Revista InterBuss - Edio 157 - 11/08/2013

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  • VOLVO VENDE 200 NIBUS HBRIDOSPARA A CIDADEDE BOGOT

    Leia tambm:REVISTAINTERBUSSINTERBUSSREVISTA

    ANO 4 N 157 11 de Agosto de 2013

    Empresrio que quebrou a VASP mantm umafrota sucateada em operao no DF; Eroles, Baltazar e Ruas tambm esto na lista dos processos trabalhistas

    WAGNER CANHEDOLIDERA DVIDASTRABALHISTAS

    WAGNER CANHEDOLIDERA DVIDASTRABALHISTAS

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    INTERBUSSREVISTA

    O TRANSPORTE LEVADO A SRIOINTERBUSS

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  • Pgina 14

    B E M - V I N D O S R E V I S T A I N T E R B U S SNESTA EDIO: 32 PGINAS

    | A Semana em Revista

    Promotora dizque nibus de Teresina saem de fbrica quebradosSegundo a promotora que estacompanhando o transporte local, elevadores chegamquebrados cidade 11

    WAGNER CANHEDO, OMAIOR DEVEDORTRABALHISTA DO PAS

    Outros empresrios do ramo de transporte esto na lista

    | As Fotos da Semana

    Confira as doze fotos mais interessantes de sites especializados e nasredes sociais. Sua foto pode sair aqui! Publique-a e iremos busc-la!

    As melhores fotos de nibus da semana nos sites especializados

    28

    | A Semana em Revista

    nibus cai deviaduto em Itaguae deixa ao menossete mortosVeculo ficou completamentedestrudo e caiu de ponta-cabea do viaduto 09

    WAGNER CANHEDO, OMAIOR DEVEDORTRABALHISTA DO PAS

  • Pgina 14

    ANO 4 N 157 DOMINGO, 11 DE AGOSTO DE 2013 1 EDIO - 23h01 (S)

    COLUNISTAS Jos Euvilsio Sales BezerraAs novas faixas exclusivas de SP 22

    EDITORIALPedidos estapafrdios 6

    DEU NA IMPRENSAAs notcias da imprensa especializada 18

    WAGNER CANHEDO, OMAIOR DEVEDORTRABALHISTA DO PAS

    PSTERMarcopolo Paradiso G7 16

    Wanderson Amorim

    A SEMANA REVISTAAs notcias da semana no setor de transportes 7

    REDE SOCIALO seu espao na Revista InterBuss 24

    COLUNISTAS Adamo Bazaninibus da Estrela de Mau vo para VBL 26

    AS FOTOS DA SEMANAAs fotos que foram destaque na semana 28

    | Circulando

    A eficincia dasnovas faixas exclusivas nacapital paulistaColunista Jos Euvilsio SalesBezerra comenta as novasfaixas exclusivas em SoPaulo e seu sucesso 22

    | Deu na ImprensaBRT deJohannesburgoamplia frota comMercedes-BenzRea Vaya vai receber nibus comchassi O-500M e articuladoscom O-500MA 19

    MECNICA DE PESADOSA manuteno dos sistemas de freios - Parte 3 21

    VOLVO HBRIDOVolvo vende 200 hbridos para Bogot 13

    OS MAIORES DEVEDORESWagner Canhedo o que mais deve 14

    Excepcionalmente, nesta edio no publicada a coluna deMarisa Vanessa Norberto da Cruz, que volta a ser publicadana semana que vem. Agradecemos pela compreenso!

    WAGNER CANHEDO, OMAIOR DEVEDORTRABALHISTA DO PAS

  • Uma publicao da InterBuss Comunicao Ltda.

    DIRETOR-PRESIDENTE / EDITOR-CHEFELuciano de Angelo Roncolato

    JORNALISTA RESPONSVELAnderson Rogrio Botan (MTB)

    EQUIPE DE REPORTAGEMFelipe de Souza Pereira, Tiago de Grande, Luciano de Angelo Roncolato, Chailander de Souza Borges, Ander-son Rogrio Botan, Guilherme Rafael

    EQUIPE FIXA DE COLUNISTASMarisa Vanessa Norberto da Cruz,Jos Euvilsio Sales Bezerra, Adamo Bazani,Luciano de Angelo Roncolato eFbio Takahashi Tanniguchi

    REVISOFelipe Pereira eLuciano de Angelo Roncolato

    ARTE E DIAGRAMAOLuciano de Angelo Roncolato

    AGRADECIMENTOS DESTA EDIOAgradecemos Adriano Minervino, Mrcio Spsito, Ail-ton Florncio e Douglas de Czare pelas fotos enviadas esta semana para capa, matrias e pster.

    SOBRE A REVISTA INTERBUSSA Revista InterBuss uma publicao semanal do site Portal InterBuss com distribuio on-line livre para todo o mundo.Seu pblico-alvo so frotistas, empresrios do setor

    de transportes, gerenciadores de trnsito e sistemas de transporte, poder pblico em geral e admiradores e entusiastas de nibus de todo o Brasil e outros pases.

    Todo o contedo da Revista InterBuss provenientes de fontes terceiras tem seu crdito dado sempre ao fi-nal de cada material. O material produzido pela nossa equipe protegido pela lei de direitos autorais e sua reproduo autorizada aps um pedido feito por es-crito, e enviado para o e-mail revista@portalinterbuss.com.br. As fotos que ilustram todo o material da revista so de autoria prpria e a reproduo tambm autor-izada apenas aps um pedido formal via e-mail. As ima-gens de autoria terceira tm seu crdito disponibilizado na lateral da mesma e sua autorizao de reproduo deve ser solicitada diretamente ao autor da foto, sem interferncia da Revista InterBuss. A impresso da re-vista para fins particulares previamente autorizada, sem necessidade de pedido.

