Revista Porturia - 17 Maio 2016

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Revista Porturia - 17 Maio 2016

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  • Economia&Negcios Maio 2016 1

  • Maio 2016 Economia&Negcios2

  • Economia&Negcios Maio 2016 3

  • Maio 2016 Economia&Negcios4

    Sumrio

    8 TurismoPesquisa aponta perfil dos 6 milhes de estrangeiros que visitaram o Brasil em 2015

    6 PortosPortonave tem crescimento de 37% na movimentao

    31 NovidadeParanagu cria bero exclusivo para veculos e equipamentos

    37 Fimar 2016 Feira Brasil-Itlia fomenta negcios no setor nutico

    42 Boa novaOpinio: comrcio exterior em recuperao

    14 Pesca industrialSetor pesqueiro sofre com incertezas na produo

    48 ExportaoEuropa comea a receber terrenos vivos de Santa Catarina

  • Economia&Negcios Maio 2016 5

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    ANO 15 EDIO N 195Maio 2016 EDITORIAL

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    Os imbrglios da pesca

    O setor pesqueiro industrial de Itaja amarga perdas irreparveis. Primeiro, a dificuldade para obter a subveno no imposto sobre o leo diesel. Agora, a obteno de licenas para a pesca da tainha. Imbrglios facilmente resolvveis em outras poca, quando havia um ministrio so-mente para o setor.

    No podemos negar que o enxugamento dos ministrios seja um reforma governamental im-portante para conter gastos, acabando assim com empregos que sempre foram meros cabides. Uma obrigao de reduo de despesas que soa at elei-toreira.

    Enfim, a inteno pode no ser das melho-res, mas devemos admitir que essas reformas so importantes. Com tanto que os setores no fiquem desguarnecidos, o que no vem ocorrendo. A preo-cupao dos empresrios da pesca aumenta a cada dia.

    Santa Catarina o principal polo pesqueiro do pas, o que fazia com que o Estado fosse tambm o maior favorecido com o ministrio. At ento, as questes alm de serem debatidas com mais facili-dades, podemos citar as vrias vezes em que repre-sentantes da pasta visitaram o Estado.

    Agora, contudo, as decises no ficam claras nem mesmo para quem faz parte do setor. Fato que pesa tambm para o contribuinte, afinal de que adianta reforma ministerial se as coisas deixam de funcionar?

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    O ano de 2016 comeou positivo para a Portonave. O Terminal Porturio de Navegantes movimentou, no primeiro trimestre, 202.582 TEUS (medida que equivale a continer de 20 ps) um crescimento de 37% se comparado ao mesmo perodo do ano passado, quando foram movimentados 147.680 TEUS. A empresa mantm a liderana de mercado desde 2010 e hoje responsvel por 54,5% do market share catarinense segundo fonte Datamar (jan-fev/2016).

    Os nmeros so resultado da conquista de novos parceiros comerciais no segundo semestre de 2015: seis novas linhas martimas passaram a operar no terminal, o que aumentou a oferta de transporte para mercadorias importadas e exportadas com destaque para as carnes congeladas e a madeira. O crescimento se deu tambm em virtude do incio de operao de uma linha de cabotagem a Log-In que comeou a operar no terminal no segun-do semestre de 2015.

    Alm disso, os resultados positivos vm de eleva-dos investimentos tanto em tecnologia quanto em infra-estrutura e equipamentos, aliados expertise dos colabo-radores da Portonave. Em agosto de 2015, a companhia finalizou a obra de expanso, dobrando a capacidade de armazenagem de contineres do terminal que hoje o maior em rea no Estado de 15 mil para 30 mil TEUs. O terminal concluiu o processo de eletrificao dos RTGs, substituindo o diesel por energia eltrica na operao dos seus 18 guindastes de ptio. A troca vai proporcionar uma reduo de 62% no consumo de diesel no terminal e 98% nas emisses de CO deste tipo de equipamento.

    A Iceport Cmara frigorfica que pertence Por-tonave consolidou um estoque mdio de 89% neste primeiro trimestre. A movimentao na Cmara foi de 117.839 toneladas.

    Produtividade em altaA produtividade um indicador de que a Portonave

    vem se destacando e melhorando os seus nmeros. Alm de deter o recorde sul-americano, com 270,4 mph (mo-vimentos por hora), desde outubro de 2014, o terminal alcanou no primeiro trimestre de 2016 a mdia de 111,6 mph por navio e 37,3 mph por guindaste.

    Outro nmero importante foi o recorde de movimen-tos por escala, batido no ms de abril. Nos dias 3 e 4 foi realizada a maior movimentao por escala na Portonave durante a operao do navio CMA CGM CONGO, do Ser-vio sia, com 2.908 movimentos. Alm do nmero de contineres, destaque para a alta produtividade: 176,2 mph.

    Primeiro trimestre na Portonave tem crescimento de 37% na

    movimentao de contineres

    Movimentao do 1 trimestre Portonave

    TEUs 2015 2016

    Total 147.680 202.582

    Jan 43.766 67.899

    Fev 46.841 67.113

    Mar 57.073 67.570

    PortosdoBrasil

  • Economia&Negcios Maio 2016 7

  • Maio 2016 Economia&Negcios8

    A Argentina lidera o ranking dos pases que mais enviaram turis-tas ao Brasil em 2015. A constatao do Anurio Estatstico do Turismo do governo federal. De acordo com o estudo do Ministrio do Turismo, dos mais de 6,3 milhes de estrangeiros que desembarcaram no pas no ano passado, 2 milhes eram argentinos, o que corresponde a 33% deste total. Os Estados Unidos permanecem na segunda posio (575.796), seguido do Chile (306.331).

    O levantamento feito com base em dados da Polcia Federal aponta que 54% dos turistas estrangeiros no pas em 2015 eram dos vizinhos da Amrica do Sul. O Paraguai aparece na quarta posio do ranking com 301.831 mil visitantes e o Uruguai na quinta posio com 267.321. No continente europeu, a Frana se destaca na 6 colocao com o envio de 261.075 turistas.

    O nmero de visitantes estrangeiros em 2015 1,9% menor que em 2014, quando foi realizada a Copa do Mundo no Brasil e registrado o recorde de turistas estrangeiros. No entanto, impor-tante ressaltar que os nmeros de 2015 apresentam um crescimento de 8,5% em relao a 2013, quando o pas recebeu 5,8 milhes de visitantes internacionais.

    So Paulo continua como a principal porta de entrada para os estrangeiros que chegam ao Brasil. Em 2015, 2.248.917 visitantes de-sembarcaram no Estado, um crescimento de 1,3% em relao a 2014. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, seguido pelo Rio Grande do Sul que tem sido escolhido cada vez mais como rota de acesso ao pas, principalmente pela via terrestre (89%), que pode ser explicado pela proximidade com as fronteiras dos pases vizinhos.

    Brasileiros na ArgentinaQue a Argentina um dos destinos preferidos dos brasileiros

    no novidade, por muito tempo o pas vizinho liderou a lista dos roteiros mais procurados pelos viajantes daqui. Em tempos de dlar alto e passagens areas mais caras, a tendncia que pases sul--americanos se tornem ainda mais atraentes.

    Mais de 6 milhes de estrangeiros visitaram o Brasil no ano passado

    S a Argentina enviou mais de dois milhes de visitantes

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    Dados das principais operadoras de turismo do pas apontam que destinos argentinos como Buenos Aires, Mendonza, El Calafete e Bariloche esto entre os mais procurados desde o ano passado, juntamente com outras cidades da Amrica do Sul. Diante da alta da mo-eda americana, o custo total de uma viagem para esses destinos se torna ainda mais interessante.

    A proximidade entre os pases, o idioma mais ami-

    gvel para os brasileiros e ainda a possiblidade de viajar sem precisar de visto so outros pontos que tornar a viagem mais vantajosa. Como Argentina e Brasil fazem parte do Mercosul, turistas de ambos os pa-ses podem embarcar somente com RG ou passaporte, graas a um acordo entre pases do bloco.

    A grande vantagem que esses destinos oferecem roteiro de qualidade, com atraes para todos os gostos, por um preo mais acessvel se comparados com destinos americanos e europeus, des-taca Francisco Lobo, diretor da CashMilhas, empresa especializada em negociar milhas areas, das principais companhias, com agilidade e segurana.

    Dicas para turistas brasileirosA Argentina tm paisagens que vo desde cidades histricas regies isoladas e paradisacas. O pas vizinho tambm conhecido pelo tango e a riqussima gastronomia, que conta com as famosas carnes argentinas e excelentes vinhos. As dicas so valiosas tanto para novatos em terras portenhas, quanto visitantes que j conhecem o pas: Algumas agncias de viagem oferecem desconto para grupos, tornando o preo mais interessante para famlias e grupo de amigos, por isso organize a viagem com antecedncia, negociando descontos; Fique de olhos nas promoes, agncias de viagens costumam oferecer preos atrativos e descontos para aquisio atravs de programas de milhas; Atraes como a Casa Rosada, Caminito, Puerto Madero e o estdio La Bombonera so pontos obrigatrios para turistas de primeira viagem. Mas se voc quer fugir do bvio, Bariloche (d para esquiar na alta temporada), a regio rida de Ushuaia e o Glaciar Perito moreno so destinos imperdveis com paisagens de tirar o flego; Mendoza considerada a capital argentina do vinho. parada obrigatria para quem quer conhecer as vincolas distribudas na regio e degustar os premiados vinhos argentinos; O cmbio de moeda estrangeira no mais controlado pelo governo argentino, por isso fique de olho nas taxas que podem variar consideravelmente. Se for para Buenos Aires, vale a pena levar real em espcie pois a cotao costuma ser mais vantajosa que o dlar. J para destinos mais afastados da capital, a moeda americana mais interessante. possvel acompanhar o cmbio oficial atravs do site do Banco Nacin.

  • Maio 2016 Economia&Negcios10

    A retrao na economia brasileira vem sendo refletida no comportamento do consumidor no Estado. Segundo a pesquisa que mede o ndice de Confiana da Famlia (ICF-SC) do ms de abril, os indicadores tiveram uma queda tan-to na comparao mensal (-3,9%), quanto na anual (-12,6%), registrando o nvel mais baixo da srie histrica iniciada em janeiro de 2010.

    O ICF cruza os dados que tratam do emprego e perspecti-va profissional, renda atual, acesso ao crdito, nvel e perspec-tiva de consumo e o momento para bens durveis - como, por exemplo, a compra do carro. A maioria ficou abaixo dos 100 pontos, em uma escala que vai de 0 a 200.

    A perspectiva de consumo das famlias tambm registrou uma queda de 37%, chegando em 40,9 pontos na escala.

