Revista MS, edio 17

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Revista mensal do Paran. Distribuio gratuita. Para receber, entre em contato com: leitor@revistames.com.br

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  • Editora MsAno 2 - n 17Junho de 2012

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    Quem o novo Homem

    Estudos mostram quE ElEs so mais consumistas, ajudam mais

    Em casa E so mais sEnsvEis

    AgropecuriA pr tem 93%

    dA produo nAcionAl do bicHo

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    crescer 10%

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    Que mudou nA poupAnA;

    leitores tirAm suAs dvidAs com

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  • Mais do que ver. Ser visto.

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  • 4 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    Como que a gente vai encontrar o melhor caminho para resolver os nossos problemas

    Ivo

    Lim

    a entrevista Darci Piana

    No ltimo ms, representantes de vrios setores de Curitiba reuniram-se pela primeira vez para iniciar um movimento chamado Curitiba Criativa. O objetivo apresentar solues para a cidade nas questes relacionadas Copa e referentes ao crescimento da cidade nos prximos anos. O gacho, radicado no Paran, Darci Piana, empresrio e presidente do Sistema Fecomrcio / PR, comandou essa primeira reunio que pretende ser peridica e envolver outros setores da sociedade para pensar no desenvolvimento da Capital. Veja os principais trechos dessa conversa sobre o futuro de Curitiba:

    Arieta Arruda - arieta@revistames.com.brColaborou Iris Alessi - iris@revistames.com.br

    Como surgiu a ideia do grupo Curiti-ba Criativa e qual o conceito dele?

    Darci Piana (DP) - Isso tudo come-ou quando fizemos um acordo com o Cerd de Barcelona, quer dizer, aquela instituio que ajudou a or-ganizar Barcelona para a Olimpada [em 1992]. Ento, ns fizemos uma parceria com a Federao do Comr-cio e o Sebrae para tratar de assuntos de interesse da Copa do Mundo aqui em Curitiba. Essa parceria vai tratar dos mesmos problemas que teve l em Barcelona na ocasio e ver como que eles resolveram os problemas deles e como que a gente vai encon-trar o melhor caminho para resolver os nossos problemas.

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 5

    Ainda no integram o grupo?

    DP - At agora no, mas vo ter de integrar. Afinal de contas a intelign-cia, a parceria deles imprescindvel. Quando voc junta pessoas, intelec-tuais, universidades, escolas, insti-tuies diferentes, que possam dar opinio, ideias que, s vezes, a gente no percebe que vai dar fora a esse projeto de Curitiba Criativa.

    Como funcionou essa primeira reunio?

    DP - Numa primeira reunio, ns t-nhamos que fazer uma escolha por opes, era gente jovem de 30 anos para menos e poucas pessoas de ida-de, porque foi escolhido de propsito isso. Ns tnhamos a nossa capacida-de de uma sala de 60 pessoas. Ento, o limite nosso naquele dia foi de 60. Fizemos uma escolha, um pouco de cada segmento para poder ter ali al-guns professores, alguns empresrios, pessoal de teatro, pessoal de mdia, pessoal envolvido com essa rea de comunicao, como uma forma de comear uma discusso ampla, diver-sificada. Agora, a gente pode ampliar isso e subdividir em segmentos. Quer dizer, vai acabar acontecendo isso. Os que entendem de comrcio vo sen-tar, e a aqueles que entendem de rea cultural vo trabalhar esse processo, at porque a Federao t envolvida com outras entidades de Curitiba, jun-to com a Associao Comercial para restauro da Universidade Federal do Paran e do Corredor Cultural que ns chamamos que a Universidade Federal, o Colgio So Jos, a antiga capela dali, os Correios, quer dizer, o Pao da Liberdade fazem parte daque-le Corredor Cultural. J um passo a mais que o prprio Pao da Liberdade daquele processo de restauro. Isso j existe tambm e depois com os 100 anos da prpria Universidade Federal do Paran que vai ser comemorado no final do ano. A gente j trabalha agora para isso l na frente. Tudo isso aca-bou trazendo tona assuntos que

    Cerd j fez algum diagnstico para Curitiba?

    DP - Eles fizeram uma parceria enor-me que agora temos a oportunidade de conversar com eles, de discutir, de saber o que Curitiba precisa, onde eles poderiam ajudar. Por exemplo, se voc imaginar que Curitiba poderia ter um estacionamento subterrneo, ns no temos tecnologia, vamos pre-cisar. Eles j fizeram isso. Ento, quer dizer, a gente busca tecnologia, troca de informaes. Isso muito comum acontecer e essa parceria foi feita en-tre a Federao do Comrcio, o Se-brae e a Prefeitura.

    Com a visita dessa empresa espa-nhola, j foi possvel identificar al-guns pontos crticos que Curitiba vai precisar resolver?

    DP - O que a gente fez foi uma apro-ximao. A gente no discutiu proble-mas pontuais. Da eles vo embora, sobram os problemas que so os mi-cros, os pequenos, e os grandes pro-blemas... Isso na verdade no a Fe-derao do Comrcio que vai resolver e nem o Sebrae. Isso um problema da Prefeitura, isso um problema do Governo. Ns no podemos mexer numa rua, ns no podemos fazer uma nova rua. Ns podemos ter ideias de como fazer isso melhor, como isso deveria ser. Ento, essas discus-ses [do Curitiba Criativa] acabam se tornando interessantes para a Prefei-tura desde que ela esteja apresentan-do um projeto de um metr. Como que vem o problema de um comrcio nessas linhas de metr? Hoje, ns te-mos trnsito de superfcie, ns temos nossas lojas, temos parada de nibus, que est envolvido com o sistema de hoje. Quando isso passar para baixo do cho, como que esses comercian-tes vo sobreviver, se no tero mais passagem de pessoas por ali? Vai di-minuir essa relao. Como que essas empresas vo sobreviver? Ento, co-meou um dilogo com a Prefeitura. E a a gente est encontrando caminhos,

    por exemplo, nessas centrais que vo acontecer, nessas estaes que sero feitas, vo ter problemas de novo. Vai ter que indenizar empresas que esto por ali, para abrir espao, uma srie de coisas. A prioridade, que a gente est comeando a discutir, que essas lojas subterrneas tero preferncias quelas empresas mais prejudicadas. Por que o que ns vamos fazer com essas empresas, comerciantes, presta-dores de servio, bares, restaurantes, essas pequenas lojas que tm nesse percurso de trnsito? Tudo isso so problemas que comeam a surgir de-pois da ideia do metr. O metr entra para resolver um problema de trnsi-to, um problema de transporte de mas-

    sa, mas atrs de si, outros problemas de desvio de rota de hoje. A ideia de criar a Curitiba Criativa surgiu dessas discusses de algumas pessoas que esto preocupadas e que foram cha-madas para discutir: Como que isso vai ser resolvido? A rea cultural ter uma grande relevncia nesse processo todo, turismo ter tambm uma res-ponsabilidade muito grande, mas aci-ma de tudo a circulao, o processo de embelezamento desses locais, quer dizer, tudo isso faz parte. Reunir mais do que uma cabea em qualquer ne-gcio bom.

    Na reunio, a maioria era da inicia-tiva privada ou participaram ou-tras entidades?

    DP - L inclusive entraram as universi-dades, que tambm esto sendo chama-das, que vo fazer parte desse processo.

    A ideia de criar a Curitiba Criativa surgiu

    dessas discusses de algumas pessoas que

    esto preocupadas e que foram chamadas para

    discutir: Como que isso vai ser resolvido?

  • 8 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    ser diferente, ns temos braos que so tcnicos, que no podem se en-volver em poltica.

    Mas a Fecomrcio tem cor parti-dria?

    DP - No. Ns somos polticos e empresariais, ou seja, defendemos os nossos interesses, mas no faze-mos poltica partidria. Ns temos que aceitar aquele que o povo deci-diu como comandante. Ento, se ns formos para decidir que queremos o Jos, em vez, do Francisco e o Fran-cisco ganhar a eleio, como que ns vamos conviver e ser parceiros no nosso Estado, com o Francisco se ns fomos contra ele? Ns temos de manter a nossa conduta, embora pes-soalmente cada um tenha o seu candi-dato. Mas como comandante, temos que ter a preservao desse direito de ficar quieto nessa hora.

    Ento, como ficar o cronograma do Curitiba Criativa?

    DP - Acho que at que a gente colo-que essas coisas em ordem, at que a gente consiga fazer com que esse gru-po comece a produzir efetivamente, que consiga globalizar essas ideias, ns vamos passar esse perodo mais crtico da poltica que termina em ou-tubro. Vamos esperar que no tenha segundo turno, mas se tudo isso der certo em outubro, est liquidado e a as coisas sero com parcerias como sempre. Agora alguns tipos de proje-tos vo andar, porque eles no reque-rem investimento durante a eleio.

    acima daquilo que se faz hoje. Mes-mo que Curitiba seja considerada mo-derna, seja considerada uma cidade frente das cidades brasileiras, mas ainda tem muita coisa que tem de ser feito para ser, digamos assim, includo nesse processo de evoluo da cidade. E nada melhor que ns termos uma Copa do Mundo para dar incio nisso, para que a gente possa ento compen-sar esse crescimento, que ns estamos tendo e aproveitar essa oportunidade de investimentos macios que tero nesses prximos anos em funo da Copa do Mundo.

    Quais sero os prximos passos?

    DP - A ideia bsica uma reunio por ms. A gente poderia fazer isso quem sabe por um ano e meio, mas acho que nunca mais vai liquidar isso. Vai ser permanente, porque o mundo anda muito rpido. Quer dizer, ento o que se faz hoje, daqui dois anos com-pletamente diferente. Essas ideias te-ro de ser renovadas completamente. Acho que isso vai se fortalecer.

    Em ano eleitoral, isso pode atrasar os trabalhos do Curitiba Criativa?

    DP - Acho que sim. A gente que co-nhece um pouco desse processo po-ltico, difcil de desassociar a par-ticipao da Prefeitura num processo desses. Nesse momento, ele [pr--candidato Luciano Ducci] est ven-do uma eleio. E o foco do poltico a eleio que est l na frente. um ano para ns, no s para esse proje-to da Curitiba Criativa, mas tambm para os prprios trabalhos da Fede-rao, do Sesc, do Senac, que voc tem de ter muito cuidado. Como ns trabalhamos para milhares de pessoas por dia, se voc est associado com entidades que so inclusive patro-cinadas, s vezes, grande parte pelo prprio poder pblico, voc tem de ter muito cuidado para no se envol-ver politicamente nisso tudo. Como somos uma entidade tecnicamente poltica que a Federao, no pode

    E como est o clima entre os comer-ciantes para o futuro. Esto vidos a investir na cidade?

    DP - Na verdade, Curitiba tem um bom comrcio. Tem grandes investimentos na rea comercial na Capital com sho-ppings, com hipermercados, com super-mercados e esses mercados de bairro. Essas mudanas so uma situao nova que est surgindo. Esses shoppings, por exemplo, que esto surgindo, o volume disso muito grande, quer dizer, voc vem perguntar para mim se isso traz algum aborrecimento comercial? Traz, porque cada shopping com mil funcio-nrios tira trs mil pessoas dos pequenos negcios que vo ser empurrados mais longe, para a periferia. Cada investimen-to desses tem um impacto comercial, um impacto na rea de servios, prin-cipalmente, porque essas pessoas no acreditam que tero uma concorrncia do tamanho que foi constitudo aque-le empreendimento prximo. Quando ele [comerciante pequeno] sente isso, ele j est h um ano, um ano e meio definhando, ou seja, diminuindo o seu negcio e acaba fechando. Quando ele fecha, no fecha uma loja com um fun-cionrio, ele fecha uma loja com uma famlia junto. Geralmente, nessas lojas pequenas trabalha ele, a mulher, o filho, a nora, o genro, ento est expulsando daquele segmento uma famlia inteira. A sada dele ir mais longe, se desfazer do imvel que ele tem ali, pegar esse recurso e comprar um lugar mais barato para uma sobrevivncia l longe. Quer dizer, se me perguntar se isso l longe vai ajudar a melhorar aquele espao? Vai. Esse o progresso.

    entrevista Darci Piana

    Ivo

    Lim

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  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 9

  • 10 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    mensagens do(a) leitor(a)

    LGBT na PoLTiCaEscrevo referente matria LGBT na Poltica, escrita por Mariane Maio. Eis que ontem pela manh meu chefe chega com uma revista e me diz: Olha peguei esta revista ontem e ainda nem abri, mas vi que tem uma matria sobre candidatos LGBT, talvez voc goste. E qual a minha surpresa ao ler a ma-tria e ver meu nome citado, e surpresa maior por vocs no terem conseguido entrar em contato comigo, j que o PT tem meus contatos. De qualquer forma estou aqui para agradecer a citao e me coloco a disposio caso ainda haja interesse de complementar a

    Tem sugestes de pauta? Uma ideia

    para fazer uma reportagem? Envie sua sugesto tambm para

    leitor@revistames.com.br

    ParabnsA Ms de maio trouxe diversos assuntos inte-ressantes e como sempre, matrias impecveis. As matrias sobre Bullyng e Solido no Poder esto fantsticas e trazendo informa-es realmente especiais, tirando dvidas e mostrando caractersticas destes temas que nem sempre so abordados. Mais uma vez, a Ms Paran est de Parabns!

    Karina Trzeciak, no facebook

    Envie suas mensagens para a Revista MS pelo

    leitor@revistames.com.br | Twitter @mes_pr |

    Facebook MS Paran. Participe!

    /MS Paran

    Sandra Maria Boroi - Que Pres-tgio hein, Revista Ms! Parabns! :D

    Luisa Padoan - A Revista est de parabns! A qualidade est cada vez melhor! Adorei a entrevista com o Alexandre, ficou descontrada e super interessante! tima!

    Aguinaldo Rodrigues - Parabns Revista Ms Paran mais uma edio de sucesso! Cada edio com assuntos importantes para ns leitores, a edio 15 tem de tudo isso muito bom. En-trevista com Leandro Hassum, muito interessante. Matria sobre universida-de e empresa, politica, segurana as-

    matria, ou quem sabe escrever sobre as pr-candidatas mulheres.Juliana Souza

    Resposta: A reportagem entrou em contato com a Juliana Souza por e-mail e por meio do seu Partido, mas no ob-teve retorno at o fechamento da edio de Maio.

    EnTrEvisTa nEroQuero parabenizar pela Revista e pela excelente entrevista com o ator Ale-xandre Nero. Vocs so timos. Mnica Junqueira

    ConTEDoAntes de mais nada, parabenizo a equipe da Revista MS. So matrias interessantes, diversificadas e dire-

    tamente para o Curitibano. Soube da Revista MS atravs de uma amiga de trabalho. Ela me emprestou para ler e gostei das matrias.Denise Baccaro

    nETworkinGO tal Q.I. no Brasil o mesmo que os polticos fazem e que tanto criti-cado pela populao. Entretanto, a populao no se d conta de que age exatamente da mesma forma, ou seja, um problema (uma praga) cultural deste Pas. Espero que vocs revejam esta matria de uma forma crtica e que em alguma edio do futuro faam uma outra reportagem mostrando os males do Q.I.. Diolete Paganini

    LEITOr@MES.COM.Br

    suntos que fazem a diferena. Parabns toda equipe da Revista Ms Paran!

    Kele Biela Klemtz - A entrevista sobre as construes antigas e suas revitalizaes de Curitiba ficou muito interessante, toda cidade tem uns locais assim!

    Kamila Klemtz - A reportagem com o ator Alexandre Nero ficou show, ele um timo ator, adoro seus personagens, isso a Revista Ms!

    Lu Oliveira - Parabns a Bianca Nascimento pela matria referente s obras inacabadas em Curitiba. A populao precisa saber o que esta acontecendo em nossa cidade e mais que isso, precisa se ligar que prazo

    prazo, muito fcil entregar obras em ano eleitoral.

    Gabriel Souza - Entrevista formi-dvel com o Alexandre Nero, princi-palmente quando ele fala do cheiro de Curitiba, viajo muito a trabalho e quando volto tenho sempre essa mes-ma sensao.

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 11

    FOTOGraMaAdair Jos Dias

    O pr do sol no perde sua beleza e nem seu brilho em um horizonte de cimento e janelas de Curitiba

    Caso queira ver tambm sua foto publicada na coluna Fotograma, envie sua imagem em alta resoluo para o leitor@revistames.com.br

  • 12 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    MaTria DE CaPa

    HoMo sEnsiTivos

    4 EnTrEvisTa

    10 MEnsaGEns Dos LEiTorEs

    11 FoToGraMa

    14 MiranTE

    25 CoLUna

    37 5 PErGUnTas Para: MarLia PEDroso XaviEr

    64 DiCas Do Ms

    66 oPinio

    PoLTiCa

    22 a PossvEL no rEELEio

    CiDaDEs

    26 arTiCULaDoras Da Paz

    28 o DUro Lar DE asFaLTo E CiMEnTo

    EConoMia

    30 MEDiDas EsTrUTUranTEs

    aGroPECUria

    32 a voLTa Do BiCHo Da sEDa no Paran

    EDUCao

    34 o DEvEr Do aFETo

    saDE

    38 MaLEs Do invErno

    39 a vonTaDE DE ajUDar no DEvE EsFriar

    TECnoLoGia

    40 UMa MDia a sEr EXPLoraDa

    MEio aMBiEnTE

    42 UMa GarraFa CoM MiL E UMa FinaLiDaDEs

    44 QUasE EXTinTos Do MaPa

    inTErnaCionaL

    46 UMa CHina MEnos aGrEssiva

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    TUrisMo

    48 TErra Dos GUars

    EsPorTE

    52 EnTrE o TaCo E a BoLa, a CrUz E a EsPaDa

    aUToMvEL

    54 no EsQUEa Da rEviso

    MoDa&BELEza

    56 CHEiro DE BrasiLiDaDE

    CULinria&GasTronoMia

    58 UMa PiTaDa DE aMor

    59 FrUTos Do nosso Mar

    CULTUra&LazEr

    62 arTE DE (rE)Criar a rEaLiDaDE

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 13

    m recorte do tempo e do espao. Um quebra-cabea difcil de montar e desmontar. Mas isso que fazemos no Jornalismo. Sem a pretenso de vestir todas as verdades ou de esgotar o assunto, mas tentando

    nos despir de todos os preconceitos para levar muita informao, novos comportamentos sociais e uma realidade dos tempos atuais.

    isso que mostra a reportagem de Capa da MS, que revela um debate sobre o papel do novo Homem na sociedade. Outros destaques dessa edio tambm trazem alguns pedacinhos de Curitiba, do Paran, do Brasil e do Mundo.

    De Curitiba, trouxemos as dvidas dos leitores sobre as mudanas no sistema bancrio, tambm demos dicas dos chefs de cozinha para o Ms dos namorados; abordamos, ainda, a perspectiva das prximas eleies na cidade; mostramos como Curitiba trata seus moradores de rua e apresentamos, na Entrevista, um novo movimento que promete pensar sobre os problemas da cidade, o grupo Curitiba Criativa.

    Sobre o Paran, recortamos nessa edio histrias de mulheres que buscam construir a Paz em suas comunidades. Tambm destacamos o potencial da criao do bicho da seda no Estado somos responsveis por 93% da produo nacional e devemos crescer at 15% este ano. Trouxemos, ainda, um pedao de Guaraqueaba, do Litoral norte, para a reportagem de Turismo. Mas tambm mostramos que animais daquela regio esto ameaados de extino.

    a MS tambm vem mostrar que o Brasil j est descobrindo sua prpria identidade olfativa. Descubra isso na reportagem de Moda&Beleza. Outro tema comum no Brasil todo saber como educar os filhos de pais separados. Deciso indita no Pas sobre abandono afetivo reascende o debate, veja em Educao.

    J o nosso balano sobre o mundo ficou por conta da situao da China, pas que v sua economia desacelerar.

    com microcosmos de realidade, junto sua bagagem cultural, que a MS quer ajudar voc a construir novos conhecimentos, novas conexes e novas formas de se relacionar com as pessoas, de forma mais positiva e transformadora.

    Boa Leitura!

    editorial

    expedienteA Revista MS uma publicao mensal de atualidades distribuda gratuitamente. produzida e editada pela Editora MS EM REVISTA LTDA. Endereo da Redao: Alameda Dom Pedro II, 97, Batel Curitiba (PR) Fone / Fax: 41. 3223-5648 e-mail: leitor@revistames.com.brREDAO Editora-executiva e Jornalista responsvel: Arieta Arruda (MTB 6815/PR); Reprteres: Mariane Maio, Roberto Dziura Jr., Iris Alessi e Bianca Nascimento; Arte: Trcio Caldas; Fotografia: Roberto Dziura Jr.; Reviso: Larissa Marega; Distribuio: Sandro Alves; Direo comercial: Paula Camila Oliveira;Publicidade: Lucile Jonhson - atendimentocomercial@revistames.com.br Fone: 41.3223-5648 e 41.9892-0001; Produo grfica: Prol Editora Grfica; Colaboraram nesta edio: Tiago Oliveira, Mrcio Baraldi, Ciro Expedito Scheraiber, Adair Jos Dias, Manu Buffara, Maurcio Pereira e Marcelo Amaral.

