Graffiti brasileira. mar 2011 Pinturas de PI Mostra de Cultura Urbana

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    01-Sep-2014

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revista/fanzine com pequeno texto sobre grafite

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I TI GRAFF brasileira maro 2011 n 1 especial Mostra de Cultura Urbana Pinturas de PI Nasce ento Graffiti brasileira. Publicao que quer falar e mostrar a arte, as mobilizaes e os pensamentos das ruas e tambm assuntos que estejam relacionados. Aproveitamos a inspirao que nos invadiu numa rpida participao durante a Mostra de Cultura Urbana (novembro de 2010, promovida pelo Instituto NUA) e damos nosso passo inicial fazendo uma reverncia especial ao evento / iniciativa ocorrido na zona leste. Esperamos que esta revista seja do agrado de tod@s. Abraos e OFICINATIVE-SE!!! produo: Carlos Rogerio OFICINATIVA Caixa Postal 73 Ribeiro Pires, SP CEP 09400 970 projetooficinativa@hotmail.com www.oficinativa.blogspot.com A Mostra de Cultura Urbana foi um acontecimento mpar na comunidade de Unio de Vila Nova. A idealizao do evento partiu do artista, educador e gestor do Instituto NUA Hermes de Souza. O evento consistiu numa parceria entre a entidade, comunidade, grafiteiros de diversas localidades, Fundao Bienal e o artista visual Rui Amaral. Na ocasio, foram utilizados dois dias consecutivos para a realizao de workshops, residncia artstica e a pintura do muro da CPTM que delimita o espao entre a comunidade e o restante da cidade. A ao pictrica se encaixou enquanto proposta simblica de "derrubada" desse mesmo muro e, por consequncia, foi bem sucedida na medida em que mobilizou centenas de pessoas durante o evento - o que traduziu-se em fatos interessantes como no caso dos moradores que abriram suas casas aos artistas de rua. O evento por si s serviu de referncia para a Unio de Vila Nova, bem como para pessoas que residem em outras comunidades (posto que provocou inclusive, aquecimento na economia local, retorno de imprensa e credibilidade em aes socioculturais). NUA, 20 e 21 de novembro de 2010 Rodrigo Munhoz Artista visual, arte-educador, co-responsvel pela Mostra Cultura Ubana rodrigomunhoz1@yahoo.com.br www.flavors.me/amoramboia, www.universidadelivredasartes.blogspot.com Interveno estetica? Instigao artstica? Interao pacfica? Interferncia poltica? Indagao especfica? Eu existo eu me expresso eu construo eu me avesso... A cidade ateli idealizada Cidade pintada, corpo pintado, alma pintada Desenho do desenho Referncias, QUAIS? Um olhar que tudo v... Um caminhar que tudo apreende Revalorizao do espao pblico atravs da ocupao, ressignificao das Culturas Populares por meio da Comunicao Ou embelezamento urbano ou entrosamento humano ou vandalismo mundano ou comprometimento hermano... Empoderamento infantil, participao juvenil... Graffiti A arte das ruas vem ganhando destaque e valor no meio acadmico ao longo dos tempos. Tambm adquiriu sucesso aos olhos de seus apreciadores - talvez por sua caracterstica de ao gratuita e democrtica pois depois de feito o Graffiti j no mais do artista: quem quiser, chega, picha em cima, cola um cartaz e j foi modificado. Como arte pblica e de carter transitrio, o Graffiti se oferece como possibilidade de contato direto, fsico, afetivo com o pblico. Ao espalhar-se pelas galerias subterrneas e vos de viadutos ele transforma a crueza da cidade e explora literalmente lugares escondidos e desvalorizados. Convive com os outdoors, os cartazes de rua e a massa de informaes visuais industrializadas e de consumo e representa sobretudo aquele conjunto artesanal de imagens que a movimentao do homem naturalmente desenha. Pode se manifestar sob diversas formas e intenes: como interveno urbana, transformando uma parte da cidade, permanentemente, num laboratrio artstico-visual onde no existe limitao de tempo, espao e pblico; como forma de arte, permitindo que seus criadores explorem elementos visuais e transmitam cdigos carregados de simbologias e formas estticas; como ferramenta de comunicao, dialogando com a cidade atravs da fala dos anseios e conflitos de quem o faz. por Fabi Menassi Sua evoluo uma histria fascinante. Tem origens que remontam a pr-histria, quando o homem das cavernas deixou registrada nas suas paredes a marca de sua mo. Manifestouse nas dcadas de vinte e trinta, com o trabalho dos muralistas mexicanos, liderados por Jos Orozco, Diego Rivera e David Alfaro Siqueiros, em prol da Revoluo - que repercutiu fortemente como arte e formao de opinio, com uma abordagem marxista de seus murais, denunciando todas as mazelas de uma sociedade desigual. Nos anos 60, um movimento de arte underground foi tomando conta - no incio eram apenas assinaturas (tags) feitas em locais pblicos com boa visibilidade. No demorou muito para que o talento e potencial criativo da moada - e inesperada cobertura da imprensa - atrassem a ateno das pessoas ligadas s artes, no meio acadmico, bem como das galerias. J nos anos 80, gravuras, cenrios e outros elementos foram incorporados aos graffitis - principalmente por meio de aes e performances de Alex