VIRT E FORTUNA: Uma leitura da mitologia Grega ... ? contm uma introduo vida e obra

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    21-Sep-2018

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  • VIRT E FORTUNA: Uma leitura da mitologia Grega Maquiavel

    Nome(s) do(s) Autor (es)

    Alexandre Ortigara1

    Andressa dos Santos Cizini2

    Cristiane Regina Cemin3

    Franciele Festner dos Santos4

    Jackison Roberto dos Santos Pinheiro Junior5

    Lucas Felipe Adams Jarczewski6

    Natlia Aparecida Pacheco Ferro7

    Colgio Estadual Augusto Morais Rego

    PIBID/UNIOESTE

    Palavras-chave: Poltica, Virt, fortuna, astcia, ao.

    Introduo

    Esta Oficina contar com a participao efetiva dos alunos bolsistas do PIBID

    UNIOESTE Filosofia.

    Tem-se em vista, com a aplicao deste trabalho, propiciar aos estudantes de Ensino

    Mdio, uma reflexo acerca da filosofia poltica proposta por Maquiavel.

    Trata-se de uma tentativa de estabelecer uma ponte entre reflexes tericas geradas a

    partir de leituras que possibilitem identificar argumentos que conduzam a compreenso dos

    conceitos de "virt" e "fortuna" presentes na obra de Maquiavel e a verificao de como estes

    conceitos se acham inseridos em nossa poltica atual.

    1 Bolsista de iniciao docncia do subprojeto de filosofia do campus de Toledo. 2 Bolsista de iniciao docncia do subprojeto de filosofia do campus de Toledo. 3 Bolsista PIBID de superviso docncia do subprojeto filosofia do campus de Toledo. 4 Bolsista de iniciao docncia do subprojeto de filosofia do campus de Toledo.

    5 Bolsista de iniciao docncia do subprojeto de filosofia do campus de Toledo. 6 Bolsista de iniciao docncia do subprojeto de filosofia do campus de Toledo.

    7 Bolsista de iniciao docncia do subprojeto de filosofia do campus de Toledo.

  • Esta proposta de trabalho seguir uma srie de tcnicas de estudo integradas dentre as

    quais o ponto de partida a sensibilizao - se dar atravs da anlise de trechos do mito

    Homrico Ilada.

    Para a escolha do tema foi utilizada a obra Antologia de Textos Filosficos que

    contm uma introduo vida e obra de Maquiavel, alm de excertos da obra "O Prncipe"

    que o ponto de partida para a conceituao.

    Sabendo-se que a filosofia uma ferramenta que pode conduzir o educando a perceber-

    se como agente ativo na transformao de sua realidade, elaboramos a oficina com uma

    metodologia dentro da perspectiva proposta por Silvio Gallo, que prev a sensibilizao como

    passo inicial, seguida da problematizao, investigao e conceituao. Esses momentos se

    entrelaam culminando na conceituao da noo de Virt e Fortuna e as relaes destes

    conceitos com a contemporaneidade, possibilitando ao estudante de Ensino Mdio a

    construo da autonomia do pensar.

    Pblico alvo

    O grupo escolhido para a aplicao da oficina uma turma de segundo ano de Ensino

    Mdio do Colgio Estadual Luiz Augusto Morais Rego.

    Nmero de participantes:

    Vinte e dois estudantes de Ensino Mdio, seis oficineiros (estudantes do curso de

    filosofia integrantes do Pibid), professora supervisora e professora coordenadora.

    Tempo de aplicao da Oficina:

    O tempo utilizado para aplicao de 1h30min

    Objetivos

  • (a) Conduzir os estudantes compreenso dos conceitos de Virt e Fortuna a partir da obra de

    Maquiavel e gerar o estabelecimento de relaes destes conceitos com o espao de

    pertencimento do estudante.

    (b) Motivar os alunos para o estudo da poltica e da participao da mesma enquanto prtica

    social, sem doutrinao, conduzindo-os a necessidade da leitura e do debate como prticas

    fundamentais no desenvolvimento da reflexo e argumentao prprias de um cidado

    participativo.

    (c) Reafirmar a conscientizao dos estudantes acerca do princpio de que a crtica no vem

    antes de um preparo cuidadoso de apreenso e ressignificao de referenciais de pensamento.

    (d) Oferecer elementos que sensibilizem o estudante de ensino mdio para a importncia da

    leitura e interpretao de textos filosficos clssicos.

    Recursos Didticos

    Quadro, giz, projetor multimdia, pendrive, computador, caixa de som, Antologia de

    textos filosficos, xerox, lpis, papel, canetas, flip chart.

    Desenvolvimento

    Esta Oficina apresenta uma metodologia de trabalho com filosofia para adolescentes

    que no est vinculada ao modelo tradicional de ensino da Histria da Filosofia, mas

    reflexo gerada a partir de atividades sensibilizadoras que possibilitem ao estudante de Ensino

    Mdio a construo dos conceitos durante o processo total do trabalho. Sabendo que a tarefa

    de ser professor no meramente a de transmitir conhecimentos, mas, acima de tudo, a de

    gerar indivduos capazes de encontrar, ou ainda, construir seus prprios caminhos, a

    experincia relatada aqui, fundamentou-se no dilogo filosfico, transpassado principalmente

    pelo respeito, reflexo, direito a livre expresso e valorizao da construo coletiva de

    conceitos, gerando a vivencia do fazer filosfico.

