Revista Porturia - 04 Abril 2016 - Anurio

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Revista Porturia - 04 Abril 2016 - Anurio

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  • 1ANURIO ABRIL, 2016

    ONDENO HCRISE

    Construo civil, turismo e indstria so alguns dos segmentos em crescimento no territrio catarinense

  • 2 ANURIO ABRIL, 2016

    APROVEITE AGORA E COMPRE UM APARTAMENTO COM SELO DE QUALIDADE PRIME BRASIL.

    ONDENO HCRISE

    Construo civil, turismo e indstria so alguns dos segmentos em crescimento no territrio catarinense

  • 3ANURIO ABRIL, 2016

    APROVEITE AGORA E COMPRE UM APARTAMENTO COM SELO DE QUALIDADE PRIME BRASIL.

  • 4 ANURIO ABRIL, 2016

    APROVEITE AGORA E COMPRE UM APARTAMENTO COM SELO DE QUALIDADE PRIME BRASIL.

  • 5ANURIO ABRIL, 2016

    APROVEITE AGORA E COMPRE UM APARTAMENTO COM SELO DE QUALIDADE PRIME BRASIL.

  • 6 ANURIO ABRIL, 2016

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  • 8 ANURIO ABRIL, 2016

    EXPEDIENTE

    Diretor Carlos Bittencourtcarlos@bteditora.com.br

    Coordenao de JornalismoMarjorie Basso jornalismo@bteditora.com.br

    ReportagemKarine Mendona

    CapaLeandro Francisca

    Projeto GrficoLeandro Francisca

    ComercialSnia Bittencourt

    47 . 8405.9681

    Rosane Piardi

    47 . 8405.8776

    VIRTUAL BRAZIL Ltda+55 48 3233.2030 | +55 48 9961.5473

    MAIL: paulo@virtualbrazil.com.br

    SKYPE: contatos@virtualbrazil.com.br

    Anurio2016

    Publicao BT EditoraRua Anita Garibaldi, n 425

    Centro Itaja - 47 . 3344.8600

    bteditora.com.br

    Siterevistaportuaria.com.br

    Crticas e sugestesFone: 47 . 3344.8600

    direcao@bteditora.com.br

    Impresso

    Tipotil Indstria Grfica

  • 9ANURIO ABRIL, 2016

    EDITORIAL

    A revista no se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos

    assinados, que so de inteira responsabilidade de seus autores.

    Nem muito menos pelo crdito e fotos inseridas nas pginas dos

    nossos anunciantes.

    Transpondo barreiras

    Se em anos anteriores os brasileiros puderam projetar cres-cimento nos mais variados setores, em 2016 o que todos querem estabilidade. Uma expectativa razovel diante do momento de retrao em todo o pas. Contudo, como em

    Santa Catarina muitas reas apresentaram crescimento nos lti-mos meses, mostrando-se alheias ao cenrio, at os mais caute-losos empresrios se arriscam em um discurso otimista. Essa perspectiva surge justamente da capacidade que as empre-sas e setores tm de inovar e se reinventar. nessa renovao que se est apostando neste ano. Hoje talvez o mecanismo mais importante que a indstria catarinense tem para se recuperar a inovao. Aproveitar esse perodo para evoluir em termos de pro-dutos, processos e a questo da qualificao dos trabalhadores, comentou o presidente da Federao das Indstrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco Jos Crte.E exatamente o que vm sendo feito. Se de um lado, o governo no aumentou a carga tributria, de outro o empresariado investe em capacitao para fortalecer suas marcas. No setor porturio a alternativa encontrada foi diversificar cargas e no varejo as pro-moes garantiram a movimentao. Santa Catarina ficou margem do desemprego que assolou todo o pas com sries de demisses em empresas de todos os ta-manhos. Chegaram a ocorrer cortes de pessoal, mas o mercado permanece contratando em volume excedente, sempre com uma margem positiva. Falando assim at parece um verdadeiro mar de rosas. No exa-tamente. Em muitos setores o que se v so patres e trabalha-dores nadando contra a corrente. Uma correnteza que est dis-tante de acalmar e que se agita a cada novo episdio poltico. No importa. Ao que tudo tem indicado, a economia catarinense tem formado exmios nadadores.

  • 10 ANURIO ABRIL, 20169

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  • 12 ANURIO ABRIL, 2016

    Mega salo do imvelLitoral recebe em agosto a terceira edio do evento

    BMW expande produo nacionalFbrica em Santa Catarina comea a produzir nova gerao do X1

    Mantendo o crescimentoMarketing e capacitao so grandes aliados das pequenas empresas

    Cooperativas de crditoTaxas mais atrativas e diviso de lucros atraem clientes

    BurocratizaoQuem sofre com os processos o comrcio exterior

    Mercado imobilirio aquecido Opinio: setor se consolida como forte pilar da economia nacional

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    SUMRIO

    Malson da Nbrega e a recuperao da estabilidade

    68Santa Catarina alm da praia

  • 13ANURIO ABRIL, 2016

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    Clima desfavorvel para produo de mel

    Estado alheio recesso

    16Polo nutico nacional

    SC destaque na ADVB

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  • 14 ANURIO ABRIL, 2016

    Sunos e frangos

    tm abate recorde em

    2015

    Agncia Brasil

    O abate de sunos cresceu 5,7% e o de frango 5,4% em 2015 na comparao com 2014, estabelecendo novos recordes. Os dados foram divulgados pelo IBGE e fazem parte dos resultados do abate de ani-

    mais, produo de leite, couro e ovos referentes ao quarto trimestre do ano passado, divulgados juntamente com o fe-chamento de 2015.Em 2015, foram abatidas 39,26 milhes de cabeas de sunos, com a srie anual mostrando crescimento ininter-rupto da atividade desde 2005, o que acabou culminando com o novo patamar recorde de 2015. O peso acumulado das carcaas de sunos alcanou 3,43 milhes de toneladas em 2015, com aumento de 7,4% em relao a 2014. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paran lideraram o abate de sunos. Em relao a 2014, Santa Catarina e Paran aumen-taram o volume de cabeas abatidas, enquanto o Rio Gran-de do Sul teve queda.

    SC LIDERA EM SUNOSPRODUO

    CouroA compra de couro pelos curtumes analisados pela Pesquisa Trimestral do Couro caiu 10,5% em 2015. Segun-

    do o IBGE, os curtumes analisados pela Pesquisa Trimestral do Couro aqueles

    que curtem pelo menos 5 mil unidades in-teiras de couro cru bovino por ano declara-

    ram ter recebido 32,55 milhes de peas inteiras de couro cru bovino. A quantidade foi 10,5% me-nor que a registrada no ano anterior.

    O abate de bovinos caiu 9,6% entre 2014 e 2015, com 30,64 milhes de cabe-as contra 33,91 milhes em

    2014. A queda teve reflexos tambm na produo de carca-

    as. Segundo o IBGE, a produo de 7,49 milhes de toneladas de carca-

    as bovinas em 2015 foi 7,1% menor que a do ano anterior (8,06 milhes de toneladas).O abate de 3,27 milhes de cabeas de bovinos a menos no comparativo 2015/2014 foi impul-sionado por redues em 23 das 27 Unidades da Federao. As principais quedas foram em Mato Grosso (-811,42 mil cabeas), Mato Grosso do Sul (-532,31 mil cabeas) e So Paulo (-471,46 mil cabeas). Mato Grosso, mesmo com queda de 15,2%, continuou liderando o ranking no pas em 2015, seguido por Mato Grosso do Sul e Gois.

    LeiteA compra de leite tambm recuou entre 2014 e 2015 atingindo 24,05 bilhes de li-

    tros no ano passado, queda de 2,8% em re-lao a 2014. Minas Gerais foi responsvel

    por 26,8% da aquisio de leite. Em segundo lugar, o Rio Grande do Sul (14,5%). Em relao

    a 2014, a queda da aquisio de leite ocorreu em 21 das 27 unidades da federao. Houve aumentos apenas em Pernambuco (6,1%), Rio de Janeiro (5,5%), So Paulo (3,3%), Santa Catarina (0,4%) e Rio Grande do Sul (1,7%).

    Ovos de galinhaA produo de ovos de galinha atin-

    giu 2,92 bilhes de dzias em 2015, um crescimento de 3,5% comparado a 2014. A

    produo de ovos de galinha foi maior em todos os meses de 2015 se comparada a 2014.

    O crescimento de 5,4% no abate de frangos, tam-

    bm um novo recorde, re-flete o resultado acumulado no

    ano passado (abate de 5,79 bilhes de cabeas de frango), o que levou o segmento a alcanar um novo patamar recorde.O peso acumulado das carcaas no abate de frangos em 2015 alcanou 13,14 milhes de toneladas, com alta de 5% em relao a 2014. A produo de frango cresceu conti-nuamente de 1997 a 2015, com uma nica queda em 2009.

    Bois

    Frangos

  • 15ANURIO ABRIL, 2016

  • 16 ANURIO ABRIL, 2016

    Mercado de embarcaes de luxo em alta

    Itaja uma cidade completa quando o assunto a vocao nutica e naval. Referncia em todos os se-tores, desde a atividade porturia pesca, o muni-cpio tambm lanou ncoras no mercado de luxo: lanchas, iates e embarcaes que podem custar at US$ 5 milhes. Desde 2010 em Itaja, a Azimut Yachts do Brasil, filial do grupo italiano Azimut-Benetti, participou da coroao do municpio no mercado nutico. De acordo com o CEO da empresa no Brasil, Davide Breviglieri, na poca da instalao foram pesquisados diferentes localizaes, mas foi Itaja que apresentou o melhor custo-benefcio. Ele ressalta que o desenvolvimento do mercado nutico est atrelado a diversos segmentos, como a presena de estaleiros, infraestrutura, agenda turstica, poder de compra e fora do comrcio, alm da qualidade da pres-tao de servios. Estabelecer uma fbrica de iates em uma cidade cada vez mais reconhecida como polo nutico brasileiro faz a diferena para o desenvolvimento dos negcios. O exe-cutivo ainda revela que no ano passado a Azimut ofere-ceu um curso de formao de tripulantes, em parceria com o Senai, para os profissionais da fbrica em Itaja.

    PBLICO A REFERNCIA NUTICA

  • 17ANURIO ABRIL, 2016

    De Itaja para o mundoNo ano passado a Azimut iniciou um processo de expan-so internacional, com a exportao dos modelos bra-sileiros para a Amrica Latina e Estados Unidos. Outra novidade em Itaja a produo de uma nova coleo, a esportiva Verve. O primeiro modelo um iate de 40 ps que atinge at 48 ns, ideal para quem gosta de conforto com altas doses de adrenalina. Este modelo bastante aceito pelos norte-americanos e j contamos com mais de 10 encomendas aos Estados Unidos para este ano. Tam-bm est disponvel ao Brasil e demais pases da Amrica Latina, revela o CEO.

  • 18 ANURIO ABRIL, 2016

    Crescimento Em 2015, a Azimut teve um crescimento de 15% e para este ano a estimativa manter o mesmo percentual. Em dois anos a previso de quase dobrar a produo atual dos iates em funo das aes realizadas no mercado brasileiro e expanso internacional.Com a crise econmica h uma insegurana sim em todos os setores no apenas no nutico. Mas no afeta de forma to sig-nificativa o mercado triplo A, o consumidor dos iates Azimut. Ou seja, mesmo em um cenrio de incertezas econmicas, com estratgias bem planejadas, trata-se de um mercado atrativo a ser explorado, avalia.A marca italiana percebe que seus clientes so seletos e no abrem mo do prazer de reunir amigos e familiares com o m-ximo conforto e de aproveitar os momentos de vida a bordo.

    PBLICO A REFERNCIA NUTICA

  • 19ANURIO ABRIL, 2016

    Marina ItajaO incio das atividades da Marina Itaja mais um elemen-to que ajuda a fomentar o mercado nutico no Estado. Ou-tra fabricant de embarcaes de lazer sediada em Itaja, a Fibraforte detm a marca de maior da Amrica Latina em nmero de unidades vendidas e vislumbra a oportunida-de de novos negcios. Segundo o gerente de Marketing e Negcios da empresa, Rafael Ferreira, foi percebida uma perda de negcios locais por falta de espao para arma-zenar as embarcaes. Com a Marina Itaja, estima-se que potenciais clientes devem voltar a adquirir barcos. O projeto da Marina Itaja busca oferecer muito mais que praticidade e conforto aos proprietrios de embarcaes. O empreendimento ser um imenso complexo turstico, comercial e de lazer. O espao que j recebe os primeiros barcos ainda est em obras e contar com um centro co-mercial com bancos, cinema, academia, lojas, restauran-tes, alm de um mirante com vista para o rio Itaja-Au. Ao todo, sero oferecidas 191 vagas secas e 192 molhadas.

    Tedesco MarinaA vizinha Balnerio Cambori tambm contribui para o

    aquecimento desse mercado. Alm de lojas especializa-das que ajudam a impulsionar a produo de embarca-

    es em Itaja, a cidade conta desde 2006 com a Tedesco Marina, localizada na Barra Sul.

    Comumente, em setembro o empreendimento promove o Festival Nutico Tedesco Marina. O evento conta com

    exposio de iates, lanchas, carros, motos, imveis e outros produtos e servios de alto padro. Uma excelen-

    te oportunidade para quem ainda no ingressou nesse segmento e busca conhecimento.

  • 20 ANURIO ABRIL, 2016

    Embarcaes de grande porteAlm do segmento lazer, Itaja, junto com a cidade de Nave-gantes, tambm referncia em estaleiros para embarca-es de grande porte. Aps 24 meses de trabalho rduo, o Oceana, lanou recentemente o navio PSV 4500 para operar na Bacia de Santos para a Petrobras.O estaleiro Oceana adota os mais modernos processos construtivos, instalaes de ltima tecnologia e um contin-gente de mais de mil funcionrios para construir embar-caes para a indstria de apoio offshore. Com capacidade para construir at seis navios por ano, a unidade foi projeta-da com importantes padres de sustentabilidade.Segundo a empresa, a localizao de Itaja foi escolhida por sua notvel vocao para construo naval, disponibilidade de mo de obra treinada e localizao privilegiada em rela-o cadeia de fornecedores e clientes.

    Esporte nuticoA prtica de esportes nuticos e as grandes competies que a cidade tem sediado impulsionam ainda mais esse mercado. Itaja est na disputa para sediar mais uma pa-rada da Volvo Ocean Race (VOR), a mais importante regata do planeta, com nove meses de durao. Alm do possvel retorno desta competio, que deve contar com apoio fi-nanceiro do governo do Estado, a cidade tambm recebeu pela segunda vez, em 2015, a regata francesa Jacques Vabre, consagrando o municpio como referncia no apoio ao esporte nutico.

