Sistema Normativo para Mapa de Danos de Edifcios Histricos ...

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  • SISTEMA NORMATIVO PARA MAPA DE DANOS DE EDIFCIOS HISTRICOS APLICADO LIDGERWOOD MANUFACTURING COMPANY DE CAMPINAS

    Regina Andrade Tirello*e Rodolpho Henrique Correa *

    GCOR _Arquitetura/Unicamp.Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas /Departamento de Arquitetura e Construo

    rtirello@fec.unicamp.br; rodolpho_hc@hotmail.com Resumo

    Em desenvolvimento no G-COR Arquitetura do DAC/FEC-Unicamp, este estudo relaciona-se preservao de materiais histricos tradicionais e tem como objetivo a proposio de sistema de registro normativo para a elaborao de mapas de danos de fachadas de edificaes histricas feitas de tijolos vista; tipologia correspondente a parte significativa dos antigos exemplares paulistas de arquitetura ferroviria e industrial.Para expor alguns resultados da aplicao do mtodo desenvolvido selecionamos estudos aplicados s fachadas da Fundio Lidgerwood Manufacturing Company de Campinas,de 1884,edifcio tombado pelo rgo de preservao municipal , que hoje abriga o Museu da Cidade. Palavras-chave:Mapa de danos; Lidgerwood Manufacturing Company de Campinas; tcnicas

    construtivas tradicionais Resumen En desarrollo en el G-COR Arquitectura del DAC/FEC-Unicamp, este estudio se relaciona a la preservacin de materiales histricos tradicionales y tiene como objetivo la proposicin de sistema de registro normativo para la elaboracin de mapas de daos de fachadas de edificaciones histricas hechas de muro de tabique; tipologa correspondiente a la parte significativa de los antiguos ejemplares de la arquitectura ferroviaria e industrial del Estado de San Pablo, Brasil. Para exponer algunos resultados de la aplicacin del mtodo desarrollado, elegimos estudios aplicados a los paramentos murarios de la Fundicin Lidgerwood Manufacturing Company de Campinas, 1884, edificio clasificado por el rgano de preservacin municipal, que hoy abriga el Museo de la Ciudad. Palabras claves: Mapa de daos; Lidgerwood Manufacturing Company de Campinas; tcnicas

    constructivas tradicionales Abstract In development at G-COR Architecture of DAC/FEC-Unicamp, this study is related to the preservation of traditional historical materials and has the purpose of proposing a regulatory record system for the elaboration of damages map in faades of historic buildings made of

    exposed brick walls; typology corresponding to a meaningful part of State of So Paulo, Brazil, old examples of railway and industrial architecture. To show some results of the application for the method developed we selected studies applied to wall standards of the Foundry Lidgerwood Manufacturing Company of Campinas, 1884, a listed building by the city

    preservation department, currently housing the City Museum. Key Words: Damages Map; Lidgerwood Manufacturing Company of Campinas; Traditional constructive techniques

    OS MAPAS DE DANOS E A DOCUMENTAO CONSERVATIVA DAS

    SUPERFCIES ARQUITETNICAS

    Mapas de danos so documentos grficos que sintetizam informaes a respeito do

    estado de conservao geral de um edifcio por meio da representao das alteraes

    sofridas por seus materiais e estruturas ao longo do tempo Seu desenvolvimento

    mailto:rtirello@fec.unicamp.brmailto:rodolpho_hc@hotmail.com

  • consiste no registro criterioso das patologias/alteraes por meio de smbolos grficos

    com os quais se representam as diversas categorias e nveis de degradao

    identificados, constituindo-se em uma legitima e importante instncia de diagnstico

    dos bens culturais.

    No caso das edificaes histricas, se feito criteriosamente, um Mapa de Danos

    resulta em um importante documento ilustrado na medida em que pode agrupar

    grande nmero de informaes relativas a quantidade, qualidade e intensidade das

    avarias dos materiais e estruturas dessas construes. Portanto, sob o ponto de vista

    operativo, mapas de danos so instrumentos eficazes de auxlio tanto para o

    planejamento das diretrizes projetuais de restauro/conservao (limpeza, consolidao

    ou mesmo de substituio controlada de materiais ou de partes extremamente

    degradadas) e das previses oramentrias, como podem tambm instruir aes de

    monitoramento preventivo para garantir a boa conservao dos artefatos no tempo.

    Essa categoria de diagnstico costuma ser representada em plantas e elevaes e as

    especificidades dos danos/alteraes presentes costumam ser ilustradas com a

    sobreposio de elementos grficos, tais como hachuras, cores, smbolos e nmeros

    que, juntos ou separados, que sintetizam as informaes relacionadas as

    caractersticas do material, dos agentes e causas da degradao.

