Teste 2 - Professor Mario

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    05-Aug-2015

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1. ENEM 201001) Para explicar a absoro de nutrientes, bem como a funo dasmicrovilosidades das membranas das clulas que revestem as paredes internas dointestino delgado, um estudante realizou o seguinte experimento:Colocou 200 m de gua em dois recipientes. No primeiro recipiente, mergulhou,por 5 segundos, um pedao de papel liso, como na FIGURA 1; no segundorecipiente, fez o mesmo com um pedao de papel com dobras simulando asmicrovilosidades, conforme FIGURA 2. Os dados obtidos foram: a quantidade degua absorvida pelo papel liso foi de 8 m, enquanto pelo papel dobrado foi de 12m.Com base nos dados obtidos, infere-se que a funo das microvilosidadesintestinais com relao absoro de nutrientes pelas clulas das paredes internasdo intestino a de:a) manter o volume de absoro.b) aumentar a superfcie de absoro.c) diminuir a velocidade de absoro.d) aumentar o tempo de absoro.e) manter a seletividade na absoro.02) No ano de 2000, um vazamento em dutos de leo na baa de Guanabara (RJ)causou um dos maiores acidentes ambientais do Brasil. Alm de afetar a fauna e aflora, o acidente abalou o equilbrio da cadeia alimentar de toda a baa. Opetrleo forma uma pelcula na superfcie da gua, o que prejudica as trocasgasosas da atmosfera com a gua e desfavorece a realizao de fotossntese pelasalgas, que esto na base da cadeia alimentar hdrica. Alm disso, o derramamentode leo contribuiu para o envenenamento das rvores e, consequentemente, para aintoxicao da fauna e flora aquticas, bem como conduziu morte diversasespcies de animais, entre outras formas de vida, afetando tambm a atividadepesqueira. 2. LAUBIER, L. Diversidade da Mar Negra. In: Scientific American Brasil 4(39),ago. 2005 (adaptado).A situao exposta no texto e suas implicaes:a) indicam a independncia da espcie humana com relao ao ambientemarinho.b) alertam para a necessidade do controle da poluio ambiental para reduo doefeito estufa.c) ilustram a interdependncia das diversas formas de vida (animal, vegetal eoutras) e o seu habitat.d) indicam a alta resistncia do meio ambiente ao do homem, alm deevidenciar a sua sustentabilidade mesmo em condies extremas de poluio.e) evidenciam a grande capacidade animal de se adaptar s mudanas ambientais,em contraste com a baixa capacidade das espcies vegetais, que esto na base dacadeia alimentar hdrica.03) O despejo de dejetos de esgotos domsticos e industriais vem causando sriosproblemas aos rios brasileiros. Esses poluentes so ricos em substncias quecontribuem para a eutrofizao de ecossistemas, que um enriquecimento dagua por nutrientes, o que provoca um grande crescimento bacteriano e, por fim,pode promover escassez de oxignio.Uma maneira de evitar a diminuio da concentrao de oxignio no ambiente :a) Aquecer as guas dos rios para aumentar a velocidade de decomposiao dosdejetos.b) Retirar do esgoto os materiais ricos em nutrientes para diminuir a suaconcentrao nos rios.c) Adicionar bactrias anaerbicas s guas dos rios para que elas sobrevivammesmo sem o oxignio.d) Substituir produtos no degradveis por biodegradveis para que as bactriaspossam utilizar os nutrientes.e) Aumentar a solubilidade dos dejetos no esgoto para que os nutrientes fiquemmais acessveis s bactrias. 3. 04) Alguns anfbios e rpteis so adaptados vida subterrnea. Nessa situao,apresentam algumas caractersticas corporais como, por exemplo, ausncia depatas, corpo anelado que facilita o deslocamento no subsolo e, em alguns casos,ausncia de olhos.Suponha que um bilogo tentasse explicar a origem das adaptaes mencionadasno texto utilizando conceitos da teoria evolutiva de Lamarck. Ao adotar esseponto de vista, ele diria quea) as caractersticas citadas no texto foram originadas pela seleo natural.b) a ausncia de olhos teria sido causada pela falta de uso dos mesmos, segundo alei do uso e desuso.c) o corpo anelado uma caracterstica fortemente