    PBLICO A REFERNCIA NUTICA

  • 21ANURIO ABRIL, 2016

  • 22 ANURIO ABRIL, 2016

    Novas operaes, inauguraes, crescimento. Os ltimos acontecimentos sobre o cenrio varejista, indstria e comrcio exterior voc encontra aqui

    O Sindicato da Indstria da Construo Civil dos Muni-cpios da Foz do Rio Itaja (Sinduscon) promove entre os dias 11 e 14 de agosto o 3 Mega Salo do Imvel Itaja. A edio de 2016 do evento contar com 130 es-tandes, apresentando os lanamentos e novidades dos segmentos imobilirio, de decorao e da indstria da construo civil. Os estandes esto sendo comercializados, sendo que aproximadamente 80% j esto reservados para em-presas da regio. A expectativa que neste ano mais de 40 mil pessoas visitem o salo, que ocorre no Centre-ventos da cidade.O presidente do Sinduscon, Charles Kan, afirma que a realizao do Mega Salo do Imvel em um ano como o atual, marcado por desafios na economia brasileira, a forma que o setor tem de dar uma resposta de oti-mismo e criatividade a este momento de incertezas, criando novas oportunidades para divulgar os empre-endimentos e gerar negcios, alm de valorizar suas marcas, produtos e servios. Em Itaja e regio, temos opes de imveis para todos os perfis de pblico, o que torna o mercado muito pro-missor. Como teremos a oferta de mais de 2 mil im-veis no salo, acreditamos que o evento ser de grande interesse, mesmo para os visitantes que no tenham inteno de compra imediata, mas que podem vir a se planejar para o futuro. Aqui, eles tero a oportunidade de conhecer as empresas, suas histrias e os projetos que desenvolvem.O Sinduscon pretende fazer do Mega Salo do Imvel um evento grandioso e inovador, que aproxime os cons-trutores dos clientes e traga bons resultados para quem quer comprar e quem quer vender. Por isso, alm dos estandes para divulgao e comercializao dos lana-mentos e novidades do setor, esto sendo programadas outras atraes, para todas as idades. Entre elas, uma agenda de palestras, rodada de negcios para empre-endedores, espao gastronmico e reas de recreao e convivncia para as famlias.

    Uma das mais renomadas redes de academia do Distrito Federal dar incio ao processo de expanso dos negcios no Sul do Brasil a par-tir de Balnerio Cambori. A primeira Unique Family Fitness Club de Santa Catarina ser inaugurada at o incio de abril no Balnerio Shopping com a propos-ta de lanar um novo padro de servio no mercado welness da regio.Instalada em uma rea de mil metros quadrados, a Unique do Balnerio Shopping receber investimen-tos de R$ 6 milhes e promete repetir o sistema de atendimento que a consagrou em Braslia. Alm dos equipamentos da Technogym marca italiana pre-sente em algumas das melhores academias do mun-do - a unidade contar com diferenciais inditos para o mercado local, a exemplo do sistema de toalheiro, secador de cabelos nos vestirios feminino e mas-culino, bancada para maquiagem e servio de pas-sa-roupa gratuito. Alguns mimos tambm estaro disponveis para os alunos, como absorventes e kits com agulha e linha de costura.

    MERCADO EM FOCO

    3 Mega Salo do Imvel Itaja

    Grupo Unique expande negcios em Balnerio Cambori

  • 23ANURIO ABRIL, 2016

  • 24 ANURIO ABRIL, 2016

    Santa Catarina foi o Estado escolhido pelos em-baixadores da Unio Europeia para um roteiro de visitas que ocorre todos os anos durante o ms de maio. Os detalhes da preparao do encontro j comearam a ser discutidos entre o governa-dor Raimundo Colombo, o secretrio de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond e o embai-xador da Delegao da Unio Europeia no Brasil, Joo Gomes Cravinho. A comitiva que vir a San-ta Catarina ser formada por 25 embaixadores e seus conselheiros econmicos.A diversidade econmica e cultural de Santa Ca-tarina, ndices de desenvolvimento social, como o grau de escolaridade da populao, so apontados como um dos motivadores da visita do grupo eu-ropeu. Cravinho j antecipou que a comitiva ter interesse em conhecer os projetos desenvolvidos pelo Estado na rea da Cincia, Inovao e Tecno-logia, setor apontado por eles como um dos em ascenso e que mais contribuir com a economia.

    Depois de 25 anos, o Porto de So Francisco do Sul voltou a operar celulose. O primeiro na-vio, com 5 mil toneladas, teve como destino o Golfo dos Estados Unidos. O segundo embarque ocorreu em maro, com mais 5 mil toneladas, e o terceiro movimentou 7 mil toneladas. A carga da empresa sul-matogrossense Eldo-rado Brasil e a viabilizao da movimentao via So Francisco se deu graas ao esforo conjunto do armador Gearbulk e da Seatrade. Em 2015, o Brasil produziu cerca de 13 milhes de toneladas de celulose. A previso que em 2022 o nmero chegue a 22 milhes de toneladas por ano. Para que a operao se tornasse vivel, foi neces-srio um acordo com a mo de obra avulsa. De acordo com Lierte Amorim Moreira, diretor da Se-atrade empresa responsvel pelo agenciamento da operao o trabalho comeou em dezembro de 2015. A empresa Eldorado Brasil uma das maiores pro-dutoras de celulose do Brasil e agora exporta a sua mercadoria pelo Porto de Santos e pelo Porto de So Francisco do Sul.

    Porto de So Chico na rota da

    celulose

    Embaixadores europeus desembarcam em SC

    O BMW Group Brasil comeou no ms passado a produo do novo BMW X1 na fbrica de Santa Catarina. A primeira unidade do novo BMW X1 deixou a linha de montagem ca-tarinense exatos 16 meses aps o incio da produo da gerao anterior em solo brasileiro. Atualmente, cinco modelos so produzidos em Araquari: alm do novo BMW X1, tambm so fabricados os modelos BMW Srie 1 e Srie 3, BMW X3 e MINI Countryman.A estreia da nova gerao do BMW X1 na linha de produo de Araquari o resultado do nosso comprometimento com os pa-dres de qualidade, que esto em total sintonia com as demais unidades fabris do BMW Group espalhadas pelo mundo. A produ-o nacional do novo BMW X1, um dos veculos mais desejados de nossa marca, demonstra a representatividade do mercado brasileiro para os negcios do grupo, afirma o vice-presidente snior da fbrica do BMW Group em Araquari, Carsten Stcker.O novo BMW X1 produzido no Brasil traz o motor TwinPower Tur-bo, 2.0 litros, de quatro cilindros em linha, equipado com a nova gerao de motores com a tecnologia ActiveFlex, o que capacita o conjunto a aceitar gasolina ou etanol.

    Crescimento dentro e fora do BrasilDesde que instalou a fbrica brasileira em Santa Catarina, o grupo BMW cresce ainda mais. No fim do ano passado a fbrica recebeu mais um prmio trofu Fritz Mller, na categoria Gesto Ambien-tal, concedido pela Fundao do Meio Ambiente (Fatma) do Estado. A premiao contou com a participao de 56 organizaes, ins-critas em diferentes categorias, e que foram avaliadas pela Fatma. O prmio, que est na 17 edio, leva o nome do ambientalista e padre alemo, Johann Friedrich Theodor Mller, que viveu por 45 anos em Blumenau e reconhecido mundialmente por seus estudos.Em contexto mundial o grupo tambm obteve xito em 2015. Pela primeira vez a lucratividade excedeu 92,2 bilhes de euros e o lucro lquido do grupo aumentou 10%, ficando em 6,4 bilhes de euros.

    Nova gerao do BMW X1 comea a ser fabricada em SC

    Lincoln Gomes, diretor de opera-

    es da fbrica em Araquari,

    recebe prmio Fritz Muller

    MERCADO EM FOCO

  • 25ANURIO ABRIL, 2016

    Rua Isidoro Caetano, 99 . Sala 4 . Bairro Pioneiros . CEP 88331-005

    Balnerio Cambori, Santa Catarina . www.inbuild.com.br . 47 3249.0005

    AUTOMAO

    UDIO

    VDEO

  • 26 ANURIO ABRIL, 2016

    A franquia Ronaldo Academy, rede de academias do ex-jogador de futebol Ronaldo Fenmeno, anunciou que abrir a maior unidade do Brasil em Itaja. As atividades de preparao futebolstica iniciam neste ms na estrutura do Clube Almirante Barroso. O local receber investimentos na casa dos R$ 2 mi-lhes e espera atender at 800 aspirantes a jogado-res de futebol. Em maio, o prprio Ronaldo deve vir ao municpio para acompanhar o desenvolvimento das atividades. De acordo com um dos scios da aca-demia, Joo Paulo Silva, Itaja foi escolhida por ser a nica cidade da regio a apresentar uma estrutura que se encaixasse no padro da Ronaldo Academy. Com unidades em So Paulo e nos Estados Unidos, o municpio ter a maior franquia brasileira. As obras no clube iniciaram em janeiro. Haver at cinco campos com grama sinttica. Outras novidades ainda sero anunciadas, mas Silva adiantou para a Revista Porturia que o local tambm ser aberto para ferinos e outras atividades esportivas, alm de contar com uma loja de produtos do segmento. A Ro-naldo Academy uma parceria entre a Sport Club Litoral e outros trs scios.

    Luxo e sofisticao marcaram o evento da Audi, no Embraed Lounge, em Balnerio Cambori, no lana-mento estadual da nova verso do Q7. Convidados ficaram fascinados com os recursos disponveis na nova verso do Q7. O top de linha, em verso nica Ambition, foi totalmente reprojetado com materiais mais leves e resistentes. Com essas mudanas, o SUV ganhou em economia, eficincia ambiental, di-namismo e dirigibilidade.O evento contou com a presena do diretor de ven-das da Audi Brasil, Laercio Rosa, o diretor executivo do Grupo Breitkopf, nio Mrio Sardagna, e o diretor comercial da Audi em Blumenau, Marcos Reis. Alm deles, prestigiaram o lanamento gerentes e consul-tores de vendas das concessionrias do grupo.O grupo Breitkopf atua em todos os segmentos da Volkswagen no Brasil, representando, alm dos au-tomveis nacionais e importados, a linha de cami-nhes e nibus VW, administrao de consrcios e, desde 1995, revende os luxuosos veculos da marca Audi em Santa Catarina, com lojas em Blumenau, Florianpolis, Joinville e Cricima.

    Recentemente, o Ministrio dos Portos sinalizou a eficincia dos Terminais Porturios Privados do pas: 64,58% do comrcio exterior realizado por meio dos portos em 2015 foi por meio dos TUPs terminais construdos e explorados diretamente por empresas, com autorizao do Poder Pblico.Ao todo, a movimentao de cargas nos portos bra-sileiros bateu recorde histrico no ano passado, su-perando 1 bilho de toneladas pela primeira vez na histria. O volume alcanou 1,006 bilho de tonela-das em 2015, 3,9% acima da movimentao de 2014, que totalizou 968,87 milhes de toneladas.Estamos muito otimistas com o desempenho e acredito que vamos continuar na linha crescen-te de volume de carga transportada, como ocorreu em 2015, quando batemos recorde, ultrapassando a marca de 1 bilho de toneladas movimentadas em nossos portos, concluiu o ministro Hlder Barbalho.Os dados de 2015 mostram que a maior parte da carga movimentada, com uma parcela de 62,75%, foi de granel slido. Em seguida, por participao, vieram granel lquido (22,37%), continer (9,87%) e carga solta (5,01%). Por tipo de carga especfica, o destaque foi o minrio de ferro com 364 milhes de toneladas movimentadas em 2015, com crescimento de 5,35% em 12 meses.

    Terminais privados so responsveis por 60% da movimentao do comrcio exterior

    Audi lana Q7 em Santa Catarina

    Itaja ganha escolinha do Ronaldo Fenmeno

    MERCADO EM FOCO

  • 27ANURIO ABRIL, 2016

  • 28 ANURIO ABRIL, 2016

    ENTRAVES CADEIA LOGSTICA

  • 29ANURIO ABRIL, 2016

  • 30 ANURIO ABRIL, 2016

    O governador Raimundo Colom-bo falou a empresrios e lde-res polticos do estado de So Paulo em maro. O encontro

    reuniu aproximadamente 150 pesso-as, no Clube Srio, na capital paulista. Com o tema Desafios e Oportunidades em Santa Catarina, Raimundo Colom-bo foi o nico palestrante no Frum de Temas Nacionais 2016, promovi-do pela Associao dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB). Ao dar as boas vindas aos convidados, o presidente da ADVB, Latif Abro Jr., disse que a categoria, que representa o setor de vendas e marketing no Bra-sil, est preocupada com o atual ce-nrio econmico do pas e que est se esforando em buscar alternativas de superao da crise. Nesse momento, tambm estamos apreensivos. Ser que vamos ter o que vender? Por outro lado, com otimismo e qualidade que queremos mostrar que temos total ca-pacidade de enfrentar e vencer esses desafios.O governador Raimundo Colombo co-meou a palestra destacando a postu-ra de Santa Catarina no enfrentamen-to crise. Disse que o Estado optou por no aumentar impostos, j que isso pune a sociedade e desanima os investidores. Citou tambm a reforma do modelo previdencirio que otimiza os pagamentos e ajuda a equilibrar as contas, com relao ao crescimento vegetativo da folha dos servidores es-taduais. Colombo tambm apresentou indica-dores sociais de Santa Catarina como o estado com maior longevidade, me-

    nor taxa de mortalidade infantil e um dos melhores ndices de emprego no Brasil. Temos conscincia de que no somos uma ilha. Mas estamos sendo rigorosos no controle das despesas e estimulando a nossa economia com a substituio de importaes e a con-tinuidade dos investimentos. Se as pessoas no perderem o emprego, sairemos na frente e mais fortalecidos desse processo.Sobre o atual papel da liderana po-ltica, Colombo disse que essencial manter uma relao de confiana e de oportunidades, j que no momen-to atual as pessoas tambm passam a utilizar ou depender ainda mais dos servios do Estado. Eu no te-nho medo da crise. Nosso papel o de criar ferramentas e oportunidades

    que fomentem a competitividade. A sociedade est nos dando uma chance de ouro: de corrigir os erros acumula-dos e relevados durante muito tempo, a exemplo da Constituio de 1988, que foi concebida em um momento que no tem nada a ver com o Brasil que temos hoje.Por fim, Colombo disse que preciso surgir um novo modelo com base na mobilizao, organizao e conscienti-zao da sociedade. Olhem a respos-ta que est vindo das ruas. As pessoas esto cansadas e no querem mais o modelo de Estado atual. O Brasil no precisa de um lder, mas de vrios, em todos os segmentos. Vamos nos unir ao que essencial para o futuro do pas, finalizou o governador.

