Revista REVIVER 10 Edio

  • Published on
    01-Apr-2016

  • View
    215

  • Download
    0

DESCRIPTION

Leia a 10 Edio da primeira revista portuguesa dedicada ao envelhecimento ativo e saudvel.

Transcript

  • REVIVERBimensal | Edio n10 |Julho 2014 | Gratuita

    REVIVER

    Marcha AtlticaOs benefcios da Marcha para os seniores

    A velhice no passa de um estado de esprito

    Faa voc mesmoBolos decorados com pasta de Acar

    No perca ainda nesta edio:A FOTORREPORTAGEM:

    Bienvenidos a Madrid

    Plantas Medicinais10 plantas que melhoram a sade

    Reflexologia PodalEquilibre todo o corpo pelos seus ps

    Na Esplanada com...

    Daniel Serro

    TaekwondoVantagens para o corpo e para a mente

  • REVISTA REVIVER

    Sumrio Julho de 2014REVIVER n. 10

    Editorial03 O Bem Comum porAntnio Ramos

    Separador04 na velhice que conseguimoscompreender

    Faa voc mesmo06 Aprenda a fazer bolos decora-dos com pasta de acar.

    Vencer o Tempo10 Conhea todos os projetos daAssociao Vencer o Tempo.

    Aula de Pintura em Porcelana14 Fomos at ao Seixal acompanhara Pintura em Porcelana.

    Marcha Atltica18 Entre andar ou correr, porqueno marchar? Saiba os benefcios.

    Separador22 Uma frase de Leonardo DaVinci para si.

    10 5036

    Plantas Medicinais24 Conhea 10 plantas que melho-ram a sua sade.

    Hipertenso28 O que deve saber e o que podefazer para controlar a sua tenso

    Benefcios do Mel30 Conhea as vantagens que tem omel para a sade.

    Receitas de 5 estrelas34 A dona Aurora apresenta-lhe re-ceitas tipicamente portuguesa.

    Na Esplanada com...36 O Doutor Daniel Serro.Mdico e Investigador de 86 anos

    Separador40 Uma frase de Charles Chaplin.Uma citao para si

    Lagoa de Albufeira42 Venha dar um passeio emcomunho com a natureza

    Reflexologia Podal46 Conhea as vantagens quea reflexologia podal pode ter.

    Taekwondo50 Os inmeros benefciosdo Taekwondo para seniores

    No meu tempo...55 No era fcil ser livre porMaria Glria Trindade

    Breves56 Saiba quais so as brevesdo momento.

    Fotorreportagem: Bienvenidos a Madrid 60

    Crnica 63

    Horscopo Bimensal 64

    Agenda Cultural 66

    Passatempos 68

    Ficha Tcnica 70

  • O Planeta Terra, nos seus longos anos de existncia, continua a ser palco de selvticos conflitos entre todas as esp-cies de seres vivos. A Natureza atribui a cada espcie as suas prprias armas ou defesas, de forma a definir os estatu-

    tos hierrquicos da cadeia alimentar e a manter o equilbrio. Ns seres humanos, somos donos e senhores do topo

    dessa cadeia, e olhamos bem de cima para todos os outros seres vivos. O mais complexo, inteligente e complicado ani-

    mal domina e, no entanto, no temos dentes afiados, a nossa fora no nada por a alm, nem o nosso tamanho, peso

    ou agilidade. Atrevo-me a dizer que teramos todas as condies para ocupar um lugar bastante modesto na hierar-

    quia, no fosse a nossa capacidade de sonhar, de imaginar, de criar e de desafiar todas as probabilidades da Natureza.

    O facto , que estas armas que a Natureza nos deu, esta capacidade de a questionar e de raciocinar, de nada nos valia

    individualmente. A unio faz a fora deve ser uma expresso to antiga, que provavelmente foi um lder primitivo

    que a inventou, pois s em grupo que a fraca figura humana conseguia sobreviver em ambientes selvagens.

    Conseguimos definir o caminho para a emancipao do Ser Humano logo nos primrdios da nossa existncia.

    Caminho esse que parecia to simples, no fossemos ns to complicados. Para que possam sobreviver sem medo

    ou ameaa de qualquer outro animal, dei-vos a inteligncia. Com ela, devem unir-se e sero capazes de uma vida segu-

    ra e confortvel disse-nos a Natureza. Lio aprendida, crimos comunidades, pensmos, refletimos, partilhmos

    conhecimento e juntos fizemos coisas magnficas. Desenvolvemos a noo de bem comum, e chegmos a um ponto

    em que nenhum outro animal representava grande perigo para a nossa espcie. Esse foi o momento determinante. Se

    todos os outros animais esto controlados, s resta um a temer, o Homem. Ns, animais sociais que no sobrevivemos

    sem o grupo, tambm no conseguimos viver segundo cdigos naturais to simples como os definidos primordial-

    mente. Depressa a unio determina a diviso, a incluso determina a excluso, o bem comum estratificado e passa a

    ser relativo e o conhecimento privado e controlado. Ns, que juntos samos da selva e no olhmos a meios para obter

    conforto e segurana longe do perigo, no conseguimos proteger-nos de ns prprios. Ns que juntos crimos a nossa

    prpria subsistncia, crimos arte, arquitetura, mecnica, medicina, msica e que dommos os animais mais perigosos,

    tambm juntos destrumos tudo isso. Ns, que dominmos todas as reas do saber, que construmos cidades e civiliza-

    es magnficas fomos os seus piores inimigos. Vejamos o exemplo do Imprio Romano, considerado o maior imprio

    de sempre. O seu pior inimigo e a causa da sua destruio foi o Homem. No foi nenhum leo, leopardo, elefante ou

    tubaro, mas sim o Homem. De to perigoso que o ser humano para si prprio, at um adjetivo que caracteriza os

    seus atos mais atrozes foi criado. De facto, somos o nico ser vivo capaz de cometer algo desumano. De todos os con-

    flitos que este planeta j viu, os piores foram cometidos quando um homem quer matar outro. A nossa espcie carrega

    uma bagagem com milhares de anos de guerras, conflitos e dio, e mesmo assim, em 2014, continuamos incapazes de

    seguir aquela simples lio. Se observarmos como o nosso mundo hoje em dia e tentarmos fazer uma comparao

    com o dos nossos antecessores, talvez possamos compreender verdadeiramente os benefcios da unio, e o perigo da

    desunio. O Mundo vive pendente da deciso de algumas pessoas no comearem uma guerra, de no lanarem mis-

    seis nucleares ou no comearem uma chacina. Todos os dias homens e mulheres unem-se e fazem coisas incrveis, e

    outros tantos cometem atos desumanos. Dependemos da deciso de poucos homens para evitarmos a extino. Se pro-

    duzssemos e partilhssemos mais conhecimento e menos armas, seguramente o bem comum no seria to relativo e

    estratificado. Est na altura de voltarmos s armas bsicas de sobrevivncia que a natureza nos deu, a capacidade de

    raciocinarmos, de nos unirmos e de aprendermos uns com os outros, em prol do verdadeiro bem comum.

    Antnio Ramos

    editorial

    O BEM COMUM

  • 04 REVIVER

    Na mocidade aprendemos, na velhice compreendemos.

    Marie Von Ebner-Eschenbach

  • 05REVIVER

    SEPARADOR

  • DIA-A-DIA

    06 REVIVER

    Faa voc mesmoBolos decorados com pasta de acar

  • Mais uma vez apresentamos-lhe um novo hobby que poder ocupar o seu tempo. Depois das hor-tas biolgicas e de mveis com pallets apresentamos-lhe uma opo bem diferente. Se gosta decozinhar, principalmente de fazer bolos e sobremesas, vai gostar do hobby sugerido nesta edio. Muitas pessoas adoram fazer bolos. fcil variar e agradar maioria das pessoas que vamosservir. Se tem imaginao e gosta de criar, vai adorar os bolos decorados com pasta de acar. A REVIVER apresenta-lhe como fazer um de forma perfeita.

    9 PASSOS PARA FAZER UM BOLO DECORADO COM PASTA DE ACAR

    1 Recheie toda a superfcie do seu bolo Normalmente quando escolhemos decorar um bolocom pasta de acar, optamos por fazer um bolo com recheio seja de que tipo for. Faa mais doque o necessrio pois o recheio deve passar por toda a superfcie do bolo. Esta ao vai permi-tir que a pasta de acar cole-se facilmente ao bolo.

    2 Crie uma pasta de acar com uma espessura de 2 ou 3 milmetros Quando for comprar apasta de acar, tente informar-se da elasticidade, sabor e das cores que deseja, pois hoje em diaexiste uma vasta gama no mercado. Antes de comear o processo, coloque na bancada farinhamaizena para que a pasta no se agarre superfcie. No exagere, se for preciso colocar mais vpulverizando medida que vai estendendo a pasta. Lembre-se que a pasta deve ocupar a super-fcie toda do bolo, por isso mais vale estender a mais do que lhe faltar depois. Quando a espes-sura da pasta de acar for entre 2 a 3 mm est pronta. No deve usar farinha normal, s amidode milho, porque esta altera a consistncia e a cor da nossa pasta.

    3 Transporte a pasta at ao bolo com o rolo No tente levar a pasta com as mos at ao bolo, nor-malmente ela acaba por partir-se ou danificar-se. Com o rolo que usou para estender a pasta, enrole estalentamente e desenrole com muita calma e pacincia. Tenha ateno para o bolo ficar todo tapado.

    4 Alisar e cortar o excesso Depois de ter colocado a pasta no bolo pode ajudar a moldar comas mos a mesma, para evitar que se criem bolhas de ar. Depois com uma esptula para alisar vpassando desde o topo at parte inferior do bolo, ajude com a outra mo se necessrio. Corteo excesso da pasta com um cortador de pizza ou uma faca de manteiga. A pasta de acar quesobrou, mesmo que v utilizar novamente para o resto da decorao deve ser guardada. Por issofaa uma bola com ela e coloque de imediato num saco de plstico ou pelcula aderente. Assima pasta de acar no vai ficar ressequida devido perda de humidade.

    5 Eliminar as bolhas de ar que ficaram Mesmo com cuidado em todo o processo, muitas vezesno conseguimos evitar a formao de pequenas bolhas de ar. Se a decorao permitir devemosfazer uma cruz no topo do bolo para esse ar sair. Se no for possvel, devemos alisar o bolo dotopo at ao fundo pelas laterais. Desta forma eliminamos as bolhas pelo fundo do bolo.

    6 Aps ter alisado novamente o bolo veja se h pasta de acar em excesso - Se sim pegue nocortador de pizzas e percorra toda a base do bolo. Se ficou tudo bem, a cruz que fez no topoquase j nem se nota e estar com um aspeto uniforme.

    7 D uso sua imaginao Aps a base do bolo j estar forrada com a pasta de acar com acor que escolheu, use a sua imaginao para decorar o seu bolo. Deve j ter uma ideia em menteantes de comear a fazer. Lembre-se que existem vrios moldes venda, desde bolas, flores, ani-mais, estrelas, letras, etc Se ganhar o gosto por este hobby um investimento que compensa,pois fazer tudo mo nem sempre fcil e d bastante trabalho.

    DIA-A-DIA

  • DIA-A-DIA

    09REVIVER

    8 Como colar as figuras no bolo Normalmente quem costuma fazer este tipo de bolos com-pra uma cola comestvel base de acar que deve ser aplicada com um pincel. Esta cola per-mite uma tima aderncia. Caso no tenha essa cola no se preocupe pois tambm conseguecolar com compota de ma ou outro tipo de doce. Nunca tente colocar a decorao com guaou com uma mistura base de gua na pasta. A gua inimiga da pasta de acar, acaba pordesfazer a massa e pode estragar todo o trabalho de decorao.

    9 Aps estar terminada a decorao surpreenda os seus convidados Quando terminar o seubolo provavelmente vai sentir orgulho do seu trabalho. Por mais simples que seja o seu boloir surpreender sempre as pessoas. uma criao sua e por isso ser nica e especial. Se tiveruma mquina fotogrfica registe o momento. medida que for fazendo mais bolos ter o seuprprio portflio das suas criaes. agora o momento de deliciar-se com o seu esforo.

    CUIDADOS A TER QUANDO DECORAMOS UM BOLO COM PASTA DE ACAR

    Compra da Pasta Tente comprar pasta portuguesa ou fabricada em Portugal. Adequa-se aonosso clima e ao grau de humidade e uma boa opo em termos de qualidade/preo.

    No deixe a pasta de acar ao ar Faa bolas compactas para a pasta no ficar com bolhasde ar no interior. Guarde-a em pelcula aderente sempre que no a est a utilizar. Se possv-el coloque numa caixa plstica hermtica para reduzir o contacto com o ar.

