Graffiti Brasileira n 1, mar 2011

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    17-May-2015

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Primeiro nmero da publicao Graffiti Brasileira. Iniciativa atrelada a evento homnimo e peridico. Maro de 2011.

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  • 1. brasileira I TI maro 2011 n 1GRAFFespecial Mostra de Cultura UrbanaPinturas de PI

2. Nasce ento Graffiti brasileira. Publicao que quer falar e mostrar a arte,as mobilizaes e os pensamentos das ruas e tambm assuntos queestejam relacionados. Aproveitamos a inspirao que nos invadiu numarpida participao durante a Mostra de Cultura Urbana (novembro de 2010,promovida pelo Instituto NUA) e damos nosso passo inicial fazendo umareverncia especial ao evento / iniciativa ocorrido na zona leste.Esperamos que esta revista seja do agrado de tod@s.Abraos e OFICINATIVE-SE!!!produo: Carlos RogerioOFICINATIVACaixa Postal 73 Ribeiro Pires, SPCEP 09400 970projetooficinativa@hotmail.com www.oficinativa.blogspot.com 3. A Mostra de Cultura Urbana foi um acontecimento mpar na comunidade de Unio de Vila Nova. A idealizao do evento partiu do artista, educador e gestor do Instituto NUA Hermes de Souza. O evento consistiu numa parceria entre a entidade, comunidade, grafiteiros de diversas localidades, Fundao Bienal e o artista visual Rui Amaral. Na ocasio, foram utilizados dois dias consecutivos para a realizao de workshops, residncia artstica e a pintura do muro da CPTM que delimita o espao entre a comunidade e o restante da cidade. A ao pictrica se encaixou enquanto proposta simblica de "derrubada" desse mesmo muro e, por consequncia, foi bem sucedida na medida em que mobilizou centenas de pessoas durante o evento - o que traduziu-se em fatos interessantes como no caso dos moradores que abriram suas casas aos artistas de rua. O evento por si s serviu de referncia para a Unio de Vila Nova, bem como para pessoas que residem em outras comunidades (posto que provocou inclusive, aquecimento na economia local, retorno de imprensa e credibilidade em aes socioculturais). NUA, 20 e 21 de novembro de 2010RodrigoMunhozArtista visual, arte-educador, co-responsvel pela Mostra Cultura Ubanarodrigomunhoz1@yahoo.com.brwww.flavors.me/amoramboia, www.universidadelivredasartes.blogspot.com 4. Intervenoestetica? Instigao artstica? Interao pacfica?Interferncia poltica? Indagao especfica? 5. Eu existoeu me expresso eu construoeu me avesso... 6. A cidade ateliidealizada Cidade pintada,corpo pintado, alma pintadaDesenho dodesenhoReferncias, QUAIS? 7. Um olhar quetudo v...Um caminhar que tudo apreende 8. Revalorizao do espao pblico atravs da ocupao,ressignificao das Culturas Populares por meio da Comunicao 9. Ou embelezamento urbanoou entrosamento humanoou vandalismo mundanoou comprometimento hermano...Empoderamento infantil,participao juvenil... 10. GraffitiA arte das ruas vem ganhando destaque e valor no meioacadmico ao longo dos tempos. Tambm adquiriusucesso aos olhos de seus apreciadores - talvez por suacaracterstica de ao gratuita e democrtica pois depoisde feito o Graffiti j no mais do artista: quem quiser,chega, picha em cima, cola um cartaz e j foi modificado.Como arte pblica e de carter transitrio, o Graffiti seoferece como possibilidade de contato direto, fsico,afetivo com o pblico. Ao espalhar-se pelas galeriassubterrneas e vos de viadutos ele transforma a cruezada cidade e explora literalmente lugares escondidos edesvalorizados. Convive com os outdoors, os cartazes derua e a massa de informaes visuais industrializadas e deconsumo e representa sobretudo aquele conjuntoartesanal de imagens que a movimentao do homemnaturalmente desenha. Pode se manifestar sob diversasformas e intenes: como interveno urbana, transformando uma parte da cidade, permanentemente, num laboratrio artstico-visual onde no existe limitao de tempo, espao e pblico; como forma de arte, permitindo que seus criadores explorem elementos visuais e transmitam cdigos carregados de simbologias e formas estticas; como ferramenta de comunicao, dialogando com a cidade atravs da fala dos anseios e conflitos de quem o faz. 11. por Fabi MenassiSua evoluo uma histria fascinante. Tem origens queremontam a pr-histria, quando o homem das cavernas deixouregistrada nas suas paredes a marca de sua mo. Manifestou-se nas dcadas de vinte e trinta, com o trabalho dos muralistasmexicanos, liderados por Jos Orozco, Diego Rivera e DavidAlfaro Siqueiros, em prol da Revoluo - que repercutiufortemente como arte e formao de opinio, com umaabordagem marxista de seus murais, denunciando todas asmazelas de uma sociedade desigual. Nos anos 60, ummovimento de arte underground foi tomando conta - no incioeram apenas assinaturas (tags) feitas em locais pblicos comboa visibilidade. No demorou muito para que o talento epotencial criativo da moada - e inesperada cobertura daimprensa - atrassem a ateno das pessoas ligadas s artes,no meio acadmico, bem como das galerias. J nos anos 80,gravuras, cenrios e outros elementos foram incorporados aosgraffitis - principalmente por meio de aes e performances deAlex