Revista Porturia - Fevereiro 2015

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Revista Porturia - Fevereiro 2015

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  • 4 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    NDICE

    www.revistaportuaria.com.br

    Duas vezes por semana, a Revista Porturia atualiza o blog da publica-o, que tem sempre informaes exclusivas sobre tudo o que acon-tece no mundo dos negcios no Brasil. O informativo jornalstico en-caminhado duas vezes por semana para uma base de dados segura e criteriosamente construda ao longo de 15 anos de mercado, formada por mais de 90 mil empresas. Composto por notcias econmicas de interesse de empresrios, polticos e clientes, o blog trata de todo e qualquer tema que envolva economia, especialmente aqueles voltados aos terminais porturios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Para-n. Se voc souber de alguma novidade, tiver informaes relevantes sobre temas econmicos e quiser contribuir com o trabalho da Revista Porturia, entre em contato com a reportagem no endereo eletrnico: jornalismo@revistaportuaria.com.br

    Revista Porturia tambm est na web com informaes exclusivas

    8

    24Obras do Centro de Inovao Tecnolgica

    de Itaja esto prestes a iniciarPreviso que a construo comece no prximo ms e esteja concluda em maro de 2016. Municpio tambm visa construir um Distrito de Inovao.

    16

    a quarta cidade que mais emprega

    na indstria da transformao no

    BrasilMunicpio tambm

    o segundo colocado no Estado na gerao

    de empregos

    ITAJA

    Feapi oferece curso de lnguas para

    quem trabalhar na Volvo Ocean Race

    Lei que altera retorno do ICMS para os municpios j est em vigor em Santa Catarina28

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 5

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    ANO 15 EDIO N 180FEVEREIRO 2015 EDITORIAL

    Comercial para todo o Brasil

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    Obras do Centro de Inovao Tecnolgica esto prestes a iniciar

    Itaja a cidade com o maior Produto Interno Bruto (PIB) total de Santa Catarina e o 29 lugar no ranking das maiores economias do pas. Para chegar a essa condio alguns fatores foram decisivos como: a localizao geogrfica estratgica da cidade no Estado e na Regio Sul do Brasil; a infraestrutura que garante ligao do municpio com o mundo por mar, terra e ar (graas proximidade do aeroporto da vizinha Navegantes) e diversificao e ampliao do mix de empresas que se instalaram no municpio nos ltimos anos.

    A previso que no prximo ms comecem as obras do Centro de Inovao Tecnolgica de Itaja que ter papel importante no constante desenvolvimento e crescimento da economia do municpio. O prdio ter cerca de 3.800 m, ser edificado em um terreno da prefeitura, no Bairro Itaipava. Projetado e custeado pelo Governo do Estado (em tor-no de R$ 7,5 milhes) o Centro de Inovao vai comportar ambientes de negcios, espaos de co-working, reas de pesquisa e desenvolvi-mento, treinamento, capacitao, show room de produtos inovadores e outras atividades relacionadas inovao e voltadas comunidade.

    A Univali ser parceira do municpio de Itaja para a implantao e desenvolvimento do Centro de Inovao Tecnolgica da cidade. A instituio ser responsvel pela induo e fomento de uma nova eco-nomia pautada na pesquisa aplicada e em novos negcios.

    Para conduzir os projetos estratgicos e de desenvolvimento do municpio a prefeitura criou a empresa Itaja Participaes. Alm de estar participando como representante do governo municipal na im-plantao do Centro de Inovao em entrevista Revista Porturia Economia & Negcios, Jair Bondicz, diretor presidente da empre-sa falou sobre a importncia desta obra para a cidade e do primeiro grande projeto da Itaja Participaes: o Distrito de Inovao, que visa investimento de R$ 1 bilho em 10 anos.

    Alm da reportagem acima citada destaque para as tradicionais sees Portos do Brasil e Coluna Mercado, nas pginas seguintes da sua revista.

    Bom incio de ano e boa leitura!

  • 6 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Logo no incio do segundo mandato da presidente Dilma, discute-se no governo a volta da CPMF - Contribuio Provisria sobre Movimentao Financeira. A Federao do Comrcio de Bens, Servios e Turismo de Santa Catarina - Fecomrcio SC contra a recriao do imposto.

    "Entendemos que o fundamental criar estmulos para a inciativa privada, e no ir contramo. Nesse aspecto, pri-meiro de tudo necessrio reduzir os altos juros que se paga no Brasil. O governo precisa passar a controlar a inflao atra-vs de um maior controle de sua poltica fiscal, e no focar apenas na poltica monetria, isto , na alta dos juros", afir-mou o presidente da Fecomrcio SC, Bruno Breithaupt.

    Segundo ele, indispensvel ao pas uma reforma tri-butria que reduza e simplifique os tributos. "Desse modo, os investimentos podem ser ampliados de maneira mais sli-da, o que far o pas voltar a crescer. Tambm precisamos de uma reforma trabalhista que diminua os encargos pagos pelo empresrio, a fim de readequar a legislao nova situao econmica, na qual a produtividade encontra-se represada

    devido aos altos custos do trabalho", disse. Para Bruno Breithaupt, o novo governo tem que co-

    mear o mandato por reformas estruturais e no resgatando impostos j rechaados pelos brasileiros. " preciso melhorar a gesto, equacionar os gastos pblicos, em vez de insistir em aumentar a carga tributria e, mais uma vez, onerar o contribuinte", afirmou.

    O novo ministro do Desenvolvimento, Indstria e Co-mrcio Exterior, Armando Monteiro Neto, afirmou ao tomar posse no Ministrio, que o retorno da CPMF seria um retro-cesso para a economia, porque as caractersticas do tributo desestimulam a produo e o consumo, e espera que as rei-vindicaes de setores do prprio governo para a recriao do tributo no sigam adiante.

    "A criao (da CPMF) seria um gravssimo retrocesso, pelas caractersticas do imposto, cumulativo [incide repetida-mente a cada etapa da cadeia produtiva] e disfuncional para a economia. Espero que essa questo no prospere", afirmou Armando Monteiro.

    DIVULGAO

    Segundo o presidente da entidade, Bruno Breithaupt, indispensvel ao pas uma reforma tributria que reduza e simplifique os tributos

    Fecomrcio SC contraa recriao da CPMF

  • ITAJA - SCTel.: (47) 3349.3771

    SO PAULO - SPTel.: (11) 5083.1977

    RIO DE JANEIRO - RJTel.: (21) 4062.7127

    CURITIBA - PRTel.: (41) 3503.6811

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  • 8 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    a quarta cidade que mais emprega na indstria da transformao no Brasil

    Municpio tambm o segundo colocado no Estado na gerao de empregos

    ITAJA

  • Curitiba - Joinville - Blumenau - Navegantes - Itaja - Balnerio Cambori - FlorianpolisEm Itaja novo endereo: Avenida Coronel Marcos Konder, 789 - Centro - Itaja - SC

    Economia&Negcios Fevereiro 2015 9

    Itaja alcana posio de destaque nacional mais uma vez. Dados do Ministrio do trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desem-pregados (Caged) colocam a cidade como a quarta maior empregadora no Brasil na indstria da transformao em 2014. No ano passado, apenas este segmento abriu 1.743 postos de trabalho.

    De acordo com o ranking divulga-do pela Folha de So Paulo, Itaja ficou atrs apenas da cidade pernambucana de Goiana e de Duque de Caxias (RJ) e Ara-cruz (ES). No grupo das 30 cidades que mais empregaram, apenas duas capitais aparecem, Recife e Palmas. E entre as 10 cidades que mais empregaram no setor da indstria, Itaja a nica da regio

    Sul a compor a estatstica. O clculo leva em conta apenas a indstria da trans-formao, que exclui a extrativa mineral e a construo civil. O setor cresce sob influncia da produo naval para a Pe-trobras.

    Segundo o secretrio de Desenvol-vimento Econmico, Emprego e Renda, Osman Rebello, os segmentos que ala-vancaram a gerao de empregos em ita-ja no ano passado foram primeiramente o setor de Servios, seguido da Indstria e Comrcio. O grande boom que tivemos em 2014 foi com a instalao do consr-cio MGT, contratado pela Petrobras, que de cerca de 500 vagas existentes no ramo da construo naval, deu um salto para mais de 2.000 vagas", ressalta Osman.

    A gerao de empregos em Itaja tambm se destaca no Estado. A cidade quase dobrou a criao de empregos em 2014 aqui no estado, ficando atrs apenas de Joinville. O saldo foi de 4.964 postos de trabalho graas ao setor de servios, res-ponsvel por 26.378 contrataes, sendo saldo positivo de 2.079 novas vagas. Esses lugares de destaque reforam a conquista do primeiro lugar no PIB de Santa Catari-na.

    A construo civil e naval tambm foram pujantes para elevao do nme-ro de empregos na cidade. No comrcio, foram 1.142 novos postos de trabalho. O Diretor de Gerao de Empregos e Quali-ficao Profissional da Sedeer, Arquimedes

    Dauer Junior, afirma ser o segmento de ser-vios, em 2014, o que mais se destacou no Balco de Empregos, servio mantido pela prefeitura de Itaja atravs da Secretaria de Desenvolvimento Econmico Emprego e Renda.

    O desenvolvimento econmico, o crescimento sustentvel da cidade, reco-nhecida tambm como o 14 lugar entre as 100 melhores cidades para se investir, resultaram nos milhares de empregos com carteira assinada. A expectativa que esse bom momento continue principalmente na gerao de empregos com setor logstico, com Centros de Distribuio que esto se instalando em Itaja, como grandes redes de supermercados de renome nacional.

    Segunda colocada na gerao de empregos no Estado

  • 10 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    O Porto Itapo recebeu a visita da Marinha do Brasil, representada pelo Capito dos Portos de Santa Catarina, Capito de Mar e Guerra Lus Filipe Rabello Freire, juntamente com o Delegado dos Portos em So Francisco do Sul, Capito de Corveta Cludio Estrella.

    O Capito Freire assumiu recentemente a Capitania dos Portos de Santa Catarina, sediada em Florianpolis, e um de seus principais com-promissos garantir a segurana, viabilidade e navegabilidade dos canais de acessos aos por-tos do Estado.

    Na visita ao Porto Itapo, o Capito co-nheceu as estruturas e a operao do terminal, juntamente com o Presidente do porto Patrcio Junior, que apresentou autoridade os nme-ros operacionais de Itapo que, em trs anos de operao j o quinto maior do Brasil em movi-mentao de contineres.

    O presidente frisou ainda que as recen-tes conquistas do terminal explicam o rpido crescimento da empresa. Em agosto de 2014, o terminal foi avaliado pelos usurios dos portos brasileiros como o melhor porto do pas, atravs de pesquisa realizada pelo Instituto ILOS. Em outubro o jornal Valor Econmico destacou o Porto Itapo como o melhor terminal porturio do Brasil em Gesto de pessoas, atravs de pes-quisa com mais de 200 empresas brasileiras.

    Uma das pautas da visita, abordada pelo Presidente do Porto Itapo, foi o empenho dos portos de Itapo e So Francisco em ampliar os parmetros de navegao do canal de acesso Baa da Babitonga para navios maiores que 300 metros. Hoje, mesmo com uma profundidade de 14 metros no canal, as embarcaes esto submetidas uma limitao de 10 metros de calado, alm da determinao de operao ex-clusivamente diurna.

    A limitao imposta aos mega-navios de contineres que operam no Porto Itapo, os obrigam a atracar em Itapo sem sua capacida-de mxima. Esta deciso faz com que cerca de 1 milho de reais deixam de ser movimentados no porto a cada embarcao/dia.

    A atuao da Marinha nesses casos de fundamental importncia, pois uma das au-toridades responsveis pela definio dos pa-rmetros de navegao, e que pode sustentar tecnicamente a necessidade de adequao dos canais de acesso aos portos de todo o pas.

