Tem santa, tem puta tem filho da puta

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    08-Mar-2016

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Tem santa, tem puta... tem filho da puta...(in)definio (in)satisfao (So)Frida 1/3 Adepto do exagero E-book A noite A santa e a puta A ss At aqui Auto suficiente-se Away with you Cabra-cega Campo arado Carne Vale Congregao licenciosa Conto da punheta - "Repelindo excrementos" Death De maio a dezembro Depois da meia noite Desbaratinado do avesso Em tese Espero que no seja em vo faz tempo Ftima hein... leia nas entrelinhas Marca texto Marcha funeral Mas que puxa! Nat tom Network (anti) Social No presente futuro passado Passa tempo Poesia Poesia, verso, prosa e muito caf. Presente ausncia prosa e muito caf. provocado a escrever (No more recalque). Pujana travestida Rasputin Rastejo de um beijo Sanatrio Sidewalk rap Sobre suas cabeas Sonha bonito! Temperalmental tempo temporal Tem um monstro debaixo da cama Touch screen tudo tonto cntigo Us verso V embora ~enviando~ Cartas abertas aos distrados Eduardo De Canedatudo tonto cntigoTem saudadedorsofrimentocomprimidos pra dormirexcrementosamores roubadoscoraes partidostem caf da manhtem punhetaputatem santatem filho da putaalmoojantaTem gritoagitodepressotem sonhos mal resolvidostem as quatro estaestem digoe repitotem mentira e verdadetem barbaridadestem vontadeculpa e castigotem presente e ausentetem palavra dissimuladatem o vazio da solidotem uns que dizem simtem uns que dizem noe tenho a mimmais um na multidoPassa tempoPassa o tempo, passa dias, passo os dias a pensar no que passou,passam semanas e eu nem vejo passar.passo a olhar com mais cuidado, onde piso, por onde passo,passo noites em claro e sonhos no passam de pensamentosque passam e eu passeio em devaneios,passo o tempo.Me basto de pensar no que passou.Passa mais um tempo, passo um caf,passo o resto da noite pensando.Quisera ter f.(in)satisfaoNo me contento com pouco, no sou nada moderado.Raspas e restos no me interessam.Eu quero muito, quero o todo.No quero ponta, quero bolado, e bem bolado.Quero quente, escaldante, fervente, brilhante.No quero migalhas, nem pedaos,quero te beber no gargalo.Quero te cheirar como cocana.quero forte como morfina.quero sentir como anfetamina,pra no doer o corao.Quero sentir como ferro que fere.Quero ser suas vestes.A lmina que talha, a luz que acende, o fogo que apaga.Quero ver gozar, secar, transbordar.Quero me fartar de voc.Depois da meia noiteNo, no era bem o esperado, futuro predestinado,percurso mal calculado.Me perdi em devaneios.Tempo bom, lugares feios.Assentimental, to abusado, amor labial.No passou de lbia, no bastou derramar lgrimas,inesperado absurdo carnal.Me fez to bem, me fez to mal,me faz um ch, me encontra l.Lado a lado na cama, dormindo de concha.Concha univalve.Sozinho, acompanhado, caminhos errados.Indigestos triunfos, mal traados refgios.No, no foi bem assim.Presentismo mal celebrado, talvez por mim.Devorado de passado.Cabra-cegaEu sa quando mal entrei,hesitei, parei na porta, pensei e penseinada disso verdade, eu mal pensei.Me joguei, e joguei que nem cabra-cega.Brincadeira!Parei na porta, no consegui entrar,o lado de fora imensido, maior doideira.Da porta olhei um pouco onde iria entrar,me vi na mo.Foi tudo, nada, tudo em vo.Ficou vago no espao, os buracos abertos nas mos.Tudo bem! Obrigado pelo tempo, parado na porta.Tudo bem! Obrigado por ajudar na composio.1/3Metade de ti o todo, inteiro.Se juntasse metade com metade,ainda assim no seria inteiro,seriam pedaos sem recheio.Por que feio, imperfeito.No vazio, ficou evidente, melhor estar ausente.E parte de ti s metade, falta um pedao subentendido, impertinente.Preso e submetido a pensar menos,impotente intelectual.liberdade pensar alm da casca,ir alm dos pregadores,sem tradutor universal de mentes.Ningum vem com manual.De repente tudo pensado e projetado no passado,passado imagem, imagem descontente.Culto ao corpo.abominao do intelecto e ao questionvel, inquestionvel.Culto s divindades, as brutais dualidades.Culto e louvor s barbaridades.Metade de ti no inteiro, um tero, uma soma, uma orao.Metade metade, sem meta, soma ou diviso. Reza ritmadaCarta aberta, sem destinatrio,contedo contido, omisso,remetido um otrio.Isento, preso no passado.Subindo pelas paredes,que delas deslizo,desabo.Tivera sido melhor,se no tivesse me acaapado.A carapua serviu,pelo tempo esperado.Libertino de corao puro.Mos intrusas, lanando correntes,profanando mentiras,de lngua de fogo.Inflexvel, limitado.Dilogo fraco, no me atm.Me dou por conta, no h mais ningum,em desespero,me deixo ir alm.Eu olho pra outros lados,Sem rumo traado,Pois os anjos me esperam,me dizem amm.(in)definioSei que me aventuro nos pardieiros, abro mo de princpios pela boa convivncia.Digo estar tudo bem, por convenincia.Nem sempre convm ser omisso, mas eu me envolvo, me precipito.Vejo alm, idealizo, eu emburreo.No sei se sou ciumento, no sei dizer o quanto eu aguento,talvez isso devesse ser testado.S sei que quero pra mim, s sei que no quero me perder.Sei que no suporto desrespeito, sei dizer o que eu posso tentar.Dispenso carncias desesperadas, essas machucam e se dizem apaixonadas,de quando em quando a gente cai, diz que vai, mas no vai.Difcil definio de mim.O cheio, transbordando, o exagero medonho.O tanto quis, que j no quero. Tanto faz, assim espero!Eu sei que erro e no me arrependo.Eu j nem choro, me compreendo.Talvez seja o cio, que esvazia meu crebro, que me remete paixo.Presente ausnciaNas noites quentes, tu torna frio o ambiente, o sentimento latente.No era bem o que se esperava, ramos to envolventes,seria judiaria ficarmos juntos, pois os detalhes, o pouco conhecimento, o orgulho nos afastou.Tentei uma possvel reaproximao, mas meu sangue quente de mais e a noite me acompanha, me visto de solido, me castigo pela ausncia, do meu desconhecimento da verdadeira companhia, de belos versos, de noites interminveis, de goles de caf afveis.Me farto da minha companhia, me basto.Do meu bom vocabulrio me esbaldo.Sigo aceso na madrugada, no silncio que me agracia.sou estrofe, sou verso, sou poesia. A santa e a putaA santa do autoflagelo adentra a igreja em busca de auxlio, de ajoelhada no milho, com feridas expostas perante o altar. Feridas do corpo e da alma, confessa seus pecados mais ntimos no mbito de ser absolvida de delitos efmeros, clama por penitncia e arde de desejo. Pela trelia do confessionrio se ouve um bocejo, e a santa insistente aponta a mulher mal falada por suas vestes provocantes e seu andar desinibido. Apontada de puta, a mulher mal falada, para em frente a igreja e observa uma pobre coitada, sofrida, feia, mal vestida, entrevada, sucinta, limitada pela vida que lhe fora condicionada, mal falada tambm de comportamento conveniente s ms bocas, as bocas santas dos medocres. A puta sente pena, mas vai levando a vida. A santa se atormenta pelas ruas e esquinas, se equivocando das lembranas mal vividas. A Puta, mal falada, no tem gnero, original, autntica, homem, mulher, ela faz sem receios. A santa se priva, no se permite, se pudora. A puta manda logo se foder, no nutre paradigmas, ela culta, mas no cultua s o corpo, assume seu posicionamento. A santa se compara e se depara perante a puta, sestrosa, cheia de receio, mais uma vez peca ao invejar a postura da puta. A mal falada, na calada, um degrau acima da santa ajoelhada.A puta, mal falada mulher bagaceira, homem raf, impe o respeito que lhe de direto. Da sacada a santa chora, suspirando de desejo por um belo rapaz, mas no ousa, sequer anseia ir atrs do que lhe cobia. noite e a puta trabalha, excede no trago. A santa em seu ntimo, inveja a puta, repudia seus martrios e espia a puta pelos furos da persiana - perdoai- me porque pequei.A puta domina a calada, faz da esquina seu ponto, se embriaga na noite com seu encanto, a santa de canto se retira, deita na cama e se revira, roa as penas no travesseiro e a grita, de desejo suspira, almejando ser puta e no mais confessar seus pecados improcedentes, confessara no mais um homem negligente. De maio a dezembroEmbarquei no vago do trem sem senti-lo se mover ao fechar a porta, era um empurra-empurra, o fluxo de pessoas ao entrar e sair a cada desembarque e desembarque se acotovelando pra conseguir espao, deixava o ar rarefeito. Me segurava no corrimo acima da minha cabea, meio desengonado, um tanto nauseado, me escorei em um dos acentos quando se abriu espao pra minha locomoo de um ponto a outro do vago, na expectativa de chegar estao de destino, ao seu encontro.Enfim com a cara prxima basculante, sentindo o vento no rosto e respirando o ar profano do percurso que o trem percorria, ouo tocando em meio a murmrios o meu celular, segurei firme no corrimo, me virei de costas pra janela, sempre atento ao mapa que sinalizava o itinerrio e a voz distorcida que comunicava a estao seguinte. Peguei apreensivo o celular no bolso da cala, meio sufocado pelo ambiente claustrofbico do trem lotado que parecia lanar os passageiros pelas janelas. Era um torpedo seu que dizia: estou te observando. Olhei pra todos os lados, assustado, te procurando, at que te avistei no vago ao lado, sorrindo e rindo meio irnico. Sorri correspondendo, sem vontade alguma de sorrir, minha vontade era desembarcar, sair dali.Vinte minutos depois o vago parou, era minha estao, me lancei porta como se tivesse me libertando daquela caixa de entulhos, desci as escadas e me afunilei na catraca de desembarque.L estava voc, na sada da estao, te vi atravs dos vidros. Vestido de preto, com o rosto um pouco suado e vermelhecido, com um cigarro entre os dedos. Aquele sorriso sincero compensou a viagem esgotante que fiz, lacrado feito sardinha naquele vago.No lembro bem se era maio ou dezembro, fazia calor. S lembro da sensao de cada encontro ser uma despedida, s no sabia que aquela seria a ltima despedida.Ao final do dia, pegamos o trem em lados opostos e por sorte, peguei um vago vazio. Vazio como um beijo de despedida, nos despedimos sem saber que era o fim, seguimos caminhos contrrios, foi o fim de um recomeo. Campo aradoUm corpo dos mais desejveis, de vocabulrio no to articulado.Um copo almejado, sedento por goles exagerados.Uma mo despida de luvas, no frio das tristes ruas.O inverno trincando as lgrimas, rachando os lbios, no mais tocados.O suor que seca ao entardecer, esperando o sol renascer.To longe, to perto,ora venoso, ora devasso.Hora certa pra dizer no. Ora! disseste em vo.Vento de outono, sacolejando as folhas