Revista Porturia - 17 Julho 2015

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Revista Porturia - 17 Julho 2015

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  • 4 Julho 2015 Economia&Negcios

    Editora BittencourtRua Anita Garibaldi, 425 | Centro | Itaja Santa Catarina | CEP 88303-020 Fone: 47 3344.8600

    DiretorCarlos Bittencourt direcao@bteditora.com.br

    Diagramao:Solange Alves solange@bteditora.com.br

    Contato ComercialRosane Piardi - 47 8405.8776 comercial@revistaportuaria.com.brContato Comercial (agncias)Junior Zaguini - 47 8415.7782junior@bteditora.com.br

    ImpressoImpressul Indstria GrficaTiragem: 10 mil exemplares

    Elogios, crticas ou sugestesdirecao@bteditora.com.brPara assinar: Valor anual: R$ 300,00

    A Revista Porturia no se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que so de inteira responsabilidade de seus autores.www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

    ANO 15 EDIO N 185JULHO 2015 EDITORIAL

    Comercial para todo o Brasil

    VIRTUAL BRAZIL Ltda+55 48 3233-2030 | +55 48 9961-5473

    MAIL: paulo@virtualbrazil.com.brSKYPE: contatos@virtualbrazil.com.br

    O novo captulo na histria da atividade porturia na Foz do Rio Itaja deixa em evi-dncia um dos pilares da economia de mercado, a livre concorrncia. No mundo capitalista a livre con-corrncia que determina preos e faz com que empresas se aprimo-rem para se apresentar ao mercado em melhores condies de compe-titividade.

    Com os portos no Brasil no era assim, mas agora . At pouco tempo, vinculados diretamente ao Estado, os portos brasileiros es-tavam fora da lgica de mercado. Com o aparecimento dos terminais de uso privado e com a autoriza-o para que estes possam operar cargas de terceiros, essa relao se modificou.

    Hoje h sim uma concorrncia entre duas empresas, cada uma ins-

    talada em uma das margens do rio Itaja-Au. O discurso de complexo porturio no passa de discurso. Isso no necessariamente ruim, mesmo que num primeiro momento Itaja sofra um baque com a perda mesmo que temporria da linha asitica. Se por um lado assusta ter um forte concorrente na vizinhan-a, por outro lado isso faz com que se procure solues para brigar de igual para igual no mercado.

    fato que os dois portos con-correm em condies desiguais. Mas tambm fato que esse epis-dio vai forar a sociedade e as lide-ranas polticas a repensarem esse modelo, sob pena de os portos ar-rendados se tornarem inviveis. E dessa mobilizao que pode surgir um novo horizonte para a atividade porturia na regio. Mais uma vit-ria da concorrncia.

    Vitria da concorrncia

  • Economia&Negcios Julho 2015 5

    NDICE

    www.revistaportuaria.com.br

    Duas vezes por semana, a Revista Porturia atualiza o blog da publica-o, que tem sempre informaes exclusivas sobre tudo o que acon-tece no mundo dos negcios no Brasil. O informativo jornalstico en-caminhado duas vezes por semana para uma base de dados segura e criteriosamente construda ao longo de 15 anos de mercado, formada por mais de 90 mil empresas. Composto por notcias econmicas de interesse de empresrios, polticos e clientes, o blog trata de todo e qualquer tema que envolva economia, especialmente aqueles voltados aos terminais porturios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Para-n. Se voc souber de alguma novidade, tiver informaes relevantes sobre temas econmicos e quiser contribuir com o trabalho da Revista Porturia, entre em contato com a reportagem no endereo eletrnico: jornalismo@revistaportuaria.com.br

    Revista Porturia tambm est na web com informaes exclusivas

    22Rede hoteleira de

    Itaja projeta mais 700 leitos em trs anos

    36Estudo mostra que brasileiros no so

    consumidores conscientes

    A fragilidade do Porto de Itaja diante da

    concorrncia com a Portonave

    14

    Porto de So Francisco do Sul completa 60 anos

    de operaes

    66Presidente do Sinduscon Itaja fala sobre a prosperidade do mercado

    imobilirio e os desafios na regio8

  • As vendas de veculos subiram 2,63% no Estado em junho, comparativamente ao volume de maio de 2015. O balano foi divulgado pela Federao Nacional da Distribuio de Veculos Automotores de San-ta Catarina (Fenabrave-SC). Em relao a junho de 2014, houve uma queda de 18,76%, conforme o mesmo levan-tamento.

    No total, 14.421 unidades, entre carros de passeio, utilitrios leves, caminhes e nibus, foram emplacadas em junho de 2015. Os nmeros do Brasil tambm apon-tam reduo de 1,28% na comparao entre junho e maio deste ano. A frota circulante em Santa Catarina soma, hoje, 4.487.034 veculos, sendo que a maioria de automveis leves, em um total de 2.587.602.

    No segmento de carros de passeio e utilitrios leves, houve um aumento de 5,51% nas vendas de junho, com-parativamente a maio deste ano. Segundo o levantamento da Fenabrave-SC, 8.965 carros foram licenciados em ju-nho de 2015. Quanto ao segmento de motos, as vendas

    tiveram queda de 7,77% em junho, em relao ao ms anterior.

    Para o presidente da Fenabrave-SC, Ademir Saorin, a crise do pas tem refletido nos nmeros. Com a expecta-tiva ainda maior de queda no PIB Nacional (mais de 2%), alta no desemprego, queda real do salrio e, especialmen-te, no investimento da iniciativa privada e do governo, o consumidor no tem segurana para ir s compras. "Esta insegurana do consumidor tem refletido diretamente em nossas lojas, mesmo tendo obtido aumento neste ltimo ms. Para o segundo semestre, espera-se que a mdia di-ria de vendas aumente um pouco, porm, prevemos que o resultado de 2015 ser cerca de 20% menor que o regis-trado em 2014", destaca o presidente.

    A fim de tornar as concessionrias mais competiti-vas e acompanhar as exigncias do novo consumidor, a Fenabrave-SC estar em agosto, dias 17 e 18, promovendo o maior evento automotivo do Estado, que ser o 8 Con-gresso Estadual Fenabrave-SC em Blumenau.

    Santa Catarina registra aumento de 2,63% nos emplacamentos de veculos

    6 Julho 2015 Economia&Negcios

    AINDA ASSIM, PERODO CONSIDERADO DE INSEGURANA POR PARTE DO CONSUMIDOR EM RELAO AO ANO PASSADO

    Divu

    lga

    o

  • 8 Julho 2015 Economia&Negcios

    Voc vem de uma famlia que tem negcios com a pesca e com a importao de produtos. Como voc chegou ao ramo da construo civil?

    Charles Kan - Eu entrei no ramo da construo civil por influncia da prpria famlia. Meu pai vem do setor pesqueiro, exportava barbatana de tubaro e fazia impor-tao de alguns produtos da China para o Brasil. Esses eram os carros-chefes. Sempre que podia, meu pai gostava de investir no ramo imobilirio comprava terras, cons-trua imveis para locao, construa armazns, galpes, loteamentos. Eu tambm comecei na parte de importao e exportao e descobri que tinha vocao para ser cons-

    trutor e decidi entrar no ramo da construo civil. O meu pai sempre nos deixou confortveis para trabalhar no que tivssemos a melhor vocao. Felizmente, eu escolhi a par-te que meu pai mais gostava, que era empreender no ramo imobilirio.

    Qual o nicho de mercado da sua empresa?Charles Kan - A CK uma empresa bastante din-

    mica, bastante ecltica. Hoje ns temos uma pauta de pro-dutos tanto para aquele imvel de primeiro padro at o imvel de alto padro. Ns tentamos sempre mesclar os nichos de negcio de acordo com o que o mercado exige.

    ENTREVISTA: Charles Kan - Presidente do Sinduscon

    A construo civil

    continua sendo mais

    atrativa que qualquer

    outro negcio

    O presidente do Sindicato da Indstria da Construo Civil dos Municpios da Foz do Rio Itaja, Charles Kan, assumiu em maro de 2015 com a misso de conduzir a entidade pelos prximos trs anos. J nos primeiros meses de sua gesto, viu a economia do pas entrar em recesso, com aumento de taxas de juros, oscilao de cmbio, alta de inflao e restrio de crdito. Mas o empresrio que nasceu na China e chegou ao Brasil ainda beb otimista e entende que o setor da construo civil est preparado para enfrentar a crise econmica e se colocar no mercado com uma opo de investimento para os consumidores.

  • Economia&Negcios Julho 2015 9

    Curitiba - Joinville - Blumenau - Navegantes - Itaja - Balnerio Cambori - FlorianpolisEm Itaja novo endereo: Avenida Coronel Marcos Konder, 789 - Centro - Itaja - SC

    ENTREVISTA: Charles Kan - Presidente do Sinduscon

    A gente tenta atender s demandas e s expectativas do mercado. Estamos construindo tanto em Navegantes como em Itaja e temos como objetivo continuar trabalhando com esses dois municpios constantemente. O nosso prazer construir. Independentemen-te do padro, ns usamos o nosso know-how em construo para entre-gar para o mercado um produto com a maior qualidade possvel. Esse o nosso forte.

    E como voc se envolveu com o Sinduscon?

    Charles Kan - Todo empresrio, quando inicia no ramo da construo civil, se depara com inmeros desafios, tanto na parte de empreender quanto na parte de construir, na parte de regu-larizar a obra, de selecionar os profis-sionais certos para realizar o trabalho preventivo, eltrico, hidrulico, enfim, todos os processos. E no incio era muito difcil achar esses profissionais porque Itaja e Navegantes no eram polos, no eram a cara da construo civil, a construo civil no se manifes-tava como um boom. Ento a inteno de entrar no sindicato, no incio, era a de ter acesso a construtores com maior experincia para poder achar a mo de obra qualificada o melhor engenhei-ro, o melhor escritrio de arquitetura, o melhor engenheiro estrutural...

    Essa relao com os outros empresrio acabou levando voc presidncia do sindicato. Como foi esse caminho?

    Charles Kan - Eu sempre fui uma pessoa que gosta muito de se envolver e de trocar ideias com todo mundo. No importa se o construtor

    tem tradio ou se novo, se pe-queno, mdio ou grande. Eu gosto de trocar informao porque, s vezes, os menores so mais criativos e os maio-res tm mais experincia ento voc une o til ao agradvel e consegue a melhor receita do bolo. Como eu tinha um trnsito muito tranquilo com todos os associados, h mais ou menos trs anos veio o convite para eu partici-par da diretoria do sindicato. Depois de um tempo, os prprios associados acharam interessante a indicao do meu nome para assumir a presidncia do sindicato. Foi um processo natural, sem farpas. Eu diria que houve a ins-crio da chapa para cumprir as exi-gncias do regimento do sindicato.

    Como o senhor analisa a mo-de-obra disponvel na regio para a construo civil?

    Charles Kan - H cinco anos, no havia esse boom da construo civil em nvel nacional. Todas as ins-tituies financeiras passaram a atuar na construo civil e isso aumentou a oferta de crdito, tanto para o cons-trutor, que queria empreender, quanto para o cliente, que queria comprar. Esse crdito barato fez com que o mercado explodisse. E a mo de obra sempre vai faltar, nunca vai suprir at porque o empresrio da construo civil um empreendedor por natureza. Se hoje ele faz um empreendimento, amanh ele faz dois. Se hoje ele faz dois, ama-nh quer fazer quatro. O que aconte-ceu de uns cinco anos para c foi que a construo civil se industrializou. No existe mais tanto trabalho artesanal. Atualmente se tem equipamentos de qualidade e ferramentas que agilizam

    A mo de obra

    nunca vai

    ser totalmente

    substituda,

    mas um

    processo que

    se fazia com

    dez homens

    atualmente se

    faz com seis

  • 10 Julho 2015 Economia&Negcios

    ENTREVISTA: Charles Kan - Presidente do Sinduscon

    o trabalho. A mo de obra nunca vai ser totalmente substituda, mas um processo que se fazia com dez homens atualmen-te se faz com seis, oito homens. Ento, nesses cinco ltimos anos, a construo civil se industrializou mais do que teve qualificao de mo de obra. Hoje exis-tem equipamentos que geram uma pro-dutividade maior e isso o que tem nos salvado nesse cenrio de demanda de mo de obra.

    Quais so as metas da atual ges-to do Sinduscon?