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    para revista@portalinterbuss.com.br e faremos o ca-dastro de seu e-mail ou telefone e voc ser avisado.

    CONTATOA Revista InterBuss um espao democrtico onde todos tm voz ativa. Voc pode enviar sua sugesto de pauta, ou at uma matria completa, pode enviar tambm sua crtica, elogio, ou simplesmente conver-sar com qualquer pessoa de nossa equipe de colunistas ou de reprteres. Envie seu e-mail para revista@por-talinterbuss.com.br ou contato@portalinterbuss.com.br. Procuramos atender a todos o mais rpido possvel.

    A EQUIPE INTERBUSSA equipe do Portal InterBuss existe h nove anos, desde quando o primeiro site foi ao ar. De l pra c, tivemos grandes conquistas e conseguimos contatos com os mais importantes setores do transporte nacional, sem-pre para trazer tudo para voc em primeira mo com responsabilidade e qualidade. Por conta disso, algumas pessoas usam de m f, tentando ter acesso a pessoas e lugares utilizando o nome do Portal InterBuss, falando que de nossa equipe.Por conta disso, instrumos a todos que os integrantes oficiais do Portal e Revista InterBuss so devidamente identificados com um crach oficial, que informa o nome completo do integrante, mais o seu cargo den-tro do site e da revista. Qualquer pessoa que disser ser da nossa equipe e no estiver devidamente identifi-cada, no tem autorizao para falar em nosso nome, e no nos responsabilizamos por informaes passa-das ou autorizao de entradas dadas a essas pessoas. Qualquer dvida, por favor entre em contato pelo e-mail contato@portalinterbuss.com.br ou pelo telefone (19) 9483.2186, sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia.

    A ignorncia da populao mais uma vez pde ser explicitada na ao criminosa que aconteceu na cidade de Campinas na ltima quarta-feira, quando dezenas de manifestan-tes invadiram e destruram o interior da Cmara Municipal local. Vrios movimentos partidrios, que estavam em conjunto com pessoas ligadas e identificadas como do movimento Passe Livre, quebraram vrias peas do plenrio da Cmara e ainda tiveram que ser retirados fora pela tropa de choque da Polcia Militar, pois os mesmos pretendiam permanecer acampados no local at que suas reivindicaes fossem atendidas, todas elas ligadas ao setor de transportes. O pior de toda essa histria que as reivindicaes so completamente estapafrdias, sem possibilidade de implantao ou de pouco benefcio prtico. J abordamos neste mesmo espao que a memria da populao campineira muito pequena, e no lembra da experincia que a cidade teve com a EMDEC (autarquia da prefeitura que gerencia o transporte na cidade) operando as linhas da regio do Campo Grande e Jardim Florence, quando a empresa TUGRAN foi descredenciada pela prefeitura, em 1989. No

    comeo, o servio registrou uma grande mel-hora, porm com o passar do tempo entrou em declnio, em virtude de uma enorme burocracia para compra de peas e outros problemas que foram registrados. Aps todos esses entremeios, a EMDEC entregou suas linhas para a Viao Santa Catarina, que quebrou anos mais tarde.A municipalizao do transporte no o camin-ho e no vantajoso para ningum. O pior seria uma municipalizao com tarifa zero. Alm de todos os nus de uma empresa pblica, haveria a manuteno dos veculos, o pagamento dos fun-cionrios, os insumos carssimos e tudo isso sem receber um centavo do passageiro. Quem iria pagar essa conta? A prpria populao, atravs de impostos. Com certeza alguma rea iria perder investimento, como sade, educao ou qualquer outra de suma importncia para o desenvolvim-ento da cidade. Para uma empresa operar, necessria a cobrana da tarifa ou o subsdio parcial ou to-tal dela. A operao de um sistema de transporte coletivo, ainda mais quando complexo como o de Campinas, exige um pesado investimento em material rodante, infraestrutura e mo-de-obra

    As solicitaes estapafrdiaspara melhoria no transporte

    A N O S S A O P I N I O| Editorial qualificada. Exigir que a prefeitura pratique tarifa

    zero seria o mesmo que deixar a cidade pratica-mente sem transporte, pois se a prefeitura no tem condies de pagar passagem de nibus para todo mundo, iria ter condies de manter uma empresa em circulao? E as empresas opera-doras atualmente so todas privadas, que como qualquer outra empresa privada visa o lucro e precisa ser paga para prestar o servio. Se a em-presa no receber pelo servio prestado, a mesma no vai querer continuar operando, e ningum mais vai se interessar, a no ser a prpria prefei-tura, que teria que desembolsar um valor enorme para operar os itinerrios. H de se convir que a populao muito mal instruda em relao s questes do transporte pblico, pois ela poderia ser melhor orientada sobre os seus custos, sua operaciona-lizao e sua lgica, pois s assim todos pode-riam estar cientes de cada item que hoje criti-cado sem conhecimento de causa. Por exemplo: muito comum todos criticarem os atrasos con-stantes dos nibus, porm a culpa sempre recai em cima da empresa ou do motorista, sendo que na verdade a culpa da prefeitura que no orga-niza o trnsito da forma mais adequada, que de-veria priorizar a circulao do transporte pblico, e no a do transporte individual. Um esclarecimento pblico sobre o funcionamento e o gerenciamento dos servios pblicos seria de grande valia para todos.

