Revista Porturia - 10 Maro 2016

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Revista Porturia - 10 Maro 2016

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  • Economia&Negcios Maro 2016 1

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  • 4 Maro 2016 Economia&Negcios

  • Economia&Negcios Maro 2016 5

    Editora Bittencourt

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    ANO 15 EDIO N 193Maro 2016

    EDITORIAL

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    A maior feira de comrcio exterior da Amrica Latina logo ali

    Para quem acaba de ingressar do mercado de logstica e comrcio exte-rior pode at ser uma novidade, mas a Intermodal uma feira interna-cionalmente conhecida e da qual as principais empresas da rea fazem parte. A Editora Bittencourt est presente na feira h 16 anos.

    Fazemos parte desse evento com nosso estande e distribuio do Anu-rio da Revista Porturia Economia & Negcios para visitantes e expositores. Assim como em edies anteriores, nossa equipe participar dos trs dias de feira, percorrendo todos os corredores do Transamrica Expocenter.

    Nossa inteno com essa iniciativa bem representar os empresrios que por ventura no possam participar da feira em perodo integral. Alm de reforar a marca daqueles que participam do evento anualmente.

    A maior feira de comrcio exterior da Amrica Latina ocorre aqui per-tinho, em So Paulo, contudo, haver representantes e lideranas do mundo todo. Vamos fazer bonito e mostrar a fora da economia catarinense!

    ErrataMarina Beach Towers no detm nico

    heliponto homologado pela Anac em BalnerioO empreendimento Marina Beach Towers no pos-

    sui o nico heliponto homologado pela Agncia Nacional de Aviao Civil (Anac) em Balnerio Cambori. A infor-mao foi publicada em novembro do ano passado pela Revista Porturia. A cidade conta com outros trs pontos, Baltt, Helisilva e Viana III, autorizados para pousos e de-colagens de passageiros.

  • 6 Maro 2016 Economia&Negcios

    22 VAREJOVenda de eletroportteis cresce e faz empresas mudarem o foco

    Sumrio

    17 BANDEIRA VERDEEnergia eltrica fica mais barata a partir do prximo ms

    19 NOVIDADEItaja ganha maior academia da franquia Ronaldo Academy

    8 INTERMODAL 2016Contagem regressiva para a maior feira de comrcio exterior da Amrica Latina

    24 PLANEJAMENTOndice de famlias endividadas cai, mas ainda alto em Itaja

    42 MOVIMENTAO RECORDEPorto de So Francisco do Sul volta a operar cargas de celulose

    44 PORTONa onda da diversificao, APM Terminals investe em carga geral

  • Economia&Negcios Maro 2016 7Economia&Negcios Fevereiro 2016 7

  • 8 Maro 2016 Economia&Negcios

    O principal evento de logstica da Amrica Latina ser realizado entre os dias 5 e 7 de abril neste ano, em So Paulo. Trata-se da Intermodal South America, que rene mais de 48 mil visitantes e represen-tantes dos setores de logstica, transporte de cargas e co-mrcio exterior.

    Apresentando uma variedade de grandes fornece-dores em todos os quatro principais modais de transporte (areo, martimo, rodovirio e ferrovirio), a Intermodal um evento imperdvel para empresrios que esto pro-cura de novas solues nos setores de logstica, transporte de cargas e comrcio exterior.

    Durante a Intermodal possvel encontrar as melho-res solues de logstica e transporte em um s lugar. Isso

    sem falar na ampliao da rede de relacionamentos com os principais players do mercado, que podem ajud-los a reduzir custos de transporte, melhorar tempo de entrega e margens de lucro.

    Em trs dias de intenso networking e construo de relacionamento, lderes da indstria de prestao de servi-os podem desenvolver parcerias estratgicas com forne-cedores globais e gerar novas oportunidades de negcios. A Intermodal tambm conta com expositores nacionais e internacionais vindos da Amrica Latina, Amrica do Nor-te, Europa e sia.

    Paralelamente feira ocorre a Infraportos, uma con-ferncia internacional sobre tecnologia e equipamentos para armazns, terminais e portos. O evento reunir 60

    Intermodal 2016 ocorre entre os dias 5 e 7 de abril em So Paulo

    Anurio da Revista Porturia Economia & Negcios ser entregue ao pblico durante a maior feira logstica da Amrica Latina

  • Economia&Negcios Maro 2016 9

    Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    empresas dedicadas a desenvolver solues em equipamentos e servios para a ativida-de porturia em geral. As feiras ocorrem no Transamrica Expo Center.

    No fique de foraMais que se fazer presente nesse tipo

    de evento importante mostrar sua marca nele. Ns da Revista Porturia Economia & Negcios temos a soluo para dar a visibi-lidade que sua empresa merece. Durante a Intermodal e a Infraportos ser distribudo o Anurio 2016 da revista. A publicao vai divulgar a potncia de Santa Catarina, que cresce a cada ano, para um pblico com po-der de trazer ainda mais investimentos para o Estado.

    O Anurio vai circular entre o pblico estimado de 48 mil pessoas que passaro pela feira durante os trs dias do evento.

    Deste pblico, 85% so empresrios com poder de deciso. Alm da distribuio na Intermodal, o anurio estar nos sites e re-des sociais da Editora Bittencourt, que so-mam mais de 1 milho de acessos mensais.

    Tudo isso far com que seus produtos ou servios se tornem conhecidos para um grande pblico. No contedo do Anurio sero evidenciadas as caractersticas eco-nmicas de Santa Catarina, como Estado de excelncia, turstico, mercado imobilirio de alto padro, comrcio pulsante, e, claro, de-sempenho mundialmente reconhecido em logstica e comrcio exterior, por meio de portos de alto desempenho.

    Para estar presente na Intermodal com a revista Economia & Negcios fcil. Basta entrar em contato conosco pelo e-mail carlos@bteditora.com.br ou pelo telefone 3344-8600.

    Durante a

    Intermodal

    possvel

    encontrar

    as melhores

    solues de

    logstica e

    transporte em

    um s lugar.

  • 10 Maro 2016 Economia&Negcios

  • Economia&Negcios Maro 2016 11

    TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAES28 anos transportando com agilidade e rapidez

    O imposto de 25% sobre os pacotes de viagens in-ternacionais cobrados por operadoras brasileiras desde 1 de janeiro deste ano foi reduzido para 6%, aps a publicao de Medida Provisria no Dirio Oficial da Unio.

    Assim, os brasileiros que quiserem viajar para fora do pas, a partir de 2 de maro, podero comprar paco-tes nas agncias de turismo nacionais pagando a taxa semelhante ao IOF imposto cobrado nas transaes realizadas pelo carto de crdito.

    A deciso uma vitria para o setor do turismo que vinha negociando a reduo com a equipe econ-mica do governo desde o ano passado.

    "Com esta medida, o governo mostra que est ali-nhado s demandas deste setor que to importante para a economia brasileira, sendo responsvel por 3,7% do PIB. Esta mudana comprova que a rodada de nego-ciao entre todos os envolvidos conseguiu chegar a um denominador comum e satisfatrio para todos. Vamos manter os empregos e a renda aqui no Brasil", avalia o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves.

    A nova tarifa vale para as remessas de valores destinados cobertura de gastos pessoais no exterior, de pessoas fsicas residentes no pas, em viagens de turismo, negcios, servios, treinamentos ou misses oficiais. A nova tributao dever ser cobrada sobre as remessas com limite global de R$ 20 mil mensal e ter validade at o dia 31 de dezembro de 2019.

    Ainda segundo o texto, ficam isentas da cobrana as remessas para fins educacionais, cientficos ou cultu-rais, e tambm para a cobertura de despesas mdico--hospitalares com tratamento de sade no exterior.

    No caso das agncias e operadoras de turismo, o limite para a cobrana de R$ 10 mil ao ms por pas-sageiro. Para a utilizao da alquota reduzida, preci-so que estejam cadastradas do Cadastur, do Ministrio do Turismo, e suas operaes devem ser realizadas por meio de instituio financeira domiciliada no pas.

    Agora, a MP segue para tramitao no Congresso Nacional em um processo que poder durar at quatro meses. Somente aps a concluso desse processo, o do-cumento ser sancionado.

    Governo reduz imposto sobre remessas para o exterior

  • 12 Maro 2016 Economia&Negcios

    Por Milton Loureno Presidente da Fiorde

    Logstica Internacional e diretor do Sindicato dos

    Comissrios de Despachos, Agentes de Cargas e

    Logstica do Estado de So Paulo (Sindicomis) e da

    Associao Nacional dos Comissrios de Despachos,

    Agentes de Cargas e Logstica (ACTC)

    As razes da perda de competitividade

    Por Milton Loureno, presidente

    da Fiorde Logstica Internacional e diretor do Sindicato dos Comissrios de Despachos, Agentes de

    Cargas e Logstica do Estado de So Paulo (Sindicomis) e da Associao Nacional dos Comissrios de Despachos,

    Agentes de Cargas e Logstica (ACTC). E-mail:

    fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

    ArtigoArtigo

    A importao de bens de capital (ou bens de produo) caiu 20% em 2015. Isso significa que as indstrias esto investindo menos na moderni-zao de suas plantas. Se o poder de competio da economia nacional j baixo, a queda na importao de bens de capital motivo de preocu-pao, pois, como se sabe, o termo in-clui fbricas, mquinas, ferramentas e equipamentos que so utilizados para produzir outros produtos. Em outras palavras: o parque industrial nacional a mdio prazo pode ter o seu poder de competio ainda mais comprometido, deixando de incorporar novas tecnolo-gias em sua manufatura.

    Tudo isso consequncia da per-da de competitividade das empresas como resultado da pouca integrao da economia brasileira no mercado glo-bal, que se deu por completo desleixo das autoridades brasileiras, que, desde 1991, quando o Brasil se tornou mem-bro do Mercosul, s conseguiram viabi-lizar trs acordos de livre-comrcio. E, mesmo assim, com economias de pou-ca representatividade: Israel, Palestina e Egito. Desses, s o primeiro continua em vigor.

    claro que s a formalizao de acordos no resolve todo o problema causado pelo crescimento lento da pro-dutividade. H outras questes que j deveriam ter sido atacadas com maior nfase, como a falta de estrutura lo-gstica no pas. Sem contar os proble-mas causados por mudanas cambiais desfavorveis e outros fatores como

    aumento dos custos com energia e os custos tributrios, previdencirios, trabalhistas e burocrticos, que contri-buem para a elevao do custo produ-tivo.

