Vantagem Competitiva Em Logstica

  • Published on
    13-Dec-2015

  • View
    214

  • Download
    1

DESCRIPTION

Artigo

Transcript

A Tecnologia da Informao em favor da Logstica

PAGE 11

http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=11&canallocal=41&canalsub2=132&id=2398VI SEMEAD

ENSAIO

Poltica Gesto Tecnolgica

Vantagem Competitiva em Logstica Empresarial Baseada em Tecnologia de Informao

Aluisio Monteiro,M.Sc.

Professor do Departamento de Engenharia de Produo ICT / UVA, aluisio@uva.br

Universidade Veiga de Almeida

Andr Luiz Batista Bezerra

Graduando em Administrao de Empresas ICHS / UVA, adeco_rj@ig.com.brVantagem Competitiva em Logstica Empresarial Baseada em Tecnologia de Informao

Resumo

A logstica empresarial est cada vez mais evoluda quando se trata de Tecnologia de Informao. Para isso so utilizados sistemas integrados de gesto, desenvolvidos para integrar, controlar e gerenciar a cadeia de suprimentos com o objetivo final de atender melhor o cliente.

O artigo discute questes como; o processo de integrao de uma soluo de TI, a escolha adequada de um sistema integrado de gesto, ferramentas disponveis para aplicao logstica, e o benefcio trazido pela deciso de aquisio dessa ferramenta bem como, benefcios de operacionalizao e o que eles trazem de vantagem competitiva para a empresa e para todos os elos da cadeia de suprimentos.

Palavras-chave Vantagem competitiva, Logstica, ERP, integrao, EDI, WMS, ECR.

1 Introduo

O conceito de Logstica segundo o Council of Logistic Management (1996) pode ser definido como sendo o processo de planejar, implementar e controlar a eficincia, o fluxo e armazenagem de mercadorias, servios e informaes correlatas, do ponto de origem ao ponto de consumo, com o objetivo de atender s exigncias dos clientes.

A logstica tudo aquilo que envolve o transporte de produtos (entre clientes, fornecedores e fabricantes), estoque (em armazns, galpes, lojas pequenas ou grandes) e a localizao de cada participante da cadeia logstica ou cadeia de suprimentos.

Para BALLOU (1993), um dos objetivos da logstica melhorar o nvel de servio oferecido ao cliente, onde o nvel de servio logstico a qualidade do fluxo de produtos e servios e gerenciado. A logstica, portanto, um fator que pode ser utilizado como estratgia para uma organizao. Sua aplicao se d da escolha adequada de fornecedores,passando pela organizao e chegando ao cliente.

Atualmente a Logstica Empresarial est associada diretamente ao fato de uma organizao relacionar-se com o cliente interagindo de forma eficiente com a cadeia produtiva para conquistar o objetivo final estar competitivamente atuando no mercado.

Para obter essa vantagem competitiva, as empresas esto recorrendo aos sistemas integrados de informao, buscando automatizar seu processo produtivo utilizando algumas tecnologias do tipo: Electronic Data Interchange (EDI), o Warehouse Management System (WMS), tecnologia de cdigo de barras e o Vendor Managed Inventor (VMI).

Figura 1: Adaptao do livro de Ballou, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organizao e logstica empresarial 4 ed., 2001.

A logstica no Brasil um tema relativamente recente se compararmos ao surgimento e fbricas e indstrias no pas. Ela vem sendo falada e discutida com mais propriedade desde meados da dcada de 90, com a conscientizao poltica do custo Brasil e pela percepo da vantagem competitiva percebida pelos empresrios, desde ento o conceito de logstica foi pouco difundido.

A evoluo, desde ento, se deu pelo crescente interesse de obteno de lucro como consequncia da reduo de custos de transporte, localizao e estocagem de produtos.

Existem basicamente cinco modalidades de transporte de cargas mais convencionais e cada um tem sua caracterstica definida:

Dutovirio tem pontos e rotas fixas, produtos especficos, poucas empresas participando no mercado e so difceis as implantaes de novos pontos;

Ferrovirio tem terminais e rotas fixas, poucas empresas atuam no mercado e tambm existem poucas rotas (isso devido falta de incentivos governamentais);

Aerovirio tem terminais e rotas determinadas, poucas empresas atuando, modalidade muito regulamentada sendo difcil a entrada de novos concorrentes; Aquavirio tem portos e rotas fixas, poucas empresas atuam neste ramo; Rodovias muitos operadores, muitas rotas, muito utilizado para transporte de cargas por ser o mais vivel na situao em que estamos hoje.

