Taxicultura - Edio 17

  • Published on
    08-Mar-2016

  • View
    215

  • Download
    2

DESCRIPTION

A revista do passageiro

Transcript

  • Edio 17

    Faa sua ceia com sotaque portugus

    Delcias do Natal

    Sebos paulistanos: uma rede de arte e cultura

    Livros de mo cheia

    www.taxicultura.com.br

    Um mergulho na natureza ao lado

    da cidade

    So Francisco Xavier

    A arte da periferia ao centro

    Odamar Versolatto

  • 2 TAXICULTURA|Dezembro2 TAXICULTURA|Novembro2 TAXICULTURA|Novembro

    taxicultura_11.indd 2 29/02/2012 12:09:16taxicultura_13.indd 2 04/05/2012 16:17:37

  • 2 TAXICULTURA|Novembro2 TAXICULTURA|Novembro

    taxicultura_11.indd 2 29/02/2012 12:09:16taxicultura_13.indd 2 04/05/2012 16:17:37

    Boa viagem e boa leitura!Os Editores

    TAXICULTURA uma publicao da Editora Porto das Letras Ltda. Redao, publicidade, administrao e correspondncia: Rua do

    Bosque, 896, casa 24, CEP 01136-000. Barra Funda, So Paulo (SP).

    Telefone (11) 3392-1524, E-mail editora@portodasletras.com.br.

    Proibida a reproduo parcial ou total dos textos e das imagens desta

    publicao, exceto as imagens sob a licena do Creative Commons. As

    opinies dos entrevistados publicadas nesta edio no expressam a

    opinio da revista. Os anncios veiculados nessa revista so de inteira

    responsabilidade dos anunciantes.

    EXPEDIENTE

    DiretoriaAdilson Souza de ArajoDavi Francisco da SilvaFbio Martucci FornernIsabella Basto Poernbacher(editora@portodasletras.com.br)

    Redao

    EditorWaldir MartinsMTB 19.069

    Edio de ArteCarolina Samora da GraaMauro Bufano

    Projeto Editorial Editora Porto das Letras

    Reportagem Arnaldo Rocha, Cida Nogueira, Daniela Gualassi e Miro Gonalves

    Colaboradores Adriana Scartaris , Fernanda Monteforte, Fernando Lemos, Ivan Fornern, Mery Hellen Jacon Pelosi e Vinncius Balogh

    Fotografia de CapaAdilson Souza de Arajo

    RevisoNaira Uehara

    Publicidade

    DiretorFbio Martucci Fornern

    Assessoria jurdicaPaulo Henrique Ribeiro Floriano

    ComercialSuporte AdministrativoAna Maria S. Arajo SilvaBruna Donaire Bissi

    Assinaturas e mailling(assinatura@portodasletras.com.br)

    ImpressoWgrfica

    Tiragem25.000 exemplaresDistribuio Gratuita

    Aproveitamos essa edio de dezembro para celebrar nossa vocao para cultura e trazer uma entrevista exclusiva com o artista plstico Odamar Versolatto, que revela um personagem com uma trajetria muito pecu-liar, sempre caminhando no sentido de levar para o miolo da cena artstica, signos e sm-bolos de sua origem na cidade industrial de So Bernardo do Campo. Uma paixo que, no decorrer dos anos, sempre caminhou da peri-feria para o centro.

    Nesse mesmo sentido trazemos tambm uma rede de cultura e arte que existe na ci-dade de So Paulo que uma verdadeira pai-xo para milhes de paulistanos e visitantes oriundos de outras cidades: as livrarias sebo. Quase imperceptveis na geografia urbana da metrpole, elas chegam a mais de mil estabe-lecimentos, que, alm da prtica de compra e venda de livros usados - por preos bastante acessveis, diga-se de passagem - contribuem para o trabalho de preservao de importan-tes raridades.

    Como j tradio, na edio de dezembro aproveitamos para indicar aos leitores algu-mas opes de restaurantes que iro preparar um cardpio especial para quem deseja apro-veitar todos os sabores e aromas de uma ceia de Natal, sem ter que gastar horas e horas na cozinha. Por isso, entramos em contato com

    EditorialDa Periferia para o Centro

    a Chef Ilda Vinagre, que comanda a cozinha dos restaurantes Trindade e O bela Sintra, que preparou um menu genuinamente portugus.

    Vale lembrar que dentro de alguns dias es-taremos em pleno vero, estao em que os cuidados com a pele devem ser redobrados. A Dra. Camila Haufbauer, mdica derma-tologista, apresenta dicas para a escolha adequada do seu protetor solar e ainda cui-dados na hora de aplic-lo para garantir o mximo de proteo.

    Para quem pretende aproveitar a virada do ano para dar um mergulho na natureza com muita paz e sossego, vale conhecer os encan-tos de So Francisco Xavier. Vizinho de Cam-pos do Jordo, o distrito da cidade de So Jos dos Campos uma alternativa perfeita para quem deseja romper por um tempo a correria da metrpole, mas sem ter que ir para muito longe.

    Para quem for permanecer na metrpole, vale a pena ir conhecer o incrvel Teatro do Centro da Terra. Localizado no bairro do Su-mar, o espao administrado pela Kompanhia do Centro da Terra mantm uma programao ininterrupta e variada para quem curte um es-petculo de teatro.

    Div

    ulga

    o

  • 4 TAXICULTURA|Dezembro

    MorarBem

    38So Paulo

    Tem

    36Bandeira

    Livre

    32Qualidade

    de vida

    30Beleza

    28

    Agenda24

    Capa16

    So Paulo: um mundo todo

    14Tecnologia12

    Paulistanos08

    Qualidade de Vida

    16

    Mundo&Cia36

    Morar Bem32

    Tecnologia30

    48

    Capa38

    Bandeira LIvre

    18

    44

    Agenda22

    Charme e Beleza

    28

    SUMRIO | TAXICULTURA

    42Horizonte Vertical

    Um amor lusco-fusco

    38 Morar Bem

    A Casa H

    32Bandeira Livre

    So Francisco Xavier

    40Agenda Cultural

    O melhor da cidade

    30Qualidade de Vida

    Motivao: fora que impele ao

    12Tecnologia

    Dicas e sugestes

    08Capa

    Odamar Versolatto A arte da periferia ao centro

    13Big AppleNovidades da

    capital do mundo

    06Onde fica?Beleza natural e

    tecnologia

    26Um Mundo Todo

    Ceia de Natal com sotaque portugus

    18Especial

    Livros de mo cheia

    28Beleza

    Cuide da sua pele no vero

    16So Paulo Tem

    Teatro do Centro da Terra

    Para ns, sua participao fundamental. Para enviar suas crticas, elogios, sugestes ou comentrios basta

    enviar um email para: Assim que recebermos sua mensagem entraremos em contato para atender a sua solicitao.

    ESPAO LEITOR

    leitor@taxicultura.com.br

  • Dezembro|TAXICULTURA 5

    DuofelEmocionante a entrevista do Duofel pu-blicada na edio 16 da TAXICULTURA. Apenas acho lamentvel que artistas to talentosos da nossa MPB, com mais de 30 anos de carreira, no sejam reco-nhecidos pelo grande pblico.

    Magda Carvalhal

    Museu AfroNenhuma outra atividade pode ser mais importante para afirmar a plena cidada-nia da raa negra do que garantir o seu pleno acesso cultura, arte e educao. J visitei o Museu Afro algumas vezes e fi-quei muito feliz ao ler a matria publicada na edio 16 da Taxicultura. Seria impor-tante que outros veculos de comunicao pudessem dar mais visibilidade ao traba-lho l realizado.

    Jos Maria do Nascimento

    Cookin NantaFui ao espetculo do Cookin Nanta e adorei. Muito engraa-do, dinmico, diferente mesmo. Contudo, o atendimento dis-pensado ao pblico no estacionamento do Teatro Geo tambm mostrou digno de nota. Depois de pagar R$ 25 reais preciso enfrentar um verdadeiro tumulto, com as pessoas amontoadas em frente ao teatro esperando a chegada dos carros. Ao ser indagado o que acontecia nos dias de chuva o responsvel por receber os tickets de pagamento deu uma gargalhada e res-pondeu: a, todo mundo fica molhado. Lamentvel.

    Vnia Montagner

    Prezada Vnia,Sua reclamao foi encaminhada administrao do teatro.

    A redao

    08Odamar VersolattoA arte da periferia ao centro

    18Livros de mo cheia

    Livrarias sebo: uma rede de arte e cultura

    32So Francisco Xavier

    Um mergulho na natureza ao lado da cidade

    Delcias do NatalFaa sua ceia com

    sotaque portugus

    26

  • 6 TAXICULTURA|Dezembro - Gostou da matria? Voc tambm a encontra em TAXICULTURA.com.br

    Mistura de beleza natural e tecnologia

    Aobra foi inaugurada no dia 3 de dezembro de 2010, em um grande parque paulista idealizado no final de 1980. O arquiteto responsvel pelo projeto foi Decio Tozzi, autor inclusive de obras que integram o acer-vo arquitetnico do Museu Nacional de Arte Moderna do Centro Pompidou, em Paris.

    O desenho estabelece ligaes com a antropologia e foi inspirado em povos africanos e pr-colombianos, que uti-lizavam esse tipo de construo para se abrigarem. Alm de se protegerem de animais e da exposio ao tempo, fa-cilitava a entrada de luz e circulao de ar. Portanto, essa mistura entre tecnologia atual e primitiva foi definida pelo arquiteto como uma oca difana.

    Recebeu o nome da antroploga e professora universi-tria que pesquisou muito sobre movimentos sociais, a ex- primeira dama Ruth Cardoso, falecida em 2008. Segundo Decio, o motivo da homenagem no podia ser diferente: ela que estudou como antroploga e defendeu como ci-dad o respeito e a valorizao da cultura primitiva.

    Por Daniela Gualassi

    Os primeiros 10 leitores que identificarem a localizao da foto acima ganharo um par de ingressos para o teatro.

    Sua resposta dever ser enviada para o e-mail: leitor@TAXICULTURA.com.brO resultado sair na prxima edio junto com os nomes dos ganhadores.

    ONDEFICA?

    Um desenho que remete s ligaes entre arquitetura primitiva, tecnologia e antropologia num dos maiores parques de So Paulo

    GANHADORESParque TrianonNa edio anterior mostramos a foto do parque Trianon, com abertura na avenida

    Paulista. Alm de ser carto postal da ci-dade de So Paulo, um refgio para quem

    trabalha nas proximidades. Inaugurado em

    1892, smbolo da aristocracia cafeeira pau-listana, com ares de jardim ingls, o parque

    um dos remanescentes da Mata Atlntica.