    Evitar o frigorfico O bolo decorado com pasta de acar, seca bastante no frigorfico.Quanto pasta de acar, aps sair do frigorfico tem tendncia a perder a forma e por con-sequncia desfazer-se ou debotar.

    A pasta de acar no disfara as imperfeies do bolo Para aqueles que pensam que umbolo imperfeito ou torto pode ficar com um ptimo aspecto se for usada pasta de acar,desenganem-se. A pasta de acar acaba por realar as imperfeies. Para conseguir o resul-tado desejado, deve ter um bolo bem montado, recheado, aparado e coberto de forma correc-ta. Este deve estar perfeito para conseguirmos o resultado que pretendemos.

    Estender a pasta de forma uniforme Tente que a massa tenha a mesma espessura. Ao esten-der a pasta deve levar o rolo de uma ponta outra, sem qualquer tipo de paragem para evi-tar as marcas. na bancada que devem ser retiradas todas as imperfeies.

    Delicie-se!

  • AssociaoVENCER O TEMPO

    DIA-A-DIA

  • DIA-A-DIA

    11REVIVER 11

    Criada em 2009, a Associao Vencer o Tempo envolveu-se logo no ambicioso projeto Vencer oTempo nas 7 cidades, com o apoio da Direo Geral de Sade. Aderiram 7 autarquias ao proje-to, que tinha como objetivo, prepar-las cuidadosamente a serem consideradas cidades amigasdas pessoas idosas, segundo os requisitos da Organizao Mundial da Sade. Foi um processodemorado mas em que cada uma das etapas foi solidamente construda e teve sempre, comofinalidade, melhorar as condies de vida de muitos idosos diz-nos Ivone Dias Ferreira, presi-dente da Associao. Das autarquias que aderiram, Maia, Pvoa de Lanhoso e Vila Nova de FozCoa, foram at ao fim, e foi-lhes entregue em mos o Diploma da OMS, em Genebra. Foi umprocesso demorado mas em que cada uma das etapas foi solidamente construda e teve sempre,como finalidade, melhorar as condies de vida de muitos idosos confirma a Presidente.Segundo Ivone Dias Ferreira, adaptar o Guia da Cidades Amigas das Pessoas Idosas, que seencontra disponvel no site da OMS, a cada regio, cidade, ou bairro cada vez mais urgente eimperioso. Preencher todos os requisitos de uma Cidade Amiga das Pessoas Idosas implica, sese for responsvel e honesto, trabalhar continuamente num projeto que, muitas vezes, no dnem votos, nem visibilidade. E, na minha opinio, deveria ter-se feito uma maior campanha desensibilizao para a grande melhoria que implica esse galardo. Com esse captulo fechado, a dinmica e ambiciosa associao, que em 2012 venceu o prmiode Cidado Europeu, criou a Academia Snior de Vilamoura que completa o seu 1 ano leti-vo. Vivem cerca de 6 mil pessoas em Vilamoura ao longo de todo o ano, mas esto muitolonge umas das outras e no temos um espao de convvio social e cultural que possa seraglutinador. A Academia Snior de Vilamoura tenta ser esse espao e procura, a cada dia,encontrar pessoas que, com capacidades, com disponibilidade mas sozinhas, querem mesmointegrar um grupo que ensina e aprende, que se insere e opina de forma ativa sobre a vidadiz-nos Ivone. Com vontade de ajudar a promover uma maior dinamizao intelectual, fsicae social, a jovem Academia Snior cresce aos poucos, realizando protocolos com instituiespblicas ou privadas, inspirada num modelo de organizao britnico. Os prprios cidadosestrangeiros que residem no Algarve so convidados a integrarem a Academia, e podem atencontrar a disciplina de Portugus para Estrangeiros.

  • DIA-A-DIA

    12 REVIVER

    O financiamento e os Recursos Humanos voluntrios representam os maiores obstculos, para umaassociao que todos os dias luta para melhorar a sua comunidade e a qualidade de vida das pes-soas, e depende desse mesmo voluntariado. No entanto, a vontade que a Presidente Ivone Ferreiratem de ser uma cidad ativa, politizada e envolvida em causas que melhoram a vida das pessoas,sobrepe-se ao facto do trabalho ser voluntrio. muito motivante perceber que contribumospara que os outros possam adquirir mais ferramentas que lhes vo proporcionar condies paraserem mais felizes diz-nos. Aos 56 anos, a ex-jornalista dedica-se de corpo e alma AssociaoVencer o Tempo, dedicao que surge quase naturalmente depois de ter integrado a Estrutura daMisso contra a Violncia Domstica e de ter trabalhado sempre em reas de cariz social.Apesar do foco da associao estar mais virado para o desenvolvimento da Academia Snior,onde para alm dos cursos, fizeram vrias outras atividades como visitas de estudo, e o Quiosquedo Corao para Maio, o ms do Corao, a Vencer o Tempo foi tambm responsvel por vriosoutros projetos. Quem conta um conto foi um deles. Para crianas e seniores, so recordadashistrias infantis, e sugerido a recriao de outras personagens e um final diferente. Tambmo ver, recordar e contar um projeto desenvolvido principalmente para os seniores, ondeatravs de imagens, recordam-se antigos objetos para promover a socializao e a reflexo sobrea mudana dos tempos. Outro dos notveis projetos que a Vencer o Tempo desenvolveu foi oMeu Amigo Snior que promovia as relaes intergeracionais, onde um grupo de 3 pessoas,um jovem e dois seniores, mantinham uma relao baseada no afeto, troca de experincias e con-hecimentos. Aos jovens era atribuda a responsabilidade de serem o lder do grupo e manteremlaos de amizade com dois seniores da sua autarquia. Com este projeto, puderam criar-se ver-dadeiras amizades entre geraes completamente distintas.Nestes 5 anos de vida, a Associao Vencer o Tempo provou que a dedicao e a fora de vontadepara mudar o Mundo, pode ser uma tarefa rdua mas possvel. O tempo no pra e esto j a tra-balhar no que querem que seja o 1 Encontro de Coros Seniores, a ser realizado no final desteano. Tambm nestes 5 anos, Ivone Dias Ferreira diz aprendemos que nem sempre as promessasso cumpridas, e aprendemos que, por vezes, basta to pouco para se fazer muita gente feliz.

  • 13REVIVER

    DIA-A-DIA

  • AULA DE PINTURA EM PORCELANAAULA DE PINTURA EM PORCELANA

  • 15REVIVER

    Como no ensino normal, as Universidades Snior respeitam tambm os perodos letivos eas frias. Assim, com o aproximar do final de ano letivo, decidimos acompanhar de novoo trabalho da UNISSEIXAL e dos seus alunos. Desta vez escolhemos uma linda formaartstica com milhares de anos e origens chinesas. A pintura em porcelana.

    Escoltados at sala por uma das alunas, rapidamente somos apresentados aos 13 alunos l presentes.A alegre turma acolhe-nos simpaticamente, mas so rpidos a voltar s suas criaes ou a pr a conver-

    sa em dia. Dos 13 alunos, apenas dois eram homens, e a turma era ainda lecionada por duas professoras.

    Semelhante s outras aulas, a boa disposio e o convvio reinam na Pintura em porcelana. Para todas as

    mesas que olhvamos vamos peas de porcelana lindssimas. Pratos, jarras e travessas pintadas mo,

    refletiam todo o esprito artstico de cada pessoa. sua frente, todos os alunos tinham obras espantosas,

    que podiam muito bem ter espao numa loja, mas estes criadores optavam por oferec-las como prendas

    aos familiares e amigos. As senhoras divididas em grupo e mais capacitadas para as multitarefas, con-

    versavam entre si enquanto pintavam cuidadosamente os padres na porcelana. J o Sr. Raposo e o Sr.

    Costa, os nicos homens da sala, permaneciam em silncio na mesa mais prxima da entrada, focados e

    dedicados exclusivamente ao seu trabalho. A professora Fernanda Cunha, d a sua opinio relativa-

    mente cor a combinar com a pintura em azul que o Sr. Costa tinha numa travessa. O Sr. Costa faz aqui

    coisas lindas comenta connosco a professora. Ainda estou a aprender retribui o aluno, com um tmi-

    do e humilde sorriso. De facto, entre a travessa e uma tampa de um pote, a forma cuidadosa e perfec-

    cionista que aplicava a cada pincelada captaram a maior parte da nossa ateno.

    O Sr. Costa estava to concentrado no seu trabalho, que decidimos no interromper, e dirigimo-nos

    ento para conversar com a bem disposta Sra. Eugnia Amor. A finalizar o seu 1 ano na Universidade

    Snior do Seixal, garante-nos que no prximo ano estar inscrita de novo. Inscrevi-me na UNISSEIX-

    AL porque estava com uma depresso. Vim para pintura em porcelana, porque gosto destas reas

    artsticas, e ajudou-me bastante confidencia-nos. Perdi a minha me e agora estou a superar mel-

    hor. Desempregada e com 56 anos, j tinha estado a aprender pintura em tecido numa loja, e diz que

    ao contrrio do que se passou na universidade, s agravou a sua depresso. Aqui ando bem dispos-

    ta e j fiz novas amizades. timo para convivermos e conhecermos novas pessoas.

  • Frequenta tambm ingls e bordados, mas com o telemvel, mostra-nos com orgulho fotos das peas de

    porcelana que j criou. J fiz umas 6 ou sete peas. Ofereci umas e outras j esto l em casa diz-nos.

    Eugnia Amor sente-se to bem como aluna da UNISSEIXAL que admite passar os fins-de-semana

    ansiosa por voltar s aulas. O meu marido ainda est a trabalhar, mas eu j o aconselhei e quando se refor-

    mar vem comigo conclui. De repente, um agradvel silncio instala-se na sala. Um claro sinal de que

    todos os alunos estavam agora completamente mergulhados nas suas pinturas. Ai que silncio to bom!

    Entra a inspirao e tina o piu comenta a professora Fernanda Cunha. Os risos e a conversa voltam rap-

    idamente entre todos os alunos. De aluno em aluno, a professora Fernanda Cunha vai dando a sua ajuda

    e divertida comenta Ns somos todos da 2 idade. A terceira idade para quando ficarmos em casa.

    Uns fazem os desenhos em papel qumico, outros vo canetando os contornos na porcelana, e a maior

    parte vai colorindo as suas obras. Antnio Raposo, aos 65 anos, aluno da Universidade Snior do

    Seixal h 3. Inscrevi-me para aprender, e tambm para passar o tempo, em vez de estar nos jardins e

    tabernas diz-nos. O aluno, que no ficou seduzido pelas aulas de ingls, optou por comear a apren-

    der a tocar cavaquinho. Apesar de ainda estar a aprender, no coloca de lado a opo de no futuro

    poder vir a integrar uma banda. Quanto pintura em porcelana diz Quando soube que havia achei

    interessante. Fiz a iniciao, aprendi as tcnicas e j estou c h 3 anos. J fiz mais de 20 peas, que foram

    principalmente para oferta. Antnio Raposo, j aprendeu tambm ginstica e informtica. Com os

    computadores admite ainda no se entender muito bem, ainda estou cru. Na sua mesa tinha dois

    pratos com amoras do seu quintal. Quando as apanho trago-as para quem quiser. Tenho l muitas, e

    melhor do que se estragarem. E segundo uma colega, que no conseguiu resistir aos frutos silvestres,

    eram mesmo muito boas. Antes de voltar sua pintura, Antnio Raposo ainda nos diz Mantermo-nos

    ativos importante. Quando chegamos reforma vamos ficar parados. Aqui a cabea est sempre a tra-

    balhar. uma espcie de regresso s aulas e j l vo mais de 30 anos desde que estudei.

    VIVER

    16 REVIVER

  • Para comemorar o final do ano letivo, a professora Fernanda Jacinto refere que tem de haver um almoo

    ou lanche. No meio de todo aquele bom ambiente, podemos dizer que esse almoo, no passa de uma boa

    desculpa para todos voltarem a conviver e a partilhar experincias e gargalhadas. Antiga professora de 1

    ciclo, Fernanda Jacinto foi a 1 professora a voluntariar-se para dar aulas, ainda pela Casa do Educador,

    antes de existir a Universidade. Comecei principalmente porque estava em casa sem nada para fazer.

    Apesar de no ter sido a sua rea de ensino enquanto trabalhava, dedica-se agora exclusivamente a ensi-

    nar pintura em porcelana, e d tambm workshops de pintura em tecido. Aprendi pintura em porcelana

    com uma amiga. um hobbie muito giro. Quando se comea, deixa um bichinho, eles que vos digam

    referindo-se aos alunos. A professora, para alm de ensinar e ajudar, ainda uma pea essencial para as

    obras. Fernanda Jacinto quem leva a loua para casa para cozer, para que os alunos depois possam pint-

    las. Eles no primeiro ano tiveram uma boa adaptao. Comearam com algumas dificuldades, principal-

    mente em espalhar a tinta e em canetar devido aos tremores. Os homens t, mais dificuldades em combi-

    nar as cores diz-nos. Falando dos benefcios das aulas, Fernanda Jacinto reala o convvio, visto que

    muitas pessoas no o tm em casa. Encontram ali uma boa forma de conviver, e claro, usarem toda a sua

    criatividade para criarem bonitas peas. Eu j estou a fazer uma para herana brinca uma aluna.