O mercado de existente dentre da cadeia de suprimento no Brasil movimenta algo em torno de 50 milhes de dolares anuais no que diz respeito a tecnologia de informao, segundo a International Data Corporation (IDC). O Brasil representa, hoje, 45% do mercado de tecnologia da Amrica Latina que movimenta aproximadamente 125 milhes de dolares. Sendo um nmero pouco expressivo perto do que os EUA representou no mesmo perodo 3,5 bilhes de dolares.

Apesar disso, ainda h algumas barreiras a serem superadas para o maior crescimento do mercado de Supply Chain Management (SCM). Entre elas esto a falta de confiana nos fornecedores desse tipo de soluo, os altos custos de implementao e a falta de um claro entendimento sobre os benefcios dessa ferramenta. Alm do medo por parte dos clientes desse tipo de soluo de implantar o sistema pois ele compartilha as informaes internas com clientes, fornecedores e com os parceiros. Evidenciando um problema cultural a ser superado.

2 Sistemas de Informao

Os Sistemas de Informao so os sistemas ou prticas utilizadas pelas empresas para melhorar o seu desempenho incluindo ter um custo operacional adequado, processos logsticos inteligentes e integrao com fornecedores e clientes atravs de ferramentas que sero discutidas ao longo deste artigo.

Um dos fatores mais relevantes ao desenvolvimento dos processos administrativos a aplicao de tecnologia de informao, proporcionando um grande aumento de eficincia. Tais sistemas abrangem todas as ferramentas que a tecnologia disponibiliza para o controle e gerenciamento do fluxo de informao de uma organizao (BALLOU, 1993).

Existem, no mercado, alguns tipos de ferramentas que facilitam e tornam a informao mais acurada para aplicao na cedeia de suprimentos, alguns exemplos destes sistemas so: o cdigo de barras, o EDI (Electronic Data Interchange), o ECR (Efficient Consumer Response) e os ERPs que integram todos os outros.

2.1 Sistemas Integrados de Gesto / ERP Enterprise Resource PlanningOs ERP (Enterprise Resource Planning) ou sistemas de gerenciamento empresarial so sistemas complexos onde integram, de forma eficaz, todos os sistemas operacionais da empresa. Por ser um sistema que abrange toda a parte gerencial da empresa, a implantao dele no simples exigindo da empresa uma srie de modificaes prvias.

Podemos tambm defini-los em termos de sistemas de informao integrados adquiridos na forma de pacotes de software comercial, com a finalidade de dar suporte a maioria das operaes de uma empresa(SOUZA,1999).

Considerando a definio acima, podemos dizer que um ERP consiste basicamente na integrao de todas as atividades do negcio, entre elas, finanas, marketing, produo, recursos humanos, compras logstica, etc. Com o benefcio direto de facilitar, tornar mais rpido e preciso o fluxo de informao permitindo assim o controle dos processos de negcios. Portanto, o processo de tomada de deciso empresarial.

Esses sistemas integrados de gesto

Segundo SOUZA (1999),existem caractersticas dos sistemas integrados de gesto que os tornam diferentes de outros sistemas existentes, permitindo-nos fazer uma anlise de custo-benefcio de suas aquisio, so elas:

Os ERPs so pacotes comerciais;

So desenvolvidos atravs de modelos padres de processos;

Integram sistemas de vrias reas das empresas;

Utilizam um banco de dados centralizado;

Possuem grande abrangncia funcional.

Antes mesmo da empresa fazer as pesquisas de fornecedores ERPs para aquisio dos pacotes comerciais, recomendvel que a mesma faa o levantamento da real necessidade da implantao do ERP, quais so as metas da empresa e o que ela espera do sistema. O prximo passo consultar fornecedores que satisfaam as necessidades previamente definidas.

Existem alguns forncedores de sistemas que geram soluo na rea logstica e em outros segmentos que exigem tecnologia de informao. O mercado brasileira de fornecedores de sistemas, podemos citar dentre outros: SAP Brasil, Datasul, Manugustics, Promtica, Scala e JDEdwards.

