Revista Porturia - Abril 2015

  • Published on
    21-Jul-2016

  • View
    213

  • Download
    0

DESCRIPTION

Revista Porturia - Abril 2015

Transcript

  • 4 Abril 2015 Economia&Negcios

    NDICE

    www.revistaportuaria.com.br

    Duas vezes por semana, a Revista Porturia atualiza o blog da publica-o, que tem sempre informaes exclusivas sobre tudo o que acon-tece no mundo dos negcios no Brasil. O informativo jornalstico en-caminhado duas vezes por semana para uma base de dados segura e criteriosamente construda ao longo de 15 anos de mercado, formada por mais de 90 mil empresas. Composto por notcias econmicas de interesse de empresrios, polticos e clientes, o blog trata de todo e qualquer tema que envolva economia, especialmente aqueles voltados aos terminais porturios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Para-n. Se voc souber de alguma novidade, tiver informaes relevantes sobre temas econmicos e quiser contribuir com o trabalho da Revista Porturia, entre em contato com a reportagem no endereo eletrnico: jornalismo@revistaportuaria.com.br

    Revista Porturia tambm est na web com informaes exclusivas

    20Eles CHEGARAM

    Santa Catarina recebe mais uma edio da Volvo

    Ocean Race

    Itaja quer se transformar

    no Polo Nutico Brasileiro

    Rona

    ldo

    Silv

    a Ju

    nior

    8

    Santa Catarina investe em inovao14

    Nova Bacia de Evoluo: Da sua concluso depende o futuro

    do Complexo Porturio de Itaja

    26

  • Economia&Negcios Abril 2015 5

    Editora BittencourtRua Anita Garibaldi, 425 | Centro | Itaja Santa Catarina | CEP 88303-020 Fone: 47 3344.8600

    DiretorCarlos Bittencourt direcao@bteditora.com.br

    Jornalista responsvel: Anderson Silva DRT SC 2208 JPDepartamento de JornalismoRevista Porturia - Economia e NegciosFone: 55 47 3344-8609http://www.revistaportuaria.com.br

    Diagramao:Solange Alves solange@bteditora.com.br

    Contato ComercialRosane Piardi - 47 8405.8776 comercial@revistaportuaria.com.brContato Comercial (agncias)Junior Zaguini - 47 8415.7782junior@bteditora.com.br

    Capa Arte: Leandro Francisca

    ImpressoImpressul Indstria GrficaTiragem: 10 mil exemplares

    Elogios, crticas ou sugestesdirecao@bteditora.com.brPara assinar: Valor anual: R$ 240,00

    A Revista Porturia no se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que so de inteira responsabilidade de seus autores.www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

    ANO 15 EDIO N 182ABRIL 2015 EDITORIAL

    Comercial para todo o Brasil

    VIRTUAL BRAZIL Ltda+55 48 3233-2030 | +55 48 9961-5473

    MAIL: paulo@virtualbrazil.com.brSKYPE: contatos@virtualbrazil.com.br

    Vocao nutica e logstica que s cresce

    Claro que a chegada dos ve-leiros da Volvo Ocean Race tornam a vocao nutica de Itaja palpvel e evidente, com o orgulho tomando conta dos ita-jaienses. Os mastros, avistados ao longe, denotam a grandiosidade do evento e revelam que s uma cidade igualmente grandiosa seria capaz de receb-lo. Mas essa apenas uma parcela desse poten-cial que se consolida.

    Assim como nos eventos, como a prpria Volvo, a Transat Jacques Vabre, a Semana Nutica e a regata Velas Latinoamrica, a indstria nutica tambm evolui. Estaleiros da regio ganham es-pao cada vez maior no mercado nacional e internacional. Apesar do momento de crise econmica, somos constantes em festivais nuticos, inclusive lanando pro-dutos novos.

    A marina do Saco da Fazen-da tomando forma destaca o que est por vir nesse segmento e , sem dvida, a melhor localizao estratgica. Muitos visitantes de-vero escolher aportar por aqui pela facilidade logstica e a possi-bilidade de negcios num raio de poucos quilmetros.

    Na cadeia logstica os avan-os tambm seguem o previsto, na contramo do cmbio desfavor-

    vel. Daqui a 18 meses o Complexo Porturio do Itaja-Au estar apto a receber navios com at 335 me-tros de comprimento e 48 metros de boca, garantindo o sucesso das operaes pelos prximos anos.

    A Nova Bacia de Evoluo permitir que terminais consigam operar navios maiores, de acor-do com a demanda do mercado, impedindo que o complexo perca essas operaes. Uma obra de extrema importncia para manter a competitividade com demais portos e o comrcio com os cinco continentes.

    Mas no podemos parar e, ao que tudo indica, no vamos. A segunda fase das obras da ba-cia garantir a possibilidade de operar navios de at 366 metros de comprimento e 51 metros de boca. Com investimentos de mais de R$ 208 milhes, previstos no oramento de 2015 da Unio, nessa etapa tambm est prevista a realocao do molhe norte, pos-sibilitando que o canal de acesso fique com a largura de 220 me-tros.

    Aes fruto de investimento e vontade poltica, que revelam que a unio de foras entre em-presariado e poder pblico so fundamentais para o desenvolvi-mento constante.

  • 6 Abril 2015 Economia&Negcios

    Na ltima semana de maro foi divulgado pela Associa-o Comercial e Industrial de Itaja os resultados da 26 edio do Trofu Empresrio do Ano. Foram reve-lados os nomes das pessoas e das empresas escolhidas pela Diretoria Executiva, bem como pelos associados.

    Na responsabilidade social, a empresa destaque foi a Viao Praiana, pelo valoroso trabalho que desenvolve nesse importante segmento da sociedade.

    Na prestao de servios o destaque foi para a Auditar Assessoria Empresarial, empresa slida com nova sede e um nmero expressivo de colaboradores.

    No comrcio a escolha da diretoria foi pelo Grupo Pe-reira (Comper e Fort Atacadista). O grupo possui tempo de mercado, grande nmero de lojas, gerando com isso forte atuao no mercado e na gerao de emprego e renda.

    A escolha da empresa vencedora como destaque na indstria recaiu sobre a GDC Alimentos Gomes da Costa. Indstria que atua no segmento da pesca que o ponto alto da nossa regio, fornecendo produtos de alta qualidade e ex-portando para os quatro cantos do mundo. A empresa possui 2,2 mil colaboradores.

    O jovem empresrio que vem ganhando cada vez mais destaque no mercado, foi Andr Paulo Giacomolli, da empre-sa Porto Design. Andr Paulo, arrojado e lder no que faz, tem viso de futuro. A empresa veio de outro Estado e abraou Santa Catarina, mais especialmente Itaja com muito apreo e muita garra.

    A mulher empresria foi Denise da Costa Leoni. Denise inovou. H dez anos, a Armazenabem foi idealizada e hoje serve de referncia para muitas outras cidades. O crescimento foi to salutar que hoje seus proprietrios pensam em fran-quear a empresa. Denise comanda os trabalhos, exerce lide-rana e participativa na nossa entidade.

    Alexandre Gomes da Rocha, diretor regional da RICTV Record, foi escolhido com Destaque em Gesto. Alexandre est h mais de 10 anos a frente da TV Vale do Itaja, devido ao respeito e admirao por parte dos seus colaboradores e seus diretores. Sempre inovando e buscando aliar o nome da empresa em projetos que faam a diferena na vida das pes-soas e dos telespectadores da RICTV Record.

    O empresrio do ano foi eleito pelo voto dos associa-dos. A votao durou quinze dias, e o vencedor foi Paulo Jos Ferreira Fonseca com 69,3% dos votos apurados, portanto uma expressiva votao.

    Paulo Fonseca scio-proprietrio do Grupo Open. Suas empresas exercem uma fora de mercado muito grande no municpio, gerando emprego e tendo participao muito grande no crescimento da regio. um empresrio de porte e que valoriza Itaja, cidade que o acolheu.

    Tambm foram citadas as empresas que completam 25, 30,40,50 e 80 anos de fundao neste ano de 2015, que se-ro homenageadas. O evento ocorrer no dia 29 de maio, no Marias Itaja Convention e certamente ser a celebrao dos valores, das pessoas e das empresas.

    ACII divulga empresrios e empresas que sero homenageadas no aniversrio da entidade

  • 8 Abril 2015 Economia&Negcios

    Com o slogan Trabalho que faz da cidade a nova potncia do Estado Itaja lanou na ltima semana uma campanha para se tornar o Polo Nutico do Brasil. Motivos para isso no faltam: o municpio j sediou duas etapas da Regata Volvo Ocean Race, considerada a Frmula 1 dos Mares, vai receber pela segunda vez em novembro mais uma etapa da Regata Internacional Transat Jacques Vabre, pro-moveu a Semana de Vela de Itaja, foi pal-co do evento Velas Latino Amrica e possui a Associao Nutica de Itaja, uma escola especializada na formao de velejadores.

    O prefeito Jandir Bellini diz que com a estrutura que a cidade possui hoje, um per exclusivo para atracao de navios de turismo, a Vila da Regata, o Centroeventos

    e a Marina do Saco da Fazenda, alm dos eventos nuticos internacionais, j pode se considerar um polo nutico nacional. Entretanto, a consolidao dessa posio se dar ao natural, principalmente depois que a Marina for inaugurada no final deste ano, com vagas para mais de 800 barcos, dando uma alavancada real neste segmen-to, acredita.

    O prefeito citou ainda o fato de que Itaja j referncia nacional em fabrica-o de embarcaes, tanto vela quanto a motor, alm dos grandes estaleiros de na-vios. Temos hoje os melhores estaleiros para fabricao de barcos at mesmo de forma artesanal, mas que usam tecnologia de ltima gerao para navegar. Por isso, toda essa estrutura agregada, vai fazer de

    Itaja quer se transformar no Polo Nutico Brasileiro

    Rona

    ldo

    Silv

    a Ju

    nior

    Victor broca

  • Curitiba - Joinville - Blumenau - Navegantes - Itaja - Balnerio Cambori - FlorianpolisEm Itaja novo endereo: Avenida Coronel Marcos Konder, 789 - Centro - Itaja - SC

    Economia&Negcios Abril 2015 9

    Itaja naturalmente um polo nuti-co nacional, salienta.

    Jandir falou tambm que esse conjunto de foras econmicas que o municpio possui, como o porto, a pesca industrial e artesanal, o setor de servios, as indstrias, os navios de turismo, as competies vela, entre outros, fizeram Itaja ser o municpio com maior PIB de Santa Catarina. Essa conquista devemos a todos os empresrios e trabalhadores que acreditam na fora do municpio como potncia econmica, onde se encontra facili-dades para instalao de empresas e gerao de empregos, alm de qualidade de vida, finaliza.

    Divu

    lga

    o

    Jonnes David

  • 10 Abril 2015 Economia&Negcios

    Fomentando os negcios entre Itlia e Brasil, surge uma indita oportunidade de intercmbio entre os pases, voltado para a indstria nutica. Entidades e organiza-es italianas e brasileiras lanaram a 1 Feira International do Mar de Tecnologia, Inovao e Design Itlia-Brasil Fimar, no Auditrio da Secretaria de Estado de Turismo, cultura e Esporte de Santa Catarina.

    Durante a solenidade de lanamento o secretrio es-tadual de Turismo, Cultura e Esporte, Filipe Mello destacou a feira como uma nova etapa no desenvolvimento do setor nutico do Estado. Precisamos criar condies para que San-ta Catarina se desenvolva como setor nutico. Neste sentido desejamos que a Fimar marque o incio de uma novo ciclo do

    estado como Polo Nutico. A feira vir para concretizarmos negcios e para que possamos colher frutos positivos tanto no turismo quando na indstria, explica o secretrio.

    Resultado de acordos entre o Ministrio Italiano do De-senvolvimento Econmico, Ucina e o Governo de Santa Cata-rina, promovidos e apoiados pela Associao BrazilPlanet em colaborao com Assonautica e a Associao Nutica Catari-nense para o Brasil - Acatmar, a Fimar ir trazer para Santa Catarina o modelo nutico italiano. Esse resultado concreto das relaes bilaterais, nos permitiu navegar juntos para um objetivo comum, que combina o melhor de nossas habilida-des nuticas, salienta o embaixador da Itlia no Brasil, Ra-ffaele Trombetta.

    Florianpolis vai sediar a 1 Feira Nutica Itlia-Brasil

    Entidades governamentais e empresariais da Itlia e do Brasil lanaram a Fimar que ser realizada na capital catarinense de 4 a 7 de junho

  • Economia&Negcios Abril 2014 11Economia&Negcios Abril 2014 11

    Alm disso, esta feira vai permitir uma aproximao maior do Sistema Itlia com o mercado nutico brasileiro, que est em crescente desenvolvimento e possui grandes qualidades, permitindo parcerias de negcios seja para aque-les que querem produzir localmente, seja para as empresas brasileiras que desejam associar seus produtos ao Made in Italy. "A feira quer unir dois polos de excelncia. O interesse demostrado pelos empresrios da indstria nutica italiana nos d a certeza do sucesso da Fimar, que ser a vitrine do que h de melhor em design e tecnologia na Itlia e no Brasil para toda a cadeia do setor nutico", declara Domenico Cala-bria, da Brazil Planet, organizadora do evento.

    Para a Fimar esto programadas reunies com as em-presas e operadores locais para prosseguir com as parcerias e oportunidade entre os dois pases, por meio de rodada de ne-gcios e seminrios. O evento, marcado para 4 a 7 de junho, j confirmou a presena de mais de 15 empresas italianas do setor nutico que atuam nos ramos de automao, tecnolo-gia, design e consrcio. J temos confirmadas empresas das

    regies de Toscana, Piemonte, Marche e Liguria, informa o representante da Agncia para a Internacionalizao das Em-presas Italianas ICE, Antonio Monge.

    O evento conta tambm com o apoio da prefeitura de Florianpolis, Santur e Servio de Apoio s Micro e Pequenas Empresas Santa Catarina - Sebrae/SC. Para a coordenadora es-tadual do Sebrae/SC, Soraya Tonelli a Fimar tem importncia fundamental para o setor nutico tanto na indstria quanto no turismo. Ns acreditamos que a realizao da feira inter-nacional vem agregar valor ao trabalho de desenvolvimento de Santa Catarina como polo nutico pois propiciar rodadas de negcios aproximando a demanda do mercado italiana com a oferta do nosso estado em tecnologia embarcada e turismo nutico, comemora.