    Marinha do Brasil visita o Porto Itapo

    Divulgao/Porto Itapo

    O presidente do Porto Itapo, Patricio Junior, com os representantes da Marinha do Brasil, em visita ao terminal

    Na pauta, a ampliao dos parmetros de navegao do canal de acesso Baa da Babitonga para navios maiores que 300 metros

  • Economia&Negcios Dezembro 2014 11

  • 12 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    O comrcio e as indstrias de Santa Catarina podem comear o ano de olho no mercado europeu. Sete anos aps Blumenau receber uma edio do Encontro Econmico Brasil-Alema-nha, o Estado volta a ser sede do evento que marca as relaes bilaterais entre os pases. J marcado para os dias 20, 21 e 22 de setembro deste ano, o encontro ser realizado em Joinville, com organiza-o da Fiesc, BDI e CNI.

    Com o mercado europeu mirando Santa Ca-tarina, a Cmara Brasil-Alemanha (AHK-SC) atua como facilitadora das relaes entre os pases, pro-movendo o intercmbio de experincias e o estrei-tamento entre as empresas brasileiras e alems. Na

    mira do mercado alemo pelo encontro econmico e por instalaes de empresas como a BMW, a re-gio Norte do Estado um dos locais de expanso da AHK-SC, que visa novas parcerias em todas as regies de Santa Catarina. Somente no ano passa-do foram 11 novos associados entidade.

    Para o gerente da Cmara de Comrcio Bra-sil-Alemanha, Wagner Chugaste, o evento mostra a importncia de Santa Catarina para o mundo da economia. importante que os empresrios ca-tarinenses consigam ver isso como oportunidade de crescimento. No apenas como compradores de produtos da Alemanha, mas tambm como oportu-nidade de mercado para o pas.

    Relaes no comrcio com a Alemanha se destacam em Santa Catarina

    O encontro ser realizado em Joinville, com organizao da Fiesc, BDI e CNI.

  • 14 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Dficit na balana comercial teve reduo de 21,8% em janeiro

    O Brasil exportou US$ 13,7 bilhes, com mdia diria de vendas para o mercado externo de US$ 652,6 milhes. Pela m-dia, houve uma reduo de 10,4% (US$ 728,5 bilhes), em comparao a janeiro do ano pas-sado. A importao mensal foi de US$ 16,9 bi-lhes, com mdia diria de US$ 803,7 milhes. Em relao a janeiro de 2014 (US$ 913,4 mi-lhes), houve queda de 12% pela mdia diria. Houve, portanto, dficit comercial no ms de US$ 3,174 bilhes. Este nmero foi 21,8% inferior ao registrado no mesmo ms do ano passado (US$ 4 bilhes).

    Em entrevista coletiva para comentar os resultados, o secretrio de Comrcio Exterior do Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Co-mrcio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, explicou que o ms de janeiro tradicionalmente defici-

    trio na balana comercial. Isso se explica pelo baixo movimento de exportao por conta de menor atividade devido a frias coletivas e en-tressafra. Por outro lado, na importao, tambm afetada pela menor atividade econmica tpica do ms, comea a haver uma recomposio dos estoques, o que explica um movimento mais for-te do que na exportao, explicou.

    No ms, os principais destinos das vendas brasileiras foram: Estados Unidos (US$ 1,975 bi-lho), China (US$ 1,345 bilho), Argentina (US$ 852 milhes), Pases Baixos (US$ 772 milhes) e Alemanha (US$ 444 milhes). J os cinco prin-cipais fornecedores para o mercado brasileiro, em janeiro, foram China (US$ 3,703 bilhes), Estados Unidos (US$ 2,542 bilhes), Alemanha (US$ 901 milhes), Argentina (US$ 783 milhes) e Coreia do Sul (US$ 612 milhes).

    Daniel Godinho - divulgao

  • 16 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Itaja a cidade com o maior Produto Interno Bruto (PIB) total de San-ta Catarina e o 29 lugar no ranking das maiores economias do pas. Para chegar a essa condio alguns fatores foram decisivos como: a localizao geogrfica estratgica da cidade no Estado e na Regio Sul do Brasil; a infraestrutura que garante ligao do municpio com o mundo por mar, terra e ar (graas proximidade do aeroporto da vizinha Navegantes) e diversificao e ampliao do mix de empresas que se instalaram no municpio nos ltimos anos.

    A previso que no prximo ms comece as obras do Centro de Inovao Tecnolgica de Itaja que ter papel importante no constan-te desenvolvimento e crescimento da economia do municpio. O prdio ter cerca de 3.800 m, ser edificado em um terreno da prefeitura, no Bairro Itaipava. Projetado e custeado pelo Governo do Estado (em torno de R$ 7,5 milhes) o Centro de Inovao vai comportar ambientes de negcios, espaos de co-working, reas de pesquisa e desenvolvimento, treinamento, capacitao, show room de produtos inovadores e outras atividades relacionadas inovao e voltadas comunidade.

    A Univali ser parceira do municpio de Itaja para a implantao e desenvolvimento do Centro de Inovao Tecnolgica da cidade. A insti-tuio ser responsvel pela induo e fomento de uma nova economia pautada na pesquisa aplicada e em novos negcios.

    Obras do Centro de Inovao Tecnolgica de Itaja esto prestes a iniciar

    Previso que a

    construo comece no

    prximo ms e esteja

    concluda em maro

    de 2016. Municpio

    tambm visa construir

    um Distrito de Inovao.

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 17

    O modelo prev a governana do Centros de Inovao pela chamada trplice hlice, com-posta por empresas, instituies de ensino e governo este com status de mediador. A Rede Catarinense de Inovao (Recepeti), associao formada por todos os entes da trplice hlice, conta com 119 entidades associadas. Duas parcerias j esto consolidadas para a troca de informaes com os 13 centros de inovao que sero instalados em Santa Catarina: com o Stanford Research Institute (SRI), da Califrnia,

    e a Associao de Parques Tecnolgicos da Es-panha (XPCAT), na Catalunha.

    Para conduzir os projetos estratgicos e de desenvolvimento do municpio a prefeitura criou a empresa Itaja Participaes. Alm de estar participando como representante do go-verno municipal na implantao do Centro de Inovao, em entrevista Revista Porturia Economia & Negcios, Jair Bondicz, diretor presidente da empresa, falou sobre a importn-cia desta obra para a cidade e do primeiro gran-

    O local vai funcionar primeiro como uma incubadora das empresas e das startups que esto sendo desenvolvidas e vai ter toda a tecnologia para absorver essas empresas e ajudar a foment-las.

  • 18 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    de projeto da Itaja Participaes: o Distrito de Inovao.Ns e o prefeito Jandir Bellini acreditamos muito que esse

    Centro de Inovao Tecnolgica vocacionando os investimentos e o desenvolvimento do municpio no para uma nica rea, mas para as diversas reas que se complementem, teremos a possibilidade de nos manter por muitos anos na vanguarda do Estado e sendo destaque no Sul do pas, explica.

    O local vai funcionar primeiro como uma incubadora das empresas e das startups que esto sendo desenvolvidas e vai ter toda a tecnologia para absorver essas empresas e ajudar a foment-las. Alm disso, vai estar ligado com os outros 12 Cen-tros do Estado.

    Vamos poder trazer uma pessoa para falar sobre determi-nado tema e transmitir simultaneamente atravs de videocon-ferncia para os demais Centros, ou receber videoconferncias geradas atravs dos demais, afirma.

    Ele ressalta tambm o fato de Itaja ter atingido um sta-tus invejvel perante os municpios em maneira geral, pois tem o maior PIB do Estado, o terceiro maior PIB do Sul do Brasil.

    Alm disso, uma economia que cresce h muitos anos de uma ma-neira bastante consistente. Temos uma questo muito forte atrelada ao movi-mento porturio, mas a nossa economia se complementa com indstrias, logstica, armazenagem, es-taleiros e indstria pesqueira. um pacote muito diversi-ficado de iniciativas. Talvez em funo disso Itaja to forte economicamen-te, pois se um setor entra em crise os outros aca-bam compensando

    Jair Bondicz

  • 20 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    De acorco com Jair Bondicz, o Distrito de Inovao ser construdo em uma rea de pouco mais de 2 milhes de m localizada no Bairro Itaipava, mais ou menos onde est locali-zado o Jeep Clube de Itaja.

    O Centro de Inovao tambm vai ficar den-tro desta rea. Ento, estamos planejando, discu-tindo a criao e a instalao de empresas voltadas tecnologia e ao desenvolvimento econmico e sustentvel, explica.

    No entanto, se o Centro de Inovao j est em processo de licitao, prestes a comear as obras e com previso de entrega para o primeiro semestre de 2016, o Distrito ainda est em uma fase preliminar.

    Ns estamos hoje em contato com cerca de 10 empresas com potencial para se instalar no Distrito, desenvolvendo um estudo de impacto am-biental e fechamos uma parceria com a Univali para desenvolver um Master Plan com o planejamento para ocupao do local. Dentro desse espao tem rea de preservao, temos que fazer toda a infra-estrutura, como as ruas, parte eltrica e hidrulica para que as empresas se instalem l, afirma Bon-dicz.

    Segundo ele, apesar de ainda estar em uma fase de estudos a expectativa ambiciosa. Que-remos que em 10 anos tenhamos investimentos

    da ordem de R$ 1 bilho no Distrito, tanto pela questo de infraestrutura que so mais de R$ 100 milhes e principalmente pela implantao e insta-lao das empresas, ressalta.

    J a quantidade de empresas que sero com-portadas pelo terreno, vai ser definida atravs do Master Plan. Dependendo do tamanho da empre-sa, ela pode ocupar de dois a 10 lotes, por exem-plo, se vier uma grande empresa ela pode ocupar de 20% a 40% do Distrito. No vamos limitar ta-manho, pode ser uma empresa virtual composta por uma pessoa sendo uma startup de uma grande empresa, explica, o diretor presidente da Itaja Par-ticipaes.

    Alm disso, a inteno que dentro do Dis-trito se instalem alguns polos. Um polo de edu-cao, um polo nutico, provavelmente um polo industrial, um polo corporativo para empresas que querem montar um centro de servios, uma rea corporativa.

    O importante e o que a gente quer com a Itaja Participaes, no vender terrenos, pois no somos uma imobiliria, ns queremos fomen-tar negcios. Para isso, nos baseamos no modelo americano, queremos que as empresas se instalem, gerem empregos, contribuam para o crescimento profissional dos funcionrios, paguem impostos e que no sejam poluentes.

    Distrito de Inovao visa investimento de R$ 1 bilho em 10 anos

  • Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    A Rede Catarinense de Inovao (Re-cepeti) firmou a primeira parceria internacional para a transferncia de tecnologias aos 13 Centros de Inovao de Santa Catarina, projeto da Secretaria do De-senvolvimento Econmico Sustentvel (SDS).

    Os Centros fazem parte do Programa Catarinense de Inovao (PCI), um projeto da SDS em parceria com universidades, enti-dades empresariais e governos locais. As 13 sedes esto sendo construdas nas cidades de Blumenau, Brusque, Chapec, Cricima, Itaja, Florianpolis, Jaragu do Sul, Joaaba, Joinville, Lages, So Bento do Sul, Tubaro e

    Rio do Sul.O acordo de cooperao tcnica para

    realizar projetos envolvendo entidades catari-nenses e catals foi assinado no 1 Workshop de Gesto de Habitats de Inovao, realizado pela Recepeti e pela Fundao de Estudos e Pesquisas Socioeconmicos (Fepese) no audi-trio do Sebrae/SC, em Florianpolis. O ter-mo foi assinado pelo presidente da Recepeti, Rui Luiz Gonalves, e o presidente da Rede de Parques Cientficos e Tecnolgicos da Ca-talunha (XPCAT), o espanhol Josep Miquel Piqu, e endossado pelo Diretor de Cincia e Tecnologia da SDS, Jean Carlo Vogel.

    Economia&Negcios Fevereiro 2015 21

    Santa Catarina assina acordo de cooperaocom Rede de Parques Tecnolgicos da Catalunha

  • 24 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    A regata Volvo Ocean Race passar pela cidade de Itaja em abril deste ano, mas taxistas, garons, camareiras e todos que quiserem aprender o segundo idioma para receber os visitantes durante o evento podem comear a es-tudar desde j. A Fundao de Educao Profissional e Admi-nistrao Pblica de Itaja (Feapi) oferecer aulas de francs e espanhol a partir de maro, na sede da prpria fundao.