    REVISTAINTERBUSS Expediente

  • Zero Hora ntato@j.com.br Com a queda no preo de alimentos e a revogao do aumento das tarifas de trans-porte coletivo em diferentes capitais, a infla-o em julho apresentou a menor variao mensal em trs anos. O ndice de Preos aos Consumidor Amplo (IPCA), referncia para a meta do governo, recuou de 0,26% em junho para 0,03% no ms passado. A alta de julho o menor resultado mensal desde igual ms de 2010. A esperada safra de meio de ano, que empurra o preo dos alimentos para baixo, e as tradicionais liquidaes de inverno, que tornam a compra de peas de vesturio mais atrativas, con-triburam para que o avano dos preos desse uma trgua. A surpresa mesmo veio do item transporte: queda de 0,66%. uma conquista das manifesta-es. Sem elas, o ndice seria mais alto, pois em vez de reduo no preo da passagem teramos um aumento diz Pedro Raffy, pro-fessor de economia da Universidade Macken-zie. De acordo com Gilberto Braga, pro-fessor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), o efeito do custo menor da passagem no deve se repetir nos prximos meses. Considerado vilo da inflao por apresentar as maiores altas, o tomate agora volta cena no papel de mocinho. Foi o ali-mento que mais reduziu o preo. Em um ms, a queda foi de 27,25%. Na contramo, o que mais subiu no perodo foi o custo com em-pregados domsticos alta de 1,45%. Sem o impacto positivo do trans-porte e com o efeito dos alimentos j bastante reduzido, o governo deve encontrar mais dificuldades para domar o avano dos preos. O resultado bom, mas a inflao deve voltar a subir nos prximos meses. At o final de outubro, a alta do dlar j vai estar

    Destaque da Semana

    TRANSPORTE COLETIVO Baixa de tarifas derrubou inflao no ms de julho

    A S E M A N A R E V I S T ADE 04 A 10 DE AGOSTO DE 2013

    REVISTAINTERBUSS 11/08/13 07

    A queda nas tarifas do transporte pblico emdiversas cidades brasileiras ajudou a inflao a ficar perto de zero em julho

    Revogao de reajustes de tarifas derruba inflao

    irradiada em toda a economia afirma Braga. O dlar mais alto encarece o preo de produtos importados e torna a exportao mais atraente ao produtor. A menor oferta faz os valores subirem. Sobre juros, a desacelerao da in-flao no deve alterar a cabea dos diretores do Banco Central na reunio do Comit de Poltica Monetria nos dias 27 e 28, entende o diretor de Pesquisas Macroeconmicas do Bradesco, Octavio de Barros. O BC vem em uma sequncia de aumento da Selic, hoje em 8,5% ao ano.

    Impacto na carteira diferente para cada um Apesar de ser considerado o indica-dor oficial de inflao do pas, o ndice de Preos ao Consumidor Amplo (IPCA), cal-culado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), tem impacto diferente para cada consumidor. O clculo realizado com base em uma cesta de produtos mais consumidos pelos brasileiros e, portanto, uma mdia. Todas as regies do pas tm a mes-ma lista de mercadorias, mas a importncia

    de cada item na anlise final varia em cada Estado, sempre de acordo com a quantidade consumida. Aumento de preo da erva-mate, por exemplo, tem peso maior no ndice do Rio Grande do Sul do que no Rio Grande do Norte. normal que as pessoas achem que a inflao divulgada no ms no do mesmo tamanho daquela que percebem no bolso diz o pesquisador do IBGE Vladimir Lautert. O mesmo acontece com o trans-porte pblico. Quem vai de carro para o trabalho no sente os efeitos da reduo da tarifa tanto quanto aquele que utiliza nibus ou metr para se locomover. Quedas no preo de alimentos, por outro lado, costumam ser perceptveis porque todas as pessoas, seja em casa ou no restaurante, precisam comer. Transporte e alimentao juntos tm peso de 43,8% no IPCA porque so as despesas mais importantes no oramento das famlias. A cada cinco anos o IBGE realiza uma pesquisa em todo o territrio brasileiro para atualizar os pesos dos produtos e ser-vios nos gastos de cada famlia. O ltimo levantamento foi feito em 2011.

    Luciano Roncolato

  • Velocidade de nibus dobra com faixa exclusiva em SP

    A S E M A N A R E V I S T ASo Paulo

    Folhapress/Dirio do Sudoestea@terra. com.br Dados da CET (Companhia Engen-haria de Trfego) mostram que o pico de velo-cidade registrado com a nova faixa de nibus do corredor norte-sul em So Paulo mais que o dobro da velocidade mdia registrada na via antes da implantao da iniciativa. O levan-tamento levou em considerao a velocidade desenvolvida pelos coletivos entre s 6h e s 15h na semana passada. De acordo com os nmero revelados pela companhia, os nibus chegaram a atingir uma velocidade de 34,3 km/h s 15h, no sen-tido bairro-centro. Antes da implantao, a ve-locidade mdia desenvolvida pelos nibus no corredor formado pelas avenidas 23 de Maio, Rubem Berta, Moreira Guimares e Washing-

    ton Lus era de 15 km/h. At mesmo a menor velocidade veri-ficada aps a instalao da faixa de nibus superior em 3 km/h a mdia verificada no perodo anterior a iniciativa da Prefeitura de So Paulo. Segundo os dados da CET, os cole-tivos chegaram a trafegar a 18,7 km/h, s 8h na semana passada. Pelo quarto dia consecutivo, a report-agem percorreu o corredor norte-sul de carro, desde o tnel Anhangaba at a regio do aeroporto de Congonhas, trecho onde h uma faixa dedicada exclusivamente aos nibus. Pela primeira vez na semana foi pos-svel verificar um tempo de viagem muito prximo tanto no sentido zona sul quanto na direo do centro. Foram necessrios 40 minu-tos para percorrer o caminho na direo do

    centro e 35 para ir de ponta a ponta no sentido contrrio. O ponto mais crtico, nos dois senti-dos, continua sendo do Complexo Virio Joo Jorge Saad at o viaduto Joo Julio da Costa Aguiar. Durante toda a manh, por exemplo, este trecho de 3 km ficou congestionado, tanto no caminho do centro quanto para quem vai na direo da zona sul. Para tentar resolver os congestion-amentos no corredor norte-sul, a CET alterou a circulao de veculos entre a avenida Ceci e Moreira Guimares. Na avaliao da compan-hia tambm foi necessrio colocar um semfo-ro no cruzamento entre a avenida Indianpolis e a alameda dos Guaiases, que ainda precisou ter o trfego restrito entre as avenidas Ceci e Itacira.

