Revista MBA Maio 2016 021

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    31-Jul-2016

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Revista MBA, a Revista dos brasileiros na Nova Zelndia

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  • Numa poca onde uma menina adolescente afeg (Malala Yousafzai) ganha o Nobel da paz pela sua luta a favor da educao de outras jovens como ela, onde o movimento Lean In, da COO do facebook Sheryl Sandberg moEva mulheres a assumirem riscos e se lanarem em busca de seus objeEvos sem medo e onde, possivelmente, a maior potncia econmica mundial pode eleger sua primeira presidenta (Hillary Clinton), impossvel no observar uma mudana nos caminhos pelos quais vemos as mulheres na nossa sociedade. Nesse quase um ano de Revista MBA percebi que inegvel a parEcipao e envolvimento de algumas mulheres incrveis na comunidade brasileira da Nova Zelndia. Nesses lEmos meses Eve o privilgio de ter conhecido mulheres inteligentes, ambiciosas, corajosas, cheias de personalidade e com muita sede de contribuir em prol de uma sociedade mais justa. Por isso esse ms a revista dedicada a ns, mulheres. A matria mais importante dessa edio, , sem dvidas, o arEgo sobre Violncia DomsEca. As quatro brasileiras que generosamente comparElharam suas histrias com a gente esperam que seus caminhos no se repitam e que outras mulheres saibam o que fazer, o quanto antes, para sarem de relaes abusivas. Nossa colunista Camila Nassif escreveu sobre a sade Xsica e mental da mulher e da necessidade de se colocar em primeiro lugar, e com um texto cheio de personalidade e empolgao, Isabelle Mesquita fala do poder de ser voc mesma e no cair nos padres impostos pela sociedade. Seja livre! Na nossa capa, quatro dos cabeleireiros brasileiros que mais badalam as madeixas das mulheres na Nova Zelndia, Amanda, Caroline, Daniel e Gisele dividem com a gente a sua trajetria trabalhando aqui, suas diculdades e o que trend para o resto do ano. Ainda temos uma coluna nova, com Luiza Veras, Erando todas as suas dvidas sobre impostos e contabilidade na NZ, e Rosana Melo escreve um arEgo completo, bem-feito, claro e simples de entender sobre os Diplomas neozelandeses (mais ou menos o nosso curso tcnico brasileiro) e como esse curso pode ser seu pontap inicial no processo de imigrao Nova Zelndia. Duda Hawaii, um dos nossos fotgrafos colaboradores, escreveu um texto empolgante sobre a sua travessia do Tongariro, uma das caminhadas mais bonitas do mundo (com fotos espetaculares) e Peterson Fabricio, nosso agente de imigrao de planto, fala do visto de trabalho aberto dado aos que se formam por aqui. Tem informao para todos os gostos. Se divirtam! Cristiane Diogo

    MBA Maio Edio 10

    N4/2015

    WWW.REVISTAMBA.CO.NZ

    Editorial

    EDIO CrisEane Diogo

    DIAGRAMAO CrisEane Diogo

    COLUNAS

    Peterson Fabricio Camila Nassif Luiza Veras Duda Hawaii

    FOTOGRAFIA Rafael Bonado Duda Hawaii

    CAPA

    Monique Derbyshire

    PARA ANUNCIAR revista.mba.markeEng@gmail.com

    COLABORADORES Abril 2015

    Mauricio Pimenta

    AGRADECIMENTO Abril 2015 Amanda Cabral, Caroline Nihomatsu, Daniel Cunha, Giselle Chaves, Lena Nascimento, Regina Santos, Patricia

    Dalcuque, Claudia Kikuchi, Luiza Veras, Rosana Melo, Isabelle Mesquita,

    Rita Oliver.

    A Revista MBA uma publicao independente com a finalidade de informar a comunidade brasileira da Nova Zelndia e dilvulgar produtos e servioes que sejam do interesse dessa comunidade. A verso online desta publicao gratuita. proibida qualquer reproduo impressa ou digital, cpia do contedo, matrias, anncios ou elementos visuais, bem como do projeto grfico apresentados na Revista MBA com base na LEI DE DIREITOS AUTORAIS N 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998, com respaldo internacional.

    MAI

    O 2

    016

    Num momento extremamente turbulento para a sociedade brasileira, os brasileiros na Nova Zelndia acompanham com aten-o o desenrolar do afastamento da presidente Dilma e a posse, de forma interina, de Michel Temer. O discurso do Ministro das Rela-es Exteriores, Jos Serra, que pode ser lido e ouvido aqui, fala das linhas gerais nos diversos setores da poltica externa e tem um par-grafo referente s Comunidades Brasileiras, no qual ele afirma que sero enviados esforos para garantia de qualidade no atendimento aos brasileiros no exterior.

    De ltima hora decidimos acrescentar essa edio a opinio de dois brasileiros que moram a mais de uma dcada na Nova Ze-lndia e falam porque so a favor e contra ao Impeachment. No mo-mento, estou no Brasil e os nimos esto aquecidos, no podera-mos deixar de falar sobre o assunto.

    O clima de incerteza e de insatisfao foi um dos maiores mo-tivos pelos quais decidimos publicar a matria de capa desse ms, "Imigrando com a famlia na NZ". Cada vez mais, o perfil do imigran-te tem mudado. O jovem de vinte e poucos anos, que quer desbra-var o mundo e aprender ingls, agora se une ao profissional capaci-tado com anos de experincia e suas famlias que buscam uma vida melhor em outro pas. Aos que querem tentar a Nova Zelndia, o material completo que fala sobre lngua, educao, sade, moradia e at terremotos vai responder a maioria das perguntas de quem quer imigrar e fomentar outras. O depoimento de duas famlias que imigraram recentemente ilustram essa histria.

    Para aqueles viajando sozinhos, a opo de morar numa casa kiwi, num esquema de homestay, uma tima pedida! Roberta Viei-ra explica todos os detalhes para gente.

    Vera Cristina volta a escrever para a revista e d continuao ao seu artigo da edio passada sobre Viver o Novo e os desafios que encontramos quando imigramos para outro pas. Luiza Veras, na sua coluna de contabilidade, fala sobrel o visto necessrio para abrir uma empresa na Nova Zelndia. J a doutora Camila Nassif continua desmis-tificando os mitos sobre dieta na sua coluna sobre Sade e Exerccio.

    E para conhecer as belezas desse pas fenomenal, Mary Rocha compartilha sua viagem ao Parque Nacional Abel Tasman, uma das muitas jias naturais da NZ. E o talentoso fotgrafo Juliano Baby, mostra toda beleza da pequena e estonteante Arrowtown, na ilha sul do pas, no ensaio fotogrfico desse ms.

    Boa leitura!

  • EDIOCristiane Diogo

    REDAO Gabriela Ferro

    DIAGRAMAO Tereza Manzi

    COLUNASCamila Nassif

    Luiza Veras

    FOTOGRAFIA CAPARafael Bonatto

    ENSAIO FOTOGRFICOJuliano Baby

    COLABORADORES MAIO 2016Vera Cristina de Paula,

    Roberta Vieira, Mary Rocha

    AGRADECIMENTO MAIO 2016Roberto Mukai, Adriano Melo,

    Dalton Herbandez, Sandro Leite.

    A Revista MBA uma publicao independente com a finalidade de informar a comunidade brasileira da Nova Zelndia e divulgar produtos e servios que sejam do interesse dessa comunidade.