    NDICES INVEJVEIS

    Santa Catarina destaque em frum da

    ADVB em So Paulo

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    res

    EM DEBATE

  • 31ANURIO ABRIL, 2016

  • 32 ANURIO ABRIL, 2016

    O primeiro trimestre de 2016 se inicia amargo para os produtores de mel. Santa Catarina teve uma queda de 85% na ltima safra e no h produto dispo-

    nvel para exportao. Esta j considerada a pior crise da histria da apicultura catarinense. O prejuzo foi provocado pelo excesso de chuva durante a primavera, deixando estoques baixos at mesmo para o abastecimento do mercado interno. Consequentemente, o valor da commo-dity tambm sofreu reajuste. Agosto do ano passado sinalizava mais uma temporada prspera de mel, afinal, havia 6 mil toneladas estocadas em Santa Catarina. No entanto, a primavera trouxe consigo longos pe-rodos de chuva. A gua danificou a florao e deixou os apicultores sem produo. De acordo com o presidente da Cmara Setorial do Mel do Ministrio da Agricultura e presidente da Fede-rao Catarinense de Apicultores (Faasc), Nsio Fernandes de Medeiros, as abelhas estavam saudveis mas sem chance de transformar o nctar em mel. A safra da primavera a principal do setor de apicultura, quando se abastecem os estoques para o ano seguinte. Medeiros revela que a pro-duo de primavera sequer alcanou a marca das mil toneladas. O comrcio de mel s no deve estagnar de vez por conta de uma pequena safra que est para iniciar no nordeste do pas. Espera-se a produ-o de, pelo menos, mil toneladas de mel de eu-

    ESPECIAL SEM ESTOQUE

    Karine Mendona

    Chuvas comprometem exportaes de mel

  • 33ANURIO ABRIL, 2016

    calipto para ajudar no abastecimento do mercado interno. Enfrentamos hoje um problema de produo e no de comercializao. No podemos fugir da lei da oferta e da procura. Infelizmente o preo vai aumentar no comrcio varejista, aler-ta o presidente da Faasc. Em mdia, os produtores vendiam o mel por R$ 8 o quilo. Com a escassez, o valor j chega s marcas dos R$ 11, sendo repassado ao consumidor por at R$ 40 o quilo.

    Exportao comprometidaSanta Catarina o maior exportador de mel do Brasil. Pelo Estado foram mo-vimentadas quase 6,2 mil toneladas do produto s em 2015. Entretanto, as ex-portaes deste ano no devem atingir nem 20% deste valor. A previso da maior envasadora de mel e exporta-dora do produto, a Minamel Produtos Apcolas, de Iara. De acordo com o empresrio Agenor Sartori Castagna, a falta de mel prejudica, inclusive, o

    abastecimento do mercado interno. O setor j considera a perda de mer-cado para outros pases exportadores, apesar de o Brasil ser maior exporta-dor de mel orgnico. A nica coisa que pode melhorar o tempo. No temos produto. Aguardamos algumas peque-nas safras ao longo do ano e vamos esperar pela prxima safra da prima-vera, comenta Agenor.

    O melhor mel brasileiroH duas edies do Congresso Interna-cional de Apicultura, o mel brasileiro eleito o melhor do mundo. Tal reconhe-cimento abre as portas do mercado ex-terno para apicultores de Santa Catari-na, onde se renem tanto os melhores produtores quanto os maiores exporta-dores do produto. Segundo Nsio da Faasc, o mel brasi-leiro classificado como orgnico. En-quanto a nossa vizinha Argentina uti-liza agrotxicos e produtos sintticos

    para combater as enfermidades das abelhas, por aqui as pragas so com-batidas com produtos orgnicos. Apesar da qualidade do nosso mel, de acordo com a Associao Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) o maior exportador do commodity a China, com a mdia de 620 mil toneladas anu-ais. Em segundo lugar aparece a Ar-gentina, com quase 130 mil toneladas de mel. O Brasil ocupa a oitava posio. Em tempos de boa safra, exportamos cerca de 25 mil toneladas anualmen-te. Nossos principais mercados so os Estados Unidos (75%), Europa (20%) e outros pases com menor representa-tividade (5%).

    Prateleiras vaziasOs reflexos da produo desastrosa de mel chegou s prateleiras de lojas especializadas. Em Itaja, a oferta nes-te incio de ano j sofreu uma queda e houve aumento de 20% no valor. De acordo com Marco Souza, responsvel pelo setor de suprimentos de uma loja de produtos naturais, est muito difcil encontrar produtores com mel dispo-nvel. Eventualmente, o estoque fica vazio e a clientela volta para casa de mos vazias. Como no h expectativa de se importar o doce natural, o mel pode ser um item em falta nas mesas brasileiras. A qualidade mel catarinense exce-lente, o processo mais artesanal. Existe muita falsificao de mel e ns precisamos ficar atentos, comenta.

    MEL NAS MOS DE POUCOSNa dcada de 1960, Santa Catarina re-gistrava cerca de 30 mil apicultores. Fa-mlias inteiras vivendo da produo de mel, com 350 mil colmeias em lugares estratgicos. Hoje, a Faasc est refa-zendo o levantamento com o apoio da Fundao Banco do Brasil e o Sebrae. J foram cadastrados 3 mil apicultores. A expectativa que este nmero no ul-trapasse os 6 mil. O nmero de colmeias permanece o mesmo, o que consagra o Estado como o maior produtor de mel. Em Santa Ca-tarina, as principais cidades produtoras de mel so Bom Retiro, Santa Teresinha e Iara, com colmeias nos principais pontos do litoral sul, planalto sul e re-gio serrana.

  • 34 ANURIO ABRIL, 2016

    Em oito anos, mais de 1 milho de brasileiros devem gerar sua prpria energia

    Atualmente, cerca de 90% das instalaes de gerao distribuda no pas correspondem a painis solares fotovoltaicos.Para o presidente executivo da Associao Bra-sileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, as novas regras aprovadas pela Aneel vo ajudar a fomentar o uso da gerao

    distribuda no pas. A reviso das normas vai pos-sibilitar ampliao expressiva da participao da

    populao brasileira na gerao distribuda. O Brasil acabou de se posicionar como uma referncia inter-nacional, na vanguarda na rea de incentivo ao uso da energia de gerao distribuda, em especial a gerao solar, lembra.

    Voc j pensou em gerar a sua prpria energia eltri-ca em casa? Pois essa possibilidade j existe e deve ser cada vez mais comum no pas. Segundo estima-tiva da Agncia Nacional de Energia Eltrica (Aneel), at 2024 cerca de 1,2 milho de residncias no Brasil vo contar com energia produzida pelo sistema de gerao distribuda, que permite que o consumidor instale pe-quenos geradores de fontes renovveis, como painis solares e microturbinas elicas, e troque energia com a distribuidora local, com objetivo de reduzir o valor da conta de luz.O diretor da Aneel Tiago Correia j instalou oito pla-cas de gerao de energia solar em sua casa, o que vai atender ao consumo total da residncia a partir de abril. Para ele, alm da vantagem de usar apenas fontes renovveis, um dos benefcios da gerao distri-buda a reduo de investimentos em redes de distri-buio de energia. Ela traz a gerao para prximo do consumo, afirma.No dia 1de maro, comearam a valer as novas regras aprovadas pela Aneel para a gerao distri-buda no pas, que devem aumentar a procura pelo sistema. Uma das novidades a possibilidade de gerao compartilhada, ou seja, um grupo de pesso-as pode se unir em um consrcio ou em cooperati-va, instalar uma micro ou minigerao distribuda e utilizar a energia gerada para reduzir as faturas dos

    consorciados ou cooperados.Segundo Tiago Correia, essa mudana vai possibi-litar que mais pessoas adotem a gerao compar-tilhada. Quanto maior o sistema, mais barata a instalao total, porque alguns custos so diludos. Isso faz com que o retorno do investimento seja mui-to mais rpido, alm de facilitar o acesso ao crdito cooperativado, acrescenta.Tambm foi autorizado pela Aneel que o consumidor gere energia em um local diferente do consumo. Por exemplo, a energia pode ser gerada em uma casa de campo e consumida em um apartamento na cida-de, desde que as propriedades estejam na rea de atendimento de uma mesma distribuidora. A norma tambm permite a instalao de gerao distribuda em condomnios. Nesse caso, a energia gerada pode ser repartida entre os condminos em porcentagens definidas pelos prprios consumidores.Quando a quantidade de energia gerada em determi-nado ms for superior energia consumida, o cliente fica com crditos que podem ser utilizados para di-minuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos crditos passou de 36 para 60 meses.O potencial de crescimento muito grande, e a taxa de crescimento tem sido exponencial, at porque a base ainda baixa, afirma Correia.

    Crescimento

    2016Entre

    e2014as adeses ao modelo de gerao distribuda quadruplicaram no pas

    424

    conexes

    conexes

    1.930

    Para este ano, o crescimento

    pode ser de at

    800%, segundo a

    Aneel

    SUSTENTABILIDADEAUTONOMIA

  • 35ANURIO ABRIL, 2016

    Custos

    O investimento em um sistema de gerao de ener-gia distribuda ainda alto no Brasil, por causa do custo dos equipamentos, mas o retorno poder ser sentido pelos consumidores entre cinco e sete anos, segundo o diretor da Aneel. Se voc pensar como um investidor, que tem um dinheiro disponvel e gostaria de aplicar, traria um rendimento muito me-lhor do que qualquer aplicao financeira disponvel hoje, diz Tiago Correia.J o responsvel pela rea de gerao distribuda da empresa Prtil, Rafael Coelho, estima que uma residncia consiga obter o retorno do investimento a partir de quatro anos, dependendo da radiao do local e do custo da tarifa. Para ele, o investimento vale a pena, especialmente porque o consumidor evi-ta oscilaes na tarifa de energia.Quando voc faz o investimento em um sistema desses, o equivalente a voc comprar um bloco de energia antecipado, um estoque de energia, que po-der usar por 25 anos sem se preocupar se o valor da energia vai subir ou vai descer. Segundo ele, o

    aumento da procura por equipamentos vai fazer com que o custo da instalao tenha uma reduo nos prximos anos. Como qualquer indstria, ela pre-cisa de escala para poder reduzir o custo unitrio. Ento, com o crescimento do setor, essa escala deve vir e consequentemente o custo para o cliente deve abaixar tambm.Para a Absolar, o principal gargalo para o avano do setor de gerao distribuda no pas a questo tri-butria, especialmente nos 12 estados que ainda no eliminaram o Imposto sobre Circulao de Mercado-rias e Servios, o ICMS sobre a energia da microge-rao. Em nvel federal, o governo j fez a desone-rao do PIS-Pasep e da Cofins sobre o sistema. Em relao ao financiamento, a entidade espera que o governo mobilize os bancos pblicos para a oferta de crdito com condies especiais para pessoas e empresas interessadas em investir em mini e micro-gerao distribuda.

    Agncia Brasil

  • 36 ANURIO ABRIL, 2016

    Os efeitos do cenrio econmico instvel tm feito consumi-dores e organizaes repensassem suas despesas. Pesqui-sar mais, reduzir custos e poupar investimentos de alto valor so s algumas das alternativas para amenizar os impactos no bolso. Dentro desse cenrio, as cooperativas de crdito chamam a ateno pelos diferenciais oferecidos, como, por exemplo, iseno do IOF, taxas de crdito reduzidas e o retor-no das sobras no capital. Tudo isso faz com que o sistema se destaque em relao aos bancos. Para o gerente da agncia de Brusque da Unicred Blumenau, Rafael Ratzmann, o momento econmico atinge todos os setores da indstria e comrcio, mas, em contrapar-tida, pode criar novas oportunidades de negcio. Ao mesmo tempo em que os consumidores esto mais cautelosos em relao a novas despesas, surgiram novas oportunidades de negcios. De um modo geral, um perodo excelente para as cooperativas de crdito, j que as instituies privadas limi-taram as linhas de crdito.O gerente explica que em uma cooperativa de crdito os as-sociados so vistos como donos do negcio e podem parti-cipar das decises da instituio. Outras vantagens, como linhas de crdito diferenciadas, taxas de juros menores, as-sessoria financeira, programas educacionais e distribuio de sobras ao fim de cada exerccio so outras vantagens ofe-recidas aos associados. A cooperativa onde Ratzmann trabalha, por exemplo, conta com mais de 8,2 mil associados. Sem fins lucrativos, a insti-tuio distribui o lucro entre os cooperados, bem como pro-porciona anualmente uma prestao de contas.

    SEU DINHEIRO

    Confira as diferenas em algumas das principais taxas

    IMPOSTOS (relacionados a operaes de crdito para o consumidor final)Cooperativas: IOF de 0,38% no ato das operaes

    Bancos: IOF de 0,38% no ato + 3% a.a. para Pessoa Fsica e 1,5% para Pessoa Jurdica

    TAXAS DE JUROS (para crdito)Cooperativas: de 1,4 a 3,95 %

    Bancos: 3,5 a 8%

    CHEQUE ESPECIALCooperativas: 6,9%

    Bancos: de 9% a 14%

    CARTO DE CRDITO (juros do rotativo)Cooperativas: 9,99% a.m.

    Bancos: 14% a 19% a.m.