    Um pedao de realidadeU

  • 14 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    Comisso da verdadeEm um momento mpar da histria brasileira a presidenta Dilma Rousseff (PT) instalou a Comisso da Verdade que ter a funo de investigar os crimes cometidos pelo Estado Brasileiro durante a Ditadura Militar entre os anos de 1964 e 1988.

    Dilma, uma ex-presa poltica e que sofreu o inferno das torturas nos pores da Ditadura, chorou ao dar posse aos membros da Comisso, sem contudo, mostrar qualquer esprito de revanchismo. Parabns.

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    atividades pecurias iA famlia Ducci, com o prefeito Luciano e sua esposa frente, tem se mostrado competente nas atividades de criao e venda de gado. Uma de suas fazendas, localizada na cidade de Alto Taquari, em Mato Grosso, destaque na venda de espcies da raa nelore. Exemplares vendidos em leiles recentes como divulgado pela imprensa nacional e paranaense, alcanaram valores na casa dos milhares de reais.

    Promessa cumpridaO Tribunal de Contas do Estado (TCE) tem novo conselheiro. o deputado e ex-chefe da Casa Civil do governo Beto Richa (PSDB), Durval Amaral (DEM). A Assembleia Legislativa votou por unanimidade a indicao. Deputados alegam que Durval tem muito conhecimento tcnico para o cargo. Nos bastidores, contudo, corre a boca pequena que a sua indicao aconteceu para cumprir um acordo que fez com que ele no disputasse a eleio de presidente da Alep contra Valdir Rossoni (PSDB). Promessa feita, promessa foi cumprida!

    Preocupaes eleitoraisO receio manifestado pelo governador Beto Richa (PSDB) de que o ministro Paulo Bernardo estaria percorrendo o Estado, preparando terreno para a candidatura da senadora e ministra Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Estado, pode ter procedncia. Comenta-se na bancada federal do Paran que a presidenta Dilma j teria sinalizado que liberaria Gleisi para a disputa. As alianas construdas nas principais cidades do Paran podem indicar que as articulaes j podem ter comeado mesmo.

    atividades pecurias iiSegundo a matria da imprensa nacional, para realizar a aquisio de suas fazendas, a famlia do prefeito Luciano Ducci (PSB) teria utilizado o CNPJ que antes era de uma clnica de sua propriedade e que teria a razo social trocada para Agropecuria Roda Viva ME. No endereo onde funcionaria a agropecuria em Curitiba ainda constava, at o final do ms passado, a placa de identificao da clnica.

    Ducci e DerossoO pedido de desfiliao do ex-presidente da Cmara de Vereadores do PSDB com o intuito de afastar o vereador da campanha de Luciano Ducci (PSB) parece que no ter resultado. Circula pela Capital documento dizendo que o governo de Ducci repassou, segundo o Dirio Oficial do municpio, desde 2010, mais de R$ 13 milhes empresa da famlia de Derosso. Parece que as relaes so mais difceis de serem desfeitas.

    CompromissoDesfeitas as dvidasO ex-presidente Lula se comprometeu a entrar com fora na campanha de Gustavo Fruet a prefeito de Curitiba. Na ltima semana de abril, Lula recebeu Gustavo em seu escritrio em So Paulo, e alm de ter assumido o compromisso de participar da campanha, tambm deu sugestes para o programa de governo.

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  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 15

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    Que isso Taniguchi foi eleito pelo Greca. Alis bem lembrado, o Greca apoiava a venda da Copel e a privataria FHC / LernerRebate o secretrio do Trabalho, Emprego e Economia Solidria, Luiz Claudio Romanelli (PMDB)

    Vota no Taniguchi, Richa, Hauly, Vende Copel, Sobe tarifas, frias nas oropas sem que tenha

    trabalhado? V de retro satans! Diz o senador Roberto Requio (PMDB)

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    Corte de comissionadosO Ministrio Pblico exigiu e a Cmara Municipal de Curitiba cumpriu. Tramita na Casa um projeto de lei que reduz em 50% o nmero de cargos comissionados. Levantamento realizado pela Casa mostrou que o nmero de comissionados superior ao de cargos efetivos. Havia 507 cargos em comisso e apenas 236 cargos efetivos ocupados. Contudo, toda ateno pouca, pois no existe at ento, uma proposta, por exemplo, de reduo do valor da verba de gabinete.

    acesso informaoA Cmara Municipal de Curitiba se adaptou nova Lei de Acesso Informao. Desde o dia 18 de maio o seu site na internet disponibiliza um formulrio para que os cidados possam solicitar informaes. Quem preferir, pode tambm fazer o pedido pessoalmente na diviso de protocolo da Casa. Segundo a Lei, as respostas devem ser enviadas em at 20 dias, podendo ser prorrogadas por mais 10 dias.

  • 16 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    matria de capa

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 17

    Homo sensitivosDescubra quem o novo homem, seu comportamento e traos culturais; entre 30 e 50 anos, as novas geraes no devero conviver mais com a figura do macho

    oder, fora, atitude, ra-cionalidade e dominao so palavras que h pouco tempo faziam parte de um

    universo bem masculino. Hoje esses vocbulos ganharam novos sentidos. Paralelamente ao feminismo, um mo-vimento bem mais silencioso, mas igualmente profundo, vem se confi-gurando. As transformaes observa-das no comportamento do homem na sociedade causaram uma revoluo. Ainda pouco comentada, verdade. Mas a vez dos homens ganharem novas caractersticas e novos papis na sociedade.

    Afinal, quem o novo homem? As transformaes comeam pelos n-meros. Segundo Censo 2010 (IBGE), os homens contabilizam pouco mais de 95 milhes de brasileiros, enquan-to as mulheres so maioria, com cerca de 99 milhes de brasileiras.

    Alm disso, pesquisas revelam que eles so predominantemente urba-nos, mais vaidosos, mais consumis-tas, pensam ainda muito em trabalho, mas j do mais prioridade famlia e aos cuidados de casa. Tambm so ambiciosos, acreditam estar prepara-dos para lidar com as mulheres bem sucedidas, so mais companheiros, mais espiritualizados, mais romnti-cos, se preocupam mais com a sade, so mais flexveis, abertos ao dilogo e sensveis. Estes so alguns traos desse Homo Sensitivos, o homem que se molda na primeira dcada do sculo XXI. Os homens gostam de experimentar o novo, apresenta a pesquisa O Novo Homem e o Mito, por Flvio Ferrari do Ibope Mdia.

    PTransformaesAs mudanas podem ter comeado de dentro para fora, com a vaidade dos metrossexuais, na dcada de 1990, ou com a liderana dos homens alfa no incio desta dcada. Hoje, porm, as mutaes j atingem traos mais sig-nificativos da personalidade e tambm do comportamento masculino. Est nascendo um novo homem. O homem como macho me parece que est aca-bando. No se pode dizer que a mulher est impondo um padro feminino [na sociedade]. A tendncia que se faa uma igualdade entre o homem e a mu-lher, analisa o socilogo Lindomar Wessler Boneti, da Pontifcia Univer-sidade Catlica do Paran (PUCPR).

    Mas essa morte de alguns valores ao longo de geraes e o nascimen-

    to de outros conceitos para os ho-mens no foi fcil de engolir e de se apropriar, assim como no foi para as mulheres em seu movimento feminis-ta. Estamos em processo de mudan-a e no tem jeito. Somos os grandes sofredores, comenta o socilogo em um tom quase pessoal. Para ele, os homens no percebem esse sofrimen-to, mas ele [homem] reconhece todo esse processo de transformao. Est em conflito consigo prprio.

    Essa confuso de papis sociais pas-sa por vrios ambientes: em casa, no trabalho, na vida social e, principal-mente, nos relacionamentos. Ele tinha muita clareza do seu papel na sociedade, era muito bem definido. Hoje, ele tem que assumir tarefas que culturalmente no foi preparado. Para ele, um esforo muito

    Arieta Arruda - arieta@revistames.com.br

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    Estamos em processo de mudana e no tem

    jeito. Somos os grandes sofredores, afirma Boneti

    Ban

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    e im

    agem

  • 18 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    acuados. Hoje, eles j tm conheci-mento, meios de comunicao que geram informaes e no mais forne-cem medos e dvidas; s as normais mesmo, diz a psicloga.

    Dessa forma, a tendncia que se construa uma igualdade de tarefas e de responsabilidades. Talvez as novas geraes no tenham mais de estabe-lecer: isso funo sua [mulher] e essa funo minha [homem], afir-ma o socilogo.

    Trabalho

    No mercado de trabalho essas barrei-ras j esto se quebrando. So mais de 65 milhes de homens morando nas cidades e o sucesso deles no mercado de trabalho urbanizado e industrial continua indiscutvel. No entanto, a igualdade entre gneros ainda est um pouco longe, j que os homens ainda ganham em mdia 24,10% a mais que as mulheres, conforme da-dos do Dieese e ainda so a maioria nos postos de liderana.

    O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do primeiro trimestre deste ano revela, tambm, que por gnero, o aumento real para os homens foi ligeiramente superior ao das mulheres, ficando em 4,65% e 4,33%, respectivamente.

    Diferentemente, como anos atrs, os homens no mais torcem o nariz para chefes mulheres e reconhecem a ca-pacidade de trabalho de suas colegas. Mas predominam em nmero de tra-balhadores em 99 atividades que fa-zem parte da Classificao Nacional de Atividades Econmicas do Dieese. Para o publicitrio Roberto de Souza Ricardo Junior (34), o arquiteto Jlio Csar Pereira da Silva Kajewski (30) e o artista plstico e grfico Fernando Cesar Ribeiro (33) (ver Box), o traba-lho fonte de prazer. Junior, por exem-plo, trabalha at mesmo durante o ha-ppy hour com amigos e faz contatos profissionais. No posso ter hobby,

    porque transformo tudo em trabalho, brinca tambm o artista plstico Ribei-ro. No tem como mais voc dividir o social do trabalho. uma mescla, comenta o arquiteto Kajewski.

    No entanto, dizem eles que conciliar as outras reas da vida com o traba-lho tranquilo. Homens no acham difcil conciliar trabalho, paternida-de e casamento, revela o estudo do Ibope Mdia.

    Casa

    Pela tomada do mercado de traba-lho feminino, aumentaram as funes masculinas domiciliares, analisa Isabela. Assim, se no mercado de tra-balho eles continuam se saindo muito bem, em casa que as novidades no param de aparecer. um conjunto de fatores que o homem, nos dias de hoje, se v na condio de enfrentar. Coisas novas, analisa Boneti. Para o socilogo, os homens esto olhando de forma diferente para a casa, bus-cando maior participao no geren-ciamento do lar ao lado da mulher.

    o que pensa tambm a psicloga. Apanharam um pouco com essa mu-dana, assim como a mulher por um lado lutou por uma posio feminina no mercado de trabalho, acho que o homem lutou com sua posio mas-culina dentro de casa. Vai fazer do seu jeito, no vai fazer do jeito feminino, mas vai fazer muito bem, pondera.

    Por isso, nesse campo que existem os maiores conflitos e desencontros na construo de novos papis. Em detrimento de todo esse processo de

    grande ter de trocar as fraldas, lavar a loua, assumir as tarefas do lar, defende Boneti.

    Para a psicloga da Paran Clnicas, Isabela Poli, essa mudana j est mais consolidada. Houve um tem-po do desconhecido e eles se sentiam

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    Conhecido como Bob, o publici-trio mora com os pais, depois de uma temporada morando sozinho. Gosta de esportes radicais, de sentar num bar para beber com os amigos, falar de trabalho, carro e assuntos gerais. Se diz um apaixo-nado por tecnologia. Escuta rock, jazz e blues e gosta de ler desde as revistas Cludia, Nova at Quatro Rodas. E odeia futebol. Na TV assiste a sries e filmes. Tem seus produtos de beleza, mas no se considera um metrossexual. Para ele, sucesso? No dinheiro. No determinante. Acho que poder concluir bem um projeto. Eu mes-mo j tenho meu projeto definido at os 60 anos, conclui.

    PErFiL

    rOBErTO DE SOUza rICarDO JUnIOr, 34 anOS, SOLTEIrO, nO TEM FILHOS. PUBLICITrIO E EMPrESrIO

    Essa confuso dos papis passa por vrios ambientes: em casa, no trabalho, na vida social e, principalmente, nos

    relacionamentos

    matria de capa

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 19

    mudana, est um novo modelo fa-miliar. O modelo familiar tradicional est falido, alerta Boneti.

    Os homens tambm esto vivendo e curtindo mais a paternidade. A

    gente programou ter filho. Desde o incio, a gente j acertou entre a gente: vamos fazer tudo junto. A Glria nasceu, na maternidade, eu j tava ajudando a cuidar, ajudando no banho..., relembra Ribeiro, que leva a filha de um ano e nove meses na escola, leva para tomar as vaci-nas, acompanha junto com a me nas reunies de pais na escola, tambm acompanha no mdico e leva para passear nos finais de semana.

    Se algum dia eu tiver um filho, ser para viver a paternidade, no para deixar isso s para a me. O filho tem que ter os dois lados, no s o lado materno ou o lado paterno, comenta tambm Kajewski.

    Outra mudana o perfil de lidar com os problemas domsticos. Segun-do a psicloga, os homens so mais prticos e menos protetores tambm com as questes da casa. Existe uma flexibilidade maior para lidar com a dinmica de casa. No que faz com menos capacidade, mas tem uma pre-ocupao menor, que os acaba levan-do a resolver de um jeito mais prti-co, aponta a psicloga.

    alimentao e sade

    Quando o assunto a alimentao, eles tambm esto mudando. Atual-mente, se dizem mais preocupados com isso, mas no escolhem os pro-dutos pelas calorias ou nutrientes, se-guem mais o sabor, conforme dados da pesquisa O Novo Homem e o Mito, do Ibope Mdia.

    o que se pode comprovar com os entrevistados. Eles assumem que hoje se preocupam mais com a sade e a alimentao, mas quando fazem com-pras no supermercado vo mesmo em busca dos alimentos que agradem ao paladar. Hoje em dia eu me preocu-po mais. At pela idade, comenta Ribeiro. No sou mega saudvel. Como de tudo, mas no qualquer coi-sa, diz Junior. Me preocupo, porm

    o tempo no me deixa estabelecer uma rotina de alimentao sadia, ad-mite Kajewski.

    Apreciam fazer as refeies. Quan-do voc est cozinhando, uma tera-pia. voc refletir sobre sua prpria vida, comenta o arquiteto. Junior gosta de fazer churrasco e Ribeiro tambm admite gostar de inventar umas comidinhas em casa para a es-posa e a filha. Gosto de cozinhar.

    Os dados do IBGE, na Anlise de Consumo Alimentar Pessoal no Bra-sil, da Pesquisa de Oramentos Fami-liares (POF) 2008-2009, apontam que os homens ainda assim se alimentam em menor quantidade de verduras, saladas e frutas do que deveriam. Na contramo, o consumo de bebidas alcolicas atinge o nvel cinco vezes maior entre homens ante as mulheres.

    A prtica de exerccios fsicos algo que todos tm conscincia de que preciso fazer. Junior gosta de esportes radicais e pratica MotoCross nos fi-nais de semana, j Kajewski adepto a esportes coletivos, como basquete, mas atualmente frequenta a muscula-o na academia. E Ribeiro gosta de caminhar no parque.

    Apesar de ainda os homens visitarem o mdico menos que as mulheres, eles esto indo mais. Tambm pudera, de acordo com o Ministrio da Sade, 60% das mortes no Brasil so de ho-mens. Assim, possvel dizer que a cada trs pessoas que morrem, duas so homens. Na faixa etria dos 20 aos 30 anos, o risco de morte 80% maior do que as mulheres, informa o Ministrio da Sade. Eles ainda

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    Um cara sensvel. Divide as tarefas do lar com a mulher e se orgulha disso. Gosta de ouvir msica eletr-nica, house music e indie pop. No assiste muito TV, l sobre filoso-fia e busca informao pela inter-net, onde tambm pesquisa msicas e se informa sobre as atualidades. Nos finais de semana, costuma dar toda sua ateno famlia e gosta de reunir amigos. No sabe definir o que papo de homem. Na hora da compra, no se importa em pa-gar mais pela qualidade. Seus olhos brilham ao falar de sua filha, de quem cuida, troca fralda, d banho e brinca nas horas vagas. Quando voc tem filho, vai mudar toda sua rotina, seus costumes [...] Mas voc se adapta.

    PErFiL

    FErnanDO CESar rIBEIrO, 33 anOS, CaSaDO COM CnTIa EITELwEIn E TEM UMa FILHa, GLrIa, DE 1 anO E 9 MESES. arTISTa GrFICO, PLSTICO E DJ

    Pela tomada do mercado de trabalho feminino,

    aumentaram as funes masculinas domiciliares,

    diz Isabela

  • 20 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    so mais resistentes tambm a fazer aes preventivas, vivem menos em mdia sete anos menos do que as mu-lheres e esto mais suscetveis a do-enas do corao, cncer, colesterol, presso arterial elevada e obesida-de, alm da violncia que mata mais o sexo masculino no Pas.

    ConsumismoOs homens se apresentam mais con-sumistas tambm. Eles esto com-prando mais e ao que tudo indica, gostando disso. Consomem mais e mais vezes. O comportamento mas-culino antes era: na necessidade ele entrava numa loja e comprava aquilo que precisava e depois ficava muito tempo sem comprar. Inclusive, as mulheres compravam para ele, ob-serva Patrcia Gaia, CEO da Armani Exchange Brasil.

    Mas assim como em outras reas, as caractersticas masculinas nas com-pras tambm so preservadas. O ho-mem sempre mais racional [na com-pra]. Ele percebe o valor agregado nisso, por isso, se permitem gastar mais em busca de qualidade. Opinio compartilhada pelos entrevistados. Gosto de me vestir bem, gosto de comprar roupa [...] Gosto de um brinquedinho novo [de tecnologia], comenta o publicitrio. Roupas e eletrnicos o que eu mais compro, afirma o arquiteto. Eu que compro geralmente, diz o artista plstico re-ferente mudana das mulheres com-prarem para os homens.

    Hoje o homem tem consumido mui-to acessrio. O homem est mais vaidoso. Gosta de pulseiras, colares, anis, relgios, analisa Patrcia. Eles gostam de novidades nas modelagens de roupas, vo s clnicas de estti-ca, gostam de tecnologia, investir em carros, querem se manter jovens e mudaram seu conceito de beleza.

    relacionamentos

    Esse novo conceito de beleza tambm se estende ao sexo feminino. Segun-do o socilogo, os homens tm um novo olhar sobre a mulher, numa perspectiva mais romntica. Com a perda dos antigos esteretipos, eles ainda esto caa de novos conceitos e padres sociais. No sabem lidar com essa nova mulher que requer

    prazer, amor, carinho, romantismo. Essa nova mulher que no se colo-ca numa posio passiva, mas uma mulher que se coloca numa posio ativa tambm. Ele est acuado, diz Boneti. Para ele, este processo de mudanas deve ser consolidado nas prximas geraes, o que levar em torno de 30 a 50 anos.

    Antigamente, um dos maiores medos dos homens era de a mulher (esposa, companheira) ganhar mais que ele e perder o posto de chefe de famlia. Entre os entrevistados, isso no mais tabu, nem motivo de constran-gimento. No incomodaria muito, relata Kajewski. No geraria des-conforto, comenta Ribeiro.

    Esse mesmo homem no se importa mais em chorar, em se mostrar sens-vel e aberto ao dilogo. Gosto muito desse novo homem. Acho que vem gerando uma condio de multifun-es e que isso gera estresse por um lado, mas existe uma troca de infor-maes e isso traz um maior dilogo para dentro de casa, faz uma ocupa-o com maior sentido, as pessoas se sentem mais capacitadas para realizar diversas funes. Acho muito bacana isso, comemora Isabela.

    EnQUETE

    ExISTE PaPO DE HOMEM? MarqUE aS aLTErnaTIvaS E EnvIE SUa OPInIO Para LEITOr@rEvISTaMES.COM.Br ( ) Trabalho

    ( ) Mulher

    ( ) Futebol

    ( ) Tecnologia

    ( ) Gastronomia

    ( ) Outros. Quais?

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    Um cara alto astral, de bem com a vida. Divide apartamento com amigos e o seu cmodo predileto da casa seu quarto. Gosta de cozinhar e seu prato preferido : arroz, feijo, batata e carne moda ao molho. Se considera vaidoso e muito por incentivo da namorada. Como lazer curte ir ao teatro, cine-mas alternativos e ouvir jazz, soul e blues. Tem facilidade com tecno-logia e gosta de ler sobre religio. Para ele, felicidade um estado de esprito [...] voc aceitar o momento. No delegar o momento para o futuro e nem ficar pensando no passado. aceitar o que est acontecendo com voc e transfor-mar isso em alegria, enfatiza.

