A escravidao e um tipo de relacao de trabalho que existiu durante muito tempo na historia da humanidade e foi praticada por civilizacoes distintas como egipcios

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    11-Jul-2015

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A escravido um tipo de relao de trabalho que existiu durante muito tempo na histria da humanidade e foi praticada por civilizaes distintas como egpcios, assrios, hebreus, gregos e romanos.

No entanto, o tipo de escravido que se deu nas Amricas, logo aps o seu descobrimento por Cristovo Colombo, em 1492, era praticamente indito e baseou-se no subjugamento de uma raa, em razo da cor da pele.

No Brasil a escravido comeou com os ndios, mas como eles no se adaptavam ao servio de trabalho os colonizadores recorreram aos negros africanos, que foram utilizados nas minas e nas plantaes: de dia faziam tarefas costumeiras, a noite carregavam cana e lenha, transportavam frmas, purificavam, trituravam e encaixotavam o acar.

O comrcio de escravos passou a ter rotas intercontinentais no momento em que os europeus comearam a colonizar os outros continentes, no sculo XVI e, no caso das Amricas em que os povos locais no se deixaram subjugar, foi necessrio importar mo-de-obra, principalmente da frica. Nessa altura, muitos reinos africanos e rabes passaram a capturar escravos para vender aos europeus.

Na colnia de Angola, a exportao de mo de obra escrava foi alvo de competio no sculo XVII entre portugueses e holandeses. depois da disputa entre os colonizadores, cujo vencedor foi o reino de Portugal, que pode ter- se originado a captura direta de escravos, nas chamadas Guerras Angolanas, no seio de certas tribos.

Foi dessa forma que Angola se tornou um centro importante de fornecimento de mo de obra escrava para o Brasil, onde crescia no apenas a produo de cana-de-acar no Nordeste, mas tambm a explorao de ouro na regio central.

Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos pores dos navios negreiros. Devido as pssimas condies deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem .

A crise de Portugal

Em 1755, Portugal foi abalado por um terremoto e comeou a perder o controle do trfico.

No continente africano, a submisso das populaes tambm j no era to simples como no passado

Com o surgimento do ideal liberal e da cincia econmica na Europa, a escravatura passou a ser considerada pouco produtiva e moralmente incorreta. A escravido pouco produtiva porque, como o escravo no tem propriedade sobre sua prpria produo, ele no estimulado a produzir j que isto no ir resultar em um incremento no bem-estar material de si mesmo. Povos do interior comearam a organizar ataques

Abolio da Escravatura em PORTUGAL

A escravatura em Portugal continental e na ndia foi abolida a 12 de Fevereiro de 1761 por Marqus de Pombal, durante o reinado de D. Jos I. No entanto, s no sc. XIX que a escravatura foi verdadeiramente abolida em todo o Imprio. Os primeiros escravos a serem libertados nas colnias foram os do Estado, por Decreto de 1854, mais tarde, os das Igrejas, por Decreto de 1856 e s com a lei de 25 de Fevereiro de 1869 que se proclamou a abolio total da escravatura em todo o Imprio Portugus.

NO BRASIL:

Em 1850 foi feita, no Brasil, a Lei Eusbio de Queirs que impunha punio aos traficantes de escravos, assim nenhum escravo mais entrava no pas;

em 1871 foi feita a Lei do Ventre Livre que declarava livre os filhos de escravos nascidos a partir daquele ano,

e em 1885 a Lei dos Sexagenrios, que concedia liberdade aos maiores de 60 anos.

E mais tarde fez surgir o abolicionismo, em meados do sculo XIX. Em 1888, quando a escravido foi abolida no Brasil, ele era o nico pas ocidental que ainda mantinha a escravido legalizada.

Escravatura, hoje...A escravatura no um fenmeno ultrapassado. Permanece at aos nossos dias como uma realidade econmica, social e humana. No obstante as abolies e a Declarao Universal dos Direitos do Homem de 1948 cujo artigo 4 estipula que Ningum ser mantido em escravatura ou em servido; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, so proibidos , antigas prticas esclavagistas persistem em novos contextos econmicos.

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