    A oficina foi idealizada, escrita e realizada por um grupo de Pibidianos junto

    supervisora e os coordenadores do PIBID. O grupo se reuniu em vrios momentos para pensar

  • estratgias, estudar os textos filosficos escolhidos (Poltica de Maquiavel O Prncipe e

    trechos de Primeira Dcada de Tito Lvio), transcrever as ideias no formato padro de oficina

    e apresenta-la aos demais grupos do PIBID. Posteriormente a essa primeira apresentao

    realizada na UNIOESTE, cujo objetivo submeter a uma avaliao interna do grupo

    Pibid/Filosofia, a Oficina ser aplicada no Colgio Morais Rego para uma turma de segundo

    ano de Ensino Mdio.

    A oficina foi desenvolvida, segundo o padro apontando por Silvio Gallo como uma

    referncia de passos que facilitam o processo de construo do conhecimento, ficando

    dividida da seguinte forma: Sensibilizao, Problematizao, Investigao e Conceituao.

    Seguem as etapas do trabalho:

    1 Etapa Sensibilizao, Problematizao e primeira Investigao.

    A oficina foi introduzida com a apresentao da vida e obra do filsofo Maquiavel

    atravs de slides (segue em anexo o texto utilizado para tal momento).

    Para a Sensibilizao inicial foram separados trechos do filme Tria que

    representassem os seguintes conceitos: Antecipao, Adequao, Homem de Ao,

    Resilincia, Astcia, virt e Fortuna pois, consideramos que a compreenso desses conceitos

    fundamental para a compreenso do pensamento poltico de Maquiavel.

    Para proceder sensibilizao, cada componente do grupo apresentou uma cena do

    filme que se relacionasse com um dos conceitos acima mencionados. Antes de apresentar os

    trechos do filme, o responsvel faz um breve resumo do mesmo para facilitar o entendimento

    dos estudantes. Uma vez apresentadas as cenas, os estudantes foram instigados a pensar e

    comentar as caractersticas mais evidentes do heri em cada trecho. As caractersticas

    mencionadas pelos estudantes sero registradas em Flip chart e, a partir delas, os pibidianos

    faro uma breve explicao acerca do conceito que se relaciona com a cena do filme de modo

    a conduzir problematizao do assunto em questo.

    Conceitos de Virt e Fortuna (Definio)

    A Fortuna representa uma deusa grega, uma mulher que, segundo Maquiavel, escolhe

    entre os mais viris, com maior Virt, aquele que vai conquist-la. Refere-se s

  • circunstncias, as imprevisibilidades dos acontecimentos e a determinao de parte da

    histria. A Fortuna no deve ser evitada ou ignorada pelo prncipe, pois inevitvel e sempre

    presente, mas deve ser conquistada pelo mesmo. O prncipe no pode depender dela, contudo

    deve fazer da mesma sua aliada, control-la, no atravs de uma fora imoderada ou

    impensada, mas atravs da habilidade e flexibilidade poltica.

    Virt no condiz com livre arbtrio, agir com virt agir certo na hora certa. Um homem

    (poltico) de virt possui a capacidade de controle das ocasies e acontecimentos, ou seja, da

    fortuna. O poltico com grande virt v justamente na Fortuna a possibilidade da construo

    de uma estratgia para control-la e alcanar determinada finalidade, agindo frente a uma

    determinada circunstncia, percebendo seus limites e explorando as possibilidades perante os

    mesmos. A virt est sempre analisando a fortuna e, portanto, no existe em abstrato, no

    existe uma frmula, ela varia de acordo com a situao.

    1 Cena do filme: Pris conta a Heitor que est levando Helena junto para Tria

    A Ilada, obra na qual baseado o filme, conta a histria da guerra entre gregos e

    troianos. Aps longos anos em guerra, Tria e Grcia realizam um acordo de paz. Porm

    durante as celebraes desse acordo, Pris, prncipe troiano, se apaixona por Helena, rainha de

    Esparta, esposa de Menelau, rei de Esparta. Pris foge com Helena para Tria.

    Problematizao:

    Apresentado o trecho do filme Tria, ser feita a seguinte questo: Quais as qualidades

    mais evidentes do heri nesta cena? Poderia ser a cautela uma das qualidades apresentada por

    Heitor? (Os comentrios dos alunos foram anotados em flip chart).

    Investigao do conceito de Antecipao:

    Neste momento, o responsvel por esta cena do filme, apresenta o conceito de

    antecipao a partir de Maquiavel.

    Segundo Ames (2002, p.125,127, 129), o conceito de fortuna que Maquiavel utiliza se

    baseia na mitologia e se constitui numa deusa tanto da sorte quanto do azar, da inesperada

    graa e da imerecida doena; e segue a contnua referncia indisponibilidade daquilo

    que o agente encontra na ao concreta como exigncia externa, assim como a

    impossibilidade de controlar as consequncias da ao. Descreve ainda o autor a intensidade

  • da fortuna, citando Maquiavel o homem pode secundar a fortuna, mas no se opor a ela

    (AMES, 2002. p 125, 127, 129).

    Nessa proposta de impossibilidade de se esquivar dos eventos que a fortuna a todos

    impe, resta ao homem de virt se antecipar ante as aes da fortuna.

    Fica evidente a antecipao como uma interao entre virt e fortuna. Na cena, Paris

    esconde Helena no navio e quando j esto em alto mar, de regresso a Tria, Paris confidencia

    a seu irmo Heitor que Helena est a bordo. De imediato, Heitor ordena regressar Grcia.