    Dbora Gelesson

    Ctia Simas

    Edmilson Xavier

    Roberta Galuso

    Alberto Lino

    Joo Carlos Santos

    Lucas Felipe Noronha

    Maria Cristina Solano

    Ftima Rocha

    Gabriela Nunes

    Dav

    i Fra

    ncis

    co

    Voc sabia? A oca difana um orquidrio e

    Ruth Cardoso tinha conhecida admirao por esse tipo de planta

    Dav

    i Fra

    ncis

    co

  • Visite e indique: facebook TAXICULTURA - Setembro|TAXICULTURA 7

  • 8 TAXICULTURA|Dezembro- Seja gentil: deixe a revista a bordo para o prximo passageiro

    Por Waldir Martins

    CAPA

    Gra

    brie

    l Ste

    ffen

    s

    Uni

    vers

    o-M

    aria

    -Art

    -Mus

    ic-o

    f-O

    dam

    ar-V

    erso

    latt

    o-

    Odamar VersolattoA arte que caminha da periferia para o centro

    Nascido na cidade de So Bernardo do Campo, polo industrial localizado no ABC Paulista, onde, durante a sua juventude, a arte tinha pouco ou quase nenhum espao, Odamar Versolatto marchou contra a cor-rente e fez da sensibilidade em captar diferentes realidades e

    transform-las em formas e cores o seu passaporte para o mundo.

    Depois de percorrer os quatro continentes e visitar nada menos que cinquenta e cinco diferentes pa-ses e expor em espaos como Ga-lerie Nesle, Carrousel Du Louvre e Chalete Victoria, o artista escolheu dividir-se entre duas das maiores

    metrpoles do mundo para estabe-lecer seu dilogo com o futuro: Paris e So Paulo. Em sua ltima estada no territrio tupiniquim para viabili-zar a entrega de diversos trabalhos, Odamar Versolatto conversou com a TAXICULTURA sobre arte, cultura, urbanidade e cidadania. Acompanhe os melhores trechos dessa conversa.

  • leitura de bordo dos taxis paulistanos - Dezembro|TAXICULTURA 9

    TAXICULTURA

    Como teve incio a sua relao com a arte?

    Odamar Versolatto

    Com dois anos de idade eu j tinha tido

    essa identidade com as artes plsticas. Como eu sou de So Bernardo do Campo,

    uma cidade industrial, era muito difcil que

    as pessoas entendessem essa aptido arts-tica. O mximo que era aceitvel era tocar

    um instrumento na banda de msica do bairro; fora isso, outras manifestaes ar-tsticas no eram admitidas.

    TAXICULTURA

    E como voc chegou s artes plsticas?

    Odamar Versolatto

    Eu fazia muito desenho estranho e nin-gum entendia aquilo como sendo um de-senho ou um processo de criao. E era en-graado, porque eu tinha que explicar para

    as pessoas o que era; um dia, descobri que

    eu tinha que desenhar para que as pesso-as entendessem. Ento, descobriram que

    eu desenhava. Com quatro anos de idade

    j tinha coisas do realismo no desenho. J

    tinha uma estrutura de desenho, no era

    um desenho interrompido, com trao inter-rompido.

    TAXICULTURA

    E quando decidiu assumir esse caminho?

    Odamar Versolatto

    Eu sempre amei essa coisa de trabalhar a

    arte e quando, com treze anos de idade, eu

    comecei a viajar, pegar carona e conhecer

    o Brasil, eu j sabia, identificava que o meu

    negcio era andar, e a nica forma no mun-do que permite que voc possa caminhar e

    andar fazendo arte.

    Podem dizer que um executivo de vendas

    vai viajar, porque tem de cuidar da distri-buio, mas ele tem uma rea para andar,

    e na arte no, se eu quiser ir para a Bolvia

    eu vou. Como resultado disso, aos 16 anos,

    j conhecia a Amrica do Sul e o Brasil inteiro. J tinha ido para

    Rondnia, Macap, Manaus, tinha visitado o Rio Negro e o Rio

    Amazonas, e tudo isso de uma forma muito simples, pegando ca-rona, o que na poca era uma coisa muito aceitvel. E algumas

    caronas muito engraadas, uma delas foi com o Raul Seixas e o

    Paulo Coelho. Nem conhecia os caras e no fazia a menor ideia

    do que eles se tornariam (risos). Era um Passat antigo e fomos

    de Salvador a Arempebe, onde conheci a sociedade alternativa.

    Voltei l tempos depois, acho que na dcada de 80 e conheci os

    Novos Baianos.

    Nesse processo eu sabia que era a arte que iria me levar para o

    mundo. Tambm me envolvi com teatro, fui profissional de teatro

    por trs anos, perodo que me fez entender como que funciona

    a indstria da arte. O teatro mais difcil ainda do que a msica.

    A msica como se voc vendesse roupa, o teatro um pouco

    diferente; o teatro como se voc vendesse abajur, uma coisa

    que a pessoa tem que ter em casa, mas no necessrio. E no

    tem ningum patrocinando, porque no o salrio que vai trazer

    o abajur, o abajur a sobra do salrio.

    Naquela poca era fcil pegar um nibus e ir para o Rio curtir

    circos, que era uma outra realidade, que no era uma realida-de de teatro, era uma realidade mais de televiso e cinema. Era

    poca em que tinha muita gente surgindo. No Rio havia o Circo

    Voador, o pessoal do Asdrubal [trouxe o trombone], com a Regina

    Cas, o Evandro Mesquita, a Patrcia Travassos, o Luiz Fernando

    Guimares e em So Paulo, um grupo que fazia a Aurora da mi-nha vida, que tinha a Cristina Pereira, era o pessoal do Naum

    Alves de Souza.

    Universo-M

    aria-Blues-Music

  • 10 TAXICULTURA|Dezembro - Seja gentil: deixe a revista a bordo para o prximo passageiro

    TAXICULTURA

    Como voc desenvolveu a sua tcnica? Sempre foi uma coisa intuitiva?

    Tudo uma grande brincadeira. Como voc aprende a fazer esse trabalho muito cedo, como voc tem a coisa do desenho, que a base de tudo, voc desperta olha-res. Vai incorporando tcnicas e arriscando. Por exemplo, quando vieram os italianos para c, para reforar os vitrais que eram perdidos no Brasil, voc pega um pouco de tcnica com eles. A voc conhece outro ar-tista, como o Sacilotto, que foi muito impor-tante para as artes brasileiras, um cara que era de Santo Andr e desenhava vaquinhas, e Ligia Clark o influenciou para que come-asse a fazer concretismo. Terminou por se tornar o pai do concretismo no Brasil.

    Foi depois dele que vIeram o Volpi e o pes-soal do concretismo. Fao pichao desde o Anistia J, desde o Abaixo a Ditadura; des-

    de 72/73, desenhava portes de ferro e era tido como pichador e no eram apenas pala-vras de protesto, havia todo um contexto.

    Eu comecei a viajar muito, conhecer ou-tros lugares, e tinha 16 anos quando fui para os Estados Unidos e tive a oportunida-de de sentar em lugares onde estavam Jean Michel Basquiat, Andy Wharol, Madonna, Ramones e descobri que eram gente igual s pessoas do meu bairro. Porque a dor e o sofrimento so iguais no mundo todo, as-sim como o prazer e a liberdade.

    Hoje, depois de ter visitado cinquenta e cinco pases em quatro continentes, olho o mundo e chego concluso de que algum em Cacul do Norte, no serto da Bahia, pode estar produzindo uma coisa muito le-gal. O europeu e o americano recebem mui-

    ta informao e isso pode ser uma coisa muito bacana, mas tambm uma coi-sa muito limitadora, porque preciso ver o que vai fazer com tanta informao, como voc opera com isso.

    TAXICULTURA

    No Brasil a arte no acessvel. Como o seu trabalho chega ao pblico?

    Odamar Versolatto

    O que a gente ainda no entende no Bra-sil que a primeira fonte de receita das grandes cidades do mundo hoje o turismo cultural. As pessoas no vo para Nova Ior-que porque a cidade tem prdios de 180 an-dares; as pessoas vo porque tem a Times Square com shows, as peas na Broadway. Quando falamos de Paris, estamos falando de oitenta milhes de turistas. Quando fa-lamos do Brasil, em 2010, foram cinco mi-lhes. Veja que disparate, estou falando de um pas e uma cidade!

    Quando promovemos cultura aqui, pro-movemos cultura popular de uma forma muito elitizado, a gente no quer que o popular v. Fui a uma exposio em Nova Iorque e aluguei os fones de ouvido, em que uma narrao falaria sobre as obras que iria ver na exposio. Comecei a achar que a voz era conhecida e ao final descobri que era o David Bowie falando. No final, ele se apre-senta e voc se surpreende com o cuidado

    A dor e o sofrimento so

    iguais no mundo todo, assim

    como o prazer e a liberdade

    gabr

    iel s

    teff

    ens

    divu

    lga

    o

    Suely Ruiz, Marie-Kerckaert e Odamar Versolatto duranrte exposio Art Show no espao Universo Maria em Santo Andr

  • 10 TAXICULTURA|Dezembro - Seja gentil: deixe a revista a bordo para o prximo passageiro leitura de bordo dos taxis paulistanos - Dezembro|TAXICULTURA 11

    com que o trabalho feito. No tem essa coisa de acelerar o teu ritmo para poder ver alguma coisa. Porque a todo o momento tem exposies, apresentaes, envolvimento.

    E isso se reflete em muitos outros as-pectos da vida; por exemplo, o Brasil no sabe que preciso ocupar as ruas, que se no ocupamos as ruas, a violncia ocupa. Porque aqui cada um tem a sua carroa, porque se as pessoas tivessem transporte coletivo, elas estariam andando pelos quar-teires, mas no, as pessoas chegam direto para suas garagens e deixam as ruas mer-c de quem quiser.

    TAXICULTURA

    Quais foram os momentos mais impor-tantes da sua carreira?

    Odamar Versolatto

    No processo de separao do terceiro casamento, no ano de 1993, descobri que gostava muito da minha prpria companhia (risos) e resolvi que iria me dedicar a isso e comecei a produzir. Ento, veio o quarto ca-samento que foi muito importante, porque a Sueli [Ruiz] comprou a ideia, ela se virou para mim e disse: gosto disso e acho que voc pode fazer isso. Eu nunca pensei em fa-zer exposio, nunca pensei em me expor. E ela montou a primeira exposio e foi um su-cesso de venda. Hoje, fico pensando e acho que vendi muito barato as telas (risos).