    A participao italiana ser assistida pela Agncia ICE com um "Ponto italiano", lugar de hospitalidade e de informa-o para os operadores e visitantes, demonstrando o impor-tante papel desempenhado pela nutica italiana no cenrio mundial.

  • 12 Abril 2015 Economia&Negcios

    O Encontro Nacional da Comisso de Meio Ambiente (CMA) da Cmara Brasileira da Indstria da Construo (CBIC), que aconteceu em Balnerio Cambo-ri nos dias 26 e 27 de maro na sede do Sinduscon, encerrou com visitas tcnicas, su-cesso de pblico e elogios dos participantes. O encontro acontece a cada dois meses e esta foi a primeira vez que saiu do eixo So Paulo-Brasia, sendo realizado em Balnerio Cambo-ri. Conforme o presidente do sindicato, Car-los Humberto Metzner Silva, foi um grande prazer receber o grupo de participantes que, inclusive, superou as expectativas de pblico. Recepcionamos cerca de 50 representantes de Sinduscons do Brasil, e ficamos felizes por termos superado as expectativas do grupo, pela programao de visitas a canteiros de obras e pelo grande interesse demonstrado pelo perfil de nossas obras, completa Silva.

    Uso racional e reuso da gua, eficin-cia energtica nas edificaes, tratamento dos resduos da construo e contribuies da construo civil para os desafios da crise hdrica foram alguns dos temas em debate no primeiro dia do encontro. Aps o pronuncia-mento do presidente da entidade anfitri, do vice-presidente regional da Fiesc, Mauricio Csar Pereira, e do presidente da Comisso Nacional do Meio Ambiente, Nilson Sarti, foram apresentados cases de empresas as-sociadas ao Sinduscon que, no dia seguinte, seriam visitadas. Cada uma delas se disps a apresentar uma obra em estgio diferente das demais para que todos os participantes pudessem conhecer melhor aspectos constru-tivos destes empreendimentos.

    As visitas tcnicas iniciaram pela ma-nh do dia 27 e foram feitas no residencial Infinity Coast, da FG Empreendimentos, que est sendo construda a uma quadra do mar; e na Construtora Pasqualotto, a obra visitada foi o Yachthouse, que est sendo edificado dentro da Marina Tedesco e se encontra em fase de fundao.

    Meio ambiente na construo civil em BC: visitas tcnicas e sucesso de pblico marcaram o encontro

  • 14 Abril 2015 Economia&Negcios

    Santa Catarina investe em inovao

    Representantes de cada um dos 13 centros tecnolgicos que esto

    sendo construdos no Estado j comeam a

    receber treinamento do instituto de pesquisa

    americano Stanford Research Institute

    (SRI)

    H uma profuso de estatsticas e dados que indicam que empresas e organizaes que investem ou se inserem na cadeia de inovao tem resultados melhores e mais duradouros. As maiores e melhores empresas, as que mais crescem, as que so melhores para trabalhar e aquelas com marcas mais valiosas so aquelas organizaes co-nhecidas como inovadoras. Esta razo suficiente para investir em inovao.

    No ambiente corporativo, a inova-o tem a capacidade de agregar valor s empresas, atravs de novos proce-dimentos, novos produtos e servios de sucesso no mercado. Empresas no crescem apenas porque diminuem suas

    despesas, mas sim pela sua capacidade em inovar. Esta , por si s, uma razo imperativa para investir em inovao.

    Seguindo essa tendncia San-ta Catarina vai apostar em polos deste segmento para fomentar a economia no Estado. Os Centros de Inovao se-ro instalados nas cidades de Joaaba, Lages, Jaragu do Sul, Chapec, Itaja, So Bento do Sul, Tubaro, Blumenau, Brusque, Rio do Sul, Cricima e Joinville, alm de um em Florianpolis. A capital catarinense j referncia como um dos municpios brasileiros que concentram polos de empresas de tecnologia.

    H dois modelos de edifcios, sen-do que o maior, com 3.800 m custar

  • Economia&Negcios Abril 2014 15

    em torno de R$ 7,5 milhes e o menor, com 2,2 mil m, custa-r R$ 5,2 milhes aproximadamente. Duas parcerias j esto consolidadas para a troca de informaes com os 13 centros de inovao que sero instalados em Santa Catarina: com o Stanford Research Institute (SRI), da Califrnia, e a Associao de Parques Tecnolgicos da Espanha (XPCAT), na Catalunha.

    A iniciativa faz parte do Programa Catarinense de Ino-vao (PCI), um projeto da Secretaria do Desenvolvimento Econmico Sustentvel (SDS) em parceria com universidades,

    entidades empresariais e governos locais.O objetivo que cada um dos Centros de Inovao leve

    em conta as potencialidades das regies em que ser cons-trudo, e busque resolver problemas ou pensar produtos para as indstrias ali instaladas.

    Representantes de cada um dos centros tecnolgicos que esto sendo construdos no Estado j comearam a rece-ber treinamento do Stanford Research Institute (SRI), instituto de pesquisas da universidade americana de mesmo nome.

    :: Os Polos de Inovao

    BlumenauA indstria txtil e sua

    cadeia de fornecimento inclui a inovao nos materiais, de-sign, modelos de negcio e canais como um exemplo da inovao em curso na regio. A regio tem forte tradio no se-tor de servios, principalmente software, com produtos e pla-taformas inovadoras. No setor de turismo, Blumenau e regio foram capazes de resgatar tra-dies europeias e transform-las em uma indstria do turismo ampla. Com uma forte estrutura educacional e tambm apoiada por setores industriais diversos (por exemplo, metal-mecnico), o polo de inovao de Blume-nau multifacetado.

    BrusqueResponsvel por

    15,49% da produo nacional txtil, Brusque, localizada no Vale do Itaja, considerada especialista na produo de cama, mesa, banho e malha-ria, respondendo por aproxi-madamente 50% da produo brasileira nestes segmentos. Alm do setor txtil, o novo Centro de Inovao tambm ir contemplar as necessida-des de investimento em tec-nologia e inovao de outros setores fortes da economia da regio, como o caladista, de cermica, de turismo religioso e natural, de produo ali-mentcia, entre outros.

    ChapecA capital brasileira do agro-

    negcio tambm um polo de de-senvolvimento e inovao do setor agropecurio e da indstria de ali-mentos. A regio gerou alguns dos maiores grupos de agronegcio do pas que, atualmente, agregam valor pelo investimento em pesqui-sa e desenvolvimento e oferta de novos produtos e servios a merca-dos em todas as partes do mundo. Devido posio estratgica, pr-xima fronteira, tem o setor logs-tico como portador de inovao. A sua tradio no setor de turismo de negcios indica o potencial inova-dor na rea de servios.

  • 16 Abril 2015 Economia&Negcios

    CricimaBaseado na tradio da

    indstria cermica e carbonfera, Cricima um polo de inovao em materiais. O setor de cons-truo acompanha o esforo de inovao na regio. Os setores de energia e logstico impul-sionam o desenvolvimento de novos modelos de negcio e in-troduo de tecnologias. Outros setores presentes na economia da regio (qumico, polmeros, extrao mineral) complemen-tam o ambiente econmico da regio.

    ItajaA regio com a maior

    economia de Santa Catarina tem uma gama de servios e modelos de negcio logsti-cos, a regio a referncia do Estado no setor logstico. O desenvolvimento da indstria farmacutica e setores indus-triais com nfase exportadora complementam uma das regi-es com maior taxa de cresci-mento e inovao no Estado.

    FlorianpolisConhecida como o Vale

    do Silcio brasileiro, Florianpo-lis hospeda um formidvel setor de Tecnologias da Informao e da Comunicao (TIC) fortemente baseado na inovao tecnolgica e interao com universidades. A capacidade empreendedora da re-gio nica e transformou a TIC no setor econmico mais importante, suplantando inclusive a tradicional indstria do turismo. A regio de-senvolve somente uma indstria limpa, baseada em tecnologia, aproveitando-se da grande capaci-dade de gerao de conhecimento e tecnologia das instituies da regio.

    Jaragu do SulUma cidade com um setor

    metal-mecnico e txtil extrema-mente desenvolvido, competindo a nvel mundial e fortemente base-ado em tecnologia, posicionam Ja-ragu do Sul como uma regio que transforma a economia tradicional atravs da inovao. A indstria de alimentos outro portador do futuro, unindo uma indstria sofis-ticada criao de uma base de conhecimento local.

    JoaabaA cadeia de produo de alimentos

    e agronegcio uma atividade estabeleci-da no Vale do Rio do Peixe. A regio hoje investe no apenas na produo, mas principalmente na gerao e incorpora-o de tecnologias das cadeias do leite e manejo e transformao do agronegcio. A agroecologia setor emergente. Outros setores portadores do futuro como enge-nharia biomdica, florestas e energia re-novvel e setor metal-mecnico esto em desenvolvimento, desde a formao de talento, gerao de tecnologias e criao e atrao de novas empresas.

    JoinvilleFoi por muitos anos a maior eco-

    nomia do Estado, at ser superada por Itaja. conhecida pelo provimento de servios tcnicos especializados em metais e polmeros. O setor metal-me-cnico tem players que competem em nvel global e desenvolvem tecnologia localmente. O setor de polmeros e a contribuio de outros setores como o txtil e automotivo so amparados por uma estrutura educacional local que se desenvolve a passos largos. No setor de servios, destaque para Tecnologias da Informao e da Comunicao (TIC) que tem participao relevante. Um latente setor de biotecnologia est em desen-volvimento, com um ecossistema favo-rvel ao setor.

  • Economia&Negcios Maro 2015 17

  • 18 Abril 2015 Economia&Negcios

    O secretrio do Desenvolvimen-to Econmico Sustentvel (SDS), Carlos Chiodini, esteve reunido com o secret-rio-executivo do Ministrio da Cincia, Tecnologia e Inovao (MCTI) e ex-reitor da Universidade Federal de Santa Cata-rina (UFSC), Alvaro Prata. O encontro foi em Braslia, com objetivo de buscar recur-sos para mobiliar e equipar os Centros de Inovao que esto sendo construdos no Estado.

    Prata se comprometeu em analisar o projeto tcnico dos Centros de Inovao e estudar a viabilidade para liberao dos recursos junto ao Ministrio. Estamos em um momento de construo oramen-tria para 2015, mas queremos continu-ar neste importante projeto que pensa em Santa Catarina para os prximos 50 anos, relatou Prata.

    Acompanhado do senador Drio Berger, do deputado federal Mauro Ma-riani e do diretor de Cincia, Tecnologia e Inovao da SDS, Jean Vogel, o secretrio Chiodini saiu entusiasmado da reunio. Estamos fazendo o acompanhamen-to das obras dos Centros de Inovao e queremos dar ainda mais celeridade ao processo, para que este ano os primeiros j estejam funcionando. Porm precisa-mos buscar os recursos necessrios que faltam, explicou Chiodini.

    Estas sero as primeiras obras p-blicas em Santa Catarina projetadas em Building Information Modeling (BIM), mo-delo no qual possvel criar a documenta-o e as informaes digitais coordenadas do empreendimento, acelerando a finali-zao de modo seguro, mais econmico e com impacto ambiental reduzido.

    LagesA regio de Lages inovou forte-

    mente no setor de turismo e servios quando uniu o ecoturismo, o turismo de inverno, a incorporao da tradio e cultura gacha nos servios aos tu-ristas. A introduo da indstria vin-cola de altitude, fortemente baseada em tecnologia de produo e distri-buio, renova o esprito empreende-dor da regio. No setor industrial, a indstria papeleira e florestal buscam incorporar valor por meio de novas tecnologias e servios logsticos. Com uma posio logstica mpar, a inova-o baseada em servios logsticos setor emergente. Como setor portador do futuro, Lages tem o ecossistema ideal para desenvolver a biotecnolo-gia, principalmente aplicada ao agro-negcio.

    So Bento do SulA regio conhecida como um

    dos principais polos moveleiros do pas. Reinventando a sua cadeia pro-dutiva, desde a produo de madeira e biomassa at a cadeia de supri-mentos para a fabricao de mveis, incluindo modelos de negcio inova-dores, posiciona So Bento como um centro de inovao no setor movelei-ro e florestal. A insero da cidade na cadeia automotiva e no setor metal-mecnico fomentam a inovao nes-tes setores. Outro setor emergente a agricultura especializada (floricul-tura e espcies tropicais), fortemente amparada por tecnologias e novos modelos de negcio e distribuio.

    TubaroCom uma posio estrat-

    gica, a cidade desenvolve mode-los de inovao ligados ao setor logstico. Tambm tem no setor de energia um futuro promissor e ainda hospeda tambm uma par-cela importante da indstria cer-mica do Estado. Outros setores industriais especializados esto presentes (molduras) como fator complementar das competncias da regio. No setor de servios, a indstria do turismo hidromineral impulsiona o esforo inovador na regio.

    Rio do SulO municpio destaca-se

    na rea industrial, com foco nos setores metal-mecnico, eletrnico e vesturio (prin-cipalmente na confeco de jeans). No setor agropecurio, destaca-se pela produo de leite, suinocultura e avicultura. Vem apresentando tambm nos ltimos anos forte crescimento na construo civil e no desen-volvimento de software.

    Centros de Inovao podem receber recursos do Ministrio da Cincia, Tecnologia e Inovao

  • 20 Abril 2015 Economia&Negcios

    Eles CHEGARAMSanta Catarina recebe mais uma

    edio da Volvo Ocean RaceESTADO UMA DAS 11 PARADAS DA

    CORRIDA MUNDIAL DOS MARES E ITAJA

    RECEBE O EVENTO PELA SEGUNDA VEZ

    Itajaienses e moradores da regio esto tendo con-tato pela segunda vez com a Volvo Ocean Race, considerada a Frmula 1 dos mares. Em Itaja (SC) a Vila da Regata foi aberta em 3 de abril, permanecendo com atraes e aguardando a chegada dos barcos at o dia 19 do mesmo ms quando as embarcaes partem em direo prxima etapa da Volvo, em Newport, nos Estados Unidos.

    Os visitantes podem acompanhar de perto a ro-tina dos atletas na preparao dos seis barcos para a etapa seguinte. A expectativa do Comit Organizador que mais de 350 mil pessoas circulem pela Vila durante o 17 dias do importante evento internacional.

    Neste perodo o espao, montado junto ao Cen-treventos de Itaja, receber o pblico das 14h s 23h de segunda a sexta-feira e das 10h s 23h nos sbados e domingos. Assim como na edio anterior, o pblico poder entrar e usufruir das atraes gratuitamente.