    Nas pesquisas feitas no decurso desse estudo, realizado no mbito de duas iniciaes

    cientificas de Rodolpho Henrique Correa1, das quais esse artigo expe partes dos

    resultados, constatamos que na escassa literatura nacional disponvel existem

    grandes hiatos informativos a respeito dos procedimentos tcnicos e das questes

    conceituais-operativas que envolvem a feitura de um Mapa de Danos. Esse problema

    facilmente observvel nas recomendaes dirigidas ao publico para a execuo

    deste tipo de documento pelos rgos preservacionista brasileiros, no obstante o

    estudo das patologias das edificaes integre o rol de exigncias para a apresentao

    de projetos de restauro a lhes serem submetidos para aprovao. Ao mesmo tempo

    em que os rgos preservacionistas reconhecem a importncia desses diagnsticos e

    registros no oferecem nenhum modelo grfico a ser seguido ou mesmo um esboo

    1 O co-autor deste texto aluno do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FEC-Unicamp, tendo

    realizado em 2010-2011 pesquisa de Iniciao Cientfica Pibic-SAE, sob oreintaa da autora, intitulada Mapas de danos de edifcios histricos: proposta de simbologia grfica, da

    qual apresentam-se alguns resultados neste texto.Desenvolve atualmente a segunda Iniciao Cientifica Pibic-CNPQ sobre este mesmo argumento visando a ampla aplicao do mtodo desenvolvido para estudos de edificaes de tijolos a vista de edificaes industriais campineiras do final do sculo XIX,para aperfeioamento do sistema elaborado.

  • de lxico tcnico compatvel e adequado para a descrio dos fenmenos

    relacionados degradao dos materiais construtivos ou constitutivos de uma

    edificao.Via de regra, tal desinformao conduz, no mnimo, a confuses

    considerveis entre o que causa e efeito, tornado incua a prpria condio analtica

    deste tipo de documento.

    Decorrncia da falta de qualquer normativas de representao e de um lxico tcnico

    atendvel, o que se tem observado em trabalhos dessa categoria uma excessiva

    criatividade na representao das avarias de materiais constitutivamente muito

    diversos entre si,com alteraes idem. Os danos costumam ser assinalados

    graficamente por meio de aleatrias manchas de cor para ilustrar, confusamente, em

    uma mesma superfcie, tanto podrido de madeira, como destacamento de

    argamassas ou desbotamento de tintas indo at oxidao de peas metlicas,

    indiferentemente. Assim, o que deveria ser o resultado de observaes diagnsticas

    de campos tende mais para trabalhos artsticos que para mapas-documentos, cuja

    funo seria a de explicitar qualitativa e quantitativamente as avarias / alteraes de

    um bem para um eventual consulente.No servem para nada.

    Manchas de cor associadas a legendas genricas e confusas terminam tendo a

    mesma funo nula daqueles relatrios amadorsticos de estudos preliminares para

    restauro ilustrados com muitas fotografias de colnias de fungos, bolores ou

    descamaes , sem qualquer problematizao sobre causa /efeito de uma

    determinada avaria /alterao nos paramentos murrios e estruturas das construes

    examinadas.

    Entre estudiosos do tema consenso que no Brasil a elaborao de Mapas de Danos

    necessita ainda de estudo e desenvolvimentos mais adequados a problemtica

    degenerativa de nossos bens para aceder efetivamente a categoria de documento de

    apoio preservao arquitetnica Tanto a metodologia de investigao quanto a

    representao dos danos, est avanando gradualmente de acordo com as

    experincias vivenciadas em prticas e com os avanos tecnolgicos. Este

    desenvolvimento de extrema importncia para que o Mapa de Danos seja utilizado

    da forma mais completa e eficaz nos projetos de interveno no patrimnio histrico.

    (BARTHEL, LINS, PESTANA, s/d).H de ser avaliar as boas experincias.Elas existem

    sim, mas tendem a permanecer desconhecidas por constarem geralmente em

    relatrios tcnicos de circulao restrita que, paradoxalmente, so feitos para rgos

    de preservao oficiais.

  • A busca por normativas que regulem a escrita das alteraes dos materiais

    construtivos tradicionais foi um dos pontos de partida para o desenvolvimento dessa

    pesquisa cujo objetivo principal contribuir para o aperfeioamento dos mtodos de

    documentao das transformaes que ocorrem nos bens arquitetnicos de valor

    histrico e cultural ao longo de suas vidas.

    Privilegiando a anlise de edifcios histricos de tijolos a vista na rea central da

    cidade de Campinas, So Paulo, nosso estudo visa ao esboo de uma codificao

    grfica associada s alteraes e degradaes de peas cermicas, rebocos e tintas,

    materiais comuns a grande parte das construes desta tipologia construtiva

    especifica, em especial aquelas que constituem o acervo arquitetnico ferrovirios e

    industrial do final do sculo XIX e inicio do sculo XX.