    Porm, apesar de ordenar o retorno, em seguida se compadece de seu irmo mantendo o curso

    inicial, ou seja, o regresso a Tria. Nesse momento em que a antecipao dos eventos de

    guerra so previstos, Heitor possui cincia da melhor ao a ser tomada, visando antecipar

    possveis conflitos, porm no o faz.

    2 Cena: Aquiles conversa com sua me na praia ates de ir para a guerra.

    A partir do que Alexandre nos disse sobre o filme, veremos agora outra cena onde os

    gregos rumavam para uma guerra na cidade Tria e Aquiles como guerreiro havia sido

    chamado para participar desta guerra. Esta cena apresentar o momento em que ele tem uma

    conversa com sua me sobre a deciso que ele tomar.

    A me de Aquiles (Heri Grego) orienta sobre os dois caminhos que este poderia

    seguir em relao a sua participao na guerra contra os Troianos. Primeiro orienta que se

    permanecesse em Larissa, cidade da Grcia, teria uma vida longa em paz e feliz, mas no teria

    seu nome lembrado durante o decorrer dos anos. Orienta tambm que se partisse para a

    Guerra, ele teria o seu nome lembrado por toda a eternidade e suas histrias seriam lembradas

    em toda a Grcia pelo resto dos tempos. Porem, ir dizer tambm, que se partisse para a

    guerra ela poderia nunca mais o ver. A partir desse dilogo Aquiles se v forado a pensar na

    melhor escolha a ser feita, e acaba por adequar sua coragem em busca de seu maior objetivo,

    qual seja o de gravar seu nome nos sculos da histria.

    Problematizao:

    Na sequncia, os alunos sero questionados assim: a partir desta cena do filme Tria

    quais so as qualidades mais evidentes apresentados pelo heri da cena? (No caso aqui

    Aquiles). Vocs acreditam que ele tenha pensado nele, ou em seu pas? Ser que ele se

    submeteu/adequou ao que lhe foi til a ele naquele momento? (Os comentrios dos alunos

  • sero registrados em flip chart).

    Investigao do conceito de adequao:

    O conceito de adequao a interao dos conceitos de vit e Fortuna Maquiaveliano.

    A fortuna a responsvel pelos acontecimentos e tambm pelas coisas que esto por vir,

    sendo a adequao ento aquela que moldar o modo de ao de acordo com o que acontece

    na prpria fortuna. Portanto, o conceito de adequao nada mais que saber ser o leo no

    momento exato, ou seja, necessrio saber ser lobos e tambm necessrio ser raposa, para

    assim reconhecer as armadilhas. Para Maquiavel, um bom prncipe deve possuir estes dois

    atributos da natureza humana que so, virt e fortuna, para assim governar e ter o seu nome

    lembrado por toda a histria, pois, um bom prncipe no aquele que somente governe

    prudentemente enquanto vive, mas aquele que ordena as coisas de tal modo que, mesmo

    depois de sua morte, a ordem se mantenha.

    Podemos relacionar esse conceito com o filme Tria, no momento em que Aquiles

    astucioso e decide ir para a guerra, ele abraa a oportunidade, se adequa ao que se lhe

    apresentando, para assim ter ser nome lembrado por toda a eternidade da histria da Grcia. A

    Adequao de Aquiles a escolha que ele faz diante da ocasio que lhe aparece: a guerra.

    uma escolha entre uma vida feliz e longa na Grcia, porm, sem marcas na histria, ou uma

    vida curta e de batalhas, mas gloriosa. Refere-se capacidade de adequao do heroi com o

    mundo que se lhe d, pois ele molda o modo da prpria ao.

    3 Cena do filme: Aquiles chega a praia de Tria com seus guerreiros

    Aquiles decide ir a guerra com os Espartanos em nome de toda honra e glria que

    poderia conquistar. Enquanto isso, Heitor, Paris e Helena chegam de volta a Tria.

    Os troianos deliberam o que devem fazer e decidem por aceitar a guerra entregar

    Helena.

    Os troianos se preparam para batalha, pois os gregos j esto chegando. O navio de

    Aquiles e seus guerreiros segue adiantado, aportando sozinho contra os troianos a postos na

    praia de Tria.

    Problematizao:

  • A problematizao foi realizada a partir dos seguintes questionamentos: qual a

    caracterstica mais marcante do heri da cena? A partir dos comentrios dos estudantes

    postula-se o seguinte questionamento: Por estar em meio a uma batalha no seriam

    importantes todas essas caractersticas? Quais dessas caractersticas so prprias da ao de

    Aquiles?

    Investigao do conceito de Homem de Ao:

    O que Ocasio? Podemos afirmar que ocasio seriam as condies oferecidas pela

    fortuna.

    Percebemos no momento em que o guerreiro Aquiles adianta-se com seu navio e

    aporta na praia para o ataque as atitudes do homem de ao, demonstrando claramente a virt

    do heri que soube utilizar a Ocasio a seu favor.

    A virt maquiaveliana se expressa bem neste conceito. O homem de ao possui

    vrios atributos, por exemplo, astcia, coragem, vigor, ambio, fora, resistncia, sabedoria,

    audcia, e etc. No entanto, no adianta apenas possuir essas qualidades sem saber us-las no

    momento oportuno, ou seja, a virt se constitui pela maleabilidade da ao, cada homem a

    compem com elementos diferentes que caracterizam seu agir, a partir da ocasio, ou seja, as

    condies dadas pela Fortuna.