    Com a falta de competitividade da indstria, o pas no pode avan-ar nas negociaes e paga o preo das inconsequncias feitas no perodo de 2003-2014. Uma delas deu-se em 2005, quando o governo brasileiro, ao lado do argentino, trabalhou para le-var ao fracasso as negociaes para a criao da rea de Livre-Comrcio das Amricas (Alca), proposta norte-ameri-cana. Para piorar, o governo brasileiro, a pretexto de garantir a abertura do mercado venezuelano para a indstria nacional, o que se dar de modo com-pleto s em 2018, trouxe a Venezuela para o Mercosul, obviamente por afini-dade poltica poca com o governo Hugo Chvez (1954-2013).

    Hoje, porm, com a ascenso do governo liberal de Mauricio Macri na Argentina e o aggiornamento do segundo governo Rousseff em direo ao liberalismo econmico, a Venezuela pode se tornar uma pedra no sapato do Mercosul em seu objetivo de fechar acordos com a Unio Europeia, a As-sociao Europeia de Livre-Comrcio (Efta), que rene Sua, Noruega, Isln-dia e Liechtenstein, e a Aliana do Pa-cfico (Mxico, Peru, Colmbia e Chile). Menos mal que as conversaes com a Argentina estejam caminhando bem em direo a um acordo de livre-comr-cio no setor automotivo.

  • Economia&Negcios Maro 2016 13

  • 14 Maro 2016 Economia&Negcios

    Agronegcio de SC busca alternativas para aliviar crise do milho

    Entrada da safrinha, transporte por trem e at navegao de cabotagem influiro na reduo do preo excessivamente elevado do milho que

    ameaa a avicultura e a suinocultura industrial de Santa Catarina

  • Economia&Negcios Maro 2016 15

    Curitiba - Joinville - Blumenau - Navegantes - Itaja - Balnerio Cambori - FlorianpolisEm Itaja novo endereo: Avenida Coronel Marcos Konder, 789 - Centro - Itaja - SC

    O agronegcio catarinense articula vrias inicia-tivas para reverter o quadro do superencareci-mento de milho que afeta as maiores cadeias produtivas e ameaa causar pesados e irreversveis pre-juzos avicultura e suinocultura industrial. Os preos do milho atingiram em meados de janeiro uma mxima nominal histrica, aquecidos por fortes exportaes, alta do dlar e reduzida safra das guas e, desde ento, no recuaram. Entretanto, novos fatos podem amenizar os efeitos da crise, na avaliao da Federao da Agri-cultura e Pecuria do Estado de SC (Faesc).

    H previso de que o preo do milho recue no mercado interno, expectativa baseada em vrios fa-tores. Os portos brasileiros suspendero em maro o carregamento do milho para embarcar a safra da soja com destino aos diversos mercados mundiais, tradicio-nais compradores desse gro brasileiro. Essa operao deve se manter at setembro ou outubro. Por outro lado, a partir de junho comea a ser colhida a safrinha de milho, estimada entre 65 milhes e 70 milhes de toneladas.

    Esses dois fatos conjugados significam mais milho para venda e consumo no mercado interno com presso de venda dos agricultores que desejaro apro-veitar o aquecimento do mercado, prev o presidente da Faesc, Jos Zeferino Pedrozo.

    Paralelamente a essa mudana de cenrio, em Santa Catarina, o governo estadual trabalha para trazer de trem o milho do centro-oeste brasileiro atravs das ferrovias Ferroeste e Amrica Latina Logstica. A ideia embarcar o cereal em Moto Grosso e Mato Grosso do Sul e traz-lo at Mafra e Lages. Essa operao produzi-ria uma expressiva reduo de custos de R$ 7 reais por saca, mas exigir a instalao de entrepostos e arma-zns no planalto norte e na serra.

    Na mesma direo, as agroindstrias planejam trazer milho do norte pelo transporte de cabotagem, o que tambm reduziria o custo.

    Pedrozo assinala que, no plano internacional, a expectativa de que a China despeje no mercado gran-

    des volumes de milho de seus estoques e a aproxima-o do incio do plantio da nova safra americana ten-dem a reforar o cenrio de oferta abundante e, assim, frear a reao altista das cotaes do gro na bolsa de Chicago, principalmente se no houver nenhum so-bressalto climtico.

    A conjugao dessas possibilidades aliviar a crise para as agroindstrias, mas os efeitos mais po-sitivos somente sero sentidos no segundo semestre. A avaliao da Faesc corroborada pelas entidades do agronegcio Organizao das Cooperativas do Estado de SC (Ocesc), Coopercentral Aurora Alimentos, Sindi-cato das Indstrias da Carne (Sindicarne) e Associao Catarinense de Avicultura (Acav).

    Quadro catarinense A raiz da crise se localiza nas rpidas e imprevis-

    veis mudanas do mercado que fizeram o preo do mi-lho saltar de R$ 27 reais a saca em outubro para entre R$ 43 e R$ 47 reais em janeiro e fevereiro, marcado por forte e persistente vis de alta.

    rigor, nesse momento, no h escassez nem excesso de milho no mercado, mas a opo pela ex-portao drenou 30 milhes de toneladas do mercado domstico para o mercado internacional. Dessa forma, os criadores de aves e sunos e as indstrias pagam, desde o ano passado, o valor correspondente cota-o internacional para comprar milho destinado a sua transformao em carne.

    Essa situao afeta todo o pas, porm, mais grave em Santa Catarina que est longe de obter au-tossuficincia em milho. O Estado o maior comprador de milho dentro do Brasil. Santa Catarina possui o mais avanado parque agroindustrial do pas,representado pelas avanadas cadeias produtivas da avicultura e da suinocultura. Essa fabulosa estrutura gera uma riqueza econmica de mais de 1 bilho de aves e 12 milhes de sunos por ano, sustenta mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e gera bilhes de reais em movimen-to econmico.

  • 16 Maro 2016 Economia&Negcios

    Delimitao e expanso de rea porturia pelo poder executivo

    Por Cristiana Muraro, advogada, mestre em Direito

    Constitucional Econmico e Regulatrio e parecerista e

    consultora da Jacoby Fernandes e Reolon Advogados.

    ArtigoArtigo

    O novo marco regulatrio do setor porturio brasileiro trouxe alte-raes conceituais que impactaram significativamente os regimes de ex-plorao dos portos.

    Como consequncia, todos os atores desse setor se depararam com grandes desafios prticos e jurdicos, entre os quais: a necessidade de re-formulao da gesto de operaes e de mo de obra; a importncia de mi-nimizar as ingerncias corporativas e burocrticas; e, sobretudo, racionalizar o uso dos espaos e instalaes, impri-mindo-lhes a maior eficincia possvel.

    Notadamente, esse o cami-nho que a Secretaria Especial de Por-tos da Presidncia da Repblica (SEP) e a Agncia Nacional de Transportes Aquavirios (Antaq) vm envidando esforos para seguir.

    A nova legislao determina, por exemplo, que a rea do Porto Or-ganizado deve ser delimitada por ato do Poder Executivo.

    Nesse sentido, no dia 11 de fe-vereiro de 2016, foi editado o Decreto que definiu a rea do Porto Organiza-do de Paranagu, localizado no estado do Paran.

    Vale rememorar que rea do Porto Organizado aquela que com-preende as instalaes porturias como ancoradouros, docas, cais, pontes e peres de atracao e acosta-gem, terrenos, armazns, edificaes e vias de circulao interna bem como a infraestrutura de proteo e acesso

    aquavirio ao porto que engloba guias-correntes, quebra-mares, eclu-sas, canais, bacias de evoluo e reas de fundeio que devem ser mantidas pela Administrao do Porto de Con-trole Sanitrio.

    J o Porto Organizado, propria-mente dito, de acordo com a SEP, conceituado como aquele construdo e aparelhado para atender s necessi-dades da navegao e da movimenta-o e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela Unio, cujo trfego e operaes porturias estejam sob a jurisdio de uma auto-ridade porturia.

    Um dos principais cuidados que a administrao pblica deve ter reme-te anlise prvia sobre a celebrao de aditivos de expanso de rea. Isso porque a legislao condena o fracio-namento de rea no porto como ma-nobra para ampliar as atividades do particular, utilizando-se de bens p-blicos de forma privativa, sem prvia licitao.

    importante analisar com cau-tela todo e qualquer processo de con-cesso, pois no se pode permitir que os concessionrios venham a requerer e obter, pedao a pedao, as reas pblicas, sem o devido procedimento licitatrio. Dispensar ou inexigir lici-tao indevidamente no somente uma violncia Constituio Federal, mas tambm ato tipificado pela Lei n 8.666/1993 como crime contra a administrao pblica.

    Victor Scholze, advogado, membro da Comisso de

    Assuntos Constitucionais da OAB/DF e consultor da Jacoby

    Fernandes & Reolon Advogados.

  • Economia&Negcios Maro 2016 17

    A partir de abril, o consumidor dever pagar menos pela energia. A reduo ser possvel com a adoo da bandeira verde no sistema de bandeiras tarifrias, que adota as cores verde, amarela e vermelha para informar o consumidor, a cada ms, se a energia est mais cara ou mais barata.

    Com isso, a partir de abril no haver mais nus para o consumidor, disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que fez o anncio no dia 25 de fevereiro. Para o con-sumidor, isso dever resultar em uma reduo mdia entre 6% e 7% na conta de luz.

    O governo anunciou que, em maro, seriam desliga-das sete usinas trmicas com custo de gerao acima de R$ 420 por megawatt-hora (MWh). Posteriormente, foi decidida uma reduo incluindo 14 usinas que geravam energia a um custo de R$ 250 por MWh.

    Ao todo, em abril, 5 mil MW gerados pelas trmicas j tero sido desligados do sistema, o que representar uma economia total de R$ 10 bilhes ao ano. Braga disse que, mantida a previso positiva da situao hidrolgica, mais 2 mil MW gerados em usinas trmicas podero ser desligados nos prximos meses.

    No apenas uma questo de reduo de consumo. A entrada da energia gerada em novas usinas, como as de Belo Monte, Jirau e Santo Antnio tem contribudo [para os desligamentos das trmicas], acrescentou Braga.

    Com bandeira verde, energia deve ficar mais barata a partir

    de abril

    Agncia Brasil

  • 18 Maro 2016 Economia&Negcios

    Durante seminrio sobre oportunidades de negcios entre Santa Catarina e Hong Kong, o presidente da Federao das Indstrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco Jos Crte, fez um panorama da balana comercial catarinense, destacando o intercmbio com a China - em 2015, o pas asitico foi o segundo principal destino dos embarques do Estado e o principal parceiro catarinense nas importaes. "Santa Catarina tem um grande espao para crescer, sobretudo, nas exportaes. Sabemos que a cor-rente de comrcio uma via que implica tanto importao quanto exportao, mas h espao para ampliao, princi-palmente para as pequenas e mdias empresas", afirmou.