    Como classificar e descrever avarias de tijolos?Tomando por base normativa e lxica

    consolidadas internacionalmente para caracterizao das patologias mais usuais,

    temos buscado fundamentos e meios para estabelecer um protocolo grfico, uma

    padronizao ,que possibilite a realizao de Mapas de Danos com recursos

    computacionais econmicos e, por conseguinte, acessveis a um grande numero de

    pessoas e instituies

    Os primeiros resultados dessa pesquisa o que trazemos para a discusso neste

    envento.Neste texto breve( e com limitao de imagens) procuramos expor as

    premissas e as bases que esatmos constituindo para a elaborao de um sistema

    grfico que adota padres de hachuras associados a cdigos de cor, baseado nas

    normas italianas para bens culturais (Normal 1/88 e UNI 11182/2006) e em uma

    estrutura de representao atendvel para bens culturais, elaborada pelos arquitetos

    .Antonella Negri e Jacopo Russo (NEGRI,RUSSO,2008)

    O campo da preservao, no qual este estudo se insere, por natureza interdisciplinar

    .Em conseqncia, os esforos para delineamento de uma sistemtica reprodutvel

    para elaborao de Mapa de Danos, tem implicado no desenvolvimento de diversos

    outros estudos correlatos.At o momento implicou na feitura de muitos desenhos em

    escalas variadas, na constituio de banco de dados fotogrfico especfico, na

    elaborao de diversas tabelas e fichas descritivas de apoio transposio dos dados

    e, principalmente, no estabelecimento de parmetros de classificao de um material

    construtivo especifico, to pouco estudado no Brasil, apesar de sua abundncia: o

    tijolo cermico .

  • Entre outros produtos, compuseram-se as Fichas de Classificao de Danos

    ilustradas para apoiar os trabalhos de anlises diretas in situ (atividade imprescindvel

    para os mapeamentos propostos) a partir do cotejamento dos resultados das

    pesquisas bibliogrficas sobre as caractersticas constitutivas/degenerativas de tijolos

    e registros fotogrficos com as tabelas para identificao de danos em pedras

    artificiais da Commissione NORMAL italiana, conforme se ver em tpico especifico

    deste texto .

    Com esses procedimentos configuramos um padro de representao que est sendo

    testado e aperfeioado estudantes e pesquisadores do GCOR-Arquitetura da

    Unicamp2 a partir da aplicao em edifcios ferrovirios e industriais de Campinas3

    visando a sntese grfica adequada. No VI Colquio Latinoamericano sobre

    Recuperao e Preservao do Patrimnio Industrial trazemos para exemplos do

    processo do mapeamento de danos aplicado Fundio Lidgerwood Manufacturing

    Company de Campinas,de 1884,construo histrica tombada pelo rgo de

    preservao municipal , que hoje abriga o Museu da Cidade( Figura 1).

    2 O GCOR-Arquitetura (Grupo de Conservao e Restauro da Arquitetura e Stios Histricos) do DAC/FEC-Unicamp (Departamento de Arquitetura e Construo da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas), criado e certificado pelo CNPq em 2006, um grupo de investigao sobre temticas patrimoniais que, como tal, objetiva estimular, possibilitar e difundir pesquisas acadmicas e aplicadas no campo da conservao e restauro da arquitetura. Site do GCOR: http://www.fec.unicamp.br/~gcor_arquitetura/ 3 Este estudo est sendo desenvolvido no mbito de Projeto de pesquisa FAPESP, proc. 2009/13903-3, intitulado Tcnicas construtivas e argamassas histricas:estudos para preservao da arquitetura industrial paulista. Pesquisador responsvel: Profa.Dra.Regina A.Tirello (DAC-FEC/Unicamp).Conta com a participao de estudantes , docentes e pesquisadores de diversos laboratrios e institutos da Unicamp e USP: (LMC/FEC-Unicamp; LABENS/POLI-USP, LAMFI/IF-USP e IPT-SP),parceiros oficiais do projeto.

    http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0079604AKW5CMYhttp://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0079604AKW5CMYhttp://www.fec.unicamp.br/~gcor_arquitetura/

  • Figura 1: Mosaicos fotogrficos das fachadas da Fundio Lidgerwood Manufacturing Company de Campinas.Autor:Rodolpho Correa.Arquivo GCOR-Arquitetura/Unicamp, 2011

    QUESTO DE NORMA: as cartas patrimoniais, as normas da ABNT e a

    Commissione Normal italiana

    A etapa de reviso bibliogrfica desta pesquisa correspondeu a seleo de ttulos

    nacionais e internacionais relevantes sobre o tema sob o ponto de vista da discusso

    conceitual e tcnica.A seguir algumas passagens dos estudos dela decorrentes que

    julgamos pertinentes ao esclarecimento do mtodo de registro proposto.A saber:

    As Cartas patrimoniais

    Ao longo do sculo XX diversas cartas patrimoniais internacionais foram criadas como

    meio de divulgar e tentar estabelecer preceitos mnimos para a proteo do patrimnio

    cultural dos povos, sugerindo parmetros e procedimentos para sua preservao

    adequada4.