    As aulas so direcionadas para garons, camareiras, re-cepcionistas de hotis, taxistas, motoristas de vans para trans-porte de turistas, mas todos da comunidade que, de alguma forma, iro participar do evento podem se tornar alunos. O objetivo do programa facilitar a comunicao com os prota-gonistas do evento atletas e equipes tcnicas - e visitantes estrangeiros, a exemplo do que acontece desde 2013, quando a Feapi passou oferecer aulas de ingls, espanhol e francs. O curso de lngua espanhola ser realizado no perodo vespertino e o curso de francs, no perodo noturno.

    A Volvo Ocean Race a maior regata de veleiros por equipe do mundo e Itaja ser a nica parada em territrio brasileiro durante o percurso de quase 40 mil milhas nuticas. Alm de acolher os melhores velejadores do mundo, a Vila da Regata ir receber, no perodo de quatro a dezenove de abril, turistas vindos do mundo inteiro, a exemplo do que aconteceu na edio passada, em 2012.

    Feapi oferece curso de lnguas para quem trabalhar na Volvo Ocean Race

    A competio a maior regata

    de veleiros por equipe do mundo

    e Itaja ser a nica parada em territrio

    brasileiro em abril deste ano

  • 26 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Itaja realiza o sonho de ter um barco de competio e participa do Calendrio Brasileiro de Vela, com a equipe Itaja Sailing Team e o veleiro Manos Champ. Com isso o municpio d continuidade ao projeto de resgatar a atividade nutica, que foi bastante presente no passado com os clubes nuticos e teve retorno com a parada da regata Volvo Ocean Race em Itaja no ano de 2012. Legado que foi reforado com a parada da regata francesa Transat Jacques Vabre, em 2013, e com o retorno das duas regatas neste ano, em abril e no-vembro.

    A ideia de criar o Itaja Sailing Team deve marcar Ita-ja como grande polo nutico do Brasil. a primeira vez na histria que a cidade tem um barco de regata exclusivo para represent-la em um calendrio nacional, explica o estrate-gista da equipe, Alexandre Antonio dos Santos. O projeto patrocinado pela APM Terminals Itaja e Anasol, por meio da Federao de Iatismo de Santa Catarina Feisc, e da Associa-o Itajaiense de Incentivo ao Esporte.

    A primeira participao do Itaja Sailing Team foi no 26 Circuito Ocenico da Ilha de Santa Catarina, que aconteceu em Florianpolis, no incio de fevereiro. No primeiro dia de competio a equipe itajaiense alcanou a primeira colocao. Foram mais de 30 milhas nuticas percorridas no primeiro dia de provas, que contou com 30 embarcaes.

    Essa uma das competies mais importantes da vela no Brasil, onde grandes competidores se renem, se confrater-nizam e divulgam o Estado em circuitos realizados em todo o pas e considerado a abertura da temporada nacional, disse Marcelo Gusmo, timoneiro do Manos Champ.

    Alm de Gusmo e Santos, fazem parte da equipe Clu-dio Copello (runner), Orlando Frana (trimmer), Avelino lvares (comandante), Alexandre Back (trimmer vela grande e ttico),

    Guilherme Rupp (trimmer genoa e balo e ttico), Ricardo Carvalho (secretario), Fabiano Vitorino (1 proeiro) e

    Andr Baranowski (2 proeiro).Tambm faz parte da equipe o adolescente

    Alexandre de Souza Filho, de 14 anos, indicado pela Associao Nutica de Itaja (ANI). Toda a tripulao composta por velejadores de Itaja e

    Florianpolis, ressaltou Santos.

    Itaja Sailing Team participa de Calendrio Nacional de Vela

  • Rua Manoel Vieira Garo, 10 Sala 204 - Esq. Dr. Jos Bonifcio MalburgCep: 88301-425 Centro- Itaja SC Edifcio PHD

    Economia&Negcios Fevereiro 2015 27

    A presidente da Associao das Micro e Pequenas Empresas - Ampe Itaja, Crislaine Kalk-mann, a mais nova diretora admi-nistrativa da Fampesc - Federao das Associaes das Micro e Pequenas Em-presas de Santa Catarina.

    Os trabalhos desenvolvidos em Itaja tm apresentado bons resulta-dos no meio empresarial e chamado a ateno em todo o estado. "Esse ser um ano cheio de negcios, alegrias e muito foco no resultado", ressalta Cris-laine Kalkmann.

    A Fampesc tem como mbito de

    atuao a defesa, o apoio e a capaci-tao das empresas de micro e peque-no porte (MPEs) do Estado de Santa Catarina. Durante os mais de 20 anos de existncia, a entidade trabalha em busca de melhores oportunidades para o setor, visando o fortalecimento do papel econmico, poltico e social do segmento.

    O objetivo promover o desen-volvimento das micro e pequenas nos aspectos tecnolgicos, gerenciais, de recursos humanos, entre outros, sem-pre fundando-se nos princpios asso-ciativistas.

    Crislaine Kalkmann a nova diretora administrativa da Fampesc no Estado

  • 28 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    O governador Raimundo Colombo (PSD) sancionou a lei que muda o ndice de Participao dos Municpios (IPM) no ICMS de exportao. Com isso, a nova deter-minao que j est em vigor reduz a 10% o repasse s cida-des porturias e destina os outros 90% s produtoras. Antes, Itaja, Navegantes, Itapo, So Francisco do Sul e Imbituba ficavam com 100% desse montante devolvido pelo Estado.

    O projeto de lei de autoria do deputado Marcos Vieira (PSDB), foi aprovado em 16 de dezembro pela Assembleia Le-gislativa e a nova lei foi publicada no Dirio Oficial em 20 de janeiro. Apesar de j estar em vigor, os impactos da medida s sero sentidos nos cofres municipais em 2017. Isso porque o IPM em vigor sempre referente a dois anos atrs.

    Segundo Vieira, a nova lei chamada de Justia Tribut-ria, vai amenizar a falta de dinheiro nos municpios produto-res. Diversas localidades esto enfrentando uma grave crise financeira, pois, esses municpios arcam com os diversos nus da produo e industrializao de mercadorias e acabam com a compensao por parte do Estado reduzida, enquanto h correspondente elevao do retorno do imposto nos munic-pios porturios, destacou.

    Ele acredita tambm que a nova lei mais justa, pois a unidade produtora sofre uma presso social maior, tendo em vista que a operao envolve mais empregos e, com isso, de-manda mais servio pblico, como escolas, hospitais e obras de infraestrutura.

    Por outro lado, a preocupao dos municpios portu-rios em relao nova lei do ICMS especialmente o prece-dente jurdico que essa mudana cria. Os portos de Itaja e Na-vegantes, por exemplo, movimentam cargas de todo pas, o que deixaria espao para que Santa Catarina tivesse que fazer tambm essa devoluo para municpios de outros Estados. Sendo assim, a procuradoria do municpio de Itaja estuda ar-gumentos e deve ingressar com ao no Tribunal de Justia.

    Apesar da reduo do repasse devolvido s cidades porturias, a administrao municipal de Itaja, calcula que arrecadao total do ICMS cerca de R$ 24 milhes ao ms diminua apenas R$ 300 mil. Isso porque o IPM considera tudo que movimento na cidade, e no apenas exportaes.

    Segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Santa Catarina (Sindaesc), Marcello Petrelli, a entidade contra a medida. Tudo bem que o pro-

    Lei que altera retorno do ICMS para os municpios j est em vigor em Santa Catarina

    Mudanas reduzem repasse s cidades porturias a 10% e deixam as produtoras com 90% do imposto sobre as exportaes

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 29

    duto foi produzido em uma cidade e ela precisa ter uma participao na arreca-dao do imposto, mas ns acreditamos que a maior parte do ICMS precisaria ficar nas cidades porturias. Para fazer a exportao, os municpios porturios acabam investindo muito em infraes-trutura, criando acessos e melhorando ruas para que os caminhes cheguem aos terminais, levando os produtos que sero exportados. Alm disso, estas cidades acabam ficando com os impactos e transtornos causados pelas operaes. A preocupao que essa nova lei prejudique os investimentos, que at agora, eram feitos para agilizar as exportaes em Santa Catarina, ex-plicou Petrelli.

    Entenda a lei 16.597/2015O ICMS o imposto sobre

    operaes relativas circulao de mercadorias (de alimentos e bebidas a produtos de alto valor), prestaes de servios e comunicao. Diversas empre-sas, especialmente as grandes exportadoras, produzem suas mercadorias em determinado municpio, mas transferem a produo para outra cidade, que faz somente a exportao deste material e geralmente so cidades com portos. Acontece que o retorno deste imposto fi-cava com o municpio onde foi feita a exportao, ao invs de ser destinado origem, ou seja, ao municpio onde a empresa est instalada, e onde os produ-tos foram fabricados.

    Marcello Petrelli, Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Santa Catarina (Sindaesc),

  • O ministro do Desenvolvimento, Indstria e Comr-cio Exterior (Mdic), Armando Monteiro, afirmou durante palestra que trabalha com ampla par-ticipao do setor privado no Plano Nacional de Expor-taes, que ser lanado no incio de maro. No incio do ano, o ministro afirmou que pretendia lanar o plano em fevereiro.

    Citando as dificuldades econmicas que sero enfrentadas em 2015 e afirmando que os ajustes fiscais que esto sendo feitos pelo governo so necessrios, o ministro informou que o Brasil precisa ter uma poltica comercial mais ativa e pragmtica e destacou que as exportaes sero colocadas no foco das atenes co-merciais brasileiras. As exportaes podem ajudar na recuperao da economia, afirmou a uma plateia de 70 empresrios.

    O ministro destacou que trabalhar para ser uma espcie de modulador entre as demandas do setor pri-vado e o governo. Nosso ministrio uma plataforma de interlocuo com o setor privado. Ao mesmo tempo em que reconhecemos que o ajuste fiscal no Brasil im-perativo e impe restries, temos que encontrar espao para algumas polticas que possam, de alguma maneira, garantir o nvel de atividade, sobretudo setores mais ex-postos a concorrncia externa.

    Monteiro destacou que a pasta ter que ser soli-

    dria com as medidas de ajustes, mas que elas no po-dem tambm ter efeitos paralisantes sobre agendas de reformas que se destinam a melhorar empresas e reto-mar investimentos a mdio prazo. Segundo ele, o Brasil carece de reformas que, infelizmente, no se completa-ram nos ltimos anos, e o segundo mandato da presi-dente Dilma Rousseff se reinaugura com a necessidade de produzirmos o reequilbrio macroeconmico. Sem os ajustes, o Brasil no vai retomar ciclo de crescimento. Se medidas no forem adotadas, os custos sero muito maiores para sociedade brasileira, afirmou.

    Alm das grandes reformas, Monteiro disse que trabalhar para enfrentar a agenda microeconmica, com melhoria do ambiente regulatrio e tributrio. Ele reforou que vai atuar para que o impacto das medidas possa ser amortecido. Citando o crescimento mundial e da China na ltima dcada, o ministro afirmou que nos ltimos anos o Brasil se beneficiou do ciclo de preos em alta de commodities, mas, em 2014, experimentou um dficit importante por conta do processo de queda desses preos.

    Nos ltimos anos, o Brasil teve resultados favor-veis nos termos de troca, acumulando reservas e super-vits, mas isso de fato no resultou em ganhos e conduziu o pas a uma certa acomodao no enfrentamento da agenda de reformas, avaliou.

    Plano Nacional de Exportao adiado para maro

    30 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Nos ltimos anos, o Brasil teve resultados favorveis nos termos de troca, acumulando

    reservas e supervits, mas isso de fato no resultou em ganhos

    e conduziu o pas a uma certa acomodao no enfrentamento da

    agenda de reformas.

    Armando Monteiro

  • Economia&Negcios Janeiro 2015 31

  • 32 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Previsto para 2018, unidade de importao de Gs Natural Liquefeito (GNL) que deve ser construda no Porto de Rio Grande (RS) tem potencial para resolver no mdio prazo o problema de esgotamento de oferta no sul do Brasil.