    Ele tambm ressaltou o trabalho da entidade no sen-tido de auxiliar empresas desses portes em sua insero no mercado internacional, seja por meio de misses em-presariais ou de programas de capacitao. O encontro foi realizado no dia 1 de maro, em Florianpolis, e contou com a participao de representantes da Hong Kong Trade Development Council (HKTDC). A instituio um brao de negcios do governo de Hong Kong, com 40 escritrios em diversos pases - no Brasil, a sede fica em So Paulo.

    Aos presentes no evento, a diretora da HKTDC no Brasil, Marina Barros, disse que a primeira vez que vem a Santa Catarina e destacou o interesse das empresas ca-

    tarinenses no mercado asitico. "Acho timo o trabalho em conjunto, mas vocs precisam mostrar a cara l fora. Esta-mos tentando construir algo para mostrar o potencial de vocs. Os chineses esto interessados no Brasil", afirmou.

    O gerente-executivo da HKTDC, Dominique Bais, des-tacou que Hong Kong, regio administrativa da China, considerada a capital dos negcios da sia. " a economia mais livre do mundo, com baixas taxas de impostos. O por-to tem pouca burocracia e bons contatos no mundo inteiro, principalmente com a China", afirmou. Ele tambm ressal-tou que o sistema tributrio simples, considerado o tercei-ro mais fcil do mundo. Bais disse ainda que a localizao de Hong Kong, ao Sul da China, permite que as empresas faam negcios com outras regies do pas asitico ou mes-mo com a ndia e Japo pela proximidade geogrfica e pelo nmero de consumidores que esses mercados tm.

    Comrcio: As exportaes catarinenses para Hong Kong somaram US$ 140 milhes em 2015, valor 33,6% inferior ao registrado no mesmo perodo em 2014. Os prin-cipais produtos embarcados foram carnes, couros e peles. As importaes catarinenses de Hong Kong totalizaram US$ 68,7 milhes. Os principais produtos comprados foram livros, brochuras e impressos, aparelhos de iluminao e suas partes e produtos laminados de ferro ou ao.

    SC busca maior aproximao com Hong Kong

    Filipe Scotti

  • Economia&Negcios Maro 2016 19

    A molecada de Itaja e regio est mais prxima de realizar o sonho de se tornar jogador de futebol. A franquia Ronaldo Academy, rede de academias do ex-jogador de futebol Ronaldo Fenmeno, anunciou que abrir a maior unidade do Brasil em Itaja. As ati-vidades de preparao futebolstica devem iniciar j em abril na estrutura do Clube Almirante Barroso.

    O local receber investimentos na casa dos R$ 2 milhes e espera atender at 800 aspirantes a joga-dores de futebol. Em maio, o prprio Ronaldo deve vir ao municpio para acompanhar o desenvolvimento das atividades. De acordo com um dos scios da academia, Joo Paulo Silva, Itaja foi escolhida por ser a nica da cidade da regio a apresentar uma estrutura que se en-caixasse no padro da Ronaldo Academy. Com unidades em So Paulo e nos Estados Unidos, o municpio ter a maior franquia brasileira.

    As obras no Barroso iniciaram em janeiro. Haver at cinco campos com grama sinttica. Outras novida-des ainda sero anunciadas, mas Silva adiantou para a Revista Porturia que o local tambm ser aberto para ferinos e outras atividades esportivas, alm de contar com uma loja de produtos do segmento. A Ronaldo Aca-demy uma parceria entre a Sport Club Litoral e outros trs scios.

    A escolinhaCom capacidade para atender at 800 alunos a

    partir de seis anos de idade, as aulas acontecero de manh e tarde. As turmas funcionaro com at 20 alu-nos para cada professor, sendo o time tcnico formado por ex-jogadores de futebol e profissionais de educao fsica.

    Designada de DNA Fenomenal, a metodologia da Ronaldo Academy inspirada na vida do jogador

    Com investimento de R$ 2 mi, Itaja ganhar escolinha de

    futebol do Ronaldo Fenmenocomo pessoa e atleta. Baseada em seis pilares (objetivo, ma-turidade, educao, eficincia, foco e disciplina), ensinada aos alunos de forma adaptada para cada faixa etria. A es-cala de aprendizado vai do Phenomenal 1 (sub-6 e sub-8) ao Phenomenal 4 (sub-16 e sub-18).

    As mensalidades podem variar entre R$ 109 e R$ 130, sendo que 20% das vagas sero gratuitas, destinadas ao treinamento de crianas carentes. Nosso objetivo muito mais que treinar, mas imprimir valores. Somos uma escola socioeducativa e quem tiver interesse em virar jogador de futebol, ter essa chance, revela o scio.

    Um aplicativo para celular tambm ser desenvolvido e as mes podero acompanhar os treinos em tempo real pelo celular. Alm disso, haver outras opes de atividades fsicas para que os pais possam se exercitar enquanto a ga-rotada treina no campo.

  • 20 Maro 2016 Economia&Negcios

    Bandeira histrica da Fecomrcio SC, o combate alta carga tributria ganha uma campanha estra-tgica em todo o Estado a partir deste ms. Com o mote J t pesado demais, em aluso possvel recriao da CPMF, a Federao refora publicamente a contrariedade volta do tributo e qualquer aumento de imposto. S em Santa Catarina, a CPMF poder retirar R$ 1,3 bilho da economia, se aprovada com a alquota de 0,2% sobre todas as transaes bancrias.

    Ressuscitar a CPMF uma medida que nasceu impopular por ser um tributo que trava a competitivi-dade e onera o contribuinte de ponta a ponta na cadeia produtiva: afeta desde o cidado que paga o trigo at o que compra o po. Nosso sistema tributrio bastante burocrtico e oneroso - chega a quase 40% do PIB. Por isso, o ajuste fiscal proposto pelo Governo Federal pre-cisa ser pautado na reduo do gasto e na reviso das funes do Estado, no em propostas de cunho arreca-datrio. Com a campanha J t pesado demais e toda a articulao poltica para o trabalho de convencimento e presso junto ao poder pblico, a Fecomrcio SC cum-pre com a misso de defender o empresrio do comr-cio de bens, servios e turismo, alm de contribuirmos para a construo de uma sociedade menos burocrtica, com mais eficincia e produtividade, afirma Bruno Brei-thaupt, presidente da Fecomrcio SC.

    A campanha protagonizada pelo prprio cida-do brasileiro envolto por uma "bolha tributria" e visi-velmente cansado de carregar este fardo. A populao tambm pode participar no site da campanha, dispo-

    nibilizado no Canal de Articulao pela Fecomrcio SC para intermediar o contato do catarinense com sua base poltica. Ao assinar a campanha, o email encaminhado bancada catarinense, governador do Estado e a presi-dente Dilma Rousseff. Os outdoors espalhados pelo Es-tado, a fachada plotada da Federao e o personagem da campanha, que ganha s ruas nos prximos dias, trazem cores fortes para imprimir a opinio combativa dos empresrios do setor tercirio contra o aumento da carga tributria.

    O efeito da CPMF especialmente prejudicial ao comrcio e aos servios que se encontram na ponta das cadeias produtivas. Por ser regressiva, afeta de forma generalizada os preos para o consumidor final. Tambm incorpora-se aos custos de produo e assim no pode ser desonerada. Por fim, representa uma dupla tribu-tao, j que o recolhimento de qualquer outro tributo embute a sua cobrana.

    Desde o ano passado, a Federao discute o tema junto bancada parlamentar catarinense em Braslia e com o Poder Executivo do Estado. O prprio Gover-nador assumiu o compromisso de rejeitar a criao de impostos nas reunies que a Presidncia da Repblica realizou e realizar com os chefes dos Executivos esta-duais. Esse tambm foi o compromisso da maioria de nossa bancada em Braslia. Precisamos mostrar o impac-to social de uma medida como a CPMF, sobretudo em perodos de crise grave como o que vivemos, e apontar-mos para a construo de uma agenda poltica positiva, completa Breithaupt.

    Fecomrcio SC lana campanha contra a CPMF

  • Economia&Negcios Maro 2016 21

  • 22 Maro 2016 Economia&Negcios

    So dispensveis. Qualquer famlia sobrevive sem eles. Mas cada vez mais os eletroportteis ocupam as banca-das, visto que a cozinha a nova sala de estar. Um lugar para relaxar e no mais para se descabelar com a barriga no fogo. Esses equipamentos proporcionam um qu de sofisti-cao aos lares e j so mais procurados do que os tradicio-nais eletrodomsticos da linha branca, que sofreram queda de 11% nas vendas em 2015, contra os 14,5% de crescimen-to dos eletroportteis entre 2013 e 2014.

    A famlia da professora Dalva Mendes Scharf, 47 anos, tem tirado proveito dos novos eletroportteis. Na casa da ita-jaiense, a queridinha da vez a assadeira eltrica: parece que os alimentos ficam fritos, mas sem utilizar nenhuma gota de leo. A praticidade, aliada ao estilo de vida mais saudvel, faz da professora uma f da popular air freyr. Nossa alimen-tao melhorou muito. Fao batata sem imerso em leo, bis-teca, frango e at po de queijo.

    Com uma diversidade de equipamentos em casa, Dalva

    destaca que a economia de tempo com a elaborao de recei-tas diferenciadas o que estimula suas compras. Das aquisi-es mais recentes, uma tem sido pouco utilizada: a mquina de caf expresso. Saboroso e com um design diferenciado, as cpsulas que fazem a mquina funcionar custam em torno de R$ 25, uma caixa com oito unidades.

    Enquanto de um lado o consumo por esses brinque-dinhos cresce, os antigos favoritos das donas de casa an-dam esquecidos. Entre janeiro e novembro do ano passado, o faturamento no varejo de equipamentos da linha branca (geladeiras, foges, freezers, etc.) caiu 11% em comparao com o mesmo perodo de 2014. Esta foi a primeira queda em seis anos, segundo a empresa de pesquisa GFK.

    Indstria catarinense em cenaA Cadence pioneira em eletroportteis coloridos no

    Brasil. A empresa catarinense tem fbrica em Navegantes e inaugurou h pouco tempo uma nova sede em Balnerio

    Eletroportteis ganham espaos nos lares

    Suprfluos e muitas vezes pouco utilizados, produtos desse segmento esto cada vez mais presentes nas listas de casamento

  • Economia&Negcios Maro 2016 23

    Piarras, com centro administrativo e centro de distri-buio.