    As culinrias da Frana, Portugal, Espanha, Bra-

    sil, Emirados rabes, China, Estados Unidos e Nova Ze-lndia podero ser saboreadas durante o evento. Duas praas de alimentao atendero ao pblico, oferecen-do petiscos, lanches, refeies e sobremesas, alm do Restaurante Intencional (per), Cafeteria (interior do Centreventos), Bar (terrao), carrinhos de sorvete, aa, pipoca e churros.

    O evento tambm contar com um ciclo de pa-lestras. Com o tema "Construindo um mundo melhor", a programao tem entre os destaques o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, os vele-jadores Lars Grael e Andr Fonseca (Bochecha) ni-co brasileiro a bordo na regata e padrinho da parada brasileira e o dolo do basquete Oscar Schmitd.

    Os palestrantes vo falar sobre temas como ti-ca, sustentabilidade, comunicao, cultura e economia. O ciclo integra o Programa Itaja Stopover Sustentvel, voltado para aes de sustentabilidade econmica, so-cial e ambiental.

  • Economia&Negcios Abril 2015 21

    A regata: PercursoOs barcos partiram de Alicante para Cidade do Cabo,

    na frica do Sul. O percurso total de 38.739 milhas nuticas ou 71.745 quilmetros. Antes de chegar a Itaja os velejado-res passaram por Abu Dhabi (Emirados rabes Unidos), Sanya (China) e Auckland (Nova Zelndia). Da cidade catarinense eles partem para Newport (EUA), Lisboa (Portugal), Lorient (Frana), Haia (Holanda) pit stop apenas para manuteno dos barcos - e Gotemburgo (Sucia), onde a competio ser encerrada com a prova final no dia 27 de junho de 2015.

    ParticipantesSete equipes iniciaram a competio 2014-15: Team

    SCA (Sucia), Abu Dhabi Ocean Racing (Emirados rabes Unidos), Dongfeng Race Team (China), Brunel Team (Holan-da), Team Alvimedica (EUA/Turquia), Team Mapfre (Espanha) e Team Vestas Wind (Dinamarca). No entanto, um incidente com o barco dinamarqus o tirou da disputa. A embarcao foi muito danificada aps encalhar em uma ilhota no Oceano ndico durante a segunda etapa da Volta ao Mundo. O inci-dente ocorreu no final de novembro do ano passado em Car-gados Carajos Shoals (Saint Brandon), 240 milhas a nordeste das Ilhas Maurcio. A tripulao deixou o barco sem nenhum arranho, mas foi obrigada a abandonar a regata.

  • Na primeira edio em que Itaja foi sede, entre 2011/2012 mais de 282 mil pessoas mil pessoas visita-ram o espao e deram as boas-vindas aos atletas. E o pblico impressionou a organizao e os patrocinadores. O retorno de mdia, por exemplo, foi de mais de 4 mil re-portagens veiculando o nome de Itaja, quase 130 horas de contedo televisivo e 445 imagens da cidade exibidas em jornais e revistas no Brasil e no exterior.

    Alm do clima de festa e de superao, afinal so dias e mais dias a bordo de barcos cruzando os mares, a Volvo Ocean Race tambm reflete na economia de Itaja e regio. Dados da consultoria Price Waterhouse Coopers (PwC), apresentam sucesso em dois importantes aspec-tos: o impacto gerado pelos investimentos dos envolvidos com o evento (organizao, equipes, patrocinadores, etc) e o impacto gerado por gastos privados, individuais, rea-lizados por pessoas que visitaram a cidade e o evento.

    O estudo aponta que a primeira edio atraiu um grande nmero de visitantes de fora do Estado e do pas,

    com permanncia mdia dos visitantes de 3,4 noites para brasileiros e 7,2 para estrangeiros. O gasto direto esti-mado destes visitantes foi de R$ 8,58 milhes no Estado, com a contrapartida da organizao e equipes na casa dos R$ 7,65 milhes, revela o diretor da Secretaria de Turismo de Itaja, Darlan Haussen Martins Jnior. Con-siderando todos os gastos, temos um impacto direto e indireto total de R$ 43,75 milhes na economia catari-nense, refora.

    Martins Jnior comenta que um exemplo claro do reflexo positivo est na ocupao hoteleira e no gasto com transporte local, como servios de viagem e turismo. Isso gera ISS ao municpio. Se levada em conta a taxa de ocupao de abril de 2012, que chegou a 74% das 1.066 unidades habitacionais, com mdia diria de R$ 93, fo-ram arrecadados R$ 44 mil de imposto somente com essa movimentao. Fora da temporada ou deste perodo de eventos, a taxa mdia de ocupao de 42%, o que gera o equivalente a R$ 25 mil mensais de ISS, considera.

    22 Abril 2015 Economia&Negcios

    Nmeros da primeira edio

  • Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    Natural que um evento conhecido como a Frmula 1 dos mares chame a ateno e desperte o interesse de vrias cidades em sedi-lo. Assim aconteceu com esta edio da parada latino-americana da Volvo Ocean Race e, ao que tudo indica, deve ocorrer novamente. J esperado que na prxima edio da competio vrias cidades do Brasil e outros pases pleiteiem a stopover. Por outro lado, ela tem tudo para permanecer em Itaja, basta querer.

    Economia&Negcios Abril 2014 23

    Entrevista

    Itaja tem tudo para ser a capital de eventos nuticos no BrasilPresidente do Comit

    Central da Volvo em Itaja, Alexandre dos Santos fala tambm sobre os

    investimentos e expectativas para esta edio da stopover

  • 24 Abril 2015 Economia&Negcios

    O presidente do Comit Central da Volvo em Itaja, Alexandre dos San-tos no nega que cidades mais ricas e at com uma melhor infraestrutura manifestaram interesse em sediar a etapa. A disputa tende a ficar mais acirrada, porm Itaja tem plenas chances de manter a stopover, acredi-ta o presidente.

    Para Alexandre Santos, pou-cas cidades contam com a estrutura de uma Vila da Rega-ta voltada para o rio, vento constante, alm de uma Marina construda ao lado. O que conta como diferencial para que o municpio permanea como parada da Volvo nas prximas edies, segundo ele, que populao e poder pblico faam sua parte. Se isto acontecer, acredita ele, o municpio pode tornar-se a capital de eventos nuticos no Brasil.

    Em termos de organizao o que mudou para esta edio da stopover?

    Alexandre - No primeiro evento era uma empresa con-tratada que fazia tudo. Nesta edio s o pessoal local est fa-zendo o evento, maior parte voluntrios. Um diferencial gran-de que j temos now how. A Volvo, por acreditar em Itaja, foi bem mais flexvel em todas as mudanas que o comit apresentou. Num primeiro momento, como no conheciam, tinham dificuldade em acreditar, tanto que a Vila da Regata 30 dias antes do evento em 2012 estava em obras e para a chegada estava pronta.

    Isso nos deu a possibilidade de apresentar eventos para o evento deles. o caso do planetrio em operao, a Mare-jpolis que foi sucesso na Jacques Vabre e est aqui tambm, teatro para crianas no auditrio principal. Alm disso, 5 mil crianas de escolas pblicas de Itaja esto fazendo visitas guiadas. So mais cerca de 5 mil de escolas particulares e de Navegantes, tudo no perodo da tarde. Tambm temos a feira de negcios com 18 expositores nuticos de Santa Catarina.

    Independente de governo possvel que a stopover se mantenha em Itaja?

    Alexandre - Tem que ser um trabalho muito bem feito. Primeiro necessrio o Estado querer, porque o governo estadual que compra esse evento. Politicamente, quem for o gestor municipal, precisa se comprometer durante o plano de governo em continuar, com Itaja focada na nutica. A Volvo tem necessidade de um apoio no sul e ns temos a logstica perfeita. Nenhuma cidade se compara nossa nessa parte. Temos porto prximo e vento sempre. Quando levaram para o Rio de Janeiro perceberam que o vento para na chegada e os barcos ficam boiando, isso para televiso muito ruim. A Volvo pensa muito nisso. Ento, penso que a comunidade

    querendo acho que os governantes vo fazer.

    Pelo fato de outras cidades com melhores condies financeiras e infraestrutura estarem pleiteando a parada, no se corre o risco de ter uma espcie leilo?

    Alexandre - O leilo j aconteceu nesta ltima edio, Itaja foi leiloada com Recife e no ltimo momento Recife no conseguiu viabilizar o projeto deles. Eu acho que cada vez vai ser mais competitivo, o Brasil vai entrar num momento eco-nmico cada vez mais complicado e para esse tipo de evento esportivo, por ter s uma marca, mais difcil de vender pa-trocnios. A Volvo tem muitas restries nesse sentido. Mas acredito que Itaja estar sempre concorrendo altura.

    A proposta da Volvo cara, mas existe um valor fixo que ela oferece para a cidade, se elas tm competncia de-pois se inscrevem na parte tcnica. Eu acho difcil a Volvo sair daqui para ir para uma grande capital, eles j tiveram essa experincia e no foi bom para o evento. Pelo que receberam aqui na regio em estrutura de hotis, por exemplo, com ofer-tas para todos os preos e todos os gostos, acreditamos que o evento possa ser mantido na regio desde que as pessoas queiram executar.

    Voc acredita que a cultura de regatas na cidade tambm se manter sendo ampliada?

    Alexandre - Eu estou coordenando esse projeto desde 2009. A gente comeou com o Festival Nutico para envolver o rio num primeiro momento, depois a gente foi a fundo na Volvo, Jacques Vabre, Velas Latino Amrica, estamos desen-volvendo a cada ano a Semana de Vela de Itaja. Ano passado conseguimos colocar 100 embarcaes na cidade e neste ano continua o movimento, vai ter a segunda Semana de Vela. O que ns temos que tentar em Itaja criar velejadores para ter uma cultura mais nutica. Hoje temos uma cultura de even-tos.

    Falta essa mudana ainda. Eventos tm de todos os tipos, tem regata do mundo todo que quer vir pra c, mas todas elas tm um custo. Se a cidade quer ser o foco na rea nutica, como estamos fazendo esse trabalho lanando uma campanha de Itaja como polo nutico no Brasil, acho que a gente consegue se firmar. No todo lugar que tem uma estrutura dessa com uma Vila da Regata voltada para o rio. Acho que temos tudo para ser, no futuro, com a inaugurao da marina, a capital de eventos nuticos no Brasil.

    Como a classe empresarial tem apoiado essas ini-ciativas?

    Alexandre - O empresariado comeou a acreditar, tanto que 40% do nosso investimento todo privado. A gente con-seguiu com esse evento criar uma frmula em que o governo do Estado compra o direito, o municpio entra com a estrutura

    Entrevista

    " perceptvel que Itaja tem muito ainda a crescer, mas a Volvo foi o que abriu a cidade para o mundo."

  • Economia&Negcios Abril 2015 25

    e o comit com a parte toda da divulgao e atraes. perceptvel que Itaja tem muito ainda a crescer, mas a Volvo foi o que abriu a cidade para o mundo.

    A partir da estrutura montada para a primeira sto-pover em Itaja, o pblico passou a ficar mais exigente?

    Alexandre - Tudo que tiver de gastronomia aqui nun-ca teve em Itaja a um preo justo. A pessoa com R$ 10 con-segue se alimentar na Vila da Regata. Aquele que quer se alimentar com comida internacional tambm tem. O nosso povo est ficando mal acostumado no bom sentido.

    Uma coisa voc fazer uma Marejada com uma regata internacional, outra fazer apresentando a sardinha e pro-dutos locais como foi feita no ano passado. O povo no quer mais festa de igreja e sim algo a mais. esse algo a mais que ns temos sempre que tentar trazer para agregar ao evento.

    Os custos para esta edio foram muito diferentes de 2012?

    Alexandre - Em 2012 o oramento inicial era em torno

    de R$ 8 milhes. Neste ano estamos trabalhando em torno de R$ 10 milhes, a principal alterao foi em funo do cmbio. Desse montante o maior investimento com os di-reitos da Volvo, que fica em 2 milhes de Euros. Em janeiro teve uma correo muito grande, j tnhamos pago mais de 70%, mas o saldo que ficou comeu nosso dinheiro todo. A gente fez algumas alteraes em plano comercial tambm. Na anterior pegamos menos empresas com uma parcela maior de investimento. Neste ano pegamos mais empresas com parcelas mais flexveis.

    O plano anterior tambm teve muitas permutas. O que aconteceu neste ano que diminumos as permutas e fize-mos mais captaes financeiras. O nosso plano de captao que era de R$ 3,5 milhes, conseguimos captar 80% dele, tudo privado. Do investimento estadual a nica variao foi cambial. O municpio investe R$ 1,5 milho em estrutura, parte de limpeza, segurana e entretenimento. Para esse l-tima rea foi feito um concurso pela Fundao Cultural. As divulgaes internacionais so todas pagas pela iniciativa privada.

    Entrevista

  • 26 Abril 2015 Economia&Negcios

    A previso do Complexo Porturio do Itaja receber navios de maior porte ainda no ano passado no se confirmou, pois o incio as obras da nova bacia de evoluo foram adiadas para 2016 devido a um equvoco na destinao dos recursos por parte do governo estadual. Com isso, ainda no possvel a entrada de navios maiores e mais carregados nos terminais de Itaja e Navegantes, que juntos correspondem a segunda maior movimentao de cargas con-teinerizadas no pas, e a maior no Estado.

    Mas a tendncia que as obras de fundamental impor-tncia para a economia local e de Santa Catarina comecem em breve. No ms passado foi assinada a autorizao para dar incio a uma obra que vai trazer modernidade e garantir o dinamismo das operaes no Complexo Porturio. O governa-dor Raimundo Colombo entregou a ordem de servio para o alargamento do canal de navegao e da bacia de evoluo. O projeto contempla ainda a adequao das estruturas de

    proteo do rio Itaja-Au.O conjunto de obras, nesta primeira etapa, vai permitir

    que o porto receba navios com at 335 metros de comprimen-to. A navegao mundial est operando com navios maiores, uma realidade que se impe em razo da eficincia e da competitividade e sem as obras aqui, eles certamente migra-riam para outros portos, avalia o governador.

    O investimento est orado em R$ 103 milhes, com recursos do programa Pacto por Santa Catarina e a obra deve ser concluda em 2016. O secretrio de Estado da Infraestru-tura, Joo Carlos Ecker, destaca a "agilidade e o empenho da equipe de trabalho em tratar de uma demanda fundamental para o bom desempenho da economia de Santa Catarina".