    Na avaliao Fecomrcio SC, o baixo desempenho do in-dicador est associado inflao elevada, deteriorao na qua-lidade do emprego e as incertezas no cenrio poltico, somada percepo dos consumidores de que a crise vai se estender ao longo de 2016.

    Nesse cenrio de instabilidade econmica, o acesso ao crdito se mantm restrito. Comparado com o mesmo perodo de 2015, o indicador apresentou uma forte queda de -26,7%, ficando com 88,7 pontos. Esta a nona vez consecutiva que este indicador fica abaixo dos 100 pontos.

    Na avaliao do presidente da Fecomrcio SC, Bruno Breithaupt, a persistente inflao e o longo desequilbrio fiscal provocam uma elevao na taxa de juros, retraindo o consumo, que j sentindo no comrcio catarinense.

    As decorrentes elevaes nas taxas de juros - principal-mente do carto de crdito (447% ao ano) - retrai o acesso ao crdito diminuindo o consumo e a confiana do consumidor na hora da compra", afirma Breithaupt.

    Apesar dos nmeros negativos apresentados na pesqui-sa, dois indicadores - emprego e renda - esto em posio positiva no estudo. Com o desemprego em baixa no Estado, a confiana dos consumidores em torno da renda elevada, assegurando que Santa Catarina sair desse cenrio de baixo crescimento antes que os outros estados.

    Consumidor mantm p no freio, sinaliza pesquisa da Fecomrcio SC

  • Economia&Negcios Maio 2016 11

    No primeiro trimestre de 2016, Santa Catarina gerou mais de 8 mil vagas formais no mercado de traba-lho, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), disponibilizado pelo Ministrio do Trabalho.

    Se comparado ao mesmo perodo em 2015, em que o Estado criou 30.693 vagas, a queda foi de 70%. Esse recuo na oferta de vagas foi puxado pelos setores do comrcio com a reduo de 7.082 vagas e da construo civil, com menos 87 postos de trabalhos ofertados. J outros setores da economia impulsionaram novas vagas de emprego como servios, com um pouco mais de cinco mil vagas, agropecu-ria com 1.342 novos empregos e a indstria que foi o setor que mais criou oportunidades de trabalho para os catarinen-ses: 9.014 vagas.

    Apesar da diminuio dos postos de trabalhos no es-tado, Santa Catarina alcanou o segundo melhor resultado para o perodo no pas, com nmero maior de contrataes do que demisses, atrs apenas do Rio Grande do Sul.

    Na avaliao da Fecomrcio SC os dados divulgados do Caged preocupam e demonstram que o mercado de tra-balho vem perdendo o dinamismo, especialmente a partir da ltima dcada. A elevao dos custos da produo no vem acompanhada do aumento de produtividade, resultan-do na compresso da margem de lucro das empresas, infla-

    o e reduo em seus investimentos.A queda do emprego formal reduz a renda da popu-

    lao, j que muitos desempregados tendero aceitar em-pregos informais ou temporrios, diminuindo a qualidade do emprego e o consumo. O resultado desse processo o panorama atual da economia brasileira de longa retrao. urgente uma ampla reforma tributria e trabalhista, na busca de aumentar a competitividade de nossas empresas e sair do patamar de baixo crescimento, afirma o presidente da Fecomrcio SC, Bruno Breithaupt.

    Pas fechou mais de 300 mil vagasNo Brasil, o saldo lquido de vagas no primeiro tri-

    mestre foi negativo - no primeiro trimestre de 2016, o Brasil fechou 323.052 postos de trabalho formal. Nos ltimos 12 meses, j foram suprimidas mais 1,8milho de vagas for-mais no Brasil em todos os ramos da economia.

    Santa Catarina no ranking das oportunidadesBlumenau conquistou a quinta posio na lista das ci-

    dades brasileiras com maior criao de vagas de empregos formais no primeiro trimestre de 2016. Foram geradas 2.904 vagas, concentradas nos setores de servios com 2.197 va-gas e na indstria com um saldo positivo de 1.130.

    Santa Catarina gera 8 mil empregos no primeiro trimestre

  • Maio 2016 Economia&Negcios12

    Cobrana abusiva da demurrage: o que fazer?

    Por Osvaldo

    Agripino Advogado, Ps-

    Doutor em Regulao de Transportes e Portos

    - Harvard University - agripinoeferreira.com.br

    ArtigoArtigo

    A falta de regulao eficaz da logstica de comrcio exterior brasileiro, pela Antaq, tem per-mitido uma crescente onda de abusos cometidos pelos armadores e/ou seus agentes contra os usurios do transpor-te martimo.

    Trata-se da demurrage ou sobre--estadia de continer, instituto do Direi-to Martimo que tem criado uma verda-deira indstria no Brasil, pela falta de parmetros na cobrana desse preo extra-frete. Faltam previsibilidade e modicidade, dois princpios do marco regulatrio do setor.

    Isso se d porque atuando como advogados h mais de 20 anos, desde 2010 temos constatado o Poder Judi-cirio condenar o embarcador (usu-rio) e/ou despachante ao pagamento de valores extorsivos de demurrage, na maioria das vezes superior ao do continer. Em Santos, um juiz estadual condenou um exportador ao pagamen-to de R$ 5 milhes de demurrage de 38 contineres frigorificados de 40 TEUS, cujo valor no mercado de usado R$ 15 mil cada.

    Nesse caso, o valor da condena-o foi 10 vezes o do continer, apesar da exportadora condenada ter operado FOB, ou seja, no tinha qualquer rela-o jurdica com o transportador (sem registro na Antaq). Mesmo assim, o armador, atravs do seu agente mar-timo, cobrou judicialmente a empresa brasileira.

    Em Balnerio Cambori, Santa Catarina, recentemente, um agente de carga ajuizou cobrana no valor de R$ 500 mil por quatro contineres dry de 40 TEUS, cujo valor no mercado de

    R$ 5 mil reais cada. Alm disso, temos verificado

    vrias formas de abusos na contrata-o do transporte martimo. Dentre as quais, aquele em que o armador ou seu agente pressiona o usurio para assinar um termo de responsabilidade e devo-luo do continer com preo que, num primeiro momento, parece pequeno. Contudo, diante de uma greve de um rgo interveniente ou outro motivo, a carga no desembaraada, e depois de vrios meses, o usurio notificado para pagar valor de demurrage extor-sivo.

    Apesar disso, temos observado uma pequena mudana em decises recentes do judicirio, especialmente em primeiro grau, no sentido de limitar o valor da demurrage, como o do pr-prio continer.

    Nesse ambiente de insegurana jurdica para o usurio, preciso reagir via judicirio, Antaq, MPF e outros r-gos na defesa dos usurios. A econo-mia brasileira est em recesso tcnica, a balana comercial negativa e os valo-res dos custos logsticos esto acima de qualquer limite. O usurio vivencia um ambiente hostil a sua atividade: uma bomba que j explodiu.

    H fundamentos jurdicos para reduzir o valor cobrado a ttulo de de-murrage de continer, a valor compat-vel com a ordem jurdica brasileira.

    preciso, portanto, que o usurio procure orientao tcnica e jurdica, especialmente no momento da contra-tao do transporte martimo, a fim de reduzir o risco da sua operao e, dessa forma, aumentar a competitividade dos seus produtos no comrcio exterior.

  • Economia&Negcios Maio 2016 13

  • Maio 2016 Economia&Negcios14

    O primeiro semestre de 2016 est quase no fim e incertezas paralisam as aes do setor da pesca industrial em Santa Catarina. A extino do Mi-nistrio de Pesca e Aquicultura (MPA) com a unificao ao Ministrio de Agricultura, Pecuria e Abastecimento (Mapa) gerou uma crise de gesto, atrasos nas emisses de documentos fundamentais atividade e uma srie de perguntas sem respostas. Agora a entidade milita em Braslia para garantir o incio da safra da tainha, em 1 de junho.

    Na primeira semana de maio, representantes do Sindicato dos Armadores e das Indstrias da Pesca de Ita-ja e Regio (Sindipi) foram atrs de respostas. De acor-do com o presidente da entidade, Jorge Neves, a classe voltou apenas com muitas promessas. O que confirma, segundo ele, o descaso com o setor pesqueiro.

    Entre os compromissos assumidos pela recm-cria-da secretaria de Pesca, vinculada ao Mapa, est que 40 barcos da frota nacional recebero as licenas em tempo hbil para o incio da pesca industrial da tainha. uma incerteza tremenda, um monte de promessas. No sabe-mos como isso vai acontecer, comenta Neves. Se tudo

    ocorrer conforme o prometido, os barcos devem iniciar a pescaria no dia 1 de junho.

    O perodo de pesca artesanal da tainha em 2016 comeou no dia 1 de maio nas regies sul e sudeste. J a liberao para captura dessa espcie por embarcaes motorizadas ter incio em 15 de maio. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran, So Paulo, Rio de Janeiro e Esprito Santo esto autorizados a desenvolver atividade at 31 de julho.

    A expectativa que a safra chegue a 1,8 mil tone-ladas nesta modalidade em Santa Catarina. Cerca de 90% do desembarque de tainha feito no Estado. Segundo o presidente da Federao dos Pescadores do Estado de Santa Catarina (Fepesc), Ivo Silva, a atividade conta com mais de 30 mil trabalhadores diretos e indiretos.

    A pesca de arrasto de praia uma das modalidades artesanais centenria. Nela, os pescadores lanam uma rede ao mar, s vezes com auxlio de uma canoa, para depois pux-la com a ajuda de vrios homens. A rede pode medir de 100 a 600 metros de comprimento, com altura no centro entre 6 a 20 metros e extremidades de 2 a 10 metros de altura.

    Sem Ministrio da Pesca, setor sofre com falta de gesto

  • Economia&Negcios Maio 2016 15

    TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAES30 anos transportando com agilidade e rapidez

    As embarcaes pesqueiras de Santa Catarina continuam sem receber a subveno de impostos do leo die-sel para tocar a atividade. Em todo o pas, apenas o Estado e o Rio Grande do Sul no foram contemplados com o benefcio, como reflexo da Operao Enredados e da extino do Ministrio da Pesca. O Sindicato dos Armadores e das Indstrias de Pesca de Itaja e Regio (Sindipi) j calcula o prejuzo e aguarda o julgamento de um mandado de seguran-a para ter acesso ao benefcio.

    A subveno, instituda em 1997, trata da reduo de impostos no preo do leo diesel. Anualmente, todas as embarcaes precisam solicitar o bene-fcio. De acordo com presidente da C-mara Setorial do leo Diesel do Sindipi,

    Francisco Carlos Gervsi, a documenta-o das 385 embarcaes vinculadas entidade foram entregues em setembro do ano passado, dentro do prazo legal, na superintendncia do extinto MPA em Florianpolis.