    Apresentei dezenove trabalhos e vendi trin-ta e trs, mas a encomenda mais importante que tive ali foi a do Cnsul da Frana, Jean Levy, que tinha vindo at Santo Andr ver a exposio. Ele se virou para mim e disse que eu precisava ir para Paris apresentar o meu trabalho. E a, minha segunda exposio j foi em Paris, em um espao que ele arrumou. Quando fui procurar essa galeria, que fica na Saint German, o prdio estava desativado, mas a mostra mexeu tanto com a cidade que reativou o prdio, que agora abriga a Funda-o Van Gogh, que funciona l at hoje.

    TAXICULTURA

    Projetos em andamento?

    Odamar Versolatto

    Milhes de projetos. Muitas coisas an-dando, muitas coisas para serem conclu-das, mas, hoje em dia, meu grande projeto conseguir produzir uma arte de qualida-de, no para receber elogios hoje, mas uma arte para receber elogios a quinze, vinte anos. Aconteceu comigo uma coisa muito bacana, que mudou meu modo de ver al-

    gumas coisas. Na minha terceira ou quarta expo-sio em Paris, uma cr-tica de arte fez um artigo muito pejorativo sobre o meu trabalho e isso me deixou muito confuso se estava no caminho certo. Agora, em setembro, ela escreveu outra crtica di-zendo o quanto ela no conseguiu enxergar acer-ca do meu trabalho, de quantos anos eu estava produzindo frente. Na-quela poca, h uns de-

    Divulgao

    Divulgao

    Odamar Versolatto com rica Lorca durante o Polo Design Show 2012

    zessete anos atrs, eu fazia figuras super-realistas, onde trazia a realidade para as obras e depois brincava com grafites e tudo o mais. Hoje, esses trabalhos so valorizados.

    Taxicultura

    Qual foi o principal aprendizado nessa trajetria?

    Odamar Versolatto

    O grande aprendizado disso tudo a convico de que se voc viver como artista vai conseguir produzir alguma coisa e tirar seu sustento dis-so. Se voc for uma pessoa que vive presa riqueza e a ter tudo ao seu dispor, voc vai produzir, mas aquilo, muito provavelmente, vai ser apenas um artesanato, para ser reproduzido em srie. A arte no est na poesia que voc se utiliza de palavras que o popular no vai entender. A arte est em articular signos que qualquer ser humano possa entender.

    Eu no sou classe A nem classe E, nem B+, nem C ou D, a minha ca-tegoria outra, eu sou artista. O desafio conseguir articular todos es-ses mundos, isso que faz um artista, no importa se ele est no Champs dElysses ou no Morro da Mangueira.

  • Neste caderno voc encontrar dicas e novidades sobre o mundo da tecnologia

    Aplicativos e ferramentas

    Fernando Lemos especialista em Solues de Tecnologia, palestrante, colunista em rdios e TV. Autor de artigos em jornais, revistas e sites na web, e idealizador do Projeto Tecnologia Para Todos Web: www.fernandolemos.com.br | Palestras: palestras@fernandolemos.com.br

    Muito til para aquelas situaes em que o

    seu computador compartilhado no escrit-rio ou em casa, e, por consequncia, outras

    pessoas usam-no e acabam instalando novos softwares. E muitos podem ser indesejados.

    Muito til porque a instalao de programas pode gerar vulnerabilidades

    no PC que vo de problemas no prprio funcionamento at a abertura para

    invases digitais. Disponvel nos sites de download na web, o installguard

    fcil de operar e previne a instalao de aplicativos no seu computador.

    Installguard

    Div

    ulga

    o PenDrives esto cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Mas so

    um meio de armazenamento muito inseguro. Por isso, sempre que pre-cisamos emprest-los ou conect-los em um computador desconhecido, fica a im-presso da vulnerabilidade. Um aplicativo

    que ajuda nessas situaes o Kashu usb

    Flash Security. Ele previne que se copie ou

    mesmo se acesse o contedo do PenDri-ve, criptografando os dados e protegendo-o atravs de uma senha segura.

    KASHU USB Flash Security

    Div

    ulga

    o

    Alm do entretenimento, o Twitter

    uma rede que pode ser muito til tambm

    na busca de informaes. Por isso, vrias

    ferramentas so construdas ao redor do

    Twitter, usando os seus bancos de dados.

    Uma muito interessante o site www.WHOFOLLOWSWHOM.com, que

    permite identificar entre at cinco Twitters, aqueles que compartilham

    os mesmos seguidores ou tm os mesmos Twitters seguidos em comum.

    Assim, voc pode identificar as caractersticas de certos perfis antes de co-mear a segui-los.

    Whofollowswhom

    Div

    ulga

    o

    As senhas so cada vez mais impor-tantes no mundo digital. Redes sociais,

    fruns, internet bank, webmails, perfis

    usurios em sites de servios e tantas outras. Mas, com tantas senhas neces-

    srias, fica difcil decorar. Para isso o aplicativo Ultimate Password Saver

    pode ajudar bastante. Ele guarda suas senhas no seu prprio computador,

    e de maneira segura. Gratuito e disponvel nos sites de downloads na web.

    Ultimate Password Saver

    Div

    ulga

    o

    Est cada vez mais comum usarmos smartphones para nos conectar

    s redes sociais. No Brasil, aproximadamente 30% dos acessos s redes

    vm de gadgets e no de PCs ou MACs. Como muitas dessas pessoas

    gostam de postar fotos, uma dica para usurios de sistemas ANDROID

    o aplicativo PICSAY. Um editor de imagens ideal para e compartilhar

    fotos no Twitter, Facebook ou mesmo para se enviar por email. As ima-

    gens ficam mais bonitas e mais divertidas, com vrios efeitos.

    Picsay

    Div

    ulga

    o

    Em um encontro semanal na TV, Fernando Lemos traz as novidades do universo da Tecnologia, entrevistas com muita gente bacana e muitas dicas interessantes!NET TV - CANAL 13 - NET CIDADE | 2as feiras - 09:30 3as feiras - 00:30 | 4as feiras - 13:30h | 5as feiras - 01:30h e 13:00h

    Apoio:

  • TECNOLOGIA

    Fernando Lemos apresenta o que h de mais moderno e o que vem por a no universo da tecnologia

    Alguns sites interessantes na web. Vale a pena visitar...

    Ns apoiamos:

    www.ZOCIAL.TV

    Um site que traz os campees de audincia na web, mais vis-tos e compartilhados. Organizados por categoria como novida-des, msicas, games, esportes e filmes, por exemplo, para voc ter acesso imediato ao que est mais em exposico no momento com atualizaes constantes.

    Div

    ulga

    o

    Um site que rene os principais virais da web. E com botes de liga/desliga voc assiste ou ouve as frases, sons, msicas e tudo de diferente que est chamando a ateno na web.

    www.FUNSWITCHER.com

    Div

    ulga

    o

    Muito bom para quem gosta de shows, teatro, festivais e eventos em geral. Um site onde as pessoas que j compraram seus ingres-sos, mas por algum motivo no podero comparecer, podem colo-car as suas entradas venda. E bom tambm para quem estivar do outro lado, buscando ingressos que j esto esgotados nas bilhete-rias ou nas compras pela web. Funciona como um classificado de ingressos. O site traz imagens e vrias informaes obre os eventos, alm de estar integrado ao Clube do Ingresso para garantir que no haja exploraco nos preos praticados.

    www.COMPREIENAOVOU.com.br

    Div

    ulga

    o

    Um site com uma proposta interessante. Permite que voc arma-zene e manuseie na nuvem fotos em tamanho menor. Essa uma alternativa excelente para trazer agilidade a quem gosta de postar fotos nas redes, blogs e sites em geral. Suporta arquivos de at 5mb de tamanho e aps armazenar a sua foto, voc recebe um link para endere-la sempre que precisar.

    www.IMAGESHACK.com

    Div

    ulga

    o

  • 14 TAXICULTURA|Dezembro - leitura de bordo dos taxis paulistanos

    BIG APPLEPor Vinnicius Balogh

    Vinnicius Balogh administrador de empresas e atualmente mora em Nova York, onde est realizando um Executive MBA na Columbia UniversityTwitter: @vibalogh

    Apaixonado por viagens e gastro-nomia, Vinnicius Balogh traz aos leitores da TAXICULTURA dicas e su- gestes para curtir na metrpole mais badalada do mundo

    Div

    ulga

    o

    Fsseis de dinossauros? As teorias da evoluo? Mostra do espao planetrio em cinema IMAX? mesmo difcil de acreditar que tudo isso realmente existe em um s lugar. No Museu Americano de Hist-ria Natural, mais de 32 milhes de espcies e artefatos culturais esperam sua explorao. Graas a seu desta-que no papel de protagonista no filme Uma noite no Museu, o espao atrai entusiastas, jovens fs ansio-sos para ver a baleia azul de 94 ps (28,6 metros), o

    esqueleto fossilizado de um tiranossauro rex, e o chiclete da Ilha de Pscoa. Esse, sim, o programa de NY para todas as idades.

    200 Central Park West, New York, NY 10024

    AmericAn museum of nAturAl History

    Div

    ulga

    o

    muito comum os moradores de Nova Iorque chamarem a Grand Central Terminal de Grand Central Station. Esse um templo vivo que ilustra bem o passado da cidade. Vale a pena olhar fixa-mente para o mural e seu teto celeste acima da vasta multido no hall principal. No andar inferior possvel encontrar os tradicionais Slurp e o Ku-mamotos, alm do lendrio Oyster Bar (ja desta-cado nessa coluna). Quem visita a Grand Central no pode sair sem contar um segredo para o seu parceiro na Galeria Whispering: fique no final de qualquer rampa do Oyster Bar... sussurre na parede, voc vai ser ouvido magicamente no lado oposto do pilar. Misture-se com os passageiros no mercado de culinria gourmet e no deixe de explorar as secretas passagens elevadas para uma vista espectacular sobre o concurso. Mesmo se voc no tem para onde ir, pode passar horas neste terminal de mais de cem anos de idade e nunca se cansar.

    87 E 42nd St, New York, NY 10017

    GrAnd centrAl terminAl

    Div

    ulga

    o

    Inacreditvel que um restaurante japons em NY possa ter conquistado 2 estrelas no renomado guia Michelin de gastronomia. Nem no Japo um restau-rante de ramen havia conquistado essa faanha. Vale explicar que ramen nada mais do que uma sopa de macarro, derivando seu sabor da carne de porco bem quente, com pedaos de carne de porco, ceboli-nha, ovo e, seguramente, nessa caso especfico, vrios outros segredos que conseguiram garantir tamanho reconhecimento... e o melhor de tudo: barato.

    Um ramem no sai mais do que 15 dlares, suficiente para um bom jantar num restau-rante estrelado. Entretanto, essa novidade j foi descoberta pelos turistas e locais, ou seja, esteja preparado para esperar sua vez. Mas adianto: voc no vai se arrepender!