    Taxas menores destacam cooperativas

    Crdito mais acessvel e produtos personalizados so alguns dos benefcios oferecidos

    ECONOMIZE

  • 37ANURIO ABRIL, 2016

  • 38 ANURIO ABRIL, 2016

    ENSINO

    Com cursos superiores nas reas de Comrcio Exte-rior, Logstica, Gesto Porturia, Cincias Contbeis, Administrao, Marketing, Recursos Humanos, alm de diversas Engenharias e Construo Naval, a Univer-sidade do Vale do Itaja (Univali) o motor propulsor que gera a qualificao de profissionais para atuar no setor porturio e de negcios internacionais. A universidade referncia no sul do pas, tanto na for-mao de mo de obra, como no desenvolvimento de in-teligncia para expanso do segmento. Unindo teoria e prtica, o aprendizado acompanha as tendncias globais, voltando-se para soluo de problemticas do mercado, em parceria com empresas, corporaes e servios de apoio, como BR Foods, JBS, DC Logistic, APM Terminals, Sebrae e Associaes Comerciais, e na projeo de ce-nrios futuros, cada vez mais tecnolgicos e conectados.As parcerias so indicativo de que o ensino est interli-

    Qualificao que melhora o mercado

    gado a realidade do mercado e gera resultados para as organizaes, afirma Luciana Merlin Bervian, diretora do Centro de Cincias Sociais Aplicadas - Gesto. Parcerias que se do tambm por meio de eventos e vi-sitas tcnicas. Os eventos no so por acaso. Sempre buscamos debater temas que esto em alta ou que es-to modificando a realidade das nossas reas, trazendo autoridades no assunto, completa.Laboratrios prope a prtica real, como a Uni Junior, empresa jnior que presta assessoria e consultoria em-presarial para empreendimentos de pequeno e mdio porte, e a Trade Junior, que realiza consultoria em co-mrcio exterior, oferecendo todo o suporte para empre-sas lidarem com a burocracia e lanarem-se no merca-do internacional. A Univali conta ainda, com laboratrio de ponta para de simulao gerencial e uma sala patrocinada pela empre-sa DC Logistic. Antes de concluir a formao, os acad-micos ainda fazem imerso nas empresas em estgios supervisionados.Os intercmbios abrem portas para a vivncia interna-cional. A universidade possui convnio com 96 universi-dades estrangeiras e oferece aos estudantes, em mdia, 175 bolsas de estudos no exterior, todos os anos. Alm disso, os cursos dispem de disciplinas internacionais voltadas para marketing e negcios, ministradas em in-gls e espanhol, em toda sua didtica e conversao.A estreita ligao da graduao com os cursos de Mes-trado e Doutorado em Administrao garante o aprofun-damento na rea da pesquisa. A concesso de bolsas de pesquisa aos estudantes permite anlise e atuao em cases reais, que se reverte em expertise para o mercado.

    Univali referncia na formao de profissional para o setor porturio e de negcios internacionais

    PUBLIEDITORIAL

  • 39ANURIO ABRIL, 2016

  • 40 ANURIO ABRIL, 2016

  • 41ANURIO ABRIL, 2016

  • 42 ANURIO ABRIL, 2016

  • 43ANURIO ABRIL, 2016

  • 44 ANURIO ABRIL, 2016

  • 45ANURIO ABRIL, 2016

  • 46 ANURIO ABRIL, 2016

    ENTREVISTA

    Recuperao econmica carece da sada do PT do governo

    Malson da Nbrega, ex-ministro da Fazenda

    Ele sabe o que enfrentar uma cri-se. Ministro da Fazenda durante o governo Jos Sarney (1988-1990), foi autor de um no muito bem sucedido plano para salvar o pas da hiperinflao da poca. Economista, apoiador declara-do de Ciro Gomes (PDT) presidncia e totalmente contrrio ao governo PT, Mal-son esteve em Santa Catarina em maro para palestrar sobre as perspectivas da economia brasileira. O ex-ministro reu-niu cerca de 300 pessoas em Balnerio Cambori e atendeu com exclusividade a revista Economia & Negcios.

    No bate-papo, revelou que a sada de Dilma em um possvel processo de impeachment deve minimizar a crise econmica, embora tenha l suas dvidas se Michel Temer ter condies de executar reformas relevantes em curto espao de tempo. Para o ex-ministro, que hoje atua como consultor e palestrante, a presena de Lula ameaa instabilidade do Brasil e analisa a nomeao do ex-presidente como um tiro no p.

    Karine Mendona

  • 47ANURIO ABRIL, 2016

    ECONOMIA & NEGCIOS Voc foi ministro numa poca em que o pas enfrentava uma superinflao. Hoje a nossa economia corre o ris-co de reviver aqueles dias do final dos anos 1980?MALSON DA NBREGA H muitas semelhanas, uma delas a fragi-lidade poltica do presidente. O pre-sidente Sarney tambm no tinha uma base slida no Congresso. Ele tinha enorme dificuldade de aprovar projetos de interesse do governo, de bloquear aes e responsveis par-lamentares. O Brasil estava sobre enormes dificuldades, como est hoje.Agora, eu diria que sobre certos as-pectos e no geral, o Brasil de hoje muito melhor do que naquela po-ca. Bem melhor. O Brasil consolidou a sua democracia, a independncia do judicirio, a liberdade de opinio, uma imprensa livre, tem hoje um mercado financeiro muito sofistica-do, bancos slidos e bem capitali-zados, um agronegcio competitivo e instituies slidas, capazes de permitir pela ao da poltica e da sociedade a renovao de li-deranas.A nica coisa que eu diria que era melhor naquela poca do que hoje, por mais paradoxal que possa pa-recer, era que o presidente Sarney tinha uma situao poltica melhor do que a de Dilma. O presidente Sarney tinha, como tem at hoje, o DNA da poltica. Ele tinha na sua ba-gagem de vida poltica uma enorme experincia. J tinha sido deputado, governador, senador, lder de parti-

    Lula e Dilma se uniriam para a sobrevivncia dos dois, mas voc pode chegar numa situao em que os dois se afogam. Porque essa situao no sustentvel por muito tempo

    do, lder de governo e presidente de partido at chegar presidncia da repblica. uma homem afeito ao processo de negociao, tem uma grande capacidade de articulao at hoje. E a presidente Dilma no. Ela no tem o DNA da poltica. Ela parece que se incomoda com as presses polticas, no tem o talen-to do Sarney para articulao.A presidente Dilma tem uma dificul-dade insanvel [de se portar como um lder poltico]. Entre as suas atribuies e caractersticas, o lder poltico deve ter a habilidade de fa-lar, de transmitir mensagens, preci-sa convencer, conquistar, articular, mobilizar; e a presidente Dilma no tem isso. Ela confusa, tem dificul-dade de transmitir ideias e, neste aspecto, no ponto de vista da gesto da crise, ns estamos numa situa-o pior do que naquela poca. Mas no balano geral, acho que a situa-o de hoje muito melhor do que naquela poca.

    ECONOMIA & NEGCIOS Sobre a possibilidade de Lula assumir um ministrio [cujo cargo foi aceito um dia depois da realizao desta en-trevista] o senhor acredita que ele poder ajudar a mudar o cenrio catico do pas? Ou a figura dele poder afundar ainda mais o nosso barco?MALSON DA NBREGA Acho que um erro enorme da parte dele e da parte dela. [O senhor acha que ele vai ter habilidade para articular?] Ele entrando melhora muito o go-verno. Do ponto de vista da articula-o poltica a ida dele ganho para a presidente Dilma. No ponto de vista da gesto do ambiente poltico, no. Porque, na verdade, como se o go-verno de Dilma tivesse acabado. Na prtica, ela vai ser uma subordinada de um de seus ministros. Alm do mais, existe um risco percebido j pelos mercados: a presena do pre-sidente Lula no governo pode trazer o risco de uma guinada na poltica econmica que aprofundaria dra-maticamente a crise brasileira.O PT vem defendendo essa guina-da com ideias equivocadas que j passaram do tempo e que geraram o desastre que a gente est vivendo a. Isso pode implicar em problemas srios para os bancos sociais, que podem ser instados a fazer crdito sem o mnimo de avaliao correta da situao de seus clientes e do ambiente. Pode significar a des-moralizao final do Banco Central. Quer dizer, a presena do presidente Lula no governo vista pelos analis-tas, entre os quais me incluo, como uma ameaa instabilidade do Bra-sil nos prximos anos. Ele pode es-tar l com o objetivo de se esconder

  • 48 ANURIO ABRIL, 2016

    MALSON DA NBREGAENTREVISTA

    de uma presso da Lava Jato que se aproximada cada vez mais dele, e l ele teria o foro privilegiado e tambm para ajudar a sustentar o governo Dilma e bloquear um pro-cesso de impeachment. Lula e Dilma se uniriam para a so-brevivncia dos dois, mas voc pode chegar numa situao em que os dois se afogam. Porque essa situ-ao no sustentvel por muito tempo.

    ECONOMIA & NEGCIOS Qual a anlise do senhor sobre essa pres-so popular para o impeachment da presidente Dilma?MALSON DA NBREGA uma presso legtima que se manifestou com enorme intensidade no ltimo dia 13 [de maro]. Como todos sa-bem, a maior manifestao pblica do pas e provavelmente do mundo. No teve nada parecido no mundo. Algum me disse que a maior mani-festao at ento tinha sido aquela que reuniu 1 milho de pessoas em Washington, no discurso de Martin Luther King. E s na Avenida Paulis-ta tinha 1,4 milho de pessoas.

    ECONOMIA & NEGCIOS Caso o impeachment seja efetivado, em qual situao ficar o pas? O que ns passaramos a viver?MALSON DA NBREGA A situao mudaria consideravelmente para melhor. Claro que tem at um exa-gero de expectativas, como se a sa-da da Dilma fizesse o Brasil voltar a crescer rapidamente. No isso. A sada dela muda, em primeiro lugar, o ambiente poltico, resolve a crise poltica e pode destravar processos decisrios no Congresso que esto paralisados. A sada dela pode sig-nificar a eliminao de um risco de uma piora grave na poltica econ-mica.Agora, para o Brasil voltar a cres-cer, depois do estrago desses anos do PT principalmente no perodo Dilma muitas aes devem ser tomadas para aumentar a produti-vidade. O elemento chave do cresci-mento a produtividade. Para o Bra-sil ganhar produtividade, ele precisa fazer reformas. Tem que mudar o sistema tributrio, modernizar a

    Se Temer virar presidente, eu no o vejo como o lder capaz de produzir esse conjunto de reformas no curto prazo

    legislao trabalhista, investir cor-retamente em logstica, melhorar a qualidade da educao, e tudo isso requer reformas que evitem um co-lapso fiscal, que uma das ameaas para o futuro do Brasil.Se Temer virar presidente, eu no o vejo como o lder capaz de produ-zir esse conjunto de reformas num curto prazo. Provavelmente, se ele fizer um compromisso firme e cr-vel de no concorrer reeleio em 2018, provvel que tenha uma es-pcie de apoio do PSDB e de outros partidos de oposio para atacar o mnimo de reformas que permitam conduzir o Brasil at 2018 sem um colapso. Porque, crescer, acho mui-to pouco provvel.

    ECONOMIA & NEGCIOS Algum dia ns iremos alcanar a to so-

    nhada estabilidade econmica? O que ser preciso fazer?MALSON DA NBREGA Claro que sim. Eu nunca imaginei na minha vida que eu estaria comentando es-sas coisas. Eu achava que o Brasil j tinha passado dessa fase, que j tinha abandonado as ideias erradas de gesto econmica e tudo isso voltou no governo do PT, principal-mente depois da sada do Palocci do Ministrio da Fazenda. evidente que as lies que vm dos grandes equvocos cometidos pela presiden-te Dilma vo ficar para evitar que eles se repitam. E o Brasil tem enor-mes oportunidades. O Brasil no vai acabar, est certo? Acredito que ns estamos cami-nhando para uma renovao de li-deranas em 2018. O PT dificilmen-te continua no governo, ento ns

  • 49ANURIO ABRIL, 2016

    A presena de Lula no governo vista pelos analistas como uma ameaa instabilidade do Brasil nos prximos anos. Pode trazer o risco de uma guinada na poltica econmica que aprofundaria dramaticamente a crise brasileira

    podemos ir nos preparando para um novo ciclo de crescimento do pas. O Brasil tem grandes chances de che-gar perto dos pases ricos com esta-bilidade social, poltica e econmica e avanos para reduzir ainda mais as desigualdades. O desafio para chegar a enorme. Voc tem que enfrentar interesses, grupos corpo-rativos, no fcil fazer reforma, vai depender muito da liderana.Acho que hoje tem duas coisas im-portantes: a primeira que h uma quantidade enorme de ideias de como atacar os problemas estru-turais do Brasil e de como fazer vrias reformas necessrias. Em segundo, voc tem um cres-cente apoio da opinio pblica a essas ideias. No unanimidade, mas majorita-riamente favor-vel, por exemplo, a uma reforma de previdncia. S est faltan-do um terceiro elemento desse processo que a liderana. A nossa expectativa de surgir em 2018 o lder que aprovei-tar essas ideias e mobilizar o pas para um perodo de reformas. Se essa anlise que eu estou fazen-do se confirmar claro que pode ter o oposto e a gente eleger um aventureiro em 2018 o novo pre-sidente vai contar com trs impulsos para melhorar a situao: o primeiro que vai mudar muito para melhor a qualidade do governo. Se for algum do PSDB, tem gente qualificada no partido e no entorno do partido para ir para o governo e melhorar em muito a gesto. O PT entregou boa parte dos principais cargos federais

    a lderes sindicais e pessoas egres-sas dos movimentos sociais. No te-nho nada contra essas pessoas, mas dificilmente elas tero condies para gerir rgos federais.Em segundo lugar, a indstria vai chegar em 2018 com capacidade ociosa enorme, talvez na ordem dos 30%. Com a mudana do clima pol-tico essa capacidade pode comear a ser preenchida rapidamente. Voc aumenta a produo sem ter que fa-zer investimento.Em terceiro lugar, uma mudana de clima como esta aumenta muito

    a capacidade do governo de atrair talentos. O presidente ligar para um grande empresrio aqui de Santa Catarina e dizer olha, eu vou preci-sar de voc aqui no governo; quero voc dirigindo um rgo; quero voc como ministro, muito difcil recu-sar. Hoje se a presidente Dilma diz: eu quero um ministro da Fazenda, ela no vai conseguir ningum com qualificaes, com prestgio, com reputao para se juntar ao gover-no. Tudo isso muda [com a mudan-a das lideranas polticas] e voc vai num ciclo virtuoso, quando cada passo de mudana refora o outro e o Brasil poder caminhar para ter

    um crescimento de at 4% j em 2020 e manter a estabilidade. ECONOMIA & NEGCIOS Pela fala do senhor, o PT seria o partido pro-blema para o desenvolvimento do pas. isso mesmo?MALSON DA NBREGA Hoje sim. O PT no se renovou em termos de ideias. O PT mantm ideias econ-micas bolorentas que j se prova-ram equivocadas. Voc v em plena crise de confiana, consumidores perdendo emprego, se contraindo, bancos mais conservadores, e o PT

    apresenta como soluo expandir o crdito. Para quem? O banco no vai dar, as pessoas no vo tomar mais cr-dito, portanto o PT est sofrendo de um autismo poltico srio, que deriva da ideia aferrada s vi-ses do passado.Eu toro para que o PT se regenere e se estabelea como um grande partido. O Brasil precisa de um partido de es-

    querda com a estrutura e capacida-de de mobilizao que teve o PT, mas infelizmente ele est declinando o seu prestgio na sociedade brasilei-ra. O PT j foi o partido campeo de preferncia dos brasileiros. Eu acho que o Lula tem a sua histria, que ele pode estar destruindo indo para o governo. Embora ningum possa desprezar o Lula como o maior lder popular do Brasil que ele foi, acho pouco provvel que ele tenha reser-vas de prestgio poltico para voltar a ser presidente do Brasil. No digo que definitivo, mas pouco prov-vel.