    11/08/13 REVISTAINTERBUSS08

    G1 Mogi e Suzano@terra.com.br Passageiros que utilizam o transporte coletivo em Mogi das Cruzes reclamam do sistema em que o motorista obrigado a acumu-lar a funo do cobrador. A TV Dirio flagrou alguns coletivos circulando sem a presena de cobradores na quinta-feira (8). Ainda segundo alguns passageiros, alm do atraso nas viagens, existe tambm a preocupao com a falta de segurana, j que, na opinio deles, o motorista pode se distrair ao desenvolver as duas funes. O Sindicato dos Rodovirios tambm contra o acmulo de funo. Eu j vi situaes em que as pessoas tm de gritar para o motorista avisando que vai descer. Dai ele [motorista] tem de abrir a porta correndo. complicado, detalha a dona de casa Sirlene das Graas Teodoro. A promotora de vendas Adriana Oliveira tambm no con-corda com o sistema. Ele [motorista] tem que cobrar e tem que parar. Dai atrasa. ruim, de-talha. A TV Dirio esteve no Terminal Es-tudantes na quinta-feira (8) e flagrou alguns nibus circulando sem cobradores. A situao, no entanto, no desagrada apenas quem utiliza o sistema de transporte coletivo em Mogi das Cruzes. Alguns motoristas tambm no concor-dam com o acmulo de funo. Um desses pro-fissionais falou com a reportagem, mas preferiu no se identificar. Ele denuncia que obrigado

    pela empresa a dirigir e cobrar. Quem se recusa a fazer a dupla funo punido. s vezes eles mandam para a gara-gem e do suspenso de trs dias. Em outros casos do advertncia e at mandam embora, detalha. Ele concorda que o acmulo de fun-es pode prejudicar a segurana. Tira muito a ateno, ainda mais quando o nibus est cheio. No d para ter a viso da porta e, por conta disso, acontece de fecharmos a porta enquanto o passageiro est descendo, explica o motorista.

    Outras cidades O assunto j causou polmica na regio antes. Em Itaquaquecetuba, por exem-plo, os motoristas reclamavam bastante do acmulo de funo e tinham at o apoio dos passageiros, j que em muitas situaes, filas se formam no embarque por causa da falta de co-brador. A obrigatoriedade de ter um profissional s para receber e dar o troco foi transformada em lei, mas ela acabou revogada em novembro de 2009. Em Ferraz de Vasconcelos, tambm foi aprovada uma lei h trs anos que proibia os motoristas de receber o dinheiro da passagem. O Sindicato dos Rodovirios contra a prtica e diz que nibus no pode ficar sem cobrador. Ns sabemos que existem algumas linhas das quais as empresas reclamam que no tm pas-sageiros. A gente at tolera que tem motoristas que trabalhavam com micro e que preferem

    Motorista acumula funo em Mogifazer a dupla funo por causa da comisso que ele ganha. Neste caso a gente tolera, pois no somos to radicais. Agora tirar o cobrador de toda a frota ns no concordamos porque pode prejudicar a segurana, explica o presidente do sindicato, Flix de Barros.

    Outro lado Duas empresas operam o sistema de transporte pblico, em Mogi das Cruzes. Em nota, a CS Brasil informou que em nenhum momento se definiu a extino da funo de co-bradores em todas as linhas que servem Mogi das Cruzes. O que existe, j h alguns anos, uma avaliao, linha a linha, para implementar o melhor modelo operacional, levando sempre em considerao o conforto e a segurana. A empresa ainda acrescentou que algumas linhas com menor fluxo de pagamento em dinheiro passaram a operar sem cobradores, situao to-talmente legal perante o Tribunal Superior do Trabalho e reforou que antes de qualquer implantao ou alterao na execuo dos ser-vios contratados, tem por princpio debater as iniciativas com todas as partes envolvidas, tais como sindicatos e rgos municipais, sempre prezando pela transparncia e cumprimento dos contratos, alm do conforto e segurana dos cli-entes e cidados. J a Princesa do Norte disse que s vai operar sem cobradores nas linhas, se houver a aprovao do sindicato da categoria.

  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 09

    nibus cai de viaduto e matasete pessoas em Itagua

    RJ / MG / ES

    Jornal Hojera@terra.com.br Sete pessoas morreram e 34 ficaram feridas aps a queda de um nibus de um viadu-to em Itagua, regio metropolitana no Rio de Janeiro, na quarta-feira (7). Quatro passageiros ainda esto internados em estado grave. Segun-do os sobreviventes do acidente, o motorista estava em alta velocidade. Entre os destroos, possvel ver grades de ferro, restos do nibus e objetos dos passageiros. Adlio Oliveira viu como tudo aconteceu. Ele tava vindo em alta velocidade, quando chegou na inclinao do viaduto, pa-rece que arrebentou alguma coisa, parece que foi barra da direo, ele freou, no que ele veio rebolando, veio cair aqui, relata. Sete pessoas, entre vtimas e teste-munhas, tambm afirmaram que o motorista estava correndo. O nibus caiu de uma altura de sete metros, sobre uma igreja. O motorista Carlos Alberto Oliveira da Silva est entre os mortos. O viaduto onde aconteceu o ltimo acidente to ngreme e cheio de ondulaes, que tem o apelido de tobog. Em 2010, um mo-rador fez um vdeo mostrando como passar por este viaduto e compara o caminho a uma montanha russa. Na quinta-feira (8), a equipe do Jor-nal Hoje flagrou um carro que perdeu o embalo na subida inclinada. O jeito foi empurrar na