    A verso online desta publicao gratuita.

    proibida qualquer reproduo impressa ou digital, cpia do conte-do, matrias, anncios ou elementos visuais, bem como do projeto grfico apresentados na Revista MBA com base na LEI DE DIREITOS AUTORAIS N 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998, com respaldo internacional.

    www.revistamba.co.nz

    PARA ANUNCIARREVISTA.MBA.MARKETING@GMAIL.COM

    MAIO - EDIO 21N 04/2016

  • ORGANIZAO APOIO

    40 ABEL TASMAN

    12 EXERCCIO, ESPORTE, DESEMPENHO E ESTILO DE VIDA SAUDVEL:DICAS DE HBITOS PARA MELHORAR A SADE - PARTE II06 PORQUE A HOMESTAY PODE SER A MELHOR OPO DURANTE SEU INTERCMBIO

    48 IMPEACHMENT:A FAVOR OU CONTRA?46 CONTABILIDADE:ABRA SUA EMPRESA NA NZ

    16 VIVENDO O NOVO: ADAPTAO CULTURAL

    20 ENSAIO FOTOGRFICO:ARROWTOWN - A BELA DO SUL

    36 IMIGRANDO PARA A NOVA ZELNDIA:DEPOIMENTOS DE QUEM CONSEGUIU28 IMIGRANDO COM A FAMLIA PARA A NOVA ZELNDIA

  • 6 maio 2016

    Porque a Homestay Pode ser a melHor oPo durante seu intercmbio

    Escolher o pas, a cidade e a escola onde voc vai estudar j um desafio Adicione ao

    seu dilema, escolher o tipo de acomodao onde voc ficar durante o seu curso. Essa de-

    ciso pode parecer ainda mais complicada.Imaginar que voc estar vivendo com

    uma famlia que no a sua e ainda no fala o mesmo idioma, pode ser assustador

    ou causar pelo menos um desconforto.

    Por Roberta Vieira

  • 7Todos os dias lidamos com estudantes que decidiram sair da zona de conforto e se aventurar deste lado do mundo e o resultadoah o resultado! repleto de experincias nicas, de crescimento e amadurecimento. Portanto se voc ainda tem dvidas de que vale pena ou no, deixa eu te contar um pouco mais sobre o que esta tal de Homestay.

    muito comum aqui na Nova Zelndia conhecer famlias que abrem suas casas para pessoas dos mais diversos pases e culturas. Tendo ficado em homestays mais de uma vez, eu posso dizer que a motivao das famlias no apenas financeira, geralmente vai muito alm.

    Quando chegamos por aqui, tudo novidade e se voc escolher uma homes-tay, ter seu quarto preparado, pessoas te esperando e com o entendimento de que voc est aqui para aprender uma nova lngua e sobre a cultura da Nova Zelndia.

    Ficar em homestay apenas uma das opes de acomodao, mas sempre reco-mendamos essa experincia pelo menos nas primeiras 4 semanas iniciais.

    Por qu?Os benefcios so enormes e vou colocar alguns deles pra que

    possam entender:Custo - Geralmente ahomestaytem valores atrativos em compara-

    o com apartamentos estudantis, como hostel e hotis. Em media, os valores para homestay giram em torno de $250NZD por semana + taxa nica pra encontrar sua famlia),

    Refeies So includas no pacote. Ahomestaymais comum, que meia penso, inclui caf da manh e jantar durante a semana e 3 refeies nos finais de semana. Assim, voc no precisa se preocupar em comprar e preparar nada. Neste perodo, voc poder se familiari-zar com os supermercados e produtos vendidos no pas, o que facilita bastante.

    Aprendizado do idioma Como tudo organizado para o estudante, voc ter a oportunidade de continuar estudando, mesmo fora da sala de aula. Sem contar que a famlia poder te ajudar a falar corretamente e muitas vezes voc ainda aprender expresses e grias locais.

    Conhecimento do bairro e atraes locais - Com certeza eles podero te indicar lugares para conhecer ou restaurantes. No importa h quanto tem-po voc mora aqui, geralmente os moradores locais sabem de lugares bem interessantes que muitas vezes passariam batido durante sua viagem.

    Cultura do pas - Voc tem a oportunidade de vivenciar esta nova cul-tura, aprender com a oportunidade de ter participado desta experincia. Seja em relao s refeies, maneiras diferentes de fazer as coisas, ce-lebraes, histria do pas e muito mais.

    Mas lembre-se que existem diferenas

    culturais. Esteja aberto a ver o mundo por outras lentes,

    e claro, a comunicao a

    melhor sada.

  • 8 maio 2016

    Networking A suahomestayestar prxima de voc e provavel-mente ser um dos seus primeiros networks (contatos) por aqui. Vemos casos de estudantes que tem um timo relacionamento com ahomes-taye acabam conhecendo amigos, que podem gerar (quem sabe) uma oportunidade de trabalho.

    Mas claro, existe tambm um outro lado Cada homestay tem uma rotina familiar atreladas as regras da casa. Muitas vezes em um pri-meiro momento podem parecer estranhas ou podem no fazer muito sentido. Mas lembre-se que existem diferenas culturais. Esteja aberto ver o mundo por outras lentes, e claro, a comunicao a melhor sada.

    Para facilitar vamos a vao algumas dicas:

    YES NO

    Tempo para tomar banho ( 5 ou 10 min) Casa, quarto sujo

    Restrio de 1 banho por dia Acesso internet ilimitado gratuitamente

    Horrio para jantar Obrigao de ficar fora da casa o dia todo

    Restrio de horrio para barulho No oferecer as refeies conforme contrato

    Cobrana extra pelo uso de internet Te levar para escola ou passeios

    Explicar como usar a mquina de lavar Lavar suas roupas

    Pedir que avise caso no venha jantar Pedir para voc limpar a casa

    Pedir que voc ajude com louas aps jantar

    Pedir que voc avise o tempo todo onde est

    No deixar que voc cozinhe Pedir para voc preparar as refeies para famlia

    Minha ltima experincia emhomestayfoi no comeo deste ano e foi cheia de surpresas boas. Fiquei hospedada com uma famlia em Hamilton, onde o jantar era preparado com carinho todos os dias, sem ter cardpio repetido em um ms. Quartos espaosos, piscina aquecida e uma famlia muito simptica.

    importante que voc entenda o que est escolhendo e que tire todas as suas dvidas com seu agente. No nosso caso, consegui-mos muitas vezes explicar que nem tudo problema. Muitas vezes so apenas hbitos diferentes de realizar determinadas tarefas.

    Se voc est lendo

    esteartigoe imaginando

    que seria interessante hospedar um

    estudante internacional, v

    em frente

  • 9

  • Na maioria das vezes o endereo daho-mestay enviado bem prximo da data de embarque. Isso ocorre devido a alta rotati-vidade e o grande nmero de estudantes internacionais na Nova Zelndia.

    As famlias podem ser bem variadas. Pode ser um casal (com filhos ou sem fi-lhos), somente uma pessoa, pessoas mais velhas, com animais de estimao ou no. E levando tudo isso em conta, voc pode-r especificar suas preferncias. Mas importante ser sensato ao preencher seu pedido dehomestay.

    Atualmente existem no mercado em-presas especializadas em homestay e em parceria com essas empresas que trabalhamos. Assim conseguimos ter um contato mais prximo para resolver qual-quer problema ou mal entendido. Tambm podemos conseguir opes mais especfi-cas, como quarto com banheiro exclusivo ou residncias mais prximas da escola.

    Outra vantagem que essas empresas so especializadas emhomestays, o que nos deixa bem tranquilos em relao s famlias ou pessoas escolhidas, pois sabe-mos que a casa foi previamente visitada. Os moradores da casa tambm tem ante-cedentes criminais checados e passaram por um processo de entrevista detalhado para serem aceitas por essa empresa.

    Se voc est lendo esteartigoe ima-ginando que seria interessante hospedar um estudante internacional, v em fren-te. Voc poder enviar seu pedido de ca-dastro para empresas dehomestay, high school, escolas de ingls, politcnicas e universidades.

    Eles iro te guiar pelo processo e requi-sitar informaes necessrias para cadas-trar a sua residncia como homestay. Na maioria das vezes, antes de receber um estudante, iro checar tambm quais as nacionalidades que vivem na casa, o nvel de ingls dos residentes, para que no haja conflito com a nacionalidade e idioma do possvel estudante a ser hopedado. Geral-mente voc ir precisar de um quarto com cama e uma mesa de estudos, onde o es-tudante possa estudar e fazer homework. Dependendo da idade do seu hspede, se-ro necessrios mais requerimentos (em caso de estudantes menores de 18 anos).

