Revista Porturia - Agosto 2013

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Revista Porturia - Agosto 2013

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  • 4 Agosto 2013 Economia&Negcios

    NDICE

    www.revistaportuaria.com.br

    Duas vezes por semana, a Revista Porturia atualiza o blog da publica-o, que tem sempre informaes exclusivas sobre tudo o que acon-tece no mundo dos negcios no Brasil. O informativo jornalstico en-caminhado duas vezes por semana para uma base de dados segura e criteriosamente construda ao longo de 15 anos de mercado, formada por mais de 90 mil empresas. Composto por notcias econmicas de interesse de empresrios, polticos e clientes, o blog trata de todo e qualquer tema que envolva economia, especialmente aqueles voltados aos terminais porturios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Para-n. Se voc souber de alguma novidade, tiver informaes relevantes sobre temas econmicos e quiser contribuir com o trabalho da Revista Porturia, entre em contato com a reportagem no endereo eletrnico: jornalismo@revistaportuaria.com.br

    Revista Porturia tambm est na web com informaes exclusivas

    LUGAR ABENOADOSANTA CATARINA TEM 11 CIDADES ENTRE AS 50 MELHORES PARA SE VIVER NO BRASIL, DE ACORDO COM A ONU

    AUTOPISTA LITORALOS LUCROS AUMENTAM; AS OBRIGAES SO RELEGADAS

    11

    PERTO DO CUMAIOR EDIFCIO RESIDENCIAL DO BRASIL INAUGURADO EM BALNERIO CAMBORI

    18

    8

    Quem disse que em Itaja no se produz vinho?POIS NA CIDADE QUE SE ENCONTRA A NICA VINCOLA DO LITORAL DE SANTA CATARINA

    22

  • Economia&Negcios Agosto 2013 5

    Editora BittencourtRua Jorge Matos, 15 | Centro | Itaja Santa Catarina | CEP 88302-130 Fone: 47 3344.8600

    DiretorCarlos Bittencourt direcao@bteditora.com.br

    Jornalista responsvel: Leonardo Thom DRT SC 04607 JPjornalismo@revistaportuaria.com.br

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    Elogios, crticas ou sugestesdirecao@bteditora.com.br

    Para assinar: Valor anual: R$ 240,00Foto de capa: Ronaldo Silva Jr.

    A Revista Porturia no seresponsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que so de inteira responsabilidade de seus autores.www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

    ANO 15 EDIO N 162 AGOSTO 2013 EDITORIAL

    Comercial para todo o Brasil

    VIRTUAL BRAZIL Ltda+55 48 3233-2030 | +55 48 9961-5473

    MAIL: paulo@virtualbrazil.com.brSKYPE: contatos@virtualbrazil.com.br

    Os produtos que voc conso-me esto mais caros? O seu dinheiro j no mais to valioso como outrora? O seu poder de compra e consumo diminuiu? Para tais questionamentos, as respostas podem ser diversas. Podem. Mas, provavel-mente, todas elas estejam ligadas a uma definio que no sai do noticirio tupini-quim h anos: o Custo Brasil.

    Este a conjuno de altos impos-tos, problemas na infraestrutura, corrup-o, burocracia e desacelerao econ-mica. Como se v o tal Custo Brasil a juno das principais mazelas do povo brasileiro e, sendo assim, essas molstias somadas se traduzem em produtos e servios mais caros para voc, que tra-balha de sol a sol.

    O Custo Brasil ajuda a elevar o preo de uma srie de itens, que vo desde o arroz e feijo de sua mesa at o frete martimo responsvel pela importa-o e exportao do Brasil. O transporte de mercadorias pelo mar o modal mais utilizado no pas para comrcio interna-cional, sendo responsvel por 95% de tudo que destinado a outras naes.

    Nesta edio da Revista Por-turia Economia & Negcios, voc vai entender os motivos do famigerado termo ser o grande vilo na alta dos pre-os do frete martimo e da estagnao da economia, o que acaba por encare-

    cer quase tudo e ainda traz a tona um fantasma que andava sumido dos lares brasileiros: a inflao.

    No deixe de ler tambm a en-trevista perfil com o presidente do Porto Itapo, Patrcio Junior, carioca que dedi-cou a vida ao mar, primeiro na Marinha Mercante, depois no disputado mercado de navegao e logstica. Voc conhece-r um pouco da vida e do trabalho do principal executivo do terminal localiza-do no Norte do Estado, as curiosidades e o que ele espera do futuro.

    No poderamos esquecer o fato de que Santa Catarina um osis de de-senvolvimento humano no Brasil. Nada menos do que 11 cidades barriga-verde esto entre as 50 melhores para se viver no pas, num ranking onde ndices como o de expectativa de vida, sade e educa-o significam o sucesso dos municpios.

    A edio de agosto ainda mostra o quo imponente e alto o maior edifcio residencial do Brasil, localizado em Bal-nerio Cambori, e faz duas contagens regressivas de momentos que levaro o nome de Santa Catarina para o mundo: o incio das obras da BMW, em Araquari, e a partida da Famlia Schurmann, de Ita-ja, para mais uma expedio nutica ao redor do planeta. Alm disso, o leitor vai encontrar notcias da indstria, da agro-pecuria e descobrir que Itaja tambm produz vinhos. Boa leitura!

    O custo de um pas atrasado respinga no seu bolso e na sua mesa

  • 6 Agosto 2013 Economia&Negcios

    O ltimo passo para o incio do sonho foi dado. Na noite do dia 1 de agosto, cerca de duzentas pes-soas assistiram apresentao do Relatrio de Im-pacto Ambiental (Rima) feito pela montadora alem BMW. A audincia pblica aconteceu no auditrio do IFC (Instituto Federal Catarinense), antigo Colgio Agrcola, em Araqua-ri. Potenciais aes de sustentabilidade e responsabilidade social so relevantes para a BMW. Queremos desenvolver a regio de forma sustentvel e ao longo do tempo, disse a diretora de Relaes Institucionais do BMW Group Brasil, Gleide Souza.

    A montadora vai instalar a nova fbrica em Araquari, na margem Oeste da rodovia BR-101. A rea construda ser de 500 mil metros quadrados, incluindo prdios, ptio de estacionamento para os carros produzidos e pista de teste. Gleide disse que Araquari foi escolhida dentre 25 lugares em todo o Brasil, dos quais 12 eram de Santa Catarina. Segundo ela, o fato de Santa Catarina ser o nico estado brasileiro com cinco portos pesou bastante na deciso pelo municpio.

    A fbrica vai gerar mais de seis mil empregos - 1,4 mil empregos diretos e cerca de cinco mil indiretos. O investi-mento total pode chegar at R$ 1 bilho, sendo R$ 600 mi-lhes da empresa alem e R$ 200 milhes de uma parceria entre o Governo do Estado e o Banco Regional de Desen-volvimento do Extremo Sul (BRDE). Investimento que ter retorno em no mximo oito anos. Uma etapa posterior, que depende dos resultados de mercado, pode elevar em mais

    R$ 200 milhes o montante de investimentos aplicado em territrio catarinense. O primeiro carro fabricado em Santa Catarina dever ser entregue em no mximo dois anos. So-mados todos os cinco primeiros anos da empresa em terras catarinenses, a previso de faturamento da montadora atinge R$ 20 bilhes.

    Audincia pblicaA audincia pblica foi conduzida pelo presidente em

    exerccio da Fatma (Fundao do Meio Ambiente), o dire-tor administrativo-financeiro Joo Pimenta. O consultor ambiental, gerente de projetos da Environ Brasil Engenharia Ambiental, Adrian Boller, relatou o estudo ambiental, seus impactos e as aes mitigadoras.

    Na segunda parte da audincia, aberta aos questio-namentos, o pblico quis saber mais sobre a gerao de empregos e o processo de desenvolvimento da regio. De acordo com a diretora de Relaes Institucionais do BMW Group Brasil, a montadora vai priorizar a contratao de mo de obra local. Para ns, seria muito importante concentrar a mo de obra da fbrica com as pessoas de Araquari, mas o processo seletivo aberto a todo o Brasil, salientou.

    O lanamento da pedra fundamental para o incio das obras deve ocorrer em novembro deste ano. A fbrica bra-sileira dever comear a produzir em setembro de 2014. Inicialmente, a BMW planeja produzir 32 mil veculos por ano.

    ltimo passo antes das obrasBMW DETALHA ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL PARA

    INSTALAO DA UNIDADE EM ARAQUARI

    Srie X1 um dos que pode ser fabricado em AraquariD

    ivulgao

  • 8 Agosto 2013 Economia&Negcios

    Que Santa Catarina dos mais belos estados da Fe-derao, todos sabemos. Que as praias catarinenses so das mais desejadas do Brasil, estamos cansados de saber. Agora, que mais de 20% das 50 cidades com melhor qualidade de vida do pas so do Estado, isso no era sabido. Pelo menos no at ser divulgado, no apagar das luzes de julho, o Atlas do

    Desenvolvimento Humano 2013, publicado pelo Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O que ficou do levantamento que o ndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) catarinense dos melhores do Brasil, pois so 11 cidades entre as 50 melhores para se viver no pas.

    SANTA CATARINA TEM 11 CIDADES ENTRE AS 50 MELHORES PARA SE VIVER NO BRASIL,

    DE ACORDO COM A ONU

    ABENOADOLUGAR

    A capital catarinense, Florianpolis, a terceira colocada no ranking de qualidade de vida dos municpios brasileiros

    Divulgao

  • Economia&Negcios Agosto 2013 9

    Florianpolis a terceira no IDH-M. Entre as 10 pri-meiras colocadas, tambm aparecem Balnerio Cambori (5) e Joaaba (8). O primeiro lugar ficou com a cidade de So Caetano do Sul (SP). O ranking leva em conta 180 in-dicadores diferentes, como educao, habitao, sade, tra-balho, renda e vulnerabilidade, obtidos atravs dos Censos 1991, 2000 e 2010.

    A capital catarinense conquistou 0.847 de nota. Bal-nerio teve nota 0,845 de IDH-M, com expectativa de vida de 78,6 anos e renda mdia de R$ 1.625. A cidade est em-patada com Vitria (ES). J Joaaba somou uma pontuao de 0.827. O IDH-M de So Caetanos do Sul, a campe, 0,862.

    Secretrio de Estado do Desenvolvimento Econmico Sustentvel, Paulo Bornhausen, o Paulinho, aponta que os dados, divulgados no ltimo dia 30 de julho, devem ser ana-lisados historicamente. O Estado que todo o pas v, hoje, como destaque em qualidade de vida de sua populao, fruto de um passado onde, ao longo de dcadas, os gover-nantes catarinenses, na sua mdia, acertaram na eleio das prioridades, investindo sobretudo na educao como base para o desenvolvimento social e econmico, avalia.

    O poltico destaca ainda que, ao quantificar o tempo presente do estado e das cidades, a pesquisa aponta para

    FLORIANPOLIS 0,847 BALNERIO CAMBORI 0,845 JOAABA 0,827 JOINVILLE 0,809 SO JOS 0,809 BLUMENAU 0,806 RIO FORTUNA 0,806 JARAGU DO SUL 0,803 RIO DO SUL 0,803 SO MIGUEL DO OESTE 0,801 CONCRDIA 0,800

    As catarinenses do ranking

    um futuro promissor. Ele lembra que a divulgao do IDH-M vem se somar a outras notcias extraordinrias sobre Santa Catarina, como a do ranking de Desenvolvimento dos Esta-dos, realizado pelo Centro de Liderana Pblica, Editora Abril e o Instituto de Inteligncia da revista inglesa The Economist. Por dois anos consecutivos 2011 e 2012 o Estado apa-rece como lder nacional em sustentabilidade. E possumos uma estruturada cadeia produtiva, que hoje atrai investidores e empresas do mundo todo, como a BMW. Hoje, estamos no radar da economia mundial, expe Paulinho.

    Itaja 56 cidade do Brasil com melhor ndice de Desenvolvimento

    Humano Municipal

    Nelson Robledo

  • 10 Agosto 2013 Economia&Negcios

    As 50 primeiras do ranking

    Entretanto, Paulinho ressalta, sempre haver o que me-lhorar. Temos que buscar mais e mais qualidade de vida; temos que inovar sempre para oferecer gesto pblica altura dos anseios do povo. As pessoas querem e merecem o melhor, comemora o secretrio.

    Itaja subiu na pontuaoItaja 56 cidade do Brasil com melhor ndice de Desen-

    volvimento Humano Municipal (IDH-M). Entre 2000 e 2010, o IDH-M de Itaja passou de 0,688 para 0,795, uma taxa de crescimento de 15,55%. O hiato de desenvolvimento huma-no distncia entre o IDH-M da cidade e o limite mximo do ndice, que um foi reduzido em 34,29% na dcada.

    Desde o censo de 1991- quando o ndice de Itaja foi de 0,588 at 2010, o incremento do IDH-M do municpio foi de 35,20% e o hiato de desenvolvimento humano, reduzido em 50,24%. Dentre os componentes do IDH-M de Itaja, a educao a dimenso que mais cresceu em termos absolutos saltando de 0,407 em 1991 para 0,730 em 2010.

    Quinta colocada no ranking, O IDH-M ob-tido por Balnerio Cambori considerado muito alto em relao aos outros 5.565 municpios bra-sileiros. De acordo com o Atlas, entre os anos de 2000 e 2010, a taxa de crescimento mdio anual foi de 6,28%, sendo que o crescimento mdio das de-mais cidades do estado ficou em 1,02% e no pas, em 1,01%. A expectativa mdia de vida no municpio passou de 70,1 em 1991 para 78,6 anos em 2010, e a renda mdia do trabalhador de R$ 791,69 para R$ 1.625,59. O ndice de pobreza caiu substancial-mente, passando de 9,78% e passou para 0,95%.

    A taxa de dependncia por idade tambm se mostrou relevante. Em 2000, a cidade apresentava 43,48% de populao dependente por consequncia da idade, percentual que em 2010 se apresentou em 34,68%. J o ndice de envelhecimento evoluiu de 4,61% para 5,67%, o que remete para uma maior populao com mais de 65 anos, porm mais saud-vel e ativa, em relao h 10 anos.

    Para o prefeito Edson Renato Dias (PMDB), o Piriquito, alm de ser uma tima notcia, o novo IDH-M de Balnerio Cambori aponta para uma ci-dade mais saudvel, dinmica, com melhor renda e educao. uma grande reduo de diferenas, que nos faz acreditar que nossa cidade se mostra um lugar cada vez melhor para se viver, com respeito aos cida-dos que por aqui passam, trabalham e vivem. real-mente uma notcia para se comemorar, mas no para nos deixar acomodados, observa o prefeito, indo na mesma toada de Paulinho.

    Balnerio Cambori tambm destaque no ranking nacional do desenvolvimento humano

    Para o prefeito Piriquito, alm de ser uma tima notcia, o novo IDH-M de Balnerio Cambori

    aponta para uma cidade mais saudvel, dinmica, com melhor renda e educao

    ABENOADOLUGAR

    Divulgao

  • Curitiba - Joinville - Blumenau - Navegantes - Itaja - Balnerio Cambori - FlorianpolisEm Itaja novo endereo: Avenida Coronel Marcos Konder, 789 - Centro - Itaja - SC

    Para quem depende do transporte e da logstica para sobreviver no voraz mercado econmico de hoje, especialmente no Norte de Santa Catarina, por coin-cidncia a regio mais industrializada do Estado, no fcil

    conviver com o descaso e desrespeito da Autopista Litoral Sul, concessionria responsvel pela administrao do trecho norte da BR-101, que margeia o Litoral, atende os portos e o caminho das empresas espalhadas pelos 382 quilmetros ad-

    Os lucros aumentam; as obrigaes so relegadasAUTOPISTA LITORAL S EXECUTOU 17% DAS OBRAS

    PREVISTAS NA BR-101 NORTE, APONTA FIESC

    Para o presidente da Fiesc, Glauco Jos Crte, urgente o incio do processo de implantao de novas pistas no sentido norte, esse mesmo que passa por Itaja

    Leonardo Thom

    Economia&Negcios Agosto 2013 11

  • 12 Agosto 2013 Economia&Negcios

    ministrados pela empresa, que se estendem de Palhoa (SC) a Curitiba (PR). O trecho uma verdadeira mina de ouro para a indstria catarinense, mas no rentvel porque no h retorno dos responsveis pela concesso.

    Que as obras de melhoria da rodovia no vinham sendo cumpridas qualquer motorista desavisado j teria percebido, afinal, apesar do trnsito complicado, no difcil perceber que falta o mnimo de segurana, sinalizao e respeito com o usurio, justo em algo que est sendo pago pela populao dia aps dia: os impostos e, sobretudo, os pedgios.

    Mas agora, depois de a Federao das Indstrias de Santa Catarina (Fiesc) ter contratado o engenheiro Ricardo Saporiti, consultor da entidade, para realizar dois levantamen-tos sobre a situao da BR-101 - nos trechos norte e sul -, ficou claro que os usurios da rodovia foram ultrapassados pela concessionria. Depois de vistoriar a 101 nos meses de junho e julho, o profissional apresentou o trabalho para a Fiesc, que elaborou e apresentou dois novos estudos sobre a situao da BR.