    Charles Kan - Tentar manter o ob-jetivo do sindicato, que brigar por me-lhorias no setor. Enfrentar os problemas burocrticos em todos os rgos para que se tenha uma melhor relao de tra-balho. No nosso setor, muita coisa acaba se protelando por falta de comunicao. O sindicato no pde conversar com os engenheiros que analisam os projetos, com rgos ambientais, bombeiros, r-gos municipais, ao ponto de se trocar informao para que se melhore a qua-lidade dos projetos e a velocidade das anlises. Nossa segunda meta aumen-tar o nmero de associados, dobrar o n-mero de associados. Associado nunca demais, sempre surge algum com uma ideia nova, uma experincia nova.

    Qual a sua percepo a respeito da burocracia para liberao da cons-truo de empreendimentos?

    Charles Kan - A construo civil no deixa de ser uma indstria geradora de empregos. Assim que ela contrata o empregado ela j tem esse nus da mo de obra. preciso criar uma regra para que esse ciclo de liberaes e licencia-mentos seja acelerado, para que os r-gos se comuniquem entre si. Para se ter uma ideia, esse ciclo pode demorar entre seis meses e um ano para se aprovar um projeto, sem contar o tempo de incor-porao e de retirada do alvar. Ento pode-se dizer que para um empresrio poder comear a construir leva mais de um ano e meio, tranquilamente. Ento imagina uma empresa com vinte funcio-nrios tendo que pagar salrio durante

  • Economia&Negcios Julho 2015 11

    ENTREVISTA: Charles Kan - Presidente do Sinduscon

    um ano sem ter a segurana jurdica de que ele vai conseguir passar por todos esses processos. Isso um problema em nvel nacional. Outro fator que, em Itaja, a demanda na anlise de projetos se tornou muito grande, depois desse boom da construo civil e a prefeitura manteve a mesma estrutura de pessoal para analisar os projetos. Hoje h qua-tro, cinco vezes mais projetos e o mesmo pessoal para fazer a anlise. O que antes demorava uma semana, agora demora duas e produz um efeito em cascata.

    Vivemos um momento de reces-so na economia. O setor j sentiu o impacto da crise na nossa regio?

    Charles Kan - O setor da constru-o civil no o primeiro a sentir. Quan-do existem esses momentos de retrao de crdito, o setor no o primeiro a ser afetado porque o brasileiro tem como tradio investir em imveis. Sente a cri-se, com certeza, principalmente na parte de prestao de servios e fornecedores, que so os primeiros a sentir a retrao, mas um mercado que pela cultura do brasileiro ainda se torna aquecido. Se existe essa restrio de crdito e esse medo do sistema financeiro, o brasileiro j tem como cultura investir. Ento ele re-tira esse dinheiro do banco e vai comprar um apartamento, um terreno, porque ele sabe que tem valorizao. isso que faz o mercado da construo civil passar por essa crise de forma menos dolorosa.

    A crise no afeta o financiamen-to das empresas?

    Charles Kan - Atualmente, o crdi-to est um pouco mais restrito. O gover-no ainda mantm as taxas de incentivo, mantm esses aportes para os recursos financeiros. lgico que aquele crdito

    barato no existe mais. Existe ainda crdi-to, mas com taxas reajustadas conforme a inflao e o acesso ao crdito tambm mais restrito. Mas ainda h crdito, isso conforta o setor. Ruim mesmo quando tranca tudo, para clientes e empresrios. Hoje o crdito est um pouco mais caro, mas ainda d para operar. O problema que tudo aumenta, a inflao afeta tudo, mas a construo civil continua sendo mais atrativa que qualquer outro neg-cio, qualquer outro consumo.

    A crise afeta tambm o cmbio. Como isso impacta na importao de insumos?

    Charles Kan - Os insumos que ns exportamos atualmente, a indstria na-cional tem conseguido suprir com uma qualidade e uma variedade que antiga-mente no se tinha. O empresrio bus-cava o importado por falta de varieda-de, por falta de novidade, para sair do comum. Ento o cmbio no afeta tanto porque ns temos hoje empresas nacio-nais que produzem insumos to bons quanto os importados.

    Como o senhor imagina a inds-tria da construo civil da regio nos prximos anos?

    Charles Kan - Independentemen-te do foco nos empreendimentos comer-ciais ou residenciais, a construo civil tem hoje um cliente muito mais exigen-te, mais bem informado em decorrncia da internet, e mais atento a todas as ofertas. Ento eu acredito que h muito espao para essas empresas que estive-rem atentas s demandas do mercado. Por outro lado, aqueles produtos feitos sem pesquisa, sem gabarito, sem nada, no tem mais espao. Hoje o cliente sabe exatamente o que ele quer.

    Quando

    existem esses

    momentos

    de retrao

    de crdito, o

    setor no o

    primeiro a ser

    afetado porque

    o brasileiro tem

    como tradio

    investir em

    imveis.

  • ArtigoArtigo

    Santa Catarina e o mercado mundial de carnes

    Por Mrio Lanznaster, presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos

    12 Julho 2015 Economia&Negcios

    Apesar das dificuldades que mar-cam o cenrio econmico de 2015, o setor primrio da eco-nomia ter um ano relativamente bom para as cadeias produtivas de sunos, aves e leite. O segmento de carnes viver um bom ano com crescentes exportaes de carnes bovina, suna e de aves. A ecloso de epizootias em alguns pases continuar favorecendo o Brasil, que aproveitar os resultados da conjugao de vrios fatores: qua-lidade reconhecida, preo competitivo potencializado pelo cmbio favorvel, capacidade de produo e relativa es-cassez de carne no mercado mundial.

    Para analisarmos a situao mercadolgica da protena animal na prxima dcada necessrio estudar-mos a posio do segmento brasileiro de produo de carne suna. Em 2014, o conjunto do agronegcio verde-amarelo incluindo carnes, gros, leite etc. exportou para 75 pases e obteve divisas da ordem de US$ 96,75 bilhes. A suinocultura contribuiu com 1,7%, o que correspondeu a US$ 1,6 bilho e meio milho de toneladas.

    Esses nmeros so a expresso mais altissonante de nossa cadeia produtiva e comprova que temos uma das mais avanadas indstrias suinco-las do mundo. Esse status resulta da associao de seis fatores essenciais: recursos naturais, disponibilidade de gros, sistema de produo integrada indstria/criador, privilegiado e reco-nhecido status sanitrio, flexibilidade e variedade de marcados e permanen-te investimento em tecnologia.

    Os produtores e as indstrias atingiram um saudvel ponto de equilbrio e o regime de oferta e de-manda no Brasil reflete muito bem o cenrio de equilbrio. A produo em 2015 crescer 1,5%, atingindo 3,524 milhes de toneladas. Consumo per capita permanecer em pouco mais de 14 kg por habitante ao ano. As ex-portaes devem crescer 5%, passan-do de 495 mil toneladas para 520 mil toneladas.

    Os estados com maior partici-pao no esforo exportacionista so Santa Catarina com 37%, Rio Grande do Sul 30,3%, Gois 9,6%, Paran 9,3%, Minas Gerais 8,5%, depois Mato Grosso do Sul 3,4%, So Paulo 1% e Mato Grosso com 0,9%. Os principais destinos so Rssia (186 mil tonela-das), Hong Kong (110 mil toneladas), Angola (52 mil tonelada), Singapura (32 mil toneladas) e Uruguai (20 mil toneladas). Os outros mercados com-pram 81 mil toneladas.

    As perspectivas e tendncias para o consumo mundial de protenas so promissoras. No h mais dvidas de que os pases em desenvolvimento iro catapultar a demanda futura por carne. frica e sia concentraro cer-ca de 90% do crescimento demogr-fico at 2020. Em face desse quadro, a FAO e a OCDE projetam vigoroso crescimento no consumo mundial de alimentos para o horizonte de 2022: a demanda por carne suna crescer 13%, de carne de aves 19% e de carne bovina 14%, de cereais 15%, de olea-ginosas 20% e de lcteos 20%.

  • 14 Julho 2015 Economia&Negcios

    Os dois principais terminais que integram o Comple-xo Porturio de Itaja protagonizaram em junho o mais contundente captulo da histria dos portos brasileiros no que diz respeito concorrncia entre portos pblicos e de uso privado, aps a edio da nova Lei dos Portos. A Portonave, terminal privado instalado em Nave-gantes, venceu a concorrncia contra a APM Terminals,

    que possui um terminal arrendado no Porto de Itaja, para operao da chamada Linha Asitica.

    Aps trs rodadas de negociao com os armadores, um montante que pode variar entre 40% e 60% das cargas operadas em Itaja passaram a ser operadas em Navegan-tes. Os reflexos dessa negociao foram imediatos, mesmo com o incio das operao previsto para agosto.

    GUERRA NO MERCADO

    O concorrente mora ao lado

    DISPUTA PELA LINHA ASITICA ESCANCARA CONCORRNCIA ENTRE APM TERMINALS E PORTONAVE

  • Economia&Negcios Julho 2014 15

    Na mesma semana em que se tornou pblica a informao do resultado das nego-ciaes da Linha Asitica, a Portonave tinha programado a apresentao do Relatrio de Sustentabilidade da empresa imprensa, mas o assunto que dominou o encontro foi a concorrncia entre os terminais pelas cargas vindas da sia.

    O diretor-superintendente administrati-vo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, avaliou a mudana como um movimento natural do mercado. Nessa poca, diversos armadores se renem para entender como est o mercado, para encontrar as melhores oportunidades de negcios, destacou.

    Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente

    administrativo da Portonave

    No h nenhuma saia justa

    ou conflito, mas no vejo composio possvel de

    acordo entre os terminais. O armador decide

  • 16 Julho 2015 Economia&Negcios

    Castilho afirmou que o preo no o nico fator deter-minante na deciso dos arma-dores. A infraestrutura, as restri-es e as condies operacionais como um todo tambm influen-ciam a deciso, assim como fa-tores macroeconmicos. O ciclo conturbado da economia pode ter influenciado nessa deciso, avaliou.

    Assim que a deciso dos armadores foi anunciada, come-ou a surgir em Itaja um rumor de que deveria haver um meio de a Portonave dividir as ope-raes da Linha Asitica com a APM Terminals. Castilho foi taxativo e rechaou a hiptese.

    No h nenhuma saia justa ou conflito, mas no vejo composio possvel de acordo entre os terminais. O armador decide, enfatizou.

    Castilho ainda reforou que se a Portonave no tivesse ganhado a con-corrncia, a situao poderia ser ainda pior. Ns no podemos nivelar inefi-cincia. Se essa linha no ficasse aqui, fosse para outro porto, ns morreramos abraados, destacou.

    Acabou o respeitoNa mesma semana, a Cmara de

    Comrcio Exterior da Associao Em-presarial de Itaja (ACII) realizou uma reunio extraordinria para debater o assunto. O superintendente da APM Terminals, Ricardo Arten, participou do encontro e avaliou o episdio como uma movimentao natural do mer-cado, como uma ao da lei da oferta e da procura. Se eu estivesse l [na

    Ricardo Arten, superintendente da

    APM Terminals

    Complexo de um s

    no existe. Navegantes

    concorrente de Itaja. Temos que acabar

    com o discurso de complexo

    porturio

    GUERRA NO MERCADO

  • Economia&Negcios Julho 2015 17

    Portonave], faria a mesma coisa, afirmou.O representante da APM Terminals, no en-

    tanto, destacou que no existem as mesmas con-dies de operao para os dois terminais, fator determinante para o desequilbrio na disputa. Arten atacou o termo Complexo Porturio do Ita-ja. Complexo de um s no existe. Navegantes concorrente de Itaja. Temos que acabar com o discurso de complexo porturio, disse.

    Durante o encontro com os empresrios na ACII, Arten admitiu a hiptese de que possa ter havido falha da empresa na negociao, conside-rando que no houve alterao nas condies de concorrncia nos ltimos anos. Talvez tenhamos falhado comercialmente, talvez devssemos ter sido mais agressivos, ponderou. No entanto, Ar-ten afirma que a crise instaurada tem data para comear e data para terminar. Acabou o respeito

    comercial. A APM tem bala na agulha e vai se recuperar nem que tenha que trabalhar no prejuzo, enfatizou.

    Dono do shoppingNo meio do embate comercial entre os dois principais

    terminais est a autoridade porturia, comandada por Anto-nio Ayres dos Santos Jnior. O superintendente do porto gos-ta de usar a metfora do shopping center para ilustrar sua relao com os dois terminais. Eu sou o dono do shopping, eu tenho que dar condies para que todos operem, que sigam as normas do shopping. Mas eu no posso determinar o preo que cada loja vai cobrar. Isso uma deciso das lojas e do mercado, explicou.