    A recm-anunciada planta de regaseificao de GNL de Rio Grande dever viabilizar a triplicao da atual oferta de gs natural em Santa Catarina, que hoje de 2 milhes m/dia oriundos do Gasoduto Bolvia-Brasil (Gasbol). Com capacidade para importao de 14 milhes m/dia, o ter-minal gacho prover a usina termeltrica, adquirida pelo Grupo Bolognesi no leilo A-5 com 6 milhes, ficando 8

    milhes para negociao no mercado. Dessa maneira, Santa Catarina poder assumir a cota de 2 milhes do Gasbol da distribuidora gacha (Sulgs) e com-prar mais 2 milhes.

    O presidente da SCGS, Csme Polse, consi-dera a notcia do Estado vizinho um marco histrico na economia do Sul do Brasil. Esta conquista resultado do esforo conjunto dos trs estados nos ltimos anos, que se uniram em uma intensa campanha pela ampliao do suprimento, que j est prximo do limite e restringe a implantao

    de grandes projetos industriais, avalia.Polse afirma que, mesmo com a pos-

    sibilidade de implantao do terminal de GNL, a agenda do Grupo de Trabalho das distribuidoras de gs e federaes das inds-

    Terminal de GNL poder triplicar ofertade gs natural em Santa Catarina

    Gabriel Heusi/SCGs/Divulgao

    Csme Polse, presidente da SCGS

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 33

    trias do Sul com o Ministrio de Minas e Energia continuar. No podemos contar com o ovo no ventre da galinha. Seguiremos com as discusses referentes repotencializao do Gasbol e outros investimentos de infraestrutura de distribuio de gs que podem ser viabilizados pelo Pemat (Plano

    A realidade de Santa CatarinaDistribudos hoje:1,86MM m/dia (ref:out/2014)Capacidade mxima:2,1MM m/dia

    Alternativas para ampliaoInfraestrura Pemat (Plano Decenal de Expanso de Malha de Transporte Dutovirio) Foi lanado em 2014 sem investimentospara a regio SulDeve ser revisado em 2015, podendo incluir:1) Repotencializao do Gasbol - aumento da oferta pela fonte j operante2) Gasoduto Araucria-Mafra - possibilitando ampliao da capacidade de transporte de insumo para abastecimento do planalto norte catarinense e parte do Paran3) Gasoduto Rio Grande-Canoas - para possibilitar transporte do gs do futuro terminal de GNL do Rio Grande do Sul at Santa CatarinaMolcula Negociao coma Petrobras - pedido adicional de 10% do volume contrato atualmente a partir de 2016 Explorao do Biometano em SC: Potencial de 3MM m/dia a partir de aproveitamento de gases de aterros sanitrios ou dejetos animais

    (fonte: ENS/UFSC) com implantao de usinas com distribuio regional e rede

    dedicada.

    Decenal de Expanso de Malha de Transporte Dutovirio), explica o Presidente.

    Composto pelas distribuidoras de gs natural e federaes das indstrias de SC, PR e RS, o Grupo de Trabalho rene-se men-salmente em Braslia para debater junto Diretoria de Gs Natural do MME os rumos do gs natural na regio, que segundo estudo do Grupo de Economia de Energia da UFRJ realizado em 2012 apresentar um crescimento de demanda significativo nos prxi-mos 10 anos.

  • 36 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    A faculdade Avantis vai triplicar de tamanho. O projeto desta amplia-o prev um novo prdio com sete andares e mais de 23 mil m de rea total, somando aos 10 mil m dos trs blocos atuais. Sero mais de 100 novas salas de aulas, laboratrios, estaes odontolgicas, pavimentos clnicos e biblioteca. Os cursos

    de Fisioterapia e Medicina so algumas das novidades que esto sendo pleiteadas junto ao MEC para inaugurar o novo espao.

    Outra novidade da instituio locali-zada em Balnerio Cambori a criao do Colgio Avantis, que vai oferecer Ensino M-dio completo a partir deste ano. Ligado ao Sistema de Ensino Pitgoras, que faz parte

    Reproduo

    AMPLIAOFaculdade Avantis vai triplicar de tamanho at 2016

    FONE (47) 3344.8600www.revistaportuaria.com.br

    ANURIO

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 37

    de um dos maiores grupos educacionais do mundo, a expectativa para este novo projeto de um trabalho paralelo entre o ensino su-perior e mdio, para que os alunos possam conhecer melhor os cursos e escolher a rea de atuao com mais propriedade.

    De acordo com a diretora geral da Avantis, Isabel Regina Depin, um dos destaques que alm de oferecer aulas de espa-nhol e ingls, a escola vai

    proporcionar aos alunos, aulas de mandarim no perodo da tarde, sem nenhum custo adicional. As aulas curriculares ocorrero no perodo matutino, das 7h45 s 12h10, sendo que as aulas de Educao Fsica ocorrero no perodo ves-pertino. Outro aspecto importante a formao dos pro-fessores, que varia entre especialistas, mestres e doutores.

    O MBA, que tambm abre as portas em 2015, co-mea com quatro cursos voltados para a rea de Adminis-trao, so eles: Gesto de Projetos, Gesto Estratgica de Finanas e Controladoria, Gesto do Desenvolvimento Hu-mano e Organizacional e Gesto Empresarial. As especiali-zaes tm durao de 24 meses e so todas presenciais.

    Com base em alicerces slidos construdos atravs dos cursos de graduao da Faculdade Avantis, a coordenadora de MBA, Ketrin Novaes, explica que os cursos surgem com a prer-rogativa de continuidade da qualidade e do desenvolvimento profissional, oferecendo aos gestores de empresas maiores con-dies de desempenhar melhor suas atividades e trazer para a empresa os resultados esperados.

    Os currculos dos MBAs so focados em assuntos prti-cos, de forma a integrarem uma viso crtica e fundamentada dos contedos de base com utilizao de ferramentas e mto-dos necessrios ao desenvolvimento de funes e atividades especficas na organizao.

    Outra novidade da instituio

    localizada em Balnerio Cambori a

    criao do Colgio Avantis, que vai oferecer Ensino

    Mdio completo a partir deste ano

  • 38 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    A temporada de vero a grande oportunidade de neg-cios. O turismo de cruzeiros tem acentuado a potenciali-dade de cidades como Itaja e Porto Belo, por exemplo. Para aproveitar o potencial turstico que, em especial, o Litoral oferece, o Governo de Santa Catarina quer aumentar a participa-o do Estado no circuito turstico dos cruzeiros martimos.

    O vice-governador, Eduardo Pinho Moreira, esteve reuni-do com o secretrio Nacional de Turismo, Vincius Lummertz, e com o presidente da Associao Brasileira de Cruzeiros Marti-mos, Marco Ferraz, para discutir sobre a participao de Santa Catarina no circuito turstico dos cruzeiros martimos.

    Durante a temporada os transatlnticos cruzam mais de 100 vezes a costa catarinense. O Governo do Estado ser parceiro e dar prioridade para esse setor e tiraremos do papel os anseios dos catarinenses de ter um desenvolvimento ainda maior do turismo. Receber esses grandes transatlnticos uma meta que ns vamos estimular, destacou o vice-governador.

    A reunio contou tambm com a participao do presi-dente da Santur, Valdir Walendowsky, e de representantes dos municpios de Florianpolis, So Francisco do Sul, Itaja (que possui nico Per Turstico alfandegado da regio Sul do Brasil), Porto Belo e Imbituba. Depois da exposio de cada municpio sobre suas demandas relacionadas ao tema ficou definido que ser criada uma lista de prioridades para melhor desenvolver o projeto. De acordo com Lummertz, a inteno da reunio foi construir medidas concretas, para que todas as demandas se-jam resolvidas e que o Estado possa ter um plano estadual de cruzeiros martimos.

    TURISMOSanta Catarina quer ampliar

    participao na rota de cruzeiros martimos

    Durante a temporada os transatlnticos cruzam mais

    de 100 vezes a costa catarinense

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 39

    Victor Schneider

    Para o presidente da Associao Brasileira de Cruzeiros Martimos, Marco Ferraz, o potencial turstico de Santa Cata-rina promissor. " O setor de cruzeiros martimos tem crescido muito, sendo que em nvel mundial j temos 22 milhes de cru-zeiristas. O Brasil ainda tem histria recente no setor", explicou.Ferraz tambm revelou o interesse na busca por novos destinos e considera Santa Catarina um grande potencial, principalmen-te, pela posio geogrfica favorvel.

    Mrcia Leite, da MSC Cruzeiros, apresentou um diagns-tico situacional dos portos catarinenses. Entre eles, o de Porto Belo, cuja estrutura fsica j existe. A necessidade realmente urgente para que a gente comece a parar mais em Porto Belo, revelou. Mrcia elogia o atendimento do receptivo de cruzeiros e a quantidade de demandas a bordo que podem ser atendidas no municpio. A gama de produtos que ns temos para vender a bordo muito grande. O passageiro vai at o Beto Carreiro, e tem muitas praias para visitar, concluiu Mrcia.

    Desde 1998, a cidade recebe escalas de navios de cruzeiro e, fruto do interesse das companhias em incluir o municpio nas escalas, atua para oferecer melhor estrutura e regularizao junto aos rgos com-petentes. Em 2013, tornou-se a primeira Instalao Por-turia de Turismo, concesso dada pela Antaq (Agncia Nacional de Transporte Aquavirio) com base na nova Lei dos Portos (Lei n 12.815/2013) e na Resoluo 1.556-Antaq/2009.

    At 2002, o alfandegamento era realizado por uma equipe que se deslocava at o municpio, quando necessrio. Porm, sob alegao de falta de efetivo para realizar as aes, o alfandegamento parou de ser viabili-zado, fazendo com que os navios faam o trajeto muitas vezes invivel at o Porto de Imbituba. Hoje a Prefeitura de Porto Belo luta para flexibilizar as exigncias da Recei-ta Federal de Itaja.

    A agilidade no processo de alfandegamento de Por-to Belo foi pleiteada pelo governador do Estado, Raimun-do Colombo, em reunio feita com a presidente Dilma Rousseff. A expectativa que, a partir de agora, o Estado tambm encampe o problema de Porto Belo.

    Porto Belo luta por alfandegamento

  • Os quase 10 quilmetros que formam as praias de Navegantes iro ganhar uma cara nova. Ou melhor, renovada. Diversas atividades envolvendo a recuperao da faixa de restinga da orla municipal, e que comeam a ser desenvolvidas iro restaurar e dar as condies necessrias para preserva-o ambiental e uso consciente e sustentvel da praia.

    A rea total da orla coincide com a rea total a ser recuperada. Sero 102 hectares - o equivalente a mais de 100 campos de futebol - compreendidos pela iniciativa, considerada uma das maiores obras de recuperao de orla de praia urbana do Brasil.

    As diversas aes do projeto, que ga-

    nhou o nome de Nossa Praia - Projeto de Re-cuperao e Proteo da Orla de Navegantes, sero desenvolvidas com recursos da Portona-ve S/A Terminais Porturios de Navegantes e da Prefeitura de Navegantes. O Nossa Praia resultado de um Plano de Recuperao de reas Degradadas (PRAD) como medida de compensao pelo uso da rea para amplia-o do ptio de contineres do terminal por-turio.

    No lanamento, o prefeito Roberto Car-los de Souza fez o anncio de R$ 3,1 milhes sero destinados pela prefeitura para revitali-zao e urbanizao da orla, parte das ativi-dades previstas para o Nossa Praia. Soman-do-se contrapartida de R$ 3,8 milhes da

    Parceria entre Portonave e prefeitura vai reurbanizar orla da praia de Navegantes

    Investimento do

    projeto ser de

    aproximadamente

    R$ 7 milhes

    e tambm vai

    recuperar restinga

    40 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

  • Portonave, sero quase R$ 7 milhes investidos para dar uma cara nova aos quase 10 quilmetros de praias do municpio.

    Recuperao e urbanizaoUma das primeiras aes do projeto ser a retirada de

    vestgios de construes irregulares e de plantas atpicas que esto na rea de Preservao Permanente (APP) que compe a orla de Navegantes. A reinsero de vegetao nativa da restinga acontece logo aps a retirada das plantas exticas e a estimativa que sejam produzidas mais de 100 mil mudas nativas para o plantio. A substituio das plantas chamadas exticas pelas originais resulta em uma srie de benefcios, j que traz equilbrio para a biodiversidade do ecossistema da restinga, controla a eroso na praia e protege a costa dos efeitos da mar. O projeto prev tambm, quando necessrio, a reconstruo de dunas frontais que, entre outras funes, so responsveis pela proteo da praia.