    Ao abandonarmos a aula, despedimo-nos de uma turma com pessoas dos 56 aos 82 anos, que to bem nos

    receberam e nos mostraram que a reforma no o fim de nada, mas o incio de uma outra fase da vida,

    onde a felicidade e novos projetos esto disponveis para quem se mostrar disponvel.

    turma de Pintura em Porcelana da UNISSEIXAL, o nosso obrigado.

    VIVER

  • Entre andar ou correr porque no marchar?

    VIVER

    Quando pensamos em marcha lembramo-nos de duas coisas, uma modalidade olmpica ou sol-dados a deslocarem-se. A marcha nasceu em Inglaterra, criada para os soldados da infantaria per-correrem grandes distncias. S no final do sculo XIX que foi adaptada para se tornar umdesporto masculino. Mas na hora de escolhermos uma atividade fsica para praticarmos nuncanos lembramos da marcha atltica. Talvez por no ter grande destaque nas televises ou no sersuficientemente divulgada. Entre andar e correr, a marcha pode ser uma soluo muito mais vi-vel. Em primeiro lugar porque apresenta um menor ndice de impacto nas nossas articulaes emrelao corrida. Mas antes de falarmos dos benefcios que a marcha atltica pode ter, vamosexplicar como desempenhar de forma correta este desporto.

    Como Marchar

    Ao observarmos algum que est a marchar pode parecer um pouco complicado devido coordenaodos movimentos com uma pequena rotao das ancas. Mas na verdade no . quase to fcil comocaminhar se nos habituarmos aos pequenos detalhes e aprendermos com calma esta modalidade.A Marcha no nada mais que uma sucesso de passos que tm que ser realizados de forma espec-fica. A melhor forma de entendermos , se estivermos a caminhar, a perna que avana deve estar retae o outro p tem que se manter no cho. Enquanto desempenhamos esse movimento deve existiruma pequena rotao de ancas. A parte superior do tronco deve estar direita ou ligeiramente incli-nada para a frente, no entanto vai acabar por ter uma rotao como as ancas mas no sentido oposto.Quanto aos braos e ombros devem acompanhar o movimento do corpo. No fcil descrever oprocesso da marcha em palavras. Vrios treinadores acabam por no chegar a um consenso por issomesmo. Por isso nada melhor que ver com os seus prprios olhos algum a marchar, seja na tele-viso, na internet ou mesmo ao vivo. Vai perceber melhor toda esta mecnica que parece to com-plexa, mas no fundo s uma forma de andar mais exigente e que exercita eficientemente o corpo.

  • VIVERVIVER

    20 REVIVER

    Benefcios que a Marcha pode trazer sua sade

    - Fortalece os msculos das costas, o abdmen, os braos, os msculos plvicos e como bvio osmembros inferiores do corpo.

    - Proporciona um intenso trabalho cardiovascular, que acaba por fortalecer o corao.

    - No esfora em demasia as articulaes, reduzindo a probabilidade de leses.

    - Queima bastantes calorias e tonifica o corpo.

    - Melhora a coordenao motora e o equilbrio

    - Exercita o crebro, pois ao querermos desempenhar corretamente todos os movimentos somosobrigados a enviar diversas informaes para o nosso crebro, mantendo-o ativo.

    - Ao conseguirmos marchar corretamente sentimo-nos mais realizados. lgico que um desafiocomplexo no incio mas que vai dar-lhe prazer quando conseguir atingir o objetivo final.

    A Marcha Atltica

    Os atletas profissionais treinam bastante para conseguirem aguentar a prova de esforo que a marcha atltica. As provas masculinas dividem-se entre os 20 e os 50 km, as mulheres cos-tumam fazer os 20 km de marcha. Se os atletas no efetuarem os movimentos da marcha cor-retamente so penalizados no seu tempo. Mas o objetivo da marcha nos seniores no a com-petio mas sim, conseguir obter os benefcios que esta traz sade. Por isso v at a um par-que com um amigo ou familiar e experimente um pequeno trajeto. H medida que foremtreinando, aumentem o percurso. No fique preso aos preconceitos que existem desta moda-lidade, pense sim no bem-estar que esta lhe pode proporcionar.

  • SEPARADOR

    O conhecimento torna aalma jovem e diminui a

    amargura da velhice. Colhe a sabedoria. Armazena

    suavidade para o amanh.

    Leonardo da Vinci

  • A PENSAR EM SI

  • A PENSAR EM SI

    Cada vez mais as pessoas procuram formas naturais para tratar problemas de sade. No nenhu-ma novidade que as plantas medicinais ajudam a tratar e a prevenir inmeras doenas. Antes deexistirem comprimidos, as populaes procuravam a cura nos efeitos e benefcios das plantas e con-seguiam tratar inmeros males. Se uma pessoa que procura a soluo em produtos naturais dei-xamos-lhe algumas informaes sobre os benefcios das plantas medicinais. Aconselhe-se com oseu mdico e saiba se esta uma boa opo para si. Nunca opte por colher plantas de locais que noconhece, para fins medicinais. Se quiser comprar deve faz-lo numa loja de produtos naturais mas,se prefere poupar algum dinheiro experimente fazer a sua prpria horta biolgica.

    A REVIVER apresenta-lhe 10 plantas medicinais que melhoram a sua sade

    25REVIVER

    Plantas que melhoram a sua sade

    1.Alfazema: A Alfazema ou Lavanda conhecida por ajudar a tratar proble-mas de digesto. Para alm de oferecer mais energia ao organismo e comba-ter a alergia a picadas de insetos, tambm alivia as nuseas, congesto linfti-ca, tosses, dores reumticas, problemas digestivos e at menstruais. Ajudaquem tem problemas de circulao, hipertenso, enxaquecas e at diminui aflatulncia. Esta no deve ser utilizada por pessoas que tm lceras.

    2.Alecrim: conhecido por ter um timo desempenho no aumento damemria. Alm da sua funo relaxante, principalmente a nvel muscu-lar, o alecrim ajuda na desinfeo, na digesto e no fortalecimento dosmsculos do nosso corao. Estimula o metabolismo, combate a anemia eproblemas de circulao sangunea. O alecrim tambm usado contra aqueda de cabelo e no combate caspa.

    3.Salsa: So muitas as doenas que a salsa pode ajudar a tratar. Esta procurada para o tratamento de problemas pulmonares, bronquite,artrite, feridas, furnculos, priso de ventre e lceras gstricas. A salsatambm utilizada para acompanhar tratamentos a reaces alrgicas porser anti-inflamatria e antissptica.

    4.Arnica: Esta planta possui propriedades medicinais devido aosflavonoides que a compem. usada para a cicatrizao de feridas superfici-ais, combate hemorragias leves, tem efeitos anti-inflamatrios. Tambm utilizada para baixar a febre. A arnica no deve ser utilizada por via oral.

    5.Camomila: Desde pequenos que nos aconselham a beber ch de camomi-la. Para alm do seu efeito calmante, que diminui a ansiedade, nervosismo einsnias, tambm ajuda a tratar gripes, inflamaes nasais, sinusite e diarreia.Ajuda a tratar infees urinrias e diminui as dores musculares.

  • A PENSAR EM SI

    26 REVIVER

    6. Erva cidreira: conhecida por melhorar a qualidade do sono por ser umcalmante suave. Esta alivia as dores de cabea, ajuda a diminuir clicasmenstruais e intestinais, previne distrbios digestivos e renais e alivia atosse. conhecida por promover o bem estar e a tranquilidade.

    7.- Erva-prncipe: So vrias as propriedades que podem beneficiar ao utilizaresta planta numa infuso. A erva prncipe tem propriedades calmantes, anti-depressivas, analgsicas, diurticas e tambm bactericidas. Alm disso, destapode extrair-se um leo essencial que usado como repelente de insetos.

    8. Coentros: Embora tenham passado a ser mais utilizados na culinria,os coentros antigamente eram usados para fins medicinais. So diges-tivos, antisspticos e calmantes. Para alm disso combatem a fadiga,alguns tipos de enxaquecas, aliviam as dores de estmago, os vmitos e aflatulncia. Quando usados externamente conseguem aliviar dores nasarticulaes e problemas de reumatismo.

    9.- Hortel: Os benefcios provenientes da hortel devem-se sobretudo aomentol fazer parte da sua composio. Esta planta previne infees respi-ratrias, alivia dores de dentes, nuseas e vmitos. Embora no esteja compro-vado cientificamente, muitos tm tido bons resultados no tratamento doclon irritvel, na diarreia, no controlo de asma leve e no alvio do stress.

    10. Malva: Em Itlia, na poca renascentista, acreditavam que a malva era acura para todos os males. Embora no cure todas as doenas so muitos osbenefcios comprovados desta planta. A malva trata queimaduras de sol,inflamaes na garganta e na boca, como o caso das aftas e da gengivite.Trata lceras, gastrite e priso de ventre. Mas h quem afirme que esta tam-bm ajuda a tratar problemas respiratrios, de estmago e at diabetes.

  • 28 REVIVER

    A PENSAR EM SI

    O Enfarte do Miocrdio (EM) e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) so das maiores causas de mor-bilidade e mortalidade no Mundo, e Portugal no exceo. A hipertenso considerada um dosfatores mais importantes para este tipo de doenas cardiovasculares. Segundo um estudo realizadopelo Prof. Mrio Espiga de Macedo, especialista em Medicina Interna e Cardiologia, cerca de 3 mi-lhes de portugueses so hipertensos, o que representa cerca de 42,1% da populao adulta. Apenasmetade das pessoas sabe que sofre de hipertenso, e dessa metade pouco mais de 10% tem realmentea tenso controlada. Segundo o autor deste estudo, existir uma percentagem to alta de hipertensosmal controlados deve-se principalmente m passagem da mensagem sobre os cuidados a ter coma Hipertenso Arterial elevada. Por outro lado, como a doena tem poucos sintomas os doentes aban-donam a teraputica com mais facilidade.

    O que a Hipertenso Arterial ?

    Uma doena crnica, sem cura mas que pode ser controlada. Ao circular pelas artrias, o sangue criapresso nas suas paredes e distendem-nas, colocando-as assim em tenso. Daqui surge a expressotenso arterial que, em situaes normais, tem um valor mximo de 12 cm Hg e mnimo de 8 cm Hg(12\8 centmetros de mercrio). Quando o corao se comprime e bombeia o sangue, ou seja, na bati-da, obtm-se o valor mximo de tenso arterial, e o mnimo quando o corao relaxa, ou seja, entrecada batida. Quando o mximo igual ou superior a 14 cm Hg e o mnimo a 9 cm Hg, considera-sehipertenso arterial, uma doena silenciosa que pode ter resultados gravssimos a longo prazo. Noentanto, podemos ter a tenso alta sem sermos hipertensos, por exemplo, em situaes de stress. Porisso, a tenso arterial deve ser medida com frequncia mnima de 1 vez por ano, para que possamosconfirmar se os valores se mantm normalmente altos, e no caso de hipertenso, possamos controla-la.

    O que deve saber sobre a Hipertenso

  • 29REVIVER

    A PENSAR EM SI

    9 Passos Para Controlar a Presso Alta

    - Mantenha o peso ideal: A obesidade resulta num maior esforo do corao para conseguir bombear o sangue.

    - Pratique exerccio fsico: Fazer desporto melhora a nossa capacidade fsica, respiratria e cardaca. Um corao mais forte menos propcio a problemas de sade.

    - Reduza o consumo de sal: Excesso de sal leva reteno de lquidas o que pode resultar em hipertenso.

    - Evite o consumo de bebidas alcolicas: O lcool um dos maiores inimigos da tenso alta. Se beber, beba com redobrada moderao.

    - Tenha uma alimentao saudvel: Evite alimentos com demasiada gordura ou demasiado sal. Opte por frutas, legumes, e carnes magras.

    - Medicao: Consulte um mdico e caso sejam necessrios medicamentos, no deixe de os tomar. Mas se for para medicar-se, siga apenas as indicaes de um profissional.

    - Consumo de tabaco: Se fuma, pense em deixar de fumar ou em reduzir drasticamente. O consumo de tabaco aumenta a presso arterial imediatamente.

    - Controle o stress: O stress resulta da resposta do organismo s sobrecargas fsicas e emocionais, o quepode terminar em hipertenso e doenas cardiovasculares. Controle-se emocionalmente e no abdiquede atividades relaxantes.