    Mesmo sabendo que no poderia interferir comercial-mente na deciso, Ayres enviou ao governo do Estado um dossi com a situao atual do Complexo Porturio do Itaja para que, pela via poltica, possa se chegar uma soluo para o impasse. A deciso comercial praticamente irreversvel, mas no podemos pensar s no mercado e sim no impacto social que uma deciso dessas implica, avaliou.

    Quem perde?A mudana no destino da Linha Asitica no altera a

    quantidade de navios que utiliza o Complexo Porturio do Itaja, porm, o fato destas cargas serem operadas em Na-vegantes impacta profundamente na economia de Itaja por diversos fatores.

    Ivan Bueno

  • 18 Julho 2015 Economia&Negcios

    Com a edio da nova Lei dos Portos, a Portonave teve condies de operar cargas de terceiros, o que antes s era permitido a portos pblicos ou arrendados. Porm, a Portonave no foi obrigada a pagar as tarifas pagas pelas empresas que arrendam reas pblicas, como o caso da AMP Terminals em Itaja. Alm disso, a empresa privada no tem a obrigao de contratar a mo de obra avulsa para a operao porturia. Es-ses fatores, alm de impactarem no custo das operaes e dese-quilibrar a concorrncia, reduzem as receitas com as operao porturias em Itaja.

    Quando uma carga operada em Navegantes, o armador paga para a autoridade porturia apenas uma taxa de entrada do navio, a conhecida Tabela 1. Em Itaja, alm do armador pa-gar a Tabela 1, a APM Terminals paga uma taxa de atrao, uma tarifa emergencial, uma tarifa de manuteno, alm do prprio contrato de arrendamento, que prev o pagamento baseado na estimativa de movimentao de contineres. Toda essa arreca-dao utilizada na manuteno das atividades da autoridade porturia e tambm do rgo Gestor de Mo de obra (OGMO), responsvel pela organizao dos trabalhadores avulsos. De acordo com o superintendente da APM Terminals, as atividades do terminal ainda representam 60% de toda a arrecadao de impostos municipais em Itaja.

    Que mo de obra!Outro fator que torna a situao ainda mais delicada a

    contratao da mo de obra. Em Itaja, a APM Terminals contra-ta via OGMO, enquanto em Navegantes os trabalhadores so contratados em regime CLT. Durante a reunio na ACII, Ricardo Arten afirmou que, em virtude desse regime trabalhista, uma

    A deciso comercial praticamente irreversvel, mas no podemos pensar s no mercado e sim no impacto social que uma deciso dessas implica

    Antonio Ayres dos Santos Jnior,

    superintendente do Porto de Itaja

    GUERRA NO MERCADO

  • Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    operao em Itaja realizada com 27 pessoas realizada em Navegantes por sete trabalhadores. Alm disso, o su-perintendente da APM afirma que o custo de cada fun-cionrio 82% maior em Itaja. S uma empresa paga o OGMO, a APM. Os trabalhadores so capacitados ali e muitos ainda vo trabalhar na Portonave, disse Arten na ACII.

    Se de um lado a situao em relao mo de obra complicada e a deciso de mudana da linha asitica j comea a causar demisses, como os 30 postos de traba-lho reduzidos pela APM Terminals antes do fim de junho e mais uma leva de funcionrios do OGMO anunciada no incio de julho, em Navegantes a situao tranquila e Castilho afirma que no tem previso de aumento de nmero de postos de trabalho com o aumento da movi-

    S uma empresa paga o OGMO, a APM.

    Os trabalhadores so capacitados ali e muitos ainda vo

    trabalhar na Portonave

    GUERRA NO MERCADO

    Economia&Negcios Julho 2015 19

  • 20 Julho 2015 Economia&Negcios

    mentao na Portonave. Ainda estamos analisando a demanda para decidir se precisaremos alterar o quadro de funcio-nrios, explicou.

    Qual a sada?Atualmente, a APM Terminals ar-

    rendatria dos beros 1 e 2 do Porto de Itaja. A empresa paga taxas extras para utilizao da retro rea referente aos ber-os 3 e 4 e, eventualmente, utiliza os ber-os 3 e 4 para operar, pagando ao Porto de Itaja pelo uso. Os beros 3 e 4, no momento, encontram-se em obras, que s devem ser concludas no fim do ano.

    Para operar com maior agilida-de e se tornar mais competitiva, a APM Terminals pretende incluir os beros 3 e 4 no contrato de arrendamento atravs de um processo de adensamento. Esse pro-cesso est em tramitao na Secretaria dos Portos h trs anos, de acordo com o superintendente.

    Segundo Ricardo Arten, a APM Terminals tem ainda um valor disponvel de R$ 160 milhes para investimento na ampliao e modernizao do terminal de Itaja, mas a empresa aguarda a re-novao do contrato de concesso, que pode ser encerrado em sete anos se no for renovado. Estamos com esse pedido de antecipao da renovao do contrato parado e ningum, em s conscincia, vai investir uma quantia dessas sem ter a ga-rantia de que vai poder ter tempo para re-cuperar o investimento, destacou Arten.

    Arten ainda acredita que necess-rio pressionar os entes pblicos para que sejam alteradas as regras para a compe-tio entre os portos pblicos arrendados e o terminais privados para que a disputa seja equilibrada. A Antaq e a Secretaria dos Portos tm que dar condies iguais para que todos possam concorrer. Con-tamos com o apoio de toda a sociedade itajaiense para enfrentar esse desafio, disse.

    A Antaq e a Secretaria dos Portos tm que dar

    condies iguais para que todos possam concorrer

    GUERRA NO MERCADO

  • Economia&Negcios Julho 2015 21

  • 22 Julho 2015 Economia&Negcios

    Hotelaria em alta TURISMO

    Itaja prev crescimento da rede hoteleira nos prximos trs anos

  • Itaja vive um momento de crescimento da economia e a chegada da cidade ao topo do ranking do PIB catarinense atraiu ainda mais a ateno dos investidores. Com a reali-zao da segunda edio da Stopover da Volvo Ocean Race e a confirmao de mais uma edio da regata Jacques Vabre, a cidade tambm se mostra ao mercado com um promissor polo de turismo.

    A expectativa de aumento de nmero de pessoas cir-

    culando em Itaja e em toda a regio nos prximos anos j comeou a agitar o mercado e gerar investimentos que vo desde a reforma e ampliao dos hotis j instalados, at a construo de novos empreendimentos de grandes redes do ramo.

    De acordo com o secretrio de Turismo de Itaja, Agnal-do dos Santos, atualmente a rede hoteleira da cidade com-posta por 22 empreendimentos com cerca de 1,5 mil leitos.

    Economia&Negcios Julho 2015 23

    Agnaldo dos Santos,Secretrio de Turismo de Itaja

  • 24 Julho 2015 Economia&Negcios

    Segundo clculos da Secretaria de Turismo, os hotis da cidade tm uma taxa de ocupao mdia de 70%, um per-centual que deve ser cada vez maior. Temos certeza que com as regatas, com os eventos e com a marina que est sendo construda, essa demanda na rede hoteleira ser muito maior. Os empresrios tambm avaliam dessa forma e j esto inves-tindo, avaliou o secretrio.

    Pelo menos quatro grandes empreendimentos do setor da hotelaria j esto em andamento na cidade. Quando esses hotis estiverem em atividade, sero mais 700 leitos dispon-veis. O primeiro deles fica nas imediaes do Itaja Shopping.

    Temos certeza que com as

    regatas, com os eventos

    e com a marina que est

    sendo construda, essa

    demanda na rede hoteleira

    ser muito maior

  • 26 Julho 2015 Economia&Negcios

    mento e ganha o direito de explorao do local por um perodo de tempo que pode ser renovado.

    Porm, h um entendimento que apenas a mo-vimentao de passageiros durante a temporada de cruzeiros no suficiente para manter a estrutura do per e da estao de passageiros. A soluo encontra-da licitar, alm do per e da estao, um projeto que contemple um centro comercial, uma rea de estaciona-mento eventos e um hotel. Temos que ter um projeto que seja sustentvel para poder atrair os investimentos necessrios, pontuou Ayres.

    De acordo com Antonio Ayres, ainda no h um detalhamento da estrutura, mas um profissional de ar-quitetura j est trabalhando num projeto para servir de base para a os estudos de viabilidade econmica, tcnica e ambiental e tambm para a licitao em si. O superintendente do porto acredita que seja possvel lanar o edital de licitao no final de 2016.

    Reformas e ampliaesPelo menos trs importantes hotis de Itaja de-

    vem passar por processos de ampliao nos prximos anos. O Mariner Plaza, que se encontra fechado, foi ad-quirido por um grupo de Balnerio Cambori que pre-tende reform-lo para voltar a atender o pblico. O San-dri Palace Hotel projeta a construo de uma segunda torre e o Hotel bis tambm estuda uma ampliao no terreno que fica na esquina da avenida Marcos Konder com a rua Joca Brando.

    O Hotel Absolute, do grupo Mercure, contar com um inves-timento de cerca R$ 130 milhes. O empreendimento est projetado com 15 andares, 176 quartos e quatro sutes de luxo. O hotel deve ser inaugurado em 2018.

    A cerca de 500 metros do Centreventos, na rua Cam-bori, o Tulip Inn Marina Plaza, com previso de inaugurao para o primeiro trimestre de 2017, ter vista para o Complexo Nutico de Itaja e contar com 200 apartamentos, auditrio, restaurante, academia e rea de lazer. A Praia Brava contar com o Quality Hotel Itaja, integrado ao Riviera Concept, com 153 apartamentos disponveis, com previso de inaugurao para 2017.

    O grupo Blue Tree Hotel tem a previso de inaugurar em 2016 um empreendimento ao lado da Universidade do Vale do Itaja, no terreno onde est instalado o Clube Atira-dores, com 200 apartamentos.

    Novo PerOutro empreendimento que pode incrementar o poten-

    cial da hotelaria itajaiense o novo per de atracao para navios de cruzeiro, que precisar ser construdo em virtude da nova bacia de evoluo para o Complexo Porturio. A inteno da prefeitura de Itaja fazer uma licitao para conceder iniciativa privada a estrutura para a recepo dos navios.

    De acordo com o superintendente do Porto de Itaja, Antonio Ayres dos Santos Jnior, a inteno realizar uma licitao nos mesmos moldes da realizada para a construo da marina uma empresa privada constri o empreendi-

    A soluo encontrada

    licitar, alm do per e da

    estao, um projeto que

    contemple um centro

    comercial, uma rea de

    estacionamento

    eventos e um hotel

    Antonio Ayres dos Santos Jnior, superintendente do Porto de Itaja

  • 28 Julho 2015 Economia&Negcios

    Profissionais da pesca, armadores, representantes dos setores industrial e governamental se reuniram nos dias 23 e 24 de junho para discutir os rumos da pesca no pas durante o seminrio Novos Rumos para a Pesca Profissional. Os debates aconteceram na sede do Sindicato dos Armadores e das Indstrias da Pesca de Ita-ja e Regio (Sindipi) e foram promovidos pela Secretaria Municipal de Pesca.

    Atualmente, Itaja emprega cerca de 25 mil traba-lhadores no setor, lidera o mercado nacional da pesca in-

    dustrial com uma produo de aproximadamente 100 mil toneladas por ano e responsvel pela captura de 20% do pescado que chega mesa dos brasileiros, de acordo com informaes da Secretaria Municipal de Pesca.

    A crise econmica e restries impostas ao setor, no entanto, tm mobilizado os empresrios, que buscam junto aos rgos do governo melhores condies para continuar empreendendo e gerando renda. "A economia brasileira est em crise e o setor pesqueiro tambm est passando por momentos difceis. Os problemas no so

    PESCA

    Novos rumos para a pesca

    SEMINRIO PROMOVIDO PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE PESCA REUNIU EMPRESRIOS E

    AUTORIDADES PARA DEBATER SOLUES PARA O SETOR

  • Economia&Negcios Julho 2015 29

    poucos, mas devemos debater juntos para desenvolver e mostrar a fora do setor pesqueiro, afirmou o presidente do Sindipi, Giovani Monteiro.