  • 50 ANURIO ABRIL, 2016

    Os olhos do mundo esto voltados para Santa Cata-rina. E no se trata de falso otimismo, no. Apesar da instalao de uma crise nacional e da pior re-trao do Produto Interno Bruto (PIB) nos ltimos

    25 anos, o Estado mantm sua posio de vanguarda e dri-bla com maestria as oscilaes econmicas. A balana de gerao de emprego continua positiva, estamos entre as quatro maiores rendas per capitas do pas e a produo in-dustrial merece destaque por manter o crescimento. Para coroar o sucesso de Santa Catarina, grupos internacionais enxergam no Estado um mercado seguro para investimen-tos.

    CAPA MENINA DOS OLHOS DO BRASIL

    ESTADO PRIVILEGIADO

    95,7milquilmetros quadrados

    295municpios

    6,8milhesde habitantes

    50Mais de etnias

    Karine Mendona

  • 51ANURIO ABRIL, 2016

    Em Santa Catarina, uma agricultura forte ba-seada em minifndios rurais divide espao com um parque industrial atuante. Indstrias de grande porte e milhares de pequenas em-presas espalham-se, fazendo do Estado o maior gerador de novos empregos de carteira assinada. Santa Catarina tambm o maior produtor brasileiro de ma, cebola, pescados, sunos, ostras e mariscos, e o segundo em aves, arroz e fumo.

  • 52 ANURIO ABRIL, 2016

    Segundo levantamento do Sebrae, o Estado relativamente mais industrializado que a mdia nacional, com a concentrao de 7,5% de todos os estabelecimentos industriais e 6,6% dos em-pregos ligados indstria. Segundo dados do Ministrio do Trabalho e Emprego, at 2014 a indstria de transformao catarinense era a quarta maior do pas em nmero de empresas e a quinta em nmero de trabalhadores.No oeste, meio oeste e extremo oeste, destaca--se a agroindstria; ao sul, o complexo cermi-co, mineral, qumico e de confeces de artigos do vesturio; no planalto catarinense, o com-plexo madeireiro, papel e celulose; no Vale do Itaja, o complexo txtil e confeco; ao norte, o complexo eletrometalmecnico e um impor-tante polo moveleiro; e, por ltimo e no menos importante, o complexo tecnolgico, distribudo em trs importantes polos: em Florianpolis, e nas cidades de Blumenau e Joinville.

    CAPA

  • 53ANURIO ABRIL, 2016

    EMPREGO E RENDA

    Agropecuria

    +3.821 postos

    Construo Civil

    +1.437postos postos postos

    Indstria de Transformao

    +2.598

    Servios

    +1.202

    O incio de 2016 foi marcado pelo aumento na criao de empregos com carteira assinada em Santa Catarina.

    7.211 (+0,36%) novos postos de trabalho{

    {

    Dados do IBGE - 2016

    82.083 trabalhadores

    admitidos

    No ano passado, a renda per capita dos catarinenses tambm ficou acima da mdia nacional de R$ 1.113. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios (Pnad)a estimativa de rendimento individual foi de R$ 1.368 no Estado, ficando atrs apenas do Distrito Federal, So Paulo e Rio Grande do Sul. 74.872

    desligados

  • 54 ANURIO ABRIL, 2016

    Sensveis, corajosas e guerreiras, uma frmula que vem transformando as mulheres em presidentes de multinacionais e empreendedoras de grande sucesso. Elas tm conseguido ampliar a insero

    no mercado de trabalho nos ltimos anos e, para muitas, o empreendedorismo vem sendo uma sada para o cenrio de incertezas econmicas.Segundo o estudo Anurio das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras nas Micro e Pequenas Empresas 2014-2015, elaborado Sebrae, o nmero de mulheres no merca-do de trabalho cresceu 22,8% entre 2003 e 2013, atingin-do 41,1 milhes, ou seja, 42,5% do total de trabalhadores formais no pas. Destas, 7,3 milhes so donas de micro e pequenas empresas (MPEs) e 2,6 milhes so MEIs. Em Santa Catarina, mais de 270 mil mulheres esto frente de MPEs e 92 mil so MEIs. Das 47.047 operaes de crdito disponibilizadas pelo programa at janeiro de 2016, 51% foram destinados a mulheres. O Juro Zero con-cede at R$ 3 mil em linha de crdito, valor que pode ser parcelado em at oito prestaes. Caso as sete primeiras sejam pagas em dia, a ltima quitada pelo governo do Estado.Para o secretrio de Estado do Desenvolvimento Econ-mico Sustentvel (SDS), Carlos Chiodini, a sensibilidade feminina conta como ponte forte para o relacionamento com clientes. Esta viso importante para detectar as necessidades do consumidor e perceber oportunidades, comenta.

    EMPREENDEDORISMO

    FEMININO

    Alm de reunir importantes empresas de diferen-tes setores, Santa Catarina tambm bero para os empreendedores de incio de carreira. Em 2015, o ano encerrou com quase 196 mil microempreen-dedores individuais (MEI) formalizados. O MEI um programa de formalizao e incluso produtiva e previdenciria que atende a pequenos empreende-dores de forma simplificada, descomplicada e com reduo de carga tributria.No Estado, empreendedores na faixa etria entre 21 e 40 anos representam 61% de todos os que trabalham por conta prpria.

    ESTADO EMPREENDEDOR

    CAPA

  • 55ANURIO ABRIL, 2016

    Santa Catarina o estado nmero 1 na ampliao da pro-duo industrial na virada do calendrio. Na passagem de dezembro de 2015 para janeiro de 2016, dos 14 estados avaliados pelo IBGE, os avanos mais intensos foram re-gistrados por Santa Catarina (3,7%). Com esse resultado, o Estado eliminou parte do recuo de 4,6% observado em novembro do ano passado.De acordo com aFederao das Indstrias de Santa Ca-tarina (Fiesc), o Estado lder na Amrica Latina em pro-duo de cristais e a quarta no mundo em cristal Overlay. lder no continente latino americano na produo de trofus e medalhas, em matrizes para indstria cermi-ca, em produtos para telefonia, em construo de em-barcaes rebocadoras e LHs, em vendas de impulsores de partida para veculos, na produo de tubos de PVC e conexes, em produtos de EPS, em elementos de fixao (parafusos e porcas) baseado no faturamento, em fecha-duras eletromagnticas e no processamento (corte e gra-vao) a laser de materiais orgnicos.Em Santa Catarina est a segunda maior indstria do mundo na produo de etiquetas tecidas e uma das gran-des players globais em motores eltricos. Possui uma das maiores e mais modernas indstrias grficas da Amrica Latina, tambm a nica fabricante, do continente latino americano, de xido, hidrxido e carbonato, todos de mag-nsio e a segunda maior cermica em faturamento.No Estado tambm encontramos a maior indstria do mundo no segmento de blocos e cabeotes para motor baseado em faturamento e a nica fabricante mundial de panelas cermicas refratrias atxicas resistentes a cho-ques trmicos.

    INDSTRIA

    Foto

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    lnio

    Bor

    din

  • 56 ANURIO ABRIL, 2016

    Com o dlar em alta e o real desvalorizado, a ltima temporada de vero foi dos gringos. Os hermanos vindos principalmente da Argentina, Chile e Uruguai lotaram as praias da regio. Na hotelaria, o aumento do nmero de visitantes foi percebido antes mesmo do Natal. A mdia de ocupao variou entre 80% e 100%. Muitos brasileiros que deixaram de ir para o exterior e os turistas do Mercosul esto na nossa regio. Esse real em baixa nos favorece muito, apesar de o Carnaval ser cedo neste ano, no incio de fevereiro, teremos movimento in-tenso at abril, comenta a vice-presidente do Sindicato de Hotis, Restaurantes, Bares e Similares de Balnerio Cambori e Regio, Dirce Fistarol. Conforme o levantamento do governo estadual, entre os 4 milhes de visitantes estavam catarinenses, estrangei-ros e pessoas de outros estados do Brasil. Cerca de 65% dos visitantes escolheram as cidades e praias das regi-es Costa Verde e Mar e Grande Florianpolis. Os setores hoteleiros e da gastronomia comemoram o bom desem-penho do setor.

    TURISMO

    CAPA

  • 57ANURIO ABRIL, 2016

    A regio sul do pas possui o metro quadrado mais caro do pas. De acordo com dados da Cmara Brasileira da In-dstria da Construo (Cbic), em janeiro deste ano o valor mdio do metro quadrado sulista era de R$ 1.346,15 se-guido da regio Sudeste, cujo valor de R$ 1.235,59.A regio litornea de Santa Catarina vem sendo uma das mais procuradas no setor imobilirio face s belezas na-turais, alm da gama de opes de mercado de trabalho e gerao de emprego e renda, sem contar as questes como recursos maiores nas reas de sade, educao e desenvolvimento socioeconmico e sustentvel. Reunindo todas estas caractersticas, o valor do metro quadrado residencial dispara em Balnerio Cambori. Na cidade mais verticalizada do Estado, fevereiro fechou com o valor de R$ 9.103 para apartamento na Barra Sul. justamente nessa rea nobre do municpio que est sen-do construdo o maior edifcio residencial da Amrica do Sul: o Infinty Coast com 240 metros de altura e 66 anda-res. Executado pela construtora FG, que tem Sharon Stone como garota-propaganda, a empresa catarinense est en-tre as 40 maiores construtoras do Brasil e deve entregar 550 novos apartamentos at o incio de 2017.

    Porsche em ItajaApesar de Balnerio Cambori ser uma potncia no mer-cado imobilirio, Itaja tambm tem se destacado. No re-canto mais cobiado por investidores no municpio, o me-tro quadrado da paradisaca Praia Brava est custando R$ 9.225. em meio rica vegetao de mata atlntica, que o grupo Porsche Design desenvolver o primeiro projeto da marca na Amrica Latina. O empreendimento ser erguido em um bairro projetado, chamado Brava Hills em aluso luxuosa Beverly Hills norte-americana com rea total de 272 mil metros quadrados. Porsche Design Towers Brava um projeto nico, com-posto por quatro torres, que nascem no meio da mata

    CONSTRUO CIVIL

    atlntica. Nossa equipe tem sido extremamente cuidadosa ao integrar totalmente o empreendimento exuberncia local, respeitando a natureza, afirma Cauey Carelli, De-senvolvedor da Carelli, empresa que detm a licena para construir e desenvolver a marca Porsche Design no Brasil.Cada torre ter plantas singulares com diferentes tama-nhos de apartamentos, cujo desenho purista, funcional e icnico. A forma de ptalas de flor um elemento chave do Porsche Design Towers Brava, pois d amplitude aos espaos, permitindo que a vista panormica do local seja contemplada. De um lado est a mata e de outro o mar, diz o diretor executivo do Studio F.A. Porsche, empresa do grupo Porsche Design. Este conceito permite desfrutar, de forma nica, todos os aspectos do bem-viver, completa.Para os amantes de carros, duas reas, com um novo con-ceito de garagens sero um dos cones do Porsche Design Towers Brava: o Mans Cave espao envidraado de colecionador para apreciar o automvel e reunir amigos e o Car Lounge um lugar para encontros, descan-so, para apreciar um caf durante o dia ou para um happy hour, rodeado por carros. As obras esto previstas para comearem em dezembro deste ano, com concluso estimada para dezembro de 2027, em uma rea a 100 metros do nvel do mar. De acor-do com a assessoria de imprensa do empreendimento, j h uma lista de interessados, que devero passar por uma seleo.

  • 58 ANURIO ABRIL, 201691

    Agncia Brasil

    Sobe ndice de confiana do empresrio industrial EstabilidadeO ndice de confiana das grandes

    empresas ficou estvel em 38,4 pon-tos. O indicador das mdias empre-sas subiu de 35,8 pontos em feverei-

    ro para 36,5 pontos em maro e o das pequenas empresas passou de 35,5 pontos para 36,1 no pe-

    rodo.Entre os segmentos industriais, a

    indstria extrativa continua com o menor pessimismo: 41,8 pontos. J o Icei da indstria de transformao foi de 37,7 pontos. A indstria da cons-truo continua com o pessimismo mais elevado (35,6 pontos).Os dados foram levantados em 2.984 empresas entre 1 e 10 de maro. Dessas, 1.206 so pequenas, 1.104 mdias e 674, de grande porte.

    O ndice de Confiana do Empresrio Industrial (Icei) cresceu 0,3 ponto em maro na com-parao com fevereiro e atingiu 37,4 pontos. O Icei varia de zero a 100. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiana do empresrio. Quanto mais abaixo de 50 pontos, maior e mais disseminado o pessimismo.Mesmo com o crescimento do Icei, os dados di-vulgados pela Confederao Nacional da Indstria (CNI) indicam que, no primeiro trimestre, houve um crescimento no ndice de 1,4 ponto. A confe-derao destaca que o pessimismo dos empre-srios continua elevado. Desde outubro de 2015, quando mostrou os primeiros sinais de melhora, o Icei cresceu 2,4 pontos, mas com esse crescimen-to moderado, o indicador est 12,6 pontos abaixo da linha dos 50 pontos. Para a CNI, mantido esse ritmo, o Icei levaria mais de dois anos para supe-rar os 50 pontos.