    Enfim, homestay uma experincia no mnimo interessante e que com certeza vale a pena viver. Voc aprender muito mais sobre si mesmo, sobre suas limita-es e capacidades. Entender e valorizar o cuidado e o carinho da sua famlia no Bra-sil e ainda ter a chance de conhecer pes-soas bacanas e formar laos de amizade em um novo pas.

  • 12 maio 2016Exerccio, Esporte, Desempenho e Estilo de Vida Saudvel

    Por Camila Nassif

  • 13

    Dicas de hbitos para melhorar a sade - Parte II

    Ms passado, na edio de abril da Revista MBA, comeamos a primeira parte desse artigo sobre mitos e verdades sobre dietas, que levanto questes que

    muitas vezes so tidas como verdade, vamos aprender um pouco mais?

    Suplementos para emagrecer no funcionam na sua maioria.

    Temos uma tendncia de procurar o que chamamos de plula mgica! Muitas ve-zes mais fcil acreditar que tomar algo, vai fazer voc atingir os resultados deseja-dos para a sua sade. Mas a realidade que conhecemos outra. As opes so inme-ras, da famosa Garcinia Cambogia, por-es caseiras e sucos que prometem ema-grecer. Mas os resultados so sempre os mesmo, mnimos e quase imperceptveis.

    A grande maioria das mudanas ob-servadas com o uso de suplementos ou poes mgicas para emagrecer so, na verdade, resultado da mudana nos hbi-tos que o indivduo faz, independente da suplementao, como limpara dieta e se exercitar regularmente.

    Estudos cientficos que avaliam o efei-to desses suplementos no observam muitos benefcios em utiliz-los, mas res-saltam alguns alimentos que podem esti-mular o metabolismo naturalmente, como a pimenta cayenne, o ch verde e a canela.

    Sua sade muito mais do que um nmero na balana!

    Muitas pessoas so fixadas na busca de um peso ideal, de um nmero que co-

    locam na cabea, que acreditam que se pesassem aquele peso, seriam pessoas muito mais felizes. Mas a verdade que a sua sade e a sua felicidade muito mais que isso. No podemos falar de um nme-ro na balanca sem falar de gordura corpo-ral. Possuimos a gordura interna e a gor-dura subcutnea. A gordura subcutnea aquela que mais nos incomoda por que aparente. A gordura subcutanea energia depositada de reserva. Nos incomoda, por que comeamos a no mais servir nas rou-pas que gostamos e comeamos a odiar o espelho! O problema dela quando come-a a ser excessiva, no tanto pela questo esttica, mas por sobrecarregar o corao e as articulaes, muitas vezes dificultan-do a mobilidade. Mas a gordura mais preo-cupante a gordura interna, aquela que quando excessiva, compromete o funcio-namento dos rgos. com ela que deve-mos nos preocupar.

    Calorias so importantes, mas voc no necessariamente precisa cont-las.

    As calorias ingeridas so importantes, pois nada mais que a energia que voc est ingerindo para dar energia para o seu corpo, seus msculos e seus rgos. Mas cont-las pode ser uma coisa estressan-te para algumas pessoas e no final das

  • contas o que mais importante a qua-lidade dessas calorias que esto sendo ingeridas. Pensa em 100 calorias de br-coli e 100 calorias de chocolate? Temos a mesma quantidade de calorias, mas no temos o mesmo potencial nutricional do que esta sendo ingerido. Para no dizer nesse caso, que um tem muitos nutrientes e o outro quase nenhum.

    Isso no quer dizer tambm que se deve consumir alimentos de forma deliberada. A moderao deve ser a palavra chave. Mas o que costumo aconselhar s pessoas : sem-pre reflita sobre a densidade nutricional do alimento que voc est escolhendo ingerir e dar sempre preferncia a eles. Com modera-o, no precisar contar calorias.

    Comida processada e Fastfood podem ser viciantes.

    Alguns estudos cientficos tm mostra-do uma relao similar entre a ingesto de

    comidas processadas e o abuso de drogas. Ambos, estimulam uma rea do crebro e hormnios do bem estar, como a endorfina.

    Apesar dessa capacidade viciante dos alimentos, outros estudos j mostraram que o crebro pode ser retreinado. Um es-tudo revelou que aps indivduos serem educados em relao a alimentos sau-dveis, aps um tempo de adaptao, as mesmas reas do crebro ligadas ao bem estar, antes ativadas por comidas calri-cas e pouco saudveis, estavam sendo ativadas pelos alimentos saudveis.

    No confie nos dizeres saudveis das embalagens. S porque uma comida tem um rtulo de orgnico ou sem glten, no quer dizer que saudvel.

    No se esqueam do poder do marke-ting. A embalagem feita pra chamar sua ateno, e para fazer voc querer comprar e consumir aquele produto. Comidas pro-cessadas podem ser feitas com produtos

    orgnicos, mas mesmo as-sim so processadas. Co-midas processadas podem ser sem gluten, mas podem ter ingredientes que no so saudveis.

  • 15

    A melhor coisa a fazer ler os ingre-dients e todo o fine print atrs da emba-lagem. Ali, voc ter informaes muito mais valiosas, para decidir se esse um alimento que voc quer colocar no seu or-ganismo ou no.

    Consumo de leo vegetal refinado deve ser evitado.

    O consumo de leos vegetais deve ser evitado. Por muitos anos, o consumo de leo vegetal foi estimulado devido a sua caracterstica de no possuir colesterol. Os leos vegetais so processados com uso de qumicos pesados. Alm disso, possui uma concentrao alta de Omega 6, que est associado a doenas do cora-o. O organismo necessita de um equil-brio entre Omega 6 e omega 3, e a dieta moderna altssima em Omega 6. O ideal aumentar o consumo de peixes, que pos-suem uma concentrao maior de Omega 3. Algumas pessoas usam suplementos alimentares, como capsulas de leo de peixe, ou o leo mesmo, para ser adicio-nado diretamente em saladas e vitaminas.

    Culpar problemas de sade atuais em comidas antigas no faz sentido.

    Culpar problemas atuais de sade em comidas antigas no faz o mnimo senti-do. A obesidade e diabetes comearam a crescer na dcada de 80, quando tivemos um bombardeio de comidas processadas e com a gordura saudvel natural dos ali-mentos sendo retirada. Carne, ovos e a manteiga, assim como a gordura de por-co foram crucificadas depois que um pes-quisador, na dcada de 70, apresentou um artigo com manipulao dos dados para

    atingir seus interesses, afirmando que gordura animal e saturada causavam pro-blemas do corao. Hoje, sabemos que o acar tem um papel muito mais presente na contribuio dos problemas cardacos do que a gordura. No faria mais sentido refletir sobre as comidas processadas, os gros refinados e o acar adicio-nado aos alimentos, que ocorreu antes dessas doencas virarem o problema que so hoje? Todos deveriam assistir o filme The sugar film.

    Espero que essas Informaes te-nham dado uma luz, com algumas dicas

    para mudar sua alimentao e seus hbitos para vida. Que a construo da

    sua sade, seja feita todos os dias, a cada escolha, pra nutrir o seu corpo da

    melhor forma possvel, fazendo o uso de alimentos de verdade, menos pro-cessados e com a menor quantidade de qumicos e agrotxicos possveis.Com pequenas mudanas, com comida

    de verdade, seu corpo agradecer! Confie!

    Camila Nassif mineira e mora na NZ desde 2009. Doutoura em Cincia do

    Exerccio pela Charles Sturt University, Austrlia, presta consultoria cientfi-

    ca na rea de Alimentao, Exerccio, Esporte e Estilo de vida saudvel.