    O procedimento, de praxe, acabou sinalizando que um imbrglio adminis-trativo estava prestes a comear. Em outubro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff (PT) extinguiu o cargo de ministro da Pesca. O Ministrio s foi ex-tinto, oficialmente, dia 6 de abril.

    Coincidentemente no mesmo per-odo, foi deflagrada a Operao Enreda-dos, da Polcia Federal. A investigao apura irregularidades na concesso de permisses de pesca e foi responsvel, inclusive, pelo afastamento do presiden-

    assim que ns estamos

    vivendo, esta insegurana

    jurdica que nos abala a cada momento e a

    cada momento ns temos uma

    informao diferente

    Ficou mais caro sair ao mar

  • Maio 2016 Economia&Negcios16

    te do sindicato em Itaja poca, Giovani Montei-ro, e do vice-presidente, Fernando das Neves.

    Essa operao no tem nada a ver com o leo diesel. Ento ns ficamos aguardando a pu-blicao da subveno, conta Gervsio, revelando que a portaria informando do benefcio foi publica-da no incio de dezembro passado. Santa Catarina e Rio Grande do Sul estavam de fora.

    Braslia nos dizia que no tinha recebido nossos documentos e, portanto, no poderia nos conceder o subsdio. S no dia 25 de fevereiro sou-bemos que os papis foram apreendidos pela PF na Operao Enredados, revela o presidente, julgan-do desnecessria a apreenso por entender que a investigao no envolve a questo do diesel.

    No incio de abril o Sindipi entrou com um mandado de segurana requerendo na Justia o benefcio. At o fechamento desta edio, a enti-dade ainda aguardava o resultado. assim que ns estamos vivendo, esta insegurana jurdica que nos abala a cada momento e a cada momen-to ns temos uma informao diferente, lamenta Gervsi.

    Durante a viagem a Braslia no incio de maio, o Sindipi tambm cobrou mais agilidade no proces-so da subveno. De acordo com o coordenador tcnico da entidade, Marco Aurlio Barilon, a perda durante o perodo sem o benefcio irreparvel.

    CustosO leo diesel representa, em mdia, 60%

    dos custos operacionais das embarcaes. Com o subsdio, que pode somar at 30% de desconto, os barcos conseguem reduzir R$ 0,90 em cada litro (considerando o preo mdio do diesel de R$ 3). Se para cada viagem for abastecido 10 mil litros do combustvel, ento, uma embarcao gasta R$ 9 mil a mais, em cada viagem, sem o subsdio.

    Isso gera uma competio desigual entre os estados. Pois barcos de outros estados esto vindo descarregar em Santa Catarina com o preo dife-renciado, pois eles tm o subsdio, reclama.

    Licenas empacadasConforme informaes do Sindipi, as licenas

    de pesca esto saindo a conta gotas. Mandamos informaes, solicitamos, imploramos pelo nosso trabalho, mas no encontramos ressonncia no

  • Economia&Negcios Maio 2016 17

    Curitiba - Joinville - Blumenau - Navegantes - Itaja - Balnerio Cambori - FlorianpolisEm Itaja novo endereo: Avenida Coronel Marcos Konder, 789 - Centro - Itaja - SC

    governo. O governo no nos diz se vai fazer, quando, de que forma, no nos d informao nenhuma, sentencia Gervsi.

    No incio deste ano, s o Sindipi tinha quase 300 embarcaes sem licenas. A entidade ainda alega que no h garantia de que as licenas da pesca da tainha vo sair em tempo. Por isso a mobilizao do sindicato em Braslia.

    Ministrio reconhece atrasosCom a unificao dos ministrios, o Mapa reco-

    nhece que a execuo dos trabalhos foi afetada. Por meio de fora-tarefa, o Mapa regularizou a situao de 2.362 embarcaes em todo o pas, com a renovao do certificado de autorizao de pesca. A renovao do documento que tem que ser feita uma vez por ano permite que o pescador continue a trabalhar dentro da legalidade.

    O trabalho da fora-tarefa da Secretaria de Moni-toramento e Controle da Pesca e Aquicultura do Mapa foi realizado de fevereiro a abril. De acordo com o rgo, os pedidos estavam acumulados por causa da extino do Ministrio da Pesca e Aquicultura e da consequente transferncia de suas atribuies para o Mapa.

    Em todo o Brasil, 24 mil embarcaes tm o Re-

    gistro Geral da Atividade Pesqueira (RPG). Do total, 3,4 mil estavam em situao irregular. Com a renovao das 2.362, ainda faltam 1.565 licenas.

    S em Santa Catarina, foram liberadas 1.040 li-cenas durante a fora-tarefa, afinal o Estado o maior polo pesqueiro do pas. Nesta primeira etapa, ficaram faltando outras 689 autorizaes.

    Reduo de pessoalAo se fundir ao extinto Ministrio da Pesca, o

    Mapa cortou 220 cargos comissionados, reduziu quatro secretarias e gerou economia de R$ 183,3 milhes em contratos e convnios. Em um esforo para enxugar a mquina estatal e cortar gastos, promoveu a fuso das estruturas fsicas da Pesca com a Agricultura. O prdio em Braslia onde funcionava a sede do MPA foi desativa-do. O edifcio tem 18 andares e representava custo anu-al de aproximadamente R$ 10 milhes. Nos 27 estados, unificou 80% das Superintendncias da Pesca com as Superintendncias Federais da Agricultura, o que deve gerar economia na ordem de R$ 29 milhes ao ano.

    A reportagem tentou contato com o Ministrio de Agricultura, Pecuria e Abastecimento por meio de sua assessoria de imprensa, mas o responsvel pela pasta estava em viagem.

  • Maio 2016 Economia&Negcios18

    Se a captura de peixes em guas brasileiras est comprometida por conta da crise na gesto no mbito federal, a importao de peixes nobres tambm enfrenta uma mar de azar. No entanto, o problema ecolgico. No Chile, 25 milhes de salmes morreram durante a safra de vero. O equivalente a 40 mil toneladas de peixe foram asfixiados por microalgas nocivas. Resultado: no houve um grave desabastecimento do peixe, mas o preo do salmo quase dobrou.

    De acordo com o professor Mrcio Tamanaha, especialista em algas e

    Safra do salmo comprometida coordenador do laboratrio de Ficologia da Univali, as microalgas podem estar presen-tes em todos os ambientes aquticos, inclu-sive nos oceanos. A incidncia de algas no-civas, aquelas que produzem substncias que afetam a fisiologia dos organismos, tambm um fenmeno natural. s vezes, podem passar desapercebidas. No entanto, quando uma espcie consegue se adaptar a um ambiente, ela tende a aumentar sua populao expressivamente.

  • Economia&Negcios Maio 2016 19

    usual nos depararmos com operaes em que grandes empresas incorporam pessoas jurdicas de menor porte ao seu patrimnio, muitas vezes por interesse no controle de suas operaes ou mesmo por conta do acervo patrimonial das incorporadas, ainda que estas ltimas pessoas jurdicas contabilizem prejuzo.

    Por via transversa, nos casos em que ocorre apenas aquisio de quotas ou aes de dada sociedade ocasionando em mero controle da sociedade, possvel que a sociedade controlada incorpore a sua con-troladora, desdobramento denominado de incorporao s avessas ou incorporao reversa.

    Isto porque, ao invs da controladora incorporar a sociedade con-trolada ao seu patrimnio, ocorre o contrrio, o que possui por objetivo primordial o aproveitamento de prejuzo fiscal acumulado pela controlada para deduo do montante a ttulo de Imposto de Renda Pessoa Jurdica e Contribuio Social sobre o Lucro Lquido devido pela controladora.

    Em via de regra, sociedades incorporadoras no aproveitam o pre-juzo fiscal das incorporadas por fora da expressa vedao do Art. 514 do Decreto n 3.000/99 (Regulamento do Imposto de Renda). Do contrrio, caso a sociedade incorporadora seja a prpria detentora dos prejuzos fis-cais contabilizados (como o caso da incorporao reversa), apresenta-se tangvel a utilizao para amortizao do imposto devido, e igualmente em relao j mencionada CSLL.

    A operao considerada como lcita e vlida, entretanto, so in-meras as operaes com intuito meramente dissimulatrio, a fim de que sejam realizadas compensaes indevidas em operaes simuladas e sem qualquer propsito, como o caso de incorporaes entre pessoas jurdi-cas sem qualquer relao em que a incorporadora detenha to somente prejuzo fiscal, inexistindo patrimnio ou operao vivel, as quais tm sido glosadas pela Fazenda.

    H precedentes da Cmara Superior de Recursos Fiscais que chan-celam operaes de incorporao reversa, dentre eles o Acrdo CSRF/01-05.414, que retrata a legitimidade de operao realizada entre empresas operativas que sempre estiveram sob controle comum, e por inteno de que no fosse ocasionada perda de prejuzos fiscais acumulados, teve por escopo a busca de melhor eficincia das operaes atravs da incorpo-rao reversa.

    Diante de tal contexto, mostra-se factvel que grupos empresariais possam fazer uso da operao, o que por sua vez pode derivar em equa-cionamento da alta carga tributria imposta.

    Pedro Henrique Almeida da SilvaOAB/SC 40.495Scio do escritrio Silva e Silva Advogados AssociadosBacharel em Direito pela Universidade do Vale do Itaja (UNIVALI).Ps-graduando em Direito Tributrio pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributrios (IBET) - 2014/2015.Ps-graduando em Direito Societrio pela Universidade Cndido Mendes (UCM) 2015/2016.Analista em Comrcio Internacional pelo Centro Europeu - 2013. Cursou Direito Tributrio Verticalizado pela Frum - 2014. Advogado atuante nas reas Tributria, Aduaneira, Societria e de Negcios em nvel administrativo e contencioso.

    ArtigoArtigoAs Incorporaes Reversas e a

    compensao de Prejuzos FiscaisFoi justamente o que aconteceu nos tanques

    de cultivo marinho de salmo do Chile, segundo maior produtor mundial do peixe. Normalmente, as guas de l so bastante frias e ricas em nutrien-tes, por se tratar de uma regio muito prxima da Antrtida. Contudo, neste vero as guas atingiram temperaturas acima de 20C. Tamanaha acredita a baixa turbulncia e o aumento da temperatura da gua tenham sido os causadores do surto da alga chamada Chatonella SP.