    A ampliao demanda a retirada das guias correntes do molhe Sul, junto ao Saco da Fazenda, para que sejam exe-cutadas as obras da nova bacia de evoluo (480 metros de dimetro), retirada de parte dos espiges transversais do mo-

    Nova Bacia de Evoluo: Da sua concluso depende

    o futuro do Complexo Porturio de Itaja

    CONTRATO PARA O INCIO DAS OBRAS DE AMPLIAO DA BACIA DE EVOLUO DO COMPLEXO PORTURIO NAVEGANTES-ITAJA FOI ASSINADO E O INVESTIMENTO EST ORADO EM R$ 103 MILHES

  • Economia&Negcios Abril 2015 27

    lhe norte (groins) e dragagens da rea da nova bacia e para o alargamento do canal de acesso.

    O superintendente do Porto de Itaja, engenheiro An-tonio Ayres dos Santos Jnior, explica que desde quando foi constatada a necessidade do mercado at a assinatura da ordem de servio para as obras, houve um estudo embasado em modelagens e simulaes de navegao por equipamen-tos de alta tecnologia e por empresas das mais bem con-ceituadas no segmento. Tcnicos da Autoridade Porturia, Terminais e Praticagem tambm acompanharam os estudos, que hoje, aps todo os licenciamentos necessrios, resulta-ram nesse importante ato para nosso Complexo, diz Ayres.

    Ele ressalta tambm que o empenho da APM Terminals Itaja e da Portonave foram fundamentais para que o proces-so tivesse andamento, uma vez que os custos de todos os projetos e estudos foram bancados pelos dois terminais e tiveram o apoio tcnico da Delegacia da Capitania dos Portos de Itaja e da praticagem.

    A execuo de qualquer obra pelo poder pblico no Brasil enfrenta uma srie de entraves legais e burocrticos, o que faz com que nunca elas sejam concludas dentro dos prazos estipulados. E com nossa bacia de evoluo no foi diferente. Porm, as obras finalmente sero iniciadas fina-liza.

  • 28 Abril 2015 Economia&Negcios

    O projeto, desde sua concepo, teve vrias alteraes devido escolha do melhor ponto para se fazer a nova bacia de evoluo, levando em considerao a soluo mais vivel, mais econmica, menos impactante comunidade e mais segura para as manobras. Isso levou um tempo. Somos questionados semanalmente - pelos armadores - sobre a evoluo do projeto, uma vez que os navios esto crescendo vertiginosamente e o nosso porto j se encontra com restries de calado e LOA. vital para o Porto de Itaja que a primeira fase da nova bacia de evoluo esteja pronta.

    Ricardo Arten, diretor-superintendente da APM Terminals Brasil

  • Economia&Negcios Abril 2015 29

    Como comum aos grandes projetos de

    infraestrutura, foi preciso avaliar detalhadamente

    todas os componentes socioambientais, tcnicos e de

    viabilidade econmica, alm de compatibilizar o projeto

    para execuo em duas etapas. Tendo sido cumpridos todos estes procedimentos.O

    crescimento econmico de Santa Catarina impe que

    ocorra uma ampliao da sua infraestrutura para que no se

    limite o crescimento e esteja preparada para o futuro. Neste

    contexto, os armadores se planejam para operar maiores

    volumes e precisam contar com ganhos de escala que

    tornem a atividade rentvel. Sendo assim, os armadores

    e toda a cadeia logstica precisam de um cronograma

    de implantao da nova bacia de evoluo que lhes

    d tranquilidade para investir e adequar as suas rotas. A

    sustentabilidade econmica do Complexo Porturio de Itaja

    est diretamente relacionada implantao desta obra.

    Osmari de Castilho Ribas - diretor-superintendente administrativo da Portonave.

  • 32 Abril 2015 Economia&Negcios

    O Complexo composto pelo Porto pblico, os terminais APM Terminals em Itaja e a Portonave em Navegantes, alm de outros quatro terminais privados. A estrutura corresponde segunda maior movimentao de containeres do pas e as empresas relacionadas a 70% da arrecadao do ISS, Imposto sobre Servio, de Itaja, cerca de R$ 14 milhes.

    Estudos do setor apontam que a cada 500 mil containe-res movimentados em um ano, so gerados R$ 825 milhes. Ao ms, so cerca de R$ 69 milhes circulando entre as duas cidades.

    A movimentao do ComplexoPorturio em 2014No acumulado de onze meses em 2014, o Complexo

    Porturio de Itaja embarcou e desembarcou um milho de containeres. Do total de cargas movimentadas no ano, 48% so importaes e 52% exportaes.

    A pauta de importaes liderada pelos produtos me-cnicos e eletrnicos (US$ 274,98 milhes), seguidos pelos

    produtos qumicos (US$ 157,63 milhes) e pelos txteis (US$ 143,04 milhes). Nas exportaes, o item mais embarcado o frango congelado (US$ 226,10 milhes), ficando em segun-da posio as carnes (US$ 127,49 milhes) e, em terceira, a madeira e derivados (US$ 69,66 milhes).

    Importncia histrica e atualA origem do Porto do Itaja remete ao ano de 1906,

    quando Lauro Muller, um Itajaiense, na poca Ministro de Viao e Obras Pblicas, iniciou a construo de molhes para fixar a Barra do Itaja, que se movia com a fora das mars e do rio. Foram utilizadas pedras que eram cortadas do morro Atalaia e de uma pedreira de Navegantes.

    O trabalho reconhecido como notvel obra de enge-nharia, levando em considerao a tecnologia do incio do sculo 20. Graas aos molhes, foi constitudo o Porto Organi-zado de Itaja. Por quase um sculo, a estrutura serviu para as exportaes que marcaram os ciclos da madeira e do acar e depois entrou em declnio causando enormes prejuzos eco-

    Complexo Porturio de Itaja

  • Economia&Negcios Abril 2015 33

    nmicos para a regio.O porto ressurgiu na dcada de 90 quando foi munici-

    palizado e parcialmente arrendado pela iniciativa privada e hoje um dos 120 maiores do mundo segundo o World Top Containers Ports 2014, e movimenta mais de 80% da corrente de comrcio de Santa Catarina.

    o 2 maior complexo porturio do Brasil e movimenta por ano mais de 1,08 milho de TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit unidade internacional equivalente a um continer de 20 ps) e o porto brasileiro que opera cargas de maior valor agregado. O Porto de Itaja tambm reconhecido pela Agn-

    cia Nacional dos Transportes Aquavirios (Antaq), modelo em gesto ambiental.

    A sequncia das obrasA segunda fase das obras, com recursos de mais

    R$ 208 milhes, previstos no oramento de 2015 da Unio, vai garantir ao Complexo Porturio uma bacia de 530 metros de dimetro, com capacidade para operar navios de at 366 metros de comprimento e 51 de boca. A segunda etapa tam-bm prev a realocao do molhe norte, possibilitando que o canal de acesso fique com a largura de 220 metros.

  • 36 Abril 2015 Economia&Negcios

    ArtigoArtigo

    O agronegcio e a economia brasileira em 2015

    Por Mrio Lanznaster

    Presidente da Coopercentral

    Aurora Alimentos

    A sociedade brasileira no conhece a importn-cia do agronegcio para a economia e para a vida cotidiana do cidado, assegurando alimento farto e barato. A ignorncia da realidade do universo do agronegcio em geral e, do mundo rural, em particular, est na base da incompreenso das comunidades urbanas em relao s comunida-des rurais.

    A questo da sustentabilidade no s am-biental, mas tambm social e econmica funda-mental. A produo deve, sempre, atender as impe-riosas exigncias da sustentabilidade, condio que se reflete na imagem do Brasil no exterior. O Brasil est numa posio frente de pases europeus e norte-americanos, na chamada economia verde, tendo 20% da gua potvel do mundo, milhares de hectares de florestas, alm das fontes de energias renovveis, que representam 50% do consumo na-cional. Alm disso, a tendncia da valorizao da gua e do ar puro, atravs de mecanismos como crditos de carbono, reteno de gs metano, en-tre outros, cria outra vantagem competitiva para o Brasil.

    Apesar das dificuldades que marcaro o ce-nrio econmico de 2015, o setor primrio da eco-nomia ter um ano relativamente bom para as ca-deias produtivas de sunos, aves e leite. Esperamos que o governo intervenha menos na economia e d autonomia para a equipe econmica recolocar nos eixos os fundamentos macroeconmicos do Pas. No atual estgio no resta outro caminho, seno os remdios de hortodoxia econmica. Por outro lado, a presidente Dilma Rousseff no poder permane-cer indiferente ao avano da corrupo que choca o Brasil e o mundo. Dever apoiar rigorosas investiga-es e a punio exemplar que a lei prescreve.

    Teremos boas safras no Brasil e nos Estados Unidos, o que assegurar o suprimento de milho, soja e farelo de soja para a transformao em pro-tena animal. Os custos de produo aumentaro - especialmente em face do encarecimento da ener-gia eltrica, do diesel e de outros insumos - e as operaes financeiras tero encargos mais pesados, com juros mais altos e menor oferta de crdito. Pena que as polticas governamentais no contemplam a proteo do agronegcio como faz com o setor au-tomotivo ou de eletrodomsticos, por exemplo...

    O consumo cair acentuadamente em 2015, pois o consumidor endividou-se com a compra de suprfluos. Os setores mais afetados sero o au-tomotivo, construo civil, vesturio e recreao & lazer. As viagens ao exterior sero reduzidas, as im-portaes cairo e as exportaes crescero.

    Mais uma vez os empresrios aguardaro reformas na anacrnica legislao trabalhista brasi-leira. E elas no chegaro.

    O segmento de carnes viver um bom ano com crescentes exportaes de carnes bovina, suna e de aves. A ecloso de epizootias e em alguns pa-ses continuar favorecendo o Brasil, que aproveitar os resultados da conjugao de vrios fatores: qua-lidade reconhecida, preo competitivo potencializa-do pelo cmbio favorvel, capacidade de produo e relativa escassez de carne no mercado mundial. Novos mercados surgiro no continente asitico; a China voltar a crescer acima de 7% e a ndia cami-nha para se tornar grande parceiro comercial.

    Apesar desse quadro de otimismo, a pro-duo de carnes no Brasil no aumentar e a base produtiva continuar no mesmo nvel. Os produ-tores e as indstrias atingiram um saudvel ponto de equilbrio, resultado da aprendizagem depois de dcadas de erros sobre os efeitos perversos da gangorra (picos de alta e de baixa produo na proporo inversa de altos e baixos ganhos). Essa situao levou a metade dos frigorficos brasileiros a pedir recuperao judicial.

    Obstculos exportao continuaro sendo as nossas deficincias logsticas. De acordo com o Frum Econmico Mundial, entre 148 pases pes-quisados, o Brasil est em 71 lugar em termos de infraestrutura, na educao e treinamento de mo de obra, em 72 posio e em eficincia de mo de obra, 92 lugar.

    Por isso, um fato extraordinrio a agrope-curia nacional exportar mais de R$ 100 bilhes por ano e, assim, literalmente salvar a balana comercial brasileira. Esse desempenho ocorre apesar da falta de incentivo, da pssima infraestrutura, dos garga-los logsticos e da restritiva legislao. O Brasil o nico pas do mundo onde a legislao ambiental exige reserva legal. o segundo Pas do mundo em cobertura florestal original nativa que est em 56%, enquanto a Europa mantm apenas 0,1% de cober-tura florestal.

    Sou otimista com o Brasil e com o futuro. Acredito na fora transformadora do trabalho, da cincia e da f. As tendncias para os prximos anos incluem um amlgama desses componentes. Haver predomnio da agricultura de alta tecnologia e al-tssima preciso capaz de gerar alimentos, raes, combustveis e fibras. A dieta humana migrar para um maior consumo de protenas animais, principal-mente carnes. Alimentos mais baratos sero a exce-o e no a regra. A demanda nos prximos 40 anos ter como vetor os pases em desenvolvimento.

  • 38 Abril 2015 Economia&Negcios

    O Centro Logstico Integrado Fastcargo (CLIF) de Itapo, litoral Norte de San-ta Catarina, inicia 2015 garantindo um novo ritmo ao processo de exportao de car-gas em Santa Catarina. Localizado a 7,2 km do Porto Itapo - um dos mais modernos e geis do pas - o CLIF foi homologado pela Recei-ta Federal para operar como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportao. Com a autorizao, Santa Catarina passa a contar com seis empresas atuando como terminal Redex.

    O momento de implantao do servio no poderia ser mais propcio. Segundo o Sin-dicato das Agncias de Navegao Martima e Comissrias de Despacho do Estado de Santa Catarina (Sindasc), em 2014, o Porto Itapo registrou um aumento de 41% na movimenta-o de cargas de importao e exportao em relao ao ano anterior, superando a marca de 200 mil TEUS no ano.

    A operao Redex vem em uma linha crescente. Em 60 dias de operao, o CLIF mo-vimentou de 150 a 200 contineres por ms, principalmente cargas de madeira compensa-da. "No ritmo acelerado das exportaes, a expectativa dobrar essa movimentao nos prximos dois meses", comenta a diretora

    operacional do CLIF, Raquel Benche dos Santos Izauro.

    O Recinto Especial de Despacho Adua-neiro de Exportao tem como principal obje-tivo melhorar o desempenho logstico dando agilidade ao processo de exportao e redu-zindo custos operacionais. Isso acontece por-que a liberao das mercadorias feita pela Receita Federal dentro do prprio CLIF.

    "Em nmeros representa aproximada-mente uma reduo de 30% nos custos logsti-cos, principalmente em processos com caracte-rsticas especiais ou parametrizados em canal vermelho. Enquanto algumas empresas resis-tem em aderir a esta ferramenta, outros come-moram a reduo nos custos de exportao. Essa reduo essencial para que as empresas exportadoras tornem-se mais competitivas no mercado internacional", resume Raquel.

    As empresas exportadoras ainda contam com uma vantagem adicional, a possibilidade de embarcar pequenos lotes. Caso o exporta-dor no consiga completar com carga de um continer, as mercadorias podem seguir para o Redex, onde sero adicionadas cargas de outras empresas para completar o continer. Esta atividade desenvolvida comercialmente pelos Freight Forwarders (agentes de carga).

    mercadomercadocoluna coluna Divulgao

    Santa Catarina conta com mais um terminal Redex para exportao

    Nova estrutura

    permite

    reduzir custos

    logsticos,

    garantindo

    vantagem

    competitiva

    para os

    exportadores.