    Contato: scienceas.health@gmail.com

  • 16 maio 2016

    Com muito prazer e agradecida pelo convite da revista MBA, vou continuar o raciocnio que iniciei

    na minha primeira matria, na edio de Abril 2016.Se adaptar ao novo e ao desconhecido no

    fcil, por vezes muito desgastante, mas ao mes-mo tempo mgico e fabuloso quando entende-

    mos o processo e tiramos proveito dele.

    Vivendo o novoADAPTAO CULTURAL

    POR VERA CRISTINA TET DE PAULA

  • 17

    Vivendo o novo Segundo estudos, a adaptao cultural compe um processo de 4 fases: Lua de Mel,Crise,Reconhecimento e Ajustamento.

    Na fase de Lua de Mel (Honeymoon), tudo lindo, cada descoberta apaixonante, cada lugar, novas paisagens, nos enche os olhos e o corao, novas sensaes, sentimentos, muita empolgao. Apesar das dvidas, a esperana e a vontade de que d tudo certo imensa. Ento, tentamos enxergar tudo com um olhar positivo.

    Mas com o passar dos dias, a realidade comea a mostrar sua cara e tudo o que era lindo, uma aventura, engraado e gostoso, parece que muda de sabor, fica mais amargo, cinza e a realidade nua e crua aparece, ento nos vemos em meio a Crise (Crisis), quando parece que nada faz sentido. Nos deparamos com a dificuldade de resolver pequenas coisas, e o idioma ento, nem se fala, nos sentimos analfabetos, experimentamos mudanas de humor e de sentimentos, muita saudade da fa-mlia, dos amigos, do nosso pas e at daquele emprego que nem gostvamos tanto.

    Como a tristeza nos envia diretamente para nossa caixinha de memrias de perdas, fracassos, dificuldades, erros e etc, tentamos a todo custo evitar esta sensao porque teme-mos que este sentimento nos retire a capacida-de de prosseguir e discernir sobre a nossa vida e nos enfraquea nessa nova empreitada. Mas a verdade que todo o desequilbrio provocado pela crise nos obriga a reagir e a encontrar uma soluo, ento arregaamos as mangas e va-mos luta. Olhamos para a frente, estimulados a reaprender e aproveitar a oportunidade.

    Todo esse movimento de sair da zona de conforto, aprender um novo idioma, se dispor a trabalhar em algo nunca imaginado ante-riormente, conhecer novas pessoas, novos sabores, transformar velhos hbitos e adquirir novos, aprender a pronunciar sons que no sabamos que existia, conhecer outros tipos de amizade e gentilezas, nos leva fase de Reconhecimento (Recovery) e pode ser fasci-nante e libertador.

    E por fim, chegamos fase de Ajustamento (Adjustement), que acontece quando nos senti-

    mos mais a vontade em relao nova cultura, novo local e novos hbitos.

    Conforme o processo de aprendizado e aculturao avana, nos sentimos mais tran-quilos, confiantes e independentes.

    Para melhor entendimento, aqui est o grfico desenvolvido pelo Socilogo e Cientista Cultural Sverre Lysgaard (1955).

    FASES DA ADAPTAO CULTURAL

    GRFICO COM LAYOUT ADAPTADO

    Estudos mostram que o processo de Adap-tao Cultural dura em mdia 12 meses. Ento para aliviar a saudade e o stress, faa novas amizades, converse e compartilhe seus senti-mentos, leia bastante, acredite e tenha F!

    Como dizia Fernando Sabino: No fim tudo d certo, e se no deu certo porque ainda no chegou ao fim.

    Vera Cristina Tet de Paula,

    Paranaense, mas catarinense de corao por ter vivido os ltimos anos no Brasil, na Santa e Bela Cata-rina. Socioterapeuta, conselheira e mis-sionria. Vive na Nova Zelndia com marido e um filho desde Janeiro de 2015. Este ano, criou a empresa One Help.com para acolher e ajudar pessoas com as mais diversas dificuldades.

    Contato: vera.socioterapia@gmail.com

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  • 20 maio 2016

    a bela do SulArrowtown

    POR JULIANO BABY

  • 21

  • 22 maio 2016

  • 23

  • 24 maio 2016

  • 25

  • Juliano Baby Amorim brasileiro de Florianpolis e criado no mundo. Com base na bela Queenstown, na ilha Sul da Nova Zelndia, Juliano um

    fotgrafo sensvel e apaixonado pelas possibilidades que a luz pode lhe dar. Com sua cmera em mos, se sente um super heri que, com uso da

    tcnica, criatividade e experimentao pode criar infinitas possibilidades de registros. Sua meta criar e olhar com novos olhos, para que atravs de

    sua arte, ele possa compartilhar esse universo de formas que h na Terra.

    Contato: www.julianobaby.comhttps://www.facebook.com/julianobaby/

  • NEW Post Graduate Diploma in Applied Informatics Provides Vital Business Insights

    As information plays an increasingly pervasive role in our daily lives, how we relate to technology or, perhaps, how technology

    relates to us is becoming progressively more important. When information systems are engineered to deliver data in a way that accurately reaches, impacts and communicates with its intended recipients, it doesnt take an IT whizz to calculate the bene ts.

    So what exactly is Informatics? It is the science of information and the practice of information processing. Bruce Ferguson, of Wintecs School of Information Technology, was a key player in the de velopment of their new Postgraduate Diploma in Applied Informatics in a joint venture with the Wintec School of Business. Wintec is applying Informatics to the Business environment so that those who wish to progress their management careers in either Business or IT can develop the skills, both technological and interpersonal, that will enable them to operate successfully in their future, fast-changing world.

    We live in an age where the volume and complexity of information available threatens to overwhelm us. Practitioners who can manage the necessary systems and people to make such information commercially useful will be in high demand.

    ADVERTORIAL

    Bruce Ferguson of Wintecs School of

    Information Technology

    ENROL NOW 0800 294 6832

    www.wintec.ac.nz/informaticscreate your world

    IMAGINE what a Postgraduate Diploma in

    Applied Informatics could do for the future

    of your business.

    IMAGINE if you could extract vital

    business insights from data

    and deliver it

    to the right people

    at the right time

    in the right place

    in the right way

  • IMIGRANDO COM A FAMLIA PARA ANOVA ZELNDIA

  • 29

    A busca por uma vida melhor para a sua famlia uma busca constante. Pais esto sempre procurando as melhores opes de bairro para morar, as melho-res escolas para os filhos, os melhores cursos... At mesmo considerando mudar de pas, para encontrar o melhor estilo de vida para a sua famlia.

    Apesar de ser do outro lado do mundo para quem sai do Brasil, a Nova Zelndia tem crescido como um destino popular para imigrantes brasileiros. Nos ltimos 5 anos, houve um aumento considervel dos nossos conterrneos vindo, no somente para estudar e visitar, mas tambm para investir num pro-cesso de imigrao permanente.

    Recebemos, com muita frequncia, atravs das nossas redes sociais Mame Brasileira Aotearoa e da Revista MBA perguntas de brasileiros que desejam co-nhecer a Nova Zelndia. Nos ltimos anos o perfil dessas pessoas mudou muito.

    Anteriormente, jovens perguntavam sobre os cursos de ingls, atividades ra-dicais e como vir para um intercmbio. Agora, alm desses, temos experientes profissionais com formao universitria, com empregos e famlias estabeleci-dos, pensando em imigrar permanentemente.

    As constantes perguntas, nos impulsionaram a preparar um post no nosso blog que foi reescrito e atualizado para essa matria. O artigo apresenta uma vi-so geral para quem pensa em imigrar com a famlia para o pas. A nossa inteno esclarecer algumas dvidas e desta forma, ajudar na sua deciso e no melhor caminho a tomar para a sua famlia.

    importante salientarmos que cada jornada ser diferente e que os cami-nhos para imigrar podem tomar rumos diversos para cada famlia.

    Boa sorte na sua jornada!