    Para toda Ocasio o homem de virt tem uma possibilidade de ao que se caracteriza

    pelo pensamento estratgico. A Ocasio deve ser agarrada no momento em que passa e o

    individuo de virt aquele que sabe agarr-la e utiliz-la para seus fins. O homem de ao se

    contrape ao homem medievo contemplativo.

    O homem de ao se ope ao homem contemplativo da Idade Mdia e da antiguidade

    e isso que demonstra que Maquiavel j pertence a um novo tempo.

    4 cena do filme: Surgimento da Ideia do Cavalo de Tria

    Neste trecho do filme, podemos verificar o momento em que o rei Odisseu, aps ter

    perdido, com os seus, a guerra contra o rei Pramo, v um de seus guerreiros talhar um cavalo

    em madeira para seu filho. Neste momento surge-lhe uma grande ideia que historicamente

  • ficou conhecida como Cavalo de Tria - uma estratgia, astuciosamente pensada, para a

    imperceptvel invaso Tria por parte dos guerreiros gregos, fato que veio a resultar na

    vitria grega contra os troianos que na hora da invaso se encontravam desapercebidos.

    Problematizao da cena:

    Observando o trecho do filme percebemos que s a fora foi suficiente para ganhar a

    guerra? (Novamente os comentrios dos alunos sero anotados em flip chart).

    Investigao do conceito: Nessa etapa foi trabalhado o conceito de astcia.

    O conceito de astcia uma das qualidades da virt, sendo uma virtude imprescindvel

    ao governante, pois Maquiavel alerta que o Prncipe deve ter a esperteza de uma raposa, j

    que a mesma consegue se livrar das armadilhas do inimigo. Cabe ao prncipe saber aproveitar

    os ventos da fortuna e saber agir na hora certa, pois a oportunidade deve ser aproveitada.

    preciso ter a fora do leo e a esperteza da raposa. Maquiavel alerta que o prncipe deve

    disfarar bem essa natureza, pois aquele que engana encontrar sempre algum que se deixa

    enganar.

    5 cena do filme: Ser usada a cena anterior para propor uma outra problematizao e

    investigao:

    Problematizao do trecho apresentado:

    Os alunos sero questionados sobre quais as qualidades mais evidentes apresentadas

    pelo heri na cena e que atitude mudou o rumo da guerra. Os comentrios sero registrados

    em flip chart.

    Investigao do conceito de Resilincia:

    A Fortuna, como conceito maquiaveliano, pode ser entendida segundo suas trs

    caractersticas principais, quais sejam: a Adequao, a Antecipao e a Resilincia. Neste

    momento temos a inteno de investigar mais profundamente acerca da natureza da terceira

    caracterstica, a Resilincia.

    Resilincia no nosso vocabulrio formal designa: substantivo feminino

  • 1. fs propriedade que alguns corpos apresentam de retornar forma original aps terem sido

    submetidos a uma deformao elstica.

    2. fig. capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar m sorte ou s mudanas.

    No entanto, como uma caracterstica de um conceito poltico presente nas obras de

    Maquiavel, Resilincia pode ser entendida como o atributo que torna possvel que o homem

    no esteja completamente alheio aos ventos da fortuna, e confere a este a possibilidade de

    ao diante do que a fortuna lhe trouxer, ou seja, a resilincia representa uma propriedade

    contida na fortuna que torna provvel que a natureza do homem (nesse caso o homem

    virtuoso, aquele capaz de perceber a ocasio certa para determinada ao) se adapte aos

    tempos adversos. Resilincia dessa forma entendida como uma adaptao da natureza do

    esprito do governante natureza dos acontecimentos que a fortuna lhe trouxe. Na maioria

    das vezes o governante que for capaz de demostrar plena virt seja pela astcia ou pela

    fora ser tambm aquele que ter sua natureza em harmonia com o curso dos

    acontecimentos.

    Todos os conceitos antes mencionados culminam em dois conceitos principais, fortuna e

    virt. Como j vimos, a fortuna diz respeito s circunstncias e acontecimentos, em suma a

    sorte. No pode ser vista como um obstculo ao governante, mas um desafio poltico que deve

    ser conquistado e atrado. Nesse momento entra a virt. Cabe ao homem de virt saber

    controlar e utilizar as ocasies e acontecimentos trazidos pelos ventos da fortuna a seu favor.

    O sujeito possuidor da Virt obtm xito em tomar e manter o poder. Segundo Maquiavel, a

    manuteno e a obteno do poder torna-se varivel conforme seja maior ou menor a Virt de

    quem o conquistou. A Fortuna no deve ser evitada ou ignorada pelo prncipe, pois

    inevitvel e sempre presente, mas deve ser conquistada pelo mesmo. O prncipe no pode

    depender dela, contudo deve fazer da mesma sua aliada, control-la, no atravs de uma fora

    imoderada ou impensada, mas atravs da habilidade e flexibilidade poltica.

    Virt no condiz com livre arbtrio, agir com virt agir certo na hora certa. Um homem

    (poltico) de virt possui a capacidade de controle das ocasies e acontecimentos, ou seja, da

    fortuna. O poltico com grande virt v justamente na Fortuna a possibilidade da construo

    de uma estratgia para control-la e alcanar determinada finalidade, agindo frente a uma

    determinada circunstncia, percebendo seus limites e explorando as possibilidades perante os

  • mesmos. A virt est sempre analisando a fortuna e, portanto, no existe em abstrato, no

    existe uma frmula, ela varia de acordo com a situao.