  • Economia&Negcios Abril 2015 39

    Para operar como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportao, o CLIF conta com estrutura pr-pria e equipamentos modernos para oferecer solues cus-tomizadas para as operaes logsticas de armazenamento de cargas destinadas ao Porto Itapo.

    A empresa possui ainda certificaes indispensveis para seu funcionamento, alm de certificaes do Exrcito Brasileiro, Ministrio da Agricultura e Pecuria, Polcia Fe-deral e Polcia Civil. Os certificados garantem que o termi-nal atende todos os requisitos necessrios para o correto armazenamento de cargas controladas como armamento e produtos qumicos.

    mercadomercadocoluna coluna

    Estrutura O CLIF uma empresa especializada em multisservios para

    logstica integrada de importao e exportao. Inaugurado em maio de 2014, o terminal movimentou 7.162 contineres em 10 meses de atividade. Entre os principais produtos movimentados esto peas automotivas, polmeros, pneus, compensados, cobre, alumnio, produtos da linha branca, contineres refrigerados, in-sumos para indstria siderrgica, entre outros.

    Ocupa uma rea total de 127 mil m, sendo 20 mil m de armazns e 70 mil m de ptio com capacidade esttica para 4.300 contineres e carga solta e 550 tomadas reefer (para con-tineres refrigerados). A construo do empreendimento contou com investimentos de R$ 110 milhes, incluindo a aquisio de um terreno de 3,2 milhes de m, onde 1,2 milho de m so des-

    tinados preservao ambiental. A empresa oferece uma

    grande variedade de servios que inclui desde o recebimento e ar-mazenagem de mercadorias, at o monitoramento de temperatura de contineres, etiquetagem de mercadorias, controle de estoque e transporte rodovirio.

    Estabelecimentos Redexem Santa Catarina Itapo CLIF - Centro Logstico Integrado Fastcargo S/A Joinville Coopercargo - Cooperativa dos Transportadores de Joinville ItajaItazem Logstica Porturia S/ALocalfrio S/A Armazns Gerais Frigorficos So Francisco do Sul WRC Operadores porturios S/A Florianpolis Cricima Terminal Intermodal Ltda

    Vantagens da operao REDEX A mercadoria j desembaraada tem preferncia na ordem de embarque As autoridades aduaneiras esto prximas do exportador, agilizando a soluo de possveis problemas e minimizando o prazo de espera A carga sai internacionalizada e lacrada por uma autoridade Aduaneira da Delegacia da Receita Federal, seguindo em trnsito at o porto de Itapo

  • 40 Abril 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    O setor pesqueiro da regio sul do pas celebrou uma conquista importante para quem vive da pesca. De-pois de quase quatro anos de muitas negociaes, reunies e debates foram assinadas em Braslia as altera-es da INI n 10/2011. A Instruo Normativa Interminis-terial entre Ministrio da Pesca e Aquicultura e Ministrio do Meio Ambiente regulamenta o sistema de permissiona-mento de embarcaes de pesca, define modalidades e as espcies e reas onde podem ser capturadas.

    Segundo o documento assinado pelo Ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, e a Ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, o artigo 5 da INI n10 passa a vigorar a partir de agora acrescido de dois novos pargrafos. O pargrafo terceiro trata da fauna acompa-nhante previsvel e o pargrafo quarto, das espcies de captura incidental.

    Quando a Instruo Normativa Interministerial foi publicada em 2011, o setor pesqueiro constatou muitas falhas na relao da fauna acompanhante em todas as modalidades de pesca. Neste perodo, inclusive a Co-ordenadoria Tcnica do Sindicato das Indstrias de Pes-ca de Itaja e Regio (Sindipi) fez um levantamento da abrangncia da relao de espcies arroladas como fauna acompanhante previsvel e captura incidental nessas mo-dalidades, sugerindo o aumento no nmero de espcies, ou a alterao da INI para a eliminao da lista das esp-

    cies de fauna acompanhante que foi encaminhado para o Ministrio da Pesca e Aquicultura.

    O relatrio tcnico foi produzido e encaminhado ao Governo Federal em maio de 2012. Mas somente no final de maro deste ano foi possvel garantir algumas altera-es no documento que vinha prejudicando o setor. Isso porque, segundo as regras da INI 10, a captura de esp-cies que no estavam na lista configurava pesca ilegal.

    Outra conquista do setor foi a criao de um Grupo de Trabalho Interministerial, composto por integrantes do Ministrio da Pesca e do Meio Ambiente, mas coordenado pelo MPA, que ser o responsvel por revisar e aprimorar o sistema de pemissionamento de pesca para acesso e uso sustentvel dos recursos pesqueiros no nosso pas.

    Para o presidente do Sindipi, Giovani Monteiro as conquistas representam a nova fase vivida pelo Minist-rio da Pesca e Aquicultura, liderado pelo Ministro Helder Barbalho. Isso d garantia de que as embarcaes po-dem continuar trabalhando de forma legal e auxiliando na gerao de empregos na cadeia produtiva do pescado principalmente no Sul do Brasil que tem a maior frota pes-queira do pas. "Frente a tantos impasses e dificuldades enfrentadas nos ltimos anos, hoje podemos celebrar", destaca Giovani. A assinatura do documento que garantiu as alteraes na INI n 10/2011 foi acompanhada pelo presidente do Sindipi, Giovani Monteiro.

    Divulgao

    Setor pesqueiro comemora modificaesRegras que estabelecem espcies que podem ser

    capturadas e comercializadas foram revistas

  • 42 Abril 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    Divulgao

    China e Santa Catarina buscam ampliar o intercmbio comercial

    A Federao das Indstrias de Santa Catarina (Fiesc) recebeu uma comitiva da provncia chinesa Shanxi (norte do pas) que busca aumentar o intercmbio comercial com Santa Catarina. Segundo o vice-governador da provncia, Yixin Wang, as principais reas de interesse so energia, saneamento, educao e cultura. No encontro, o presidente da Fiesc, Glauco Jos Crte, defendeu o equil-brio na balana comercial e destacou que h oportunidades nos segmentos de transporte e energia.

    A China o segundo destino das exportaes cata-rinenses. Em 2014, os embarques do Estado ao pas so-maram US$ 978,7 milhes. A China tambm o principal pas de quem Santa Catarina mais importa. No mesmo pe-rodo, as compras do Estado totalizaram US$ 5,21 bilhes. J exportamos para China itens como carne de frango, soja e motores, mas precisamos incrementar. Recebemos com muito otimismo a visita e a possibilidade de estabe-lecer parceria, disse Crte, lembrando que a FIESC realiza anualmente trs misses empresariais ao pas.

    O vice-governador Wang, por sua vez, tambm de-fendeu a ampliao do comrcio bilateral e novos inves-timentos. No caso do setor de energia, ele disse que h grande interesse em tecnologia para gerao a partir do carvo. O PIB da provncia de US$ 197 bilhes (dado de 2012).

    comitiva, o presidente da Fiesc disse que o carvo ficou esquecido por um perodo em funo de questes

    ambientais, mas voltou matriz energtica. Certamente a energia trmica ser muito importante daqui para frente no Brasil, disse, salientando que h possibilidade de investi-mentos com a gaseificao do carvo. Todo gs que o Sul consome importado da Bolvia, mas no podemos ficar nessa dependncia, afirmou. Na rea de infraestrutura de transportes, Crte falou que o Brasil est retomando os in-vestimentos em ferrovia, que passou a ser essencial para a reduo dos custos de transporte.

    Em sua apresentao, o presidente da Fiesc disse ainda que Santa Catarina a sexta economia brasileira e o quarto Estado mais industrializado do Brasil, com mais de 50 mil indstrias e 800 mil trabalhadores no setor. Ele tam-bm chamou a ateno para a diversificao do segmento industrial, formado por setores como alimentos, mveis, ce-rmico, metalmecnico, avies de pequeno porte e carros. Temos diversificao e desconcentrao, com indstrias em todas as regies catarinenses. Isso nos d um bom equi-lbrio, mesmo quando o pas ou algum setor est em crise, afirmou, lembrando que h muita sinergia com Shanxi.

    Alm de integrantes do governo de Shanxi, na dele-gao tambm estavam representantes das indstrias Tisco e TYHI. A Tisco um complexo siderrgico que fatura US$ 1 bilho de dlares e emprega 43 mil trabalhadores. A TYHI, fabricante de mquinas pesadas, fatura em torno de US$ 730 milhes e fornece para os segmentos qumico, trans-porte, energia e petrleo.

    O pais asitico o

    segundo destino

    das exportaes

    catarinenses. Em

    2014, os embarques

    do Estado ao pas

    somaram US$ 978,7

    milhes

  • TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAES28 anos transportando com agilidade e rapidez

    A inaugurao da nova linha de produo de refrigerado-res da Whirlpool Latin America, em Joinville (SC), contou com a participao do governador Raimundo Colombo. A expanso trata-se da segunda etapa de ampliao da unidade, que teve incio em novembro de 2013. Com os investimentos, a empresa aumentou em 10% a capacidade de produo dos mo-delos de refrigeradores frost free e gerou 850 novos empregos. A Whirlpool conta hoje com 13 mil funcionrios.

    O Governo do Estado, pelo Pr-Emprego, concedeu f-brica joinvilense tratamento tributrio diferenciado do Imposto Sobre Operaes Relativas Circulao de Mercadorias e Sobre Prestaes de Servios de Transporte Interestadual, Intermunici-pal e de Comunicao (ICMS).

    A ampliao da empresa significa empregos, manuteno e desenvolvimento. O mercado desafiador, e o Estado contri-buiu com uma poltica de incentivos fiscais em uma parceria im-portante. A empresa teve coragem, ousadia e muita tecnologia. Precisamos de exemplos como esse no dia a dia, disse o gover-nador.

    A Whirlpool detentora das marcas Brastemp, Consul, KitchenAid e Embraco e investe constantemente no desenvol-vimento de inovaes, novas tecnologias e aperfeioamento de processos que contribuem para a manuteno da produtividade da companhia. Anualmente, o grupo destina de 3% a 4% do fa-turamento para pesquisa e desenvolvimento, o que a torna pio-neira em inovaes. Alm de Santa Catarina, possui unidades nos estados de So Paulo e Amazonas.

    De acordo o presidente da Whirlpool Latin America, Joo Carlos Brega, a produo de refrigeradores aumentou em 100 mil produtos e 40% dos fornecedores da empresa so de Santa Catarina. A expanso materializa a parceria muito bem sucedida

    que temos com o Estado. O Governo tem nos apoiado. mui-to importante e gratificante mostrar o resultado do esforo de todos. Para ns, a ampliao tambm representa o reforo da confiana da Whirlpool no Estado. Acreditamos nesse potencial e continuaremos investindo, destacou.

    Os investimentos na empresa tambm estiveram focados no desenvolvimento e fabricao de produtos diferenciados e inovadores, como a B.blend, a primeira plataforma de bebidas all-in-one da Brastemp no Brasil, que faz bebidas a partir de cpsulas, alm de entregar gua purificada natural, fria, gelada, quente e com gs. Desenvolver e produzir um eletrodomstico to inovador como a B.blend motivo de orgulho para Joinville, que vista como um polo de inovao e, com isso, refora a re-levncia da regio para a companhia, explicou o vice-presidente de Relaes Institucionais e Manufaturas, Armando E. Valle Jr.

    Pr-EmpregoO programa Pr-Emprego, oferecido pelo Governo do Esta-

    do para atrao de empreendimentos, teve 50 processos autori-zados de janeiro de 2014 a maro de 2015. Os investimentos so distribudos em municpios de diferentes regies e em segmentos variados, como agroindstria, energia, metal-mecnico, trans-portes e logstica. As empresas beneficiadas se comprometeram a investir mais de R$ 800 milhes em suas instalaes no Estado e estimam a gerao de mais de 2,5 mil postos de trabalho.

    Criado em 2007, o Pr-Emprego administrado pela Se-cretaria de Estado da Fazenda que d tratamento tributrio dife-renciado para atrair investimentos que gerem emprego e renda. Ao longo de quase sete anos, cerca de 450 empresas receberam o benefcio, gerando mais de 90 mil empregos. Os investimentos realizados superam R$ 20 bilhes.

    Economia&Negcios Abril 2015 43

    Julio Cavalheiro/Secom

    Nova linha de produo de refrigeradores da Whirlpool inaugurada em Joinville

    A empresa detentora das marcas Brastemp, Consul, KitchenAid e Embraco e investe constantemente no desenvolvimento de inovaes,

    novas tecnologias e aperfeioamento de processos

  • mercadomercadocoluna coluna

    Um dos maiores eventos nuticos do Brasil, o Rio Boat Show teve uma das apresentaes mais aguardadas pelo segmento, o lanamento da F400 Gran Coup produzida pelo maior estaleiro em quantidade produzida da Amrica do Sul, a Fibrafort com sede em Itaja (SC). No final de maro, visitantes, empre-srios e curiosos tiveram a oportunidade de conferir de perto os detalhes do barco de 40 ps que marca a expan-so de mercado do estaleiro catarinense e a entrada na linha de produo de embarcaes de grande porte.

    A F400 Gran Coup fabricada em parceria com a Porsche Consulting. Possui mais de 12 metros de com-primento, cockpit coberto por hard top com teto solar de abertura eltrica e 1,80m de p direito. A plataforma de popa tem espao gourmet e a cabine tem camarote fechado na proa e popa, duas camas de solteiro meia-nau, que podem ser convertidas em uma de casal. As opes de motorizao variam entre dois motores de 300 a 400 hp, gasolina ou diesel. A primeira unidade da lancha foi entregue em janeiro de 2015, sendo que mais de 20 j esto em fabricao. Os investimentos no projeto, infraestrutura e desenvolvimento em produtos, somam quase R$ 4 milhes, para levar a Fibrafort a ex-pandir o mercado.

    O estaleiro catarinense promoveu o pr-lanamen-to da embarcao durante o So Paulo Boat Show 2014, mas reservou detalhes para a apresentao oficial na 18 edio do Rio Boat Show. Um barco exuberante, que esbanja charme, requinte e muito conforto. Alm disso, sua navegabilidade se destaca, sendo totalmente pos-svel navegar dentro de sua cabine, sem nenhum inc-modo com balanos e impactos, afirma o gerente de marketing e negcios, Rafael Ferreira.