    4 Nesta pesquisa para referir questes afeitas ao registro documental e sua difuso_

    escolheram-se a Carta de Atenas (1931), a Carta de Veneza (1964) e a Carta de Burra (1980)

    e carta de Restauro Italiana.Estes documentos esto disponveis no site do IPHAN em:

  • Muitos destes documentos do especial destaque documentao, entendida como

    um trabalho processual composto por vrias etapas interdependentes, que passando

    pelo levantamento mtrico rigoroso, engloba aes de inventrio das caractersticas

    gerais das edificaes indo at a documentao cientifica de suas alteraes fsicas e

    materiais dos bens estudados. A documentao sistemtica tida como meio legitimo

    de se estabelecer um histrico construtivo-programtico atendvel das

    transformaes/intervenes passadas, bem como garantir a escolha de tcnicas de

    restaurao ou conservao de modo a garantir e explicitar o princpio da

    reversibilidade das intervenes reparadoras a proceder.

    Desde a Carta de Atenas, elaborada na ocasio do 1 Congresso Internacional de

    Arquitetos e Tcnicos de Monumentos Histricos da Sociedade das Naes, em 1931,

    evidencia-se a preocupao com a obteno de informaes confiveis, e to

    completas quanto possvel, sobre os objetos histricos antes de iniciar qualquer

    interveno fsica de restaurao. O estudo das patologias est contemplado no item

    VI: Tcnica da Conservao: [...] os peritos mostraram-se unnimes ao aconselhar,

    antes de qualquer consolidao ou restauro parcial, a anlise escrupulosa das

    doenas desses monumentos. Com efeito eles reconheceram que cada caso

    constitua um caso de espcie. (ESCRITRIO INTERNACIONAL DOS MUSEUS,

    1931:3)

    O Brasil foi signatrio da Carta de Atenas e, ainda que muitos de seus preceitos

    tenham sido desenvolvidos e aplicados, ao final de tantas dcadas que a separa de

    nosso tempo observa-se que o rgo de proteo federal, o IPHAN (Instituto do

    Patrimnio Histrico e Artstico Nacional) ainda no conta com recomendaes

    especificas de como proceder para a documentao dos danos e alteraes dos bens

    arquitetnicos. As iniciativas do rgo nessa direo constituem-se basicamente em

    portarias que definem algumas regras para projetos de restauro, aplicveis em casos

    particulares (notadamente em conjuntos urbanos),em bens tombados pelo rgo. Ou

    seja, as orientaes contidas nestas portarias tem sua aplicao exigida apenas em

    bens tombados pelo IPHAN, colocando-se apenas como sugesto genrica a adotar

    em casos similares..

    http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaSecao.do?id=12372&sigla=Legislacao&retorno=p

    aginaLegislacao

  • J o Manual de elaborao de projetos de preservao do patrimnio cultural5 do

    programa MONUMENTA6 do IPHAN, amplamente veiculado, um texto que se prope

    como um roteiro oficial para elaborao de projetos de restauro a serem submetidos

    aprovao na rea do patrimnio histrico. Os esclarecimentos e recomendaes para

    registro das patologias impressionam pela exigidade e falta de clareza: [O mapa de

    danos] objetiva a representao grfica do levantamento de todos os danos existentes

    e identificados na edificao, relacionando-os aos seus agentes e causas. So

    considerados danos todos os tipos de leses e perdas materiais e estruturais, tais

    como: fissuras, degradaes por umidade e ataque de xilfagos, abatimentos,

    deformaes, destacamento de argamassas, corroso e outros. (BRASIL, 2005:28).E

    mais nenhuma instruo de como proceder .Efetivamente, falta-nos um modelo, uma

    norma menos genrica para orientar os registros.

    Foram tambm consultados sites de rgos de preservao estadual na tentativa de

    individualizar alguma normatizao/ recomendao especifica veiculada publicamente

    para orientar registro de danos. No entanto, observou-se tambm que no mbito

    desses rgos o tema cercado de reticncias,conforme se depreende das instrues

    para projetos de restauro definidas pelo Governo do Estado de Santa Catarina7,

    tomada aqui a ttulo de exemplo.Solicita que os projetos de restauro incluam trabalhos

    de Verificao e identificao das patologias existentes na edificao, incluindo seus

    bens integrados e mveis, relacionando-as com o entorno. Estas patologias devero

    ser devidamente registradas, atravs do mapeamento das anomalias em planta, de

    imagens fotogrficas e de texto explicativo, que dever mencionar o mtodo utilizado

    na inspeo. Na anlise patolgica devero ser identificadas as origens (fsica,

    qumica ou biolgica) e causas da deteriorao (fatores humanos, naturais ou

    acidentais), relacionando o desempenho e a durabilidade dos materiais; (SANTA

    CATARINA, s/d:11) E isso tudo.