    A construo de um deck de madeira, que vai costear a orla e substituir o atual passeio de pedra existente no local, deve comear em maro e, de acordo com o prefeito de Na-vegantes, a prefeitura deseja licitar a construo da ciclovia e iluminao da orla o mais breve possvel, abrangendo o pro-

    jeto como todo. A nossa inteno que em breve possamos licitar essas obras e dar continuidade ao processo para que ocorram simultaneamente construo do deck. Esse um projeto que sonhvamos h algum tempo e estamos dando os encaminhamentos para que, em breve, tenhamos uma orla toda protegida e urbanizada sem esquecer nosso compromis-so com o meio ambiente. Esse o pensamento da prefeitura de Navegantes e da Portonave.

    O diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, afirma que o projeto ir tornar a praia ainda mais bonita e preservada para os navegantinos e turistas. A Portonave acredita e trabalha com o desenvolvi-mento alinhado sustentabilidade. Por isso, buscamos junto aos rgos responsveis para que os recursos dessa com-pensao fossem direcionados para aes efetivas em Na-vegantes, comenta Castilho.O projeto foi desenvolvido pela Acquaplan, consultoria ambiental especializada em gerencia-mento ambiental, e tem a aprovao da Fundao Municipal do Meio Ambiente de Navegantes (Fuman) e da Fundao do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma). A primeira etapa de trabalhos deve durar um ano. O monitoramento por parte da empresa se estender posteriormente por 36 meses.

    Economia&Negcios Fevereiro 2015 41

  • 42 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    Mobilizar as pessoas e organizaes em aes que ajudem a construir um mundo melhor para to-dos. Com esse objetivo, a prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Eco-nmico, em parceria Instituto Abaa lanaram o projeto Selo Social. A cerimnia, onde tambm foi sinalizado as empresas financiadoras, aconteceu na sede da Associao Comercial e Industrial de Itapema (Acita).

    O projeto busca reunir empresas, entidades e o po-der pblico para trabalhar com o desenvolvimento local das cidades. Alm disso, todas as aes esto baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milnio, criado pela Organizao das Naes Unidas (ONU).

    Esse um momento muito importante, o incio de um grande projeto que vem contribuir para o desen-volvimento social de Itapema. Nosso objetivo juntar empresas, entidades sociais, organizaes e rgos pbli-cos para criar e executar um plano social para a cidade. A

    administrao municipal est fazendo o levantamento das empresas da cidade que iro fazer parte desse processo que ser finalizado no perodo de um ano, com o reconhe-cimento das empresas, relatou o presidente do Instituto Abaa, responsvel pelas aes em nossa regio, Aureo Giunco Jr.

    As organizaes apoiadoras e inscritas no Selo So-cial participaro de capacitaes direcionadas ao seu setor de atuao. Conhecero melhor os 8 Jeitos de Mudar o Mundo e seus indicadores, desenvolvimento social susten-tvel, como elaborar um projeto social, relatrio social e marketing social.

    "O Selo Social de Itapema ser fundamental para o desenvolvimento social do nosso municpio! Fiquei muito honrado em ser o articulador local do Selo Social e par-ticipar da construo deste projeto no nosso municpio, afirmou o Secretrio de Turismo e Desenvolvimento Econ-mico, Andr de Oliveira.

    Projeto Selo Social lanado em ItapemaIniciativa busca reunir todos em aes para o desenvolvimento local

  • 44 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Com meta de entregar oito navios at o final de 2015 e outros 15 petroleiros em construo, a indstria naval brasileira prev um cenrio positivo para este ano. As aes fazem parte da revitalizao do setor atravs do Progra-ma de Modernizao e Expanso da Frota (Promef) da Trans-petro. O Promef investe R$ 11,2 bilhes encomenda de 49 navios e 20 comboios hidrovirios a estaleiros nacionais.

    O programa tem trs metas iniciais: construir navios no Brasil, manter um ndice mnimo de 65% de contedo nacio-nal e atingir competitividade internacional. De acordo com mensagem do site do programa, os dois primeiros esto con-solidados e o foco atual buscar a competitividade mundial.

    Pases que tm hoje importantes indstrias navais leva-ram dcadas para consolid-las - 63 anos no Japo, 53 anos na Coreia do Sul e 23 anos na China. A brasileira tem menos de 10 anos", diz a mensagem.

    Entre os navios construdos por meio do Promef esto os do tipo Suezmax, com capacidade para 1 milho de barris de petrleo (quase a metade da atual produo diria brasileira).

    No final do ano passado, o pas ganhou o oitavo navio desse tipo, o Henrique Dias. O Brasil tem atualmente oito petroleiros em operao, dos quais quatro so do tipo Suezmax.

    Os oito navios que devero ser entregues em 2015 so dois Suezmax, dois Panamax e quatro gaseiros. Desses, seis se encontram em fase de acabamento.

    Atualmente o setor gera mais de 80 mil empregos di-retos. O Promef viabilizou ainda a construo de trs novos estaleiros Atlntico Sul e Vard Promar, em Pernambuco e Rio Tiet, em So Paulo, alm da revitalizao do Estaleiro Mau, no Rio de Janeiro. Segundo o portal do PAC o Brasil tem hoje a terceira maior carteira mundial de encomendas de petroleiros.

    O Programa de Modernizao e Expanso da Frota (Pro-mef) integra o Programa de Acelerao do Crescimento (PAC) do Governo Federal e responsvel por renovar a frota da Transpetro. A encomenda de 49 novos petroleiros e um in-vestimento de R$ 11,2 bilhes representam uma guinada na indstria naval brasileira.

    mercadomercadocoluna coluna

    Cresce demanda da indstria naval brasileira para 2015

    DIVULGAO

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 45

    Com o objetivo de aumentar a integrao dos ser-vios de armazenagem e expandir os servios de transportes em todo o Brasil, a Localfrio apresen-tou a nova gerncia de transportes nacional da empresa. A nomeao de Jean Lyra para o cargo contribuir nas tomadas de decises estratgicas, como o aumento e renovao da frota em todas as unidades de negcios com operao de carga, bem como a avaliao de novos projetos que envolva a necessidade de contratao de terceiros ou mesmo de frota prpria.

    Vindo da Localfrio Suape Transportes, unidade lo-calizada em Pernambuco, Jean Lyra assume a gerncia nacional de transportes com o know-how de trs anos de empresa e sabendo dos objetivos a serem alcanados. Temos um projeto desafiador e de imediato j estamos analisando alguns mais especficos, afirma.

    Segundo o diretor comercial da Localfrio, Eduardo Razuck, esta nova etapa da empresa tem como objetivo intensificar, ainda mais, as operaes na rea de trans-portes. Temos uma meta bastante agressiva este ano, que atingir um aumento acima de 20% sobre os resul-tados de 2014. Para isso, a empresa far investimentos no aumento da frota de caminhes, que possibilitar maior movimentao de cargas em todos os segmentos, alm de expandir a integrao dos servios de armaze-nagem.

    Eduardo Razuck ainda afirma que, em 2015, a Localfrio continuar a trabalhar de forma personalizada, com parcerias em negcio e planejando aes inteligen-tes de logstica. Hoje a Localfrio j uma marca homo-logada pela integrao de seus servios e vamos levar cada vez mais este conceito aos nossos clientes.

    Jean Lyra (esquerda) e Eduardo Razuck.Nova gerncia de transportes

    da Localfrio tem como meta crescer mais de dois dgitos em 2015

    mercadomercadocoluna coluna

    DIVULGAO

  • 46 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    Casa Da Cuca Ltda Epp Extremo Oeste Alimentos

    Maie Confeco de Roupas Intimas LTDA Extremo Oeste Moda e acessrios

    Angeli Ind e Com de Calados Ltda Foz do Itaja Moda

    Gut Sapatinhos Ltda Foz do Itaja Moda

    N & C Industria E Comercio De Calados Ltda Foz do Itaja Moda

    Natupalm Indstria e Comrcio de Conservas Ltda Foz do Itaja Alimentos

    Suport Equipamentos Industriais Foz do Itaja Metal mecnico

    VRP Premium Comrcio E Indstria E Importao E Exportao Ltda Foz do Itaja Metal mecnico

    ZP Tercerizacoes De Calcados Eireli Epp Foz do Itaja Moda

    Ayty Crm Bpo E Servicos De Tecnologia Da Informacao Ltda Grande Fpolis Software

    Boreste Sistemas Ltda. ME Grande Fpolis Tecnologia

    Chaordic Systems SA Grande Fpolis Software

    ExportaSC Sebrae seleciona 50 empresas catarinenses

    para ingressarem no mercado norte-americanoTodas as regies de Santa Catarina possuem

    pelo menos uma representante entre as selecionadas

    O programa Exporta SC selecionou 50 empresas do Es-tado para instalarem uma sede em Fort Lauderdale, na Flrida, Estados Unidos, por meio de um sistema de incubadora de negcios. O programa, promovido pelo Sebrae/SC, tem como objetivo ampliar as fronteiras comer-ciais para micro e pequenas empresas de Santa Catarina.

    A iniciativa tem por objetivo preparar micro e peque-nas empresas catarinenses para competir no mercado norte-americano, visando aumentar a competitividade e fortalecer o posicionamento estratgico, institucional e de marketing.

    Em maro e abril sero realizadas 4 misses inter-nacionais entre as selecionadas para cursos sobre vendas. Ainda no primeiro semestre sero realizadas as consultorias para as empresas e elas participaro de capacitaes a dis-tncia sobre o mercado americano e exportao. A previso de que, at o fim de agosto as 50 empresas estejam com a filial nos Estados Unidos.

    O ExportaSC oportunizar o ingresso de micro e pe-quenas empresas nos Estados Unidos com todo apoio e

    suporte de um programa de incubao. As aes incluem capacitao de empreendedores, visitas tcnicas, suporte administrativo, jurdico, fiscal, marketing, comercializao, operao e logstica.

    Entre as 50 empresas, 8 so de software, 7 de moda, 11 do setor metal mecnico, 12 de alimentos, 4 de tecnolo-gia, 3 de moda e acessrios, 2 de mveis e decorao, 1 de cosmticos e 2 de revestimentos. Todas as regies de Santa Catarina possuem pelo menos uma representante entre as selecionadas. As empresas que integram o projeto partici-param de uma seleo que envolveu 400 empreendimentos inscritos.

    O mercado americano atraente para o estabeleci-mento de empresas catarinenses. Quase 11% do valor total de exportaes do Estado direcionado aos Estados Unidos. Isso significa mais de US$ 1 bilho, tornando os Estados Unidos o principal comprador dos produtos de Santa Ca-tarina. A forte estrutura porturia e de logstica garante o escoamento de grande parte da produo.