    Durante a solenidade de abertura do evento, que contou com a presena de representantes dos governos municipal, estadual e federal, o empresrio e presidente da Cmara de Desenvolvimento da Indstria da Pesca na Fiesc, Dario Vitalli, ressaltou as dificuldades enfrentadas pelo setor e cobrou agilidade na soluo dos problemas. Temos muitos direitos a serem reivindicados e o Minist-rio da Pesca precisa ganhar fora. A pesca no pode ser gerenciada por cinco ministrios que conflitam entre si, criticou.

    O presidente do Sindipi reforou a importncia da in-dstria da pesca, que corresponde ao quarto maior PIB de Santa Catarina, e criticou a portaria do Ministrio do Meio Ambiente que restringiu a pesca de espcies consideradas

    amaadas pelo rgo federal. Lutamos contra esse ato ilegal e arbitrrio do Ministrio do Meio Ambiente, que no tem respaldo de estatsticas e pesquisas, disse.

    O secretrio Adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Airton Spiess, fez coro aos representantes do sindicato e reconheceu que, muitas vezes, os rgos governamentais dificultam a vida dos empresrios. No possvel que os pescadores te-nham que enfrentar os perigos do mar, da economia, da legislao e ainda tenham que brigar contra o governo, destacou.

    O primeiro palestrante do seminrio foi o assessor de Assuntos Estratgicos e Relaes Institucionais do Mi-nistrio da Pesca e Aquicultura, Lus Alberto de Mendona Sabanay, que fez uma apresentao sobre as oportunida-des para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura no pas, destacando as possibilidades de investimentos para

    PESCA

  • 30 Julho 2015 Economia&Negcios

    o crescimento do setor.De acordo com o assessor, o Ministrio da Pesca

    tem a inteno de que o pas atinja at 2020 uma pro-duo de 2 milhes de toneladas de pescado na aqui-cultura e mais 1,75 milhes toneladas de peixes nas demais cadeias produtivas do setor pesqueiro.

    O primeiro dia do seminrio contou ainda com a divulgao de dados sobre a atividade pesqueira na cidade. Os dados integram uma pesquisa encomenda-da pela Secretaria da Pesca ao Instituto de Pesquisas Sociais da Univali. Informaes que devem auxiliar no planejamento de polticas pblicas e no desenvolvi-mento de aes do governo municipal e tambm do setor pesqueiro.

    Na primeira tarde do evento, a segurana no tra-balho tambm teve espao nas discusses. De acordo com dados da Justia do Trabalho, a atividade pesqueira responsvel por ndices preocupantes em relao aos acidentes de trabalho. O juiz da 2 Vara do Trabalho de Itaja, Leonardo Fischer, ressaltou que os trabalhadores do setor no utilizam os equipamentos de segurana e colocam em risco as prprias vidas.

    No segundo dia do evento, a programao contou

    com a presena do representante da superintendncia Federal em Santa Catarina do Ministrio da Agricultu-ra, Pecuria e Abastecimento, Fernando Luiz Freiberger, para o debate sobre o beneficiamento dos produtos do mar.

    Os empresrios do setor relataram as dificulda-des enfrentadas pelas indstrias junto ao Ministrio da Agricultura e ficou decidido que ser criada uma agenda para apresentar estes problemas e discutir as dificuldades. Freiberger lembrou que a preocupao do governo com a segurana do consumidor. Ns pre-cisamos entregar para o nosso consumidor um produto com qualidade sanitria e qualidade tcnica. impor-tante agradar o consumidor, ento vamos organizar esta agenda para que o debate acontea e que no fim possamos atingir os pontos que todos ns queremos, destacou.

    Para encerrar o evento, representantes do Minis-trio da Pesca, Sindipi, Sindicato dos Trabalhadores da Pesca (Sitrapesca) e Centro Nacional de Pesquisa e Con-servao da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul) discutiram a pesca extrativa marinha e melho-rias na forma da liberao de licenas de pesca.

    Nelson Robledo

    PESCA

  • TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAES28 anos transportando com agilidade e rapidez

    Economia&Negcios Julho 2015 31

    Estudo aponta baixo consumo de pescado entre as crianas em Itaja

    A rotina e os hbitos alimentares das famlias ita-jaienses foram alvo da pesquisa realizada durante um ano com 1,3 mil pessoas em todos os bairros de Itaja pela Univali. O estudo revelou que apenas 11,17% das crianas entrevistas comem pescado, sendo que 10,81% consomem mais camaro.

    O estudo foi encomendado pela Secretaria Mu-nicipal de Aquicultura e Pesca e divulgado durante o seminrio Novos Rumos para a Pesca Profissional. O ndice baixo de consumo entre os pequeninos preocupa o setor, que estuda formas de garantir o futuro da ativi-dade pesqueira e tambm estimular mais o consumo do pescado na cidade.

    Precisamos fazer projetos para estimular mais as crianas a comer peixe, talvez colocando esse alimento novamente na merenda escolar, sugeriu o secretrio de Pesca e Aquicultura de Itaja, Agostinho Peruzzo.

    Segundo o relatrio, 59,26% dos entrevistados responderam que consumiram peixe nos ltimos 15 dias, pelo menos uma vez. O pescado mais consumido

    a sardinha (15,16%). Quando o assunto peixe enlata-do, o mais lembrado tambm a sardinha (7,85%).

    Os entrevistados foram escolhidos aleatoriamen-te, alguns foram abordados no momento em que com-pravam no caminho do peixe. Depois de aceitarem participar da pesquisa, os voluntrios ganharam um ca-derno e, uma vez por semana, passaram a anotar todos os alimentos que haviam consumido.

    Selo de QualidadeA mesma pesquisa poder originar um novo pro-

    jeto social na regio, um selo de qualidade do pescado. Pensamos em elaborar um selo de qualidade. O projeto iria certificar as empresas que tem boas prticas de se-gurana, que trabalham na legalidade e que respeitam o meio ambiente. Este selo iria representar toda a re-gio da Foz do Rio Itaja-Au e quem consumisse esse pescado em outra regio do pas, por exemplo, teria a certeza de que se trata de um produto de qualidade, afirma Peruzzo.

    Nel

    son

    Robl

    edo PESCA

  • ArtigoArtigo

    Insatisfeito no trabalho? Abrir um negcio pode ser a soluo

    Por Henrique Mol, especialista em turismo e scio-fundador da Encontre Sua Viagem, franquia de turismo

    No raro encontrar na sua roda de amigos pessoas que se sentem infelizes no trabalho. Segundo dados levantados por uma pesquisa realizada pelo instituto In-ternational Stress Management Asso-ciation (Isma), 72% das pessoas esto insatisfeitas com a ocupao. Dessas, 89% esto relacionados com a falta de reconhecimento, 78% com excesso de tarefas e 63% com problemas de rela-cionamento. Mas, o que fazer em uma situao dessas? Abrir seu prprio ne-gcio pode ser a soluo.

    Porm, preciso cautela antes de jogar tudo para o alto e se aven-turar na abertura de uma empresa. Muitas vezes, as dificuldades em seu ambiente de trabalho podem ser re-solvidas facilmente, com uma boa e sincera conversa com os superiores e lideranas. Em alguns casos, uma sim-ples troca de setor ou uma reunio de alinhamento podem mudar, comple-tamente, o clima do local. A falta de dilogo um dos principais problemas nas corporaes e pode gerar conse-quncias graves nos trabalhadores, como estresse, ansiedade e depres-so.

    Agora, se o seu caso for mais complicado, arriscar-se no mundo dos empreendedores pode ser uma boa opo. Com experincia de causa, afir-

    mo que no h nada mais empolgante do que planejar a abertura do seu pr-prio negcio. Est ali, nas suas mos, todos os seus sonhos e expectativas.

    Mas, como tudo na vida, abrir uma empresa requer planejamento e disciplina. Infelizmente, segundo dados do Sebrae, cerca de 30% dos novos empreendimentos decretam falncia antes dos primeiros dois anos de vida. Neste ano, com a crise eco-nmica, a situao est ainda pior. De janeiro a abril, o nmero de falncias decretadas, de acordo com a Boa Vista SCPC, cresceu 30,8% em relao ao mesmo perodo de 2014.

    Por estes e outros motivos, o formato de franquias, que nasceu nos Estados Unidos, vem crescendo a um ritmo acelerado aqui no Brasil. Um dos pontos que mais atraem novos empreendedores para as franquias o modelo de gesto j preestabeleci-do e a transmisso de know how da franqueadora para os franqueados. Isso porque a marca j conhecida no mercado e as chances de o negcio dar errado so muito menores.

    Existem hoje diversas marcas franqueadoras, dos mais diversos segmentos e se engana quem pensa que abrir uma franquia algo muito caro, h algumas com taxas a partir de R$ 3 mil e mensalidades de R$ 175.

    32 Julho 2015 Economia&Negcios

  • Economia&Negcios Julho 2015 33

    Hoje em dia, no Brasil, quase 30% dos inadimplentes no sabem quanto esto devendo. Alm disso, 5% deles no tm ideia nem para quem esto devendo ou, como se diz, esto como a Grcia, em situao de de-fault, na moratria, precisando de renegociao. Ou seja, deram calote.

    A pesquisa do Instituto Geoc, que cuida do que acontece com as empresas de crdito. Na hora da venda de um carro, por exemplo, tudo maravilha, longas prestaes e juros baixos. "S que a pessoa esquece que tem IPVA, tem o seguro, tem manuteno, tem gasolina, tudo isso est en-volvido no custo do carro. E na hora de conceder o crdito ningum avisa isso. Ento acho que um dever imenso de toda a sociedade que concede crdito", alerta o presidente do Instituto Geoc, Jefferson Frauches Viana.

    Toda a economia brasileira depende do bom funcio-namento cclico. "Toda cadeia econmica movimentada. Voc tem desde o consumidor at o comrcio, distribuidor, atacadista, fabricante, matria-prima, bens de capital, quer dizer, toda a cadeia da economia movimentada atravs de um bom crdito", diz.

    Por conta desse no planejamento e da atual crise econmica, alm de crescer o nmero de inadimplentes au-menta tambm a dificuldade em saldar essas dvidas. "A dificuldade de pagamento cresceu porque o inadimplente hoje tem menos capacidade de pagar. E por que ele tem menos capacidade de pagar? Porque tem mais desempre-go, tem mais inflao, sem contar nas questes crnicas de educao financeira que falamos h pouco".

    Quase 30% dos inadimplentes no sabem quanto devem

  • 36 Julho 2015 Economia&Negcios

    O que significa consumir de forma consciente? Quais aspectos devem ser considerados pelo consumidor na hora da compra para que sua ao no prejudique a si prprio e os outros ao seu redor? Um indicador indito lanado neste ms pelo Servio de Proteo ao Crdito (SPC Brasil) e pelo portal de educao financeira Meu Bolso Feliz a partir de uma pesquisa realizada em todas as capitais revela que o brasileiro reconhece que as atitudes cotidianas ligadas ao consumo so importantes para a vida em sociedade, mas nem todos praticam, individualmente, aes neste sentido. Numa escala de 1 a 10, os entrevistados do nota mdia de 8,8 para a importncia do tema consumo consciente, mas em contrapartida, apenas dois (21,8%) em cada dez brasileiros podem ser considerados consumidores plenamente conscientes.

    Para se chegar a este resultado, o indicador do SPC Brasil avaliou uma s-rie de questes sobre os hbitos e os comportamentos que fazem parte da roti-na dos brasileiros e concluiu que somente 69,3% destas aes so classificadas como conscientes. O estudo segmenta os consumidores em trs categorias, de acordo com a intensidade da prtica dos comportamentos considerados ade-

    Em cada dez brasileiros, apenas dois so consumidores conscientes,

    mostra estudo do SPC Brasil

    NOVO INDICADOR REVELA QUE

    PARTICIPAO DOS JOVENS ENTRE OS

    CONSUMIDORES CONSCIENTES MENOR

    QUE A MDIA GERAL. CONCEITO ABRANGE

    QUESTES FINANCEIRAS, AMBIENTAIS E SOCIAIS

  • Economia&Negcios Julho 2015 37

    quados: consumidores conscientes (que apresentam fre-quncia de atitudes corretas acima de 80%), consumidores em transio (cuja frequncia varia entre 60% e 80% de atitudes adequadas) e consumidores nada ou pouco cons-cientes (quando a incidncia de comportamentos apro-priados no atinge 60%). A pesquisa conclui, portanto, que o consumidor brasileiro , em mdia, um consumidor em transio.