    Deste modo grande parte da responsabilidade sobre a produo deste importante

    documento parece ser repassada aos governos municipais, que nem sempre contam

    5 Este manual faz parte de uma srie de manuais tcnicos editados pelo programa

    MONUMENTA do IPHAN com o objetivo de auxiliar os trabalhos de profissionais da rea do restauro e tambm esclarecer o pblico geral. 6 O MONUMENTA um programa do Ministrio da Cultura, financiado pelo BID (Banco

    Interamericano de Desenvolvimento) com apoio da UNESCO que procura garantir condies de sustentabilidade do Patrimnio. Objetivo a ser alcanado com a gerao de recursos para o equilbrio financeiro das atividades desenvolvidas e que mantenham conservados os imveis da rea do projeto. Fonte: 7 Cita-se aqui a legislao Catarinense como exemplo, entretanto condies semelhantes so

    encontradas nas leis de outros Estados.

  • com pessoal especializado, apto a estabelecer um quadro normativo referencial

    mnimo de orientao para o mapeamento de danos.Sem padronizao e/ou

    orientao sobre como proceder, podem contar apenas com o bom senso, que nem

    sempre bom conselheiro em contexto de despreparo tcnico.

    O resultado que existem inmeros modelos de mapas de danos e de fichas de

    identificao de danos, tantos quanto criatividade dos profissionais possam superar.

    (TINOCO, 2009:14) Desta situao surgem incontveis formataes de mapas para os

    quais cada profissional elabora um sistema de registro particular, informado o que lhes

    parece importante ( a depender da experincia profissional) sem uma linguagem

    coerente que possibilite que se estabelea algum nexo entre o dano e suas

    representaes e, o que pior, sem comunicar o que ocorre queles que

    eventualmente venham fazer uso deste documento nas etapas subseqentes de

    projeto/processo de restaurao.

    Concluiu-se que para a produo de mapas de danos no Brasil no existe sequer um

    esboo de modelo normativo a ser seguido para representao documental eficaz O

    que representar nos mapas de danos e, principalmente, o que investigar sobre as

    alteraes havidas em nossos edifcios de interesse histrico cultural?

    ABNT (Associao Brasileira de Normas Tcnicas)

    Tambm a ABNT (Associao Brasileira de Normas Tcnicas), responsvel pela

    elaborao e edio de normativas no Brasil, no conta com normas aplicveis ao

    estudo diagnstico ou curativo ao patrimnio histrico arquitetnico.No tratam de

    materiais tradicionais. O que existe so normas que definem tratamentos de muitos

    materiais de uso contemporneo, privilegiando o desempenho destes nos edifcios

    atuais.

    Considerando-se que a ABNT no possui comit ou comisso para regulamentao

    de normas para o trato de bens culturais, para esta pesquisa foram consultadas as

    normas tcnicas oriundas do Comit Brasileiro de Construo Civil. Dentre elas

    identificamos o documento NBR 5674/99 intitulado Manuteno de edificaes

    Procedimentos que Fixa os procedimentos de orientao para organizao de um

    sistema de manuteno de edificaes. (ABNT, 1999) que tambm privilegia edifcios

    contemporneos. Seu intuito garantir o valor comercial, e o desempenho das

    edificaes, mas no sua preservao no tempo enquanto bem histrico e cultural.

  • Segundo a Carta de Burra a preservao ser a manuteno no estado da substncia

    de um bem e a desacelerao do processo pelo qual ele se degrada (ICOMOS,

    1980:1). A norma NBR 13531/95 Elaborao de projetos de edificaes

    Atividades tcnicas,deste comit ,aplicvel a toda a classe de edificaes,includo

    edificaes existentes, menciona o termo restaurao mas no o define.No item

    1.4 da Esta Norma aplicvel aos servios tcnicos de obras, conforme as classes

    (ou categorias) de intervenes correntes. b)edificaes existentes: (...) restaurao.

    (ABNT, 1995, p.1)

    Segundo o Art 9 da Carta de Veneza: O restauro um tipo de operao altamente

    especializado. O seu objetivo a preservao dos valores estticos e histricos do

    monumento, devendo ser baseado no respeito pelos materiais originais e pela

    documentao autntica.(...) O restauro deve ser sempre precedido e acompanhado

    por um estudo arqueolgico e histrico do monumento (ICOMOS, 1964, p.2)

    Assim, o termo restaurao da norma NBR 13531/95 pode ser melhor entendido

    como a recuperao de um imvel comum,uma reforma, tendo em vista que o corpo

    da norma no especifica nenhuma prtica preservacionista especifica para um bem

    histrico que prev a conservao e no a substituio dos materiais originais.

    Commissione NORMAL italiana

    A Comisso NORMAL (Normativa per Manufatti Lapidei) foi criada em 1979 por

    iniciativa do Instituto Central de Restaurao (ICR), Italia, e do Conselho Nacional de

    Pesquisa(CNR-IT),Itlia, com objetivo de elaborar mtodos unificados de estudo das

    alteraes de materiais de pedra e de acompanhamento da eficcia dos tratamentos

    para a preservao de artefatos de interesse histrico e artstico. As Comisses UNI

    NOrmal (Normativa dei Manufatti Lapidei) so grupos de especialistas que elaboram

    documentos publicados em forma de recomendaes , identificados sob a sigla UNI

    Normal por um nmero progressivo e ano de publicao; normas que so

    freqentemente atualizadas.

