VI - 016 EDUCAO AMBIENTAL E - 016 Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental CONGRESSO

  • Published on
    26-Sep-2018

  • View
    212

  • Download
    0

Transcript

VI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254020o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTALEDUCAO AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL- MATERIAL INSTRUCIONALArlindo Philippi Jr(1)Engenheiro Civil Sanitarista e de Segurana do Trabalho. Prof. Dr. daFaculdade de Sade Pblica da Universidade de So Paulo-USP. Diretordo Departamento de Educao Ambiental e Planejamento da SecretariaMunicipal do Verde e do Meio Ambiente. Coordenador Cientfico doNISAM-Ncleo de Informaes em Sade Ambiental da USP.Coordenador do Sistema de Planejamento Estratgico e Gesto da SVMA.Maria Ceclia Focesi PelicioniAssistente Social. Prof. Dr. da Faculdade de Sade Pblica da USP.Diretora da Diviso Tcnica de Polticas Pblicas - DEAPLA/DPP daSecretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.Maria Alice Silva FerreiraArquiteta da Diviso de Educao Ambiental - DEAPLA/DEA da Secretaria Municipaldo Verde e do Meio Ambiente. Especializao em Educao Ambiental pela USP.Miriam Mayumi OkadaAssistente Social da Diviso de Educao Ambiental - DEAPLA/DEA da SecretariaMunicipal do Verde e do Meio Ambiente. Especializao em Educao Ambiental pelaUSP.Vnia Nelize VenturaJornalista. Sociloga. Especializao em Gesto Ambiental pela USP. Jornalista daAssessoria de Comunicao e Eventos da SVMA. Membro do Grupo deAcompanhamento e Avaliao do Sistema de Planejamento Estratgico e Gesto daSVMA.Virgnia Talaveira Valentini TristoAdministradora, da Diviso Tcnica de Polticas Pblicas - DEAPLA/DPP da SecretariaMunicipal do Verde e do Meio Ambiente. Especializao em Recursos Humanos e O&Mpela FGV. Mestranda em Administrao Pblica e Governo da FGV.Waldemar Brant FilhoSocilogo. Chefe da Seo Tcnica de Relaes com ONGs, da Diviso Tcnica dePolticas Pblicas - DEAPLA/DPP da Secretaria Municipal do Verde e do MeioAmbiente. Especializao em Gesto Ambiental pela USP.Endereo(1): Av. Paulista, 2.073 - Piso Superior - Conjunto Nacional - Cj I, II, III e IV -Cerqueira Cesar - So Paulo - SP - CEP: 01311-940 - Brasil - Tel: (011) 288-8522 - ramais223/280 - Fax: (011) 283-1158.RESUMOA Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de So Paulo - SVMA vemdesenvolvendo muitas aes com a finalidade de consolidar a difuso e a conscientizaodos princpios da Agenda 21 - Local Compromisso do Municpio de So Paulo baseando-se, em especial, nos preceitos contidos no Captulo 36 da Agenda 21 Global.VI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254120o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTALEssa difuso e conscientizao demandam investimentos prioritrios em educao ecapacitao, princpios tambm contemplados no referido captulo, que apresenta trsreas-programa para se buscar o desenvolvimento sustentvel: reorientao do ensino;aumento da conscincia pblica com o objetivo de ampliar a participao e o senso deresponsabilidade e, promoo de treinamento com vistas a facilitar a transio para essanova forma de desenvolvimento.Reconhecendo a importncia desta proposta e com a inteno de minimizar a escassez dematerial instrucional, um grupo de tcnicos do Departamento de Educao Ambiental ePlanejamento, da SVMA elaborou um livro de apoio para professores intitulado Agenda21: Do Global ao Local. Trata-se de um instrumento de ensino cujo objetivo divulgaros princpios da Agenda 21 e fornecer subsdios conceituais para professores em geral,auxiliando-os nas discusses de questes ambientais e aspectos ligados aodesenvolvimento sustentado bem como estimular tcnicos interessados na suaimplementao em nvel local.PALAVRAS-CHAVE: Agenda 21 Local, Material Instrucional, Educao Ambiental.INTRODUOO conceito de ambiente tornou-se hoje mais amplo passando a considerar os aspectosscio-culturais e econmicos das diversas comunidades humanas que habitam o planeta.Essa abrangncia conceitual coincide com um momento de grandes transformaessofridas pela Terra. So modificaes do meio fsico e mudanas sociais e polticas toprofundas que tm levado busca