    ResultadoO primeiro estudo mostra que em cinco anos de con-

    cesso do trecho norte foram executadas somente 17,24%

    das obras de melhoramento previstas em contrato. O traba-lho sobre o trecho sul elevou a previso da concluso total da duplicao, incluindo as obras de arte, para o final de 2017. Os estudos foram realizados com o apoio do CREA/SC.

    O documento foi entregue no incio de agosto ao Mi-nistrio dos Transportes, Departamento Nacional de Infraes-trutura e Transporte (DNIT), Agncia Nacional de Transpor-tes Terrestres (ANTT) e bancada catarinense.

    BR-101 NorteEmbora s tenham sido executadas 17,24% das obras

    de melhoria previstas, em 2012 a receita da concessionria nos 382 quilmetros entre Palhoa e Curitiba com pedgio somou R$ 174,1 milhes, valor 11,1% superior ao registrado em 2011. No perodo, passaram 123 milhes de veculos pelas praas de pedgio. A tarifa, que em fevereiro de 2008, quando se iniciou o contrato de concesso, era de R$ 1,28, passou para R$ 1,70 em fevereiro de 2013.

    Isso contempla a variao da inflao pelo IPCA e as revises que so feitas para assegurar o equilbrio financei-ro do contrato (considerando investimentos realizados pela concessionria e os valores pagos pelos usurios). O estudo sugere que nessas reprogramaes que definem a tarifa, rea-

    BR-101

    Presidente da Fiesc, Glauco Jos Crte, durante coletiva de imprensa para apresentar o estudo

    Filipe Scotti

  • 14 Agosto 2013 Economia&Negcios

    lizadas no mbito do Programa de Explorao da Rodovia (PER), da ANTT, seja considerada a falta de cumprimento do contrato por parte da concessionria. Defende tambm que sejam exigi-dos os investimentos no realizados.

    Para o presidente da Fiesc, Glauco Jos Crte, urgente o incio do processo de implantao de novas pistas no sentido norte (Florianpolis - Curitiba). As atuais j esto saturadas e, em alguns trechos, como entre Joinville e Curitiba, o uso j quase o dobro da capacidade, afirma.

    Em relao conservao, nos registros tcnicos constam os resultados de anlises feitas por empresa especializada, contra-tada pelo Tribunal de Contas da Unio (TCU), em que se deduz que as irregularidades do pavimento aumentaram muito desde abril de 2008. Alm disso, a rodovia est apresentando sinais de degradao, por ausncia de recuperaes efetivas no perodo.

    O documento destaca que a Autopista tem optado fre-quentemente por aplicaes de camadas de microrrevestimen-tos para melhorar provisoriamente as condies do asfalto, em vez de recuperar a estrutura do pavimento. Agora, depois disso, talvez voc entenda melhor porque est parado no meio da tar-de em algum lugar da rodovia perdendo tempo e dinheiro.

    Esse um trecho da BR-101 sul, perto de Tubaro, quase ao lado de Cricima, duas cidades importantes na economia e prejudicadas por atrasos em obras na rodovia

    BR-101

    Estatsticas PRF/SC

    Local N acidentes com morte no local do acidente

    Morro dos Cavalos 697 acidentes, com 19 mortes Travessia Urbana de Laguna 743 acidentes, com 23 mortes Transposio do Morro do 485 acidentes, Formigo com 12 mortes

    Contorno de Ararangu 889 acidentes, com 27 mortes

    Em 16 meses 2.814 acidentes, com 81 mortes, no local

  • Melhorias? Quase nadaQuanto s melhorias na rodovia, os 30 quilmetros

    de terceiras faixas para ampliao da capacidade, previstos inicialmente para estarem concludos at fevereiro de 2012, foram adiados para fevereiro de 2013. No entanto, somen-te agora, anos depois, as obras esto sendo iniciadas.

    A implantao da ala de contorno de Florianpolis, que deveria ter sido concluda em fevereiro de 2012, foi empurrada para fevereiro de 2015 e ter que ser revista por causa da construo de um conjunto habitacional na fai-xa de domnio do projeto original. Isso vai exigir alteraes significativas no novo traado, inclusive com a construo de seis tneis.

    So obras que exigiro grandes investimentos, os quais, apesar de solucionar parcialmente o problema de mobilidade na regio metropolitana da Capital, ao desviar 18 mil veculos por dia do trfego de longa distncia, traro impacto significativo na tarifa bsica de pedgio e nas pre-vises oramentrias. A previso inicial de investimento no contorno era de R$ 343,2 milhes, mas deve aumentar bastante.

    O documento registra tambm que as constantes prorrogaes das concluses das obras das vias marginais e ruas laterais programadas para Biguau, Porto Belo, Itape-ma, Balnerio Cambori, Itaja, Navegantes, Piarras, Barra Velha, Joinville, Garuva e So Jos dos Pinhais, tm acarreta-do prejuzos significativos na fluidez do trfego e insatisfao dos usurios, proprietrios e empreendedores s margens da rodovia.

    Duplicao total da BR-101 Sul s no final de 2017A Fiesc tambm fez novo estudo sobre a atual situ-

    ao do trecho sul da BR-101, que vai de Palhoa divisa com o Rio Grande do Sul (238,5 quilmetros de extenso). A previso que a concluso total da obra, inclusive com a construo das obras de arte pendentes, na melhor das hipteses, ser no final de 2017. Essa estimativa s ser confirmada se as publicaes dos editais de transposio do Morro dos Cavalos forem realizadas no quarto trimestre de 2013. Em novembro de 2012, estimava-se a concluso da

    obra no primeiro semestre de 2017.Ao fim do estudo ainda estavam sem liberao para o

    trfego 20,5 quilmetros de duplicao, que corresponde a 8,6% da extenso global da duplicao (238,5 km), exigindo ainda investimentos estimados da ordem de R$1,2 bilho, montante equivalente a 64% do total investido at aquele momento (R$1,9 bilho). A disparidade entre o pequeno trecho em contraste com o alto valor se d pela complexi-dade das obras de engenharia necessrias para a realizao dos trabalhos, explicou Crte

    Laguna um gargaloEm Laguna encontra-se a maior obra de arte contra-

    tada da duplicao do trecho sul. a transposio da La-goa de Cabeuda e do Canal Laranjeiras, com extenso de 2.815 metros e prazo de concluso de 1.080 dias, conta-dos a partir de maio de 2012 e com concluso prevista para maio de 2015. A obra faranica e caminha lentamente.

    As obras de duplicao do trecho sul tiveram seus contratos firmados a partir de novembro de 2004 e ainda esto pendentes de contratao as obras de transposio do Morro dos Cavalos (extenso de trs quilmetros) e as de reforo e alargamento da antiga ponte sobre o Rio Tu-baro (ponte Cavalcanti). Com Laguna, esses so os trs principais gargalos de Palhoa a entrada de Torres (RS).

    O presidente da Fiesc, Glauco Jos Crte, destaca que a entidade tem demonstrado, h muitos anos, sua preocupao com o ritmo de desenvolvimento e com os atrasos das contrataes das obras remanescentes de dupli-cao da BR-101 sul. Nossos estudos comprovam que a regio Sul deixou de gerar, at dezembro passado, riquezas equivalentes a R$ 32,7 bilhes, somente com a perda de vantagem competitiva e o custo econmico proveniente do atraso da obra, sem considerar os custos sociais relativos aos acidentes e mortes na rodovia, diz.

    Contraponto A Revista Porturia entrou em contato com as asses-

    sorias de comunicao do DNIT, responsvel pelas obras de duplicao do trecho sul, e Autopista Litoral Sul, conces-sionria do trecho norte, mas ambas informaram que vo analisar o estudo da Fiesc para depois se manifestarem.

    BR-101

    Economia&Negcios Agosto 2013 15

  • 16 Agosto 2013 Economia&Negcios

    A insuficincia de armazns um problema crnico que se mani-festa a cada nova safra agrcola catarinense. A Organizao das Coo-perativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) quer o apoio do governo para mudar essa realidade: a atual capacida-de de armazenagem de cereais de pouco mais que 4 milhes de toneladas para uma produo de 7,5 milhes de gros, gerando um dficit de 40% das necessidades.

    De acordo com o presidente da Ocesc, Marcos Antnio Zordan, o problema atinge as 53 cooperativas agropecurias filiadas e seus 63.000 produtores rurais associados. Essas co-operativas dispem de silos e armazns prprios para 2,1 milhes de toneladas de gros o que, somadas s unidades terceirizadas (178 mil toneladas), totaliza uma capacidade total de armazenagem do sistema cooperativista em 2,3 milhes de toneladas.

    O dirigente enfatiza que as cooperativas so, pratica-mente, as nicas a investir: nos ltimos anos elas destinaram cerca de R$ 150 milhes de reais, ampliando a capacidade instalada em 250.000 toneladas.

    Levantamento da Ocesc concluiu que so necessrios 42 novos armazns em 41 cidades, operados por 22 coo-perativas agropecurias com capacidade total de aproxima-damente 520.000 toneladas, o que exigir investimentos da ordem de 246 milhes de reais.

    Zordan resume a reivindicao do setor produtivo: Precisamos estimular concretamente a ampliao da rede de armazns atravs de linhas especficas de crdito para construo, compra de equipamentos e reforma de unidades existentes, alm de incentivar a armazenagem na proprieda-

    de. Para tanto necessrio a abertura de linhas de financiamento atravs do sistema de crdito rural com prazo de vinte anos para pagamento com juros menores que os praticados no momen-to, para a construo de armazns.

    A falta de armazns um proble-ma estrutural com profundos reflexos no nvel de renda dos produtores. Como os armazns disponveis so insuficien-tes para receber e estocar a produo, uma das alternativas para amenizar essa dificuldade a exportao dos produtos para outros pases, especialmente o mi-lho, para posterior importao de outros estados para atender as necessidades, pois o Estado grande consumidor de gros. Com esta operao Santa Cata-rina perde em arrecadao j que sobre

    o produto exportado no incide ICMs. Na internao de produtos de outros Estados gerado crdito do imposto.

    A Ocesc constatou que o problema atinge a todos os atores da cadeia produtiva. Com insuficincia de armazns, o produtor obrigado a vender o produto agrcola em ple-na safra, momento em que os preos esto naturalmente em queda em razo da alta oferta. A indstria tambm sofre prejuzos porque v a matria-prima ser exportada, saben-do que ter, mais tarde, que reimport-la para o processo industrial, pagando mais caro. Ao final, o consumidor pagar mais pelo alimento seja carne, leite ou cereais.

    O investimento elevado, o retorno muito lento e os encargos financeiros so altos em face da sua natureza operativa. O sistema reivindica que o governo do Estado cubra 100% das despesas com juros dos financiamentos para armazenagem, retomando o programa que existia no passado.

    Ocesc quer ampliar a capacidade de armazenagem de gros em SC

    Presidente da Ocesc, Marcos Antnio Zordan

  • 18 Agosto 2013 Economia&Negcios

    Quando teve incio o boom da construo civil em Balne-rio Cambori, em meados dos anos 90, poucos imaginavam que em to pouco tempo a cidade abrigaria os maiores arranha-cus do Brasil. Mas foi o que aconteceu. No dia 27 de julho, o Villa Serena Home Club foi inaugurado oficialmente na capital catarinense da construo civil.

    O novo empreendimento da construtora Embraed, o Villa Serena, o maior prdio exclusivamente residencial do pas, segundo o Conselho de Edifcios Altos e Habitat Urbano (CTBUH), que o centro de arranha-cus, sendo a principal fonte de informao confivel sobre edifcios altos. A edificao possui duas imponentes torres de 160 metros, divididas em 46 andares.

    A altura do edifcio causa impacto. Mas no s ela. O hall de entrada de imponncia singular, com p direto de 16 me-tros, o equivalente a quatro andares. A rea de lazer e descanso parece um clube - disponvel 24 horas aos proprietrios.

    De acordo com a Embraed, 70% das unidades j foram vendidas, e a procura grande. Privilegiamos a altura e acabou se tornando o prdio residencial mais alto do pas, disse o em-presrio Rogrio Rosa, dono da construtora.

    VisualSegundo o engenheiro responsvel pela obra, Ernandi

    Fey, o edifcio tem peso aproximado de 65.000 toneladas, com um nmero de 164 apartamentos, sem falar da vista impressio-nante para o mar e s belezas de Balnerio Cambori e regio, j que possvel avistar dos andares superiores Itaja e Nave-gantes. Para os blocos de fundao foi utilizado concreto pr-resfriado, ideal para grandes obras. A temperatura foi controlada

    Maior edifcio residencial do Brasil inaugurado em

    Balnerio Cambori

    PERTO DO CU

    A festa do dia 27 de julho foi digna dos grandes empreendimentos da Embraed

    O hall de entrada do edifcio tem um

    imponente lustre que pesa mais de 450 quilos

    Fotos: Diogo R

    amos

  • nos primeiros sete dias, em seis pontos diferentes, contou Ernandi.

    Nmero 1 em alturaOs 160 metros de altura do Villa

    Serena o colocam na honrosa primeira posio no ranking de maiores edifcios residenciais do Brasil. Ao menos pelos prximos meses. Sim, porque na cons-truo civil de Balnerio Cambori ar-riscado acreditar que o ranking das alturas se manter inalterado por muito tempo. Afinal, Balnerio Cambori a cidade brasileira dos arranha-cus e das grandes construtoras. Essa conjuno de fatores tambm valoriza e muito os empre-endimentos na hora do cliente efetuar a compra.

    Comprar um apartamento no re-sidencial Villa Serena requer um investi-mento que gira entre R$ 1,8 e 2,3 mi-lhes, ou uma mdia de R$ 7.000 por metro quadrado. O mercado imobilirio de Balnerio Cambori um dos que mais cresce em Santa Catarina. Dessa forma j existem projetos de outras cons-trutoras para prdios ainda mais altos do que o atual maioral.

    O rankingA lista dos prdios mais altos do

    mundo feita pelo Skyscrapper Center, que rene dados de arranha-cus pelo mundo e um brao do (CTBUH). frente do Villa Serena existem quatro edifcios mais altos no Brasil, trs em So

    Economia&Negcios Agosto 2013 19

    Por dentro do gigante de concreto

    160 metros de altura

    20 mil toneladas de concreto

    46 pavimentos, sendo que 41 so residenciais

    60 mil metros quadrados

    450 trabalhadores atuaram na obra

    Perodo da obra de novembro 2007 a dezembro 2012

    164 apartamentos

    O edifcio o 18 maior da Amrica do Sul

    O edifcio o 3 maior do Brasil, entretanto, os dois primeiros, localizados em So Paulo, so condomnios de escritrios

    So sete espaos para festas, entre churrasqueiras, espao gourmet e sales para at 150 pessoas

    O prdio tem salo de beleza, espaos de relaxamento com ofurs e salas para massagem

    Para quem malha e no quer sair de casa, h trs opes de academias, incluindo um estdio de Pilates e sala para artes marciais

    Entre a suntuosa decorao do ambiente, destaque para um lustre de 450 quilos e 5 metros de altura, o equivalente a quase dois andares, com 365 lmpadas

    O prdio no fica na Avenida Atlntica, mesmo assim uma passagem leva at a beira da praia

    O dono da construtora Embraed, Rogrio Rosa (com microfone), entregando pessoalmente unidades

    j vendidas do maior edifcio residencial do Brasil

  • PERTO DO CU

    20 Agosto 2013 Economia&Negcios

    Paulo - Palcio W. Zarzur (170m), Edifcio Itlia (165m) e Alti-no Arantes (161m) - e um no Rio de Janeiro - Rio Sul Center (163m), porm, os concorrentes do Sudeste so todos edifcios comerciais, diferente da maioria dos gigantes do Litoral Norte catarinense.

    A lista do Skyscrapper diz ainda que trs edifcios residen-ciais em construo em Balnerio Cambori podero disputar o topo da lista quando estiverem prontos. O Infinity Coast Tower, com 240 metros, o Sky Tower, com 210 metros e o Alameda Jardins Residence, com 170 metros. Esses trs edifcios so da construtora FG Empreendimentos, concorrente da Embraed no mercado de luxo.

    Cerimnia de entrega do Villa Serena reuniu a nata da sociedade do Litoral Norte catarinense

    Outras curiosidadesPrincipais materiais utilizados

    Ao: 2.000 ton

    Concreto: 23.000 m

    Blocos Cermicos/Sical: 2,3 milhes

    Cimento: 2.500 ton

    Pisos e Porcelanato: 47.600 m

    Argamassa: 2.600 ton

    Pastilhas de Porcelana: 44.000 m

    Tubos de PVC: 41 km

    Conexes PVC: 13.500 un

    Fios e Cabos Eltricos: 520 km

    Tomada/Interrup/Disjuntores: 75.000 un

    Gesso: 13.350m

    Tinta (Geral): 39.000 Latas

    Vista de Balnerio Cambori a partir do heliponto do Villa Serena Home Club

    Novo edifcio de 82 andares deve ser lanado ainda este anoDurante coletiva de imprensa realizada pouco an-

    tes da inaugurao do Villa Serena, o dono da Embraed, Rogrio Rosa, anunciou que este ano pretende lanar o projeto de um novo edifcio de 82 andares, com mais de 300 metros de altura, que ser construdo em um terreno localizado na Barra Sul, tambm em Balnerio Cambori.