    Cumpre esclarecer o significado de materiais ptreos no campo dessas normativas .A

    expresso material ptreo natural (materiale lapideo naturale) indica as rochas e as

    pedras propriamente ditas, como calcrio, o mrmore, etc, enquanto o termo material

    ptreo artificial (materiale lapideo artificiale) indica os materiais artificiais originrios de

  • matrias primas naturais, como o estuque, as argamassas, os tijolos cermicos, os

    rebocos, entre outros

    Entre o conjunto de normas italianas, que so adotadas pelos rgos

    preservacionistas de diversos pases, a norma UNI 11182:2006, que substitui a

    antiga Normal 1/888, aquela de especial interesse para esta pesquisa.

    A norma UNI 11182:2006 define para cada patologia comuns a paramentos de

    pedras naturais ou pedras artificiais, uma nomenclatura e uma definio padro,

    exemplificando com fotografias as caractersticas dos fenmenos a que se refere .A

    principal diferena entre esta norma UNI e sua correspondente antecessora (a Normal

    1/88) que a norma anterior, alm da nomenclatura e dos exemplos, determinava

    ainda um padro de hachura para a representao das patologia em mapas de danos.

    A hachura, embora no conste mais na UNI 11182:2006, ainda muito utilizada para a

    indicao de danos em desenhos na Itlia e em outros pases europeus.Pode-se dizer

    que a representao grfica das alteraes arquitetnicas com hachuras ( no passado

    feitas mo) constitui-se na norma de fato e no a exceo no mbito do registro das

    vicissitudes e processos degenerativos das arquiteturas histricas .Ns as adotamos

    para compor os nossos Mapas de Danos adequando-as texturas constantes nos

    programas CAD, combinando-as com cores para representar sobreposies e

    intensidades..Foi gerada uma tabela que apoiou a elaborao das primeiras fichas de

    descrio dos danos e planejamento dos modos de lanar os dados em arquivos

    digitais ( Figura 2)

    8 Em 1995 o Ministrio da Cultura da Itlia estipulou uma conveno com a UNI (Ente

    Nazionale Italiano di Unificazione) nica representante da atividade normativa em nvel

    internacional, sendo portanto a mudana necessria para que as Normas da Commissione

    Normal continuassem a ter validade como normativa e no apenas como recomendaes.

  • Figura 2 Tabela de simbolos grficos composta para este estudo.A esquerda,sistema de

    representao proposto por Negri e Russo , a direta as convees grficas constantes na Normal 1/88. Elaborao:Rodolpho Henrique Correa, 2011. Arquivo Gcor-Arquitetura Unicamp

    METODOLOGIA DE LEVANTAMENTO, REGISTRO E REPRESENTAO

    (...) a observao direta do monumento e sua conseguinte representao grfica

    rigorosa so condies indispensveis, e no apenas acessrias, para que se faa

    historiografia arquitetnica no sentido pleno (CARBONARA, 2007:429)

    a)Levantamentos geomtricos e fotiogramtricos

    O desenho de levantamento constitui a base de qualquer categoria de registro

    pertinente a arquitetura.Feito em diversas escalas, que possibilita o registro e a

    comparao de diferentes tipos e nveis de informao sobre um bem histrico, entre

    eles os danos.No campo da preservao dos bens culturais, o desenho de

    levantamento tem como objetivo maior propiciar o pleno reconhecimento de uma obra

    arquitetnica, por meio da recomposio de um modelo fiel s suas particularidades

    no ato da medio. (FREITAS, TIRELLO, 2010:4)

    Estes desenhos podem ser desenvolvidos de diferentes modos, mas devem guardar

    sempre o mximo de preciso e nvel de detalhamento compatvel escala

  • representada.(...) um desenho [de levantamento] arquitetnico vem elaborado

    geralmente na escala 1:50, muito raramente em escala 1:100 (ROCCHI, 2001:22).No

    dizer de Giovanni Carbonara (...) o conceito de leitura, diagnstico, gesto e projeto

    que vimos girar em torno do desenho nos ajuda a compreender como este ltimo

    representa um timo terreno de estudo interdisciplinar, por seu carter sinttico e

    tambm analtico, representativo e interpretativo, aberto a diversos interesses

    cientficos e operativos. (CARBONARA, 2007:448)

    Desenhar edifcios histricos implica em registrar as vicissitudes da construo para

    alm da geometria imediatamente observvel.Nesta instancia de registro grfico

    devem ser tambm contemplados detalhes e acidentes construtivos, que no campo

    disciplinar da Arqueologia da Arquitetura revertem-se em informaes preciosas para

    compreenso de cronologias arquitetnicas e fazeres tcnicos tradicionais.