    Segundo o especialista, a microalga Chatonella SP produz substncias que afetam as brnquias dos peixes, causando hemorragia. Desta forma, a morte por asfixia. O mecanismo de toxicidade ainda desconhecido, pois tem associao com hemlise do sangue, e no se sabe se repassado ao homem. O consumo deve ser evitado, pois outros patgenos podem se manifestar.

    Preo disparouSe em maro o quilo do salmo no ultrapas-

    sava os R$ 35 no Mercado do Peixe de Itaja, no final de abril havia bancas ofertando o fil por at R$ 60. O proprietrio do box 14, Rogrio Wiggers, diz que no tinha como absorver o aumento repassado j na importao do salmo. Se o preo do pescado no baixar o que esperado que acontea agora em maio com a normalizao da produo as casas especializadas em comida japonesa tambm tero de atualizar o preo no cardpio.

    Foi realmente um impacto grande, pois o salmo insubstituvel. Ele est presente em 75% do nosso cardpio, avalia Rodrigo Issler, dono do Brava Sushi, que compra at 600 quilos de salmo diariamente. O empresrio tambm observa que o Brasil perdeu crdito no Chile, diante da atual situ-ao econmica, o que dificulta, em alguns casos, o acesso ao pescado. Itaja um polo pesqueiro, ento acaba tendo prioridade. Mas h cidades que no tm acesso. O produto ficou escasso.

    Dono do restaurante Seikatsu, em Penha, Luis Gustavo Fernandes confirma que alguns fornecedo-res estavam sem salmo fresco e os que tinham o pescado, apresentavam preo inflacionado. Vamos tentar driblar essa alta pelos prximos trs meses. O nosso pblico ainda no est muito acostumado com atum ou outro peixe branco, ento o salmo acaba predominando, comenta.

  • Maio 2016 Economia&Negcios20

    Quinze palestras de alto nvel cientfico formaro a programao do 11 Simpsio Tcnico da Asso-ciao Catarinense de Avicultura (Acav) que ser realizado em Florianpolis no perodo de 16 a 19 de agos-to deste ano com a participao de 500 profissionais e empresrios do setor. Considerado uma referncia para a indstria avcola brasileira, o Simpsio ser desenvolvido no Oceania Park Hotel & Convention Center, localizado em Ingleses, Florianpolis.

    O presidente Jos Antnio Ribas Jnior reala que o Simpsio da Acav ser um evento de alto nvel tcnico e cientfico, com foco nos temas de maior relevncia na atualidade para a cadeia da avicultura industrial e inova-es que surgiram no Brasil e no mundo. Assinalou que o Simpsio referncia nacional em difuso tecnolgica, integrao setorial, proposio e formulao de polticas segmentadas.

    O vice-presidente da Diviso de Equipamentos da Acav e coordenador geral Bento Zanoni anunciou as prin-cipais palestras da programao que tem como tema cen-tral tradicional Incubao, Matrizes de Corte e Nutrio.

    No primeiro dia (16 de agosto, tera-feira) haver um pr-simpsio das 8h s 16h, realizado pela MSD Sade Animal e uma programao de palestras tcnicas a cargo de empresas Kemin e Olmix das 16h s 18h. A abertura

    solene, seguida de coquetel, inicia s 19h.No segundo dia (17 de agosto, quarta-feira), o pai-

    nel que dominar a programao matutina, das 8h30 s 12h30, abordar a mortalidade de pintinhos de primeira semana com quatro enfoques. Das 8h30 s 10h10 sero focalizados o manejo de ovos e o manejo da incubao com os palestrantes convidados Srgio Rodrigues e Edu-ardo Costa. Das 10h30 s 11h20 o tema ser brooding/alojamento com Fernando Vargas. Das 11h20 s 12h10, Antonio Carlos Pedroso tratar do impacto da primeira se-mana na performance posterior do frango.

    A programao vespertina inicia s 14h30 com pa-lestra de Dinah Nicholson sobre SPIDES/RECUPERAO DE EMBRIES com o objetivo de melhorar a eclodibilidade em ovos com longos perodos de estocagem. s 15h30, An-tonio Mrio Penz prelecionar sobre manejo da nutrio de machos. Das 17 s 19 horas sero ministradas pales-tras tcnicas a cargo das empresas Evonik, Vencomatic e Aviagen. noite, os participantes do Simpsio Tcnico da ACAV confraternizaro no tradicional Jantar do Galo, pa-trocinado pela empresa JBS Foods.

    No terceiro dia (18 de agosto, quinta-feira) toda a programao da manh das 8h30 s 12h30 ser de-dicada ao PAINEL INFLUENZA AVIRIA com a participao de quatro debatedores: das 8h30 s 9h20 Masaio Mizu-

    Anunciada a programao cientfica do 11 Simpsio Tcnico da Acav

    O Simpsio ser desenvolvido no Oceania Park Hotel & Convention Center, localizado em Ingleses, Florianpolis

  • Economia&Negcios Maio 2016 21

    no tratar da epidemiologia e caractersticas do vrus; das 9h20 s 10h10 Taylor Barbosa falar sobre a realidade americana de contingncia; das 10h30 s 11h20 Bruno Rebelo Pessamilio explicitar as armas brasileiras e o que est planejado para o futuro; e das 11h20 s 12h10 Ariel Mendes relatar a viso da Associao Brasileira da Prote-na Animal (ABPA) sobre o assunto.

    A programao da tarde estabelece duas palestras: s 14h30, Roberto Freitas abordar pontos importantes no manejo de recria de matrizes pesadas. s 15h30, Chris Willians discorrer sobre o tema "Como otimizar a tecno-logia in ovo em incubtrios comerciais". Na programao paralela, das 17 s 19 horas, as empresas Cobb e Zoetis oferecero duas palestras tcnicas.

    No quarto e ltimo dia (19 de agosto, sexta-feira) o 11 Simpsio ser concludo com trs palestras: s 9 horas, Lcio Arajo discorrer sobre manejo nutricional de

    matrizes visando qualidade da prognie. s 10 horas, ter um palestrante renomado tratando sobre o tema Incuba-o e s 11 horas Cludio Carvalho focar pontos crtivos no manejo e nutrio de reprodutoras aps as 22 sema-nas. Das 12 s 12h30 horas haver sorteio de brindes e lanche de encerramento.

    InscriesAs inscries estaro abertas atravs do hot site

    alojado na pgina www.sindicarne.org.br Os valores das inscries esto definidos em trs categorias: associado da Acav, no associado e estudante. At 30 de junho, as inscries custaro R$ 330, R$ 385 e R$ 220. De 1 a 31 de julho os valores sobem para R$ 365, R$ 425 e R$ 245. De 1 de agosto at o evento, os preos se situaro em R$ 395 para associados; R$ 465 para no-scio e R$ 265 para estudantes.

    O Simpsio da Acav ser um evento de alto nvel tcnico e cientfico, com foco nos temas de maior relevncia na atualidade para a cadeia da avicultura industrial e inovaes que surgiram no Brasil e no mundo

  • Maio 2016 Economia&Negcios22

    Servio on-line da Epagri passa a informar mar em sete pontos da costa catarinense

    Monitorar as condies do litoral funda-mental para os catarinenses. A rea abriga 40% da populao do Estado, apesar de ocupar apenas 10% do territrio estadual. So 39 municpios, responsveis pela gerao de 37% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Boa parte des-sa renda proveniente dos trs portos que operam na regio, alm do turismo e da pesca.

    Atenta a essa situao, a Epagri/Ciram vem am-pliando o monitoramento ambiental no litoral catari-nense. E essas informaes esto disponveis para o uso da sociedade. por isso o link Litoral on-line, do site da Epagri/Ciram, que permite o acesso a essas informaes, est de cara nova. Agora ele rene mais informaes, que esto dispostas de forma mais or-ganizada, para facilitar a navegao do usurio.

    O Litoral on-line expe, em tempo quase real, as variveis oceanogrficas e meteorolgicas registradas na costa Catarinense e Sul do Brasil. So oferecidas medies de mar em sete pontos do Estado: portos de Itapo, So Francisco do Sul e Imbituba; Praia de Laranjeiras em Balnerio Cambori; Florianpolis, no extremo Sul da Ilha; capitania de Laguna e plataforma de pesca de Balnerio Rinco.

    Alm das informaes de mar, o link apresenta os dados de fora e direo mdias do vento (a cada 10 min), monitorados por nove estaes meteorol-gicas instaladas ao longo dos litorais catarinense e gacho: Tramanda, Torres, Ararangu, Farol de Santa Marta - Laguna, Imbituba, So Jos, Itaja, Balnerio

    Barra do Sul e Itapo.Os margrafos esto sinalizados no mapa em

    quadrados de cor azul. Clicando sobre os quadrados, o usurio v o grfico dirio da evoluo da altura da mar para aquele ponto. Na tabela direita ficam expostas a altura da mar meteorolgica e a hora do ltimo registro obtido, bem como a variao em re-lao leitura anterior. Logo abaixo apresentada a tendncia da mar para a prxima hora no ponto selecionado, estimada com base em dados da mar astronmica. A tabela tambm indica o valor e a hora do dia em que ocorrero o mximo e o mnimo da altura de mar astronmica previstos para o local.

    As estaes meteorolgicas esto caracteriza-das na plataforma por pequenos crculos cuja cor de preenchimento d uma indicao da fora do vento no local. Ao clicar no crculo de uma estao mete-orolgica abre-se o meteograma completo para a estao em questo, que traz as ltimas medies das seguintes variveis meteorolgicas: direo e ve-locidade do vento mximo; direo e velocidade do vento mdio; temperatura instantnea do ar; total de chuva acumulada nos ltimos sete dias; presso atmosfrica; umidade relativa instantnea; radiao mdia e molhamento foliar.

    O monitoramento das variveis ambientais no Litoral de interesse para a navegao profissional e amadora, para a prtica de esportes aquticos, para a pesca artesanal, para turistas e para a populao em geral.

  • Economia&Negcios Maio 2016 23

    Pelo quarto ms consecutivo, cai o percentual de famlias endividadas em Santa Catarina. A Pesqui-sa de Endividamento e Inadimplncia (PEIC) de abril mostra que o ndice de catarinenses com parte de sua renda comprometida com contas parceladas e finan-ciamentos ficou em 58,3%, abaixo de maro (59,5%), fevereiro (60,8%) e janeiro (62,5%). J a inadimplncia, que trata dos consumidores com dvidas ou contas atra-sadas, se manteve praticamente estvel em 18,9%.

    O indicador sobre as famlias que no tero con-dies de pagar permaneceu em 10,3%. O nvel consi-derado negativo e reflete a desacelerao da renda em termos reais, que diminui os recursos disponveis para o pagamento das dvidas.