  • 30 maio 2016

    A LNGUA

    Na Nova Zelndia se fala ingls e Maori (a lngua dos primeiros habitantes, algo como o Tupi-Guarani seria para o Brasil). Mas o Ingls, considerado a lngua offi-cial, e que voc precisa dominar para se dar bem por aqui.

    Se voc pretende vir com a famlia, pla-nejamento fundamental. No espere que seja fcil se virar ou encontrar emprego, se voc no fala uma palavra em Ingls ou ainda est no the book is on the tab-le. Estude seriamente e aprenda a falar, escrever e interpretar em Ingls o melhor possvel antes de vir.

    O mesmo serve para os pequenos. Quanto menor a criana, mais fcil a apren-dizagem da lngua. Apesar da maioria das escolas terem programas de adaptao para crianas estrangeiras (se a criana j tem algum conhecimento da lngua inglesa), esse processo fica mais fcil. Aulas de ingls integrais, DVDs em ingls, msica e aplicati-vos no celular ou no tablete j ajudam.

    Acostume-se com a ideia e a real pos-sibilidade de imigrar (e os seus filhos tam-bm) e com o tempo, v se preparando para essa mudana.

    O VISTO

    Essa deve ser a sua primeira preocupa-o. Sem visto adequado, voc no poder trabalhar. Alm disso, voc e suas crianas no tero acesso sade ou a educao pblica.

    Existem vistos que podem beneficiar as cnjuges e os filhos (se um dos cnjuges

    tiver o visto apropriado). Algumas pessoas organizam um curso de formao, uma espcie de curso tcnico (se j tem ingls), outras investem na procura de um visto de trabalho ou at mesmo aplicam dire-tamente para residncia. Tudo depende das suas qualificaes, experincia profis-sional comprovada e a necessidade da sua profisso no mercado de trabalho do pas.

    Se voc est decidido a tentar, fale com um agente de imigrao. Somente um agente oficial pode dar conselhos e ajudar a programar, passo a passo, o processo de imigracao de acordo com as suas possibili-dades. Ns recomendamos a NZ Visto.

    A EDUCAO

    A Nova Zelndia reconhecida como umpas que possue um sistema educacio-nal de excelente qualidade.

    A grande maioria das crianas vai para a escola pblica, que gratuita. Escolas par-ticulares existem, mas ao contrrio do Bra-sil, o ensino pblico neozelands de alts-sima qualidade e geralmente a primeira escolha das famlias que moram aqui.

    O sistema de educao na Nova Zeln-dia abrange as idades entre 5 e 17 anos. Nas escolas primrias, do 1 ao 8 ano escolar, encontramos crianas com ida-des de 5 a 12 anos. Em alguns casos as crianas passam os anos 7 e 8 nas escolas intermedirias. J as escolas secundrias (tambm conhecida como high school) so oferecidas a adolescentes com idades entre 13 e 17/18 anos.

    A Nova Zelndia oferece uma escolha de trs tipos de escola as pblicas, as

  • 31

    pblicas integradas baseadas na religio (especialmente Catlica) e escolas particu-lares. A escolaridade gratuita nas pbli-cas e pblicas integradas, embora espera-se que os pais paguem algumas pequenas despesas, incluindo: livros, artigos de pa-pelaria e uniformes. Nas escolas particula-res, as taxas podem variar de US$ 4.000 a US$ 28.000 por ano.

    Todas as crianas de trs e quatro anos de idade (e de cinco anos de idade em tran-sio escolar) podem receber at 20 horas gratuitas semanais na pr-escola (escoli-nha de maternal). Este benefcio est dis-ponvel para todas as crianas, indepen-dentemente de vistos. Mas lembrem-se de que preciso checar a disponibilidade de vagas e horrios na escolinha escolhida (kindy pblica / daycare privada)

    Crianas menores de 3 anos precisam ir para escolinhas particulares/creches. Al-guns kindies recebem crianas menores, a partir de 2 anos quando tem disponibili-dade extra de vagas. Creches particulares para crianas menores de 3 anos custam entre NZ$180 e NZ$300 por semana.

    Crianas dependentes de adultos que tem visto de trabalho temporrio, per-manente ou residncia, tm direito a frequentar as escolas neozelandesas de ensino primrio e secundrio como es-tudantes domsticos. No entanto, elas precisam de um visto de estudante. Sem o visto de estudante, as crianas s pode-ro frequentar a escola por duas semanas como aluno domstico ou at 3 meses como estudante internacional pagando uma taxa a escolar.

    A Nova Zelndia tem 8 universidades localizadas em Auckland, Hamilton, Christ-

    church e Dunedin. Existem 18 institutos de tecnologia e cursos politcnicos, e mais de 600 estabelecimentos educacionais priva-dos, incluindo escolas de ingls espalha-das pelo pas.

    Pessoas com visto de residente e que esto no pas a mais de dois anos, podem ter os custos de educao superior sub-sidiados (em forma de emprstimo) pelo governo. Os custos em uma universidade ficam entre NZ$4.500 e NZ$8.000 por ano para residentes. Para estudantes interna-cionais, o custo maior. No-residentes precisam de um visto de estudante.

    Em geral, as crianas vo para as esco-las pblicas das zonas geogrficas onde moram. Veja o site das zonas das escolas por bairro para obter mais detalhes e sa-ber quais as escolas esto disponveis no seu bairro.

    Bairros com escolas de melhor qua-lidade, geralmente tem casas e aluguis mais caros.

    As escolas funcionam entre 9 da ma-nh e 3/3.30 da tarde.

  • 32 maio 2016

    Existem 4 bimestres escolares. O ano escolar comea no final do ms de Janeiro ou incio de Fevereiro (dependendo da escola). E geral-mente termina, na semana anterior ao Natal, em Dezembro. As crian-as tem 4 perodos de frias durante o ano. Ao final de cada bimestre (1o/2o e 3o), h uma perodo de 2 semanas de recesso escolar. Ao final do 4o bimestre, o aluno ter um perodo de frias de 6 semanas

    SADE

    Muitos servios de sade so gratuitos para residentes na Nova Zelndia, incluindo: vacinao infantil e/ou contra doenas srias, testes regulares de viso e audio, e visitas ao mdico. Cuidados bsicos dentrios tambm so gratuitos para crianas que frequen-tam a escola.

    Existe tambm um suporte gratuito, para pais e crianas, ofere-cido pela Plunket (uma organizao no governamental que ofere-

    Dbora e Rafael vieram para a Nova Zelndia juntos e tiveram seu

    primeiro filho, Benji, ano passado

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    ce informao e suporte aos pais, assim como uma avaliao do desenvolvimento e crescimento da criana em idade pr-escolar). O Plunket um servio 100% gratuito, 24hs por dia, atendendo crianas de 6 semanas a 4 anos de idade.

    Mes de recm-nascidos tm direto a at18 semanas contnuas de licena maternidade paga e at 38 semanas no-pagas, para aquelas que estavam trabalhando pelo menos 10 horas por sema-na nos ltimos 6 meses antes da licena. Geralmente, as empresas oferecem planos de licena maternidade e outros benefcios para suas funcionrias.

    Portadores de visto de trabalho temporrio de 2 anos tm di-reito ao uso gratuito do sistema de sade. Vistos com menos de 2 anos no do direito sade pblica.

    Caso esteja matriculado em uma instituio, ser necessrio obter um seguro particular de viagem e sade, durante toda a durao do curso escolhido. Esta uma requisio da Imigrao neozelandesa, esteja o aluno com visto de turista ou estudante o seguro obrigatrio.

    Mais informaes especficas sobre gravidez e parto na NZ na nossa edio do ms passado, leia aqui.