    171 First Ave., New York, NY 10003 nr. 11th St.

    momofuku noodle BAr

    Div

    ulga

    o

  • 14 TAXICULTURA|Dezembro - leitura de bordo dos taxis paulistanos

  • 16 TAXICULTURA|Dezembro - leitura de bordo dos taxis paulistanos

    Teatro do Centro da Terra

    SPTEM

    Por Arnaldo Rocha

    Inaugurado no dia 3 de setembro de 2001, o teatro mais under-ground da cidade fruto da obs-tinao do arquiteto, empresrio e diretor Ricardo Karman, que, durante dez anos, escavou e realizou obras no quarto e quinto subsolos do prdio, onde hoje atua a Kompanhia do Cen-tro da Terra, que responde pela admi-nistrao do espao.

    A escolha do nome se deu por dois motivos principais: a prpria caracte-rstica subterrnea da sala de espet-culos, com capacidade para 96 pes- soas, como tambm para prestar uma homenagem ao premiado espetculo Viagem ao Centro da Terra, realizado, em 1992, pela ento Kompanhia Tea-tro Multimidia de So Paulo, que veio a se transformar na atual Kompanhia.

    Div

    ulga

    o

    Descentralizar a cultura

    Alm dos subsolos, com sua inu-sitada sala de espetculos, a trupe do Centro da Terra ocupa os quatro andares superiores do edifcio, onde realiza seus ensaios e demais ativi-dades dos seus ncleos de pesquisa - interpretao, dramaturgia e mon-tagem - que garantem a programa-o ininterrupta do espao, desde sua inaugurao.

    De acordo com Ricardo Karman, a Kompanhia busca realizar um traba-lho de integrao com a comunida-de da regio, e para isso desenvolve, tambm, crescente atividade didti-ca. O Teatro do Centro da Terra um teatro de bairro. Um bairro que sofreu, nos ltimos anos, agressivo processo de adensamento urbano.

    O nome no uma referncia aleatria, pois o teatro est mesmo incrustado a doze metros abaixo da superfcie de um simptico edifcio do bairro Sumar

    Servio Teatro do Centro da TerraRua Piracuama, 19 - SumarFone: 11 3675 1595http://www.centrodaterra.com.br

    Suas caractersticas histricas foram mo-dificadas e a populao da regio aumen-tou violentamente. Porm, o mesmo no se deu em termos de investimento cultu-ral, declara.

    Seguindo uma proposta de descentrali-zao da cultura, a Kompanhia defende a importncia de descentralizar a cidade e estabelecer nos diferentes bairros da cida-de uma adequada infraestrutura urbana, capaz de atender as diferentes necessida-des da populao, de educao sade, de comrcio cultura. Quanto mais equi-pado for o bairro, menos necessidade ter a populao de deslocar-se e, consequen-temente, ir resultar em menos trnsito, menos poluio e menos estresse, argu-menta Karman.

    Formao dramtica

    O Teatro do Centro da Terra se coloca no apenas como sala de espetculos des-centralizada, mas, tambm, como ncleo gerador de cultura local, com a realizao de cursos e atividades de formao dram-tica. Para animar a visita dos espectadores, o Centro da Terra fez uma parceria com o Bar Gourmet Caravanar, que garante um cardpio de lanches rpidos feitos artesa-nalmente e uma fantstica variedade de cervejas. Vale a pena conhecer.

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

  • Clnica de Reabilitao So Francisco

    Av Paulista n 807 | 5 Andar | Sala 512Bela Vista | So PauloFones: 11 4324-5595 | 11 4324 -5596www.reabilitacaosaofrancisco.com.br

    Acupuntura Fisioterapia

    Pilates RPG

    Reabilitao

  • 18 TAXICULTURA|Dezembro - Visite e indique: twitter@TAXICULTURA

    ESPECIAL

    Percorrer as ruas do centro ve lho de So Paulo e m b u s c a d e l i v r o s u s a d o s p o d e s e r u m a d i -v e r t i d a e m u i t o i n t e r e s s a n t e a v e n t u r a p a r a

    o s a p a i xo n a d o s p o r c u l t u r a

    Aideia que o brasileiro no dado leitura vai por terra quando se percorre a regio central da ci-dade de So Paulo em busca de lojas que comercializem livros usados. Se

    for considerado apenas o entorno das Praas da S e Joo Mendes, j pos-svel localizar mais de vinte estabeleci-mentos especializados nessa atividade.

    Caso queiramos expandir essa busca

    para outras regies, o nmero pode

    chegar a mais de mil unidades.

    Entre as mais tradicionais livrarias sebo do Brasil est o Sebo do Mes-sias, considerado hoje como um patri-mnio da cidade. Localizado na Praa

    Joo Mendes, 140, a um quarteiro do

    Tribunal de Justia, o espao, que foi

    fundado pelo mineiro, ex-lavrador, ex-

    garon Messias Antonio Coelho, trans-mite a sensao de uma verdadeira viagem no tempo. Alm dos mais de

    300 mil ttulos que oferece aos seus

    clientes - entre livraria virtual e fsica

    - o sebo conta ainda com uma variada coleo de antiguidades, desde vdeos

    cassetes, gravadores de som e at vi-deogames fora de catlogo, com seus

    respectivos cartuchos.

    Outra seo que atrai muitos cole-cionadores a formada pelos antigos

    discos de vinil. Com um pouco de paci-ncia possvel encontrar verdadeiras

    raridades. Para os mais romnticos, h

    uma seo com ttulos apenas do can-tor Roberto Carlos.

    Uma praa cercada de livros

    Tambm na regio da Praa Joo

    Livros de mo cheiaPorWaldir Martins

    Mendes, praticamente ao lado do Sebo

    do Messias, podemos encontrar o Sebo

    Nova Floresta, cujo acervo inicial foi cria-do a partir da biblioteca particular do Dr. Ali Ayoub, um mdico que sempre teve

    nos livros um motivo de ateno especial. Contudo, no o prprio Ali Ayoub quem

    cuida da loja; a administrao fica por con-ta de seu irmo Ibraim Ayoub.

    Segundo Jos Amorim, antigo funcionrio

    que h mais dez anos trabalha na livraria, os

    visitantes tm sua disposio um acervo de cerca de 60 mil exemplares, que podem

    ser adquiridos em visitas realizadas na livra-ria, ou atravs do site na internet, hoje res-ponsvel por grande parte das vendas. O

    fluxo de pessoas que entram na loja ainda

    grande, mas a quantidade de vendas pela

    internet tem aumentado a cada dia. Juntan-do as vendas na loja e as feitas online, con-seguimos at 300 vendas por dia, afirma.

    Contando entre os seus clientes com um expressivo nmero de colecionadores, aman-tes da histria da religio e afins, o acervo

    do Nova Floresta contm diversas raridades.

    Aqui a grande procura por livros de religio.

    Entre as raridades, possumos at obras data-das do sculo 17, como uma Bblia e um Zohar

    (livro sobre Cabala, misticismo judaico) em 23

    volumes, destaca Amorim.

    Paixo pelo romance

    A paixo pelos livros uma caracterstica

    da famlia de Maria da Conceio Gomes

    de Freitas, proprietria da rede de livrarias

    Sebo Red Star, com quatro lojas instaladas

    em diferentes pontos da cidade. A livraria comeou em 1987 em uma banca de jor-nal, na rua Brigadeiro Luiz Antnio, e hoje

  • Uma excelente leitura para voc e para o prximo passageiro - Dezembro|TAXICULTURA 1918 TAXICULTURA|Dezembro - Visite e indique: twitter@TAXICULTURA

    Os sebos de So Paulo formam uma rede de difuso cultural que tornam os livros, cds e dvd acessveis a um nmero incrvel de pessoas

    possumos em acervo de quase 200 mil

    exemplares, conta.

    Ao contrrio de alguns sebos que tra-balham com foco em livros e publicaes

    tcnicas, voltado para estudantes das mais

    variadas reas, como direito, odontologia

    e mesmo medicina, Conceio ressalta que

    nas livrarias da rede os romances esto sempre entre os mais vendidos. A livreira argumenta ainda que, como no poderia

    deixar de ser, a rede conta com diversas

    raridades em suas prateleiras. Entre os li-vros raros, temos ttulos da Lygia Fagundes

    Telles, do Gustavo Barroso e at uma pri-meira edio do romance Corpo de Baile,

    do Guimares Rosa, afiana.

    Ttulos leigos e tcnicos

    Instalado nas proximidades da Faculda-de de Direito do Largo So Francisco, na

    rua Quintino Bocaiva, 285, a livraria Jos

    de Alencar uma opo estratgica para

    quem procura livros de direito. O sebo,

    que nasceu no Bairro da Penha, na rua

    Benjamin Constant, h 15 anos, possui em

    seu acervo cerca de 100 mil exemplares.

    Para granjear esses ttulos, o funcionrio

    Osias Viana informa que, alm da procu-ra habitual de interessados em vender ou

    trocar livros, realiza um trabalho de iden-tificar e classificar diversas bibliotecas per-tencentes a particulares, que por diferen-tes motivos pretendem se desfazer desse patrimnio. Pessoas que so especialistas

    em suas reas muitas vezes terminam por montar bibliotecas com um expressivo n-mero de volume sobre os mais variados temas. Por vezes, quando essas pessoas

    vm a falecer, seus familiares no querem

    ou no tm mais como ficar com os livros e nos procuram. Um exemplo que temos

    conosco a biblioteca do grande proces-sualista e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Moacir Amaral dos Santos, relata.

    Alm da rea jurdica, Osias declara

    que h muito procura por livros tcnicos

    em geral, inclusive de literaturas recentes,

    uma vez que um grande nmero de pesso-as, particularmente estudantes, se utiliza

    da troca ou venda de livros para minimizar os custos de seus cur-sos. A pessoa comprou, leu e j quer ou precisa comprar outro livro, ento acaba vendendo ou trocando, explica.

    Um amor de pai para filha

    Mais que uma livraria sebo, um antiqurio, assim que a pro-prietria da livraria Calil Antiquria, Maristela Calil, define a loja de livros antigos que h 28 anos herdou do seu pai, o livreiro libans Calil Attalah, que iniciou o negcio no ano de 1944. Mas no foi s a livraria que Maristela her-dou do seu pai; junto veio a paixo pelos livros, em especial livros antigos que tenham como tema o Brasil. Literalmente cresci entre livros, tanto dentro como fora de casa, afirma.

    Aqui um espao agradvel onde as pes-soas entram e ficam vontade, sem ningum ficar perguntando que livro o cliente quer, ou se vai comprar alguma coisa. As pessoas vem e ns recebemos com muito carinho, o que faz com que a livraria Kalil seja um espao diferenciado, que no propriamente um sebo, prefiro ser qualificada com um antiqurio argumenta Maristela.

