Trabalho Resenha - Livro aconselhamento Cristão

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    29-Nov-2015

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SEMINÃRIO TEOLÃGICO DO BETEL BRASILEIRO UNIDADE DE PARAUAPEBAS-PARà CURSO INTENSIVO DE TEOLOGIA ACONSELHAMENTO CRISTÃO JUNYLIA DIAS MARQUES DOENÃAS DA FAMÃLIA MODERNA RESENHA PARAUAPEBAS- PARà 2013 JUNYLIA DIAS MARQUES DOENÃAS DA FAMÃLIA MODERNA RESENHA Trabalho apresentado como requisito avaliativo à disciplina de Aconselhamento Cristão, do Curso Intensivo de Teologia, do Seminário Teológico do Betel Brasileiro. Professora: Jane Braga PARAUAPEBAS-PA 2013 âSão os pequenos gestos que podem construir ou destruir os sentimentos mais belos da vida. Por isso, quando diagnosticamos o que pode consumir nossos relacionamentos afetivos, faz-se necessário que trabalhemos para eliminar os germes que os adoecem e matamâ. (Pr. Paschoal Piragine Jr.) INTRODUÃÃO O labor intelectivo o qual foi proposto é de suma acuidade para o aprofundamento do aconselhamento Cristão em diversas áreas específicas. No caso em tela, o livro a ser analisado e exposto, possui um tema com qual lidamos pessoalmente, lidamos com a realidade de terceiros (irmãos em Cristo), ou em algum momento de nossas vidas iremos lidar, sob o título DOENÃAS DA FAMILIA MODERNA. O assunto é atual e imprescindível, tendo em vista, que todas as pessoas originaram (excluindo Adão e Eva) de uma família ou em algum momento de suas vidas irão formar uma família. A obra é riquíssima e deveria ser lida por todos os chefes de família, esposas, filhos, e líderes da igreja em geral, certamente, após a sua leitura, terão uma visão totalmente diferente dos problemas encontrados no dia a dia no seio familiar. O autor é bastante sucinto e objetivo, desde logo apontando, identificando os problemas e em seguida apresentando uma solução prática e ao alcance do leitor, a saber: Imagine as seguintes situações: · Um casal vai a um restaurante. Pela primeira vez em muitos anos, marido e mulher estão sozinhos â sem filhos, sem amigos, sem parentes, apenas, apenas os dois. Sentam-se à mesa, comem uma pizza e vão embora. Sem conversa, sem namoro. · Uma família em que todos os membros apreciam apontar os defeitos uns dos outros. · Uma mulher que desiste de investir no relacionamento com o marido alcoólatra, por achar que ele não tem jeito. · Alguém que tenta organizar uma festa familiar, mas tem grandes dificuldades porque vários dos parentes não se falam entre si. · Um homem que pensa ser o chefe da casa significa distribuir ordens para a esposa e os filhos · Adolescentes criados sem nenhum tipo de limite, e cujos relacionamentos acabam por leva-los a usar drogas, abusar do álcool ou talvez a uma gravidez precoce. Cada uma dessas situações contem os sintomas de uma doença. São enfermidades que fazem milhares de vítimas, ano após ano, entre as famílias da atualidade. Paulo nos ensina ( 1Co 13:1-3), que sem amor nada tem sentido. Ele usa metáforas para dizer que, mesmo que alguém tivesse capacidade de falar as palavras mais bonitas que existem no céu ou na terra, elas soariam como barulho irritante no coração de quem ouve se o amor não estiver embalando a vida e as ações do dono do discurso. No convívio familiar é muito fácil não demonstrar amor. O esposo diz: -Ela já sabe que a amor! Sabe mesmo? Mas é preciso dizer com mais frequência, demonstrar nas pequenas coisas. A rotina costuma esmagar as demonstrações de afeto, por isso mesmo, é no cotidiano que o olhar, o sorriso, o afago, o toque tornam-se imprescindíveis. à benção e privilégio fazer parte de uma família. Em nossa vida cristã, ela deve ser encarada como: -Um lugar de comunhão; -Um farol de oração, de proclamação e ensino das coisas de Deus; -Uma fronteira da nossa missão; Precisamos pedir ao Espírito Santo que abra os nossos olhos e faça o nosso coração maleável para abençoar e sermos abençoados na convivência familiar. Pensando nisso, vamos