    ONDE MORAR

    De um modo geral, no existe lugares ruins na Nova Zelndia. No, no estamos dizendo que as coisas por aqui so perfeitas, mas a populao, na sua maioria, tem uma qualidade de vida mui-to boa. No importa onde voc more, tem sempre um parque por perto para voc levar seus pequenos. As cidades so arborizadas e as pessoas andam muito ou pedalam para o trabalho quando possvel. Muita gente planta seus vegetais em casa e ningum tem que dirigir muito para ver o mar (lembre que a Nova Zelndia formada por duas ilhas).

    Auckland a maior cidade da Nova Zelndia e tambm o porto de entrada para a maioria dos brasileiros. Em Auckland esto qua-se metade dos brasileiros que aqui vivem. Para escolher onde mo-rar, voc precisa ver onde suas habilidades sero mais teis (onde ser mais fcil encontrar um trabalho para sua profisso), qual o seu oramento (existem bairros mais caros e mais baratos), se voc est disposto a viver com flatmates (dividir a casa com outras pessoas) ou morar sozinho (quando viaja com famlia).

  • 34 maio 2016

    Para ter uma ideia de valores, recomen-damos o blog da Luana Karina, que mora em Queenstown, que fala sobre o custo de vida por l (link aqui) e o vdeo do pessoal do Saindo da Rota, que fez um levanta-mento do custo de vida bsico (dividindo apartamento, sem luxo) em Auckland.

    TERREMOTOS, CICLONES E FURACES

    Essa difcil. No d para prever o que a Me Natureza est reservando para gen-te. H cinco anos, a cidade de Christchur-ch, na ilha Sul, foi abalada por um grande terremoto que destruiu parte da cidade e ceifou muitas vidas. Muita gente saiu de l correndo, e muitas foram correndo para l, buscando uma oportunidade de traba-lho na reconstruo da cidade, no setor da construo civil.

    Apesar da maioria das casas e prdios (principalmente os mais novos) serem construdos com materiais e tecnologia prova de terremotos, voc nunca sabe onde vai estar quando ou se acontecer um evento desta magnitude.

    Estatisticamente falando, mais fcil voc sofrer um acidente de carro, mas no por isso que voc vai parar de dirigir, no verdade?

    Quanto aos ciclones e tempestades apavorantes, j pegamos alguns, nos nos-sos mais de 10 anos de Nova Zelndia. Nes-ses dias a gente tenta no sair de casa mui-to, toma cuidado para no deixar nada do lado de fora que possa sair voando (e que se torne um perigo na cabea de algum). Mas definitivamente, isso no parece aba-

    lar o povo neozelands, que tira isso de le-tra. E a gente aprende a conviver com isso.

    DICAS:

    Planeje e se prepare para a mudana. Aprenda ingls e exponha as crianas lngua inglesa o mximo que puder;

    D uma olhada no site da imigrao neozelandesa (www.immigration.govt.nz). Se no souber ingls bem, pegue o tradu-tor do google e v lendo o site. Eles tm TODAS as informaes que voc precisa, tem ferramentas para calcular se voc tem pontos para um tipo de visto ou outro, tem a lista das profisses mais requisitadas e aquelas que esto nashort liste te daro um visto imediatamente;

    Se o dinheiro permitir, venha com a fa-mlia de frias. Conhea um pouco do pas e veja como as coisas so na realidade. Se as crianas forem maiores, a opinio de-las tambm vai contra. Se o dinheiro no permitir, no venham de mala e cuia com toda a famlia de uma vez. Venha um pri-meiro (o pai, por exemplo), que pode che-car as possibilidades, se sua profisso vai dar trabalho, se ele pode se firmar;

    Quando a gente viaja sozinho, d para viver de nissin miojo e dividir apartamen-to com outras 8 pessoas. Quando ns vie-mos com famlia, a gente busca estabilida-de. Se possvel, organize um visto antes de vir. Existem vrias maneiras e um consul-tor de imigrao pode te ajudar neste as-sunto (fale com o Peterson Fabricio - www.nzvisto.com);

    No aceite conselhos de pessoas que dizem que as coisas so fceis por aqui,

  • 35

    que oferecem trabalho e acomodao por uma quantia. Ouvimos golpes desse jeito diariamente por aqui e di no corao ver que tantas pessoas ainda caem nessa. Pesquisem online e procure r-gos e empresas oficiais. No se comunique, e especialmente, no d dinheiro a indivduos.

    FONTE E MAIS INFORMAES:

    http://www.newzealandnow.govt.nz http://www.minedu.govt.nz/Parents.aspx

    http://www.studyinnewzealand.com/

    Se voc gostaria de solicitar um visto e vir morar/estudar/trabalhar na Nova Zelndia, duma olha-

    da nos sites abaixo para mais informaes:

    Para achar um visto adequado:http://www.immigration.govt.nz/migrant/

    Planejando conseguir um visto:http://www.newzealandnow. govt.nz/live-in-nz/practical-info-visas/nz-ready-planning-tool

    Agente de imigrao para visto:http://www.nzvisto.com/Embaixada do Brasil em Wellington:http://www.brazil.org.nz

    Busca de trabalho:

    www.seek.co.nz www.trademe.co.nz

    Agncias de intercmbio:www.yepnz.comWww.nzega.com

    Grupo MBA Nova Zelndiawww.mamaebrasileiraaotearoa.co.nz

    www.facebook.com/mamaebrasileiranz

    www.revistamba.co.nzwww.facebook.com/revista.mba.nz

  • 36 maio 2016

    Dalton Hernandez, Designer Grfico, de 38 anos, com sua esposa Andra, Ar-tes, de 39 anos e o filho Pedro, de 12 anos. Uma famlia vinda de So Paulo.

    Sempre houve um desejo de conhecer outra cultura, outra lngua, outra realidade. Esta-mos chegando aos 40 e meu

    filho est com uma idade e cabea boa para mudanas, ento pensamos, ago-ra ou nunca. Temos que aproveitar esses momentos de loucura que bate de vez em quando, dar uma chacoalhada na rotina sempre bom, viver novas experincia, sin-grar diferentes mares.

    IMIGRANDO PARA NZDEPOIMENTOS DE

    QUEM CONSEGUIU

    E aqueles que conseguiram? Que j deram o primeiro passo rumo ao processo imigratrio com

    sua famlia? A Revista MBA conversou com duas famlias, a do Dalton Hernandez e a do Sandro Leite. Dois profissionais com backgrounds completamente

    diferentes que chegaram recentemente Nova Zelndia e compartilharam conosco quais foram seus motivos para escolher o pas e como foi o comeo do

    seu processo de adaptao.

    Consideramos o Canad como uma pos-sibilidade, mas no final escolhemos a NZ por conta do estilo de vida que os Kiwis, em sua maioria, levam. Eles tem uma cultura de vi-ver outdoors, aproveitar o tempo livre, traba-lhar para viver, no o contrrio.

    Destino decidido, comeamos a fase de pesquisa, como ir, onde ficar, quanto custa. Todo o processo demorou mais de um ano e parte fundamental para o sucesso foi nossa deciso em procurar ajuda profissional. Esco-lhemos a YepNZ como parceira de jornada.

    Depois de interminveis horas dentro de um avio, chegamos aqui na Terra Mdia, passa-mos somente uma noite em Auckland. Ento na manh seguinte, partimos para o nosso des-tino final, Invercargill, na regio de Southland.

  • 37

    Frequentementeouvamoshistrias sobre a receptividade e amabilidade neozelandesa e, felizmente pudemos confirmar a veracida-de delas. Outro fato que quanto mais ao sul, mais amigvel eles se tornam. Recebemos muita ajuda e conselhos dos locais, e quando agradecamos a resposta era sempre a mes-ma, no precisaagradecer, assim que as coisas sopor aqui, ns nos ajudamos.

    Outra questo que acho importante co-mentar sobre a regio o baixo custo de vida, se comparado com outras regies da NZ, e a sensao de segurana que temos. Como ponto negativo, o frio.

    Ainda no estamos trabalhando de manei-ra remunerada, pois nossos vistos no nos permite. Meu filho e eu viemos com visto de estudante e minha esposa como visitante.