    2 Etapa: Investigao feita pelos alunos

    Para este momento foi pensada uma dinmica para diviso dos grupos, para qual

    foram colocados pequenos quadrados de papel de cinco cores diferentes dentro de uma

    cornucpia8 e cada aluno retirou um destes papis. A dinmica consistiu na separao dos

    estudantes a partir da cor do papel que cada um retirou da cornucpia. Uma vez formados os

    grupos (cinco ao todo), cada pibidiano acompanhou o trabalho de investigao realizado a

    partir de trechos da obra o Prncipe de Maquiavel, e trechos contidos no livro Antologia de

    textos Filosficos na parte que se refere ao autor em questo.

    A Investigao seguiu o seguinte formato:

    1 - Cada grupo recebeu uma indicao do trecho a ser investigado, o conceito e a cena do

    filme que deveriam relacionar com o texto.

    2 - Cada grupo foi acompanhado por um pibidiano que apresentou os seguintes recados antes

    do grupo iniciar a investigao:

    * O grupo deve possuir um redator, que ao final da investigao ir apresentar as ideias para o

    grande grupo.

    * O tempo para esta investigao de 20 min.

    3 - A partir destes recados, cada pibidiano iniciou a investigao com seu grupo a partir das

    seguintes questes: O que vocs acharam do modo como chegaram at este grupo? Foi algo

    escolhido, ou vocs acreditam que foram guiados pelos ventos das oportunidades ou sorte? (A

    8 Cornucpia: A palavra originria do latim (cornu copiae = chifre da abundncia). Trata-se de um smbolo

    relacionado fartura da alimentao e abundncia em geral. Na mitologia grega consta que Almatia (ninfa do

    Olimpo) alimentou Zeus com leite de cabra. Em troca desse favor, Zeus ofertou-lhe um chifre desse animal, que

    tinha o poder de dar pessoa que o possusse tudo o que quisesse. Deidades da mitologia grega especialmente a

    deusa Fortuna eram por vezes representadas com o chifre repleto de bens.

    http://www.dicionarioinformal.com.br/cornuc%C3%B3pia/14/11/2015.

  • ideia aqui recordar o conceito de Fortuna de Maquiavel e sensibilizar os estudantes para a

    noo de que para aqueles que tem virt a fortuna (situao que se apresenta) no um

    problema ou no mnimo um problema que pode ser revertido a seu favor.

    Seguida a essa primeira conversa, os pibidianos conduziro novas perguntas:

    O que vocs lembram da cena do filme? (Cada grupo ter uma das cenas assistidas no

    incio da oficina para retomar e investigar junto ao texto).

    O que lembram do conceito? (Cada grupo ter um conceito a investigar de acordo com

    a cena do filme e o texto escolhido os conceitos so: Virt, Fortuna, Antecipao,

    Adequao, Homem de Ao, Resilincia e Astcia.

    Como vocs relacionam a cena e o conceito?

    A partir das sugestes e anotaes, inicia-se a leitura dos excertos de Maquiavel a

    partir dos seguintes questionamentos:

    O que entenderam do texto?

    Como relacionam o texto, o conceito e a cena do filme?

    Que relaes podem ser estabelecidas entre o conceito, a cena do filme, o texto de

    Maquiavel e a atualidade poltica?

    Excertos que sero usados para leitura nos grupos:

    Grupo 1 (Alexandre)

    No captulo XXV dO Prncipe, logo no primeiro pargrafo, assim narra Maquiavel:

    No ignoro que muitos tiveram e tm a convico de que as coisas do mundo sejam

    governadas pela fortuna e por Deus, sem que os homens possam corrigi-las com sua sensatez,

    ou melhor, no disponham de nenhum remdio; e por isso poderiam julgar que no vale a

    pena suar tanto sobre as coisas, deixando-se conduzir pela sorte. Essa opinio tem sido mais

    acreditada em nosso tempo pelas grandes mutaes nas coisas que se viram e se veem todos

    os dias, fora de qualquer entendimento humano. s vezes, pensando nisso, eu mesmo em

    parte me inclinei a essa opinio. Entretanto, para que nosso livre-arbtrio no se anule, penso

    que se pode afirmar que a fortuna decide sobre metade de nossas aes, mas deixa a nosso

  • governo a outra metade, ou quase. Comparo-a a um desses rios devastadores que, quando se

    enfurecem, alagam as plancies, derrubam rvores e construes, arrastam grandes torres de

    terra de um lado para outro: todos fogem diante dele, todos cedem a seu mpeto sem poder

    cont-lo minimamente. E, como eles so feitos assim, s resta aos homens providenciar

    barreiras e diques em tempos de calmaria, de modo que, quando vierem as cheias, eles

    escoem por um canal ou provoquem menos estragos e destruies com seu mpeto. Algo

    semelhante ocorre com a fortuna, que demonstra toda sua potncia ali onde a virtude no lhe

    ps anteparos; e para a ela volta seus mpetos, onde sabe que no se construram barreiras

    nem diques para det-la.

    Grupo 2 (Francielle)

    Antologia: cap XVIII.

