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(10) teologia da libertao

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    31-Jul-2015

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1. Nos pores da Casa Teologia da Libertao Afonso Murad www.casadateologia.blogspot.com Casa da Teologia (10) 2. Relao estreita Igreja dos pobres (prtica) Teologia da Libertao (teoria) 3. O que a Teologia da Libertao Teologia da Amrica Latina, que busca viver e interpretar a f crist em perspectiva social. Ela analisa a realidade, denuncia a injustia e anuncia uma sociedade nova, inclusiva, solidria e sustentvel, luz de Jesus Cristo. Tem vertentes: - terica (reflexo), - prtica (Igreja-comunidade e transformao da sociedade) - Espiritual (jeito de seguir a Jesus) 4. A grande pergunta da TdL Como ser crist(o) num continente marcado ao mesmo tempo pela religiosidade crist e por enormes diferenas sociais, a ponto de negar a milhares de seres humanos sua dignidade de filhos de Deus? Como transformar esta situao luz da f? 5. Originalidade da TdL Pobres: protagonistas da evangelizao (Mtodo Paulo Freire) Os pobres nos ensinam -> sabedoria do Esprito. Ponto de partida: no os livros, mas o compromisso de cristos com a mudana da sociedade. Utilizam-se as cincias sociais como Mediao hermenutica pr-teolgica. Introduz-se no pensar teolgico a prtica transformadora. Igreja-comunidade CEBs e pastorais sociais. Redescobrem-se muitos elementos bblicos para a espiritualidade. Teologia na/para/pela/da prxis. 6. Elementos bblico-teolgicos *Deus criou este mundo para todos (Gen). *A libertao do Povo de Deus no Egito e a caminhada no deserto inspiram a libertao social, poltica e econmica (Exodo). *Os profetas: fidelidade aliana exige a prtica da justia social (Is, Jr, Ez, Am). *A prtica libertadora de Jesus o centro da teologia da libertao. Jesus cura e liberta os pobres e pecadores, come com eles (incluso social), anuncia a vinda do Reino de Deus, conscientiza, faz pensar (Mt, Mc, Lc). *A morte libertadora de Jesus anima os cristos a serem fiis at a morte (martrio -> Apdc). A ressurreio de Jesus a vitria sobre todas as opresses na histria. *A Igreja, Povo de Deus, continua a misso libertadora de Jesus (At). 7. Como e quando surgiu a Teologia da Libertao? 8. Os ventos de mudana na sociedade nos anos 60 Urbanizao e otimismo com o progresso. Movimento feminista e estudantil: a auge de 68. Esprito crtico e valor da subjetividade. Mundo polarizado: comunismo x capitalismo. Mundo dependente: Africa e Amrica Latina. 9. A Igreja renova sua identidade O Conclio Vaticano II: Abriu as janelas e passou a vassoura... Igreja Povo de Deus -> participao Dilogo Igreja-Mundo Repensou a relao entre Escritura e Tradio Reformou a Liturgia Estabeleceu critrios para estudos teolgicos Favoreceu o dilogo ecumnico 10. O vento veio de l, o fogo pegou aqui A renovao da Igreja teve dificuldades na Europa: *Apego tradio, *Velocidade das mudanas culturais, *Crise de vocaes, *Desnimo no ps 68. *Adoo de modelos voltados para o passado. 11. Nasce uma nova identidade... Na sociedade: Efervecncia poltica (estudantes, trabalhadores, partidos), Mtodo Paulo Freire: educao como prtica de liberdade, conscientizao. Esperanas de nova sociedade. Represso dos regimes militares, Crescem a riqueza e a pobreza. Na Igreja: As linhas de Medelln. Mudanas simultneas no topo, no meio e na base da Igreja 12. Fatores eclesiais No topo: nomeao de bispos; Planos de Pastoral de Conjunto; consolidao da CNBB; posicionamento contra o regime militar. No meio: Vida Religiosa renovada (Captulos, abandono de obras, atuao junto Igreja particular, insero, estilo de vida mais simples e fraterno). Batalho de agentes de Pastoral. Grupo de telogos elaboram a TdL. Mtodo Paulo Freire na Igreja: povo sujeito do processo de libertao. Crculos Bblicos Na base: CEBs, Pastorais Populares, Pastoral de Juventude, Catequese renovada 13. Autores conhecidos Leonardo Boff Joo Batista Libanio Frei Beto Gustavo Gutirrez Jos Comblin Carlos Mesters Juan Luis Segundo Jon Sobrino Segundo Galilia 14. Mrtires da libertao Milhares de pessoas assassinadas No Brasil: Santo Dias, Margarida Alves, Padre Joo Bosco Penido Burnier e muitos lderes comunitrios Figuras simblicas: Dom Oscar Romero e Dorothy Stang. 15. Alguns bispos brasileiros Dom Luciano Mendes de Almeida Dom Helder Cmara Dom Jos Maria Pires Dom Fernando Dom Fragoso Dom Pedro Casaldliga Dom Tomz Balduno 16. Se a festa estava boa, por que acabou? Modernidade lquida: Predomnio do esttico sobre o tico Cultura da exterioridade ( real o que aparece) Reinado do individualismo Despotismo do presente Crise da razo cientfica e dos sonhos de libertao Busca da religiosidade sem religio. Na Igreja: instituio forte e coesa, Enfase na Doutrina e na moral Reafirma o sagrado tradicional, busca visibilidade miditica. Um cristianiasmo comunitrio, proftico, dialogal, ecumnico e poltico-social soa como inadequado. 17. Um tempo difcil e esperanoso Profetismo cada vez mais exigente e minoritrio Envelhecimento e poucas lideranas novas Dupla orfandade: da Igreja e do social Novas vocaes e seus valores: esttica, subjetividade, busca do prazeroso. Menos austeridade, maior padro de consumo Peso institucional: muito trabalho, pouca reflexo -> Novos desafios, novas possibilidades... 18. Limites e riscos da TdL Ao privilegiar a dimenso social da f, no levou em conta a subjetividade e suas demandas. Concentrao na prxis transformadora, em detrimento da reflexo e da espiritualidade. Apropriao do discurso social por polticos e at empresas -> desgaste. Algumas mudanas sociais no levaram criao de nova sociedade, e sim incluso dependente dos pobres, como consumidores. Necessidade de se articular com outras causas humanistas. 19. Matizes da Libertao hoje Minoritria Visvel e significativa Pessoal, comunitria e institucional Feio socioambiental e planetria. 20. No sabemos do nosso futuro.. Mas queremos ser sementes do amanh... (Verso: maio 2015)