secas.O lado da cama desabitado,vazio silncio, discurso vazio.Troncos de rvores se partindo, na manh fria e serena.Seiva bruta, escorre feito sangue elaborado.Desperdcio feito do alimento descartado.DesbaratinadoEstamos sempre bem abastecidos, a noite nos tenta, tentadora noite,s sombras das bestas, dos bostas, arquitetados de iluso, cercados de seu belo porto.Vagamos madrugada dentro, procurando algo pra beber, a espera de algo acontecer. Conformados, quisramos estar entorpecidos. Ao que nos vem cabea, alguma confuso criaremos? Quem de ns ser detido? Algum badulaque houvera sido perdido. Tomamos s mos.Pedimos esmolas aos borra botas contamos tristes histrias, sem final feliz. Penalizamos a fome que quase nos mata.Roubamos a cachaa do despacho na esquina Licena potica, entidade! Mais um brbaro, mais uma barbaridade.Sentamos beira do asfalto, somos consequncia da nossa liberdade.Aqui fora no tem grade nem segurana, somos a escria da sociedade, sem a pujana de autoridades.Estamos trbados e fedidos, conseguimos e seguimos, sem d nem piedade.Somos taxados de cretinos, polumos as belas paisagens de muros e arranha-cus.Somos poetas da libertinagem, sem eira nem beira, o resto bobagem.No almejamos suas vises de muros, no procrastinamos nossas vontades.Somos a viso turva, noturna, a poluio visual.Somos ns mesmos, sem pudor, sem aparato usual.AssincroniaArrisque no trao sem calcular dimenses.sem compasso nos crculos desarmoniosos.Desarme-se e derrame-se, deixe vazar sem pudores.Exceda nas cores quentes, misture em alto e bom tom.Sintonize a paleta descordando das primrias,Farte-se de novos amores.e se nada lhe faltar, no alimente rancores.Clnica psiquitricaPrlogo No teroEu s vezes lembro de quando fui rejeitado na infncia, e penso que no merecia aquilo. De fato no merecia, no fui planejado, mas tambm no fui um acidente de percurso, havia a opo do aborto .Eu tenho medo das lembranas, do menino covarde que fui me sentir como. Eu no merecia sofrer isso de novo, essa nostalgia ruim as vezes me persegue.No me dou conta o quanto tempo passou, como o tempo passou e voou.Limpando o armrio, desfiando desamors vezes eu sinto medo de no agradar ningum realmente, necessidade talvez de ser bem quisto. ruim saber que no se gostado, imagino. ruim perder todas as pessoas por insistir no erro de insistir ser aceito da maneira mais penosa, isso causa repulsa. Saber que sou aturado por pena por que realmente gostam de mim. Posso ser arrogante e querer meu mal, e querer a aproximao dos que quero ao meu lado, por no saber lidar com a rejeio. No sei ser gostado. Eu vou perder todas as pessoas e morrer sozinho? Ou pode no acontecer.No divDivago de olhar vago, vago porm atento, observo e quando caio em si, acordo bobo. Talvez eu me impressione fcil, mas me fascina o quanto tu maduro e curioso. Tua coragem me espanta. Tua sensibilidade me encanta, teus sentimentos nunca te tomam como a mim como tomam a mim. Eu to aprendendo contigo a racionalizar sobre os sentimentos, no deixar a bomba explodir, esse exerccio maravilhoso, aprender a manter-se no controle no fcil pra mim, mas tem sido apesar de foda, assombroso aprender contigo a educar minha mente. Voc est crescendo, e eu quero estar preparado pra te ouvir, sempre que precisar conversar. Sobre a vida sem tabus. Eu to preparado, realmente eu acho que to preparado. Quero saber o que voc pensa e te dar liberdade pra tomar decises.Tua maturidade me assusta, e me fascina, tenho certeza que ser o cara e saber tomar as decises certas, pra voc. s vezes eu me escondo sobre uma casca de libertinagem, e eu no penso bem assim, meu pensamento um pouco moldado, no me orgulho disso, no sou to mente aberta quanto aparento ser, na real eu no sei o que aparento ser. Isso me lana ao limbo e eu j cansei de passar temporadas l. Inevitavelmente sou moralizado por deuses que eu teimo no crer. Eu sempre confesso meus pecados aos piores pecadores, os uso pra tornar minha cruz mais leve.Ser que as pessoas sentem que eu gosto delas, do modo que eu acho que elas sentem?Talvez os sentimentos sejam as nicas coisas que nos restem. Por que se importar com que se parece. Perante quem ou o que devemos nos importar com aparncias. Ser j o suficiente. Mas talvez seja um pouco de humanismo, querer saber como se pensado.Eu sempre aplaudo de p a tirania alheia e me crucifico pelos meus deslizes.Sesso de autoterapiaEu s vezes penso que o ceticismo no compete condio moral da sociedade, mesmo sendo contra ela, e contra os valores morais tu faz parte dela e acaba aderindo, absorvendo os comportamentos, condicionando-se ao meio. Me desespero ao pensar nas possibilidades de sair disso, quase automtico, como se fossemos robs, e se formos parar pra pensar, acabamos robotizados condicionados ela. Concordamos com tudo e com todos, nos viciamos sem querer, toda toxina nos remetida, como uma droga, a pior delas, pois se absorve por meio de algum recurso funcional do sistema social. Penso que somos como mquinas, mas que aderiram ao sentimentalismo, moral, valores, aos valores mais absurdos, comeando pelo preo que se paga por uma etiqueta. Acabaram com o comportamento instintivo humano. eu no sei se pode confiar no que dizem sobre comportamento humano. Estamos no topo da cadeia alimentar, somos os seres mais negligentes e mais danosos, matamos sem d nem piedade.Eu sempre duvido das composies confessionais, e espero que tambm duvidem destas confisses.Eu sempre confesso me favorecendo, esperando perdo, do que ou quem exatamente eu no sei.Sinto que pesam menos quando eu justifico me auxiliando, mesmo sabendo ou querendo acreditar que no h nada olhando por mim, que no h beno divina, mesmo sendo tarde, mesmo que meu estado no seja de plena sanidade (nunca foi), eu me sinto um devedor pelos meus erros, um pecador esperando o castigo, esperando o castigo me castigando. Eu espero a penitncia pelo autoflagelo de joelhos no milho. Antes eu no era quem gostaria ser, agora me basto sendo suficiente pra mim, apenas sendo. Eu no preciso da aprovao alheia. Todo mundo sente curiosidade de saber a impresso que passa em algum determinado momento. Me conveno, me determino ser j o suficiente.Digitando mensagem [02:53:35]Dispositivos de trocas de mensagens instantneas, de texto ou de voz, redes sociais objetivam os indivduos objetivos, facilitam a trepada. [...]Talvez o assunto pudesse ser interessante, a conversa legal [...] esto dando a morta na lata. Descaradamente se procura sexo por meio de gps. Bem aventurados sejam os descarados que procuram sexo e conseguem, afinal, objetivando os objetivos, todo mundo quer transar. Num passado nem to distante se marcava um encontro s escuras pedindo telefone, recorrente de um longo bate-papo, a objetividade descarada transformou-se em uma pergunta: voc tem local?Chat Conversation EndVou escrever e confessar at desoxigenar meu crebro, assim como fao no consultrio do meu psiclogo. L eu no escrevo, mas confesso. Apesar de sempre me beneficiar, nem sempre confessando exatamente como aconteceu a maviosidade, eu sempre acabo num martrio me idiotizando na defensiva.s vezes eu sinto como se no soubesse demonstrar o meu amor ao prximo, como se no houvesse sentimento, eu sei que existe sentimento, positivo e negativo de mim para o outro. Acho que amo pois por alguns eu daria a vida, pelo meu gato eu daria a vida, mas no sei ao certo o que o sentimento do qual tanto fujo e finjo no fazer questo. No queria ter cincia das minhas falhas, nem sei se falhei, se falho. Eu sei que me moralizo e me culpo e isso di. Mesmo no havendo superioridade a quem eu devesse satisfao, um julgamento, uma condenao na hora do juzo final, talvez eu tivesse feito tudo de novo. Sei que devo muito aos meus pais, sei que eles foram o que puderam ser e as minhas falhas tentativas de morrer os magoou muito, eu quando me coloco na posio de meu prprio Deus no acho to tirano e egosta o lbito de querer morrer, hoje em dia no mais quero,mas no fundo eu sei que seria um ato de extrema covardia, sei tambm que desapontaria de mais meu sobrinho do meio, meu dolo, meu heri. H uma troca de herosmo nas nossas aes um sentimento que posso denominar amor. Caralho! Isso amor!Tem um monstro debaixo da cama, leia nas entrelinhasDescobrindo coisas novas, desfrutando coisas novas, sentimentos e sensaes, vou jogar aqui um pouco de subentendimento. Eu realmente descobri coisas novas vivendo intensamente. Entre becos escuros, ruas e vielas. Gostos, goles, drogas, passadas de mos, corpos, prazeres ao qual me dei o desfrute, aderi a libertinagem, mas quem no nem nunca desfrutou uma libertinagem? Os discretos, reservados, eu detesto os reservados, quem no se divide, falar um pouco da vida, dividir experincias de um altrusmo louvvel, acho os reservados safados e moralistas, so os que cultivam o egosmo pra tocar na ferida. Poder de seduo to brega, to clich, muitos j disseram a mim que meu olhar penetrante era uma arma poderosa, eu conquistava no olhar e dava muito golpe baixo, me tornei uma pedra, zarpava e vazava, alimentei uma auto-estima desprovida de modstia, na real era pura insegurana, em grande maioria os confiantes so inseguros. No soube lidar com a indiferena subsequente, ento oscilei de frio a quente fui ao extremo dos plos: usei, descartei, fui usado, descartado, sentimentalmente injuriado. Acho que a pior molestia estuprar um corao.