    Alm de conferir de perto um dos mais esperados lanamentos nuticos do ano, quem passou pela 18 edio do Rio Boat Show tambm pode conhecer a lan-cha Focker 305, vencedora do prmio Nutica 2014, no quesito evoluo. A embarcao possui 30,5 ps, cockpit espaoso, cabine com p direito de 1,80m e acomoda-es para casais. A lancha esteve na feira com o trofu vencedor.

    O empresrio relembra que o setor nutico est em expanso e o mercado brasileiro apresenta poten-cial para crescer ainda mais. A popularizao do mundo nutico no to acelerada, mas existe. Linhas de crdi-to disponveis e o aumento da capacidade financeira da populao possibilitam uma maior abertura de merca-do, finaliza Ferreria.

    Rio Boat Show contou com a apresentao de um doslanamentos mais aguardados pelo mercado nutico

    Maior estaleiro em quantidade produzida da Amrica do Sul, a Fibrafort com sede em Itaja (SC), entra no mercado de barcos de grande porte com a F400 Gran Coup

    Divulgao

    44 Abril 2015 Economia&Negcios

  • 46 Abril 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    Empresas catarinenses e brasileiras que produzam itens de consumo tm no Panam uma boa oportunidade para exportar seus produtos. Esta a avaliao da mis-so empresarial liderada pelo industrial Michel Miguel, vice-presidente para o Litoral Sul da Federao das Indstrias de Santa Catarina (Fiesc). O grupo participou da 33 Expocomer, realizada no Panam.

    Segundo Cid Erwin Lang, diretor 2 secretrio da Fiesc e integrante da misso, o pas da Amrica Central tem um par-que industrial reduzido e oferece burocracia mnima e baixos custos de logstica.

    A feira contou com a participao de 35 pases e foi focado nos setores de alimentos e bebidas, construo civil, tecnologia, txtil, calados, servios e higiene e limpeza, entre outros. Entre os principais expositores estiveram a Argentina, Brasil, Coria do Sul, China e Taiwan.

    Nos dias anteriores ao evento, a misso brasileira se reuniu com o embaixador brasileiro no pas, Adalnio Senna. Para o diplomata, o Panam um grande polo logstico, com-

    parado em importncia a Cingapura, na sia, e pode servir como porta de entrada para toda a Amrica Central.

    Os integrantes conheceram tambm as obras de am-pliao do Canal do Panam, que no ano passado completou 100 anos de operao. Iniciada em 2007, a reforma tem or-amento total de US$ 5,2 bilhes e, quando concluda, vai dobrar a capacidade do canal.

    Visitaram ainda o Porto de Manzanillo, que fruto de uma parceria de empresas americana e panamenha e est estruturado em antiga base naval americana. Em 2014, o por-to movimentou o equivalente a 2 milhes de contineres de 20 metros, sendo 50% de cargas locais e 50% de cargas de transbordo.

    A visita Zona Livre de Clon fechou a programao pr-evento. Com quase 2 mil empresas instaladas, a zona li-vre est em operao h 67 anos. L, os visitantes receberam informaes sobre aspectos tributrios e aduaneiros, interna-lizao de produtos estrangeiros e canais de vendas, entre outros temas.

    Divulgao

    Grupo participou de evento que teve, entre os principais expositores, representaes de Argentina, Brasil, Coria do Sul, China e Taiwan.

    Panam oferece oportunidades para indstria de bens de consumoMisso liderada pela Fiesc viu oportunidades de exportao para o mercado da Amrica Central

  • Economia&Negcios Abril 2015 47

    mercadomercadocoluna coluna

    A Universidade do Vale do Itaja (Univali) abre mais uma porta para intercmbio de alunos e pro-fessores no exterior, desta vez, na Sucia. A Univali e a Universidade de Halmstad aprovaram projeto de cooperao junto ao governo sueco, por meio do Progra-ma Linnaeus-Palme, com possibilidade de renovaes por at oito anos.

    A colaborao comea neste pri-meiro semestre, com a ida de dois pro-fessores da Univali Sucia e a vinda de dois professores da Universidade de Hal-mstad ao Brasil, para avaliao das con-dies acadmicas, econmicas e sociais da vida estudantil, assim como, verifica-o do potencial para um intercmbio produtivo para professores e acadmicos da graduao e da ps-graduao.

    Inicialmente, a parceria benefi-ciar acadmicos e professores ligados ao Centro de Cincias Sociais Aplicadas Gesto (Ceciesa-Gesto) da Univali, e da Escola de Negcios e Engenharia da Universidade de Halmstad. As bolsas do Programa Linnaeus-Palme custearo via-gens, estudos, entre outros benefcios, aos universitrios e docentes de ambos os pases.

    O ProgramaO Programa Linnaeus-Palme visa

    incentivar colaboraes baseadas no benefcio mtuo entre universidades suecas e universidades de pases em desenvolvimento, para desenvolvimento da educao superior com perspectivas globais, que vo alm do intercmbio vivencial, individual, mas que impactam diretamente nas atividades de pesquisa e projetos conjuntos que vo beneficiar, inclusive, quem no participa do inter-cmbio.

    Univali firma parceria com universidade da SuciaPrograma financiado pelo governo sueco conceder

    bolsas a estudantes e professores

  • mercadomercadocoluna coluna

    48 Abril 2015 Economia&Negcios

    Em mdia, o consumidor brasileiro inadimplen-te est com o nome sujo h aproximadamente dois anos, deve para 3,7 diferentes empresas, adquiriu essas dvidas por meio do carto de crdito e de lojas e tem um dbito total de R$ 21.676,00 jun-to s empresas credoras - j embutidas as multas e as taxas cobradas pelo atraso. Esse valor corresponde a 768% da renda familiar mensal de um consumidor entrevistado na pesquisa, de R$ 2.822,00. Os dados so de uma pesquisa sobre A Recuperao de Crdi-to no Brasil, encomendada pelo Servio de Proteo ao Crdito (SPC Brasil) e pelo Portal de Educao Fi-nanceira Meu Bolso Feliz, realizada nas 27 capitais brasileiras.

    A pesquisa tambm detectou um aumento m-dio de 70% entre o valor inicial da dvida e o valor final dela - depois de dois anos, aps a cobrana de multas e juros pelos credores. Os atuais inadimplen-tes declaram que, em mdia, a dvida inicialmente custava R$ 12.776,00 (comprometimento de 453% da renda mdia de R$ 2.822) e que depois das co-branas monetrias passou a custar R$ 21.676,00 (comprometimento de 768% da renda). "Por isso o consumidor inadimplente deve negociar e pagar o que deve o mais rpido possvel para que a dvida

    no se transforme em uma bola de neve", explica a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

    Motivo que originou a dvidaQuase a metade dos consumidores entre

    inadimplentes e ex-inadimplentes (48%) ouvidos na pesquisa afirmam que a falta de planejamento no or-amento pessoal principal a razo apontada para no pagar as contas. Em seguida, entre as justificati-vas citadas, vem a perda do emprego (28%), a dimi-nuio da renda (21%), o atraso de salrio (17%) e as compras acima do que lhes permitia o oramento (16%). "A tendncia do consumidor, quando decide cortar gastos diminuir as despesas com vesturio e calados [39%], lazer [38%], alimentao fora de casa [34%], salo de beleza [21%] e telefonia celular [21%]", enumera Kawauti.

    O presidente do Servio de Proteo (SPC Bra-sil), Roque Pellizaro, explica que o brasileiro inadim-plente demora muito (dois anos, em mdia) para quitar uma dvida. "Negociar a dvida rapidamente muito mais vantajoso do que deixar os juros rolarem. A taxa mdia de desconto para negociao de 22% e chega a 69% para quem prope o pagamento a vista", explica Pellizzaro.

    Brasileiros inadimplentes comprometem mais de sete vezessua renda mensal com dvidas atrasadas, diz pesquisa

    Por conta de juros, valor final da dvida , em mdia, 70% maior do que o valor inicial. 89% dos consumidores procuram ou so procurados pelos credores para acordo

  • Economia&Negcios Abril 2015 49

    mercadomercadocoluna coluna

    Cartes de crdito e de lojas lideram os atrasosDeixar de pagar a fatura do carto de crdito a principal razo apontada por

    trs em cada cinco entrevistados inadimplentes (61%) para ter ficado com o nome sujo, ao lado de atrasos nas parcelas de cartes de loja (51%), no pagamento de emprsti-mos (31%) e de boletos bancrios (37%). Outras razes mencionadas foram os cheques sem fundo (20%), deixar de pagar o cheque especial (18%) e o atraso com parcelas de financiamentos (15%).

    A pesquisa indica que a quantidade de parcelas no pagas representam algo entre 53% e 72% do total de parcelas acordadas no momento da compra. No que diz respeito especificamente ao carto de crdito, os atuais inadimplentes dividiram as compras numa mdia de 6,1 vezes e deixaram de pagar 3,6 prestaes, o que repre-senta um atraso de 59% das parcelas inicialmente acordadas.

    48% dos consumidores inadimplentes

    ouvidos na pesquisa afirmam que a falta de planejamento no oramento pessoal principal a razo apontada para no

    pagar as contas.

  • 50 Abril 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    Celso Peixoto/Divulgao.

    Cursos de MBAs da Tear Escola de Negcios tem certificao internacional

    Entre os cursos com matriculas abertas esto o Master em Marketing e Gesto de Negcio e o Master em Direo de Comrcio Internacional

    A tradio e o reconhecimento da ESIC Bussiness and Marketing School, da Espanha, considerada a 16 me-lhor escola de negcios do mundo por sua excelncia no ensino, agora est ao alcance de empresrios, executivos e profissionais liberais de Itaja, Balnerio Cambori e regio, atravs dos cursos de MBA da Tear Escola de Negcios. As duas instituies tm a mesma filosofia: foco no saber-fazer, trazendo para a sala de aula exemplos do dia a dia, alm de buscar professores com ampla experincia de mercado.

    Com essa parceria, os alunos da Tear Escola de Neg-cios passam a ter um certificado com reconhecimento interna-cional. Ao cursar um MBA na Tear, o aluno tem a garantia de um programa acadmico com padro internacional, desenvol-vido para a formao de gestores de alta eficincia, pontua o diretor da Tear, empresrio lvaro Zambom dos Santos. O aluno do MBA tambm tem a oportunidade de continuar seus estudos no exterior, em mdulos ou misses internacionais para pases da Europa e China.

    Entre os cursos com matriculas aber-tas esto o Master em Marketing e Gesto de Negcios (Gesco), e o Master em Direo de Comrcio Internacional (MDCI). O ob-jetivo do Gesco, com aulas previstas para iniciar no prximo dia 27 de abril, propor-cionar uma especializao prtica em estra-tgias de marketing e no planejamento de

    operaes focadas nos critrios de rentabilidade e liquidez nas empresas. Segundo lvaro, este Master permite que os participantes se relacionem com profissionais e diretores de diferentes ramos de atividade, proporcionando troca de expe-rincias e a gerao de networking, alm da prtica exercida em planos de marketing e simulaes baseadas em situaes reais.

    Como todos os programas oferecidos pela ESIC, o Master em Direo de Comrcio Internacional est baseado na realidade da gesto empresarial. O programa transmite ao aluno a viso, o conhecimento e habilidades necessrias para que possa liderar e dirigir negcios em mercados glo-bais, atravs de uma metodologia eminentemente prtica. O principal objetivo preparar seus participantes para atuarem na rea de comrcio internacional, oferecendo as ferramentas necessrias para operar nos mercados externos e as normas reguladoras nacionais e internacionais.

    Voc sabe a importncia de um MBA?Aumentar o salrio, atualizar-se, mudar de profisso, fazer contatos. Vrias ra-

    zes podem levar algum a cursar uma ps-graduao. Os MBAs tm como principais alvos os executivos que visam ampliar seus conhecimentos em tcnicas de adminis-trao. Com o prprio nome diz, o Master in Business Administration uma escola de gesto empresarial voltada para o aluno que tem experincia profissional suficiente para viver em sala de aula as temticas referentes ao trabalho do executivo.

  • O Sindicato da Indstria da Construo Civil dos Municpios da Foz do Rio Itaja Sinduscon Itaja, tem novo presidente. O jovem empresrio Charles Kan conhecido por administrar a CK Cons-trues e Empreendimentos, com escritrios em Itaja e Navegantes. Ele assume o lugar deixado pelo ex-presidente do sindicato, Jos Carlos Santos Leal.

    Charles Kan assume a presidncia no momento em que a eco-nomia brasileira enfrenta dificuldades para crescer. Para ele, a maior responsabilidade do Sinduscon no deixar a confiana no setor ser abalada.

    A construo civil hoje est num momento de maior seleo. Isso no quer dizer que o mercado est ruim. Quer dizer, que o mercado est mais seleto, no qualquer produto que se lana e qualquer produto que se vende. Mas, a exemplo de educao e alimentao, habitao tambm um necessidade bsica, nunca acaba. Vai continuar existindo uma forte demanda, conclui o presidente.

    Economia&Negcios Abril 2015 51

    DIVULGAO

    Sindicato da Construo Civil de Itaja e Regio tem novo presidente

    mercadomercadocoluna coluna

  • 52 Abril 2015 Economia&Negcios

    mercadomercadocoluna coluna

    O CREA-SC promoveu a solenidade da Medalha do M-rito Catarinense na ACE - Associao Catarinense de Engenheiros, em Coqueiros, Florianpolis. O evento presta homenagem aos profissionais, entidades de classe, instituies de ensino, empresas pblicas e privadas que, de alguma forma, contriburam com o aprimoramento tcnico das profisses, promoveram o desenvolvimento tecnolgico e melhoria da qualidade de vida dos catarinenses.

    Em seu discurso, o presidente do CREA-SC Carlos Alber-to Kita Xavier disse que pela natureza do ofcio, os engenheiros levam uma vida profissional num caminho sem alardes, pautados pela tica e responsabilidade, com muito clculo e tcni-ca que resultam em obras e servios prestados. Aos poucos vamos mudando o mundo com nossas habilidades e conhecimentos. Somos sim agentes transformadores da sociedade. Tal-vez por isso seja um desafio cada vez maior e motivador trabalhar pela valorizao de nossa categoria.

