A sociedade brasileira entendida pelo vis economicista: >CAIO PRADO JUNIOR >FLORESTAN FERNANDES

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    05-Apr-2017

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A sociedade brasileira entendida pelo vis economicista:>CAIO PRADO JUNIOR>FLORESTAN FERNANDESConstituio da sociedade brasileira (colnia)No perodo Colonial, a sociedade brasileira se construiu pela diferenciao de foras entre os grupos bsicos que a compunham. Os europeus: se tornaram o grupo poltico e econmico dominante; Nativos e Africanos: foram aos poucos subjugados, tornando-se o grupo social com menor participao na distribuio da riqueza produzida A escravido, tanto indgena quando negra, deu forma sociedade brasileira.Foi historicamente fundamentada na diviso entre livres e no livres, que as possibilidades de enriquecimento (economia) e exerccio de cidadania (poltica) se organizou no Brasil. Da porque possa se dizer que durante trs sculos a escravido criou as desigualdades sociais no Brasil.Constituio da sociedade brasileira: (ps-abolio - sc. XX) So caractersticas desse momento da formao nacional: Movimento imigrantista chegada macia de imigrantes, vindos de vrias partes do mundo (sonhos) Industrializao iniciou-se timidamente no comeo do sculo XX vindo a se firmar somente depois da primeira guerra mundial Urbanizao crescimento das cidades atravs do xodo rural na busca de trabalho e melhoramento de vidaEsse novo cenrio tambm criou elementos de diferenciao socialA viso economicista de Caio Prado Jnior Caio prado jniorIniciou seus estudos a partir de uma historiografia de carter social, em que procurava formalizar o mtodo marxista para a anlise da realidade brasileira.Procurava definir a situao colonial brasileira a partir das relaes internacionais capitalistas e seus mecanismos comerciais, desde a expanso martima europeia.O conceito de sentido da colonizao.Formao do Brasil ContemporneoExpanso ultramarina europeia X Colonizao do BrasilUm episdio, um pequeno detalhe daquele quadro imenso*Brasil colnia = uma vasta empresa comercialSentido da colonizaoProduzir bens demandados pelo mercado externo em grandes unidades trabalhadas pelo brao escravoSociedade colonial: escravido trao mais marcante(nada h que a presena do trabalho servil, quando alcana as propores de que fomos testemunhas, deixe de atingir)A Sociologia de Florestan Fernandes Desenvolveu uma importante pesquisa sobre negros e a questo racial no Brasil.Foi um dos grandes sistematizadores do pensamento sociolgico brasileiro.Florestan unia a teoria prtica, sendo o que ele prprio chamava de socilogo militante.Sua obra foi influenciada pelos clssicos da disciplina, sobretudo por Marx.Segundo Florestan, a sociedade podia ser estudada pelos padres ou estruturas, isto , os fundamentos da organizao social e pelos dilemas que eram as contradies geradas pela dinmica interna da estrutura.Suas grandes preocupaes, alm da reflexo terica, foram o estudo das relaes sociais e da estrutura de classes da sociedade brasileira, o capitalismo dependente e o papel do intelectual.Desigualdade Social no Brasil:Florestan Fernandes desmontou a tese da chamada democracia racial brasileira, demonstrando que os ex-escravos foram excludos das possibilidades de crescimento na sociedade de classes, o que os levou marginalizao no sistema. A transio do regime escravocrata para o regime de classes e a assimilao do negro sociedade de classes aparecem como processos morosos e extremamente difceis pelo relato de Florestan. S que ele acredita estar presenciando ao incio dessa nova fase da histria: preciso fazer uma segunda Abolio no BrasilPara o autor, a questo da democracia racial no Brasil, apesar de sua legalidade constitucional, no passa de uma falcia. Os interesses de classe e de grupos de pessoas preservam a desigualdade histrica do elemento negro, contribuindo visivelmente para a manuteno das diferenciaes raciais no pas. Para Pensar o Brasil Hoje Caio Prado Jr: sentido da colonizao, no se entende o Brasil sem uma anlise dos vnculos com o sistema capitalista mais amplo. A ordem (ou desordem) social reflexo da estrutura econmica do pas.Florestan Fernandes: a dependncia e o subdesenvolvimento s se explicam a partir de fatores internos, conformando-se uma estrutura social e de poder especfica, onde o arcaico permite a vitalidade do moderno, assim como a manuteno da desigualdade.***