Vallauri no Brasil - e ele foi distanciando-se de sua origem- as pichaes - em parte devido ao intercmbio dos muralistase de todos estes com os ambientes acadmico e de galerias.Na verdade, o Graffiti ganhou mais notoriedade com omovimento HIP HOP, tambm arte das ruas. E sua imagemcontempornea reflete uma genuna manifestao cultural, nosentido amplo do termo, pois transps as ruas e passou a ter achance de ser apreciado em distintos espaos (galerias,exposies ou colees particulares). Atualmente existem osgrafiteiros que utilizam mtodos eletrnicos e digitais em suasobras mutveis, com projeo de luzes que saem de prdios eveculos. Pode-se notar claramente a evoluo constante, tantono quesito de tcnicas, como de poticas.Nenhuma das transformaes as quais enfrentou modificou suacaracterstica de ferramenta disponvel - a quem tem o que falare ouvir - e seu poder de arte transgressora e proibida,contracultura, cultura da periferia. Pode-se dizer que isso atcontribuiu para seu sucesso urbano. E mesmo hoje com o usoalienado e desenfreado da tecnologia, falar sobre Graffiti,sempre remete a sua origem, a rua (como ele comeou), atravsde desenhos feitos a mo e que ele ir sempre dialogardemocraticamente com o pblico. 12. Liberdade, ludicidade, naturalidade, democratiCIDADE,identidade, sensvel agressividade, popular(ativ)idade... 13. Ao ativista feminina 14. Conquistando e ampliando o respeito,a credibilidade e as parcerias 15. O trao possui variaes poderosas capazes de provocar qualquer emoo ou estado de esprito. medida em que se experimenta o desenho e se ganha domnio, tambm comea a aparecer atravs do trao a personalidade e o estilo do desenhista - me refiro aos interessados em desenhar e no quem domina as tcnicas formais de desenho bsico. Assim como o trao do desenho, o processo da escrita acontece da mesma forma, com o treino cada pessoa adquire um estilo de letra e expressa a personalidade. Seja pelo estilo, a simbologia, a inteno do artista, as cores, o trao tem a capacidade de estimular o olhar a percorrer por direes pretendidas pelo criador do desenho. O trao dosdo trao artistas ao longo da histria da arte foi protagonista em diversas tcnicas: gravura, desenho, pintura, graffiti,O papel caligrafia, etc, e adquiriu para cada sua caracterstica particular. Os variados estilos de traados num desenho dependem dos gestos, das possibilidades que uma pessoa pode experimentar: maior / menor presso, rapidez, lentido, amplitude, reduo, timidez, intensidade, fora, preciso, delicadeza, rigidez, geometricidade, entre outras, e tambm dos materiais utilizados. Variam conforme a intencionalidade: ldico, espontneo, intenso. Estes gestos geram traos de diversas caractersticas: forte, fraco, estilos de linhas (tracejado, pontilhado, contnuo, trao-ponto, etc), direo das linhas (horizontais, verticais, diagonais) e formam tanto o espao negativo do desenho (a silhueta, o contorno) quanto o positivo (elementos internos). Por meio da pesquisa e da experimentao, as possibilidades do trao do desenhista podem provocar muitas sensaes. Por exemplo: com retas horizontais podem dar a impresso de equilbrio / repouso, as verticais, uma ao, as diagonais, a instabilidade, claro e escuro, a iluso de volume. A variao do valor do trao importante para dar expresso ao desenho, ela demonstra energias variadas, expressam emoes, enriquece visualmente o desenho. Experimente buscar sua expressividade atravs do trao. Eis algumas sugestes - descobertas pessoais - que indico na hora de explorar o universo do desenho atravs dos gestos: variar o uso da mo que pouco e muito escreve, segurar o lpis mais perto / longe da ponta (assim poder alterar o grau de soltura e controle do trao), movimentar o antebrao enquanto mantm o pulso firme, entre outras que voc mesmo pode encontrar. E nesta busca pela expresso do desenho atravs do trao, as possibilidades de montar uma composio visual podem ser numerosas. Fabi Menassi artista visual e professora da rede estadual de ensino fabi_menassi@yahoo.com.br www.fabimenassi.blogspot.com 16. Caminhando & GrafitandoEsta seo estampar registros demomentos de surpresa flagrados durantenossas andanas pelo mundo. Nestenmero de estreia, trazemos a Arte / armaincorporada pelo MST (Movimento dosTrabalhadores Rurais sem Terra) em sualuta por direitos sociais do povo brasileiro. Escola Nacional Florestan Fernandes,Guararema, SP, dezembro de 2010 17. Outrasvisualidades...Formas que surgem edialogam com cores,tamanhos, ideias. A partirde linhas se podeestabelecer um universode inacreditveispossibilidades. Nesta seoqueremos mostrar como asArtes Visuais se renovam acada diferente necessidadeesttica. A pintura sobre tecidos feita pelo KAH-HUM- KAH, coletivo multicultural do ABC paulista, virou uma marca registrada em suas apresentaes. Eram obras flexveis que se transformavam rpida e criativamente em adereos, figurinos, cenrios, painis, divisrias, etc. Mais informaes: www.osmisturalistas. ning.com 18. PIspintando o 7Programade Iniciao Artsticadesenvolvido noCEU 3 Pontes, Jardim Romano 19. na prxima edio:entrevista com IGNOTO Graffiti & Poltica Beco da Vila Madalena