    - Mea a presso arterial: Para que possa controlar os seus valores arteriais essencial que os mea com reg-ularidade. Caso ache necessrio, mantenha contacto com o seu mdico.

    Alimentos a Evitar

    Sal: Evite sal ao mximo, mas caso seja necessrio opte pelo light, com teor de sdio reduzido. Temperos: De novo, evite o sal e os temperos prontos, como os que encontra no supermercado. Economizano tempo, mas prejudica-lhe a sade. Evite conservas: Para que conservas e enlatados possam ter um prazo de validade extenso, necessitam deuma extraordinria quantidade de sdio. Muito prejudicial para hipertensos. Pes e Queijos: Opte por pes integrais e queijos brancos, como ricota e cottage sem sal. Carnes: Opte por grelhados ou assados de peixe ou carnes magras. Evite fritos, e carnes com gordura. leos: Utilize leos vegetais como o azeite, leo de girassol ou soja. Evite Manteigas e margarinas. Aucares e doces: Evite aucares, doces, fast food e bebidas alcolicas.

  • No de hoje que o mel conhecido por fazer bem a nossa sade, j os nossosantepassados usavam-no para fins medicinais. Para alm de ser o nico produtodoce que contm protenas, sais minerais e vitaminas essenciais sade humana,tambm tem um alto valor energtico e uma excelente ao antibacteriana.

    Mel no todo igual

    Quando falamos de mel, h que ter noo que existe mais que um tipo. O mel no todo igual.Existem sabores, aromas e cores diferentes. Os benefcios que o mel tem na nossa sade depen-dem essencialmente desses fatores. So vrios os fatores que originam a diversidade. A cor e osabor esto relacionados com a predominncia da florada utilizada durante a produo. O melde cor mais clara e sabor mais suave o mais comum de adquirir no mercado, mas so os de cormais escura que so mais nutritivos e ricos em protenas e sais minerais.

    A REVIVER apresenta-lhe os 7 benefcios do mel para a sade

    Atenua a dor de garganta: O mel conhecido pela sua ao antimicrobiana que capaz deimpedir o crescimento ou at destruir micro-organismo. Como tal, ele consegue aliviar a dorde garganta momentaneamente.

    Alivia problemas respiratrios: Algumas pesquisas revelam que bactrias causadoras dediversas doenas respiratrias, so sensveis a ao antibacteriana do mel. Certos micro-organ-ismos que causam infees respiratrias, tuberculose e pneumonia conseguem ser combati-dos. Mas tal como as dores de garganta, o mel alivia os sintomas de desconforto dessasdoenas embora no promova a cura das mesmas.

    MELO doce que faz bem

  • Melhora problemas intestinais: O mel um timo aliado na manuteno da flora intestinal.Desta forma proporciona um melhor trnsito intestinal, consistncia normal das fezes e previnea diarreia e infees urinrias.

    Previne o envelhecimento da pele: Rico em antioxidantes, como cidos fenlicos, os flavonoidese os carotenoides, o mel ajuda a diminuir os radicais livres. Com esta diminuio consegue pre-venir o envelhecimento precoce da pele, fazendo esta mais bonita e saudvel. Alguns estudosconcluram que o mel pode agir como cicatrizante de feridas, queimaduras e abcessos na pele.

    Ao antioxidante: Como foi dito no tpico anterior, o mel consegue combater os radicais livres.Assim sendo, no s contribui para evitar o envelhecimento celular, como tambm indicadopara prevenir doenas cardiovasculares e o Alzheimer.

    Diminui riscos de infees urinrias: O mel com a sua ao antibacteriana ajuda a combateralguns microrganismos como a streptococcus faecalis, proteus species e pseudomonas aerugi-nosa. Todos estes podem causar infees urinrias.

    Melhora o sono e ajuda a relaxar: Desde crianas que ouvimos pais e avs dizerem-nos parabeber leite com mel para dormirmos melhor. E estavam certos. O mel estimula a produo deserotonina, neurotransmissor responsvel pela sensao de prazer e bem-estar. O mel tem umafuno importante como regenerador da flora intestinal, quando combinado aos lactobacilos pre-sentes no intestino. Com esta ao conseguimos atingir um certo relaxamento que por sua veztrar melhores noites de sono.

  • 32 REVIVER

    A PENSAR EM SI

    Como combinar o mel na sua dieta alimentar

    Quando falamos de mel no nos devemos esquecer que estamos a falar de um doce. Por issono devemos consumi-lo em excesso. A quantidade certa varia entre uma colher de ch a umade sopa por dia, mas esta dose ser a correta apenas se for inserida numa dieta equilibrada esaudvel. O mel pode substituir o acar refinado na preparao de doces e tambm pode con-sumi-lo em torradas, frutas, iogurtes e sumos. Evite o aquecimento em excesso do mel se noquer desperdiar os benefcios da sua composio.

    Combinaes perfeitas

    Mel e cereais: Se adicionar cereais, como a aveia que rica em fibras, ter um timo resultadoem alguns problemas intestinais

    Mel e leite: Para quem pretende um sono tranquilo e um relaxamento do crebro, esta combinao tima. Associado s excelentes propriedades do mel, o leite morno ajuda o corpo a relaxar. Paraalm disso fonte de triptofano que aumenta o bem-estar e relaxa o crebro para dormirmos.

    Mel e canela: Esta combinao ajuda a combater a m digesto, principalmente aps uma refeiorica em gorduras. Um ch feito com uma colher pequena de mel e canela vai aliviar a indisposiocriada pela m digesto.

    Mel e limo: O ch de mel e limo h muito tempo que usado para prevenir o aparecimento degripes e constipaes. O limo uma fonte de vitamina C que deixa o sistema imunolgico mais forte.

    Contra-indicaes

    No deve ser consumido por crianas com menos de 1 ano e alguns estudos defendem que at aos3 anos de idade no deve ser ingerido. Tudo por ter clostridium botulunum, uma bactria que podecausar botulismo. Em adultos saudveis no perigoso. O mel no recomendado para pessoasque tm diabetes pois pode levar a picos de glicemia no organismo.

  • 34 REVIVER

    A PENSAR EM SI

    Receitas de

    5 estrelas

    Receitas daDonaAurora

    Nesta edio a Dona Aurora apresenta-lhe mais uma receita tipicamente portuguesa.

    Saiba como confecionar Panados Recheados acompanhados por grelos e cenouras

    salteados. E apresente para sobremesa uma deliciosa Mousse de Morango.

    Ingredientes para 4 pessoas- 16 febras mdias- 8 fatias de queijo- Sal e pimenta q.b

    Panados Recheados

    - 8 fatias de fiambre- 2 ovos- Leite q.b

    - Farinha de milhoou po ralado- 1 limo

  • Confeo da Mousse de Morango

    Para confecionarmos a nossa mouse basta juntar a gelatina com a gua. De seguida mistura-se oleite condensado e os morangos. Quando tivermos todos os ingredientes juntos tritura-se tudocom a varinha mgica. Dispe-se em taas individuais e decoramos com um morango cortado euma folha de hortel. Delicie-se. Bom Apetite!

    A PENSAR EM SI

    Ingredientes: 4/6 pessoas

    - 1 embalagem de gelatina demorango (2 pacotes dentro)- 10 dl de gua quente- 15 morangos- 1 lata de leite condensado

    Mousse de Morango

    35REVIVER

    Confeo dos Panados Recheados em quatro passos

    Primeiro Passo: Pe-se em marinada as febras com leite, sal, alho, limo e pimenta de um dia para o outro.

    Segundo Passo:No dia seguinte, escorre-se a marinada e no meio de duas febras coloca-se uma fatia de queijo eoutra de fiambre. Prendem-se com 2 palitos para no se soltarem.

    Terceiro Passo:Aps j estarem unidas as febras recheadas, passa-se as mesmas por ovo e depois pela farinha demilho ou po ralado, use o que preferir.

    Quarto Passo:Coloque leo a aquecer e quando estiver bem quente frite os 8 Panados Recheados.

    Para acompanhar os panados recomenda-se grelos e cenouras salteados e uma boa salada.Acompanhe esta refeio com um bom vinho tinto portugus.

  • 36 REVIVER

    Nasceu em Vila Real no dia 1 de Maro de 1928. Ao longo da sua vida foi um aluno

    brilhante e um professor magnfico. Hoje com 86 anos reconhecido em Portugal e no

    estrangeiro pela sua longa carreira como mdico, especializado em Anatomia Patolgica

    e Biotica. Para alm de um grande investigador, Daniel Serro um cativante orador

    disposto a falar sobre todos os temas. Fique a conhecer melhor o mdico portugus.

    Doutor DANIEL SERRO

    - O que que as pessoas no sabem sobre o Daniel Serro?

    No sei, vai ser difcil. Quando eu tinha 75 anos os meus filhos decidiram oferecer-me a construo de um

    site pessoal na Internet. De incio julguei que era uma prenda formidvel mas depois que vi que era um

    presente envenenado. Eu tive que fazer durante dois anos um trabalho enorme para pr aquele site a fun-

    cionar. Deu-me tanto trabalho que j faz uns anos que no o atualizo. Quem quiser conhecer uma parte

    de mim pode ler a tese recentemente publicada de um aluno chamada Pensamento biotico de Daniel

    Serro. No entanto dei uma entrevista ao Professor Henrique Manuel Pereira editada como Daniel

    Serro aqui diante de mim que demorou cerca de quatro meses. Ele enviava-me as perguntas por email

    e eu respondia-lhe, at que aquilo deu quase 500 pginas. Ali ele perguntou-me tudo o que queria, com-

    binamos antes, que ele perguntava tudo o que quisesse que eu responderia sempre com verdade. Por

    tanto s no sabe sobre o Daniel Serro quem no quiser, h muita informao disponvel.

    - verdade que costuma cumprimentar a maioria das pessoas com um abrao?

    Sim e eu digo-lhe porqu Hoje sabe-se que o abrao afetivo liberta dopamina, que o mediador que

    estimula as clulas nervosas que criam, sem saber como, o sentimento de felicidade e bem-estar.

    Principalmente s pessoas que esto a sofrer ou tristes, em vez de palavras que no adiantam nada, ao

    dar um abrao silencioso ficam a sentir-se melhor.

    - O que que Aveiro tem de especial para si?

    O meu pai foi transferido para Aveiro por ser da oposio. Mudei-me para l quando estava no antigo4 ano, e vivi l at ao 3 ano da faculdade de Medicina. Portanto esses 7 anos so o incio e o fim da ado-lescncia. Toda a vida intensa e os conflitos emocionais da adolescncia foram vividos em Aveiro. Asprimeiras grandes paixes, muito lricas da altura e a paixo pela leitura. O meu pai no tinha dinheiropara comprar livros, ento eu ia para uma biblioteca que havia, que estava aberta das 21h s 23h.Normalmente, s eu e o segurana que l estvamos. Ele ficava a dormir todo esse tempo e acordavasempre na hora do fecho com os morcegos que l passavam. Eu deixava o livro marcado para o diaseguinte. E ia-me embora. Foi naquela biblioteca que li algumas grandes obras.

    - maior a paixo pelos livros ou pelas pessoas?

    Gosto muito de ver pessoas. Quando vou a outro pas gosto muito de observar os outros a

    agirem. Mas depois h a leitura J li muitos milhares de livros e sei perfeitamente os que li.

    Ainda l tenho muitos em casa mas no vou ter tempo de os ler a todos. Sempre que posso

    aproveito para ler. Ainda agora fiz uma viagem de trs horas e passei todo o tempo a ler.

    NA ESPLANADA COM...

  • 38 REVIVER

    NA ESPLANADA COM...

    - Na sua opinio tinha dado um bom psiquiatra?

    Eu acho que sim teria dado, e com certeza tinha feito a minha carreira como professor de psiquiatria.

    Na altura no havia psiquiatria no Porto, s em Lisboa. No geral os professores dessa rea eram de

    Medicina Legal mas no tinham nenhuma formao especfica em psiquiatria ou em psicologia.

    Quando me formei em 51 achei que tinha uma bagagem de conhecimentos de filosofia e antropologia

    que me permitiriam ser um bom psiquiatra na escola de Lisboa. Como isto no deu, no deu. Fui para

    anatomia patolgica que o extremo oposto da psiquiatria.

    - Como investigador quais so os trabalhos que mais se orgulha?