    Agoravouexplicar de maneira breve o por-que foi to importante a ajuda da YepNZ. Eles

    nos apresentaram umprograma de ps gradua-o na rea de negcios e empreendedorismo em que os benefcios oferecidos nos serviriam perfeitamente. Dentre eles, um curso de ingls gratuito voltado para o IELTS. No incio de maio iniciei meu curso de ps graduao, e com ele o restante do pacote de benefcio entrou em vigor: visto de trabalho aberto para minha espo-sa, escola gratuita para o meu filho. Eu continuo com visto de estudante, mas agora comper-missopara trabalhar 20 horas semanais.

    Podemos trabalhar nas nossas reas de for-mao sem restries, mas como grande parte dos imigrantes estamos preparados e dispos-tos para trabalhar em outros segmentos.

    Estamos realmente com a cabea aber-ta e ampliando nossos horizontes no que diz respeito a novas possibilidades profis-sionais. Ns brasileiros, de forma geral, so-mos criativos e trabalhamos duro.

    Sandro Leite e Carolina, de 43 anos, ambos mdicos de Minas Gerais. Vie-ram com os dois filhos, Rafael e Pedro de 9 e 8 anos respectivamente.

    Eu fui aceito para um estgio mdico (fellowship) na minha especialidade (otorrinolarin-gologia), em Auckland, que vai

    se iniciar somente em Agosto. Mas decidi-mos vir antes para melhorar o nosso Ingls.

    No momento estamos fazendo um curso na Wintec, em Hamilton, mais voltado para o ingls acadmico, e nossos filhos esto em uma primary school.

    Portanto, at o momento, nossos diplo-mas e experincia profissional ainda no foram utilizados na NZ.

    A nossa inteno tentar validar os nos-sos diplomas e especialidades mdicas aqui, e, no futuro, trabalharmos como m-dicos. Entretanto, sabemos que esta valida-

    Dalton Hernandez e famlia

  • 38 maio 2016

    o muito difcil, e h vrios obstculos frente. Medicina uma das reas mais dif-ceis de validar aqui na NZ.

    Todos nos perguntam por que viemos para c. Pode parecer estranho, dois m-dicos, com 19 anos na profisso, largarem tudo para comear de novo em outro pas.

    Mas os motivos so vrios:No vamos comentar sobre a violncia

    que aterroriza o nosso pas, nem sobre cor-rupo, presente em qualquer local que se v, nem sobre impunidade, que se v em qualquer instncia. com muita tristeza que digo que esses motivos so bvios.

    O nosso motivo principal que nos can-samos do jeitinho brasileiro. Nos ltimos anos, o brasileiro tem incorporado um com-portamento de tirar vantagem em tudo, in-dependente de conceitos de moralidade ou cidadania, e isto nos afeta muito. Hoje em dia no Brasil, quando um pai cria seu filho para ser educado, honesto e justo, na reali-dade est criando mais uma vtima. Os pais hoje esto criando seus filhos para serem espertos e malandros, preparando-os para a

    guerra do jeitinho brasileiro, que os espera, e isso nos deixa sem nenhuma esperana para o futuro do nosso pas.

    Por estes motivos, optamos por sacrifi-car tudo o que construmos at hoje e tentar viver em um ambiente melhor para os nos-sos filhos.

    Planejamos essa viagem por dois anos, logo depois que nossa casa no Brasil foi in-vadida por ladres, o que nos deu um gran-de prejuzo financeiro e emocional.

    At o momento, estamos adorando o pas. A sensao de alvio em relao se-gurana indescritvel. Alm disso, os neo-zelandeses so muito educados e prestati-vos. Contudo, um povo que no se abre facilmente s amizades, mas respeitamos isso, afinal, aqui somos os estranhos na casa deles.

    Sandro Leite e famlia

  • Abel TasmanNational Park Abel TasmanNational Park

  • APESAR de aparentar minscula no mapamundi, impressionante a

    quantidade de coisas para se ver e fazer. Se voc quer surfar, h praias

    paradisacas lindssimas de tirar o flego de to bonitas. Se voc quer esquiar ou

    fazer snowboarding, h diversas montanhas espalhadas pelas duas ilhas, com

    estaes de esqui de primeira classe. Se voc gosta de cavernas, h inmeras

    delas e as nicas do mundo onde so encontradas as Glowworms - larvas que

    brilham no escuro. Dentro da caverna voc tem a impresso de estar vendo um

    cu abarrotado de estrelas! Alm disso h vulces, vales, lagos azuis, pennsulas,

    geleiras que se misturam com florestas sub-tropicais uma diversidade

    de cenrios impressionante! E se no bastasse, o pas coberto por parques

    nacionais. So 13 reas protegidas e administradas pelo Departamento de

    Conservao da Nova Zelndia. Sim, existe um departamento somente para isso.

    MUITOS destes parques tm significado cultural e natural importantes para o

    pas, e alguns deles so considerados patrimnio mundial. Parques protegidos

    sim, porm de benefcio e para uso do pblico em geral. O que significa que esta

    beleza natural est ali, gratuitamente ao seu dispor para visitar e apreciar!

    UM dos parques mais falados por aqui, entre turistas e neozelandeses, o Abel

    Tasman. Embora seja o menor dos parques nacionais da Nova Zelndia, um

    dos mais populares. O Abel Tasman foi fundado em 1942 e cobre uma rea de

    aproximadamente 225 quilmetros quadrados, costeado pelo mar da Tasmnia.

    um paraso costeiro, localizado na Ilha Sul do pas, onde voc pode caminhar

    ou explorar de barco de cruzeiro, catamar, txi aqutico, caiaque ou mesmo

    curtir um banho de sol e nadar em suas guas claras e tranquilas tudo isso ao

    delicioso som da vida nativa silvestre, que parte essencial do cenrio da regio.

    O canto dos pssaros Tui e Araponga dominam o sonido das florestas e voc vai

    pensar, em muitas vezes, que chegou no cu!

    ABEL Tasman ideal se voc quer fazer trekking de 2 ou 3 dias (aqui chamados

    de Tramping) ou quer fazer uma caminhada simples de 2 horas. Um dos

    passeios que devem conter no seu itinerrio de visita pela da regio, o Split

    Apple Rock - pedra rochosa de granito, que mais parece uma ma que foi

    cortada ao meio. uma atrao turstica popular, prxima das guas do Mar

    da Tasmnia, aproximadamente 50 metros ao longo da costa, entre as vilas de

    ESTES DIAS, EU ESTAVA OBSERVANDO O MAPA DO MUNDO NO QUARTO

    DA MINHA FILHA (NS TEMOS O COSTUME DE COLOCAR UM PIN

    NOS LOCAIS ONDE J ESTIVEMOS E TAMBM USAMOS O MAPA PARA

    PLANEJAR A PRXIMA JORNADA), QUANDO MEUS OLHOS SE FIXARAM

    NA NOVA ZELNDIA. COMPARANDO O TAMANHO DELA COM OS OUTROS

    PASES AO SEU REDOR, NO PUDE ACREDITAR O QUO PEQUENA ELA .

  • 43

    Kaiteriteri e Marahau portal de entrada

    para o parque Abel Tasman. Voc poder

    ter acesso a pedra atravs de barcos, paddle

    boarding, caiaque ou mesmo fazer uma

    pequena trilha para chegar at a praia, onde

    poder avist-la.

    COMO CHEGAR E ONDE SE HOSPEDAR

    SE voc no tem muito tempo na regio,

    poder fazer day tours saindo de Nelson,

    cidade localizada no topo da Ilha Sul, cerca

    de 6 horas de Christchurch. Porm, se

    disponibiliza de um pouco mais de tempo,

    poder seguir para as praias ou vilas de

    Marahau e Kaiteriteri. Se voc quer ficar

    hospedado no parque, a maioria dos taxis

    aquticos saem destas regies tambm.