    Alm da compra e venda de livros usados, os sebos desenvolvem um

    importante trabalho de preservao de

    obras raras

    Maristela Calil h 28 anos administra a Livraria e Antiquria Calil, um espao dedicado preservao de livros raros

    Administada pela familia de Maria Conceio Gomes de Freitas, a rede de sebos Red Star comeou em uma pequena banca de livros na Rua Brigadeiro Luiz Antnio

  • ESPECIAL

    20 TAXICULTURA|Dezembro - Seja gentil: deixe a revista a bordo para o prximo passageiro

    Lojas/ LivrariaSebo Red Star

    Rua Jos Bonifcio, 210 - SFone: 11 3105-2987Rua Benjamim Constant, 48 - SFone: 11 3101-3125

    Sebo do MessiasPraa Joo Mendes, 140 - SFone: 11 3104-7111

    Sebo Jos de AlencarRua Quintino Bocaiva, 285 - SFones: 11 3112-1882 e 3104-3758

    Sebo Nova FlorestaPraa Joo Mendes, 25 - SFone: 11 3242-3300

    Livraria Calil AntiquriaRua Baro de Itapetininga, 88, 9 andar - RepblicaFone: 11 3255-0716

    Mania de CulturaRua Doutor Rodrigo Silva, 34 - SFone: 11 3107-1731

    O Museu do Livro Rua Vieira de Morais, 897 - Campo Belo Fone: 11 5092-3872

    O Corsarium AlfarrabistaRua Augusta, 1.492, loja 8 - ConsolaoFone: 11 3284-1214

    Livraria Sebo Cultural Rua Pedroso de Morais, 833 - PinheirosFone: 11 3031-6797

    Sebo Dom QuixoteAv. Pedroso de Morais, 824 - PinheirosFone: 11 3032-3001

    Sebo AlvoradaAv. Pedroso de Morais, 809 - PinheirosFone: 11 3815-7215

    Sebo UniversoAv. Pedroso de Morais, 824 - PinheirosFone: 11 3031-4801

    Sebo RiachueloRua Riachuelo, 108 - SFone: 11 3101-9162

    Sebo Aliana Av. Brigadeiro Luiz Antnio, 269 - S Fone: 11 3107-4809

    Sebo Alternativa Av. Brigadeiro Luiz Antnio, 2389Jardim Paulista Fone: 11 3262-5228 e 3262-1117

    Av. Brigadeiro Luiz Antnio, 3450Jardim PaulistaFone: 11 3887-5711 e 3052-3885

    Av. Pedroso de Morais, 816 - Pinheiros Fone: 11 3031-0980

    Sebo do Aurlio Av. Rio Branco, 325 - RepblicaFone: 11 3224-8828

    Flanarte Rua Sete de Abril, 264 - RepblicaFone: 11 3129-5310

    Sebo LiberdadeAv. Liberdade, 86 - Liberdade Fone: 11 3115-1579

    Sebo Machado de Assis Rua lvares Machado, 50 - Liberdade Fone: 11 3115-2516

    Rika Comic ShopRua Augusta, 1371, sobreloja 10 e 11Consolao

    Sebo lvares MachadoRua lvares Machado, 45 e 50 - SFone: 11 3104-5093

    Sebo BrandoRua Cel. Xavier de Toledo, 234, sobreloja - RepblicaFone: 11 3214-3646

    Sebo Jurdico CentralRua Senador Paulo Egdio, 25 - SFone: 11 3105-0520

    SebopdiaRua Lbero Badar, 100 - SFones: 11 3107-0774 e 3107-1831

    Maristela ressalta que, por possuir um acer-vo qualificado e com foco exclusivo em temas brasileiros, a Calil objeto de consulta de um grande nmero de pesquisadores e coleciona-dores de livros antigos que, de algum modo, tenham foco no Brasil.

    Paradoxalmente paixo por livros antigos, a livraria Calil uma pioneira quando se trata em oferecer aos seus clientes o atendimento online, comum grande maioria das outras livrarias sebo da cidade. Quando instalei o sistema em 1997, falar em computador e in-ternet era uma coisa do outro mundo. Os pr-prios livreiros reprovavam o que eu falava que era bom. Hoje, todo mundo est na internet, relata Maristela.

    Amantes da arte e HQ

    Ainda para quem procura livros de arte e cul-tura, alguns estabelecimentos localizados na Rua Pedroso de Morais, como as livrarias Sebo Cultural, Dom Quixote, Alvorada e Universo, en-tre outros, podem ser excelentes alternativas. O sebo Flanarte, na Rua Sete de Abril, e o Cor-srio Alfarrabista, localizado na Rua Augusta, tambm so outras opes para o tema.

    Para aqueles que tm paixo pelas hist-rias em quadrinhos, uma excelente opo a Rika Comic Shop. Localizada dentro da galeria Ouro Velho, a loja rene todo tipo de quadri-nhos. Alm das HQs de super-heris, os visi-tantes tambm podem encontrar material de terror e quadrinhos antigos que datam desde 1940, americanos e europeus.

    A paixo de cuidar e preservar

    Para a proprietria da Livraria Calil, o trabalho das livrarias sebo vai muito alm do comrcio de livros usados. Uma das especialidades desse trabalho a pre-servao de livros, declara Maristela. Vivemos oitenta, noventa anos, e o que a livraria faz cuidar desses livros, res-taurando e encadernando, cuidando para deixar o exemplar em condies de leitu-ra para mais trezentos anos, para as pr-ximas geraes. Isso importantssimo,

    no s ter o livro na estante, finaliza.

    Ex-lavrador, ex-garon, Messias Antonio Coelho o proprietrio do Sebo do Messias, considerado hoje um patrimnio da cidade

    Os visitantes tm sua disposio centenas de milhares de ttulos

  • 20 TAXICULTURA|Dezembro - Seja gentil: deixe a revista a bordo para o prximo passageiro

  • 26 TAXICULTURA|Dezembro - Visite e indique: twitter@TAXICULTURA

    Cardpio especial para quem deseja aproveitar o melhor esprito natalino portugus, sem ter que encarar horas na cozinha

    Delcias do Natal

    Conhecida como uma dos maiores espe-cialistas em gastronomia portuguesa de So Paulo, Ilda Vinagre, que comanda dois dos mais requisitados restaurantes da cida-

    de, o A bela Sintra e o Trindade, desenvolveu para

    cada uma das casas, um cardpio exclusivo para

    quem deseja nestas festas de final de ano aprovei-

    tar o melhor de uma autntica ceia portuguesa.

    Uma mesa de muitos aromas e sabores

    Tendo como referncia o Ano de Portugal no

    Brasil, que teve seu incio no ltimo dia 07 de

    setembro, a ceia do A bela Sintra traz uma com-

    binao especial de aromas e sabores, com uma

    entrada de carpaccio de melo com presunto

    Pata Negra, seguida por um bacalhau com miga

    de po de ervas finas e frutos secos.

    Para aqueles que desejam uma alternativa ao

    bacalhau, Ilda Vinagre faz questo de ressaltar

    SO PAULOUM MUNDO TODO

    Por Cida Nogueira

    Mau

    ro H

    olan

    daEl

    isan

    gela

    And

    rade

    leitura de bordo dos taxis paulistanos - Dezembro|TAXICULTURA 27

  • 26 TAXICULTURA|Dezembro - Visite e indique: twitter@TAXICULTURA

    A entrada ser uma salada de mo-

    ela de pato confitado com vinagrete

    de laranja e o prato principal, baca-

    lhau assado com jardineira de legu-

    mes e maionese de pimentes.

    Outra opo que vai estar dispo-

    nvel o menu la carte, composto

    por uma posta de bacalhau grelhado

    com batatas ao murro e brcolis; ca-

    mares Trindade; arroz de polvo

    Caio; fil de cordeiro moda, entre

    outros. Para adoar o final da noite

    de festa, torta de queijo com frutas

    secas, toucinho do cu, rocambole

    de chocolate com baba de moa ou

    canilhas de Santo Antnio.

    Com um espao idealizado para re-

    ceber confortavelmente os seus visi-

    tantes, o Trindade oferece um salo

    clean com estofados roxos, madeira

    rstica, luz natural atravs de clara-

    boia, onde chama a ateno o pai-

    nel de lona de caminho do artista

    Eduardo Kobra, que retrata a Ribeira,

    bairro da cidade do Porto. Ao longo

    do p direito alto, h um mezanino

    com espao que comporta at 25

    pessoas. Ao lado, se observa a bela

    adega suspensa e envidraada com

    preferncia para os vinhos com rtu-

    los lusitanos.

    SO PAULOUM MUNDO TODO

    Mau

    ro H

    olan

    da

    Mauro H

    olandaM

    auro Holanda

    outros pratos da culinria lusitana, como,

    por exemplo, o pato com molho de fram-

    boesa; costeletas de cordeiro com arroz de

    brcolis; e o arroz de pato nossa moda.

    Tambm fazem sucesso a cataplana de fru-

    tos do mar e o polvo lagareiro.

    Para finalizar, a escolha fica entre uma

    torta de amndoas com sorvete de bauni-

    lha; os tradicionais doces do convento como

    o pudim de queijo fresco; encharcada de

    fios de ovos ou a sericaia do Alentejo.

    A casa, que flerta com ares portugueses

    e modernidade, tem decorao assinada

    pelos arquitetos Miguel Vigil e Toninho No-

    ronha, que utilizaram elementos lusitanos

    como o cobre, madeira e pedras nos deta-

    lhes e tambm apostaram nos espelhos em

    pontos estratgicos para imprimir charme e

    permitir uma viso ampla do ambiente. No

    salo h um espelho dgua composto por

    um jardim com palmeiras, onde foram posi-

    cionadas as mesas mais reservadas.

    Arte que vai do prato ao ambiente

    Para o restaurante Trindade, Ilda Vinagre

    foi buscar nas tradies do Alentejo a ins-

    pirao para o cardpio especialmente de-

    senvolvido para a ocasio e que ser servi-

    do na ceia do dia 24 e no almoo do dia 25

    de dezembro.

    A BELA SINTRA Rua Bela Cintra, 2325 - Cerqueira CsarFone: 11 3891-0740www.abelasintra.com.br

    TRINDADE Rua Amauri, 328 - Itaim BibiFone: 11 3079-4819 | 3079-4861www.trindaderestaurante.com.br

    Onde Comer:

    Painel de Eduardo Kobra destaque do res-taurante Trindade

    Decorao moderna de A bela Sintra traz charme e requinte num ambiente amplo e confortvel

    Divulgao - Trindade 23

    leitura de bordo dos taxis paulistanos - Dezembro|TAXICULTURA 27

  • 28 TAXICULTURA|Dezembro - leitura de bordo dos taxis paulistanos

    O vero est chegando e nada melhor do que aproveitar as delcias que a estao oferece. Mas lembre-se de proteger muito bem a sua pele!