    A tese de doutoramento, sem dvida. Foi sobre relaes hepatobiliares. Apresentei uma teoria na altura no

    suscetvel de ser demonstrada, mas que tinha muita argumentao a favor. A tese que eu tinha era a partir

    de situaes de ictercia com leses mnimas do fgado, e o facto de no haver ictercia em leses gravssi-

    mas do fgado como o caso da cirrose heptica. A explicao era que a estrutura biliar encarregada de elim-

    inar a blis, e a estrutura heptica encarregada de produzir a blis, eram estruturas independentes, embora

    estivessem juntas no mesmo rgo. A outra teoria que espero que ainda algum lhe pegue um dia e consi-

    ga demonstrar, relativamente metastizao de tumores malignos. A teoria era que, em qualquer tipo de

    tumor, clulas desse tumor podem libertar-se, entrar na via sangunea, alojar-se na medula ssea e mani-

    festarem-se muitos anos mais tarde. Estes dois trabalhos foram sem dvida os que mais gostei de fazer.

    - Como se sente ao ter ensinado e partilhado conhecimentos com inmeras geraes?

    Sempre gostei muito de ensinar aquilo que sabia. Para ensinar com clareza preciso perceber muito

    bem o que se est a ensinar. Eu digo muitas vezes, o professor um investigador que ensina. Mas a

    investigao obrigatoriamente de laboratrio? No, quando se est a ler um livro ou um trabalho cien-

    tfico, est a raciocinar-se sobre ele, estamos a investigar. Agora o que me surpreende encontrar anti-

    gos alunos, mdicos j com 50, 60 anos, e lembrarem-se de coisas que eu disse ou fiz nas aulas.

    - Como que se partilha o tempo livre entre 10 netos?

    formidvel, ainda hoje almocei com um, que est aqui a tirar o curso de economia na

    Universidade Catlica. Vo l almoar a casa, ao Domingo juntamos a famlia toda, eu dou-lhes os

    livros, falo com eles, assim uma espcie de cumplicidade. Convivemos muito e eu ajudo-os naqui-

    lo que posso e tenho sempre tempo para todos. O segredo est em que, mesmo que o tempo seja

    pouco, esse tempo tem de ser vivido com muita intensidade.

    - Diz que j deu a volta ao mundo a p duas vezes. Quer explicar-nos isso?

    que eu ando 6 km por dia. J fao isso h muitos anos. Um dia resolvi fazer as contas e dava a

    perto de duas voltas ao Mundo. Eu ando a p uma hora todos os dias, incluindo sbados e domin-

    gos. fundamental na minha idade. E essa hora no tempo perdido, tempo ganho, porque tenho

    uma grande quantidade de ideias durante essas caminhadas, por exemplo para prefcios de livros.

    - Porque que comeou a sorrir mais na velhice?

    Acabei por perceber que se eu sorrisse, era uma forma privilegiada de comunicar com os outros. Quando eu

    era diretor e achava que era importante, dava ordens s pessoas. Naquele servio achava que no tinha de

    sorrir para ningum, queria era que me obedecessem e respeitassem, para bem do servio e para bem deles.

  • No tinha afetividade, no podia sorrir a uns e fazer cara feia a outros. Tinha que mostrar autoridade. Depois de eu ter

    sado e j no ter essas responsabilidades que eu comecei a perceber, que podia ajudar as outras pessoas a serem mel-

    hores do que o que eram, mas para isso no podia dar-lhes ordens. Tinha era de conseguir obter a sua colaborao. Nessa

    altura que passei a utilizar muito mais o sorriso.

    - Quais seriam as maneiras corretas de tornar o envelhecimento ativo uma realidade para todos os portugueses?

    O envelhecimento ativo, envelhecimento bom, saudvel, tem de comear muito cedo. Ns conseguimos ter um crebro

    bom, ativo, at uma idade avanada, mas para isso precisamos de no o estragar aos 20, aos 30 e aos 40. O indivduo que

    bebe estraga o crebro e o que fuma tambm. Quem tem tenso, glicemia ou colesterol elevado estraga o crebro. Nunca

    abusei de coisa nenhuma, tiro sempre os prazeres da vida, sempre gostei de comer, de beber vinho tinto, mas nunca uti-

    lizei nenhum destes prazeres em excesso. Obtive um benefcio formidvel, que estar com 86 anos e sentir o meu crebro

    to ativo como quando era mais novo. Por isso eu costumo dizer que o campeonato dos supra 65, ganha-se nos sub20/30.

    -Lidou com a morte muito cedo e afirmou que fez o luto da sua. Aps a consciencializao dela, ficamos mais livres?

    Acho que sim. Chega uma altura em que ns temos de ter perfeita conscincia interior de que somos mortais. Heidegger

    dizia que O Homem um ser para a morte e no fez grande descoberta. Apesar de ser um grande filsofo, isso uma

    banalidade. Somos um ser para a morte e no tem importncia nenhuma. O que tem importncia sermos seres at

    morte, portanto temos de fazer desse at, uma coisa formidvel. O luto prprio acontece na autoconscincia, e quando o

    fazemos, quando conseguimos olhar para ns como um ser vivo ou morto, usamos uma capacidade que no tem suporte

    material, orgnico, que no est ligada a nenhum sentido nem atividade cerebral. a isto que eu chamo esprito. A

    minha convico que este esprito vai continuar a existir como existe hoje, sem corpo, sem matria, fora do tempo, fora

    do espao. Portanto esta imortalidade que um dia h de vir, que eu no sei como , mas vou um dia experimentar. E

    isso que me d uma tranquilidade absoluta.

    - Se o mundo estivesse calado a ouvi-lo, o que diria?

    Se ningum desse nenhuma ateno quilo que tenho pensado e dito, eu ficaria profundamente triste.

    39REVIVER

  • SEPARADOR

  • Lute com determinao, abrace avida com paixo, perca com classe evena com ousadia, porque o mundopertence a quem se atreve e a vida muito para ser insignificante.

    Charles Chaplin

    Lute com determinao, abrace avida com paixo, perca com classe evena com ousadia, porque o mundopertence a quem se atreve e a vida muito para ser insignificante.

    Charles Chaplin

  • LAGOA DE ALBUFEIRALAGOA DE ALBUFEIRAUma tarde em comunho com a naturezaUma tarde em comunho com a natureza

    Nem sempre fcil apreciarmos a beleza das nossas praias no Vero. A confuso e o barulhoacabam por ofuscar certos parasos que temos no nosso pas. Por isso a REVIVER foi numasegunda-feira nublada at Lagoa de Albufeira para desfrutar em pleno daquela tarde.

  • MENTE S; CORPO SO

    Em dias nublados temos tendncia a ficar por casa em frente televiso. Mas cabe-nos a ns alegrar osnossos dias mesmo que o tempo no ajude. Fomos ao armrio buscar um casaco mais quente e decidimosfazer um piquenique junto praia. Escolhemos a Lagoa de Albufeira como destino e fizemo-nos estrada.Na estrada nacional 377, antes de virarmos para a estrada de alcatro que vai dar at Lagoa, so tantosos stios que nos do vontade de encostar o carro e apreciar a tranquilidade do campo. Para aqueles quegostam de observar aves so vrios os circuitos e observatrios que permitem ver estes animais de pertono seu habitat natural. Podem encontrar cerca de 40 espcies de aves que so protegidas pela integraona Reserva Ecolgica Nacional, desde 1987. No entanto decidimos no parar e seguimos at ao nosso des-tino. Estacionmos o carro perto do parque de campismo e decidimos estender a toalha no cho para onosso piquenique. A zona tem alguns caixotes do lixo, por isso no h desculpa para poluirmos estepequeno paraso. A calma instalou-se em ns. Olhamos em nosso redor e no vimos nem ouvimosningum. Eramos ns e o canto dos pssaros que permaneciam nos ramos das rvores. Aps o piqueniqueestava na altura de uma caminhada pela praia da Lagoa de Albufeira. No todos os dias que temos oprazer de caminhar num local assim. No conseguimos desviar os olhos da outra margem da lagoa. Aquipodemos encontrar trs lagoas, a grande, a pequena e a da estacada. Embora hoje o sol no tenha brilha-do, no deixmos de reparar na profundidade da gua aqui. E no por acaso. A Lagoa de Albufeira considerada a mais funda de Portugal, os seus fundes chegam a atingir os 15 metros de profundidade.

    43REVIVER

  • 44 REVIVER

    Ao continuarmos a caminhar em direo Lagoa Grande observmos apenas uma pes-soa a fazer Kitesurf. Esta uma zona com timas condies para a prtica de desportoscomo a vela, windsurf, kitesurf e canoagem. Mas hoje o tempo no atraiu muitas pes-soas para a prtica de desportos radicais. A sensao de paz, aps duas horas naquelelocal, apoderou-se de ns. Estvamos mais tranquilos do que quando chegmos. Ocheiro caracterstico do local tem um efeito calmante. O tempo voa aqui. Estamos rodea-dos pela natureza e a vontade de regressar at cidade pouca. Sempre que fixamos onosso olhar parece um quadro perfeito. Os barcos atracados que vo rodando ao ritmoda corrente, as aves que passam a voar, os contrastes entre o verde das plantas e rvores,com o tom da areia, e um imenso azul que no desaparece, seja a olhar para a esquerdaou para a direita. No fcil descrever por palavras toda a beleza deste local, no hdvidas que o melhor ver com os seus prprios olhos e sentir a paz que aqui reina.No caminho de regresso para o carro, comemos a ver trs senhoras, a entrar na guapara molharem as pernas. Ali ficaram at deixarmos a Lagoa de Albufeira. Vontade devoltar? Sem dvida. Mas ser certamente durante a semana, pois o silncio traz maisencanto a esta bela praia portuguesa.

  • MENTE S; CORPO SO

  • MENTE S; CORPO SO

    47REVIVER

    O Equilbrio da Reflexologia PodalA Reflexologia uma tcnica milenar chinesa com o mesmo conceito da acupunctura,pois baseada nos mapas da medicina tradicional chinesa. Mas nesta, apenas so pres-sionados pontos especficos nos ps, nas mos ou nas orelhas. O objetivo principal equilibrar o corpo, proporcionando um relaxamento, diminuio de dores agudas e umbem-estar geral que influncia em inmeras doenas.

    O que a Reflexologia?A Reflexologia costuma ser designada por ser uma arte suave, uma cincia fascinante e umaforma extremamente eficaz de massagens teraputicas na medicina complementar. uma cinciabaseada nos estudos fisiolgicos e neurolgicos humanos. Mas para alm da cincia que , vistoj ter sido comprovada, tambm uma forma de arte para quem a aplica de forma teraputica,pois tudo depende dos seus conhecimentos e habilidades. De todos os tipos de massagens queexistem, a reflexologia a mais relaxante.

    Como aplicada a Reflexologia Podal?A Reflexologia no deve ser aplicada sem antes o terapeuta conhecer o histrico mdico do seupaciente. Por isso, na primeira consulta deve levar o seu histrico mdico, falar sobre os seusproblemas de sade, estilo de vida e alimentao. Aps esta primeira abordagem o terapeuta iravaliar e identificar quais as partes do corpo que no esto a funcionar corretamente. Para tal serutilizada a tcnica da presso nos pontos especficos dos ps. Pode parecer um pouco confuso,mas o especialista que ir acompanhar este processo, poder mostrar-lhe o mapa que explicaexatamente onde se situam todos os rgos e sistemas do corpo na sua planta, dorso e lateral dop. O p esquerdo corresponde parte esquerda do corpo e todos os rgos que esto presentesdesse lado. O p direito a mesma coisa. O exemplo mais fcil para percebermos esta tcnica oseguinte: No alto do arco do p direito situa-se o ponto que corresponde ao fgado, que est dolado direito do corpo. O terapeuta ao pressionar de forma adequada essa regio com os polegares,vai fazer com que o funcionamento do fgado seja beneficiado. O objetivo principal equilibrar todo o corpo. A Reflexologia consegue devolver a harmonia que hem ns, reduzindo a tenso e o stress, induzindo ao relaxamento. S quando o corpo estiver relaxado que o tratamento possvel. S a que a massagem profissional ir demonstrar as partes do corpoque esto desequilibradas e que no esto a funcionar corretamente. A partir da o especialista aplicaro tratamento adequado para fazer com que o corpo volte ao estado ideal de sade. A Reflexologia podeser aplicada em outras partes do corpo, mas os ps contm milhares de terminaes nervosas, o quetorna a reflexologia podal a mais conhecida e praticada. Por isso se optar por experimentar uma sessodestas, deve saber que, antes da massagem os ps ficam primeiro a aquecer dentro de gua para osdeixar mais sensveis ao toque. A presso que ser aplicada conforme o estado de sade do doente.Em adultos o toque mais forte do que em crianas ou seniores debilitados.

  • MENTE S; CORPO SO

    H que deixar bem claro que a Reflexologia no cura nenhum problema grave de sade. Esta uma cin-cia da medicina complementar. Muitas vezes ela usada para aliviar dores, prevenir algumas doenas,no deixar desenvolver outras ou apenas proporcionar um bem-estar fsico e mental. Milhares de pes-soas usam-na para complementar os tratamentos convencionais de algumas doenas.

