Revista Porturia 09 de Maio de 2014

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Revista Porturia 09 de Maio de 2014

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  • 4 Maio 2014 Economia&Negcios

    NDICE

    www.revistaportuaria.com.br

    Confira o que falta para o incio da obra da novabacia de evoluo do Complexo Porturio de Itaja

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    54

    Duas vezes por semana, a Revista Porturia atualiza o blog da publica-o, que tem sempre informaes exclusivas sobre tudo o que acon-tece no mundo dos negcios no Brasil. O informativo jornalstico en-caminhado duas vezes por semana para uma base de dados segura e criteriosamente construda ao longo de 15 anos de mercado, formada por mais de 90 mil empresas. Composto por notcias econmicas de interesse de empresrios, polticos e clientes, o blog trata de todo e qualquer tema que envolva economia, especialmente aqueles voltados aos terminais porturios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Para-n. Se voc souber de alguma novidade, tiver informaes relevantes sobre temas econmicos e quiser contribuir com o trabalho da Revista Porturia, entre em contato com a reportagem no endereo eletrnico: jornalismo@revistaportuaria.com.br

    Revista Porturia tambm est na web com informaes exclusivas

    Volvo Ocean Race: menos de um ano para Itaja voltar a

    sediar um dos maiores eventos

    do mundo

    12Os desafios do transporte de cargas no Brasil 16BMW criar mais de mil empregoscom nova fbrica em Santa Catarina

    Ministro dos Portos ressalta importncia de Santa Catarina na atividade porturia brasileira

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  • Economia&Negcios Maio 2014 5

    Editora BittencourtRua Jorge Matos, 15 | Centro | Itaja Santa Catarina | CEP 88302-130 Fone: 47 3344.8600

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    A Revista Porturia no seresponsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que so de inteira responsabilidade de seus autores.www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

    ANO 15 EDIO N 171 MAIO 2014

    EDITORIAL

    Comercial para todo o Brasil

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    Os desafios do transporte de cargas no Brasil

    O Brasil caiu 20 posies no ranking mundial de lo-gstica do Banco Mundial (Bird), que mede a efici-ncia dos sistemas de transporte em 160 pases. O relatrio, divulgado no final de maro, leva em conta a percepo dos empresrios em relao eficincia da infraestrutura de transporte. O Brasil passou a ocupar o 65. lugar no ranking. Trata-se da pior colocao desde que o ranking foi lanado, em 2007.

    Na reportagem especial, a Revis-ta Porturia Economia & Negcios vai expor, um resumo dos problemas e possveis solues para melhorar o trans-porte de carga que tem papel fundamen-tal para o desenvolvimento do pas e do complexo porturio catarinense com-posto por cinco portos espalhados pelo litoral, todos considerados de excelncia operacional.

    Alm da reportagem sobre o transporte, esta edio da revista destaca uma entrevista com o superintendente do Porto de Itaja, Antonio Ayres dos Santos, sobre a nova bacia de evoluo do Complexo Porturio de Itaja (SC) que teve expedida a Licena Ambiental Prvia no ms de abril. A obra funda-

    mental para que os terminais porturios de Itaja e Navegantes continuem com-petitivos.

    O leitor tambm vai poder conferir detalhes da presena do ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidncia da Repblica, Antnio Henrique da Silveira, em Itaja. Ele participou da solenidade de incio das obras de reforo do realinha-mento dos beros 3 e 4 de atracao do terminal porturio.

    Ao inaugurar as obras do Porto de Itaja, onde sero aplicados R$ 117 mi-lhes de recursos do Programa de Acele-rao do Crescimento (PAC), o ministro destacou a vocao porturia de Santa Catarina. O Estado ocupa o segundo lu-gar na escala nacional em movimentao de contineres, perdendo apenas para o Complexo Porturio de Santos.

    Alm disso, esta edio traz de-talhes sobre a Volvo Ocean Race que novamente ter Itaja como a sua nica parada no Brasil durante a primeira se-mana de abril de 2015.

    Essas e outras informaes, bem como as tradicionais seces Portos do Brasil e Coluna Mercado, nas pginas se-guintes da sua revista.

    Boa leitura!

  • 6 Maio 2014 Economia&Negcios

    O projeto para a construo de nova bacia de evoluo para o Complexo Porturio de Itaja prev uma nova bacia de 530 metros de di-metro, nas proximidades da foz do rio Itaja-Au,em frente ao Saco da Fazenda. A atual bacia, com 400 metros de dimetro, permite que apenas navios de at 306 metros de comprimento com 40 metros de boca alcancem os terminais locais.

    Depois de receber a Licena Ambiental Prvia (LAP), agora o prximo passo para que a obra seja iniciada a con-cluso do projeto bsico, para que seja iniciado o processo licitatrio.

    A construo de uma nova bacia de evoluo fun-damental para que o Complexo Porturio do Itaja se man-tenha competitivo no mercado, enfatiza Ayres. Segundo o superintendente do Porto de Itaja, Antonio Ayres dos Santos, somente com essa obra ser possvel que navios maiores ma-nobrem e atraquem nos terminais do Complexo.

    A proposta de localizao da nova bacia de evoluo levou em considerao a segurana da operao, os estudos da engenharia, o baixssimo impacto social e a possibilidade

    de reduo do prazo de execuo da obra. Com a obra, o Complexo, que inclui as empresas APM Terminals e Portona-ve, Terminais Porturios de Navegantes, poder receber as maiores embarcaes que circulam na costa brasileira, com 366 metros, acrescenta Ayres.

    Orada em R$ 300 milhes, a obra vai garantir a com-petitividade do Complexo Porturio, segundo maior movi-mentador de contineres do pas, e todas as atividades eco-nmicas relacionadas ao segmento despachantes, portos secos, transportadoras, alm dos negcios comuns, como farmcias, mercados e servios em geral, que so impulsio-nados pela fora econmica gerada da movimentao de cargas.

    Impactos O impacto da no realizao da obra ser brutal para

    toda a regio que envolve o Complexo Porturio. Estima-se a perda de R$ 30 milhes mensais a partir do prximo ano, com a queda de aproximadamente 75% no movimento de entrada e sada de navios e a debandada dos armadores para outros portos que comportem embarcaes maiores.

    Confira o que falta para o incio da obra da novabacia de evoluo do Complexo Porturio de Itaja

    DEPOIS DA LICENA AMBIENTAL PRVIA O PRXIMO PASSO A CONCLUSO DO PROJETO BSICO, PARA QUE SEJA

    INICIADO O PROCESSO LICITATRIO

  • Economia&Negcios Maio 2014 7

    Curitiba - Joinville - Blumenau - Navegantes - Itaja - Balnerio Cambori - FlorianpolisEm Itaja novo endereo: Avenida Coronel Marcos Konder, 789 - Centro - Itaja - SC

    Em entrevista a Revista Porturia Economia & Negcios o superintendente do Porto de Itaja, enge-nheiro Antonio Ayres dos Santos Jnior, explicou detalhes em relao captao dos recursos e a estimativa do tempo de execuo da obra de fundamental importncia para o Complexo Porturio de Itaja.

    Revista Porturia Em relao aos recursos para essa obra como est a situao?

    Antonio Ayres dos Santos - Os recursos para fa-zer essa obra o Governo do Estado j alocou de um finan-ciamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ-mico e Social (BNDES) R$130 milhes que d a condio de se fazer a primeira etapa dessa obra. E o saldo de R$ 170 milhes estamos buscando junto ao Governo Federal para a concluso da obra para atender os navios de segun-da gerao que viriam no futuro para o Porto de Itaja.

    Nessa primeira etapa ns poderamos atender na-vios de 336 metros e depois com a implantao da se-gunda etapa os navios maiores de 366 metros e at sendo mais otimista no sei se temos condies tcnicas de atra-cagem, mas a bacia de evoluo permitir at navios de 400 metros.

    Porturia Qual a importncia dessa obra para o Com-plexo Porturio do Rio Itaja Au?

    Ayres - Essa de extrema importncia, pois se ns no tivermos condio de recebermos esses navios, eles no vo vir mais para Itaja porque os armadores os donos dos navios esto construindo navios desse porte. Se no fizermos essa obra samos do mercado competitivo, porque hoje o nosso complexo o segundo polo movimentador de continer do Brasil. E evidentemente se no tivermos condies de atender os navios containeiros ns sairamos dessa competio e a nos-sa movimentao que crescente passa a ser decrescente nos prximos anos.

    Porturia Vencida a parte burocrtica em quanto tem-po deve ser concluda a obra?

    Ayres - Se conseguirmos viabilizar a burocracia nesse primeiro semestre (licitao e contrato) ns temos condies tcnicas e fsicas de fazer a primeira etapa at o final desse ano, pois j temos projeto e recurso.

    Vencida essa parte burocrtica a obra implantada tem um cronograma bem adequado que a retirada dos molhes e a implantao do novo sistema de conteno. Para isso temos condies fsicas, tcnicas e financeira de fazer.

    A segunda etapa que pode demorar um pouco mais, o cronograma so dois anos a primeira etapa no primeiro ano e a segunda no outro.

    "Se no fizermos essa obra samos do mercado competitivo, porque hoje o nosso complexo

    o segundo polo movimentador de continer do Brasil. "

    Antonio Ayres dos Santos

  • 8 Maio 2014 Economia&Negcios

    Para os empresrios brasileiros, a quantidade de documentos exigida pelos rgos de controle al-fandegrio excessiva. Alm disso, a agilidade dos servios deixa a desejar. O quadro foi revelado por pesquisa feita pela Confederao Nacional da Indstria (CNI).

    De acordo com o levantamento, o excesso de do-cumentos foi considerado o principal entrave para exportar por 53,27% dos participantes. Em segundo lugar, ficou a baixa agilidade para anlise da documentao, mencionada em 41,89% das respostas. Em terceiro, a demora na vistoria e inspeo, mencionada por 37,77%.

    Os executivos tambm reclamaram da falta de comu-nicao entre os rgos, apontada como um problema em 25,42% das respostas. Uma das consequncias dessa falha que muitos solicitam dados e documentao repetidos, fator indicado como problemtico em 12,83% das respostas.

    O nmero mdio de rgos pelos quais o proces-so para exportao deve passar 4,3, e a grande maioria das empresas (94,5%) contrata os servios de despachantes para lidar com a burocracia. O rgo mais citado como ten-do impacto negativo nas exportaes foi a Receita Federal,

    em 46,11% das vezes, seguido pelo Ministrio de Minas e Energia, com 40% das menes, e a Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (Anvisa), citada em 38,3% das respostas.

    Pesquisas frequentemente colocam o Brasil como um dos pases mais custosos para lidar com informaes tri-butrias e outros tipos de burocracia, disse o economista Marcelo Azevedo, especialista em Polticas de Indstria da CNI.

    Segundo ele, em alguns setores da economia, a quan-tidade de rgos pelos quais o produto deve passar a fim de ser liberado para exportao chega a seis. J tem exces-so de documentos solicitados individualmente. Voc ainda soma vrios rgos e fica pior, comenta.

    Azevedo afirma tambm que a solicitao de informa-es e documentos repetidos tambm um desestmulo significativo. O empresrio preenche o mesmo dado para rgos diferentes. Tem formulrios em que voc preenche o CNPJ dezenas de vezes. A comunicao entre os rgos seria importantssima. Mas se cada rgo simplificar e redu-zir a exigncia, j melhora, comenta. A pesquisa da CNI, divulgada este ano, ouviu 640 empresrios entre 2012 e 2013.

    Empresrios culpam excesso de documentoscomo principal entrave para exportar

  • Uma cidade que inspirae cresce por voc

    2 maior PIB de Santa Catarina

    Entre as 100 cidadesque mais investeme geram empregosno Brasil

    www.itajai.sc.gov.br

    DestaqueInternacionalcom grandeseventosnuticos

    Uma das cidadesque mais crescemno Brasil

    Maior supervitdo Estado

    Itaja

  • Economia&Negcios Maio 2014 11

    O Fundo SC, que investiu em cinco novas em-presas catarinenses, foi o tema principal dos debates na reunio da Cmara de Tecnologia e Inovao da Federao das Indstrias de Santa Catarina (Fiesc). Atuando desde 2010, o fundo aportou R$ 12 mi-lhes em empresas de base tecnolgica do Estado.

    Segundo Marcelo Wolowski, da BZPlan, uma das administradoras do programa, cerca de 350 empresas foram pesquisadas para se chegar s cinco escolhidas. Destas, apenas uma j possua faturamento. Ele destacou o trabalho de refinar o modelo de negcios das startups como o principal desafio do processo de investimento em novas empresas. "Hoje, no entanto, as cinco caminham por uma rota bem estruturada e j nos preparamos para o processo de desinvestimento", afirmou Wolowski.

    Uma das empresas que receberam aporte do fun-do a Axado, que compara custos e prazos de frete de diferentes transportadoras para que os consumidores optem pela melhor alternativa ao comprarem na inter-

    net. A companhia hoje j tem contrato com o site Ex-tra, ligado ao Grupo Po de Acar, e trabalha de forma experimental com a Officer, distribuidora de material de informtica e escritrio. "As famosas dificuldades de lo-gstica no Brasil ampliaram as oportunidades para o nos-so servio", disse Guilherme Reitz, um dos diretores da Axado.

    Potenciais investidores aproveitaram o encontro para tirar dvidas sobre a modalidade de aplicao. Te-mas como valores mnimos de aporte e segurana jurdi-ca para o dono do capital foram tratados por Wolowski, que anunciou a criao para breve de um novo fundo, de abrangncia no limitada a Santa Catarina.

    A programao do encontro se completou com palestra sobre segurana da informao e direito digital nas empresas. O advogado Guilherme Santos exps as ameaas a que as empresas esto sujeitas diariamente nesta rea. Ele destacou a necessidade das indstrias adotarem de forma consciente a gesto destes riscos.

    Fundo SC investiu R$ 12 milhes em empresas de

    base tecnolgica

  • 12 Maio 2014 Economia&Negcios

    O ano de 2015 no ser morno para os mega-even-tos esportivos no Brasil. Entre a Copa do Mundo (2014) e Olimpada (2016), o pas ser a capital da vela mundial sediando a Volvo Ocean Race. A competio pelos mares do planeta, com nove meses de durao, para em Itaja, em Santa Catarina, na primeira semana de abril de 2015.

    A Vila da Regata dever receber mais de 200 mil pesso-as, impulsionando a economia local e do Estado. A contagem regressiva j comeou e, para sediar a Volta ao Mundo, a or-ganizao local cumpre um rgido caderno de encargos, nada muito diferente do que a FIFA e o COI (Comit Olmpico Internacional) exigem.

    A lista de tarefas, por exemplo, conta com alguns detalhes como facilidade de acesso e segurana do pblico, adequao das marinas, sustentabilidade e acomodaes. Representantes da Volvo Ocean Race tambm fazem visitas regulares s instalaes.

    "A Volvo Ocean Race tem um caderno de encargos exigente como qualquer mega-evento. Itaja, por exemplo, nos procurou para fazer a regata buscando ficar famosa se-diando a prova em 2011-12. O sucesso foi enorme e con-fesso que decidimos repetir a parada por vrios motivos, mas o primeiro foi pelo entusiasmo do pblico local", disse Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race.

    Na edio de 2011/12, a Volvo Ocean Race desem-

    barcou pela primeira vez em Itaja (SC), aps seguidas paradas no Rio de Janeiro (RJ). E o pblico impressionou a organiza-o e os patrocinadores. Mais de 282 mil pessoas passaram pela Vila da Regata durante o evento. O retorno de mdia, por exemplo, foi de mais de 4 mil reportagens veiculando o nome de Itaja, quase 130 horas de contedo televisivo e 445 imagens da cidade exibidas em jornais e revistas no Brasil e no exterior.

    Volvo Ocean Race 2014-15 Conference Todos os organizadores da Volvo Ocean Race 2014-

    15, os chefes de equipe e os integrantes das cidades-sede participaram em abril de uma conferncia composta por uma srie de workshops e treinamentos em Alicante, na Espanha.