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  • 59ANURIO ABRIL, 201691

  • 60 ANURIO ABRIL, 2016

    Muito alm das composies qu-micas precisas, os frmacos re-querem tratamento diferenciado no transporte e armazenagem para ga-rantir sua eficcia. O manuseio irrespon-svel desta classe de produtos reflete diretamente nos clientes finais, quando pacientes podero ser medicados com drogas com baixa efetividade. Ariane Scaboro, farmacutica e responsvel tcnica da Logic Pharma especializa-da na armazenagem e transporte de pro-dutos de sade humana faz o alerta para o cumprimento das Boas Prticas estabelecidas pela Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (Anvisa). As principais normas da Anvisa que re-gulam o setor so as Resolues da Di-retoria Colegiada (RDC) 17, 16 e 25 que tratam das Boas Prticas de Fabricao de Medicamentos, Produtos para Sade e Terceirizao do Armazenamento de Medicamentos, respectivamente. Os do-cumentos tratam, entre outras questes, do monitoramento e controle de tem-peratura dos produtos. Determinados medicamentos, como os oncolgicos, precisam ser mantidos entre 2 e 8 graus Celsius. Como esta uma das frentes de trabalho, a Logic Pharma, empresa logs-tica localizada em Itaja, adota um altssi-mo padro de qualidade.O conhecimento da Cadeia de Frio um dos nossos diferenciais, sendo que so-mente agora esse processo est come-ando a ser mais acompanhado pelos rgos de fiscalizao no Brasil (como a Anvisa). No adianta cuidar da fabrica-o se eu no cuido da entrega final. Ns precisamos garantir que o produto que possui condies especficas de arma-zenagem e transporte (como temperatu-ra controlada) seja entregue dentro das condies ideais de consumo e no sofra impactos e alteraes, ressalta Ariane.Atendendo padres internacionais de

    qualidade, na Logic Pharma um sistema monitora a temperatura e envia um aler-ta em caso de alterao. H ainda um Plano de Contingncia para assegurar a estabilidade dos produtos quando, por exemplo, faltar energia. Estamos prepa-rados para enfrentar qualquer adversi-dade, refora Ariane.

    CADEIA DA VIDA HUMANAQuando voc fala que o produto no teve a ao que esperava, possvel que no tenha sido armazenado e transportado corretamente, alerta o diretor executivo da Logic Pharma, Josoel Pisoni.Com longa experincia na prestao de servios logsticos exclusivos de frma-cos e produtos hospitalares, o empre-srio relata que mdicos e cirurgies percebem na prtica o efeito do produto que no possui a qualidade proposta. A

    toxna botulnica, por exemplo, pode ter sua estabilidade reduzida caso seja submetida desvios de temperatura.H casos em que o mdico faz a aplica-o e o produto no obtm a eficcia no resultado final ou durabilidade. O proble-ma do erro da logstica vai refletir com o paciente. O cuidado tambm deve ser redobrado com vacinas, insulinas e rea-gentes de diagnsticos. A nossa cadeia de entrega a cadeia de vida. Digamos que tenha um paciente esperando para receber a medicao no hospital. Ento, um erro nosso pode impactar aquele paciente que est espe-rando receber a medicao certa na hora certa. Quando a gente entende esse com-promisso assume essa responsabilidade como um trabalho e servio essencial ao ser humano, finaliza Pisoni.

    Transporte de frmacos requer tratamento diferenciado

    LOGIC PHARMA

    Alexsandro (gerente administrativo), Josoel (diretor executivo), Vital (gerente de operaes), Ariane (farmacutica)

    PUBLIEDITORIAL

  • 61ANURIO ABRIL, 2016

  • 62 ANURIO ABRIL, 2016

    Imbituba em altaContrariando o histrico de ser um perodo de pe-quena movimentao de cargas, s no primeiro ms de 2016 foram movimentadas 411 mil tone-ladas e atendidos 20 navios no Porto de Imbituba. Quando comparado com o mesmo perodo de 2015, a movimentao registrou um salto de 100%, j que a movimentaoregistrada em janeiro de 2015 foi de 202 mil toneladas.O Estadoconta com portos eficientes e tributao diferenciada. Desde 2012, quando o governo do Estado assumiu o Porto de Imbituba, no h regis-tro de fechamento por falta de segurana ou mau tempo. Esta foi a maior movimentao registrada em um ms de janeiro. Entre as principais cargas movimentadas, esto os granis agrcolas, como milho e trigo, e os granis minerais. Esse resulta-do consequncia direta da nova profundidade do Porto de Imbituba, aumentada em outubro de 2015. Agora possvel a atracao de navios com capa-cidade para movimentar at 9.000 TEUs ou 80.000 toneladas de granis.

    Terminais inovam para manter volume de operaes

    SojaOutra alternativa para guinar as movimentaes porturias, que tiveram queda de 9% no volume de contineres operados em 2015, o incio histrico da movimentao de cargas a granel. A empresa ZMW Operaes Porturias, com amplo know-how em operaes de granis, deve iniciar as atividades com movimentao de soja ainda no primeiro semestre deste ano.De acordo com o superintendente do Porto de Ita-ja, Antnio Ayres dos Santos, a pretenso inicial receber um navio por ms e movimentar cerca de 50 mil toneladas de soja. Ayres informa que o porto est buscando suporte legal e tcnico para ingressar neste novo mercado.Embora tenha seguido a tendncia da Corrente de Comrcio Brasileira e apresentado pequena retra-o, em comparao ao ano anterior, Itaja continuou sendo em 2015 o porto brasileiro que apresentou o maior valor agregado nas cargas operadas.

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    Diversificar a palavra de ordem para o Porto de Itaja neste ano de 2016. Para sobreviver s tempestades que o setor vm enfrentando, a APM Terminals optou por explorar o nicho de

    carga geral. S em fevereiro deste ano, houve um aumento de 54% na movimentao de carga geral em comparao com toda a carga geral operada em 2015.De acordo com o diretor comercial da APM Termi-nal no Brasil, Felipe Fioravanti, este tipo de opera-o no atrapalha as movimentaes tradicionais de continer. Pelo contrrio, uma estratgia co-mercial encontrada para alavancar os servios porturios, j que em julho do ano passado o Porto de Itaja perdeu cerca de 50% das operaes das chamadas linhas asiticas para o porto privado de Navegantes, a Portonave. Ao realizar esse servio, a APM tambm aumenta o nmero de chamadas para os trabalhadores da Unio. Cada perodo de operao demanda cerca de 45 trabalhadores. As duas operaes combinadas refletiram em uma renda bruta aproximada de R$ 640 mil para os trabalhadores porturios avulsos.

    PORTOS MOVIMENTAO

  • 63ANURIO ABRIL, 2016

    O levantamento feito com base em questionrios distribudos a colaboradores que esto na empresa h mais de trs meses. Na Portonave, o quesito mais lembrado pelos trabalhadores entrevistados foi orgu-lho. Ao todo, o terminal conta com 856 colaboradores. Prestes a completar 10 anos em operao, o terminal privado j recebeu mais de 4 mil navios e registra mo-vimentao superior a 4 milhes de TEUs.

    Itapo: sexto maior em quatro anosLocalizado no norte de Santa Catarina, o porto de Ita-po registrou um aumento de 14,5% no volume de cargas em 2015, com um total de 548.463 TEUs mo-vimentados. As movimentaes contabilizadas no ter-minal incluem operaes de longo curso (importao e exportao), transbordo, cabotagem, movimentao de contineres vazios e remoes.A evoluo ocorreu tanto no segmento de longo curso, onde houve um aumento de 18,6%, quanto no de cabo-tagem, onde o acrscimo foi de 38%. Apenas nas ope-raes de transbordo houve pequeno recuo, de 7,3%, sem afetar a performance geral positiva.Tambm em 2015 coube a Itapo fazer o primeiro em-barque de carne bovina brasileira para a China, aps o acordo bilateral firmado entre os dois pases.

    So Chico tem movimentao positiva em 2016Os primeiros meses de 2016 so de balana positi-va tambm para o Porto de So Francisco do Sul. Em janeiro, o terminal registrou uma movimentao total 43% superior ao mesmo perodo do ano passado. Se-guindo no mesmo ritmo crescente, o ms de fevereiro tambm foi positivo e no acumulado do ano a movi-mentao total j 21% superior ao mesmo perodo de 2015.Na linha de frente est a importao de fertilizantes, que esse ms foi 560% superior ao ms de feverei-ro de 2015. A importao de soda a granel tambm cresceu 63%. Madeira e azulejos foram as duas car-gas que impulsionaram a exportao do porto no ms de fevereiro. A madeira registrou uma alta de 57% e o azulejo de 161%.

    Portonave: melhor empresa para trabalharPelo terceiro ano consecutivo, o Terminal Porturio de Navegantes (Portonave) aparece na lista das 10 me-lhores empresas para se trabalhar em Santa Catarina. A pesquisa realizada pela Great Place To Work(GPTW) foi divulgada em maro, sendo a Portonave o nico porto a aparecer na lista.

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  • 64 ANURIO ABRIL, 2016

    Preocupada com a eficincia alinhada ao desen-volvimento sustentvel, a Portonave est na fase final da eletrificao dos RTGs. O projeto consiste na substituio do leo diesel por energia eltri-ca na operao dos guindastes, que fazem o movimento do continer do caminho para o ptio de armazenagem e vice-versa. Com a implantao do sistema Busbar Sys-tem [barramento de transporte de energia], os 18 equi-pamentos do Terminal praticamente vo zerar a emisso de CO que ser reduzida em 98%. A eletrificao comeou em agosto de 2015, na rea de expanso do ptio de contineres. A ideia foi iniciar as atividades operacionais na rea nova do terminal o ptio de contineres foi duplicado de 15 para 30 mil TEUs de capacidade esttica j com a tecnologia em funcionamento. Segundo o gerente de manuteno da Portonave, Marcelo Diniz, a eletrificao traz vrios be-nefcios. Alm da reduo do consumo de diesel, o sis-

    tema tem baixo custo de manuteno, gera aumento de produtividade nos RTGs, melhoria na confiabilidade dos equipamentos e a significativa reduo de gases poluen-tes. A Portonave investiu R$ 25 milhes para a implantao do projeto. O Busbar System um sistema de tecnolo-gia alem e consiste no mais moderno do mundo, sendo muito utilizado em portos da Europa e da sia. Seu fun-cionamento exige a instalao de um conjunto de barras condutoras com suportes de ao em toda a extenso de cada rea de empilhamento do terminal. Cabos de baixa tenso conduzem a energia das subes-taes at os barramentos e para o RTG atravs de um brao coletor automtico conectado ao barramento. Esse processo todo automatizado e no necessita de interveno humana. O equipamento possui um sistema de segurana que evita possveis choques eltricos ao contato.

    Portonave opera RTGs com energia eltrica e reduz em 98% a emisso de CO2Sistema tem baixo custo de manuteno e sua operao totalmente automatizada

    MEIO AMBIENTE

    PUBLIEDITORIAL

  • 65ANURIO ABRIL, 2016

  • 66 ANURIO ABRIL, 2016

    DRIBLANDO AS ADVERSIDADES

    Pense frente e seja persistente

    DICAS

    Como vender quando as pessoas no querem comprar?Quando o cenrio econmico no fa-vorvel, o profissional de vendas preci-sa melhorar o aproveitamento. como um jogo de futebol. Quando o time est muito bom cria muitas oportunidades de gol e faz. Quando ele no est muito bom, cria poucas oportunidades, que precisam ser convertidas em gol. Num perodo de recesso assim, vamos ter menos oportunidades. Por-tanto, precisamos melhorar o aprovei-tamento. Isso exige mais disciplina da equipe, um foco, um cuidado maior com as oportunidades que surgem, porque elas sero em menor nmero que o tradicional.

    Bom vendedor vende qualquer coisa?Existem pessoas que j nasceram com a habilidade de vender. Antigamente, as pessoas tinham lbia de vendedo-res. Mas acredito que isso j passou, porque os compradores esto mais

    Investimento em comunicao e mktVamos imaginar que eu sou um vende-dor e quero vender um sapato, mas o cliente no precisa. Para que ele opte em comprar esse sapato, eu, vendedor, vou precisar fazer sete contatos com o cliente, sendo que o intervalo entre eles no pode passar de 29 dias, se no comea a contar do zero de novo, e todos precisam ser diferentes. Ento, o cliente precisa receber um panfleto, uma ligao minha, um e-mail, depois outra ligao, depois uma promoo... Na stima tentativa, sendo que a pes-soa no precisa do item, provvel que ela se sensibilize e diga que est que-

    Micro, pequenas e mdias empresasA maior parte do nosso Produto Interno Bruto (PIB) formado por micro, pe-quenas e mdias empresas. So elas que tm o desafio de realmente se construir, porque ou elas se constroem ou morrem, no tm alternativa. Temos uma metodologia chamada metodolo-gia do pequeno gigante. Se voc notar, hoje, as empresas que esto desper-tando o interesse das grandes so as pequenas. Por exemplo, a Ambev comprando cer-vejarias artesanais, grandes indstrias comprando as pequenas locais. As pe-quenas empresas tm mais agilidade que as maiores. Enquanto a grande tem mais dinheiro, a pequena est mais prxima. Enquanto a grande trabalha de forma massificada, a pequena tra-

    exigentes. A lbia de vender qualquer coisa no existe mais. O que existe a habilidade de conseguir passar com confiana o que o seu produto e servio tm de melhor. Eu acredito na habilida-de oral, de expor, de estabelecer uma relao de confiana com o cliente, mas no acredito em um discurso vazio. Para a pessoa que tem a habilida-de de vender no vai sair dela, mas possvel trabalhar essa habilidade em quem no nasceu com ela. No final das contas, o que importa no quem tem mais ou menos habilidade, quem con-segue estabelecer melhor essa relao e passar mais confiana. A pessoa que acha que vende tudo deixa de estudar e acaba tendo menos resultados que os que estudam e se preparam para vender.

    rendo o sapato. Quando acontece um momento de cri-se econmica as empresas cortam completamente os investimentos em marketing volta tudo estaca zero. Aquela pessoa que j estava no cami-nho, acostumada com a marca e estava comeando a se sensibilizar, pratica-mente esquece pelas outras opes que existem. A empresa pode diminuir, sim, s que precisa fazer investimen-tos mais assertivos nessa poca. Voc no deixa de ver propagandas da Brah-ma e do Ita na televiso, por exemplo.

    Apesar de o mercado estar favo-rvel em muitos segmentos em Santa Catarina, na contramo do pas, preciso estar atento. Um

    dos grandes erros que muitos empre-srios cometem em pocas de recesso cessar investimentos em treinamen-to, pessoal, posicionamento de marca e marketing, por exemplo.

    Especialista em branding, vendedor, con-sultor e palestrante, Fbio Fiorini d al-gumas dicas do que importante manter ou implantar para permanecer crescen-do, seja qual for a situao econmica do pas. Criar estratgia e ter persistncia so algumas das principais aes para impulsionar sua marca neste ano.