tratar ao que Paulo disse sobre a vida sem amor, a saber: a) Não tem sentido: Num relacionamento pessoal precisamos chegar muito mais ao coração do que na razão. O caminho é pelo coração, e é isso que Paulo está querendo dizer e ensinar, visto que, por exemplo se um esposo começar a tratar a sua esposa formalmente, em tom de comando, esse relacionamento não irá subsistir por muito tempo. Dessa forma, é melhor que o marido trate como nos tempos de namoro, de forma autêntica. b) Nada sou: Sem amor não somos nada. Paulo está dizendo que não interessa quantos títulos você possui, nem o que você conseguiu conquistar, quantas propriedades você tem ou a sua posição na pirâmide social. Um buraco será formado em seu coração se você não estiver cercado pelo amor. c) Nada tem valor: Paulo usa o exemplo da doação. Ele diz que não faz diferença o que ou o quanto você entrega, nem mesmo que você se ofereça em sacrifício, queimado vivo pela sua causa. Se o seu coração não demonstrar amor, será em vão. Nos próximos pontos será tratado a descrição dos sintomas destes males e também olhar para alguns recursos que Deus nos dá para tratá-los. 1. DESNUTRIÃÃO AFETIVA Devagarinho, o indivíduo vai se afastando dos outros e acaba por perder a capacidade de comunicar afeto. Em consequência, as pessoas que o cercam também levantam barreiras. Ele sente falta do amor dos outros e começa a guardar ressentimentos. Quando isso ocorre, não é apenas um membro da família que fica doente, mas o grupo inteiro. Vale destacar a história verdadeira de um Rei, na Idade Média. Ele queria saber qual era a influencia do cuidado e do afeto no desenvolvimento das crianças. Chamou os sábios do seu Reino e pediu que fizessem uma experiência. Eles preparariam um lugar para crianças abandonadas e nele os pequenos deveriam ser tratados com todo o carinho, todo afeto, e acalentados no colo. Num outro, as crianças deveriam ser tratadas apenas com aquilo que era necessário para a vida, mas sem nenhum toque, se nenhuma expressão de carinho. Depois de algum tempo, todas as crianças que estavam naquele orfanato sem afeto vieram a morrer, não obstante se alimentarem do mesmo tipo de comida que as outras, os mesmos alojamentos, tudo igual. A resposta ao questionamentos do Rei foi: elas morreram de desnutrição afetiva. Anos mais tardes, alguns pesquisadores fizeram o mesmo teste com animais, e chegaram a mesma conclusão: desnutrição afetiva mata! Devemos sempre ter olhos clínicos e fazer algumas perguntas: O que está acontecendo com meu marido? Com minha esposa? Com meus filhos? Com meus pais? Precisamos ter coragem de lidar com essas circunstancias. A pessoa que esta sofrendo desnutrição afetiva busca afeto onde julga disponível. A falta de reciprocidade provoca desnutrição. Na família essa doença começa devagar, talvez com pequenas atitudes de pouco caso, o chamado desinteresse. O outro, sequioso de atenção a busca e, repetidas vezes tem sua busca refutada, descartada e, muitas vezes, menosprezada. O que fazer para evitar que a desnutrição afetiva se instale? a) Demonstre afeto e alegria: à quase impossível não existir sentimentos especiais de amor, de um membro para com o outro relacionamento familiar. O que acontece é que as vezes somos atropelados pela vida, de modo que não temos tempo para expressar a importância que marido, mulher, filho tem para nós. Ou não sabemos fazer, não aprendemos. b) Participe da vida do outro A verdadeira comunhão que nutre o afeto é o participar da vida do outro como uma expressão de amor. à ao entrar no mundo do outro, é vibrar, ajudar, elogiar. Comunhão é enxergar o que existe de bom no outro com os olhos do amor, incentivá-lo, motivá-lo com palavras de amor, promover segurança e certeza de aceitação. Toda família precisa viver um amor ativo, que proporcione à cada membro os sentimentos de segurança e aceitação necessários a sua felicidade. c) Tempo de tratamento intensivo Se a desnutrição afetiva está batendo na sua porta é tempo de um tratamento urgente e intensivo, pois a família corre risco, ela pode partir. E pessoas precisam ser tratadas com rapidez, pois o sistema emocional é frágil e com rapidez, pois o sistema emocional é frágil e demora muito para ser reconstituído e se o tratamento não for rápido e eficaz elas podem nunca mais se recuperar. 