  • 22 Agosto 2013 Economia&Negcios

    A pesca, o porto, regatas internacionais e belas praias. Itaja conhecida por tudo isso, porm, o vasto interior do municpio esconde outras precio-sidades que vo desde o trabalho rduo de agricultores, passando pela natureza intocada e chegando produo de vinhos. Vinhos produzidos no Litoral? Exatamente.

    Pouco mais de 10 quilmetros distante do Centro, no alto de uma colina no bairro Itaipava, na zona rural da cidade, funciona a Villa Prando Vincola. O local, resultado da histria de vida e da dedicao do engenheiro agr-nomo Honrio Francisco Prando, onde se encontram a qualidade dos vinhedos de altitude com a sensibilidade das terras litorneas, segundo palavras do prprio Pran-do.

    Localizada no nmero 1224 da Alameda Mata Atlntica, os vinhos elaborados e engarrafados artesanal-mente por Prando so degustados em grande quantidade por um nmero cada vez maior de apreciadores da be-bida. Gente que se desloca de todo Brasil e at de pases do exterior para experimentar a vinicultura praticada por Prando no Litoral Norte. Afinal, o vinicultor sempre pre-zou pela qualidade dos vinhedos de altitude, sem deixar de lado as peculiaridades nicas do litoral catarinense, ou seja, buscou na divergncia dos contrrios a mais bela harmonia.

    Aqui elaboramos vinhos finos de alta qualidade, dentro da norma de rastreabilidade, com seleo rigo-rosa de vinhedos localizados nas altitudes do Planalto Ca-tarinense, na regio de So Joaquim, e tambm na Serra

    Quem disse que em Itaja no se produz

    vinho?POIS NA CIDADE QUE SE ENCONTRA A NICA

    VINCOLA DO LITORAL DE SANTA CATARINA

    Em 2013, os clientes que desejarem degustar e harmonizar os vinhos da Villa Prando tem a opo de, na prpria sede da vincola, desfrutar de um espao preparado para grupos de at 35 pessoas

    Fotos: Leonardo Thom

  • gacha, na regio de Guapor, conta o vinicultor, que costuma colher a uva manualmente nas parreiras serranas, escolhendo a dedo cacho por cacho. As variaes da fruta que ele utiliza nos vinhos so Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Carmenre, Malbec e Chardonay esta ltima usada nos vinhos brancos e espumantes -, tambm bastante procurados.

    Apenas a colheita da uva no feita em Itaja. Depois de colhida, a fruta transportada sempre noite da Serra para o Litoral. Chegando Villa Prando, a uva vai direto para a macera-o, que dura de 10 a 15 dias. Com 23 tanques de ao inox e outros tantos barris de carvalho procedentes da Frana e dos Estados Unidos -, a bebida aps esse perodo passa pela fermen-tao alcolica em temperatura controlada dentro da vincola. A temperatura dentro da vincola fica sempre entre 15 e 18 graus, revela Prando.

    O gosto pelo vinho acompanha Honrio Prando desde a mais tenra idade, na poca de criana em Lacerdoplis, no Meio Oeste de Santa Catarina. A produo visando comercializar a be-bida comeou em 2009. Em 2013, os clientes que desejarem degustar e harmonizar os vinhos da Villa Prando tem a opo de, na prpria sede da vincola, desfrutar de um espao preparado para grupos de at 35 pessoas. Estamos aqui de segunda a sba-do, em horrio comercial, para receber pessoas para conhecer a vincola e os nossos vinhos, convida Prando, dizendo que para fazer degustao necessrio agendar horrio pelo telefone (47) 3348-5710.

    O prmio Os vinhos produzidos na Villa Prando custam entre R$ 22

    a R$ 70. Para os apreciadores da bebida, uma visita guiada pelo prprio vinicultor mostra todas as etapas na produo do vinho. Tanta persistncia j comea a render frutos para a Villa Prando. Neste ano, a vincola foi agraciada com a medalha de ouro no Concurso Mundial de Vinhos, realizado no Costo do Santinho, em Florianpolis, e no qual os jurados eram todos estrangeiros, muitos oriundos de pases que so tradicionais produtores de vinho, como Chile, Argentina e Frana. A vincola venceu com o vinho Villa Prando Gracciato, um Cabernet Sauvignon amadure-cido em barris de carvalho francs. O nome Gracciato alusivo amizade. Ele apresenta cor intensa, viva, e harmoniza perfeita-mente com pratos de sabor intenso, como carne de cordeiro e massas, explica.

    Economia&Negcios Agosto 2013 23

    O gosto pelo vinho acompanha Honrio Prando desde a mais tenra idade, na poca de criana em Lacerdoplis, no Meio Oeste de Santa Catarina

    Os vinhos produzidos na Villa Prando custam entre R$ 22 a R$ 70

    A vincola tem 23 tanques de ao inox e outros tantos barris de carvalho

  • 24 Agosto 2013 Economia&Negcios

    As negociaes para Florianpolis sediar o Seminrio das Equipes, evento oficial da programao pr-Copa do Mundo 2014, entraram em uma nova etapa. O governador Raimundo Colombo (PSD) e o prefeito Cesar Souza Jnior (PSD) receberam, no dia 29 de julho, o diretor-executivo do comit organizador da Copa, Ricardo Trade; o diretor-geral da Fifa no Brasil, Ron Del Mont; e o represen-tante do secretrio-geral da Fifa no Brasil, Eric Lovey.

    O Seminrio das Equipes ser realizado em fevereiro de 2014 e receber as delegaes dos 32 pases que parti-cipam do torneio, incluindo os tcnicos das Selees, alm da mdia internacional. Durante trs dias, os grupos sero orientados sobre questes envolvendo reas como logstica de transporte, segurana e infraestrutura durante os jogos oficiais. O Seminrio das Equipes considerado o segundo maior evento pr-Copa do Mundo, atrs apenas do sorteio dos grupos, programado para ser realizado em dezembro, na Bahia.

    um evento muito importante para o Estado. Junto s delegaes, estaro representantes de toda a imprensa mun-dial e isso traz uma grande repercusso para Santa Catarina e para Florianpolis. Estamos empenhados e muito otimistas, achamos que o Estado vai ganhar a realizao desse even-to. Estamos prontos, Governo de Estado e prefeitura, para oferecer as condies necessrias, afirma o governador Rai-mundo Colombo, destacando que o turismo catarinense tem

    O Mundial no vem, mas quem sabe...

    AVANAM AS NEGOCIAES PARA SANTA CATARINA SEDIAR EVENTO PR-COPA DO MUNDO 2014

    James Tavares/SEC

    OM

    hoje uma participao de 12% no PIB do Estado. Confirma-da a realizao em Santa Catarina, o Governo do Estado e a prefeitura no investiriam recursos pblicos, mas ofereceriam apoio logstico e de segurana para as delegaes e para a imprensa.

    O governador lembra que as negociaes para Santa Catarina sediar o evento comearam h dois anos. O ob-jetivo da Fifa de que a Copa do Mundo no se restrinja s 12 cidades-sede dos jogos do Mundial, acrescenta Ricardo Trade, do comit organizador.

    Alm da reunio com o governador Colombo e o pre-feito Cesar, a comitiva fez uma primeira visita oficial em trs hotis pr-selecionados para sediar o evento: o Majestic Pala-ce Hotel, na Avenida Beira-Mar Norte, no Centro; o Costo do Santinho Resort, no Norte da Ilha; e o IL Campanario Villagio Resort, em Jurer Internacional, tambm no Norte da Ilha. O Seminrio das Equipes pode ser realizado tanto em um nico hotel, como ter sua programao dividida em mais de um estabelecimento. Nas prximas semanas, uma nova comitiva, desta vez composta por profissionais tcnicos da comisso organizadora, voltar a visitar Florianpolis e os trs hotis pr-selecionados, avaliando a logstica e a estrutura f-sica disponvel nos estabelecimentos. A expectativa divulgar o resultado da seleo no final de outubro.

    O prefeito Cesar Souza Jnior lembrou que Floria-npolis hoje a terceira cidade do pas em promoo de turismo de eventos, atrs apenas de So Paulo e do Rio de Janeiro. A cidade conta com 28 mil leitos de hotis. Temos tradio em receber grandes eventos. A cidade sabe receber e recebe muito bem os turistas, destacou.

    Paralelamente s negociaes para sediar o Seminrio das Equipes, Santa Catarina tambm est em tratativa para ser sede de treinamento de diferentes Selees confirmadas no Mundial.

    O governador lembra que as negociaes para Santa Catarina sediar o evento comearam h dois anos

  • Economia&Negcios Maio 2013 27

  • 26 Agosto 2013 Economia&Negcios

    A Coopercentral Aurora Alimentos, de Chapec, obteve a mdia de 15 mil toneladas por ms em exportaes de carnes no primeiro semestre deste ano: totalizou 92,9 mil toneladas em embarques de janeiro a junho, com incremento de 31% em volumes e crescimento de 45% em receitas (R$ 483,4 milhes).

    As exportaes de carne de frango somaram 64.674 to-neladas (aumento de 33,2%) e resultaram em R$ 333,7 milhes, com crescimento de 55,3% na receita. As vendas de carne suna da Aurora no mercado mundial subiram para 23.775 toneladas e 140,6 milhes de reais, com evoluo de +16% em volumes e +25,6% em divisas. Tambm foram exportadas, no perodo, 3.399 toneladas de matria-prima (R$ 5,2 milhes) e 1.115 to-neladas de industrializados (R$ 3,7 milhes).

    De acordo com o presidente Mrio Lanznaster, o seg-mento do frango registrou o maior crescimento, refletindo as re-centes incorporaes das plantas industriais do Frigorfico Aurora

    Guatambu, ex-Bon-dio (FAG) e Frigor-fico Aurora Xaxim, ex-Diplomata (FAX). Essa expanso da capacidade produti-va permitiu ampliar as exportaes para clientes j tradicio-nais da Aurora e para novos que se incor-poraram a carteira dos seus parceiros comerciais. Tambm

    contribuiu para que muitos avicultores pudessem permanecer com sua atividade produtiva, atravs desses frigorficos.

    O gerente geral de exportao Dilvo Casagranda observa que, durante todo o primeiro semestre, o mercado mundial per-maneceu estvel, sem grandes alteraes no consumo e com a oferta relativamente controlada. No final do semestre, houve

    certa retrao do mercado domstico e as empresas tiveram al-guma dificuldade de escoar os volumes ofertados, exps.

    O crescimento do volume de matrias-primas est base-ado, principalmente, nas exportaes de carne mecanicamente separada (CMS) de aves que, anteriormente, as plantas incor-poradas da Aurora utilizavam nos produtos industrializados. Ago-ra, aproveitando um mercado que aquelas plantas j detinham, passou-se a exportar estes excedentes.

    De outro lado, no primeiro semestre de 2013 a carne suna continuou enfrentando dificuldades mercadolgicas, o que inviabilizou crescimento mais expressivo. A Argentina continuou restringindo a liberao de licenas de importao: o Brasil ex-portava em torno de 3,5 mil toneladas por ms e baixou para mil. A Ucrnia, importante importador de carne suna brasileira, fechou temporariamente o mercado de maro a junho. Tudo isso resultou em um semestre extremamente difcil para as ex-portaes brasileiras de carne suna, salienta o gerente geral.

    Todos os produtores sentiram as dificuldades de um mer-cado complicado para a carne suna, mas, felizmente, no final do semestre, o retorno das exportaes para a Ucrnia e a oficiali-zao da abertura do mercado japons para as exportaes de carne suna de SC animaram a cadeia produtiva, diz. E conclui: Mesmo assim, temos que ter os ps no cho, pois o mercado no est com crescimento de demanda. Em muitos deles sequer tivemos a recuperao das economias e das importaes de car-nes, o que faz com que os negcios aconteam de forma lenta.

    ExpressoUma das poucas grandes empresas de Santa Catarina com

    capital 100% catarinense a Coopercentral Aurora Alimentos. Entre as indstrias do segmento de carnes, a terceira marca mais referenciada em todo o Brasil. Possui 20 mil colaboradores, abate 700 mil aves por dia (deve chegar a 1 milho at o final deste ano) e 14,5 mil sunos diariamente. Processa 1,5 milho de litros de leite por dia. Tem mais de 100 mil clientes em todo o Brasil e exporta para 60 pases. Suas aes sociais e assistenciais atingiram 130 mil pessoas em 2012.

    INDSTRIADO CAMPO

    EXPORTAES DA AURORA CRESCEM 45% NO PRIMEIRO SEMESTRE

    O presidente Mrio Lanznaster observa

    que o Brasil tem poder competitivo

    lastrado em sanidade, estrutura

    de plantas industriais modernas, preo,

    qualidade e tradio de pontualidade

  • 28 Agosto 2013 Economia&Negcios

    A ArcelorMittal Vega comemorou no ltimo ms de ju-lho 10 anos de operao. De acordo com a empresa, sua trajetria marcada pela viso empreendedora, qualidade dos produtos, inovao e sustentabilidade - con-ceito que esteve presente em todas as etapas de construo do parque fabril. Desde a fabricao da primeira bobina, a empresa j produziu mais de 9 milhes de toneladas de ao e aumentou sua capacidade inicial de 800 mil para 1,4 milho de toneladas por ano, com a operao da linha Galvanizao 2, em 2010.

    Ao se instalar em So Francisco do Sul, a ArcelorMittal Vega criou um polo de negcios dinmico, desenvolvendo empregados, contratados e fornecedores para as atividades do setor siderrgico e capacitando-os com a forte poltica de segurana, sade e meio ambiente adotada pelo grupo. Ope-rando com avanados processos de decapagem, laminao e galvanizao, a empresa especializada na transformao de aos planos, recebendo a matria-prima da ArcelorMittal

    Tubaro, localizada na regio metropolitana da Grande Vitria (ES). Os produtos so destinados principalmente a indstrias automobilsticas, de construo civil e eletrodomsticos.

    Para o Grupo ArcelorMittal, a unidade em So Fran-cisco do Sul exemplo de qualidade e eficincia, alcanando logo no incio da operao sua plena capacidade, aponta Fer-nando Ribeiro Teixeira, Gerente Geral da ArcelorMittal Vega. Nesses 10 anos de operao, ns estabelecemos uma forte relao com os clientes, pautada pela qualidade e tecnologia dos produtos. A nossa vantagem competitiva est no desen-volvimento de novas solues, como os aos do programa S-in Motion. Alm disso, o crash test, teste de coliso realiza-do nos veculos para determinar a segurana aos ocupantes, agora obrigatrio no Brasil, acrescenta.

    A ArcelorMittal Vega gera cerca de 600 empregos diretos e 600 indiretos nas quatro empresas parceiras, que formam o Condomnio Vega. Em janeiro deste ano, com investimentos de US$ 10 milhes e visando o mercado au-

    INDSTRIAArcelorMittal Vega completa 10 anos

    de operao em Santa Catarina

    Fernando Ribeiro Teixeira, Gerente Geral da ArcelorMittal Vega diz que a unidade de So Francisco

    do Sul exemplo de qualidade e eficincia

    Divulgao

  • Economia&Negcios Agosto 2013 29

    tomotivo, a empresa colocou em funcionamento um novo sistema de ps-tratamento na linha de Galvanizao 1. Essa tecnologia permite que as montadoras tenham mais facilidade na estampagem das peas por diminuir o atrito entre a chapa e a prensa, aumentando a produtividade. Da sua produo total de ao galvanizado, a perspectiva da ArcelorMittal Vega fornecer 20% com ps-tratamento at 2014.

    Liderana tecnolgicaA adoo de aos leves e, ao mesmo tempo, de alta

    resistncia pelas montadoras que desejam produzir veculos mais leves e seguros j realidade na indstria brasileira. E para assegurar o fornecimento dessa importante matria-prima o Grupo ArcelorMittal desenvolveu um conjunto de solues para o setor. Na rea de aos planos, esses aos especiais - Advanced High Strength Steel (AHSS) - usado nas carrocerias, portas e chassis, permitem reduzir o peso de um veculo de passeio em at 20%, mantendo o mesmo cus-to de produo e fazem parte do projeto denominado S-in Motion.

    Por sua forte presena neste segmento, a ArcelorMittal Vega configura-se como importante brao tecnolgico e pro-dutivo, concretizando o projeto S-in Motion no Brasil. Alm de garantir mais leveza aos veculos, o material aumenta os nveis de segurana, mantm o custo do produto final e con-tribui por gerar menos impacto ao meio ambiente, reduzindo at 6,2 gramas de CO2 por quilmetro rodado. O S-in Mo-tion foi desenvolvido em diversos laboratrios da ArcelorMit-tal pelo mundo, consumindo um aporte total de US$ 150 milhes. Essa nova tecnologia j representa de 8% a 10% do volume total de ao consumido na produo de veculos no Brasil. A previso que o volume chegue a 25% em 2025.