    A REVIVER apresenta-lhe alguns males que a Reflexologia podal pode ajudar:

    - Stress e Ansiedade: Estes so fundamentais serem eliminados, pois muitas vezes so os cau-sadores da progresso de algumas doenas. Em casos de depresso e perda de confiana, aReflexologia j provou ter bons resultados.

    - Alivia inmeras doenas: Asma, bronquite, sinusite, insnias, dores de cabea, problemas car-diovasculares e renais, diabetes, fadiga e reteno de lquidos.

    - Sistema imunolgico debilitado: A Reflexologia aciona o sistema imunolgico que vai ficandodebilitado com o passar dos anos. Ao ser acionado consegue-se prevenir algumas doenas ou ocontgio delas.

    - Dores nas articulaes e lombares: O alvio das dores nas articulaes e lombares, principal-mente nos seniores, j foi comprovado em diversos estudos.

    - Excesso de peso: Com a diminuio de ansiedade consegue-se combater a compulso alimentar.Tambm h resultados na reduo do inchao e na acelerao do prprio metabolismo.

    - Elimina as toxinas do corpo: Ao ser possvel eliminar as toxinas que esto no nosso organismo,conseguimos promover o bem-estar geral do corpo.

    - Dores agudas: A Reflexologia consegue, na maioria dos casos, diminuir as dores agudas quesentimos em determinada zona do corpo, atenuando-as acentuadamente.

    Durao e contra-indicaesAs sesses de Reflexologia normalmente duram de 30 minutos a 1 hora e so realizadas uma vezpor semana. Quanto ao nmero de sesses que vo ser efectuadas, depende do estado de sadedo paciente. Existem contra-indicaes para pessoas que esto a sofrer de pequenas hemorragias,para quem sofrem de osteoporose avanada e para os que tm doenas graves de corao.

    Benefcios da Reflexologia Podal na sade

    48 REVIVER

  • MENTE S; CORPO SO

    Quando pensamos em desporto e procuramos tirar proveito dos seus benefcios, existem sempreos desportos mais comuns que rapidamente nos vm cabea. As limitaes naturais da idadeencolhem mais ainda o leque das opes que temos. No entanto, h desportos menos conven-cionais, que podem passar despercebidos mas que so tambm uma opo bastante vlida, quan-do melhorar a nossa qualidade de vida o objetivo. OTaekwondo um desses desportos.

    De origens coreanas, esta tcnica de combate para defesa pessoal, conhecida por ser a arte dedar pontaps, defender e bater. No entanto, apesar das exigncias fsicas desta arte marcial, oTaekwondo atribui extrema importncia ao equilbrio espiritual dos seus praticantes. Separandopor slabas, Tae significa pontapear, Kwon, defender e golpear com a mo, e Do significacaminho. Este caminho tem uma simbologia profunda. Representa o caminho pessoal do prati-cante, o acumular de todas as experincias fsicas, psicolgicas e espirituais. O apoio e a disci-plina das artes marciais, fornecem os alicerces necessrios para o ajudar a construir um melhorcaminho, ou seja, uma melhor passagem pela vida.

    Quando o assunto a sade e o bem-estar, as artes marciais desempenham um papel fulcral na vidade quem as pratica. Treinam o individuo como um todo, corpo, mente e esprito. A idade no con-stitui qualquer tipo de barreira para a prtica, bastando para isso pensarmos no esteretipo demestre de artes marciais. Rapidamente imaginamos um sbio de traos orientais, cuja idade noconseguimos descortinar ao certo, mas sabemos que novo no de certeza. Algum que transmiteserenidade e sabedoria, uma pessoa equilibrada e saudvel, que muito tem para ensinar.

    50 REVIVER

  • Taekwondo As vantagens para os seniores

    51REVIVER

    Taekwondo As vantagens para os seniores

    Os benefcios da prtica de Tae Kwon DoFisicamente, melhora a nossa:- Fora- Potncia- Flexibilidade- Velocidade- Coordenao- Resistncia- Equilibrio

    Mentalmente, melhor a nossa:- Concentrao- Reflexos- Autocontrole- Confiana- Autoestima

  • Marcial uma palavra com a sua origem no Deus Romano Marte,o Deus da Guerra. Dessa forma, Arte Marcial significa a Arte daGuerra. Podemos entender que, todos os dias so uma batalha, sendoque o primeiro e principal obstculo somos ns prprios. Ao longoda vida, os principais conflitos e batalhas so internos. Para superaralguma coisa, temos de nos superar a ns prprios primeiro, e a nossaexistncia torna-se no nosso principal combate. Assim, as artes mar-ciais procuram fornecer as ferramentas necessrias para tornar qual-quer ser humano comum, num guerreiro, forte, focado e equilibrado.

    Se sempre admirou artes marciais, mas nunca teve o tempo ou adisponibilidade para as praticar, talvez esta seja a altura ideal paracomear. No permita que a idade seja um entrave, porque no .Inscreva-se, comece a praticar, ao seu ritmo e desfrute dos benefciosque rapidamente iro aparecer. Praticar Taekwondo no tem obrigato-riamente de ser para competio. Aproveite esta arte da guerra parase tornar num verdadeiro guerreiro, forte, confiante e disciplinado,pronto para ultrapassar o maior obstculo da sua vida, voc.

    53REVIVER

  • Tem histrias de vida para contar?

    Se leu as nove edies anteriores da REVIVER, certamente apercebeu-seque dedicamos um espao exclusivo para os nossos leitores e protago-nistas falarem sobre as suas experincias de vida. Se gosta de escrever ou tem algumas histrias que se enquadrem no con-texto da nossa revista, no hesite em contactar-nos. Todos os testemu-nhos e sugestes so importantes para ns.

    Entre em contacto connosco da maneira mais cmoda para si, seja por cartaou email. Seja qual for o meio que opte, deve indicar sempre o seu nome,morada, contacto, idade e a histria que gostaria de ver publicada sobre si naREVIVER, que deve comear sempre por No meu tempo....

    ContactosSede Revista REVIVERRua da Esperana Lote 2B2835-483 Santo Antnio da Charneca, BarreiroTelefone : 212169069email : geral.reviver@gmail.com

    info.reviver@gmail.com

    Site: www.revista-reviver.wix.com/seniores

    Siga-nos tambm no Facebook: https://www.facebook.com/revistareviverE no se esquea do nosso blog : www.revistareviver.blogspot.pt

    REVISTA REVIVER

  • Nasci na cidade invicta em 1944 no incio da Primavera. incrvel como o tempo passou depressa e este anodei por mim a soprar 70 velas. Mas o motivo que me entusiasmou a escrever e a enviar este texto leva-me afalar sobre o tema que menos abordei na minha vida. Nunca casei, nunca tive filhos, como tal nunca consti-tui a minha prpria famlia. Por mais de 50 anos fui questionada com a mesma pergunta; porque quenunca se casou? E a resposta foi sempre a mesma, no estava destinado. Creio que as pessoas viam na minhaexpresso, desde a facial at corporal, que era um tema delicado para mim. As nicas pessoas que souber-am o verdadeiro motivo para eu nunca ter casado, eram as responsveis de eu no ter conseguido alterar omeu estado civil. Acho que depois desta introduo posso finalmente comear o texto como eu queria.No meu tempo no tnhamos direito a casar com quem queramos. Fora algumas excepes, os nossos paisdecidiam com quem devamos casar. Segundo eles, o amor ganhava-se com o tempo, ia-se revelando como passar dos anos. Lembro-me do meu pai apresentar-me um rapaz quando eu tinha 9 anos e comunicar-me que ele ia ser o meu futuro marido. Ele vestia um fatinho para criana aos quadrados e mantinha umapose de superioridade. Nesse dia senti um enorme vazio dentro de mim que no sabia descrever. Os anos foram passando e eu nunca consegui gostar dele. Quando fiz 16 anos os meus pais acharam queestava na hora de formalizar o noivado. Mas o meu corao j batia mais forte cada vez que via o filho dasenhora da mercearia. Nunca me esqueci do seu sorriso e do tom da sua voz calma. Falei deste sentimentoaos meus pais, que rapidamente falaram com a senhora da mercearia para no deixar o seu filho chegar pertode mim, pois eu estava comprometida. Desde esse dia ele nunca mais me sorriu, apenas em algumas ocasiesolhava-me discretamente. O meu corao ficou despedaado, no tinha coragem para lhe confessar o meuamor e a presso para casar era cada vez maior. At que no Vero seguinte vi o amor da minha vida subirao altar com outra mulher. O meu mundo tinha desabado. Ento a minha me achou que era a hora idealpara fazer uma festa de noivado com o meu prometido. Eu tinha tanta raiva dentro de mim naquela altura,que esperei ansiosamente por aquele momento. Quando as duas famlias estavam reunidas na nossa sala,rodeadas por um banquete digno de um rei, decidi pedir um minuto da ateno dos demais. Anunciei queno me iria casar com aquele homem nem com homem nenhum. J que no me tinham deixado casar poramor ento no iria casar de forma alguma. O meu pai quis obrigar-me, trancou-me no quarto. A minha medeu-me alguns estalos, s que de nada adiantou. Sai de casa quando completei os meus 18 anos, um alviopara os meus pais que j no tinham que falar sobre a desonra e vergonha que eu trazia para a famlia. Mantive o contacto com os meus primos, vivi quase toda a minha vida em casa da minha prima maisnova. Cuidei dos seus filhos enquanto eram crianas e daquela famlia. Quando os meus pais ficaramdoentes, regressei ao Porto e cuidei deles at ao dia da sua morte. Vivi a minha vida a tentar facilitar avida dos outros para que esses fossem felizes. Se eu fui feliz, fui. Plenamente? No, claro que no.Cruzaram-se alguns homens no meu caminho, s que nenhum despertou novamente a chama do amorem mim. Sempre fui vista como uma mulher diferente, era muito estranho eu no ter marido e filhos.Gostava que tivesse sido diferente, mas do que adianta ficar a lamentar, a verdade que no voltei aamar, logo no fazia sentido casar-me por convenincia. Hoje em dia, as mulheres decidem com quemquerem namorar, a sociedade no as recrimina pelos seus relacionamentos, a menos que sejam demasi-ado promscuos. Estaria a mentir se dissesse que no sentia inveja desta liberdade actual. E vejo tantasjovens a desperdiar a coisa mais bonita que h na vida, o amor, por uma carreira profissional de suces-so. Eu compreendo a importncia da realizao profissional, no entanto no acho que o sucesso da vidaamorosa possa prejudicar o da profissional. Pois eu ainda sou do tempo em que as mulheres ambi-cionavam ser felizes com algum a seu lado. Hoje tudo gira em torno do prprio umbigo. J ningumdedica tempo aos outros, no se educam os filhos, no se ampara a famlia quando necessrio, os ami-gos so aqueles que dizem aquilo que ns queremos ouvir, caso contrrio tornam-se descartveis. O meu tempo condenou-me a no voltar a amar, mas no me condenou a ficar egosta e insensvel. No vivitudo o que queria, mas garanto que vou morrer orgulhosa com todas as decises fundamentais que tomei.Consegui ser livre!

    Maria Glria Trindade

    NO MEU TEMPO

    55REVIVER

    No meu tempo no era fcil ser livre

  • BREVES

    Projeto Eyes As Big As Plates

    56 REVIVER

    Eyes As Big As Plates, ou em portugus, Olhos To Grandes Como Pratos, o projecto danorueguesa Karoline Hjorth e da finlandesa Riitta Ikonen. produzido em colaborao comvrios modelos seniores, e conta com um total de 45 trabalhos fotogrficos.

    Esta produo comeou com seniores locais e a ideia inicial era brincar com personagens e protago-nistas do folclore nrdico, inspirada pelo romantismo e a imaginao. Cada fotografia apresenta umafigura solitria numa paisagem, adereada com elementos que a rodeiam mas que no indicam nemo tempo nem o espao. Assim como nos contos tradicionais, em que uma floresta pode ser qualquerfloresta e o mar pode ser qualquer mar, as imagens de Eyes As Big As Plates encorajam a sensaesintemporais e de universalidade. Ao mesmo tempo, incorporam peas de roupa ou de calado quemostram traos individuais de personalidade e dos tempos contemporneos.