Vallauri no Brasil - e ele foi distanciando-se de sua origem - as pichaes - em parte devido ao intercmbio dos muralistas e de todos estes com os ambientes acadmico e de galerias. Na verdade, o Graffiti ganhou mais notoriedade com o movimento HIP HOP, tambm arte das ruas. E sua imagem contempornea reflete uma genuna manifestao cultural, no sentido amplo do termo, pois transps as ruas e passou a ter a chance de ser apreciado em distintos espaos (galerias, exposies ou colees particulares). Atualmente existem os grafiteiros que utilizam mtodos eletrnicos e digitais em suas obras mutveis, com projeo de luzes que saem de prdios e veculos. Pode-se notar claramente a evoluo constante, tanto no quesito de tcnicas, como de poticas. Nenhuma das transformaes as quais enfrentou modificou sua caracterstica de ferramenta disponvel - a quem tem o que falar e ouvir - e seu poder de arte transgressora e proibida, contracultura, cultura da periferia. Pode-se dizer que isso at contribuiu para seu sucesso urbano. E mesmo hoje com o uso alienado e desenfreado da tecnologia, falar sobre Graffiti, sempre remete a sua origem, a rua (como ele comeou), atravs de desenhos feitos a mo e que ele ir sempre dialogar democraticamente com o pblico. Liberdade, ludicidade, naturalidade, democratiCIDADE, identidade, sensvel agressividade, popular(ativ)idade... Ao ativista feminina Conquistando e ampliando o respeito, a credibilidade e as parcerias O papel do trao O trao possui variaes poderosas capazes de provocar qualquer emoo ou estado de esprito. medida em que se experimenta o desenho e se ganha domnio, tambm comea a aparecer atravs do trao a personalidade e o estilo do desenhista - me refiro aos interessados em desenhar e no quem domina as tcnicas formais de desenho bsico. Assim como o trao do desenho, o processo da escrita acontece da mesma forma, com o treino cada pessoa adquire um estilo de letra e expressa a personalidade. Seja pelo estilo, a simbologia, a inteno do artista, as cores, o trao tem a capacidade de estimular o olhar a percorrer por direes pretendidas pelo criador do desenho. O trao dos artistas ao longo da histria da arte foi protagonista em diversas tcnicas: gravura, desenho, pintura, graffiti, caligrafia, etc, e adquiriu para cada sua caracterstica particular. Os variados estilos de traados num desenho dependem dos gestos, das possibilidades que uma pessoa pode experimentar: maior / menor presso, rapidez, lentido, amplitude, reduo, timidez, intensidade, fora, preciso, delicadeza, rigidez, geometricidade, entre outras, e tambm dos materiais utilizados. Variam conforme a intencionalidade: ldico, espontneo, intenso. Estes gestos geram traos de diversas caractersticas: forte, fraco, estilos de linhas (tracejado, pontilhado, contnuo, trao-ponto, etc), direo das linhas (horizontais, verticais, diagonais) e formam tanto o espao negativo do desenho (a silhueta, o contorno) quanto o positivo (elementos internos). Por meio da pesquisa e da experimentao, as possibilidades do trao do desenhista podem provocar muitas sensaes. Por exemplo: com retas horizontais podem dar a impresso de equilbrio / repouso, as verticais, uma ao, as diagonais, a instabilidade, claro e escuro, a iluso de volume. A variao do valor do trao importante para dar expresso ao desenho, ela demonstra energias variadas, expressam emoes, enriquece visualmente o desenho. Experimente buscar sua expressividade atravs do trao. Eis algumas sugestes - descobertas pessoais - que indico na hora de explorar o universo do desenho atravs dos gestos: variar o uso da mo que pouco e muito escreve, segurar o lpis mais perto / longe da ponta (assim poder alterar o grau de soltura e controle do trao), movimentar o antebrao enquanto mantm o pulso firme, entre outras que voc mesmo pode encontrar. E nesta busca pela expresso do desenho atravs do trao, as possibilidades de montar uma composio visual podem ser numerosas. Fabi Menassi artista visual e professora da rede estadual de ensino fabi_menassi@yahoo.com.br www.fabimenassi.blogspot.com Caminhando & Grafitando Esta seo estampar registros de momentos de surpresa flagrados durante nossas andanas pelo mundo. Neste nmero de estreia, trazemos a Arte / arma incorporada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) em sua luta por direitos sociais do povo brasileiro. Escola Nacional Florestan Fernandes, Guararema, SP, dezembro de 2010 Outras visualidades... Formas que surgem e dialogam com cores, tamanhos, ideias. A partir de linhas se pode estabelecer um universo de inacreditveis possibilidades. Nesta seo queremos mostrar como as Artes Visuais se renovam a cada diferente necessidade esttica. A pintura sobre tecidos feita pelo KAH-HUMKAH, coletivo multicultural do ABC paulista, virou uma marca registrada em suas apresentaes. Eram obras flexveis que se transformavam rpida e criativamente em adereos, figurinos, cenrios, painis, divisrias, etc. Mais informaes: www.osmisturalistas. ning.com PIs pintando o 7 Programa de Iniciao Artstica desenvolvido no CEU 3 Pontes, Jardim Romano na prxima edio: entrevista com IGNOTO Graffiti & Poltica Beco da Vila Madalena