    Logstica inovadoraPor rodovia, ferrovia ou transporte martimo, a Ar-

    celorMittal Vega viabilizou um sistema inovador de logstica, utilizando os trs modais de forma estratgica para garantir a competitividade do negcio e a agilidade do fornecimento, tanto na recepo da matria-prima, vinda do Esprito San-to, como no embarque do produto para o mercado. Outros benefcios desse modelo so a segurana no transporte e a

    maior conservao da infraestrutura viria, alm de evitar a emisso de gases poluentes, congestionamentos e acidentes nas estradas.

    O Sistema de Bar-caas Ocenicas, consti-tudo de quatro barcaas e dois empurradores, fun-ciona como uma ponte entre o porto do Esprito Santo e o de So Francis-co do Sul, interligando a ArcelorMittal Vega e Ar-celorMittal Tubaro. J os Vages Bobineiros levam as bobinas beneficiadas aos Centros de Distribuio da empresa. S em 2012, foram embarcadas da ArcelorMittal Tubaro para a ArcelorMittal Vega pouco mais de 1,7 milho de toneladas de bobinas, via sistema de barcaas e navios. Para este volume, a empresa retira das estradas mais de 70 mil caminhes que, se enfileira-dos, chegariam distncia de 2,1 mil quilmetros, ou seja, a distncia de So Francisco do Sul a Porto Seguro, na Bahia.

    Transformao na economiaH 10 anos So Francisco do Sul, localizada no Nor-

    te de Santa Catarina considerada a terceira cidade mais antiga do Brasil, ganhou uma nova atividade, diversificando o pilar econmico formado at ento por movimentaes porturias, turismo e agricultura. Com o incio das operaes da ArcelorMittal Vega, em julho de 2003, a cidade de belas paisagens e monumentos histricos descobriu a vocao no ramo siderrgico e hoje possui um polo de negcio dinmico e privilegiado.

    A escolha por So Francisco do Sul para montar uma das mais modernas unidades de transformao de aos pla-nos do mundo deveu-se a localizao estratgica em relao s montadoras do Sul e Sudeste do pas e do Mercosul e proximidade ao porto, ferrovia e rodovia. Para a implantao da ArcelorMittal Vega foram investidos US$ 420 milhes, o maior investimento privado j realizado na histria de Santa Catarina. Em 2010, a empresa colocou em operao uma

    Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    INDSTRIA

    Ao se instalar em So Francisco do Sul, a ArcelorMittal Vega criou um polo de negcios dinmico, desenvolvendo

    empregados, contratados e fornecedores para as atividades

    do setor siderrgico

  • 30 Agosto 2013 Economia&Negcios

    nova linha, a Galvanizao 2, com aporte de US$ 76 mi-lhes.

    Presena na comunidadeEm sua histria, a ArcelorMittal Vega promove diver-

    sas aes voltadas ao desenvolvimento local. At 2012, a empresa destinou R$ 15,6 milhes para projetos sociais vol-tados s reas de educao, sade, cultura, desenvolvimen-to comunitrio e meio ambiente em So Francisco do Sul.

    Entre os projetos com maior destaque esto a construo de unidades de sade e educao, a revitalizao do Cine Teatro XV de Novembro e do Museu Nacional do Mar, o Concurso Escolar, que desde 2001 mobiliza anualmente os mais de 6

    mil alunos das escolas pblicas de So Francisco para pro-mover a conscientizao ambiental, e o Panorama Cultural, que patrocina espetculos de teatro, msica e dana para a comunidade a custos subsidiados.

    A ArcelorMittal Vega investiu e acompanhou de perto a construo de seis unidades de Estratgia Sade da Famlia (ESF), da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas e do Hospital Municipal Nossa Senhora da Graa, inaugura-do ano passado. Essas estruturas proporcionam uma verda-

    deira transformao no atendimento de sade aos cidados e turistas de So Francisco do Sul.

    Viso sustentvelDo estudo da viabilidade ao incio das obras e inau-

    gurao oficial, a empresa foi concebida por uma viso ino-vadora que levou em conta todos os aspectos do desen-volvimento sustentvel. O sistema de gesto ambiental da ArcelorMittal Vega est baseado nos requisitos da norma ISO 14.001, realizando o reaproveitamento da gua e mo-nitoramento de chamins e resduos slidos. A empresa re-aproveita e comercializa 100% do xido de ferro, um dos principais subprodutos que resultam da fabricao do ao, e recircula 98,8% de toda a gua destinada s reas fabris.

    O seu parque fabril, que forma o Condomnio Vega, rodeado pela Reserva Particular do Patrimnio Natural (RPPN), inaugurada pela empresa em 2002 com a finalida-de de preservar a diversidade biolgica da regio. A RPPN ocupa uma rea de 760 mil metros quadrados de Mata Atlntica e conta com trilha, centro de educao ambiental, viveiro de mudas e horta medicinal. O foco da Arcelor-Mittal Vega para os prximos anos trabalhar para manter o market share, na faixa dos 34% a 37%, especialmente porque nossa capacidade instalada j est preparada para atender as demandas do mercado, crescendo no volume de ao fornecido, mas mantendo a estabilidade percentual de nossa participao no segmento, conta o Gerente Ge-ral da empresa.

    INDSTRIA

    A satisfao dos colaboradores a prova cabal do bom trabalho da empresa em Santa Catarina e no Brasil

    Divulgao

  • PORTOS DO BRASIL

    Economia&Negcios Agosto 2013 31

    COMUNICAOAPM Terminals lana novo modelo de Town Hall

    com participao do prefeito de ItajaA participao do prefeito de Itaja, Jandir Bellini, na

    reunio entre colaboradores e diretoria da APM Terminals, empresa arrendatria de dois beros do Porto de Itaja, lan-ou um novo conceito para o Town Hall. Os encontros, que acontecem quatro vezes ao ano, passaro a contar com a participao de autoridades que no fazem parte do quatro de colaboradores do terminal. Inicialmente os encontros eram organizados para estabelecer um canal de comunicao direto entre o superintendente, Ricardo Ar-ten, e o quadro de funcionrios do terminal.

    Durante o primeiro encontro no novo modelo, ocorrido no dia 29 de julho, o prefeito apresentou os projetos e trabalhos que vem sendo realizados na rea porturia no municpio. Outros assuntos tambm foram discutidos como a necessidade da ampliao da bacia de evoluo para receber navios de at 336 metros de com-primento e a dragagem e aprofundamento do Rio Itaja Au. O convidado do prximo encontro ser o superin-tendente do Porto de Itaja, Antnio Ayres dos Santos Jr.

    APM Terminals Itaja bate recorde de produtividadeA APM Terminals empresa arrendatria de dois

    beros no Porto de Itaja acaba de bater recorde de mo-vimentao em operaes com contineres, trabalhando com trs guindastes simultaneamente, sendo dois porti-neres e um guindaste mvel de terra. Em 30 horas, foram movimentados 2.900 contineres no navio CMA CGM Azure, o que equivale a 98 movimentos por hora. O re-corde anterior foi de 95,14 movimentos por hora.

    O diretor superintendente do APM Terminals, Ricardo Arten, explica que o novo recorde um fator importante para a reduo dos custos porturios, alm de confirmar a exce-lncia operacional que uma das marcas da APM Terminals em nvel mundial. Com a eficincia comprovada, os armadores adquirem maior confiana no terminal itajaiense, tornando mais vivel a atrao de novas linhas e clientes APM Terminals.

    Os equipamentos utilizados na movimentao dos con-tineres conferem mais agilidade, segurana e eficincia s ope-raes. Isto reflete a importncia dos investimentos para o bom resultado das movimentaes porturias.

    Prximo convidado ser o superintendente do Porto de Itaja, Antnio Ayres dos Santos Jr, que falar com os colaboradores da empresa

    Paulo Hem

    mer

  • 32 Agosto 2013 Economia&Negcios

    PORTOS DO BRASIL

    EM 2014Porto Itapo projeta ampliao da infraestrutura

    O Porto Itapo est entrando em uma nova fase do pro-jeto, que prev a expanso fsica e operacional do empreendimen-to. Hoje, o terminal tem capacidade para movimentar 500 mil TEUs. Com o projeto de ampliao do cais de 630 para aproximadamente 1.200 metros, e do ptio, de 150 mil m para 450 mil m, o Porto Itapo poder movimentar at 2 milhes de TEUs por ano.

    Para aumentar a capacidade de movimentao de contineres refrige-rados, tambm sero instaladas 3.620 novas tomadas reefers. Atualmente, o terminal possui 1.380 tomadas, tecno-logia que ser ampliada para atender a crescente demanda de cargas refrigera-das do Sul do Brasil, regio onde esto concentrados os maiores frigorficos da

    Amrica Latina.Alm deste significativo avano

    da infraestrutura do terminal, a rea retroporturia tambm tem se torna-do um grande centro de investimentos na regio, atraindo investidores e em-presrios do ramo logstico de todo o mundo. So 12 milhes de m dispo-nveis numa rea de 8 km de rodovias que do acesso ao terminal.

    Renovao da frotaMais novo porta-contineres em

    operao no servio de cabotagem, o navio Pedro lvares Cabral, que faz parte do programa de renovao da frota da Aliana Navegao e Logstica, atracou no Porto Itapo na noite do dia 25 de julho.

    O navio o segundo de uma

    srie de quatro navios idnticos desse armador com capacidade nominal de 3.800 TEUs e 500 tomadas para con-tineres refrigerados. O primeiro navio da nova frota da empresa, o Sebastio Caboto, j faz escala no Porto Itapo desde maro.

    Com investimentos de mais de R$ 450 milhes, a srie de navios constitui um novo marco no servio de cabotagem no Brasil. So equipados com a mais moderna tecnologia para a segurana da tripulao e da carga, e tambm para a reduo do consumo de combustvel. Como resultado, pos-suem os menores ndices de emisso de gases de efeito estufa por tonelada transportada, aumentando ainda mais os benefcios ambientais do modal em relao ao transporte rodovirio.

    Divulgao Porto Itapo

  • PORTOS DO BRASIL

    34 Agosto 2013 Economia&Negcios

    A Portonave divulgou a movimentao do ms de junho e o balano das atividades do primeiro se-mestre de 2013. Pelo segundo ms consecutivo o Terminal Porturio de Navegantes bateu recorde de movimentao de contineres: 64.027 TEUs (unidade de medida equivalente a um continer de 20 ps).

    Na rea de responsabilidade social, a empresa in-vestiu em projetos e aes, como patrocnio para a cons-truo do Centro Integrado de Cultura de Navegantes e parceria nos projetos do Espao Contm Cultura. O plantio de 6 mil mudas de rvores para compensar as emisses de carbono dos caminhes Terminal Tractors e a conquista do Prmio Empresa Cidad 2013 da ADVB/SC, com o case Ecoponto, foram os destaques do semestre na rea de responsabilidade ambiental.

    Somados os seis primeiros meses do ano, a Porto-nave movimentou 333.296 TEUs um crescimento de 18,8% se comparado ao mesmo perodo do ano pas-sado. Os nmeros positivos vm tanto da importao quanto da exportao. Mesmo com a unificao do ICMS, a empresa cresceu 17,5% nas importaes e registrou recorde de importao de contineres dry (seco). Foram importados 15.183 TEUs 46,8% a mais se comparado com junho de 2012.

    A exportao de contineres reefer tambm teve

    excelente desempenho, superando o recorde do ms anterior. Em junho foram movimentados 9.351 TEUs um incremento de 58,6% na comparao com o mesmo ms de 2012. As exportaes totais cresceram 33%. Os dados contrariam o mercado nacional. As exportaes brasileiras tiveram uma reduo de 0,7% no primeiro se-mestre de 2013 em relao ao mesmo perodo do ano passado, segundo o Ministrio do Desenvolvimento, In-dstria e Comrcio Exterior.

    Para o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, os nmeros so reflexo do trabalho eficiente e comprometido da equipe de mais de 900 funcionrios. Parte deste recorde, deste sucesso, devemos ao esforo dos nossos colaboradores que se dedicam a este projeto, comenta Castilho. A che-gada e operao dos novos equipamentos, a ampliao de servios e acordos comerciais e o tamanho das embar-caes so outros fatores que justificam este crescimento, segundo o diretor-superintendente operacional da Porto-nave, Ren Duarte.

    Aes que merecem destaque Novos equipamentos: A Portonave recebeu

    em abril trs novos portineres e cinco novos transtine-res para incrementar a frota de equipamentos do Terminal

    MOVIMENTAOPortonave cresce 18,8% no primeiro semestre

    Divulgao Portonave

  • O terminal TESC de So Francisco do Sul recebeu, no dia 19 de julho, a visita de uma comitiva composta por representantes da Associao dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja/MT), Movi-mento Pr-logstica, Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abas-tecimento (MAPA), Associao Brasileira das Indstrias de le-os Vegetais (Abiove) e Confederao Nacional da Agricultura (CNA), interessados em conhecer os servios oferecidos pelo Terminal para o agronegcio. Eles tambm participaram de uma reunio tcnica com representantes do TESC, do Porto de So Francisco do Sul e da BR-Agri, empresa que faz a logstica dos gros em contineres. A equipe tambm visitar outros portos.

    No setor porturio, o TESC se destaca no transporte de gros em contineres e est localizado no Porto de So Fran-cisco do Sul, eleito o melhor do Brasil em ranking feito pelo Instituto de Logstica e Supply Chain (ILOS), que ouviu 189 pro-fissionais de logstica de 157 empresas. A pesquisa avaliou itens como calado, modais de transporte e acesso quesito em que o TESC desponta como o nico terminal catarinense que ofe-rece transporte ferrovirio de contineres.

    Em maro deste ano, o TESC realizou o maior embarque de gros em contineres em uma nica escala: 137 contineres estufados com soja, totalizando 2,7 mil toneladas, foram trans-

    COMITIVAProdutores de soja do Mato Grosso vieram conhecer

    servios do TESC voltados ao agronegcio

    portados pelo navio Sunny Oasis, com destino a Port Ke-lang (Malsia) e Kaoshiung (Taiwan e China). O processo foi realizado em parceria com a BR-Agri, e a expectativa do Terminal aumentar os volumes gradativamente, inician-do o ano com soja e terminando com milho. Os volumes movimentados no primeiro semestre de 2013 superam 44 mil toneladas ou cerca de 3200 teus. Para o segundo semestre, as previses so mais otimistas, de acordo com o gerente comercial do TESC, Cludio Flores.

    No setor porturio, o TESC se destaca no transporte de gros em contineres e est localizado no Porto de So Francisco do Sul

    Divulgao TESC

    PORTOS DO BRASIL

    Economia&Negcios Agosto 2013 35

    e aumentar a movimentao de cargas. A empresa ad-quiriu tambm um novo scanner que permite inspecio-nar at 150 caminhes por hora.

    Responsabilidade social: Por meio do pro-grama Portonave de Todos, De Mos Dadas com a Responsabilidade Social, a empresa investiu em proje-tos e aes na cidade de Navegantes e regio. Destaque na rea cultural para a parceria com a Fundao Cultural de Navegantes para a construo do Centro Integrado de Cultura de Navegantes. Na rea de sade, a Porto-nave doou 80 cobertores ao Hospital de Navegantes. No Esporte, a empresa patrocinou os Jogos Escolares de Navegantes (JEN) com a doao de camisetas e ma-terial grfico. Ainda, a Portonave parceira do Instituto Caracol no Projeto Contm Cultura, com o repasse de R$ 90 mil neste primeiro semestre. O projeto est com matrculas abertas para as oficinas de arte.

    Responsabilidade ambiental: A Portona-

    ve promoveu a Semana do Meio Ambiente, em junho, com a doao de dois Ecopontos, doao de contento-res e miniecoponto para a escola Eni Erna Gaya, doao de mudas frutferas, nativas e exticas e plantio de 6 mil mudas (5,5 hectares) de rvores nativas como compen-sao de 973,42 tCO2e (tonelada de dixido de car-bono equivalente), o que significa o total das emisses atmosfricas dos caminhes Terminal Tractors (TTs) da empresa, referente ao ano de 2010. Ainda, o Terminal destinou R$ 127.500 para a Unidade de Conservao do Parque Municipal de Navegantes e outros R$ 81.350 para o Parque Estadual Serra Furada.

    Prmio: A Portonave foi uma das vencedoras do Prmio Empresa Cidad 2013, da Associao dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB/SC). A empresa conquistou a premia-o na categoria Preservao Ambiental com o case Ecoponto.