    2. Deveis saber que existem dois gneros de combate, quais sejam: um, com as leis, outro,

    com a fora. Aquele primeiro prprio do homem, o segundo, das bestas. Mas, como o

    primeiro muitas vezes no basta, convm recorrer ao segundo. Portanto, a um prncipe

    necessrio saber usar bem a besta e o homem. Os escritores antigos ensinaram veladamente

    esta matria aos prncipes quando mostraram como Aquiles e muitos outros dos prncipes

    antigos ficaram aos cuidados do centauro Quron, que os educava sob sua disciplina. Ter um

    preceptor meio homem meio besta no quer dizer nada mais seno que necessrio a um

    prncipe saber usar ambas as naturezas, pois, uma sem a outra no durvel.

    3. Portanto, necessrio a um prncipe saber usar bem da besta, levando em considerao a

    raposa e o leo, porque o leo no capaz de se defender dos laos e a raposa no sabe se

    defender dos lobos. necessrio ser raposa para conhecer os laos e leo para amedrontar os

    lobos. Aqueles que se preocuparem apenas com a natureza do leo no compreendero que

    um senhor prudente no pode nem deve observar a palavra dada quando esta voltar-se contra

    ele e quando as razes que o fizeram prometer desaparecerem. Se os homens fossem todos

    bons, este preceito no seria necessrio. Como, porm, eles so maus e por isso no

    observaro a palavra dada em relao a ti, tu tambm no deves observar a palavra dada a

    eles. Ainda mais porque a um prncipe jamais faltaram razes legtimas para justificar a sua

    inobservncia. (...). Mas necessrio saber bem colorir esta natureza e ser grande simulador e

    dissimulador, pois, os homens so to simples e tanto obedecem s necessidades presentes

    que aquele que engana encontrar sempre quem se deixa enganar.

  • 7. Um prncipe deve, portanto conquistar e manter o estado. Os meios sero sempre julgados

    honrados e por todos sero louvados, porque o vulgo est atento s aparncias e ao resultado

    final da ao. E no mundo no h seno o vulgo, e a minoria no ter lugar onde a maioria

    tem onde se apoiar. (...)

    (Isto foi retirado da Antologia das paginas 457/458/459)

    Grupo 3 (Jackison)

    CAP. XVIII

    Nunca faltaram aos prncipes motivos para dissimular quebra de f jurada. De tal,

    incontveis exemplos modernas poderiam ser dadas, demonstrando quantas convenes e

    promessas tornaram-se rritas e vs pela infidelidade dos prncipes. E, dentre estes. aquele que

    melhor se valeu das qualidades da raposa, venceu. Necessrio, entretanto, disfarar muita

    bem esta qualidade e ser bom simulador e dissimulador. E to simples so os homens,

    obedecendo tanto s necessidades atuais, que aquele que engana encontrar sempre a quem

    enganar. No. deseja omitir ao menos um dos exemplos novos. Alexandre VI outra coisa no

    fez nem cogitou seno em enganar os homens, tendo achado sempre oportunidade de assim

    agir. Nunca existiu homem que tivesse maior segurana em afirmar, e que afirmasse com

    juramentos mais solenes o que depois, no cumpriria. Entretanto, os enganos sempre lhe

    saram bem aos seus desejos porque ele conhecia muita bem esta faceta da natureza humana.

    O prncipe. contudo no necessita possuir todas as qualidades acima mencionadas. sendo

    suficiente que aparente possu-las. At .mesmo teria eu a audcia de afirmar que, possuindo-

    as e usando-as todas, tais qualidades ser-lhe-iam prejudiciais, enquanto que aparentando te-

    las, so-lhe benficas; por exemplo: de um lado pareceria efetivamente ser piedoso, fiel,

    humanitrio, ntegro, religioso e, de outro ter o nimo de, abrigado pelas circunstncias a no

    a ser, tornar-se a oposto. E deve-se entender o seguinte: que um prncipe, e sobretudo um

    prncipe novo, no pode seguir todas as coisas a que so obrigados os homens tidos como

    bons, sendo muitas vezes obrigado, para conservar o governo, a agir contra a caridade, a f, a

    humanidade, a religio. preciso, por isso, que tenha nimo disposto a voltar-se para os

    rumos a que as ventas e as mudanas da sorte o impelirem e. como antes deixei dito, no

    partir do bem mas podendo, saber entrar para o mal, se a isso for constrangido. Deve o

    prncipe, contudo ter muito cuidado em no deixar escapar de seus lbios expresses que no

  • revelem as cinco qualidades antes apontadas, devendo aparentar, vista e ao ouvido ser todo

    piedade, f, integridade, humanidade, religio. Nenhuma qualidade h da qual mais se

    necessite da que esta ltima. que os homens, pelo geral, julgam mais pelo que veem do que

    pelas mos, pois todos podem ver, poucos porm so os que sabem sentir. Veem todos o que

    tu pareces, poucos porm o que realmente s, e estes poucos no possuem audcia suficiente

    para contrariar a opinio dos que tm a seu favor a majestade do Estado. Nas atitudes de todas

    os homens, sobretudo dos prncipes, onde no existe tribunal a que recorrer, importa apenas o

    xito bom ou mau. Trate, portanto um prncipe de vencer e conservar o Estado. Os meios que

    empregar sero sempre julgados honrosos e louvados por todos, pois o vulgo se deixa levar

    por aparncias e pelas consequncias dos fatos consumados, e o mundo formado pelo vulgo,

    e no haver lugar para a minoria se a maioria no encontre onde se apoiar.