    Os resultados da participao itajaiense no encontro entre todas as cidades-sede da prxima edio do evento fo-ram apresentados durante entrevista coletiva.

    O presidente do Comit Central Organizador do Sto-pover Itaja 2014-15, Alexandre Antonio dos Santos, disse que o legado da regata ter continuidade por muito tempo em Santa Catarina.

    "Vamos dar continuidade ao trabalho feito na primeira Volvo Ocean Race em Itaja. A Vila j est praticamente pronta em comparao com a ltima edio. Evolumos bastante e lanamos o edital da marina, que j est em obras e dever estar pronta no final de ano, gerando emprego e renda".

    Volvo Ocean Race: menos de um ano para Itaja voltar a

    sediar um dos maiores eventos do mundo

  • Economia&Negcios Maio 2014 13

    Segundo ele, nenhum outro munic-pio sede est com as aes to adiantadas como Itaja. A cidade superou as expec-tativas da organizao na edio passada, pelo profissionalismo apresentado, isso gera grandes expectativas para esta edi-o, ressalta o presidente do CCO, Ale-xandre Antonio dos Santos.

    Ele fez questo de destacar que em todos os eventos na cidade espanhola a parada da Regata em Itaja em 2012 foi destacada como referncia positiva para os outros pases.

    Aporte financeiroO Secretrio-executivo do Comit,

    Joo Luiz Demantova, confirmou como sero captados os recursos da Volvo 2015 em Itaja. Alm de R$ 5,8 milhes garan-tidos pelo governo estadual, a expectativa de captar mais R$ 3,5 milhes junto iniciativa privada. A prefeitura far apenas obras de infraestrutura, que ficam como legado para o municpio.

    Novo layout da Vila da RegataO layout bsico da Vila da Regata

    tambm foi divulgado. Diferente da edio anterior, a estrutura permitir livre acesso do pblico aos boxes das equipes e s em-barcaes. Alm disso, todas as atraes que a prpria Volvo disponibiliza nas para-das, como brinquedos interativos e outras tecnologias, desta vez sero trazidas para Itaja.

    Perodo e horrio de funcionamento A Vila da Regata ser aberta no dia

    4 de abril de 2015 data em que j h previso de chegada do primeiro veleiro da competio. E ficar aberta at 19 de abril, quando os barcos partem em dire-o prxima etapa da Volvo, em New-port, nos Estados Unidos.

    Neste perodo o espao, montado junto ao Centreventos de Itaja, recebe-r o pblico das 14h s 23h de segunda a sexta-feira e das 10h s 23h nos sbados e domingos. Assim, como na edio ante-

    rior o pblico poder entrar e usufruir das atraes gratuitamente.

    Possibilidade de museuA organizao da Itaja Stopover

    revelou tambm a expectativa de trazer cidade o veleiro Brasil 1. A embarcao foi a nica de bandeira brasileira a correr a Volvo Ocean Race, na edio 2005-2006, e teve o comando de Torben Grael.

    A ideia que o barco que est em Alicante na Espanha se torne ponto de vi-sitao na Vila da Regata e seja a primeira pea de um museu, que vai homenagear a relao de Itaja com a vela.

    Nossa ideia trazermos o veleiro que representou o Brasil da regata no pas-sado, construirmos uma estrutura para o museu interada ao Planetrio e, com isso, oferecermos mais uma ferramenta edu-cativa para nossa comunidade, alm de criarmos uma estrutura tambm turstica, relata Santos, destacando que o pedido de Itaja est em anlise, mas com grandes possibilidades de ser atendido pela VOR.

    PercursoA regata Volvo Ocean Race comea

    em 4 de outubro de 2014 com a chama-da In-port race, em Alicante, na Espanha. Os barcos partem no dia 11 de outubro para Cidade do Cabo, na frica do Sul. A primeira parte do percurso ter 38.739 milhas nuticas ou 71.745 quilmetros. A aventura depois passar por Abu Dhabi (Emirados rabes Unidos), Sanya (China), Auckland (Nova Zelndia), Itaja (Brasil), Newport (EUA), Lisboa (Portugal), Lorient (Frana), Haia (Holanda) e Gotemburgo (Sucia), onde a competio ser encer-rada com a prova final no dia 27 de junho de 2015.

    ParticipantesCinco equipes confirmaram sua par-

    ticipao na edio de 2014-15 at agora: Team SCA (Sucia), Abu Dhabi Ocean Ra-cing (Emirados rabes Unidos), Dongfeng Race Team (China), Brunel Team (Ho-landa) e Team Alvimedica (EUA/Turquia). Mais duas equipes devem ser apresenta-das at o final do ms de maio.

    Anderson Silva

  • 14 Maio 2014 Economia&Negcios

    Os sorrisos, a alegria e o carinho volta-ram a surfar no Projeto Onda: Por um mundo melhor. A volta s aulas foi em maro e este o segundo ano do projeto, que em 2013 trabalhou com 100 alunos de duas es-colas de Navegantes.

    Neste ano trs unidades recebem o pro-jeto o CAIC Maria de Lourdes Couto Cabral, a Cidade da Criana e a Escola Municipal Eni Erna Gaya. Ao todo, 205 alunos participam dos encontros que acontecem semanalmente e fa-lam de respeito, igualdade, honestidade, otimis-mo, entre outros temas.

    A estrutura do Projeto Onda tambm au-mentou para atender melhor as crianas. Ano passado, eram oito voluntrios, este ano so 49. Todos colaboradores da Portonave.

    Segundo Ellen Infante, uma das organi-zadoras do Projeto, para 2014 h previso de atender cinco escolas e abranger cerca de 500 crianas. Em nossos encontros conseguimos estimular as crianas a colocar em prtica os valores repassados e compartilharem as coisas boas que aprenderam. Buscamos fazer com que eles pensem como so importantes para a comunidade, para a nossa vida e como podem ajudar os outros, comenta Ellen.

    Um dos diferenciais do Projeto Onda

    para este ano a implantao da Corrente do Bem. Segundo Juliano Perin, gerente Comer-cial e um dos organizadores do projeto, a ideia fazer com as crianas possam sugerir manei-ras de melhorar o mundo, por meio de atitudes que sejam colocadas em prtica para comear a corrente.

    Um pouco mais dos oficiais do bemCompartilhar conhecimento e conceitos

    de cidadania nas escolas municipais de Nave-gantes. Este o principal objetivo do Projeto Onda: Por um mundo melhor. A iniciativa da Portonave formou as primeiras turmas em de-zembro de 2013. Aps quatro meses de aulas, as crianas foram intituladas Oficiais do Bem e devem passar os ensinamentos que aprende-ram para outras crianas. A formatura contou com entrega de certificados e medalhas aos pequenos.

    O projeto comeou a ser desenvolvido no ms de agosto e envolveu 100 alunos da Ci-dade da Criana e da Escola Prof Eni Erna Gaya. Os temas abordados foram situaes do coti-diano, como: Respeito, Gratido, Honestidade, Importncia de estudar e trabalhar, Importncia da famlia e dos amigos, Cidadania etc.

    Projeto Onda amplia atividades em Navegantes

    EDUCAO

  • 16 Maio 2014 Economia&Negcios

    Os desafios do transporte de cargas no Brasil

    SEGUNDO A AGNCIA NACIONAL DE

    TRANSPORTES TERRESTRES (ANTT), EXISTEM CERCA

    DE 130 MIL EMPRESAS DE TRANSPORTE DE CARGAS

    NO BRASIL COM MAIS DE 1,6 MILHES DE VECULOS

    QUE OFERECEM TRABALHO, DIRETAMENTE, A PELO

    MENOS CINCO MILHES DE PESSOAS

  • O Brasil caiu 20 posies no ranking mundial de lo-gstica do Banco Mundial (Bird), que mede a efici-ncia dos sistemas de transporte em 160 pases. O relatrio, divulgado no final de maro, leva em conta a percepo dos empresrios em relao eficincia da infraestrutura de transporte. O Brasil passou a ocupar o 65. lu-gar no ranking. Trata-se da pior colocao desde que o ranking foi lanado, em 2007.

    No ano de lanamento da pesquisa, o Brasil ocupava o 61. lugar. Em 2010, ficou na sua melhor colocao: 41. pos-to. Em 2012, caiu para a 45. posio. De l para c, despencou para a sua pior colocao.

    Nesta reportagem, a Revista Porturia Economia & Negcios vai expor, um resumo dos problemas e possveis solues para melhorar o transporte de carga que tem papel fundamental para o desenvolvimento do pas e do complexo porturio catarinense composto por cinco portos espalhados pelo litoral, todos considerados de excelncia operacional.

    O transporte rodovirio representa a maior parte do transporte terrestre. Este o principal sistema de transporte no Brasil. Por ele passam por 96% do movimento de passa-geiros e 58% das cargas movimentadas no pas, contra 25% por ferrovia, 13% por hidrovia, 3,6% por dutos e 0,4% por modo areo.

    Segundo a Agncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), existem cerca de 130 mil empresas de transporte de cargas no Brasil com mais de 1,6 milhes de veculos que ofe-recem trabalho, diretamente, a pelo menos cinco milhes de pessoas. Segundo o Instituto de Ps-Graduao e Pesquisa em Administrao da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Co-ppead, o transporte corresponde a 6% do PIB nacional.

    Na logstica, o transporte rodovirio uma das reas mais importantes. De acordo com a Coppead, os custos com transporte chegam a 60% dos custos logsticos e a reduo de custos nessa rea muito importante, pois correspondem em mdia 20% do custo total das empresas.

    Cada vez mais as empresas esto de olho nessa fatia do mercado, pois o transporte no Brasil chama a ateno por fa-turar mais de R$ 46,2 bilhes e movimentar quase 3/5 do total de carga do pas.

    Economia&Negcios Maio 2014 17

  • 18 Maio 2014 Economia&Negcios

    Pedro Lopes, presidente da Federao das Empresas de Transporte de Carga e Logstica de Santa Catarina (Fetrancesc)

    Em Santa CatarinaDe acordo com o presidente da Federao das Empresas de

    Transporte de Carga e Logstica de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, o setor composto no Estado por 16 mil empresas. Destas, 1.600 esto localizadas na regio da Associao dos Municpios da Regio da Foz do Rio Itaja (Amfri). Alm disso, Santa Catarina possui 11 cooperativas e cinco associaes de transporte.

    O transporte de carga tem enfrentado h anos as deficincias de infraestrutura. Os gargalos rodovirios nos impedem de rodar, no h integrao de modais, pagamos uma das mais altas cargas tribut-rias no Brasil. Esses gargalos representam atraso, baixa produtividade, perda de competitividade e elevao dos custos de produo, explica Lopes.

    Ele ressalta tambm que falta uma poltica de transporte para o Brasil. Apesar das inmeras promessas dos governantes no ve-mos avanos. Fala-se em investimento em transporte e logstica, mas tudo muito lento. Veja quantos anos demoramos para duplicar uma rodovia, muito mais anos que o prometido, no papel. Ento vemos tambm que falta planejamento para que as obras aconteam. A situ-ao lamentvel, porque gera custos que poderiam ser investidos para crescer e modernizar o setor. Mas estamos pagando a conta pela ineficincia.

    Principais desafios do setorSegundo Pedro Lopes, os desafios so os de sempre, reduzir

    os encargos e impostos ao setor para que a atividade no seja to onerosa para o empresrio do transporte.

    Alm disso, precisamos avanar em um modelo de infraestru-tura de transporte e logstica com a integrao de modais, moderni-zao de portos e aeroportos, definio de obras ferrovirias com transparncia e que sejam parte da intermodalidade. Projetos avulsos no tero sucesso no Brasil, salienta.

    ESPECIAL

  • 20 Maio 2014 Economia&Negcios

    HIDROVIA surge como alternativa para melhorar

    problema da mobilidade de cargas na regio

    O governador Raimundo Colombo esteve em Itaja no final de maro para anunciar investi-mentos ligados economia da cidade. Entre eles, destaque para o resgate da hidrovia do Itaja-Au considerada uma soluo simples e centenria para o atual problema da mobilidade de cargas na regio.

    Na ocasio, Colombo ressaltou que apenas uma barca de transporte pode levar carga equivalente a 83 ca-minhes. O governador considerou tambm a possibili-dade de 10 delas trabalharem no rio ao mesmo tempo. Com isso, a hidrovia poder reduzir o transporte pesado nas ruas de Itaja e na BR-470, facilitando o acesso dos contineres aos terminais porturios.

    outro projeto inovador o aproveitamento do Rio Itaja para que ele possa ser usado para navegao de transporte de cargas, a favor do desenvolvimento e qualidade de vida da nossa populao. Acredito que seja possvel substituir o transporte de caminhes por barcas desafogando um pouco o trnsito da BR-470, destacou Colombo.

    O governador garantiu que a hidrovia - projeto que surgiu h quatro anos na superintendncia do Complexo Porturio - no deve desviar a ateno do projeto da ferro-via do frango, tambm considerado essencial para a mobi-lidade de cargas e para manter o nvel de crescimento dos terminais porturios da regio.

    Investimento inicialO recurso liberado pelo governador foi de R$ 1 mi-

    lho, entregue Associao dos Municpios da Foz do Rio Itaja (Amfri). Com a verba ser possvel fazer a batimetria (medio da profundidade do rio) nos 70 quilmetros, do trecho entre a boca da barra, em Itaja, at a Itoupava, em Blumenau, passando por cinco cidades.

    Nesse primeiro momento ser executado o baliza-mento nos 12 primeiros quilmetros, desde a foz at a

    ESPECIAL

  • Economia&Negcios Maio 2014 21

    divisa com o municpio de Navegantes. Depois ser feita a regulamentao de toda a rea. Alm da finalidade econmica, a proposta voltar as cida-des para as margens dos rios, com atividades de turismo e possibilidade da abertura de atracadouros e marinas.

    A partir desse primeiro passo que vai institucionalizar a hidrovia atravs do Governo do Estado, ns temos como buscar recursos para implantar esse sistema. Comea com esse levantamento, sinalizao e depois com os investimentos em equipamentos necessrios para faz-lo funcionar, ressaltou superintendente do Porto de Itaja, Antonio Ayres dos Santos Jnior.

    Outro ponto de vistaDe acordo com o presidente da Federao das Empresas de Trans-

    porte de Carga e Logstica de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, o investimento em qualquer modal de transporte importante para o Brasil. No entanto, ele ressalta que para transportar pelo rio, tambm neces-srio um outro modal para que a carga seja transportada at o ponto de embarque, ou para o desembarque.

    Temos visto diversos projetos, mas que no se viabilizam por no serem interessantes economicamente. Em quanto vai aumentar o tempo e o custo da logstica para utilizar um trecho to curto e quanto ser pre-ciso investir, no caso do aproveitamento do Rio Itaja Au para manter o calado adequado. Tenho convivido com muitas ideias, algumas impossveis, mas que nos levam ao sonho, finaliza Lopes.

    RetomadaA ligao da cidade de Blumenau com o Porto de Itaja durante mui-

    tos anos foi realizada por dois vapores a rodas laterais, o Progresso e o Blu-menau, construdos na Alemanha pelo estaleiro Dampfschiffs und Mashi-nenbauanstalt, para o servio regular de transporte de carga e passageiros.

    Na dcada de 1950 a navegao fluvial foi extinta em funo da con-corrncia exercida pela ferrovia e as estradas de rodagens recm constru-das, os vapores foram abandonados. Posteriormente o vapor Blumenau foi restaurado e exposto nas margens do Rio Itaja no centro de Blumenau.

    Com o absurdo aumento de caminhes de contineres nas rodovias catarinenses, principalmente na Jorge Lacerda (estadual) e BR-470 (fede-ral), que no so duplicadas, em direo aos portos catarinenses, usar o rio Itaja-au como rota desse tipo de carga passou a ser novamente uma alternativa interessante.

