TRATAMENTO E REAPROVEITAMENTO DE ? II Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental 2 IBEAS Instituto

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    20-Jul-2018

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II Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 1TRATAMENTO E REAPROVEITAMENTO DE EFLUENTES PROVENIENTES DA DESSENTAO DE ANIMAIS EM FRIGORIFICOS E ABATEDUORUS DE PEQUENO PORTE Thuanny Paula de Almeida Nascimento1 Graduando em Tecnologia em Gesto Ambiental Maxwel Lima Santo Graduando em Tecnologia em Gesto Ambiental Valdiceia Oliveira dos Santos Graduando em Tecnologia em Gesto Ambiental Wesley Sousa Castro Graduando em Tecnologia em Gesto Ambiental Jhonatan Alcantara dos Santos Graduando em Tecnologia em Gesto Ambiental Endereo: Rua: vinte, N: 4115, Casa,Vila Nova, Conceio do Araguaia-PA, CEP: 68540-000. Fone: (94) 91272161. e-mail: thuannypaula@hotmail.com.br RESUMO O presente trabalho busca a implementao de um sistema que possibilite o tratamento e reaproveitamento dos efluentes gerados nas linhas de produo de abatedouros e frigorficos de pequeno porte, com o objetivo de reduzir o consumo de agua potvel, reintroduzindo ao sistema o liquido j utilizado. Prope se a implantao de sistema composto por: grades, reservatrios e um reator UASB. Palavras-chave: tratamento, reaproveitamento, abatedouros. INTRODUO A necessidade em conservar agua atravs de reuso crucial para a natureza finita deste insumo finita e essencial a vida. Os processos industriais, apesar de ocuparem a segunda posio no consumo total de agua com 22%, e um dos principais responsveis pela poluio das aguas, quando lanam efluentes sem tratamento adequado nos corpos hdricos. O rebanho bovino brasileiro e um dos maiores do mundo, em torno de 198,5 milhes de cabeas. As maiores regies produtoras esto no Centro-Oeste (34,24%), seguidas pelo Sudeste (21,11%), Sul (15,27%), Nordeste (15,24%) e Norte com (14,15%) do rebanho nacional (ANUALPEC, 2003 apud SIC, 2009). Estima-se que para o abate de bovinos so gastos 900 litros de agua, 1000 litros nas demais dependncias (ducharia, triparia, midos, sanitrios, etc.). 600 litros nos anexos externos (ptios, curais e limpeza dos caminhes) totalizando 2500 litros por cabea. rgos ambientais vm incentivando o reuso de agua e de efluentes tratados como alternativa para usos que no exigem agua potvel como uma alternativa de reaproveitamento desse valioso recursos natural, que aps devido tratamento pode ser reutilizado no mesmo processo ou em processos menos nobres como : limpeza de dependncias , equipamentos etc. O efluente tratado pode ser considerado uma excelente alternativa para a reduo no consumo de agua. Os despejos de matadouros e frigorifico podem ser tratados pelos mesmos processos que os empregados para esgotos domsticos (INHOFF e INHOFF, 1998). II Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 2 OBJETIVO Implantar um sistema de tratamento de efluentes provenientes da dessentao de animais, em abatedouros e frigorficos de pequeno porte que possibilite o reaproveitamento da agua em algumas etapas da linha de produo. OBEJETIVOS ESPECFICOS Atender as exigncias sanitrias em relao qualidade da gua; Reduzir a carga orgnica do efluente proveniente da dessentao; Diminuir os elevados gastos de gua atravs da reutilizao da mesma. JUSTIFICATIVA Em virtude de a quantidade de agua necessria para lavagem dos animais ser extremamente elevada, visto que os mesmos apresentam-se muito sujos, e o uso de recursos hdricos necessrio em todo processo de abate, se torna fundamental a implantao de um sistema de tratamento que possibilite a reutilizao da gua. Levando em considerao que a pratica de lavagem antes do abate faz parte do cumprimento das leis sanitrias, para que no haja recusa dos compradores, que por sua vez no ser mais a nica preocupao dos frigorficos, pois a sociedade vem despertando uma nova conscincia: a preservao ambiental. E com o crescimento populacional aumentou-se consumo de carne, que consequentemente resultou no crescimento do setor de abate de bovinos, trazendo junto problemtica relacionada entre esta atividade e o meio ambiente. Haja vista que, a busca por gua vem crescendo a cada dia, e