    Confira as empresas classificadas para o Exporta SC:

    Empresa Macro Regies SEBRAE Setor

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 47

    mercadomercadocoluna coluna Decorado marketplace ltda Grande Fpolis Software

    Nanovetores Tecnologia S.A Grande Fpolis Tecnologia

    Ranac Agroindustrial Ltda Grande Fpolis Alimentos

    Rip Fibras Indstria E Comrcio De Alimentos Naturais Ltda Me Grande Fpolis Alimentos

    santa terezinha ind e com ltda Grande Fpolis Cosmticos

    Tick Deck Comercio e Confeco de Acessrios para

    Calados e Artigos Esportivos LTDA ME Grande Fpolis Moda e acessrios

    Usare Industria e Comercio de Utilidades Ltda Grande Fpolis Mveis e decorao

    Odeme Equipamentos Mdicos e Odontolgicos Ltda. Meio Oeste Tecnologia

    ARCO-RIS Alimentos Ltda. Norte Alimentos

    Lisa Riedt Industria de Confeco Ltda Norte Moda

    Marithimus Indstria E Comrcio Ltda Me Norte Alimentos

    Mips Sistemas Ltda. Norte Software

    Perfil termico assessoria termica ltda Norte Tecnologia

    Priori tecnologia da informao ltda Norte Software

    Sictell industria e comrcio de produtos eltricos e metlicos ltda Norte Metal mecnico

    Vitalin alimentos ltda Norte Alimentos

    Voitila Comrcio de Alimentos LTDA Norte Alimentos

    Comeo de Vida Indstria e Comrcio ltda. Oeste Moda

    Forma Industria e Comercio de Maquinas e Equipamentos LTDA Oeste Metal mecnico

    Fornari Ltda Oeste Metal mecnico

    Good Alimentos ltda Oeste Alimentos

    Herzenweg Industria De Maquinas Ltda Oeste Metal mecnico

    Itaberry Frutas Finas Ltda Oeste Alimentos

    Metalpox Industria e Comrcio de Mveis LTDA Oeste Metal mecnico

    Soluforte Solucoes Industriais Ltda Epp Oeste Metal mecnico

    Echosis Sistemas LTDA ME Serra Software

    J de Souza Indstria Metalrgica Ltda Serra Metal mecnico

    Potenza Comercio E Fabricao De Equipamentos Hidrulicos Ltda Serra Metal mecnico

    SOFTECSUL Tecnologia Ltda Serra Software

    Cervejaria Santa Catarina Ltda Sul Alimentos

    Custdia Goulart Felipe EPP (Bossa Group) Sul Revestimentos

    Denusa Demarchi Artigos em Couro Ltda Me Vale do Itaja Moda e acessrios

    Dolzan E Pisetta Ltda Vale do Itaja Moveis e decorao

    Eco Blu Confeces Ltda Vale do Itaja Moda

    Fornos Jung Ltda Vale do Itaja Metal mecnico

    maski indstria e comrcio de pr-fabricados Vale do Itaja Revestimentos

    Merkadia Internet EIRELI ME Vale do Itaja Software

    Nugali Chocolates Vale do Itaja Alimentos

  • mercadomercadocoluna coluna

    48 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Para a Fecomrcio SC, os resultados negativos apresen-tados pelos nmeros do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), disponibilizados pelo Ministrio do Trabalho e do Emprego (MTE), tanto para Santa Catari-na, quanto para o Brasil, preocupam e demonstram que o mercado de trabalho j no consegue mais ser to dinmico quanto na ltima dcada.

    A elevao dos custos do trabalho no vem sendo acompanhada por aumentos de produtividade. Deste modo, o resultado a compresso da margem de lucro das empre-sas e a reduo em seus investimentos. Isso um reflexo do panorama atual da economia brasileira, de longa estagna-o do crescimento. A Fecomrcio SC defende uma ampla reforma tributria e trabalhista, a fim de aumentar a com-petitividade de nossas empresas e sair do patamar de baixo crescimento.

    Os dados do Caged mostraram que os setores do co-mrcio (com 10.544) e de servios (com 28.480) foram os que mais criaram vagas em Santa Catarina, em 2014. Das 47.821 vagas criadas no ano passado, os demais seto-

    Mercado de TrabalhoEstagnao econmica e alto custo do trabalho

    refletem na baixa oferta de empregos

    res empregaram 4.808 pessoas na indstria; 4.227 na construo civi; e -238 na agropecuria. No entanto, o saldo de empregos formais em dezembro foi negati-vo (-36.691) em Santa Catarina, resultado pior do que o observado em dezembro de 2013, quando o Estado fechou -34.330 vagas. Todos os setores apresentaram resultados negativos: comrcio (-784); servios (-9.606); indstria (-19.606); construo civil (-4.722) e agropecu-ria (-1.973).

    No Estado, a baixa criao de vagas est relacio-nada com os indicadores econmicos. Todos os setores, acossados pelo forte aumento do custo do trabalho, apresentaram resultados inferiores a 2013, com exce-o da construo civil. Este setor teve um desempenho 14,8% maior que em 2013. O comrcio, com volume de vendas em declnio, reduziu em 26,1%. A indstria, j intensificando a adoo de frias coletivas e com a ativi-dade em queda no Estado (-2,2% no acumulado de 12 meses), reduziu sua criao de postos de trabalho em -74,5% e, por fim, os servios, com um saldo de vagas de -10% inferior, sentem os efeitos da prpria desacele-rao dos demais setores.

    No Brasil, houve saldo negativo de -555.508 em-pregos formais. Esta marca representa uma queda em relao ao mesmo ms de 2013, quando foram criadas -449.444 vagas. O resultado representa o pior desempe-nho para o ms desde 2008. Tambm no Brasil, no acu-mulado de 2014, foram criados 152.714 novos postos de trabalho, 79% a menos que em 2013 (730.687).

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  • Aceitamos reservas para eventos corporativos, confraternizaes ou reunies de empresas ou particulares.

  • 50 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    E-commerce nacional deve faturar R$ 49 bi em 2015

    O e-commerce nacional fechou 2014 com faturamento de R$ 39,5 bilhes, aponta a previso da Associa-o Brasileira de Comrcio Eletrnico (ABComm). O resultado representa um crescimento de 27%, em relao a 2013.

    O ano fechou com 57 milhes de e-consumidores. As categorias moda e acessrios, eletrodomsticos, sade e be-leza, eletrnicos e informtica, foram as de maior destaque no perodo. Apesar da desacelerao da economia, o e-commerce se manteve em alta, e uma das razes a oferta

    de preos mais baixos praticados em relao ao varejo fsi-co, afirma Mauricio Salvador, presidente da ABComm.

    A previso para 2015 de que o setor movimente R$ 49,8 bilhes, um crescimento de 26%, em relao ao ano passado. A maior utilizao do celular (o chamado mobile commerce) deve incentivar a categoria de servios online, como viagens, alimentos e ingressos, e assim impulsionar o comrcio eletrnico nacional, disse Salvador, que ainda espera um nmero total de 62 milhes de compradores ao final do prximo ano.

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  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 51

    A Vale manteve o posto de principal empresa exporta-dora do Brasil, apesar de uma forte queda no fatura-mento, seguida por Petrobras e Bunge, enquanto a JBS saltou do nono para o quarto lugar no ranking, mostraram dados do Ministrio do Desenvolvimento (Mdic).

    A Vale exportou o equivalente a 20,48 bilhes de dla-res no ano passado, queda anual de 22,7 por cento, em meio a uma forte retrao dos preos internacionais do minrio de ferro.

    A principal mudana no ranking foi a JBS, maior pro-dutora global de carnes, que saltou para a quarta posio na lista, com faturamento de 4,67 bilhes de dlares, alta de 27,7 por cento na comparao com 2013.

    Em 2014, a JBS conseguiu sentir os resultados da aqui-sio da Seara, comprada da Marfrig, em negcio concludo em outubro de 2013. Alm disso, a JBS se beneficiou de um real desvalorizado e de uma forte demanda externa por pro-tena animal.

    A Petrobras manteve a segunda posio no ranking de

    exportadoras brasileiras, com faturamento de 13,02 bilhes de dlares, queda de quase 6 por cento ante 2013, aps um forte recuo nos preos internacionais do petrleo no segundo semestre do ano passado.

    A terceira maior exportadora do Brasil em 2014 ainda foi a gigante do agronegcio Bunge, que embarcou o equi-valente a 6,16 bilhes de dlares, queda de 15 por cento na comparao anual, em meio a um recuo nos preos interna-cionais de soja e milho.

    A BRF caiu da quarta para a quinta posio, com fatu-ramento de 4,26 bilhes de dlares em 2014, queda de 16,5 por cento ante o ano anterior.

    O ranking de exportadores completado por Cargill em sexto, Embraer em stimo, Louis Dreyfus em oitavo, ADM em nono e Samarco (joint venture entre Vale e BHP Billiton) em dcimo lugar.

    Entre as dez primeiras empresas da lista do Mdic, todas reduziram seu faturamento com exportaes, com exceo da JBS.

    TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAES28 anos transportando com agilidade e rapidez

    LideranaVale mantm posto de maior exportadora do Brasil

    Empresa seguida por Petrobras e Bunge, enquanto a JBS saltou do nono para o quarto lugar no ranking, mostraram dados do Ministrio do Desenvolvimento (Mdic)

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  • 52 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    O empresrio do setor moveleiro de So Bento do Sul e presidente da Associao Brasileira das In-dstrias do Mobilirio (Abimvel), Daniel Lutz, 41 anos, o novo secretrio adjunto do Desenvolvimento Econmico Sustentvel (SDS). A escolha foi feita pelo futuro secretrio da pasta, Carlos Chiodini, que assume aps ser empossado como deputado estadual.

    Chiodini priorizou a parte tcnica ao escolher o adjunto. O Daniel um excelente empresrio, conhece bem o setor produtivo nos seus diversos setores, j este-ve no executivo e vai contribuir muito para fazermos um trabalho pensando no crescimento econmico e susten-tvel de Santa Catarina, afirma.

    Lutz possui formao tcnica em Mecnica (Ce-

    fet/PR), graduao em Tecnlogo Moveleiro (Udesc), ps-graduao em Gesto Empresarial (ISPG/Univille) e diretor administrativo da Mveis Serraltense. Casado e pai de trs filhos, ele ex-presidente da Associao Regional das Empresas do Mobilirio de So Bento do Sul e Regio (Arpem) e ex-presidente do Sindicato das Indstrias da construo e do Mobilirio de So Bento do Sul (Sindusmobil).

    Esta no ser a primeira experincia do empres-rio no setor pblico. Em 2013 foi nomeado secretrio de Desenvolvimento Econmico e Turismo de So Bento do Sul, cargo que permaneceu at junho de 2014, onde foi transferido para assessoria administrativa do gabinete do prefeito.

    Empresrio Daniel Lutz o novo secretrio adjuntode Desenvolvimento Econmico Sustentvel

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  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 53

    mercadomercadocoluna coluna

    A concessionria do Grupo Dicave do municpio por-turio de Itaja conquistou Ouro no Programa 100% da Volvo. Na rea de caminhes e nibus, o foco qualificar a rede de lojas e oficinas da multinacional em todo o Brasil. Na matriz da empresa catarinense, a certifi-cao dourada atesta a excelncia na gesto e na presta-o de servios, com objetivo de aumentar a satisfao dos clientes e os resultados das concessionrias, utilizando os mesmos critrios de excelncia da Fundao Nacional da Qualidade (FNQ). Esta certificao foi criada h 10 anos.

    O reconhecimento da Volvo confirma nossos esfor-os dirios na busca pela qualidade no atendimento, mas tambm nos processos e gerenciamentos, como os que mantemos na rea ambiental. A conquista do selo muito importante para termos garantias de que nossa conces-sionria atende os padres de excelncia, mas principal-mente, que est comprometida com a satisfao de nossos clientes, comenta o gerente geral de ps vendas do Grupo

    Dicave, Marcelo Mugnaini. A marca me estimula que as concessionrias man-

    tenham aes de preservao que ultrapassem as determi-naes previstas em lei no intuito de assegurar a proteo do meio ambiente e minimizar potenciais impactos nega-tivos. Na rea social, a Volvo tambm incentiva as conces-sionrias a se envolverem em projetos ligados ao desen-volvimento sustentvel das comunidades onde atuam.

    O programa 100% est dividido em bronze, prata e ouro. O primeiro tem como critrio o foco na organizao e disciplina. Utiliza a metodologia 5S em todas as unidades que formam a concessionria. J o prata, atua diretamente nos processos e seus controles por meio da padronizao e otimizao. Por fim, o ciclo ouro a busca da excelncia, visando o aprendizado e aprimoramento dos processos e na gesto da concessionria. Em 2016, alm de bronze prata e outro sero lanados o ciclo platina e, em 2020 o ciclo Diamante.

    Certificao de qualidade Volvo confere ouro Dicave Itaja

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  • 54 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    O Sistema Petrobras ter uma nova ferramenta para ga-rantir ainda mais eficincia, qualidade e segurana ao transporte martimo de sua produo. Entra em operao em fevereiro o Centro de Simuladores, conjunto de modernos equipamentos que elevar o nvel de treinamento e qualificao dos profissionais que operam a frota da Trans-petro, subsidiria de logstica da Petrobras.