de novos paradigmas com os quais o ser humano possaadministrar esse sistema de inter-relaes em que a vida se transformou.Inserido em um conjunto dinmico e complexo, denominado meio ambiente, possvelobservar que uma gama de fatos e relaes comea a tomar forma, passando a configurara questo ambiental, tornando-se parte da agenda dos grandes temas polticosinternacionais. Isso veio ocorrer, pela primeira vez na histria da humanidade, de modoglobal, na dcada de 70.Em 1972 a Conferncia das Naes Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada emEstocolmo na Sucia, estabeleceu o Programa Ambiental das Naes Unidas -PNUMA,que representou a primeira organizao reconhecida a nvel internacional para proteger oambiente global e difundir as informaes disponveis. Essa mesma Conferncia gerou aRecomendao 96 que indica a necessidade de uma educao de carter interdisciplinar,voltada para os problemas atuais e ao preparo dos homens para viverem e sedesenvolverem num mundo em harmonia com as leis da Terra.Os resultados do encontro de Estocolmo foram sintetizados na Declarao da Confernciadas Naes Unidas sobre o Meio Ambiente na qual a complexidade dessa questo colocada:Princpio 19 - A educao em assuntos ambientais, tanto para as geraes jovens comopara os adultos e com nfase especial aos menos favorecidos, essencial para ampliar asbases de uma opinio esclarecida e de uma conduta responsvel por parte de indivduos,VI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254220o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTALempresas e comunidades quanto proteo e melhoria do meio ambiente em sua plenadimenso humana1.Em 1975 foi realizado o Seminrio Internacional de Belgrado sobre Educao Ambiental,que pode ser considerado a referncia histrica, em termos de educao ambiental, para asaes que foram desencadeadas nas mais diversas partes da Terra, no sentido da defesa dopatrimnio humano, cultural e ambiental ameaados, e que viriam contribuir para osurgimento de organizaes governamentais e no governamentais, cujo papel foifundamental para as mudanas sociais e polticas ocorridas nas ltimas dcadas.Ainda em 1975, vinte representantes de cada uma das cinco regies definidas pelaUNESCO - Amrica Latina, frica, Europa, Oriente Mdio e sia, estiveram presentesem um Workshop em Belgrado no qual foi montada uma estrutura para a EducaoAmbiental.Em 1976, foram realizados encontros regionais com a finalidade de avaliar a situao daeducao ambiental por regio e organizar uma rede de interessados em cada uma delas.Era a preparao do que iria acontecer em 1977: a Conferncia Intergovernamental sobreEducao Ambiental, em Tbilisi, na Gergia, ex-Unio Sovitica.Neste encontro mundial representantes de 70 pases elaboraram recomendaesestabelecendo metas e estratgias para a implementao da educao ambiental,endossados por 150 naes. A reunio de Tbilisi resultou em um inter-relacionamentoque atravessou as barreiras regionais, gerou um contato entre os interessados que permitiuum movimento internacional e a criao de uma rede de intercmbio de idias einformaes, cada vez mais integrada.Em 1981 o Programa Ambiental das Naes Unidas - PNUMA, em conjunto com aUnio Internacional para a Conservao da Natureza e dos Recursos Naturais - IUCN e oFundo Mundial para a Natureza - WWF desenvolveu a Estratgia de ConservaoMundial com o objetivo de estimular o aperfeioamento da gesto dos recursos e proveruma orientao poltica sobre como faz-lo. A educao ambiental, foi reforada ento,como instrumento na formao de uma nova poltica que deve levar em considerao oshomens, os animais e as plantas, e que possibilite ao ser humano viver de formaharmnica com o mundo natural com o qual mantm uma relao de dependncia parasua sobrevivncia e bem estar.Em 1987, a UNESCO e o PNUMA organizaram o segundo Congresso Internacional deTreinamento e Educao Ambiental, em Moscou. Desse Congresso resultou a EstratgiaInternacional para Ao no Campo do Treinamento e Educao Ambiental para os anosnoventa, programa que continua sendo desenvolvido com o objetivo de incorporar adimenso ambiental ao sistema de educao dos pases que dele participam2.Em 1992, a congregao