    Mesmo com a ligeira queda desde o incio deste ano, o endividamento e a inadimplncia so prejudiciais aos consumidores, que no conseguem honrar suas d-vidas e efetivar novas compras, e para os empresrios, que veem seus volumes de venda despencarem ms a ms. A alta inflao, a deteriorao da qualidade do em-prego e a elevao das taxas de juros desempenham um papel fundamental no consumo, afirma Bruno Brei-thaupt, presidente da Fecomrcio SC.

    Conforme a pesquisa, os catarinenses tm 30,4% da renda comprometida com dvidas: 16% tm mais da

    Endividamento recua em abril, mas recesso impacta na inadimplncia em SC

    metade da renda; 60,5% entre 11% e 50%%; 15,7% com menos de 10%. J o tempo de comprometimento subiu para 8,9 meses. Embora seja considerado alto, este indica-dor aponta que as dvidas esto sendo renegociadas pelos consumidores com mais frequncia. Ou seja, eles diminuem o valor da parcela para caber no oramento e estendem o tempo de pagamento.

    Assim como nos meses anteriores, o carto de crdito segue disparado na frente como o principal agente do en-dividamento, respondendo por mais da metade (52%) das dvidas. Em segundo, terceiro e quarto lugar aparecem os financiamentos de carro (33,7%), carns (33,2%) e crdito pessoal (16,7%).

  • Maio 2016 Economia&Negcios24

    Vendedor, voc ambicioso ou ganancioso?

    Por Carlos Cruz, diretor do Instituto

    Brasileiro de Vendas

    (IBVendas) - ibvendas.com.br

    ArtigoArtigo

    Traar metas algo fundamen-tal para o desempenho de qualquer equipe de vendas. Embora no seja algo to complica-do assim, isso exige o conhecimen-to de algumas tcnicas, como por exemplo, a de encontrar um objetivo plausvel: metas muito fceis acabam no desafiando o vendedor, enquan-to as muito difceis podem desmoti-v-lo por serem inatingveis. muito comum nos depararmos com vende-dores medianos, que trabalham ape-nas para manter seus resultados, ao mesmo tempo em que existem ou-tros que se esforam para se superar a cada dia. Mas at que ponto isso uma caracterstica positiva? Quando a ambio pode se tornar ganncia?

    No conhecimento popular, essas palavras tm definies mui-to parecidas, mas elas podem levar profissionais de qualquer ramo a consequncias muito distintas. Todo vendedor deve ter cuidado para no confundir as coisas. Ambio o que leva a pessoa a se esforar e chegar onde pretende, sempre respeitando o processo, as leis e, principalmente, as outras pessoas. J a ganncia faz com que o profissional olhe apenas para si mesmo, sem se importar com regras ou com quem est ao seu re-dor.

    Esse sentimento egosta pode ter influncia direta no desempenho da equipe, j que a pessoa ganancio-sa sempre busca gerar conflito, espe-cialmente no ps-venda, e manipular as situaes em benefcio prprio. E exatamente a que o gestor deve intervir para gerir o conflito, mostrar

    claramente as regras e colocar limites para todos os profissionais. O bom gestor deve estimular a ambio, es-tipular metas possveis, porm moti-vadoras. Um dos segredos para sem-pre manter a equipe motivada, com ambies, dividir o planejamento anual em semestres, trimestres, me-ses ou at mesmo dias em ciclos de vendas mais curtos. Isso permite uma melhor medio do desempenho de todos, alm de permitir a estipulao de um prazo para a recuperao de um resultado parcial ruim e os ajus-tes necessrios no plano.

    Ao contrrio da ambio, a ga-nncia faz com que o vendedor foque muito no ter e se esquea do ser, do fazer e do tipo de profissional que vai se tornar. Por isso, identifi-car quem a pessoa gananciosa e acompanh-la de perto muito im-portante para manter o bem-estar e o sucesso da sua equipe.

    preciso muito cuidado com a ganncia de um vendedor que bate meta, pois, se no definir as regras do jogo, bem provvel que a moti-vao do restante da equipe diminua caso ocorram falhas no processo em benefcio do vendedor ganancioso. Mantenha a equipe motivada, com ambio de crescer na carreira e na vida, mas lembre-se: assim como em toda a sociedade, os membros de uma equipe de vendas necessitam um do outro para contribuir com re-sultado da organizao. Sempre!

    Para isso, gestor, trabalhe para aumentar a maturidade de toda equipe e, consequentemente, a per-formance.

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    Foi lanado em abril o 3 Mega Salo de Imvel de Itaja. Durante o evento, promovido pelo Sindicato da Indstria da Construo Civil dos Municpios da Foz do Rio Itaja (Sinduscon), foram apresentadas as no-vidades para este que o maior evento de imveis da regio. O Salo ser realizado de 11 a 14 de agosto, no Centreventos, com a oferta de mais de dois mil imveis venda com condies especiais.

    O presidente do Sinduscon, Charles Kan, explicou que o evento uma grande oportunidade dos empres-rios divulgarem seus empreendimentos e gerar negcios, alm de valorizar suas marcas, produtos e servios.

    Em Itaja e regio temos opes de imveis para todos os perfis de pblico, o que torna o mercado muito promissor. Sero mais de dois mil imveis ofertados ao cliente durante o Salo, fomentando bons negcios no apenas de imediato, mas em longo prazo, afirma.

    Empresrios da construo civil apresentaro seus imveis com preos que podem variar de R$ 110 mil a R$

    5 milhes.Fbio Inthurn, presidente da comisso organiza-

    dora, afirma que a expectativa atrair cerca de 40 mil pessoas.

    As construtoras lanaro novos projetos durante o salo. Os visitantes podero adquirir imveis na plan-ta, em construo e prontos para entrega. Condies especiais de negociao tambm sero ofertadas e para contribuir na hora de escolher o imvel, sero realizadas simulaes bancrias, comenta.

    Agenda de palestras, rodada de negcios para em-preendedores, espao gastronmico e reas de recreao e convivncia para as famlias tambm sero atraes do 3 Mega Salo do Imvel.

    Dos 130 estandes disponveis para a exposio, 90% j foram comercializados. O Sinduscon pretende fazer desta 3 edio um evento grandioso e inovador, que aproxime os construtores dos clientes e traga bons resultados para quem quer comprar e quem quer vender.

    3 Mega Salo do Imvel ter mais de 2 mil imveis venda

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    PortosdoBrasil

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    PortosdoBrasil

    O Porto de Paranagu passa a contar com mais um bero para atracao de navios que operam na exportao e importao de veculos, mquinas, equipamentos e cargas que possam ser movimentadas direto do navio para o cais. O bero resultado do investi-mento de R$ 60 milhes na implantao de novos Dolfins.

    Dolfins so estruturas de concreto fincadas no fundo do mar e que servem para atracar navios (de atracao) e para amarrar navios (de amarrao) que carregam e des-carregam cargas especiais. O conjunto de dolfins forma um novo bero de atracao.

    O investimento permitiu implantar trs Dolfins de atracao e um de amarrao de navios, que sero utili-zados, exclusivamente, para receber navios destinados operao com veculos e cargas gerais. Eles j esto em atividade.

    O incio da programao de navios nos novos dol-fins significa que o Porto de Paranagu ter um bero ex-clusivo para este tipo de operao, otimizando as atraca-es, reduzindo o tempo de espera e o custo da operao, declarou o diretor-presidente da Administrao dos Portos

    de Paranagu e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

    PrimeiroO primeiro navio carregado com veculos atracou

    nos novos dolfins do Porto de Paranagu no dia 24 de abril. A capacidade para receber cerca de 15 navios por ms, com tempo mdio de operao de 12 horas. Em 2015, o Porto de Paranagu recebeu 123 navios destina-dos ao transporte de veculos, mquinas e equipamentos. Em mdia, cada navio tem capacidade para transportar de 3 mil a 5 mil veculos, dependendo do porte.

    CuriosidadeOs dolfins sero utilizados para operao de navios

    do tipo RO-RO (que vem do termo roll-on/roll-off), destina-do para cargas que entram e saem dos pores na horizon-tal e geralmente sobre rodas. Outro navio que opera este tipo de carga o PCC, termo do ingls (pure car carrier), utilizado para descrever navios que se assemelham a gran-des garagens flutuantes, especializados no transporte de automveis de fbrica em viagens longas.

    Porto de Paranagu comea a operar bero exclusivo para veculos, mquinas e equipamentos

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    PortosdoBrasil

    Um dia para ser lembrado o ano todo. Assim foi o Global Safety Day (GSD) e sua intensa agenda de atividades que incluiu palestras, interaes e aes educativas na APM Terminals Itaja. A mobilizao foi rea-lizada no dia 28 de abril com a mensagem chave "Safe for you. Safe for me" (Seguro para voc. Seguro para mim). A data foi celebrada em mais de 70 terminais operados pela empresa no mundo com o objetivo de marcar o seu principal valor: a segurana.

    Durante todo o dia, colaboradores, terceirizados e usurios do terminal de Itaja foram convidados a conferir experimentos didticos que mostraram, por exemplo, o impacto do risco de transitar prximo a cargas suspensas no ambiente porturio. Uma simples sapata (dispositivo de engate dos contineres), que pesa somente 15 quilos, ganha a fora equivalente a um objeto de 2,5 mil quilos se cair de uma altura de 15 metros.

    Segundo o lder da APM Terminals para a Amrica Latina, Anders Kjeldsen, que palestrou como convidado especial, desde 2012 o Porto de Itaja considerado como

    o melhor na prtica global quando o assunto segurana. O bom resultado fruto das melhorias implantadas recen-temente para controlar os riscos na operao. "Estamos no caminho certo quando o assunto segurana e s depen-de de cada colaborador e cada usurio reduzir, cada vez mais, os riscos na operao", diz.

    Um continer customizado com "Loading Safety" (Carregando Segurana) trafegou pelo terminal na ocasio e marcou o incio da operao de cargas do navio Maersk Lins, em um ato simblico ao Global Safety Day. "A segu-rana est acima de qualquer coisa, inclusive de custo e de produtividade. E a nossa licena para operar", afirma o diretor superintendente da APM Terminals Brasil, Ricardo Arten.

    No evento tambm foi lanado o novo vdeo de ins-trues de segurana para visitantes da APM Terminals Brasil. Quem tem curiosidade de entender como funciona uma operao porturia, os riscos envolvidos e as regras de segurana, pode conferir o material na pgina da em-presa no Facebook.