    A ferramenta foi construda com tecnologia 100% brasi-leira, em parceria com a USP e o Cenpes. So oito simuladores de nutica e um de mquinas que permitem a comandantes, timoneiros e oficiais vivenciarem, de forma bastante realista, toda a operao de um navio.

    Os equipamentos so idnticos aos das embarcaes e recriam ambientes externos muito parecidos com aqueles vi-sualizados pelos tripulantes durante o trabalho, tanto em alto mar como durante manobras de entrada, atracao e sada de portos e terminais.

    CapacitaoCom o Centro de Simuladores, a Transpetro parte do

    princpio de que necessrio ir alm do investimento na cons-truo de novos navios. fundamental investir em tecnologia para capacitar e reciclar os profissionais que operam essas

    embarcaes cada vez mais modernas.Os equipamentos foram projetados a partir dos pr-

    prios navios da companhia, como os petroleiros Rmulo Al-meida, Joo Cndido e Zumbi dos Palmares, trs dos oito no-vos navios do Promef que j esto em operao. Desta forma, a atuao dos profissionais durante os exerccios fica muito prxima da realidade que encontram diariamente no mar.

    MetodologiaPara as aulas, sero formados grupos de quatro alunos

    um comandante, um timoneiro e dois oficiais. Uma psic-loga ficar responsvel por aplicar a base terica, utilizando como exemplos acidentes martimos recentes, com o objetivo de envolver o grupo em um ambiente de anormalidade.

    Em seguida, os alunos vo se deparar com situaes de risco de baixa e alta complexidade que podem ser vivenciadas por tripulaes no mar, como falha de equipamentos, tempes-tades e baixa visibilidade.

    As aes e reaes do grupo durante os exerccios sero monitoradas em tempo real, por meio de cmeras, por uma equipe de profissionais que, em seguida, ir repassar aos alu-nos todos os pontos fortes e as oportunidades de melhoria observadas.

    Inovao tecnolgicaCentro de Simuladores de Navios usar tecnologia de ponta

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  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 55

    mercadomercadocoluna coluna

    O empresrio Walter Bier Hoechner foi como novo secretrio de Estado da Comunicao de Santa Catarina. A cerimnia foi rea-lizada em Florianpolis, na sede da secretaria, contando com a participao do secretrio de Estado da Casa Civil, Nelson Serpa, em-presrios do setor e imprensa.

    Administrador e especialista em marketing, Walter Bier foi exe-cutivo do Grupo RBS durante 16 anos. Em Santa Catarina, atuou como diretor-geral de Operaes Multimdia e como diretor-geral de Jornais e Internet. Tambm foi gerente de marketing do Grupo Sonae, que tem os supermercados Big e Nacional.

    Walter Bier destacou a importncia da integrao das diferentes frentes de comunicao do Governo do Estado. Nosso desafio o de entender os anseios dos catarinenses e ter uma comunicao dirigida populao, seja na demonstrao dos servios ou das obras feitas pelo governo. Vamos buscar estar juntos populao para eventualmente corrigir rumos e pr-ativamente evoluir, sempre com muito planejamen-to e integrao das nossas equipes, afirmou o novo secretrio.

    Walter Bier o novo secretrio de Estado da Comunicao

    Marcius Furtado - Secom

  • 56 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    A Secretaria de Portos (SEP/PR) autorizou a expanso e adequao do Terminal de Uso Privado (TUP), lo-calizado em Santa Catarina, na Baa da Babitonga, pertencente Bacia Hidrogrfica do Rio Sa Mirim. Essa estrutura possibilita a movimentao de aproximadamente 2 milhes de TEUs (Unidade equivalente a 20 Ps) por ano. Atualmente, a capacidade do terminal de 500 mil TEUs/ano. Em 2013 e 2014, a movimentao j ultrapassou a marca dos 450 mil TEUs movimentados em cada ano. O va-lor global de investimento previsto de R$ 488 milhes.A autorizao prev a ampliao do per e ptio do TUP Ita-po, que dedicado movimentao e armazenagem de cargas gerais e carga conteinerizada. Atualmente, a plata-

    forma do Porto tem 630 metros de cais, dividida em dois beros de atracao de 315 por 43 metros de largura.

    O projeto de ampliao inclui a implantao de mais uma nova ponte de acesso e ampliao do cais atual de 630 metros para 1.209,38 metros de comprimento, e ain-da a ampliao da retrorea, de forma que todo o terreno totalize 484.129,72 m.

    Essa estrutura possibilita a movimentao de apro-ximadamente 2 milhes de TEUs (Unidade equivalente a 20 Ps) por ano. Hoje, a capacidade do terminal de 500 mil TEUs/ano. Em 2013 e 2014, a movimentao j ultra-passou a marca dos 450 mil TEUs movimentados em cada ano.

    ExpansoPorto Itapo tem sinal verde para

    aumentar em quatro vezes seu tamanho

    O valor global de investimento previsto de R$ 488 milhes

    O ano de 2014 foi de alta produtividade no Porto Ita-po. As cargas de importao e exportao no terminal no ano passado superaram a marca de 200 mil TEUs, um incremento de 41% em relao movimentao realizada em 2013.

    A cabotagem, transporte martimo entre portos nacio-nais, tambm apresentou um significativo aumento, ultrapas-sando 20 mil TEUs movimentados em 2014, o que representa um acrscimo de 23% em relao a 2013.

    Alm das importaes e exportaes e da cabotagem, que so as operaes mais rentveis para um terminal portu-rio, existem ainda as modalidades de transbordo, movimen-

    tao de contineres vazios, e remoes internas no ptio do terminal. No transbordo, o navio descarrega um continer a fim de que seja embarcado em um segundo navio e, conse-quentemente, entregue em outro porto.

    Esta operao realizada quando os contineres so embarcados no exterior em navios gigantes, que no con-seguem atracar em alguns portos nacionais, devido s suas dimenses, o que requer um segundo navio (menor) para o transporte da carga. Itapo um dos poucos terminais do pas a receber os maiores navios em operao, de 334 metros de comprimento.

    Importaes e exportaes em Itapo aumentaram 41%

    Brasilportos do

    DIVULGAO

  • 58 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Brasilportos do

    A rea da primeira fase da expanso da Portonave S/A Ter-minais Porturios de Nave-gantes foi alfandegada pela Receita Federal e acrescenta ao terminal 24.442 m de ptio, um quarto do total a ser ampliado. At o final da expanso, prevista para ser concluda no segundo se-mestre de 2015, a Portona-ve deve dobrar a capacidade esttica do ptio de 15 mil para 30 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um continer de 20 ps).

    Com essa primeira etapa da ampliao, o ptio fica com 294.442 m, capa-cidade esttica de 17,8 mil TEUs. Est em construo uma nova rea para conti-neres refrigerados, que trar capacidade de 2.700 toma-das reefers utilizadas por contineres com cargas con-geladas e refrigeradas.

    Essa ampliao importante para o comrcio exterior de Santa Catarina e representa um ganho de competitividade para o Es-tado. Alm de investir na expanso, mantemos um sistema informatizado de rastreamento dos contine-res, profissionais altamente especializados, tecnologia de ponta e segurana, destaca Osmari de Castilho Ribas, diretor administrativo da Portonave.

    Portonave amplia retroreaTerminal conclui primeira etapa da obra de expanso e acrescenta 24 mil m ao ptio. Projeto total vai dobrar a capacidade esttica

    para armazenamento de contineresDIVULG

    AO

  • Brasilportos do

    Economia&Negcios Fevereiro 2015 59

    Essa obra de expanso faz parte do planejamento es-tratgico do terminal porturio, evidenciando a confiana dos acionistas da empresa no Brasil e em nossa regio, forta-lecendo a liderana da Portonave em seu segmento, comen-ta Felippe Baslio Ferreira, diretor-superintendente tcnico da Portonave.

    Projeto de expansoAs obras da segunda fase do terminal iniciaram em

    junho de 2014 e fazem parte do planejamento da Companhia desde a sua fundao. Com a concluso da obra, a rea total de ptio ser de 400 mil m. A rea ampliada fica ao lado direito do Terminal e o valor de investimentos no projeto aproximadamente de R$ 120 milhes.

    Com a expanso, a Portonave ganhar mais 810 to-madas para contineres reefers. Somadas com as 1.890 tomadas j existentes, a capacidade do Terminal ser para 2.700 contineres refrigerados, importante diferencial tendo em vista que a carga congelada, principalmente frango, re-presenta cerca de 50% da movimentao da Portonave, no sentido da exportao.

    Mais de 1.000 colaboradores diretos 3 beros 6 portineres (principais equipamentos para operao de carga e descarga dos navios) 18 transtineres (movimentam os contineres na retrorea) 40 carretas do tipo Terminal Tractor (TT) 54 semireboques (pranchas mveis para sustentar a continer durante o transporte da carreta)

    A Antaq, em nome da Unio, celebrou com a Portonave S/A. - Terminais Porturios de Navegantes contrato de adeso adaptado Lei n 12.815/2013. A assinatura aconteceu na sede da Agncia, em Braslia. Pela Antaq, par-ticiparam os diretores Mrio Povia (diretor-geral), Fernando Fonseca e Adalberto Tokarski, e pelo terminal os seus direto-res administrativo e operacional, Osmari de Castilho Ribas e Ren Duarte.

    Com a assinatura do contrato, a empresa fica autori-zada a explorar instalao porturia na modalidade Terminal de Uso Privado, denominada Portonave S/A. - Terminais Por-

    turio de Navegantes, localizada em Navegantes, em Santa Catarina. A autorizao compreende a movimentao e arma-zenagem de carga geral e carga conteinerizada. A rea auto-rizada para explorao da instalao porturia corresponde a 597.565,00m metros quadrados.

    A autorizao do terminal ter vigncia por 25 anos contados da data de assinatura do contrato de adeso, pror-rogvel por perodos sucessivos mediante a manuteno da atividade pela autorizada e realizao dos investimentos ne-cessrios expanso e modernizao das instalaes portu-rias.

    O terminal tambm est construindo uma nova subes-tao de energia, com capacidade para 10 MVA (Megavolt Ampre: unidade equivalente a 1 milho de volts ampre), o que mais do que suficiente para atender toda a demanda da empresa. A ampliao do Armazm para inspeo de cargas e da rea de DTA Despacho de Trnsito Aduaneiro deve ser concluda tambm no segundo semestre e passar de 2 mil m para 3.900 mil m.

    Dados gerais da Portonave

    Antaq celebra contrato de adeso com a Portonave

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  • Brasilportos do

    60 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    A Secretaria de Portos da Presidncia da Repblica (SEP) flexibilizou os prazos para elaborao e re-viso dos instrumentos de planejamento do se-tor porturio do pas. De acordo com portaria publicada no Dirio Oficial da Unio (DOU), o Plano Nacional de Logstica Porturia dever ser atualizado a cada quatro anos, ou sempre que necessrio, e no mais a cada dois anos, como determinava a norma anterior. O mesmo prazo tambm foi estabelecido para a atualizao dos planos mestres, especficos para cada porto.

    No caso do Plano de Desenvolvimento e Zonea-mento (PDZ), porm, o cronograma ficou mais aperta-do. O documento dever ser atualizado pela Autoridade

    Porturia e encaminhado ao Poder Concedente, para nova aprovao, dez meses aps a publicao do plano mestre do porto no site da SEP. Antes, o envio do PDZ deveria ser feito "pelo menos a cada dois anos".

    As mudanas publicadas na portaria atingem o cronograma do PDZ de 37 portos. A entrega de So Francisco do Sul (SC) e Cabedelo (PB), por exemplo, foi adiada de 30 de novembro do ano passado para 30 de maio deste ano. A entrega do Porto de Ilhus (BA), de 30 de novembro para o dia 31 deste ms; e dos portos de Manaus (AM) e os gachos Rio Grande, Porto Alegre e Pelotas, de 30 de novembro para 30 de setembro de 2015.

    Portaria altera cronogramas de planejamento do setor porturio

    Entrega do Porto de So Francisco do Sul (SC) foi adiada para 30 de maio deste ano.

