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by sandra-silva

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TESTE Esquema Exame Nacional
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Agrupamento de Escolas Dr. Vieira de Carvalho Ficha de Avaliação de Português – 7º Ano ANO LETIVO 2012/2013 GRUPO I Antes de iniciares a audição da entrevista ao escritor angolano Ondjaki, lê as perguntas. Seguidamente, ouve atentamente a informação presente no vídeo e responde às questões. 1.Completa as afirmações, selecionando a alternativa correta. (10 pontos/10 pontos) 1.1. A apresentação do livro de Ondjaki realizou-se a) recentemente, na capital portuguesa. b) no mês passado, em Lisboa. c) recentemente, no Brasil. d) no dia 6, na capital angolana. 1.2. Ondjaki optou por esta dupla edição por a) uma razão revelada na entrevista. b) duas razões não divulgadas na entrevista. c) duas razões explicadas pelo escritor na entrevista. d) uma razão não mencionada na entrevista. 1.3. Um dos títulos incluídos na dupla edição do livro de Ondjaki, chama-se a) Fora de mim é o sul. b) Dentro de mim faz sul. c) Ato de sangue. d) Factos de sangue. 1.4. A carreira de Ondjaki como escritor iniciou-se a) em 2000. b) em 2001. c) em 2005. d) em 2010. 1.5. O escritor angolano escreve a) com grandes intervalos de tempo. b) semanalmente. c) mensalmente. d) permanentemente. 1 GRUPO II Parte A Lê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado. O Kazukuta Para o tio Joaquim Nós estávamos sempre atentos à queda das nêsperas, das pitangas e das goiabas1, e era mesmo por gritarmos ou por corrermos que o Kazukuta acordava assim no modo lento de vir nos espreitar, saía da casota dele a ver se alguma fruta ia sobrar para a fome dele. Normalmente ele comia as nêsperas meio cansadas ou de pele já escura que ninguém apanhava. Mexia-se sempre devagarinho, bocejava, e era capaz de ir procurar um bocadinho de sol pra lhe acudir as feridas, ou então mesmo buscar regresso na casota dele. Às vezes, mesmo no meio das brincadeiras, meio distraído, e antes de me gritarem com força para eu não estar assim tipo estátua, eu pensava que, se calhar, o Kazukuta naquele olhar dele de ramelas e moscas, às vezes, ele podia estar a pensar. Mesmo se a vida dele era só estar ali na casota meio triste, sair e entrar, tomar banho de mangueira com água fraca, apanhar nêsperas podres e voltar a entrar na casota dele, talvez ele estivesse a pensar nas tristezas da vida dele. Acho que o Kazukuta era um cão triste porque é assim que me lembro dele. Nós não lhe ligávamos nenhuma. Ninguém brincava com ele, nem já os mais velhos lhe faziam só uma festinha de vez em quando. Mesmo nós só queríamos que ele saísse do caminho e não nos viesse lamber com a baba dele bem grossa de pingar devagarinho e as feridas quase a nunca sararem. Acho que o Kazukuta nunca apanhou nenhuma vacina, se calhar ele tinha alergia ou medo, não sei, devia perguntar ao tio Joaquim. Também o Kazukuta não passeava na rua e cada vez andava só a dormir mais. Um dia era de tarde e vi o tio Joaquim dar banho ao Kazukuta. Um banho de demorar. Fiquei espantado: o tio Joaquim que ficava até tarde a ler na sala, o tio Joaquim que nos puxava as orelhas, o tio Joaquim silencioso, como é que ele podia ficar meia hora a dar banho ao Kazukuta? Lembro o Kazukuta a adorar aquele banho, deve ser porque era um banho sincero, deve ser porque o tio punha devagarinho frases ao Kazukuta, e ele depois ia adormecer. Kazukuta: lembro bem os teus olhos doces a brilhar tipo um mar de sonho só porque o tio Joaquim – o tio Joaquim silencioso – veio te dar banho de mangueira e te falou palavras tranquilas num kimbundu2 assim com cheiros da infância dele. E demorou. Nós já estávamos quase a parar a nossa brincadeira. 