  • 36 Agosto 2013 Economia&Negcios

    PORTOS DO BRASIL

    O Ibama emitiu em fins de julho a licena de opera-o do Porto de Paranagu. A licena 1173/2013 regulariza 10 anos de pendncias ambientais do Porto, que teve licena at o ano de 2002. Estamos muito contentes com a emisso desta licena porque ela repre-senta um marco e uma vitria. Agora, o Porto de Paranagu estar apto para viabilizar seus projetos de ampliao e me-lhoria, sempre em convergncia com o planos e projetos da infraestrutura do estado, afirma o secretrio de infraestru-tura e logstica, Jos Richa Filho.

    A Appa firmou tambm um convnio com a Funespar para a criao de uma base de prontido especializada no resgate e na despetrolizao da fauna em caso de acidentes ambientais na rea do complexo estuarino da Baia de Para-nagu. Tratava-se da ultima exigncia no atendida dentro da lista de exigncias do Ibama para a aprovao do Plano de Emergncia Individual (PEI) e, por consequncia, da emisso da licena de operao.

    A obteno da licena de operao do porto ex-tremamente importante porque estamos virando a pgina de uma situao irregular que perdurou por anos em Para-nagu. Isso s foi possvel graas ao apoio de toda a equipe

    tcnica do Ibama e da Appa que entendeu a importncia dis-so para o estado e para a nao , explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

    Projetos Com a licena de operao, o Porto de Paranagu tem

    o aval dos rgos ambientais para desenvolver seus projetos de melhorias como os projetos de acostagem, dragagem e ampliao. A licena de operao habilita o porto a realizar todos os demais licenciamentos necessrios para a execuo dos projetos estruturantes.

    De acordo com Dividino, o documento permitir que o Porto de Paranagu volte a crescer de forma ordena-da e em harmonia com a cidade e com o meio ambiente. Ns utilizamos o canal de acesso ao porto numa regio sensvel e temos a obrigao de cuidar do meio ambien-te. Esta era uma determinao do governador Beto Richa, que dssemos total prioridade para a regularizao desta situao. Com a licena de operao, o porto passa estar regular perante autoridades ambientais e permite alcanar importantes projetos de melhoria que j temos traados, finaliza Dividino.

    VITRIAIbama emite licena de operao do Porto de Paranagu

    De acordo com Dividino, o documento permitir que o Porto de Paranagu volte a crescer de forma

    ordenada e em harmonia com a cidade e com o meio ambiente

  • Economia&Negcios Agosto 2013 37

    PORTOS DO BRASIL

    A Superintendncia do Porto do Rio Grande, atravs da Diviso de Meio Ambiente, Sade e Segurana (Dmass), realizou, no dia 25 de ju-lho, o 3 Simulado do Plano de Emergncia Individual (PEI), com combate a vazamento de leo. Durante o treinamento, foi desenvolvido o exerccio de resposta, incluindo comunicaes e mobilizaes de recursos. O simulado, iniciado aproximadamente s 8h20min e finalizado s 11h, teve acompanhamento de fiscais am-bientais do Ibama.

    O simulado comeou com o avistamento da mancha (boia de sinalizao) e logo aps foram realiza-das as comunicaes aos setores da SUPRG respons-veis por atuar em emergncia, como a Guarda Portu-ria, que faz o isolamento da rea. Em seguida, a base de emergncia foi acionada e o rgo ambiental foi infor-mado do ocorrido. A partir deste momento, a equipe da Ecosorb, empresa contratada pela SUPRG, realizou

    a conteno do derrame e a mitigao do impacto ambiental causado. Ao todo, 18 pessoas participaram do simulado.

    De acordo com o Chefe da Dmass, Alexandre Caldei-ro Carvalho, a avaliao do simulado positiva. A emer-gncia foi contida e o tempo de resposta est dentro do pla-nejado. Mas a inteno sempre melhorar esse tempo com a realizao de mais treinamentos, afirmou. Conforme ele, a equipe atuante capacitada e habilitada para operar e os equipamentos foram considerados adequados e suficientes. De acordo com o Plano de Emergncia Individual, a SUPRG deve realizar um simulado por ano, podendo haver outros de acordo com a solicitao do rgo ambiental.

    Para o Diretor Superintendente do Porto, Dirceu Lo-pes, a realizao dos simulados mostra a preocupao do porto em atender todas as condicionantes ambientais. O Porto do Rio Grande tem o compromisso com a questo ambiental. Estamos em permanente processo de melhoria e adequao para que possamos continuar sendo referncia no cuidado com o meio ambiente, destacou.

    O Porto promove, periodicamente, exerccios espec-ficos envolvendo todas as reas que direta ou indiretamente possam vir a atuar no combate s situaes de emergncia. Os exerccios buscam o envolvimento e a participao das partes interessadas na medida do possvel e do aplicvel.

    TREINAMENTOPorto do Rio Grande realiza 3 Simulado

    do Plano de Emergncia Individual

  • UM GIGANTE EM

    O recorde em movimentao foi registrado em uma operao que envolveu trs guindastes,

    movimentando 2.900 contineres em 30 horas, o que equivale a 98 movimentos por hora.

    Alm do recorde em movimentao, a APM Terminals Itaja tambm bateu o recorde de produtividade,

    completando mais de 44 movimentos por hora por portiner, um nmero que pode ser comparado aos

    melhores padres de terminais asiticos. Os novos recordes podem reduzir os custos porturios, e

    ainda comprovam porque a APM Terminals leva a marca de excelncia porturia a nvel mundial.

    www.apmterminals.com.br

    A APM Terminals Itaja bateu dois recordes em menos de 30 dias.

  • UM GIGANTE EM

    O recorde em movimentao foi registrado em uma operao que envolveu trs guindastes,

    movimentando 2.900 contineres em 30 horas, o que equivale a 98 movimentos por hora.

    Alm do recorde em movimentao, a APM Terminals Itaja tambm bateu o recorde de produtividade,

    completando mais de 44 movimentos por hora por portiner, um nmero que pode ser comparado aos

    melhores padres de terminais asiticos. Os novos recordes podem reduzir os custos porturios, e

    ainda comprovam porque a APM Terminals leva a marca de excelncia porturia a nvel mundial.

    www.apmterminals.com.br

    A APM Terminals Itaja bateu dois recordes em menos de 30 dias.

  • Burocracia, altos custos e desacelerao econmica. Elementos que somados aca-bam por impactar nas variveis da econo-mia, como a inflao, a desvalorizao da moeda e o custo de servios e produtos, por exemplo. Muitas so as variveis que influenciam o preo do que chega sua mesa. A alta do dlar, a escassez de uma safra, os problemas de infraestrutura do Brasil, o valor do frete martimo. Este ltimo, o transporte pelo mar, o modal mais utilizado no comrcio internacional.

    No Brasil, responde por aproximadamente 95% do que transportado para outras naes

    do globo. pelo mar que chegam e saem as ri-quezas nacionais, logo tudo que envolve o co-mrcio nos mares est sujeito aos humores do mercado. Com o frete martimo no diferente. justamente ele um dos ndices que influencia na alta dos preos do que voc consome. Se o frete est caro, o que voc consome na sua mesa e os produtos que voc adquiri, tambm estaro. Pelo menos isso que revela o estudo intitulado Frete Martimo e seu impacto na arrecadao tributria e na inflao, do Instituto Brasileiro de Planeja-mento Tributrio IBPT.

    De janeiro de 2009 a abril de 2013, o valor

    VILOA soma de altos impostos, burocracia e problemas na infraestrutura,

    denominada de Custo Brasil, a responsvel pela alta no preo do frete martimo e por conseqncia dos produtos que chegam sua mesa

    40 Agosto 2013 Economia&Negcios

    O custo do frete martimo tem sua relevncia no fato de que

    95% das importaes ocorrem atravs da via martima

    CUSTO BRASILD

    ivulgao Porto de Itaja

  • do frete martimo teve um aumento de 82,11%, em dlar, passando de US$ 42,33 para US$ 77,09 por tonelada. O estudo do IBPT aponta que, do incio de 2009 at o pri-meiro quadrimestre de 2013, a arrecadao dos tributos sobre a importao totalizou US$ 226,15 bilhes, ou seja, R$ 435,43 bilhes. Caso no houvesse aumento do cus-to do frete martimo, a arrecadao tributria seria menor em US$ 5,51 bilhes, ou R$ 10,55 bilhes. O custo deste servio interfere na base de clculo dos tributos sobre im-portao e representa um impacto na arrecadao.

    De acordo com o presidente do Conselho Supe-rior e coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, os produtos importados esto cada vez mais pre-sentes nas compras das famlias brasileiras, tanto pelo con-sumo direto de itens fabricados no exterior quanto pela utilizao de insumos na produo de bens e servios. O aumento no custo do frete martimo impacta diretamente

    Economia&Negcios Agosto 2013 41

    Ponderado, professor Romeu alerta para o fato de que enquanto os gargalos de estrutura tomarem conta do Brasil, os custos

    extras da economia seguiro subindo

    CUSTO BRASIL

    Leonardo Thom

  • nos preos finais.Para Amaral, o aumento est diretamente ligado crise

    financeira internacional. uma compensao dos armadores. Com a crise econmica, houve uma diminuio nos preos do frete nos Estados Unidos e na Europa. Como no mesmo perodo houve um aumento no fluxo de importaes no Bra-sil, as empresas compensam suas perdas aqui, justifica.

    Existem apenas 16 empresas armadoras no mundo, que operam em portos ao redor do globo. Dessa forma, elas praticam essa poltica de compensao que Amaral considera bastante prejudicial ao Brasil. preocupante, pois no se tem controle sobre os preos do frete. Eles so definidos pelas empresas que, em uma posio privilegiada, por no serem vistas, no enfrentam presso popular ao repassar o aumento para os seus preos, argumenta.

    O IBPT apurou ainda que o aumento de 82,11% no valor do frete sobre as mercadorias importadas tambm se refletiu na inflao medida pelo IPCA (ndice Nacional de Pre-os ao Consumidor Amplo), que teve um crescimento de 1,82 ponto porcentual no perodo, sendo 0,75 ponto per-centual somente no ano de 2012.

    O presidente-executivo da Unio Brasileira de Avicul-tura (Ubabef), Francisco Turra, disse que o reajuste no frete - anunciado pelas transportadoras martimas no fim de 2012

    - extremamente prejudicial para o setor de frangos no pas. Essa uma questo que afetar diretamente a competitivi-dade do setor exportador brasileiro em um momento extre-mamente delicado para a economia mundial. Surpreende a todos a falta de sensibilidade desses transportadores, ao mes-mo tempo em que causa estranhamento o alinhamento de preos, reclama Turra.

    ArmadoresDesde novembro de 2012, comearam a chegar aos

    clientes cartas com novos preos das transportadoras marti-mas, que entraram em vigor j em 1 de dezembro ou no in-cio de 2013. Chama ateno a coincidncia de valores. Qua-se todos os aumentos so de US$ 1.500 por continer. Dos maiores armadores do mundo, apenas um deles apresentou tabela varivel de U$ 600 a U$ 1.000 por continer.

    O Custo Brasil atrasa a economia e o desenvolvimento do BrasilPior que o preo dos armadores, s o Custo Brasil. O

    economista Manoel Antnio dos Santos, que coordenador dos cursos de Comrcio Exterior e Gesto Porturia na Uni-vali, em Itaja, afirma que esse custo est exemplificado nas ms condies das estradas, na inexistncia ou ineficincia das

    42 Agosto 2013 Economia&Negcios

    CUSTO BRASIL

    Divulgao Porto de Itaja

  • Economia&Negcios Agosto 2013 43

    Segundo Eclsio, os fretes internacionais no podem ou no devem - ultrapassar 10% do valor da mercadoria

    CUSTO BRASIL

    ferrovias, na falta de estrutura de muitos terminais, na lentido do Brasil enquanto instituio. Assim, essa somatria de problemas gera um caos em diferentes pontas da engrenagem econmica do pas.

    Um exemplo a falta de espaos para armazenagem de cargas, inclusive este ano foi um caos a safra de gros, pois faltam armazns e estrutura para atender a demanda global por mercadorias. E isso faz o Brasil andar para trs, muitas vezes, expe o professor Manoel, tambm conhecido como Maneca, para concluir o raciocnio. O Custo Brasil atra-sa a economia e o desenvolvimento do Brasil.

    Eclsio da Silva, presidente do Sindicato das Agncias Martimas de Santa Catarina (Sindasc), no quis comentar os nmeros da pesquisa do IBPT por no ter tido acesso a metodologia do estudo. De qualquer for-ma, ele confirmou que ocorreram reajustes nos fretes de cargas a granel, mas isso se deu em funo de mecanismos internacionais e da variao das commodities, no caso fatores cclicos. Entretanto, nas cargas contei-nerizadas, Eclsio diz que os aumentos no foram nem perto de 80%.

    O frete martimo segue uma lei de mercado, ou seja, oferta e pro-cura. Havendo oferta de espao natural que o frete tende a baixar, mas com oferta de mercadorias para serem transportadas, o contrrio tambm acontece. No se trata de perder ou ganhar, mas de ajustes que necessitam ser feitos. Os armadores vm ao longo dos anos diminuindo a sua margem de resultados por conta de presso sobre o frete, analisa

    Divulgao AC

    II

  • Eclsio, que diretor de Relaes Institucionais da Multilog e vice-presidente da ACII (Associao Comercial e Industrial de Itaja).

    Com vasta experincia na rea de navegao, o execu-tivo ressalta que todo aumento na economia, de certa forma, impacta nas variveis dessa mesma economia. Isso tudo controlado pelo mercado. O frete martimo composto por variveis diversas, que vo desde o aumento do combustvel a nvel internacional at a economia do pas de onde partem ou chegam mercadorias pelo modal martimo.

    Ou seja, variao cambial, encargos locais, burocracia. Os valores dos fretes de exportao e importao nem sem-pre so semelhantes, como os reajustes tambm no o so. As variveis passam tambm por demanda de tipo de carga. Exemplo: se o pas mais comprador do que vendedor, o frete de importao , via de regra, mais baixo do que o de exporta-o, e vice-versa. Se h demanda por um tipo de equipamento, as reposies destes podem estar inclusas no valor do frete, e consequentemente este ser reduzido. Portanto, algumas con-dicionantes podem fazer os fretes serem mais ou menos caros, explica Eclsio.

    Condicionantes que tambm interferem no preo do frete rodovirio, como destaca o empresrio itajaiense Rodrigo Vequi da Silva, diretor da VS Transportes, empresa com mais de 13 anos de atuao no mercado. Para Rodrigo, a economia de-saquecida, o aumento do dlar, e a alta no preo dos combus-tveis so os viles do frete, tanto nas estradas como nas guas. S em 2013, o frete aumentou 5%. O cenrio dos transportes nos ltimos anos est sofrendo muito com as oscilaes da eco-nomia, especialmente a brasileira, que j andou bem melhor, observa Rodrigo.

    Coordenador do curso de Logstica da Univali, o profes-sor Romeu Zarske de Mello, explica que o Custo Brasil a falta de investimentos em todos os setores da cadeia produtiva, o que faz com que partes importantes da cadeia sejam relega-das e, assim, o resultado um pas que caminha lentamente quando o assunto ultrapassar antigos vcios e barreiras que nos acompanham desde a chegada dos portugueses h sculos. Sem investimento em um sistema logstico, algumas partes da cadeia sempre tero prejuzos, o que acabar afetando de algu-ma maneira a economia como um todo, diz Romeu.

    O custo de um navio paradoUm navio carregado com 4.000 TEUS (unidade de medi-

    da equivalente a um continer de 20 ps), se ficar um dia inteiro parado esperando para entrar em um porto, como aconteceu com frequncia nos terminais graneleiros do Brasil em maio e junho, custa aproximadamente U$ 35.000,00 de afretamento/dia. Portanto, mais ou menos esse o custo dos armadores com

    44 Agosto 2013 Economia&Negcios

    navios parados e atrasos na operao porturia. Navios de cabotagem so embarcaes de bandeira brasileira, mas no fogem muito desses nmeros tambm, re-vela Eclsio.

    Segundo o exe-cutivo, os fretes interna-cionais no podem ou no devem - ultrapassar 10% do valor da mer-cadoria. Todavia, alerta, isso no uma regra e sim um parmetro. Os custos dos navios esto demasiadamente altos. E isso reflete no frete. A competividade e a oferta de linha de navegao podem influenciar em quedas, embora no muito acentuadas, dos valores dos fretes.

    Sobre o que poderia ser feito pelos armadores e go-verno brasileiro para equilibrar a balana do frete, aponta Eclsio, est a necessidade de haver uma diminuio dos custos porturios. No exatamente os custos de docas, mas da operao em si. E, mais diretamente, os terminais instalados em portos organizados, onde compulsria a utilizao de mo de obra avulsa, o que eleva os custos de operao, principalmente para navios full contineres, como so a grande maioria dos navios, dotados de alta tecnologia operacional, e que necessitam de pouca interfe-rncia de mo de obra. Resumindo, precisamos baixar o chamado custo Brasil.