    A implantao de hidrovias vem sendo discutida em escala nacional e adotando modelos internacionais como o caso da Holanda onde a utilizao de hidrovias uma pratica corrente e determinante nas relaes logsticas do pas.

    Fone: (47) 2104.0900 | Rua Rosa Orsi Daloquio, 775 | Bairro Cordeiros | Itaja | SC

    ESPECIAL

  • 22 Maio 2014 Economia&Negcios

    Formado pela Autopista Litoral Sul, UFSC, Fetran-cesc, entre outras instituies, o grupo tcnico de trabalho vai estudar a fundo alternativas para a rodovia e ter a misso de identificar gargalos, propor solues para mitig-los e estabe-lecer prioridades.

    Segundo o presidente da Cmara de Transporte e Lo-gstica da Fiesc, Mrio Cezar de Aguiar, que tambm pri-meiro vice-presidente da Fetrancesc, a cada cinco anos re-alizada reviso no contrato de concesso, o que permite que sejam propostas modificaes. Uma das questes que sero estudadas a mudana na forma de cobrana do pedgio. Hoje se d por praa fixa, mas existe a alternativa de cobrana por quilmetro rodado, por exemplo.

    "Todas as opes sero estudadas", resume ele, desta-cando que o assunto tambm ser debatido com a socieda-de. O sinal verde da ANTT importante, pois a aprovao de qualquer mudana que venha a ser sugerida passa pela

    autorizao da Agncia. "A ANTT est alinhada com essa proposta. No vamos mudar a situao do dia para a noite, mas queremos fazer um trabalho que vai ser contnuo e que, seguramente, trar melhorias para a eficincia da rodovia", salienta Aguiar.

    DadosO trecho duplicado da BR-101 que est sob concesso

    movimenta de 8 a 80 mil (na alta temporada) veculos por dia. A rodovia, considerada a artria principal da zona litornea, tem impactos diretos e indiretos em outras BRs que tambm recebem grande fluxo de veculos, como a 280; 282; 470; 116 e a 285. Em relao movimentao de cargas, as rodo-vias catarinenses que em 2010 movimentaram 75,7 milhes de toneladas em 2020 vo transportar 110 milhes de tone-ladas, segundo estimativas da Fundao Instituto de Pesquisas Econmicas (FIPE).

    A FEDERAO DAS INDSTRIAS DE SANTA CATARINA (FIESC) PLANEJA CRIAR UM GRUPO DE TRABALHO QUE VAI ESTUDAR ALTERNATIVAS

    PARA A MELHORIA DA MOBILIDADE NO ESTADO, ESPECIALMENTE, NA BR-101, NO TRECHO SOB CONCESSO ENTRE PALHOA E GARUVA.

    Autoridades buscam melhorar mobilidade na BR-101

    ESPECIAL

  • 24 Maio 2014 Economia&Negcios

    Em 2013, dos R$ 15,4 bilhes que o governo federal autorizou para in-vestimento em transporte, R$ 10,4 bilhes foram pagos, in-cluindo restos a pagar de anos anteriores. Isso significa que aproximadamente 32% dos recursos disponveis no foram investidos no ano passado, se-gundo a Sondagem Econmica da CNT.

    De acordo com a pesquisa, que ouviu mais de 500 empresrios do transporte de passageiros e de cargas, 94,8% deles desconheciam o volume de recursos. Apesar de a Lei da Transparncia garantir acesso a esse tipo de informao, a comple-xidade para se conseguir os dados e a demora na divulgao das informa-es so os principais fatores para a informao.

    De acordo com dados do Siga Brasil, portal do Senado que compila dados do Oramento Federal, esto autorizados R$ 15,7 bilhes para investimento em infraestrutura de transportes em 2014.

    No entanto, 95,3% dos em-

    A dificuldade em contra-tar mo de obra quali-ficada um problema observado nos trs modais do transporte, segundo apontou pesquisa encomendada pela Confederao Nacional do Transporte (CNT) na Son-dagem Econmica, divulgada no final de maro. O levan-tamento assinala que 85,9% dos empresrios do setor en-frentam esta dificuldade.

    No caso dos transpor-tadores rodovirios, a escas-sez de profissionais qualifica-dos citada por 71,5% deles. Outros 19,4% destacam a falta de experincia e 17,9% citam o elevado custo da mo de obra como barreiras para as contrataes.

    Mais de 85% dos transportadores tm dificul-dade de contratar mo de obra qualificada. "Esse pro-blema um fator que limita a expanso e compromete o desenvolvimento do servi-o de transporte", destaca o documento. Na avaliao da Confederao Nacional do Transporte (CNT), preciso "ampliar o nmero de centros de qualificao dado que, para os empresrios, escassez de profissionais capacitados no mercado, falta de instituies formadoras e falta de expe-rincia so as grandes causas desse obstculo".

    Pesquisa comprova dificuldade paracontratar mo de obra qualificada Cerca de 30% dos

    recursos autorizadospara transporte no

    foram investidos em 2013

    ESPECIAL

  • Economia&Negcios Maio 2014 25

    presrios do setor ouvidos pela Sondagem Eco-nmica desconheciam o volume. Ao serem infor-mados do montante, 89,3% disseram no acredi-tar na capacidade do Governo Federal de realizar integralmente os investimentos at o final do ano. A falta de planejamento , para seis em cada dez empresrios, o principal motivo para isso.

    Conforme a Sondagem Econmica, outros fatores tambm devem afetar a capacidade de gesto dos recursos e impactaro na realizao das obras de transporte em 2014: eleies, Copa do Mundo e realocao de recursos do transpor-te para outras reas de interesse do Governo Fe-deral.

    Investimentos e desburocratizaoNa avaliao da maior parte dos empres-

    rios, para desenvolver o setor de transportes preciso que os recursos destinados ao setor se-jam efetivamente implementados na rea, alm da reduo da carga tributria e da burocracia. "Ressalte-se que algumas das medidas necessrias para dinamizar o setor no necessitam de grandes desembolsos por parte do ente pblico e nem de-pendem de um longo prazo de implementao", destaca a Sondagem.

    Para 41,7% dos transportadores rodovi-rios, a medida fundamental para o segmento melhorar a qualidade das rodovias. Outros 26,9% citam a reduo da carga tributria e 10% a de-sonerao do combustvel. Outros 21,4% acham que outras medidas so necessrias.

    No caso do aquavirio, 28,3% dos empre-srios pedem menos burocracia para operar nos portos e terminais; 24,5% citam a reduo da car-ga tributria e a melhoria na acessibilidade para os portos mais relevante para 17%.

    Por fim, entre os transportadores ferrovi-rios, 80% reivindicam a aplicao dos recursos provenientes dos arrendamentos pagos pelas concessionrias no prprio setor e 20% melhoria na acessibilidade aos portos.

    ESPECIAL

  • 26 Maio 2014 Economia&Negcios

    Comeou a funcionar no ms de abril em Pequim, na China, o primeiro Escritrio Avanado da Confede-rao Nacional do Transporte (CNT) no exterior. Os objetivos da medida so atrair investimentos para os setores de transporte e infraestrutura no Brasil, estreitar as relaes e facilitar a troca de experincias e tecnologias entre os empre-

    srios dos dois pases.Segundo o presidente da

    CNT, senador Clsio Andrade, o papel da CNT despertar o inte-resse dos investidores chineses,

    alm de buscar novas tecno-logias e oferecer suporte em

    negcios e parcerias. A CNT ser uma ponte

    entre os em-presrios

    dos dois pases. A meta criar oportunidades que estimulem a economia brasileira, com melhorias para a infraestrutura de transporte, explica.

    A China foi escolhida porque o principal parceiro co-mercial do Brasil. Dados do Ministrio do Desenvolvimen-to, Indstria e Comrcio Exterior (MDIC) apontam que, em 2013, o comrcio bilateral somou US$ 83 bilhes US$ 46 bilhes em exportaes e US$ 37 bilhes em importaes. O valor quase o dobro que o registrado em trocas comer-ciais com todos os pases do Mercosul no ano passado, US$ 43,9 bilhes.

    Clsio Andrade destaca a importncia de aproveitar esta oportunidade porque o governo federal no tem capaci-dade de fazer os investimentos necessrios em infraestrutura. Os inmeros entraves em logstica fazem com que o Brasil perca competitividade. Por isso, a participao da iniciativa privada fundamental e representa uma boa alternativa para

    CNT abre escritrio na China para atrairinvestimentos em transporte e infraestrutura

    Os executivos brasileiros podero conhecer, por exemplo, quais as solues adotadas pela China para executar com eficincia os seus sistemas de transporteClsio Andrade

    ESPECIAL

  • Economia&Negcios Maio 2014 27

    desenvolver o setor de transporte, afirma.

    Primeiras aesEm 2014, dois workshops o primeiro no Brasil e o

    segundo na China devem ser realizados para facilitar o inter-cmbio entre os empresrios, alm de contribuir para identificar as oportunidades de negcios para os empreendedores. Os executivos brasileiros podero conhecer, por exemplo, quais as solues adotadas pela China para executar com eficincia os seus sistemas de transporte, diz Clsio Andrade.

    Outra ao da Diretoria de Assuntos Internacionais da CNT, coordenadora do Escritrio Avanado, contribuir com a pauta de discusses entre o Ministrio de Relaes Exteriores e o presidente da China, Xi Jinping, que deve visitar o pas em julho.

    A CNT ajuda a elaborar um documento em que destaca os investimentos prioritrios em transporte no Brasil: concesso de rodovias; construo e recuperao de trechos ferrovirios; e obras de navegao interior como dragagem, abertura de ca-nais e construo de eclusas e terminais.

    ESPECIAL

  • 28 Maio 2014 Economia&Negcios

    Fundada em 1990 em Concrdia/SC, a Coopercarga oferece solues logsticas integradas, a organizao passou a atu-ar, ao longo dos anos, nos mais diversos negcios e segmentos e, hoje, suas atividades esto concentradas nas operaes com centros de armazenagem, transporte rodovirio de cargas (nacional e internacional), distribuio urbana, operaes florestais e off road e pos-tos de combustveis.

    So mais de 60 unidades localizadas estrategicamente em todo Brasil e Merco-

    sul, uma frota composta de 1,9 mil cami-nhes com idade mdia de quatro anos e monitorada 24h por equipamentos de ltima gerao. Entre os clientes, grandes empresas se destacam como Ambev, Loreal, BRF, Danone, Unile-ver, Nestl, Ceras Johnson, Pepsico e outros. A Coopercarga tambm est entre as maiores e melhores empresas

    de transporte do Brasil de acordo com o ranking Exame.

    ESPECIAL/PING PONG

    A opinio do presidente de uma dasmaiores empresas de transporte do Brasil

  • Economia&Negcios Maio 2014 29

    ESPECIAL/PING PONG

    Nesta entrevista exclusiva concedida reportagem da Revista Porturia Economia & Negcios , presidente da Coopercarga, Osni Roman, que possui 29 anos de expe-rincia em gesto de empresas de transporte e logstica fala sobre a perspectiva de crescimento do setor e os principais desafios do transporte de carga no pas.

    Revista Porturia - Qual a avaliao da empresa em relao ao momento atual do transporte de cargas em Santa Catarina e no pas?

    Osni Roman - A nossa avaliao de crescimento para o setor. Percebemos essa realidade, especialmente no que se refere aos incrementos nos volumes de cargas transportadas e na prpria Coopercarga, que prev crescer este ano em torno de 15%. Este crescimento percebido tanto no trans-porte de carga geral, como no transporte de contineres.

    Porturia Quais so os principais desafios do setor atualmente e a expectativa para os prximos anos?

    Roman - Existem diversos desafios que o setor enfren-ta. Um deles a Lei que regulamenta o exerccio da profisso do motorista (12.619) e que fez com que as empresas de transporte se adequassem. Um dos principais desafios com relao ao tema a falta de infraestrutura para repouso, ao longo das estradas brasileiras. Sem reas adequadas e com segurana precria, aumenta o risco de roubo de cargas.

    Outro fator impactante que provoca grandes desafios e que, claro, sempre muito debatido - a m con-servao das estradas, que gera altos custos de manuteno dos equipamentos e dificilmente so repassados no valor dos fretes.

    Alm disso, nos ltimos anos, tivemos excessivos au-mentos no preo do leo diesel, o que acarretou sobrema-neira para elevar os custos do transportador. So realizadas seguidamente na pauta do setor, porm que ainda represen-tam grandes desafios.

    Porturia Recentemente o Brasil caiu 20 posies no ranking mundial de logstica do Banco Mundial (Bird), que mede a eficincia dos sistemas de transporte em 160 pases.

    O Brasil passou a ocupar o 65. lugar no ranking. Trata-se da pior colocao desde que o ranking foi lanado, em 2007. Como a empresa avalia essa situao?

    Roman - Acreditamos que esta queda se deve, prin-cipalmente, aos poucos investimentos realizados em infraes-trutura de estradas e portos, principalmente num pas como o nosso, em que o grande movimentador de cargas o modal rodovirio.

    Porturia Recentemente a Secretaria de Desen-volvimento Regional (SDR) assinou convnio no valor de R$ 1 milho para a batimetria do trecho de 70 quilmetros do Itaja-au que se estende entre Itaja e Blumenau. A ideia que, mapeado e sinalizado o calado em todos os pontos, o rio possa voltar a ser usado para o transporte de cargas e atividades de turismo. Qual a opinio da empresa sobre essa possibilidade de passar a ter no futuro outra alternativa para o transporte de cargas?

    Roman - Entendemos que o Brasil, olhando para suas dimenses continentais e o grande volume de cargas trans-portadas, oferece espao para todos os modais. Sabemos que o mercado exige mais rapidez no transporte, j que as inds-trias trabalham cada vez mais com estoques reduzidos para baixar os custos logsticos, o que uma vantagem do modal rodovirio. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que em alguns segmentos - como o de gros - no necessrio tanta agili-dade, mas sim de volume de retirada de mercadorias. Neste segmento os modais fluviais tm o seu espao, assim como o modal ferrovirio. J para remessas de cargas menores, com maior valor agregado e que demandam maior agilidade, o segmento areo desponta. Ento, claro que h espao para todos. Quanto a Coopercarga, o que posso afirmar que hoje nosso foco ofertar a logstica completa para a cadeia de suprimentos de nossos clientes. Para isso, sempre avaliamos todas as alternativas possveis e procuramos oferecer o que h de melhor, considerando principalmente aspectos como agilidade e segurana. Nada descartado para isso e, inclusi-ve, geramos ao longo dos anos boas e slidas parcerias com outras empresas para oferecer a intermodalidade e multimo-dalidade aos nossos clientes.

  • 32 Maio 2014 Economia&Negcios

    O convnio para construo dos edifcios-sedes dos Centros de Inovao foi assinado com as prefeituras de Blumenau, Chapec, Itaja, Jara-gu do Sul, Joaaba, So Bento do Sul e Tuba-ro. Essa a primeira etapa, e o investimento superior a R$ 45 milhes. O projeto para instalao faz parte do Programa Catarinense de Inovao (PCI). No total, sero 12 unidades. Na segunda etapa, sero contempladas as cidades de Brus-que, Joinville, Florianpolis, Cricima e Lages.

    De acordo com o governador Raimundo Colombo o acesso tecnologia essencial para o desenvolvimento e que os Centros de Inovao foram concebidos dentro de concei-

    tos mais modernos de eficincia, sustentabilidade, inovao e flexibilidade. Vivemos em um mundo competitivo, e a pro-dutividade fundamental. Conhecimento o que todos ns queremos. Esses centros de inovao integrados com as uni-versidades e prefeituras no sero apenas um prdio e, sim, cones de tecnologia, desenvolvimento e inovao.