    PErFiL

    JLIO CSar PErEIra Da SILva KaJEwSKI, 30 anOS, SOLTEIrO, nO TEM FILHOS. arqUITETO

    Apesar de continuar racional, o novo homem

    mais consumista

    matria de capa

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 21

  • 22 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    a possvel no reeleio

    Enquete da Ms mostra que quase 70% das pessoas no votariam em um candidato que j ocupa o cargo de vereador; apesar disso, 30 dos 38 vereadores pretendem disputar o pleito

    Mariane Maio - mariane@revistames.com.br

    as duas ltimas eleies (2004 / 08) para a Cmara Municipal de Curitiba, o porcentual de renovao

    foi de 50%. Anteriormente, esse n-mero no chegava a ser muito dife-rente, com exceo da eleio de 1988 que contou com 76% de novos eleitos e na de 1992, com apenas 31% de re-novao, conforme aponta o cientista poltico Emerson Cervi. Apesar dessa estabilidade histrica, a eleio deste ano pode trazer surpresas.

    Em 2008, Beto Richa foi reeleito com 77% de votos e ele no conse-guiu reproduzir isso na bancada de governo. Isso significa que em con-dies normais, quando o prefeito muito bem avaliado, a Cmara j

    nsofre uma queda. Nessas condies atuais, em que todo mundo pode le-var em conta essas informaes sobre as denncias, a expectativa que haja um aumento razovel da renovao, acima desses 50%, afirma Cervi.

    Uma enquete realizada pela Revista MS com a populao de Curitiba mostra que o cientista poltico tem razo. Das 51 pessoas ouvidas pela reportagem, 44 (86,2%) garantem sa-ber sobre os escndalos da Cmara, 35 (68,6%) dizem que no votariam em nenhum candidato que j est no cargo e 6 pessoas disseram que no sabem se ajudariam a reeleger um vereador.

    Pr-candidatos

    Apesar disso, dos 38 vereadores, 25 afirmam ser pr-candidatos reelei-

    o no pleito deste ano. Alm deles, os vereadores Pedro Paulo (PT), Jonny Stica (PT), Juliano Borghetti (PP) e Felipe Braga Crtes (PSDB) tambm podem tentar a reeleio, caso seus nomes no sejam confirma-dos para a vaga de vice-prefeito. Al-gaci Tlio (PMDB) tambm pretende se candidatar, caso no perca a legen-da de seu partido. At o fechamento desta edio, estava em trmite um processo contra o vereador no Conse-lho de tica do PMDB que cogitava sua expulso por envolvimento nos escndalos da Cmara.

    Quem tambm no poder se candi-datar por estar sem legenda o ve-reador Joo Cludio Derosso, que pediu desligamento do PSDB, no momento da reunio do partido que considerava seriamente sua expul-

    poltica

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 23

    so. O vereador Paulo Frote (PSDB) outro que est impedido de partici-par das eleies, pois foi condenado por mau uso de verba de gabinete e enquadrado pela Lei Ficha Limpa. Isso me impede e no quero recor-rer Justia Eleitoral. Estou satis-feito por 16 anos de trabalho nessa Casa e esse impedimento talvez seja para que eu possa retornar s minhas atividades no Ministrio da Previ-dncia, pondera Frote.

    Os vereadores Tito Zeglin (PDT) e Julio Sobota (PSC) afirmam no sa-berem se iro concorrer e vo avaliar a possibilidade mais para frente. Re-nata Bueno (PPS) no ser candidata, pois pr-candidata Prefeitura. Ze-zinho do Sabar (PSB) e Nely Almei-da (PSDB) tambm estaro fora da prxima eleio, justificando proble-mas de sade. No tenho condies de fazer campanha e trabalhar mais como vereadora, diz Nely, alegando ter 78 anos. Caque Ferrante (PRP)

    tambm no ser candidato por mo-tivos pessoais.

    no mudana

    Apesar da expectativa gerada em torno da renovao da Casa, o fato de eleger novos nomes para o prximo manda-to (2013/2016) na Cmara Municipal no significar, necessariamente, uma mudana ideolgica. Quando a gente fala em renovao, fala em renovao de nomes e no de perfil e viso de mundo, afirma Cervi.

    Para o analista, a culpa dessa padro-nizao de ideias no da populao, mas dos partidos polticos. Essa reno-vao exterior deciso do eleitor, que precisa ter alternativas reais. E o que a gente tem visto que o perfil dos candidatos que so recrutados pe-los partidos para disputar s eleies muito parecido. Ento, a gente no pode cobrar do eleitor que ele opte pela mudana se no tem opes reais.

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    * Pode perder a legenda do PMDB. ** Tem o nome cogitado para vice-prefeito

    rEELEio

    vEJa OS vErEaDOrES qUE PrETEnDEM SE CanDIDaTar Para aS PrxIMaS ELEIES

    Aladim Luciano (PV); Aldemir Manfron (PP); Algaci Tlio (PMDB)*; Beto Moraes (PSDB); Celso Torquato (PSD); Denilson Pires (DEM); Dirceu Moreira (PSL); Dona Lourdes (PSB); Emerson Prado (PSDB); Felipe Braga Crtes (PSDB)**; Francisco Garcez (PSDB); Jair Csar (PSDB); Jairo Marcelino (PSD); Joo do Suco (PSDB); Jonny Stica (PT)**; Jorge Yamawaki (PSDB); Juliano Borghetti (PP)**; Julieta Reis (DEM); Noemia Rocha (PMDB); Odilon Volkmann (PSDB); Pastor Valdemir (PRB); Paulo Salamuni (PV); Pedro Paulo (PT)**; Professora Josete (PT); Professor Galdino (PSDB); Roberto Hina (PSD); Sabino Picolo (DEM); Serginho do Posto (PSDB); Tico Kuzma (PSB); Z Maria (PPS).

    Caque Ferrante (PRP); Joo Cludio Derosso (ex-PSDB); Nely Almeida (PSDB); Paulo Frote (PSDB); Renata Bueno (PPS); Zezinho do Sabar (PSB).

    Julio Sobota (PSC); Tito Zeglin (PDT).TaLvEz

    no

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    Colaborao: Bianca Nascimento e Iris alessi

    EnQUETEa rEvISTa MS SaIU S rUaS E OUvIU 51 PESSOaS SOBrE O qUE ELaS PEnSaM a rESPEITO DaS ELEIES PrOPOrCIO-naIS. COnFIra:

    43,2% Sim

    19,6% Sim

    Voc se lembra em quem votou para vereador na ltima eleio?

    Nesta eleio, j sabe quem so os

    pr-candidatos?

    Se sim, quem foi o candidato?Nulo/Branco ................................ 9Professor Galdino ........................ 4Roberto Hina .............................. 1Algaci Tlio ................................. 1Tico Kuzman ................................ 1Pedro Paulo .................................. 1Z Maria ....................................... 1Serginho do Posto ........................ 1Felipe Braga Crtes ..................... 1Mauro Moraes ............................. 1

    56,8% No

    80,4% No

    15,7% Sim

    J pensou em quem votar?

    84,3% No

    19,6% Sim

    Voc votaria em algum vereador para reeleio?

    68,6% No

    11,8% Talvez

    Voc tem conheci-mento dos escndalos da Cmara de Verea-dores de Curitiba?

    86,2% Sim

    7,9% No

    5,9% Parcialmente

  • 24 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    Banca da Praa Osrio Banca da Praa da Espanha Banca da Praa da Ucrnia Banca da Praa de santa Felicidade Brioche Pes e Doces | 3342-7932. av. 7 Setembro, 4416 | Centro Delcias de Portugal - 3029-7681. av. 7 de Setembro, 4861 | Batel John Bull Caf - 3222-7408. rua Comendador arajo, 489 | Batel Pata Negra - 3015-2003. rua Fernando Simas, 23 | Batel Panificadora Paniciello - 3019-7137. av. Manoel ribas, 5965 | Cascatinha Panettiere - 3014-5334. av. Cndido Hartmann, 3515 Madalosso - 3372-2121. av. Manoel ribas, 5875 | Santa Felicidade Vinhos Durigam - 3372-2212. av. Manoel ribas, 6169 | Sa Felicidade Dom Antnio - 3273-3131. av. Manoel ribas, 6121 | Santa Felicidade Tizz Caf - 3022-7572. al. Doutor Carlos de Carvalho, 1345 | Batel Academia Gustavo Borges - 3339-9600. rua Prof. Pedro viriato Parigot de Souza, 85 | Campina do Siqueira Adega Brasil - 3015-3265. av. Cndido Hartmann, 1485 | Mercs Kauf Caf - 3015-6114. al. Dr. Carlos Carvalho, 608 | Centro Cravo e Canela Panificadora - 3015-0032. rua Jacarezinho, 1456 | Mercs Babilnia - 3566-6474. al. Dom Pedro II, 541 | Batel Cravo e Canela Panificadora - 3027-4890. Hugo Simas, 1299 | Bom Retiro semforos - av. visconde de Guarapuava com a rua Brigadeiro Franco (Esquina Shopping Curitiba) Rua Padre Agostinho com a Rua Capito Sousa Franco (Praa da Ucrnia) Rua Emiliano Perneta com a Rua Desembargador Motta Rua Martin Afonso com a Rua Capito Sousa Franco (Colgio Positivo)

    A Ms est sempre ao seu lado. Em todos os sentidos.

    Todos os meses, voc encontra a revista Ms nas principaisavenidas e nos melhores lugares de Curitiba. Para receb-lagratuitamente em sua casa ou no trabalho, envie o pedido no contato: leitor@revistames.com.br. vamos enviar um formulrio de cadastro para preencher seus dados e, assim, efetuar a sua assinatura. Grtis. Tudo para estar sempre junto de voc.

    PonTos DE DisTriBUio

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 25

    sobre a poltica

    a disputa j comeou

    Segundo manifestaes vindas diretamente do Palcio do Iguau, a corrida eleitoral para 2014 j teve incio no Paran. O governador Beto Richa (PSDB) tem demonstrado preocu-pao sobre a frequente presena do ministro das Comunicaes Paulo Bernardo (PT) em atividades nos finais de semana, em todas as regies do Estado, especialmente nas grandes e mdias cidades do interior. Na avaliao tu-cana, a movimentao do petista deve apontar para construo de uma base slida na disputa de 2014, que ter, alm do prprio cargo do governador, a Presidncia da Repblica, uma vaga para o Senado Federal e a renovao da Assembleia Legislativa e dos representantes paranaenses na Cmara Federal.

    A preocupao de Beto Richa pode ser abso-lutamente procedente. Paulo Bernardo tem participado das articulaes de vrias alianas Paran afora. Ele foi fundamental na articu-lao que resultou no apoio do Partido dos Trabalhadores ao candidato pedetista Gustavo Fruet Prefeitura de Curitiba, em uma aliana que j conta tambm com o Partido Verde (PV). Assim como tambm participa de articu-laes em Ponta Grossa, Cascavel, Londrina, Maring, Paranagu, Guarapuava, Foz do Igua-u e quase todas as cidades da Regio Metro-politana de Curitiba (RMC).

    Movimentao semelhante, alis, realizada pelo governador. Exemplo maior dos movi-mentos de Beto Richa, alm de Curitiba, cla-ro, onde ele dispensa 100% de sua agenda na cidade para aparecer ao lado de seu candidato Luciano Ducci, Ponta Grossa. Na estrela dos

    Campos Gerais, Richa excluiu o seu partid-rio e atual prefeito da cidade, Pedro Wosgrau Filho, das articulaes de sua sucesso para apoiar Marcelo Rangel (PPS), inimigo pesso-al de Wosgrau.

    Os dois blocos que tm polarizado as dispu-tas nacionais desde 1994, PT e PSDB, muito provavelmente se enfrentaro aqui em 2014 como nunca antes havia acontecido. O Parti-do dos Trabalhadores, que por anos foi rea de influncia (ou, para muitos, linha acess-ria) do PMDB do senador Roberto Requio, parece ter dado seu grito de independncia e comea a construir-se como alternativa real de poder no Estado. Alis, talvez esse deva ser o motivo da ira demonstrada pelo senador recentemente.

    O cenrio mais provvel seria uma disputa polarizada entre o atual governador Beto Ri-cha (PSDB) e a ministra chefe da Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT). Candida-turas de perfis semelhantes, ambas palatveis a boa parte do eleitorado, testados nas urnas, com experincia poltico-administrativa. O que pode desequilibrar o mapa eleitoral resultante do pleito municipal deste ano. A geopoltica municipal ser um grande dife-rencial nas eleies de 2014. E nisso que os dois lados esto mirando em 2012.

    Os dois blocos que tm polarizado as disputas nacionais desde 1994,

    PT e PSDB

    Por Tiago Oliveira tiago@revistames.com.br

    2014:

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  • 26 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    omo diria Mahatma Gan-dhi, o lder pacificador indiano, no existe um caminho para a Paz. A

    Paz o caminho. trilhando esse caminho no cotidiano de sua comu-nidade que a agente de sade, Tnia Aparecida de Lima (46), encontrou uma forma de poder ajudar a popu-lao do bairro Borda do Campo em So Jos dos Pinhais, na Regio Me-tropolitana de Curitiba (RMC). Em sintonia tambm esto as vizinhas

    Cerca de 50 mulheres em So Jos dos Pinhais tornaram-se recentemente agentes pacificadoras; no Brasil, at maro deste ano, mais de 13 mil mulheres j foram capacitadas

    C

    Articuladoras da Pazdo Guatup, Sueli Maria Machado da Silva (44) e Juraci de Oliveira (52). As trs fazem parte da primeira turma de 50 mulheres que se formaram em abril deste ano no Projeto Mulheres da Paz.

    O projeto uma iniciativa do Minis-trio da Justia, institudo pelo Pro-grama Nacional de Segurana P-blica com Cidadania (Pronasci), que visa capacitao de mulheres de co-munidades de grande vulnerabilidade social para atuarem como mediadoras sociais. Para isso, passam por uma

    capacitao em temas como direitos da mulher, direitos humanos e cida-dania, violncia, fatores de risco, pre-veno s drogas, entre outros.

    Para a coordenadora nacional do Pro-jeto, Priscilla Oliveira, o objetivo que elas sejam reconhecidas como articuladoras sociais, realizando ati-vidades como palestras, visitas nos domiclios e tambm no encaminha-mento de jovens para participar do programa Proteo de Jovens em Territrio Vulnervel, o Protejo, do Governo Federal.

    cidades

    Iris Alessi - iris@revistames.com.br

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 27

    Histrias

    A Paz passa pelas mos dessas agen-tes sociais na resoluo de conflitos em casa ou na comunidade. So his-trias sofridas de gente simples que

    na comunidade. Essa tia procurou Sueli e estava triste porque a sobri-nha j tinha perdido um dos bebs e o outro estava no hospital entre a vida e a morte. Sem ter condies de dar apoio ao tratamento, a tia procurou por Sueli, que por sua vez foi at o Centro de Referncia de Assistncia Social (Cras), onde foi possvel obter auxlio para a locomoo at o hos-pital e tambm na alimentao da fa-mlia. Os pais conseguiram acompa-nhar o tratamento da criana e, hoje, o beb passa bem.

    Ponte

    So essas mulheres que servem de ponte para chegar ao Poder Pblico. Isso melhorou muito. Essa questo da comunidade sentir que tem algum que olhe por ela. Algum que esteja mais prximo, avalia a coordenado-ra municipal do Projeto, Cleusa Lima.

    A sensibilidade dessas agentes so-ciais est ganhando fora e fazendo a diferena. Tem um olhar muito mais sensvel por parte tanto das mulheres quanto dos homens. Eu acho que ser uma agente da Paz visto com bons olhos, sendo homem ou sendo mu-lher. Mas o lado feminino, ele tem um cuidado, um olhar bem diferente paras as situaes, conclui Tnia.

    um trabalho que elas pretendem le-var para a vida toda. Hoje eu me sin-to preparada para ser o resto da vida uma Mulher da Paz. [...] A gente sem-pre vai estar correndo atrs indepen-dentemente de ter um apoio ou no, finaliza Sueli.

    encontrou na palavra Paz um mo-tivo de viver e de construir sonhos.

    Sendo mulher da paz, eu poderia ter uma parceria mais forte com os problemas que a gente tem principal-mente socioeconmico, esses confli-tos que a gente tem de drogas dentro das famlias, de problemas de alco-olismo, problemas de jovens e ado-lescentes, que muitas vezes saem da escola, perdem o vnculo com a edu-cao, porque eles esto envolvidos em situaes de risco, afirma Tnia.

    Trabalho o que no falta. As mes hoje esto numa situao desespera-dora. Elas no sabem o que fazer. [...] Aqui na comunidade como se fosse uma tbua de salvao. Foi assim que eu senti, relata a agente de sade.

    So vrios os episdios e situaes em que as Mulheres da Paz entram em cena para ajudar. So jovens envolvi-dos com drogas, casos de violncia domstica, brigas de vizinhos, entre outros problemas. Para Juraci, este ano, uma de suas maiores alegrias foi salvar dois irmos de 16 e 17 anos e encaminh-los para o projeto Protejo. Os jovens problemticos relutaram a aceitar a ajuda de Juraci, mas com persistncia e dilogo, eles perceberam que havia um caminho melhor a seguir.

    Alm desse caso, essas personagens da pacificao relatam os mais varia-dos conflitos, pois trabalham como catalisadoras de problemas. Sueli uma das que se orgulha de promover a Paz em sua comunidade. Por meio de seu trabalho, j tirou um jovem do envolvimento com as drogas e hoje a me est boba de ver que ele mu-dou bastante.

    Outra histria marcante na atuao dela foi de dois gmeos, cuja tia mora

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    A sensibilidade dessas agentes sociais est ganhando fora e

    fazendo a diferena

    Como Mulher da Paz, Tnia pode ser uma parceira da comunidade na resoluo de conflitos

    Sueli e Juraci: Mulheres da Paz no Jardim Cristal (Guatup), em So Jos dos Pinhais

  • 28 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    o duro lar de asfalto e cimentoEm Curitiba, cerca de 3 mil pessoas moram nas ruas; a maioria de jovens entre 18 e 19 anos

    essoas que fizeram das pon-tes, avenidas, caladas e pra-as o seu lar. Os moradores de rua tm diversos motivos

    para terem escolhido qualquer canto da cidade como sua casa. Em Curi-tiba, segundo a Fundao de Ao So-cial (FAS), mais de trs mil pessoas esto morando nas ruas. Parte desse nmero mora na rua diariamente e, ou-tra, de forma espordica. Seja por um dia, por uma noite, por uma vida, estas pessoas tm enfrentado diversos dile-mas, a discriminao e a violncia na pele. Afinal, quem so elas e por que escolheram este caminho?

    P

    cidades

    A populao hoje em situao de rua no um grupo de classe social baixa, um grupo heterogneo com vrias culturas e classes sociais diferentes, revela Luciana Kusman, coordenado-ra do FAS. Ela lembra que os mora-dores de rua no esto l somente por questes financeiras, sem condies de trabalho ou de estudo. So pessoas, muitas vezes, escolarizadas e at mes-mo com nvel superior completo, mas esto na rua por causa do crack.

    Em geral, so pessoas que quebraram seus vnculos familiares por questes como desemprego, alcoolismo, dro-gas e violncia dentro de casa. Ape-nas de 5 a 10% da populao de rua

    de Curitiba esto nestas condies por doenas psiquitricas e foram exilados de suas famlias.

    Atualmente, na Capital paranaense, o predomnio de pessoas na rua so de jovens. Quase metade tem entre 18 e 19 anos de idade. Um levantamento feito pelo FAS mostra que o nmero de mulheres indo para as ruas tam-bm aumentou em relao h 10 anos. Hoje, 20% da populao de rua so de mulheres. Geralmente, elas vo atrs de um amor, acompanhando seus ma-ridos ou namorados, e por j conhece-rem o mundo das drogas, acabam indo em busca da liberdade.

    a liberdade que atrai muitas pes-soas que esto nas ruas. As pessoas que vivem hoje por l so sustenta-das pela prpria sociedade por meio de esmolas. Quando o FAS sai pela cidade para resgatar moradores, cerca de 50% deles no querem ajuda. A grande maioria no aceita atendimen-to, porque as pessoas do esmola e a, voc no consegue convenc-los,

    Bianca Nascimento - bianca@revistames.com.br

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 29

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    explica a educadora social, Simoni Perez, que trabalha no resgate de mo-radores de rua h seis anos pelo FAS.