~enviando~ Cartas abertas aos distradosEm mal traadas linhas rabiscadas de garranchos, eu viro as pginas- Senti vontade de saber como voc est, e menos orgulhoso no me importaria se estivesse feliz, porm tambm no sei se ficaria feliz ai saber que est com outra pessoa, ainda assim, eu sei que tu fez uma escolha certa.No mais alimento aquele amor massante, massacrante pra ambos. Sinto curiosidade de saber como voc est, apesar de imaginar que esteja, curiosidade de saber se ainda cultiva aqueles pensamentos hipcritas e imaturos, extremamente exacerbado e cheio de egosmo. J me peguei por vezes rindo, imaginando como seria se tivesse dado certo, se estivssemos juntos, o quo limitado eu estaria isso no legal, melhor descartar essa ideia. estranho expressar tamanho sentimento assistindo a uma pornochanchada, estranho pra mim.O sentimento cultivado por ti me levou a provar a vida de um viciado, o que vivemos foi um vicio, s me refiro a externalidades substitudas por sentimentos, subtituladas: drogas. No digo que foi de todo ruim, me diverti contigo com coisas relativamente legais. Provei o sentimento. Vivi maus bocados e bons momentos.Desa(bapho) de um filho libertinoOs meus questionamentos me tiram o sono. Ser que eu realmente sinto aquilo tudo que falei conversando olho no olho com minha me? T bom, nem foi to olho no olho, mas me senti limpo, por ter exposto meus sentimentos e inquietaes, ruim guardar pra si sentimentos ruins quando se sofre de culpa e e sente alvo de algum notificador de erros. Acho que no devo exigir tanto dos meus pais, eles so o que podem, assim como eu. Cada qual com seus questionamentos acho que venho me tornando um bom filho gradativamente. Apesar da autocobrana, sou bem-intencionado, leal e imprudente.Esse discurso j houvera sido proferido.Congregao licenciosaEspervamos apenas que no fossemos alvos, onde lanavam-se os dardos.Que nossos olhos no sangrassem diante a penumbra, que no lugar de plvora, nossos corpos chamuscados em chamas.Espervamos que quando chegssemos os semblantes no fossem as mesmas carrancas de sorrisos tortos, dentes amarelados e perdssemos em meio a abraos sem rancor.Pulamos a cerca,vaiamos as bestas,fomos vorazes,duvidamos do que fomos capazes.Espervamos no ser to limitados, no ter nossos ossos almejados, nossas almas condenadas, nossas caras mal lavadas.Vagamos aos montes,perambulamos as noites,saqueamos comrcios,ameaamos falar a verdade,partimos de vrias cidades.Pensando bem, no foi to em vo.Ramos da hipocrisia alheia, batemos cabea, nos alimentamos da nossa prpria carne, aventuramo-nos pregando barbries.Esperamos o tempo necessrio, pra calar os poderosos, alimentar os invejosos, com seus olhares odiosos, mostrando as vistas mais lindas aos cegos, o cantos dos anjos aos surdos, elucidamos os sujos de olhar bandido,demos-lhe as costas, sem olhar pra trs, de corao limpo.Espervamos ser autossuficientes pra darmos nossa caminhada a p.Um pra cada lado, norte, sul, desnorte.Diante do sereno, penetramos no silncio e nos rebelamos.Esvamos em sangue, celebramos o juzo final, norte, sul.Cada qual, de cara se nota que no foi de todo mal.Carne ValeTudo to paradoxal, sabe se l, se vais, se vensOh meu bem!Pulasse nos trilhos do trem.Oh meu bem!Fizesse o errado to bem.Por que pra mim?Por que assim?Tudo que apostasse, do lado do mal e do bem,sabe se l de que lado ele vemOh meu bem, abandonasse o bloco, mudasse o foco, e tudo vai bem.Oh meu bem! o que dizem por aTudo to superficial.As cores no mais movimentam.Elas apenas esto de passagem, de c para lSabe se l se vo ou se ficam.Se brigam, se brincamOh meu bem!Mirasse o ferrolho pra mim, findo a ltima chance.Por que assim?Por que pra mim?Fizesse assim, no meio do para dentro.Burlando o sentido do vento.Sabe se leu to mais pra l do que pra cEngrenagensAbrindo mo das cenouras transparentes, sem esquece-las.Sem perder o medo quando ameaa descasca-las.Largar de mo o medo mas do mesmo medo sem pudor.Sem deixa-las descascar, sem suor nas mos, lacrimejando, murmurando.Constrangendo, quando toca de us-la de argumento, quando passa por honroso esquecimento .Sem pudor, sem rancor, sem sexo, sem amor. A noiteNo escuro da noite as coisas ficam mais claras, talvez por gostar das coisas mais claras no escuro da noite. No ficam s claras, as dvidas ficam palpveis e questionveis melhor sob o breu.So tantas as janelas com luzes apagadas, percebe-se que estamos no ms de frias pelo escuro das vidraas do edifcio.O silncio pros perturbados que deleitam-se de pensamentos escabrosos. Pela basculante avista-se no longe a penumbra dos perdidos, esquecidos, condicionados escurido.Ouve-se passos, gemidos de prazer, a noite embriaga, d barato se pensa melhor.Reflete-se tudo o que foi dito, o dito pelo no dito, o peso das duas palavras, o descarte do que j foi louvado, o desentendido sobre o imponente alarde, o que j foi atrativo de olhares.A noite diz que tenho que mudar e isso exige crescer, a noite me faz chorar e memorizar, a noite apresenta caretices e cretinices.A noite no mais me abriga, no ouo passos , a noite eu ouo a voz da conscincia que me condiciona solido. A noite precisa virar diaNo sempre que a noite termina bem, pode ser que o dia nem comece.Distribuindo beijos e estripulias, a noite ferrou meu sono. Me alivia saber que j meio dia.Faz tempo, heinEm meio a distraes e distores de meias palavras ditas,meio desentendidas.E eu meio destroado, distrado, destrudo, com ideias distorcidas.Sem aplausos, sem torcida.Faz tempoAntidepressivos que flexibilizam, mas no vencem, no me ganham no cansao.Quero voltar, fazer de conta, perder as contasSem mais dias menos dia, menos tempo de cara amarrada e alguns resmungos.Quero que desistam de mim (mas no desistam, por favor!).Sonha bonito!Eu no quero mais a espera. Mesa posta, luz acesa e o quanto eu vedei seus braos sobre a mesa na hora do jantar vou acabar voc chegar resolvendo os meus problemas ou no, como tanto j quis. Que assim seja, ou no.Resolvo por mim, dizer-te assim, de fora t bom, embora no fosse esperado por mim.Os buracos no cho, de onde saem os ratos, as traas, baratas ou caras, embora fosse ruim, mesmo assim por mim, tecido ou madeira mascados por cupins.Mascarados de tando afirmarem estar sem mascaras, que no cobre o rosto, afinal, no mostram desgosto amoral.Desdizendo bobagens mal ditas, precavendo momentos da vida. Eu no vejo mas penso e aos poucos dispenso a real.Sem ao menos tentar na sada, na despedida, o regrado desregrado de cocana injetvel em veias e vos, aspirando carreiras jogadas ao cho.Por mim mesmo no sei se faria, mas pela chama acesa, os pratos sobre a mesa.Por seres assim diferente de mim, certamente eu faria.Faria das tripas corao, dos copos mo do tempo perdido, irreversvel comportamento, sucumbindo penamentos, suprindo vontades. Das meias verdades j fiz a matade, j te satisfiz.Acendendo um cigarro, tragando desa(bafos) e desaforos.Sentado em qualquer canto, em meio as agulhas resgatadas dos palheiros. Traando crculos em espiral, com a fumaa do cigarro, me afogando, me afago nos goles de usque. Apalpando o palpvel apenas, pra fugir dos problemas, esquecer os dilemas que me trazem a ns. Fica onde est. Um dia se der eu te busco.Ando sozinho, com minhas prprias pernas eu vago, cambaleando divago e te trago pra mim, do submerso ao fim.Conto da punheta Repelindo excrementosEnquanto te seguro, te asseguro prazer intenso. Quase estrangulando-te movendo as mos suavemente untadas, passveis a despertar dor e prazer.Dentre os furos da persiana em meio as cortinas, observo, olho pro nada, contemplo-te, desejando qualquer corpo, qualquer corpo desejvel, estrangulando o intensificador de sensaes, a flecha do amor como citado por Shakespeare, em disparate.Sinto a salincia das veias, o acetinado veludo, segregador de muco.Ocorreu-me embriagar-me, mergulhando a pica em bebida destilada, talvez um copo de vodka.Pensamento quase descartado, como fugitivo. Te pensar no momento da bronha um grande exerccio de concentrao, um estmulo a trabalhar a tolerncia que tanto almejo. Em exatido momentnea de total intimidade egosta e satisfatrio, incapacito-me e nego-me dividir tamanho contentamento, deveras descontente.Aproveito ao mximo meu auto-estimulo, desvendando corpos despidos na minha mente, poluda de luxria, de luxria usual, insensvel mente, no vulgo: podre.Precedendo a expelio do gozo, do jubilo, da louvada alterao cardaca, do sarar a dor objetivamente provocada, ora incontrolvel, ora manusevel. Quase sempre intencionada, sensao glorificada.Temperalmental, tempo, temporalTempera em tese teoricamente tnue.Percebido ou despercebido,antecipando descuidos,precedendo um tal sofrimento.Situando-me no medo, pensamentos sabotadores,devassos, motivadores de burras aes,putos impulsos, tentados pelo medo.Medos escrotos de no sei bem sei l o queMedos escabrosos, tentadores, me fazem perder a razo.Siga-me, sem medo, vamos em frente heroicamente,teoricamente seria o esperado.A qual classe animal te caberia ser comparado?Vaca, cavalo, verme, veado.Ofensivo seria se lhe fosse associado,um comportamento animal no seria de mal grado.Crimes por sobrevivncia cometidos, nossos crimes so premeditados.Espero que no seja em voDe quando em quando, setalvez acabe e eu tenha sorte, me faltam certezas nas palavras, mas sei, entendo o que digo.Que de raspas e restos, de quem sabe, sabe l onde isso vai dar, se vai dar, vai saber, eu alimento, esse sentimento medonho.Quisera canalhas migalhas me matam de fome.Eu tento, entendo, suponho.Se quiser, que assim seja, me disponho a sempre estar a.Proponho escorrer saliva dos lbios,no foram as imagens que me chocaram, nem tantas, nem foramfoi mais.Tocaram e fizeram sentir e foi bom, foi mais, apenas, alm das imagens.Como era esperado, no sei bem como, nem porque.Se dessa, daquela forma, de forma alguma, se foi assim.Da forma descrita, auto-descrita, autodestrutiva, auto-retratada, refletindo em mim.E as tais imagens descrevem, instigam em campos visionais.Esboos e cambaleios borrachos.Sequer amigos, sem benefcios.Sequer conhecidos de edifcios.Sequer enfim, qui afinal.Do avessoNem regras, nem raspas, nem rspidas palavras.Saliva de drago, nem lava, vagarosa ereo.Heresia, nem louvor.Esquecimento global, nem vento Norte,nem contar com a sorte.Nem faces, nem meias verdades, nem falsos milagres.Nem tanto assim, nem to desmedido, tampouco de desenvolvido.Sem sintomas de causas nem efeitos.Sem penitncias de invejosos, nem piedade dos poderosos.Nem o po que o Diabo amassou, nem ainda sigo em frente.Nem pra baixo do tapete, nem suor nos dias quentes.nem airbag, nem colete prova de balas, nem os ratos descendo as escadas.Sem repente, trova ou verso.De repente controverso.Marca textoEntre belas e sujas, inefveis e puras, cantos, castigos de brutas fantasias.Teu pesado semblante me cativa, sem me fazer responsvel. Que mesmo pesado me sinta afvel.Sorriso que carrega versos fortes, ancora-me em teu olhar louco e bravo.Me retalha com sorte, se for pra marcar, que seja como um gado.Moinhos de vento me apontam ao norte, chumao de algodo encorpado.Drago de grande porte. No presente futuro passadoRezo por ti, prego peas.Burlo horrios, te pego s pressas.Falto com amigos, sem inteno.Eu reajo aos fatos sem interao.Me doei, me perdi.Sem intento, me desconheci.De frente pro espelho,vi minha imagem embaada.Talvez quisera saber mais de mim, do que sei de voc.E o que sei de voc projeo, do que j me passou proteo.O que sei de mim no bastante, no traa linhas, nem versos, nem dita extenses de romances pra criar traas, poeira na estante.O passado me judia, no condena.Deveras ruim, assolado.O futuro fuga do presente