    Entre os objetivos deste trabalho, destacam-se a con-solidao do Sistema Catarinense de Cincia, Tecnologia e Inovao; o fortalecimento da comunicao entre as institui-es participantes; a intensificao da pesquisa cientfica e tec-nolgica e da cultura do empreendedorismo em cada regio; e a gerao de novos negcios pautados na vocao de cada

    Convnio de R$ 45 milhes assinado para a construo de Centros de Inovao em SC

    BLUMENAU, CHAPEC, ITAJA, JARAGU DO SUL, JOAABA, SO BENTO DO SUL E TUBARO FORAM CONTEMPLADAS NESTA PRIMEIRA

    ETAPA. DEPOIS VO COMPLETAR A LISTA AS CIDADES DE BRUSQUE, JOINVILLE, FLORIANPOLIS, CRICIMA E LAGES

    James Tavares/Secom

  • Economia&Negcios Maio 2014 33

  • 34 Maio 2014 Economia&Negcios

    municpio, emprego qualificado e renda.Vamos conseguir gerar milhares de empregos e muitas

    oportunidades e desenvolvimento para todo o Estado, expli-cou o governador.

    EstruturaH dois modelos de edifcios: o maior tem 3.800

    metros quadrados, enquanto o menor tem 2.200 metros quadrados. Estas sero as primeiras obras pblicas em Santa Catarina projetadas em Building Information Modeling (BIM), modelo no qual possvel criar a documentao e as informa-es digitais coordenadas do empreendimento, acelerando a finalizao de modo seguro, mais econmico e com impacto ambiental reduzido.

    A secretria do Desenvolvimento Econmico Sustent-

    vel (SDS), Lucia Delagnello, informou que os centros vo criar uma cultura de inovao em todas as regies catarinenses, permitindo que todas as empresas, instituies se articulem para dar um salto na produtividade e competitividade. "Os centros fazem parte do Programa Catarinense de Inovao, que visa levar a inovao a todas as regies do Estado, equili-brando, assim, o acesso pesquisa de base tecnolgica".

    RecursosBlumenau teve repasse no valor de R$ 6.735.022,87;

    Chapec recebeu R$ 7.249.417,41; Itaja assinou convnio de R$ 7.555.464,98; para Jaragu do Sul foram disponibiliza-dos R$ 5.212.890,20; para Joaaba, foram R$ 5.123.470,31; So Bento do Sul teve repasse de R$ 5.264.281,13; e, por fim, Tubaro, teve verba de R$ 8.571.331,27.

    James Tavares/Secom

    Neiva D

    altrozo - Secom

  • Economia&Negcios Maio 2014 35

  • 36 Maio 2014 Economia&Negcios

    H mais de 14 anos no mercado de provedores de inter-net, a Mil Telecom (antiga Mil Negcios) atua na regio norte do litoral catarinense e tem como compromisso oferecer um ser-vio de acesso internet de alta qualidade e com atendimento diferenciado aos seus clientes.

    A empresa que comeou como um site comercial em Itaja no ano 2.000 e atualmente cobre mais de 20 municpios, contando com um suporte tcnico diferenciado, realizado por uma equipe de profissionais com grande experincia, proporcio-na agilidade, eficincia e segurana aos seus clientes.

    Alm de oferecer diversos planos de acesso internet adequados s necessidades especficas dos clientes empresariais e residenciais, disponibiliza servios adicionais que garantem a se-gurana e o bom desempenho do seu computador ou rede.

    Em entrevista Revista Porturia Economia & Ne-gcios, Tnia Regina Francisco, Diretora Administrativa da Mil Telecom nos fala um pouco sobre a trajetria da empresa e as perspectivas de crescimento no setor.

    Revista Porturia Como surgiu a ideia de abrir a em-presa que j tem mais de uma dcada no mercado?

    Tnia Regina Francisco - Em 2000 quando iniciamos esse trabalho colocamos o nome Mil Negcios porque na poca a internet estava comeando a despontar e iniciamos o desen-volvimento de um site comercial, como se fosse um Mercado Livre. No entanto, enfrentamos um problema, as pessoas no tinham internet para acessar a esse sistema e colocar os seus produtos venda. Ento, mudamos a estratgia e comeamos a trabalhar na implementao do provedor de acesso a internet. Iniciamos em Itaja e nessa poca o mercado conhecia apenas o acesso discado (modem 33 Kbps), via linha de telefone fixo, a tecnologia de rdio frequncia apenas engatinhava na poca e nos especializamos nessa tecnologia inovadora, a partir da fomos melhorando, investindo e nos aprofundando no decorrer dos anos e hoje somos referncia regional em servios de internet via rdio.

    Porturia Vivemos em uma era que a tecnologia evolui de maneira muito rpida. Nestes 14 anos como a empresa se estruturou para se manter competitiva?

    Tnia Estamos muito atentos s novas tecno-logias e as tendncias do mercado. Como estamos muito prximos aos nossos clientes, escutando suas solicitaes, sugestes e reclamaes, direciona-mos nossos esforos para atender a estas necessi-dades. Somos uma empresa de pequeno porte e competimos com as grandes operadoras. O nosso principal produto era a internet e as grandes opera-doras at 2007 no davam ateno a esse mercado. No entanto, quando elas perceberam que poderiam aumentar o nmero de clientes atravs das suas linhas fixas e ter a internet como chamariz, ns passamos a ter um concorrente forte. Ento, ficamos numa situao difcil e tivemos que agregar valor ao servi-o de internet para nos mantermos

    competitivos no mercado. A partir de 2009 comeamos a de-senvolver um trabalho de reformulao completa, desde a me-todologia de trabalho, implantando um programa de qualidade, melhoria nos sistemas administrativos, renovao da tecnologia e expanso da capacidade de oferta de banda, pois para a nossa empresa oferecer bandas similares a da concorrncia, acima de 10 megas, precisvamos de infraestrutura capaz de comportar toda esta demanda, mantendo a qualidade.

    Porturia Quais so os principais diferenciais nos servi-os prestados pela empresa?

    Tnia - Atualmente, alm da internet ns disponibilizamos servio de data center, servidores virtuais, sistema de backup, sistemas de telefonia virtual, sistema de vdeo monitoramento, hospedagem de domnios e uma gama de novos servios que esto sendo implementados para agregar valor a nossa cone-xo de internet. Esses servios especializados so suportados por uma equipe tcnica qualificada, colocando a disposio de nossos clientes as solues que eles procuram. Implementamos servidores, configurando, monitorando, mantendo em bom fun-cionamento, tudo isso de forma personalizada. Desta maneira nossos clientes ficam mais seguros para desenvolverem suas ati-vidades profissionais. A oferta destes servios complementares conexo de internet hoje o nosso maior diferencial perante a concorrncia.

    Porturia Quais so as principais metas da empresa nos prximos anos?

    Tnia Para garantirmos a continuidade de nossas ativi-dades num ritmo que atenda a demanda crescente pela conexo internet, estamos trabalhando na ampliao de nossa rede de fibra ptica, que hoje atende a todos os edifcios comerciais do centro da cidade de Itaja, modernizando nossos sistemas de rdio transmisso e ampliando as reas de cobertura via rdio. A nossa inteno que no mximo em um ano e meio todas as 20 cida-des que atuamos j tenham acesso aos novos equipamentos. No

    momento estamos em fase de testes deste novo sistema e at o meio do ano j teremos capacidade para

    atender cerca de 1.000 clientes atravs deste novo sistema. Esta nova tecnologia de r-

    dio ter capacidade de banda dez vezes maior do que oferecemos atualmen-te. Tambm modernizamos nosso site onde constam todos os servios oferecidos e as reas de cobertura, incluindo tambm uma fanpage no Facebook, Miltelecom, alm de dis-ponibilizarmos aos nossos clientes uma central de atendimento gratuito via 0800 das 8h s 22h de segunda

    a sbado. Acreditamos que desta for-ma estaremos fortalecendo

    o nome da empresa no mercado de internet e garantindo um futuro promissor.

    MIL TELECOM:tecnologia e inovao a servio dos clientes

  • Transportadores e empresrios se renem em Itaja para discutir a Lei dos Motoristas

    Em 2013, a Cmara dos Deputados aprovou a reviso da Lei 12.619/2012, que regulamenta a profisso de motorista. Algumas propostas so polmicas e geram dvidas aos transportadores. Atualmente, a lei determina que os motoristas empregados respeitem a jornada de oito horas dirias, com prolongamento de, no mximo, duas ho-ras. obrigatrio o descanso de 11 horas entre as jornadas. A lei estabelece ainda que o motorista descanse por 30 mi-nutos a cada quatro horas de trabalho. O profissional pode fracionar esse tempo em 15 minutos a cada duas horas de direo.

    Com o objetivo de esclarecer a legislao, Dr. Cassio Vieceli, advogado especializado em Transporte Rodovirio de Cargas, ministrou uma palestra voltada aos transportado-res e empresrios, no ltimo dia 23 de abril, no auditrio do Porto de Itaja, litoral catarinense.

    Entre os assuntos abordados esto as principais dis-cusses em torno da Lei 12.619/12, como: jornada e con-trole de trabalho, alm das aes do MPT e MTE, como proceder em uma fiscalizao, entre outros. Os participan-tes puderam fazer perguntas e esclarecer dvidas.

    Segundo Dr. Cassio Vieceli, o Ministrio Pblico do Trabalho (MPT) est aplicando ao p da letra a Lei 12.619/12.

    Porm, de conhecimento notrio que em vrios locais do pas no existem condies mnimas necessrias para que o transportador cumpra a legislao. "A lei deve ser revista e readaptada para nossa real situao. No d para cumprir determinaes sem infraestrutura. Algumas mudanas esto sendo discutidas na Cmara dos Deputados, porm, no h chances de ela ser revogada", disse.

    Dr. Cassio tambm explanou a respeito do tempo de espera, um dos temas mais polmicos. Afirmou que a lei teria eficcia se o Governo construsse os pontos de parada, que hoje no existem. "No se pode confundir pontos de parada com postos de abastecimento. Isso porque, confor-me o Cdigo de Trnsito Brasileiro, proibido parar o cami-nho no acostamento para dormir, por exemplo", enfatizou o especialista.

    Ele frisou que deve haver unio entre entidades. preciso buscar as entidades sindicais que tm afinidade com a ideia. A cultura hoje infelizmente outra, falta unio das transportadoras.

    A palestra foi uma realizao do Seveculos (Sindicado das Empresas de Veculos de Carga de Itaja), com o apoio da Revista Supertrans e Advocacia Vieceli. A regio de Itaja conta com cerca de 1.300 transportadoras.

    LEGISLAO

    Matriz:(49) 3566.6775 ou (49) 3566.7828 Rua Jos Formighieri, n 417

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    Economia&Negcios Maio 2014 37

  • 38 Maio 2014 Economia&Negcios

    A Aliana Navegao e Logstica batizou, no Porto de Itapo, em Santa Catarina, o porta-conti-neres Pedro lvares Cabral, que faz parte de uma srie de quatro navios idnticos que renovaram a frota de cabotagem da empresa. A madrinha da embarcao Elisabeth von Krger de Freitas, esposa de Humberto Frei-tas, diretor-executivo da Vale.

    Com capacidade para 3.800 TEUs e 500 tomadas para contine-res refrigerados, o navio j est em operao desde 2013 no servio de cabotagem da Aliana, juntamente com os porta-contineres Amrico Vespcio, Ferno de Magalhes e Sebastio Caboto, que fazem parte da srie denominada Grandes Des-cobridores.

    O servio de cabotagem da Aliana atende em 16 portos, de Bue-nos Aires at Manaus, dividido em quatro slings (anis) e um total de 116 escalas mensais. No total, 10 navios da Aliana fazem o transporte entre os portos do Brasil e Mercosul.

    Julian Thomas, diretor-supe-rintendente da Aliana, ressalta que a empresa no mede esforos para ofe-recer qualidade contnua nos servios, contornando as questes que envol-vem os problemas de infraestrutura operacional em alguns portos.

    Oferecemos uma cobertura dos mercados com escalas diretas nos principais portos, ampliando a atuao s regies Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, com maior capacidade e agilidade nas operaes. Com isso, projetamos crescer, em 2014, acima de 20%, afirma.

    Para este ano, a Aliana espera aumentar a movimentao de car-gas de arroz a partir do porto de Rio Grande, eletroeletrnicos e duas ro-das em Manaus, alumnio e nquel em So Lus, no Maranho, e alimentos, higiene e limpeza no porto de San-tos.

    PORTOS DO BRASIL

    Aliana batiza porta-contineres Pedro lvares Cabral no Porto de Itapo

    InvestimentosA Aliana investiu R$ 450 milhes

    na renovao de sua frota de cabotagem. A empresa adquiriu quatro porta-cont-ineres de 3.800 TEUs de capacidade e 500 tomadas para carga refrigerada.

    Os navios foram especialmente projetados para navegao e operao na costa e portos brasileiros. So equi-pados com a mais moderna tecnologia para a segurana da tripulao e da car-ga, e tambm para a reduo do consu-mo de combustvel.

    Os porta-contineres tambm so providos de um sistema pioneiro de tratamento de gua de lastro, que eli-mina o risco de impacto ambiental que esse tipo de operao pode causar. Por isso possuem a notao especial "BWM" (Ballast Water Management). Outra im-portante caracterstica dos navios a notao "EP" (Enviromental Passport), confirmando sua condio especial de

    atender e controlar os regulamentos e normas internacionais relativos prote-o do meio ambiente.

    Tambm possuem a notao "RSD" (Rational Ship Design), indicando que a concepo e desenvolvimento do projeto utilizaram as mais modernas tc-nicas de otimizao estrutural, e a no-tao de automao plena da praa de mquinas, o que torna a operao mais flexvel e segura.

    Como a operao de um navio de cabotagem muito mais intensa que um navio de longo curso, os novos porta-contineres possuem caractersti-cas especiais como: climatizao interna otimizada para os trpicos, sistema de navegao eletrnico dispensando car-tas de navegao tradicionais, passadio provido de trs radares, alm de dois sistemas de ecobatmetros instalados especialmente para a navegao no Rio Amazonas.

    Capacidade 52,065 tdw Capacidade dos contineres 3.800 TEUs Plugs para contineres refrigerados 500 Comprimento total 228 m Comprimento entre perpendiculares 217.5 m Largura 37.3 m Calado mximo 12.5 m Velocidade 19.5 kn Potncia do motor principal 22,890 kW

    Dados tcnicos do Pedro lvares Cabral:

    FROTA

  • O Terminal Santa Catarina, de So Francisco do Sul, anun-ciou que investir forte no atendimento a Break Bulk, ter-mo usado para definir carga geral, sem, no entanto deixar de ser um terminal de mltiplo uso - o que inclui operao em con-tiner.

    "Este mercado est em aquecimento e hoje poucos terminais esto preparados para o atender justamente porque focaram no con-tiner", afirma Jeferson Jos de Souza, coordenador de atendimento ao cliente do TESC. Alguns concorrentes que operam Break Bulk, como o Porto de Santos, no conseguem atender a demanda.

    "Queremos ser a primeira alternativa dos clientes que no es-to sendo atendidos em Santos e, para isso, estamos oferecendo infraestrutura logstica e custo mais baixo", completa Souza.

    Para reforar o posicionamento para atender Break Bulk, o TESC est organizando um workshop sobre o assunto em So Paulo, no incio de junho, no qual apresentar um panorama do mercado e tambm suas condies e facilidades para realizar operaes de carga geral.

    Economia&Negcios Maio 2014 39

    PORTOS DO BRASIL

    Terminal de Santa Catarina investe em Break Bulk

    CARGA GERAL

  • 40 Maio 2014 Economia&Negcios

    O Porto de Itapo vem inovando desde o incio de suas operaes, tanto pela sua estrutura moderna, apta a receber e operar os maiores navios que trabalham na costa brasileira, como pelo seu relacionamento diferenciado com clientes, como a rea-lizao dos Encontros de Negcios em diversas cidades do pas, como a abertura de escritrios comerciais nos Estados do Paran e So Paulo, alm de Santa Catarina.

    Conhecer de perto as necessidades especficas de logstica e de operao de cada cliente no mercado um dos nossos diferenciais, afirma o Diretor Comercial do Porto de Itapo, Marcus Harwardt.