    G1 RJ

    TRAGDIA nibus despencou de viaduto e deixou ao menos sete mortos

    G1 Rio@terra.com.br Agentes da Polcia Civil recol-heram o tacgrafo do coletivo que teria pro-vocado o acidente entre trs nibus BRTs no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que deixou 36 feridos no fi-nal da noite de tera-feira (6), como mostrou o Bom Dia Rio. O equipamento, recolhido durante a percia realizada durante a madru-gada de quarta-feira (7), vai mostrar a que velocidade o veculo estava no momento do impacto. Passageiros disseram que o motor-ista de um dos nibus corria muito e no fre-ou. O veculo se chocou contra outros dois que estavam parados num sinal. O engaveta-mento ocorreu na Avenida das Amricas, na

    altura do nmero 15.000, em frente a Esta-o Guignard. O motorista, identificado como Wanderson da Silva Oliveira, de 38 anos, teve escoriaes e fraturou a perna. Todos os feridos foram atendidos nos hospitais Lou-reno Jorge, na Barra; e Miguel Couto, na Gvea.

    Trs BRTs batem e deixam 36 feridos; Polcia recolhe tacgrafo do causador

    ladeira. Vrios acidentes j aconteceram. Um amigo caiu de moto em alta velocidade e per-deu contato com o solo, caindo de uma altura de quase 15 metros. um voo cego, porque a visi-bilidade ruim e o grau de inclinao muito alto, conta o gerente industrial Fausto Moraes.

    Aps o acidente, o Conselho Regional de Engenharia fez uma vistoria no viaduto e constatou vrias falhas, entre elas, falta de visi-bilidade. Este o segundo nibus que cai de um viaduto este ano no Rio de Janeiro. Em abril, nove pessoas morreram.

    Por volta das 6h45 de quarta, a operao no BRT Transoeste seguia nor-malmente. A faixa central da Avenida da Amricas chegou a ficar interditada durante a madrugada por conta do acidente, no sen-tido Barra da Tijuca. Em maro, um acidente com BRT, tambm no Recreio, deixou um morto.

  • A S E M A N A R E V I S T A

    11/08/13 REVISTAINTERBUSS10

    Princesa dos Campos leva seuTop Line para o interior do PR

    Sul/Internacional

    Jornal Novo Tempo@terra.com.br Desde o dia 2, a linha Capanema/Curitiba passou a contar com a nova mo-dalidade de nibus da empresa Princesa dos Campos. Na sexta passada, o lanamento do Carro Misto (modelo Top Line) se deu de for-ma ilustrativa: o nibus rodou todos os mu-nicpios do trajeto, apresentando populao os diferenciais do veculo. Novidades A linha Capanema/Curitiba a primeira do Estado a colocar em funciona-mento o Carro Misto. O nibus conta com a presena de nove poltronas leito na parte da frente, seguidas por 28 poltronas executivas. Seus passageiros podem desfrutar de mantas, gua, lanches e monitores de ltima gerao. Alm disso, a cabine do motorista est equipada com sistema de monitoramento da rea dos passageiros, fato que incrementa a segurana das viagens. Demanda da regio De acordo com Fernando Hornung, gerente comercial da Princesa dos Campos, havia uma antiga demanda da populao de cidades como Capanema, Realeza e Santa Iz-

    abel do Oeste, entre outras, no sentido de ter uma linha alternativa, uma vez que a popula-o destas cidades precisava se deslocar at Francisco Beltro para viajar com leito. Segundo Hornung, uma pesquisa realizada pela empresa revelou que uma par-cela entre 10 e 15% de seus clientes, composta

    principalmente por empresrios e autoridades polticas, d preferncia por nibus equipados com leitos. A empresa Princesa dos Campos, sediada em Ponta Grossa, adquiriu vrios vecu-los do modelo Top Line para atender sua rea de atuao no Estado.Em Santa Izabel do Oeste, o Carro Misto passa diariamente s 21h20.

    Coreia do Sul testa estradaeltrica para carregar nibus G1 Mundo@terra.com.br A cidade sul-coreana de Gumi est testando uma estrada eltrica com cabos subterrneos que permite carregar as baterias de nibus pblicos durante seu trajeto, infor-mou nesta quinta-feira (8) o Instituto Superior Coreano para Cincia e Tecnologia (KAIST). O sistema ser testado durante os prximos quatro meses em um trecho de 24 km em Gumi, cidade do sul do pas. Os veculos OLEV (OnLine Electric Vehicle) absorvem a eletricidade por induo, de maneira eletromagntica, a partir de cabos enterrados sob alguns centmetros na estrada eltrica. A eletricidade transmitida utilizada para mover o veculo e para carregar suas ba-terias, que tm a quinta parte do volume das

    baterias dos nibus eltricos comuns. O inconveniente, no momento, o preo do sistema: cada OLEV custa cerca de 472 mil euros. A tecnologia est disponvel e a questo agora reduzir seu preo, disse Park Jong-Han, que dirige a empresa fabrican-

    te dos prottipos OLEV. Assim que os custos baixarem, penso que as cidades ficaro inter-essadas neste tipo de transporte. O sistema, desenvolvido a partir do ano 2000 pelo KAIST, j havia sido testado em um pequeno percurso no campus do Instituto.