    H alojamentos confortveis em Awaroa

    e na Torrent Bay. Porm, se voc est

    afim de fazer algo bem local, porque no

    fazer as trilhas com durao de 2 a 4 dias,

    conhecida como Great Walk? Neste caso,

    voc poder se hospedar nas cabanas

    ao longo da trilha, disponibilizadas pelo

    Departamento de Conservao (DOC).

    Estas cabanas contam com colches, gua,

    banheiro e equipamentos de cozinha.

    H tambm reas de acampamento com

    gua, banheiros e fogueiras no parque.

    Mas lembre-se de que necessrio

    fazer reservas! A alta temporada vai de

    Dezembro a Abril. A temperatura da

    regio bem estvel (comparada com as

    oscilantes temperaturas em outros locais),

    sendo assim, um local para ser visitado em

    qualquer poca do ano.

    PORTANTO, independe do tempo disponvel

    de viagem ou do tipo de acomodao

    desejada (caso voc prefira algo mais

    confortvel ou dormir sob as estrelas), no

    deixe de visitar o parque Abel Tasman! Veja

    por voc mesmo porque a Nova Zelndia

    to grandiosa, mesmo que no mapamundi ela

    parea ser insignificante.

    Mary Rocha paulistana e j viajou o mundo. Num intercmbio na frica do Sul, conheceu o alemo Marlon, e

    os dois vieram para Nova Zelndia em 2006 para fazer mochilo. Aqui casaram e se estabeleceram. Em 2007, ela criou a NZEGA Education and Travel, agncia de

    intercmbio e turismo pioneira no pas.

  • dicas decontabilidade

    com Luiza Veras

    NO TENHO VISTO DE RESIDNCIA. POSSO ABRIR UMA EMPRESA NA NOVA ZELNDIA?

    Vrias pessoas me procuram e fazem a mesma pergunta, "Posso abrir minha prpria empresa mesmo sem visto de residncia?". A minha resposta vai sempre depender do tipo de visto em que a pessoa se encontra no mo-mento da abertura da empresa.

    Na Nova Zelndia no existe muita burocracia para abrir uma empresa, como acontece no Brasil. Mas o fato de voc abrir uma empresa aqui, no vai ajudar voc a conseguir um visto ou residncia no pas.

    Ter visto aberto no quer dizer que voc possa abrir uma empresa e traba-lhar por conta prpria, com a inteno de que na prxima vez que voc solicitar seu visto, tudo ser mais fcil somente pelo fato de voc ter uma empresa.

    Para renovar o seu work visa ou solicitar seu visto de residncia, voc deve ter uma oferta de trabalho de uma empresa na Nova Zelndia que no seja a sua prpria empresa.

    Existe outro tipo de visto, o visto de empresrio (entrepreneur visa), que pode ser solicitado para quem quer abrir uma empresa e ter visto empre-

  • 47

    sarial. No entanto, h um valor monetrio de capital a ser investido na Nova Zelndia. Para mais informaes sobre o visto de empresrio com abertura de empresa, aconselho

    a procurar um immigration adviser (conse-lheiro de imigrao). Este tipo de visto mais complexo e precisa de um adviser/advogado de imigrao para que possa ser solicitado, an-tes mesmo de abrir uma empresa.

    No entanto, se seu visto for aberto por cau-sa de um namorado(a)/noivo(a), marido(espo-sa), voc poder abrir uma empresa, pois seu visto ser solicitado atrelado ao parceiro (a).

    Por exemplo: Angelica conseguiu um visto de trabalho oferecido por uma empresa em Christchurch e seu noivo Leo conseguiu o visto aberto como parceiro da Angelica. Leo pode abrir uma empresa, mas Angelica no pode. Quando o visto dela vencer, Angelica poder solicitar a renovao, comprovando que seu chefe ofereceu mais tempo de trabalho para ela. O visto aberto de Leo renovado automati-camente como partner por causa da Angelica.

    A empresa que Leo abriu no vai infuenciar em nada na renovao do visto/solicitao de residncia .

    Caso Angelica no consiga renovar o visto dela, o visto aberto do Leo tambm ser cance-lado e consequentemente, Leo dever fechar a empresa. Neste caso, os dois devem voltar para o Brasil.

    Se seu visto for aberto Working holiday visa, voc no pode abrir empresa (o Com-panies Office poder at aceitar a abertura da sua empresa, mas voce ter problemas com a imigrao, quando for renovar seu visto ou aplicar para residncia).

    Outra pregunta que me fazem frequente-mente quanto idade. Para uma pessoa ser diretor de uma empresa, ela deve ter acima de 18 anos. Na Nova Zelndia, a maioridade de 16 anos aceita em alguns casos (como para tirar carteira de motorista), mas para abrir uma empresa somente pessoas acima de 18 anos.

    Caso voc pretenda abrir uma empresa na Nova Zelndia e ainda more no Brasil , voc deve conhecer algum morando na Nova Ze-lndia para ser diretor juntamente com voc. H uma nova regra que diz que para abrir uma empresa na Nova Zelndia necessrio que pelo menos um dos diretores resida no pas.

    Os interessados em abrir uma empresa na NZ podem entrar em contato com a Taurus. A empresa oferece suporte em todo o processo, desde a compilao da documentao neces-sria, registro com IRD at a incorporao da empresa na NZ Companies Office. Alm disso, a Taurus tambm oferece consultoria na es-trutura do tipo de empresa, no registro do GST e outros planos de estrutura tributria que po-dem variar dependendo do caso.

  • 48 maio 2016

    Num momento tenso da poltica brasileira, os brasileiros na Nova Zelndia tambm esto acompanhando de perto o desenrolar dos fatos que desencadearam o afastamento da presidente Dilma e colocaram no poder, interinamente, o vice Michel Temer. Os brasileiros daqui tambm se dividem sobre o impeachment e ns fomos conversar com dois brasileiros que moram na Aotearoa h muitos anos, e que so articulados politicamente, sobre os motivos pelos quais eles concordam ou discordam com o impeachment.

    A FAVOR . ADRIANO MELO

    Eu fui a favor do impeachment de Dilma Rousseff porque, de fato, ela cometeu fraudes fiscais multibilionrias com o nico intuto de se reeleger, como atestado pelo Tribunal de Contas da Unio, o que, por conseguinte, causou a maior crise econmica brasileira das ltimas dcadas. Vale ressaltar ainda, que o processo de impedimento da presidente em vigncia, foi referendado pelo Supremo Tribunal Federal, o que o torna - a despeito dos que o acusam de ser um golpe - totalmente legal. Alm das prticas criminosas contra as Leis 1.079/50 e a de Responsabilidade Fiscal, a acusada tambm teria cometido crimes eleitorais como o financiamento de campanha com fundos roubados de estatais, o uso ilegal dos Correios para sua propaganda eleitoral e o uso eleitoreiro do Programa Bolsa-Famlia, atravs de uma campanha de ameaa de corte do auxlio para as pessoas mais pobres do pas. Por essas e outras muitas razes, que concluo: no tenho dvidas de que o Brasil sobreviver a mais esse impeachment, s no

    estou to certo se o pas sobreviveria sem ele.

    CONTRA . BOBBY MUKAI

    Eu acho que a Dilma no mesmo competente para ser presidente e o PT quebrou meu corao com tanta roubalheira (sempre levantei a bandeira vermelha). Mas acho que esse processo de impeachment est errado porque vai contra a democracia que lutamos tanto pra conseguir. No se pode resolver tirar algum do poder porque no est fazendo um trabalho bom. No assim que a democracia funciona. Isso no uma empresa. A Dilma, em si no corrupta, mas os que esto entrando no lugar dela so. O certo na minha opinio seriam novas eleies, diretas, com o povo todo escolhendo. Impossvel pensar que ladres vo decidir nosso futuro a partir de agora. E isso que diz no sou s eu mas, o The New York Times, The Guardian e quem entende de democracia no mundo todo."

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