    APM Terminals mobiliza colaboradores e usurios pela segurana no Porto de Itaja

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    PortosdoBrasil

    Mais recursos aos cofres da Superintendncia do Porto de Itaja. O porto pblico obteve xito em ao de recuperao de crditos tributrios, no valor de R$ 810 mil, em favor da Fazenda Nacional. Trata--se de uma ao movida pela Assessoria Jurdica do Por-to que tramitou perante a 2 Vara Federal de Itaja, para a recuperao de crditos cobrados indevidamente pela

    Unio Federal. O assessor Jurdico do Porto, Henry Rossdeutscher,

    considera essa recuperao judicial uma importante vit-ria para a Autoridade Porturia, cujos recursos, corrigidos, retornaram aos cofres do Porto. Ganhamos em todos os graus de jurisdio, inclusive nos tribunais superiores, tra-zendo de volta recursos pblicos importantes, afirma.

    Porto de Itaja recupera judicialmente crditos tributrios

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    PortosdoBrasil

    Portos devem crescer 3,64% no primeiro trimestre de 2016

    A busca por servios porturios continua em expanso no Brasil. Nos primeiros trs meses deste ano a tendncia de que haja um cres-cimento de 3,64% na movimentao total de cargas nos portos brasileiros, quando comparada com o vo-lume transportado em igual perodo de 2015, confor-me projeo da Secretaria de Portos da Presidncia da Repblica (SEP).

    No primeiro bimestre, portos e terminais j haviam registrado aumento de 3,48% no desempe-nho, considerando as 146,67 milhes de toneladas de produtos importados e exportados movimentados em janeiro e fevereiro de 2016 em 2015, essa movi-mentao totalizou 141,74 milhes de toneladas, de acordo com as informaes disponveis na plataforma WebPortos, da SEP.

    A atuao diferenciada deste segmento logs-tico se deve especialmente ao comportamento das exportaes escoadas por via martima, que apresen-tou expanso, at fevereiro, de 10,17%, totalizando 100,64 milhes de toneladas, contra 91,35 milhes

    de toneladas.A maior parte dos produtos brasileiros vendi-

    dos ao exterior saram por Terminais de Uso Privados (TUPs), responsveis pela movimentao de 67% do total de cargas transportadas e armazenadas nos por-tos. Esse tipo de instalao tambm registrou expan-so de 7,58% no volume de cargas que movimenta-ram destinadas exportao.

    Os portos organizados, ou seja, os portos p-blicos, moveram os 33% restantes das cargas ex-portadas pelo Brasil nos primeiros dois meses deste ano, um volume correspondente a 33,27 milhes de toneladas.

    Cerca de dois teros desse montante foram es-coados pelos portos administrados pelas companhias docas, que tiveram incremento de 8,70% no total mo-vimentado no perodo. J os portos delegados, cuja administrao est a cargo de estados ou municpios, movimentaram cerca de um tero dos produtos ex-portados pelos portos organizados do pas, registran-do uma expanso de 33,85%.

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    Univali em foco

    O curso de Oceanografia da Univali firmou conv-nio de dupla titulao com o curso de Cincias do Mar da Universidade Catlica de Valncia (UCV), da Espanha. A cerimnia ocorreu na universidade espanhola, onde representantes das instituies de ensino assinaram o contrato.

    Com isto, alunos que atenderem aos requisitos previstos no convnio tero o diploma com validade no Brasil e na Espanha. Este o primeiro convnio de dupla titulao da Univali, em graduao, e o primeiro do Bra-sil, neste molde, em se tratando de Oceanografia.

    A Univali j possui convnio de intercmbio com a UCV e, anualmente, costuma ter alunos de Oceanografia que vo para l e acadmicos espanhis que vm estudar no Brasil. A coordenadora do curso de Oceanografia da Univali, Ktia Naomi Kuroshima, explica que foi feita uma anlise de equivalncia entre as disciplinas dos cursos. A partir deste estudo foram apontados os requisitos e carga horria que os alunos devero atender para terem a du-pla titulao. Ktia acredita que o convnio possibilitar a abertura de novos mercados de trabalho tanto para os estudantes brasileiros quanto para os espanhis.

    A universidade promoveu no campus Itaja o 1 Workshop em Gesto, Internacionalizao e Logstica. O evento, de dois dias, reuniu pesquisadores renomados no assunto, acadmicos e professores, alm de contar com a participao de representantes das empresas Weg, Duda-lina e Vila Germnica que falaro sobre as dificuldades do processo de internacionalizao.

    Foram realizados painis de discusso com pales-trantes convidados. Alm das empresas, entidades liga-das ao comrcio exterior brasileiro tambm marcaram presena nas discusses. Entre elas: ApexBrasil, Banco do Brasil e Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas

    Empresas (Sebrae-SC).O 1 Workshop em Gesto, Internacionalizao e

    Logstica foi promovido pelo Centro de Cincias Sociais Aplicadas Gesto (Ceciesa Gesto), pelo Programa de Mestrado Profissional em Administrao: Gesto, Interna-cionalizao e Logstica (PMPGIL) e pelo Programa de Ps--Graduao em Administrao (PPGA) da Univali, tendo o apoio da Fundao de Amparo Pesquisa e Inovao do Estado de Santa Catarina (Fapesc), da Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior (Capes), com apoio do Hotel Infinity Blue e das empresas e enti-dades mencionadas.

    Oceanografia da Univali firma convnio de dupla titulao

    Os desafios da internacionalizao

  • Maio 2016 Economia&Negcios36

    O exemplo chins que nos serve de lio

    Por Severino Almeida -

    Presidente do Sindicato Nacional dos

    Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar)

    ArtigoArtigo

    A recm-divulgada operao de com-pra de 30 navios Valemax, avalia-dos em mais de U$ 2,5 bilhes, por companhias de navegao chinesas des-tinados a transportar, sobretudo, minrio de ferro brasileiro dessas notcias que nos enchem de frustrao e, por que no dizer, de raiva. Porm, se bem deglutido, o epi-sdio pode, ao menos, evitar que cometa-mos novas, digamos, burradas em setores to fundamentais para o desenvolvimento do pas como so a logstica e o transporte martimo.

    No momento em que o governo e a Petrobras estudam ou j programam a quei-ma de ativos lucrativos do grupo estatal, se-guindo uma "lgica" estritamente financeira - que se limita, por decorrncia, a uma pers-pectiva de curtssimo prazo - em prejuzo de um planejamento estratgico de longo ter-mo fazer a correta lio, com base no exame desta operao, passa a ser um imperativo para todos aqueles que tem algum grau de ingerncia e responsabilidade na questo.

    Sim, porque, neste caso, mais uma vez os chineses esto nos dando um ex-traordinrio e fabuloso exemplo de como o Estado deve se posicionar em prol do desenvolvimento, adotando medidas e es-tabelecendo diretrizes que permitam novas oportunidades para as suas empresas e, consequentemente, para os seus trabalha-dores.

    Lamentavelmente, no Brasil, em sen-tido inverso, vemos o Estado compelido por uma ideologia que, embora no decla-radamente, visa exclusivamente ao interes-se do capital, no ao da Nao desmante-lando organizaes e, a rigor, sem nenhum exagero ou fora de expresso, eliminando no apenas postos de trabalho, mas a real perspectiva de um pas mais prspero e pro-missor para os brasileiros. Eis o que est em jogo.

    Conforme noticiado timidamente pela imprensa, em meados de maro pas-sado, as gigantes chinesas do transporte martimo Cosco Group e China Merchants Group, com o apoio do ICBC Financial Le-asing Corporation, fizeram encomendas por 30 navios Valemax, capazes de transportar 360 mil toneladas (mais do que o dobro das embarcaes categoria Capesize hoje em operao). Um negcio que envolver

    quatro grandes estaleiros globais. O objeti-vo da operao no segredo: ampliar o controle sobre as exportaes de minrio de ferro provenientes do Brasil pelas prximas dcadas, determinando o frete martimo neste segmento, com presso direta sobre os armadores ocidentais.

    Em outras palavras, o intuito con-trolar o valor dos fretes no comrcio mar-timo de minrio de ferro. A Vale, ciente da importncia estratgica deste segmento e do peso da China na importao de commo-dities minerais, at que tentou ter o domnio deste jogo. A empresa pretendia construir 60 navios do tipo Valemax para atuar nes-te segmento. Como sabemos, 18 chegaram a ser entregues, a partir de 2010. Porm, quando se iniciava a sua operao, a China proibiu este tipo de embarcao em seus portos alegando forte impacto ambiental, uma medida que forou a empresa brasilei-ra a se desfazer dos navios.

    Mas, quem poderia compr-los? Cla-ro, os armadores chineses, com decisivo apoio governamental. Com empresas nacio-nais assumindo os navios, o governo chins no tardou a levantar o embargo opera-o dessas embarcaes em seus portos, o que ocorreu em junho do ano passado. Nada mais previsvel. Dentro do novo con-texto, no restou Vale alternativa a no ser fechar contratos milionrios com os ar-madores chineses para o transporte de seu minrio para a China. A propsito, a Vale e a Cosco acabam de firmar um acordo, com durao de 27 anos, pelo qual a armadora chinesa transportar 16 milhes de tonela-das de minrio produzidos pela companhia brasileira. Detalhe: para tanto, utilizar na-vios Valemax que haviam sido encomenda-dos pela Vale. Dramtica ironia.

    Empresa com participao do go-verno federal, seja diretamente, seja indi-retamente por meio de fundos de penso, a Vale no contou, neste embate, com o apoio do governo brasileiro, e, por isso, o cabo-de-fora com os chineses ficou insus-tentvel. A omisso reveladora da falta de viso estratgica que acomete nosso pas. O resultado que valores monumentais em divisas, na forma de pagamento de fretes martimos, ser transferido China, ao invs de ficar no Brasil contribuindo para a melho-ria da renda nacional.

  • Economia&Negcios Maio 2016 37

    Rua Manoel Vieira Garo, 10 Sala 204 - Esq. Dr. Jos Bonifcio MalburgCep: 88301-425 Centro- Itaja SC Edifcio PHD

    A primeira semana de maio foi de excelentes proje-es de negcios para o mercado catarinense. En-tre os dias 4 e 7 de maio Itaja recebeu a 2 edio da Feira Internacional da Economia do Mar Brasil-Itlia (Fimar), no Centreventos. O evento, que teve a primeira edio em Florianpolis, tem como finalidade fomentar o

    Com perspectiva de grandes negcios, Fimar passa por Itaja

    Presena de autoridades marcou o incio da feira

  • Maio 2016 Economia&Negcios38

    setor nutico em suas vrias vertentes. Considerado o principal evento especializado na promo-

    o e apoio ao desenvolvimento no setor, reuniu represen-tantes da Itlia e do Brasil para promover um intercmbio de informaes. Organizada pela Associao Nutica Catarinen-se para o Brasil (Acatmar), Assonutica Italiana e Brazil Pla-net com colaborao da Unio Nacional da Indstria Naval (Ucina), a Fimar resultado de uma parceria entre o estado de Santa Catarina e a Itlia, que iniciou em 2011 durante o

    Festival do Mar em Gaeta, comunidade italiana. Os atrativos tursticos da regio que possui poten-

    cial nutico reconhecido em nvel internacional pelo em-preendedorismo, eventos no segmento e proximidade com mar e rio, foram apresentados na feira. No estande da Costa Verde & Mar, visitantes, agentes de viagem, re-presentantes oficiais e comerciantes do Brasil e da Itlia tero mais informaes sobre os atrativos, as tradies tpicas e toda a estrutura oferecida.