  • 67ANURIO ABRIL, 2016

    Inovao x TradicionalismoOs fundadores dos negcios chegaram onde esto porque souberam fazer. Mas no que os tempos so outros. As exigncias so outras porque as empresas tm muito mais concorren-tes do que antes. Normalmente, os empresrios, fundadores de pequenos negcios, so mais resistentes e pen-sam se fizeram assim at aqui, porque agora vo ter que mudar um pouco? E a gente fala que um pouco, porque no d para fazer grandes mudanas. Precisamos mudar aos poucos, respei-tando as tradies e o conhecimento que temos do negcio implantando ino-vaes. Existem dois perfis de empresrios, o tradicional e o empreendedor. O tradi-cional trabalha pela operao, bom em fazer. O empreendedor bom em desenvolver, forma pessoas para tra-balhar por ele e trabalha pelo desen-volvimento do negcio. E o empreen-dedor que sai de uma para duas lojas, duas para trs, trs para quatro. O tra-dicional fica com um negcio bacana, mas estagnado, porque ele trabalha com a operao e pensa que se no faz, ningum faz direito. O que verdade, mas isso limita o crescimento. J o em-preendedor ensina a fazer e trabalha para abrir outras frentes. O empreen-dedor mais aberto s inovaes.

    MetasA meta correta baseada em histrico, respeita o momento econmico. No adianta eu cobrar uma meta de 50% se meu segmento est caindo 30%, por exemplo. Alm de desmotivar a equi-pe, uma meta inatingvel. Uma coisa meta de vendas, outra de tarefa. Acredito na meta de tarefa. O que ? Precisamos visitar 10 clientes poten-ciais por dia, por exemplo. Isso uma coisa possvel. A meta mais importante no a final, so as tarefas que voc precisa cum-prir para chegar at ela. As empresas precisam ter metas, mas se for s a de vendas, elas esto perdidas. Os ges-tores tm na ponta da lngua o quanto precisam vender, mas se voc pergun-ta como, a resposta se vira. A em-presa que sabe exatamente o como, vai ficando boa em cada etapa.

    Reposicionamento de marcaA gente tem uma crena que, antes, para construir marcas, a propaganda fazia isso. Hoje, as pessoas constroem as marcas. E o processo de construo de marca no acontece isoladamente. No d para reposicionar um produto e deixar de reposicionar minha equi-pe. No d para ter s um discurso de construo e eu no ter o produto posi-cionado corretamente. O reposicionamento de marca um projeto integrado. No adianta criar uma propaganda para dizer que a coi-sa mudou. Temos que mudar de fato. Se o reposicionamento no for de pro-

    Incentivo ao consumo Sou a favor da venda por necessidade. Quando as empresas esto preparadas para vender algo que pode ajudar as pessoas e no engane elas, sou favor-vel. Acho que cabe s empresas tentar fazer de forma responsvel um projeto de crescimento para fazer com que as pessoas consumam dela porque ela tambm vai gerar mais emprego. Por isso, acredito nos pequenos negcios, que quando so bem trabalhados re-sistem um pouco mais crise, tm la-os locais, so um trampolim para as pessoas mais jovens e podem ajudar a uma sada de crise. Os grandes negcios podem deixar de empregar, mas os pequenos no porque as pessoas precisam consu-mir localmente. O que venda? um processo ganha-ganha, que comea na primeira venda. O vendedor que estabelece relao est trazendo be-nefcios. A empresa no pode ser s campe de vendas, tem que ser de fi-delizao tambm. O profissional de vendas vilo se trabalha s por be-nefcio prprio, no se trabalhar pela cadeia completa.

    balha de forma personalizada. Ento, as pequenas empresas ficam muito fortes localmente e, por isso, grandes empresas querem comprar as peque-nas.Exemplo clssico a marca de guaran Jesus, de So Luiz do Maranho. A Co-ca-Cola tentou se tornar lder l e no conseguiu. Ento a Coca-Cola comprou o guaran Jesus, no para tirar ele do mercado, mas para fortalecer ainda mais a marca e tirar a Coca-Cola do mercado. Essa a prova de que a pe-quena empresa, trabalhando com vn-culos locais de forma personalizada, conquistando o relacionamento com as pessoas da regio, tende a ficar forte tambm.

    duto, servio e equipe vai ser de curto prazo, pois vamos dizer que estamos mudando quando de fato no estamos. E os clientes percebem isso logo. No adianta reposicionar s da porta para fora. Tem que reposicionar da por-ta para dentro, o que chamamos de branding inside. A marca que investe em propaganda e no investe para a equipe estar alinhada com isso cria um abismo.

  • 68 ANURIO ABRIL, 2016

    COSTA VERDE E MARTURISMO

    Santa Catarina est repleta de opes tursticas que vo alm da praia

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    Vai visitar Santa Catarina no inverno, estar em uma cidade fora do litoral a trabalho ou simplesmente quer conhecer novos des-tinos? Ento fique tranquilo, pois o Estado

    est repleto de roteiros super bacanas que vo muito alm das paradisacas praias. A Costa Verde & Mar reserva uma srie de op-es diferenciadas. O visitante pode mergulhar na cultura, nas caractersticas tpicas de cada um dos 10 municpios que compem o consrcio, renovar o guarda-roupa e, de quebra, degustar o que h de melhor na gastronomia regional.Pesquisa realizada pelo consrcio no ano passa-do demonstrou que os moradores do sul do pas ainda so maioria entre os visitantes da regio durante o vero. Ento fique atento s dicas e re-pense suas prximas frias.

    Com pouco mais de 10 mil habitantes, Luis Alves guarda traos de uma colonizao de alemes, italianos e portugueses. Foram eles os responsveis pela tradio dos alambiques. At meados dos anos 80, havia cerca de 50 em atividade na cidade, hoje so apenas 12. A aguardente como tambm conhecida ainda produzida de forma artesanal, alguns produtores deixam a bebida curtir por at 15 anos.

    Alm daquela fabricada tradicionalmente de cana de acar e de melado, comum encontrar cachaa de banana e outras em que so adicionados sabores, ervas, frutas e o que a imaginao dos produtores permitir. Hoje os 12 alambiques que operam na cida-de, produzem aproximadamente 1 milho de litros do produto, por ms.

    A cidade tambm contempla grutas com guas naturais ou com imagens religiosas, como Ilhota e Navegantes. Em Ilhota outro atra-tivo o turismo de compras, a cidade a principal produtora de moda ntima e moda praia de Santa Catarina, com grandes marcas trazendo sempre as ltimas tendncias.

    Navegantes

    Ilhota

    Luis Alves

  • 69ANURIO ABRIL, 2016

    Penha, Itapema e Itaja conservam vias gastronmicas re-pletas de sabor. A variedade em frutos do mar fresqussi-mos proporciona pratos genunos. O Mercado Pblico de Itaja um ponto que no pode deixar de ser visitado. Alm de proporcionar a riqueza da culinria aoriana, encanta pela arquitetura.

    Itapema

    Penha

    Cambori

    Bombinhas

    Em Cambori o turismo rural agrada tanto os esportistas quanto aqueles que buscam um lugar para respirar ar fres-co. O visitante pode fazer cavalgadas, trilhas, tirolesa ou curtir a calma das cachoeiras e pesque e pague.

    A Costa Verde & Mar indica ainda um roteiro de cicloturis-mo, no qual o visitante passa por Balnerio Piarras, Bom-binhas, Itapema, Itaja, Navegantes, Penha, Porto Belo, Ilhota e Lus Alves. Entre rios, cachoeiras e muita mata verde pre-servada, o roteiro oferece o aconchego tpico do interior.

    Itaja

    Sol e marMas claro que se o tempo estiver bom, visitar as praias uma excelente pedida. Duas praias da regio esto entre as melhores do Brasil se-gundo a lista produzida pelo Traveller's Choice Praias 2016, premiao do site de viagens e re-servas TripAdvisor.

    A praia de Bombinhas aparece em 16 lugar no ranking. Logo em seguida est a praia de Quatro Ilhas, no mesmo municpio, que permaneceu na 17 colocao. Ambas as praias so as melhores colocadas de Santa Catarina na votao. Ao todo, 25 praias foram citadas na listagem nacional que pode ser conferida no site do TripAdvisor.

  • 70 ANURIO ABRIL, 2016

    Ernesto JooReckPresidente da Federao das Associaes Empresariais de Santa Catarina (Facisc)

    Cenrio econmico

    Depois de mais de uma dcada incentivando o consumo com financiamentos com juros baixos para bens de con-sumo mais acessveis populao, o Brasil passa por um perodo de recesso. Resultado da falta de uma poltica

    econmica positiva que estimule o empreendedorismo, aliada falta de investimentos na melhoria da infraestrutura nacional, demonstra agora que este modelo centrado no consumo interno foi suicida.Entre as mais de 34 mil empresas associadas ao Sistema Facisc j contabilizamos associados dando frias coletivas, desligan-do linhas de produo, retraindo e investindo menos. Neste ano eleitoral que ir definir os rumos do pas, aos empresrios esto com muita insegurana, dvidas, e com receio de realizar novos investimentos.Se o Brasil quiser ser um pas inserido na economia do planeta e que tenha voz com os pases de economia forte, precisa urgente elaborar e colocar em prtica, independente de quem vena as eleies de outubro, um modelo srio de investimentos que esti-mule o empreendedorismo.Precisamos de polticas pblicas que incentivem o setor produti-vo a longo prazo, que impactem em gerao de empregos, e no de incentivos pontuais que resultem num pas repleto de con-sumidores endividados. Precisamos de uma poltica industrial forte e duradoura que alm de incentivar o consumo moderado, estimule todo o efeito cascata da cadeia produtiva.O ano de 2015 foi um ano de grandes alternncias e modifica-es tanto na esfera poltica, bem como na esfera das organi-zaes. Alm do mais, a sociedade brasileira e catarinense, se encontram em um impasse brutal de instabilidade e inseguran-a quanto ao rumo que nosso pas pode se encaminhar, gerado por uma desestabilizao da confiana, que perpassou todo o ano de 2015.Diante desse cenrio, o que se espera que 2016 possa ser dife-rente, apesar das projees no serem as mais otimistas, pos-svel que o empreendedor brasileiro se reintegre frente a essa nova estrutura que a economia vem se encaminhando, e que com certeza exigir muito esforo, planejamento e engajamento para que tenhamos um 2016 muito diferente do que foi 2015. Como entidade empresarial esperamos ajudar a sociedade nas tomadas de decises, melhorar a representatividade e posicio-namento empresarial, contribuir para o futuro das organizaes bem como cooperar para o crescimento sustentvel catarinense.

    SEM ESTMULOOPINIO

  • 71ANURIO ABRIL, 2016

  • 72 ANURIO ABRIL, 2016

    Paulo de Tarso GuilhonConsultor da Federao das Indstrias do Estado de Santa Catarina (FIESC)

    A economia catarinense padece dos mesmos males que afetam o Brasil. O caos poltico em que o pas est mergulhado abala a confiana do empresariado e tambm dos consumidores. A in-segurana jurdica prejudica investimentos, corri a economia

    e deixa pouca margem para o desenvolvimento de Santa Catarina. Mais grave do que a crise a falta de perspectiva para o futuro. O ano de 2016 mal comeou e parece que j acabou pela ausncia de um progra-ma de recuperao da economia.A crise no vai durar para sempre. Contudo, fundamental que o pas tenha um projeto estratgico que possa reconduzir a economia para um cenrio de inflao sob controle e contas pblicas com supervit para pagar o servio da dvida e retornar investimentos. O Brasil precisa de viso de longo prazo, um programa que reconduza a indstria para pa-tamares dignos de sua importncia. Um projeto de pas que considere a fora de todos os setores da atividade econmica. Algo em que o volun-tarioso empresrio catarinense possa confiar e investir. A indstria de Santa Catarina recuou 8% ano passado e 2,5% em 2014. A consequncia inevitvel se d pela face mais perversa crise. A Pes-quisa Nacional por Amostra de Domiclios, PNAD Contnua do IBGE, re-ferente ao quarto trimestre de 2015, revelou uma taxa de desocupao das pessoas de 14 anos ou mais de idade, para o Brasil, de 9%, valor praticamente estvel em relao aos 8,9% do trimestre anterior. Para Santa Catarina, a pesquisa mostrou a menor taxa de desocupao para o mesmo perodo: 4,2%. No mesmo perodo de 2013, a taxa de desocu-pao era de 2,5%. A comparao com o passado recente preocupa. Porm, muito mais preocupante a linha de tendncia de alta da pesquisa e a impossibili-dade de reao das empresas perante o caos poltico que inibe investi-mentos e ameaa o emprego das famlias.O pas assiste estupefato os tristes acontecimentos polticos. Por isso, os catarinenses, como em vrias outras cidades do pas, foram s ruas para manifestar seu descontentamento com o ambiente poltico contaminado que espalha seu vrus por toda a economia e paralisa as atividades empresariais. H algum tempo as empresas reduziram seu ritmo de atividade por no sentirem confiana no atual ambiente de ne-gcios. O Brasil precisa traar um programa que d condies para as empresas aumentarem a produtividade, fundamental para que o pas possa desenvolver de forma sustentvel. As carncias so muitas e co-nhecidas. Sobra a coragem do empreendedor catarinense que no se sente estimulado enquanto as reformas necessrias e urgentes no se efetivarem. O fato que o Brasil tem pressa. O tempo para quem trabalha o tempo real. As empresas no suportam mais ficar espera de uma soluo. Ou fazemos as reformas indispensveis, ou a economia do Brasil ficar deriva, sem perspectiva de recuperao e menos ainda de desenvol-vimento sustentvel.