    De acordo com o diretor comercial do grupo JCS, do qual pertence a Cadence, Dirceu Brugalli, hoje em dia o consumidor procura por produtos que atendam suas necessidades, mas que sejam diferentes, moder-nos e fceis de usar.

    A Linha Colors Cadence a maior prova de que apostar na inovao traz bons resultados. Foi feito mui-to estudo de cor e tendncia para lanarmos em 2013 produtos com quatro cores diferentes que agregassem valor e que conquistassem o gosto do consumidor.

    Segundo Brugalli, a empresa prioriza o bem-es-tar dos seus consumidores, desenvolvendo produtos para facilitar o dia a dia do consumidor. O pblico da Cadence busca inovao, modernidade, tecnologia e praticidade, garante.

    Independentemente da atual situao econmi-ca, a Cadence vai manter os investimentos projetados em infraestrutura e, principalmente, no lanamento de novos produtos. Acreditamos que o mercado se man-tenha constante no primeiro semestre e que, a partir do segundo semestre, inicie uma reao de aumento do consumo, avalia.

    Loja especializadaDados recentes apontam que entre 2013 e

    2014, houve um aumento de 14,5% nas vendas de eletroportveis. De acordo com levantamento Euromo-nitor International, o segmento movimentou R$ 14,3 bilhes no perodo. Para acompanhar a tendncia, uma marca de Itaja migrou da venda de eletros popu-lares para trabalhar com tendncias de eletroportteis.

    A marca Hirt Eletro Prime reestruturou sua loja e se especializou em produtos que facilitam o dia a dia do lar. Liquidificadores, batedeiras e cervejeiras. De acordo com o diretor comercial da empresa, Alexan-dre Hirt, os clientes querem alm da funcionalidade do produto, decorar o ambiente.

    O ticket mdio da empresa gira em torno de R$ 750, mas h itens a partir de R$ 99. O mercado de eletrodomsticos forte. Em tempos de crise as pes-soas pesquisam mais, mas a demanda continua exis-tente. Acreditamos que este ano no haver retrao, mas tambm no h perspectivas de crescimento de-masiado, avalia Hirt.

    Quem casa quer... Moda, praticidade, sofisticao. Cada um tem

    seus motivos para optar pelos novos eletroportteis disponveis no mercado. Nas listas de casamento, eles so os produtos mais desejados. No tem cafe-teira moderna ou panela eltrica que fique de fora. As fritadeiras eltricas tambm so os xods da vez. A Revista Porturia pesquisou 10 listas de casamento na regio de Itaja e descobriu que, em vrias delas, ar-tigos como geladeira e fogo no esto entre os itens desejados.

    As novidades do segmento dispensam cada vez mais o uso de fogo e gs. Se voc cresceu com trauma de panelas de presso e o medo constante de que ex-plodissem, agora este problema foi resolvido. Segura, as panelas de presso eltrica possuem controle inter-no de temperatura, desligando automaticamente em caso de superaquecimento. Alm disso, promete cozi-nhar o feijo em poucos minutos.

    Seja pelas funcionalidades ou pelo design arro-jado, as panelas que ligam na tomada apareceram em oito das 10 listas analisadas e custam, em mdia, R$ 350. Em sete listas, os casais tambm incluram chalei-ras eltricas, sendo o custo mdio de R$ 99. Outro item que no pode faltar so as fritadeiras eltricas. Elas preparam alimentos macios por dentro e crocantes por fora sem a adio de leo. o fim das cozinhas engor-duradas e alimentao pesada. Esta inovao pode ser encontrada no mercado por at R$ 450.

    Nas lojas da Polishop, famosa pelos seus canais de venda na TV, a fritadeira eltrica ocupa o nmero 1 do ranking dos produtos mais vendidos. A panela de presso vem em segundo lugar, seguida de um inova-dora mquina de fazer sorvetes naturais.

    Inventam de tudoAs invenes no param por a. H ainda m-

    quinas de waffles, crepes e cupcakes (R$ 109,90 cada) e at pipoqueira eltrica (R$ 119,90). Mas, o produto mais revolucionrio, para quem sempre reclamou que no sabe nem mesmo fritar um ovo, a omeleteira eltrica. No tem como errar, rpido e fcil com luz indicadora de trmino de preparo. Basta bater os ovos, inventar o recheio e colocar tudo nesta omeleteira. O produto custa cerca de R$ 100.

  • 24 Maro 2016 Economia&Negcios

    Depois de comear 2016 com nveis preocupan-tes de contas em atraso, o consumidor catari-nense sentiu uma tmida melhora nas condies de pagamento das dvidas no segundo ms do ano. Conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimpln-cia (PEIC), realizada pela Fecomrcio SC, os trs indica-dores que compe a pesquisa caram: endividamento passou de 62,5% para 60,8, percentual de famlias com contas em atraso de 20,1% para 18,1% e aqueles que no tero condies de pagar de 13,0% para 10,7%.

    Os dados nacionais tambm mostram que o n-mero de famlias com dvidas recuou de 61,6% para

    60,8%, porm permanece superior aos 57,8% registra-dos no mesmo perodo de 2015.

    Mesmo com a ligeira queda no Estado, que mostra que os catarinenses esto renegociando suas dvidas, os nmeros so considerados bastante nega-tivos porque refletem a desacelerao da renda em termos reais. O consumidor tem poucos recursos dis-ponveis para o pagamento e tambm para efetivarem novas compras. O varejo est sentindo o impacto do comprometimento da renda no baixo volume de ven-das, conforme avalia o presidente da Fecomrcio SC, Bruno Breithaupt.

    Cai percentual de famlias inadimplentes e endividadas em SC

    Pesquisa mostra que os catarinenses esto renegociando as dvidas

  • Economia&Negcios Maro 2016 25

    Renda comprometidaO estudo tambm aponta que 31,1% das famlias com

    dvidas tm parcela expressiva da renda mensal destinada para o pagamento das contas atrasadas. O carto de crdito continua como o principal agente de endividamento (49,8%). Em segundo, terceiro e quarto lugar aparecem os carns (33,4%), financiamento de carro (31,5%) e de casa (15,5%).

    Florianpolis (85,7%) lidera a lista de cidades com o maior percentual de famlias endividadas, seguida por Blu-menau (58,3%) e Itaja (52,6%). Em termos estaduais, a per-cepo do nvel de endividamento melhorou: entre os que se declararam muito endividados, o ndice passou de 17,7% para 14,6% este ms; mais ou menos endividados 25,4%, nos dois meses; o indicador pouco endividados na faixa dos 20%; aqueles que responderam no ter dvidas desse tipo somam 39,1%, uma alta de 2,8% em comparao ao ms anterior.

    No que diz respeito ao tempo de comprometimento com as dvidas, a maioria dos catarinenses endividados tem dvi-das por mais de um ano (52,9%). Aqueles que tm dvidas at trs meses representam 18,2%. Entre trs e seis meses, so 7,2%. E por fim, entre 6 meses e um ano, so 10,7%.

    Embora os nveis de inadimplncia estejam prximos ao maior percentual da srie histrica, o resultado bastante estvel e no apresenta risco de descontrole, j que o tempo mdio com dvidas em atraso ainda se situa num patamar mo-derado (66 dias), enquanto que a inadimplncia que comea a preocupar, a partir dos 90 dias, permanece estvel.

  • 26 Maro 2016 Economia&Negcios

  • Economia&Negcios Maro 2016 27

  • 28 Maro 2016 Economia&Negcios

    Os investidores do Tesouro Direto devero contar com um simulador que permitir a comparao entre aplicaes do mercado financeiro e ttulos disponveis no programa. O objetivo ajudar os peque-nos poupadores a diversificar e maximar os ganhos, se-gundo os tcnicos do Tesouro Nacional que pretendem melhorar a compreenso da aplicao, pois nem sempre os investidores tm facilidade em escolher os ttulos den-tro do programa.

    A primeira fase de melhorias comeou em maro de 2015, quando o governo adotou medidas para tor-nar mais fcil a identificao dos papis negociados por meio do Programa Tesouro Direto, alm de um novo layout do site. A expectativa que o simulador, que deve ser liberado em abril, com a nova srie de melhorias do programa, atraia mais aplicadores, segundo Dbora Marques Arajo, da equipe do Tesouro Direto.

    O Tesouro Direto um programa de negociao de ttulos pblicos destinado a pessoas fsicas por meio da

    internet com aplicao mnima de R$ 30. Para o pequeno investidor, o Tesouro Direto considerado uma opo de investimento de baixo custo e segura. O governo ga-rante que os ttulos pblicos so considerados os ativos com menor risco da economia. Ainda muito popular, a poupana tem perdido da inflao e, s no ms passado, os saques superaram os depsitos em R$ 12,03 bilhes. De acordo com dados do Banco Central, foi a maior reti-rada lquida mensal registrada na srie histrica, iniciada em 1995.

    A nova ferramenta ser capaz de indicar ao inves-tidor qual o ttulo mais adequado para o perfil e para o objetivo financeiro dele. O simulador ajudar no hori-zonte de aplicao e o fluxo de remunerao que o in-vestidor quer. Na verdade, o simulador complementa a funcionalidade do orientador financeiro, com uma nova paginao e contemplar a parte de gerenciamento vir-tual e ainda ser capaz de comparar os produtos finan-ceiros, explicou Dbora.

    Tesouro Direto: simulador ajudar investidores

    a comparar aplicaes

  • Economia&Negcios Maro 2016 29

    Nova ferramentaAssim, ser possvel estabelecer comparaes

    entre os ttulos Tesouro Direto com a caderneta de pou-pana, com o Certificado de Depsito Bancrio (CDB), com Letra de Crdito Imobilirio (LCI) e Letra de Crdito Agrcola (LCA), por exemplo. Ser uma excelente fer-ramenta para ajudar o pequeno investidor. algo ino-vador e [a forma] como faremos no tem no mercado. No existe com esse nvel de complexidade e de abran-gncia, pois so comparados uma srie de produtos. As pessoas usaro o simulador para tomar decises, acrescentou Dbora.

    Eric Lisboa, tambm da equipe do Tesouro Direto, disse que se uma pessoa tiver R$ 1 mil ter mais facili-dade para identificar o retorno que ter no futuro com a nova ferramenta, ao fazer as comparaes. Qual eu vou ter o melhor retorno no futuro, daqui a tantos ano? O investidor colocar uma srie de parmetros sobre o tipo de investimento que ele quer fazer e ter uma res-posta. Acredito que ser um grande salto, um grande avano para ajudar o investidor a tomar as decises. O simulador est sendo elaborando em parceria com a BM&F.