a medida que a populao cresce, a atividade industrial e a agricultura irrigada expandem-se, este recurso to precioso para manuteno da vida humana, animal e vegetal torna-se escassa. E sabendo que os processos industriais ocupam a segunda posio no consumo total de gua tornando-se um dos principais responsveis pela poluio das guas, quando ao lanarem seus efluentes sem tratamento em lagos, rios e crregos. E a atividade frigorifica, alm de utilizar grande quantidade de gua, que em quase toda sua totalidade sendo descartada como efluente lquido uma das atividades econmicas de grande potencial de poluio. Os problemas ambientais gerados pela atividade de frigorficos esto relacionados com os seus despejos ou resduos oriundos de diversas etapas do processamento industrial. As guas residurias contm sangue, gordura, excrementos, substncias contidas no trato digestivo dos animais, fragmentos de tecidos, entre outros, caracterizando um efluente com elevada concentrao de matria orgnica. Esse efluente, quando disposto ao meio ambiente sem tratamento, representa focos de proliferao de insetos e de agentes infecciosos, os nutrientes presentes nos efluentes lquidos de frigorficos, quando em excesso, trazem srios problemas, aos corpos receptores como o fenmeno da eutrofizao. Como pode ser percebido ao longo desta explanao so vrios os impactos negativos gerados pela atividade frigorifica ao meio ambiente. E este projeto destina-se a proporcionar alternativas para o tratamento dos efluentes gerados pelos frigorficos com a descrio da eficincia dos processos utilizados e os cuidados com novas tcnicas de tratamento que so de interesse dos frigorficos que almejam crescimento econmico aliado com a qualidade do meio ambiente. Possibilitando que a atividade frigorifica desenvolva a proteo ambiental, e para tanto levar-se em considerao que mesmo utilizando recursos naturais, em nfase citamos a gua, esta seja reaproveitada de forma a no depositar depois do abate, poluentes altamente prejudiciais ao meio ambiente. Objetiva-se Inseri a atividade frigorifica na Produo mais Limpa, que pode ser definida como uma srie de estratgias, prticas, condutas econmicas, ambientais e tcnicas, que evitam ou reduzem a emisso de poluentes no meio ambiente por meio de aes preventivas, evitando a gerao de resduos ou criando alternativas para que estes sejam reutilizados ou reciclados. SELEO E DELIMITAO DO PROBLEMA Sabe-se que nos 15 ltimos anos a oferta de gua limpa disponvel por habitante diminuiu aproximadamente 40%, e em 20 anos poder ocorrer uma crise relacionada a disponibilidade de gua. II Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 3 E para o agravamento desta situao supracitada, ao levar-se em considerao a atividade frigorfica sabe-se que grande parte dos estabelecimentos voltados para o abate de bovinos tem dificuldades com a destinao dos resduos lquidos gerados pela atividade comercial, pois todas as etapas do processo desde chegada do animal ate o abate, e consumida uma quantidade elevada de gua, que consequentemente geram efluentes. Na fabricao dos derivados de carnes, podem ocorrer consumos significativos de gua, tanto nos processos de limpeza dos equipamentos e das prprias plantas produtivas, como na forma de utilidade ou gua de processo para resfriamento de produtos aps cozimentos, por exemplo, e podem-se ter variaes significativas no consumo de gua, em funo do tipo de produto. O processo de dessentao e o fator que mais contribui para gerao de efluentes na indstria de carnes, estes contm alguma quantidade de sangue, protenas, gordura, slidos do contedo intestinal dos animais ou fragmentos de tecidos, mesmo com o funcionamento satisfatrio das caixas de reteno, 80 a 95% da gua consumida descarregada como efluente lquido. Devido sua constituio, estes despejos so altamente putrescveis, comeando a decompor-se em poucas horas. O consumo de gua varia muito de um matadouro e frigorfico para outro, estima-se que para o abate de Bovinos so gastos 900 litros na sala de matana, 1000 litros nas demais dependncias (ducharia, triparia, midos, sanitrios, etc.), 600 litros nos anexos externos (ptios, e currais, incluindo lavagem dos caminhes.) totalizando 2500 litros