    Destacou que o reconhecimento dos servios prestados pelos profissionais e instituies das reas que integram o sistema Confea/Creas fundamental para evidenciar e valo-rizar a atuao em prol do desenvolvimento sustentvel do estado e pas. Cada um dos homenageados, ao longo de sua vida profissional, desempenhou funes relevantes, assumiu compromissos e responsabilidades, empreendeu projetos e superou desafios.

    DIVULGAO

    Medalha do Mrito Catarinense do CREA-SCpresta homenagem a profissionais e empresas

    Confira os homenageados:Diploma e Medalha do MritoEngenheiro Civil: Roberto de OliveiraEngenheiro Mecnico: Jos Carlos Cauduro MinuzzoEngenheiro Agrnomo: Joo Carlos de Souza PalmaEngenheiro Eltrico: Arno Ruberto WerleFederao das Indstrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc)Inscrio no Livro do Mrito CatarinenseEngenheiro Civil: Ayezo Campos.

  • Economia&Negcios Abril 2015 53

    mercadomercadocoluna coluna

    Rua Manoel Vieira Garo, 10 Sala 204 - Esq. Dr. Jos Bonifcio MalburgCep: 88301-425 Centro- Itaja SC Edifcio PHD

    O governo adiou o prximo leilo de blocos exploratrios de petrleo e gs, sob regime de concesso, para o segundo semestre deste ano, de acordo com informao do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. O governo havia prometido ao mercado que a 13 rodada de licitaes seria realizada no primeiro semestre de 2015. "Creio que a gente pode ter em breve uma definio das reas que sero coloca-das disposio para estudo, para que pos-samos fazer no segundo semestre o leilo", declarou Braga, a jornalistas.

    Assim que o governo definir quais blocos sero ofertados, a Agncia Nacional do Petrleo, Gs Natural e Biocombustveis (ANP) precisar de ao menos quatro meses para realizar a rodada.

    A forte queda do preo do barril de

    petrleo nos ltimos meses e o impacto disso sobre a capacidade de investimento das petroleiras levou a ANP a recomendar ao governo que a licitao ocorresse apenas entre o fim deste ano e o incio do prximo ano. Um leilo agora, num momento de bai-xa nas cotaes da commodity, poderia no atrair tantos interessados.

    Alm disso, a Petrobras j avisara que seria seletiva em novos leiles de blo-cos, que s entraria se fosse ofertado algo muito interessante. Com restries para re-alizar captaes no mercado internacional, em meio s investigaes da Operao Lava Jato sobre um esquema de corrupo, a es-tatal est preservando seus recursos para investimentos prioritrios e j tem grandes reas de explorao para serem desenvolvi-das.

    Brasil adia oferta de blocos exploratrios de petrleo para 2 semestre

    DIVULGAO

  • ArtigoArtigo

    54 Abril 2015 Economia&Negcios

    Recentes decises do Tribunal Superior do Trabalho, proferidas em aes individuais ajuizadas por ex-em-pregados de empresas dos mais diversos segmentos da economia, soaram como uma trombeta a despertar de um descanso tranquilo no mundo das relaes entre capi-tal e trabalho. Os acrdos revelaram uma grave situao: a assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta, no Brasil, no garante a segurana jurdica na relao entre patres e empregados.

    Como se sabe, Termos de Ajustamento de Conduta, conhecidos como TACs, so mecanismos extrajudiciais de que se vale o Ministrio Pblico do Trabalho para que as empresas "corrijam" determinados comportamentos que, luz da instituio, seriam contrrios ordem jurdica e aos interesses difusos e coletivos da classe trabalhadora. As-sim, uma empresa que conte com cmaras frias, por exem-plo, poderia se obrigar, atravs do compromisso firmado com o MPT, a conceder pausas regulares aos trabalhado-

    Divergncia entre TST e Ministrio Pblico confundeempresas e pode provocar avalanches no Judicirio

    PorDanilo Pieri Pereira*

  • Economia&Negcios Abril 2015 55

    Divu

    lga

    o

    Escritrio de Itapema est no ranking dos 500 maiores do Brasil

    Conhecida pelas suas belezas naturais, a regio do Vale do Itaja tem recebido ateno no cenrio nacional pelo vulto dos negcios e pelo trnsito de celebridades, al-canando destaque na mdia nacional neste incio de ano na rea do Direito. A cidade de Itapema conquistou o primeiro lu-gar em Santa Catarina no ranking dos 500 maiores escritrios de advocacia do pas, galgando a posio atravs do escritrio Silva e Silva Advogados Associados.

    A renomada revista Anlise Advocacia 500 divulga anu-almente os escolhidos a partir de uma criteriosa pesquisa rea-lizada com os diretores jurdicos das 1.500 maiores empresas do pas, levando-se em conta ainda a anlise do nmero e vulto de processos e clientes, reas de atuao, estrutura f-sica, currculo dos scios e qualidade da publicao cientfica dos advogados.

    O escritrio conquistou o primeiro lugar na rea de atuao Abrangente, categoria ocupada por escritrios que prestam servios especializados nas principais reas do Direi-to. Atualmente, a banca possui sedes nas cidades de Itapema (SC), Florianpolis (SC), Itaja (SC), Sinop (MT) e Miami (FL), contando com sete scios e aproximadamente 30 profissio-nais, atendendo em mbito nacional demanda crescente do polo empresarial da regio.

    Somente em 2014, foram atendidos cerca de 3 mil pro-cessos, dentre os quais figuram o maior acordo da histria do Judicirio catarinense, que encerrou de uma s vez 1.971 pro-cessos originados do naufrgio de uma embarcao na Baa da Babitonga, em 2008. O escritrio Silva e Silva Advogados Associados, com origem no Mato Grosso h 21 anos, est se-diado em Itapema h trs anos, e em Santa Catarina h sete.

    Mais informaes sobre o ranking da revista Anlise Ad-vocacia 500 podem ser encontradas na pgina http://www.analise.com/site/maisadmirados

    res, de forma a no mant-los expostos continuamente a baixas temperaturas.

    A partir da - e, claro, desde que cumprido ris-ca o compromisso firmado - a segurana jurdica estaria estabelecida para todos os atores sociais envolvidos: os funcionrios, porque o Ministrio Pblico do Trabalho, instituio cuja atribuio mxima justamente zelar por seu bem estar, teria atuado em seu benefcio e a empresa, porquanto estaria garantida - pelos termos do TAC firma-do - que a sua conduta no seria colocada em discusso, caso sobreviesse eventual disputa judicial sobre o assun-to. Ganharia tambm o Poder Judicirio, na medida em que, resolvida a questo extrajudicialmente, no seria necessria a existncia de mais e mais processos sobre o tema, nas instncias da Justia do Trabalho.

    Ocorre, todavia, e para a surpresa geral, que deci-ses atuais do Tribunal Superior do Trabalho revelam que a corte mxima da Justia do Trabalho vem se posicionan-do de forma justamente contrria: que o Ministrio P-blico do Trabalho no tem autonomia e nem autorizao legal para transacionar direitos e obrigaes em matria trabalhista em nome dos empregados de uma empresa.

    Em consequncia, tais empregados podem sim ajuizar aes e mais aes sobre o mesmo tema e - mes-mo tendo um TAC assinado - nada garante que a empresa no vir a ser condenada a pagar, fazer ou deixar de fazer alguma coisa que j havia sido previamente acordada e chancelada pelo acordo com o MPT, na esmagadora maio-ria das vezes, inclusive acompanhado de pesadas multas por descumprimento.

    Alm de reduzir ainda mais a segurana jurdica para qualquer empresa que intencione investir no Brasil, o que j um grande impacto para os nveis de emprego e para a economia em tempos de crise, tais entendimen-tos acabam por esvaziar a atuao do Ministrio Pblico, desestimular a composio extrajudicial e - o que pior - atravancar ainda mais a Justia do Trabalho brasileira, que j conta com nmero de juzes, funcionrios e volume de processos sem comparao com qualquer outro pas ao redor do globo terrestre.

    Indaga-se, ento, qual seria o melhor caminho para descongestionamento dos fruns trabalhistas? De um lado se prega que a multiplicidade de recursos seja a grande vil da agilidade processual. De outro, a resistncia de parte da comunidade jurdica composio extrajudicial, obriga mais empregados e empregadores a baterem s portas do Poder Judicirio, todos os dias.

    Em meio a essa situao, uma concluso certa: sendo os recursos processuais a nica garantia da ampla defesa e do contraditrio para empresas e trabalhadores, em momentos de forte insegurana jurdica como a vivida hoje, o destino continuar sendo as estantes da Justia do Trabalho.

    *Danilo Pieri Pereira advogado, especialista em Direito e Processo do Trabalho, e scio do escritrio Baraldi

    Mlega Advogados. dpereira@baraldimelega.com.br

  • 56 Abril 2015 Economia&Negcios

    Brasilportos do

    O prefeito de Imbituba em exerccio, Elsio Sgrott, participou de reunio na Associao Empresarial da cidade, atravs do Ncleo ACIM Porto, juntamen-te com empresrios do setor porturio, para montar um documento para encaminhamento da cobrana da obra do Acesso Norte, Via Arterial Principal (VAP) do Porto de Imbituba. O objetivo convidar o governador Raimundo Colombo para visitar Imbituba e demonstrar a urgncia do lanamento do edital da obra.

    Elsio Sgrott frisou que o projeto j tem mais de trs anos e que a prefeitura est disposta a ser parceira na reali-zao da obra. Precisamos saber se h a inteno de lanar o edital da obra em breve, pois se no houver teremos que fazer um bom recapeamento na via. O que no podemos fazer um eventual recapeamento e logo em seguida a via ser licitada pelo Estado, pois seria um desperdcio do di-nheiro pblico municipal. Mas de qualquer forma, ou uma ou outra alternativa deve ser urgentemente viabilizada, destaca.

    O coordenador do ncleo, Lito Guimares, explicou que o projeto original da VAP, doado pela Santos Brasil, teria passado por alteraes tcnicas pelos setores respon-

    sveis do Estado e que urgente que algo seja feito em ter-mos de uma definio da alternativa, principalmente pela a aproximao da safra da soja e pelos riscos que a rodovia tm. Vamos ter uma plenria da regional Sul da Facisc e estamos trabalhando no sentido de colocar este tema na pauta e contar com o apoio da Federao e das outras ACIs do Sul. Precisamos nos unir fortemente para cobrar a reali-zao deste compromisso que o governo do Estado firmou com o muncipio, afirma o empresrio.

    CompromissoEm junho de 2014 a ACIM promoveu o seminrio O

    Porto do Sul Catarinense e o Desenvolvimento Regional, em parceria com a Associao Empresarial de Cricima e as ACIs do Sul, SC Par Porto de Imbituba, Facisc e CACB, e que dentre outros assuntos tratados, contou com o compromis-so do governador de que a obra seria realizada, principal-mente se a concesso do porto fosse mantida com o Gover-no do Estado. Esta situao posteriormente se concretizou, garantindo a permanncia da administrao pelo Estado de Santa Catarina, via SCPar Porto de Imbituba at 2039, com possibilidade adicional de renovao por mais 25 anos.

    Comisso vai cobrar Estado por obra de acesso ao Porto de ImbitubaAdministrao municipal apoia o Ncleo ACIM Porto e se

    organiza para formalizar o pedido urgente de lanamento do edital

  • Economia&Negcios Abril 2015 57

    Brasilportos do

    Porto paranaense vai licitar rea para instalao de indstria

    O Porto de Antonina vai licitar uma rea para arrenda-mento a uma empresa privada. O porto paranaense o primeiro do Brasil a receber, da Secretaria de Por-tos (SEP), a autorizao para licitar uma rea porturia, em conformidade com a nova Lei dos Portos (12.815/2013).

    Na rea a ser licitada est prevista a instalao de uma indstria metal-mecnica, com arrendamento por um perodo de 25 anos. O projeto de viabilidade tcnico e econmica, elaborado pelo Porto, mostra que dever ser investido no mnimo R$ 20 milhes no empreendimento, criando pelo menos 100 novos postos de trabalho.

    A solicitao para conduzir a licitao da rea foi feita pela Administrao dos Portos de Paranagu e Anto-nina (Appa), em 2013, para a Secretaria de Portos, que responsvel pela concesso de reas porturias no pas. De acordo com a nova legislao todas as novas reas portu-rias devem ser licitadas pela SEP. No entanto, neste caso, a nova Lei permite que a autoridade porturia local conduza a licitao. Esta a primeira delegao que a SEP faz desde a aprovao da nova lei.

    A rea de 32 mil metros quadrados, sem uso, est situado atrs no novo centro administrativo do terminal Baro do Tef. O documento assinado pelo ministro da Se-cretaria de Portos, Edinho Arajo, tambm repassa Appa a competncia para a conduo dos estudos que subsidia-ro a proposta de edital, a realizao do procedimento lici-tatrio, a celebrao e a gesto do contrato.

    Para o diretor-presidente da Administrao dos Por-tos de Paranagu e Antonina (Appa), Luiz Henrique Divi-dino, a delegao muito importante para diversificar a atuao econmica do Porto de Antonina. H dois anos estamos trabalhando para atrair investimentos da inds-tria pesada para reas como esta de Antonina. Queremos

    impulsionar a regio, afirma Dividino.Com a aprovao do mrito da explorao da rea, a

    Appa poder constituir uma comisso para iniciar o processo licitatrio de arrendamento do espao. A previso para que o empreendimento seja concludo ainda este ano.

    Este tipo de atividade vai envolver a massa de trabalho local, alm de gerar postos de trabalho que demandam mo de obra qualificada, afirma o diretor do Porto de Antonina, Luis Carlos de Souza.

    A nova Lei dos Portos dispe sobre a explorao direta e indireta pela Unio de portos e instalaes porturias, alm das atividades desempenhadas pelos operadores porturios.

    De acordo com o artigo 19 da nova Lei dos portos, a Appa poder, a critrio do poder concedente, explorar direta ou indi-retamente reas no afetas s operaes porturias, observan-do o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto.

  • 58 Abril 2015 Economia&Negcios

    Brasilportos do

    O presidente da BMW no Brasil, Gerald Degen foi ho-menageado no municpio de Araquari (SC), pela As-sembleia Legislativa de Santa Catarina, que concedeu ao executivo o ttulo de cidado honorrio do Estado. A ho-menagem partiu de um requerimento do deputado Kennedy Nunes, que reconheceu a importncia da indstria para o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina, especialmen-te a regio Nordeste do Estado.