    A Economia catarinense e o momento atual

    RECUPERAOOPINIO

  • 73ANURIO ABRIL, 2016

  • 74 ANURIO ABRIL, 2016

    OPINIO BARREIRAS HISTRICAS

    Presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agronegcio da Fiesc

    Mrio Lanznaster

    Muito alm do Mercosul

    Acredito que o Mercado Comum do Sul (Mercosul) um daque-les projetos listados com o selo de fracasso pela diplomacia brasileira. So 25 anos de esforos de aproximao e muito pouco avanamos na criao de um verdadeiro mercado co-

    mum, na eliminao de barreiras, na simplificao de procedimentos, na homogeneizao de tributos etc. Atravessar as fronteiras em opera-es comerciais de importao/exportao ou em simples viagens de turismo ainda envolvem muita burocracia e documentao. De outra parte, nossos parceiros no so to leais assim. Frequente-mente criam barreiras alfandegrias e no-alfandegrias, fixam co-tas, suspendem compras, internalizam como seus produtos de fora do bloco (h forte suspeita sobre o leite em p). Enfim, o Mercosul um mercado comum que no funciona, nem para os agentes econmicos, nem para os turistas. E o que pior: nossos parceiros buscam acordos isolados com outros pases, ignorando o Brasil que representa 90% do PIB do bloco.Temo pela perda de protagonismo do Brasil no mercado mundial, no s pela inoperncia do Mercosul mas, principalmente, porque o pas ficou fora do Acordo Transpacfico (TPP). Doze pases participam do acordo de livre-comrcio e essa aproximao entre os pases-mem-bros, que representam 40% da economia global, pode dificultar o aces-so do Brasil a um mercado combinado de 800 milhes de habitantes. O tratado assinado entre os Estados Unidos, Japo, Austrlia, Canad, Chile, Cingapura, Brunei, Malsia, Mxico, Nova Zelndia, Peru e Vietn prev a derrubada de barreiras tarifrias, estabelecimento de padres e normas de comrcio, alm de aumentar os investimentos entre os pases. O acordo produzir seus efeitos econmicos aps a concluso dos processos internos de aprovao (nos parlamentos nacionais), quando as mercadorias tero acesso preferencial aos mercados desse novo e promissor bloco.O que pede o setor produtivo nacional diante desse novo cenrio do mercado mundial? Que a diplomacia brasileira atue no mercado exter-no para a eliminao integral dos subsdios s exportaes nos demais pases e para a reduo dos picos tarifrios de acesso aos novos mer-cados. bvio que a liberalizao dos mercados agrcolas mundiais fundamental no s para o setor primrio nacional, mas para o futuro de toda a economia brasileira.O Brasil no participa desse acordo, por isso, precisa correr atrs do prejuzo e gerir novos acordos comerciais para a entrada de seus pro-dutos agropecurios nesses pases. Precisamos acelerar a celebrao de novas parcerias entre o Brasil e a Unio Europeia, Unio Aduaneira Euroasitica, China e Estados Unidos. Outra medida necessria o for-talecimento da figura do adido agrcola em todas as embaixadas bra-sileiras instaladas em pases cujos mercados inteirem ao Brasil, inte-grando aes dos Ministrios da Agricultura e das Relaes Exteriores. A associao de diplomatas com conhecimento na rea e qualificados adidos agrcolas resultaro, na prtica, na defesa mais efetiva do setor primrio e da vasta cadeia produtiva do agronegcio. Isso representa um avano na capacidade de negociao e interveno mercadolgica do Brasil. Precisamos pensar e agir muito alm do Mercosul.

  • 75ANURIO ABRIL, 2016

  • 76 ANURIO ABRIL, 2016

    OPINIO BOM SENSO

    Milton Loureno Presidente da Fiorde Logstica Interna-cional e diretor do Sindicato dos Co-missrios de Despachos, Agentes de Cargas e Logstica do Estado de So Paulo e da Associao Nacional dos Comissrios de Despachos, Agentes de Cargas e Logstica

    A guerra fiscal em pratos limpos

    Chama-se guerra fiscal a exacerbao de prticas competitivas entre Estados em busca de investimentos privados. Ou seja, para atrair investimentos, os governos estaduais oferecem aos contri-buintes determinados benefcios fiscais, como crditos especiais de Imposto de Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS) ou emprstimos subsidiados de longo prazo. Tambm os municpios recorrem, muitas vezes, a essa prtica, utilizando-se, na maior parte das vezes, de benefcios relati-vos ao Imposto sobre Servios (ISS).

    Mas, ao contrrio do que a definio procura passar ao cidado, a guerra fiscal em si no uma prtica nociva nem deve ser escorraada das dis-cusses no mbito do Congresso Nacional. Afinal, incentivos e subsdios existem exatamente para corrigir distores e desvantagens comparativas entre regies de um mesmo estado ou da Unio.

    No fossem os incentivos fiscais, muitos estados do norte, nordeste e do centro-oeste ainda estariam em condies piores em termos de desenvolvi-mento econmico. Foi, portanto, a poltica de incentivos que atraiu muitas empresas a esses estados, permitindo o nvel de desenvolvimento que hoje exibem. E que, ainda que no seja o ideal, serve para impedir o crescimento de movimentos migratrios no prprio pas, fixando o homem na terra.

    No se pode deixar de reconhecer tambm que foi o predomnio de So Paulo e Minas Gerais na conduo das diretrizes econmicas do pas que levou reao dos demais estados em 1930 contra a chamada poltica do caf com leite. E que, se hoje So Paulo detm mais de 30% do Produ-to Interno Bruto (PIB), porque ficou com a maior parte dos recursos da Unio, que acabaram por financiar o seu desenvolvimento, assim como dos demais estados das regies sul e sudeste.

    Por isso, preciso bom senso quando se discute a chamada guerra fiscal, pois, acima de tudo, uma maneira de se corrigir distores. o caso da Medida Provisria (MP) n 694, que, entre outras aes, isenta os portos do Esprito Santo do pagamento do Adicional ao Frete para a Renovao da Marinha Mercante (AFRMM) e renova esse benefcio para as regies norte e nordeste.

    No se questiona aqui a renovao do benefcio aos portos do norte e nor-deste, mas no se pode concordar que seja extensivo ao Esprito Santo, que fica no sudeste, muito prximo aos grandes centros consumidores (So Paulo e Rio de Janeiro), pois isso significaria um tratamento desigual para uma mesma atividade, com sensveis prejuzos aos demais portos da regio, inclusive ao de Santos, que hoje responsvel por 27% do comrcio exte-rior brasileiro. Se aprovada, a MP poder instalar uma competio desigual entre os portos do sul e sudeste, afetando a isonomia e a livre concorrncia.

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  • 77ANURIO ABRIL, 2016

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  • 78 ANURIO ABRIL, 2016

    OPINIO NECESSIDADE DE IMPORTAO

    Jos Zeferino PedrozoPresidente da Federao da Agricultura e Pecuria do Estado de SC (Faesc)

    Santa Catarina possui o mais avanado parque agroindustrial do Brasil, representado pelas avanadas cadeias produti-vas da avicultura e da suinocultura. Essa fabulosa estrutura gera uma riqueza econmica de mais de 1 bilho de aves e 12 milhes de sunos por ano, sustenta mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e gera bilhes de reais em movimento econmi-co.Um dos principais insumos para o funcionamento dessas gigantes-cas cadeias produtivas o milho. Por isso, o sucesso ou o fracasso da cultura do milho reflete diretamente na economia catarinense.Em 2005, 106 mil produtores rurais catarinenses cultivavam 800 mil hectares com milho e colhiam entre 3,8 e 4 milhes de tonela-das. Nesses dez anos, a rea plantada foi se reduzindo paulatina-mente e, em 2015, foram cultivados entre 250 mil e 300 mil hec-tares de lavouras para uma produo estimada em 2,5 milhes de toneladas. Esse quadro representa uma equao perigosa: para um consumo de 6 milhes de toneladas haver uma produo interna de 2,5 mi-lhes e, portanto, uma necessidade de importao de 3,5 milhes de toneladas de milho. Insumo escasso representa encarecimento para os produtores rurais e para as agroindstrias. Por via de con-sequncia, o alimento crneo torna-se mais caro para o consumi-dor.A conjugao de uma srie de fatores contribuiu para chegarmos a esse ponto, com reduo to drstica da produo. Os produtores migraram para a soja, um produto com grande liquidez no mercado de commodities, menor custo de produo e melhor remunerao final aos agricultores. Enquanto a saca de milho vale entre 35 e 40 reais, a de soja vale 70 reais. Outro fator que 40% do milho que SC produz se destinam a silagem, portanto, no sai da propriedade e utilizado na nutrio animal do gado leiteiro.No ano passado, os preos do milho no agradaram os produtores. Por outro lado, a atual situao cambial estimula a exportao de milho: o Brasil j embarcou 33 milhes de toneladas para o exte-rior (a produo nacional deve chegar a 85 milhes de toneladas), agravando ainda mais a situao interna. O sul do Brasil ter que importar milho da Argentina e do Paraguai. A Conab no dispe de estoques para regular o mercado. Planos, programas e aes do Governo e das agroindstrias no tiveram sucesso na tentativa de estimular o plantio de milho em Santa Catarina e todos seguem refm desse gro que representa a principal fonte de nutrio de aves, sunos e gado leiteiro. Obter a autossuficincia catarinense o desafio perseguido h dcadas, seja via aumento da produtividade, utilizao de sementes de alta tecnologia e calcrio calctico. Outro desafio adicional neste cen-rio a armazenagem, pois, 30% da produo no tm estocagem. Enfim, o milho um cereal profundamente vinculado realidade catarinense.

    A eterna equao do milho

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  • 80 ANURIO ABRIL, 2016

    OPINIO DESENVOLVIMENTO

    A corajosa deciso dos prefeitos da Associao dos Munic-pios da Foz Rio do Itaja (Amfri) em levar a frente o projeto de inovao que apresentamos a esta associao no ano passado, representa o passo inicial de um processo de em-

    poderamento de toda uma regio com possibilidades reais de ala-vancagem do desenvolvimento econmico e social dos municpios partcipes no curto, no mdio e no longo prazo.Digo corajosa deciso porque h uma cultura poltica arraigada que limita nos quatro anos de um mandato o horizonte administrativo dos governos, com a possibilidade de um segundo tempo de mais quatro anos, o que limita a viso de longo prazo que deveria nortear as polticas pblicas para uma regio, um estado e para o pas.Alternativa a este contexto, o InovAmfri um projeto com aborda-gem Design Thinking que integra as diferentes caractersticas de cada municpio e otimiza os resultados em seus diversos eixos, pro-jetando e planejando o futuro desta regio.Com o apoio do governo do Estado, o InovAmfri j est rodando. Ele prev aes imediatas, de curto e de mdio prazo para tornar a re-gio atrativa e apta a receber novos investimentos que proporcio-nem gerao de renda e empregos de qualidade.O InovAmfri contempla em sua primeira fase aes de treinamento de gestores pblicos e aes de mobilidade urbana, turismo e sade com previso de concluso em dezoito meses. O programa define ainda as linhas de atuao do distrito e do centro de inovao que est sendo construdo no bairro Itaipava. No longo prazo, a inteno revolucionar a infraestrutura e transformar a regio num centro de referncia econmica para o Brasil e para o exterior.Vivemos hoje, no Brasil, uma crise poltica e econmica que reflexo da falta de polticas pblicas elaboradas com base em um processo de planejamento. Assim sendo, este o momento em que devemos nos habilitar para dar o salto para o futuro e isso que o InovAmfri prope: um programa integrado com solues inovadoras que da-ro condies aos que vivem nessa regio de ter servios pblicos melhores, preparao de gestores capacitados para a nova econo-mia e meios de atrair investimentos que criem empregos que remu-nerem bem a nossa mo de obra. Esse ser o primeiro passo.O que ns propomos mais adiante transformar a Amfri em uma agncia de desenvolvimento regional capaz de atrair investimen-tos que possibilitem potencializar as riquezas da regio, tornando-a mundialmente competitiva e capaz de distribuir os resultados ob-tidos em forma de servios pblicos eficientes prestados por con-srcios ou sociedades de propsitos especficos que integrem os municpios de nossa regio.O InovAmfri comea hoje a construir a metrpole em que viveremos num futuro prximo.

    Paulo BornhausenPresidente do PSB de Santa Catarina

    Semente da inovao

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  • 82 ANURIO ABRIL, 2016

    OPINIO VALORIZAO

    O mercado imobilirio um setor que j se consolidou na eco-nomia brasileira, sendo considerado um dos fortes pilares econmicos do pas, principalmente na gerao de empregos. Apesar das incertezas dos investidores nacionais e interna-

    cionais devido insegurana causada pela crise poltica que estamos vivenciando, o setor imobilirio no desapontou em Santa Catarina. Focando nosso olhar no estado catarinense, observamos que grandes cidades apresentaram uma rpida evoluo nos ltimos cinco anos em funo do aceleramento do setor imobilirio. O litoral catarinense sem dvida a regio de grande destaque no segmento, pois alia o forte potencial da construo civil aos atrativos tursticos que as cidades oferecem. No entanto no podemos negar que o setor imobilirio se intensifica tambm em outras regies do Estado, como a serra catarinense e oeste por exemplo. Recentemente o Departamento de Pesquisa do Secovi/SC realizou uma anlise em algumas cidades do estado catarinense que apontou uma valorizao acima de 10% nos imveis ofertados na cidade de Lages. Essa valorizao supera a inflao acumulada do ano de 2015, que foi de 10,7%. No litoral catarinense, principalmente na cidade de Balne-rio Cambori, tambm notamos uma forte valorizao de acordo com uma pesquisa que realizamos em janeiro deste ano. Balnerio Cam-bori teve um aumento de 8,3% no valor do metro quadrado por rea til ofertado em 2015. Os grandes centros urbanos, como So Paulo, por exemplo, tambm mantiveram o mercado estabilizado, principalmente no in-cio deste ano com as frias e demais festividades que impulsionam tambm o mercado de locaes de imveis. Recentemente o indica-dor Fipezap divulgou uma valorizao de 2,5% nos imveis ofertados em 2015 na capital paulista. Apesar de haver uma estagnao em novos lanamentos a partir de 2015. Esses nmeros comprovam que, apesar do pessimismo econmico que assolou o pas nos ltimos meses, somando-se o fato do Brasil ter sua nota rebaixada por agncias internacionais de clas-sificao de risco, os investidores continuam considerando o mercado imobilirio vantajoso. Outro fator que estar contribuindo para o aquecimento do setor a recente divulgao feita pelo conselho que administra o FGTS, comunicando a liberao de 21,7 bilhes de reais para novos contratos de financiamento da casa prpria. Tudo isto, no quer dizer que estamos vivendo um mar de rosas, mas a busca por uma melhor qualidade de vida e custo, tem proporcionado quelas cidades mais preparadas um crescimento. Percebe-se, portanto que o setor continua promissor e ns enquanto profissionais que atuam diretamente no ramo carregamos a responsabilidade de colaborar para que o crescimento, que hoje tende a ser verticalizado, acontea de forma responsvel com bom aproveitamento do uso do solo, contribuindo com a sustentabilidade das cidades.

    Srgio Luiz dos SantosPresidente do Secovi Santa Catarina

    Mercado imobilirio sem crise

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  • 84 ANURIO ABRIL, 2016

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