  • Brasilportos do

    Economia&Negcios Fevereiro 2015 61

    Se depender do Projeto de Lei 7814/14, apresentado pelo deputado federal Mendona Filho (DEM-PE), o marco legal que rege o sistema porturio brasileiro poder ser alterado para dar maior autonomia aos gestores locais dos portos organizados, ou seja, aque-les terminais localizados em rea pblica, mas concedidos ou arren-dados iniciativa privada.

    O projeto quer reverter os efeitos da Medida Provisria dos Portos (MP 595/12) nos pontos em que as competncias antes garantidas ao poder local, administrao dos portos e aos CAPs - Conselhos de Autoridade Porturia, foram transferidas e centralizadas pela Agncia Nacional de Transportes Aquavirios (Antaq) e pela Secretaria de Portos da Presidncia da Repblica (SEP).

    O deputado pernambucano defende a ideia de que devolver aos administradores dos portos e aos CAPs a competncia de firmar contratos, elaborar editais e proce-der licitaes que digam respeito atividade porturia tor-nar todo o sistema mais eficiente, barato e resguardado de eventuais atividades de corrupo.

    Descentralizao pela eficincia Segundo o democrata, a centralizao das decises

    nas mos da presidncia da repblica altamente ques-tionvel sob o ponto de vista operacional e tambm de sua real capacidade para fiscalizar atos em desacordo com a legislao corrente. Por isso, reverter os efeitos da MP

    dos Portos to relevante. Em suas palavras, essa mu-dana no modelo de gesto pode ser considerada como um dos pontos mais contro-versos da MP, principalmente em face da conhecida inca-pacidade do governo federal no planejamento e operacio-nalizao de grandes obras de infraestrutura no pas.

    Por outro lado, argu-menta ele, a descentraliza-o e a maior autonomia das

    administraes dos portos concedidos ou arrendados o modelo adotado e aprovado por um grande nmero de pases que esto na vanguarda do comrcio exterior mun-dial no tocante capacidade e eficincia na movimentao de cargas.

    O deputado diz que seu projeto no interfere nos principais quesitos da Lei dos Portos, pois o Estado per-manece sendo o ente que concede a explorao de ins-talaes porturias atravs de autorizao atividade do capital privado.

    Como tramitar o PL? Mendona Filho j adiantou que o PL 7814/14 ser

    enviado no prazo regimental s comisses de Trabalho, de Administrao e Servio Pblico; de Viao e Transpor-tes; de Finanas e Tributao; e de Constituio e Justia e de Cidadania. Como segue em carter terminativo, no havendo recurso para que a proposta seja votada pelo plenrio da Cmara, seguir diretamente para o Senado Federal.

    Projeto de Lei visa diminuir influncia da Antaq sobre portos concedidos ao setor privado

    Deputado federal Mendona Filho (DEM-PE)

  • 62 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Brasilportos do

    O Porto de So Francisco do Sul bateu novo recor-de histrico em 2014 ao registrar 13.301.540 toneladas movimentadas, volume 2% superior ao recorde anterior, registrado em 2013. A alta foi im-pulsionada pela exportao de soja, que ultrapassou a marca de 4,7 milhes de toneladas, e pela importao de fertilizantes, que movimentou 1,8 milho de toneladas entre janeiro e dezembro de 2014.

    Historicamente, o Porto de So Francisco do Sul destaca-se pela movimentao de granis slidos, movi-mentando uma quantidade importante de commodities. Nos ltimos anos, assim como nos demais portos de todo o mundo, v crescer a participao de cargas ge-rais, como a exportao de estruturas de ao e madeira e a importao de fios de ao.

    Para o presidente do Porto, Paulo Corsi, o contnuo

    crescimento da movimentao refora a condio de se-gundo principal movimentador de carga no conteineri-zada do pas e reflexo dos investimentos na moderniza-o do empreendimento. Batemos recorde histrico em 2013 e em 2014. Continuamos investindo no Porto e, em 2014, inauguramos um novo bero. Hoje, 10% da soja exportada pelo Brasil passa por aqui, destaca.

    Em 2014, as cargas destinadas a outros pases somaram 7.852.277 toneladas e, no fluxo contrrio, de-sembarcaram 5.449.263 toneladas. Alm de fertilizante, tambm figuram entre as principais importaes soda e chapas de ao. Nas cargas destinadas a outros pases o destaque so os embarques de soja, milho, madeira, motores, ferro e ao. Entre os principais destinos esto a sia, Estados Unidos, frica, Europa, Oriente Mdio e Mercosul.

    Porto de So Francisco do Sul bate recorde de movimentao de cargas

    Com mais de 13,3 milhes de toneladas movimentadas, terminal mantm crescimento e alcana o melhor resultado desde o incio das operaes

    DIVULGAO

  • 64 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    Brasilportos do

    A Superintendncia do Porto de Itaja divulgou uma nota de esclarecimento referente aos valores das tarifas cobradas atualmente no terminal. Confira a ntegra da nota oficial:

    Com relao s alteraes na cobrana da Tabela 1 (Utilizao da Infraestrutura de Proteo e acesso aquavi-rio), a Superintendncia do Porto de Itaja vem a pblico esclarecer que:

    Porto de Itaja divulga nota de esclarecimento referente aos

    valores das tarifas cobradas no terminal

    Em momento algum ocorreu aumento nas tarifas, permanecendo os mesmos valores que so cobrados desde 31 de agosto de 2013 e que foram autorizados pela Agncia Nacional dos Transportes Aquavirios (Antaq), no ano de 2011. Os valores em vigor so de R$ 60,75 por continer cheio e de R$ 27,00 por continer vazio, em rotas de longo curso.

    O que ocorre que a Autoridade Porturia havia estabelecido um teto mximo de R$ 45 mil por navio. Caso o volume de carga superasse esse valor, o excedente no era cobrado.

    Segundo as estatsticas do Porto de Itaja de 2014, apenas 10% dos navios operados no ano superaram esse teto.

    O fim do desconto foi necessrio para ajustar a receita da Autarquia, uma vez que os navios esto aumentando de tamanho e, consequente, os volumes operados.

    Os recursos provenientes da cobrana da tabela 1 so utilizados para a manuteno das profundidades dos canais de acesso e bacia de evoluo do Complexo, com investimentos mensais de R$ 2.017.174,13 nas dragagens necessrias para a manuteno da profundidade e assim, a garantia da segurana nas navegabilidade; mais investimentos em servios correlatos, a exemplo da sinalizao nutica, balizamento, batimetrias e monitoramento ambiental.

    Com a retirada do desconto, a Superintendncia do Porto de Itaja vem buscando um equilbrio entre receita e despesa.

  • Economia&Negcios Fevereiro 2015 65

    Brasilportos do

    O TCP (Terminal de Contineres de Paranagu) atin-giu uma marca indita na operao de exporta-o de madeira no final de 2014: em apenas em um ms foram embarcadas 1.730 unidades de produtos (o recorde anterior era do ms de setembro do ano ante-rior, com 1.680 unidades).

    Desde 2013, alcanamos altos ndices de desem-penho mensalmente, com essa operao. Alm disso, com a ampliao e modernizao do TCP, facilitando o acesso direto dos exportadores ao porto, pudemos ofere-cer um servio de logstica gil e uma equipe capacitada para realizar esse trabalho, avalia Thomas Lima, geren-te do TCP Log.

    O terminal o nico do Sul do Brasil que faz a liga-o direta da ferrovia com o porto, por meio da ao da sua rea de logstica integrada - o TCP Log, que conta com duas bases intermodais dedicadas madeira no interior do Paran (Araucria e Ponta Grossa).

    O crescimento nos ndices da operao por ferrovia em Ponta Grossa, realizada em parceria com a Brado Lo-gstica, aumentou consideravelmente a produtividade do terminal e reduziu os custos do servio.

    Para os prximos anos, a meta ampliar a capa-cidade de atendimento das bases no interior e oferecer a soluo de logstica integrada para um maior nmero de clientes do segmento da madeira. Nosso objetivo ampliar o market share (a participao de mercado) do TCP neste segmento, oferecendo novas linhas martimas e servios com elevado nvel de qualidade e baixo custo para os clientes, explica o executivo.

    A madeira embarcada pelo TCP proveniente de cidades da sua regio de influncia (Paran, Santa Catari-na, So Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e tem como principais destinos Europa e sia.

    ReconhecimentoO Terminal de Contineres de Paranagu, segundo

    maior terminal de contineres do Brasil, ficou em 2 lugar na categoria Transporte e Logstica do prmio 100+ Ino-vadoras no Uso de TI.

    Essa a primeira vez que o TCP participa do prmio que teve mais de 180 empresas inscritas em 19 categorias. Segundo Diego Neufert, gerente de TI do TCP, o resultado muito positivo para a empresa: Fomos selecionados como um dos trs finalistas na categoria de Transporte e Logstica, junto com Correios e Transpetro. Esse um ti-mo resultado para o terminal, ficamos em segundo lugar disputando com grandes empresas do segmento.

    No ranking geral, o TCP ocupou a 23 posio e j existem planos para ter ainda mais destaque na prxima edio. A colocao excelente para uma primeira par-ticipao. Ficamos frente de participantes importantes. Entramos 2015 com projetos ainda mais inovadores com tecnologias de ponta, prev o executivo.

    O estudo, produzido pela IT Mdia, em parceria com a PwC, avaliou o uso inovador de tecnologias levando em considerao critrios como processo de inovao, coe-ficiente digital e um case de inovao enviado por cada participante.

    TCP planeja ampliar participao de mercado no segmento de madeira em 2015

    Terminal o nico do Sul do Brasil que faz a ligao direta da ferrovia com o porto, por meio de sua rea de rea de logstica integrada - o TCP Log

    DIVULGAO

  • ArtigoArtigo

    66 Fevereiro 2015 Economia&Negcios

    O estudo anual Competitividade Brasil 2014, desenvolvido pela Confederao Nacional da In-dstria, analisou 15 pases dos seis continentes. Num leque to grande lamentvel a posio ocupada pelo Brasil: 14 lugar no ranking de com-petitividade. A pesquisa avaliou oito itens e, destes, apenas em trs o pas avanou.

    Nos fatores disponibilidade e custo de mo de obra, o Brasil passou do stimo lugar em 2013 para o quar-to em 2014. Apesar da melhora e vas-ta oferta de mo de obra, a indstria sofre com a baixa produtividade do trabalhador, onde s no estamos pior que a ndia e a China. No item peso de tributos, melhoramos uma nica posio, mas continuamos mal colo-cados em 13. Conseguimos melhorar, ainda que pouco, no ambiente micro-econmico. A 11 posio no ranking se deve a melhora no desempenho da concorrncia no mercado domstico.

    Contudo, mais que levar em con-ta os acertos, preciso uma atenta anlise dos erros. Devido alta taxa de juros reais de curto prazo e o maior spread da taxa de juros, o Brasil ocupa a ltima posio do ranking no fator

    disponibilidade e custo de capital. Perdemos tambm em infraestrutura e logstica e estamos frente apenas da Colmbia. No ambiente macroecon-mico somos o 12 da lista. O motivo a queda do investimento estrangeiro direto no pas. No quesito tecnologia e inovao, o Brasil o oitavo da lista.

    Na educao o Brasil est em nono lugar entre 11 pases. De acor-do com o estudo, dois itens precisam melhorar: a queda no nmero de estu-dantes matriculados no ensino mdio e a qualidade da educao.

    A avaliao vai ao encontro das demandas pelas quais a Federao das Indstrias de Santa Catarina, a Fiesc, tem lutado. Por meio das casas Sesi e Senai, a Federao no mede esforos para viabilizar o acesso educao aos trabalhadores. Alm disso, oferece ser-vios que melhoraram a qualidade de vida, proporcionando sade, esporte e lazer. J por meio do IEL, a Fiesc bus-ca preparar os jovens para o mercado de trabalho. O resultado dessas aes certamente iro refletir diretamente na melhoria da competitividade. Estamos fazendo a nossa parte. Agora, temos que esperar que o Governo cumpra com sua responsabilidade.

    Brasil precisa ser mais competitivo

    Por Ronaldo Baumgarten Jr., vice-presidente regional da Fiesc para o Vale do Itaja

    Devido alta taxa de juros

    reais de curto prazo e o maior spread da taxa de juros, o Brasil ocupa a

    ltima posio do ranking no fator

    disponibilidade e custo de capital.