1 pitangas, goiabas – frutos. 2 Kimbundu – língua da região de Luanda. 2 Porque afinal a água caía nos pelos do Kazukuta, e os pelos ficavam assim coladinhos ao corpo, e virados para baixo como se já fossem muito pesados, e a água acabou, não tinha mais, e mesmo sem fechar a torneira o tio Joaquim, com a mangueira ainda a pingar as últimas gotas dela, e no regresso do Kazukuta à casota, depois daquele abano tipo chuvisco de nós rirmos, o Tio Joaquim deu a notícia que tinha demorado aquele tempo todo para falar: – Meninos, a tia Maria morreu. Até tive medo, não daquela notícia assim muito séria, mas do que alguém perguntou: – Mas podemos continuar a brincar só mais um bocadinho? O tio largou a mangueira, veio nos fazer festinhas. – Sim, podem. Vi um sorriso pequenino na boca dele. Às vezes ele aparecia no quintal sem fazer ruído e espreitava a nossa brincadeira sem corrigir nada. Olhava de longe como se fosse uma criança quieta com inveja de vir brincar connosco também. O tio Joaquim era muito calado e sorria devagarinho como se nunca soubesse nada das horas e das pressas dos outros adultos. O tio Joaquim gostava muito de dar banho ao Kazukuta. Ondjaki, Os da Minha Rua, LeYa Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas. 1.Seleciona, em cada item, a alternativa que permite obter a afirmação adequada ao sentido do texto. (4 pontos) 1.1. O Kazukuta acordava a) porque tinha fome. b) devido ao barulho da fruta a cair. c) visto que o tio Joaquim o chamava. d) devido aos gritos e à correria das crianças. 1.2. Normalmente, o Kazukuta a) comia a melhor fruta que caía da árvore. b) comia os restos da fruta que ninguém queria. c) devorava a fruta que as crianças lhe davam. d) não comia fruta. 1.3. De uma forma geral, o sentimento que as crianças e os adultos nutriam por Kazukuta era de a) indiferença. b) admiração. c) preocupação. d) carinho 3 1.4. «…eu pensava que, se calhar, o Kazukuta naquele olhar dele de ramelas e moscas, às vezes, ele podia estar a pensar.» Na frase transcrita está presente um recurso expressivo intitulado a) anáfora. b) antítese. c) personificação. d) eufemismo. 2. O narrador do conto é participante. (4 pontos) Diz se esta afirmação é falsa ou verdadeira, justificando a tua resposta. 3. Um dia, o narrador foi surpreendido pelo facto de o tio Joaquim dar banho ao Kazukuta. (6 pontos) Refere as razões da surpresa do menino. 4. De acordo com o texto, seleciona as quatro palavras que podem completar a frase seguinte. (2 pontos) O tio Joaquim, quando dava banho ao Kazukuta, parecia a) dedicado. b) desinteressado. c) apressado. d) paciente. e) nervoso. f) terno. g) indiferente. h) afetuoso 5. A determinada altura, o narrador dirige-se diretamente a Kazukuta. (4 pontos) Transcreve uma passagem do texto que comprove esta afirmação. 6. Ao longo da narrativa, é possível identificar diversas características de Kazukuta. (6 pontos) Com base nos dados que o texto te vai fornecendo, elabora o retrato do cão que dá nome a este conto. 7. O narrador recupera, através da memória, um episódio da sua infância. Terá este episódio sido importante para o menino? (6 pontos) Apresenta a tua opinião relativamente a esta questão. Justifica a tua resposta. 