2.1.1 Sistemas de Informaes Logsticas

Atualmente observa-se, uma significativa inclinao do desenvolvimento de sistemas integrados de gesto para aplicao na cadeia de suprimentos, visto que todos os processos de negcios internos j foram integrados, restando apenas obter vantagem competitiva da integrao da cadeia de suprimentos 9fornecedores, compradores etc).

Com isso, passa a ser possvel a integrao com as demais unidades de um grupo empresarial por meio de EDI, com compartilhamento (parcial) da base de dados. Para tal os maiores desafios encontrados so: sistemas geograficamente distantes e distintos, com hardwares diversos, necessidade intensiva de sistemas de telecomunicaes, bases de dados diversas, operando em estruturas organizacionais e culturas empresariais diversas.

A seguir comentaremos sobre algumas ferramentas integradas de gesto aplicadas a cadeia de suprimentos.

2.1.1.1 WMS (Warehouse Management System)

O Sistema de Gerenciamento de Armazns, chamado de WMS, uma tecnologia utilizada em armazns onde ele integra e processa as informaes de localizao de material, controle e utilizao da capacidade produtiva de mo-de-obra, alm de emitir relatrios para os mais diversos tipos de acompanhamento e gerenciamento.

O sitema prioriza uma determinada tarefa em funo da disponibilidade de um funcionrio informando a sua localizao no armazm. Com este recurso ocorre um aumento na produtividade quando diferentes tipos de tarefas so intercaladas.

Este sistema tem capacidade de controlar o dispositivo de movimentao de material feito por Veculos Guiados Automaticamente (AGVs) e fazer interface com um Sistema de Controle Automatizado do Armazm (WACS) que tem a funo de controlar equipamentos automatizados como as esteiras e os sistemas de separao por luzes e carrossis.

Com uma ferramenta desse porte a empresa passa a ter um ganho na produtividade com a economia de tempo nas operaes de embarque e desembarque, transporte e estocagem de mercadoria e ainda controlar o estoque de produtos no seu armazm. Podendo ainda permitir que o gerente de logstica controle as operaes de armazm apenas de longe observando apenas se o funcionamento do sistema est adequado s operaes logsticas.

Em paralelo ao WMS existe o WCS que um Sistema de Controle de Armazm e no um gerenciador se diferenciando assim do WMS em alguns aspectos. O WCS no oferece uma variedade de relatrios para auxiliar no gerenciamento das atividades; no tem flexibilidade de hardware; a customizao limitada a mudana de campos e nomes, e a instalao deste sistema no pode ser feita de forma modular, somente integral. A contrapartida de todos esses aspectos negativos que ele oferece um timo acompanhamento e controle das atividades (se limitando a controle) e existe um custo reduzido de software e hardware requerido para a implementao dessa soluo.

2.1.1.2 RFID Radio Frequency Identification

Identififcao via Radio Freqncia , relativamente, uma das mais novas tecnologias de coleta automtica de dados. Inicialmente surgiu como soluo para sistemas de rastreamento e controle de acesso na dcada de 80. Uma das maiores vantagens dos sistemas baseados em RFID o fato de permitir a codificao em ambientes no favorveis e em produtos onde o uso de cdigo de barras, por exemplo, no eficiente.

Este sistema funciona com uma antena, um transmissor e um decodificador. Esses componentes interagem atravs de ondas eletromagnticas transformando-as em informaes capazes de ser processadas por um computador

A principal vantagem do uso de sistemas RFID realizar a leitura sem o contato como no cdigo de barras. Voc poderia, por exemplo, colocar o transmissor dentro de um produto e realizar a leitura sem ter que desempacota-lo, ou por exemplo aplica-lo em uma superfcie que ser posteriormente coberta de tinta ou graxa.

Esse sistema pode ser usado para controle de acesso, controle de trfego de veculos, controle de bagagens em aeroportos, controle de containers e ainda em identificao de pallets. O tempo de resposta baixssimo, tornando-se uma boa soluo para processo produtivos onde se deseja capturar as informaes com o transmissor em movimento.

2.1.1.3 Rastreamento de Frotas com Tecnologia GPS Global Positioning System

Rastreamento o processo de monitorar um objeto enquanto ele se move. Hoje em dia possvel monitorar a posio ou movimento de qualquer objeto, utilizando-se de equipamentos de GPS aliados a links de comunicao. O casamento GPS + comunicao necessrio pois o receptor GPS localiza sua prpria posio; esta deve ser transmitida via canal de comunicao para uma central que far efetivamente o monitoramento. Esta tecnologia comumente conhecida como AVL (Automatic Vehicle Location).