2. EGOÃSMO ISOLACIONISTA O egoísmo afasta as pessoas, na medida em que leva o indivíduo a criar uma expectativa exacerbada em relação a tudo e a todos. O egoísmo está sempre cobrando ou exigindo algo de alguém, mas nunca está disposto a ser a benção que alguém necessita. Uma das curas para esse problema ocorre quando o isolamento é rompido e o doente se oferece para abençoar o próximo. Quando essa doença entra em cena torna-se impossível que a família seja um lugar de comunhão. Funciona mais ou menos assim: cada um cuida dos seus interesses e espera que os outros o ajudem, mas nunca está disposto a doar-se para o outro. Quando um grupo está contaminado pelo egoísmo isolacionista, há uma cobrança incrível de parte a parte. Sai de cena o auxílio desinteressado e amoroso entre os membros da família e ficam somente sentimentos de dívida e de obrigação. O Egoísmo isolacionista pode ser comparado ao câncer. Um sintoma clássico costuma afetar as famílias que padecem dessa doença. Ela pode ser definida com uma frase que se ouve com frequência nas sessões de aconselhamento: âà uma família extremamente crítica, só enxerga defeitosâ. Por orgulho e vaidade o egoísta espera que todos os sirvam, mas nunca se dispõe a servir. No lar pequenas atitudes egoístas demonstradas diariamente, vão minando aos poucos o amor, o companheirismo. O egoísta não percebe que o outro parou de se interessar por ele, e está se afastando para não adoecer. Não existe verdadeira comunhão se pais e filhos e irmãos não se entregarem uns aos outros. Se não houver o espírito de amor que se doa, apenas o amor que cobra, não existirá comunhão dentro da família. Cada um ficará no seu canto, e muitas mágoas e amarguras serão construídas dentro da alma. A verdadeira comunhão nasce com doação. 3. HEDONISMO ENTREGUISTA Aquele que desiste rápido porque não quer sofrer ou não quer passar por dificuldades padece dessa doença. O amor verdadeiro não entrega os pontos, é incapaz de abandonar a pessoa amada. Essa é a terceira doença que impede que construamos pontes. à uma doutrina ética ensinada pelos antigos epicureus e pelos modernos utilitaristas. Eles afirmam que o prazer é a razão da felicidade. Por isso, rejeitam todo tipo de dor ou sofrimento e buscam só o prazer. No ambiente familiar, essa filosofia faz as pessoas raciocinarem da seguinte maneira: âEstá difícil demais, então vamos parar. Não estou aqui para ser infeliz a vida inteira.â Ãs vezes até colocam Deus no meio, dizendo que essa não é a intenção dele para a sua vida. à comum ouvirmos dizer: Deus não nos criou para infelicidade. Esta situação não está me agradando, não está me fazendo feliz, então porei um fim a ela. A comunhão familiar depende da nossa capacidade de persistir, de não desistir uns dos outros, mesmo que isto signifique que sofrer com alguém ou por alguém. A ideia de Deus é de restauração e de transformação. Deus nos dará graça e poder para isso. Confiados em Deus devemos fugir do engano trazido pelo hedonismo entreguista. O apóstolo Paulo combateu esta doença quando nos ensinou sobre a perseverança do amor em 1 Coríntios 13:7: â Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciênciaâ. Quem deseja construir uma família lastreada no amor logo aprenderá que é impossível fazê-lo sem determinação. à preciso enfrentar as circunstâncias com fé naquele que é poderoso para restaurar corações, com esperança de que seu poder se manifestará e com paciência para aguardar o momento em que isso vai acontecer. Invista um pouco mais de amor esperança e fé. Não desista da sua casa, não desista dos seus filhos, não desista do seu marido, não desista da sua esposa! Porque desistir é rasgar a vida, é arrebentá-la em pedaços. Não deixe que as coisas simplesmente aconteçam! Lute com amor, com fé, esperança, paciência e perseverança. à assim que se enfrentam as batalhas. 