    A reportagem da Revista MS acom-panhou durante algumas horas o traba-lho de resgate do FAS. Duas denncias foram feitas. Uma delas, o caso da moradora de rua Eliana Nunes de Oli-veira. Ela tem problemas com drogas e lcool e sempre que precisa e no est alcoolizada, frequenta o abrigo do FAS. Simoni, educadora social, usou todos os argumentos possveis para tentar fa-zer Eliana voltar ao albergue, mas nada adiantou. Sempre que volta para a rua, Eliana acaba ganhando esmola e bebi-da, como neste dia. Ela tem trombose em uma das pernas e foi possvel perce-ber que a ferida estava bem avanada. Simoni perguntou pela ltima vez se Eliana queria atendimento. Como res-posta, Eliana disse: Atendimento ago-ra? Deixa que eu mesmo fao aqui com a minha cachaa. O disk denncias do FAS recebe, em mdia, 70 ligaes por dia, de domingo a domingo, para o res-gate dessas pessoas.

    O FAS tambm oferece programas de reinsero no mercado de traba-lho. Mas muitas delas, quando con-seguem um trabalho, acabam tendo recadas com os primeiros salrios e voltam s ruas.

    O que Curitiba faz

    A Prefeitura de Curitiba oferece as-sistncia para essas pessoas por meio do FAS, que o rgo responsvel. O trabalho consiste no resgate de pesso-as na rua e acolhimento delas em um abrigo da instituio, onde recebem diversos tipos de atendimento. No atendimento inicial e emergencial, a pessoa recebe roupa, comida e banho. Por noite, no albergue, so atendidas em torno de 350 pessoas. Durante o dia, cerca de 80 pessoas.

    Se o morador estiver doente, enca-minhado para o atendimento mdi-co. No abrigo, ele pode posar e ficar

    durante o tempo que quiser. Muitas so encaminhadas para comunidades teraputicas, como o Lar Hermon, e depois de serem tratadas, so encami-nhadas ao mercado de trabalho. Alm disso, diversos programas de recupe-rao no posto de atendimento so oferecidos com orientaes e ativi-dades que visam resgatar a cidadania dessas pessoas. O FAS atende pessoas acima de 18 anos. O mesmo trabalho feito com crianas por meio do Cen-tro POP Criana Quer Futuro. Hoje, 11% da populao de rua so crianas, grande parte delas vindas das Regies Metropolitanas, onde so exploradas pelas famlias e pelo vcio das drogas.

    onGs e grupos de apoio

    Alm deste trabalho, diversas ONGs, ligadas ou no a entidades religio-

    sas, ajudam os moradores de rua. Um exemplo a Casa do Peregrino/Mos que Apoiam, que atua em Curitiba desde 1997. O espao oferece oficinas de cidadania, com cursos de msica, culinria e pintura. Temos um caso de uma pessoa que morou na rua seis anos, frequentou a nossa casa e hoje j tem empresa e est de volta com a famlia, conta Arly Brasil, um dos vo-luntrios da Casa e que atua h 20 anos com a recuperao de pessoas de rua.

    Outro trabalho vem sendo realizado por um grupo de pessoas em Curi-tiba. Geralmente, uma vez por ms, elas se renem para preparar um jan-tar aos moradores de rua. No inverno, por exemplo, eles fazem um sopo. Alm disso, arrecadam cobertores, be-bidas e roupas. O destino principal a Praa Tiradentes, onde h uma grande concentrao de moradores de rua.

    L, os homens saem em busca dos moradores, convidando-os para as refeies. J as mulheres, ficam en-carregadas de abastecerem as emba-lagens de isopor de sopa e entregarem para os moradores, junto com as be-bidas e roupas, explica a jornalista e voluntria do grupo desde 2010, Cn-tia Mazzaro Ambrzio. So entregues por noite entre 80 e 100 refeies. As histrias que ouvimos nas ruas so muitas, mas todas relacionadas ao alcoolismo ou ao consumo de dro-gas, lembra Cntia.

    Luciana Kusman, do FAS, revela que a populao das ruas no um grupo de classe social baixa, um grupo heterogneo

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    Casos DE vioLnCiaMOranDO naS rUaS ESSaS PESSOaS ESTO SUJEITaS a TODO TIPO DE vIOLnCIa

    No Brasil, um levantamento do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Hu-manos da Populao em Situao de Rua e Catadores mostra que de abril de 2011 a maro deste ano, a cada dois dias, um morador de rua foi morto, tota-lizando 165 mortes neste perodo. Deste nmero, 113 assassinatos continuam sem soluo. Para alm das mortes, a violncia permanece.

    Outro registro feito por meio do Disque 100, servio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidncia da Repblica para receber denncias sobre vio-laes de direitos humanos, revelou que s no ano passado, 453 denncias foram relacionadas violncia contra a populao de rua. Deste nmero, 55 foram no Paran.

  • 30 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    os ltimos meses, o Go-verno brasileiro tem rea-lizado mudanas na eco-nomia visando reduo

    dos juros e tambm a reduo da Taxa Selic, taxa bsica de juros que usada para calcular a dvida externa do Pas. A primeira ao foi o uso dos bancos pblicos Banco do Brasil e Caixa Econmica Federal para a reduo dos juros em diversas linhas de crdito.

    Essa atitude forou os bancos priva-dos a tambm baixarem as suas taxas. Em um segundo momento, o Gover-no anunciou as alteraes nas regras de clculo da poupana, que agora est ligada ao valor da taxa Selic.

    Governo brasileiro mudou a regra da poupana e forou a queda de juros nos bancos; providncias so importantes para a renegociao da dvida do Pas

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    Medidas estruturantes

    economia

    Iris Alessi - iris@revistames.com.br

    Isso vai tornar o juro mais baixo para o consumo e o objetivo do Go-verno baixar o preo da dvida, por-que o Governo deve em torno de R$ 1,850 trilho e o juro que remunera essa dvida a taxa Selic, explica o

    professor de Economia da UniBrasil, Edson Stein.

    Mudanas

    Essas devem ser mudanas que vie-ram para ficar, acredita o professor de Finanas da FAE Centro Univer-sitrio, Amilton Dalledone Filho. O Brasil quer chegar a nvel mundial de juros, porque da exclui o capital especulativo e fica com o capital que

    saiBa Mais

    Em caso de de-psitos

    feitos na poupana at 03/05/2012, o rendimento conti-nuar de 0,5% ao ms + TR

    Para depsitos feitos aps 04/05/2012, o ren-dimento ser de 70% da taxa Selic + TR somente quando a Selic for igual ou menor que 8,5%, caso

    contrrio vale a regra anterior

    Mudanas na poupan-a visam a aplicao em outros fundos

    A reduo dos juros uma medida que vai fortalecer o setor produtivo

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 31

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    aLGUnS LEITOrES Da rE-vISTa MS EnvIaraM SUaS DvIDaS SOBrE aS MUDan-aS nO SISTEMa BanCrIO BraSILEIrO, COnFIra:

    Se em pocas de taxas eleva-das de juros a poupana no acompanhou, porque agora que os juros caem teremos estas mudanas nas regras?

    Rodrigo Pirotti Alcantara, Curitiba-PR

    O Governo precisou mexer nas re-gras da poupana para que os juros possam cair ainda mais. Caso no fizesse isso, tendo uma taxa de juros reduzida e com o valor de retorno da poupana alto, um montante do dinheiro investido iria para a poupana. Ningum iria aplicar em ttulos do governo, todo mundo iria aplicar dinheiro na poupana. Esse dinheiro da poupana, pelas regras do Governo, existe uns percen-tuais que devem ser investidos em construo, ento os bancos teriam que investir e os outros setores comrcio e indstria ficariam sem dinheiro. Se o juro baixar, como excelente para a economia que

    baixem os juros, a poupana tambm tem de baixar.

    Depois das novas regras estipu-ladas pelo governo, fiz um novo depsito. Qual regra vai prevalecer, as antigas ou as novas regras? As novas regras se aplicaro na minha antiga poupana ou somente para os meus novos depsitos?

    Eloir Antnio da Silva, Curitiba-PR

    A regra que vai prevalecer a nova regra. As novas regras s se aplicam aos novos depsitos efetuados a partir de 04 de maio. E o valor do clculo s muda quando o valor da taxa Selic ficar igual ou menor que 8,5%.

    Como ser dividido e disponibi-lizado o dinheiro que eu poupei antes e o que eu poupei depois da nova regra? Isso servir para todos os bancos?

    Nathalia da Silva, Curitiba-PR

    Os bancos esto criando uma va-riao na conta. Aqueles depsitos que voc fez a partir do dia 04 vo estar na mesma conta de poupana,

    mas tm uma variao diferente. Cada banco vai buscar uma forma de o cliente poder visualizar quais so os depsitos de antes e de depois da mudana. Informe-se com seu gerente.

    Gostaria de saber se a caderneta de poupana ainda o melhor investimento?

    Giselia da Rocha Medeiros, Curitiba-PR

    Para quem conservador, que no quer correr risco, o melhor investimento. Se o valor que a pessoa tem para poupar um valor pequeno, a alternativa a poupan-a, porque isenta de Imposto de Renda sobre o investimento.

    Como ser calculado o rendi-mento desses novos depsitos, ser como os anteriores, que so calculados na data do aniversrio de depsito?

    Carlos Machado, Curitiba-PR

    O rendimento vai ser creditado de acordo com a poca do depsito que feita.

    Fonte: Rodrigo Pinheiro e Edson Stein.

    vem realmente fazer investimentos para o Pas, avalia. Dalledone pon-dera que essas medidas visam forta-lecer a economia e o mercado interno.

    Com essas aes, Rodrigo Pinheiro, diretor da Barigui Companhia Hipote-cria, estima que haver um compro-metimento menor em dvidas da renda do brasileiro. Hoje esse comprometi-mento est muito alto e chega a 22,5% do total da renda, segundo Pinheiro. Existe uma tendncia para a pessoa reestruturar e colocar uma dvida mais saudvel no seu balano pessoal, diz.

    Futuro

    Apesar de comemorarem as mudan-as na queda de juros e tambm na

    Para Pinheiro, tem de haver outras coisas que acompanhem essa queda de juros

    poupana, os especialistas entrevis-tados pela MS cobram outras mo-dificaes do Governo Federal. Tem de haver outras coisas que acompa-nhem essa queda de juros. impor-tante haver uma reduo da dvida pblica, do gasto pblico corrente; no de investimento, pelo contrrio o investimento deveria ser incentiva-do, algumas reformas estruturais para acompanhar e dar sustentabilidade a essa menor taxa de juros, exemplifi-ca Pinheiro.

    Dalledone entende que essas modifi-caes so para ir preparando o terre-no de uma futura mudana da poltica fiscal em busca da reduo de impos-tos. Isso significaria maior competiti-vidade das empresas brasileiras.

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  • 32 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    epois de quase 20 anos de queda, a produo do bicho da seda comeou a vislumbrar uma reto-

    mada no Brasil. O Pas que j teve o seu auge, na safra de 1992/93, com pouco mais de 19 mil toneladas, se-gundo a extinta Associao Brasileira de Fiaes de Seda, produziu na safra passada (2011) nfimos 3,2 mil tone-ladas, conforme afirma Oswaldo da Silva Pdua, gerente da Cmara Tc-nica do Complexo Seda Paran, da

    Depois de quase 20 anos em declnio, a produo do casulo verde tem estimativa de aumento de at 15% em 2012

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    a volta do bicho da seda no Paran

    Emater. Hoje, o Estado responsvel por 93% da produo nacional. Para esse ano, Pdua diz que a expectativa de um aumento de 10% a 15%, po-dendo chegar a 3,6 toneladas.

    Apesar de tmido, o aumento demons-tra uma tendncia de crescimento na procura por essa cultura. Temos agricultores que esto retomando a atividade e tambm produtores no-vos, garante Pdua. Um dos motivos determinantes a alta do preo do fio da seda, principalmente, no mercado internacional, em decorrncia da es-cassez de matria-prima de qualidade aliada ao aumento da demanda de fios naturais. Hoje, os preos melhoraram, o mercado est superaquecido e ns te-mos um dficit de matria-prima muito

    agropecuria

    grande [...] Est comeando essa reto-mada. Um fator interessante que, no passado, ns tivemos a valorizao dos fios sintticos e hoje com essa questo do meio ambiente, est havendo a va-lorizao dos fios naturais.

    Cenrio

    Assim, o cenrio indica um ambien-te favorvel para a entrada de novos produtores com interesse no cultivo. Afinal, o problema encontrado hoje a falta de matria-prima e no de mer-cado para o produto final.

    A Bratac, empresa responsvel por 99% da fiao dos casulos verdes produzidos no Brasil, uma prova disso. Operando apenas com 60% de

    Mariane Maio - mariane@revistames.com.br

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 33

    FasEs DE DEsEnvoLviMEnTo Da Larva:

    sua capacidade mxima, o gerente de produo de matria-prima, Jos Yoshihiro Oda, garante que a fbrica tem interesse em ampliar a produo. Hoje, ns temos problema de falta de matria-prima mesmo. Mercado para fios de qualidade tem.

    O que demonstra que um dos pro-blemas encontrados no passado, que era a competitividade com fios chi-neses mais baratos de menor quali-dade, est superado. Outro problema, que fez com que muitos produtores abandonassem o cultivo, foi a baixa remunerao por conta do cmbio e a crescente demanda de servios na cidade. O mercado teve um aqueci-mento com a procura de fios de qua-lidade e, com isso, ns conseguimos recuperar os preos de venda e, con-sequentemente, repassar aos produto-res, atesta Oda.

    Cultivo

    Uma das vantagens da produo do bicho da seda, que o produtor ne-cessita de pouco espao para o ma-nejo. Por isso, a maior parte das pro-priedades que se dedicam ao cultivo do bicho da seda no Paran de pe-quenos agricultores. Ns temos rea com 0,45 hectares, que os maridos trabalham fora e as mulheres cuidam do bicho da seda e tm uma renda mensal, lembra o gerente da Emater.

    Outro facilitador atualmente a mo-dernizao no cultivo. Com essa evaso da mo de obra, a tecnologia chegou modernizao do setor, com mquinas e equipamentos, que pos-

    sam facilitar a vida do sericicultor, diminuindo aquela intensidade com relao ao esforo, afirma Pdua.

    O preo tambm um argumento importante para trazer novos produ-tores. O quilo do casulo verde est sendo vendido por at R$13. O ge-rente da Emater garante que alguns produtores conseguem colher at 1.800kg por hectare. Essa renda quase mensal, no caso dos produtores das regies Norte e Noroeste do Para-n, chamada de Vale da Seda. Aqui na regio fazemos at 10 criadas ao ano. Na regio mais fria, em torno de

    sete criadas, na regio Centro-Sul, conta Pdua.

    incentivos

    Os produtores que tm interesse em comear a produzir bicho da seda po-dem contar com uma assessoria tcni-ca da Bratac. Ns temos um departa-mento tcnico que orienta o produtor desde a escolha da rea at ele produ-zir o casulo, explica Oda. A empresa responsvel por desenvolver as la-gartas para repassar ao produtor. De-senvolvemos nossas raas, que so al-tamente produtivas e tm resistncias a doenas e temperaturas. Vendemos como subsdio ao produtor e compra-mos a produo de casulo, diz.

    Alm da vantagem financeira, o cul-tivo do bicho da seda tem um cunho ecolgico. uma atividade econo-micamente vivel, socialmente justa e ecologicamente correta, porque no se usa nenhum tipo de agrotxico. Podemos dizer que uma atividade totalmente limpa, completa Pdua.

    Para incentivar ainda mais a produo de seda no Paran, representantes da Cmara Tcnica do Complexo Seda Paran da Emater, enviaram ao Go-verno do Estado um projeto para mo-dernizao e revitalizao do cultivo. Segundo Pdua, alguns pontos j esto sendo colocados em prtica, mas a C-mara aguarda uma proposta em defini-tivo do Governo. Independentemente desse retorno governamental, tanto Pdua quanto Oda so categricos em afirmar: o cultivo da seda tem tudo para crescer cada vez mais no Estado.

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    Pdua estima crescimento para o setor, principalmente, nas regies Norte e Noroeste do Estado

    FASE JOVEM1 E 2 ESTGIO LARVAL

    FASE ADULTA3, 4 E 5 ESTGIO LARVAL

    Desenvolvimento pelos produ-tores e criado nas sigarias

    Desenvolvimento nas empresas de fiao

    CIClO tOtAl DuRA 25 DIAS

  • 34 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    o dever do afetoDeciso indita do STJ levanta discusso de quais so os deveres e o papel dos pais na educao das crianas, mesmo quando separados

    educao

    plica Ana Paula Pepe Souza, psiclo-ga do Hospital Vitria. dessa baga-gem que os pequenos vo tirar seus referenciais e modelos sociais.

    Por isso, os pais precisam saber qual o papel deles no desenvolvimento desses novos seres humanos, pondera a psicloga. As crianas precisam de uma referncia paterna e materna, sen-do que um no exclui o outro. Estan-do distante ou no, esse pai e essa me tem um papel fundamental na educa-o dos filhos, afirma Ana Paula.

    deciso do Superior Tri-bunal de Justia (STJ), que condenou um pai a pagar indenizao de R$

    200 mil filha por abandono material e afetivo, no ltimo ms, ascendeu discusso sobre a responsabilida-de dos pais que no esto presentes

    adiariamente na vida de seus filhos. O debate vai alm da questo do paga-mento de penso, envolve o compro-misso afetivo e educacional que esses pais tm para com seus filhos.

    A famlia o primeiro grupo do qual uma pessoa faz parte e ser este que a preparar para fazer parte de outros grupos sociais ao longo da vida, ex-

    Iris Alessi - iris@revistames.com.br

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 35

    ateno e educaoMas como participar de uma educa-o quando no se convive sob um mesmo teto? a grande dificuldade no caso de pais separados. Para a psi-cloga Maria Izabel Merhy Valente, o primeiro passo para que essa educa-o ocorra a concordncia e dilo-go entre o pai e a me.

    Apesar de no ter uma convivncia diria, o pai tem uma presena, um significado importante na vida do fi-lho. O pai desempenha tanto como a me um papel de referncia e mode-lo, tanto afetivo quanto de conduta. E uma das coisas que muitas vezes no acontece, mas que extremamente importante, a me e o pai estarem de comum acordo em relao s re-gras, em relao aos procedimentos, mesmo morando em casas separadas. Porque eles no deixaram de ser pais, eles deixaram de ser um casal. No podem esquecer que os dois so os pais, explica Maria Izabel. Os filhos dependem dessa relao saudvel para que possam se desenvolver.

    Isso no quer dizer a quantidade do tempo, mas o fato de os pais estarem disponveis para os filhos. Para a psi-cloga Maria Izabel, os filhos preci-sam saber que podem contar com os pais, que h a possibilidade do di-logo. Isso ser possvel se a crian-a estiver segura, sentir-se amada e

    para que isso acontea ela deve sentir confiana, reconhecimento afetivo. Isso se consegue atravs do respeito aos limites, organizao na rotina e interesse atravs de um dilogo aber-to e constante e no apenas inquisiti-vo ou punitivo, tampouco quando um se torna permissivo e compensador, e o outro desempenha a funo sozi-nho de orientar e educar, completa Maria Izabel.

    Esses fatores subjetivos e delicados podem ter consequncias reais e bem concretas na formao do carter das crianas e no processo de aprendiza-gem. Se eu tenho uma criana que

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    A distncia separava Suellen do pai; as comparaes na escola eram a grande dificuldade

    se sente mais segura, ela vai ter uma aprendizagem muito mais fcil, do que se eu tenho uma criana que no tem a referncia, explana Ana Paula.

    Distncia

    A distncia foi uma das dificuldades no relacionamento entre a supervi-sora comercial, Suellen Staine (26), e seu pai. A primeira grande dificul-dade aps a separao dos pais foi a entender essa situao. Depois, veio a distncia, j que o pai passou a morar em outra cidade, distante 80 km.

    A grande falta que o pai fazia esta-va relacionada escola, j que havia muitas comparaes entre os colegas de turma. Mas nos momentos que es-tavam juntos, o relacionamento entre pai e filha sempre foi bom. A gente sempre teve uma relao boa. Ape-sar de ele ser muito cabea dura, ele sempre foi muito amoroso. Foi muito de fazer carinho, gostava de brincar, lembra Suellen.

    A relao com o pai atualmente con-tinua saudvel. A gente se d super bem. Hoje, eu acredito at mais que antes, porque antes a gente por no entender o porqu que as coisas ti-nham acontecido, que a vida era as-sim, e era melhor ter separado do que ter ficado junto, a gente acaba meio que culpando ele do que tinha acon-tecido. Depois que a gente cresce, a gente entende que se tivesse ficado junto seria pior, conclui Suellen.

    Para Maria Izabel, o mais importante mostrar aos filhos que os pais esto disponveis

    ParTiCiPEqUaL a SUa ExPErInCIa EM CaSa E O qUE aCHOU Da DECISO DO STJ?