adaptativa, mas seriatransmitida apenas primeira gerao de descendentes.d) as patas teriam sido perdidas pela falta de uso e, em seguida, essa caractersticafoi incorporada ao patrimnio gentico e ento transmitida aos descendentes.e) as caractersticas citadas no texto foram adquiridas por meio de mutaes edepois, ao longo do tempo, foram selecionadas por serem mais adaptadas aoambiente em que os organismos se encontram.05) Investigadores das Universidades de Oxford e da Califrnia desenvolveramuma variedade deAedes aegypti geneticamente modificada que candidata parauso na busca de reduo na transmisso do vrus da dengue. Nessa novavariedade de mosquito, as fmeas no conseguem voar devido interrupo dodesenvolvimento do msculo das asas. A modificao gentica introduzida umgene dominante condicional, isso , o gene tem expresso dominante (bastaapenas uma cpia do alelo) e este s atua nas fmeas.FU, G. et al. Female-specific hightiess phenotype for mosquito control. PNAS107 (10): 4550-4554, 2010.Prev-se, porm, que a utilizao dessa variedade de Aedes aegypti demore aindaanos para ser implementada, pois h demanda de muitos estudos com relao aoimpacto ambiental. A liberao de machos de Aedes aegypti dessa variedadegeneticamente modificada reduziria o nmero de casos de dengue em umadeterminada regio porque:a) diminuiria o sucesso reprodutivo desses machos transgnicos.b) restringiria a rea geogrfica de voo dessa espcie de mosquito. 4. c) dificultaria a contaminao e reproduo do vetor natural da doena.d) tomaria o mosquito menos resistente ao agente etiolgico da doena.e) dificultaria a obteno de alimentos pelos machos geneticamente modificados.06) O uso prolongado de lentes de contato, sobretudo durante a noite, aliado acondies precrias de higiene representam fatores de risco para o aparecimentode uma infeco denominada ceratite microbiana, que causa ulceraoinflamatria da crnea. Para interromper o processo da doena, necessriotratamento antibitico.De modo geral, os fatores de risco provocam a diminuio da oxigenaocorneana e determinam mudanas no seu metabolismo, de um estado aerbicopara anaerbico.Como decorrncia, observa-se a diminuio no nmero e na velocidade demitoses do epitlio, o que predispe ao aparecimento de defeitos epiteliais e invaso bacteriana.CRESTA. F. Lente de contato e infeco ocular. Revista Sinopse deOftalmologia. So Paulo: Moreira Jr., v, n.04, 04. 2002 (adaptado).A instalao das bactrias e o avano do processo infeccioso na crnea estorelacionados a algumas caractersticas gerais desses microrganismos, tais como:a) A grande capacidade de adaptao, considerando as constantes mudanas noambiente em que se reproduzem e o processo aerbico como a melhor opodesses microrganismos para a obteno de energia.b) A grande capacidade de sofrer mutaes, aumentando a probabilidade doaparecimento de formas resistentes e o processo anaerbico da fermentao comoa principal via de obteno de energia.c) A diversidade morfolgica entre as bactrias, aumentando a variedade de tiposde agentes infecciosos e a nutrio heterotrfica, como forma de essesmicrorganismos obterem matria-prima e energia.d) O alto poder de reproduo, aumentando a variabilidade gentica dos milharesde indivduos e a nutrio heterotrfica, como nica forma de obteno dematria-prima e energia desses microrganismos.e) O alto poder de reproduo, originando milhares de descendentesgeneticamente idnticos entre si e a diversidade metablica, considerandoprocessos aerbicos e anaerbicos para a obteno de energia. 5. 