    Durante a feira, os expositores e visitantes puderam realizar novas parcerias, estreitar con-tatos e promover uma troca entre os pases no segmento. Segundo o Presidente do Colegiado de Secretrios de Turismo da Amfri, Carlos Srgio de Souza a participao em feiras e eventos faz com que o pblico reconhea ainda mais os municpios da regio:

    "Na ltima Pesquisa de Demanda Turstica, re-alizada na temporada de vero, 3% dos entrevista-dos informaram que co-nheceram a Costa Verde & Mar graas participao em feiras e eventos".

    A gastronomia local tambm esteve em evi-dncia com mais de 10 empresas expondo produ-tos como queijos, geleias, bebidas, frutos do mar, entre outros, para degus-tao e comercializao.

  • Economia&Negcios Maio 2016 39

    O projeto de lei encaminhado ao Congres-so Nacional, pelo governo, com o reajus-te de 5% na tabela do Imposto de Renda Pessoas Fsica (IRPF) a partir de 2017 prev me-didas compensatrias para a arrecadao, como a incidncia do mesmo imposto para heranas acima de R$ 5 milhes e doaes acima de R$ 1 milho, que estavam isentos at agora do IRPF. A mensagem sobre o encaminhamento do pro-jeto foi publicado no Dirio Oficial da Unio e as medidas foram detalhadas pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e os secretrios da Receita, Jorge Rachid, e de Poltica Econmica do Ministrio da Fazenda, Manoel Pires.

    Estamos aumentando a progressividade da tributao no Brasil, do Imposto de Renda, fazendo isso de uma forma responsvel, sem gerar impacto fiscal no prximo ano. O custo da correo da tabela do Imposto de Renda vai ser mais do que compensada por medidas de elevao de receita em outras reas, disse Nel-son Barbosa.

    Segundo o ministro, os pases mais de-senvolvidos tm tributao sobre herana e doaes. Para ele, as novas medidas so uma forma de se fazer justia tributria e de boas

    prticas para gerar igualdade na sociedade. No Brasil, a tributao sobre herana j existe nos estados. Pelos clculos apresentados, o impac-to na correo da tabela do Imposto de Renda ser de R$ 5,2 bilhes que ser compensado em R$ 5,35 bilhes com a mudana na incidn-cia para outros contribuintes, restando ainda ao caixa da Unio R$ 150 milhes.Com a mudana na tabela do IR a iseno sobe de R$ 1.903,98 para R$ 1.999,18. Acima de R$ 4.897,92, a al-quota incidente ser a de 27,5%.

    HeranasSobre as heranas, a incidncia do IR

    passa a ser acima de R$ 5 milhes e doaes acima de R$ 1 milho. Para heranas acima de R$ 5 milhes, o recolhimento de IR ser de 15% sobre o que exceder os R$ 5 milhes. Acima de R$ 10 milhes, o IR ser de 20% e acima de R$ 20 milhes a incidncia de 25%. No caso das doaes, 15% de IR sobre o que passar de R$ 1 milho, 20% sobre o que exceder R$ 2 milhes e 25% sobre o que ultrapassar R$ 3 mi-lhes. A previso de arrecadao de R$ 1,06 bilho com heranas e R$ 494 milhes com as doaes.

    Outra medida que incrementar a arre-cadao a tributao do excedente do lucro pelas empresas optantes pelo Lucro presumido e pelo Simples Nacional, com um incremento na arrecadao de R$ 1,57 bilho e R$ 591 milhes respectivamente. Segundo o Ministrio da Fazenda, o que se pretende, com a proposta do governo, que incida o IR com uma alquota de 15% sobre uma faixa que no tributada, o mesmo ocorrendo no Simples Nacional.

    Outra medida sobre a tributao do direito de imagem e voz de profissionais que criam empresas para receber rendimentos, como artistas e atletas. Atualmente, a base de clculo para a incidncia do IR de 32% dos rendimentos recebidos pelos profissionais. Pelo projeto, de acordo com o ministro Nelson Bar-bosa, deve-se considerar esses rendimentos de cesso de direito de imagem, nome, marca ou voz na base de clculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurdica em 100%. O aumento na arrecadao estimado de R$ 836 milhes. O governo props no mesmo projeto reduzir os benefcios fiscais do Regime Especial da Inds-tria Qumica (Reiq). O incremento de arrecada-o estimado chega a R$ 800 milhes.

    Governo quer tributao sobre herana para compensar reajuste na tabela do IR

    Agncia Brasil

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  • Maio 2016 Economia&Negcios42

    Por Milton Loureno Presidente da Fiorde

    Logstica Internacional e diretor do Sindicato dos

    Comissrios de Despachos, Agentes de Cargas e

    Logstica do Estado de So Paulo (Sindicomis) e da

    Associao Nacional dos Comissrios de Despachos,

    Agentes de Cargas e Logstica (ACTC)

    Comrcio exterior em recuperao

    Por Milton Loureno, presidente

    da Fiorde Logstica Internacional e diretor do Sindicato dos Comissrios de Despachos, Agentes de

    Cargas e Logstica do Estado de So Paulo (Sindicomis) e da Associao Nacional dos Comissrios de Despachos,

    Agentes de Cargas e Logstica (ACTC). E-mail:

    fiorde@fiorde.com.br. Site: fiorde.com.br

    ArtigoArtigo

    Independentemente de quem venha a assumir o governo, com o poss-vel impedimento da atual manda-tria, prev-se desde logo uma reao da economia, j que ficar definitiva-mente banida a mentalidade tacanha que fez o pas mergulhar nessa que j considerada a pior recesso desde a crise de 1929.

    Como se sabe, uma das priori-dades da poltica externa brasileira, desde 2002, foi a Cooperao Sul-Sul, que pretendia aumentar o intercmbio com pases em desenvolvimento, em detrimento das trocas com os pases do hemisfrio norte, notadamente os EUA, embora a princpio uma poltica no devesse invalidar a outra.

    O resultado disso foi que os produtos brasileiros perderam muito espao no maior mercado do planeta. E agora - apesar dos esforos do Mi-nistrio da Indstria, Desenvolvimento e Comrcio Exterior (MDIC), na gesto do empresrio Armando Monteiro, a partir de janeiro de 2015 - reconquistar esse espao demanda tempo.

    Hoje, os EUA constituem o se-

    gundo principal parceiro comercial do Brasil. Os bens industriais, que alcan-aram mais de 60% das exportaes brasileiras para os EUA em 2015, re-gistraram avano em relao aos 53% observados em 2014. Os trs princi-pais produtos de exportao do Brasil para os EUA so mquinas, aeronaves e produtos de ferro e ao. O intercm-bio bilateral total, somando-se bens e servios, chegou prximo de US$ 100 bilhes em 2015, segundo dados do MDIC.

    Para 2016, a Organizao Mun-dial do Comrcio (OMC) estima que o comrcio no planeta ter uma expan-so de apenas 2,8%, bem abaixo da previso inicial de 3,9%. Em 2015, a taxa j havia sido de apenas 2,8%, a pior em anos. Por isso, fundamental investir na reaproximao comercial com os EUA. Afinal, trata-se do maior importador do mundo, com compras em 2015 de US$ 2,3 trilhes. Alm dis-so, as importaes dos EUA devem au-mentar 4,1% neste ano, ao passo que as da sia e da Europa devem registrar um crescimento de 3,2%.

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    Mercado Coluna

    Os dez estudantes catarinenses do Sesi Escola em Brusque participaram em abril de um torneio in-ternacional de robtica, nos Estados Unidos, e conquistaram resultados importantes para o Brasil. Eles desenvolveram um dos robs com melhor desempenho da competio, dentre 106 equipes. O grupo de Santa Ca-tarina foi o melhor colocado tambm entre os trs times brasileiros que competiram. O resultado indito para o Sesi/SC. A equipe criou ainda um rob feito totalmente de material reciclvel, equipado com controle remoto e ca-racterizado com trajes tpicos da Alemanha, por conta da colonizao germnica de Brusque, cidade de origem dos competidores.

    O desafio desta edio foi criar propostas para lidar com o lixo a partir de uma soluo inovadora e apresentar seus projetos de pesquisa. Os robs autnomos cumpri-ram misses na mesa de competio como, por exemplo, levar determinado tipo de lixo para um aterro. Usando peas de lego, os jovens foram avaliados pelo design me-cnico, programao, estratgia e inovao utilizados no projeto, alm dos valores ticos e profissionais.

    O Torneio de Robtica First Lego League (FLL) voltado para crianas e adolescentes de 9 a 16 anos. Ao inserir a robtica em sala de aula, o torneio estimula o aprendizado de contedos de fsica, qumica, biologia e matemtica, com mais inovao, criatividade e raciocnio lgico.

    Para o superintendente do Sesi/SC, Fabrzio Macha-do Pereira, o resultado da equipe (18 colocao geral) mostra o quanto os catarinenses esto evoluindo neste campo. "Vamos avaliar o aperfeioamento de nossas com-petncias e de nossos alunos para futuras competies. Queremos traz-las para o centro da nossa agenda edu-cacional", comenta. A equipe catarinense tambm foi in-dicada como uma das melhores nos quesitos trabalho em equipe e design mecnico do rob.

    O projeto desenvolvido por Santa Catarina atraiu olhares dos demais pases. "O aplicativo que eles desen-volveram permite dar a destinao correta e tambm a reutilizao do lixo eletrnico", explica o coordenador de desenvolvimento de projetos e produtos do Sesi/SC, Fabia-no Bachmann.

    Equipe do Sesi/SC est entre as 20 melhores do mundo em robtica

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    Mercado Coluna

    As vendas de veculos novos automotores, in-cluindo automveis, caminhes, comerciais leves (como vans e furges) e nibus, encerraram o pe-rodo de janeiro a abril deste ano em baixa de 27,9%. Ao todo, foram comercializadas 893,7 mil unidades. Apenas no ms de abril, foram vendidos 162,9 mil veculos, n-mero 9,1% menor do que o registrado em maro deste ano e 25,7% inferior ao resultado de abril de 2015.