    As perguntas feitas aos consumidores e que servi-ram de base para construir o indicador englobam as trs grandes dimenses que compem o conceito de consumo consciente: ambientais, financeiras e sociais. Para as aes relacionadas responsabilidade ambiental do consumi-dor, o indicador atingiu 71,7% de atitudes adequadas, enquanto as prticas financeiras e de engajamento social, foram um pouco mais baixas, chegando a 68,0% e 68,1% de aes corretas, respectivamente.

    "O objetivo do Indicador de Consumo Consciente acompanhar ao longo dos anos as mudanas nos hbi-tos de compra e outras aes cotidianas dos brasileiros a fim de compreender se estamos caminhando em direo a uma sociedade capaz de promover e estimular prticas mais equilibradas nas relaes de consumo", afirma a eco-nomista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

    84% no ligam para marcasDentre as prticas financeiras adequadas, as mais

    adotadas pelos brasileiros so no se influenciar pelo consumismo das pessoas do seu crculo de convivncia (88,5%) e no se importar em adquirir somente produtos de marcas famosas, priorizando a qualidade (84,1%). Ou-tros dados, contudo, demonstram que o consumidor preci-sa lidar melhor com o compartilhamento de produtos e as compras desnecessrias. Apenas quatro em cada dez pes-soas (40,9%) dizem preferir alugar ou pedir emprestado algo que usam com pouca frequncia e, somente 17,1% afirmam no ter se arrependido por comprar algum produ-to que no precisavam.

    Metade ignora a idoneidade das empresasA atitude ambiental adequada mais seguida pelos

    consumidores verificar a possiblidade de reutilizao ou troca: 83,5% garantem que antes de jogar fora um pro-duto que no querem mais, procuram do-lo ou mesmo

  • 38 Julho 2015 Economia&Negcios

    troc-lo com algum. Alm disso, praticamente oito em cada dez consumidores ouvidos (77,7%) afirmam evitar o uso indiscriminado da impressora, enquanto 76,4% dizem no utilizar o carro para pequenos deslocamentos.

    J entre as aes menos adotadas, do ponto de vista da sustentabilidade, est a reciclagem do lixo: apenas um pouco mais que a metade (53,2%) dos consumidores ouvi-dos separa o lixo domstico para a coleta seletiva. Tambm significativamente menor a parcela dos que atentam para aspectos que envolvem a idoneidade da empresa: cinco em cada dez (50,7%) brasileiros disseram analisar as prti-cas adotadas pela empresa em relao ao meio ambiente ou sociedade antes de fazer uma compra.

    Uso racional da gua e energiaEm mdia, 74% dos entrevistados realizam as ati-

    vidades consideradas adequadas para o uso racional da gua, sendo que a ao mais difundida a de fechar a torneira enquanto escova os dentes (90,4%). Outra ao bastante comum a de no lavar a casa ou a calada com mangueira (88,3%). No entanto, o desempenho pior no momento do banho e na hora de lavar roupas: 68,0% di-zem fechar a torneira enquanto ensaboam o corpo e ape-nas 37,6% afirmam usar a mquina de lavar na capacida-de mxima.

    Em relao ao uso racional da energia eltrica, em mdia, 76% dos entrevistados colocam em prtica as aes consideradas adequadas. O hbito mais comum o de apagar as luzes de ambientes que no esto sendo uti-lizados (97,1%). J os comportamentos menos adotados so o de compartilhar o uso da TV entre os moradores da casa para economizar energia (60,6%) e o de retirar das tomadas os aparelhos eltricos quando no so utilizados (51,9%).

    Menos da metade recusam produtos piratasLevando em considerao as atitudes de impacto so-

    cial, a menos frequente a recusa em comprar produtos piratas. Somente um pouco mais da metade dos entrevis-tados (50,6%) alegaram no comprar produtos nestas con-dies mesmo que o peo seja baixo. Por outro lado, nove entre dez consumidores ouvidos (89,3%) garantem incen-tivar as pessoas da prpria casa a economizarem gua e luz, aumentando para 97,9% entre os indivduos acima de 56 anos e 95,5% entre aqueles com maior escolaridade.

  • Jovens pouco conscientesO levantamento constatou que os consumidores

    mais jovens so os que menos adotam prticas adequadas de consumo. O percentual de atitudes corretas, que de 69,3% para a populao em geral, sobe para 74,2% entre os entrevistados com idade acima dos 56 anos e cai para 64,5% entre o universo de consumidores com idade que vai de 18 a 29 anos.

    Quando comparado ao geral, a maior concentrao de entrevistados na categoria dos 'nada ou pouco cons-cientes', encontrada, justamente na faixa de 18 a 29 anos: 46,3% contra somente 31,2% do total da popula-o. Na mesma comparao, entre os no conscientes, h uma participao maior de consumidores da regio Sudes-te (53,8%) e de homens (61,3%).

    J entre os considerados 'conscientes', o destaque a presena de moradores da regio Norte (19,1%, acima

    dos 12,8% do total). Entre os consumidores 'em transio', ou seja, aqueles que combinam atitudes adequadas e ina-dequadas _ e que representam mais da metade dos brasi-leiros _ nota-se uma presena maior de mulheres (60,2% contra 51,3% no universo de entrevistados) e de consumi-dores da classe C (81,7% ante 77,8% no geral).

    "Podemos concluir que o consumidor mdio brasileiro est em transio quando se considera prticas conscientes e sustentveis relacionadas ao consumo. Ele chega a ado-tar algumas aes, mas no na frequncia e na quantidade suficiente. Alm disso, percebe-se que mesmo sendo mais informados e instrudos do que as geraes passadas, os jovens no praticam atitudes plenamente responsveis na hora de consumir. Isso pode ser explicado pelo fato de que neste perodo de vida as pessoas so mais individualistas e preocupadas em atender suas prprias necessidades", afirma a economista Marcela Kawauti.

    Economia&Negcios Julho 2015 39

  • 40 Julho 2015 Economia&Negcios

    Consumir pensando no bolsoQuando indagados sobre as van-

    tagens ao se adotar atitudes respons-veis em relao ao consumo, prevalece entre os consumidores ouvidos o en-tendimento de que a dimenso finan-ceira a mais importante. A maior parte destaca o fato de economizaram (35,5%), seguido por outras respostas mais ligadas ao bem comum como a sensao pessoal de dever cumprido com a sociedade (30,1%) e a satisfa-o ao praticar algo positivo para o futuro das prximas geraes (18,6%). O cuidado com a preservao do meio ambiente citado por somente 5,8% dos brasileiros consultados.

    "Apesar dos consumidores reco-nhecerem a importncia do consumo responsvel, a grande maioria no v as prticas sustentveis de consumo como prioridade em seu dia a dia, e ainda predomina a percepo de que os aspectos financeiros so mais im-portantes, ficando em segundo plano as implicaes ambientais e sociais", afirma o educador financeiro do portal 'Meu Bolso Feliz', Jos Vignoli.

    Falta de tempo para atitudes conscientesDiante do comportamento predominantemente in-

    constante do brasileiro, que ora pratica aes adequadas e ora deixa de agir de modo consciente, o SPC Brasil procu-rou entender o que impede as pessoas de tomarem atitu-des responsveis com relao ao consumo. A justificativa mais citada pelos consumidores entrevistados a falta de tempo (26,5%), principalmente entre os homens (30,3%) e os mais jovens (36,7%). Logo depois vem a distrao ou esquecimento (25,4%), que tambm mais frequente en-tre a parcela masculina de entrevistados (29,9%) e pessoas mais jovens (34%).

    Para os especialistas do SPC Brasil, o consumidor brasileiro ainda precisa incorporar mais atitudes conscien-tes de consumo em seu cotidiano. "Mudanas simples po-

    deriam fazer grande diferena, como planejar melhor as compras, diminuir o tempo no banho e aprender a utilizar de forma mais adequada aparelhos domsticos, como o ferro de passar e a mquina de lavar. De modo geral, o brasileiro est em transio, uma vez que ele at adota al-gumas atitudes positivas, mas ainda precisa evoluir neste sentido", lembra Marcela.

    MetodologiaO indicador de Consumo Consciente (ICC) calculado

    pelo Servio de Proteo ao Crdito (SPC Brasil) tem como objetivo medir os conhecimentos e nveis de prticas de consumo consciente pelo brasileiro em trs esferas: finan-ceira, ambiental e social. Para isso, foram entrevistados 605 consumidores nas 27 capitais, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro de no mximo 4,00 pp com margem de confiana de 95%.

  • Economia&Negcios Julho 2015 41

    Mercado Coluna

    Em junho, a cesta bsica de Itaja subiu 4,21%, passando de R$ 308,78 para R$ 321,78. Os dados, divulgados pelo proje-to Cesta Bsica Alimentar de Itaja, realizados pela equipe da Uni Jnior, da Univali, mostram que o tomate ficou mais caro, e o po francs est mais barato, na variao do ms.

    As principais altas foram registradas no preo do tomate (18,48%), do caf em p (12,41%), do leo de soja (10,91%), da car-ne (9,53%), da banana (5,49%) e da batata (5,25%). Outros quatro produtos apresenta-ram reduo. O po francs ficou 15,80% mais barato, e o feijo preto (2,09%), a manteiga (0,69%) e a farinha de trigo (0,53%) apresen-taram queda pouco significativa.

    No ano, o custo da cesta bsica acumula alta de 15,24%, e est acima do ndice de Pre-o ao Consumidor Amplo (IPCA ), utilizado pelo governo para a meta da inflao. No compa-rativo com 2014, com exceo do po francs, todos os outros doze produtos da cesta bsica esto mais caros. Em junho do ano passado, a cesta bsica tambm havia apresentado alta expressiva em seu custo.

    Segundo a pesquisa, o valor da cesta b-sica que em maio comprometia 39,19% do sa-lrio mnimo, passou, em junho, para 40,83%. Em termos de horas de trabalho, para compra da cesta bsica, o assalariado que precisava trabalhar 86h12min agora ter que trabalhar 89h48min.

    Pesquisa aponta nova alta no valor da cesta bsica em Itaja

  • 42 Julho 2015 Economia&Negcios

    Uma anlise de abrangncia nacional, divulga-da pelo Servio Central de Proteo ao Cr-dito (SCPC) no final de junho, apontou uma reduo de 3,9% na procura dos consumidores por crdito no pas no ms de maio, em relao ao ms anterior.

    Na comparao com o ms de maio do ano anterior a reduo foi de 16%. J na comparao dos ltimos 12 meses, a procura por crdito sofreu uma queda de 11,3%, um novo recorde desde que os n-dices vm sendo avaliados pelo SCPC.

    Considerando os segmentos que compem o indicador, a procura por crdito nas instituies financeiras caiu 5,6% na comparao mensal e no

    segmento no-financeiro tambm houve queda de 2,8%. A procura por crdito reduz consecutivamente desde meados do segundo semestre de 2014, resul-tado observado tanto pela queda mensal, quanto na tendncia de longo prazo. Fatores como alta das taxas de juros, inflao consistentemente elevada e piora do mercado de trabalho so apenas algumas das variveis condicionantes deste cenrio.

    Fatores macroeconmicos tm contribudo de-cisivamente para piora do ndice ao longo dos lti-mos meses. Os analistas do SCPC acreditam que um aumento na procura por crdito somente acontecer com a melhoria da confiana na economia, que de-pende da consolidao.

    Tendncia de reduo na procura por crdito no pas se mantm

    EM TEMPOS DE INCERTEZA ECONMICA, OS CONSUMIDORES TM SIDO MAIS CAUTELOSOS

    Mercado Coluna

  • 44 Julho 2015 Economia&Negcios

    Para a construtora Lotisa, que atua h 10 anos em Itaja prezando pela entrega antecipada, acaba-mentos com qualidade superior mdia e rela-cionamento diferenciado com o cliente, esses processos devem estar alinhados aos empreendimentos e fluir da melhor maneira possvel.

    Para isso, a Lotisa contratou a agncia de publici-dade Arroba Comunicao, que h seis anos gerencia a comunicao de diversas empresas da regio, primando pelo dilogo horizontal com seus pblicos, satisfao

    do cliente e planejamento de aes. Com foco contnuo no alcance de resultados.

    Seguindo o exemplo da Lotisa, a comunicao deve ser prioridade para qualquer organizao. Apenas se comunicando com o pblico alvo de maneira estrat-gica que as empresas conseguem atingir seus objeti-vos e alcanar suas metas.

