Graffiti histria - Trabalho de disciplina de graduao Estado e Polticas Pblicas na FGV

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    01-Sep-2014

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Polticas Setoriais no Brasil Referencia acadmica e Bibliografias , Estado e Polticas Pblicas

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Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 1 A arte em paredes um meio de expresso usada pela humanidade desde os primrdios. Atravs de desenhos gravados nas paredes de cavernas, os homens primitivos fizeram os registros de seu cotidiano, deixando os primeiros registros que se tem do que era a humanidade antes do surgimento da escrita. A arte rupestre data do perodo paleoltico superior (aproximadamente 40.000 A.C).1 Mesmo depois que as letras e palavras foram criadas, os motivos e contextos mudaram, mas a arte continuou sendo uma das principais atividades na sociedade e as paredes continuaram sendo locais para manifestaes dessa natureza ou ainda para os registros histricos e para a comunicao. "Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) o nome dado s inscries feitas em paredes, desde o Imprio Romano. Considera-se grafite uma inscrio caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que no normalmente previsto para esta finalidade. Considera-se grafite uma inscrio caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que no normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contraveno, atualmente o grafite j considerado como forma de expresso includa no mbito das artes visuais,[2] mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaos pblicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda 2 h quem no concorde, comparando o grafite com a pichao". Ao longo da histria, outras manifestaes de registros em paredes foram utilizados, a exemplo dos hierglifos egpcios (3000 AC)3 e dos afrescos4, desde o sculo V, tendo tido origem na Grcia, at o sculo XVIII, estando os mais clebres concentrados na Itlia. A utilizao das paredes como local de manifestaes e protestos tambm remonta tempos antigos. Porm, essa atividade se intensificou nos tempos modernos, especialmente, com a popularizao do aerossol, aps a Segunda Guerra Mundial5. 1 Disponvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_rupestre - acesso em 18/05/2012 s 22:00h. 2 Disponvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Graffiti - acesso em 18/05/2012 s 22:00h. 3 Disponvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Hier%C3%B3glifo - acesso em 18/05/2012 s 23:00h. 4 Disponvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Afresco - acesso em 18/05/2012 s 23:00h. 5 Disponvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Picha%C3%A7%C3%A3o - acesso em 19/05/2012 s 0:00h. Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 2 "Nos anos de 1960, as artes nas paredes ressurgem por meio de um dos braos das artes plsticas da cultura hip-hop. No Bronx, subrbio de New York, os membros das gangues rabiscavam as paredes para dividir o territrio dominado pelas gangues, da pintar nomes quase ilegveis, denominados tags, facilmente reconhecveis como smbolos 6 de um grupo." Essa linguagem, adquiriu o status de arte urbana, se espalhou para alm dos muros e paredes para quase qualquer superfcie de mobilirios urbanos e demais localidades acessveis e/ou de uso pblicos e ganhou a apreciao popular e de crticos de arte, obtendo espao em galerias e exposies prestigiadas. Ainda assim, ainda comum que se confunda graffiti e pichao. corriqueiro pessoas verem voc com uma lata de spray e achar que se trata de um pichador, relata o grafiteiro Alecs Power, na ativa h mais de dez anos e responsvel. No entanto, a gente no pode ignorar a pessoa por no ter o conhecimento. No porque ele est desinformado que a gente vai criticar. No incio de um trabalho aquele monte de riscos, aquele monte de traos, e a pessoa no entende. Mas na hora que est tudo prontinho, ela v que legal, 7 complementa. Apesar das controvrcias e polmicas, o graffiti inegavelmente um produto das manifestaes populares e da arte livre8, que atende aos propsitos mais nobres desta ltima, que so justamente a acessibilidade e a democratizao da liberdade expresso. O graffiti foi introduzido no Brasil no final da dcada de 1960, em So Paulo. Muitas polmicas giram em torno desse movimento artstico, pois de um lado o grafite desempenhado com qualidade artstica, e do outro no passa de poluio visual e vandalismo. A pichao ou vandalismo caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifcios, monumentos e vias pblicas. Os materiais utilizados pelos grafiteiros vo desde tradicionais latas de spray at o ltex.9 Inicialmente utilizado como resistncia Ditadura, pouco antes da Democracia, importantes nomes se destacam na arte urbana, fazendo trabalhos com tcnicas do graffiti em estilo livre ou a partir de mscaras, tendo como referncia principalmente o estilo da Pop-arte americana.10 6 7 8 9 Disponvel em http://noolhodarua.wordpress.com/2009/10/08/graffiti-da-pre-historia-aos-dias-de-hoje/ - acesso em 19/05/2012 s 0:30. Idem 6. Disponvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_livre - acesso em 19/05/2012 s 1:00. Disponvel em http://www.brasilescola.com/artes/grafite.htm - acesso em 19/05/2012 1:20h. 10 FERREIRA, Maria Alice (Doutoranda em Comunicao e Semitica pela Puc-SP, pesquisa as relaes entre a publicidade e as artes visuais. Atua como professora da rea de publicidade na Universidade Nove de Julho. E-mail:marialice.ferreira@uol.com.br), Arte Urbana no Brasil: expresses da diversidade contempornea, p7 - Trabalho apresentado no GT de Histria da Mdia Audiovisual e Visual, integrante do VIII Encontro Nacional de Histria da Mdia, 2010. Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 3 "Em 1988, artistas j reconhecidos pelo pblico e pela mdia, como Rui Amaral, John Howard, Maurcio Villaa, entre outros, foram presos no centro da cidade quando graffitavam o tnel da Praa Roosevelt, em comemorao ao aniversrio da cidade (de So Paulo). Isto demonstra claramente quanto contraditrio, desde os 11 primrdios, a atividade da Arte Urbana." Aps a dcada de 1980, o graffiti passa a sofrer influncia do movimento Hip Hop, movimento cultural que explora as linguagens da msica, comandada pela figura do DJ, da poesia, fala/cantada pelo MC (Mestre de Cerimnia), pela dana, executada pelo break-girl ou break-boy e finalmente pelo visual que feito pela figura do graffiteiro.12 Em outubro de 2005, foi lanado pela ONU o ltimo documento referente proteo e promoo da diversidade cultural foi ratificado pelo Brasil por meio do Decreto 485/2006, enfatizando que a cultura e a diversidade cultural so imprescindveis e que nenhuma poltica pode infringir os direitos e as liberdades fundamentais como a de expresso.13 Apesar do status de arte ter sido alcanado ao longo das ltimas dcadas do sculo passado e de ser reconhecido como expresso cultural, a descriminalizao do ato de grafitar s foi oficializada recentemente, pela LEI N 12.408, DE 25 DE MAIO DE 2011: "Altera o art. 65 da Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, para descriminalizar o ato de grafitar, e dispe sobre a proibio de comercializao de tintas em embalagens do tipo aerossol a menores de 18 (dezoito) anos.(...) (...)Art. 4o As embalagens dos produtos citados no art. 2o desta Lei devero conter, de forma legvel e destacada, as expresses PICHAO CRIME (ART. 65 DA LEI N 9.605/98). PROIBIDA A VENDA A MENORES DE 18 ANOS. (...) (...)Art. 6o O art. 65 da Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, passa a vigorar com a seguinte redao: Art. 65. Pichar ou por outro meio conspurcar edificao ou monumento urbano: Pena - deteno, de 3 (trs) meses a 1 (um) ano, e multa. 1o Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artstico, arqueolgico ou histrico, a pena de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de deteno e multa. 2o No constitui crime a prtica de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimnio pblico ou privado mediante manifestao artstica, desde que consentida pelo proprietrio e, quando couber, pelo locatrio ou arrendatrio do bem privado e, no caso de bem pblico, com a autorizao do rgo competente e a observncia das posturas municipais e das normas editadas pelos rgos governamentais responsveis pela preservao e 14 conservao do patrimnio histrico e artstico nacional". 