Ureia Na Fermentao Artigo

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    04-Mar-2016

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Ureia Na Fermentao

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  • Produo de etanol combustvel: efeitos do nitrognio livre na fermentao de mosto de caldo de cana com alta concentrao de

    acares

    Ana C. Corra; Diogo P. Cerqueira; Andr R. Alcarde Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz ESALQ/USP

    Objetivos

    O nitrognio desempenha funo essencial na fisiologia da levedura e em fermentaes com alta concentrao de acares (ACA) propicia maior rendimento, eficincia e produtividade, alm de proteger as celulas de levedura contra o estresse osmtico e etanlico. Este projeto tem por objetivo verificar a influncia da suplementao nitrogenada nos parmetros fermentativos de mosto de caldo de cana-de-acar com alta concentrao de acares.

    Mtodos/Procedimentos Caldos de cana-de-acar concentrados a 25, 30 e 35 brix e adicionados de 16mM de uria foram fermentados a 30C por leveduras Saccharomyces cerevisiae (cepa SA-1) por 6 ciclos fermentativos. Os vinhos foram analisados quanto concentrao de etanol por densitometria, aps destilao da amostras por arraste de vapor em destilador. Determinou-se a viabilidade celular pelo mtodo da colorao com eritrosina [3].

    Resultados O mosto a 35brix apresentou concentrao de etanol menor do que dos ciclos a 25 e 30brix, tanto no tratamento suplementado como no no suplementado. Porm, nessa concentrao, o teor alcolico dos mostos suplementados foi o que apresentou valores mais altos ou muito mais prximos dos tratamentos controle. No primeiro, segundo e terceiro ciclos das fermentaes a 30 e 35 brix, a quantidade de etanol produzido nos tratamentos suplementados com uria foi maior do que dos tratamentos no suplementados. O quarto ciclo, em geral, apresentou o maior teor alcolico atingindo a mxima concentrao na fermentao a 30brix, com 15,96%v/v no tratamento controle e 15,64%v/v no tratamento com uria.

    Tabela 1: teor alcolico (%v/v) dos seis ciclos fermentativos dos mostos concentrados.

    Ciclos Uria Controle Uria Controle Uria Controle

    1 12,89 11,87 12,02 10,37 8,84 8,29

    2 14,55 14,31 15,56 13,4 12,42 12,07

    3 14,79 14,84 15,09 14,78 14,03 13,77

    4 15,08 15,15 15,64 15,96 14,28 14,36

    5 14,82 15,18 14,97 14,89 14,22 13,74

    6 13,68 15,16 14,70 15,62 13,34 13,27

    Teor Alcolico (%v/v)

    25Brix 30Brix 35Brix

    A viabilidade celular das leveduras diminuiu gradativamente a cada ciclo fermentativo em todos os tratamentos. Nos mostos concentrados a 25brix, o ltimo ciclo apresentou 54,41% de viabilidade nos tratamentos no suplementados e atingiu 43,39% nos suplementados. Ao final de todos os ciclos de quase todas as fermentaes a viabilidade ficou acima de 50%, com exceo apenas da fermentao suplementada a 25brix, que foi finalizada com 43,39%.

    Tabela 2: Viabilidade celular (%) dos seis ciclos fermentativos dos mostos concentrados.

    Ciclos Uria Controle Uria Controle Uria Controle

    0 81,07 81,26 83,47 82,27 83,65 81,7

    1 62,64 62,51 64,71 59,63 59,98 58,92

    2 64,99 65,6 53,54 50,14 54,7 55,03

    3 60,51 60,66 58,86 58,91 56,27 57,01

    4 54,22 51,97 53,63 55,98 55,02 54,4

    5 44,79 56,45 53,98 54,24 51,23 50,26

    6 43,39 54,41 55,94 55,95 51,2 51,04

    25Brix 30Brix 35Brix

    Viabilidade (%)

    Concluses As fermentaes suplementadas com uria mostraram resultados semelhantes s fermentaes no suplementadas, com relao ao etanol produzido e a viabilidade das leveduras.

    Referncias Bibliogrficas [3] CALDAS, C. Cooperativa Regional dos Produtores de Acar e de lcool de Alagoas; (STAB - Regional Leste) 1998.

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