    O resultado disso pode ser conhecido pelos n-meros apresentados pelo terminal at aqui. O ano de 2013 foi muito produtivo em Itapo, consolidando o porto como um dos maiores e mais importantes do Pas na movimentao de cargas conteinerizadas. Com um crescimento superior a 70% em suas operaes em no ano passado, em relao a 2012, o terminal movimen-tou 486.722 TEUs (unidade de medida equivalente a um continer de 20 ps).

    Sua eficincia e alta performance contribuem signi-

    ficativamente para o desenvolvimento econmico da re-gio sul e de todo o pas. Fato que, as constantes quebras de recordes de produtividade alavancam uma saudvel competitividade entre os portos brasileiros, criando me-tas cada vez mais arrojadas de performance na movi-mentao de contineres entre os terminais.

    Atualmente, dos cinco maiores ndices de alta pro-dutividade na movimentao de contineres, conhecido como MPH (Movimentos Por Hora), Santa Catarina pos-sui dois dos melhores registros, sendo um deles do Porto de Itapo, que em fevereiro e maro bateu seus recor-des de produtividade com 136 e 139 MPH.

    Ampliao Diante do crescimento das operaes, e da pr-

    pria demanda do mercado por terminais geis e eficien-tes, o terminal porturio pretende dar incio ainda em 2014 em seu projeto de ampliao. Durante a Inter-modal, os visitantes conheceram de perto cada detalhe dessa expanso atravs de um vdeo interativo em 3D, onde era visualizada toda a estrutura do terminal aps sua ampliao e um conjunto de informaes relativas

    PORTOS DO BRASIL

    INOVAO

    Porto de Itapo apresenta inovao e perspectiva de crescimento

  • Economia&Negcios Maio 2014 41

    PORTOS DO BRASIL

    equipamentos, capacidade e dinamismo da operao como um todo.

    Inicialmente devem ser providenciadas as licenas am-bientais e operacionais para que, a partir do segundo semes-tre deste ano, sejam iniciadas as obras. Atualmente, o termi-nal porturio conta com cais de 630 metros de comprimento e ptio de 156 mil m2, com capacidade para movimentar 500 mil TEUs/ano. Aps a ampliao, o cais ter 1.200 metros de comprimento e o ptio, 450 mil m2, em condies de movi-mentar aproximadamente 2 milhes de TEUs/ano.

    CertificaoA mais recente conquista do terminal ocorreu no l-

    timo de 24 de maro, quando passou a ser certificado com o ISO 9001:2008. O processo de certificao ocorreu por meio de uma auditoria realizada de 10 a 13 de maro, pela certificadora SGS. Inaugurado em junho de 2011, o terminal conquistou esse reconhecimento em tempo recorde para os padres do segmento porturio nacional, demonstrando mais uma vez que foi concebido para ser referncia em qualidade, produtividade e segurana.

    Diretor Comercial do Porto de Itapo, Marcus Harwardt

  • 42 Maio 2014 Economia&Negcios

    PORTOS DO BRASIL

    A expanso da cabotagem para o transporte de car-gas fracionadas e no tradicionais impulsionou o crescimento do modal no Tecon Rio Grande, ter-minal de contineres operado pelo Grupo Wilson Sons no Rio Grande do Sul.

    No primeiro bimestre de 2014, a cabotagem cres-ceu 20% em relao ao mesmo perodo do ano passado, movimentando mais de 5 mil TEUs. Alm das tradicionais cargas de arroz que seguem para o Nordeste, o terminal passou a movimentar produtos como mveis e bebidas da Serra Gacha, utenslios domsticos, produtos plsti-cos e alimentos (conservas, doces, leite em p).

    Segundo o diretor comercial, Thierry Rios, a am-pliao de um servio realizado pela Aliana Navegao viabilizou com que o estado gacho comeasse a receber e a embarcar outros produtos via cabotagem, criando uma ligao direta com Manaus (AM). Hoje, semanal-mente desembarcam eletroeletrnicos e motos e em-barcam em Rio Grande, nos contineres vazios, cargas da produo industrial gacha.

    Nossa expectativa que a navegao de cabota-gem mantenha um desenvolvimento slido e sustentvel. No Tecon Rio Grande, esperamos superar o crescimento de 10% registrados no ano passado por conta dos novos servios e rotas que esto sendo ofertados ao mercado pelos armadores. A cabotagem um modal seguro e eficiente, com dias fixos de atracao e regularidade nas escalas, afirma Rios.

    Um dos principais projetos desenvolvidos pelo ter-minal, em parceria com a Log-In, envolve o embarque de cargas de forma fracionada, ou seja, uma remessa de quantidades menores de mercadoria, que por si s no ocupa toda a capacidade de um continer. A partir do

    piloto iniciado em outubro de 2013, j foram movimen-tados 100 TEUs na modalidade.

    Boa parte desse volume de mveis da regio Sul, que so carregados nos contineres a partir de um centro consolidador instalado na Serra Gacha. Do Tecon Rio Grande, os mveis seguem os portos de Suape e For-taleza para atendimento dos mercados de Pernambuco, Cear, Paraba, Rio Grande do Norte e Piau.

    uma mudana de paradigma que envolve in-meros parceiros. Estima-se que 95% dos mveis ga-chos so escoados pelo modal rodovirio. A utilizao da cabotagem traz maior segurana, diminui custos e avarias, impactando diretamente na reduo da assistncia tcni-ca, explica o executivo.

    A recuperao de carga do polo petroqumico do Rio Grande do Sul com a retomada do servio di-reto a Manaus tambm comemorada pelo Tecon Rio Grande. O volume movimentado de resinas atingiu um crescimento de 261% nos dois primeiros meses do ano em relao ao perodo anterior. Alm disso, o terminal porturio conquistou outros projetos envolvendo arroz, eletroeletrnicos, partes e peas automotivas.

    O Grupo Wilson Sons um dos maiores operadores integrados de logsti-

    ca porturia e martima e solues de cadeia de suprimen-to no mercado brasileiro, com 176 anos de experincia. A companhia conta com uma rede de atuao nacional e presta uma gama completa de servios para as empresas que atuam na indstria de leo e gs, no comrcio inter-nacional e na economia domstica. As principais ativida-des do Grupo so divididas em dois sistemas Porturio e logstico e Martimo.

    FATURAMENTO

    Novas cargas impulsionam crescimento de 20%da cabotagem em 2014 no Tecon Rio Grande

    Linha que liga o RS a Manaus abre espao para a movimentao de cargasno tradicionais, como mveis, utenslios domsticos e alimentos

  • 44 Maio 2014 Economia&Negcios

    PORTOS DO BRASIL

    A Portonave S/A Terminais Porturios de Navegan-tes aumentou em 22% o seu faturamento lquido com atividades de movimentao porturia (receita operacional lquida obtida a partir da receita bruta me-nos os impostos) em 2013.

    A Companhia, s em operaes porturias, alcan-ou a cifra de R$ 333,7 milhes de receita lquida. De acordo com o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, a Portonave man-teve a tendncia de crescimento em movimentao de contineres e faturamento, mesmo em um ambiente de competio intensa e cenrio desfavorvel na economia.

    O ano de 2013 foi marcado pela desvalorizao do real frente ao dlar e o PIB brasileiro ficou abaixo das expectativas, fechando o ano com crescimento de 2,3%. A Portonave se mantm como o terminal que mais movi-menta cargas em Santa Catarina, respondendo por 45% do mercado do Estado.

    O crescimento da companhia foi impulsionado pelo avano nas operaes. A empresa investiu R$ 80 milhes em novos equipamentos para ampliar a capacidade de produo. A aquisio de trs portineres (STSs) e cin-co transtineres (RTGs) contribuiu para que a Portonave quebrasse o recorde de produtividade.

    A empresa registrou a expressiva marca de 177,8 contineres movimentados por hora, realizada durante a operao do navio Hanjin Boston, no ms de maro. Consolidamos-nos como um dos terminais porturios mais eficientes do pas e isso nos permite projetar um crescimento sustentvel para os prximos anos, comen-ta o diretor-superintendente operacional da Portonave, Ren Duarte.

    ReconhecimentoO ano passado tambm foi marcado por impor-

    tantes reconhecimentos. Destaque para o prmio Ope-rador Porturio do Ano, concedido pelo jornal ingls Lloyds List, que reconhece a empresa com melhor efici-ncia operacional aliada preocupao com o desenvol-vimento sustentvel.

    Na rea de preservao ambiental, o Terminal re-cebeu o ttulo de Empresa Cidad 2013 pela ADVB. Projetos de responsabilidade social como o Contm Cul-tura e Onda: Por um mundo melhor foram realizados em benefcio de milhares de crianas e jovens do municpio e da regio.

    Alm disso, cerca de 45 projetos e aes foram re-alizados ou patrocinados pela Companhia. Somados, os investimentos diretos e por meio de leis de incentivo e renncia fiscal, foram superiores a R$ 1 milho.

    A Portonave um terminal privado e est localizada na margem esquerda do Rio Itaja-Au, na cidade de Na-vegantes, Santa Catarina. A Companhia fechou 2013 com 1.012 colaboradores diretos.

    Movimentao de contineresEm 2013, a Portonave movimentou 705.790 TEUS

    (unidade de medida equivalente a um continer de 20 ps) e atingiu a marca de 3.341 navios atracados e 3.118.608 TEUs operados, deste o incio das atividades em 2007.

    Neste ano, entre janeiro e fevereiro, o terminal porturio j somou 104.652 mil TEUs operados, o que representou um crescimento de 7,6%, comparado aos dois primeiros meses do ano anterior.

    Faturamento lquido da Portonave cresce 22%

    CRESCIMENTO

  • Economia&Negcios Maio 2014 45

    PORTOS DO BRASIL

    A Superintendncia do Porto de Itaja, por meio de sua Gern-cia de Meio Ambiente, realizou durante cinco dias no ms de abril, um curso de capacitao de fiscalizao no trans-porte de produtos perigosos. O pblico alvo foi formado pelos servidores da Guarda Porturia, Gerncia de Operaes, Coorde-nadoria de Trnsito da Secretaria Municipal de Segurana de Itaja (Codetran) e Defesa Civil.

    O contedo abrangeu regulamentao de produtos perigo-sos, legislao, a exigncia de documentos e certificados obrigat-rios para motoristas e veculos utilizados no transporte de cargas para a atividade porturia e emergncias com produtos perigosos. Essa capacitao de grande importncia para o Porto de Itaja e para seus trabalhadores, porque aborda os procedimentos seguros na movimentao de cargas, a segurana do operador e tambm a qualidade dos servios por ns oferecidos, explica o diretor Exe-cutivo do Porto de Itaja, Heder Cassiano Moritz.

    Fizeram parte da do curso uma aula prtica nos gates do Por-to, com blitz educativa e de fiscalizao. A ao foi coordenada pela empresa Ecosorb Solues em Proteo Ambiental e ocorreu por meio de parceria com Codetran, Defesa Civil e rgos ambientais (Famai e Fatma). Segundo a gerente de Meio Ambiente do Porto de Itaja, Medelin Pitrez dos Santos, esta foi a primeira capacitao de um cronograma anual de que a Superintendncia promover em 2014.

    Durante o cronograma vo ser abordadas as reas relaciona-das a segurana nas operaes, brigada de emergncia e tambm a realizao de simulados de situaes emergenciais que possam ocorrer durante a operao porturia incndio, exploso, vaza-mento de produtos qumicos.

    Porto de Itaja realiza capacitao para servidoresque atuam diretamente na operao de cargas

    No papel de agente fiscalizador das operaes no Porto de Itaja, conforme determina a Lei de Portos, a Autoridade Porturia capacita seus trabalhadores

    que atuam diretamente na operao e fiscalizao de cargas

    Ronaldo Silva Jr/Arquivo

  • 46 Maio 2014 Economia&Negcios

    O Complexo Porturio de Itaja movimentou 1,1 milho de toneladas de cargas e 93,95 mil TEUs em maro. Acrescidos movimentao do ano, elevam a movimentao do primeiro trimestre de 2014 para 3.05 milhes de toneladas e 283,67 mil TEUs, com aumentos de 11% e 10%, respectivamente.

    A movimentao de cargas no Complexo Portu-rio de Itaja nos trs primeiros meses deste ano somaram 93,95 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit unidade internacional equivalente a um continer de 20 ps). O volume representa um avano de 10% sobre as opera-es registradas no primeiro semestre do ano passado, de 240,60 mil TEUs. Em toneladas, a movimentao somou 3,047 milhes de toneladas, com avano de 11% sobre as 2,736 milhes de toneladas registrados no igual perodo de 2013.

    O diretor Executivo do Porto de Itaja, Heder Cas-siano Moritz, explica que o crescimento verificado no trimestre pode ser creditado a melhorias que a infraes-trutura aquaviria do Complexo Porturio, a exemplo das

    PORTOS DO BRASIL

    Movimentao de contineres no Complexo Porturio de Itaja cresce 10%

    POSITIVO

    dragagens de manuteno, e tambm ao aumento no nmero de servios nas duas margens, que est ocorrendo gradativamente em 2014.

    O superintendente Antonio Ayres dos Santos Jnior considera a mdia de crescimento registrada neste ano, de 10% e bem acima da mdia dos portos brasileiros, muito boa. A tendncia de que con-tinuemos nesse patamar e movimentemos mais de 1,2 milho de TEUs neste ano, diz Ayres.

    Se analisado o fluxo das cargas, as importaes e exportaes esto equilibradas. Os embarques no perodo somaram 130,053 mil TEUs, enquanto os desembarques totalizaram 133,822 mil TEUs. Esse equilbrio tambm foi verificado na balana comercial brasileira em maro, quando os embarques brasilei-ros ao exterior superaram as compras externas, re-sultando em um supervit de US$ 112 milhes. O saldo positivo mensal foi resultado de exportaes de US$ 17,628 bilhes e importaes de US$ 17,516 bilhes.

    J as cargas mais operadas no Complexo Por-turio de Itaja em maro foram, nas exportaes o frango congelado (US$ 241,3 milhes), os produ-tos mecnicos e eletrnicos (US$ 103,93 milhes) e as carnes e derivados (US$ 95,66 milhes). Nas importaes os mecnicos e eletrnicos lideram a pauta (US$ 275,94 milhes), seguidos pelos produ-tos qumicos (US$ 181 milhes) e pelos txteis (US$ 171,58).

  • Economia&Negcios Maio 2014 47

    PORTOS DO BRASIL

    Depois do sucesso do projeto em Santos (SP), a Asia Shipping Terminais, empresa brasileira especializada em agenciamento de carga global e lder em volume de carga movimentada entre todos os trades, vai estender o servio de entrega de cargas embarcadas em contineres consolidados a partir do Porto de Itaja (SC). O servio ser vlido para clientes regulares com base em localidades at 150 km de Itaja. A novidade fruto de uma parceria firmada com a Apm Terminals Itaja.

    Aps a descarga do continer em Itaja, a mercadoria passa pelo processo de desconsolidao e posterior desem-barao aduaneiro para ento seguir diretamente aos clientes por meio rodovirio. A comodidade de receber os itens im-portados diretamente na fbrica fez sucesso em todo o es-tado de So Paulo e no ser diferente em Santa Catarina, disse Ricardo Tavares, gerente de Contract Logistics da Asia Shipping Terminais.

    Desde que foi implantado o servio no porto de San-tos, a receptividade tem sido muito boa. Para o cliente, uma comodidade receber a carga direto na fbrica sem ter

    que se preocupar com os detalhes do transporte.S nos meses de janeiro e fevereiro, 807 navios atra-

    caram em Santos e o movimento total de carga foi de 7,8 milhes de toneladas. Com recorde de movimentao de contineres: 339 mil unidades, 9,3% a mais do que no ano anterior. No ano passado, as filas de caminhes nas rodovias que do acesso ao porto chegaram a atingir 50 km. Um novo sistema de agendamento de horrio para os caminhes foi criado para ajudar a escoar a safra de gros. Nossa ideia com este servio contribuir para desafogar este gargalo logstico do pas, primeiro em Santos e agora em Itaja, disse Ricardo Tavares.Para Ricardo Arten, diretor da APM Terminals Itaja, a proposta inovar e diversificar o portflio de servios atravs da oferta de novos servios aos clientes. Desde o incio de 2013, temos um acordo firmado com a Asia Shipping Ter-minais que prev a prestao de desconsolidao, armaze-nagem e entrega de cargas aos importadores. O projeto de entrega direta ao cliente vem reforar esta parceria e con-solidar este servio inovador junto ao mercado catarinense, disse Arten.