    Grupo 4: (Natlia)

    Creio ainda que feliz aquele que combina o seu modo de proceder com as exigncias do

    tempo e, similarmente, que so infelizes aqueles que, pelo seu modo de agir, esto em

    desacordo com os tempos. Pois se pode ver que os homens, no que diz respeito aos caminhos

    que os conduzem aos fins que perseguem, isto , glria e riquezas, agem de maneira diversa:

    um com prudncia, outro com impetuosidade; um com violncia, outro com arte; um com

    pacincia, outro com o contrrio; e cada qual, por meio desses vrios modos, poder alcanar

    sucesso. Por outro lado, v-se que, de dois homens prudentes, um chega ao seu objetivo e

    outro, no; que dois homens bem-sucedidos adotaram dois modos de agir diferentes, sendo

    um prudente e outro impetuoso. O que no acontece por uma razo que no a natureza dos

    tempos, que se conforma ou no aos procedimentos deles. Da resulta o que afirmei: que duas

    pessoas, agindo diversamente, alcanam o mesmo resultado; enquanto de outras duas, agindo

    da mesma forma, uma chega a seu fim e outra no.

    Grupo 5 (Andressa)

    Capitulo XVIII De que modo o prncipe deve observar a f na palavra dada.

    Todos compreendem o quanto seja louvvel a um prncipe manter a palavra dada e viver com

    integridade e no com a astcia. Contudo, pela experincia de nossos tempos, v-se que certos

    prncipes realizaram coisas notveis, mas tiveram em pouca conta a f dada e souberam com a

  • astucia manejar a cabea dos homens. Superaram, enfim, aqueles que se apoiaram na

    sinceridade (SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO DO PARANA, p 457, 2009).

    Deveis saber que existem dois gneros que combate, quais sejam: um, com as leis, outro, com

    a fora. Aquele primeiro prprio do homem, o segundo, das bestas. Mas, como o primeiro

    muitas vezes no basta, convm recorrer ao segundo. Portanto, a um prncipe necessrio

    saber usar bem a besta e o homem. Os escritores antigos ensinaram veladamente essa matria

    aos prncipes quando mostraram como Aquiles e muitos outros dos prncipes antigos ficaram

    aos cuidados do centauro Quron, que os educava sobre sua disciplina. Ter um preceptor meio

    homem meio besta no quer dizer nada mais seno que necessrio ao um prncipe saber usar

    ambas as naturezas, pois, uma sem a outra no durvel (SECRETARIA DE ESTADO DA

    EDUCAO DO PARANA, p 457,2009).

    Portanto necessrio a um prncipe saber usar bem da besta, levando em considerao a

    raposa e o leo, por que o leo no capaz de defender dos laos e a raposa no sabe se

    defender dos lobos. necessrio ser raposa para conhecer os laos de leo para amedrontar os

    lobos. Aqueles que se preocuparem apenas com a natureza do leo no compreendero que

    um senhor pudente no pode nem deve observar a palavra dada quando est voltar-se contra

    ele e quando as razes que o fizeram prometer desaparecerem. Se os homens fossem todos

    bons, esse preceito no seria necessrio. Como, porm, eles so maus e por isso no

    observaro a palavra dada em relao a ti, tu tambm no deves observar a palavra dada a ele.

    Ainda mais por que a um prncipe jamais faltaram razes legitimas para justificar a sua

    inobservncia. (...). Mas necessrio saber bem colorir essa natureza a ser grande simulador e

    dissimulador, pois, os homens so to simples tanto obedecem as necessidades presentes que

    aquele que engana encontrar sempre quem se deixar enganar (SECRETARIA DE ESTADO

    DA EDUCAO DO PARANA,p 458,2009).

    3 Etapa: Conceituao

    A partir do debate gerado nos pequenos grupos e das anotaes feitas pelos mesmos, o

    passo seguinte foi a apresentao dos comentrios escritos por cada grupo aos outros grupos.

    As concluses apresentadas pelos estudantes formam o que compreendemos por

    conceituao.

    As anotaes (a conceituao) dos estudantes foram coladas por cada grupo em um

  • Mapa impresso da Itlia da poca de Maquiavel. Esta encontrava-se dividida em Estados que

    no conseguiam unir-se em torno de um s comandante que pudesse gerar um pas forte e

    capaz de se proteger das foras inimigas. Tendo em vista a situao em que seu pas se

    encontrava que Maquiavel apresentar no livro O Prncipe um manual para que aquele

    que deseja governar alcance e mantenha o poder e consequentemente a unio de seu pas.

    Esta atividade se consolida em uma tarefa simblica de batalha vencida. No uma

    batalha por territrio ou pelo poder poltico, mas uma batalha travada consigo mesmo na

    busca diria do conhecimento.

    Avaliao:

    Ao final da oficina os alunos realizaram a avaliao da mesma preenchendo uma ficha

    que se encontra em anexo.

    Nosso tema aqui discutido, Virt e Fortuna: Uma leitura da mitologia grega

    Maquiavel nasceu das discusses realizadas no grupo Pibid Morais Rego com o intuito de

    buscar formas de trabalhar o contedo de filosofia poltica que pudessem gerar debates e

    construo do conhecimento atravs de um processo coletivo.

    Com nossa oficina, desejamos mostrar que a teoria poltica de Maquiavel pode ser

    compreendida tanto a partir da mitologia grega quanto a partir da poltica vigente em nosso

    atual momento histrico. Nosso intuito foi o de motivar os estudantes a interessarem-se pela

    leitura, investigao e utilizao dos textos clssicos em seu cotidiano, tornando-se cidados

    conscientes, e ainda, fazendo-os perceber que o importante no repetir o que esses autores

    pensaram, mas compreende-los, para pensar com eles ou a partir deles os nossos problemas,

    de modo a poder reinventar nossa prpria realidade.