    Deseja melhorar a maneira como as pessoas assi-milam a sua marca? Invista em comunicao.

    www.arrobadesign.com.br

    Mercado Coluna

    Comunicando com eficincia

    A Hertz Brasil, empresa lder mundial na locao de veculos e presente no Brasil com mais de 110 lojas, inaugura nova loja no ms de julho e amplia sua presena no territrio nacional. A 12 loja Hertz em Santa Catarina ser instalada na rua Felipe Schmidt, 528, Centro de Itaja.

    Na cidade, a Hertz oferecer uma frota nova e variada, com destaque para modelos como Spin e Onix. Com a abertura da loja em Itaja, a Hertz d con-

    tinuidade ao plano de expanso da marca no pas. Itaja uma cidade de alta relevncia no Esta-

    do. Alm de ter o segundo porto em movimentao de carga do pas, a cidade conta com grandes empresas instaladas na regio. Acreditamos que a Hertz aten-der demandas do mercado corporativo, assim como o de turismo de lazer, uma vez que o litoral de Santa Catarina encantador, declara Luciano Bianchi, VP da Hertz Brasil.

    Hertz Brasil inaugura nova loja em Itaja

  • Economia&Negcios Julho 2015 45

    Mercado Coluna

    O Grupo Brava Beach entregou os prmios aos corretores de imveis que atingiram as metas estipuladas na campanha Vero Premiado Bra-va Beach. Lanada no final de 2014, a promoo teve como objetivo reconhecer os corretores que superassem as metas estabelecidas, partindo de R$ 1,5 milho em vendas de imveis do Grupo durante a temporada, que durou at maro deste ano.

    A premiao oficial foi entregue pelo gerente co-mercial, Davi Takahaghi, em um coquetel realizado na central de vendas do grupo Brava Beach, na Praia Bra-va, em Itaja. Andr Dapper e Daniel Dumbock foram contemplados com veculos BMW modelo 320i, prmio concedido a quem ultrapasse a marca de R$ 9 milhes em vendas. Os corretores Lus Antnio Mximo e Isaias Mazotti ganharam viagens a Cancun com direito a acompanhante.

    Brava Beach premia corretores campees de vendas

    A campanha Vero Premiado foi criada como estratgia de incentivo s vendas dos empreendimentos Brava Beach Internacional e Mirage Residence, que hoje somam poucas unidades disponveis.

  • 46 Julho 2015 Economia&Negcios

    Mercado Coluna

    SC Bem Mais Simples facilitar abertura e fechamento de empresas

    O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Em-presa, Guilherme Afif Domingos, e o secretrio do Desenvolvimento Econmico Sustentvel (SDS), Carlos Chiodini, assinaram no ms passado o acordo de cooperao tcnica para o Santa Catarina Bem Mais Simples.

    Para Afif Domingos, o Estado ser um exemplo para os demais, pelo pioneirismo na implantao do Bem Mais Simples. Santa Catarina sai na frente na ar-rancada pela simplificao, graas ao do governo do Estado, da sociedade e de todas as lideranas envol-vidas, salientou.

    O tempo mdio para a abertura de uma empresa no Brasil de 102,5 dias. Com o Bem Mais Simples o empresrio levar apenas cinco dias. Segundo o secre-trio da SDS, o tempo ser reduzido, pois haver um grupo de trabalho com as instituies envolvidas no processo. Alm da SDS, participam Vigilncia Sanitria, Corpo de Bombeiros, Fatma, Secretarias de Estado da Casa Civil e Fazenda, e Jucesc. A simplificao ser feita por meio de autodeclarao e aperfeioamento nos pro-cessos de registro mercantil, explica Chiodini.

    Outra medida que ser adotada para acelerar a abertura de empresas a categorizao por grau de ris-

    co, respeitando a tabela de Classificao Nacional de Atividades Econmicas (Cnae) que padroniza os cdigos e os critrios de enquadramento usados pelos rgos da administrao tributria do pas. Por meio da tabela, possvel analisar as atividades que possuem baixo grau de risco e podem iniciar imediatamente, sem necessitar passar por uma fiscalizao prvia detalhada.

    Por exemplo, um escritrio de consultoria ou contabilidade no requer uma licena ambiental ou sa-nitria, mas hoje todas as empresas passam pelo mes-mo rito o que torna todo o processo mais demorado, esclarece o diretor de Apoio s Micro e Pequenas Em-presas e Empreendedores Individuais da SDS, Gilberto Boettcher.

    Para o fechamento de empresas, o Bem Mais Sim-ples lanou, em 2014, o Portal Empresa Simples, que possibilitou a baixa automtica de empresas. A Secreta-ria da Micro e Pequena Empresa tirou a obrigatorieda-de de apresentao das certides negativas de dbitos tributrios, previdencirios e trabalhistas nas juntas co-merciais. Com isso, as empresas passam a pedir a baixa de seus registros e as inscries imediatamente aps o encerramento de suas operaes.

    Aps a assinatura do acordo, a prxima etapa ser a Jornada da Simplificao, que consiste em en-contros regionais com demais rgos envolvidos para disseminao e sensibilizao do processo de simplifi-cao.

    Guilherme Afif Domingos,ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa

  • Economia&Negcios Julho 2015 47

    Mercado Coluna

    Instituies financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) elevaram pela 12 semana seguida a projeo para a inflao de 2015. Desta vez, a estimativa para o ndice Nacio-nal de Preos ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 9% para 9,04%. H quatro semanas, a projeo estava em 8,46%. Para 2016, a estimativa caiu de 5,50% para 5,45%. O prprio BC projeta inflao em 9%, este ano, muito acima do teto da meta (6,5%). O BC s espera alcanar o centro da meta (4,5%) em 2016.

    Para tentar frear a alta dos preos, o Comit de Polti-ca Monetria (Copom) do BC tem elevado a taxa bsica de juros, a Selic. A taxa j foi elevada seis vezes seguidas e o BC tem sinalizado que o ciclo de alta continua. A prxima reunio do comit est marcada para os dias 28 e 29 deste ms. Atualmente, a Selic est em 13,75% ao ano e as institui-es financeiras esperam que a taxa chegue a 14,5% ao final deste ano. No final de 2016, a Selic deve ficar em 12,06% ao

    ano de acordo com a mediana (desconsidera os extremos nas projees) das expectativas.

    A taxa usada nas negociaes de ttulos pblicos no Sistema Especial de Liquidao e Custdia (Selic) e serve como referncia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust-la para cima, o BC contm o excesso de demanda que pressiona os preos, porque os juros mais altos encare-cem o crdito e estimulam a poupana. Quando reduz os juros bsicos, o Copom barateia o crdito e incentiva a produo e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflao.

    Embora ajude no controle dos preos, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de re-cesso, com queda na produo e no consumo. A expectativa das instituies financeiras para a retrao da economia, este ano, passou de 1,49% para 1,50%. Essa a stima piora se-guida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e servios produzidos no pas.

    Mercado eleva projeo de inflao para 2015 e reduz previso para 2016

  • 50 Julho 2015 Economia&Negcios

    Reforando a imagem de Itaja como expoente no Estado e a boa fase da construo civil, a Racitec entregou o Tarsila do Amaral Residence. O empre-endimento traz as caractersticas que marcam a empresa, como localizao privilegiada, alto padro de acabamento e foco na qualidade.

    Itaja recebe Tarsila do Amaral Residence

    Localizado na rua Sete de Setembro, no Centro de Itaja, o residencial conta com 44 apartamentos, distribudos em 16 pavimentos. Todas as unidades possuem trs dormitrios sendo duas sutes, alm de duas vagas de garagem, totalizando mais de 178 m de rea total.

    Arquiteto e scio da Racitec, Flvio Mussi des-taca o compromisso da empresa com o mercado e seus clientes. Em mais de duas dcadas constru-

    mos uma slida relao com o mercado de Itaja e regio. Alguns aspectos apon-

    tam neste sentido, como o sucesso da comercializao e a parceria com o Banco do Brasil, atravs do finan-ciamento Plano Empresrio, que j est conosco pela segunda vez.

    Alm da entrega do Tarsila do Amaral, a Racitec j prepara o lanamento de dois novos empre-endimentos: Czanne e Matisse. H

    ainda o Burle Marx, que j est com a primeira fase em andamento.

    Mercado Coluna

  • Economia&Negcios Julho 2015 51

    Rua Manoel Vieira Garo, 10 Sala 204 - Esq. Dr. Jos Bonifcio MalburgCep: 88301-425 Centro- Itaja SC Edifcio PHD

    Mercado Coluna

  • 52 Julho 2015 Economia&Negcios

    O Sindicato do Comrcio de Balnerio Cambori e Cambori e Cambori (Sincomrcio), em parce-ria com a Fecomercio SC, implantam em Balne-rio Cambori, a verso municipal da Rede Estadual de Assessoria Legislativa (Renalegis SC), que vai monitorar o trabalho da Cmara de Vereadores. "Muitos projetos que esto tramitando nas cmaras de vereadores causam impacto nas empresas do comrcio. Por isso destacamos a necessidade de se fazer o acompanhamento destas proposies e de se ter um atuao efetiva, transparente e propositiva junto aos legislativos municipais", afirma o presidente da Fecomrcio SC, Bruno Breithaupt.

    Ele acrescenta que o dilogo a melhor estratgia para a defesa dos interesses do setor tercirio junto aos poderes pblicos e, por isso, a implantao da Renale-gis chega num momento importante da economia ca-tarinense. O presidente do Sincomrcio, Hlio Dagnoni, explica que as 438 proposies que tramitam na Cmara de Vereadores de Balnerio Cambori foram analisadas pela Renalegis, que elencou 51 delas com potencialmen-te importantes ao setor na cidade, merecendo ateno e atuao.

    No Estado, foram analisadas 4.589 proposies que tramitam nas cmaras de vereadores de 10 muni-cpios nas atuais legislaturas. Por intermdio da Renale-gis SC foram elencadas 488 reas como potencialmente

    impactantes ao setor tercirio e que devem ser monito-radas. O secretrio geral da Confederao Nacional do Comrcio, Marcos Arzua, disse que a Renalegis um f-rum de discusso que procura identificar as aes legis-lativas no Congresso Nacional (Cmara dos Deputados e Senado Federal) que sejam do interesse do comrcio de bens e servios.

    Segundo o diretor executivo adjunto da Fecomr-cio, Jos Agenor de Arago Jnior, o objetivo agora tornar as entidades sindicais patronais do comrcio cada vez mais prximas da realidade dos empresrios, nas suas localidades. Santa Catarina sempre teve um pro-tagonismo na Renalegis da CNC, para que pudssemos ter uma atuao preventiva e propositiva. J atuvamos fortemente junto Assembleia Legislativa e agora, com a Renalegis SC, vamos fazer esse trabalho junto s c-maras de vereadores, afirmou.

    De acordo com dados da Fecomrcio, o Estado possui hoje 623.627 empresas do setor. Elas respondem por 59% do PIB estadual. Alm disso, o setor respon-svel por 71,1% de toda a arrecadao de ICMS atual e emprega 61,34% da fora de trabalho do Estado. Em Balnerio Cambori, o percentual de trabalhadores no setor em relao ao total de empregos gerados no mu-nicpio chega a 82,2% e a participao do setor no valor adicionado chega a 78,4%.

    Mercado Coluna

    Sincomrcio e Fecomrcio lanam em Balnerio Cambori rede de monitoramento da Cmara de Vereadores

  • 54 Julho 2015 Economia&Negcios

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES) renovou o Programa BNDES de Apoio a Investi-mentos em Design, Moda e Fortalecimento de Marcas (BN-DES Prodesign). Com adio de R$ 1 bilho ao seu oramento, o programa foi prorrogado at 31 de dezembro de 2016, sob novas condies.

    A medida se deve demanda por recursos, que tende a su-perar a atual dotao oramentria, de R$ 500 milhes, antes do fim do prazo de vigncia do programa, marcado inicialmente para 31 de dezembro de 2015.

    O BNDES Prodesign apoia investimentos em design, moda, desenvolvimento de produtos, diferenciao e fortalecimento de marcas em projetos de investimento de diversas cadeias produ-tivas.

    Desde o incio, o programa atende a indstrias de roupas, tecidos, calados, mveis, higiene pessoal, perfumaria, cosmti-cos, utilidades domsticas, brinquedos, metais sanitrios, joias, relgios, embalagens, eletrodomsticos e revestimentos cermi-cos.