  • Aos 90 anos, Marvin Teel concorre para o recorde de O rapaz dos jornais mais velho doMundo. Faa chuva ou faa sol, pega na sua bicicleta e pedala a sua rota, para levar o jornaldiretamente casa dos assinantes, em Christopher Illinois, nos Estados Unidos. Tenho cerca de5 quilmetros para fazer todos os dias. Demoro cerca de uma hora e meia diz Marvin, que jtraz a experincia de quem foi carteiro rural durante 45 anos.As nicas vezes que no fao asentregas de bicicleta, quando neva ou h gelo. A vou de carro. Tudo comeou em 2001, quando Teel j estava farto da reforma e sentiu necessidade de fazeralguma coisa. Diz que precisava de fazer algo. Sempre trabalhei e sentia-me culpado de passaros dias sentado sem fazer nada. Alm disso gosto do exerccio. Ele que mantm uma boarelao com os seus clientes, tambm bastante elogiado pela sua pontualidade. Se por algumarazo se atrasa, porque alguma coisa se passou diz Jean Kretz, uma das suas clientes. Colocaos jornais sempre num stio acessvel e resguardados da chuva continua. Um dos seus grandes apoios a sua esposa, Marilyn Teel, que no se incomoda nada de abdicardo marido para ele fazer o seu trabalho. Ele adora fazer a sua rota. Faz algum dinheiro e damaneira que no me enche a cabea brinca Marilyn. Todos os dias, ajuda o marido a enrolar osjornais e a coloca-los no cesto da bicicleta A reforma no era para mim. Vou fazer isto enquan-to for capaz conclui Marvin, um timo cidado e uma grande inspirao para todos ns.

    58 REVIVER

    Um Antigo Rapaz dos Jornais

    BREVES

  • BREVES

    59REVIVER

    Veneno mortal vira Medicinal

    O veneno a arma mais eficiente da natureza. minuciosamente afinado para parar um corpo rapi-damente. Normalmente injetado nos corpos das vitimas atravs de presas ou ferres, pode ter vriasformas e caractersticas, dependendo da sua constituio qumica. As molculas de veneno podem tervrios alvos ou efeitos, mas trabalham em conjunto para a sua principal finalidade, matar o oponente. Alguns atacam o sistema nervoso, impedindo a comunicao entre os nervos e os msculos. Outrosdestroem as molculas e as clulas para destrurem o tecido do corpo. Existem at venenos que coagulamo sangue obrigando o corao a parar, enquanto que outros impedem as feridas de coagularem e a vitimamorre por infeo ou sangramento. Apenas numa dentada, dezenas ou at centenas de toxinas so inje-tadas no organismo. Umas com trabalhos nicos e especficos, e outras com tarefas mais redundantes.Ironicamente, as propriedades que tornam o veneno to mortal, do-lhe tambm um valor tremendopara a medicina. Muitas das suas toxinas atacam as mesmas molculas que precisam de ser controladasem algumas doenas, e o veneno atua rpido e altamente especfico. um verdadeiro desafio para amedicina conseguir encontrar as toxinas com potencial teraputico, mas existem j medicamentos detopo para os diabetes e doenas cardacas que derivam de veneno. At hoje, pouco mais que uma dziade medicamentos chegaram aos mercados. Novos tratamentos para doenas autoimunes, cancro e dorespodem estar disponveis nos prximos anos.No estamos a falar apenas de alguns novos medicamen-tos mas de uma classe inteira de medicamentos. gigantesco. O veneno abriu toda uma nova perspeti-va para a farmacologia afirma o especialista em toxicologia e herpetologia Zoltan Takacs.Existem mais de 100 mil espcies que produzem veneno, como por exemplo, cobras, aranhas, escor-pies, lagartos, peixes entre muitas outras espcies. Apesar de nem todos os venenos serem mortais, curioso ver como a Natureza funciona. At a mais letal das armas, pode salvar vidas.

  • Bienvenidos a Madrid

  • 61REVIVER

    FOTO-REPORTAGEM

  • 63REVIVER

    Se a memria no me falha, j l vo mais de 20 anos que eu conheo a Dona Ivone e a Dona Emlia.Duas irms gmeas to semelhantes na sua aparncia mas to diferentes na sua forma de encarar a vida.Aos 71 anos, no fazem ideia de como a sua histria de vida serviria para uma reflexo profunda sobrecada um de ns. Talvez no fosse til para todos, mas pelo menos para mim foi.Conheci estas duas senhoras como alegres e ativas. Porm, com o passar dos anos comearam a sofrer deintensas dores nas pernas e nas costas. Nunca soube ao certo o que tinham, mas a D Emlia costumava dizerque tinham um corpo demasiado fraco. Embora a dor fosse constante, faziam o seu dia a dia de forma inde-pendente, mesmo que demorassem o triplo do tempo do que era normal. Mas h 5 anos atrs, os seus famil-iares aconselharam-nas a deslocarem-se de cadeira de rodas. Ao sentarem-se naquelas cadeiras houve umalvio da dor, sem dvida. S que com esse alvio veio tambm um sentimento de frustrao. Essa frustraoera visvel no rosto triste que ambas demonstravam. A dona Emlia sempre foi mais extrovertida e alegre doque a sua irm Ivone. Nessa altura ela dizia com frequncia para os seus conhecidos, num tom de quem esta brincar mas a sentir cada palavra, no sei porque que tenho ainda duas pernas, de nada me servem, mastambm se no as tivesse no poderia calar estes sapatos. Era esta a dona Emlia que eu admirava. E smais tarde vim a saber que essa admirao no nada comparada ao que eu sinto hoje. A dona Emlia dormia no mesmo quarto do que a sua irm Ivone. Ajudavam-se mutuamente para que os seusfilhos no contratassem algum para tomar conta delas. A dona Ivone deixou-se abater com a perda de mobil-idade, acabando por ficar deprimida pois sentia-se intil e sem vontade para viver. A dona Emlia por outrolado tentava s escondidas levantar-se calmamente e p ante p ia fazendo as suas coisas. Mesmo com doresela sentia-se muito melhor assim. Segundo ela, os medicamentos aliviavam as dores mas era o simples andarque lhe dava fora e vontade de viver e ser feliz. Mas a sua irm no queria sair da cama, quando saa era aju-dada e ia diretamente para aquela cadeira de rodas. A dona Emlia insistia com ela, que lhe ia fazer bem andarum pouco e que ela estava l para a amparar, no a ia deixar cair. Mas ela dizia sempre que no era capaz, tinhademasiadas dores. Aps incontveis tentativas, a dona Ivone pediu sua irm para aceitar a sua deciso poisela j no queria lutar mais. A dona Emlia implorou sua irm gmea para no desistir mas de nada adiantou. Por questes financeiras, cada uma delas teve que ir viver com os seus filhos e foi nessa altura que a vidamudou para aquelas duas irms. Agora viviam em casas separadas, em ambientes completamente difer-entes. A dona Emlia explicou sua filha mais velha que conseguia andar e do prazer que isso lhe dava. Disse sua filha se esta a ajudasse ela ia trocar a cadeira de rodas por um andarilho, um andarilho por canadianas,canadianas por uma bengala at voltar a andar sem qualquer tipo de apoio. A sua filha ao ver a sua me comtal determinao no conseguiu dizer que no. S havia uma condio. Fazer todo esse percurso com a ajudade um fisioterapeuta. A dona Emlia aceitou. Em casa do filho da dona Ivone, havia um sentimento de penae de obrigao constante. At a sua cadeira a dona Ivone deixou de poder movimentar. O filho empurravaaquela cadeira sempre que estava em casa e quando no podia estar presente, contratava algum que ofizesse. O estado de sade foi-se agravando at que ficou completamente incapacitada. Ficou presa numacama durante dois anos at que acabou por falecer. O ano passado encontrei a Dona Emlia na mercearia ldo bairro. Estava sozinha amparada pela sua bengala. Tinha um olhar triste encoberto pelas suas expressesalegres. No sabia da sua perda, ento perguntei-lhe como que ela e a sua irm estavam. Ela olhou-me nosolhos e disse-me algo que no consegui ficar indiferente. Minha querida, s to nova mas com o tempo vaisperceber. Na vida arcamos sempre com as consequncias dos nossos atos. S ultrapassamos obstculos alutar, por mais que nos custe temos que ter vontade e fora para lutar. Seno sobra apenas o vazio. E se noqueremos sair do vazio a morte bate-nos porta mais cedo. Mas no te preocupes porque o meu luto j foifeito h muito tempo. A minha irm morreu no dia em que no se quis levantar mais. Eu levantei-me paravencer. Duas escolhas, dois rumos opostos mas o destino ser o mesmo. Eu apenas gosto de c andar e voucontinuar a andar at ao fim. No interessa se vou morrer amanh, morrerei vencedora. Espero entregar Dona Emlia este texto brevemente. Se ela me perguntar sobre o que , a resposta sim-ples. a histria da mulher coragem que se levantou para vencer.

    Natacha Figueiredo

    crnica

    LEVANTOU-SE PARA VENCER

  • TarotHorscopo Bimensal

    Rodolfo Miguel de Figueiredo

    CarneiroDe 21/03 a 20/04Cartas do Ms de JulhoO Sacerdote e o Dois de Ouros

    Amor Uma alterao profissional vaiajudar uma relao a crescer. Os casa-mentos esto protegidos.

    Sade -Problemas ao nvel das articulaes

    Dinheiro No domnio financeiro, per-spectiva-se um aumento de rendimentos.A estabilidade alcanada.

    Cartas do Ms de AgostoA Imperatriz e o Cavaleiro de Copas

    Amor Poder sentir-se atrado poralgum mais novo. Saiba o que quer e noidealize em demasia.

    SadeBom momento para cirurgias estticas.

    Dinheiro Manter-se num determinadoemprego pode no indicar segurana.Aposte na mudana.

    TouroDe 21/04 a 20/05Cartas do Ms de JulhoA Fora e o Quatro de Copas

    Amor Pode confundir atraco comamor. No se engane, mas sobretudo noengane o outro.

    Sade Faa um electrocardiograma.

    Dinheiro No trabalho, vai sentir-se moti-vado e dinmico, porm no espere oreconhecimento.

    Cartas do Ms de AgostoA Temperana e o Cinco de Copas

    Amor Reserve algum tempo para si.Liberte-se das preocupaes e no deixe amelancolia vencer.

    Sade - A gua pode ser uma terapia.

    Dinheiro As sua relaes profissionaisesto a desgast-lo. No deixe que abusemda sua boa vontade.

    GmeosDe 21/05 a 20/06Cartas do Ms de JulhoO Louco e o Sete de Copas

    Amor Vai ter de encontrar um equilbrioentre o compromisso e a liberdade. Escuteo seu corao.

    Sade - Cuide das pernas e vigie as varizes.

    Dinheiro Nem sempre as honrarias sosinnimo de um bom trabalho. Cuidadocom as iluses de sucesso.

    Cartas do Ms de AgostoO Louco e o Oito de Copas

    Amor Apesar de se sentir preso, no temo direito de magoar o outro. O respeitocondiciona um bom dilogo.

    Sade - No corra riscos desnecessrios.

    Dinheiro melhor no deixar uma tare-fa inacabada. Seja profissional, pois est aser avaliado.

    CaranguejoDe 21/06 a 21/07Cartas do Ms de JulhoA Roda da Fortuna e o Nove de Ouros

    Amor Ter sempre na sua famlia umporto de abrigo. Uma conversa sincerapode trazer grandes mudanas.

    Sade-Controle o aumento de peso repentino.

    Dinheiro Com a ajuda de um familiar,poder fazer um investimento muito ren-tvel. Aproveite a sorte.

    Cartas do Ms de AgostoA Fora e o Nove de Ouros

    Amor Lembre-se que a sensualidade uma ddiva de si para o outro, e no umaforma de manipulao

    Sade - Tenha uma vida sexual saudvel.

    Dinheiro Poder vir a alcanar umaumento de rendimentos substancial.Invista numa poupana.

    LeoDe 22/07 a 22/08Cartas do Ms de JulhoO Mundo e o Sete de Paus

    Amor Esperam-se momentos de grandeharmonia. Invista no seu par e na relao.O amor espera por si.

    Sade-Faa exerccio fsico e gaste energia.

    Dinheiro Uma proposta de trabalhodesafiante pode trazer-lhe o sucesso quetanto procura. Afaste a dvida.

    Cartas do Ms de AgostoA Lua e o Quatro de Ouros

    Amor No se apegue s coisas que nocorreram bem e ao que lhe fizeram de mal.Aprenda a perdoar.

    Sade - Cuidado com as depresses.

    Dinheiro Poder estar a ser demasiadointransigente na forma de lidar com o din-heiro. Liberte-se da avareza.

    VirgemDe 23/08 a 22/09Cartas do Ms de JulhoO Eremita e o Valete de Copas

    Amor O seu relacionamento estpreparado para avanar para o prximopatamar. Tenha confiana.

    Sade-Poder ter dificuldades de locomoo.

    Dinheiro Abrace a noo de que tudotem o seu tempo. Uma notcia inesperadavai trazer a mudana

    Cartas do Ms de AgostoO Diabo e o Quatro de Copas

    Amor A sua expresso sexual est emalta. No duvide de si e do seu direito deser como .