    Percebemos claramente, tanto na avaliao escrita, realizada pelos estudantes que

    assistiram a Oficina, quanto no decorrer da mesma atravs da participao constante dos

    alunos que com o tema trabalhado atingiu-se os objetivos iniciais mobilizando os adolescente

    para a compreenso da importncia de sua participao social e poltica e a clara necessidade

    do estudo e conhecimento da filosofia que os capacitar para uma participao crtica e

    consciente.

  • Referncias:

    AMES, Jos Luiz. Filosofia Poltica: Reflexes. Curitiba, Protexto, 2012.

    AMES, J. L. Maquiavel: a lgica da ao poltica. Cascavel: EDUNIOESTE. 2002

    ARANHA, Maria Lucia Arruda; MARTINS, Maria H. Pires. Filosofando: Introduo a

    Filosofia. 4 edio. So Paulo: Moderna, 2009.

    GALLO, Slvio; FAVARETTO, Celso; ASPIS, Lima. Filosofia no Ensino Mdio (Coleo 4

    DVDs), Produtora: Atta Mdia e Educao, 2007.

    GALLO, S. A filosofia e seu ensino: conceito e transversalidade. In: Revista Ethica, vol. 13,

    n 1, Rio de Janeiro, 2006, p. 17-35.

    SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO DO PARAN, Antologia de textos

    filosficos, Curitiba: Sedd-Pr, 2009

    MAQUIAVEL, N. O Prncipe; traduo Maria Jlia Goldwasser; reviso da traduo Zelia de

    Almeida Cardoso.- 3 ed. totalmente rev. - So Paulo : Martins Fontes, 2004.- (Coleo obras

    de Maquiavel).

  • ANEXOS

    Nicolau Maquiavel - Vida e Obra

    Nicolau Maquiavel foi um Italiano famoso da poca do Renascimento. Tornou-se um

    importante historiador, diplomata, poeta, msico, filsofo e poltico italiano. Nasceu na

    Cidade de Florena (Itlia) em 3 de maio de 1469, sua educao foi um pouco fraca devido

    aos poucos recursos de sua famlia. Viveu durante o governo de Loureno de Mdici. Em

    1494, aos 24 anos, Nicolau Maquiavel foi secretrio da Repblica de Florena (cidade onde

    nasceu). Com 29 anos, foi estabelecido como chanceler na Segunda Chancelaria e depois

    nomeado secretrio dos Dez Magistrados da liberdade e da paz. Aps seu trabalho para o

    governo, Maquiavel perdeu o cargo (com o fim da repblica em 1512). No ano seguinte, foi

    preso e torturado por conspirar para a eliminao do cardeal Giovanni de Mdici. Aps esse

    perodo, foi exilado aos arredores de Florena e comeou a se dedicar produo de suas

    maiores obras, como: O Prncipe, Discursos sobre a Primeira Dcada de Tito Lvio.

    O Prncipe a obra mais importante e famosa de Nicolau Maquiavel, escrita em 1513,

    tendo como ideal a unificao italiana. A repercusso de O Prncipe de Maquiavel atravs dos

    sculos ocorreu devido ao papel fundamental que a obra representa na construo do conceito

    de Estado. O Prncipe um tratado poltico que serviu como base para modelar a estrutura

    governamental dos tempos modernos. Discursos sobre a Primeira Dcada de Tito Lvio uma

    obra escrita por Nicolau Maquiavel em 1517, publicada postumamente em 1531. Nesta obra

    Nicolau estimula o debate sobre o conceito de liberdade e virtude cvica. Segundo Maquiavel,

    h uma necessidade de confiar ao povo a preservao da liberdade para garantir a participao

    deste na vida pblica. Para que o povo funcione como guardio de seu territrio, o julgamento

    de uma cidade, em ltima instncia, deve ser do prprio povo.

    O termo Maquiavlico acabou surgindo para fazer referncia aos atos imorais, desleais

    ou violentos que as pessoas utilizam para obter vantagem. No entanto, o prprio Maquiavel

    defendia uma tica na poltica, est obviamente no se referia a nossa noo de moral e tica

    crist, o que faz o sentido pejorativo desse termo ser, de certa forma, uma definio injusta

    dos ideais de Nicolau.

  • QUESTIONRIO DE AVALIAO DA OFICINA:

    VIRT E FORTUNA: UMA LEITURA DA MITOLOGIA GREGA MAQUIAVEL

    ALUNOS DO ENSINO MDIO:

    1 ( ) 2( ) 3 ( )

    ACADMICOS DE FILOSOFIA UNIOESTE:

    1 ( ) 2( ) 3 ( )

    PROFESSORES:

    UNIVERSIDADE ( ) ENSINO MDIO ( )

    O QUE VOC MAIS GOSTOU NA OFICINA?

    ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    QUE SUGESTES E MODIFICAES VOC ACHA QUE PODERIAM SER FEITAS PARA MELHORAR A OFICINA?

    ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    VOC J CONHECIA MAQUIAVEL? CONSIDERA A OFICINA APRESENTADA UM MEIO DE APRENDIZAGEM DESTE FILSOFO E SUAS IDEIAS?

    ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

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