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    Ms Paran

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  • 36 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

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  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 37

    justia para os filhos abandonados

    A deciso indita de indenizao aplicada pelo Supremo Tribunal de Justia (STJ), que obrigou o pai a pagar R$ 200 mil por abandono afetivo, foi comemorada pela advogada e mestre em Direito, professora do Centro Universitrio Curitiba (UniCuritiba). Para ela, a deciso tomada pela ministra Nancy Andrighi corrige um lapso legal e humaniza mais o Judicirio

    Quais mudanas judiciais podere-mos observar a partir dessa deci-so do StJ?

    Essa deciso poderosssima e mui-to mais que a questo do abandono afetivo, ela vai ter uma repercusso muito grande e vai modular a partir de agora, vai embasar, toda a mat-ria de Direito de Famlia. A ministra Nancy Andrighi falou agora, o que me parece extremamente vlido e que lamentavelmente ainda no tinha sido dito com absoluta certeza como merecia, que no existe filho de pri-meira e de segunda classe. Acredito que ns vamos realmente comear a ter igualdade entre os filhos e que muitas demandas judiciais vo co-mear a aparecer e problemas sero suscitados nesse acrdo.

    As leis que regem esse tipo de caso esto na Constituio de 1988?

    A constituio, muito celebrada, trouxe essa questo da igualdade, por outro lado foi algo que ela disse que os filhos eram iguais, mas no necessariamente isso fez com que re-almente eles tenham um tratamento igual. A grande riqueza deste caso porque era uma situao que no era pensada pelo legislador. O legislador, digamos assim, deixou um vcuo. Ele no diz qual a sano se o pai no fizer isso [cumprir seus deveres].

    Quais os parmetros para consta-tar abandono ou no? Qual o tipo de pena que cabe?

    O magistrado tem sua disposio uma equipe multidisciplinar de pro-

    Rob

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    5 perguntas para: Marlia Pedroso Xavier

    fissionais da psicologia, de servios sociais, que vo inclusive elaborar laudos, nesses casos, at periciais que atestem [que existe um dano]. Hoje, a resposta jurdica que ns temos a questo da responsabi-lidade civil. dada uma prestao pecuniria, uma prestao em di-nheiro, que visa ressarcir o dano que foi sofrido pela vtima, pelo filho. Esse um ponto muito sen-svel, alvo de muitas crticas, como se os filhos estivessem procurando uma forma de enriquecer do dia para noite.

    A Justia est dedicada a tornar os processos mais humanos?

    Com certeza, porque essa igualdade que est s no papel, ela passa ago-ra a se tornar concreta. E existe sim, um grande cunho de humanizao, porque agora, est se olhando para a vtima, est se olhando para o dano que foi causado.

    Mas por ser um contexto muito subjetivo (abandono afetivo) po-dero ocorrer grandes diferenas na deciso de um juiz para outro?

    Espera-se que essa deciso no seja utilizada de uma maneira equivoca-da e que ela no seja utilizada de uma maneira que muitos busquem o Judicirio para causas que sejam injustas. Eventualmente, podemos ter alguns abusos. Para o abando-no afetivo no existe uma resposta pronta, a resposta vai precisar ser construda para cada caso. Neste momento, na maior instncia pos-svel foi dito que punvel, mas temos que ver, porque vai depender de cada caso.

    Iris Alessi - iris@revistames.com.br

  • 38 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    m pocas mais frias do ano, como no Outono e Inverno, comum aumentar os casos de doenas respiratrias. Uma

    unidade particular de Sade de Curi-tiba constatou que o nmero de aten-dimentos nas clnicas da rede no pe-rodo entre abril e agosto aumenta em at 50%. Gripes, resfriados, sinusites, alergias respiratrias, entre outras do-enas virais e bacterianas so respon-sveis por cerca de 70% dos atendi-mentos no consultrio nestas estaes.

    Muitas pessoas acreditam que o frio que causa tais enfermidades, mas ele no o grande responsvel. O frio no causa resfriado e sim, o vrus. O frio apenas um facilitador, ressalta o otorrinolaringologista Paulo Eduar-do. Quando nos expomos ao frio ou ingerimos algo mais gelado, fazemos uma vasoconstruo e isso pode di-minuir as defesas naquele momento e, assim, ficamos mais suscetveis a desenvolver doenas por bactrias e vrus, que j esto constantemente co-nosco, explica Eduardo.

    Com o frio, comum tambm as pes-soas ficarem em ambientes mais fe-chados. Nos nibus, no trabalho, nas salas de aula, as janelas acabam fican-

    Gripes, resfriados e alergias respiratrias so mais comuns

    em pocas mais frias; s no Paran, 1,1 milho de pessoas

    foram vacinadas contra a gripe

    E

    sade

    Males do

    inverno

    Bianca Nascimento - bianca@revistames.com.br

    do fechadas. assim que se aumen-tam as chances de propagao de v-rus e bactrias no ar, principalmente, com a aglomerao de pessoas. Alm disso, o frio contribui para uma queda da umidade do ar e do clima seco, que nestas condies, tambm se tornam facilitadores na propagao de vrus e bactrias.

    Gripe X resfriado

    Apesar de muitas vezes os sintomas entre essas doenas mais comuns serem parecidos, existem diferenas no tratamento. Uma das confuses entre resfriado e gripe. O resfriado

    causado pelo vrus Rinovrus e ata-ca as vias areas superiores, ou seja, orelhas, nariz, garganta e laringe. Os sintomas mais comuns so desconfor-to no nariz, garganta e formao de corizas. a doena mais comum e a principal desencadeadora de todas as outras, como a gripe. Como este vrus se modifica muito, nosso sistema de defesa nunca consegue uma defesa eficaz para ele, lembra o mdico.

    J a gripe causada pelo vrus In-fluenza. Os sintomas mais comuns um mal estar geral e febre, sendo mais agressiva que o resfriado. O v-rus da gripe no costuma se modificar

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  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 39

    muito como o Rinovrus. Por isso, importante sempre se vacinar contra essa doena. S este ano, a Campa-nha Nacional de Vacinao contra a Gripe vacinou 1,3 milho de pessoas no Paran, segundo a Secretaria Esta-dual de Sade at o fechamento desta edio. A vacina destinada aos ido-sos com 60 anos ou mais, gestantes, crianas de seis meses e menores de dois anos, indgenas, trabalhadores de unidades de sade que fazem aten-dimento a casos de Influenza e po-pulao carcerria.

    alergias e a pneunomia

    Algumas doenas como a gripe, se no forem tratadas adequadamente, podem desencadear doenas secundrias mais graves, como a pneumonia. Ela no to comum quando se fala no inver-no. Muitas vezes, o que acontece que acaba existindo excessos de diagnsti-cos de pneumonia por despreparo de mdicos, explica o pneumologista Lcio Rasera Neto. Segundo o mdi-co, muitas vezes o que acontece uma traqueobronquite, ou seja, uma infla-mao nos brnquios, decorrente de infeces virais mal cuidadas.

    Ficar em ambientes fechados, mesmo em casa, aumenta as chances de se contrair alergias como renites e sinu-sites. No frio, ficamos em lugares fe-chados e em maior contato com ca-ros e mofo, que ficam nos carpetes de nossas casas ou em casacos e cobertas que no usvamos h muito tempo, diz a alergista Adriana Vidal Schmidt. As renites alrgicas so mais comuns no frio e os principais sintomas so: nariz trancado, crises de espirro e, em certos casos, sangramento no nariz. preciso se cuidar.

    O frio no causa resfriado e sim o vrus. O frio

    apenas um facilitador, diz o otorrinolaringologista

    Paulo Eduardo

    Roberto Dziura Jr.

    A alergista Adriana Vidal Schmidt alerta que, no frio, as pessoas ficam em ambientes mais fechados e em maior contato com caros e mofos, que desencadeiam quadros de rinite

    ProTEGEnDo-sE no Frio

    COnFIra aLGUMaS DICaS Para PrEvEnIr DOEnaS naS POCaS MaIS FrIaS

    Evite ambientes fechados e com aglomeraes

    Mantenha as janelas abertas no local de trabalho e em casa

    Mantenha-se sempre agasalhado e aquecido

    Ao fazer exerccios fsicos, onde se libera mais calor, agasalhe-se antes de se expor ao frio

    Beba gua: comum no inver-no sentirmos menos sede, mas o consumo de gua deve ser igual em qualquer estao

    Antes de usar cobertores e roupas guardadas h muito tempo, lave-os e deixe-os secar no sol, que serve como fungicida

    Se estiver doente, no procure remdios para cortar a tosse. Os xaropes expectorantes so reco-mendados neste caso

    Com a chegada do inverno, o n-mero de doares de sangue reduz drasticamente. S nos anos anteriores, como 2010 e 2011, o nmero de doa-es caiu em at 50% no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Para-n (Hemepar), da Secretaria Estadual de Sade. Segundo o Hemepar, so necessrios 150 doadores por dia para a manuteno de um estoque razovel para o atendimento aos hospitais. No inverno, esse nmero cai para 80.

    No inverno, principalmente em julho, o perodo que mais preocupa os hos-pitais: com as frias, aumenta o fluxo de pessoas viajando e carros nas ruas. Assim, o risco de acidentes de trnsito tambm aumenta. A situao fica com-plicada, pois nesta poca em que os es-toques esto baixos aumenta o ndice de pacientes precisando de sangue.

    Atualmente, a maioria das doaes (80%) feita de forma voluntria. O restante de doadores de reposi-o, ou seja, que fazem doao para familiares ou conhecidos. Por isso, se voc tem boa sade e mais de 16 anos, procure um banco de doao e torne-se um doador. Afinal, todos ns podemos precisar um dia!

    Para doar sangue, voc deve: Estar em boas condies de sade

    (sem doenas crnicas) Ter entre 16 e 67 anos Pesar no mnimo 50Kg Estar descansado e alimentado

    (evitar alimentao gordurosa nas 4h que antecedem a doao)

    Apresentar documento oficial de identidade com foto (Carteira de Identidade, Carteira do Conselho Profissional, Carteira de Trabalho ou Passaporte)

    Para doar ou obter mais informaes sobre doaes, procure o Heme-par (41.3262-7676) ou Hemobanco (3023-5545), ambos em Curitiba.

    a vonTaDE DE ajUDar no DEvE EsFriar

  • 40 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    tecnologia

    Estima-se que o crescimento da participao da publicidade online gire em torno de 13,7% em 2012; marcas devem ficar de olho nesse espao

    erca de 33% dos brasilei-ros tm acesso Internet em casa. Isso o que mos-tra a pesquisa Mapa da

    Incluso Digital, divulgada no ltimo ms, pela Fundao Getlio Vargas (FGV). Na pesquisa, que inclui 154 pases mapeados pela instituio, o Brasil aparece na 63 posio, acima da mdia mundial de acesso rede.

    O Paran o 5 estado no ranking brasileiro com 38,71% da populao com acesso Internet em domiclio. Quando considerada a populao en-tre 15 e 19 anos, a porcentagem sobe

    Cpara 40,64%. Com tantas pessoas co-nectadas e com acesso ao contedo online, no de se estranhar que esse meio de comunicao tambm tenha

    Uma mdia a ser explorada

    se tornado uma importante ferramen-ta para o marketing e para a publici-dade em geral.

    Outra pesquisa realizada pela Interac-tive Adversising Buerau (IAB Brasil), mostra que o montante publicitrio aplicado nesse meio est em terceiro lugar em investimentos. A Internet fi-cou com 11% de participao em 2011, atrs apenas da tev aberta (59,4%) e do jornal (11,01%). A expectativa da pesquisa da IAB Brasil que essa fatia chegue a 13,7%, em 2012, e atinja um faturamento publicitrio estimado em mais de R$ 33 bilhes. Explorar esse

    Iris Alessi - iris@revistames.com.br

    PrEsEna wEB

    vEJa 5 DICaS DE COMO TraBaLHar SUa MarCa/EMPrESa na wEB:

    Respeite a linguagem da internet

    Use o humor e faa aes de entretenimento que sejam interessantes para o pblico-alvo

    Seja presente, importante no deixar de atualizar seu site ou rede social

    Acompanhe o movimento do pblico, por meio de ferramentas de mensurao

    Teste aes, abuse da criatividade, pois a web um espao ainda de experimentao

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 41

    meio para a publicidade o que as em-presas devem fazer.

    Estratgia

    Ao buscar a estratgia correta para a entrada no mercado paranaense, a rede de franquias imobiliria RE/MAX preparou um estudo de merca-do que apontou que a Internet era o melhor veculo. A jornalista e respon-svel pelo Departamento de Comuni-cao e Marketing, Renata de Tullio Monteiro, explica que esse tipo de publicidade permitiu a empresa men-surar os resultados, avaliar o compor-tamento do consumidor e adaptar as estratgias aos resultados.

    Apostamos nos links patrocinados Google Adwords para que a nossa marca tivesse visibilidade e relevn-cia sempre que os usurios procuras-sem assuntos relacionados ao nosso mercado, explica Renata.

    A empresa teve uma experincia sa-tisfatria com a visibilidade alcana-da com esse tipo de mdia e tambm conseguiu identificar o que busca-vam sobre os consumidores. Para ela, a ferramenta fez a diferena. O Google permite isso: mudar a estra-tgia em tempo real, de acordo com as mudanas no comportamento dos

    consumidores, o que invivel em mdias tradicionais.

    importncia

    Apesar da expectativa de crescimento da participao no mercado publicit-rio, a Internet ainda no a ferramenta mais importante para as marcas. Essa a viso do mestre em Comunica-o, Joaquim Fernandez Presas, que tambm doutorando em Marketing e Promoo e trabalha com gesto de marcas e comunicao. A realida-de, s vezes, diverge dos nmeros. A prtica tem mostrado que realmente a penetrao da Internet est cada vez maior, mas, segundo ele, ainda no to grande quanto outros meios.

    Para o diretor comercial da Media Factory, Gabriel Kenski, a impor-tncia da Internet se d pelo nmero de usurios que ela tem. Alm disso, hoje existe um percentual da popu-lao, pessoas entre 15 e 35, 40 anos de idade, que muitas vezes a Internet j o meio principal de eles se conec-tarem, afirma Kenski.

    Outro diferencial da Internet o bai-xo custo. Por isso, um interessante investimento para pequenas e mdias empresas que tm poucos recursos para investir em publicidade, avalia Kenski.

    CaminhosAlguns caminhos para isso so as re-des sociais, o e-mail marketing e os links patrocinados. Esse um cami-nho certeiro porque 90% das pessoas usam o Google quando vo fazer uma busca. Ento, se voc uma empresa e voc est presente ali no Google, no momento em que as pessoas esto fazendo buscas, procurando alguma coisa relacionada ao seu servio, voc j est bem posicionado. A chance de voc ser encontrado muito grande, completa Kenski.

    Para a presena das marcas nas re-des sociais como Facebook e Twitter e tambm em outros espaos online, preciso ter um monitoramente e relacionamento constante, salienta Presas. As empresas que so online vivem ali. Ento, elas tm de estar ali 100%, isto , dar ateno especfica ao pblico da web.

    Parte da dificuldade da Internet em se consolidar como ferramenta de comunicao direta empresa/cliente que para isso a internet fantstica , se deve que a grande maioria das mdias empresas ainda no tem uma presena na Internet, completa Pre-sas. Por isso, est a um grande poten-cial de crescimento.

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    Renata Monteiro: a RE/MAX apostou no Google Adwords como ferramenta publicitria

    A dificuldade da Internet de se consolidar como ferramenta de comunicao direta est na falta de presena online, diz Presas

  • 42 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    le est em todos os lugares. Nas garrafas de gua, refri-gerante, potes, embalagens de produtos de limpeza.

    Mas no apenas no formato de em-balagens que o politereftalato de eti-leno, o famoso PET, faz parte da vida das pessoas. Depois do uso como em-balagem, o PET pode ser reciclado e reaproveitado em diversos outros ma-teriais, ganhando novas vidas e novos usos. Costumo dizer que a gente no sai de casa, ningum sai de casa sem

    Aps a reciclagem, as garrafas PET podem ser transformadas em diversos produtos; a maior utilizao est na indstria txtil

    E

    Uma garrafa com mil e uma finalidades

    esbarrar com PET reciclado em al-gum momento, conclui o porta-voz da Abipet, Hermes Contesini.

    No entanto, o nvel de reaproveitamen-to ainda deixa a desejar. No Brasil, se-gundo nmeros de 2011, do Censo da Reciclagem PET no Brasil, referente 2010, cerca de 55% das embalagens so recolhidas e recicladas. A Associa-o Brasileira da Indstria PET (Abi-pet) estima que o novo Censo, que ser divulgado em meados deste ms, deva trazer um crescimento moderado nesse ndice de reaproveitamento.

    O que ocorre uma estabilizao desses valores. [...] A gente espera um crescimento, difcil dizer qual ser esse crescimento, historica-mente a mdia de crescimento bastante alta, acima de 15%, mas a gente no deve ter um valor to ex-

    meio ambiente

    Iris Alessi - iris@revistames.com.br

    ETaPas Da rECiCLaGEM

    rECUPEraO Que se inicia no momento do descarte e termina com a confec-o do fardo, que se torna sucata comercializvel.

    rEvaLOrIzaO Comea na compra da sucata em fardos e tem fim na produo de matria-prima reciclada.

    TranSFOrMaO Final do processo completo de reciclagem, a utilizao da matria oriunda das garrafas PET e ps-consumo para a fabricao de inmeros produtos.

    a rECICLaGEM aCOnTECE EM TrS ETaPaS BSICaS:

    1

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    FONTE: associao Brasileira da Indstria PET.

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 43

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    pressivo assim de 2010 para 2011, explica Contesini.

    Captao

    Ele aponta que o crescimento tmido deve-se dificuldade que existe na recuperao da embalagem. Muito ainda vai para o lixo comum. Outro fator tambm que se trata de uma ca-deia que envolve muitos agentes. um trabalho muito extenso que feito atravs de catadores, que distribuem essa embalagem para uma das redes comerciantes, que no final das contas acaba chegando at o reciclador. Os catadores tm um papel importante nesse processo no comeo da cadeia, mas o comerciante a fonte de onde o reciclador obtm a matria.

    Quando destinado de forma correta, existe uma infinidade de novas fun-es e materiais que podem ser cria-dos a partir do PET. O mais comum o uso do material na indstria tx-til, mas tambm podem virar cordas e vassouras, chapas de box para ba-nheiros, novas embalagens, placas de trnsito em resinas para cabines e para-choques de automveis, em ma-tria para tintas e at bicicleta.

    A indstria txtil j foi responsvel pelo aproveitamento de quase 100% de todo o PET reciclado no Brasil, transformando-o em diversos tipos de materiais. ainda o maior consu-midor do PET Reciclado brasileiro. Aproximadamente 40% de tudo que reciclado vai para a fabricao de pro-dutos como tecidos, cerdas e cordas, e tecidos no fiados, como o TNT.

    Utilizao

    Na Unnafibras, fbrica que produz fibras de PET, aps o recebimento,

    os flakes (flocos em ingls, como chamado o PET aps uma moagem) so secados e depois passam por um aquecimento acima de 200C para formar os filamentos.

    Depois de formados os filamentos em cabos, o material passa por um pro-cesso chamado de estiragem, para que ele tenha mais resistncia para formar uma malha ou um no tecido. O diretor industrial da empresa, Mar-cos Honrio Belluzzo, explica que, depois de todo o processo, as fibras so enfardadas para serem enviadas s indstrias de transformao (Veja processo em Box).

    A Unnafibras comeou com 80% do polmero virgem e 20% de polmero reciclado. [...] A gente foi gradativa-mente invertendo esse quadro e eu acho que de 2004 ou 2005 para c,

    100% polister de PET reciclado, conta Belluzzo, sobre a transforma-o da indstria que reaproveita cerca de 1 bilho de garrafas por ano.

    Hoje, a indstria que trabalha com produtos feitos de PET reciclado j tem uma aceitao muito grande no mercado. Inicialmente a gente at ti-nha medo de falar que era reciclado. Era depreciativo. Hoje o contrrio, completa Belluzzo.

    Todo lugar

    Com o objetivo de divulgar a sus-tentabilidade, a empresa curitibana Econtexto Ideias Ecolgicas come-ou a trabalhar tambm com cami-setas feitas de polister de PET Re-ciclado. A ideia ajudar as pessoas a pensar numa maneira de preservar o meio ambiente, afirma Alusio de Paula, scio da empresa.

    O scio avalia que um produto que era um problema no meio ambiente hoje se transformou em algo bastante til para as pessoas. O PET se tor-nou uma alternativa vivel para se evitar o uso de matrias-primas no-vas, completa.

    CoLETa E rECiCLaGEM

    No site www.levpet.org.br, voc encontra pontos de coleta e reci-clagem de PET em todo o Brasil. Acesse e confira o que est mais perto de voc.