dos esforos polticos, sociais, econmicos e culturais,materializados na Conferncia das Naes Unidas sobre o Meio Ambiente eDesenvolvimento - CNUMAD, e no Frum Global das Organizaes NoGovernamentais, conhecidos como ECO-92, realizados na cidade do Rio de Janeiro,permitiram extensa discusso sobre as formas da manuteno da vida na Terra, tendo sidoconcludo que a soluo e a superao dos problemas internacionais que afetam os sereshumanos, passam necessariamente pela questo ambiental.VI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254320o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTALA CNUMAD contou com a participao de 170 pases, sendo considerada a maiorConferncia j realizada no mbito da Organizao das Naes Unidas-ONU e teve comoresultado a aprovao de vrios documentos, envolvendo convenes, declaraes deprincpios e a Agenda 21, considerada um dos seus principais resultados.A AGENDA 21A Agenda 21, um programa de aes para viabilizar o desenvolvimento sustentvel. um abrangente conjunto de recomendaes para guiar a humanidade em direo a umdesenvolvimento que seja ao mesmo tempo socialmente justo e ambientalmentesustentvel, nestes ltimos anos do sculo XX e pelo sculo XXI adentro.A Agenda 21: est voltada para os problemas prementes de hoje e tem o objetivo depreparar o mundo para os desafios dos prximos sculos (Cap. I)3.Embora o documento tenha como alvo principal os pases em desenvolvimento, a Agenda21 prope tambm aes relevantes para os pases desenvolvidos, seja quanto mudanasnos padres de consumo e desenvolvimento de novos processos que reordenem aproduo econmica, como no que se refere adoo de polticas e aes de controleambiental. Alm disso, o documento ressalta a importncia do papel dos pasesdesenvolvidos, tanto como financiadores dos custos de um novo modelo de gestoambiental, como tambm no que se relaciona aos repasses de conhecimentos etecnologias de suporte aos pases em desenvolvimento, enfatizando a necessidade deformao de recursos humanos para esse fim.A AGENDA 21 E A EDUCAO AMBIENTALO ensino, o aumento da conscincia pblica e o treinamento esto vinculadosvirtualmente a todas as reas-programa da Agenda 21 e ainda mais prximos das que sereferem satisfao das necessidades bsicas, fortalecimento institucional e tcnica,dados e informao, cincia e papel dos principais grupos. O Captulo 36 intituladoPromoo do ensino, da conscientizao pblica e do treinamento formula propostasgerais, enquanto que as sugestes especficas relacionadas com as questes setoriaisaparecem em outros captulos. A Declarao e as Recomendaes da ConfernciaIntergovernamental de Tbilisi sobre Educao Ambiental, ofereceram os princpiosfundamentais para as propostas do documento, destacando-se aquele que estabelece que aeducao ambiental deve constituir um processo contnuo e permanente, iniciando-se pelapr-escola e continuando ao longo de todas as fases do ensino formal e no formal.O Captulo 36 da Agenda Global apresenta trs reas-programa para se buscar odesenvolvimento sustentvel: reorientao do ensino; aumento da conscincia pblicacom o objetivo de ampliar a participao e o senso de responsabilidade e, a promoo detreinamento com vistas a facilitar essa nova forma de transio. esperado, portanto, que nos pases comprometidos com a Agenda 21 as autoridadesligadas rea ambiental orientem seus tcnicos para a incluso dessas sugestes em suasatividades, no s alterando seus contedos disciplinares, como organizando cursos deVI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254420o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTALcapacitao, formulando polticas pblicas e at elaborando recursos instrucionais deapoio para a realizao de aes educativas, formais ou no.A AGENDA 21 E O PODER LOCALNo Captulo 28 a Agenda Global afirma que sem o compromisso e cooperao de cadamunicipalidade, no ser possvel alcanar os objetivos firmados no documento. Cadamunicipalidade , ento, convocada a criar, com participao plena e debate entre seuscidados, uma estratgia local prpria de desenvolvimento sustentvel.As iniciativas das Autoridades Locais em apoio Agenda 21 foram assim definidas noCaptulo referenciado:... como