por cabea. O rebanho bovino brasileiro o maior rebanho comercial do mundo, superando o indiano e o chins. Segundo os dados Quantitativos de Abate disponibilizado pela SIPAs/DFA. Os principais impactos ambientais negativos do processo citado o descarte de maneira inadequada dos resduos lquidos que podem provocar a contaminao dos solos e das guas superficiais e subterrneas, alm de gerar cheiro nauseabundo que torna irrespirvel o ambiente nos arredores de tais estabelecimentos produtores de carne, em sua maioria, lanam seus efluentes diretamente em cursos de gua que, se forem volumosos e perenes, so capazes de diluir a carga recebida sem maiores prejuzos. O crescimento acelerado da produo de carne traz consigo um agravamento dos problemas ambientais. Preocupa sob a tica ambiental a utilizao elevada de recursos naturais, a gerao de resduos e dejetos que poluem o ar, a gua e o solo. Assim, pelas leis 1283/501 e 7889/89, o abate de animais no territrio nacional controlado, uma parte pelo Governo Federal atravs do DIPOA Departamento de Inspeo de Produtos de Origem Animal do Ministrio da Agricultura e as outras duas partes pelos Servios Sanitrios Estaduais e Municipais. REVISO DE LITERATURA A escassez de gua um problema mundial que poder afetar geraes futuras se no houver uma profunda conscientizao da necessidade da conservao deste insumo. Em termos jurdicos a Lei federal n 9.433, de 8/01/97(Lei das guas), dita a diretrizes para o seu aproveitamento, adequando a legislao aos conceitos de desenvolvimento sustentado, instituindo a Poltica Nacional de Recursos Hdricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hdricos. Classifica a gua como bem de domnio pblico, um recurso natural limitado e dotado de valor econmico, e que em situao de escassez, o uso prioritrio dos recursos hdricos o consumo humano e a dessentao de animais (art.1, I e II). O principal fator que afeta o volume de gua consumido so as prticas de lavagem. Quanto qualidade, os regulamentos sanitrios exigem o uso de gua fresca e potvel, com nveis mnimos de cloro livre residual, para quase todas as operaes de lavagem e enxgue. Os principais usos de gua so: Consumo animal e lavagem dos animais, lavagem dos caminhes, lavagem de carcaas, vsceras e intestinos, movimentao de subprodutos e resduos, limpeza e esterilizao de facas e equipamentos, limpeza de pisos, paredes, equipamentos e bancadas, gerao de vapor e resfriamento de compresores. O consumo de gua varia bastante de unida para unidade, em funo de vrios aspectos como: tipo de unidade (s abate, abate e industrializao da carne, com/sem graxaria, etc.), tipos de equipamentos e tecnologias. (SENAI, 2003). Abate eviscerao e processamento das vsceras (incluindo estmago bucho e intestinos tripas) respondem pelo maior consumo de gua, usada principalmente para limpeza dos produtos e das reas de processamento. (UNEP; WG; DSD, 2002): Cerca de 50% do uso da gua fixo (independe da produo); 50 a 70% do uso de gua dependem de prticas operacionais (limpezas com mangueiras, lavagens manuais dos animais e dos produtos). No abate de bovinos os efluentes so gerados nas seguintes etapas do processo industrial: II Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 4 guas de Banho: So as guas utilizadas para lavar e acalmar os animais antes do abate. Estes efluentes contm pequena quantidade de fezes e terra. Limpeza de pocilgas e currais: A limpeza de currais semanal de primeiro feita uma raspagem dos slidos (esterco), sendo feita aps uma lavagem, estes contm fezes e terra. Lavagem da sala da sangria: A lavagem contnua e a maior parte do sangue e consequentemente da carga orgnica carreada neste ponto. Lavagem da carcaa: So guas usadas para a limpeza das vsceras e da carcaa. Os efluentes contm sangue e a maior parte contedo estomacais. Limpeza dos equipamentos: So guas utilizadas para lavagem das instalaes do matadouro durante o abate e como limpeza final. So efluentes de maior volume. Limpeza da graxaria: guas de condensao dos digestores e drenagem dos decantadores de graxas. guas de cozimento: so as guas de cozimento da fabricao de embutidos. Esses efluentes so difundidos de acordo com o tipo de animal abatido e a destinao dos seus produtos. O