    Para a preparao das bases dos Mapas de Danos executamos diversos desenhos

    adotando mtodos distintos .O mtodo de levantamento mtrico direto9 associado

    aos sistemas de fotogrametria terrestre10 pra obteno sem deformaes

    possibilitaram, entre outros produtos, o desenho preciso de fachadas estratificadas, de

    grandes dimenses, como a da Fundio Lidgerwwod. Neste caso, as medidas

    horizontais e verticais dos paramentos tomadas nos levantamentos mtricos serviram

    tambm como pontos de controle,da altura de portas e janelas e dos pontos

    extremos onde se iniciam as coberturas. As muitas fotografias realizadas para compor

    as imensas fachadas foram reunidas em mosaicos e retificadas com auxlios de

    softwares especficos, resultando em imagens sem deformao, de alta definio, que

    se oferecem a diversos estudos pertinentes anlises de degradaes materiais e de

    estratificaes arquitetnicas no documentadas. (Figura 3 )

    9 Consiste na tomada de medidas do edifcio com auxlio de instrumentos simples como trenas, fios de prumo e nveis; utilizando-se de tcnicas como a triangulao, a tomada de coordenadas cartesianas, e de coordenadas polares 10

    Obteno das dimenses e geometria do edifcio por meio de imagens fotogrficas

    retificadas com ajuda de softwares, que possibilitam representar todas as dimenses de

    interesse em verdadeira grandeza, sem os efeitos de distoro da perspectiva causados pelas

    lentes das mquinas fotogrficas normais.

  • Figura 3: Acima, desenhos de levantamento in situ que associados imagens fotogramtricas

    possibilitam, entre outros produtos, a desenhos em CAD das elevaes em escala, de edifcios de grandes dimenses .Abaixo, imagem de alta definio, sem deformaes, obtida por meio de retificao fotogrfica a partir de procedimentos relacionados a fotogrametria terrestre.Desenhos:Rodolpho H.Correa.Imagem fotogramtrica. , Pedro Murilo G.Freitas.Acervo G-Cor Arquitetura/Unicamp,2011

    b) O diagntico in situ

    (...) A grande e insubstituvel importncia da anlise de reconhecimento direto no

    mediada por instrumentos fundamental, seja porque permite a impostao correta

    para desenvolvimento de futuros estudos, seja porque garante a possibilidade de uma

    avaliao geral e sinttica dos problemas que um edifcio apresenta. (FIORANI,

    2007:523).

    No campo do restauro conservativo grande parte dos termos aplicados em relao ao

    estado de conservao de um bem so tomados de emprstimos das cincias

    mdicas, a exemplo de patologia .Esta associao feita porque um edifcio, assim

    como uma pessoa, pode apresentar patologias que devem ser examinadas por um

    clinico em termos de causa-mecanismo-efeito (FIORANI, 2007:23). Assim, como na

    medicina, o doente (o edifcio) deve ser atentamente observado para que se tenha

    uma correta caracterizao do problema, da sua extenso,das causas,e dos

    mecanismo de ao e para propor medidas curativas eficazes.

    Fiorani divide a degradao dos edifcios histricos em duas categorias principais: a

    degradao da superfcie e a degradao da estrutura. O primeiro caso corresponde

  • aos fenmenos de degenerativos que ocorrem na superfcie dos materiais e que,

    muitas vezes so sinais que permitem a identificao e compreenso da real patologia

    que os causa.No segundo caso,os fenmenos manifestados so conseqncias

    diretas de alteraes estruturais profundas , relacionadas ao aumento de cargas,

    colapso de estruturas resistentes, problemas de fundao, entre outros.

    Para Lichtenstein, o estudo e a identificao adequada de danos implica no

    reconhecimento de dois tipos de causa, que este autor classifica como causas

    eficientes e as causas predisponentes. Causas eficientes so aquelas ligadas aos

    agentes fsicos, qumicos e biolgicos que provocam as alteraes e degradao dos

    materiais; j as causas predisponentes (ou coadjuvantes) so as relacionadas com

    eventos externos aos materiais, como a falta de manuteno ou limpeza de um

    elemento ou do edifcio. Assim, uma parede afetada por colonizao biolgica tem

    como causa eficiente mais provvel a presena constante de gua, porm a presena

    constante de umidade pode ser associada a diferentes mecanismos como: umidade

    capilar, ruptura de calhas e dutos; uma exposio contnua a gua de chuva; umidade

    de terrenos associada a problemas de fundao; entre outras possibilidades.

    Nesta pesquisa optamos por nos concentrar no diagnstico das patologias pertinentes

    as superfcies dos edifcios, privilegiando a anlise das fachadas.

    Na primeira etapa de levantamento in situ realizaram-se fotografias de todos os tipos

    de danos observados para composio de um Banco de Dados de Patologias de

    Tijolos Cermicos 11subsidirio a classificao das alteraes em conformidade com a

    nomenclatura e definies propostas pela Normal UNI11182/2006, com base nas

    quais,conforme j mencionado,compusemos uma tabela para controle do lxico

    associado ( Figura 2)

    11 Este banco de dados fotogrfico resultado de projeto de Iniciao Cientfica Pibic/CNPq intitulado

    PATOLOGIAS DO PATRIMNIO ARQUITETNICO DA INDUSTRIALIZAO: ESTUDOS DE TIJOLOS E

    REBOCOS HISTRICOS de Izadora Lirio Gonalves , sob a orientao da autora,desenvolvido em 2010-

    2011.