    Os dados foram divulgados pela Associao Nacio-nal dos Fabricantes de Veculos Automotores (Anfavea) e expe um perodo de forte queda no setor. As monta-doras instaladas no Brasil produziram em abril 169,8 mil veculos, nmero 13,6% abaixo em comparao a maro e 22,9% inferior ao registrado em abril do ano passado. No acumulado desde janeiro, houve queda de 25,8%.

    De acordo com o presidente da Anfavea, Antonio

    Megale, as empresas tm se esforado para manter os empregos. Hoje, 30% da fora de trabalho est em re-gime de flexibilizao, sendo 6.044 postos em regime lay-off e 29,6 mil no Programa de Proteo ao Emprego (PPE).

    Em relao a abril do ano passado, as vagas enco-lheram 8%, tendo hoje uma base 128.441 trabalhadores. Para ampliar as ofertas, necessrio que o pas volte a crescer, defende Megale.

    CaminhesO executivo apontou que, entre os segmentos que

    mais apresentaram queda nas vendas, esto os cami-nhes, com recuo de 13,2% de maro para abril e 31% no acumulado do ano. As vendas internas de mquinas agrcolas caram 40,8% no quadrimestre.

    Agncia Brasil

    Venda de veculos tem queda de quase 30% no acumulado at abril

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    Mercado Coluna

    O segredo da negociao criar relaes duradouras

    Tropas de elite tm muita coisa em comum com empresas de alto desempenho, aponta Digenes Lucca, tenente-coronel da reserva da Polcia Mili-tar e cofundador do Gate (Grupo de Aes Tticas Espe-ciais). Segundo ele, em ambas no d para resolver os problemas na base do custe o que custar. " necessrio criar relaes duradouras, enfatizou no encerramento do primeiro dia de palestras no Congresso da Expo-gesto, que aconteceu incio de maio na Expoville, em Joinville (SC).

    Lucca aponta que o segredo de um bom negocia-dor est na combinao entre o talento e o conhecimen-to. A base da negociao a credibilidade, que ajuda a construir relacionamentos duradouros. E a receita fun-damental sempre cumprir o que combinado, para no frustrar expectativas. No se trabalha para uma misso. H vrias misses a zelar.

    Assim como nas tropas de elite, Lucca destaca que, no mundo corporativo, o lder precisa estar atento a quatro aspectos: potencial, desempenho, competn-cia e comprometimento. S assim possvel valorizar aqueles de alto potencial e alto desempenho.

    Na negociao, o principal ativo a informao. Elas podem significar o sucesso de uma operao es-

    pecial. Para as empresas, diz ele, um fundamento essencial para a prosperidade das empresas. Outra habilidade fundamental entender que negociar exige tambm saber pensar com a cabea do outro. Cada ser humano um mundo por si s. Para isso, diz Lucca, importante ter pacincia.

    Uma virtude do bom negociador saber ouvir. A gente est perdendo a capacidade de se interessar pe-las pessoas. preciso prestar ateno, dar valor a elas. Nas negociaes, destaca ele, fundamental manter o controle. Nas operaes especiais, pode ser a diferena entre a vida e a morte.

    Negociao tambm prescinde de uma estrutura. ela que d suporte s operaes, diz o tenente-coro-nel. Todo mundo vital para a misso. Isto se traduz na necessidade de valorizar as equipes. Ele lembra que preciso considerar que o ser humano o principal ati-vo de uma empresa.

    Mesmo equipes altamente preparadas, como as do Gate, esto sujeitas a cometer erros. Lucca destaca que so lies fundamentais para o aprendizado e para o crescimento. Aps um erro, preciso se reorganizar. Reconsidere! Um recuo estratgico no faz mal a nin-gum.

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    Mercado Coluna

    Santa Catarina inicia exportao de terneiros vivos para Europa

    Depois de cinco anos de intensas articulaes estimuladas e apoiadas pela Federao da Agricultura e Pecuria de Santa Catarina (Fa-esc), Santa Catarina iniciar a exportao de terneiros vivos para a Europa. No dia 28 deste ms sero em-barcados 4,1 mil animais pelo porto de Imbituba, com destino a Turquia, onde sero terminados em proces-so de engorda e abatidos para produo de carne.

    Esses terneiros foram adquiridos por um consr-cio empresarial italiano diretamente nas propriedades rurais e em feiras regionais, tm idade entre seis e oito meses, pesam em mdia 200 kg e so de raas euro-peias, especialmente Charols e Limousin. A transao representa negcio da ordem de 5,7 milhes de reais.

    A remunerao ao produtor rural da ordem de R$ 7 por quilograma de animal vivo ou R$ 1,4 mil por cabea. O vice-presidente da Faesc e presidente da Cidasc, Enori Barbieri, antecipa que, assim que for efetivado o embarque, imediatamente ser iniciada a preparao de um segundo lote com mais 5 mil ter-neiros inteiros (no castrados) para o mesmo destino.

    Todos os animais esto alojados na ZPE (zona de processamento de exportaes) construda pelos empresrios da Itlia, sob concesso do governo ca-

    tarinense, na retrorea do Porto de Imbituba, onde cumprem quarentena obrigatria de 21 dias.

    Para Pedrozo e Barbieri, o Estado de Santa Ca-tarina est colhendo mais um resultado da conquista internacional do status de rea livre de aftosa sem vacinao. Ambos elogiaram a atuao da Secretaria da Agricultura e os incentivos do governo catarinense para a abertura de novos mercados e elevao da ren-da dos produtores rurais.

    Em uma srie de encontros entre autoridades catarinenses, empresrios italianos, Faesc, Minist-rio da Agricultura e Cidasc, nos ltimos anos, foram discutidos o sistema de identificao dos bovinos, o atendimento aos procedimentos sanitrios da Unio Europeia para a exportao de bezerros corte de seis a oito meses de idade para aquele continente entre outros assuntos.

    Presidente da Faesc, Jos Zeferino Pedrozo sa-lienta que se trata de um negcio pioneiro para a agropecuria catarinense, pois o Estado deficitrio em carne bovina. O rebanho bovino catarinense est totalmente integrado ao mais avanado sistema de controle sanitrio que utiliza brincos para monitora-mento de animais de corte e leite.

  • Economia&Negcios Maio 2016 49

    Mercado Coluna

    Os Institutos Senai de Inovao firmaram parceria com o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, para desenvolvimento de negcios industriais nos pr-ximos 12 meses. Uma das aes ser a identificao de potenciais projetos para implantao dos conceitos da Indstria 4.0.

    O grande objetivo do projeto estabelecer a co-operao entre as indstrias do Brasil e da Alemanha no mbito da Indstria 4.0, afirmou Eckart Uhlmann, diretor do Fraunhofer IPK, entidade que referncia internacional em manufatura avanada.

    Uhlmann destacou que o conceito no exige obri-gatoriamente investimentos elevados. Ele cita que na tec-nologia de automao desenvolvida no instituto em que dirige, um rob aprende as operaes copiando os movi-mentos do trabalhador. Com recursos tecnolgicos como este, mesmo as indstrias de pequeno porte podem avan-ar em projetos alinhados quarta revoluo industrial.

    Santa Catarina tem plenas condies de se preparar adequadamente para a Indstria 4.0, disse o presidente da Fiesc, Glauco Jos Crte. Ele defende que o Estado tem investido em educao porque uma das questes essen-ciais para a implantao da indstria 4.0 a capacitao profissional. Precisamos melhorar a produtividade dos trabalhadores, qualificando-os para usar adequadamente os novos equipamentos, acrescentou.

    Segundo Crte, o Fraunhofer IPK um aliado impor-tante para que se possa oferecer indstria catarinense o que h de mais moderno e atual em termos de processos, produtos e equipamentos de tecnologia.

    O diretor de operaes do Senai Nacional, Gustavo Leal, ressalta que a instituio vem se preparando para se tornar o principal parceiro da indstria em inovao. A competitividade da indstria est muito ligada capaci-dade de apropriao do conhecimento e de transform-lo em novos produtos e novos processos.

    Institutos Senai de Inovao vo inserir o Brasil na Indstria 4.0

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    Mercado Coluna

    O Balnerio Shopping acaba de receber o Latin American Shoppings Centers Awards, na cate-goria Design and Development (Renovations/Expansions), organizado pelo ICSC (The International Council of Shopping Centers) e considerada a mais im-portante premiao da Amrica Latina para o segmento de shoppings centers. O prmio foi anunciado oficial-mente no dia 10 de abril, no Moon Palace Golf & Spa Resort, em Cancun, no Mxico. O Balnerio Shopping foi o nico finalista brasileiro na categoria Renovations/Expansions, ao lado de empreendimentos do Chile, Co-lmbia e Argentina.

    O Latin American Shopping Center Awards 2016 a quarta premiao importante que o Balnerio Shop--ping recebe. Em maro, o empreendimento ganhou o Prmio Lide de Varejo, Consumo e Shopping Centers na categoria Arquitetura + Design com o case da Expanso e Transformao do shopping, inaugurada em novembro de 2014. Em 2015, o empreendimento tambm conquis-tou outros dois importantes reconhecimentos: o Ouro na categoria Revitalizao & Expanso do Prmio Abrasce

    2015, da Associao Brasileira de Shopping Centers; e o Top de Marketing ADVB/SC (Associao dos Dirigentes de Vendas e Marketing).

    A expanso do Balnerio Shopping resultou em uma completa transformao do empreendimento, que tambm revitalizou o pavimento j existente, ampliou em 50% a praa de alimentao, trouxe novos sanit-rios, lounges e uma diversificada Praa Gourmet. Um dos destaques do novo Balnerio Shopping o Espao Fam-lia, que referncia no Estado, com fraldrio, cabines in-dividuais para amamentao, brinquedoteca com jogos educativos e banheiro exclusivo para famlias.

    Hoje o Balnerio Shopping a porta de entrada das grandes marcas em Santa Catarina. O completo mix recebeu operaes exclusivas como a Al Beb, a Ar-tefacto Home, a Canal, YouCom e a Swarovski. Marcas consagradas no Brasil e no mundo como Outback, Tok & Stok, Kalunga, Aramis, Le Lis Blanc, Adidas, John John, Shoulder, Kopenhagen, Paquet, Zara, Ri Happy, Made-ro, The Body Shop, entre muitas outras, tambm chega-ram ao empreendimento com a expanso.

    Balnerio Shopping recebe o Latin American Shopping Centers Awards em Cancun

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