    APRESENTAO Representantes da Princesa dos Campos apresentam novo carro

    Divulgao

  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 11

    Cidade Verde terra@terra.com.br

    Nordeste

    Promotora diz que nibus de Teresina quebram na fbrica A Cmara Municipal de Teresina realizou desde quinta-feira (8) o Seminrio Municipal de Transportes Coletivos. O evento se encerrou na sexta-feira (9) e reu-niu vereadores, representantes de comuni-dades e movimentos sociais e a Strans para debater temas como a concesso, licitao, planilha de custos e fiscalizao do trans-porte coletivo da capital. A promotora Marlcia Evaristo Al-meida, coordenadora do Centro de Defesa das Pessoas com Deficincia e Idosos, par-ticipa do debate com foco principal na aces-sibilidade. Segundo ela, h problemas srios nos nibus da capital. A acessibilidade no transporte coletivo de Teresina do pior tipo e no est servindo. Quero apresentar denncias que tenho recebido de que h el-evadores de nibus que j vm com defeito de fbrica, afirmou.

    Palestra Um dos palestrantes do Seminrio o professor doutor em Desenvolvimento Territorial, Antonio Faanha. Ele diz que necessrio e possvel identificar pontos mais frgeis no sistema para poder combat-los. A geografia do problema conhecida.

    preciso trabalhar em cima destes pontos es-pecficos, declarou. A Confederao Nacional dos Tra-balhadores de Transportes tambm est no seminrio e levantou a discusso o planeja-

    mento estratgico. Segundo Carlos Silves-tre, assessor da entidade, (o planejamento) vai garantir, assim como em outras cidades brasileiras, o funcionamento total do siste-ma.

    PRECARIEDADE Promotora Marlcia disse que elevadores j chegam quebrados de fbrica

    Cidade Verde

    O sistema de transporte pblico ur-bano de Salvador ter um novo modelo de gesto a partir de 2014. Conforme projeto elaborado pela prefeitura, a cidade ser divi-dida em trs grandes reas, cada uma delas gerida por um grupo de empresas. Reporta-gem do Correio mostra que, com base em informaes repassadas pela Secretaria Mu-nicipal de Transporte e Urbanismo (Semut), no edital de licitao, que ainda preparado pela pasta, a capital baiana ser dividida em trs zonas. A rea A contemplar a regio que vai do Subrbio Ferrovirio at o Comrcio. J a rea B vai de Cajazei-

    Bahia Notcias terra@terra.com.br

    Novo sistema de transporte de Salvador divide cidade em reas

    ras at o Iguatemi, com a incluso da Ave-nida Paralela e bairros circunvizinhos como Mussurunga e Sussuarana. Por fim, a rea C corresponde regio que abriga a Orla Atlntica e o Centro da cidade. Atualmente, 18 empresas pertencentes ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps) tm autorizao para op-erar livremente, sem um regime organizado de concesses. Hoje no tem concesso, tem uma autorizao precria. O modelo o do deixa como est para ver como que fica, disparou o titular da Semut, Jos Car-los Aleluia. Para participar do novo modelo, as companhias que responderem ao edital de licitao devero se agrupar em sociedades

    com personalidade jurdica prpria (Socie-dade de Propsito Especfico SPE) e con-correr no processo licitatrio, cujo edital de-ver ser aberto consulta pblica ainda este ms. Em seguida, at o final de setembro, o edital ser oficialmente aberto, afirmou Aleluia. Os grupos vencedores faro um contrato com a administrao soteropoli-tana para operar o sistema de coletivos da cidade durante 25 anos de 2014 a 2039. Para tanto, devero pagar uma taxa mensal ao Executivo municipal, o chamado valor de outorga. O preo da taxa depender das quantias oferecidas no processo licitatrio. A Semut informou que trabalha com uma expectativa, mas preferiu no divulg-la.

  • 11/08/13 REVISTAINTERBUSS12

    Pequenas aes podem ajudar o BRT do Rio de Janeiro ficar ainda melhor e mais eficiente

    A S E M A N A R E V I S T A

    Prefeito de Aracaju apresenta modelo de nibus para BRT

    Nordeste

    G1 SE@terra.com.br

    O prefeito de Aracaju, Joo Alves Filho (DEM) apresentou na manh de quin-ta-feira, 8, na Praa de Eventos da Orla de Atalaia um nibus do sistema BRT [Bus Rapid Transport, com capacidade para 160 pessoas], que por conta do processo de lici-tao conjunto com os municpios que for-mam a Grande Aracaju, dever entrar em operao no prximo ano. O BRT o sistema mais aplaudido no mundo, nos transportes. Tive o privilgio na minha outra gesto de prefeito de Ara-caju, de trazer esse sistema ainda quando no tinha esse nome, o BRT, era transporte integrado, quando o passageiro ia para out-ros bairros pagando apenas uma passagem. Foi a segunda cidade do mundo a implantar, a primeira foi Curitiba. Hoje so 166 cidades do mundo que adotam e ns vamos agora implantar em Aracaju como BRT, comem-ora Joo Alves Filho. Na ocasio, ele lembrou o mal fun-cionamento do transporte pblico na capital sergipana.

    Ns lamentavelmente temos um sistema h dcadas funcionando mal. Re-solvemos fazer uma licitao nova e no podamos fazer imediatamente porque havia uma pendncia judicial. O prefeito anterior abriu uma licitao s para Aracaju. Houve contestao e ns quando assumimos, leva-mos a alternativa correta de fazer para os quatro municpios e isso s foi decidido a semana passada. O Poder Judicirio junto com o Ministrio Pblico, sentenciou que ns podemos fazer a licitao junto com os quatro municpios e deu prazo mximo de 120 dias, ressalta. Joo Alves Filho destacou que a licitao no depende s dele. Mas h um empenho dos quatro prefeitos. O projeto est muito avanado e cumprindo esse rit-ual, abriremos a licitao e ai sim, implan-taremos o BRT. No so apenas a implanta-o de nibus novos. Ns vamos ter regras rgidas. Passageiros no podem ficar espe-rando 50 minutos sem ter nibus. Teremos terminais novos, j estamos antecipando os abrigos. O aracajuano vai gastar um tempo extremamente menor do que est gastando