    Quase 56% das embalagens PET so recolhidas e recicladas no Brasil

    As camisetas produzidas pela Econtexto Ideia Ecolgicas, feitas de PET reciclado

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  • 44 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    litoral paranaense conta com uma valiosa extenso de Mata Atlntica. Em Guaraqueaba, localizada

    no Litoral Norte do Estado, concentra a maior rea remanescente do bioma do Pas. A Reserva de Salto Morato, man-tida pela Fundao Grupo Boticrio, um caso emblemtico. Ocupando uma rea de 2.340 hectares do bioma, por l j foram identificadas mais de 300 espcies de aves, correspondendo 50% da avifauna do Paran. Nesta localida-de tambm, mais de 58 mamferos en-tre felinos, roedores e primatas ocupam a rea. O problema que muitos deles esto ameaados de extino.

    Metade das cerca de 20 espcies de mamferos terrestres de mdio e grande porte esto ameaadas de ex-tino. Entre as mais conhecidas est

    O litoral paranaense, apesar de abrigar a maior rea remanescente de Mata Atlntica do Pas, possui 20 espcies de mamferos, mas 50% esto em extino

    o

    Quase extintos do mapaa ona pintada e a ona parda, que sofrem constantes ameaas. Na Re-serva de Salto Morato, foram detecta-das 15 espcies de mamferos, sendo que sete esto ameaadas: anta, ona parda, jaguatirica, cateto, paca, gato--maracuj e gato-do-mato-pequeno. Essas foram as principais concluses do estudo realizado desde 2009 pelo bilogo e pesquisador Roberto Fus-co-Costa. Em parceria com o Institu-to de Pesquisas Canania (Ipec), ele estudou mamferos em extino na Floresta Atlntica costeira do Estado dentro de quatro Reservas Particula-res de Patrimnio Natural (Salto Mo-rato, Morro da Mina, Rio Cachoeira e Serra do Itaqui).

    Pesquisa

    O principal objetivo desta pesquisa, que ter concluso ainda este ano, de dar suporte terico e prtico para

    a conservao destas espcies na re-gio. Queremos avaliar a efetividade de conservao destas reas e elabo-rar programas de monitoramento, desenvolvendo atividades de preser-vao das reas e continuando outras pesquisas, diz Roberto Fusco-Costa.

    Atualmente, institutos e bilogos das unidades de conservao tm reali-zado diversos trabalhos de monitora-mento das espcies. Estas pesquisas so importantes para obtermos o m-ximo de informaes sobre as esp-cies, explica o bilogo e tcnico das reservas, Marcello Borges. So opor-tunidades de conhecermos melhor nosso patrimnio e como cuidar dele.

    Espcies extintas

    Os principais motivos para a extin-o dos mamferos no Paran so por atividades ilegais de caa, dentro e

    meio ambiente

    Bianca Nascimento - bianca@revistames.com.br

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    fora de unidades de conservao p-blicas e privadas e pela degradao da floresta atlntica, habitat desses animais. A caa no Brasil hoje no legal em lugar nenhum, j que no nico estado em que ela era permiti-da, o Rio Grande do Sul, isto no mais possvel ou autorizado, explica o bilogo do Instituto Ambiental do Paran (IAP), Mauro Britto.

    Animais como a ona parda precisam de at 15 mil hectares de rea para vi-ver. Infelizmente, o Paran o segundo estado brasileiro que mais desmatou entre os anos de 2008 e 2010, segundo o ranking da pesquisa realizada pela SOS Mata Atlntica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Es-paciais (Inpe). Fato que prejudicou a sobrevivncia desses animais.

    Para Fusco-Costa, a garantia de pre-servao desses animais est na in-

    tensa fiscalizao das caas ilegais. A reduo destas ameaas possvel atravs de uma efetiva e constante fis-calizao e combate caa e desma-tamento. um trabalho entre as ins-tituies e o poder pblico, que tem que querer fiscalizar e contribuir com investimentos para isso, avalia.

    Os mamferos ameaados tm grande importncia ecolgica. A presena ou no deles pode mostrar qual o grau de qualidade de conservao de determi-nadas regies. E a sua ausncia pode desequilibrar os ecossistemas onde vivem. Felinos como a jaguatirica e a ona pintada, por exemplo, esto no topo da cadeia alimentar e a ausncia ou diminuio desses predadores pode prejudicar o controle das populaes de suas presas. Alm disso, animais herbvoros, como as antas, so disper-sores de sementes e, sem eles, a flores-ta deixa de ter essa importante contri-buio na manuteno das rvores.

    Conservao e educao

    Existe hoje, nestas unidades, um tra-balho intenso de conservao da fauna e da flora, em grande parte por meio da educao e conscientizao ambiental. Um exemplo disso o Dia de campo com o pesquisador. uma atividade realizada com os visitantes e morado-res, na qual o objetivo aproximar o pblico das pesquisas desenvolvidas na reserva Salto Morato. Os bilogos e pesquisadores mostram como todos os estudos so feitos e a sua importncia para a regio.

    Os moradores prximos s reservas, assim como grupos escolares tambm so conscientizados da importncia do local e de sua preservao. Atra-vs das trilhas e caminhadas, por exemplo, podemos mostrar s pesso-as e divulgar a importncia da regio na vida delas e questes de preserva-o, explica Eros Amaral, engenhei-ro agrnomo e administrador de Sal-to Morato. Acredito que as pessoas aqui da regio esto mais conscientes hoje e esto vivendo de forma mais sustentvel, avalia Amaral.

    O pesquisador Fusco-Costa pretende elaborar programas de monitoramento e desenvolver atividades de preservao das reas

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    EXTino

    ona ParDaNome cientfico: Puma Concolor Habitat: Florestas em montanhas.Hbitos: carnvora. Caa principalmente noite: veados, capivaras, porcos-do-mato e outros mamferos. muito gil, hbil caadora e conse-gue matar tambm aves e macacos nas rvores.tamanho/peso: Mede cerca de 0,70 m, do ombro ao cho, e at 2,30 m de comprimen-to. Um macho adulto pode pesar at 50 kg.

    anTaNome cientfico: Tapirus terrestrisHabitat: A anta vive em florestas tropicais e montanhas da Amrica do Sul. Hbitos: Se alimenta de frutos, brotos, folhas, grama, plantas aquticas, cascas de rvores.Peso: Podem chegar a 250 Kg.

    Para DEnUnCiarFora Verde: 0800-643 0304 e digite o nmero 2.

    Funciona 24h em todo o Paran.

    COnHEa DOIS DOS anIMaIS qUE ESTO na LISTa vErMELHa DE anIMaIS aMEaaDOS DE ExTInO nO Paran

  • 46 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    internacional

    China que cresceu na ltima dcada a taxas de dois dgitos do PIB (Produto Interno Bruto)

    j apresenta desacelerao e abre espe-culaes sobre a raiz dessa nova rea-

    As taxas de crescimento da China esto caindo, mas a desacelerao evidente no significar queda na participao da economia mundial

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    Uma China menos agressivaArieta Arruda - arieta@revistames.com.br ca contabilizou a quinta desacelerao

    consecutiva, registrada no primeiro tri-mestre deste ano. Os relatrios oficias do partido comunista chins sinalizam com o intuito de desacelerar o cresci-mento, informa o economista, Rodri-go Kremer, professor especialista em Macroeconomia do ISAE/FGV.

    lidade. Em 2011, o pas fechou o ano em um crescimento de 9,2% e, este ano, deve ficar em 7,5%, segundo o Escritrio Nacional de Estatsticas da China (NBS), ou sendo um pouco mais otimista, em torno de 8%, como esti-mam alguns economistas. Alm dessa queda no acumulado, a potncia asiti-

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    Entretanto, engana-se quem pensa que esse movimento de uma possvel cri-se no futuro. De acordo com Kremer, essa uma ao do governo chins para desaquecer moderadamente o foco dos chineses em poupar, para que eles gastem mais e invistam no mercado interno. O partido comunista chins est sinalizando que eles tencionam diminuir a taxa de poupana, revela. Isso no significa que eles mudaro seu modelo exportador para se voltar ao mercado interno, como o modelo brasileiro atual, mas a relao de gastar mais e poupar menos ir mudar, expli-ca o especialista. O brasileiro no tem o hbito de poupar. J a poupana um hbito cultural dos chineses, diz.

    Para provocar isso na economia chine-sa, o governo lanou mo de taxas de juros reais artificialmente mais baixas. Medida facilmente controlada, j que a maioria do sistema bancrio chins estatal ou tem grande participao do governo. Esse mecanismo desesti-mulou os poupadores e os reflexos j esto sendo sentidos na desacelerao do crescimento do pas.

    Durante trs dcadas, a China fez seu bolo crescer como um rolo com-pressor. Agora o modelo comea a privilegiar na margem, ou seja, no que o mercado interno vai ser o carro--chefe na economia nos prximos dez anos, mas lenta e gradualmente vai co-mear a ter uma importncia maior, explica o professor. Assim, a potncia asitica ir crescer, porm, mais pauta-da no consumo.

    Diferenas

    No s essa diferena na relao entre poupar / gastar que h entre chi-neses e brasileiros. Se por um lado, o Brasil tem firmado uma poltica de fortalecimento do mercado interno, regulado no consumo interno e no au-mento da classe mdia, por outro lado, os chineses apresentam grande cresci-mento no PIB, mas com exponencial abismo social. Um pas extremamen-

    te desigual. Voc no tem uma socie-dade classe mdia, como o Ocidente tem. Essas pessoas muito ricas so tradicionalmente ligadas ao Partido Comunista, comenta Kremer.

    Foi o que tambm percebeu Ligia Pe-reira, diretora comercial da Wintex Internacional Brasil, que comandou a Misso Empresarial da Fiep (Fede-rao das Indstrias do Paran), na maior feira do mundo, a Canton Fair, realizada em abril, em que cerca de 20 empresrios do Paran foram levados para rodadas de negcios com os chi-neses. Os ricos chineses so muito jo-vens. Quem rico muito rico, quem pobre muito pobre. A gente v essa disparidade, comenta Ligia.

    A diretora levou empresrios para-naenses do setor da construo civil, metal mecnico, confeco e eletr-

    nicos. Por l, o que ela viu que a desacelerao ainda no comentada entre os empresrios chineses. No percebi isso ainda. O que d para per-ceber que eles esto em franca ex-panso, observa.

    relao com o Brasil

    Para o Brasil, que tem a China como principal parceiro comercial na com-pra de commodities, importante que os chineses estejam com a economia saudvel. Isso porque o apetite chins na compra de produtos primrios bra-sileiros, como soja e minrios, est in-trinsecamente ligado sade da inds-tria e do setor imobilirio de seu pas.

    Paralelo a isso, o Brasil precisa encon-trar caminhos para fugir dessa depen-dncia unilateral, j que tem aumen-tado essa relao nos ltimos anos. Esse aumento no saudvel. Se voc for ver o que a China compra do Brasil, a China no compra quase nada de produtos manufaturados do Brasil, analisa o economista.

    Frente a isso, o Governo Federal j construiu uma trajetria na economia brasileira privilegiando o mercado interno e, mais recentemente, valori-zando a rea de manufaturados, com incentivos indstria e mudanas no sistema bancrio.

    Mundo

    O fato que assim como a China, o mundo todo deve desacelerar nesta d-cada. Conforme dados do Fundo Mo-netrio Internacional (FMI), a econo-mia mundial deve crescer, em mdia, at 2020, a uma taxa de 2% ao ano. Mas a China continuar a aumentar o seu poder sobre a participao do mer-cado consumidor mundial at l. O que era de 4,3% em 2010, a China passa-r a representar 8,4% da participao do mercado consumidor mundial, se-gundo projeo do professor Kremer. Agora, ficar de olho, nos prximos movimentos da economia chinesa.

    O Brasil precisa encontrar caminhos para fugir dessa

    dependncia unilateral com os chineses

  • 48 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    Ecoturismo em Guaraqueaba atrai turistas em busca de passeios em uma das regies mais preservadas do mundo

    turismo

    Terra dos Guars

    m lugar de biodiversida-de, de cultura marcante e enraizada. A cidade de Guaraqueaba, situada no

    Litoral do Paran, foi um lugar muito explorado no sculo XVI por minei-ros e aventureiros a procura de ouro. Ainda hoje, as aventuras continuam e a riqueza do lugar tem atrado turistas de vrias regies do Brasil. O tesouro que l se encontra a terra dos papagaios de cara roxa, das extintas aves guars, das onas pardas, do raro cachorro vi-nagre e um cenrio inspirador. Essa rica biodiversidade de fauna e flora est localizada no maior fragmento contnuo de Floresta Atlntica do Pas.

    Mas no s de belezas naturais que se faz Guaraqueaba. na cultura e

    Una identidade do povo local que est uma das grandes atraes do lugar. por causa desses encantos da cul-tura caiara, da gastronomia regio-nal e do lazer, que Guaraqueaba se torna uma regio com grande poten-cial turstico para o ecoturismo de base comunitria.

    Diversos roteiros so oferecidos nesses moldes. Este tipo de turismo tambm se apresenta como uma alter-nativa de incluso social e econmica aos moradores da rea de Proteo Ambiental (APA) de Guaraqueaba.

    Para organizar esse tipo de turismo na regio, foi criado em 2008 a Cooper-guar - Ecotur, com o apoio da So-ciedade de Pesquisa em Vida Selva-gem e Educao Ambiental (SPVS), que representa atualmente uma das

    principais estratgias de desenvol-vimento da comunidade no Litoral. Hoje, a Cooperativa conta com 25 microempreendedores associados, proprietrios de pousadas, restauran-tes, barqueiros, artesos, condutores e pequenos produtores rurais.

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    Bianca Nascimento - bianca@revistames.com.br

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 49

    No Paran, 33 espcies so nativas. As abelhas Jata, Mirim, Maduri, Tu-buna, Uru so algumas da regio de Guaraqueaba e que produzem mel. Elas no possuem ferro. Este ano, est prevista para ser inaugurada a Casa do Mel, a primeira do Paran, localizada na Acriapa.

    Gastronomia caiara

    A gastronomia tpica de Guaraqueaba tem como base os frutos do mar. Nos restaurantes e pousadas possvel de-gustar muito peixe, ostra, tainha e cama-ro. Muitos desses alimentos so encon-trados no famoso restaurante Palhoa do Marinho, na comunidade de Tagaaba, beira do rio de mesmo nome.

    possvel apreciar, tambm, outras iguarias, como o caf colonial caiara, na Pousada Ararib. Os produtos utili-zados vo desde geleias orgnicas, lei-te fresco, pes artesanais, bolos e bis-coitos feitos com a farinha da regio, tapioca e tortas de palmito da regio.

    Vale lembrar a famosa bebida chama-da Cataia, tambm conhecida como usque caiara ou usque da praia. Ela muito popular no Litoral Norte do Estado. Preparada base de uma erva medicinal com o mesmo nome, a Cataia curtida em cachaa. consu-mida, geralmente, pura ou com mel, o que reala seu sabor.

    Cultura regionalGuaraqueaba respira cultura. pos-svel perceber no modo de vida e no rosto da populao, que possui mis-cigenao entre ndios, colonizadores ibricos e negros. So pessoas que vi-vem de modo simples, sobrevivendo da pesca, da agricultura e da arte. esse modo de vida que atrai turistas em busca de uma nova experincia.

    Na cidade, respira-se a religiosidade. Um dos pontos de visitao a Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Per-des, primeira construo da cidade, em 1838, em estilo colonial e com paredes de pedra.

    Outra atrao a dana tpica do li-toral paranaense, o Fandango. Essa dana faz parte do folclore do Estado e apresentado para comemorar ani-versrios, casamentos e outras festas. A animao garantida. Ns quere-mos que o visitante conhea a dana, mas tambm mostramos a ele toda a cultura caiara por trs desse modo de vida dos habitantes da regio, conta o historiador e danarino, Z Muniz.

    arte caiara

    O artesanato tambm muito forte e presente na regio de Guaraqueaba. Os artesos produzem obras de arte com a matria-prima natural da re-gio, como as fibras, cascas, semen-tes, madeira e folha da bananeira.

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    A feira Arte Nossa uma das mais conhecidas da regio. O espao conta com diversos produtos, como cestas indgenas, bolsas, objetos de decora-o, tapetes entre outros. possvel encontrar, ainda, mveis, rplicas de instrumentos de Fandango, camisetas em patchwork, esculturas em pedra de sabo e objetos em bambu. Esta-mos melhorando a cada dia. Ficamos entre a pesca e o artesanato. D para vivermos em paz e sossegado, reve-la Aldo Aparecido de Souza, pesca-dor e arteso.

    Mel da regio

    Um dos locais de visitao na regio a Associao de Criadores de Abe-lhas Nativas da APA de Guaraquea-ba (Acriapa). L, a meliponicultura feita de forma responsvel com a fabricao de vrios produtos, como o mel, a cera, o prpolis, e o plen. O quilo do mel varia entre R$70 e R$120. A produo de mel vem como uma renda complementar a eles, de forma sustentvel, explica Sueli Alves dos Santos, uma das di-retoras da Cooperguar e da Acriapa.

    No caf caiara possvel encontrar geleias orgnicas,

    bolos, pes e biscoitos feitos com a farinha

    produzidos na regio

    Regio com grande potencial turstico para o ecoturismo de base

    comunitria

    Aldo Aparecido de Souza um dos artesos da feira Arte Nossa, a mais conhecida de Guaraqueaba

  • 50 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    turismo

    FarinheirosA base da alimentao da regio de Guaraqueaba a mandioca. Plantada em stios e propriedades agrcolas, ela utilizada pelos moradores de diversas maneiras. Geralmente, colhida, rala-da, prensada para drenagem e transfor-mada em farinha em grandes tachos lenha, que levam o nome de farinheiras.

    Desta farinha, so produzidas a tapio-ca, o beiju e a rosquinha de polvilho. Dona Neusa uma das produtoras na comunidade de Potinga. Conhecida por seus deliciosos quitutes, ela est satisfeita com o turismo comunitrio. Depois da cooperativa aqui na regio, estamos vendendo bem, colocando em prtica receitas de nossos avs, melho-rando a qualidade dos nossos produ-tos, aprendendo tudo isso e preservan-do a natureza, revela.

    O casal Francelino e Marisa, vizinhos de Dona Neusa, tambm trabalha com a farinha. H 30 anos chegaram Gua-raqueaba, plantando vrios tipos de alimentos, como banana e mandioca. Neste tempo, Francelino aprendeu a viver de forma ntima com a natureza, sendo um grande conhecedor dos po-deres medicinais das plantas. Estamos aprendendo a viver de forma sustent-vel, a extrair da natureza nossa fonte de renda. Hoje, vendemos produtos para todo o litoral paranaense, explica.

    Natureza conservada

    Guaraqueaba tambm encanta pelas atraes naturais e a possibilidade

    de experimentar a integrao com o meio ambiente. A rea constituda por montanhas, enseadas, baas, rios, ilhas, florestas, mangues e restingas e foi declarada Reserva Natural da Bios-fera pela Unesco (ONU) em 1999. Dentre as inmeras atividades ofere-cidas pelo ecoturismo da regio, es-to alguns esportes e aventuras como trilhas e rafting no Rio Cachoeira. O turista tambm tem a oportunidade de trocar experincias em propriedades rurais, visitar projetos de conservao ambiental, passear de barco e contem-plar a fauna e flora local.

    Uma das atraes mais procuradas so as visitas monitoradas em Unida-des de Conservao como Parque Na-cional do Superagui, Estao Ecol-gica de Guaraqueaba e as Reservas particulares do Patrimnio Natural (RPPN), que so Salto Morato (man-tida pela Fundao Grupo Boticrio), Morro da Mina e Rio Cachoeira.

    Diversas ilhas fazem parte do muni-cpio de Guaraqueaba, entre elas, a das Peas, Rasa, das Laranjeiras, do Rabelo, Povoca e do Superagi. Inte-grada ao Parque Nacional da Ilha do Superagui, as ilhas de Pinheiro e Pi-nheirinho so as casas dos papagaios--de-cara-roxa (ou chau), que usam o local como dormitrio. O visitante tem a oportunidade de conhecer as ilhas e no entardecer ou amanhecer, apreciar a revoadas dos papagaios de uma ilha para a outra. Em mdia, so trs mil papagaios embelezando o cu da regio e encantando os turistas.

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    H 30 anos em Guaraqueaba, Francelino um dos farinheiros mais conhecidos na regio

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  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 51

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  • 52 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    O Beisebol vive dias difceis no Pas; depois de ficar fora do ciclo olmpico atual e do prximo (2013/2016), dirigentes revelam as condies precrias do esporte

    Entre o taco e a bola, a cruz e a espada

    m esporte em decadncia. Poucos recursos, estrutura precria, queda drstica no nmero de praticantes,

    o Beisebol no Brasil vai de mal a pior. Essa situao se deve em grande parte por este esporte ter sido o nico retira-do dos Jogos Olmpicos de Londres, competio que ser realizada no final do prximo ms, na Inglaterra. O que poderia ser mero detalhe, o fato trou-xe uma avalanche de problemas para a continuidade do esporte no Pas.