07) Diversos comportamentos e funes fisiolgicas do nosso corpo soperidicos; sendo assim, so classificados como ritmo biolgico. Quando o ritmobiolgico responde a um perodo aproximado de 24 horas, ele denominadoritmo circadiano. Esse ritmo dirio mantido pelas pistas ambientais de claro-escuro e determina comportamentos como o ciclo do sono-viglia e o daalimentao. Uma pessoa, em condies normais, acorda s 8 h e vai dormir s21 h, mantendo seu ciclo de sono dentro do ritmo dia e noite. Imagine que essamesma pessoa tenha sido mantida numa sala totalmente escura por mais dequinze dias. Ao sair de l, ela dormia s 18 h e acordava s 3 h da manh. Almdisso, dormia mais vezes durante o dia, por curtos perodos de tempo, e haviaperdido a noo da contagem dos dias, pois, quando saiu, achou que haviapassado muito mais tempo no escuro.BRANDO, M. L. Psicofisiologia. So Paulo: Atheneu, 2000 (adaptado).Em funo das caractersticas observadas, conclui-se que a pessoa:a) apresentou aumento do seu perodo de sono contnuo e passou a dormirdurante o dia, pois seu ritmo biolgico foi alterado apenas no perodo noturno.b) apresentou pouca alterao do seu ritmo circadiano, sendo que sua noo detempo foi alterada somente pela sua falta de ateno passagem do tempo.c) estava com seu ritmo j alterado antes de entrar na sala, o que significa queapenas progrediu para um estado mais avanado de perda do ritmo biolgico noescuro.d) teve seu ritmo biolgico alterado devido ausncia de luz e de contato com omundo externo, no qual a noo de tempo de um dia modulada pela presena ouausncia do sol.e) deveria no ter apresentado nenhuma mudana do seu perodo de sono porque,na realidade, continua com o seu ritmo normal, independentemente do ambienteem que seja colocada.08) Um ambiente capaz de asfixiar todos os animais conhecidos do planeta foicolonizado por pelo menos trs espcies diferentes de invertebrados marinhos.Descobertos a mais de 3.000 m de profundidade no Mediterrneo, eles so osprimeiros membros do reino animal a prosperar mesmo diante da ausncia totalde oxignio. At agora, achava-se que s bactrias pudessem ter esse estilo devida. No admira que os bichos pertenam a um grupo pouco conhecido, o dosloricferos, que mal chegam a 1,0 mm. Apesar do tamanho, possuem cabea,boca, sistema digestivo e uma carapaa. A adaptao dos bichos vida no sufoco to profunda que suas clulas dispensaram as chamadas mitocndrias. 6. LOPES, R. J. Italianos descobrem animal que vive em agua sem oxigenio.Disponvel em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 10 abr. 2010(adaptado).Que substncias poderiam ter a mesma funo do O2 na respirao celularrealizada pelos loricferos?a) S e CH4b) S e NO3c) H2 e NO3d) CO2 e CH4e) H2 e CO209) A crie dental resulta da atividade de bactrias que degradam os acares e ostransformam em cidos que corroem a poro mineralizada dos dentes. O flor,juntamente com o clcio e um acar chamado xilitol, agem inibindo esseprocesso. Quando no se escovam os dentes corretamente e neles acumulam-serestos de alimentos, as bactrias que vivem na boca aderem aos dentes, formandoa placa bacteriana ou biofilme. Na placa, elas transformam o acar dos restos dealimentos em cidos, que corroem o esmalte do dente formando uma cavidade,que a crie. Vale lembrar que a placa bacteriana se forma mesmo na ausnciade ingesto de carboidratos fermentveis, pois as bactrias possuempolissacardeos intracelulares de reserva.Disponvel em: http://www.diariodasaude.com.br. Acesso em: 11 ago. 2010(adaptado).carie 1. destruio de um osso por corroso progressiva.* crie dentria: efeito da destruio da estrutura dentria por bactrias.HOUAISS, Antnio. Dicionario eletronico. Verso 1.0. Editora Objetiva, 2001(adaptado).A partir da leitura do texto, que discute as causas do aparecimento de cries, e dasua relao com as informaes do dicionrio, conclui-se que a crie dentalresulta, principalmente, de:a) falta de flor e de clcio na alimentao diria da populao brasileira.b) consumo exagerado do xilitol, um acar, na dieta alimentar diria doindivduo. 