TABELA DE HONORRIOS do SINDICATO DOS ARQUITETOS E URBANISTAS NO ESTADO DE SO PAULO

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Sindicato dos Arquitetos no Estado de So Paulo - Tabela de Honorrios

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Tabela de HonorriosReferncia de Preos para Servios de Arquitetura Proposta de TABELA DE HONORRIOS do SINDICATO DOS ARQUITETOS E URBANISTAS NO ESTADO DE SO PAULO Valores atualizados em fevereiro de 2011

APRESENTAO

A Referncia de Preos para Servios de Arquitetura do SASP foi elaborada com o objetivo de facilitar a elaborao de oramentos de projetos, facilitando a vida dos profissionais, em particular daqueles que no dispem de estruturas especficas para apropriao de custos ou que tm dificuldades em apropri-las pessoalmente.

Para a elaborao da Referncia de Preos para Servios de Arquitetura, o SASP partiu para a definio do valor da HORA TCNICA, construda a partir do piso salarial definido na legislao que serve de parmetro para a categoria, ditada pela Lei 4.950 a de 1966 que determina o Salrio Mnimo Profissional. Com esta HORA TCNICA fica fcil para cada profissional ou escritrio ajustar os preos de seus servios em funo das variaes especficas de cada realidade (custo indireto). Basta neste caso apropriar o nmero de horas necessrias a cada uma das etapas de trabalho que pretende desenvolver.

A Referncia de Preos para Servios de Arquitetura do SASP tambm, ajustada s novas leis de competio de mercado, tendo-se em vista que os preos no so iguais: considera variaes de custo de cada profissional, ditado pelos custos que tm para desenvolver o seu trabalho.

Alguns rgos pblicos tm desenvolvido detalhes e memoriais padronizados, que resultam projetos com escopo significativamente reduzido e racionalizado. Nesses casos, permite que os interessados em contratar servios de arquitetura, possam solicitar com escopos diferentes para cada situao especfica. Obtm-se, assim, maior objetividade nas avaliaes de preos ofertados, combinados com escopo dos servios.

DA METODOLOGIA

A metodologia de clculo adotada nas Referencias do SASP partiram da contribuio do Arquiteto Walter Maffei, que permite que cada profissional determine seus preos a partir dos custos especficos de sua estrutura de trabalho.

Ela requer que cada colega aproprie os seus tempos mdios assim como de outros profissionais (coordenadores, seniores, plenos, juniores, projetistas, desenhistas, estagirios, secretrias, boys e outros) envolvidos na elaborao de cada tipo de documento (implantao; plantas do andar tipo, do subsolo, do trreo; cortes longitudinais ou transversais; fachadas frontais, laterais e posteriores; memoriais descritivos, quantitativos, justificativos; vistorias para levantamentos; elaborao de detalhes construtivos, dos componentes e dos elementos; perspectivas de interiores, exteriores, etc, etc, etc.), os custos indiretos do escritrio (aluguel, impostos indiretos, manuteno do escritrio, comercializao, secretria, contador, depreciao de equipamentos e mobilirio, etc, etc, etc.), adicione os custos diretos de cada projeto (material de desenho, disquetes, plotagens, transportes, locomoes, dirias, etc, etc, etc.), aplique sobre os custos da mo-de-obra os encargos sociais (previdncia social, fundo de garantia por tempo de servio, repouso semanal, frias, auxlio-enfermidade, licenapaternidade, 13 salrio, etc, etc, etc.), adicione os impostos diretos, lucro e, finalmente, os custos financeiros.

Na realidade, essa metodologia no diferente da elaborada na formao do preo de qualquer outro servio ou mercadoria. Alguns escritrios de projeto, do mesmo modo que algumas empresas comerciais ou industriais, apropriam constantemente seus custos e ajustam periodicamente sua produtividade melhorando a qualidade de seus produtos e/ou servios para se manterem competitivos no mercado.

A adoo desta metodologia, no entanto, tem sido difcil, particularmente pelos profissionais com pouca experincia administrativa. De outro modo, freqentemente os arquitetos so solicitados a estimarem preos de projetos (ordem de

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A Referncia de Preos para Servios de Arquitetura do SASP adotou para os valores de remunerao dos profissionais, o calculo do valor da HORA TCNICA, que considera a seguinte frmula HT = HH (Hora Homem) x K (fator de correo do salrio) R$ 540,00 x 8,5 (conforme Lei) = R$ 4.590,00 - Salrio Mnimo Profissional.