    Prepare-se: l vem sol

    Com a entrada em cena do vero, todo mundo no v a hora de curtir a sua praia, piscina e passeios ao ar livre. Mas no se iluda, pois, alia-dos s radiaes solares, diversos agentes externos como poluio, ar condicionado e fumaa de cigarro podem danificar seria-mente a sua pele, alm de provocar o seu envelhecimento precoce.

    Nunca demais lembrar que a cada ano os nveis de radiao solar UVA e UVB fi-cam mais intensos, aumentando a agresso derme, camada mais profunda da pele, como tambm da epiderme, camada mais superficial, podendo resultar em queima-duras de diferentes graus e o surgimento de cncer de pele.

    BELEZA Por Daniela Gualassi

    Div

    ulga

    o

    Os cnceres de pele correspondem a 25% dos tumores

    malignos registrados no Brasil

    Dra. Camila Haufbauer orienta o uso dirio de protetor solar

    Div

    ulga

    o

  • 28 TAXICULTURA|Dezembro - leitura de bordo dos taxis paulistanos

    BELEZA

    Div

    ulga

    o

    Proteo para todo dia

    Para minimizar esses danos, a Dra. Cami-

    la Haufbauer orienta o uso dirio de pro-

    tetor solar, mesmo para quem est dentro

    de sua rotina de trabalho na cidade, tanto

    no vero, como tambm no inverno.

    Quem pensa que deve usar o prote-

    tor solar apenas quando vai para a praia

    est completamente enganado. O fator

    30, por exemplo, pode ser ideal pra quem

    trabalha em escritrio, quando as pesso-

    as devem aplicar uma vez ao dia antes de

    sair para almoar. Quem tem uma ativi-

    dade mais intensa ao ar livre, a aplicao

    deve ser feita a cada duas ou trs horas,

    enquanto tiver luz solar, recomenda

    a especialista.

    O protetor ideal para cada tipo de pele

    A dermatologista alerta ainda que, em-

    bora todas as reas do corpo que ficam

    expostas aos raios solares devam necessa-

    riamente receber proteo, o rosto sem-

    pre merece um cuidado especial. Aler-

    to sempre meus pacientes que a ateno

    com o rosto deve ser maior. Por isso, im-

    portante verificar as informaes do pro-

    duto para escolher um protetor indicado

    para cada tipo de pele, explica. Algumas

    pessoas tm pele oleosa, os homens com

    barba, por exemplo, no gostam de usar

    um protetor muito gorduroso, continua.

    Portanto, muito importante voc co-

    nhecer o seu tipo de pele para melhor se

    proteger do sol. Peles secas exigem uma

    loo mais cremosa, j as oleosas, o uso

    de loes em gel e oil free. Quem possui

    um tipo de pele normal, geralmente se

    adapta s diferentes opes. Pessoas de

    pele negra no esto isentas de prote-

    o e devem usar pelo menos um com

    fator 15.

    No se esquea de verificar se o prote-

    tor solar capaz de bloquear os raios UVA

    e UVB. Essa escolha sempre deve ser cui-

    dadosa, pois, mais do que a sua vaidade, o

    que est em jogo a sua sade.

    Cuidados na aplicao

    De acordo com estudos realizados pelos

    principais laboratrios, o fator de prote-

    o do protetor solar (FPS) fica garantido

    desde que seja feita a aplicao de dois

    miligramas do produto em cada centme-

    tro quadrado do corpo.

    Portanto, no momento de utilizar o pro-

    tetor, agite bem o produto para garantir

    que os ingredientes estejam bem homog-

    neos e aplique em todas as reas do corpo

    que podem ser expostas ao sol. Certifique-

    -se que seja formada uma pelcula prote-

    tora sobre a sua pele.

    Vale lembrar que o Inca - Instituto Na-

    cional de Cncer orienta o uso de proteto-

    res solares com pelo menos 30 minutos de

    antecedncia exposio ao sol. Redobre

    o cuidado com as crianas e tanto nelas,

    quanto nos adultos, aplique a loo antes

    de sair de casa e reaplique todas as vezes

    que entrar na gua ou transpirar bastante.

    O cuidado no exagerado se conside-

    rarmos que os cnceres de pele corres-

    pondem a 25% dos tumores malignos re-

    gistrados no Brasil. Aproveite para curtir

    a melhor estao do ano, mas com pro-

    teo total.

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    Gostou da matria? Voc tambm a encontra em TAXICULTURA.com.br - Dezembro|TAXICULTURA 29

  • 30 TAXICULTURA|Dezembro - Seja gentil: deixe a revista a bordo para o prximo passageiro

    A realidade nada mais do que a leitura que se faz dela. E impor-tante notar que, normalmente, o que define essa tica e as escolhas que fazemos a partir dela no so os resulta-dos externos, mas sim, o movimento in-terno que nos impele ao: aquilo que nos motiva.

    Como uma fora intrnseca, seu com-bustvel depende de sonhos e desejos individuais que devem ser respeitados de forma a preservar o que o ser humano tem de mais digno, ntegro e precioso, que a sua liberdade de escolha. Ao mesmo tem-po, algo que motive visceralmente uma pessoa pode ser enfadonho para outra e, via de regra, os estmulos externos no so capazes de mudar esse panorama.

    O entusiasmo no pode ser comprado

    Quem j educou seus filhos deve lem-brar que uma criana se sente muito mais motivada quando percebe o valor huma-no naquilo que faz.

    Quando despertamos em nossos filhos a satisfao de cumprir uma tarefa, como, por exemplo, contribuir na organizao do lar como uma gostosa brincadeira, tendo

    Por Fernanda Monteforte

    QUALIDADEDE VIDA

    Fernanda Monteforte consultora de qualidade de vida e ministra aulas do Mtodo DeRose Maiores informaes: Tel.: 11 4125-6658fernanda.monteforte@ metododerose.org

    Motivao: fora que impele aoUma mesma situao pode ser interpretada como um grande problema ou uma grande oportunidade

    prazer em fazer uma atividade bem feita, os resultados se tornam muito mais efetivos, do que quando simplesmente lhe ofertamos um presente. O presente pode at suprir uma expectativa imedia-ta, mas no gera uma mudana de comportamento perene.

    Como eternas crianas, ao longo da vida, percebemos que o di-nheiro extremamente importante, mas, como o presente, no suficiente para lastrear a motivao. Nossa ambio em suprir os anseios internos maior que uma simples recompensa e a relao com o dinheiro se torna muito mais prazerosa quando ele se torna consequncia, fruto de um trabalho bem feito.

    O prazer de assumir desafios

    Motivados, sentimo-nos capazes de inovar, criar, realizar desejos, experimentar o novo, alcanar o que para muitos seria impossvel.

    Quando a ao encontra eco no corao, vivenciamos a vontade de mudar e produzimos a capacidade de empreender novas opor-tunidades sem medo de arriscar, nem tampouco, de errar.

    E, quando erramos, aprendemos. Cada percalo amplia a expe- rincia e nos fortalece para conquistarmos excelncia para nos tor-narmos cada dia melhores naquilo que fazemos.

    Quando buscamos a concretizao dos nossos ideais e preser-vamos os nossos valores internos, assumimos as rdeas da nossa vida, uma experincia de grande valia e prazer.

    Como certo dia filosofou um amigo, tornamo-nos capazes de ex-trair o S da palavra CRISE.

    Motivados, nos imbumos de poder interno para recriar a nos-sa realidade.

    Div

    ulga

    o

  • 32 TAXICULTURA|Dezembro - Gostou da matria? Voc tambm a encontra em TAXICULTURA.com.br

    PorWaldir Martins

    Mergulhado em um vale da Serra da Mantiqueira, com uma rea de 322 km, So Francisco Xavier fica a apenas duas horas e meia da cidade de So Paulo e mantm todas as caractersticas de um pequeno povoado do interior, onde tradies como o artesanato tpico e as festas religiosas atraem um nmero expressivo de turistas.

    rea de proteo ambiental, So Francisco o destino de pessoas que buscam o turis-mo contemplativo e a prtica de esportes radicais, oferecendo aos visitantes desde passeios leves, com cavalgadas, caminhadas e visitas s cachoeiras da regio, bem como atividades mais radicais como pedaladas na montanha, tirolesa e trekking, onde a aven-tura garantida.

    O distrito possui tambm uma rampa de voo livre e vrios pontos com altitudes apropriadas

    Esse pequeno distrito de So Jos dos Campos, praticamente dentro do espao urbano da cidade, oferece ao visitante contato com uma

    natureza selvagem e exuberante

    So Francisco Xavier

    BANDEIRA

    LIVRE

    para praticar paraglider, alm de diversos rios e crregos apropriados para a canoagem.

    O circuito das artes

    So Francisco Xavier possui quatro atelis - Arte da Roa, Tnia Negro, Manac da Serra e o Ateli de ls Mscaras - onde os visitantes podero ter acesso a trabalhos desenvolvidos com diferentes tcnicas, como, por exemplo, reprodues de flores nativas e exticas da Mata Atlntica em compensado e alto relevo em epxi, com pinturas to perfeitas que se confundem com as flores e folhas originais da natureza, ou ainda peas de cermica utilit-rias e para decorao, feitas manualmente e queimadas em fornos de alta temperatura.

    nico em seu gnero na Amrica Latina, Estados Unidos e Canad, o Ateli de ls Ms-caras confecciona mscaras venezianas, mito-

    lgicas greco-romanas e de teatro commedia dellarte. Cada mscara uma pea de arte exclusiva destinada decorao residencial e uso pessoal, produzida por meio de antiga tc-nica veneziana de empapelamento, conhecida como Cartapesta.

    Turismo em harmonia com a natureza

    Para atender o aumento da procura por So Francisco, tanto pelas suas festas tradicionais como para o turismo ecolgico, o distrito dis-pe de uma excelente infraestrutura, onde o visitante poder encontrar uma variedade de pousadas e at reas de camping. Um fen-meno que vem marcando a cidade o expres-sivo nmero de pessoas que, aps conhecer a regio, constroem casas de campo, devido ao delicioso clima de montanha.

    Quem ainda no conhece So Francisco

    Div

    ulga

    o

  • So Francisco Xavier integra o Circuito Turstico da Mantiqueira e tem como atrativos a natureza exuberante, eventos e festas

    Xavier precisa programar uma visita. Quem j conhece, sempre volta e indica aos amigos. um lugar maravilhoso, calmo e encantador, onde a natureza e a receptividade do povo local deixam os frequentadores muito von-tade, relata Agnes Pereira Rogrio, chefe da diviso de Turismo da Prefeitura de So Jos dos Campos.