muitos dos problemas e solues tratados na Agenda 21 tm sua razes nasatividades locais, a participao e cooperao das autoridades ser um fator determinantena realizao de seus objetivos... Cada autoridade local deve iniciar um dilogo com seuscidados, organizaes e empresas privadas e aprovar uma Agenda 21 Local 3.A Agenda 21 Local um processo contnuo pelo qual uma comunidade prxima, bairro,cidade, regio deve criar planos de ao destinados a adequar as suas necessidades prtica de viver dentro do conceito que se estabeleceu como sustentvel. Faz-senecessrio, portanto, que se estimule a construo de agendas locais, bem como suaampla divulgao e implementao, contando-se sempre com a participao dasOrganizaes No Governamentais, uma vez que estas vm desempenhando um papelfundamental na construo dessa nova ordem.Em 1994, durante o Frum Global Sobre Meio Ambiente, realizado em Manchester, naInglaterra, a Cidade de So Paulo, em consonncia com as Resolues da Rio92,assumiu o compromisso de elaborar a Agenda 21 Local de So Paulo.Foi delegada Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - SVMA, a atribuiode coordenar os trabalhos no sentido de mobilizar o poder pblico municipal, as demaisesferas do governo e setores sociais, para o cumprimento do compromisso assumido epara tanto, foi constitudo um Grupo de Trabalho Intersecretarial.Integraram o Grupo de Trabalho representantes das Secretarias Municipais, do Conselhode Defesa Civil e do Conselho Municipal de Meio Ambiente e DesenvolvimentoSustentvel - CADES. Cada representante do grupo teve como misso desenvolverdiscusses internas em suas respectivas Secretarias.Da mesma forma, os rgos e entidades participantes foram convidados a se organizareminternamente em grupos, com a misso especfica de produzir documentos quecompusessem um plano inicial de aes relacionado ao seu mbito de trabalho,objetivando o entendimento dos conceitos associados ao desenvolvimento sustentvelpara a promoo de um grau mnimo de conscientizao e conseqente insero dapreocupao ambiental nessas instituies.Ao mesmo tempo, procurou-se envolver a sociedade civil nessa movimentao por meioda realizao de oficinas de trabalho, seminrios e reunies promovidas pelo CADES.VI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254520o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTALEssa experincia participativa culminou na publicao em 21 de setembro de 1996 dodocumento: Agenda 21 Local - Compromisso do Municpio de So Paulo4. A Agenda21 Local de So Paulo um programa estratgico de mdio e longo prazos, com oobjetivo de instrumentalizar o poder municipal no sentido de combinar desenvolvimentoeconmico, proteo ao meio ambiente e justia social. Para isso, a integrao entrepolticas e planejamento, o envolvimento de amplos segmentos sociais, a participaopopular e incremento da cidadania e o estabelecimento e consolidao de parcerias so,entre outros, premissas bsicas de um processo que visa caminhar rumo uma gestosustentvel.A organizao do texto da Agenda 21- Local baseou-se na estrutura bsica da Agenda 21Global, tendo sido enfatizadas as propostas concretas de interveno sobre os problemasque so amplamente conhecidos. Em funo da diversidade dos temas tratados, e demodo que no houvessem perdas em termos de integrao e coerncia, os mesmos foramdispostos em quatro grandes blocos temticos: Desenvolvimento Urbano,Desenvolvimento Social, Qualidade Ambiental e Estrutura Econmica e Administrativa.No Captulo Desenvolvimento Social, a Agenda 21 Local de So Paulo trata entre outrostemas, da educao ambiental enquanto instrumento das polticas pblicas de gestoambiental. As estratgias de trabalho em educao ambiental devem propiciar aconscientizao e estimular ao mximo a formao de novas atitudes e valores. Qualquerinterveno ambiental deve sempre levar em considerao, as conseqncias imediatas efuturas para o meio e para os homens.A educao ambiental, portanto, como elemento integrador e instrumento de cidadania,deve ser implementada em todas as aes do Municpio, para que se obtenham osresultados esperados, em reas de preservao, de conservao e recuperao. Sem oauxlio da educao ambiental