4 Parte B A Avó Avós tive duas como toda a gente. A paterna mal a conheci, pois faleceu era eu miudito, mas bem me lembro de um seu costume, continuado pela irmã, de nos mandar de vez em quando uma cesta cheia de coisas belíssimas, nomeadamente alheiras. Das autênticas e não como as desgraças que andam por aí, ditas de Mirandela, que abusam do pão, da gordura e do nome de uma bela terra. Era a Avó da Idanha, para a distinguir da Avó, sem mais nada, que vivia perto de nós e que nos recebia constantemente por horas ou dias ou semanas. Era uma casa sóbria, de um encanto muito próprio, “a casa da Avó”. Também lá vivia o Avô, claro, mas a casa tinha só o nome da Avó. A casa da Avó era uma delícia, com coisas fora do vulgar. Por exemplo, um cágado com cara de filósofo que vagueava pelo quintalzito, uma pereira que o Avô podava e às vezes dava mesmo peras e umas mortalhas que surripiávamos para fazer uns cigarritos colossais: as barbas de milho ou a cidreira seca sabiam muito melhor do que enroladas em papel de jornal! Quando enviuvou, eram os netos que lhe tratavam das papeladas, e, um belo dia, mete-me na mão uma nota de conto! Fiquei parvo, pois nem sabia que a Avó podia ter poupado tanto dinheiro. Senti-me milionário: um rapazola com um milhão de reis nas unhas! Pelos anos sessenta, um conto não era bem a mesma coisa que aquela notita que se trocou pelos cinco euros de agora. Faleceu, faz este mês 44 anos, rodeada de netos, filha e genro, como é próprio das avós. Muito mais próprio do que nos lares de terceira idade, onde podem ter tudo e mais alguma coisa, mas não têm netos… Fernando Sena Esteves, in site Portal da Família (consultado em 07/12/2010). Texto com supressões 1. No primeiro parágrafo o autor exprime uma opinião. Indica-a. (3 pontos) 2. No mesmo parágrafo, ele apresenta vários factos. Indica dois. (3 pontos) 3. Um dia, a avó ofereceu-lhe uma coisa que o admirou muito. O que foi? Porquê? (4 pontos) GRUPO III Responde aos itens de conhecimento da língua que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas. 1. Indica, justificando, o processo morfológico utilizado na formação da palavra “assalariadas”. (2 pontos) 2. Retira do texto A (4 pontos) a) um determinante possessivo. b) uma conjunção coordenativa copulativa. _________________ _________________ 5 c) uma conjunção coordenativa adversativa. _________________ d) uma palavra derivada por sufixação. _________________ 3. Retira do texto B (4 pontos) a) um adjetivo qualificativo. b) uma conjunção coordenativa disjuntiva c) um adjetivo numeral . _________________ _________________ _________________ _________________ d) uma conjunção subordinativa temporal. 4. Atenta na seguinte frase: O meu pai contava-me muitas histórias de gigantes. 4.1. Associa as duas colunas, de forma a obteres a função sintática correspondente aos seguintes elementos. (4 pontos) a) b) c) d) O meu pai contava-me muitas histórias de gigantes muitas histórias me 1. Predicado 2. Sujeito 3.Complemento indireto 4. Complemento direto 5. Diz se são verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações. Corrige as falsas. (6 pontos) a) Na frase O meu amigo sorriu, porque passou no exame há uma locução conjuncional subordinativa condicional. b) Na frase O jovem americano chegou ontem existe um adjectivo numeral. c) Na frase O ator é celebérrimo o adjectivo encontra-se no grau superlativo absoluto analítico. d) Na frase A senhora chinesa era bondosa há dois adjetivos qualificativos. GRUPO IV Todos nós guardamos na memória episódios que recordamos porque nos marcaram e continuam a fazer parte do nosso imaginário, por uma ou outra razão. (25 pontos) Escreve um texto narrativo onde recordes um episódio da tua infância, real ou imaginado, respeitando os seguintes aspetos: – escreve o texto na primeira pessoa; – identifica e caracteriza as personagens intervenientes; – localiza as ações no espaço e no tempo; – sequencia corretamente as ações. Escreve um texto correto e bem estruturado entre 20 e 30 linhas. Bom trabalho! A professora: Sandra Silva 6
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