Clculo da HH HORA HOMEM

Para que o profissional autnomo receba o equivalente ao seu colega empregado, precisamos incorporar ao salrio mensal o 13 Salrio, o adicional de 30% de frias e de 8% de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Servio). Clculos baseados sobre o SM de R$ 540,00. Caso hajam alteraes, refazer os clculos. HH = Salrio Mensal / 175h nmero de horas mdias trabalhadas por ms Salrio Mensal = (SMP Salrio Mnimo Profissional x 13,3) x 1,08 (FGTS) / 12 meses = R$ 5.594,23 (2011) HH = R$ 5.594,23 / 175 = R$ = 31,40 Clculo do fator K

K = 1 + (K1 + K2 + K3 + K4) , onde

K1 fator relacionado aos encargos sociais K2 fator relacionado aos custos diretos K3 fator relacionado ao lucro K4 fator relacionado aos custos indiretos

K

Autnomo (com menos de 3 anos de formado) INSS, ISS (Prefeitura) , Imposto de Renda, ART, CREA-SP, Contribuio Sindical Obrigatria.

Autnomo (com mais de 3 anos de formado) INSS, ISS (Prefeitura), Imposto de Renda, Plano de sade, Plano Odontolgico, ART, CREA-SP, Contribuio Sindical Obrigatria.

K1 Encargos sociais

0,30 De 0,30 a 0,50 K2 Custos diretos 0,25 K3 Lucro K4 Custos indiretos De 0,10 a 0,25 0,10 0,05 Transporte, Hotis, Alimentao, Seguros De 0,05 a 0,20 Transporte, Hotis, Alimentao, Seguros, custos financeiros, compra de equipamento Acima de 0,25 Aluguel, IPTU, gua , luz, telefone, servios de terceiros Aluguel , IPTU, gua , luz, telefone, servios de terceiros

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K = 1 = K1 + K2 + K3 1,70 + K4

De 1,70 a 2,97

HT

1,70 x HT = R$ 53,38

1,70 a 2,97 x HT= R$ 53,38 a R$ 93,26

OBS. No caso de um profissional contratado pela CLT adota-se o K = 1,80

COMO UTILIZAR

Na elaborao de um oramento, utilize a Referncia de Preos para Servios de Arquitetura do SASP como um check list para a definio do tempo destinado a cada uma das etapas de trabalho, assim como defina as etapas que ir desenvolver. Por isso no deixe de discriminar nas suas propostas o escopo completo dos servios que voc ir executar.

DIMENSIONAMENTO DE ETAPAS EM HORAS TCNICAS

Discriminao

Quantidade de Horas Tcnicas

Remunerao ( N horas X HT)

ESTUDO PRELIMINAR Visita ao terreno e Prefeitura Municipal Estudo da legislao local Programa e dimensionamento Documentos e plantas Reunio com os clientes Sub-total do Estudo preliminar ANTEPROJETO Documento e plantas Reunio com os clientes Sub-total do Anteprojeto PROJETO LEGAL Documento e plantas Memorial descritivo e requerimento

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Sub-total do Projeto Legal PROJETO EXECUTIVO Plantas gerais Detalhamento Especificaes de acabamentos Quantificao de materiais Reunies Sub-total do Projeto Executivo TOTAL

TERMINOLOGIA

Estudo Preliminar: etapa destinada concepo e representao do conjunto de informaes tcnicas necessrias compreenso da configurao inicial e aproximada da edificao podendo incluir solues alternativas.

Anteprojeto: etapa destinada concepo e representao do conjunto de informaes tcnicas provisrias de detalhamento da edificao, necessrias ao inter-relacionamento das atividades tcnicas de projeto e suficientes elaborao de estimativas aproximadas de custos e de prazos dos servios de obra implicados.

Projeto Legal: etapa destinada representao do conjunto de informaes tcnicas necessrias anlise e aprovao, pelas autoridades competentes, da concepo da edificao e dos seus elementos com base nas exigncias legais (municipal, estadual, federal) e obteno do alvar ou das licenas e demais documentos indispensveis para as atividades de construo.