    Extrato mais claroA Ouvidoria-Geral do Ministrio da Fazenda

    (OGMF) realizou, no ano passado, durante dois meses com os visitantes do portal uma pesquisa para saber se os visitantes do site sabiam como aplicar no Tesouro Direto. O resultado mostrou que 79% dos usurios no sabem como investir, 20% j ouviram falar, mas tm dvidas e apenas 1% sabe, inclusive j aplicou. Nesta nova srie de melhorias, alm do simulador, os respon-sveis pelo programa querem mudar isso e preparam um extrato que seja mais claro para os poupadores sem intimidade com a aplicao em ttulos pblicos.

    O extrato uma tabelinha, com um monte de informaes frias e brutas, disse Dbora. Nesta nova frente, queremos melhorar a comunicao e deixar o extrato mais didtico e intuitivo para o investidor. Pre-tendemos incluir um grfico para mostrar como foi a evoluo do investimento, completou.

    SeguranaOs tcnicos do Tesouro Nacional defendem que a

    compra de ttulos do governo federal segura, mesmo em um contexto de dvida pblica crescente. De acordo com eles, os ttulos pblicos so os ativos mais seguros em qualquer economia no mundo. Para a equipe res-ponsvel pelo Tesouro Direto, no Brasil, no diferente porque 100% garantido pelo Tesouro Nacional.

    Independentemente do valor, o aplicador tem garantias legais que permitem o pagamento dos resgates. O Tesouro Nacional mantm ainda o chamado colcho de liquidez, que uma reserva tcnica para honrar os compromissos com os credores da dvida do governo federal. Atualmente, est entre trs a seis meses e existem ainda as reservas interna-cionais, segundo Dbora. Tem uma srie de elementos para garantir a solidez e honrar esses ttulos colocados no merca-do. O Tesouro Direto representa menos de 1% da dvida do governo, disse.

    Como os recursos so garantidos pelo Tesouro Na-cional, no h necessidade de acionar o Fundo Garantidor Direto (FGC) entidade privada, sem fins lucrativos e que administra um mecanismo de proteo aos correntistas, pou-padores e investidores permitindo recuperar os depsitos ou crditos mantidos em instituio financeira, atualmente em at R$ 250 mil, em caso de interveno, de liquidao ou de falncia. Os ttulos do Tesouro Nacional no precisam do FGC, porque so garantidos pelo Tesouro Nacional e pelo Estado brasileiro. Ou seja, vai alm de governos, garante Dbora.

    BalanoEm janeiro, o nmero de investidores cadastrados no

    Tesouro Direto em um ms foi o mais alto desde o incio do programa, ao registrar 27.111 adeses (aumento de 194,1% em relao a janeiro de 2015), totalizando 651.469 inves-tidores cadastrados. De acordo como Tesouro Nacional, o nmero de novos investidores ativos no perodo tambm bateu recorde ao alcanar a marca de 13.885 (crescimento de 602,7% na comparao com janeiro de 2015), totalizando 247.830 investidores com posio.

    No ms, as vendas totais do Tesouro Direto, informou o Ministrio da Fazenda, chegaram a R$ 1,84 bilho. O esto-que alcanou montante de R$ 26,8 bilhes.

    Agncia Brasil

  • 30 Maro 2016 Economia&Negcios

    O Supremo Tribunal Federal garantiu Receita Federal o poder de obter infor-maes bancrias sem autorizao judi-cial. A deciso, tomada no final de fevereiro pela Corte, provocou muitas reaes entre o meio ju-rdico e empresarial. At ento, as informaes sobre os dados dos contribuintes eram sigilosas e s liberadas atravs da autorizao judicial de quebra de sigilo bancrio.

    O julgamento foi concludo no dia 24 de fevereiro, com nove votos a favor do Fisco. Se-gundo o advogado Kim Augusto Zanoni, scio do Silva e Silva Advogados Associados, somente dois ministros votaram a favor do contribuinte:

    "Estamos inseridos em um sistema poltico e jurdico que vem sucessivamente concedendo ao Estado mais e mais ferramentas para interfe-rir na vida privada de seus cidados. A deciso do Supremo subverte o prprio sentido do prin-

    cpio do sigilo dos dados bancrios, que nasceu justamente para proteger o cidado contra a atuao do Estado", aponta.

    Na mira da ReceitaDesde o incio do ano o tema o centro

    das atenes, justamente pelo aumento do con-trole da Receita Federal sobre as movimentaes financeiras. O Fisco j havia determinado por meio de uma instruo normativa que os bancos informassem transaes acima de R$ 2 mil fei-tas por pessoas fsicas e acima de R$ 6 mil, em caso de pessoa jurdica. A inteno, segundo o Fisco verificar a compatibilidade das informa-es prestadas pelos contribuintes ao imposto de renda.

    "O papel do Estado garantir a liberdade, e no fiscaliz-la", conclui o advogado especiali-zado na rea tributria.

    Deciso do Supremo acaba com o sigilo bancrio do contribuinte

  • Economia&Negcios Maro 2016 31

    Mercado Coluna

    Repulsa total a qualquer tentativa de ampliar a tributao do agronegcio. Essa a postura da Federao da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc) frente recente deciso do estado de Gois de tributar as exportaes de gros.

    Para evitar que essa medida contamine outras unidades da Federao, a Faesc associou-se Confe-derao da Agricultura e Pecuria do Brasil (CNA) no alerta sociedade sobre o perigo e os efeitos nega-tivos da onerao das exportaes do setor agrope-curio.

    O presidente Jos Zeferino Pedrozo aponta que a tributao reduz a competitividade do segmento que j enfrenta obstculos devido precariedade das ro-dovias, ferrovias e portos, o que constitui o chamado custo Brasil.

    A Faesc e a CNA condenam o Decreto n 8.548, de 29 de janeiro de 2016, do estado de Gois, que

    dispe sobre o diferimento de tributos nas operaes com soja e milho por se tratar de grave atentado produo agropecuria porque representa um aumen-to dos impostos que recaem sobre o contribuinte: o nus final ser transferido aos milhares de agricultores que se dedicam a essas lavouras. Lembram que a Lei Kandir veda a cobrana de ICMS sobre as exportaes de produtos bsicos ou semielaborados.

    Para Pedrozo, a inconstitucional tributao das exportaes enfraquecer um dos setores mais produ-tivos do Brasil, que resiste atual grave crise econmi-ca, ameaando o necessrio equilbrio entre sociedade e Estado.

    O presidente ainda lamenta que, depois de pro-porcionar sucessivos supervits de US$ 100 bilhes ao ano e, assim, salvar a balana comercial do Brasil, o agronegcio recebe, como retribuio, apenas mais tributao.

    Faesc contra a tributao das exportaes do agronegcio

  • 32 Maro 2016 Economia&Negcios

    Mercado Coluna

    A CEVA Logistics, uma das maiores empresas em gesto de cadeia de suprimentos do mundo, anunciou que concluiu com sucesso a implantao de um novo sistema de desembarao aduaneiro em toda sua operao nos EUA.

    A CEVA iniciou a mudana para introduzir sis-temas de ponta aps uma ordem da Alfndega dos EUA, que obriga todos os agentes de carga a proto-colar suas entradas usando o ACE (Automated Com-mercial Environment) at o final de fevereiro deste ano. Nessa ocasio, o ACE se tornar o principal sistema por meio do qual a comunidade comercial incluindo os embarcadores devero reportar todas as importaes e exportaes.

    Com o nosso incio de operao em 3 de no-vembro, fomos um dos primeiros grandes agentes no setor a cumprir a nova regulamentao, ime-diatamente aps a data original de ordem de im-plantao do ACE que era 1 de novembro. A nossa implantao com o CargoWise One, que oferece fun-cionalidade completa do ACE, um passo importan-te para o nosso negcio, disse Jane Pedersen So-rensen, vice-president customs brokerage & import services da CEVA.

    A CEVA comeou a trabalhar em seu novo link para o ACE em 2014, quando escolheu a Wise Tech Global e o seu programa CargoWise One como o sistema com o qual deseja conectar seu software interno, como o CEVA Matrix OFS e o Navigator, para oferecer uma plataforma moderna e mais fcil de usar para os usurios. O projeto removeu diversos sistemas legados e sincronizou todas as interfaces atuais de TI e links dos clientes.

    Sorensen acrescentou: Foi um pouco como derrubar uma antiga casa e reconstru-la sem o be-nefcio de todos os planos histricos. Foi um projeto desafiador e valioso. Nossa equipe de Desembarao merece o verdadeiro crdito por sua notvel dedica-o e um resultado sem problemas. Estamos muito satisfeitos com o novo sistema e com o fato de estar-mos prontos antes do novo prazo de 28 de fevereiro estipulado pela Alfndega dos EUA.

    O CargoWise One opera com tecnologia ba-seada em nuvem. Na prxima etapa, a CEVA lanar seu portal de cliente que permitir aos importadores melhor gerenciamento de seus negcios com a CEVA e dispor de informaes transparentes de desemba-rao aduaneiro.

    CEVA Logistics implanta com sucesso novo sistema de desembarao aduaneiro nos EUA

  • Economia&Negcios Maro 2016 33

    Mercado Coluna

    Os estrangeiros gastaram US$ 650 milhes no Brasil em janeiro. O valor 14,4% maior que o mesmo ms do ano anterior. Em compensa-o, o gasto dos brasileiros apresentou uma queda de 62,5%, passando de US$ 2,239 bilhes para US$ 840 milhes. As variaes geraram o menor dficit para ja-neiro na conta internacional do turismo em oito anos: US$ 190 milhes.

    Temos de aproveitar o cmbio favorvel nas duas pontas: atraindo mais estrangeiros para o pas e estimu-

    lando os brasileiros a consumirem mais turismo domsti-co, comentou o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves. Ele destacou que importante os empresrios estarem atentos a essa oportunidade de atrair e cativar pblicos qualificados, com elevados gastos.

    Em 2015, a balana comercial do turismo fechou com um dficit de US$ 11,5 bilhes, US$ 7,2 bilhes a menos que 2014. So mais de R$ 20 bilhes que deixa-ram de ser gastos no exterior e, pelo menos parte deste montante, poderia ser gasto no Brasil

    Gastos de estrangeiros no Brasil crescem 14,4%

    Divulgao/Embratur

  • 34 Maro 2016 Economia&Negcios

    Mercado Coluna

    Santa Catarina foi o Estado escolhido pelos embaixadores da Unio Europeia para um roteiro de visitas que ocorre todos os anos durante o ms de maio. Os detalhes da prepara-o do encontro j comearam a ser discutidos entre o governador Raimundo Colombo, o secre-trio de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond e o embaixador da Delegao da Unio Europeia no Brasil, Joo Gomes Cravinho. A co-mitiva que vir a Santa Catarina ser formada por 25 embaixadores e seus conselheiros eco-nmicos.