GPS um sistema de posicionamento mundial formado por uma constelao de 24 satlites que apontam a localizao de qualquer corpo sobre a superfcie terrestre. Um aparelho receptor GPS recebe sinais desses satlites determinando sua posio exata na Terra, com preciso que pode chegar casa dos centmetros.

A tecnologia GPS bem conhecida hoje, e comercialmente vivel, tendo inclusive fornecedores de equipamentos consolidados e preos formados. As variveis que efetivamente determinam o custo e o modo de operao do rastreamento de veculos so canal de comunicao entre o veculo e a central de monitoramento e o pacote de servios oferecidos por esta central.

A ligao feita entre a central de comunicao e o ponto rastreado pode ser feita via telefonia celular que tem seus aparelhos baratos para a soluo que oferece, e tem restries como qualquer outra soluo que estar acessvel apenas onde tem cobertura de telefonia celular e o custo da comunicao ainda alto.

Outra opo a comunicao via rdio. Esta modalidade muito simples de implantar, tem um custo de implantao baixo, onde no h custo de comunicao, tendo que fazer a regulamentao com a ANATEL (no Brasil).

Com a possibilidade de rastrear veculos a empresa pode saber onde se encontra o veculo que est fazendo determinada entrega e fazendo um link com o sistema via web a empresa pode colocar a disposio do cliente a localizao da entrega.

2.1.1.4 Cdigo de Barras

O sistema surgiu da idia de se criar um mecanismo de entrada de dados mais rpida e eficiente, vendo que com o passar do tempo mais microcomputadores estavam sendo fabricados com um grande potencial em armazenamento e processamento de dados.

A leitura de cdigo de barras exige que sejam utilizados alguns aparelhos especficos e que so adotados conforme a necessidade da empresa. Alguns desses aparelhos so os leitores (caneta tica, slot reader, leitor CCD, pistola laser, scanner omnidirecional e o leitor automtico de documentos), os decodificadores (decodificador para teclado, decodificador para interface serial e decodificador para joystick) e impressoras especiais (software para impresso e impressoras profissionais). As impressoras matriciais no tm funcionalidade para esse fim. As impressoras jato de tinta e laser no esto adaptadas para comportar rolos de etiquetas e papel contnuo. Por isso que foram desenvolvidas impressoras profissionais para impresso de cdigo de barras.

Existe uma padronizao mundial para a leitura de cdigo de barras. Para cada produto ou objetivo da identificao existe um tipo de cdigo. Por exemplo:

O EAN 13, EAN 8 e UPC so utilizados na unidade de consumo, ou seja, na embalagem do produto que o consumidor final esta comprando. Exemplo: 1 litro de leite em caixa;

O EAN/DUN 14 (SCC - 14) / UCC/EAN 128 so utilizados nas caixas que embalam as vrias unidades desses produtos unitrios. Exemplo: um engradado contendo 12 litros de leite em caixa;

O UCC/EAN - 128 so usados nos pallets dentro dos galpes de supermercados ou distribuidores. Estes levam no cdigo de barras Identificadores de Aplicao (AI).

O cdigo de barras, comprovadamente, tem uma margem de erro menor que a coleta de dados feita manualmente, sendo assim a maneira mais eficaz de coletar dados em termos velocidade da informao, facilidade de migrao para o sistema de controle de estoque e facilidade da adoo da prtica do VMI (citado na seo 3.10).

2.1.1.5 EDI (Electronic Data Interchange)

O EDI, ou Intercmbio Eletrnico de Dados um sistema que auxilia diretamente, principalmente, a rotina dos vendedores agilizando o processo de comunicao com a empresa na transmisso de dados. Todas as informaes que um vendedor precisa coletar e transferir para a empresa em um segundo momento, ele faz de forma on line evitando assim a demora no in put do pedido e ele ainda tem a possibilidade de consultar o estoque da empresa e informar ao cliente a possibilidade de disponibilizar a mercadoria.