Projeto Executivo: etapas destinadas concepo e representao final do conjunto de informaes tcnicas da edificao, completas, definitivas e suficientes licitao (contratao) e execuo dos servios de obra correspondentes.

CONJUNTOS HABITACIONAIS, VERTICALIZAO, ETC.

Nos projetos de conjuntos habitacionais, ocorrem normalmente um grande nmero de repeties da tipologia desenvolvida, particularmente quando implantados em glebas de grandes dimenses, o que pode simplificar e reduzir o trabalho de projeto, sem, contudo reduzir outras etapas de trabalho. Neste caso se recomenda que todas as etapas sejam dimensionadas.

VARIAO DE PREOS EM FUNO DA COMPLEXIDADE DOS PROJETOS

A Referncia de Preos para Servios de Arquitetura do SASP considera que projetos de complexidades distintas como um Posto de Sade ou um Galpo Industrial, possam ter a mesma rea e, todavia requererem um tempo diferenciado de trabalho, o que se refletir no seu preo final. Alem do nmero de documentos que podem ser diferentes, podem existir exigncias legais quanto ao processo de aprovao destes projetos que vo implicar em tempos diferentes de dedicao. Em particular devem ser consideradas as horas necessrias aprovao em rgos de fiscalizao e a incluso de projetos complementares.

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CONSULTORIAS

A Referncia de Preos para Servios de Arquitetura do SASP discrimina para o calculo de tempo um escopo dos servios de um projeto completo de edificao. Os produtos so apresentados com preos diferentes entre uma etapa e outra. Isto ocorre, tendo em vista que a composio de horas, dos diversos profissionais envolvidos na elaborao dos diversos documentos, varia de uma etapa para outra.

Na fase de concepo dos projetos, a participao relativa de profissionais coordenadores e seniores tem um peso maior do que nas etapas finais, como no projeto executivo, quando os projetistas e desenhistas passam a ter maior peso na composio de horas. Portanto, para voc elaborar uma proposta de servios de consultoria, utilize as reunies ou os memoriais para orar o preo dos servios.

REFORMA

Nos projetos de reformas deve-se considerar os preos para os levantamentos de arquitetura, estrutura e instalaes prediais. Alm disso, devero ser cobrados o conjunto de documentos necessrios elaborao dos projetos propriamente ditos. Neste caso sugere-se adotar um acrscimo mnimo de 30% ao tempo destinado a um projeto de obra nova.

FISCALIZAO DE OBRA

Os servios de fiscalizao de obra, quando executados pelo profissional deve utilizar a HT para reunio. Tanto para reunio quanto para fiscalizao, o tempo equivalente a 2 HT, sem despesas de transportes ou qualquer outro custo direto envolvido.

DICAS

I. Defina com cuidado o escopo do trabalho, identificando todas as etapas, nvel de detalhamento e apresentao dos produtos finais, servios a serem prestados, inclusive reunies e deslocamentos, dentre outros, e necessidade de contratao de terceiros;

II. Calcule o valor dos servios pelo mtodo analtico, apurando-se as horas necessrias de trabalho, o envolvimento de terceiros e os custos diretos e indiretos;

III. Consulte o mercado de trabalho, tomando como referncia servios prestados anteriormente, considerando as caractersticas do contratante e o reconhecimento do seu prprio trabalho;

IV. Estabelea um valor para o servio, considerando os diferenciais acima, apresentando-o ao interessado por escrito, na forma de uma proposta de trabalho, abrindo uma negociao para definir o valor final.

V. Procure sempre garantir a qualidade do servio prestado. Se o profissional cobra valores incompatveis com o escopo do trabalho e presta um servio de m qualidade estar correndo riscos diante do Cdigo do Consumidor, alm de prejudicar a imagem de toda a categoria;

VI. Utilize as tabelas de referncia, pois estas so consultadas amplamente pelos profissionais e contribuem para estabelecer valores adequados para o mercado de trabalho; alm disso, estas tabelas so registradas e servem para estabelecer valores de remunerao em disputas judiciais;

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VII. Sempre faa um contrato de prestao de servio tendo em vista que a maior parte dos problemas dos profissionais acontece devido a desentendimentos quanto ao valor da honorria x especificao dos servios prestados.

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