    para se deslocar, garante. A secretria de Defesa Social, Geor-lize Teles, enfatizou que para ser implan-tado, o sistema BRT precisa de condies tcnicas para ser implementado. E por que estamos apresentando hoje? Porque agora ns j estudamos todas as condies e j percebemos que o BRT uma realidade. A perspectiva que a SMTT tem de que possamos estar com o BRT no prximo ano, mas h uma outra mo-dalidade que tambm um avano e que deve ser implantado ainda este ano que o BRS. No a mesma tecnologia do BRT, no tem a mesma rapidez, mas um trans-porte que d um ganho muito grande e pra eles a gente vai precisar apenas criar al-gumas canaletas exclusivas para nibus, adianta Georlize Teles acrescentando que a Lei da Mobilidade Urbana diz que o transporte coletivo se sobrepe ao trans-porte individual. E isso que a gente est tentan-do conciliar, priorizar o transporte pblico, atendendo o que diz a lei, e respeitando claro a individualidade, finaliza a secretria.

    MONITORAMENTO Vrios dados da frota podero ser acompanhados pelos usurios

    G1

  • Da Volvo@terra.com.br

    V O L V O H B R I D O

    REVISTAINTERBUSS 11/08/13 13

    Pequenas aes podem ajudar o BRT do Rio de Janeiro ficar ainda melhor e mais eficiente

    A Volvo Bus Latin America vendeu 200 nibus hbridos para o Sistema Integrado de Transporte Pblico de Bogot, capital da Colmbia. Os nibus vo circular no Trans-Milenio, como conhecido o BRT da cidade. Os chassis sero fabricados em Curitiba, no Paran, onde est situada a fbrica de nibus da Volvo. Com esta aquisio, a cidade entra definitivamente na era da eletromobilidade e d um grande passo na adoo de um sistema de transporte urbano sustentvel, tanto do ponto de vista econmico quanto do ponto de vista ambiental, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America. A compra foi feita pelo Consrcio Express, que adquiriu 156 veculos; e pela GMovil, que comprou 44. O negcio inclui, alm do chassi, um contrato de proteo da bateria por 12 anos, e um plano de manuten-o de cinco anos. Nossos hbridos so a melhor op-o disponvel no mercado e estamos pre-parados para atender qualquer demanda. Esta venda consolida a liderana da Volvo em eletromobilidade no apenas na Europa, mas tambm na Amrica Latina. Mais uma vez estamos quebrando paradigmas e oferecendo ao mercado uma nova soluo de transporte, destaca Pimenta. Modelo de negcio Com o incio da produo de ni-bus hbridos em Curitiba, em junho do ano passado, a Volvo criou um novo modelo de negcio. A venda dos hbridos inclui um pa-cote de solues que garante a tranquilidade e a segurana dos operadores de transporte. Neste pacote esto includos, alm do chassi, a manuteno plena do veculo, desde a tro-ca de leo at reparos, e ainda disponibiliza mecnicos, equipamentos e ferramentas para trabalhar na garagem do cliente. Assim como faz com os veculos 100% a diesel, a Volvo ampliou sua oferta de planos de manuteno plena para os h-bridos, propiciando aos operadores suporte e disponibilidade a um custo fixo equivalente por quilmetro rodado, afirma Euclides Cas-tro, gerente de nibus urbanos da Volvo Bus Latin Amrica. Outro diferencial deste modelo de

    VOLVO VENDE 200HBRIDOS PARA BOGOT

    negcio que a bateria do motor eltrico no vendida. A empresa assina com o cliente um contrato de prestaes mensais que cobre qualquer reparo e trocas da bateria at o final da vida til do veculo. Ao assumir a responsabilidade pela bateria, garantimos aos nossos clientes um custo linear, sem riscos e sem surpresas. Alm disso, asseguramos uma destinao final ambientalmente correta quando substi-tuda por uma nova, refora Castro. A bateria desenvolvida pela Volvo para os nibus hbridos a mais avanada do mercado. Com apenas 200 quilos, permite que o veculo transporte a mesma quantidade de passageiros que os nibus tipo padrn (at 90 passageiros). Operao em Bogot Os hbridos entram em operao em Bogot a partir de janeiro de 2014 e vo am-pliar a abrangncia do Sistema Integrado de Transporte Pblico da cidade. Uma parte do trajeto ser pelas vias troncais do TransMil-mio e parte em ruas normais, onde atualmente no circulam alimentadores. Os nibus tero portas com escadas ao lado direito, e portas em nvel do lado esquerdo, para permitir a parada nos terminais de embarque e desem-barque do Transmilnio. A prefeitura de Bogot est trabal-hando para implementar um sistema de trans-porte urbano baseado em energias limpas, criando uma nova categoria de remunerao para veculos hbridos ou eltricos. Apre-sentamos o hbrido em uma rodada de dis-cusses sobre tecnologias de baixas emisses

    promovida pelo municpio h cerca de dois meses. O nosso veculo se mostrou o mais adequado para atender s necessidades dos administradores pblicos, diz Castro. Menos emisses,mesmo custo operacional Os nibus hbridos da Volvo con-somem at 35% menos combustvel e, conse-quentemente, emitem 35% menos CO2. Em um ano de operao, o hbrido deixa de emitir 33 toneladas de CO2 comparado ao nibus padrn, destaca o gerente. Alm disso, o ve-culo emite 50% menos material particulado (fumaa) e NOx (xidos nocivos sade), em relao aos veculos com tecnologia Euro 5. Outra vantagem que mais silencioso que os nibus movidos diesel. Embora com maior valor de in-vestimento inicial, ao longo de 12 anos os hbridos Volvo tero um custo e um retorno equivalente ao de um nibus diesel na mesma operao. O lucro ser do meio ambiente e da populao, refora Luis Carlos Pimenta. A economia de combustvel e reduo de emisses devem-se tencologia desenvolvida pela Volvo: dois motores, um a diesel e outro eltrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O mo-tor eltrico utilizado para arrancar o ni-bus e aceler-lo at 20 km/h e o motor die-sel entra em funcionamento em velocidades mais altas. O motor a diesel fica desligado quando o veculo est parado para embarque e desembarque e a energia das frenagens usada para carregar as baterias do motor el-trico.