    Sade - Vigie a sua tenso arterial.

    Dinheiro Poder sentir-se dividido entrea segurana e a mudana. Lembre-se quea fortuna exige riscos.

  • BalanaDe 23/09 a 22/10Cartas do Ms de JulhoA Estrela e o Seis de Paus

    Amor Se est solteiro, pode encontrar oamor tanto anseia. Todas as relaes estoprotegidas.

    Sade No descure a sua alimentao

    Dinheiro Pode estar para breve a pro-moo que estava espera. Os seus rendi-mentos vo aumentar.

    Cartas do Ms de AgostoO Imperador e o Cinco de Paus

    Amor Uma discusso sem fundamentopode tornar-se numa escalada para algobem mais profundo.

    Sade - Vigie o seu colesterol.

    Dinheiro Pode estar a confundir confianae determinao com prepotncia. Seja maismoderado.

    EscorpioDe 23/10 a 21/11Cartas do Ms de JulhoA Sacerdotisa e o Quatro de Paus

    Amor Se estava a tentar engravidar,ento esta pode ser a altura certa. Abraceum novo ciclo na sua vida.

    Sade - Bebe mais gua e faa exerccio.

    Dinheiro Um projecto profissional queestava parado pode agora encontrar omomento de arranque.

    Cartas do Ms de AgostoO Mundo e o s de Espadas

    Amor Os relacionamentos vo atraves-sar uma fase harmoniosa. Vai sentir-seconfiante com suas escolhas.

    Sade - Perodo saudvel e enrgico.

    Dinheiro A sua capacidade de anlise ea sua inteligncia so garantias de suces-so. Racionalize.

    SagitrioDe 22/11 a 21/12Cartas do Ms de JulhoO Enforcado e o Oito de Espadas

    Amor Uma relao pode estar a atraves-sar um momento difcil. No deixe queinterfiram na sua vida.

    Sade-Tenha cuidado com estados depressivos.

    Dinheiro As invejas no seu local de tra-balho podem tomar uma forma que o vaiprejudicar. Seja prudente.

    Cartas do Ms de AgostoA Morte e o Sete de Paus

    Amor A estagnao no lhe traz felici-dade. No arraste mais a deciso que temde tomar. Seja firme.

    Sade - Pode vir a precisar de uma cirurgia.

    Dinheiro No tema os desafios, elesexistem para serem superados ou paraaprendizagem. Ouse mais.

    CapricrnioDe 22/12 a 21/01Cartas do Ms de JulhoA Imperatriz e o s de Paus

    Amor Tenha uma verdadeira conscinciadaquilo que quer. Aposte no amor e no que melhor para si.

    Sade No descure a sua imagem.

    Dinheiro A persistncia uma garantiapara o sucesso. Pode finalmente alcanar osseus objectivos.

    Cartas do Ms de AgostoA Torre e o Trs de Paus

    Amor Um relacionamento est a chegar aofim. Veja esse desfecho como uma expansode horizontes.

    Sade Tenha cuidado com as quedas.

    Dinheiro A sua situao profissional podeestar complicada. Comea j a avaliar outroscaminhos.

    AqurioDe 22/01 a 19/02Cartas do Ms de JulhoO Mago e a Rainha de Copas

    Amor Uma atraco de opostos podecriar um relacionamento onde ambos secomplementam.

    Sade - No descure os seus dentes.

    Dinheiro Uma mulher pode ajud-lo aalcanar os seus objectivos. Saiba recon-hecer o apoio.

    Cartas do Ms de AgostoO Carro e o Rei de Paus

    Amor Os relacionamentos com algumde outro pas esto favorecidos. Aprendacom essa experincia.

    Sade-Cuide dos problemas no seu estmago.

    Dinheiro Precisa de analisar todas aspossibilidades. Pode estar noutro pas asua oportunidade de sucesso.

    PeixesDe 20/02 a 20/03Cartas do Ms de JulhoA Torre e o s de Copas

    Amor Pode encontrar no seu parceiro aajuda necessria para enfrentar todas asdificuldades.

    Sade - Tenha cuidado com os acidentes.

    Dinheiro Quando tudo parece que nocorre de feio, mantenha a f. Melhorestempos viro.

    Cartas do Ms de AgostoO Sol e o Dez de Espadas

    Amor A intimidade com o seu par cada vez maior. Aproveita o sentimentode unio e aposte no romance.

    Sade - Ms de grande vigor fsico

    Dinheiro Tem todas as hipteses ao seualcance, mas tenha cuidado com quem serelaciona no trabalho.

  • 66 REVIVER

    Agenda Cultural

    Julho e Agosto de 2014

    8 de Julho 10 de Julho

    16 de Julho

    Artistas Comprometidos?Talvez Museu Calouste

    Gulbenkian

    14 de Julho

    A Liberdade da ImagemCasa da Msica

    12 de Julho

    24 de JulhoAs Plantas do Tempo dosDinossauros no JardimBotnico de Lisboa

    20 de Julho

    A Cinderela Quinta da Regaleira

    18 de Julho

    A Verdadeira Histriada Babi - Teatro-Estdio

    Mrio Viegas

    22 de Julho

    Fado no OceanrioOceanrio de Lisboa

    26 de Julho

    A Viagem do ElefanteOliveira de Frades

    28 de Julho

    Biodiversidade dos RiosPortugueses

    Fluvirio de Mora

    3 de Agosto

    Jias de Ouro daAntiga Ga no MuseuNacional de Arte

    Antiga

    1 de Agosto30 de Julho

    Casa do Futuro noMuseu dasComunicaes

    5 de Agosto

    9 de Julho 11 de Julho

    Pedro e Ins naRegaleira

    Quinta da Regaleira

    13 de Julho 15 de Julho 17 de Julho

    Em Baixo e Em Cima: Apropsito de Beckett

    A Barraca

    19 de Julho

    A Rota de um CrimeTeatro de Rua em Leiria

    21 de Julho

    Fotografia de ArturPasto no CentroComercial Alvalade

    25 de JulhoLoucura dos 50

    Casa da Criatividade

    23 de Julho

    Antolgica: Da Pintura Pintura no Museu do

    Chiado

    27 de Julho

    Do Sagrado Na ArteIgreja de SantaCatarina

    2 de Agosto

    Contos Murais, Muralem Azulejo

    Museu da Cerveja

    31 de Julho

    Exposio de Catapultase Mquinas de Cercono Castelo de Palmela

    29 de Julho

    BES Photo 2014Museu Coleco

    Berardo

    4 de Agosto 6 de Agosto

    Divinas Palavras Teatro Municipal MiritaCasimiro, Cascais

    Trs Mulheres AltasTeatro Nacional D. Maria II

    Coleco de PinturaTelo de Morais Edifcio Chiado

    Jias de Ouro daAntiga Ga no Museu

    Nacional de Arte Antiga

    Aproveite um bomdia de praia

    A Doce e cida Inciso,Gravura em Contexto Museu Gro Vasco

    Ilusionistas Casa de Teatro

    Arshile Gorky e aColeco - Centro de

    Arte Moderna

    Pintura Paula Rego,Caos e Ordem

    Casa das Histrias

    Do Astrolbio ao GPSno Centro CinciaViva de Lagos

  • Agosto e Setembro de 2014

    7 de Agosto 9 de Agosto

    15 de Agosto

    Exposio de MoedasMuseu de Arqueologia

    e Numismtica de Vila Real

    13 de Agosto

    Marcas de IdentidadeCeleiro Comum-Centrode Artes Tradicionais

    11 de Agosto

    23 de Agosto

    Os Iconoclastas Anos80 no Museu doDesign e da Moda

    19 de Agosto

    A impossibilidadepotica de conter o

    infinito - Fund. CaloustGulbenkian

    17 de Agosto

    Totem na FundaoCalouste Gulbenkian

    21 de Agosto

    Festival Internacional deEscultura em Areia

    Pra, Faro

    25 de AgostoO Fascnio do OlharMuseu da Imagem emMovimento, Leiria

    27 de Agosto

    Os Caminhos daDemocracia na

    Fundao Mrio Soares

    2 de Setembro

    Vitral - ResidnciaArtstica de MadinaCC Gafanha da Nazar

    31 de Agosto29 de Agosto

    Amor Com Amor SePaga no Teatro-Estdio

    Mrio Viegass

    4 de Setembro

    8 de Agosto 10 de Agosto

    Pintura; Ilhas do Mar,Artistas Aorianos

    Centro de Arte Manuelde Brito

    12 de Agosto 14 de Agosto 16 de Agosto

    Barcos, Memrias doTejo - EcomuseuMunicipal do Seixal

    18 de Agosto

    Morcegos de PortugalTapada Nacional de

    Mafra

    20 de Agosto

    Fotografia O DesignOctvio Botas; A Arteda Lapidao do VidroMuseu do Vidro

    24 de Agosto

    Linhas na Terra do MarMuseu Municipal de

    Esposende

    22 de AgostoOs Saboias; Reis eMecenas no Museu

    Nacional de Arte Antiga

    26 de Agosto

    Aventura Antonioni SolarGaleria de Arte Cinem-tica, Vila do Conde

    1 de Setembro

    Procure que opesexistem para ocupar o

    seu tempo livre

    30 de Agosto

    Feira do Livro de Poesiae Banda DesenhadaCampolide, Lisboa

    28 de Agosto

    Exposio;Subitamente, O PovoMuseu de vora

    3 de Setembro 5 de Setembro

    Fotografia: Daqui Pareceuma Montanha no

    Centro de Arte Moderna

    Exposio, O MuseuMuseu Nacional de

    Etnologia

    Vitrais e Vidros noPalcio da Pena, Sintra

    As viagens de Sindbad -O Mariheiro na

    Biblioteca M. Redondo

    Aproveite paradanar um passeiojunto ao Mar

    Comunicar no Museudos Transportes eComunicaes

    Cascata de CoresPavilho doConhecimento

    Exposio de PinturaMuseu de Arte Sacra

    de Grndola

    Concerto; Seu JorgeParque da Cidade,

    Porto

    Festas Popularesde Santa Susana

    67REVIVER

  • Passatempos

    Descubra as 7 diferenas

    Descubra as 9 diferenas

  • 69REVIVER

    Sudoku Samurai Fcil

    Anedotas

    Um jornalista foi fazer uma reportagem a um lar e pergunta a um snior que estava sentado: - A que que

    se deve a sua idade to avanada? - Mtodo, meu filho... Sempre tive uma hora certa para me deitar e para

    me levantar. O nosso organismo uma mquina que precisa de mtodo e horrio. O jornalista foi ter com

    outro e faz-lhe a mesma pergunta, ao que o idoso responde: - Sempre evitei as mulheres, meu jovem! A

    seguir pergunta a outro: - Eu nunca fumei, nunca bebi nem tive vcios de qualquer espcie. A seguir o jor-

    nalista descobre o mais velho, o mais acabado, o mais enrugado de todos e muito admirado pergunta: -

    Ento, e o senhor, a que deve essa longevidade? Nunca teve vcios, festas ou mulheres? - Qual qu! Eu

    nunca tive horrio para nada, muita borga, copos, fumava trs maos de tabaco por dia, jogo, mulheres com

    fora, noites e noites sem dormir, eu sei l que mais... - Ento, e quantos anos que tem? - Trinta e dois.

    Passatempos

  • REVISTA REVIVER

    FundadoresAntnio RamosNatacha Figueiredo

    Director GeralAntnio Ramos

    EditorAntnio Ramos

    Directora ArtsticaNatacha Figueiredo

    RedacoAntnio RamosNatacha Figueiredo

    Sede de RedacoRua da Esperana Lote 2B2835-483 Barreiro

    Contactosgeral.reviver@gmail.comTelefone: 212169069www.revista-reviver.wix.com/senioresfacebook e blog link: https://www.facebook.com/revistareviverwww.revistareviver.blogspot.ptComunicao e Publicidadedep.publicitario.reviver@gmail.comdpt.comunicacao.reviver@gmail.com

    Ficha Tcnica

    Julho 2014 . Edio n10

    Redacoinfo.reviver@gmail.com

    DistribuioNacional

    Nota : Isenta de registo na ERC ao abri-go do decreto regulamentar 8/99 de 9/6artigo 12 n1 - A

    Locais de distribuio GratuitaJuntas de FreguesiaCmaras MunicipaisCentros de diaCentros de ConvvioUniversidades da Terceira IdadeAssociaes de ReformadosAssociaes recreativasLares de idosos e Casas de repousoBibliotecasEspaos InternetSanta Casa da Misericrdia

    Para particularesDevem efectuar o pedido atravs doemail geral.reviver@gmail.com

    Sugestes e participaesDevem ser efectuadas para os contactosgerais da revista, ou atravs do nossofacebook e do site integrado nesse.

    70 REVIVER