    Colombo informa que a visita muito po-sitiva para o Estado no sentido de estimular as parcerias e novas atividades.

    "No cenrio atual, ns e o Brasil como um

    todo, precisamos ampliar a relao internacio-nal. Quem fizer isso com mais qualidade, vai colher os melhores frutos", afirma o governador.

    A diversidade econmica e cultural de Santa Catarina, ndices de desenvolvimento so-cial, como o grau de escolaridade da populao so apontados como um dos motivadores da visita do grupo europeu. Cravinho j antecipou que a comitiva ter interesse em conhecer os projetos desenvolvidos pelo Estado na rea da Cincia, Inovao e Tecnologia, setor apontado por eles como um dos em ascenso e que mais contribuir com a nossa economia.

    Alm das atividades no mbito econmi-co, a programao sugerida em Santa Catarina tambm contar com apresentaes culturais.

    Santa Catarina receber visita de comitiva de embaixadores europeus em maio

  • Economia&Negcios Maro 2016 35

    Mercado Coluna

    Com trs anos de atuao, a Associao Brasileira de Operado-res Logsticos (Abol) divulgou o ingresso de trs importantes empresas como associadas. So elas: Multilog, Katoen Natie e Sequoia

    O associativismo no mundo, e tambm no Brasil, a forma mais inteligente, estruturada e democrtica de se promover os avan-os necessrios para os setores da economia. Ao receber e dar as boas-vindas aos novos associados iniciamos 2016, ainda que um ano desafiador, com um evento extremamente alvissareiro, comenta o presidente do Conselho Deliberativo da Abol, Gennaro Oddone.

    Para o CEO da Multilog, Djalma Vilela, filiar-se Abol mo-tivo de muita satisfao. Estamos felizes, pois acreditamos que a entidade, nesses trs anos de existncia, vem contribuindo para o fortalecimento do setor.

    O presidente da Katoen Natie no Brasil, Jurgen De Cock, sen-te-se honrado em fazer parte da associao que agrega as maiores empresas do setor, somando experincias que possibilitaro um po-der comum frente s adversidades ligadas s atividades logsticas no Brasil a plataforma ideal para a troca de informaes, experincias e possibilidade de discusses construtivas sobre assuntos pertinentes aos operadores logsticos inseridos em um ambiente desafiador.

    Ao recebermos a Multilog, lder no setor em Santa Catarina, segundo maior complexo logstico-porturio do pas, estratgico, conquanto aportamos no quadro um representante importantssimo para a regio sul do Brasil. J a chegada da Katoen Natie na Abol traduz o ingresso de muita experincia e qualificao, haja vista ser uma empresa multinacional com tradio de mais de 160 anos em muitos segmentos, e muitos pases. Quanto Sequoia, empresa com expertise em varejo e e-commerce, traduz a fora e a pujana de uma empresa jovem, inovadora, fazendo jus ao seu prprio nome, uma das rvore mais antigas da biosfera, finalizou o diretor executivo e CEO da Abol, Cesar Meireles.

    ABOL anuncia ingresso de trs novos associados

  • 36 Maro 2016 Economia&Negcios

    Mercado Coluna

    No ms de fevereiro, o estaleiro catarinense Intech Boating completou 9 anos de fundao, com cer-ca de 180 embarcaes produzidas navegando em mares brasileiros.

    A empresa nasceu a partir da viso empreendedo-ra e da paixo pelo universo nutico do executivo Jos A. Galizio Neto e iniciou suas atividades com a fabrica-o de barcos para uso profissional, como praticagem, resgate, patrulhamento, apoio porturio e transporte de tripulaes. Apenas nos trs primeiros anos de ativida-des, foram produzidos mais de 30 barcos destinados a operaes pesadas, que formaram a primeira linha do estaleiro, batizada de Intech Professional Boats.

    O sucesso e profissionalismo da Intech Boating foram fatores decisivos para uma aproximao com a marca italiana Sessa Marine, que passou a ter suas embarcaes fabricadas no Brasil com exclusividade pelo estaleiro. Desta forma, a experincia, a tecnologia e o design inovador da Sessa Marine foram unidos ao comprometimento, fora de trabalho e conhecimento de mercado da Intech Boating. A parceria foi formalizada durante o Rio Boat Show de 2011, ocasio em que fo-ram apresentados os primeiros modelos fabricados na-cionalmente.

    Outro ano importante para a histria da Intech

    Boating foi o de 2013, com a inaugurao de seu novo espao fabril em Palhoa, na Grande Florianpolis, com 20 mil m2 de rea e capacidade para produo de bar-cos de at 50 ps. No mesmo ano, o estaleiro atingiu o nmero de 100 embarcaes produzidas.

    Atualmente, tem em seu portflio modelos que se destacam no mercado nutico, como os iates Sessa C36, C40, C42 e F42, alm das lanchas KL27 e KL28, que formam a linha esportiva Key Largo, tambm de origem italiana, e a continuidade da linha Intech Professional Boats, com a embarcao IB360. A Intech Boating con-ta com mais de 120 colaboradores diretos, que formam uma das equipes mais qualificadas no setor nutico bra-sileiro.

    Acredito que o sucesso da nossa trajetria est ligado relao interpessoal da Intech Boating com nos-sos clientes e com o mercado nutico, afirma Jos A. Galizio Neto, presidente do estaleiro. Nestes nove anos de existncia, construmos relacionamentos prximos, baseados na confiana, continua o executivo. Sobre o futuro da empresa, Neto afirma: Entrando agora no nosso 10 ano de histria, estamos nos preparando para apresentar mais novidades, ampliando nossa gama de produtos e investindo em novas tecnologias, materiais e processos.

    Intech Boating completa 9 anos de atuao no setor nutico

    Estaleiro catarinense est frente da fabricao das lanchas Sessa Marine no Brasil, alm de outras duas marcas

  • Economia&Negcios Maro 2016 37

    O diretor executivo da Fecomrcio SC, Jos Agenor de Arago Ju-nior assumiu a diretoria de Inovao para Competitividade do Movimento Catarinense pela Excelncia (Excelncia SC). Arago faz parte do time da nova presidncia, cuja gesto se estende at 2018.

    Um dos desafios do Excelncia SC tornar o Modelo de Excelncia da Gesto (MEG) referncia em todo o Estado e garantir s empresas mais acesso s solues. Atualmente, uma em cada cinco organizaes que atuam em Santa Catarina usam de forma regular o modelo de exce-lncia da gesto.

    "Nosso desafio agora melhorar a competitividade das empresas e a qualidade de vida por meio da inovao e tecnologia, criando uma cultura de mercado mais sustentvel que estimule o desenvolvimento da competncia nata do catarinense para o empreendedorismo", comenta itajaiense Arago.

    O Movimento Catarinense pela Excelncia faz parte da Rede Nacio-nal de Gesto, formada por parceiros nacionais, regionais e setoriais.

    Mercado Coluna

    Itajaiense assume diretoria de inovao da Excelncia SC

  • 38 Maro 2016 Economia&Negcios

    Mercado Coluna

    O presidente da Federao das Indstrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco Jos Crte, esteve em Itaja na ltima semana de fevereiro e palestrou para mais de 60 pessoas sobre o cenrio econmico do ano passado e os desafios para 2016. A explanao ocorreu na Associao Empresa-rial de Itaja (ACII). Na ocasio, Crte explicou que os fatores que influenciaram a economia no ano passado devem se repetir neste ano e demonstrou-se preocu-pado com o desemprego. a face mais perversa da crise, contamos hoje com 10 milhes de desempre-gados.

    Ele tambm fez uma retrospectiva da economia mundial em 2015, citando que o Brasil teve um de-crscimo de -3,8% na taxa de crescimento. Entre os maiores fatores e reflexos do fraco desempenho eco-

    nmico, o presidente frisou as incertezas polticas, o baixo investimento, a inflao elevada, a queda da confiana dos investidores, a reduo da oferta de emprego e as altas taxas de juros.

    Na sequncia apresentou um parmetro geral da indstria catarinense. Hoje o Estado conta com 52 mil indstrias, sendo o 4 do Brasil em empresas cons-titudas e o 5 em nmeros de trabalhadores, repre-sentando cerca de 31% do Produto Interno Bruto (PIB) de SC. Uma porcentagem 11% maior se comparada a mdia nacional. Tambm citou que em janeiro de 2016, SC foi o 2 que mais gerou emprego. Em 2015, o Estado teve uma queda na produo industrial de -7,9%. Camos tambm em exportao (-15%), impor-tao (-21%) e gerao de emprego, mas ainda temos um cenrio melhor que o restante do pas.

    Presidente da Fiesc demonstra preocupao com o desemprego

  • Economia&Negcios Maro 2016 39

    Mercado Coluna

    A Editora Univali est lanando a segunda edio do livro Adminis-trao de materiais um enfoque logstico, de autoria de Mrcio Jacobsen, professor da universidade. A obra um guia prtico para estudantes e empresrios que procuram estratgias para diversas situa-es do dia a dia.

    Ele prope-se a otimizar os proces-sos para reduo de custos, est dividido em 18 captulos e conta com a colaborao dos professores Marco Antnio Harms Dias, Guido Renato Miranda, Elton Jos Blageski Junior e Caio Santangelo.

    O administrador precisa levar em

    considerao o consumo contnuo e a sazo-nalidade, a identificao de cada produto, que deve ser compreendido tanto pelo con-sumidor como pelo fornecedor, e o desen-volvimento de um sistema inteligente que possa integrar o setor de compras e o de contabilidade, resume Jacobsen.

    Na publicao o autor filtrou o con-tedo que utilizava em sala de aula e acres-centou as experincias profissionais que de-monstram a aplicao dos conceitos abor-dados. Alm disso, ao final de cada captulo ele disponibiliza exerccios de fixao. A obra custa R$ 65 e pode ser adquirida pelo site univali.br

    Livro aponta solues estratgicas para administrao de materiais

  • 40 Maro 2016 Economia&Negcios

    PortosdoBrasil

  • Economia&Negcios Maro 2016 41

    ArtigoArtigoA soluo para a recesso econmica passa pelo apoio ao setor empresarial

    Se em perodos de sade poltica e financeira j se falava em dificuldades para empreen-der no Brasil, o atual momento de recesso econmica no pode seno alar o empresariado ptrio categoria de heri nacional, classe de verdadeiros highlanders do tortuoso mercado brasileiro.