    Importao de mercadoriasA importao de mercadorias no Brasil tem impor-

    tantes reflexos tanto na arrecadao tributria, quanto na

    O que ?O frete a remunerao paga ao arma-

    dor (dono do navio) pelo servio de transporte de mercadorias. O valor de um frete martimo pode ser calculado de forma global, com um preo nico que cubra todo o transporte da carga, sem acrscimo de quaisquer adicionais; ou, pode ser cobrado um frete bsico mais al-guns adicionais para situaes especficas.

    CUSTO BRASIL

  • Economia&Negcios Agosto 2013 45

    inflao. O custo do frete martimo tem sua relevncia no fato de que 95% das importaes ocorrem atravs da via martima.

    De janeiro de 2009 a abril de 2013, as importaes brasileiras totalizaram US$ 620,76 bilhes, corresponden-tes a 515,60 milhes de toneladas, a um preo mdio de mercadoria importada por tonelada de US$ 1.203,96.

    Custo Brasil situao do transporte de cargasA soma de altos impostos, dlar em alta e proble-

    mas na infraestrutura, denominada de Custo Brasil, um conjunto de problemas estruturais, burocrticos e econ-micos, que torna nossos produtos e servios mais caros e menos eficientes, dificultando investimentos e o cresci-mento interno.

    De acordo com Marcelo Petrelli, presidente do Sin-daesc (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Santa Catarina), o indicador um resumo de tudo que incide sobre os preos de produtos e servios realizados no pas. uma maneira de medir o quanto nossos pro-dutos e servios perdem com atrasos, burocracia e falta de infraestrutura, explica Petrelli.

    No existe uma medida clara do que compe o

    Custo Brasil, mas percebe-se esse custo nas dificuldades enfrenta-das pelas empresas com relao aos altos impostos e taxas; sistemas trabalhista previdencirio e fiscal complexos e pesados; infraestrutura deficiente (por exemplo: rodovias, portos); corrupo e impunidade em diversos setores da sociedade; dficit pblico; taxa de juros elevada; dentre outros.

    Para efeito de exemplo, a carga tributria que incide sobre a economia brasileira de aproxima-damente 40% do PIB (Produto In-terno Bruto), uma das mais altas do mundo. De acordo com um estudo da Associao Brasileira da Indstria de Mquinas e Equipamentos (Abi-maq), realizado em 2012, o Cus-to Brasil faz com que um mesmo produto agrcola seja produzido no Brasil com preo 36% maior do que nos EUA e Alemanha.

    Entre os componentes do Custo Brasil medidos pela Abimaq esto o impacto dos juros sobre o capital de giro, que na mdia gera custo 7,95% superior ao dos con-correntes internacionais, e preos de insumos bsicos, cuja diferen-a de custos de 18,57% entre a produo nacional e a americana e alem.

    Outros fatores de custo adi-cional: impostos no recuperveis na cadeia produtiva (2,98%), encar-gos sociais e trabalhistas (2,84%), lo-gstica (1,90%), burocracia e custos de regulamentao (0,36%), custos de investimento (1,16%) e custos de energia (0,51%).

    O frete uma composio de vrias parcelas

    a) custos fixos: compreendem a amortizao do capital, juros, depreciao, impostos e seguros. So cotados, na sua maioria, em dlares americanos;b) custos variveis da operao do navio: incluem os gastos com a tripulao, alimentao, gua potvel, combustvel, manuteno e reparos da embarcao;c) custos porturios diretos: so aqueles relacionados utilizao dos equipamentos e instalaes porturias terrestres ou martimas, embarque e desembarque de cargas;d) custos porturios indiretos: compreendem aqueles relacionados contratao dos servios de praticagem, rebocadores, etc.;e) margem de lucro: a contribuio marginal que o servio de frete contratado ir oferecer ao armador.

    CUSTO BRASIL

  • 46 Julho 2013 Economia&Negcios46 Agosto 2013 Economia&Negcios

    Um homem que sempre esteve ligado ao mar. Mesmo antes de ingressar na Marinha Mercan-te, h mais de 30 anos, Antnio Jos de Mattos Patrcio Junior, carioca da gema, j convivia com as belezas litorneas e martimas do Rio de Janeiro (RJ). Cidade, alis, que ainda est encrustada no sotaque, no senso de humor e na preferncia futebolstica do executivo, apaixonado pelo Botafogo.

    Na Marinha (Escola de Formao de Oficiais de Ma-rinha Mercante EFOMM, turma de 83), Antnio adquiriu o nome de guerra de Patrcio. Oficial Patrcio. Depois, ao entrar no concorrido e rico mercado martimo precisou usar dois nomes. Foi ento que o Junior se incorporou ao nome do Presidente (CEO Chief Executive Officer) do Porto Itapo, hoje com 52 anos, tendo como base familiar dois filhos botafoguenses, Caio e Victor, e a esposa Sonia.

    Patrcio Jnior iniciou suas atividades em Itapo em dezembro de 2010, seis meses antes do incio das opera-es. Uma das caractersticas marcantes de seu perfil pro-fissional, o que ficou claro em quase uma hora de conversa com a Revista Porturia Economia & Negcios, a sua incansvel busca por competio, resultados, qualificao e excelncia operacional.

    Essas caractersticas foram decisivas para que o Con-selho de Administrao do porto (formado pelas empresas Battistella, Aliana Navegao Grupo Hamburg Sd, e

    PERFIL PATRCIO JNIOR

    VIVNCIAO executivo carioca que

    conhece o mundo e adotou o Litoral

    catarinense

    Patrcio explica que o Porto Itapo est

    enquadrado em Santa Catarina no

    para disputar espao com os outros quatro terminais porturios, mas sim para fazer

    parte da cadeia logstica do Estado

  • Economia&Negcios Agosto 2013 47

    PERFIL PATRCIOJNIOR

    LOGZ Logstica Brasil), escolhesse Patrcio para assumir o cargo mximo da empresa.

    Mais de dois anos e meio depois de ter chegado a Ita-po, numa manh fria e ensolarada de julho, Patrcio recebeu a reportagem para uma conversa franca, em que a implanta-o do porto, as dificuldades trilhadas no caminho, a conquis-ta da parceria com a menina dos olhos do governo estadual a BMW -, a concorrncia com outros terminais catarinenses e as condies naturais da Baia da Babitonga foram tnica do bate papo. Isso tudo o lado profissional, bvio.

    Pois o lado pessoal de Patrcio tambm vai aparecer nesta entrevista perfil, onde voc vai conhecer um pouco mais deste sujeito de voz grave e sorriso contido, que des-contrai quando revela a idade, brinca com a rivalidade do fu-tebol, mas fala srio se o assunto for o mercado de navegao e logstica e seu trabalho frente do Porto Itapo.

    MarinhaO incio da vida profissional de Patrcio, aos 19 anos,

    foi um perodo nmade. Tambm pudera, durante 12 anos de Marinha Mercante, o executivo conheceu o mundo e sua

    casa, naqueles tempos de Oficial, era em cada semana um porto e em quase todas as outras o navio. Rotina de bnus e nus, este ltimo representado pela distncia dos familiares e da esposa. Quando eu pisava em terra firme, com 20, 21 anos, contava para os amigos antes de ontem eu dormi em Nova York, acordei na Filadlfia e dormi de novo em Miami. Parecia ser grande coisa, mas para mim era simples. Claro, que isso tudo tinha um preo, que era a distncia e saudade da famlia, observa.

    Patrcio conheceu mais de 100 pases em seu tem-po de Marinha. Ainda bem que na poca as embarcaes permaneciam por at duas semanas nos portos. Assim, foi possvel conhecer um pouco mais de cada lugar por ele de-sembarcado, como a Itlia. s vezes ia para Gnova e ficava at duas semanas. Conhecia a Itlia inteira. Dividia o servio, tirava quatro dias de trabalho e 10 para conhecer a Itlia, de trem. Ento, ainda tinha um romantismo nessa poca. Era diferente, recorda.

    Durante o perodo na Marinha, nasceram seus dois fi-lhos. Ele conta que na poca as viagens eram mais puxadas. Um retorno para o Rio de Janeiro, por exemplo, levava de

  • 48 Agosto 2013 Economia&Negcios

    seis a nove meses. Mesmo que seus rebentos tenham apren-dido a engatinhar no convs de um navio, Patrcio decidiu que 12 anos j era tempo suficiente de servios prestados a Marinha do Brasil. A minha esposa e os filhos iam juntos nas viagens algumas vezes, mas ainda assim sentia que era hora de estar mais em terra firme.

    MercadoDepois da Marinha, o mercado.

    Patrcio iniciou a carreira de executivo na tripulao de navios do armador brasilei-ro Aliana Navegao e Logstica, onde ficou at 1995, um ocasional perodo de trs anos trabalhando (relativamente) fixo na cidade natal. De l para c, ele teve a trajetria profissional focada na implan-tao, consolidao e administrao de terminais porturios mundo afora.

    Sua primeira experincia no mercado foi como geren-te de operaes da Sealand no interior paulista, em Campi-nas (SP). Na poca, a Sealand era a segunda maior empresa do mundo na operao de contineres e, dois anos depois, a empresa nmero um comprou a nmero dois, comenta Patrcio, que possui MBA em Administrao Porturia pela Lloyds Business Academy e pela Universidade de So Paulo (USP), e Formao de Executivos, pelo IMD Business School, na Sua.

    Aps aquisio da Sealand pelo Grupo APMoller-Ma-ersk, Patrcio passou a gerenciar as operaes da MaerskSea-land em So Paulo (SP). Em 2002 foi convidado pelo Grupo APMT a implantar o Cear Terminal Operator (CTO), hoje APM Terminals Pecm, em Pecm, no Cear.

    Aps dois anos de consolidao do projeto, a APMT o deslocou para executar a transio do recm-adquirido Ter-minal de Continer de Aqaba, na Jordnia. Por l era diretor executivo (CEO), e criou um verdadeiro case de sucesso entre os terminais da APMT no mundo. Patricio acabou ga-nhando a honraria do passaporte jordaniano diretamente das mos do Rei Abdullah, da Jordnia. Aqaba se tornou, depois da gesto de Patrcio, um dos principais terminais de conti-neres do Oriente Mdio.

    A partir de 2007 o executivo passou a ser o diretor comercial da APMT para as Amricas, sediado no Panam. Em 2010, um novo e importante desafio em sua carreira: implantar o mais novo terminal porturio da Amrica Latina, o Porto Itapo. Inicialmente atuou como Chief Commer-cial Officer (CCO) e, em janeiro de 2012, assumiu como (CEO), posio que ocupa atualmente.

    Patrcio afirma que os diferentes pases, culturas e se-tores da navegao por onde passou lhe deram um lastro de conhecimento que hoje est a servio de Itapo e de Santa Catarina. Voc uma pedra bruta e vai se lapidando, como

    o diamante. A experincia nos ensina, as pessoas que trabalham com a gente nos ensinam, ento, tem coisas que s o tempo nos ensina, errando e acertando. No s a experincia, mas a exposio a coisas diferentes, como as variadas em-presas que passei, avalia, acrescentando que no exterior fez uma rede de conta-tos que at hoje lhe proporciona subs-dios para seu trabalho.

    Itapo para trabalhar; Balnerio Cambori para morar

    Antes de ingressar no projeto Itapo, Patrcio se apai-xonou por outra cidade litornea de Santa Catarina: Balnerio Cambori. Que nas suas palavras o Leblon sem o resto do Rio. E Balnerio foi fundamental para que hoje o executivo esteja em Itapo. Em 2009, depois de deixar a APMTermi-nals, Patrcio foi convidado para trabalhar no Vietn, no en-tanto, quela altura, depois de tanto tempo perambulando pelo mundo, ele queria fincar o p num lugar. Um lugar para chamar de seu. Algo que encontrou e no cansa de elogiar. Balnerio tudo de bom, eu sou um apaixonado pela cida-

    PERFIL PATRCIO JNIOR

    A experincia nos ensina, as pessoas que trabalham com a gente nos ensinam, ento, tem

    coisas que s o tempo nos ensina, errando e acertando.

    Patrcio, direita, est envolvido diretamente com as necessidades e anseios de Itapo e regio

  • 50 Agosto 2013 Economia&Negcios

    PERFIL PATRCIO JNIOR

    de. A cidade que eu escolhi.Patrcio, inteirado que

    estava do projeto Itapo, espe-culou por que no viver entre essas duas cidades, unido o melhor de cada uma: a tran-quilidade e as belezas de Ita-po com o charme e agitao de Balnerio. Eis que veio o convite para ingressar no por-

    to, aceito sem pestanejar, depois de um ano sabtico, fruto do acordo de desligamento com a APMT.

    Hoje, cada um dos dois municpios habita um cantinho do corao do executivo. Itapo tambm outra maravilha, guardadas as devidas propores de no ter essa vida agitada. Mas Itapo tem 32 quilmetros de costa, 16 mil habitantes, eu chego ao trabalho rapidinho, levo uma vida sossegada. T uma maravilha, comenta Patrcio, que fica em Itapo de segunda a sexta, usufruindo, muitas vezes, seus finais de semana menos de 200 quilmetros ao sul.

    Dificuldades iniciaisEm junho de 2011, o cenrio porturio catarinense ga-

    nhava um novo integrante, o Porto Itapo. O incio da opera-o, de um projeto longo que teve seu embrio plantado no incio dos anos 90, no foi fcil. A metfora usada por Patrcio a de que as dificuldades eram semelhantes de um cachorro correndo atrs de seu rabo, sem nunca conseguir peg-lo.

    complicado voc ter um projeto, apresentar um projeto e as pessoas dizerem quando o projeto estiver funcionando, a gente investe. O que a gente fez foi pegar o cachorro, parar o cachorro, endireitar o cachorro e dizer agora vai pra frente cachorro... e o rabo foi atrs. No momento que voc faz isso, voc tem um rumo, analisa.

    Rumo que l no comeo tinha obstculos no cami-nho, como a estrada que no estava pronta, a linha de transmisso inacabada, as licenas se arrastando por causa do trecho rodovirio no concludo, os investimentos que eram necessrios para dar forma ao empreendimento e assim faz-lo andar para frente. Tivemos que investir na cidade, fazer toda uma parte poltica com a cidade, investir no entorno do porto, ento, acabamos sendo um pouco malabaristas, mas a bola estava quente... da algum che-gou com a borrifa de gua, e o que nos fizemos foi esfriar a bola, e seguir levando-a para cima, destaca, para dizer que foi difcil mas no novidade. Sabamos o que estva-mos fazendo, e que no seria nada fcil.

    Equipe e naturezaA natureza e a equipe so os maiores responsveis

    pela forte competitividade do Porto Itapo, aponta Patrcio. Sem a dupla, muito do que o terminal alcanou at aqui no existiria. As condies naturais esto expostas na pro-fundidade das guas que envolvem o porto - 14,0 metros no canal de acesso e 16 metros no cais -, na rea mais protegida da baia, livre dos dejetos e do assoreamento,

    A equipe e todo o trabalho desenvolvido

    em Itapo deixam nossos acionistas

    satisfeitos, tanto que em breve pretendemos quadruplicar o

    tamanho do terminal

    Em junho de 2011, o cenrio porturio catarinense ganhava um novo integrante, o Porto Itapo

  • Economia&Negcios Julho 2013 51

  • 52 Agosto 2013 Economia&Negcios

    bem diferente da maioria dos terminais brasileiros, localizados em rios. Esse um diferencial nosso, que procuramos passar para o cliente como vantagem competitiva.

    E os equipamentos modernos do porto? Para Patr-cio, equipamentos e softwares o dinheiro compra. O que faz realmente a diferena so as pessoas, a equipe. E essas tm de seguir algumas regras para alarem voos mais altos na companhia. Regras que acabam por influenciar na produtivi-dade de todos. Aqui dentro todo mundo obrigado a dar bom dia para o outro. Por que obrigado? Porque isso vira uma rotina de educao. No incio obrigatrio, mas depois vira satisfao. Gentileza gera gentileza, profetiza.

    O feedback que Patrcio afirma receber com frequn-cia na palavra dos clientes: o que faz a diferena no Porto Itapo o carinho e o respeito que vocs tratam a gente. Ele exemplifica esse retorno no fato de haver empresas sediadas no Rio de Janeiro (RJ), So Paulo (SP) e Mato Grosso (MT) que, devido eficincia do terminal, s operam suas merca-dorias por Itapo, mesmo estando distantes fisicamente.

    Segundo o executivo, todos no Porto Itapo so funda-mentais para o trabalho da companhia, sem exceo. Assim como todos passam por um rigoroso treinamento antes de iniciar suas atividades na empresa. A busca pela excelncia no trabalho dirio ressaltada diariamente, com a participao de todos os 523 funcionrios diretos da empresa nas decises finais. A gente ouve os funcionrios, cria grupos de opinio e pesquisa, enfim, faz de tudo para que quem no esteja aqui dentro, queira entrar, resume, para em seguida avisar: A equipe e todo o trabalho desenvolvido em Itapo deixam nossos acionistas satisfeitos, tanto que em breve pretende-mos quadruplicar o tamanho do terminal. (Leia mais detalhes do projeto de ampliao do Porto Itapo na pgina 32)

    BMWA BMW especial para qualquer pessoa em qualquer

    lugar do mundo. A definio resume bem a importncia do anncio feito pela montadora alem no incio de julho, quan-do ficou confirmada a escolha do Porto Itapo e do armador Hamburg Sd como operadores logsticos de sua futura pro-duo em solo catarinense. O Porto Itapo situa-se a menos de 90 quilmetros de Araquari, onde a BMW ir se instalar em um terreno de 1,5 milho de m s margens da BR-101.