e da participao popular, qualquer programa de gestoest fadado ao insucesso.Na Agenda 21 de So Paulo aparece claramente a preocupao com a formao decidados crticos, ativos e conscientes de seu papel na melhoria da qualidade de vida e daestrutura da sociedade. As etapas percorridas at agora, desde a elaborao do documentopropiciaram avanos, principalmente no sentido de promover uma discusso das questesambientais, de uma forma mais ampla no mbito da mquina pblica e da sociedade civil.Atualmente, o Projeto Agenda 21 Local da Cidade de So Paulo encontra-se em suaterceira fase, que tem por finalidade estabelecer novas formas de divulgao sistemtica econcreta, visando a contnua conscientizao da Prefeitura e extenso do processo populao do Municpio de So Paulo, por meio da implementao das aes propostas eda insero da comunidade na prpria gesto de governo, contribuindo para a preservaoambiental e para a qualidade de vida como um todo.Deste processo de divulgao mais eficaz e constante espera-se que surjam parcerias eque a populao assuma seu papel, reivindicando do poder pblico a execuo daspropostas estabelecidas pela Agenda 21 Local. Todavia, esta terceira fase no encerra asaes pertinentes e necessrias sedimentao do Programa Agenda 21 porque este umprocesso em constante evoluo.VI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254620o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTALA CONTRIBUIO DA CIDADE DE SO PAULOA Declarao de Tessalonique resultante da Conferncia Internacional sobre MeioAmbiente e Sociedade: Educao e Conscientizao Pblica para o Sustentabilidaderealizada em dezembro de 1997, na Grcia, reafirma muitas das orientaes j difundidasem encontros internacionais de educao ambiental e aponta uma srie de questesfundamentais que precisam ser enfrentadas em todo o mundo. Destacaram-se nessedocumento: a necessidade de formao de professores; a carncia de materiais didticos;a falta de polticas nacionais e respectivas estratgias e recursos destinados suaexecuo; as dificuldades enfrentadas pelas Organizaes No Governamentais de seremconsideradas parceiras efetivas pelos governos e ver reconhecido o papel fundamental quedesempenham, apesar disso5.Com o objetivo de minimizar essa escassez de material instrucional e reconhecendo aimportncia de implementar aes que contribuam para o exerccio da cidadania,apoiadas nos princpios da Agenda 21; integrar a educao ambiental nas polticaspblicas como um de seus instrumentos; propiciar a discusso nas escolas e universidadessobre as formas de insero da questo ambiental nos currculos escolares de todos osnveis de ensino; subsidiar organizaes governamentais ou no, com informaesreferentes educao ambiental voltada ao desenvolvimento sustentado; estimular aincluso da educao ambiental nos programas de aes dos rgos da Prefeitura epossibilitar a participao dos cidados na soluo dos problemas ambientais, um grupode tcnicos do Departamento de Educao Ambiental e Planejamento, da SecretariaMunicipal do Verde e do Meio Ambiente elaborou um livro de apoio para professoresintitulado Agenda 21: Do Global ao Local 6.Trata-se de um instrumento de ensino para divulgar os princpios da Agenda 21 e fornecersubsdios conceituais para professores em geral, auxiliando-os nas discusses de questesambientais e dos aspectos ligados ao desenvolvimento sustentado bem como paraestimular tcnicos interessados na sua implementao em nvel local.Evidentemente, a linha mestra do livro a Agenda 21 e sua elaborao se deu a partir dapesquisa de material bibliogrfico de diferentes linhas tericas cujas informaes foramconsolidadas e adaptadas em um texto que aprofunda os temas, com a preocupao deinformar de modo claro e com simplicidade. Um projeto grfico permitiu que os temasabordados fossem ilustrados de forma a dar clareza e fora ao texto.Os assuntos abordados foram estrategicamente colocados de forma a alcanar uma maioreficincia didtica, apresentando a seguinte diviso temtica: Diagnstico Global: esta primeira parte introduz o leitor nos principais problemasambientais que vem enfrentando o planeta terra, definindo cada conceito necessriopara o entendimento da