    Com a inflao de novo galopante, na casa dos dois dgitos (quase 11%), no difcil en-tender que, enquanto o empresrio sustenta toda a estrutura, o pobre quem sofre na pele as consequncias do ultrapassado modelo de democracia implementado no Brasil.

    A alta da inflao e o pessimismo causado pela instabilidade poltica levaram em conjunto queda nos nveis de consumo a um patamar baixo o suficiente para estimular os bancos a corta-rem drasticamente o crdito de todo o empresariado nacional. Boa parte dos empresrios do pas hoje enfrenta uma dura queda de brao com as instituies financeiras, cujos lucros, apenas para as operaes dentro do Brasil, so recorde a nvel mundial: Ita e Bradesco lucraram juntos nada menos do que R$ 40 bilhes no Brasil em 2015.

    A queda nos faturamentos das empresas, por sua vez, aliada ao aumento dos custos pela inflao que em insumos como a energia eltrica chegou a 100% no ltimo ano , legislao trabalhista obsoleta, encargos sociais e tributos em constante alta, tem tornado cada vez mais im-pagvel a conta dos bancos s maiores taxas de juros do mundo e do Fisco, em um movimento sistmico.

    Nesse cenrio, o projeto do governo federal para combater a crise econmica com puro e simples aumento de tributos no mnimo kamikaze, j que, pressionando com isso a inflao, au-mentar, como uma bola de neve, todos os reflexos j mencionados acima, sufocando e quebran-do empresas, que so quem gera empregos, paga salrios a funcionrios, sustenta a Previdncia, abastece o mercado com bens de consumo, entre outros.

    O pior prejudicado no quadro de demisses em massa e inflao a classe de baixa renda, que, sem o emprego, no tem condies sequer de prover a prpria subsistncia.

    Por essa razo, a sociedade civil como um todo deve se mobilizar para participar ativa-mente no processo de desenvolvimento de um plano realmente srio de saneamento da macroe-conomia brasileira.

    O corte de gastos pblicos e a diminuio de barreiras burocrticas, e no o aumento de tributos, a resposta para a recesso econmica. A prova disso que a arrecadao federal caiu 6% no ano de 2015, a despeito dos aumentos nas alquotas dos tributos. O esprito do lendrio heri ingls Robin Hood que devolvia, como ato de justia, populao os tributos excessivos cobrados fora pelo xerife de Nottingham mostra que ainda no aprendemos a nos governar.

    Nesse ponto, importante mencionar que o Poder Judicirio no vem cumprindo efetiva-mente seu papel institucional, fazendo vista grossa a esse movimento sistmico, enquanto buro-crata que , defendendo visivelmente o Fisco e os bancos, que durante anos esculpiram a legislao brasileira, em uma relao verdadeiramente prostituda com o Poder Legislativo. E a continuao dessa vista cega para o movimento da economia e a necessidade da classe empresria vai trazer danos imensurveis ao pas, com reflexos para cada um dos cidados.

    A urgncia mostra que no h mais espao para o protecionismo aos bancos e ao Fisco, sob pena de quebrar o empresariado nacional e inviabilizar de vez a recuperao da economia.

    Nessa atual circunstncia, cabe ao setor empresarial, por sua vez, como nica alternativa para a sobrevivncia, unir-se em torno de um movimento de mudana estrutural do Estado bra-sileiro, ao mesmo tempo em que executa uma estratgia jurdica de combate agressividade dos bancos e do Fisco, de modo a manter o nvel de emprego e de circulao do mercado. S assim existir luz no fim do tnel.

    Projeto governamental de combate recesso econmica golpe de misericrdia no setor empresarial

    Kim Augusto Zanoni OAB/SC 36.370

    Scio do escritrio Silva e Silva Advogados Associados.Ps-graduado em Direito Empresarial e Advocacia Empresarial pela Universidade Anhanguera.Ps-graduando em Direito Tributrio pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributrios (IBET).Advogado atuante nas reas Tributria, Aduaneira e Societria em nvel administrativo e contencioso.

    A participao do Porto de Santos na balana co-mercial brasileira foi de US$ 6 bilhes, registran-do aumento de 5,26% na participao sobre o total brasileiro em relao a janeiro do ano anterior. As operaes realizadas pelo complexo santista responde-ram por 28% dos US$ 21,6 bilhes movimentados pelo comrcio exterior do pas. Se considerado exclusivamen-te o comrcio exterior realizado atravs dos portos, a participao de Santos fica em 37% sobre o total bra-sileiro.

    As exportaes, com participao de 48,33% so-bre o geral, alcanaram US$ 2,9 bilhes, equivalente a 26,1% do total brasileiro de US$ 11,2 bilhes. Caf em gros, milho e acar de cana, respectivamente, estabe-lecem o ranking das cargas de maior valor embarcadas no porto santista.

    O caf superou US$ 319,0 milhes, equivalente a 10,9% do total exportado, embarcado principalmente para Estados Unidos, Alemanha e Itlia. O milho chegou a US$ 274,3 milhes, 9,4% das exportaes realizadas, com predominncia para Vietn, Japo e Ir. O acar de cana atingiu o valor de US$ 172,6 milhes, 5,9% do total exportado.

    As importaes responderam por 51,66% do mo-vimento geral, totalizando US$ 3,1 bilhes, equivalente a 30,0% do total brasileiro de US$ 10,3 bilhes. leo diesel, caixas de marcha e partes para avies e helicp-tero foram, respectivamente, as cargas mais desembar-cadas em Santos quanto ao valor comercial.

    O diesel chegou a US$ 40,16 milhes, equivalente a 1,30% das importaes no perodo, vindo dos Estados Unidos e Reino Unido. Caixas de marcha responderam por 1,24% do total importado, registrando US$ 38,33 milhes, tendo Japo, Indonsia e Coria do Sul como principais origens. Partes de avies e helicpteros al-canaram US$ 34,83 milhes, 1,12% das importaes, vindas, prioritariamente, do Japo, Estados Unidos e Espanha.

    PortosdoBrasil

    Porto de Santos amplia participao na balana

    comercial

  • 42 Maro 2016 Economia&Negcios

    PortosdoBrasil

    O Porto de So Francisco registrou um momento his-trico em fevereiro. Depois de 25 anos, o terminal voltou a fazer operao de celulose. O primeiro navio, com 5 mil toneladas, teve como destino o Golfo dos Estados Unidos. O segundo embarque foi no dia 8 de maro, com mais 5 mil toneladas, e o terceiro ser no dia 18, com 7 mil toneladas. A carga da empresa sul-mato-grossense Eldorado Brasil e a viabilizao da movimenta-o via So Francisco se deu graas ao esforo conjunto do armador Gearbulk e da Seatrade.

    De acordo com o presidente do Porto de So Fran-cisco do Sul, Paulo Corsi, o momento muito importante, j que a exportao de celulose uma alternativa para amenizar os impactos da crise econmica.

    _ O Brasil um dos grandes produtores mundiais de celulose e deve isso a suas caractersticas naturais, como a capacidade de reflorestamento. Por sua vez, a celulose um dos poucos produtos que com a alta do dlar se man-tm competitivo no mercado, pois existe muita demanda. Para o Porto de So Francisco do Sul, entrar na rota de ex-portao de celulose significa uma excelente oportunidade de desenvolvimento _ comenta Paulo.

    Em 2015, o Brasil produziu cerca de 13 milhes de toneladas de celulose. A previso que em 2022 o nme-ro chegue a 22 milhes de toneladas por ano.

    "A empresa Eldorado Brasil movimentava a sua carga exclusivamente pelo Porto de Santos, mas com o aumento da produo, foi necessrio buscar uma nova alternativa para a evaso dessa mercadoria", explica o presidente.

    Para que a operao se tornasse vivel, foi neces-srio um acordo com a mo de obra avulsa. De acordo com Lierte Amorim Moreira, diretor da Seatrade - empresa responsvel pelo agenciamento da operao - o trabalho comeou em dezembro de 2015.

    "Fizemos algumas adequaes para tornar a opera-o vivel, como a criao de uma tarifa especifica para a operao de celulose e a remunerao dos trabalhado-res avulsos. Alm disso, em dezembro, os trabalhadores foram at Santos para conhecer o produto e entender a maneira correta de oper-lo", comenta Lierte.

    O diretor tambm refora a importncia da movi-mentao de celulose para a economia de So Francisco do Sul. " A mo de obra avulsa representa uma fatia signi-ficativa da operao porturia e, dessa forma, a operao da celulose ir afetar positivamente toda a cadeia produ-tiva do municpio".

    A empresa Eldorado Brasil uma das maiores pro-dutoras de celulose do Brasil e agora exporta a sua mer-cadoria pelo Porto de Santos e pelo Porto de So Francisco do Sul.

    Porto de So Francisco do Sul entra na rota da celulose

  • Economia&Negcios Maro 2016 43

    Rua Manoel Vieira Garo, 10 Sala 204 - Esq. Dr. Jos Bonifcio MalburgCep: 88301-425 Centro- Itaja SC Edifcio PHD

    PortosdoBrasil

    Representantes dos sindicatos de mo de obra avulsa que operam em Itaja estiveram reunidos com a Autoridade Porturia e com o deputado federal D-cio Lima, para solicitar o apoio poltico do parlamentar catarinense na liberao dos recursos para a concluso das obras de reforo e realinhamento dos beros 3 e 4. A obra foi iniciada em abril de 2014 e a previso era para estar concluda em 18 meses. No entanto, com o contingenciamento dos recursos, feitos pelo governo federal, a entrega da obra est atrasada e os servios seguem em ritmo lento.

    A liberao desses recursos ser fundamental para que possamos concluir as obras dos dois beros pblicos em curto espao de tempo e, a partir da, voltarmos a operar no Porto Pblico, abrindo a possi-bilidade da movimentao de carga geral, informa o superintendente do Porto de Itaja, Antonio Ayres dos Santos Jnior.

    Para o presidente do Sindicato dos Estivadores de Itaja, Saul Airoso da Silva, a concluso das obras dos beros 3 e 4 de extrema importncia, porque cria a

    Trabalhadores se mobilizam para concluso das obras dos beros 3 e 4

    possibilidade aumento da movimentao do Porto de Ita-ja em at 50%. Aumenta tambm o ganho do trabalhador porturio, que vem sentindo drasticamente o impacto da paralisao das obras nos dois beros, mas principalmente impulsiona a economia local e regional, diz Silva.