desperdiado. Marcha funeralChaves de fenda, aperta, me venda,desvenda, deveras amar,salta longe, de ponta ao mar. Solta, no solda, aperta o freio.Vista linda, quando ficam amorais,fenda, Frida, Brando, minta.Poetiza, paganiza, etiqueta, profetiza.Inverta, inventa, vu que venta.Vede a que veio, inspira, suspira solta o freio.V emboraBate e pulsa ao longe, corao partido de vontades loucas.Impulsionado a agir.No escolheu te ver partir.V, v embora.Corre, corre daqui.Optei por viver de saudade, mas optei por viver.Disso no irei me arrepender.Corre, corre vai ao longe.Solta, bate pra fora de mim.Atravs de espelhos, tento te ver, mas no, eu no vou mais te perseguir.Corre, corre vai ao longe.Me deixe quieto, insultar-te ei.V, v embora violentar-te ei.V, v embora, tranque a porta, no a esquea mais escancarada.No fundo do poo, mesmo estando, sei que daqui posso sair.De alguma forma ei de agir, no permitirei me sucumbir.Optei por viver, recomear.Mesmo que de saudade, dor e dio.Corre, corre, v embora, bem ao longe.Lano te fora, tranque a porta.Mesmo que de costume, deix-la escancarada quisera.Desejo-te longe, fora do meu alcance.Deveras saudade, sentimento cachorro.Agora sou eu quem corro, pedindo socorro.Que v, v embora e por favor.Jogue a chave fora.Nat tomEu sinto amor, nos tons marrons.mesmo em meio ao caos, corredeira, barros, madeiras.Choro, rio me descontrolo, cachoeira.Bons tons, simetria perfeita.Estava a rabiscar, dando traado profundo ao seu olhar.Pecado dizer que a vida toda saudade,despropsito mat-la,de propsito viver sob penitncia da sua falta.Em preciso, acabo acertando no tom, suave mas tenso.Deveras intenso.Rap de caladaUm chumao de algodo, um pedao de po.Onde venta, lado norte, alazo de grande porte.Migalhas ou retalhos,pouco importa, sem galho.Preguia ou ambio, prevista estao.Outono, inverno, vero.Ruas de areia, putas feias.Noite fria,prostitutas vigias de suas analogias.Puto, duro, absoluto.Maldita premissa de ambio.Preguia, cuca macia.Peito cado, bunda em p.Resistente, puta residente.Vida fcil, do dedo que aponta.Imbecil, por trs apontado.Pro olho de quem que to gatilho mirado.Drogas de ninarQue me afugentam,me do colo, me cantam canes de ninar,me confundem, se fundem, me concedem.O sono profundo, os sonhos imundosme tiram do fundo,me escondem do mundo.Me apetecem, entorpecem.Sugam, chupam, me perseguem.E conseguem me nanar.MultifocalDe olhos a todos os lados, espirando o dio enrustido.Embutido em armrio, ela no sente, adormece quente.No acendas a vela, no risque o fsforo,no desperte a fera, no cavoca fundo da cela.Esquea as covas, desmascare os desejos,demarque territrios, desprenda temores, toque terrores.Ressaca (a)MoralTinta incolor, mistura, mistura e no revela cor.Neutro se bem misturado,preto e branco, tudo ou nada,bem tonalizado.Noite, te torna dia.Corta e quebra o gelo, madrugada fria.Antes que Truma capoteO visual no favorece, o cenrio no me acresce, precisamos mudar o layout.Tomar outros rumos, virar pginas, atualizar.O tempo o presente, no quadro sem moldura.Fica mais evidente de que prosa, que rima, que repente.Em pensar que de repente tu me queira, me tenha emoldurado em algum lugar.Na caixa preta projetora, no mude, no mude de canal.Sou eu protagonista, me perco no cenrio, ao descer as cortinas, sou personagem principal.Sou eu onipotente, o expectador, na ltima fila.Figurante de ator coadjuvante a personagem principal.Lngua afiada cortante, te descrevo arrogante, no passa de impresso, mal deixada, carnal.Manifesto impresso em papel de po.Compulsrio me auto afirmo e o tal comportamento Truman Capote se torna usual.Conveniente por condio, de repente repente.Do p ao po, paraso claro, cenrio branco. O layout breu.NmerosPerdi a conta de quantos crimes cometi agindo omisso, indo na onda da situao, deixando a mar me levar e dizendo sim.Discordando de meias verdades, perdendo as rdeas , roubando confiana, cabulando compromissos, agindo de m f.Eu castigo o outro com meus crimes, sou ru, voc d a sentena, no sei se mereo ser condenado.J que de tuas mos sujas serei apontado.Prende(dor)Salve o canto dos malditos, a poesia pag,tudo que realiza e no conforta,tudo que quebra e corta,Salve vidas,engula a verdade por mais dolorida.Sem negativo de fotos coloridas.Conto de EunucoEle sente muito. Sentimentos e sensaes. Menino triste de olhos azuis, que se destacam mais pelo luto de suas vestes, menino morto. Mos cabea, apontada por um fuzil, fuzilado pelas cobranas, boas e ms lembranas. Que de boas se tornam ms, pelo vazio da saudade. No age por prprias vontades, sempre atende s exigncias, por ser omisso, submisso ao conforto, submisso beirando o desrespeito prprio, por puro despeito. No se aventura, nem por ventura dizer no, s mais um expectador hipnotizado, pelo marketing dos produtos, pelo que vende. E ele se ajusta, no sai da barra da saia da me, tristonho, no se permite viver a prpria vida, no se atreve e nem ousa sair da zona de conforto. A vida real , o que lhe fora imposto como normal, sendo ou no sendo, ousar seria um tiro no p lhe traria prejuzo. Oh! menino sem juzo. Mundo irreal, nunca o bastante a insuficincia do vazio. No ptio da minha casa no h rosas, nem margaridas, nem bromlias mas h adubo em seu jardim. Todo txico sinttico ou natural lhe fora lanado, duvidoso, mas convincente, confortante. Menino cabisbaixo, calado no expe opinies , no as prprias, mas de vrios, j que os livros e mestres no instruem, moldam. Em seu mbito intelecto, o menino tem opinies diversas, mas nenhuma exposta, ele omite a sua fome e instintiva vontade de viver ao seu modo. Menino choro, s queria chamar ateno. Olhar misterioso,curioso, reflete aos ps de uma laranjeira, imaginando cavalos brancos nas nuvens, venerando os sabores das frutas jamais provadas, faminto pelo saber e frustrado por no as entender. Fecha os olhos e escuta atento as opresses da me. Da janela de seu quarto v pessoas felizes, imagina as como garrafas de refrigerante, com rtulos atrativos para o Natal. Todas alegres com suas sacolas estampando rostos felizes, nomes de grifes. Menino suburbano do campo, mas rico de bens. Garimpa o solo, demarca o gado, frustrado por no caber mais dentro de seu universo, ele sabe que a vastido do mundo no se resume ali, entre paredes e telas de LED. Busca liberdade e outras maneiras de quebrar barreiras e abrir fronteiras. Fora da liberdade, na priso que o mundo a fora. Desapega de valores e vive do incomposto a uma volpia. Dos desejos, ele acredita numa vida menos densa, se v como um louco, trancado no quarto, como que descendo escadaria a baixo at o baixio. Beirando o desespero, dedilhando uma velha viola desafinada, mas que aos seus ouvidos soa melhor que muita banda neo popular apresenta. Muito alm dos seus pensamentos, quebrou barreiras do pensar, e questionou mais sobre o que se impressiona do mundo, se auto analisou no to limitado, nem tampouco omisso a tudo que via, deixou de engolir seco meias verdades e lanou a ancora num mundo sem valores morais, onde o instinto o leva a buscar novos horizontes. Uma busca incessante pela felicidade, longe de olhares opressores e impostores. Descobre folhando pginas de novos autores, novas obras, novos mundos. Que no estava s, s estava um tanto apagado, entre borres. Precisou partir de novos princpios, e abriu mo de pensamentos alheios e achismos morais. Deparou -se com novas possibilidades. Do viver, ser belo, sem olhar pros lados , apontando pra frente o gatilho, sem ser altrusta, tomando por si a devida noo que aos olhos alheios desperta mltiplos pontos de vista. Se v agora como mais um na multido, nico pra si e a quem interessar.AnaEla acorda as seis, no pra acender um cigarro e beber seu caf,mas pra cumprir com a jornada diria de trabalho.Em salto quinze, ela se equilibra, esguia.O que a mantm bem, seu dia, seu sorriso no rosto.Vaidade extrema at a hora do almoo, batom retocado.Passeando pelos corredores, imaginando sua imagem em outdoors.Beleza extrema que lhe vale a fome.Segue a risca o jejum impostor, no arrisca um docinho tentador.Sempre atenta ao valor calrico nas embalagens.Ela exaustiva, se mantm firme no salto quinze.Com baixo peso, apesar de magricela.Ela atende todas as exigncias,equilibrando se em salto quinze.Aptica se deixa sofrer influncias.De capas de revista, padroniza se, ditadura da beleza.DeusO mundo nosso.Sejamos cautelosos,cuidando uns dos outros.Ns vimos o tempo passar,nos vimos diante de nossos olhos,podamos ver tudosentir os cheiros, sentir as sensaes que os sentidos nos traziamns vimos diante de nossos olhos, tudo que precisvamos vere mesmo assim ainda no nos sentamos completos,vimos de perto, bombas nucleares e a aurora borealexploses galticas, vimos a extino planetriapresenciamos tudo de perto, cada boom e kaboom.fomos firmes e fortes, caamos o predadore mesmo assim, ramos violentamente alegrese asquerosamente passvamos reto pela lixeira cheiavimos o nosso mundo se acabar, e registramos os momentos mais relevantespra nsNs sabemos o quo importante fomos, mesmo que no, extra, estatisticamente.Nossa raa foi extinta, como alguns javalis e animais de grande porte,mas nossa paixo por felinos sempre salientou a nossa grande e honrosa existncia.Do cinema trash, terror pipoca, passamos juntos por tudo isso.Ns fomos nossos prprios demnios sabotadores, vampiros sedentos por sangue,fomos o melhor que podamos, mesmo no sendo os melhores,apenas fomos um poo de amor e sensibilidade,em meio ao caos.Ns vimos nossas emoes a flor da pele, ns sentimos os mesmos medos,ns podamos ter ido mais longe, at o fimns vivemos sensveis, escondendo as cicatrizes,ns no estamos mais, mas queria saber como chegar l.No incio do percurso, ao fim. Rede (anti)SocialAlgumas coisas eu prefiro fingir que no vejo, noutras nem clicar, nem me dar ao trabalho de retrucar.procuro no saber, no debater, no sujar os dedos.Alguns bloqueios eu no consigo quebrar, no lembro porque eu fiz, mas ta l irremovvel, a no ser que eu permita os reviver.Aqui no a minha vida.EpitfioSempre doloroso o fim, que nos remete ao breu enfumaado.Sempre escuro, to escuro que no vejo vida, no vejo nada.Morri contigo e no fui avisado.Vegeto sempre, mas agora sem voc do meu lado.Quando antes no tinha, ora tinha.To reaprendendo a vegetar sozinho, como um estranho no ninho.Como gostar da chuva quando no est chovendo.Como gostar do frio, vivendo meio fio, de um calor intenso.Calor que s teus braos, acalentadores me proporcionavam.Tamanha era a alegria de te ver sorrir.Tamanha dor eu senti, por