    Dentro de um processo de fortalecimen-to do turismo local, o distrito passou a in-tegrar o Circuito Turstico da Mantiqueira, investindo em diferentes eventos, como o Festival Literrio Mantiqueira, que ocor-re entre os meses de maio e junho; a Se-mana do Meio Ambiente, tambm no ms de junho, alm da festa de aniversrio do distrito, que acontece no ms de agosto.

    Principais atraes

    Praa Cnego Antonio Manzi

    Os moradores usam a praa para encon-tros, feiras de artesanato e atividades cultu-rais e de lazer.

    Cachoeira pblica Pedro David

    Com 15 metros de altura, em vrias quedas, tem estrutura com vestirios, banheiros, rea para alimentao e playground.

    Serra do Queixo DAnta

    Fica a 1.740 metros de altitude, na divisa com Sapuca-Mirim (MG), e tem vista panor-mica para cidades do Vale do Paraba.

    Pico do Selado

    o ponto mais alto do municpio, com 2.082 metros de altitude. Localizado nos limites com Camanducaia (MG) e Joan-polis, ideal para a prtica de alpinismo. No inverno, a temperatura fica entre 5 e 12 graus negativos, com eventual queda de neve.

    Pedra Redonda

    Excelente para o alpinismo sem equi-pamentos, a Pedra fica a 1.925 metros de altitude, no limite com Camanducaia e Serra do Selado.

    Pedra Chapu do Bispo

    Est a 1.913 metros de altitude e excelente local para alpinismo sem equi-pamentos, alcanando temperaturas de 12 graus negativos no inverno.

    Pedra Pouso do Rochedo

    Localizada a 1.300 metros de altitude, na Serra de Santa Brbara, oferece pai-sagem de guas lmpidas, ligeiras, por entre pedras, que formam piscinas na-turais e pequenas quedas.

    Cachoeira do Roncador

    Tem 45 metros de altura e fica na con-fluncia do Ribeiro Roncador com o Rio do Peixe.

    Pouso do Rochedo

    Trilha com oito quedas de cachoeira.

    Como chegar

    Pela Via Dutra - Vindo de So Paulo Siga at So Jos dos Campos e pegue a

    sada do Km152; siga pela marginal da ro-dovia, passe por baixo do viaduto e pegue a ala de acesso do mesmo. Basta seguir as placas para SFX.

    Pela Ayrton Senna - Vindo de So Paulo Siga at o Km 96 da Carvalho Pinto, aces-

    se a Rodovia dos Tamoios (SP 99) no senti-do So Jos dos Campos, e entre no anel virio. A partir da s seguir as placas.

    Divulgao

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    34 TAXICULTURA|Dezembro - leitura de bordo dos taxis paulistanos

  • Informaes e inscries

    O Parque Ecolgico Guarapiranga lugar de boas surpresas. Seu Museu do Lixo, com incrveis objetos retirados da represa - de carro a fotocopiadora... - contrasta com a Trilha da Vida que, realizada de olhos vendados, convida a refletir sobre nossa relao com ns mesmos e com o mundo. De l, o belo percurso em barco pelas guas da Guarapiranga, mostrou-nos um espao ainda a ser devidamente desfrutado pelos paulistanos: nem s de concreto vive o homem! Para fechar, na outra margem, enquanto em Interlagos as mquinas voavam, caminhvamos tranquilos pelo Solo Sagrado com seus jardins, lagos, carpas e cons-trues, contemplando e desfrutando da representa-o do paraso na terra, imaginado por Mokiti Okada, tambm conhecido como Meishu-Sama (Senhor da Luz, em portugus).

    Parque do Guarapiranga e Solo Sagrado Realizada no dia 25 de novembro

    Caminhar para se divertir, para conhecer ou ver, de forma diferente, outros lugares, outras caras, outras tribosD

    ivul

    ga

    oD

    ivul

    ga

    o

  • Informaes e inscries

    Dia 16 de dezembroManh de domingo. timo dia e horrio para caminhar-

    mos pelas ruas de So Paulo, em grande estilo. E o Clube da Caminhada preparou um roteiro emoldurado pelas obras de Ramos de Azevedo, arquiteto que marcou a paisagem e a cul-tura paulistana com obras como Theatro Municipal, Pinaco-teca e Casa das Rosas, dentre tantas outras. Sobre as obras conhecidas, uma oportunidade para revermos detalhes sob outros ngulos; para as que no conhecemos, vale pelas sur-presas que a cidade guarda ao alcance de todos. para ver, curtir, fotografar e levar na memria afetiva que temos pela pauliceia desvairada. E, falando em memria afetiva, no por acaso a caminhada terminar no Mercado Municipal, timo lugar para celebrarmos os encontros de 2012 e bendizer ano novo que se avizinha.

    Prxima Parada

    Caminhar para se divertir, para conhecer ou ver, de forma diferente, outros lugares, outras caras, outras tribos

    So Paulo atravs das obras de Ramos de Azevedo

    www.clube da caminhada.com.brTel.: 11 3294-9373E-mail: fale@clubedacaminhada.com.br www.facebook.com/clubedacaminhada http://tinyurl.com/clubedacaminhada

    Ang

    elo

    Pero

    salu

    basi

    Mar

    celo

    deO

    livei

    ra

  • 38 TAXICULTURA|Dezembro- Uma excelente leitura para voc e para o prximo passageiro

    MORAR

    BEM

    Projeto de casa aposta na integrao de vidro e ma-deira para harmonizar jardins e interiores

    Desenvolvido pelo arquiteto Erick Figueira de Mello, o projeto da Casa H, com sua rea ex-terna de 1.100 m, aposta na perfeita harmonia que o vidro e a madeira oferecem quando se pretende buscar alternativas para integrar os mais diversos ambientes. Sempre trabalhando com solues prticas e funcionais, Figueira de Mello optou por uma

    construo trrea com ambientes planos, voltados tanto para o convvio em famlia, quanto

    para receber muitos amigos.

    Integrar ambientes

    Aproveitando-se do fato de estar dentro de uma fazendo no interior paulista, rodeado por verde

    e integrando interiores e jardins, o projeto, personalssimo, apresenta uma construo no formato

    da letra H, que a inicial do sobrenome do proprietrio.

    Mais do que uma simples vaidade, a estrutura, ousada e inovadora, limita em cada um de seus

    braos os ambientes de uso social e ntimo, oferecendo a interligao dos espaos de lazer e

    Madeira e vidro com todo estilo

    Casa H, do arquiteto Figueira de Mello, no interior paulista, um osis para o convvio familiar e receber amigos

    Por Cida Nogueira

    Os ambientes combinam elementos naturais como pedra

    e madeira, com sofisticadas peas

    de decorao

    Div

    ulga

    o

  • leitura de bordo dos taxis paulistanos - Dezembro|TAXICULTURA 39

    estar. Ao mesmo tempo, quando desejado, resguarda a privacidade

    dos moradores.

    A ligao do H feita por um hall envidraado at mesmo no teto, de

    onde pendem cortes de linho para quebrar a luminosidade intensa. O

    vidro da cobertura conjugado a um pergolado de alumnio rodeado por

    lindos jardins e um lago.

    Transparncia e visibilidade

    O aspecto que predomina em todos os ambientes rstico-chique,

    com o uso abundante de vidro e uma singular combinao de elemen-

    tos naturais como pedra e madeira com sofisticadas peas de decorao.

    Alm disso, a aplicao de transparncias nas janelas e portas permi-

    te um maior e melhor alinhamento da madeira, usada em abundncia

    por toda a casa. Com tons amenos, o material est no revestimento de

    paredes, junto lareira, em uma parcela do piso interno e externo, nas

    esquadrias, no forro e em parte dos mveis.

    Sempre uso madeira, pedra e vidro; elementos naturais so as carac-

    tersticas dos meus projetos. Madeira d calor, um material nobre e

    nacional. Para compor o desenho desta casa, a variedade escolhida foi a

    garapeira, explicou Figueira de Mello.

    O prazer de ser e o estar

    A varanda da piscina ligada ao home theater. Essa grande rea ex-

    terna possui um espao gourmet e, em uma de suas extremidades, abri-

    ga ainda uma sauna. Alm do home theater, outras salas se voltam ao

    ambiente de descanso que percorre toda a fachada principal, ao lado

    da piscina.

    A decorao da casa foi escolhida pelos prprios moradores. O des-

    taque fica para a sala de estar, onde o duo de poltronas do modelo Diz,

    de Srgio Rodrigues, combinado tela Avenida So Joo, assinada por

    Eduardo Kobra, e luminria de piso Arco, da Wall Lamps.

    MORAR

    BEM

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    Junto varanda e um extenso gramado, a piscina est no limite da rea construda

    A sala de estar decorada com um duo de cadeiras do modelo Diz, de Srgio Rodrigues, e lareira com acabamento em madeira ebanizada

    De frente para jardins exuberantes, a ampla varanda acompanha toda a fachada da poro social da residnciaO hall tem amplas portas envidraadas

  • 40 TAXICULTURA|Dezembro - Visite e indique: facebook TAXICULTURA

    EVENTOSAGENDA DezembroEVENTOS

    Galeria LOleil tudo nosso

    A exposio de artes visuais est na galeria L Oleil, na Aliana Francesa, des-de 11 de novembro, trazendo fotos, gravuras, pinturas, utilizando materiais e tcnicas diversificadas, e ainda vdeos e performances. A mostra conta com 70 artistas, entre eles, Jaime Prates, fundador do coletivo Tupinod, Carlos Mossman que, alm de trabalhar na So Paulo Fashion Week, realizou o mo-vimento Hot Spot, Flvia Lemos, que usa como suporte para o seu trabalho a cermica, a consagrada fotgrafa de moda Bia Ferrer, os multiartistas Ida Feldman e Gilberto Garcia.

    Juntamente com a exposio, o professor Luiz Bayn Torres reuniu mais de 30 artistas em uma instalao chamada Smbolos, projeto que visa explorar temas de livre interpretao, com peas produzidas em resina.

    A curadoria de Danilo Blanco e Fernando Zelman.

    Galeria LOleil Av. Santo Amaro, 3921 - Brooklin Fone: 11 97251-0145At 15 de dezembro de 2012De segunda a sexta, das 9h s 21hAos sbados, das 9h s 12hEntrada franca

    Instituto Moreira Sales As origens do Fotojornalismo - O Cruzeiro

    No tem como falar em fotojornalismo no Brasil sem citar a revista O Cruzeiro. Pioneira em fotorreportagens, foi lanada em 1928 tornando-se um influente veculo de comunicao e for-madora da opinio pblica. A exposio relata um pouco sobre a histria da revista entre os perodos de 1940 a 1960, abordando a temtica indgena, cultural e poltica.