abate de animais realizado para obteno de carne e de seus derivados, destinados ao consumo humano. Esta operao regulamentada por uma srie de normas sanitrias destinadas a dar segurana alimentar aos consumidores destes produtos. Assim, os estabelecimentos do setor de carne trabalham com inspeo e fiscalizao contnuas dos rgos responsveis pela vigilncia sanitria municipal, estadual ou federal. Podem-se dividir as unidades de negcio do setor, quanto abrangncia dos processos que realizam, da seguinte forma: Abatedouros ou Matadouros: Realizam o abate dos animais, produzindo carcaas (carne com ossos) e vsceras comestveis. Algumas unidades tambm fazem a desossa das carcaas e produzem os chamados cortes de aougue, porm no industrializam a carne. Frigorficos: Podem ser divididos em dois tipos: os que abatem os animais separam sua carne, suas vsceras e as industrializam, gerando seus derivados e subprodutos, ou seja, fazem todo o processo dos abatedouros e tambm industrializam a carne; e aqueles que no abatem os animais - compram a carne em carcaas ou cortes, bem como vsceras, dos matadouros ou de outros frigorficos para seu processamento e gerao de seus derivados e subprodutos ou seja, somente industrializam a carne. (SENAI, 2003). O rebanho bovino brasileiro um dos maiores do mundo em torno de 198,5 milhes de cabeas. Considerando-se uma populao de cerca de 185,2 milhes de habitantes para este ano (CNPC, 2006), tem-se mais de um bovino por habitante, no Brasil. O abate de bovinos pode ser considerado, como um processo de separao dos msculos das pores muito contaminadas, como trato gastrintestinal e pele. O essencial que o abate de animais seja realizado sem sofrimentos desnecessrios e que a sangria seja eficiente Na sequncia, tem-se a descrio geral e fluxograma das principais etapas de processo em abatedouros (ou matadouros) de bovinos. Os animais so transportados em caminhes. O transporte no deve ser realizado em condies desfavorveis ao animal, feito nas horas mais frescas do dia, para evitar estresse, contuso e at mesmo a morte. Ao chegar, descarregado nos currais de recepo por meio de rampas adequadas, preferencialmente na mesma altura dos caminhes. Os animais so inspecionados, separados por lotes de acordo com a procedncia e permanecem nos currais. Para que ocorra a recuperao dos animais devido ao transporte, eles necessitam passar por um perodo de descanso que melhora a qualidade da carne, pois os nveis de adrenalina e de glicognio presentes no sangue voltam ao normal. O jejum reduz o contedo gstrico para facilitar a eviscerao do animal. Aps a descarga, os caminhes so limpos por razes higinicas os efluentes desta lavagem so descarregados na estao de tratamento de efluentes (ETE) da unidade. Aps o perodo de repouso, os animais so conduzidos para uma passagem cercada, um corredor dividido por estgios entre portes, que conduz em direo ao abate mantendo a separao por lotes. Esta passagem vai afunilando-se, de forma que, na entrada da sala de abate, os animais andem em fila nica. Em seguida os animais so lavados com jatos e/ou sprays de gua clorada. Estes jatos so direcionados de cima para baixo, para as laterais dos animais e de baixo para cima, o que permite uma lavagem melhor do esterco e de outras sujidades antes do abate. Os efluentes lquidos desta etapa seguem para a ETE. II Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 5 O processo de atordoamento realizado por meio mecnico, tem o objetivo de deixar o animal inconsciente at o fim da sangria. Depois da insensibilizao o animal atordoado cai para um ptio, ao lado do box e posteriormente pendurado, pela traseira, em um Transportador areo com trilho areo. Normalmente os animais vomitam e recebem um jato de gua para limpeza do vmito. A sangria ocorre por meio de corte dos grandes vasos do pescoo. O sangue escorre do animal suspenso, coletado na calha e direcionado para armazenamento em tanques, gerando de 15 a 20 litros de sangue por animal. A sangria feita de forma correta deve remover 60% do sangue. A remoo do couro pode ser feito por mquinas ou de forma manual com auxilio da faca, cercada de cuidados para que no haja contaminao da carcaa por pelos ou algum resduo fecal. Em