problemtica ambiental; Agenda 21 Global: neste segmento do livro, o leitor toma conhecimento dos principaisaspectos abordados pela Agenda 21 Global quanto aos problemas a serem tratados anvel global e planejamento de aes para melhorar a qualidade do meio ambiente; Diagnstico Local: nesta seqncia so indicados os principais problemas ambientaisda Cidade de So Paulo, sendo realada a relao local X global na busca de soluesdos mesmos;VI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254720o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTAL Agenda 21 Local: nesta parte apresentada a Agenda 21 Local do Municpio de SoPaulo sendo explicitada a sua necessidade, a metodologia de elaborao dodocumento, sua estrutura e os objetivos propostos e as aes necessrias parasolucionar os problemas que a cidade enfrenta.Ao seu trmino, o livro foi submetido a um processo de pr-testagem, tendo sido utilizadanesse sentido uma metodologia inovadora, que combina a anlise do material editado, porespecialistas da rea de educao, sade e meio ambiente, individualmente, seguido daaplicao de um questionrio. Numa segunda fase, houve um aprofundamento dasopinies emitidas por meio de discusso com aplicao da tcnica de grupo focal. Essatcnica de pesquisa qualitativa permite a obteno de dados a partir de reunies em grupocom populao representativa frente ao objeto de estudo. A utilizao do grupo focal temse dado a nvel internacional com a finalidade de avaliar material didtico, de estruturaraes diagnsticas e de levantamento de problemas para o planejamento de atividadeseducativas entre outras7 .De acordo com Westphal8 em estudos que utilizam o grupo focal, as discusses soconduzidas vrias vezes com diferentes grupos, visando identificar tendncias e padresna percepo do que se definiu como foco de estudo. A anlise sistemtica e cuidadosa dadiscusso vai fornecer pistas e insights sobre a forma como percebido. A partir dassugestes emitidas por esses grupos, o texto foi reformulado e encaminhado parapublicao e posterior distribuio junto rede pblica e particular de ensino, bem comopara organizaes no governamentais preocupadas com essa temtica.CONCLUSOA leitura do livro Do Global ao Local certamente propiciar a percepo de que asquestes ambientais do planeta no se encontram separadas, pelo contrrio mantm umforte vnculo de interdependncia, sendo, portanto, fundamental que sejam vistas epensadas de forma integrada, a fim de que as aes sejam articuladas e conseqentes.Ao se estabelecer uma ao sistemtica para a conscientizao dos grupos sociais,objetivando a conservao do meio ambiente e a implementao de um modelo dedesenvolvimento calcado em bases sustentveis, a Educao Ambiental consubstancia oestatuto da cidadania, na medida em que todos os segmentos sociais respondem pelaqualidade de vida, cabendo-lhes por esta razo, decidir sobre isto no cotidiano epermanentemente.REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS1. Declarao de Estocolmo sobre o Meio Ambiente in Atlas Mundial de Ecologia e Meio Ambiente,Belo Horizonte, PROGAM, 19972. Dias, Genebaldo Freire - Atividades Interdisciplinares de Educao Ambiental - Manual doProfessor, So Paulo, Global/ Gaia, 1994.3. Conferncia das Naes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Braslia: SenadoFederal, Subsecretaria de Edies Tcnicas, 1997, 2 ed.4. Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - Agenda 21 Local Compromisso do Municpiode So Paulo. So Paulo : PMSP/SVMA, 1996.5. Manzochi, L. H - Impresses de Tessalonique. Educador Ambiental. So Paulo, 5 (17): 1 - 3, 1998.VI - 01620o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental 254820o CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITRIA E AMBIENTAL6. Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - Agenda 21 Local : Do Global ao Local. SoPaulo : PMSP/SVMA, 1996.7. Yach, D. The use and value of qualitative methods in health research in developing countries. SocialScience and Medicine v. 35 n 4 p. 603-12, 1992.8. Westphal, M.F. Grupo Focal - Uma tcnica de pesquisa qualitativa: exemplo de sua utilizao emsade pblica. So Paulo, 1997 {no prelo}.

Recommended

View more >