    A sada das Olimpadas atrapalhou muito. Tnhamos uma verba adequa-da do COB [Comit Olmpico Bra-sileiro] e perdemos desde 2008. Foi cortada [a verba], lamenta o presi-dente da Confederao Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), Jorge Otsuka. O horizonte no dos me-lhores, j que o Beisebol tambm no ser visto pelos brasileiros nas Olim-padas do Rio de Janeiro, em 2016.

    Com o corte do COB e sem perspec-tivas para a situao mudar, a Confe-derao diminuiu a sua estrutura, que

    Uhoje conta somente com um funcion-rio e os demais envolvidos, incluindo o presidente, todos eles trabalham de forma voluntria. Dos cerca de R$ 400 mil por ano que recebiam do Comi-t Olmpico, via Lei Agnelo/Piva (n 10.264) de incentivo ao esporte, atual-mente no recebem nenhum recurso, a no ser a verba de inscries dos atletas e clubes nas competies nacionais e a anuidade dos federados, cerca de R$ 30 por atleta ao ano. Esporte amador assim, a gente fica merc da verba do Governo Federal. As empresas no querem apoiar, afirma Otsuka.

    nmeros

    Sem estrutura adequada, sem incenti-vos e sem visibilidade na mdia, o es-porte vai minguando. De 30 mil pra-ticantes e 120 times, no Pas, no ciclo olmpico anterior, hoje o nmero est

    em torno de 20 mil adeptos ao espor-te e cerca de 4 mil federados, em 90 times. A maioria dos melhores parou de jogar, completa o presidente.

    O esporte perdeu devido dificul-dade de conseguir patrocinadores. Quando esporte olmpico para con-seguir [verba] mais fcil, atesta Alberto Yamamoto, vice-presidente da Federao Paranaense e diretor tcnico da CBBS.

    Alberto comanda tambm o Departa-mento de Beisebol do Paran Clube, em Curitiba, que conta com cerca de

    esporte

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    Sem estrutura adequada, sem incentivos e sem

    visibilidade na mdia, o esporte vai minguando.

    Arieta Arruda - arieta@revistames.com.br

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 53

    BEisEBoLCOnHEa UM POUCO O ESPOrTE

    DUAS EQUIPESOito jogadores de posio (recep-

    tor, defensor interno e defensor externo); cinco arremessadores

    iniciais (ou starting pitcher); seis relief pitchers, incluindo um closer

    BullPenrea de aquecimento que contm:

    arremessador reserva, dois defenso-res internos reservas, dois defen-sores externos reservas, rebatedor

    substituto, ou um segundo receptor reserva, ou um stimo relief

    BASES04

    DURAO09 entradas

    PONTUAO01 corrida = 1 ponto

    EQUIPAMENTOBola (cortia, corda ou l de 142g e 25 cm), basto (formato cilndrico

    de madeira ou alumnio de at 1 kg, de 81 cm) e luva

    ESPORTE OLMPICODe 1992 a 2008

    200 atletas e j revelou vrios talen-tos do esporte. No Clube Paran mesmo, no tem tanta importncia esse esporte. Diminuiu as verbas.

    Mas o clube j viveu dias de mais glria. Revelou talentos como o pa-ranaense Alex Nakashima, que joga atualmente no Japo, um dos pases de destaque desse esporte, e descobriu, tambm, o jogador Leonardo Reginat-to, que atua nos Estados Unidos, na-o de maior potncia da modalidade.

    incio do esporte

    Alis, o Beisebol surgiu por l. Foi nos Estados Unidos, no final do s-culo XIX. Tambm foram pelas mos dos norte-americanos que a prtica foi introduzida no Brasil.

    Entretanto, o esporte atualmente so-brevive pela paixo de descendentes de japoneses que tm a caracterstica cultural de manter vivas suas tradi-es. Por causa da colnia japonesa, dificilmente vai desaparecer, mas per-de em profissionalizao e perante o pblico, relata Yamamoto.

    assim na Associao Cultural e Es-portiva de Maring (Acema), conside-rado um dos melhores clubes de Beise-bol do Pas, localizado em Maring, no Noroeste do Estado. Praticam no clube cerca de 80 atletas atualmente. Com a renovao da escola de base manti-da pelo Clube, a tradio permanece. A Acema tambm recebe recursos da

    Prefeitura de Maring, por meio de Lei de Incentivo de Esporte Amador.

    No entanto, a verba destinada so-mente para competies e parte dos treinamentos. J para compra de equi-pamentos, manuteno da sede e ajuda para atletas os recursos no existem. O Clube conta com a paixo da comu-nidade nipnica para manter o local. Cada um tem que comprar o seu taco, bola, conta Haruo Kanawa, diretor do Departamento de Beisebol do Clube Acema. Ele tambm se queixa da falta de apoio ao esporte amador no Pas. Empresa s vai patrocinar se tiver re-torno e nem futebol tem retorno, diz.

    Custos da prticaAliado a tudo isso, o esporte ainda considerado oneroso. Os custos so altos para comprar os equipamentos. So cerca de US$ 350 a luva, US$ 15 o valor da bola e mais US$ 200, que o preo do taco. Os materiais precisam ser calculados em dlar, j que so to-dos importados, pois no existe nenhu-ma empresa que fornea esses itens no Pas, revela o presidente da CBBS.

    Com este cenrio, a tristeza na fala dos dirigentes evidente. Trata-se do pesar no s pela falta de incentivos ao Beise-bol, mas por todos os esportes amado-res que exceto alguns como o vlei, o atletismo e a ginstica, que conse-guiram se destacar e ganhar mais visi-bilidade , padecem da falta da cultura esportiva e de incentivos financeiros do Pas, sejam pblicos ou privados.

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    PrXiMas CoMPETiEs

    JUNHO - 23 e 24/06XIV Campeonato Brasileiro de

    Beisebol Inter Clubes Juvenil Aber-to Fase Final

    Local: Londrina ou Maring (PR)

    JULHO - 06, 07 e 08/07XX Taa Brasil de Beisebol Inter

    Clubes InfantilLocal: Londrina (PR)

    A renovao de atletas

    pequena no Pas

  • 54 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    na vspera de alguma viagem, voc deve fazer sempre com um ms de antecedncia, recomenda o profes-sor do Senai e tecnlogo em mecni-ca, Adilson Torquato.

    Isso porque preciso ter o tempo ne-cessrio para verificar se a manuten-o foi feita de forma correta. Na manuteno podem ocorrer proble-mas, que voc vai perceber depois de dois, trs dias rodando. Se voc faz com um ms de antecedncia e ocorrer algum probleminha corri-queiro, d tempo de voc levar na oficina. No vai ficar na estrada, ter gasto com guincho, dor de cabea

    automvel

    om as frias de julho chegando, muitas pes-soas esto programando uma viagem e, talvez,

    precisem pegar estrada. Se voc um desses, essa a hora certa de pensar na famosa reviso do carro. No dei-xe para fazer manuteno preventiva

    no esquea da revisoConfira os itens do carro que precisam ser checados antes de uma viagem nestas frias de julho; para quem no vai, fique atento s dicas de manuteno

    Mariane Maio - mariane@revistames.com.br

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    Jr.

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    e atrasar sua viagem, diz. Como a maioria das pessoas roda em mdia 10 mil km por ano, o recomendado que essa reviso seja feita uma vez ao ano, de preferncia um ms antes de uma grande viagem.

    Economia

    Alm da segurana que a manuteno propicia, possvel tambm perceber uma economia no bolso. A pessoa deixa de fazer a manuteno preven-tiva para fazer a corretiva depois. uma economia burra. A manuteno preventiva muito mais benfica ao veculo que a corretiva. Voc vai gas-

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 55

    Rob

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    Dzi

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    Jr.

    uma economia burra. A manuteno preventiva muito mais benfica ao veculo que a corretiva, afirma Torquato

    rEviso

    vEJa OS PrInCIPaIS ITEnS qUE DEvEM SEr COnFErIDOS na SUa ManUTEnO. nO PErCa OS PrazOS:

    PneuPRAZO (P): Quando alcanar o ndice de desgaste (T.W.I.) OBSERVAR (O): Verificar deformaes e fazer rodzio dos pneus

    Calibragem dos PneusP: SemanalmenteO: Siga a indicada pelo fabricante. A quantidade ideal entre 28 e 30 libras

    FreiosP: No mximo a cada 10 mil kmO: Desgaste de pastilhas e discos suspensoP: A cada 10 mil kmO: Verificar amortecedor, molas

    Fludo de freioP: Substituir a cada 2 anos O: Verificar nvel

    Lquido de arrefecimentoP: Substituir a cada 80 mil km ou cada 4 anos, o que ocorrer primeiroO: Verificar nvel Direo hidrulica e leo de transmissoP: Geralmente vitalcio e s deve ser completado quando h necessidadeO: Mas recomendado a cada 60 mil km

    leo do motorP: Uma vez por ano ou a cada 10 mil kmO: Depende do leo que voc utiliza

    ExtintorP: Os novos tm uma durabilidade de 5 anos; os antigos eram de 1 anoO: Verificar prazo de validade

    Fonte: adilson Torquato

    tar menos e seu veculo vai ter uma durabilidade, uma vida til muito maior, explica Torquato. Para exem-plificar, ele diz ainda que em uma manuteno no motor, com limpeza no sistema de ar, de lubrificao, de arrefecimento, voc gasta em torno de R$500. Mas se no fizer essas ma-nutenes, vai prejudicar o motor e gastar em torno de R$5 mil reais.

    O maior gasto tambm pode ocorrer no dia a dia, como por exemplo, com a falta da substituio do filtro de ar a cada 10 mil km. Vai obstruindo os poros do papel devido sujeira e, nesse caso, o consumo de combust-vel pode se elevar em at 20%, por-que o carro teria de admitir uma de-terminada quantidade de ar, mas no est, diz.

    onde levar

    Ao realizar a manuteno muito importante escolher uma concessio-nria ou oficina de confiana e que trabalhe com bons produtos. No pri-meiro caso, geralmente o servio garantido, mas os preos da mo de obra so mais altos, quase o dobro de uma oficina. No precisa ser s em concessionria. Hoje, tem muitas oficinas bem montadas, que so de confiana e com um custo bem me-nor que o da concessionria, garan-te Torquato.

    No caso de uma pessoa que no en-tende de mecnica e opte por uma ofi-cina comum, a dica do professor pe-dir referncias. Quem no conhece, vai ter de ir por indicaes de amigos. Grande parte dos clientes de uma ofi-cina recomendada por pessoas que j frequentam. Procure pesquisar por pessoas que j fizeram o servio.

    O recomendado que a reviso seja feita uma vez ao ano para quem roda

    10 mil km

  • 56 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    Biodiversidade brasileira inspira indstria de perfumes no Pas na criao de novas fragrncias, adequadas ao gosto brasileiro

    indstria de perfumaria e cosmticos brasileira vem se destacando na produ-o de novos aromas e

    perfumes com a cara do Brasil. Uti-lizando a biodiversidade natural que extensa, hoje, os brasileiros passaram a ter uma identidade olfativa.

    Atualmente, esto em alta perfumes frutados, como rom, lichia, cupuau, pitanga, tangerina e jabuticaba. Estes aromas, com marcante brasilidade, esto sendo cada vez mais aceitos en-tre os brasileiros e tambm tm des-pertado o interesse fora do Pas.

    A Amaznia um dos parasos para as empresas de perfumaria alcanarem esses aromas. O livro Brasilessncia: a cultura do perfume, da autora espe-

    aBianca Nascimento - bianca@revistames.com.br

    local, como cacau, castanha, capim limo, cumaru e mate verde, den-tre outros. A Natura hoje tem alma brasileira, pois seus produtos so ins-pirados no Brasil e nos brasileiros, porm so feitos para serem usados e apreciados pelo mundo inteiro, diz Vernica Kato, perfumista da Natura. O que fazemos hoje a partir de nos-sa cultura, nosso jeito de ser, nossas crenas, mas estamos sempre conec-tados com o que h de mais inovador e mais vanguardista no mundo.

    Uma pesquisa feita pela empresa ou-viu cerca de 1.200 homens e mulheres consumidores nacionais. O objetivo era descobrir o que ambos os sexos buscam em um perfume. Para os ho-mens, em primeiro lugar, est atrao e a conquista, seguido de status e ex-pertise da marca. As fragrncias mais procuradas por eles so as amadeira-das frescas, ctricas, aromticas e de especiarias. J as mulheres brasileiras, preferem os florais, porm com um

    cialista em perfumes Renata Ashcar, conta essa histria rica de cheiros des-de o Egito at a Amaznia, mostran-do, tambm, vrios aspectos culturais no Brasil relacionados ao perfume.

    Em sua obra, Renata aponta a regio Norte do Pas como sendo extrema-mente rica nessa biodiversidade na-tural. Uma mina de cheiros ainda pouco explorada. Muitos destes ingredientes, h pouco mais de 10 anos passaram a ser explorados pela indstria de perfumaria e cosmti-cos, lembra. Felizmente, importan-tes empresas da rea tm ajudado o Brasil, inclusive a criar sua prpria identidade olfativa.

    isso o que tem feito a rede de cos-mticos e perfumaria Natura, que uti-liza a biodiversidade da botnica bra-sileira com produtos que valorizam o

    Cheiro de brasilidade

    moda&beleza

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 57

    olfativa para aumentar a hidratao da pele e a sua capacidade de reten-o. Peles normais fixam os perfumes de maneira ideal durante horas.

    Nas peles claras, a fragrncia perma-nece por menos tempo, por isso, so indicados aromas marcantes, como os florais mais densos, amadeirados ou orientais. A pele morena adere me-lhor o perfume. aconselhvel inves-tir nos bem suaves, como os ctricos, ou os florais mais leves.

    apaixonadas por perfumes

    Ana Flvia Felipe uma dessas. Re-presentante comercial e amante de perfumes, ela no adepta ainda aos aromas brasileiros. Sempre que pode, Ana compra perfumes importados. Gosto dos amadeirados. A impres-so que tenho que eles do mais ati-tude, revela Ana. Curitiba uma ci-dade mais fria, ento, perfumes mais doces caem bem. Ela uma das que usa perfume como acessrio e sem-pre que pode, carrega no carro ou na bolsa para retocar. uma forma de vaidade tambm, assim como as ma-quiagens, completa.

    toque amadeirado, com especiarias e outros ingredientes que trazem mais fora e persistncia aos perfumes.

    Fixao dos perfumes

    Mas ainda comum os consumidores brasileiros acharem os perfumes im-portados melhores que os nacionais. Essa questo, entre outros fatores, est intimamente relacionada fixao dos perfumes. Na Europa, por exemplo, os perfumes so feitos em pases de clima frio e, por isso, so mais adocicados, gourmand e amadeirados, sendo mais densas e volteis e, por isso, ficam mais tempo na pele depois da aplica-o. Os perfumes nacionais so mais frescos, adaptando-se ao nosso clima tropical, assim, quando aplicados na pele, evaporam mais rpido.

    Outra variante que influencia na du-rao das fragrncias o tipo de pro-duto. Perfume, eau de parfum, eau de toilette, desodorante colnia, essn-cia e guas tm concentrao de fra-grncias diferentes, pois os objetivos de uso so diferentes. Um perfume mais concentrado, enquanto uma gua o que tem menor concentra-o, ou seja, dura menos na pele.

    Para melhorar sua eficcia e tempo de durao preciso saber onde aplicar. A dermatologista Carolina Ferolla indica aplicar o perfume nas regies onde circulam o sangue. Essas re-gies possuem muito calor e difun-dem melhor a fragrncia. comum usar atrs da orelha, pescoo, punhos e atrs da perna, explica. Alm dis-so, recomendado se passar na roupa ou no cabelo, que deixam o produto fixado por mais tempo.

    Peles oleosas, por exemplo, fixam melhor o perfume e o deixa mais in-tenso. Para este tipo de pele, prefe-rvel os tipos eau toalete ou at mes-mo as verses summer sem lcool. Para peles secas, mais difcil manter o aroma. Vale usar um hidratante da mesma marca ou da mesma famlia

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    CoM QUE PErFUME EU voU?SaIBa COMO ESCOLHEr O MELHOr PErFUME:

    no FrioNo inverno ou em lugares frios, a pedida sempre o perfume adoci-cado, amadeirado ou gourmand, principalmente, para as mulheres. Essas fragrncias tornam-se mais sensuais, envolventes e acolhedo-ras nessa estao. Alm disso, aro-mas como de canela, noz moscada, sndalos e musk tambm combi-nam bem no clima friozinho.

    no CaLorAs fragrncias mais frescas e leves, com notas ctricas, florais frutadas e caminho de ervas costumam ser mais adequadas para o calor. As guas de banho, por exemplo, so uma boa opo, pois podem ser usadas em abundncia e reaplica-das durante o dia, prolongando a sensao do ps-banho.

    DUranTE o DiaAs colnias base de ervas aro-mticas, como lavanda ou alecrim, ou ainda as ctricas com laranja, bergamota ou limo, so leves e su-aves, evaporando mais rpido. Vale a pena tambm apostar nas fragrn-cias que combinam flores e frutas.

    noiTESe a ideia que o perfume dure muitas horas, as melhores fragrn-cias so aquelas elaboradas com ingredientes mais densos, como madeiras, resinas, flores nobres e tambm as opes gourmand com notas de frutas adocicadas, choco-late ou baunilha. Como a fixao maior, a evaporao mais lenta.

    EM UMa FEsTaSe a ideia conquistar algum, os melhores cheiros so os mais densos, com ingredientes orien-tais, especiarias, musk ou mbar. Mas cuidado com a dosagem: esses cheiros podem se tornar enjoativos demais.

    Ana Flvia Felipe representante comercial: no se dia a dia, adora usar perfumes mais marcantes como os doces e amadeirados

  • 58 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    rECEiTa Da CHEf ManU BUFFara

    Uma pitada de amorTrs chefs de Curitiba do dicas de receitas para preparar neste inverno e surpreender seu amor no ms dos apaixonados

    culinria&gastronomia

    m Curitiba, nesta poca mais fria, o clima de ro-mance fica mais quente, principalmente, no ms dos namorados. comum os casais sarem para jantar para comemorar a data. Mas que tal surpre-

    ender e criar um clima diferente este ano?

    Como sugesto, a Revista MS te ajuda com a indicao de receitas de trs chefs de cozinha de Curitiba, que abriram as portas de suas casas e revelaram receitas que fariam para seu amor. Aproveite voc tambm para impressionar! Seja marido, esposa, namorada(o), pretendente, no importa, so dicas e receitas para voc acertar no ponto. Os chefs Manu Buffara, Maurcio Pereira e Marcelo Amaral do pitadas es-peciais, desde as receitas mais leves at as mais afrodisacas.

    EBianca Nascimento - bianca@revistames.com.br

    Ingredientes:800g carr de cordeiro100g inhame100g car100g batata doce100g batata rosenthal100g batata salsa75g manteiga75g creme de leite fresco100 ml leite1 kg beterrabaFolha de cenoura

    Manu Buffara trabalhou em alguns principais restaurantes da Itlia como Ristorante Gualtiero Marchesi, Ristorante da Vittorio e Ristorante Guido. Em sua trajetria profissional, j recebeu diversos prmios, o ltimo foi eleita Chef Revelao, do Guia Quatro Rodas Brasil 2012. Recentemente, ela foi indicada ao Prmio Melhores do Ano Prazeres da Mesa/Tramontina 2012, na categoria Chef Revelao.

    Carr de Cordeiro com espuma de razes os homens gostam de carnesO homem se d bem cozinhando carne. Para ele, sempre um desafio. As mulheres j preferem cozinhar frutos do mar. O cordeiro uma tima es-colha para ocasies especiais de gastronomia alta e sofisticada. Uma carne de caa sempre diferente. um prato bacana, quentinho, timo para o inverno. Eu j fiz para meu noivo e ele adorou.

    Modo de Preparo:Sele todos os lados do carr em uma frigi-deira. Reserve.

    Creme de razesCozinhe as razes (inhame, car, batata doce, batata rosenthal e batata salsa) sepa-radas at que estejam ligeiramente moles e passe no espremedor. Em uma tigela, coloque a manteiga e o leite. Adicione as razes e mexa at que esteja na consistn-cia de um pur. Em seguida, v adicio-nando o creme de leite. Bata tudo em um liquidificador. Corrija o sal e reserve.

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    possvel apreciar a boa gastro-nomia, com diversos pratos ex-clusivos e poder fazer isso em um cenrio especial? Sim! Essa a proposta do Festival Sabores do Lito-ral, que est em sua segunda edio. O evento gastronmico ser realizado durante todo o ms de junho em sete cidades do Litoral paranaense. So pratos que resgatam a gastronomia lo-cal, valorizam a tradio caiara, com um toque de sabor e requinte dos chefs da regio. So pratos que levam peixes nos mais variados preparos, frutos do mar e ingredientes bem locais.