    A curadoria da mostra da professora e curadora do Museu de Arte Contempornea da USP, Heloise Costa, e de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto Moreira Salles. A exposi-o que ficou em cartaz no Rio de Janeiro e Poos de Caldas-MG est em So Paulo desde de 23 de novembro de 2012.

    Instituto Moreira SallesRua Piau, 844, 1 andar - HigienpolisFone: 11 3825-2560At dia 31 de maro de 2013De tera a sexta, das 13h s 19hSbado, domingo e feriado, das 13h s 18h

    Teatro OficinaACORDES

    A Associao Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona do diretor Jos Celso Martinez Correa est em cartaz na cidade com o espet-culo Acordes, uma verso livre da pera de Bertold Brecht e Paul Hindemith Das Badener Lehrstck Vom Einverstndnis, escrita no ano de 1929.

    O novo musical dirigido por Jos Celso, e com codireo de Catherine Hirsh, Marcelo Drum-mond e Camila Mota, segue at 23 de dezembro, sempre s sex-tas e sbados, s 21h, e domin-gos, s 20h.

    Teat(r)o Oficina Rua Jaceguai, 520 - Bixiga Fone: 11 3106-2818At 23 de dezembroSextas e sbados, s 21h, e domingos, s 20hIngressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia) e R$ 10,00 (moradores do Bixiga, mediante comprovao de residncia; clientes do carto Petro-bras e acompanhante; e para quem for de bicicleta)

    Div

    ulga

    o

    leitura de bordo dos taxis paulistanos - Dezembro|TAXICULTURA 41

    Div

    ulga

    o

    lead

    com

    unic

    aTeatro Sergio Cardoso Projeto Guri apresenta es-petculo Calung, com Nan Vasconcelos

    O Projeto Guri, programa de formao musical do Governo do Estado de So Paulo e Secretaria da Cul-tura, apresentar no dia 16 de dezembro (domingo), s 17h, no Teatro Sergio Cardoso, o espetculo Ca-lung - o mar que separa o mar que une, com a participao especial do percussionista Nan Vasconcelos.

    O espetculo aborda o universo afro-brasileiro e evoca a travessia dos es-cravos negros at o Brasil. O mesmo mar que os separou de seu continente, uniu povos e agregou influncias, deixando como herana a contribuio para a formao da identidade cultural brasileira.

    Com entrada gratuita, o show marca lanamento do DVD do espetculo, que tambm ser distribudo gratuitamente aos espectadores.

    Teatro Sergio Cardoso Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista 16 de dezembro (domingo), s 17h Entrada franca http://www.apaacultural.org.br/sergiocardoso

    Div

    ulga

    o

  • EVENTOS

    MuBEBGA - Brazil Golden Art

    A mostra BGA - Brazil Golden Art traz 70 artistas brasileiros contemporneos e ser inau-gurado no dia 14 de dezembro no MuBE (Museu Brasileiro de Escultura e Exposio). A cole-o da Golden Art a primeira a receber fundo de investimento do Brasil, tendo como objetivo principal construir uma coleo que represente parcela significa-tiva da arte contempornea bra-sileira, valorizando assim o seu trabalho. Participam deste pro-jeto artistas de destaque como Adriana Varejo, Ernesto Neto, Janana Tschpe, Luiz Zerbini, Waltercio Caldas, entre outros. A exposio vai at 03 de janeiro e segundo Heitor Reis, scio-fun-dador da BGA Investimentos, o mercado internacional est ven-do com bons olhos o trabalho dos artistas brasileiros.

    MuBE - So PauloAv. Europa, 218 - Jardim PaulistaFone: 11 2594-2601De 14 de dezembro a 3 de janeiroDe tera a domingo, das 10h s 19h

    Div

    ulga

    o

    leitura de bordo dos taxis paulistanos - Dezembro|TAXICULTURA 41

    Divulgao

    Caixa Cultural Klumb: A Corte do Brasil

    conhecida a lenda que o Imperador D. Pedro II no era muito dado aos assuntos polticos de sua poca e sim na descoberta de novas tecnologias e das transformaes pelas quais a cidade sofria em seu desenvolvimento. Deste inte-resse surge a ideia de contratar o fotgrafo alemo Revert Henry Klumb, que passa a acompanhar a vida na Casa Im-perial, registrando o cenrio e o cotidiano no final do sculo XIX. Os acervos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e do Museu Imperial de Petrpolis esto sendo expostos jun-tamente na Caixa Cultural So Paulo. Alm das fotografias, a exposio ser composta por imagens litografadas (tcnica usada para baratear os custos do uso da fotografia) e uma srie de estereoscpias (srie que empregava um recurso tico que simulava o 3D).

    Caixa Cultural Praa da S, 111 - CentroFone: 11 3321-4400At 06 de janeiro de 2013De tera-feira a domingo, das 9h s 21h

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    Div

    ulga

    o

    Choque Cultural Portais Dimensionais Visveis a Olho Nu

    O artista paranaense Rafael Silveira expe seu mais novo trabalho Portais Dimensionais visveis a olho nu na galeria Choque Cultural. Rafael utiliza uma mistura de surrealismo e figuras dos comix dos anos 50 e 60 trazendo muita autenticidade para seu trabalho, que j considerado um grande ex-poente da atualidade. Sobre a sua obra, o artista relata que visualmente h uma mistura de parque de diverses e circo com gabinetes de curiosidades. Outro diferencial que o prprio artista entalha suas molduras, esculpindo e ornamentando-as. Tambm compilou um livro, em 2007, chamado Mu-lheres, chapus voadores e outras coisas legais, pela editora Arte e Letra. A exposio teve incio no dia 21 de novembro e ficar at 22 de dezembro. Choque CulturalRua Joo Moura, 997 - PinheirosFone: 11 3061-4051At 22 de dezembroDe tera a sexta, das 11h s 18hSbado, das 15h s 18h

    MAC USP Folhas de Viagem

    Exposio da artista francesa Laura Martins, dos brasileiros Bartolo-meo Gelpi, Gustavo von Ha e do coletivo formado pelos artistas Guilherme Fogagnoli, Mara Endo e Samantha Moreira, es-tar a partir de no MAC USP (Museu de Arte Con-tempornea na Universi-dade de So Paulo).

    O olhar que a fotgrafa Laura tem sobre as diferenas estruturais da cidade resultaram em trabalhos intitulados como Uma cidade para todos e Palavras que ns carre-gamos, palavras que nos carregam. Para Bartolomeo Gelpi, a inspirao se baseia no autorretrato de Amadeo Modiglia-ni, do acervo do MAC USP, que est exposto nesta mostra. A influncia das cores de Tarsila do Amaral, na fase Pau-Brasil, marca o trabalho de Gustavo von Ha.

    MAC USP Rua da Praa do Relgio, 160 - Cidade UniversitriaFone: 11 3091-3039/3328De 29 de novembro a julho de 2013Tera e quinta, das 10h s 20hQuarta, sexta, sbado, domingo e feriado, das 10h s 18h

    Divulgao

  • 42 TAXICULTURA|Dezembro - Seja gentil: deixe a revista a bordo para o prximo passageiro

    HORIZONTEVERTICAL

    Crnicas de uma So Paulo que ningum vIlustrao e texto: Ivan Fornern

    UM AMOR LUSCO-FUSCO

    Ela ligou pra Eletropaulo a fim de recla-mar sobre um problema de luz na rua. Mesmo antes de ouvir a informao j foi contando toda a histria, que era uma

    escurido tremenda e que ela tinha medo

    at pra colocar o lixo fora. to escuro que

    quando venta eu nunca sei se so passos de

    gente andando ou algum sussurrando pra

    mim, dizia, voc acha que eu posso viver as-sim? Faz mais de um ms que a luz do poste

    t queimada, liguei vrias vezes e ningum

    toma uma providncia!

    Do outro lado da linha, um funcionrio cal-mo e atencioso tentava orient-la, mas s de-pois de algum tempo conseguiu falar. Minha

    senhora, a iluminao da rua de responsa-bilidade da Prefeitura, mais precisamente do

    Ilume, o Departamento de Iluminao, pra l

    que a senhora deve ligar. Eu sei, ela disse, eu

    j fiz isso, mas no adiantou, inclusive piorou,

    voc acredita? Piorou como, ele quis saber,

    eles no atenderam a sua solicitao? Atende-ram sim, ela respondeu, atenderam bem de-mais at, s que pra pior. Imagine voc que a

    luz que eles colocaram era to forte, mas to

    forte que tava me cegando. Ento eu tornei a

    ligar pra pedir que eles mudassem a lmpada

    por uma mais fraca... Mas minha senhora...

    No, pera, me escuta: a luz entrava em casa

    de tal jeito que eu j no conseguia mais ficar

    vontade, e me sentia invadida, completamen-te vigiada. Alm do mais, voc quer saber?

    Nem te conto da bruta insnia que tava me

    dando. Voc t me ouvindo? T, sim, senho-ra. Ah, voc to gentil! Como que voc

    se chama mesmo? Luis Antnio, senhora. En-to Luis Antnio, a luz entrava pelos vos da

    minha janela, parecia raio de sol. Voc ima-gina isso, Luis Antnio? Meia-noite eu levan-tava pensando que era meio-dia, meu filho!

    Sabe, eu levantava numa perdio s,

    abria a janela e ficava me sentindo uma ma-riposa enfeitiada com a luz. J tenho idade,

    meu filho, eu quero paz nessa minha vida! Se eu sou-besse que ia ser isso, no tinha pedido nada! Senhora, a

    senhora quer o telefone do Ilume? J tenho todos os te-lefones de l, Luis Antnio, e pode me chamar de Marisa,

    viu? E eu j resolvi o problema com eles... eu tinha avisa-do, fazia mais de ms que eu tava reclamando e nada. A

    eu falei: se vocs no trocarem a lmpada eu vou atirar

    pedra! Mas minha senhora, isso vandalismo! Vandalis-mo? Vandalismo invadir a vida de uma mulher recatada

    como eu! Alm do mais, nem fui eu que quebrei. Pedi

    pros garotos da rua, dei uns trocados... Luis Antnio, que

    pontaria tem essa meninada, viu? Benza Deus! Minha

    senhora... Marisa, Luis Antnio, Marisa! Dona Marisa...

    S Marisa, Luis Antnio! Tudo bem, Marisa, por que a se-nhora fez isso? Porque a vida assim, Luis Antnio, acen-de, apaga, acende, apaga... Voc sabia que antigamente

    era tudo lampio? Coisa mais linda! Dona Marisa... Voc

    tem a voz to bonita, Luis Antnio! Quer vir tomar um

    caf? Quando voc pode?

    Sabe, eu levantava numa perdio s, abria

    a janela e ficava me sentindo uma mariposa

    enfeitiada com a luz

  • Dezembro|TAXICULTURA 43