    Na nova fase, foram includos tambm os fabricantes de culos, malas, bolsas, acessrios de moda, materiais esportivos, louas sanitrias e outros acabamentos para construo civil, con-templando tambm os segmentos de servios e comrcio asso-ciados.

    Os recursos em TJLP passam a ser limitados a um mximo de R$ 30 milhes por grupo econmico a cada 24 meses. No caso das empresas varejistas, as novas condies exigem que seja observa-do o percentual mnimo de 60% de contedo nacional.

    BalanoEm cerca de um ano e meio em vigor, o BNDES Prodesign

    j aprovou 15 operaes, somando R$ 364,8 milhes em finan-ciamentos. Das empresas beneficirias, nove no tinham relacio-namento anterior com o banco. Considerando-se as propostas em consulta e anlise, a carteira do programa rene 20 projetos apoiados, das quais 13 so de clientes novos, no valor total de R$ 473,2 milhes.

    Mercado Coluna

    BNDES renova programa de apoio a investimentos em design com oramento de R$ 1 bilho

    NOVA VERSO DO PROGRAMA BNDES DE APOIO A INVESTIMENTOS EM DESIGN, MODA E FORTALECIMENTO DE MARCAS (BNDES PRODESIGN) VIGORAR AT 2016

  • 56 Julho 2015 Economia&Negcios

    Um dos destinos tursticos mais procurados do pas, em desenvolvimento econmico constante e de uma efervescncia noturna digna de grandes me-trpoles. Balnerio Cambori a cidade catarinense que melhor se adapta ao estilo de vida de qualquer pessoa. Seja entre os pacatos, que preferem uma caminhada na praia a um grande agito, ou entre os consumistas, que aproveitam como ningum o shopping a cu aberto, o municpio o queridinho de muitos brasileiros e estrangeiros.

    Essa preferncia reflexo do turismo evoludo. Ad-quirido nos 51 anos de histria, que a cidade completa no prximo dia 20. Balnerio Cambori est entre as 15 melhores cidades tursticas do pas, com 69,9 pontos, de acordo com ranking do Ministrio do Turismo. A pontuao est acima da mdia Brasil do estudo (59,5 pontos) e at mesmo da mdia das capitais (68,2). No ano passado a cidade foi premiada pelo MTur pela sua evoluo no ndice geral.

    Balnerio Cambori 51 anos: exemplo em desenvolvimento turstico

    MUNICPIO, QUE ANIVERSARIA NO PRXIMO DIA 20, SOMA CONQUISTAS NO TURISMO NACIONAL

  • Economia&Negcios Julho 2015 57

    Quando o assunto marketing e promoo do destino, o municpio aparece em 9 na listagem e em 7 em cooperao regional. Outro dado im-portante, divulgado neste ano, que a cidade lidera o ranking das 65 cidades indutoras do turismo no quesito aspec-tos sociais, com pontuao de 83,4.

    A evoluo do destino nesse as-pecto se deve, especialmente, aos em-pregos gerados pelo turismo, s pol-ticas de preveno e enfrentamento explorao sexual de crianas e adoles-centes, implantao de equipamentos e atrativos de uso pblico aos turistas e sensibilizao da comunidade em rela-o ao turista.

    Quem gostou tanto de visitar que acabou escolhendo a cidade para viver ajuda a povoar cada vez mais o muni-cpio de apenas 46,2 km, segundo da-dos do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatstica (IBGE). So essas pessoas,

    junto com os naturais da cidade, que ajudam a posicionar a cidade tambm como uma economia forte.

    Exemplo disso a construo ci-vil que cresce a cada ano em volume de empreendimentos e nvel. Balnerio se posicionou no mercado imobilirio como geradora de imveis de alto padro e vem se aperfeioando sempre mais para atingir o pblico AA. Cresce a receita e tambm crescem os investimentos.

    Obras de infraestrutura foram necessrias nos ltimos anos para me-lhorar a vida da populao. Todas fo-ram pensadas para trazer comodidade, segurana e lazer ao muncipe, como a criao de ciclovias e ciclofaixas. Enfim, por tudo isso que se pode e deve co-memorar muito o aniversrio de Balne-rio Cambori. Todos os que contribuem para o crescimento da cidade fazem parte dessa festa e merecem os para-bns.

  • 58 Julho 2015 Economia&Negcios

    Mercado Coluna

    Japo vai inspecionar frigorficos brasileiros de carne bovina em agosto

    MINISTRA KTIA ABREU EST OTIMISTA EM RELAO ABERTURA DO MERCADO JAPONS

    Priscilla Mendes/M

    apa

    O Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abasteci-mento avanou mais uma etapa no processo de abertura do mercado japons carne bovina ter-moprocessada brasileira. O governo do Japo informou ministra Ktia Abreu que enviar tcnicos ao Brasil para vi-sitar laboratrios, frigorficos e fazendas com o objetivo de acelerar a liberao da entrada do produto naquele pas.

    Ktia Abreu est em viagem oficial a Tquio para negociar a ampliao do comrcio bilateral entre as duas naes, alm de apresentar os potenciais de investimento estrangeiro no Programa de Investimento em Logstica lanado em junho pelo governo federal.

    O Ministrio da Agricultura cumpriu a penltima das sete etapas previstas para a liberao de carne bovina termoprocessada, que est embargada pelo Japo desde dezembro de 2012 devido a um caso atpico de vaca louca registrado na poca.

    Os ministrios da Agricultura e da Sade do Japo receberam neste ms os documentos de anlise de risco que estavam pendentes. A prxima etapa a abertura de uma consulta pblica de 30 dias, que ser realizada para-

    lelamente inspeo a frigorficos, laboratrios e fazendas no Brasil.

    A ministra brasileira disse estar otimista de que as barreiras exportao de carne bovina termoprocessada ao pas asitico sero superadas at agosto.

    Sabemos da preocupao do Ministrio da Sade. Por isso, queremos, com muita compreenso, que o gover-no japons conhea de fato o sistema brasileiro de defesa, porque temos certeza que eles eliminaro suas preocupa-es. Nada hoje mais importante para o Mapa do que aprimorar o sistema de defesa animal e vegetal, afirmou Ktia Abreu vice-ministra da Sade, Trabalho e Bem-Estar do Japo, Keiko Nagaoka.

    A ministra japonesa, que cuida das barreiras sani-trias relacionadas a doenas transmissveis ao homem, disse que encaminhar o assunto de forma proativa.

    Hoje trocamos muitas informaes importantes em nvel tcnico. Gostaramos de dar andamento a essa dis-cusso de forma proativa e continuar com a discusso para liberar a importao de carne, disse Nagaoka durante a reunio.

  • Kim Augusto Zanoni OAB/SC 36.370

    Scio do escritrio Silva e Silva Advogados Associados.Ps-graduado em Direito Empresarial e Advocacia Empresarial pela Universidade Anhanguera.Ps-graduando em Direito Tributrio pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributrios (IBET).Advogado atuante nas reas Tributria, Aduaneira e Societria em nvel administrativo e contencioso.

    O cenrio jurdico tem en-frentado questes polmicas rela-tivas tomada de crdito de PIS e Cofins, oportunidade disponvel s empresas optantes pelo regime de tributao do lucro real.

    Em definio proveniente do Superior Tribunal de Justia, insumo tudo aquilo utilizado no processo de produo de um bem ou servio e que integra o produto final. No entanto, a questo demanda maior profundidade.

    No se pode confundir in-sumo com despesa operacional, que de modo geral abrange toda e qualquer despesa necessria ope-racionalizao da atividade empre-sarial (funcionrios, despesas com marketing e comisses, taxa da ad-ministradora do carto de crdito).

    Desta maneira, o Supremo Tribunal Federal dar desfecho de-finitivo controvrsia ao julgar o ARE n 790.928, estabelecendo, portanto, um critrio mais objetivo para que se conceitue o que seriam insumos.

    No obstante a indefinio da situao, e considerando o atu-al cenrio econmico enfrentado pelas empresas, tem-se recorrido a tentativas no usuais de apropria-o de crdito, no contempladas em leis ou atos normativos dos entes fiscalizadores, como o caso dos direitos autorais s companhias que dependem diretamente de seu recolhimento para que tenham fa-turamento (casas noturnas, edito-ras, entre outros).

    Vejamos que a explorao

    comercial de determinadas obras protegidas impe ao empresrio o dever de recolher os direitos de autoria, os quais so repassados posteriormente ao autor por meio do rgo de fiscalizao competen-te (ECAD).

    Por exemplo, ao conside-rarmos que a contratao de de-terminado artista o que fomenta determinada casa noturna (venda de ingressos e comercializao de bebidas), estaramos afirmando a influncia direta e exclusiva de sua contratao ao faturamento do es-tabelecimento, pois a exposio de seus talentos o que atrai os con-sumidores.

    Ao levarmos em conta que a reproduo de obras protegidas e a prpria comercializao de ingres-sos geram o dever de recolhimento dos direitos autorais, deduz-se que tais valores so despesas necess-rias e indispensveis para que se chegue ao produto final.

    Vale lembrar que no ano de 2005, a 2 Regio Fiscal possua entendimento favorvel ao uso de crditos das contribuies (Soluo de Consulta n 33), todavia, o en-tendimento foi superado em 2010 pela 7 Regio Fiscal, cuja orienta-o foi adotada por fiscais em m-bito nacional.

    Em ltima anlise, a alterna-tiva representa uma economia de 9,25% sobre os gastos com direitos autorais, sendo que caso haja pro-vimento favorvel, podem ser resti-tudos os valores pagos nos ltimos cinco anos, atualizados pela Selic.

    DIREITOS AUTORAIS FRENTE AO CONCEITO DE INSUMO PARA FINS

    DE APROPRIAO DE CRDITO

    ArtigoArtigo

    Mesmo com o mercado interno estabilizado, o setor caladista brasileiro poder comemorar ao fim de 2015 um considervel crescimento na exportao de seus produtos. Ainda sem uma pro-jeo concreta para o ano, a Associao Brasileira das Indstrias de Calados (Abicalados) j prev um resul-tado positivo com a aposta no mercado externo. Em um recente encontro promovido pela Abicalados, Centro das Indstrias de Curtumes do Brasil (CICB) e Associa-o Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calados e Artefatos (Assintecal), especialistas revela-ram que as exportaes devem crescer graas valori-zao do dlar e recuperao da economia mundial.

    H trs anos exportando calados de marcas con-ceituadas como Raphaella Booz, Jorge Bischoff, Bottero, Arezzo, Furlanetto, Alpargatas (Havaianas), entre ou-tras, a empresa catarinense DC Logistics Brasil confirma este crescimento. De acordo com o diretor da empresa, Guilherme Mafra, so exportadas aproximadamente 300 toneladas de sapatos por ano, para pases como Vietn, Nova Zelndia, Rssia e Chile que soma o maior volume. A expectativa da empresa, que mantm 10 es-critrios em diferentes cidades brasileiras, seguir nesta mdia de exportao.

    Bruno Souza, gerente operacional da DC explica que o lucro das exportaes geralmente calculado em moeda estrangeira e posteriormente esse valor con-vertido para moeda nacional. Por exemplo, se antes o exportador lucrava determinada quantia em dlar e hoje continua lucrando exatamente o mesmo nmero, ao converter o valor para Reais ter mais dinheiro en-trando em sua conta, acrescenta. Em contrapartida, para as empresas que importam matria-prima esta desvalorizao um ponto negativo j que o custo de importao e, consequentemente, de produo dos sa-patos ficou mais caro.

    Indstria caladista brasileira cresce no

    mercado internacional

    DE ACORDO COM A DC LOGISTICS BRASIL, ANUALMENTE A EMPRESA EXPORTA UMA MDIA DE 300 TONELADAS DE CALADOS

    Economia&Negcios Julho 2015 59

  • 60 Julho 2015 Economia&Negcios

    A empresa itajaiense BLC Logstica e Negcios In-ternacionais atuou como agente de carga de dez empresas que representaram o Brasil em uma das maiores feiras de decorao de interiores do mundo, a In-dex Fair Dubai 2015, na capital dos Emirados rabes. O evento, realizado entre os dias 18 e 21 de maio, reuniu expositores de diversos pases contou com a participao de 18 empresas brasileiras.

    A BLC j trabalha h dez anos no evento e respon-svel pela logstica de transporte da carga desde as inds-trias nacionais, passando pelo desembarao dos produtos no destino at a chegada do material dentro dos estandes da feira. Os expositores s precisam tirar os produtos de dentro da caixa e expor, explica a diretora comercial da BLC, Trssia Maciel.