7. c) reduo na proliferao bacteriana quando a saliva desbalanceada pela malimentao.d) uso exagerado do flor, um agente que em alta quantidade torna-se txico formao dos dentes.e) consumo excessivo de acares na alimentao e m higienizao bucal, quecontribuem para a proliferao de bactrias.10) Trs dos quatro tipos de testes atualmente empregados para a deteco deprons patognicos em tecidos cerebrais de gado morto so mostrados nas figurasa seguir. Uma vez identificado um animal morto infectado, funcionrios dasagncias de sade pblica e fazendeiro podem remov-lo do suprimentoalimentar ou rastrear os alimentos infectados que o animal possa ter consumido.Analisando os testes I, II e III, para a deteco de prons patognicos, identifiqueas condies em que os resultados foram positivos para a presena de prons no 8. trs testes:a) Animal A, lmina B e gel A.b) Animal A, lmina A e gel B.c) Animal B, lmina A e gel B.d) Animal B, lmina B e gel A.e) Animal A, lmina B e gel B.11) A vacina, o soro e os antibiticos submetem os organismos a processosbiolgicos diferentes. Pessoas que viajam para regies em que ocorrem altasincidncias de febre amarela, de picadas de cobras peonhentas e de leptospirosee querem evitar ou tratar problemas de sade relacionados a essas ocorrnciasdevem seguir determinadas orientaes.Ao procurar um posto de sade, um viajante deveria ser orientado por um mdicoa tomar preventivamente ou como medida de tratamentoa) antibitico contra o vrus da febre amarela, soro antiofdico caso seja picadopor uma cobra e vacina contra a leptospirose.b) vacina contra o vrus da febre amarela, soro antiofdico caso seja picado poruma cobra e antibitico caso entre em contato com a Leptospira sp.c) soro contra o vrus da febre amarela, antibitico caso seja picado por umacobra e soro contra toxinas bacterianas.d) antibitico ou soro, tanto contra o vrus da febre amarela como para veneno decobras, e vacina contra a leptospirose.e) soro antiofdico e antibitico contra a Leptospira sp e vacina contra a febreamarela caso entre em contato com o vrus causador da doena. 9. GABARITO E RESOLUO:Questo 01: [B]As microvilosidades permitem que ocorra um aumento de superfcie de contatopara a absoro dos nutrientes resultantes da digesto dos alimentos pelas paredesinternas do intestino.Questo 02: [C]Os efeitos do derrame de petrleo na baa de Guanabara em 2000 ilustram agrande interdependncia entre as diversas formas de vida e seu habitat. Aodesfavorecer a realizao da fotossntese, o derrame de petrleo desfavorece todaa comunidade marinha.Questo 03: [B]Uma maneira de evitar a diminuio da concentrao de oxignio no ambiente tratar o esgoto antes de lan-lo no ambiente. Dessa forma, diminui-se aconcentrao de materiais ricos em nutrientes, evitando sua eutrofizao.Questo 04: [B]Lamarck defendia a lei de uso e desuso, segundo ele, adaptados vidasubterrnea os anfbios e rpteis no precisariam usar seus olhos e patas. A faltade uso desses rgos levaria a um desaparecimento dos mesmos. Lamarck noconhecia os conceitos de gene e mutao, o que excluem as alternativas d ee.Questo 05: [C]Como a fmea mutante de Aedes Aegypti no pode voar, teria dificuldades empicar as pessoas e, portanto, de se contaminar. A sua reproduo seria tambmdificultada devido impossibilidade da ocorrncia do encontro com o machovoador.Questo 06: [E]Bactrias reproduzem-se assexuadamente por bipartio (cissiparidade) e podemrealizar tanto a respirao aerbia, quanto a anaerbia.Questo 07: [D]A ausncia da alternncia entre perodos claros e escuros e a falta de contato como mundo externo alterou o ritmo biolgico (ciclo circadiano) dessa pessoa e elaperdeu noo do tempo. 10. Questo 08: [B]Na respirao aerbia, o O2 funciona como agente oxidante retirando eltrons nacadeia respiratria. Na respirao anaerbia, o enxofre (S) e o nion nitratoNO3 podem desempenhar essa mesma funo.Questo 09: [E]O consumo exagerado de acares e a m higienizao bucal so as principaiscausas da crie dentria.Questo 10: [C]A morte do animal B no teste 1 indica a presena do pron. No teste 2, o resultadopositivo de anticorpos na lamina A, indica a presena de pron. No teste 3, aprotease no agiu sobre o substrato do gel B, indicando a presena do pron, poiseste resistente enzima.Questo 11: [B]As vacinas so usadas na preveno de doenas virticas, como a febre amarela.Soros so usados no tratamento dos efeitos de uma mordida de cobra peonhenta.Antibiticos so usados no tratamento de doenas bacterianas, como aleptospirose.