    A operao do terminal para a BMW est prevista para iniciar neste ms de agosto, com a importao de peas da Europa, que embarcaro pelo Porto de Anturpia, na Blgica, com previso de chegada a Itapo at o incio de setembro. Neste primeiro momento sero movimentados 10 mil con-tineres de 40 ps.

    Segundo Patrcio Junior, a negociao durou cerca de quatro meses e pr-requisitos como agilidade, segurana ma-rtima, alta performance e preos competitivos foram funda-mentais para a conquista do novo cliente, com exclusividade.

    O padro da BMW algo muito minucioso, altamente tecnolgico e com alto impacto socioeconmico. Do ponto de vista logstico, o padro utilizado pelo Porto Itapo est alinhado com este propsito, visando a excelncia em suas operaes, sempre procurando a melhor soluo para im-portadores e exportadores, afirma.

    ConcorrnciaPatrcio explica que o Porto Itapo est enquadrado em

    Santa Catarina no para disputar espao com os outros qua-tro terminais porturios, mas sim para fazer parte da cadeia logstica do Estado, que, em sua opinio, a melhor do Brasil. Em Santa Catarina temos cinco portos da melhor qualidade,

    PERFIL PATRCIO JNIOR

  • Economia&Negcios Agosto 2013 53

    que podem atrair grandes empresas e assim oferecer pa-cotes de melhores benefcios para as grandes empresas, no apenas a BMW. Temos a GM (General Motors), que a maior produtora de automveis do mundo, temos vrias outras grandes companhias, como a BR Foods, Seara e uma quantidade imensa de outros parceiros que no po-demos deixar de mencionar, que movimentam suas mer-cadorias por todos os terminais do Estado, justifica.

    O presidente do Porto Itapo diz ser um prazer competir com profissionais do nvel de Osmari de Casti-lho Ribas, diretor-superintendente da Portonave, Ricardo Arten, superintendente da APM Terminals Itaja, e Antnio Ayres dos Santos, superintendente do Porto de Itaja, en-tre outros nomes que fazem de Santa Catarina referncia internacional no setor porturio.

    Para ele, que um competidor nato, o Porto Itapo vai ganhar muitas disputas com os outros terminais, po-rm, tambm perder vrias, o que no vai tirar o mrito de ningum. bom competir com gente boa. O que mais existe entre ns o respeito e a vontade de cada um fazer o melhor para o seu trabalho. A gente compete entre ami-gos, existe respeito e tica, argumenta Patrcio.

    O executivo acredita que com isso as vitrias do mais orgulho, e as derrotas so minimizadas pelo fato de

    que o concorrente ao lado tambm muito bom. Em resumo, as disputas so salutares para a economia e para as comunidades inseridas nos portos. O importante que alteramos a zona de conforto, todos querem dar o melhor para no ficar para trs.

    Ferrovia do FrangoA to falada estrada de ferro ligando o Oeste ao Leste ca-

    tarinense, conhecida como Ferrovia do Frango, tambm entrou na pauta da entrevista. De acordo com Patrcio, quando todos os estudos para implantar a estrada foram feitos o Porto Itapo ainda no existia. Portanto, alerta, imprescindvel lembrar esse detalhe. preciso procurar o melhor traado, mais barato e vivel. E no uma deciso com vis poltico.

    A soluo para esse impasse, Patrcio expe, seria criar o Ticket nico Ferrovirio - TUF, que equilibraria a competio entre todos os portos de Santa Catarina. Ele fez uma projeo imaginria de que se um continer sair do Oeste custando R$ 100 para chegar ao Litoral, e a ferrovia terminar em Itaja/Nave-gantes, os valores que Itapo, So Francisco do Sul e Imbituba pagariam teria que ser os mesmos R$ 100, sob pena de preju-dicar a competio e interferir no mercado.

    Os polticos que acham que ligando daqui para l, vo dar benefcios para Itaja e Navegantes, esto errados. Por que isso?, questiona, para lembrar que o papel do governo no desestimular a competio e sim o contrrio. No discordo que v para Itaja e Navegantes, mas tudo que sair de l e vier para c tem que ter o mesmo valor, mesmo custo. O governo tem que deixar a gente brigar com os outros portos na rea comercial. E para isso no pode interferir no equilbrio da competio.

    FuturoA inteno do Porto Itapo para o futuro uma s, se-

    gundo Patrcio. Nossa inteno ser o maior terminal do Sul do pas. Maior, mais rentvel e de melhor servio. O melhor lugar para se trabalhar. Estamos trabalhando para isso, se vamos conseguir no sei, mas vamos buscar exatamente esse objetivo, sentencia.

    J o futuro pessoal, esse mais fcil de prever, uma vez que Patrcio no pensa em trocar o trecho rodovirio entre Ita-po e Balnerio Cambori - lugares que escolheu para viver - por nada nesse mundo. Os filhos, j feitos na vida, esto um em So Paulo, o outro no Canad. Por aqui ele vai ficar com a companheira de uma vida, seu hobby por motos faz parte do grupo Bodes do Asfalto e o amor por sua cachorrinha, o xod da famlia, Pink Regina.

    A inteno do Porto Itapo para o futuro ser o maior terminal do Sul do pas, segundo Patrcio

    PERFIL PATRCIOJNIOR

  • PARCERIAPorto de Imbituba formaliza acordo com Porto de Barcelona

    54 Agosto 2013 Economia&Negcios

    O Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, fir-mou um importante acordo de cooperao com o Porto de Barcelona para desenvolvimento de projetos conjuntos para aumentar o comrcio porturio, a eficincia e a agilidade das transaes comerciais entre os dois portos.

    A assinatura do acordo envolveu o diretor presidente da SCPar Porto de Imbituba, Luis Rogrio Pupo Gonalves, e o presidente da Autoridade Porturia de Barcelona, Six-te Cambra. Um dos grandes objetivos contribuir para dar mais eficincia nas cadeias logsticas entre os portos e desen-volver servios conjuntos para a fidelizao desse comrcio.

    O acordo tem durao de dois anos e deve tambm abrir oportunidades para outras formas de cooperao. De acordo com Luis Rogrio Pupo Gonalves o Porto de Barce-lona referncia em qualidade porturia mundial e o acordo vai contribuir ainda mais para que o Porto de Imbituba conti-nue evoluindo para um patamar de excelncia.

    Os termos do acordo:1. Realizar em conjunto estudos para identificar os

    principais atores envolvidos nas operaes de importao e exportao de produtos.

    2. Identificar as cadeias logsticas entre os dois portos, a situao atual e as tendncias futuras; identificar os principais importadores e exportadores destas cadeias, sua localizao, tipo de produtos, rotas, volumes, freqncias, operadores de transporte e os gestores das mesmas.

    3. Decidir, de comum acordo, uma vez identificados os tomadores de deciso, as aes a serem realizadas para a fidelizao do comrcio desses produtos e a captao de novos comrcios.

    4. Avaliar a possibilidade de desenvolver a Marca de

    Qualidade Efficiency Network no Porto de Imbituba.5. Promover a adeso dos respectivos operadores

    de ambas as Marcas de Qualidade, em particular entre as empresas internacionais que participam de ambos os portos (agentes de linhas de navegao, grandes forwarders, etc.) de forma que o cliente final tenha compromissos de quali-dade e eficincia em ambos os portos, origem e destino de suamercadoria.

    6. Mostrar o desenvolvimento da plataforma de Co-mrcio eletrnico do Porto de Barcelona, PORTIC e estudar a possibilidade de colaborao conjunta no desenho e im-plantao de uma plataforma tecnolgica para o intercmbio eletrnico de documentos e o comrcio eletrnico basea-do na experincia de plataforma de comrcio eletrnico do Porto de Barcelona.

    ParecidosO presidente do Estado da Catalunha, Artur Mas, res-

    saltou as semelhanas entre Santa Catarina e a Catalunha. O Brasil um pas muito grande se comparado com a Ca-talunha, por isso buscamos identificar aqueles estados brasi-leiros que podem ter mais semelhanas conosco e com os quais podemos trabalhar parcerias. E este o caso de Santa Catarina, que tem uma boa base industrial, uma orientao para o comrcio exterior e para o turismo. Santa Catarina pode ser uma grande porta de entrada para todo o Brasil e tambm para a Amrica Latina, afirmou.

    A Catalunha um estado autnomo da Espanha. A regio, cuja capital Barcelona, o principal destino turstico espanhol e tem uma indstria que se destaca em setores como tecnologia, txtil e agronegcio. A populao catal de 7,5 milhes de habitantes, cerca de 1 milho a mais do que a populao catarinense.

  • 56 Agosto 2013 Economia&Negcios

    Depois de meses de espera, foi assinado o contrato para o incio da construo da Marina do Saco da Fazenda, em Itaja. O prefeito Jandir Bellini e o su-perintendente do Porto de Itaja, Antnio Ayres dos Santos, junto com os demais representantes do Porto Esportivo Itaja Ltda, formalizaram o acordo que deve alar a cidade defi-nitivamente ao rol dos lugares vocacionados para o turismo nutico mundial.

    O porto esportivo uma sociedade de propsito es-pecfico decorrente do consrcio vencedor da licitao, o KL Viseu, de Joinville, formado pelas empresas Karlos Gabriel Lemos ME. e a Construtora Viseu Ltda.

    No total sero investidos R$ 38,5 milhes na Baa Afon-so Wippel, em uma rea disponvel de 10,33 mil m em terra e 120,9 mil m de espelho dgua. So ainda mais 12,39 mil

    m para aterro hidrulico. Os valores investidos sero em-pregados em obras de construo, implantao, conservao, reforma e ampliao das instalaes da marina, que ter at o final do contrato 700 vagas secas e 117 molhadas.

    O prazo estipulado para incio da operao da marina de 18 meses a partir da assinatura do contrato. Para a Re-gata Transatlntica Jacques Vabre, que aportar em Itaja em novembro deste ano, a expectativa, segundo Antnio Ayres dos Santos, de que o Complexo Nutico j conte com pelo menos 40 vagas, que seriam fundamentais para o evento que ter mais de 50 embarcaes.

    Ayres tambm ressaltou o fato de que Itaja conta com um porto de cargas competente e reconhecido no Brasil inteiro, possui um terminal de passageiros que referncia nacional e, em breve, ter um porto de lazer moderno que

    Assinado o contrato para o incio das obras da Marina do Saco da Fazenda

    Nessa rea, ficar o Complexo Nutico e Esportivo do Saco da Fazenda, em Itaja.

  • Economia&Negcios Agosto 2013 57

    vai incentivar ainda mais as atividades nuticas na regio. Itaja ser a nica cidade do Brasil a ter um complexo nutico inte-grado. E a partir de agora chegou a hora de colocar o sonho de p, comemorou Ayres.

    O prefeito Jandir Bellini (PP) lembrou que Itaja o bero da Fibrafort e Azimut, dois dos maiores fabricantes de barcos de lazer do Brasil. Para ele, quando todas as vagas da marina estiverem preenchidas, a cidade dar um salto de competitividade em diferentes aspectos da economia. Des-de os prestadores de servio at os estaleiros, todos vo ga-nhar com a marina, avaliou Bellini, dizendo esperar que o Porto Esportivo seja responsvel pela criao de pelo menos 1600 vagas de emprego diretas quando estiver em pleno fun-cionamento.

    O prazo de concesso da marina de 25 anos, prorro-gvel por igual perodo.

    Draga j est trabalhandoA Empresa Terraplanagem Asa Ltda., vencedora do

    processo licitatrio para a dragagem do Saco da Fazenda para 4 metros, iniciou no dia 31 de julho a mobilizao para dar incio aos servios de dragagem de aprofundamento da rea que vai abrigar o Complexo Nutico e Ambiental de Itaja. Os investimentos do Porto somam R$ 3,39 milhes e os servios iniciaram somente depois emisso da licena ambiental pela Fundao do Meio Ambiente (Fatma), que ocorreu no dia 30 de julho.

    Paralelo dragagem, a empresa Porto Esportivo Itaja inicia obras de conteno do aterro hidrulico. Segundo o diretor tcnico do Porto de Itaja, Andr Pimentel, mais de uma draga executar os servios, o que dever agilizar os procedimentos.

    A Marina, ou Porto Esportivo, como denominam os responsveis pelo projeto, ir alavancar a vida nutica de Itaja

  • Ambev assina protocolo com Santa Catarina para ampliar fbrica de Lages

    Com a expanso, a unidade, que funciona em Lages desde 1994, passar a produzir cerveja sem lcool e vai lanar

    tambm uma linha de garrafas retornveis de 300 ml

    Divulgao Am

    bev

    A fabricante de bebidas Ambev assinou um pro-tocolo de intenes com o governo de Santa Catarina para

    a ampliao da unidade fabril de La-ges. Os aportes totalizaro R$ 140

    milhes a serem aplicados at 31 de maio de 2014.

    A empresa vai investir os R$ 140 milhes para aumentar a capacidade de

    produo, gerando 100 novos empregos diretos. E no s isso. Alm das novas

    oportunidades de trabalho, a Ambev uma das maiores referncias em arrecadao de

    impostos no Brasil e em Santa Catarina, o que torna ainda mais importante essa par-

    ceria para o desenvolvimento econ-mico da regio e de Santa Catarina, destacou Colombo.

    Pelo acordo, o Governo ir prorrogar o prazo de pagamento do

    Imposto sobre Circulao de Mercado-rias e Servios (ICMS) correspondente ao

    valor do investimento realizado na expanso da unidade in-dustrial. Esses incentivos esto previstos no Programa de De-senvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec), criado para estimular a implantao ou expanso de empreendimentos industriais e comerciais que vierem a gerar emprego e renda no Estado.

    Como contrapartida, a empresa ir investir em novas li-nhas de produtos, e gerar os cem empregos diretos no prazo de 12 meses contados da data de concesso do tratamento tributrio diferenciado. Compromete-se, tambm, a priorizar a aquisio de produtos e servios de fornecedores sediados no Estado e a dar prioridade para empregar pessoas residen-tes na regio.

    Em 2012, a Ambev foi responsvel pela gerao de R$ 668 milhes em impostos no Estado, valor 16% maior do que em 2011. Para se ter uma ideia do impacto em Lages, a empresa, sozinha, representa metade de tudo o que o mu-nicpio arrecada. A filial emprega hoje 500 funcionrios e a produo abastece os estados do Paran, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, comentou o prefeito de Lages, Elizeu Mattos.

    Com a expanso, a unidade, que funciona em Lages desde 1994, passar a produzir cerveja sem lcool e vai lan-

    58 Agosto 2013 Economia&Negcios

  • Economia&Negcios Agosto 2013 59

    Rua: Gil Stein Ferreira, 100 | 7 andar | sala 703 | Itaja | SC | Fone: 55 47 3344.5852 | Fax: 55 47 3349.8701

    Fone: (47) 2104.0900 | Rua Rosa Rossi Daloquio, 775 | Bairro Cordeiros | Itaja | SC

    ar tambm uma linha de garrafas retornveis de 300 ml. Atualmente, as cervejas Brahma, Skol, Skol 360, Antarctica, Antarctica Sub Zero, Bo-hemia, Original, Malzebier e Polar so fabricadas na unidade lageana.

    O vice-presidente financeiro da Ambev, Nelson Jamel, destacou que a fbrica de Lages estratgi-ca pela localizao geogrfica. Essa ampliao celebra a nossa aposta no potencial da regio e tambm um investimento da mais alta tecnologia para manter a nossa produo no mais elevado padro de qualidade. Alm da cervejaria, em Lages, a companhia possui mais trs centros de distribuies no Estado localiza-dos em Blumenau, Florianpolis e Balnerio Cambori. Alm da cervejaria, em Lages, a companhia possui mais trs centros de distribuies no

    Estado localizados em Blumenau, Florianpolis e Balnerio Cambori

    Antnio Carlos Mafalda

    Atualmente, as cervejas Brahma, Skol, Skol 360, Antarctica, Antarctica Sub Zero, Bohemia, Original, Malzebier e Polar so fabricadas na unidade lageana

    Antnio Carlos Mafalda Antnio Carlos Mafalda

  • 60 Agosto 2013 Economia&Negcios

    No dia 01 de dezembro de 2013, os Schurmann embarcam em seu novo veleiro e zarpam para a sua terceira grande aventura por mares e oceanos do planeta: a Expedio Oriente. Primeira famlia a completar a volta ao mundo a bordo de um veleiro h quase 30 anos, dessa vez, o casal Vilfredo e Helosa e os filhos seguiro a rota dos chineses que, de acordo com polmi-cas teorias, foram os primeiros a contornar o globo.