11 Idem 10, p8 12 Idem 10, p9 13 Disponvel em http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001502/150224por.pdf - acesso em 19/05/2012 s 9:00h 14 Disponvel em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12408.htm#art6 - acesso em 19/05/2012 s 10:00h Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 4 Dentre as obrigaes assumidas pela ratificao da Conveno de Diversidade Cultural da UNESCO, podem ser destacados os seguintes pontos:15 "Artigo 1 Objetivos - proteger e promover a diversidade das expresses culturais; - criar condies para que as culturas floresam e interajam livremente em benefcio mtuo; - fomentar a interculturalidade de forma a desenvolver a interao cultural, no esprito de construir pontes entre os povos; - promover o respeito pela diversidade das expresses culturais e a conscientizao de seu valor nos planos local, regional e internacional; - reafirmar o direito soberano do Estado de conservar, adotar e implementar as polticas e medidas que considerem apropriadas para a proteo e promoo da diversidade das expresses culturais. Artigo 7 Medidas para a promoo das expresses culturais. - as partes procuraro criar em seu territrio um ambiente que encoraje indivduos e grupos sociais a: a) criar, produzir, difundir, distribuir suas prprias expresses culturais, e a elas ter acesso, conferindo a devida ateno s circunstncias e necessidades especiais da mulher, assim como dos diversos grupos sociais, incluindo as pessoas pertencentes s minorias e povos indgenas; b) ter acesso s diversas expresses culturais provenientes do seu territrio e dos demais pases do mundo; - as partes buscaro tambm reconhecer a importante contribuio dos artistas, todos aqueles envolvidos no processo criativo, das comunidades culturais e das organizaes". O Plano Nacional de Cultura16 "O Plano Nacional de Cultura (PNC) um instrumento previsto na Constituio Federal desde a aprovao da emenda 48, em 2005. Tem por finalidade o planejamento e a implementao de polticas pblicas de mdio e longo prazo. Constituio Federal Art. 215. O Estado garantir a todos o pleno exerccio dos direitos culturais e acesso s fontes da cultura nacional, e apoiar e incentivar a valorizao e a difuso das manifestaes culturais. () 3 A lei estabelecer o Plano Nacional de Cultura, de durao plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do Pas e integrao das aes do poder pblico que conduzem : 15 Idem 13. 16 Disponvel em http://www.cultura.gov.br/site/2011/05/27/plano-nacional-de-cultura-22/ - acesso em 19/05/2012 s 11:00h Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 5 I defesa e valorizao do patrimnio cultural brasileiro; II produo, promoo e difuso de bens culturais; III formao de pessoal qualificado para a gesto da cultura em suas mltiplas dimenses; IV democratizao do acesso aos bens de cultura; V valorizao da diversidade tnica e regional. (Ministrio da Cultura.) Conforme se mencionou anteriormente, o graffiti surgiu no Brasil durante a dcada de 60, em movimentos de resistncia Ditadura em So Paulo e sob influncia de movimentos estudantis, comeou a ganhar esttica prpria, diferenciado-o da pichao. Os envolidos nesses movimentos passaram a se identificar atravs de incries, cdigos e estilos. O primeiro grupo a se identificar e ser reconhecido foi o "Gonha M Breu" na dcada de 1990, formado por jovens de bairros nobres de So Paulo. Nessa ocasio o artista Alex Vallauri que trouxe para o graffiti caractersticas plsticas, utilizando-se de mscaras para ilustrar elementos do cotidiano. Outros artistas seguiram essa mesma liguagem e assim foi-se criando repertrios iconogrficos e criando uma linguagem urbana, que, pela acessibilidade e facilidade de compreenso, ganharam aceitao popular. Outros grupos artisticos tambm passaram a utilizar os espaos urbanos para suas manifestaes, fazendo intervenes e criando novas linguagens e formas de se relacionar com o cotidiano das cidades. A aceitao por parte da populao influenciou para que os governos abrissem espaos para profissionalizao dos grafiteiros e os alou condio de agentes culturais, em especial em associao a desdobramentos do movimento, como o hip hop, que fez com que o graffiti fosse absorvido, passando a atuar totalmente fora da marginalidade e passou a ser um instrumento de incluso, atraindo jovens em situao de risco social e conseguiu sobreviver independente do mercado tradicional de arte, mesmo sem os meios tradicionais de mecenato, atravs de trabalhos encomendados, especialmente de proprietrios de estabelecimentos com o intito de evitar pichaes. No incio da dcada de 1990, a ento prefeita de So Paulo, Luza Erundina, proporcionou um encontro com entre grafiteiros que fez parte do projeto "Cidade, Cidado, Cidadania" criando reas que passaram a ser reconhecidas e tratadas como territrios livres e o graffiti passou a ser entendido como uma "manifestao de jovens" e foi incorporado em cenrios de comerciais, comeando a aparecer como pano de fundo para propagandas. Tanto graffiti quanto pichao souberam sair da clandestinidade e conquistar seu espao e reconhecimento. Os grafiteiros na dcada de 70 se aproximaram das galerias abrindo o mercado para um novo tipo de arte, enquanto os pichadores acharam na letra grafitada uma forma de sarem da marginalidade e se tornarem "grafiteiros". Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 6 "Com o processo de democratizao poltica, as oficinas oferecidas pelas secretarias de cultura abriram projetos culturais envolvendo os grafiteiros e possibilitando a criao de oficinas de grafite, nas quais nasceram sucessivas safras de novos artistas urbanos. Esta institucionalizao do grafite resultou em um direcionamento para a arte mural, ao mesmo tempo em que permitiu que o movimento conseguisse patrocnio de empresas particulares. Assim o grafite ganhou novas condies de sobrevivncia e passou a atingir um pblico cada vez mais amplo, com um aprimoramento constante de suas tcnicas, mas se distanciou das idias iniciais que o inspiraram". (TAVARES, Jorge Luis Ferreira - Press Release para o portal http://www.artbr.com.br/2011/ extrado de http://www.miniweb.com.br/Artes/artigos/grafite_sp.pdf) Alm das polmicas e diferenciaes das questes envolvendo o grafite e a pichao, debatia-se tambm sobre o nome dado a esta forma de comunicao urbana. Na dcada de 80, quando o grafite chegou s galerias de arte, questionava-se se a palavra devia ser escrita da maneira americana, com dois fes e i no final, graffiti, ou de acordo com a grafia brasileira. O argumento dos envolvidos era de que "grafite" designava a mina da lapiseira e no o movimento, mas, com o passar do tempo, devido a muitos erros de grafia, especialmente adaptaes de outros termos em ingls como "street art" e "stencil art", muitos passaram a aceitar e adotar a grafia em portugus, o que auxiliou em sua difuso, especialmente entre o pblico jovem. Em dezembro de 2010 ocorreu a primeira Bienal de Arte de Rua, com apoio da Suvinil visando a compreenso e a valorizao da arte de rua. Toda essa trajetria demonstra que a necessidade de expressar-se inerente ao ser humano e a arte a forma mais democrtica da expresso, conseguindo transmitir mensagens, significados, cdigos e conceitos de forma universal. As manifestaes artsticas se realizam independentemente de barreiras, polmicas e proibies e de alguma forma sempre encontram seu pblico. O graffiti pode ser considerado o primeiro registro grfico realizado pelo ser humano e o acompanhou ao longo de toda a histria em diferentes formas e para diversos objetivos e encontrou hoje seu lugar como meio de comunicao de uma linguagem prpria dos meios urbanos e culturas de rua. Aps ter passado por perodos de marginalizao e perseguies polticas e preconceitos sociais, alcanou seus meios de se realizar, seu reconhecimento e sua valorizao, conseguindo espaos e apoios oficiais como se ver a seguir. Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 7 O Plano Nacional de Cultura foi institudo em dezembro de 2010, dispondo entre outras questes, dos princpios a serem respeitados, diretrizes a serem seguidas, metas a serem atingidas e atribuies do poder pblico, listando entre estas, a de coordenar o processo de elaborao de planos setoriais para as diferentes reas artsticas, respeitando seus desdobramentos e segmentaes, e tambm para os demais campos de manifestao simblica identificados entre as diversas expresses culturais e que reivindiquem a sua estruturao nacional (Texto da LEI N 12.343, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2010 Presidncia da Repblica - Casa Civil - Subchefia para Assuntos Jurdicos)17. No que diz respeito ao graffiti, h duas polticas setoriais que o tm como intercesso: as de Artes Visuais e as que dizem respeito Cultura Afro Brasileira. Estabelecer programas especficos para setores culturais, principalmente para artes visuais, msica, artes cnicas, literatura, audiovisual, patrimnio, museus e diversidade cultural, garantindo percentuais equilibrados de alocao de recursos em cada uma das polticas setoriais. (ibdem, item 1.5.4) Realizar programas de reconhecimento, preservao, fomento e difuso do patrimnio e da expresso cultural dos e para os grupos que compem a sociedade brasileira, especialmente aqueles sujeitos discriminao e marginalizao: os indgenas, os afro-brasileiros, os quilombolas, outros povos e comunidades tradicionais e moradores de zonas rurais e reas urbanas perifricas ou degradadas; aqueles que se encontram ameaados devido a processos migratrios, modificaes do ecossistema, transformaes na dinmica social, territorial, econmica, comunicacional e tecnolgica; e aqueles discriminados por questes