    O Porto Itapo foi um dos convidados para o even-to, representado pelo presidente Patrcio Junior. Na ocasio, Patrcio teve a oportunidade de parabenizar o presidente da multinacional, e agradecer pela parceria firmada entre a BMW e o terminal, que movimenta 100% das cargas de importao da montadora, sendo um dos principais clientes do porto.

    Durante o evento, prestigiado pelas principais auto-ridades polticas do Estado, Patrcio Junior teve a oportuni-dade de conversar com o governador Raimundo Colombo, apresentando os nmeros positivos que o Porto Itapo tem alcanado em 2014 e neste incio de 2015. Informou ainda a necessidade de agilizar o processo de dragagem de ma-nuteno do canal de acesso da Baia da Babitonga que est ainda em trmite burocrtico, desde 2012 sob a responsa-bilidade da Autoridade Porturia de So Francisco do Sul,

    autarquia estadual subordinada ao Governo do Estado.O governador se comprometeu a agilizar o processo,

    principalmente ao ser informado que uma srie de investi-mentos na Baia da Babitonga, tanto em Itapo como em So Francisco esto dependendo desta ao para iniciarem seus empreendimentos, que juntos se aproximam de 2 bilhes de reais, a maioria na ampliao e criao de novos terminais porturios.

    A BMW em Santa Catarina Com uma rea construda de aproximadamente 500

    mil metros quadrados e investimentos de R$ 600 milhes, a fbrica da BMW em Santa Catarina a nica do grupo na Amrica Latina e a 29 unidade fabril da empresa no mundo. A infraestrutura da unidade produtiva contempla as ativida-des de montagem, soldagem, sistemas de pintura e logstica, alm de prdios administrativos e auxiliares. Da fbrica cata-rinense, podero sair at 32 mil carros por ano, quantidade que pode ser aumentada no futuro, conforme a evoluo do mercado.

    O projeto prev a contratao de 1,3 mil profissionais at o fim de 2015 e a gerao de cerca de 2,5 mil vagas indi-retas, incluindo fornecedores, parceiros de negcios e novos concessionrios.

    Porto Itapo participa de homenagem ao presidente da BMW Brasil

  • Brasilportos do

    Economia&Negcios Abril 2015 59

    Os ministros Edinho Arajo (Portos) e Ktia Abreu (Agricultura) reuniram-se e consideraram positivo o balano preliminar do sistema de agendamento dos

    Ministros fazem balano do escoamento da safra por portos brasileiros

    caminhes que transportam a safra agrcola para os portos brasilei-ros. O sistema foi implantado em fevereiro, numa parceria entre os ministrios de Portos, Transportes, Agricultura, Pecuria e Abasteci-mento, com apoio de prefeituras e governos estaduais. At o mo-mento, 97% dos caminhes esto chegando aos portos no horrio combinado, o que atesta o bom funcionamento do sistema neste incio de safra, afirmou o ministro Edinho Arajo.

    Segundo dados da sala de situao, responsvel por monito-rar o agendamento, o tempo mdio de espera dos caminhes em ptios autorizados de oito a nove horas. Para se ter uma ideia da evoluo do processo, em 2013 o tempo mdio de espera era de dois a trs dias, explicou o ministro. Os bons resultados iniciais do sistema de agendamento deixaram o ministro Edinho Arajo otimis-ta em relao ao pico da safra, que ocorre a partir do ms de abril. Estamos sem filas, nem incidentes, e isso deve-se colaborao de todos os atores envolvidos na operao, destacou.

    Marcelo Camargo/Agncia Brasil

  • Brasilportos do

    60 Abril 2015 Economia&Negcios

    Antaq iniciar pesquisa de satisfao dos usurios dos portos organizados

    A Agncia Nacional de Transportes Aquavirios (Antaq) iniciar sua primeira pesquisa para aferir o grau de satisfao dos usurios dos principais portos organizados. O levantamento de abrangncia nacional e foi elaborado com rgidos critrios estatsticos. A pesquisa tem como objetivo conhecer a percepo das empresas sobre os servios que lhes so prestados nos portos.

    Neste primeiro ano, sero realizadas mais de cinco mil entrevistas com as empresas exportadoras e impor-tadoras, armadores e agentes martimos selecionados aleatoriamente. Os entrevistados respondero a ques-tes relacionadas ao acesso porturio, disponibilidade de equipamentos, burocracia, tarifas porturias, entre outros.

    ObjetivoOs resultados da pesquisa permitiro a construo

    de diversos indicadores que nortearo a prtica regula-tria e a adequao dos servios prestados, em especial no que se refere ao cumprimento dos compromissos e padres com o servio adequado.

    As empresas que foram selecionadas pela amostra j esto sendo contatadas para o agendamento da en-trevista. A diretoria da Antaq ressalta que as empresas devem atender a esse chamamento, indicando um repre-sentante com conhecimento dos servios porturios para responder ao questionrio.

    Essa pesquisa ser reproduzida em 2016 e 2017, objetivando o acompanhamento sistemtico da viso dos usurios sobre o mercado regulado pela Agncia.

    A opinio daqueles que efetivamente se utilizam das instalaes porturias indispensvel para a melho-ria contnua dos nossos servios e de todo o setor portu-rio, ressaltou o diretor-geral da Agncia, Mrio Povia.

  • Brasilportos do

    Economia&Negcios Abril 2015 61

    A Portonave S/A Terminais Porturios de Navegantes oficializou sua adeso ao Programa Nacional de Pre-veno de Acidentes de Trabalho, criado pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelo Conselho Superior da Justia do Trabalho com o objetivo de fazer parcerias com diversas insti-tuies pblicas e privadas visando execuo de projetos e aes voltados preveno de acidentes de trabalho. A Por-tonave o primeiro Terminal Porturio de Santa Catarina a aderir ao Programa.

    Para o desembargador do Tribunal Regional do Traba-lho da 12 Regio, Amarildo Carlos de Lima, responsvel pela implantao do Programa em Santa Catarina, o principal obje-tivo do Programa contribuir para a diminuio do nmero de acidentes de trabalho. Uma vida que consigamos preservar j ter valido a pena, justifica o magistrado. So registrados cerca de 700 mil acidentes de trabalho por ano no Brasil. Te-mos que investir em preveno, completou Dr. Amarildo.

    O Programa, de abrangncia nacional, est sendo im-

    plantado no Estado h seis meses. Para Leandro Fisher, juiz da 2 Vara do Trabalho de Itaja, a participao de empresas da rea porturia fundamental, uma vez que os acidentes que podem ocorrer geralmente so graves. Este Programa estabelece um trabalho de comunicao entre as empresas e estimula melhorias na segurana, comenta. De acordo com o magistrado, a Portonave foi o primeiro terminal catarinense a aderir ao Programa.

    As empresas que aderem ao Programa se comprome-tem a adotar e divulgar boas prticas de trabalho, buscando contribuir diretamente para a reduo de acidentes de traba-lho e desenvolvimento de uma cultura de preveno de aci-dentes e valorizao da sade e da vida dos trabalhadores. Trabalhamos forte na preveno. Para ns, importante este contato, fazer parte de programas como este, que visam me-lhorar as nossas atividades de preveno, comenta Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente administrativo da Portonave.

    Portonave adere ao Programa Trabalho SeguroTerminal porturio o primeiro de Santa Catarina a aderir

    ao programa que previne os acidentes de trabalho

  • 62 Abril 2015 Economia&Negcios

    Brasilportos do

    Divu

    lga

    o O superintendente do Porto de Itaja, engenheiro Antnio Ayres dos Santos Jnior, foi eleito pre-sidente da Associao Brasileira das Entidades Porturias e Hidrovirias (Abeph) pelo binio 2014-15, tendo como vice Mrio Jorge Cavalcanti, presidente da Cia Docas do Cear. A instituio uma sociedade ci-vil, sem fins lucrativos, com sede na cidade do Rio de Janeiro, fundada em 1958. Ayres substitui Jos Munis Rebouas, presidente da Cia Docas da Bahia.

    com grande satisfao que assumo a presidn-cia dessa importante instituio e espero dar continui-dade ao trabalho desenvolvido pelo presidente anterior, congregando e buscando cada vez mais o melhor para nossos portos associados, diz Ayres. A Associao agrega 13 portos brasileiros e tem a funo de defen-der e coordenar os interesses de seus associados, bem como o intercmbio de informaes sobre assuntos de natureza porturia.

    As aes da instituio englobam estudos e pes-quisas sobre aspectos tcnicos, econmicos e jurdicos que possam concorrer para o aprimoramento dos mto-dos de construo, de operao, de administrao das instalaes e servios porturios, bem como a soluo de questes porturias brasileiras atravs do estudo e o debate em congressos ou reunies especficas.

    Antnio Ayres eleito presidente da Abeph

  • 64 Abril 2015 Economia&Negcios

    Brasilportos do

    O Tecon Rio Grande, em parceria com a Gomes Mar-ques e com a Serra Morena, iniciou um projeto para exportao de farelo de soja em contineres. Os pro-dutos, cerca de 2.000 toneladas divididas em 100 contine-res, esto sendo enviados para a Alemanha em embarques semanais. Alm do farelo de soja, o acordo pode ser estendi-do para atender mais cargas do setor agrcola, como milho, trigo, soja, entre outras.

    A Gomes e Marques Comrcio de Cereais e Exportao a empresa responsvel pelo recebimento, armazenagem, estufagem e transporte dos gros. O processo para liberao do continer dura, em mdia, 15 minutos. A empresa conta com infraestrutura para entregar de 20 a 30 contineres do produto por dia. Com isso, o processo, que todo automa-tizado, ganha em produtividade e qualidade visto que os gros vo direto para o continer.

    Aps estufado, o continer levado at o Tecon Rio Grande, que realiza a movimentao e embarque da carga. J a Serra Morena, empresa localizada em Porto Alegre, a responsvel pela comercializao com os clientes finais na Europa.

    Para o diretor comercial do Tecon Rio Grande, Thier-ry Rios, a parceria demonstra a capacidade do terminal em atender diferentes setores da economia gacha. Iniciamos o trabalho com a Gomes e Marques em 2014 para movi-mentao de soja. Neste ms enviaremos os primeiros con-tineres com farelo para a Europa. Essas solues logsticas

    que estamos propondo reforam a nossa constante busca de alternativas acessveis para nossos clientes e para a econo-mia do Estado, comenta.

    Entre as vantagens da estufagem de gros e exporta-o por continer, est o acesso a mercados que trabalham com volumes menores das commodities; reduo de custo com despesas extras; facilidade na distribuio, alm do me-lhor aproveitamento dos gros - que no sofrem alteraes por condies climticas.

    Dragagem de manutenoA Secretaria Especial de Portos (SEP) anunciou em reu-

    nio com o superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, o resultado do Regime Diferenciado de Contrataes (RDC), que foi realizado de forma eletrnica pela SEP, autori-zando um investimento aproximado de R$ 370 milhes em dragagem para o Porto do Rio Grande.

    As aes visam contratao da elaborao dos pro-jetos bsico e executivo e execuo das obras de dragagem por resultado para readequao da geometria do canal de acesso aquavirio e dos beros do complexo porturio do Rio Grande.

    Segundo a direo do terminal, a dragagem de manu-teno essencial para garantir a operacionalidade do Porto do Rio Grande tornando o Estado competitivo na atrao de carga e de navios de grande porte. No entanto, ainda no h previso para a liberao do comeo das obras.

    Tecon Rio Grande inicia exportao de farelo de soja para Europa

    Terminal de contineres gacho, em parceria com a Gomes e Marques e Serra Morena, viabilizar o embarque de cerca de 2.000 toneladas para a Alemanha

  • Aceitamos reservas para eventos corporativos, confraternizaes ou reunies de empresas ou particulares.

  • 66 Abril 2015 Economia&Negcios

    Brasilportos do

    A Administrao dos Portos de Paranagu e Antonina (Appa) vai investir R$ 394 milhes em novas obras de dragagem de aprofundamento no Porto de Paranagu. O investimento inclui na elaborao de projetos bsico e exe-cutivo, sinalizao e balizamento.

    O secretrio de Infraestrutura e Logstica, Jos Richa Fi-lho, disse que a obra integra um conjunto de melhorias feitas nos portos paranaenses e voltadas para a segurana nas ope-raes porturias, reduo de custos e agilidade nas expor-taes e importaes. Estes investimentos faro com que o Porto de Paranagu passe a integrar definitivamente o cenrio dos grandes portos do mundo, declarou o secretrio.

    Com a nova dragagem o canal de acesso ao Porto de Paranagu, chamado canal da Galheta, passar a ter 16 me-tros de profundidade. Hoje, o canal tem 15 metros.

    A Bacia de Evoluo do canal rea utilizada pelos na-vios para manobra e atracao ganhar mais dois metros de profundidade com a nova dragagem, passando de 12 para 14 metros.

    J as reas intermedirias, localizadas entre o canal da Galheta e a Bacia de Evoluo, passaro a ter 15 metros de profundidade. Como exemplo de reas intermedirias esto o canal situado entre Pontal do Sul e a Ilha do Mel, bem como o canal localizado entre a Ilha das Cobras e Ilha da Cotinga.

    O diretor presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que as obras de aprofundamento do canal de acesso

    (intermedirio), da bacia de evoluo e do bero pblico do complexo fazem parte de um programa de dragagem esta-belecido pela APPA e demonstram que o Porto de Paranagu est atento evoluo das embarcaes.

    A dragagem permitir que navios graneleiros de gran-de porte frequentem o Porto, assim como navios porta-cont-ineres de alta capacidade, o que contribuir para a reduo dos fretes e, consequentemente, maior competitividade dos gros exportados, declarou Dividino.

    O diretor-presidente da Appa conta que, nos prximos meses, o Porto de Paranagu receber o maior navio porta-continer que j atracou no Brasil, com 368 metros. O trfe-go martimo internacional quadruplicou nas ltimas duas d-cadas, e os navios de carga comerciais ficaram ainda maiores para atender a demanda, menciona Dividino.

    Licitao A Secretaria Especial de Portos responsvel pela

    licitao da dragagem de aprofundamento, em Paranagu realizou a sesso de abertura do Regime Diferenciado de Contratao (RDC), SEP/PR nmero 02/2014.

    A empresa DTA Engenharia foi a vencedora da licita-o, como lance de R$394.291.082,29. O prximo passo do processo licitatrio a fase de habilitao. A empresa ter um prazo de seis meses para fazer o projeto bsico e executivo e 11 meses para executar a obra.

    Porto de Paranagu vai investir R$ 394 milhes em novas obras de dragagem