Com a implantao desse sistema com sucesso podemos detectar imensurveis benefcios trazidos por ele sua empresa. Consegue-se com ele reduzir custos administrativos, reduzir o estoque (considerando que estoque parado capital improdutivo, ento temos ainda uma economia significativa para investimentos dependendo da rea comercial da empresa), reduzir custos e desgastes com o cliente com os itens faltantes, pois se a tecnologia permite transmisso de dados on-line temos a informao acurada e instantnea da posio de estoque. Outros benefcios que o sistema ainda faz com que o ndice de divergncias na entrega e no recebimento de mercadorias seja prximo de zero, e permite o melhor gerenciamento de rotas de transporte.

Toda essa tecnologia a disposio do profissional de vendas faz com que ele se sinta mais valorizado e aumente sua produtividade se dedicando a rea fim da empresa as vendas. E to importante quanto aumentar as vendas para a empresa o fato de que, tanto pela tecnologia de software e hardware envolvida quanto pelo corpo funcional h um ganho no valor agregado da empresa.

2.1.1.6 VMI Vendor Managed Inventory

O VMI ou Estoque Administrado pelo Fornecedor, uma ferramenta muito importante principalmente para a cadeia de suprimentos que pretende ou j trabalha com o JIT (Just-in -Time). O principal objetivo desta tcnica fazer com que o seu fornecedor, atravs de um sistema de EDI, verifique a sua real necessidade de produto, no momento certo e na quantidade certa. Este recurso tem uma maior funcionalidade para as empresas que um grande nmero de fornecedores e possui um amplo mix de produtos.

A integrao permite que se faa, de acordo com o forecast uma mudana de planejamento de reabastecimento, pois a informao chega ao seu fornecedor em tempo real. O nvel de detalhamento tanto que, detectada a demanda de produto acabado, o software se encarrega de traar planos para a produo, planejamento de abastecimento e distribuio para os depsitos.

2.1.1.7 ECR (Efficient Consumer Response)

O ECR, Resposta Eficiente ao Cliente, no um sistema e nem uma tcnica, um conjunto de prticas desenvolvidas em conjunto com fabricantes, distribuidores e varejistas com o objetivo de obter ganhos por eficincia nas atividades comerciais e operacionais entre as empresas prestando assim um servio de qualidade ao consumidor final.

As grandes redes de varejistas como Wall Mart, por exemplo, tem centenas de fornecedores, outra infinidade de produtos diferentes e precisa de uma cadeia de suprimentos totalmente integrada para poder oferecer aos seus clientes o produto na prateleira. Para isso acontecer necessrio que a rede adote algumas prticas de reengenharia de processos e Benchmarking ,inclusive utilizado-se da tecnologia de informao. Sendo as mesmas, premissas para comear a pensar em integrao e gerenciamento da cadeia de suprimentos.

Os requisitos para se por em prtica a filosofia do ECR e fazer os check outs nas sadas das mercadorias das lojas (PVs) e ter o controle do estoque no fornecedor. Como o volume de produtos muito grande, tanto o fornecedor quanto o varejista, precisa utilizar uma coleta de informao que seja acurada e rpida tendo a sua disposio o cdigo de barras. E o controle do estoque do ponto de venda feita pelo fornecedor usada a ferramenta de VMI co transmisso de dados via EDI, onde temos preciso e rapidez na operao.

A cadeia produtiva ideal passa por alguns sistemas de informao em uma ordem lgica:

3 Concluso

A vantagem competitiva baseada em sistemas integrados de gesto logstica, ocorre com o entendimento da necessidade de aquisio de tecnologia de informao para integrao da cadeia produtiva, a fim de atender o cliente final atualmente a fonte de vantagem competitiva mais cobiada no mercado, porm devem ser repensados os processos organizacionais ,bem como e seu redesenho.

Toda a tecnologia que hoje est disposio da soluo da logstica empresarial capaz de gerar solues que satisfaam qualquer necessidade de mercado. Podemos linkar atravs de um sistema integrado, ERP, o aplicativo de cdigo de barras que migra informaes para um sistema de estoque onde tem informaes atualizadas a qualquer tempo por meio de um outro aplicativo de EDI. Isso tudo pode estar disponvel na intranet e extranet para toda a cadeia de produo afim de otimizar o processo em termos de eficincia de resposta ao cliente.

Em face todo o exposto devemos ter conscincia do enfoque sempre nos negcios e no na tecnologia, servindo a mesma apenas como suporte a tomada de decises de forma mais rpida e eficiente. Para isso necessrio aliar o sistema de informaes logsticas ao sistema de informaes gerenciais, sendo fundamental para a definio e operacionalizao do conceito de supply chain management.