    Esto participando do Festival 27 es-tabelecimentos espalhados por Anto-nina, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranagu, Pontal do Paran e Ilha do Mel. Os valores estaro com 20% de desconto dos preos habituais. Assim, os pratos variam de R$ 24 a R$ 101 e sero servidos no almoo e jantar, de-pendendo da disponibilidade de cada estabelecimento. A iniciativa da Con-cessionria Ecovia, em parceria com a Agncia de Desenvolvimento Sus-tentvel do Litoral do Paran (Adetur Litoral), com o objetivo de alavancar o turismo fora de temporada no Litoral. Na primeira edio, realizada em outu-bro do ano passado, o Festival comer-cializou cerca de 1700 pratos.

    fRuTOS DO nOSSO mAR

    sErvioFESTIvaL SaBOrES DO LITOraLDATA: 01/06 a 30/06 HORRIO: Almoo e jantar PREO: de R$ 24 a R$ 101LOCAL: 27 restaurantes em 7 cidades do Litoral

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    Molho de suco de beterrabaPasse as beterrabas em um pro-cessador. Coe o suco e reduza pela metade em uma frigideira no fogo mdio. Acerte o sal.

    Tuille 250g de farinha de trigo especial1 gema30 ml de azeite de oliva60 ml de guasal a gostoModo de Preparo:Disponha as farinhas j misturadas numa superfcie plana e faa um orifcio no meio. Adicione a gema, a gua e o sal. Misture a massa com as mos at ficar lisa. Trabalhe a massa num cilindro e corte em tiras finas. Enrole-as em palitos de

    madeira em formato de espiral e leve ao forno por cerca de 30 minu-tos a 160C ou at ficar crocante.

    Montagem do pratoFatie o carr e finalize os la-dos numa grelha ou frigideira. Disponha o creme de razes no prato. Coloque o carr fatiado em cima do molho. Coloque o suco de beterraba por cima do carr. Decore com uma folha de cenoura, banhada numa vinagrete simples e com a tuille.

    Dica da chef: Uma bebida que acompanha muito bem este prato um bom vinho tinto. A apresentao do carr deve ser individual. Uma sobremesa que poderia acompanhar esse prato um sorvete com petit gateau.

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    rECEiTa Do CHEf MarCELo aMaraL

    Marcelo Amaral um amante da gastronomia oriental. Ele j viajou pases orientais para estudar sabores e combinaes. Em suas receitas, sempre usa especiarias, aromas, sabores contrastantes. Seu restaurante, Lagundri, que tem razes Tailandesas j foi indicado duas vezes e ganhou outras duas o Prmio de Melhor Oriental, pela Revista Gula - Veja Curitiba.

    rECEiTa Do CHEf MaUrCio PErEira

    Ingredientes 150g de fil de pes-cada (por pessoa)

    Pimenta e sal a gosto para temperar o peixe

    Legumes selecio-nados couve flor, cenoura e vagem torta

    Molho shoyo de me-lhor qualidade, a gosto

    Arroz a gostoPara preparar a receita no vapor, voc vai precisar de uma panela WOK e cestas de bambu

    O chef Maurcio Pereira cresceu em meio ao ambiente gastronmico. Maurcio arquiteto e msico e, por isso, trabalhou viajando pelo Pas. Aproveitou este momento para conhecer mais da cultura gastronmica de cada regio. Em Curitiba, trabalhou ao lado de chefs renomados como Celso Freire, no Restaurante Boulevard. Atualmente, presta consultoria para desenvolvimento de projetos gastronmicos aliando arquitetura gastronomia.

    Pescada com legumes ao vaporos peixes no ficam de fora no invernoAo contrrio do que muita gente pensa, nesta poca que encontramos os pescados mais interessantes e onde os peixes esto mais saborosos. um prato mais leve e prtico. Voc no vai precisar de muitos preparos e incmodo. O que importa muito tambm o ritual e em como voc vai apresentar o prato.

    Modo de Preparo:Tempere o peixe com o sal e pimenta. Coloque em um prato e adicione os legumes ainda crus. Coloque o prato dentro da cesta de bambu. Na panela Wok, coloque cerca de trs copos de gua. Quando atingir o ponto de fervura, coloque o cesto com o prato. Se preferir, pode forrar a cesta com papel alumnio. Tampe a cesta e deixe por aproximadamente 12 minutos. Assim que os ingredientes cozinharem, acrescente molho shoyo. Coloque a panela na mesa e juntos, apreciem o prato.

    Dica do chef: A Wok e a cesta de bambu facilmente encontrada em lojas de produtos orientais no mercado municipal. Uma dica de bebida um saqu quente. O bacana comprar os copos especializados para isso. Eu apostaria em velas na mesa para a apresentao deste jantar.

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    Ingredientes1 colher bem rasa de curry vermelho 4 colheres de sopa de leo vegetal

    400g de jaca (a jaca pode ser substituda por manga, banana ou outra fruta tropical)

    800g de camaro VG (tamanho grande)

    800 ml de leite de cocoCoentro ou manje-rico a gosto

    Sal a gosto

    Curry vermelho de camaro com jaca uma receita para esquentar a noite uma receita que remete fartura e pode ser levada para o lado tropical ou oriental. Esse prato tem muitas especiarias como a pimenta do curry. A jaca o torna extico por ser uma fruta que muitos ouviram falar, mas poucos provaram. Sou casado e tenho dois filhos, conquistei minha mulher atravs destes sabores agridoces. Ento funcionou, n?

    Modo de Preparo:Frite o curry no leo durante vinte minutos sempre mexen-do, em fogo mdio. Quando a pasta comear a reduzir e ameaar grudar, v adicionando o leite de coco aos poucos. Assim que esta mistura ameaar ferver, jogue os pedaos da fruta. Quando a fruta dissolver ao leite que deve ficar com aspecto mais cremoso, coloque os camares ainda crus. Cozinhe-os por cerca de vinte minutos. Acrescente coentro ou manjerico. Adicione aos poucos sal at ajustar o sabor com o doce da fruta. Raspe um pouco de casca de limo em cima para dar um toque ctrico ao prato.

    Dica do chef:Uma opo servir este prato em cumbucas artesanais junto com a fruta utilizada, para que a pessoa sinta o sabor e a inteno da receita. Outra dica usar uma imagem da Tailndia, um lugar que transcende erotismo. Sirva com vinhos regionais, verde ou rose ou um espumante Brut.

  • REVISTA MS | JUNHO DE 2012 | 61

    PATROCNIO MASTER PATROCNIO NACIONAL

    PATROCNIO LOCAL APOIO INSTITUCIONALAPOIO LOCAL

    AGENDE-SE

    Para sua 19 edio, Casa Cor Paran volta a focar o Centro da Cidade, desvenda os mistrios de suas ruas e seleciona a CASA CULTURAL UNIO JUVENTUS, localizada na Alameda Dr. Carlos de Carvalho no Quadriltero da Decorao da capital paranaense.

    1.700 m2 de rea construda, em 47 ambientes, contemplando reas residenciais, corporativas, infantis e espaos de gastronomia e lazer.

    De 1 de junho a 11 de julho de 2012

    Al. Dr. Carlos de Carvalho, 389 Centro Curitiba/PRContatos comerciais: info@casacorparana.com.br / 41 3029.6956

  • 62 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    cultura&lazer

    Paixo dos adultos, as miniaturas esto muito mais para a arte do que para uma mera brincadeira

    arte de (re)criar a realidade

    ontar uma cidade, re-produzir um avio em escala menor, construir um prdio de maquete.

    O modelismo ou as famosas minia-turas podem parecer coisa de crian-a, mas os criadores da realidade em escala reduzida levam esta arte muito a srio. Alm de estudo e pesquisa, para se conseguir chegar ao resultado desejado so meses, em alguns casos anos, de trabalho artesanal.

    O hobby, ou paixo para muitos, re-almente coisa de adulto, confirma o proprietrio da Passatempo Hobbies e Modelismo, Celso Navarro. Em um universo de 4 mil clientes, cerca de 100 so menores de 18 anos. Quando falamos de mulher, o nmero ainda menor, mas elas esto comeando a se encantar pelo modelismo. Outro nmero crescente o de pessoas entre 30, 40 anos que quando crianas no tinham interesse e agora podem com-prar as peas e sustentar o hobby.

    Para (re)criar uma realidade minu-ciosamente, as tcnicas so as mais variadas e so usados diferentes tipos de materiais para reproduzir algum cenrio. Pode-se usar, por exemplo, uma bomba de chimarro para simu-lar um duto de uma serralheria, como fez o administrador Jos Balan. Es-

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    Roberto Dziura Jr.

    Roberto Dziura Jr. - roberto@revistames.com.br

    As ferroviais foram deixadas para um segundo plano, e a maquete resgata a sua importncia, diz Balan

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    tou sempre circulando em lojas de 1,99 olhando se h algo que possa se encaixar na maquete que estou tra-balhando. Ele j perdeu a conta de quantas noites ficou sem dormir para solucionar um problema de sua obra de arte.

    Atualmente, Balan trabalha na ma-quete da siderrgica Valene, que pretende resgatar os anos 1940 da si-derurgia estadunidense. Alis, essa uma das funes das maquetes, alm de obras de arte e o prazer de quem as produz, servem para reconstituir his-toricamente algo.

    Foi o caso de uma de suas obras, a Ci-dade Ferroviria, que levou mais de dois anos e meio para ser apresentada e pode ser vista no saguo da empre-sa Serra Verde Express, localizada na Rodoferroviria de Curitiba. Sobre esta maquete que reconstitui a estrada Litorina, Balan explica ter trabalhado em harmonia cromtica. Isso no foi por acaso, s foi possvel com muita informao tcnica e artstica. Uma coisa que se aprende no modelismo que uma maquete como a Cidade Fer-roviria nunca est 100% concluda.

    regras e escalas

    A nica regra dessa arte deixar tudo dentro da mesma escala. No se ad-mite que qualquer coisa esteja fora de um tamanho padro. Chego ao ponto de sair na rua para saber exatamente o tamanho de uma placa, por exemplo. Devido informao subjetiva, caso algo, por menor que seja, esteja fora da escala, mesmo sem saber, senti-mos um desconforto com a obra, explica Balan.

    Dentro do modelismo podem ser adotadas diferentes escalas. No mi-litaria (segmentada na rea militar), utilizada 1/32 (cada centmetro da maquete equivale a 32 centmetros do tamanho real). No ferromodelismo (trem) a mais utilizada a H.O. que 1/87 ou a N 1/160. Em cada moda-

    O desafio da maquete representar com fidelizao o tamanho real, observa Mazon

    lidade como nautimodelismo, aero-modelismo ou plastimodelismo uti-lizada uma determinada escala. Isso vem dos gregos, a tal da proporo urea. Dizem que psicologicamente essas escalas do uma sensao de medida mais agradvel, explica o arquiteto, designer e empresrio do ramo de maquetes, Geraldo Mazon.

    Comercial

    Quando as maquetes so para a arqui-tetura, o processo o inverso. Elas servem para projetar o que ser o empreendimento imobilirio. Como produto de venda tem um valor agre-gado muito grande, pois passa a no-

    o exata, antecipa o futuro e desper-ta o sonho, conta Mazon.

    Para fazer este tipo de maquete so usa-das, em geral, placas de MDF e nada pode ficar fora dos padres reais de que o empreendimento ser construdo. No meu caso, s terceirizo o corte a la-ser das placas e compro as figuras (pes-soas em miniaturas) e carrinhos, todo o resto manual, artesanal. O tempo m-dio para uma maquete ficar pronta de 25 dias com cinco pessoas trabalhando nela oito horas por dia. Uma das difi-culdades representar com fidelidade, e tem que usar os materiais de revesti-mentos, as cores exatas e as texturas, finaliza Mazon.

  • 64 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    EconomiaAutor: Marcio Pochmann

    Editora: Boitempo

    Arieta Arruda - arieta@revistames.com.brdicas do ms

    nova classe mdia?Depois de muito se falar sobre o fenmeno da Nova Classe Mdia brasileira, o presidente do Instituto de Pesquisa Eco-nmica Aplicada (Ipea), o economista Marcio Pochmann, resolveu colocar algumas verdades prova. O autor se nega a aceitar, por exemplo, o conceito de uma nova classe no Pas. Para ele, o fato de mais pessoas aumentarem seu poder de consumo no as caracteriza como pertencendo a uma nova classe social. Outras teses na contramo das ideias da maior parte dos especialistas fazem do livro um interessante exerccio de anlise social e econmica.

    Vozes do Paran (vol.04)O jornalista Aroldo Mur lanou, no ms passado, o 4 volume do projeto Vozes do Paran. Esta edio traz 19 per-sonalidades que constroem a histria paranaense. O registro vasto, so 400 pginas e mais 500 imagens que retratam parte das memrias dos paranaenses que se destacaram no Estado. Alguns nomes que integram o livro so: Edson Luiz Campagnolo, Francisco Simeo Neto, Mauricio Schulman, Ney Joe de Freitas, Regina Casillo e Rosicler Hauagge do Prado. O projeto teve incio em 2008 e deve continuar resgatando as experincias de mais figuras paranaenses.

    recursos HumanosAutores:

    Maria do Carmo Schmidt / Pedro Monir Rodermel /

    Adriano StadlerEditora: IBPEX

    Desenvolvimento Gerencial, Estratgia e CompetitividadeNesta obra, os autores da rea de Recursos Humanos propem estratgias para uma boa gesto no mundo dos negcios. Para isso, vale destacar algumas caractersticas que os autores enumeram como sendo de suma impor-tncia para obter sucesso nessa rea: autoconhecimento, comunicao clara e liderana, alm de planejamento e habilidade para lidar com as diferenas. No apenas volta-da a gestores, a obra levanta questes importantes para o desenvolvimento do profissional no mercado de trabalho.

    Colcha de retalhosO jovem autor curitibano Rodrigo Domit traz, nesta obra, uma poro de contos instigantes e de fcil leitura. Assim como o nome indica, o texto um apa-nhado de retalhos que conquistam o leitor e tem cha-mado a ateno tambm de crticos. Por isso, a obra j recebeu o Prmio Utopia de Literatura, em Braslia, e foi finalista do Prmio Nacional Sesc de Literatura. So 73 textos curtos que tambm produzem prosas poticas e crnicas em ritmos e temas heterogneos. O universo alinhavado da sociedade contempornea e de suas inconstncias.

    Memrias Autor: Aroldo Mur Gomes HaygertEditora: Esplendor

    ContosAutor: Rodrigo DomitEditora: utopia

  • 29 DE JUNHONOS CINEMAS

    Pop/rockJota Quest Gravadora: Sony Music

    Folia & CaosDepois de completar 15 anos na estrada, colecionar 12 lbuns e vender mais de cinco milhes de cpias, a banda mineira Jota Quest chega com gs total e j tra-balha em nova msica. A cano Mais perto de mim est nas rdios como novo single da trupe. O recm-lanado lbum traz outras inditas como Beijos no Escu-ro e Tudo est parado, mas tambm resgata alguns sucessos. A banda convidou artistas consagrados e outros novatos para participar dessa brincadeira musical. So cantores como Maria Gad, Seu Jorge, Erasmo Carlos e Ney Matogrosso.

    Klezmer Oy DivisionGravadora: Auris Media

    The Unternationale: The First UnternationalVoc j ouviu a msica em estilo klezmer? um interessante e animado ritmo mu-sical da cultura judaica. Nascida no Leste Europeu, a sonoridade chamou a ateno no ms passado com a apresentao da banda israelense Oy Division, no Brasil. As canes bem peculiares so embaladas com uma levada forte de instrumentos de corda e acordeo. No se espante se seu ouvido no conseguir acompanhar tama-nha rapidez nos dedilhados dos instrumentos, o ritmo forte e envolvente. Muitas msicas so instrumentais, com bastante experimentalismo.

    rockRita lee Gravadora: Biscoito Fino

    Reza Quem pensou que Rita Lee estava fora do cenrio musical brasileiro, se enganou. Aps 9 anos com preguia de produzir novidades, a lendria Rita Lee voltou com frescor juvenil e com a irreverncia que lhe peculiar. Trabalha agora no novo lbum Reza, para exorcizar seu jejum. O CD possui 14 inditas canes crists, pags, porraloucas, mundanas, nirvnicas, macumbinha caseira, coisa de benzedeira. Tudo gravado na garagem de casa, very rockn roll, como anuncia a prpria ovelha negra do rock nacional.

    MPBRoberto Carlos Gravadora: Sony Music e Globo Marcas

    roberto Carlos em jerusalmEssa para a legio de fs do Rei Roberto Carlos. Tem trabalho novo no ar. Em comemorao aos 50 anos de carreira, foi realizado um show memorvel em Jeru-salm, no ano passado. O resultado dessa apresentao est registrado em um CD e DVD, lanado recentemente para coroar a data. As canes, que j embalaram os ouvidos das mais diferentes idades, como Emoes, Como vai voc e Deta-lhes integram o repertrio de 22 msicas, em um CD duplo. Quem quiser ouvir algumas canes na web poder fazer download no iTunes.

    Arieta Arruda - arieta@revistames.com.brdicas do ms

  • 66 | REVISTA MS | JUNHO DE 2012

    opinioCiro Expedito ScheraiberProcurador de Justia, Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justia de Defesa do Consumidor do Paran

    so muito conhecidos os malefcios que a ingesto de bebida alcolica causa no organismo. E os efeitos so imprevisveis. Em geral, efeitos negativos, j que a bebida faz com que a pessoa diminua o controle de seus prprios atos. Por essa razo, o consumo de lcool

    aliado prtica de esportes parece ser impertinente.

    Nos estdios, em especial no futebol, agravou-se o quadro de insegurana daqueles que comparecem na condio de torce-dores. Em grande parte, devido ao comrcio livre de bebidas alcolicas, pessoas descomprometidas com o ato nico de apoiar a sua equipe, pem-se a ingerir bebidas com lcool. O comportamento descontrolado de torcedores que se lanam prtica de violncia moral e fsica, ou de atos tumultuosos, causado pelo estado de embriaguez.

    A situao atingiu um ponto que as autoridades pblicas foram compelidas a adotar medidas necessrias de con-trole. Uma das primeiras foi a proibio da comercializao e consumo de bebida alcolica dentro dos estdios de futebol. Para garantir a segurana do frequentador da praa desportiva, algumas medidas foram tomadas, como a exigncia de laudos de engenharia, entre outras, medidas jurdicas e administrativas tambm foram necessrias, tais como a instalao de delegacias de polcia dentro dos estdios nos dias de eventos e de juizados espe-ciais criminais.

    A vedao da comercializao do consumo de bebidas alco-licas nos estdios mediante acordos com os clubes, torcidas e outros envolvidos, levou sensvel diminuio das prti-cas criminosas nos estdios durante os eventos desportivos. Dados estatsticos revelam a diminuio na ordem de 70% das prticas delituosas, das mais diversas dentro dos estdios, com os tumultos sendo contidos. Os torcedores mirins vol-taram a frequentar os estdios, encorajados pelos pais que deixavam de comparecer com receio de levar seus filhos e de sofrer as consequncias de atos reprovveis.

    A grande maioria da populao que aprecia o desporto, princi-palmente o futebol, aplaudiu a iniciativa que chegou a ser con-cretizada no regulamento geral das competies da CBF, para os campeonatos nacionais, e tambm no estatuto do torcedor.

    Tudo evolua naturalmente, at que o governo, num descom-promisso tico e desdenhoso da soberania nacional, no af de sediar a Copa do Mundo, comprometeu-se, revelia dos demais poderes constitudos, em aceitar regras divorciadas da correta evoluo da segurana das prticas desportivas, ceden-do a propsitos comercialescos de patrocinadores do evento.

    O brilho do desporto, que passa uma mensagem de culto sade fsica e mental, ao incentivo de sua prtica, restou ofus-cado, pois no se cr que aquele que esteja sentado numa ar-quibancada assistindo a um espetculo, no seja contaminado com a atitude descomedida do seu vizinho consumindo lco-ol e se comportando de forma deseducada e descontrolada.

    E pela voluptuosidade dos interesses polticos, a maioria do Congresso Nacional aprovou recentemente a Lei Geral da Copa, que dentre mui-

    tas excepcionalidades ao sistema democrtico e jurdico do Pas, cedeu s imposies da entidade de organizao do futebol internacional, fechando os olhos para os interesses maiores da populao nacional. So conhecidos os elevados ndices de morte, invalidez e leso daqueles que so vtimas do consumo de bebidas alcolicas. Nem por isso restaram sensveis aos esforos que se vm empreendendo para coibir o consumo irresponsvel.

    Mas a Copa do Mundo de futebol passageira. A prtica do esporte livre dos interesses comerciais de muitos dos orga-nizadores e administradores ainda a mais pura escolha do povo brasileiro. E as conquistas nesse campo, duramente gal-gadas, no sero perdidas porque no que depender das insti-tuies comprometidas com o bem-estar social, h de se fazer com que esse atrapalho no comprometa o que de interesse do verdadeiro torcedor.

    jBebidas alcolicas no Esporte

    mas a Copa do mundo de futebol passageira

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  • Exercite sua opinio.

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