    Asia Shipping amplia servio de entrega direta a clientes em Itaja

    SERVIO

  • PORTOS DO BRASIL

    INTERCMBIO

    48 Maio 2014 Economia&Negcios

    O superintendente do Porto de Itaja e vice-presidente da Associao dos Portos de Ln-gua Portuguesa (Aplop), Antonio Ayres dos Santos Jnior, participou de reunio com a diretoria da instituio, realizada no ms de abril na sede da Associao Brasileira de Entidades Porturias e Hidrovirias (Abeph, no Rio de Janeiro.

    Fazem parte desta associao portos de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guin Bissau, Moambique, So Tom e Prncipe, Timor Leste, Macau, na China, e Goa, na ndia.

    A apresentao de estudo de mercado e relaes comerciais entre pases que compem a Aplop, o intercmbio e troca de informaes e experincias sobre a

    gesto porturia nos pases lusfonos, a busca de acordos bilaterais de comrcio exterior para facilitar o intercmbio comercial entre os portos dos pases de

    lngua portuguesa e tambm a criao de um curso de mestrado (stricto sen-su) em gesto porturia foram os assuntos discutidos entre os dirigentes.

    Participaram do encontro o diretor da Aplop e presidente da As-sociao de Portos de Portugal, Pedro Nunes Pontes; o conselheiro da instituio e presidente do Porto de Aveiro, Jos Luiz Azevedo Cacho; o diretor da entidade e presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) Jorge Mello e o secretrio da Aplop, tambm da CDRJ, Adalmir de Souza. O presidente da instituio, Anapaz de Jesus Neto, foi representado pelo presidente da Associao de Portos de Angola (Apang), Abel Cosme.

    Aplop busca ampliar relaes Comerciais entre pases lusfonos

  • PORTOS DO BRASIL

    Economia&Negcios Maio 2014 49

    A APM Terminals Brasil, empresa do Grupo A. P. Mller Maersk e um dos maiores operadores porturios do mundo, apresentou seu novo formato de negcios durante a Intermodal South Amrica 2014, evento destinado aos setores de logstica, transporte de cargas e comrcio exterior realizado no ms de abril, em So Paulo.

    A empresa oficializou no evento, o processo de integra-o entre os servios porturios e de retrorea que passou a oferecer desde o final de 2013, resultado de uma viso abran-gente e um modelo diferenciado de negcio. Em 2014, a APM Terminals projeta crescer 8% no Brasil em comparao ao ano passado.

    Com a integrao, a APM Terminals Brasil conta agora com dois terminais porturios, sendo um em Itaja e outro em Pecm (CE), e quatro unidades retroporturias em Paranagu (PR), Itapo (SC), Itaja (SC) e Rio Grande (RS).

    Ricardo Arten, diretor superintendente da APM Terminals Brasil, explica que a integrao dos servios entre as unidades da empresa proporciona uma soluo logstica com maior siner-gia ao mercado. Segundo Arten, o novo conceito operacional permite empresa oferecer servios como armazenagem e gerenciamento de contineres vazios, reparos de contineres, servios relacionados a cargas refrigeradas (reefers) e transpor-te, trazendo reduo nos custos extras e ocultos da operao.

    Em 2013, o Grupo APM Terminals Brasil movimentou nos terminais porturios 700 mil TEUs (unidade equivalente a um conteiner de 20 ps). Em Itaja, o terminal porturio tem ca-

    pacidade para operar 550 mil TEUs/ano, enquanto Pecm pode operar at 400 mil TEUs/ano, alm de cargas gerais. Em termos de capacidade retroporturia, as quatro unidades esto equipa-das para realizar at 7.500 movimentos gate/ms cada uma.

    Novo recordeA APM Terminals Brasil registrou em abril um novo recor-

    de de produtividade na movimentao de contineres no Porto de Itaja. A nova marca de 59,26 movimentos por hora (MPH) por portiner na operao do navio MV Carolina Star, quando foram utilizados dois equipamentos simultaneamente, gerando 118,52 movimentos por hora. O recorde anterior do terminal para a operao de embarque e desembarque com a utilizao de dois portineres era de 46,65 movimentos por portiner (93,31 movimentos por hora no bero com dois equipamen-tos) alcanados durante a operao do navio Rhlaqua.

    De acordo com o diretor superintendente da APM Ter-minals Brasil, Ricardo Arten, so nmeros impressionantes que consolidam os nveis de produtividade da APM Terminals Itaja e comprovam o comprometimento da empresa com a eficincia dos servios e a busca constante de alta performance, manten-do foco nos clientes.

    Arten enfatiza ainda que os equipamentos utilizados na movimentao dos contineres conferem mais agilidade, segu-rana e eficincia s operaes. Isto reflete a importncia dos investimentos para o bom resultado das movimentaes por-turias.

    SOLUO

    APM Terminals integra servios porturios e retroporturios no Brasil

    Em 2014, a empresa projeta crescer 8% no Brasil em comparao ao ano passado.

  • 50 Maio 2014 Economia&Negcios

    Massa para reboco e assentamento

    A primeira empresa especializada em massa de Itaja

    Especializada em prover servios em logstica e comrcio exterior com foco na agregao de valor ao cliente e sus-tentabilidade do negcio a PM Despachos reconhecida pela excelncia na gesto e satisfao dos clientes.

    A estrutura da empresa que completa 20 anos de ativi-dades em agosto de 2014, foi planejada para atender de forma gil e dinmica todas as atividades que envolvem a execuo dos servios.

    Com uma equipe formada por quase uma centena de profissionais das reas de comrcio exterior, logstica e trans-portes, a empresa garante um suporte seguro nos eventuais entraves burocrticos ou legais da rea aduaneira e um eficiente sistema de informaes para garantir as melhores solues, com a mxima transparncia na instruo, apresentao e acompa-nhamento dos processos.

    Esse padro de excelncia gera nos processos logsticos aos clientes e parceiros uma grande segurana. A empresa focada nos detalhes que fazem a diferena neste segmento cada vez mais competitivo. A PM Despachos possui matriz em Uru-guaiana (RS) e desde 2007 mantm uma das filiais em Itaja (SC), alm de So Borja e Porto Alegre (RS), Foz do Iguau (PR) e Santos (SP).

    Em entrevista Revista Porturia Economia & Ne-gcios, Paulo Csar Maia de Oliveira, Diretor da PM Despa-chos nos fala um pouco sobre a trajetria da empresa e as pers-pectivas de crescimento no mercado logstico.

    Revista Porturia Como surgiu a empresa que est prestes a completar 20 anos de servios prestados?

    Paulo Csar Maia de Oliveira Na poca eu j possua praticamente 25 anos de experincia trabalhando como funcio-

    PM Despachos Aduaneiros: quase duas dcadas de servios prestados

    nrio na rea do comrcio exterior e tomei, em meados de 1994, a deciso de abrir a empresa em Uruguaiana (RS). No incio a PM Despachos foi composta por apenas seis pessoas. Hoje contamos com quase uma centena de colaboradores.

    Revista Porturia O que levou a PM Despachos a abrir uma filial em Itaja no ano de 2007?

    Maia Foi uma deciso estratgica, pois nossas operaes em fronteira dependiam praticamente de trs pases do Mercosul: Argentina, Chile e Uruguai. Sendo que 80% eram operaes com Argentina. Diversas ve-zes os problemas econmicos desestabilizaram a relao comercial com o Brasil e isso veio se refletir nas operaes terrestres que eram nosso nico foco na poca. Tivemos quedas de faturamento bem expressivas e instabilidades, bem como outras empresas do segmento e isso foi o ponto de partida em busca de uma possvel soluo pois j vnhamos visualizando os modais martimo e areo. Comeamos a aprofundar um estudo de viabilidade con-frontando nossa realidade e diversos portos brasileiros e decidimos investir em nossa primeira filial voltado ao mo-dal martimo e areo na cidade de Itaja (SC).

    Porturia Quais so os principais diferenciais nos servios prestados pela empresa?

    Maia Investimos no fortalecimento estrutural da empresa como um todo, pois operacionalmente a PM Despachos muito forte, nossa equipe de profissionais formada de pessoas competentes e muito bem qualifi-cadas para o desempenho de nossos servios e estamos sempre em busca de melhorias para sermos cada vez mais uma extenso de nossos clientes nos portos, aeropor-tos e fronteiras. Nosso interesse renovar diariamente o Compromisso com a Satisfao de Nossos Clientes.

    Porturia Quais so as principais metas da PM Despachos neste ano de 2014?

    Maia Esse ano atpico, pois temos Copa do Mundo e eleies, mas uma coisa certa, ns empresrios precisamos dar seguimento nas nossas empresas indepen-dentemente de quaisquer eventos. Sendo assim, a nossa principal meta continuar crescendo, queremos aumentar a atuao da empresa no s em desembarao aduaneiro que nosso foco principal, como tambm no transporte rodovirio internacional. Essas so algumas das nossas me-tas neste ano de 2014.

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  • O ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidncia da Repblica, Antnio Henrique da Silveira, ressaltou a importncia de Santa Catarina na atividade porturia brasileira.O Porto de Itaja tem uma importncia muito gran-

    de para a economia local e tambm temos que ressaltar a importncia de Santa Catarina na atividade porturia do Brasil. Hoje o Estado corresponde em termos de movi-mentao de contineres ao segundo lugar, perdendo apenas para o complexo porturio de Santos, afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Antnio Henrique da Silveira, durante a solenidade de incio das obras de re-foro do realinhamento dos beros 3 e 4 de atracao do terminal porturio em Itaja.

    Atualmente sob administrao pblica, os cais sero arrendados para a iniciativa privada assim que as obras ter-minarem. Tambm citou a importncia do Porto de Itaja para economia local e afirmou que, no segundo semestre, o terminal estar contemplado no Programa Nacional de Dragagem, de forma a adequar a bacia de evoluo mo-vimentao de navios de maior porte.

    Assim, poderemos reafirmar a vocao do Comple-xo Porturio Itaja/Navegantes com a rea central de mo-vimentao de contineres de navios de maior dimenso. Isso absolutamente essencial para o Estado, reforou.

    No ano passado, o Complexo Porturio de Ita-ja movimentou 12,612 milhes de toneladas de cargas (1.104.923 TEUs), um aumento de 12% em relao a 2012, quando a movimentao foi de 11,205 milhes de toneladas (1.015.954 TEUs).

    Somente nos trs primeiros meses de 2014, o com-plexo j movimentou 2,730 milhes de toneladas (264 mil TEUs), um incremento de 10% em relao ao primeiro trimestre do ano passado que foi de 2,384 milhes de to-neladas (240.605 TEUs).

    RecursosO investimento, em recursos da Unio, do Pro-

    grama de Acelerao do Crescimento (PAC2) soma R$ 117,04 milhes e possibilitar que esse trecho de cais, de 490 metros, opere navios de maior porte e dimenso, assim como receba equipamentos mais modernos e de melhor performance, alm de ter sua cota de dragagem ampliada de -10 para -14 metros.

    As obras sero executadas pela Serveng Civilsan, que foi a empresa vencedora do processo licitatrio. A previso que os trabalhos sejam executados no prazo de

    Ministro dos Portos ressalta importncia de Santa Catarina na atividade porturia brasileira

    Tambm citou a importncia do

    Porto de Itaja para economia local e afirmou que, no

    segundo semestre, o terminal estar contemplado no

    Programa Nacional de Dragagem, de

    forma a adequar a bacia de evoluo movimentao

    de navios de maior porte.

    Fotos Anderson Silva

    18 meses, informou o superintendente do Porto de Itaja, engenheiro Antonio Ayres dos Santos.

    AcompanhamentoA autoridade porturia tambm verificou o

    andamento das obras de reconstruo do bero

    nmero 1 do terminal Itaja, que est sob a respon-sabilidade da empresa privada APM Terminals. Este bero foi destrudo pela enchente de 2011 e est em fase final de reforma. A obra, que tinha previso de concluso em setembro do ano passado, deve ser concluda neste ms.

    Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    52 Maio 2014 Economia&Negcios

  • O ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidncia da Repblica, Antnio Henrique da Silveira, ressaltou a importncia de Santa Catarina na atividade porturia brasileira.O Porto de Itaja tem uma importncia muito gran-

    de para a economia local e tambm temos que ressaltar a importncia de Santa Catarina na atividade porturia do Brasil. Hoje o Estado corresponde em termos de movi-mentao de contineres ao segundo lugar, perdendo apenas para o complexo porturio de Santos, afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Antnio Henrique da Silveira, durante a solenidade de incio das obras de re-foro do realinhamento dos beros 3 e 4 de atracao do terminal porturio em Itaja.

    Atualmente sob administrao pblica, os cais sero arrendados para a iniciativa privada assim que as obras ter-minarem. Tambm citou a importncia do Porto de Itaja para economia local e afirmou que, no segundo semestre, o terminal estar contemplado no Programa Nacional de Dragagem, de forma a adequar a bacia de evoluo mo-vimentao de navios de maior porte.

    Assim, poderemos reafirmar a vocao do Comple-xo Porturio Itaja/Navegantes com a rea central de mo-vimentao de contineres de navios de maior dimenso. Isso absolutamente essencial para o Estado, reforou.

    No ano passado, o Complexo Porturio de Ita-ja movimentou 12,612 milhes de toneladas de cargas (1.104.923 TEUs), um aumento de 12% em relao a 2012, quando a movimentao foi de 11,205 milhes de toneladas (1.015.954 TEUs).

    Somente nos trs primeiros meses de 2014, o com-plexo j movimentou 2,730 milhes de toneladas (264 mil TEUs), um incremento de 10% em relao ao primeiro trimestre do ano passado que foi de 2,384 milhes de to-neladas (240.605 TEUs).

    RecursosO investimento, em recursos da Unio, do Pro-

    grama de Acelerao do Crescimento (PAC2) soma R$ 117,04 milhes e possibilitar que esse trecho de cais, de 490 metros, opere navios de maior porte e dimenso, assim como receba equipamentos mais modernos e de melhor performance, alm de ter sua cota de dragagem ampliada de -10 para -14 metros.

    As obras sero executadas pela Serveng Civilsan, que foi a empresa vencedora do processo licitatrio. A previso que os trabalhos sejam executados no prazo de

    Ministro dos Portos ressalta importncia de Santa Catarina na atividade porturia brasileira

    Tambm citou a importncia do

    Porto de Itaja para economia local e afirmou que, no

    segundo semestre, o terminal estar contemplado no

    Programa Nacional de Dragagem, de

    forma a adequar a bacia de evoluo movimentao

    de navios de maior porte.

    Fotos Anderson Silva

    18 meses, informou o superintendente do Porto de Itaja, engenheiro Antonio Ayres dos Santos.

    AcompanhamentoA autoridade porturia tambm verificou o

    andamento das obras de reconstruo do bero

    nmero 1 do terminal Itaja, que est sob a respon-sabilidade da empresa privada APM Terminals. Este bero foi destrudo pela enchente de 2011 e est em fase final de reforma. A obra, que tinha previso de concluso em setembro do ano passado, deve ser concluda neste ms.

    Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    Economia&Negcios Maio 2014 53

  • ColunaMercado

    54 Maio 2014 Economia&Negcios

    Com a gerao de mais de mil novos empregos at 2015, a primeira fbrica de automveis do BMW Group na Amrica do Sul deve acelerar o desen-volvimento socioeconmico na regio de Araquari, em Santa Catarina. A meta da unidade ter 740 novos postos ocupa-dos at o ltimo trimestre deste ano, quando sero iniciadas as atividades produtivas, e fechar 2014 com 800 colaborado-res. At o final de 2015, sero 1.300 contratados.