  • 44 Maro 2016 Economia&Negcios

    PortosdoBrasil

    Prestes a completar um ano desde que o Porto de Itaja perdeu 50% da movimentao de contineres, a APM Terminals encontrou uma estratgia de recuperao: atacar o mercado de carga geral, movimentando mercado-rias que no utilizam continer. Na ltima semana de feverei-ro, empresa responsvel pelas operaes de carga no Porto de Itaja movimentou pouco mais de 13 mil toneladas dessas cargas especiais. A alternativa traz um respiro para o termi-nal que sofre o baixo movimento.

    O navio BBC Congo, originado do Porto de Anturpia, na Blgica, desembarcou 6,5 mil toneladas de estacas-pran-chas aos estaleiros localizados em Santa Catarina, enquanto o BBC Ohio embarcou 6,7 mil toneladas de bobinas de ao para a Argentina.

    De acordo com o diretor comercial da APM Terminal no Brasil, Felipe Fioravanti, este tipo de operao no atrapalha as movimentaes tradicionais de continer. Pelo contrrio,

    APM Terminals ataca mercado de carga geral

    Enquanto no h programao de novos cargueiros de contineres,

    operador porturio de Itaja movimenta cargas de grande volume

  • Economia&Negcios Maro 2016 45

    PortosdoBrasil uma estratgia comercial encontrada para alavancar os servios porturios, j que em julho do ano passado o Porto de Itaja perdeu cerca de 50% das operaes das chamadas linhas asiticas para o porto privado de Nave-gantes, a Portonave.

    S em fevereiro, houve um aumento de 54% na movimentao de carga-geral em comparao com toda a carga-geral operada em 2015. Ao realizar esse servio, a APM tambm aumenta o nmero de chamadas para os trabalhadores da Unio. Cada perodo de operao demanda cerca de 45 trabalhadores. As duas operaes combinadas refletiram em uma renda bruta aproximada de R$ 640 mil para os trabalhadores porturios avulsos, de acordo com o rgo Gestor de Mo de obra (OGMO).

    Este tipo de operao uma boa oportunidade para janelas disponveis de atracao. Alm disso, est alinhada nossa estratgia de continuar alavancando servios, empresas e a economia de Itaja, afirma Fio-ravanti. So esperadas, pelo menos, mais trs operaes de carga geral em maro.

  • 46 Maro 2016 Economia&Negcios

    A Portonave conquistou, pela terceira vez, o Prmio Expresso de Ecologia, a maior premiao ambien-tal da regio sul do Brasil. O terminal venceu na categoria Recuperao de reas Degradadas com o Nos-sa Praia, projeto de recuperao e proteo da orla de Navegantes. Os 27 vencedores da 23 edio do prmio

    foram conhecidos no dia 15 de fevereiro. A Portonave j venceu o Expresso de Ecologia ou-

    tras duas vezes, na categoria Gesto Ambiental. Em 2009, com o projeto Portonave: Compromisso com o Meio Am-biente e em 2011 com o case Compromisso com Desen-volvimento Sustentvel, ambos destacando o compro-

    PortosdoBrasil

    Portonave uma das vencedoras do 23 Prmio Expresso de Ecologia

    Cerimnia de entrega do trofu ser em Florianpolis em agosto

  • Economia&Negcios Maro 2016 47

    PortosdoBrasil

    O engenheiro civil Thiago Andrade Godoi assumiu, no fim de fevereiro, a presidncia do Conselho de Autoridade Porturia (CAP) de Itaja. Godoi foi indicado pelo Governo Federal, em substituio a Leila Cristina Miateli Pires.

    Graduado pela Universidade de Braslia, Godoi servidor de carreira do Ministrio do Planejamento, na funo de analista de infraestrutura. Atualmente est lotado no Departamento de Outorgas Porturia da Secretaria de Portos da Presidncia da Repblica (SEP). Tambm atua como presidente do CAP de So Francisco do Sul desde outubro de 2014.

    CAP de Itaja tem novo presidente

    misso da empresa com a sustentabilidade por meio de um sistema de gesto ambiental pr-prio. Com ele, desenvolve-se uma srie de aes fundamentais para a preservao ambiental, como o tratamento de efluentes, o controle da poluio do ar, o monitoramento da gua, a co-leta seletiva de lixo, o inventrio de carbono, etc.

    O case vencedor deste ano o projeto Nossa Praia. O Nossa Praia resultado de um Plano de Recuperao de reas Degradadas (PRAD) como medida de compensao pelo uso da rea para ampliao do ptio de contineres do terminal porturio. O projeto visa a recupera-o da faixa de restinga da orla municipal, com o objetivo de restaurar e dar as condies necess-rias para preservao ambiental e uso consciente e sustentvel da praia. Sero 102 hectares o equivalente a mais de 100 campos de futebol compreendidos pela iniciativa, considerada uma das maiores obras de recuperao de orla de praia urbana do Brasil. As obras iniciaram em maro de 2015 e tm durao de 36 meses.

    A Portonave acredita e trabalha com o desenvolvimento alinhado sustentabilidade. Por isso, buscamos junto aos rgos respons-veis para que os recursos dessa compensao fossem direcionados para aes efetivas em Na-vegantes. Essa conquista mostra que para ns o respeito ao meio ambiente um compromisso, sustenta o diretor-superintendente administrati-vo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas.

    A cerimnia de entrega do trofu Onda Verde ser no Frum de Gesto Sustentvel 2016, que ser realizado em agosto, em Floria-npolis. Nesta edio participaram 129 projetos ambientais.

  • 48 Maro 2016 Economia&Negcios

    PortosdoBrasil

    O Porto Itapo, localizado no Norte de Santa Catari-na, registrou um aumento de 14,50% no volume de cargas em 2015, com um total de 548.463 TEUs (medida padro para contineres) movimentados, contra 478.982 TEUs em 2014. As movimentaes contabilizadas no Terminal incluem operaes de longo curso (importa-o e exportao), transbordo cabotagem, movimentao de contineres vazios e remoes.

    A evoluo ocorreu tanto no segmento de longo

    curso, onde houve um aumento de 18,6%, quanto no de cabotagem, onde o acrscimo foi de 38%. Apenas nas operaes de transbordo houve pequeno recuo, de 7,3%, sem afetar, contudo, a performance geral positiva.

    Para a Direo do Porto Itapo, o bom desempenho, a despeito da crise pela qual passa o Pas, comprova que o Terminal, em pouco mais de quatro anos de operao, consolidou a sua vocao entre um dos mais importantes portos de cargas conteinerizadas do Brasil.

    Porto Itapo registrou aumento na movimentao de carga em 2015

  • Economia&Negcios Maro 2016 49

    PortosdoBrasil

    Desde o incio do ltimo trimestre de 2015, a Direo de Itapo previa a possibilidade de ga-rantir uma performance positiva para o ano, visto que em outubro o terminal bateu o seu recorde mensal de movimentao de carga, com 56 mil TEUs movimentados no ms. O recorde anterior era de junho de 2013, com 51 mil TEUs.

    Patrcio Junior, Presidente do Porto Itapo, afirma que o Terminal tem se destacado no apenas nas crescentes movimenta-es, mas tem conquistado seu espao num ambiente de intensa competividade, o que excelente para o desenvolvimento do Pas, que valoriza o empreendimento mais eficiente e de melhor perfor-mance". O resultado disso, afirma, " a satisfao do cliente, uma das premissas do Porto Itapo.

    Outros indicadores de performance em 2015 merecem des-taque. Em setembro, o terminal bateu o seu recorde de produtivi-dade, alcanando 145,7 MPH (movimentos por hora) e 37 movi-mentos por equipamento (portiner). Como consequncia, Itapo passa a ser um dos terminais porturios mais eficientes do Pas, e est entre mais geis do Planeta, pelo critrio de produtividade medida por MPH, frente de portos reconhecidos como os melho-res do mundo, entre os quais Cingapura, Hong Kong, Roterdam, e Hamburgo.

    Tambm no ano passado coube a Itapo fazer o primeiro embarque de carne bovina brasileira para a China, aps o acordo bilateral firmado entre os dois pases. E, ainda no ano passado, foi instalada uma unidade do MAPA - Ministrio da Agricultura, Pe-curia e Abastecimento dentro do terminal, permitindo a reduo em 50% no tempo de liberao de cargas.

    Alm disso, teve incio em Itapo o sistema que permite a pesagem das cargas no prprio levante do RTG (guindaste utiliza-do para movimentar os contineres dentro do ptio do terminal), o que garante maior economia de tempo, segurana e eficincia s operaes. Itapo o primeiro terminal da Regio Sul do Brasil a contar com este sistema.

    Localizado na Baa da Babitonga, litoral norte de Santa Ca-tarina, o Porto Itapo comeou a operar em junho de 2011 e hoje o sexto maior terminal de contineres do Pas, segundo a AN-TAQ (Agncia Nacional de Transportes Aquavirios). A localizao privilegiada do Terminal, prximo a grandes centros produtores, como Curitiba e Joinville, e servido por eficiente malha rodoviria, garante diferencial logstico ao Porto, que tem como acionistas a Aliana Navegao, a Logz Logstica Brasil S/A e o Grupo Batiste-lla.

  • 50 Maro 2016 Economia&Negcios

    PortosdoBrasil

    O diretor-superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, recebeu na ltima semana de fevereiro os representantes da Bolognesi Engenharia e da Shell Trading. O encontro ocorreu na sede administrativa da SUPRG e parte do cronograma de atividades de instalao dos projetos da Bolognesi em Rio Grande. A empresa responsvel pela implantao de uma usina termeltrica a gs e pela planta de regaseificao de GNL na cidade, com investimentos de R$ 3,3 bilhes.

    Dentro do cronograma de etapas a serem cumpridas, reunies de alinhamento de informaes so importantes para o bom andamento de um projeto de grande relevncia para o municpio e para o Estado, afirma o diretor-superintendente, Janir Branco.

    O empreendimento, na regio sul, vai gerar 1.238 MW a partir do gs natural, correspondendo a 30% da energia eltrica do Rio Grande do Sul. O projeto da usina termeltrica a gs de Rio Grande foi contemplado pelo ltimo leilo da Agncia Nacional de Energia Eltrica (Aneel) para o segmento, o Leilo de Energia A-5, realizado em 2014. O projeto inclui ainda um per de atracao, o terminal de regaseificao e um gasoduto de transferncia.

    Porto do Rio Grande recebe representantes da Bolognesi e Shell Trading

    GugaVW

    Janir Branco, diretor-superintendente do Porto do Rio Grande

  • Economia&Negcios Maro 2016 51

  • 52 Maro 2016 Economia&Negcios