    Nesta edio de 2015 da feira, a BLC trabalhou com empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Gois, que atuam nos ramos moveleiro e de decorao de inte-riores. Nossos clientes produzem lustres, quadros, mveis de todos os tipos, destacou Trssia.

    ResultadoDe acordo com dados da Agncia Brasileira de Pro-

    moo de Exportaes e Investimentos (Apex-Brasil), as 18 empresas brasileiras que participaram do evento efetiva-ram um total de US$ 698 mil em vendas e j com expec-tativa de US$ 5,7 milhes em negcios para os prximos 12 meses. Os empresrios tambm estreitaram relaciona-mentos com comerciantes do mundo rabe e pases parti-cipantes.

    Empresa de Itaja agencia expositores brasileiros da Index Fair Dubai 2015

    DEZ INDSTRIAS PARTICIPARAM DA MAIOR FEIRA DO SETOR, NOS EMIRADOS RABES

    Mercado Coluna

  • Economia&Negcios Julho 2015 61

    Os planos de expanso do Grupo Dimed em 2015 levam a empresa a criar novos postos de trabalho em toda a regio Sul. Por meio da Panvel Farmcias, a maior das empresas que compem o grupo, 13 lojas j foram inauguradas este ano e a previso que mais 20 sejam abertas at dezembro entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran.

    De acordo com a supervisora da rea de Recursos Huma-nos, Nathalia Tagliani, esto sendo contratados cerca de 300 no-vos colaboradores por ms este ano para todo o Grupo Dimed. A maior demanda concentra-se no varejo e entre as oportunidades de trabalho destacam-se vagas nas reas farmacutica e de aten-dimento ao cliente.

    Para compor as equipes, a empresa busca profissionais que visam crescer junto com o grupo e que se identifiquem com as polticas, diretrizes, misso e valores da Organizao. Os interes-sados em fazer parte da equipe da Panvel ou das outras empre-sas que compem o Grupo Dimed podem se cadastrar por meio do site grupodimed.com.br.

    Mercado Coluna

    Estratgia de expanso da Panvel cria novas vagas de trabalho

  • 62 Julho 2015 Economia&Negcios

    PortosdoBrasil

    Depois de dois anos de servios prestados comu-nidade porturia de Itaja e regio, o capito de Fragata Jos Svio Ferez Rodrigues entrega o co-mando da Delegacia da Capitania dos Portos do Brasil em Itaja ao tambm capito de Fragata Alekson Barbosa da Silva Porto, proveniente do 5 Distrito Naval, na cidade de Rio Grande.

    Em visita ao superintendente do Porto de Itaja, en-genheiro Antonio Ayres dos Santos Jnior, e aos diretores administrativo-financeiro e tcnico, Heder Cassiano Moritz e Andr Pimentel, respectivamente, o comandante Ferez apresentou seu sucessor e destacou a importncia da par-ceria que existe entre as autoridades Porturia e Martima.

    Tivemos o Porto de Itaja como um importante par-ceiro na realizao da regata Velas Latinoamrica, em fe-vereiro do ano passado, que reuniu um pblico de 26 mil visitantes e superou todas as expectativas dos organizado-res com seis veleiros do Brasil, Colmbia, Argentina, Chi-le, Equador e Venezuela, assim como em outras demandas durante nossa gesto, disse o comandante Ferez.

    Em contrapartida, Antonio Ayres destacou a impor-tante parceria da Capitania dos Portos de Itaja na realiza-o das regatas Transat Jacques Vabre e Volvo Ocean Race, bem como na garantia da segurana naval em Itaja. De Itaja o comandante Ferez segue para a Diretoria de Pesso-al Militar da Marinha (DPMM), no Rio de Janeiro.

    Autoridade Martima de Itaja troca de comando

  • O governador Raimundo Colombo esteve reunido no Centro Administrativo, em Florianpolis, com o diretor presidente da Empresa Nidera Sementes, Brandon Crozier, para autorizao da implantao do Ter-minal Graneleiro da Babitonga. Tambm participaram do encontro os secretrios de Estado da Infraestrutura, Joo Carlos Ecker; do Desenvolvimento Econmico Sustentvel, Carlos Chiodini; e o presidente da Fatma, Alexandre Wal-trick Rates.

    A autorizao para esse novo investimento, que ser um dos mais modernos do mundo, j tem condies de crescer muito na exportao de gros e importao de fertilizantes. uma possibilidade concreta de desenvolver significativamente o Estado, por isso, um investimento estratgico de mais de R$ 500 milhes, com impacto e benefcios de grande importncia para Santa Catarina e para o Brasil.

    Colombo enfatizou que o Estado tem cinco portos modernos, eficientes e que apresentam um grande resul-tado, incluindo o de Laguna que pesqueiro. Todos apre-sentam um resultado cada vez melhor e com esse novo terminal, vai aumentar a competitividade, eficincia na operao, alm da capacidade de importao e exporta-

    o.Para comear as obras de construo do terminal

    ser necessria a emisso da Licena Ambiental Provisria (LAP), que ser concedida aps vrias anlises de todos os aspectos envolvendo o projeto por parte dos tcnicos da Fatma. Tambm ser considerado o envolvimento da empresa com a comunidade quanto aos compromissos so-ciais com a populao. Ainda est prevista a implantao de uma via, com aproximadamente dois quilmetros, para acesso ao terminal.

    O Terminal ser instalado na localidade Estrada La-ranjeiras, em So Francisco do Sul, em parceria entre o grupo catarinense, a refinaria independente de acar, Al Khaleej Sugar, sediada em Dubai, nos Emirados rabes e a Nidera Sementes. Com 600 mil m, a estrutura ter capaci-dade de movimentar at 14 milhes de toneladas de gros por ano. Ser responsvel pela gerao de 295 empregos diretos e mil indiretos.

    Depois de pronto, vai trazer para Santa Catarina um movimento expressivo de cargas de gros por ano. E em plena operao, ser capaz de virar a balana comercial catarinense, ou seja, exportando mais que importando, destacou Chiodini.

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    Santa Catarina ter novo terminal graneleiro na Baa da Babitonga

    Economia&Negcios Julho 2015 63

  • Aproximadamente 200 pessoas participaram da ao de plantio de espcies de rvores nativas na orla de Navegantes no dia 6 de junho. O evento aconteceu na regio do Pontal e foi promovido pela coordenao do Nossa Praia, projeto de recuperao e proteo da orla de Navegantes, dentro da programao da Semana do Meio Ambiente da Portonave, em comemorao ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

    Ao todo, 150 mudas de rvores tpicas da restin-ga, como aroeira, ara-vermelho, pitangueira, tucaneira, pata-de-vaca, grumixama e figueira foram plantadas por moradores e visitantes de Navegantes. A atividade con-tou tambm com a distribuio de 500 mudas de rvores frutferas e nativas e esclarecimentos a respeito do Nossa Praia.

    AcompanhamentoCada uma das 150 mudas plantadas recebeu um

    lacre com uma numerao exclusiva e a equipe tcnica es-pecializada vai monitorar o desenvolvimento dessas mu-

    das. Os voluntrios no plantio vo poder acompanhar pelo nmero do lacre como est o crescimento da sua rvore.

    Para a voluntria no plantio, a estudante de bio-medicina e integrante do Grupo de Escoteiro do Mar de Navegantes Marih Gonzaga Lima a ao promoveu uma interao indita da comunidade junto ao projeto. Esta-mos acostumados a ver projetos como o Nossa Praia so-mente no papel, felizmente no esse o caso, destacou a estudante.

    O projeto Considerada uma das maiores obras de recuperao

    de praia urbana do Brasil, o Nossa Praia abrange uma s-rie de importantes aes de recuperao da restinga. Ao todo, as aes de revitalizao englobam os 102 hectares da faixa de restinga nos quase 10 quilmetros que for-mam a orla de Navegantes. Os recursos do projeto so da ordem de R$ 6,9 milhes e vm de uma parceria entre a Portonave S/A - Terminais Porturios de Navegantes e a prefeitura.

    Projeto da Portonave realiza plantio de mudas na orla de Navegantes

    CADA UMA DAS 150 MUDAS PLANTADAS RECEBEU UM LACRE COM UMA NUMERAO PARA MONITORAMENTO

    64 Julho 2015 Economia&Negcios

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  • Economia&Negcios Julho 2015 65

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    TPC recebe dois navios de grande porte simultaneamente

    JUNTAS AS EMBARCAES SOMAM 633 METROS DE COMPRIMENTO. OPERAO DEMONSTRA A CAPACIDADE DO NOVO CAIS DE

    O Terminal de Contineres de Paranagu (TCP) recebeu simultaneamente no ms de junho dois navios porta-contineres de grande porte. Juntos, os navios medem 633 metros de com-primento, demostrando a capacidade do novo cais do terminal _ que passou de 564m para 879m de extenso depois de um amplo programa de inves-timentos em ampliao e modernizao do terminal _ em receber as maiores embarcaes que fazem o comrcio internacional na Amrica do Sul.

    A operao simultnea dos dois navios tam-bm comprova a capacidade tcnica e operacional do terminal em receber navios fora de janela, j que o desembarque de uma das embarcaes no esta-va prevista para a data devido a atrasos ocorridos em portos anteriores. Apesar de ser uma operao no prevista, a flexibilidade e produtividade do TCP garantiu que o navio atracasse e recuperasse a agen-da, explica Juarez Moraes e Silva, diretor superin-tendente comercial do terminal.

    Caso o terminal no estivesse apto a operar os

    dois navios simultaneamente, a embarcao fora de janela teria as opes de aguardar um novo horrio para atracao em Paranagu, o que atrasaria ainda mais sua escala, ou omitir o porto paranaense e par-tir para o prximo destino. Qualquer uma das duas opes geraria prejuzo em toda a cadeia, desde o armador, at o importador ou exportador, ressalta o Moraes e Silva.

    Ele destaca que o nmero de omisses vem sendo sensivelmente reduzido pelo terminal: no pri-meiro semestre de 2014, 40 embarcaes que che-garam a Paranagu fora da janela pr-determinada no conseguiram atracar, partindo para outros des-tinos. De janeiro a abril de 2015, das 265 embarca-es que chegaram fora da janela, todas consegui-ram atracar.

    Com a capacidade tcnica e estrutural am-pliada, garantimos o ganho na performance para os armadores. Eles tm a segurana de que chegando em Paranagu sua embarcao ser atendida, mes-mo que haja imprevistos anteriores.

  • 66 Julho 2015 Economia&Negcios

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    O Porto de So Francisco do Sul completou 60 anos de atuao neste ms de julho. Com contrato de delegao do porto ao governo do Estado re-novado por mais 25 anos, a instituio passa por uma fase de movimentao positiva e planeja melhorias em 2015.

    A histria do Porto de So Francisco do Sul teve incio em 1912, quando a Companhia de Estradas de Ferro So Paulo Rio Grande do Sul recebeu permisso para implantar uma estao martima na Baa de So Francisco do Sul. Porm, somente em 1941, o governo de Santa Catarina obteve a concesso para comear as obras, que iniciaram em 1945. A inaugurao oficial ocorreu no dia 1 de julho de 1955.

    No final da dcada de 70, o Porto ganhou dois terminais e, a partir de 1994, registrou um grande crescimento com a procura de agentes importadores e

    exportadores que construram seus prprios armazns nas reas adjacentes para a movimentao de cargas. O salto comercial da dcada de 90 esgotou a capacidade fsica da rea porturia, iniciando-se, ento, a implanta-o de projetos de melhoria e ampliao.

    O Porto de So Francisco do Sul vive uma fase positiva. Em 2013 e 2014, bateu recordes de movimen-tao, sendo que em 2013 foram mais de 13 milhes de toneladas de carga. O bom momento nos permite pla-nejar investimentos com o objetivo de impulsionar ainda mais o crescimento, comenta o presidente Paulo Corsi.

    Entre os investimentos previstos, cerca de R$ 10 milhes ser destinado para melhorias de infraestrutu-ra. A qualificao do sistema de segurana uma das prioridades. Sero feitos investimentos no sistema de monitoramento por cmeras e na tecnologia do controle de acessos.

    Porto de So Francisco do Sul completa 60 anos de atuao

    TERMINAL PLANEJA INVESTIMENTOS PARA MELHORIA DE INFRAESTRUTURA, INCENTIVADOS PELOS RECORDES DE MOVIMENTAO DOS LTIMOS DOIS ANOS