    Alm de ser um passo extremamente estratgico para as operaes do BMW Group Brasil, a instalao da nova fbrica em Araquari trar benefcios socioeconmicos para a regio e para o Estado de Santa Catarina em virtude do aquecimento do mercado de trabalho local e da gerao de renda, afirma Betina Kraus, diretora de recursos humanos responsvel pela fbrica.

    At o momento, 180 profissionais j foram contratados para trabalhar na unidade. A maior parte das vagas disponveis para operadores de linha de montagem, mas tambm h oportunidades em diversas reas administrativas, incluindo RH, Planejamento, Qualidade e Logstica. O foco principal contratar profissionais que atuem na regio de Araquari e Joinville, porm profissionais de outras regies tambm sero avaliados.

    Os colaboradores da linha de montagem passaro por um intenso processo de imerso. Alm da nova fbrica, a BMW construiu um centro de treinamento de ltima gerao em Joinville (distante 20km da fbrica) voltado para a capaci-tao profissional. A linha de produo em Araquari seguir os mesmos padres nos sistemas de produo e qualidade das demais fbricas da BMW ao redor do mundo. Por isso,

    DESENVOLVIMENTO

    BMW criar mais de mil empregoscom nova fbrica em Santa Catarina

  • ColunaMercado

    Rua Joo Bauer, 498 - Edifcio Mirante do Porto - sl 03 - Trreo - Itaja - SC (47) 2104.9898comercial@commercializebrazil.com | www.commercializebrazil.com

    inauguramos um centro de treinamento que reproduz, em menor escala, a linha de montagem dos automveis, de modo que nossos profissionais compreendam e vivenciem o processo produtivo antes mesmo do incio da nossa ope-rao, explica.

    Vagas disponveisPara se candidatarem s vagas de Operador de

    Montagem, os interessados devero ter cursado o ensi-no mdio completo e ter disponibilidade para trabalhar em turnos.

    Embora sejam considerados diferenciais, no obri-gatrio ter cursado ensino tcnico nas reas de mecnica ou engenharia nem ter experincia em linhas de produo automotiva.

    Entre as habilidades que esse profissional deve ter

    esto: foco em qualidade, habilidade com atividades manu-ais, iniciativa, conhecimento do processo de produo en-xuta e de mtodos de qualidade, e habilidade para trabalho em equipe.

    Nas funes administrativas, h vagas para analistas em todos os nveis nas reas de RH, Tecnologia da Informa-o (exige-se conhecimento em SAP), Logstica, Qualidade, Carroceria e Pintura. Alguns cargos administrativos exigiro dos candidatos fluncia em ingls. Habilidades e pr-requi-sitos especficos para cada cargo sero detalhados quando da publicao de cada vaga.

    Para mais informaes, os candidatos podem entrar em contato com a Manpower (inicialmente estabelecida na Travessa Campo Grande, 138 Bairro Bucarein Joinville/SC), por meio do telefone: (47) 4009-9405 e do e-mail recrutamento.bmw@manpower.com.br.

    Economia&Negcios Maio 2014 55

  • ColunaMercado

    ColunaMercado

    A fbrica da Whirlpool de Joinville conquistou o primeiro lugar no ranking das empresas mais inovadoras no Sul do Brasil, de acor-do com a pesquisa Campes da Inovao, realizada pelo grupo Amanh, em parceria com a consultoria Edusys e apoio tcnico da Fun-dao Dom Cabral.

    Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram vrios as-pectos relacionados ao ambiente criativo, da cultura organizacional aos resultados obtidos com novas ideias.

    O levantamento traz o ranking das 20 empresas mais inovadoras e a lista de outras 30 companhias da regio Sul que tambm se destaca-ram nessa rea, como o caso do grupo Tigre, de Joinville. O ranking selecionou 50 empresas entre as 500 maiores da regio Sul.

    Na lista das 20 primeiras colocadas, alm da Whirlpool, que est no topo, aparecem ainda as catarinenses Anjo Qumica do Brasil (12), Grupo Portobello (13) e Grupo Weg (16).

    Entre a 21 colocao e 50, so sete empresas de Santa Catarina apontadas entre as 50 mais inovadoras: Bunge Alimentos, Cecrisa Re-vestimentos Cermicos e Construo, Fbrica de Carrocerias Librelato, Karsten e Controladas, Parque Elico Cenael (EDP Energia), Grupo Ti-gre e Zen S/A. O Rio Grande do Sul emplacou 29 empresas entre as 50 mais inovadoras. Do Paran, foram 10 e em Santa Catarina, um total de 11 empresas aparecem na lista.

    A WhirlpoolAdmirada por suas marcas, diferenciada por talentos de

    alto desempenho, com foco no consumidor e comprometi-da com a sustentabilidade. Essas so algumas das caracters-ticas que conferiram Whirlpool o ttulo de empresa mais inovadora do Sul do Brasil. A indstria lder do mercado latino-americano de eletrodomsticos. No Brasil atua com as marcas Brastemp, Consul e KitchenAid. Possui fbricas em Joinville (SC), Rio Claro (SP) e Manaus (AM).

    A empresa possui no Brasil 23 laboratrios de Pesquisa e Desenvolvimento e quatro Centros de Tecnologia: Coco, Ar-Condicionado, Lavanderia e Refrigerao - este conside-rado um dos maiores do mundo. Nesses locais, so desen-volvidos produtos e projetos inovadores que so exportados para mais de 70 pases.

    As 20 empresas mais inovadoras do Sul, por ordem de classificao:1 Whirlpool - Joinville/SC2 Marcopolo - Caxias do Sul/RS3 ALL Curitiba/PR4 - Grendene - Farroupilha/RS5 - Intecnial - Erechim/RS6 - Prati, Donaduzzi e Cia. Ltda. - Toledo/PR7 - Stara - No-me-Toque/RS8 Keko Acessrios - Flores da Cunha/RS9 PUCRS Porto Alegre - Porto Alegre/RS10 Stemac - Porto Alegre/RS11 Medabil - Porto Alegre/RS12 Anjo Qumica do Brasil - Cricima/SC13 Grupo Portobello - Florianpolis/SC14 Calados Piccadilly - Igrejinha/RS15 Grupo Artecola - Campo Bom/RS16 Grupo Weg - Jaragu do Sul/ SC17 Bematech - Curitiba/PR18 Altus - Porto Alegre/RS

    19 Grupo Randon - Caxias do Sul/RS20 Aspeur/Feevale - Novo Hamburgo/RS

    As 30 que completam a elite da inovao na regio, por ordem alfabtica:Agrale e Controladas - Caxias do Sul/RSBhio Supply - Esteio/RSBunge Alimentos - Gaspar/SCCandon Aditivos para Alimentos Ltda - Mar. Cndido Rondon/PRCecrisa Revest. Cerm. e Contr. - Cricima/SCFbrica de Carrocerias Librelato - Orleans/SCFund. Univers. de Caxias do Sul (UCS) - Caxias do Sul/RSGrupo Tramontina - Carlos Barbosa/RSGVT - Global Village Telecom Ltda. - Curitiba/PRHospital de Clnicas - Porto Alegre/RSInnova S/A - Triunfo/RSKarsten e Controladas - Blumenau/SCLactec - Inst. Tecn. Desenvolvimento - Curitiba/PRLojas Renner S/A - Porto Alegre/RSNoma do Brasil S/A - Maring/PRParque Elico Cenael (EDP Energia) - gua Doce/SCPositivo Informtica S/A - Curitiba/PRProcergs - Porto Alegre/RSRBS Comunicaes S/A - Porto Alegre/RSRede Plaza - Porto Alegre/RSRGE - Rio Grande Energia - Caxias do Sul/RSSanta Casa de Miseric. de Porto Alegre - Porto Alegre/RSSanex Com. e Indstria Veterinria Ltda. - Curitiba/PRSite - Solues Integ. em Tecn. Educac. - Curitiba/PRSpheros Climatizao do Brasil S/A - Caxias do Sul/RSGrupo Tigre - Joinville/SCUnifrtil - Canoas/RSUsaflex - Indstria & Comrcio - Igrejinha/RSViao Ouro e Prata S/A - Porto Alegre/RSZen S/A - Brusque/SC

    LEVANTAMENTO

    Fbrica de Joinville eleita a mais inovadora do Sul do BrasilPesquisa Campes de Inovao, realizada pelo grupo Amanh

    aponta 11 empresas catarinenses entre as 50 da lista

    56 Maio 2014 Economia&Negcios

  • ColunaMercado

    ColunaMercado

    A fbrica da Whirlpool de Joinville conquistou o primeiro lugar no ranking das empresas mais inovadoras no Sul do Brasil, de acor-do com a pesquisa Campes da Inovao, realizada pelo grupo Amanh, em parceria com a consultoria Edusys e apoio tcnico da Fun-dao Dom Cabral.

    Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram vrios as-pectos relacionados ao ambiente criativo, da cultura organizacional aos resultados obtidos com novas ideias.

    O levantamento traz o ranking das 20 empresas mais inovadoras e a lista de outras 30 companhias da regio Sul que tambm se destaca-ram nessa rea, como o caso do grupo Tigre, de Joinville. O ranking selecionou 50 empresas entre as 500 maiores da regio Sul.

    Na lista das 20 primeiras colocadas, alm da Whirlpool, que est no topo, aparecem ainda as catarinenses Anjo Qumica do Brasil (12), Grupo Portobello (13) e Grupo Weg (16).

    Entre a 21 colocao e 50, so sete empresas de Santa Catarina apontadas entre as 50 mais inovadoras: Bunge Alimentos, Cecrisa Re-vestimentos Cermicos e Construo, Fbrica de Carrocerias Librelato, Karsten e Controladas, Parque Elico Cenael (EDP Energia), Grupo Ti-gre e Zen S/A. O Rio Grande do Sul emplacou 29 empresas entre as 50 mais inovadoras. Do Paran, foram 10 e em Santa Catarina, um total de 11 empresas aparecem na lista.

    A WhirlpoolAdmirada por suas marcas, diferenciada por talentos de

    alto desempenho, com foco no consumidor e comprometi-da com a sustentabilidade. Essas so algumas das caracters-ticas que conferiram Whirlpool o ttulo de empresa mais inovadora do Sul do Brasil. A indstria lder do mercado latino-americano de eletrodomsticos. No Brasil atua com as marcas Brastemp, Consul e KitchenAid. Possui fbricas em Joinville (SC), Rio Claro (SP) e Manaus (AM).

    A empresa possui no Brasil 23 laboratrios de Pesquisa e Desenvolvimento e quatro Centros de Tecnologia: Coco, Ar-Condicionado, Lavanderia e Refrigerao - este conside-rado um dos maiores do mundo. Nesses locais, so desen-volvidos produtos e projetos inovadores que so exportados para mais de 70 pases.

    As 20 empresas mais inovadoras do Sul, por ordem de classificao:1 Whirlpool - Joinville/SC2 Marcopolo - Caxias do Sul/RS3 ALL Curitiba/PR4 - Grendene - Farroupilha/RS5 - Intecnial - Erechim/RS6 - Prati, Donaduzzi e Cia. Ltda. - Toledo/PR7 - Stara - No-me-Toque/RS8 Keko Acessrios - Flores da Cunha/RS9 PUCRS Porto Alegre - Porto Alegre/RS10 Stemac - Porto Alegre/RS11 Medabil - Porto Alegre/RS12 Anjo Qumica do Brasil - Cricima/SC13 Grupo Portobello - Florianpolis/SC14 Calados Piccadilly - Igrejinha/RS15 Grupo Artecola - Campo Bom/RS16 Grupo Weg - Jaragu do Sul/ SC17 Bematech - Curitiba/PR18 Altus - Porto Alegre/RS

    19 Grupo Randon - Caxias do Sul/RS20 Aspeur/Feevale - Novo Hamburgo/RS

    As 30 que completam a elite da inovao na regio, por ordem alfabtica:Agrale e Controladas - Caxias do Sul/RSBhio Supply - Esteio/RSBunge Alimentos - Gaspar/SCCandon Aditivos para Alimentos Ltda - Mar. Cndido Rondon/PRCecrisa Revest. Cerm. e Contr. - Cricima/SCFbrica de Carrocerias Librelato - Orleans/SCFund. Univers. de Caxias do Sul (UCS) - Caxias do Sul/RSGrupo Tramontina - Carlos Barbosa/RSGVT - Global Village Telecom Ltda. - Curitiba/PRHospital de Clnicas - Porto Alegre/RSInnova S/A - Triunfo/RSKarsten e Controladas - Blumenau/SCLactec - Inst. Tecn. Desenvolvimento - Curitiba/PRLojas Renner S/A - Porto Alegre/RSNoma do Brasil S/A - Maring/PRParque Elico Cenael (EDP Energia) - gua Doce/SCPositivo Informtica S/A - Curitiba/PRProcergs - Porto Alegre/RSRBS Comunicaes S/A - Porto Alegre/RSRede Plaza - Porto Alegre/RSRGE - Rio Grande Energia - Caxias do Sul/RSSanta Casa de Miseric. de Porto Alegre - Porto Alegre/RSSanex Com. e Indstria Veterinria Ltda. - Curitiba/PRSite - Solues Integ. em Tecn. Educac. - Curitiba/PRSpheros Climatizao do Brasil S/A - Caxias do Sul/RSGrupo Tigre - Joinville/SCUnifrtil - Canoas/RSUsaflex - Indstria & Comrcio - Igrejinha/RSViao Ouro e Prata S/A - Porto Alegre/RSZen S/A - Brusque/SC

    LEVANTAMENTO

    Fbrica de Joinville eleita a mais inovadora do Sul do BrasilPesquisa Campes de Inovao, realizada pelo grupo Amanh

    aponta 11 empresas catarinenses entre as 50 da lista

    Economia&Negcios Maio 2014 57

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    58 Maio 2014 Economia&Negcios

    ENERGIA SOLAR

    Dispositivo inovador, desenvolvido em Santa Catarina, alterna automaticamente o fluxo de carga entre a rede e os painis fotovoltaicos

    A catarinense IValorTec desenvolveu um sistema inovador que vai tornar mais inteligente e econ-mica a gerao de energia solar por consumido-res e empresas. O projeto da empresa com sede em Florianpolis permite a gesto da energia consumida, alternando entre a rede de distribuio e a energia so-lar, quando for conveniente. O sistema foi desenvolvido dentro do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da Celesc Distribuidora SA, e est instalado na Estncia Hi-dromineral Santa Rita de Cssia, em Rancho Queimado, Santa Catarina.

    O Sistema Fotovoltaico Inteligente possibilita a ges-to estratgica da energia gerada por painis solares. Por meio do dispositivo de monitoramento e chaveamento inteligente (DMCI), instalado no quadro de distribuio, o fluxo de energia pode ser alternado, utilizando-se aquela energia que for mais econmica para determinado mo-mento. Este chaveamento pode ser feito tanto manual-mente quanto remotamente, ou de forma automtica a partir de parmetros previamente estabelecidos.

    Um software cruza os dados fornecidos pelo sis-tema, e permite o planejamento estratgico da utilizao de energia. Para empresas ou indstrias, esta gesto in-teligente poder ser aproveitada inclusive para o plane-jamento estratgico do negcio. O sistema j utilizado tambm em residncias, que recebem um relgio me-didor especial.

    ComposioNo sistema instalado na Estncia Hidromineral,

    dois painis com 60 placas fotovoltaicas enviam ener-gia para dois inversores trifsicos, que injetam a carga no quadro de controle e distribuio. O sistema inclui tambm 48 baterias que, carregadas com a energia solar gerada, possuem uma autonomia de at 4 horas.

    De acordo com o responsvel pelo projeto na IValorTec, Luiz Maroso, a Estncia Hidromineral foi es-colhida para a instalao pois est situada em final de linha de transmisso, e sujeita a frequentes episdios de oscilao da rede. Com o chaveamento inteligente, a indstria no ficar mais sujeita a pausas por conta de quedas na rede, afirma.