4. FALTA DE PERDÃO A falta de perdão provoca separação e gera um desconforto que permanece no coração. à uma doença perigosa, que precisa de tratamento urgente porque, quando não mata, faz com que a vida seja terrivelmente dolorosa. Quando um grande número de mágoas se acumula no coração, os relacionamentos significativos e verdadeiros são as primeiras vítimas. Todas as coisas boas que possam estar acontecendo com e ela terão uma sombra, resultado da dor e da amargura que habitam a alma dos seus membros. A alegria nunca é completa porque tem algo doendo no coração. Em 1 Coríntios 13:5, Deus deixa um recado para nós, nesse sentido: âQuem ama não é grosseiro, nem egoísta, não fica irritado, nem guarda mágoasâ. Porque a mágoa mata o amor. Ela não aparece somente no relacionamento marido e mulher, mas também entre pais e filhos, entre irmãos. Normalmente essa amargura tem razões fortes, mas a dor não precisa durar o resto da vida. A palavra grega âperdoarâ, significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou o cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. O lixo tem que ser tratado como lixo. Uma família nunca será lugar de comunhão se o lixo grudado em nossos relacionamentos não for tratado como lixo. A mágoa precisa ser trabalhada sempre em dois planos. Em um abrimos a porta do coração e começamos a jogar para fora o lixo das lembranças, amargura e dor. Isso precisa acontecer de tal maneira que a realidade deixa de ser filtrada pelos óculos da dor. Por outro lado, a pessoa precisa voltar a ser um instrumento de bênção. Há um caminho para o coração de cada homem, cada mulher e cada criança. à preciso aprender o caminho, mesmo se tratando de pessoas diferentes e temperamentos diferentes. Ãs vezes é difícil, mas mesmo assim não podemos desistir. O perdão é o processo mental ou espiritual que faz cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo. âO perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavrasâ. 5. DESPOTISMO DIRECIONISTA à uma forma de autoritarismo que tenta dirigir tudo e todos, que quebra os relacionamentos e a comunhão, por ignorar que as pessoas são diferentes e tem modos de pensar e agir distintos. O Despotismo é uma forma de governo em que o poder se encontra nas mãos de apenas um governante. Os súditos são tratados como escravos. Diferentemente da ditadura ou da tirania, este não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e autogovernar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer. No contexto familiar o pai, a mãe e os filhos também podem ser um déspota. Neste caso, a forma de governar a família, a casa é feita com um oprimindo o outro. Sempre quando um déspota governa, há tristeza e medo naqueles que estão sob o seus domínios. Não há como experimentar um lugar de comunhão sem entender que lidamos com pessoas diferentes, com sonhos e aspirações diferentes. Precisamos aprender a crescer, amadurecer, descobrir nosso papel dentro da família. Precisamos descobrir qual é o nosso papel dentro do Reino de Deus e essa não é uma missão que se cumpre só dando ordens. Há momentos para usar de autoridade, mas também precisamos ministrar ao coração da família. Quando isso acontecer, há comunhão no lar. Ãs vezes o que encontramos são marcas agressões físicas ou psicológicas. Por isso mesma a família tem que ser mais do que um lugar de ordens sendo ditadas. Tem que ser o lugar onde se investe na vida do outro. Este investimento deve ser sadio, deve promover vida, promover cura e restauração. O lar precisa ser um lugar de paz, de tolerância, aprendizado. 6. AMOR DESREGRADO O amor desregrado é o inverso do legalismo autoritário. à o amor sem regras, que se caracteriza pela falta de limites à uma forma de relacionamento que não ajuda a pessoa amada a construir parâmetros de justiça, honestidade e respeito ao outro. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo ( 1 Coríntios 13.6). O amor sem regras se caracteriza pelo oposto do legalismo. Não impõe nenhum limite, sorri até das coisas erradas que as pessoas amadas fazem. Quando uma família vive esse tipo de relação, o tempo fará com ela caia em ruínas, porque não possui estruturas para resistir às tempestades da vida. Amor desregrados, produz indivíduos desregrados, exigentes, egoístas, déspotas. Esses indivíduos são de difícil convivência e estão sempre tentando chamar atenção para si. As famílias precisam ter limites. Mas como impor limites quando se vive em ambiente em que a própria noção de família está quebrada? Para uma família viver em comunhão precisa haver limites â os limites que o amor impõe. Esses são valores e princípios eternos, que demarcam o nosso lugar na vida. Se a educação dos filhos não estiver sintonizado com o Pai, esse amor desregrado vaia arrebentar com sua família. Pastores e Psicólogos afirmam que excesso de repressão estraga, mas excesso de amor também estraga. O resgate dos valores precisa acontecer para que a próxima geração seja saudável e estruturada. Desafio para família Cristã. A sociedade que esquece os seus limites não consegue sobreviver. E a lista deles inclui justiça, verdade, honestidade, respeito próprio, valorizar o reino de Deus e a sua justiça, a santidade. Se não buscarmos essas coisas, nossa casa será assolada pelas tempestades. A palavra de Deus desafia a viver em família um amor genuíno, mas que não é desregrado. Um amor que é limitado pelos valores da Palavra de Deus, e que por isso constrói vidas saudáveis e nos abençoa. 7. FALTA DE COMUNICAÃÃO E A SÃNDROME DO PENSAMENTO ACELERADO Comunicamos pouco e nos comunicamos mal. A falta de diálogo é um problema que não apenas provoca conflitos de geração, mas acaba com o prazer de uma boa conversa. Famílias inteiras estão isoladas dentro de suas próprias casas por não terem interesse e necessidade de falar uns com os outros e quando tentam conversar são interrompidos pela precipitação de quem não sabe ou desaprendeu escutar. Muitas vezes os membros da nossa família querem agir como se fossem o próprio Deus: antecipam palavras e ações, e tentam adivinhar o que se pssa em nossos pensamentos. Surgem problemas na comunicação porque não sabemos ouvir o que o outro tem a dizer e, pior ainda, tentamos colocar palavras na boca do outro. Vem a precipitação causando desgaste e irritação. A nossa sociedade anda cada vez mais apressada. Até as crianças vivem agitadas, apressadas e em uma correria desenfreada. Você e sua família podem se tornar vítima da Síndrome do Pensamento Acelerado, ou simplesmente SPA. Essa síndrome é uma das consequências da vida agitada que levamos. Talvez você não deixa que seu cônjuge ou familiar termine frases e o raciocínio em 90% das vezes, provavelmente é portador da SPA. Além de precipitação no falar, características de quem tem pensamento acelerado outros sintomas observados são: irritabilidade, insatisfação existencial, dificuldade de concentração, déficit de memória, fadiga, sono alterado, flutuações de humor e ansiedade excessiva. Quando o amor é real na vida da família é possível reverter cada uma dessas situações. De que maneira? Através do diálogo, do interesse. Não devemos pressupor coisa alguma. A conduta deve ser atenciosa e carinhosa uns para com os outros, em pequenas situações, como ao voltar da caminhada, do serviço, ou o marido ao acordar a esposa com um abraço, ou ainda ao chegar do trabalho e/ou reunião, os pais se reunirem no quartos filhos, perguntar se há algum trabalho, ou como foi o dia de cada um, conversar, compartilhar uns com os outros. Desde o Ãden Deus deseja manter uma conversa franca, mas profundamente íntima com o ser humano, Ele deseja relacionar-se conosco, por isso mesmo providenciou JESUS como religação.