    O novo projeto envolve inovao, tecnologia e sustentabili-dade. Os filhos Pierre e David (lder da tripulao de terra) estaro em alguns trechos da aventura e Wilhelm estar a bordo por toda a expedio. A caula Kat estar simbolicamente presente ao inspirar o nome do novo veleiro. E, pela primeira vez, a tripulao ganha um representante da terceira gerao dos Schurmann: Emmanuel acompanhar seus avs durante todo o percurso.

    Depois de cinco anos de planejamento, estruturando o plano e buscando investidores para um projeto ousado, a Famlia Schurmann conquistou o apoio fundamental dos patrocinadores Estcio, HDI Seguros e Solv. Agora, dedicam-se construo do veleiro Kat construdo em Itaja - que desbravar guas nacionais e internacionais durante dois anos ininterruptos.

    Kat, tecnologia de ponta em um veleiro sustentvel Em um mundo cada vez mais conectado tecnologia mobi-

    le, o veleiro da Expedio Oriente dotado de um sistema eltrico digital 100% nacional e no analgico, que pode ser manipu-lado remotamente por dispositivos mveis como um iPad, possi-bilitando desde uma simples ao de acender ou apagar a luz at navegar via controle remoto a quilmetros de distncia. O sistema eltrico digital j empregado nos setores areo e automobilstico, mas algo inovador no ramo martimo. Na nossa embarcao,

    FAMLIA SCHURMANN SE PREPARA PARA ZARPAR DE ITAJA EM SUA TERCEIRA GRANDE EXPEDIO

    Faltam menos de quatro meses

    tudo, absolutamente tudo, poder ser controlado nas pontas de nossos dedos, esclarece David Schurmann. Alm disso, os Schurmann adotaro um sistema de comunicao via satlite com velocidade de 492 KBPS.

    O veleiro ter uma quilha retrtil. Quando em baixo, ter um calado de 4,5 metros. Em cima, um calado de 1,80 metros. Kat, o veleiro, ser equipado com um sistema de ge-rao de energia limpa, por meio de elicos, painis solares, dois hidrogeradores e duas bicicletas ergomtricas para pro-duo de energia durante os exerccios fsicos da tripulao. Alm disso, graas parceria com a Solv, a embarcao ter um sistema de tratamento de esgoto e o lixo orgnico ser reaproveitado utilizando um equipamento especial para pro-duo de adubo em forma de pequenos tijolos. Queremos que o nosso barco seja um microcosmo autossustentvel, afirma Helosa Schurmann.

    Os Chineses e a Famlia SchurmannCom a Expedio Oriente, os Schurmann esperam

    trazer tona a teoria de que os chineses foram os primeiros navegantes a darem a volta ao mundo. Para isso, buscaro por indcios em determinados locais da viagem. Em nossa ltima expedio, seguimos a esteira de Ferno de Magalhes. Estudamos a fundo sua histria e uma coisa nos intrigou. Ma-galhes suspeitava que houvesse uma rota para as ilhas das especiarias via uma passagem ao sul das Amricas. Ele argu-mentava que detinha um mapa que provava a existncia deste canal. Veio ento nossa curiosidade: como ele teve acesso a essa informao, que no era mencionada em nenhum docu-mento oficial?, conta o capito Vilfredo Schurmann.

    Em 2002, Gavin Menzies, um oficial da Marinha ingle-sa, publicou uma tese que poderia fornecer a resposta para a

    de Itaja que Vilfredo Schurmann partir para sua terceira grande expedio

  • Economia&Negcios Agosto 2013 61

    pergunta da Famlia Schurmann. No livro 1421: o ano em que a China descobriu o mundo, Menzies apresenta pesquisas que o levaram origem desses mapas e expe sua teoria de que os chineses foram os precursores das viagens de descobrimentos, utilizando avanados instrumentos com know how de clcu-lo de latitude e longitude. A tese reza que, em 1421, a maior esquadra com gigantescos juncos de at 150 metros de com-primento zarpou da China. Os navios eram capitaneados pelos leais almirantes do Imperador Zhu Di. Sua misso era seguir at os confins da terra para recolher tributos dos brbaros de alm-mar, explica Vilfredo.

    A nova rota da Famlia Schurmann 01 de Dezembro de 2013 Famlia Schurmann par-

    te de Itaja, Santa Catarina, rumo ao mundo! Em seu caminho... Punta Del Este, no Uruguai Mar Del Plata, na Ar-

    gentina. Puerto Deseado, na Argentina. Ushuaia, na Ar-gentina, com navegao pelo interior dos fiordes. Antrtica. Puerto Willians, no Chile. Puerto Montt, no Chile, com navegao nos canais chilenos, passando pelas cidades de Puerto Chacabuco e Chilo. Ilha de Pscoa, no Chile. Ilha Pitcairn, territrio britnico vizinho da Polinsia Francesa. Tahiti, pas-sando por alguns atis de Tuamotus, na Polinsia Francesa. Ilha Moorea, na Polinsia Francesa. Ilha de Huahine e Tahaa, na

    Polinsia Francesa. Ilha de Bora Bora, na Polinsia Francesa. Ilha de Mopelia, na Polinsia Francesa. Ilha de Rarotonga, nas Ilhas Cook. Amrica Samoa, na Polinsia. Western Samoa, na Polinsia. Vavau, nas Ilhas de Tonga. SuvaFiji, passan-do pelas Ilhas Monothaki e Yarol. Opua, na Baa das Ilhas, na Nova Zelndia. Auckland, na Nova Zelndia. Brisbane, na Austrlia. Alotau, na Papua Nova Guin, com paradas na grande barreira de Corais da Austrlia. Ilha de Guam, colnia norte-americana localizada na Micronsia, com passagem pe-las ilhas New Ireland, New Hanover e Mussau. Saipan, nas Ilhas Marianas, colnia norte-americana localizada na Micronsia. Okinawa, no Japo. Shangai, na China, com navegao pelo Grande Canal. Cidade-Estado Hong Kong. Ho Chi Minh, no Vietn, com paradas em duas ilhas. Natuna Island, na Indo-nsia. Singkwang na Ilha de Borneo, na Indonsia. Singapu-ra. Jacarta, na Indonsia. Ilhas Chagos, territrio britnico localizado no Oceano ndico. Atol Cargados & Carajos, a 250 milhas da Ilha Maurcio. Ilha Maurcio, no Oceano ndico. Ilha Reunio, no Oceano ndico. Tonalaro, em Madagascar. Port Elisabeth, na frica do Sul. CapeTown, na frica do Sul. Ilha Santa Helena, no Oceano Atlntico.

    29 de novembro de 2015 Famlia Schurmann chega em Itaja, a bordo de seu veleiro Kat, concluindo com su-cesso a Expedio Oriente.

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    62 Agosto 2013 Economia&Negcios

    Lanado em setembro de 2009 e com obras iniciadas em 2010, o Brava Beach Internacional tem hoje 7 torres j erguidas, se-ro aproximadamente 100 mil m em construo, com en-trega prevista para setembro de 2014. Das 252 unidades j lanadas, 85% j foram co-mercializadas.

    As obras do empreendi-mento esto em ritmo acele-rado. Os edifcios das Reservas Corais e Aroeira esto receben-do servios internos e externos. Os internos so: pintura, forros de gesso, impermeabilizao das reas frias, instalaes eltri-cas e hidrulicas, revestimento interno com argamassa. Nas partes externas j foram iniciadas a colocao de pastilhas ce-rmicas. Para a prxima temporada a obra estar de cara nova, pois teremos as fachadas dos edifcios j revestidas com as pastilhas cermicas e iniciando a instalao das primeiras esquadrias de alumnio. Internamente, o incio da pintura, a execuo do forro de gesso e a colocao do piso em por-celanato em alguns dos edifcios, deixaro os apartamentos mais agradveis para a visitao dando uma melhor sensibi-

    Obras do Brava Beach Internacional esto em ritmo aceleradoEmpreendimento est na fase dos acabamentos e revestimentos externos

    lidade em relao aos espaos. Para as reas comuns e de lazer do empreendimento, a meta que todas estejam bem adiantadas causando nos clientes uma sensao de bem estar fazendo com que os mesmos j se sintam em casa. A gran-de expectativa a finalizao da primeira fase do Boulevard, oportunizando aos clientes e visitantes um passeio superagra-dvel e valorizando ainda mais o empreendimento, comenta Joel Corra Silvino, Coordenador de Obras e Engenharia do Grupo Brava Beach.

    O Brava Beach Interna-

    cional foi concebido como um complexo multiuso, o empre-endimento possui quase 60 mil m de rea de preservao e nas prximas etapas, alm de novas reservas residenciais, ainda est previsto um open shopping e um hotel resort. Um magnfico Boulevard ir integrar as reservas junto a praia.

    O Brava Beach Interna-cional resultado da unio de quatro grandes construtoras do estado Ciaplan, FG Empreendi-mentos, JA Russi e Riviera.

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    Seis novas operaes de peso sero inauguradas nes-te ms de agosto no Balnerio Shopping. O princi-pal destaque fica por conta da loja Fantasia, segunda licenciada pela Disney no Brasil, que vender de fantasias a bichos de pelcia originais da marca americana. A loja, com 48 metros quadrados, ter ampla gama de produtos Disney, incluindo exclusividades como roupa de cama, maquiagem infantil, torradeiras personalizadas, jogos inte-rativos, chaveiros e magnticos.

    Outra novidade exclusiva do empreendimento o quiosque da Adagaty, que molda e decora unhas em gel nas mos do cliente. A novidade na rea de beleza foi trazida da Europa e tem atrado o pblico feminino de vrias idades. As unhas em gel so pintadas na hora pelas profissionais da Adagaty e duram, em mdia, 30 dias at a prxima manuteno.

    Na rea de alimentao, a Mexicato promete no-vidades para os clientes do shopping. A marca de picols artesanais com receita exclusiva do Mxico ter quiosque exclusivo em frente a loja da Samsung e deve ganhar o gosto de crianas e adultos de vrias idades. Os picols da Mexicato so elaborados apenas com fruta, gua, a-car e leite (no caso dos cremosos) e no contm gordura vegetal.

    O shopping conta ainda com um novo quiosque de doces artesanais, o Sweet, que oferece mais de 170 variedades de doces e trufas gourmet. No local, o cliente pode montar os prprios kits para presente em diferen-tes tamanhos. J o quiosque de bolsas da Launique vem com a inteno de surpreender e inovar no segmento de bolsas femininas. O local conta com ampla variedade de modelos e cores totalmente originais, com uma coleo nova a cada 10 dias. Atualmente a rede Launique conta com 16 lojas e quiosques em cidades como Curitiba, Bal-nerio Camboriu, Joinville, Florianpolis e Blumenau. O shopping tambm acaba de abrir a loja Faten, com linhas diferenciadas de mouse, mochilas, roteadores, adaptado-res, adesivos e capas de celular personalizadas.

    O prefeito de Balnerio Cambori, Edson Renato Dias (Piriquito) recebeu na noite do dia 25 de julho uma importante visita. O pentacampeo da Stock Car, o piloto Carlos Eduardo dos Santos Gal-vo Bueno Filho, conhecido como Cac Bueno, esteve na prefeitura e se prontificou a trazer para a cidade um pr-projeto para a construo de um futuro autdromo regional para Balnerio Cambori.

    Cac defende que a cidade tem grande potencial para sediar um centro de automobilismo, que dever ala-vancar a economia no s do municpio, mas de toda a re-gio. O prefeito disponibilizou equipe de Cac Bueno, a planta do local disponvel para receber o futuro autdro-mo - atrs da rea onde ser construdo o novo Centro de Eventos da Cidade.

    Cac Bueno prope Autdromo para Balnerio Cambori

    Cac Bueno junto com o prefeito de Balnerio Cambori, Edson Piriquito

    Balnerio Shopping ganha seis novas operaes no ms de agosto

    Economia&Negcios Agosto 2013 63

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    Economia&Negcios Agosto 2013 65

    A Universidade do Vale do Itaja (Univali) est lanan-do um nova modalidade de oferta ps-graduao. O novo produto, que ganhou o nome de Ps Pre-mium, uma especializao lato sensu que aspira colocar a instituio entre os mais importantes centros de excelncia em ps-graduao do pas.

    Para isso, as aulas sero ministradas por nomes reco-nhecidos pelo mercado nacional e internacional, em salas modernas, com os mais avanados equipamentos multimdia do mercado, no novo Campus da Univali localizado no bairro Kobrasol, em So Jos, na Grande Florianpolis.

    Rogrio Corra, gerente de pesquisa e ps-graduao da Univali explica que as turmas que viro na sequncia re-cebero um tablet com aplicativos prprios, j instalados, o que servir como uma ferramenta de auxlio pesquisa e re-viso das aulas: Esta uma maneira de conciliar os cursos da modalidade Premium por meio tecnologia, realidade do profissional acadmico, j inserido no mercado de trabalho,

    aponta o professor.Toda essa comodidade e conforto proporcionados pe-

    las facilidades tecnolgicas somam-se a outra modalidade de implantao do programa. Os cursos tambm podero ser ofertados na modalidade In Company, que prev o estabele-cimento de convnios e parcerias entre as empresas e a uni-versidade para adaptar os cursos estrutura das empresas.

    O foco dos cursos voltado para as reas de gesto e jurdica. Para o lanamento da Ps Premium sero oferecidos os cursos de especializao em Projeto de Games, em Direi-to da Empresa e em Engenharia de Segurana do Trabalho, e os MBAs em Consultoria e Gesto de Negcios, em Ne-gcios Imobilirios e da Construo Civil, e em Consultoria e Assessoria Empresarial.

    As inscries podem ser feitas at o dia 29 de agosto. A relao com detalhamento de cada um dos cursos e formas de inscrio para essas modalidades podem acessadas pelo endereo eletrnico: www.univali.br/pospremium.

    Com novo produto, Univali quer consolidar-se na oferta de ps

    ACAV define data do 10 Simpsio de Avicultura

    A Associao Catarinense de Avicultura (Acav) anun-ciou a realizao do 10 Simpsio Tcnico de Incubao, Matrizes de Corte e Nutrio, no pe-rodo de 16 a 18 de setembro de 2014, em Balnerio Cambori.

    O coordenador geral do evento, Bento Zanoni, in-formou que a comisso central organizadora est em fase final de composio. A primeira de uma srie de reunies preparatrias, com representantes do setor, foi realizada na ltima semana, em Chapec, onde atuar a secretaria

    executiva do evento. Aps definir as comisses, iniciaro os trabalhos

    para organizar a programao do evento. A exemplo das edies anteriores, a definio do programa ser baseada em rigorosos critrios, visando compor um cronograma com palestras de qualidade, ministradas pelos mais con-ceituados profissionais do setor de avicultura no mundo, reala Zanoni. Na ltima edio, realizada em 2011, o Simpsio reuniu mais de 500 tcnicos e dirigentes de em-presas avcolas.

    Bento Zanoni coordena a primeira reunio do Simpsio da ACAV que ocorre em 2014

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    Grupo Samsung tem interesse em investir no Estado

    Potncia planetria, a Samsung, como outras grandes empresas, volta seus olhos para Santa Catarina

    66 Agosto 2013 Economia&Negcios

    Como a Revista Porturia - Economia & Negcios j havia especulado, em junho, parece mesmo que so reais as chances do grupo coreano Samsung investir pesado em Santa Catarina. Nesse cenrio, o Litoral Norte do Estado favorito para receber o aporte, uma vez que a regio alm de industrializada, tambm est bem localizada e possui mo de obra qualificada.

    O secretrio do Planejamento, Murilo Flores, repre-sentou o governo estadual em Seul, na Coreia do Sul, nos ltimos dias de julho. O objetivo da viagem foi apresentar Santa Catarina vice-presidncia do grupo Samsung que manifestou interesse em investir no Estado. As conversas iniciaram h cerca de trs meses.

    Flores explica: Ser uma troca de informaes, j que a Samsung tem sondado estados brasileiros para in-vestir na rea de infraestrutura do pas, tanto em portos e aeroportos quanto em ferrovias, alm de usinas para pro-

    duo de energia a partir de dejetos orgnicos. O secret-rio disse que mostrou o interesse do governo catarinense em receber investimentos em aeroportos, na melhoria dos portos e criao de um parque industrial na rea retropor-turia com empresas coreanas. Ele tambm apresentou os projetos das ferrovias Leste-Oeste e Norte-Sul, em desen-volvimento pelo governo federal.

    A visita ao pas asitico incluiu tour no Porto Pusan, que movimenta 45% das exportaes da Coreia e est si-tuado na costa sudeste, e visitas a empresas da Samsung. Entre elas, duas usinas de tratamento de resduos com ge-rao de energia, o que, segundo Flores interessante, pois o Estado est elaborando o plano diretor de resduos slidos por determinao legal e pode atrelar isso gerao de energia. O secretrio ainda visitou o estaleiro Geoge Shipyard, que possui ISO 50.001, e o porto de contine-res, Hanjin Shipping.