no ter ver partir.Pouco a pouco me senti indesejado.Vai ver que por isso que me sinto to rejeitado.No houve choros nem despedidas, houve parties de partituras.O fim da nossa trilha sonora, o suicdio coletivo das nossas canes.O tempo certo, no tempo certo te devolveu, quem duvida.E me lanou de forma brusca ao lado escuro da vida.Canto contigoMeu canto o que te encanta, quando cantaslembra de mim, me chama de canto.Conto contigo, me tira do castigo.Declaraes de guerraDeclarando guerra de mentes, esfaqueando o inimigo pelas costas. Guerras dementes, ululando por paz.Polvorosos, em busca de poder. CoitadosDescarados, esfaqueando uns aos outros, pelo mesmo objetivo, e sem saber destroem o prprio ego, acabam com a to importante reputao.So vtimas das prprias vontades.So alvos de quem recorre mesma podrido, ser mais, ir alm, sem sair do lugar.Declarando independncia sobre as prprias carnias, dando cabea prmio.pra chegar lugar nenhum. Noite fenda Friadevaneando noites frias, enegrece meu breue a fumaa que de frio sai da bocadefuma vossa oferenda,gs carbnico falta, ao inalar teu ar blaseu musico seus pensamentosfao de tuas ideias, coloridas aquarelas,penso no que toco,sinto no que digo,sinto que de mais, de perto s queroque sigas comigomesmo sem ar,segue pela grama branca de manh, segura atnoites morenas e torna imensa tua presena,faz de vento ventania, da vida ao ar que respiraseguir caminhos tortos,eliminar oxignio,gs carbnico,nicotina,e tudo que a noite na cidade,ora quente, ora fria.Porto Alegre nos dedica. Trs efesMaldita poesia pag,que se perde,entre foco,fora ef.Perdendo o foco por a. Crnica de eunuco Perdoa por eu no ter sabido demonstrar o meu amor, nem cincia das minhas falhas, nem sei se falhei, e por fim, no propriamente sendo o fim, todo sentimento guardado, que at hoje cultivo, com menos intensidade, claro, eu guardo no peito as boas lembranas de um passado remoto, no sei bem se aquilo tudo aconteceu, se foi, se ha verdade, se realmente foi sentimento, se realmente verdade a relativa talvez tivesse devaneado demais, desprovido de ao, nossas brigas e conversas sempre foram to intensas, me fez descobrir meu lado sombrio, ofuscou um pouco eu brilho em determinado momento, mas ainda bem que foi momento e de momento sentimentos momentneos me encontrei tempos depois a beira do desespero uma euforia contida, uma tristeza estampada na cara do palhao, palhao que vos escreve talvez tivesse feito tudo de novo, descoberto coisas novas, descoberto coisas novas, eu realmente descobri coisas novas, becos escuros, ruas e vielas me tornei um libertino, uma pedra, uma algum que conquistava no olhar, no jeito, muitos diziam isso um bom atrativo. No soube lidar direito com o que eu achava que era indiferena, talvez fosse mesmo um olhar vazio e uma cabea vaga, ou talvez fosse excesso de informao e pensamentos de uma mente inquieta, por mais tranquilo que parecesse e transparecesse. Me contradigo, era sim de fato vazio, me deixou em maus lenis, no sabia ao certo a diferena de amor, paixo, orgulho e dio, Te desejei o mal, o pior que se possa desejar, desenvolvi alguns dons, no sei se pode se chamar de dom expressar com palavras belos sentimentos entalados na garganta, instalados no corao, pois , descobri que tenho um e bate, como bate. De frio a quente, usei, descartei, fui usado, descartado, sentimentalmente molestado, acho que o pior abuso estuprar um corao.Senti vontade de saber como voc est, e menos orgulhoso no me importaria se estivesse feliz, ms tambm no ia ficar feliz ao saber se est com outra pessoa, ainda alimento um amor platnico por voc, gostaria de saber como seria se ainda estivssemos juntos, melhor descartar essa ideia. imprprio assistir a uma pornochanchada e expressar tamanho sentimento, sabia que o fato de ter te amado me levou a experimentar a vida de um viciado, seu amor era um vicio, mas me refiro a exterioridades substitudas por sentimentos, subtituladas: drogas. No digo que foi de todo ruim, vivi coisas relativamente legais, vivi.Queria que voc pudesse sentir na pele o que eu passei, por um dia que fosse, mas no duvido que tenha sentido, voc sempre me pareceu sensvel, um devaneio sensvel, quase trs anos de devaneios, coisa de apaixonado isso, mas j carreguei a cruz, minha vida um vulco prestes a entrar em erupo, nunca fico tranquilo, quando acho que est calmo, logo algo agita, ou eu mesmo procuro, o mal, eu grito: ROCK MY WOLRD. Preciso de ateno, no sei por que sou to carente, no sei por que o mundo gira ao meu redor e me sinto em inercia, preciso entender algumas coisas, aprender mais com a vida, tenho andado como um adolescente inconsequente e desregrado, no que eu precise de regras, mas no exceder meus limites, isso me faz ter medo da morte, a to almejada morte, que hoje em dia me d nuseas. Quando se perde algum prximo, quando se sente a morte de perto, leva o desejo de morrer ao amor a vida, e faz voc se sentir pattico, at mesmo covarde, mesmo achando que sou dono do meu destino, senhor dos meus domnios, meu prprio Deus, vamos adi la, deixar pra mais tarde.Os meus questionamentos me tiram o sono, ser que eu realmente sinto aquilo tudo que falei, conversando olho no olho com minha me, t bom, nem foi to olho no olho, mas me senti limpo, por ter posto pra fora os sentimentos ruins que guardo do meu pai, acho que no devo exigir tanto de uma pessoa, enfim meu pai, ele o que pode sere eu no sou o filho que ele sonhava ter, mas considero a ideia de que muitos me queriam como filho, sou bom leal e imprudente.Por um instante as coxas daquele ator que no lembro o nome me tiraram a ateno, nem sei qual filme ta passando, nem consigo assistir um filme inteiro, prefiro pensar e expressar.No sei ao certo me definir como bissexual, homossexual, um segredo: j me apaixonei por uma mulher, portando no descarto a possibilidade, acho que ajo por instinto, legal ser gay, legal ter pnis.Interessante como as pessoas so interessantes, ou pensam que so interessantes, algumas se auto afirmam e a liberdade de expresso ganhou fora nas redes sociais, todo mundo acha sua vida interessante a ponto de achar que algum acompanha como se fosse novela que pensamento idiota.Por que estou sentado no sof de frente pra teve redigindo isso? Eu deveria estar dando autgrafos, entrevistas, sendo famoso, mas eu no quero fama, s me acho interessante mesmo, to interessante que to pouco afim de falar das coisas que j vivi, talvez musicasse, compunha, mas no expunha assim, de tal forma, se bem que j contei lhes coisas piores, ou no?Comecei falando sobre o amor, pra uma determinada pessoa, mas acho que j a esqueci. Outro devaneio no! Falar sobre o amor chato, demod, ha uma busca incessante por tal sentimento, acho enjoativo, mas to curioso pra saber como , sem forar barra.Querido ex namorado, tudo aquilo que falei sobre voc, eu realmente acho de voc, nesse momento.Voltando a falar sobre o asco amor, uma coisa curiosa a busca pela felicidade, s vezes tenho a estranha sensao e plena certeza que nunca serei, por sempre buscar de fora, ou em algum, ou por ter depositado tanto em alguns canalhas. Essas atitudes levaram um pouco da minha auto estima, nunca a tive to elevada, mas deixou marcas e buracos na camada de oznio.Acho chato meus gestos e o jeito de como me expresso, to precisando de um novo foco, uma nova obsesso.J usei algumas coisas que sei sobre voc contra voc, atitude imprudente, totalmente covarde, te digo isso pra mostrar como tenho coragem e j senti dio, essa relao de amor e dio ta ficando meio repetitiva, gosto de solidez, pena no poder mais te tocar.Ser que algum dia vou te reencontrar,eu mudei, queria que notasse, nas atitudes, to menos expansivo, mais tolerante. Acho que nunca ser como foi, com outra pessoa te amei tanto que acho que se tivesse a oportunidade de cruzar contigo em alguma esquina, o sentimento seria o mesmo, seguido de rancor, quer dividir isso comigo, queria poder dividir isso contigo, te amei tanto que te mereo de volta.Me sinto to carente que pagaria certo uma prostituta e passaria a noite conversando, divagando sobre voc.Seu nome devaneio, que me devastou, me deixou vasto e farto, cheguei ao ponto de no te aguentar mais, durou por insistncia, acabou por desistncia, precisei substituir seu amor por outras drogas, me subestimaram tanto que eu fui internado numa clnica psiquitrica de camisa de fora, me tornei um burro articulador, espero que voc sangre lendo isso.Te desejei a morte, como a de um libertino e acabei me tornando um.O medo da morte me assombra, simplesmente por que me faz lembrar que sou um lixo orgnico, vou feder e apodrecer. Essa a funo do cadver.Ainda tenho peas de roupas suas guardadas, umas bem cafonas, impressionante a sua mutao, de tmido underground de butique, a mauricinho fashionista, porco, capitalista, popular, mercenrio e no me importa o que tu pensa, essa impresso que eu tenho de voc, posso estar enganado, voc s mais um ponto de vista.Crnica de eunuco parte 2SEGUEQuero te tirar de longe, j quis te tirar de mim, te trazer pra perto, te perder em mim, sentir suas vrtebras, seu olhar, seu andar.De olhos ao longe, me lano pra perto, me olho no espelho, no sei quem sou, em que corpo estou encarnado, escarnecido.Lavo minhas mos podres, pra te tocar de novo. Assepsio meu corpo, pra que limpo, corpo no mais libertino, possa contigo deitar.Vamos celebrar nosso toque, trocar olhares, deslumbrar o cheiro de fumaa de cigarro na minha barba. Se dormires antes, por fim, apenas celebrar.Voc disse ainda sentir meu cheiro, na velha camiseta de dormir, to segurando a que me destes, eu no lembro do seu cheiro, mas posso sentir seu sabor.Amor, sentimento carnal, quero te conhecer.Tal pessoa legal, mas, porm apesar de todos os mas e porns, eu gosto, independente do que, eu gosto s vezes at de mais, os defeitos sobressaem aos olhos e sentidos de alguns, perfeitos ou descomprometidos com determinados problemas, eu no me importo, acho que a fora de amar apesar do que se , supera os defeitos de quem se escolhe ter perto, eu tenho fora suficiente pra gostar de vrios imperfeitos, eu no sou perfeito, tais escolhidos so perfeitos pra mim.Crnica de eunuco - parte 3SEGUEResolvi sabotar Cazuza, do mesmo modo que costumo fazer comigo.No me contento com pouco, no sou nada moderado. Raspas e restos no me interessam. Eu quero muito, quero o todo, quero o meu. Quero me fartar de voc.Estranho dar se conta do meu comportamento exagerado, estranho viver de forma exagerada.Sei persuadir s vezes, algumas