  • c) Elaborao de Ficha de Classificao de Danos para apoio de diagnstico

    direto de campo

    Para subsidiar a elaborao desta ficha de apoio foram reunidas macrofotografias do

    banco de dados do GCOR-Arquitetura/Unicamp obtidas da partir dos registros de

    diversos paramentos murrios de tijolos a vista de edifcios ferrovirios e industriais da

    cidade de Campinas, quando registraram-se os fenmenos de degradao

    semelhantes aqueles aos arrolados pela UNI11182/2006. A estes exemplos

    imagsticos foram associadas outras informaes que auxiliam na caracterizao e

    representao de danos, resultando em um conjunto de fichas ilustradas de 27 fichas

    ilustradas,uma para cada dano identificado.

    Impressas em formato A5, essas fichas podem ser levadas a campo para orientao

    dos usurios para realizao dos Mapa de Danos.O caderno de apoio a exceo de

    um mapa desta categoria composto por manual explicativo de cada um campo da

    contemplado na Ficha de Identificao de Danos: cdigo;nome; substrato; escala de

    alterao do substrato; exemplo UNI; representao Normal 1/80; representao em

    arquivo CAD; imagem de exemplo; definio; causa; mecanismo de ao( Figura 4) .

    Figura 4: UmFichas de Classificao de Danos. elaborada para subsidiar observaes in situ e realizao de Mapa de Danos. Elaborao:Rodolpho Henrique Correa, 2011. Arquivo Gcor-Arquitetura Unicamp

  • d) Elaborao dos Mapas de Danos

    O resultado final do registro das informaes coletadas nesta primeira etapa foram as

    chamadas Fichas de Identificao de Danos em que se assinalaram, na escala

    1:50, as informaes mais importantes sobre o estado de conservao das fachadas e

    muros do edifcio estudado. Estas fichas renem dados sobre o desenho de elevao

    ,dos danos identificados em determinado muro, bem como sua extenso;.Cada

    alterao identificada com seu respectivo cdigo acrescido de uma identificao

    seqencial por letras (A,B,C ...) que relaciona uma determinada rea (ou sub-rea)

    afetada por um dano a uma explicao mais detalhada visando demarcar com maior

    preciso os diferentes tipos e graus de e deteriorao associado-os com suas

    possveis causas (Figura 5 e 6 )

    Figura 5: Detalhe do registro da extenso dos danos no arquivo CAD. Elaborao:Rodolpho Henrique Correa, 2011. Arquivo Gcor-Arquitetura Unicamp

  • Figura 6:Ficha de Identificao de Danos Elaborao:Rodolpho Henrique Correa, 2011.

    Arquivo Gcor-Arquitetura Unicamp

    CONCLUSO:

    O objetivo maior deste estudo foi o de constituir uma tabela de smbolos, uma

    metodologia, uma modalidade util de representao das muitas formas de danos e

    alteraes que acometem edificaes histricas de tijolos a vista ..

    Neste sentido, ainda que inconclusa, consideramos que os resultados j obtidos nesta

    pesquisa demonstrem a viabilidade de se estabelecer parametros cientficos para a

    elaborao de documentos to importantes para a concepo de projetos de

    conservao e restauro como os representados pelo Mapas de Danos. Procedimentos

    minimamente normatizados, que incorporem as especificidades constitutivas e as

    escalas diferenciadas necessria anlise conservativa de bens culturais.

    Esperamos contribuir com outros desdobramentos de pesquisa sobre tcnicas e

    materiais tradicionais adotados nas edificaes histricas brasileiras e, especialmente,

    com a preservao das edificaes ferrovirias da cidade de Campinas e regio. Ela

    h de ser possibilitada.

  • AGRADECIMENTOS

    FAPESP, pelo apoio recebido.

    Ao PIBIC/CNPQ e SAE/Unicamp pelas bolsas concedidas

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    BARTHEL, C.; LINS, M.; PESTANA, F. O papel do mapa de danos na conservao do

    patrimnio arquitetnico, Recife: FUNDARPE, s/d. 16

    CARBONARA, Giovanni. Analisi degli antichi edifici. In: CARBONARA, Giovanni (org)

    Tratatto di restauro architettonico. Vol. 2, Utet: Torino, 2007

    FIORANI, Donatela. Rilievo del degrado e diagnostica. In: CARBONARA, Giovanni

    (org) Tratatto di restauro architettonico. Vol. 2, Utet: Torino, 2007

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    Milano: UNI, 2006

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    TINOCO, Jorge Eduardo Lucena. Mapa de danos recomendaes bsicas / Textos

    para discusso srie 2: Gesto de Restauro, Olinda: CECI, 2009

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