vrios mecanismos de defesa do hospedeiro e causar a doena.Fixao A capacidade de um patgeno se fixar/prender as clulas para depois ter acesso ao corpo.Receptores e Adesinas Receptor ou integrina o termo utilizado para descrever a molcula na superfcie da clula hospedeira que um determinado patgeno reconhece e se fixa. Adesinas ou ligantes Usado para descrever a molcula na superfcie de um patgeno capaz de reconhecer ou se ligar a um receptor especfico.Patgenos Intracelulares Obrigatrios Quando patgenos precisam viver no interior de uma clula hospedeira para sobreviver e se multiplicar.Patgenos Intracelulares Facultativos Patgenos capazes de viver tanto de forma intracelular quanto extracelular.Mecanismos de Sobrevivncia Intracelular Os fagcitos tm funo de defesa contra os M.O., no entanto alguns patgenos conseguem sobreviver e se multiplicar no interior dos fagcitos aps serem ingeridos, alguns desses fatores so: Parede celular resistente a digesto; interferncia na fuso dos lisossomos com o vacolo fagoctico; destruio da membrana do fogossoma, ou por mecanismos desconhecidos.Fator de Virulncia Flagelo: Permite que as bactrias tenham acesso a reas anatmicas que as bactrias imveis no conseguem alcanar, podem permitir que as bactrias escapem dos fagcitos. Capsulas: Servem como funo antifagoctica. Pili: Permitem as bactrias se fixem s superfcies. Enzimas: Coagulase: Permite que as bactrias produzam cogulos dentro dos quais se escodem. Quinases: Permitem que as bactrias dissolvam cogulos. Hialuronidase: Dissolve o cido hialurnico, permitindo que as bactrias penetrem nos tecidos mais profundos. Colagenase: Destri o colgeno, possibilitando a invaso do tecido. Hemolisinas: Enzimas que causam danos aos eritrcitos do hospedeiro. Lecitinase: Destri as membranas celulares. Enzimas Necrosantes: Causam intensa destruio dos tecidos. Toxinas: Endotoxina: Liberada das paredes celulares das bactrias Gram-negativas; causa febre e choque sptico. Exotoxinas: Neurotoxinas Causam dano ao sistema nervoso central. Enterotoxinas Causam doena gastrointestinal. Exotoxinas Mistas: Toxina B do Clostridium Difficile: Citotoxina que causa colite pseudomembranosa. TSST-1 de Staphylococcus aureus: Toxina que causa a maioria dos casos de sndrome do choque txico. Toxina Esfoliativa: Produzida por algumas cepas do Staphylococcus aureus; causa sndrome da pele escaldada. Toxina Eritrognica: Produzida por algumas cepas de Streptococcus pyogenes; causa escarlatina. Toxina Diftrica: Produzida por cepas toxignicas de Corynebacterium diphtheriae; causa difteria. Leucocidinas: Causam a destruio dos leuccitos.Mecanismos pelos quais os Patgenos Escapam das Respostas Imunolgicas Variao Antignica So patgenos capazes de alterar, periodicamente, seus antgenos de superfcie. Camuflagem Patgenos capazes de dissimular sua natureza estranha e se cobrir com protenas do hospedeiro. Destruio de anticorpos Patgenos que produzem uma enzima que destri os anticorpos.