pessoas, falar de forma segura sobre assuntos que desconheo, de livros que nunca li, de autores ao qual fui apresentado pra despertar interesse, no me interesso tanto por assuntos que demonstro interesse, mas conveno ser conhecedor, isso pattico e benficoAtormentado pelos meus pensamentos, pensando em coisas que acho que fiz de errado e me comparando a Dostoivski, assumindo minha suposta inveja, sim eu sinto inveja, e no acredito em denominaes, como por exemplo a tal inveja branca,acho isso uma forma sutil de assumir um pecado, visto que, no existe pecado, o pecado uma criao humana, pra nos privar de certos prazeres, viver um deles, se existe pecado, j desfrutei, usufru de alguns, mas, agora me veio tona porra do sentimento de culpa, por ter feito mal a alguns, ou simplesmente te los ensinado o auto amor, no queria ter passado pelas minhas mos o que os fiz passar. Se existe Deus, seja ele quem for, que me livre de todo mal e de todo sentimento de culpa, ele no sabe o que faz. Sabe sim, eunuco, personagem de mim mesmo, cheio de pseudnimos e atormentado pelos prprios demnios.Acho minha vida boa demais, e sinto vergonha por reclamar de barriga cheia, talvez eu sinta fome de viver, no sei ao certo o que fome de viver aos quase 25 anos, sem saber pra onde ir, sem olhar pra trs pra no me decepcionar com o pouco que conquistei, conquistei algumas pessoas na lbia, tal qual Capote, um mentiroso patolgico, sim eu j menti, menti e omiti algumas coisas, pra parecer mais interessante, j que minha imagem no era suficiente pra agradar a todos, me acho um cara interessante e acho que o personagem que me definiu em determinado momento foi Capote, no me orgulho disso, sinto as vezes at vergonha de assumir, ser um sem vergonha.J procurei de vrias formas a felicidade, mesmo sabendo que encontra se em mim, eu teimo em procurar, por mais que aos olhos dos outros seja to evidente, talvez termine como Kafka em A Metamorfose.anaCrnica de eunuco - FinalQuando a obscuridade volta a tona, s se sente breu, se v azedo, degusta escurido.O que as vezes tentador com um copo de algo forte, no importa o que seja, tendo lcool envolvido e abrindo caminhos outras sensaes. Necessitando pateticamente, daquela pequena/ grande dose de podrido.Serei direto, no! No vou! Estou falando de combustveis alucingenos, dos quais no s eu fui ou ainda sou escravo e tambm dos maus ventos que me trazem, sensaes ou falta de sensaes, boas lembranas ou pssimos: dias seguintes ou ambos. falta de sentidos e um turbilho de sensaes, ou o contrrio? No sei dizer, algum sabe? Ainda que eu ache o lcool a maior porta de entrada pra todas as outras consequncias. Drogas = possveis consequncias, pelo menos pra mim. Estou sempre propicio a me viciar em algo, ou segurar algo pela mo, crendo que alguma coisa v me impulsionar, me erguer morro acima, sendo que o impulso deve ser dado por mim, mas nesse caso, me permito cair em tentaes. Mais uma vez. abro exceo para o que h de vir, e com elas as terrveis consequncias, digo terrveis se eu no souber lidar com elas, mas no acho que deva fazer um plano A ou plano B de como me safar de mais essa. Isso! Ir ou no, sim ou no? E j t sofrendo agora? Sai da Eduardo.Bom, na real, no momento no preciso de drogas, queria s usa las de muleta (mesmo sabendo que o usado sou eu), mas o lcool indispensvel, queria entender por que essas sensaes me vm cabea e me tomam pelo corpo, me deixam ao extremo, se me sentir fraco de novo? Enfim, o tal mudar de ares no me fez bem, to procurando problemas onde no tem, to pondo a culpa no cenrio, ou em mim por fazer parte do elenco, mesmo que de coadjuvante. Aqui to ruim, se no ruim, no esta sendo ruim, no esto me fazendo mal, o maior causador do mal sou eu meu vcio, minha toxina. Ser que eu depositei confiana demais em algo restritamente duvidoso? Mas esse no sou eu, no me permitiria fazer isso. Calma Eduardo, voc humano, humanos erram, erram e as vezes persistem, persistem por que ainda no aprenderam. T bem, humanizei demais, dei mais uma resvalada. O verdadeiro sentido de uma vida sem sentido, qual ? O que me vale de ser feliz se ainda no conclu algo grandioso, poxa, no consigo! No a meu modo, no era essa a vida que eu queria pra mim. Mas voc queria qual vida pra voc, qual das tantas que tem pra escolher? voc no pode comear vivendo por voc, a vida que lhe foi dada? Ou imposta, ou melhor condicionada. Por que sofro de depresso? Por que sinto essa ansiedade mrbida de propores horrveis. Sem drogas, sbrio, de cara, porqu no, ento intervir nessas sensaes com algo bom e destruidor? Mas destruidor? Pode ser glorificante, o nirvana. Encher a cara por uma noite, pra esquecer no, pra lembrar e pensar como tudo isso idiota, por acreditar e deixar a falta de alguma substancia afetar meu comportamento, minha sensibilidade, isso me tensiona, me deixa calado, sem vontade de sair de um quarto escuro.aps vrios dias de felicidade ilusria, depositando minha felicidade em mim, coitado de mim, pra que sofrer a culpa de uma mente doente, demente, infeccionada pela vida, ou falta de vida. Tanto faz, pra que me deixar poluir pelos erros dos outros, querendo eu mudar mentes, e quase manipulando algumas, acredito, acredito minha maneira de dizer que acho, quando acho que acredito. Na verdade, verdade? Eu no acredito em nada que no seja meu ponto de vista, sobre mim, sobre a vida, sobre Deus, sobre dinheiro, sobre pra que que serve mesmo dinheiro? Relacionamentos, estou em um, estou feliz acreditando no pra sempre e com medo por estar acreditando, mas isso detalhe, as vezes eu sempre espero o pior, por esperar isso. Me faz acreditar na sorte, to sempre com ela, se acontece algo de bom a sorte, se no sou eu mesmo, fazendo tudo errado, se que existe errado. T com pena de mim, no sei por qu, mas t. As vezes sente se dor no intocvel de tanto egoismo, mascarado de carncia, ou ambos mascarados de refgio. me condiciono ao nada, minha percepo aqui no ter dito nada, alm do nada. Sabe quando uma pessoa te incomoda por ocupar o mesmo espao, no inveja, ponto de vista mesmo. Quando voc sente que ta incomodando, e no t no seu cativeiro, ta em outro habitat, habitado pelo ser que me faz sentir incomodado. O fato que, sim desprezo tudo o que disse, e s por hoje me permito admitir que o problema eu criei, se eu criei eu posso acabar com ele. Com a morte se resolve problemas? Se sente menos? Ou nada? Acaba mesmo, queria saber, mas s vou saber passando por elaSli doDesprezo o silncio,no sou grato por pensar,deixa tudo to vazio,at a respirao irrita(fega)nte,contemplo o som da vida,a msica urbana,os sons letais,os tons vitais,o vazio da quietude,converte minha mente, uma bomba nuclear,que transita em meio a navalhas,que nivela meu poder, permitir, no poder mais,deixar as lminas agirem.TourniquetDesate os NS,ou ata me sua presente ausncia,prenda meu ao seu silncioP E R T U R B A D O R.Criador, bacanal, Celebrai com jbiloMedo de cair da ponte, de prender o n, de perder o fio da meadado comeo ao recomeo, arte por arte, sob teus pssubmetido, submisso, aja sem dcastiga me, castiga tedesce o lao, talvez disso que preciseprocurai vos em vocssentir te ei, na descida ngrime de 99 degrausdebaixo de para raios, sob um Sol de 40 grauscima de ti no h nada, nada mais belo, nada mais crdulominha f, tua estaca, enquanto me sugas, cravo -teofereo a ti a liberdade, desde que me sigasbesta, aberrao transporto teu sanguedevolva me as seringas. No bem por aDe longe eu to a, mas no, to por a.Te quero bem, oh meu bem.No cu a colorir, com mais de cem bales.Tocando no refro, mil cores de meu bem,meu querer bem o que belo.Quero te conquistar, ao som da percusso, por l,de cima te vejo, judiando o tarol.No posso te tocar, mas sigo a melodia, sigo a nota de cem,sigo seu ritmo, sinto me bem.Te pergunto: cad? onde foi?Por ali, pra l, colormix, no swingescoltado de glamour.Meu bem te quero longe, de cima, qualquer canto, qualquer som,mas te quero bem.Pena no ser eu, que te quero tocar bem,que desejo corar seu rosto.Que aceito seu nem vem.LacradoNo me ajusto a rtulos, acho essa denominao at ofensiva, delibera o ser ao minimismo, pra que se minimizar ao ser um se pode ser vrios, vrios dentro de um ser original, livre, minimista, intimista e vasto, farto de saber, caber se ao fora, transbordar de ousadia,ser imenso, ser um, dentro de voc vrios, por fora, s ponto de vista, vrios de voc vagam por a, maximezese a ser o todo em um.Mais de tudo, menos de nadaNada de mais do mesmo, projeo de tudo e tudo. Bales vermelhos me trazendo nostalgia, livros velhos corrodos pelas traas revelando a mim borres do dia, corrijam me se estiver errado. Prove me e obrigue me ao certo, se ao certo o puder fazer. Em palavras brutas e tom cego, aos teus resmungos me abstenho. Brutas putas me revelam um vo na madeira lascada da porta dos fundos, de onde posso vigiar seus rudos, sussurros, beijos e estupros. Assusta(dores) ranger de dentes,da lasca que solta p ao mover do cerrote, sinto cheiro de nove polegadas, o chamado do norte, pra minha prpria sorte no um cntico de morte, girassis me pe a ver a vida, arco ris me cessam a dor e sinto prazer nos raios de vida.RitalinaDor de que falta me faz, dos de saudade, preguia, vaidade.Canto de enquanto te espero, canto de um pssaro, canto aos berros.Lgrimas, bocejo. espera do retorno, do ponto final, fim de linha, tanta espera me cansa, senta, repensa, descansa.Luz acesa na madrugada, no silncio da noite calada, apanhado de sentimentos, apanhando de pensamentos.Fugindo covarde, a toa, sentimento que arde, alarde me diz, t na lagoa, t feliz?Acoado, carente, Tristo, abobado, descrente, cristo.Amando latente, sentimento, sentimento que arde e mente.Destri, derruba, amortece.Levanta cretino, no pressiona o cappuccino, no adoa o expresso.No desfaz a essncia, no vive uma decadncia em demasia.Vira a pgina, toca o barco, tudo isso no passou de fantasia. MacioNo me importa o que digasquero provasquero sentir com as moscorao no,apertarapalparsufocarpra emocionar e fazer gritarsuar e tremero macio palpvelsentimento descartvel.Emoldura de desregroUma tela sem moldura, cheia de medos, cheia de dedospra que emoldurara pintura que , aos meus olhos tornado, belo sujeito a tudo, indeterminado e introspectivo vista por vrios olhares diferentes e relativosuns gostam, outros no, no padro, na maioria, todos voa maioria gosta, canta, se encantase vica(ava)te peguei num vcio de linguagemminha lingua na sua, seu linguajarpor que serseu desregro vencido pelo meu pessimismo,meu