seguida corta-se com uma faca o rabo, o tero ou os testculos e a cabea. Que limpa com gua e a lngua e os miolos so recuperados. As carcaas so abertas com serra eltrica ou manualmente. As vsceras so retiradas e caem em bandejas estas so separadas em vsceras brancas (intestino, estmago, bexiga, bao e pncreas) e vsceras vermelhas (corao, lngua, pulmes e fgado). Aps lavagem, as carcaas so encaminhadas a cmaras frigorficas ou a desossa. As meias carcaas so resfriadas para diminuir possvel crescimento microbiano (conservao). Para reduzir a temperatura interna para menos de 7C, elas so resfriadas em cmaras frias com temperaturas entre 0 e 4C. O tempo normal deste resfriamento, para carcaas bovinas, fica entre 24 e 48 horas. Havendo operao de cortes e desossa, as carcaas resfriadas so divididas em pores menores para comercializao. METODOLOGIA A pesquisa tem como objetivo a elaborao e implantao de um sistema de tratamento dos rejeitos do final de produo que melhor atenda as exigncias dos rgos fiscalizadores. Propem-se um modelo de tratamento de efluentes lquidos composto por grades, caixas de gordura e reator UASB de trs estgios que possibilitara a obteno de um liquido de melhor qualidade podendo assim ser novamente usado. O sistema de grades possibilitar a retirada dos resduos mais grosseiros que so encaminhados a graxaria. As caixas de gordura retiram parte da carga orgnica que tambm so destinadas a graxaria, o liquido por sua vez ser deslocado para um reservatrio e em seguida ao reator UASB, com capacidade de tratamento de 10m, aps o tratamento o liquido antes improprio para o uso e com grande poder de poluio ser encaminhado a um reservatrio devidamente apropriado com capacidade de armazenamento de acordo com as necessidades do estabelecimento estando o mesmo novamente em condies de uso em setores menos nobres da produo. O processo de pesquisa e implantao das modificaes sugeridas e fiscalizadas e monitorado por profissionais especficos da rea, engenheiro sanitarista, gestor ambiental e tcnico em segurana do trabalho. Todo o processo de implantao de RTAs (Recursos Tecnolgicos Ambientais) leva em media 12 meses entre elaborao, implantao e avaliao dos resultados esperados. RESULTADOS ESPERADOS Sabendo que em frigorficos e abatedouros o alto consumo de gua acarreta grandes quantidades de efluentes, 80% a 95% da agua consumida durante o processo de produo e descartada como efluente liquido diretamente no meio ambiente, sem tratamento adequado depositando no mesmo grande quantidade de resduos podendo causar a contaminao das aguas e do solo. Com a implantao das modificaes sugeridas, busca-se a reduo da captao de agua diretamente dos mananciais. Com o simples aumento da calha de sangria consegue-se a reduo de 8 a 10% no consumo de agua tratada, pois o resto dos descartes direcionado para uma estao de tratamento devidamente preparada com: grades, caixa de gordura, reator UASB, o efluente ser separado e tratado, o resto de sangue e gordura aparas e vsceras so encaminhadas para uma graxaria diminuindo a matria orgnica lanada no meio, aps o liquido passar pelo primeiro processo de separao o mesmo direcionado ao tratamento do reator UASB tornado este propicio para o reuso ,aps ser tratada a agua e conduzida a um reservatrio. II Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 6 Devido implantao do sistema de reaproveitamento deste recurso obtm-se uma reduo em 60% na captao de agua dos mananciais Alm disso, o gs expelido pelo reator deste sistema pode ser encaminhado diretamente para a alimentao das caldeiras, diminuindo assim o uso de madeiras ou carvo. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS 1. CHERNICHARO, Carlos Augusto de Lemos. Princpio de Tratamento Biolgico de guas Residurias. - Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. 2. CONAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resoluo N 357, de 17 de Maro de 2005. Disponvel em: Acesso em 20 de Jun. de 2007. 3. CRESPO, Patrcio Galego. Manual de Projeto de Estaes de Tratamento de Esgoto. - Belo Horizonte: Grfica Tempo, 2005 4. UNEP. Implantao de Produo: mais limpa na indstria de carne. - Dinamarca, 2000.

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