    Compensao de EnergiaO gerente do projeto na Celesc Distribuidora

    SA, Pablo Cupani Carena, explica que o projeto serve como um laboratrio para a empresa. Desde 2012, as distribuidoras passaram a se adequar resoluo 482 da Agencia Nacional de Energia Eltrica (Aneel), que criou o Sistema de Compensao de Energia permitindo que consumidores de energia que possuam fontes alternati-vas possam conectar-se rede, atendendo ao consumo local e injetando o excedente, gerando crditos.

    Este o projeto de maior porte nesta rea reali-zado em Santa Catarina, e o diferencial dele o sistema inteligente. Outros projetos podero ser desenvolvidos, utilizando o mesmo conceito, completa.

  • ColunaMercado

    Economia&Negcios Maio 2014 59

    A Coopercarga, operadora logstica para Brasil e Mercosul, foi escolhida pela Ambev para operar o primeiro caminho 100% movido a gs natural veicular (GNV) produzido pela MAN Latin America, que fabrica os caminhes Volkswagen.

    Esta tecnologia representa uma reduo de 20% em emisses de CO2, em comparao s operaes com veculos movidos a diesel. O modelo teste entrar em circulao a partir deste ms, abastecendo a regio central da cidade do Rio de Janeiro, onde ficar por seis meses em perodo de teste.

    A Coopercarga tem em sua identidade a preocu-pao com a sustentabilidade e busca realizar aes que minimizem os impactos de suas atividades no ambiente. Essa parceria com Ambev e MAN vem para fortalecer ainda mais esta ideologia. Selecionaremos as melhores equipes para testar e gerenciar esse veculo, verificando na prtica seu desempenho, informa Osni Roman, pre-sidente da Coopercarga.

    Segundo o executivo, se o desempenho do vecu-lo atender as expectativas projetadas pelos stakeholders, dentro de um ano a tecnologia dever ser levada para outros locais do pas.

    O combustvel utilizado no novo caminho de dis-tribuio de bebidas tem autonomia de cerca de 200 km e o sistema de armazenagem de gs natural no altera

    sua capacidade de carga til - sendo a mesma da verso a diesel, de at 10 pallets de 1.250 quilos, o equivalente a cerca de 9.400 garrafas. Alm disso, traz mais conforto ao motorista, pois com a nova configurao houve uma significativa reduo nos nveis de emisso sonora.

    A tecnologia foi desenvolvida sobre um Constella-tion 24.280 6x2 que, quando comparado a sua verso movida a diesel, apresenta uma estimativa de ganho na operao (R$/km) de aproximadamente 10%. Os ci-lindros so produzidos em fibra de carbono com liner plstico e, juntos, ocupam uma rea de 150m atrs da cabine. A operao conta tambm com a parceria da Gs Natural Fenosa, responsvel pelo fornecimento do com-bustvel.

    A Coopercarga A empresa foi fundada em 1990 na cidade de Con-

    crdia (SC) e realiza a operao logstica para a Ambev h mais de 12 anos, prestando os servios de transferncia, movimentao interna de armazns e distribuio urba-na. So mais de 1.200 pessoas envolvidas diariamente nas operaes das praas do grande Centro do Rio e So Cristvo, Grande So Paulo (Diadema e Mooca), Londrina (PR), e no nordeste e sul do pas. Atualmente, a frota da Coopercarga composta por 1,9 mil veculos, com idade mdia de aproximadamente quatro anos.

    SUSTENTABILIDADE

    Coopercarga ir operar caminho 100% movido a gs naturalVeculo vai atuar a partir deste ms em perodo de teste na regio central do Rio de Janeiro

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    60 Maio 2014 Economia&Negcios

    INVESTIMENTO

    Grupo portugus TMB quer investir em portos no Brasil

    O grupo portugus TMB - Terminal Multiusos do Beato pretende constituir uma "joint-venture" com uma empresa brasileira para o desenvolvimento de uma rede de portos fluviais no Estado do Rio Grande do Sul, segundo revelou ao o empresrio luso Sebastio Figueiredo, dono da TMB.

    "A par do crescimento a nvel nacional, o Grupo TMB est a avanar para um processo de internaciona-lizao sustentado no tringulo do Atlntico Sul: Portu-gal, Brasil, frica", afirmou Sebastio Figueiredo.

    O empresrio, filho do antigo dono da ETE - Em-presa de Trfego e Estiva, Antnio Figueiredo (falecido em 2009), decidiu apostar no Brasil com um parceiro local "muito forte".

    "Atualmente [o grupo TMB] est a analisar diver-sas oportunidades de investimento no Brasil, nomea-

    damente o desenvolvimento de um projeto na regio do Rio Grande do Sul, em parceria com um "player' brasileiro muito forte a nvel nacional e internacional, que contempla quatro vertentes: centros logsticos com terminais fluviais, estaleiro vocacionado para a constru-o de barcaas, uma empresa de navegao e uma agncia de navegao", revelou Sebastio Figueiredo.

    A TMB explora o terminal do Beato, em Lisboa, e recentemente adquiriu as empresas Portmar e Portli-ne Logistics. Agora a companhia quer crescer no Brasil. No que respeita criao de uma empresa de nave-gao, Sebastio Figueiredo diz que est em aberto a "possibilidade de aquisio de uma empresa j existen-te com frota prpria, podendo a partir da expandir a atividade, ou, alternativamente, criar uma empresa de raiz".

  • ColunaMercado

    Economia&Negcios Maio 2014 61

    As cargas de projetos, aquelas que possuem dimenses ou peso acima do permitido para embarque em con-tineres, e que exigem equipamentos especiais para todas as etapas da logstica, passam a contar com um trans-porte considerado indito na cabotagem brasileira realizado pela Aliana Navegao e Logstica.

    A empresa coloca em operao, a partir deste ms, o servio de cabotagem especialmente desenvolvido para o setor de cargas de projeto. Para isso, a Aliana afretou um navio do tipo multipropsito para carregar equipamentos com grandes dimenses e volumes, entre eles, transformadores, reatores, turbinas, torres de transmisso, guindastes, gera-dores e ps elicas. A embarcao ter bandeira brasileira e tripulao 100% nacional.

    Nomeado de Aliana Energia, o navio tem capacidade para transportar, aproximadamente, 19 mil toneladas de car-ga, e equipado com trs guindastes, que juntos podem iar peas de at 800 toneladas.

    De acordo com Mark Juzwiak, gerente-geral de assun-tos institucionais da Aliana, o propsito principal da empre-sa desenvolver um servio de transporte martimo porto a porto confivel, regular e competitivo na cabotagem para as cargas de projeto. Inicialmente, atenderemos todo o territ-rio nacional, com destaque para as regies Norte e Nordes-te, e, quando vivel, estenderemos o servio at a Argentina, Uruguai e Chile, pases que mantm acordos bilaterais com o Brasil, explica.

    O executivo explica que a cabotagem com navios espe-cializados tem vantagens competitivas comparando aos outros modais devido grande distncia entre as indstrias e o desti-no final, a infraestrutura rodoviria limitada e deficiente, a falta de transporte apropriado, longo tempo de percurso, custos, espao para armazenagem e menor ndice de avarias.

    Com a cabotagem da Aliana, temos condies de oferecer ao mercado navios apropriados, escalas regulares, possibilidade de programar os embarques, segurana da car-ga, custos competitivos e menor ndice de emisso de CO2, contribuindo para a preservao do meio ambiente, ressalta.

    Segundo ele, com o uso da cabotagem, o tempo de

    Aliana investe no transporte de cargas de projeto na cabotagem

    LOGSTICA

    Servio ser feito por um navio modelo multipropsito, com capacidade para, aproximadamente, 19 mil toneladas de carga

    viagem comparado ao rodovirio pode reduzir significativamente, dependendo do transporte, de 50 dias para no mximo 6 dias, em uma viagem de Santos para Fortaleza. O modal martimo gil e rpido. O investimento nesse setor um pedido dos clientes, que necessitam de um servio de credibilidade, e tambm do mercado, reflexo das obras que esto sendo realizadas no Brasil nas reas de energia, leo e gs, infraestrutura e tambm visando as Olmpiadas de 2016, completa Juzwiak.

    A expectativa de que o setor de carga de projeto equi-valer a 6% dos negcios de cabotagem da Aliana Navegao e Logstica, finaliza o executivo.

    A Aliana Navegao e LogsticaFundada em 1950, a empresa foi consolidando sua liderana

    no mercado brasileiro, passando a atuar em todos os continentes. Em 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Oetker, tambm proprietrio da Hamburg Sd, empresa alem fundada em 1871.

    Com faturamento de R$ 3,3 bilhes em 2013, a Aliana Na-vegao e Logstica tem forte atuao no segmento internacional e lder no transporte de cabotagem. No ano passado, movimentou mais de 673 mil TEUs. Atualmente, opera regularmente em 17 portos nacionais e possui 12 escritrios prprios no Brasil.

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    62 Maio 2014 Economia&Negcios

    PESQUISA

    Confiana do setor da indstria o mais baixo desde junho de 2009

    Pelo dcimo quarto ms seguido, o ndice de Confian-a da Indstria (ICI) da Fundao Getulio Vargas, ficou abaixo da mdia histrica, que de 105,4 pontos, ao atingir em abril 95,6 pontos - ante 96,2, em maro. Esse nvel o mais baixo j registrado desde junho de 2009 (90,7 pontos). Esses dados so referentes Sondagem da Indstria de Transformao, apurada pelo Instituto Brasileiro de Eco-nomia (Ibre) da Fundao Getulio Vargas.

    A pesquisa aponta ligeira elevao no nvel de satisfa-o com os resultados de seus negcios no momento pre-sente com o ndice da Situao Atual (ISA) em 97,3 pontos, avaliao que 0,7% maior do que a anterior. J em relao ao ndice de Expectativas (IE), houve queda de 2% com o nvel atingindo 93,9 pontos.

    Os resultados sinalizam continuidade do perodo de desacelerao do ritmo de atividade industrial, sem perspec-

    tivas, por ora, de reverso de tendncia, destaca a nota tcnica da FGV.

    Segundo ainda o comunicado, o que influenciou a pequena melhora no ISA foi a reduo dos estoques. A parcela dos entrevistados que indicaram estoques ex-cessivos diminuiu de 9,4% para 8,4%.Ao mesmo tem-po, aumentou de 1% para 2,9% o total que apontaram a existncia de estoques insuficientes.

    Em relao s previses futuras no curto prazo, caiu de 30,9% para 27,1% a proporo de empresas que acreditam em aumento da produo. Para 12%, as atividades vo diminuir ante 11,4% que tinham tal ava-liao no ms anterior. O Nvel de Utilizao da Capaci-dade Instalada (NUCI) apresentou leve recuo ao passar de 84,4% em maro para 84,1% em abril.

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    Economia&Negcios Maio 2014 63

    FRANQUIA

    Balnerio Shopping inaugura revendedora autorizada Apple

    O Balnerio Shopping inaugurou no ms de abril a primeira re-vendedora autorizada Apple da cidade. A My Store, franquia do Grupo Herval que vende exclusivamente equipamentos eletr-nicos Apple, a primeira loja da rede em Santa Catarina. Um coquetel de inaugurao para convidados marcou a abertura da nova loja.

    A 18 loja da rede no Brasil possui 122 metros quadrados de rea. Com a My Store, os consumidores tero a oportunidade de navegar, comprar e testar os produtos inovadores da Apple em um ambiente des-contrado e interativo.

    A nova loja oferece iPad, iPhone, iPod, MacBook e uma linha com-pleta de acessrios para que os clientes possam interagir e comprar.

    A My Store vem complementar o mix de lojas conceitos em tecno-logia de ponta concentrado no empreendimento. Nos tornamos refe-rncia na regio em eletroeletrnicos com pontos exclusivos das marcas mais importantes do mercado, observa a gerente de marketing do Bal-nerio Shopping, Elizngela Cardoso.

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    64 Maio 2014 Economia&Negcios

    FIQUE ATENTO

    A partir de 1 de junho, o estrangeiro que buscar a aprovao do visto de estudo com direito a traba-lho no Canad precisar se matricular e frequentar cursos de graduao ou ps-graduao. As instituies de ensino de idiomas no estaro mais autorizadas a ofe-recer estes tipos de programa de intercmbio.

    Por isso, quem j est inscrito em cursos de idio-mas, com programas combinados com trabalho, para incio neste ano, devem fazer o requerimento do visto antes de 1 de junho. Se deixarem para depois, as novas regras j estaro valendo, e a autorizao para trabalhar no vai sair. Para quem j est com o visto aprovado, vale a regra atual., adverte Alexandre Luis Pedrosa, diretor da Infovistos.

    O governo canadense vai divulgar uma relao das chamadas colleges, que esto autorizadas a receber as matrculas dos estrangeiros interessados em estudar e trabalhar no pas, com a exigncia de que aquele que se matricular no curso de graduao ou ps-graduao de-ver frequentar as aulas. No vai adiantar se matricular apenas para conseguir permisso para trabalhar. Haver uma fiscalizao do cumprimento do programa., com-pleta Alexandre.

    O study permit, como chamado esse tipo de vis-to, dar direito a 20 horas de trabalho durante os cursos com seis meses ou mais, e em tempo integral durante

    as frias.

    Mais alteraesOutra mudana que ser implantada serve para

    quem j estiver estudando no Canad, como os alunos da High School, ou do Ensino Mdio, como chamamos no Brasil. Eles podero se matricular em um curso de graduao que d direito a realizao de estgios, ou tra-balho, sem precisar voltar ao seu pas de origem para mudar o status do seu visto. Todo o trmite poder ser encaminhado no Canad, desde que os estudantes este-jam matriculados em instituies autorizadas, especifica Alexandre, da Infovistos.

    E para dar um final feliz para quem se dedicou aos estudos e ao trabalho canadense, as novas regras estabe-lecem que, depois que completarem os estudos de ps-graduao, os estrangeiros podero continuar trabalhan-do integralmente no pas, at que tenham autorizao do Work Permit, para poder ficar no Canad em definitivo.

    Todas as alteraes oficializadas pelo consulado canadense entram em vigor no dia 1 de junho, mas at l as autoridades podero informar normas adicionais ao disposto. Para se manter atualizado, e saber mais deta-lhes sobre como tirar visto de estudante com direito a trabalho no Canad, acesse www.infovistos.com.br.

    Novas regras para estudar e trabalhar no Canad

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    66 Maio 2014 Economia&Negcios

    Pesquisa realizada pelo site de empregos Adzuna revela que, em mdia, um diploma universitrio aumenta o salrio inicial de profissional em 50% na comparao com quem tem apenas o ensino mdio completo.

    A empresa analisou mais de 320 mil anncios de em-prego publicados no site durante quatro meses. E comparou os salrios oferecidos em oportunidades que exigiam nvel superior completo com o pago naquelas em que bastava a concluso do ensino mdio.

    Segundo o levantamento, a mdia do salrio anual em incio de carreira de R$ 31.116,00 para quem tem curso superior e de R$ 17.592,00 para quem terminou o ensino mdio.

    Mas se o objetivo comear a carreira com um salrio alto, o curso escolhido far toda diferena. O levantamento mostra quais so os diplomas universitrios que atraem os melhores salrios para recm-formados e quais tm a meno-res mdias salariais para quem est comeando a carreira.

    LEVANTAMENTO

    Os diplomas que atraem melhores e piores salrios iniciais

    O pior salrio inicial: Artes com R$ 800

    2 pior salrio inicial: Letras com R$ 870

    3 pior salrio inicial: pedagogia com R$ 900

    4 pior salrio inicial: servio social com R$ 1.000

    O melhor salrio inicial: engenharias com R$ 3.690

    2 melhor salrio inicial: tecnologia da informao com R$ 2.850

    3 melhor salrio inicial: economia e finanas com R$ 2.843

    4 melhor salrio inicial: medicina com R$ 2.791