realismo se moldando ao seu otimismo literalminha tela no precisa de moldura, um espelhosua imagem refletida, seu desenhoseu rosto e sc ulpido, meu desejo escrachadoe scarrado e cus pido .FluorescenteApenas acordes.Apenas pedaos, lembranas em cortes.Apenas barulho, apenas recortes de recordaes.Resqucios, estilhaos.Apenas o silncio inspirador.Apenas cicatrizes dos tempos de dor.Apenas jogado, esquecido ora lembrado.Apenas cores, apenas odores.Apenas masturbao, penetrao, ato mal celebrado, coito, afoito mal consumado.Apenas um grito de dor.Onde levam, apenas vagar, bem divagar.Chuva e vento, apenas temporal, apenas o tempo vagaroso me traga, apenas devaneios.Acendo um cigarro, apenas trago, apenas um gole, apenas esta noite, apenas me embriago.Apenas o som,apenas a voz dela.Apenas jamais.Apenas um ltimo beijo, rapaz. RumoSonho soturno, acordo s 3 da matina.No turno certo pra mim, cedo da tarde, tarde da manh, quando o dia se faz noite,no vejo diferena no certo horrio,meu dia comea, quando abro os olhos,independendo da hora,meu dia sem pressa,despreza as minhas vontades,desprovidas de meus instintos,me faz supersticioso de tanta dedicao a demasiada negao,de que, do que, do onde e pra que seguir o pra frente que se anda,de nada adianta.Ser feliz me basta, mas as tentativas e o medo,mesmo medo que antes me assombrava me encoraja, a seguir o rumo certo.O rumo ao meu eu, nem ego, nem nada que infla,nem n cego, nem nego que tudo isso muda,me transporto, disposto a novas sensaes.Ainda no aprendi a lidas com as dores, mas j superei e amorteci.Obrigado pelos seus favores. Xamichungo, cabisbaixo, vagabundoSem d, nem mimimi, nem marcha r.No sei a nota certa, que flecha a melodia,passeando pela Lima, ouo um verso: que te deu, que no feliz.No verso, avistei rabiscado de giz.Meio verso hardcore.No samba HC, mas sutil pra trecho HC, esse verso, trova, sei l,t mais pra MPB, mesmo que os arranjos no bata,como percusso, som da lata, me transformo em HQ, mas pra que ser personagem, me reflito na imagem, no montagem, bato ponto na borragem, mo borro.Verso vira citao e o refro?T na moldagem, que no canto, do meio, te encontro, em pranto.Isso pode melhorar, molha o pano, seca o cho, vai na janela, cab meu po Motim de um s, de mimLicena, potica! Eu quero invadirMe firo de firulas, suas palavras no so suasTa tudo numa ponta, tudo baseadoCade voc? Em opinies adversasQuem voc? Me dispus,entrei nessaPrecisa dar nome ao que eu sinto?Preciso me, me sinto.No quero mais o que mudou pra mesma coisaQuero o hoje sincero,quero viver de bagunaDe lio eu tirei, me expus,arrisqueiAqui se faz e no se pagae se no faz, tanto fazO que de bom me restou s me estragame judiei, me feri, esperei voc reagirE quanto mais me estragava, mais seu ego inflavaDesconheo quem tae tudo que me falavaDiz que mudou pra me tere o produto lacrado, queria apenas ser.Ser teu, ser nosso, me bastoPor aqui me refaoNo sou de vidro, sou de aoEnquanto dormia tranquilo, eu me esvaia na madrugadaNa companhia de estranhosde esperana me embriagavaEnquanto finge sorrindo, eu encarocarrnco, te rasgoVai, infla teu egoAqui me dispesso, dou bastame basto, dou fimRecebi a resposta, mas pensei que era um sim. Bom dia, tardeMeu dia comea no primeiro gole de caf, meio dia, meia hora, (in)determinada hora, meu dia comea na primeira tragada.Bomio, vamo que vamo! Eu tiro vantagem da madrugada.Bom dia pra mim, eu determino se ser bom ou ruim.A diferena que o galo no canta pra me acordar, ele infla o ego como um ditador, mas no passa de um desperta(dor).Bom dia, meu bem, meu breu colorido.Bom dia na madrugada.Digo bom dia na hora errada. Tal qual, ego marginalDeus me livre de mim, Deus de mim!me olhei no espelho, me vi assim, na condio de mim.Marginal, tal qual voc pensou que fez mal, nada malme fez mal, acordei, despertei pro meu bemse queria, hoje tem, trata bem, d valor sente a dor, desapega, sai da, larga mo da tristeza, senta aqui, no meu lugar e sente o calor que eu deixei no sof, deixa livre, mesmo longe, me tenha perto, corre atrs, faa tudo, pra no me perder de vista, eu sou livre, sinto muito, at a vista.Meu samba livre, deus me livre disso, meu samba tem swing, meu samba de requinte, meu samba no dita verso, mas diz o seguinte (re)PercussoEu comeo uma histria, eu me encontro assim, vendo beleza onde no via, eu sigo a travessia. Eu me sinto feliz, tristeza sim, mas no mais infeliz, inserindo cores no breu, despindo, eunuco de preto e branco, vestindo no escuro novas molduras, sentando a bunda do gordo no boteco, aconchegando o romntico de preguia, sentimental como nunca, intensidade travestida de introspeco, sentindo o escorregar da caneta nos dedos, admirando o quo bela so as palavras que delas saem, abstraindo ao mximo os olhares contidos em (con)verso e trova, seguindo a prosa forte, despreocupado com a sorte.Seguindo a travessia sem direo, deixando levar o apela/ sem emoo. Varrendo a avenida, quebrando a esquina, ao som da bateria, gordo veste a fantasia, judia o tarol de alegria, aprende o pierrot grunge a lidar com a saudade, vai saber! No faz falta! Qui na avenida ao som do hardcore o gordo encontre seu norte. Debanda do boteco, faz careta e passa reto, segue a travessia nesse ltimo dia de folia, hoje quarta feira. Despede o pierrot da porta bandeira e cura essa ressaca com caf. J no sei a quantas anda, s te peo, por favor, me faz um samba. Me despeo j ta tarde, no quero mais em embriagar de saudade, no quero mais corao apertado, da travessia da avenida, s levo calos, no di mais dentro, o seu lamento me veio a calhar. Aumento o som, que o nojento, quer dormir e descansar, ouvindo versos de samba em fado de hardcore. (es)cresaQuantas pessoas ainda vo passar pela minha vida?Quantas eu vou marcar?Sofrer por um sentimento no cabe mais a mim. Sou uma faca amolada, por ventura, sem corao, um boneco amortecido pelas porradas da vida. Te fiz bem?Eu no seino sei dizer se foi bom, agi por instinto.me permiti ser, sonharme permiti ser personagem de uma iluso, protagonista de um filme mudo com palavras soltas.Pensar em morrer? Jamais. Cortar os pulsos? No mais.Isso viver, deixar atitudes aparentemente (solidamente) banais nos fazer um certo mal, um mal necessrio, talvez nem to mal assim.No sei se existe bem e mal, talvez o excesso de carncia de algumas pessoas na maioriaAcredito no viver hoje, sem planos de futuro, as vezes se planeja ser feliz amanh, sem viver o agora.Parar o tempo, sem pensar no futuro e viver o agora, parar no tempo sem pensar no futuro e sem viver o agora, isso meio controverso.Agora me contradigo: deixar algum vetar sua felicidade covardia! ser submisso a sua prpria vontade, impedir o destino (ou me controvertendo) ou o acaso de te apresentar, surpreender com o novo. O novo, seja ele mutante ou ilusrio, no desista antes de tentar.Faa o que for de sua vontade, enfrente o medo do novo, o novo pode ser pavoroso, mas em alguns casos pode ser involuntrio, e voc vai contra o involuntrio e opta pela mesmice(contraditrio)No minta, se o fizer e gostar, tire proveito disso.Faa valer seu carter, faa o que quiser fazer, sem se importar com a felicidade do vizinho, mas faa. A pior frustrao a de se arrepender de algo que no tenha feito ou dito na hora certa e no no tarde, o tarde as vezes tarde demais.Machuque, sangre, tire sorrisos, engane, faa valer.Seja protagonista de uma estria, faa sua estria, no seja personagem de si mesmo.Isso viver, isso te faz crescer.PERSONAGEM DE MIM MESMO.agora samba, sem refroEla quebra no sorrisoExtravasa na bagunaJoo Alfredo ou na AugustaCativante na cinturaRepuxa o cabelo, desce o lao no pandeiroFaz chorisos no tarolIntimida o por do -solPoe em tudo uma corRequebra do quarto a sala sem pudorDesfila pela BorgesEsbanjando indiferenaCalma, distrada ela pensaVoa alto nas ideiasFez promessa de danarTu aceita esse samba sem refro?Meio folk, com sabor de percussoSamba esse sem raiz, me pediu, prometi, sei l, eu fizTu que manda, sem ritmo de sambaImagina tangerine e fica toda perna bambaT satisfeita agora, no ri, choraChora baixo em ritmo de chorinhoD risada, no tem cavaquinhoDe rasteira faz um pSamba forte, que nem teu cafNo vinil, no (toca)dorTa, samba teu samba sem melodiaInventa uma, me diz outro diaTeu samba teu, mas eu que fizTangerine, no tem banda,Tati, ta teu samba.O muroPor sua condio, supostamente imposta. Seu tanto faz, seu portugus ruim, que me diz que sim, mas suas atitudes mostram que no minha letra ilegvel, meu olhar expressivo e repreensivo, me condiciono a no pular o muro, opto por ficar por de cima dele, olhar por de cima dele, estando em cima dele, sem rumo, sem direo, me condiciono a manter me em cima do muro, cagar e andar para o resto, para o tudo e para o todo. foda se mode on, eu no me importo. No sou to s assim, estando eu, com meus livros, meus autores, minhas canes, letras impactantes, grandes composies no sou to disponvel, s um pouco sou cabea dura de alma calejada e corao amortecido. Quando decidir a que lado do muro ei de saltar, (se eu saltar, talvez permanea nele) ser na direo certa, minha direo, Deus de mim mesmo.Talvez fosse mais fcil derrubar o tal muro ao qual me encontro, com um maldito trator, mas por favor, que eu esteja em cima dele, e no a cima dele, nele me encontro comigo mesmo, sem rumo, sem direo.No momento tudo me direciona ao conforto da indeciso, da dvida, do meio termo. Um ex adepto do exagero.Tudo me condiciona ao desnorte.Com tudo que eu conto a sorte.Que me deixa forte, sem direo, sem norte.Homem sem nomeAmante, excludo, excluso, libertino, sujo, tirano, guardio de alguns erros. hora de tirar o lixo pra fora, ele ta quase transbordando.Ta na hora de limpar a bunda suja. Pr sorrisos, no tirar lagrimas de quem sempre me amou."Talvez encontre algum legal, algum que faa sentir o tal O tal cheiro. O tal muco. O tal O tal sentimento. O tal AMOR." [...]Dom QuixoteA verdade nem sempre to interessante, na maioria das vezes, a verdade to pouco interessa. No meu mundo fantasioso, minha mente brilhante de lembranas foscas, eu invento invento e acredito, cultivo o sorriso no rosto, e deixo as agulhas entrarem.*Em memria de Nina.