De um modo geral, o sucesso da implantao de sistemas logsticos nas empresas e as vantagens advindas de sua aplicao, depende do processo de amadurecimento empresarial. Dessa forma, todo o processo logstico pode ser otimizado, permitindo a maior eficcia nos processos internos e de comunicao com a cadeia de suprimentos. LEE e WHANG (2002) indica que o segredo est em utilizar as informaes e alavancar os recursos disponveis para coordenar aes, priorizando os fluxos de informaes. A palavra chave passa a ser a integrao empresarial para obteno de vantagem competitiva.

1. Referncias Bibliogrficas

NGELO, C. F.; SIQUEIRA, J. P. Avaliao das condies logsticas para adoo do ECR nos supermercados brasileiros. 2002, Anais eletrnicos... Disponvel em: Acesso em: 15 Dez 2002

BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organizaes e logstica empresarial. So Paulo: BOOKMAN, pp 26, 2001.

BANZATO, E. Automao de identificao e comunicao. 2002, Anais eletrnicos. Disponvel em: Acesso em 04 Jan 2003.

BARROS, F. ERP: fornecedores insistem nas mdias empresas. 2002, Anais eletrnicos... Computerworld - Edio 373 - 2002. Disponvel em: . Acesso em: 12 Dez 2002.

BARROS, F. Lado a lado com a presidncia. 2002, Anais eletrnicos... Computerworld Edio 372 2002 Disponvel em: Acesso em:10 Dez

BORGES, A. Perdigo: expanso movida a TI. 2002, Anais eletrnicos... Computerworld Edio 374 2002 Disponvel em: Acesso em: 05 Jan 2003.

BORGES, A. Datasul tem crescimento de 7% em 2002. 2002, Anais eletrnicos... Disponvel em: Acesso em: 10 Jan 2003

BOWERSOX, D. J. Logistics Informations Systems; SECTION VIII

EDI refina vendas na Quaker Alimentos. 1997, Case. Computerworld Corporate Edio 233 1997 Disponvel em: Acesso em: 13 Dez 2002

FELIPINI, D. A internet na gesto dos fornecedores. 2002, Anais eletrnicos... Disponvel em: Acesso em: 15 Dez 2002.

FELIPINI, D. Gesto de distribuidores e desintermediao. 2002, Anais eletrnicos... Disponvel em: Acesso em: 15 Dez 2002.

FOX, T. Logistics Informations Systems Design; Chapter 3; pp 714-717 2002.

GEORGES, D.; GASNIER, J. WMS vs WCS. 2002, Anais eletrnicos... Disponvel em: Acesso em: 03 Jan 2003

LALONDE, B. J. Issues in Supply Chain Costing. Dispponvel em: Acesso em: 22 Dez 2002.

SAYON, M. Po-de-acar e S unem operaes na web. 2002, Anais eletrnicos... Disponvel em: Acesso em 12 Dez 2002

SAYON, M. Supply Chain cresce modestamente no Brasil. 2002, Anais eletrnicos... Disponvel em: Acesso em : 16 Dez 2002.

SEGATO, R. Como escolher um ERP. 2002, Anais eletrnicos... Disponvel em: Acesso em: 15 Dez 2002.

ZAIDAN, P. Redes varejistas descobrem a TI. 2002, Anais eletrnicos... Computerworld Edio 377 2002. Disponvel em: Acesso em 03 Jan 2003.

ZAIDAN, P. Davene se rende ao mundo da TI. 2002, Anais eletrnicos... Computerworld Edio 371 2002. Disponvel em: Acesso em 03 Jan 2003.

ZAIDAN, P. Setor de higiene investe em crescimento tecnolgico. 2002, Anais eletrnicos... Computerworld Edio 372 2002 Disponvel em: Acesso em: 13 Dez 2002.

LEE, Hau L; WHANG, Seungjin. Gesto da e-scm, a cadeia de suprimentos eletrnica. HSM management, So Paulo. Editora HSM Management,n.30,pg 109-116,jan-fev 2002.

PAGE

_1103063463.vsdButton

Resposta Eficiente ao Cliente

Intercmbio Eletrnico de Dados

Entrada de Dados

Recommended

View more >