tnicas, etrias, religiosas, de gnero, orientao sexual, deficincia fsica ou intelectual e pessoas em sofrimento mental. (ibdem, item 2.1) Desenvolver e ampliar programas dedicados capacitao de profissionais para o ensino de histria, arte e cultura africana, afrobrasileira, indgena e de outras comunidades no hegemnicas, bem como das diversas expresses culturais e linguagens artsticas. (ibdem, item 2.1.5) 17 Disponvel em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12343.htm - acesso em 20/05/2012 s 10:00h Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 8 As Pr-Conferncias Setoriais de Cultura tm carter mobilizador, reflexivo, propositivo e eletivo. So instncias de articulao local e regional de agentes culturais de cada uma das reas artsticas e de patrimnio envolvidas, sendo parte do processo da II Conferncia Nacional de Cultura (II CNC). Como o prprio nome diz so pr-conferencias, portanto no encerra em si todo o contedo de discusso das reas artstico-culturais e de patrimnio. Constituindo-se como espao de contribuio na formulao das estratgias para as polticas pblicas nacionais com foco no temrio da II CNC e como etapa de constituio de uma rede de discusso que posteriormente ser fundamental na realizao das Conferencias Setoriais definidas no Plano Nacional de Cultura (PNC). No relatrio final do Colegiado de Artes visuais sobre o diagnstico para o setor so definidos todas as manifestaes que se enquadram a ele, incluindo a o graffiti18, assim como tambm ocorreu em relao ao hip hop durante a reunio do grupo de trabalho para formao do Colegiado de Culturas Afro-Brasileiras.19 O Dia Nacional do Grafite comemorado em 27 de maro, data de sua morte de Alex Vallauri, que considerado um dos precursores do graffiti no Brasil. 20 A data foi oficializada na Cidade de So Paulo pela Lei 13903/2004 de autoria do ento vereador Odilon Guedes.21 18 19 Disponvel em: http://colegiadosetorialartesvisuaisbrasil.blogspot.com.br/ - acesso em 20/05/2012 s 11:00h. Disponvel em: http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CFYQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fcnp c%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F08%2F20111024-Ata-da-2%25C2%25AA-Reuni%25C3%25A3o-Grupo-de-Trabalho-deforma%25C3%25A7%25C3%25A3o-do-colegiado-de-culturas-Afro-brasileiras..pdf&ei=F-y7T6KzEojA8ASllGxCg&usg=AFQjCNGzfmq1bmMYJQ7gq1hpJ1Hinkql1A - acesso em 20/05/2012 s 12:00h 20 Disponvel em: http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especial.asp?EditeCodigoDaPagina=2817 - acesso em 20/05/2012 s 12:30h. 21 Disponvel em: http://www.coletivohiphop.com.br/27-de-marco-dia-nacional-do-graffiti/ - acesso em 20/05/2012 s 12:30 Diciplina: Estado e Polticas Pblicas Professora: Lia Calabare Aluno: Leandro Pagnoncelli Trabalho: Polticas Setoriais no Brasil rea: Artes grficas / Culturas Afro-brasileiras (Graffiti) 9 Referncias: http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_rupestre http://pt.wikipedia.org/wiki/Graffiti http://pt.wikipedia.org/wiki/Hier%C3%B3glifo http://pt.wikipedia.org/wiki/Afresco http://pt.wikipedia.org/wiki/Picha%C3%A7%C3%A3o http://noolhodarua.wordpress.com/2009/10/08/graffiti-da-pre-historia-aos-dias-de-hoje/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_livre http://www.brasilescola.com/artes/grafite.htm FERREIRA, Maria Alice, Contempornea, p7. Arte Urbana no Brasil: expresses da diversidade http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001502/150224por.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12408.htm#art6 http://www.cultura.gov.br/site/2011/05/27/plano-nacional-de-cultura-22/ TAVARES, Jorge Luis Ferreira - Press Release para o portal http://www.artbr.com.br/2011/ extrado de http://www.miniweb.com.br/Artes/artigos/grafite_sp.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12343.htm http://www.portalvgv.com.br/site/1%C2%AA-bienal-internacional-de-arte-urbana-teraapoio-da-suvinil/ http://colegiadosetorialartesvisuaisbrasil.blogspot.com.br/ http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CFYQFjAA&u rl=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fcnpc%2Fwpcontent%2Fuploads%2F2011%2F08%2F20111024-Ata-da-2%25C2%25AAReuni%25C3%25A3o-Grupo-de-Trabalho-de-forma%25C3%25A7%25C3%25A3o-do-colegiadode-culturas-Afro-brasileiras..pdf&ei=F-y7T6KzEojA8ASllGxCg&usg=AFQjCNGzfmq1bmMYJQ7gq1hpJ1Hinkql1A http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especial.asp?EditeCodigoDaPagina=2817 http://www.coletivohiphop.com.br/27-de-marco-dia-nacional-do-graffiti/