* 1981 2012Muro das LamentaesEu senti medo, senti dor, foi o primeira vez que fiquei cara a cara com o suposto preenchimento do vazio, eu me atirei de cabea no vazio do teu olhar, um certo mistrio no ar, mas era pura inexperincia fui subestimado por isso, abusado por ser inocente, fui trapaceado pela senhora iniquidade.Quando embarquei no trem, no imagina estar sendo observado do por voc no vago ao lado. Essa atitude desintencional e ingnua despertou em mim meus maiores medos, agradeo a eles por terem me ensinado, me deixaram forte, aprendi sendo medroso e cheio de receios, falsas crenas, falsa f, tanta f maculada me fez to mal, como algum pode ser chamado de canalha aos 20 anos por algum to invejoso, que sabia meus maiores segredos e deteriorava os contra mim.Eu tive medo, mas fui sincero. Fiz por voc, fui to transparente, hoje em dia eu teria mascarado e persuadido sua analista, teria seduzido sua famlia, apesar de no fazer tanta questo, teria sido benfico pra mim, pra ns, fui to sincero no div.Talvez no fosse amor, nem posse, nem medo de perder, talvez no sentisse nada, talvez medo de perder pra mim, perder o controle, a sanidade.Eu confesso que foi tudo fingimento, as lgrimas escorrendo, jamais choraria na frente de algum, no em tais tempos. No! Se no me fosse conveniente, no! Eu me senti bem te vendo sofrer, fizeste por merecer esfregando aquelas fotos na minha cara, peguei de volta meu orgulho como um predador capturando sua presa, te tinha de volta, foi satisfatrio, te fiz chorar, te fiz sangrar, te consegui, obtive de volta as rdeas da situao, abusei do meu poder, fui fraco, no me orgulho disso, peo perdo pela covardia, eu no ganhei nada com isso.QUIHERENPrefiro acreditar no que eu penso que voc foi, do que encarar a realidade de saber quem voc , queria que visse com seus prprios olhos como me moldei bem, de monstro a Lorde. Mesmo sabendo que isso no vai acontecer, assim como sei que nunca vou ser levado por cavalos brancos da escurido, prefiro assim, prefiro no apostar na sorte.Ecr ttilMinhas ideias transitam pelas veias do sagrado breu da madrugada e sangram pelos meus dedos, deslizando em touch screen. No breu, meu corao puro destila melhor teu veneno, sinto na ponta dos dedos o prazer de escrever com dor, mesmo sangue que pulsa,mesmo sangue que teu. Caf AmargoS acordo depois que meu caf aquece, que meu cigarro acendee penso, (logo existo!), sobre sair e conquistar o mundo, no quero existir, quero viver.Mas receio que meu caf esfrie e meu cigarro apague. Coisas Que Eu gosto, Mas No Posso Pegaranta gente detestando tanta coisa, sem saber o quanto so detestveis. Tanta liberdade presa s amarras externas. Libertai me, livrai me de todo mal! Tanta exterioridade contida em paladares retricos. Cheira, pisa, queima, come, arde, crema, perde, prende. De tanta liberdade abdicada, me prendo s grades, livres, liberto do lado de fora. O mal arautoOuvi dizer que no sou forte o bastante, apontado pelos meus medos e pontos fracos, talvez eu esteja inventando isso, talvez nem tente superar meus limites, nem to pouco evitar algumas amarras. Mexa nas minhas coisas, e vers que minhas pernas, ditas fracas me sustentam, no as uso de muletas e, minha imaginao supera tais limites. - Ego. BotnicoE por falar em flores. Pra que regar, cultivar, plantar e colher.H muitas metforas envolvendo as, pessoas honradas como tais,menes, nomes prprios. Quanta besteiraAmizade se cultiva.Trate a como uma flor, profanando belas canes.Parafraseando grandes poetasTits, Caetano, Djavan, Tulipa.Dar e receber flores.Lindas, belas, vitria rgia.Muitas nem to belas, frgeis como orqudea, espinhosas como as rosas.E o que dizer do ltus, que brotando do lodo, se superando por tamanha beleza.Pessoas no so como flores, talvez sejam de plstico,porque procuram manter o exterior intacto e o interior, no interessa o quo podre seja.Flores so belas da essncia fachada, e murcham, apodrecem.Amizades acabam, relaes se rompem, laos so quebrados.Pra que regar pessoas de plstico.se flores mortas viram adubo. UN TI TLEDJ chorei me projetando nas suas lgrimas, e no seu olhar pude senti como voc sente, como se sente.Como alguns elementos e sons nos trazem lembranas, a ponto de se tornarem asquerosos.Foi isso que voc deixou pra mim? claro que sempre esperei a obviedade previsvel,mas claro que tambm, me permiti venturosamente, ser surpreendido e superestimado. Do salgado das minhas lgrimas, ao doce dos seus beijos. Por no ser to previsvel. [...]"s vezes, o imperceptvel passa a fazer sentido, visto dos olhos de quem as sente. bitoDo hbito de vagar, de c pra lsem sada, direo no hdo hbito de obter, abstrair terdo hbito de habitar, o todo, qualquer lugardo hbito de sentir, a mesma dor, mas persistirdo hbito de agir, do pulso ao impulsodo hbito de cair, denegrir, bipolar, reagirdo hbito de querer, mesmo tendo, a quem recorrerdo nascer, nicotina, assepsia, suspenderdo querer destinar, possuir, abrigardo hbito de trafegar, pelas sombras, zanzardo hbito de suspender, desabitar, desprenderdo hbito ao sdicodo lcool ao bito. SouvenirMelhor passar a conjugar os verbos no passado,o que antes era de costume,auto afirmo me, no fazer mais,melhor pra mim, ser meu templo, meu porto seguro, minha crena.Da teimosia de tanto persistir no mesmo erro,aprendi da forma mais dolorosa,o quo egosta so as pessoas e me incluo na abstrao,o quo ingnuo eu fui entregando minha autoestima. TeuQuero te sentir nu e cru.cido e tenro.Ter medo da tua apologia.Teu hlito me persuadindo.Teu intelecto me seduzindo.Teu cheiro me penetrando.Profundo e spero.Toque rspido.Olhar de presuno.e por fimQuero te sentir dentro, me sentir fora de mim.vidro | QUIHEREN |Sozinho ou acompanhado, vou me sentir sozinho e entediado, mal reparei que voc j havia partido,nem percebi quando esteve perto, s precisei depositar em voc, um dos motivos de me sentir vazio, uma parcela da minha frustrao. O vazio que eu sinto o mesmo que se espelhava no seu universo sem sentido. O tal resguardoEu me apaixono fcil por detalhes srdidos e movimentos tenros de mos, me sinto fcil de manejar por olhares profundos e injustificveis argumentos, especialmente hoje seus argumentos podem acabar comigo, s por hoje, retribua minhas lgrimas com um sorriso, s por hoje compartilhe minha dor, sem pudor. LatentePor uma veia mais hard core, por mais sangue nos olhos, por mais veias saltadas.Por ter mais a oferecer, por dar mais do que receber.Por seis dias e seis noites sem dormir, por mais motivos pra levantar e sorrir.Pelo MAIS que preciso, por mais cenrios em poesias, por mais e mais, bem mais explorao literria, livros abertos e autores vivos na nossa fico.Por mais e mais, bem mais cigarros acesos, menos tempo em frente a espelhos, mais toques, sentimentos slidos e menos e mail's. Pierrot, Arlequim e serpentinaQuando no se quer abrir mo da melancolia pra se permitir ser feliz. Quando se torna comodo estar em perfeita desarmonia, quando bonito ser triste, bonito e comodo, quando no de acordo ser prudente consigo, autossabotar torna te refm do auto piedoso conforto.Eis me aqui Arlequim, carnaval. De olhar hemorrgico, ora esquecido, sorrindo falso, falando manso, entorpecido, devaneando.Talvez devesse me preocupar mais com ortografia verbal, e menos com articulao literria, expresses e metforas. Eu sempre penso antes de escrever e depois de falar. O ocoOu seja, no se pode, no se esconde, nem limita.Expande -se. Sem medo do no, sem medo do sangue escorrido.Suor nas mos, de sol a sol eu procuro meu lugar s sombras. Pra fugir sem fingir, do passado que assombra.Enfim procuro, meu lugar ao sol, procuro notas certas e acertos nos traos e esboos.Lapidar na madeira macia, talhar raspas de oca madeira, esculpir e cuspir seu rosto.Lasca da cruzSou sentimento, sou um homem de talento,talento oculto, expresso em papel de po. Pensamentos soltos em postits selados em portas, moldados na auto moldura, borrados em telas escuras, esculpidos em borra de caf e lascas de madeira. Sou bom, o melhor pessimista, o pior realista, fujo, medroso, cago.Na fuga fugaz sem norte, suporte, sem direo. Pra onde ir, pra qu ir, por onde seguir. Vo sobre os cacos, em vo aos pedaos, os pensamentos expressos so meus, sou deles, expostos como gangrena. No papel que envolve o po , pisoteado, sujo escarrado, pela santa dividade, a mais pura e crua verdade. Corrodos pelas traas.S lamento de estar jogado, preso do lado de fora, pelos pedaos pelas lascas.Com os punhos sentindo o fio da navalha. NsSou a tragada, o sbrio e o sombrio.Sou a pedra lascada, o degrau da escada e o fundo do abismo.Sou a bala perdida, a puta da esquina e a redeno.Sou o ltimo gole, o porre e a multido.Sou o aroma, a soma e a diviso.Sou a melodia, a agonia e a decepo.Sou o silncio,o grito e a perturbao.Sou o moinho de vento, o passo mais lento e a contramo.Sou a cura, o beijo de Judas e o olho do furaco.Sou a palpitao, eu respiro, seu suspiroSou o egosmo, a gentileza e a insatisfao.Sou o belo, o berro, a aberrao.Sou o molde, a moldura e a priso.Sou um, vrios e nenhum.Sou Sol, a d e a marcha r.A maresia, a brisa fria e a mar.Sou de carne, porcelana e corao.Sou o sujo, a lpide, a vulnerao.Sou o pedestal, a fortaleza, o elo perdido.Sou a poesia, o verso, o palavro.Sou hardcore, sou repente, sou baio.Sou eu, sou teu, sou NS.EunucoHeternimopseudnimopsicopatatravestidohomognicohterohomoegoandrgenohomemmulhereunucoFiz esse e-zine pedido do Jo, ento dedico ao Jo.Salve Jo!Tem santa, tem puta...tudo tonto cntigoPassa tempo(in)satisfaoDepois da meia noiteCabra-cega1/3Reza ritmada(in)definioPresente ausnciaA santa e a putaDe maio a dezembroCampo aradoDesbaratinadoAssincroniaClnica psiquitricaTem um monstro debaixo da cama, leia nas entrelinhas~enviando~ Cartas abertas aos distradosCongregao licenciosaCarne ValeEngrenagensA noiteFaz tempo, heinSonha bonito!Conto da punheta Repelindo excrementosTemperalmental, tempo, temporalEspero que no seja em voDo avessoMarca textoNo presente futuro passadoMarcha funeralV emboraNat tomRap de caladaDrogas de ninarMultifocalRessaca (a)MoralAntes que Truma capoteNmerosPrende(dor)Conto de EunucoAnaDeusRede (anti)SocialEpitfioCanto contigoDeclaraes de guerraNoite fenda FriaTrs efesCrnica de eunucoCrnica de eunuco parte 2Crnica de eunuco - parte 3anaCrnica de eunuco - FinalSli doTourniquetCriador, bacanal, Celebrai com jbiloNo bem por aLacradoMais de tudo, menos de nadaRitalinaMacioEmoldura de desregroFluorescenteRumoXamichungo, cabisbaixo, vagabundoMotim de um s, de mimBom dia, tardeTal qual, ego marginal(re)Percusso(es)cresaagora samba, sem refroO muroHomem sem nomeDom QuixoteMuro das LamentaesQUIHERENEcr ttilCaf AmargoCoisas Que Eu gosto, Mas No Posso PegarO mal arautoBotnicoUN TI TLEDbitoSouvenirTeuvidro | QUIHEREN |O tal resguardoLatentePierrot, Arlequim e serpentinaO ocoLasca da cruzEunuco

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