  • 11/08/13 REVISTAINTERBUSS14

    A lista no to nova, data de ju-nho de 2013, mas o ranking das 100 pessoas fsicas que mais tm processos trabalhistas no Tribunal Superior do Trabalho (TST) em todo o pas chama a ateno. Grande parte dos nomes tem alguma ligao com o setor de transportes. Seja o aerovirio ou o rodovirio. E no preciso procurar muito para descobrir as primeiras ligaes. Os quatro primeiros colocados com maior quantidade de processos trabalhistas so os integrantes da famlia Canhedo, donos da falida VASP (companhia area que teve a falncia confir-mada em 11 de junho de 2013 pelo Superior Tribunal de Justia), Expresso Braslia, Vi-plan, Lotaxi, Condor, entre outras empresas que operam no transporte coletivo de Bras-lia. Wagner Canhedo Azevedo tem 1.173 processos, seguido pelo filho, Wagner Canhedo Azevedo Filho, com 1.126 aes. O outro filho, Cesar Antonio Canhedo Aze-vedo, ocupa a terceira colocao, com 986 processos. Na sequncia, a mulher de Can-hedo, Izaura Valrio Azevedo acumula 866 aes trabalhistas. Ainda da famlia Canhedo, Ro-dolfo Canhedo Azevedo, outro filho do em-presrio, aparece na quinta posio do rank-ing, com 660 processos. A quarta posio ocupada por Elias Mansur Lamas, scio da empresa Of-ficio Servios de Segurana e Vigilncia, de So Paulo, que tem 776 aes acumuladas no TST. Outra famlia que aparece na lista a Eroles, dona da antiga empresa que op-erava em Mogi das Cruzes/SP, e que faliu num processo que demorou anos para ser concludo. O primeiro Antnio Eroles, que comandou o imprio, com 476 aes (12 posio). Marli Eroles acumula 472 proces-sos, e aparece na 13 colocao. Depois vem Antnio Alexandre Eroles (464 processos);

    O S M A I O R E S D E V E D O R E S

    Felipe Pereirafpereira@portalinterbuss.com.br

    CANHEDO LIDERA LISTA DE DEVEDORES TRABALHISTAS DO TRANSPORTELista de junho de 2013 mostra os 100 maiores devedores trabalhistas do pas; Antigo dono da VASP aparece entre os primeiros colocados

    Antnio Adriano Eroles (460); Ceclia de Lourdes Lima Eroles (459); Pedro Eroles Filho (457); Durval Domingues Eroles (455); Luciana Lima Eroles Arago, Vera

    Lucia Pavanelli Eroles, Mara Silvia Eroles e Marcia Regina Pavanelli Eroles Fernandes aparecem em seguida, cada uma com 454 processos traba-lhistas.

    Com auxlio de Luciano Roncolatoroncolato@portalinterbuss.com.br

    DEVEDORES WagnerCanhedo lidera a lista dos maiores devedorestrabalhistas no setor de transportes. Famlia Eroles, Jos Ruas Vaz e Baltazar Jos de Souza tambm esto na lista

  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 15

    CANHEDO LIDERA LISTA DE DEVEDORES TRABALHISTAS DO TRANSPORTELista de junho de 2013 mostra os 100 maiores devedores trabalhistas do pas; Antigo dono da VASP aparece entre os primeiros colocados

    J o empresrio Jos Ruas Vaz, conhecido por ser um dos scios da encar-roadora Caio/Induscar e dono de vrias empresas na capital paulista tambm est na

    lista, em 39 lugar, com 274 aes no Tribu-nal. E at Baltazar Jos de Sousa, em-presrio do ABC Paulista, dono de vrias empresas, aparece na lista. Ele ocupa a posio 71, com 189 processos trabalhistas.

    VASP LIDERA LISTA DAS EMPRESAS Alm das pessoas fsicas, o TST tambm publicou a lista das 10 maiores companhias que tm mais processos em an-damento e causas perdidas. A Viao Area So Paulo (VASP) a lder isolada, com 4.833 processos. Ai-nda falando do transporte, a Viplan ocupa a posio nmero 15, com 1.429 aes. A Transportadora Wadel est na 17 coloca-o, com 1.353. Lotaxi e Condor Transportes Urba-nos, ambas do empresrio Wagner Canhedo,

    so a 25 e 26 colocadas, respectivamente, no ranking. A Lotaxi tem 1.207 processos, enquanto a Condor, 1.202. A Expresso Braslia LTDA vem na posio 28, com 1.147 aes no TST. E a Companhia Americana Indus-trial de nibus, ou simplesmente CAIO, est na posio 35, com 1.070 processos. Em 39 colocados, a Transbrasil Linhas Areas e a Viao Area Rio-Gran-dense (VARIG), essa em recuperao judi-cial, com 1.012 aes cada. A antiga Auto Viao Santa Brba-ra, que operou na capital paulista na dcada de 80, ocupa a posio 78 do ranking das 100, com 618 processos trabalhistas. E a empresa Voe Canhedo fecha a lista das empresas do transporte, no lugar de nmero 89 da lista, com 599 processos judi-ciais trabalhistas.

  • REVISTAINTERBUSSWANDERSON VINCIUS AMORIMTIMTEO/MG PRESIDENTE

  • 11/08/13 REVISTAINTERBUSS18

    Do Site da Transpo Onlinejsalto@portalcopa2014.com.br

    Falco o primeiro avio no tripulado da Aeronutica do pas A Aeronutica do Brasil iniciou os testes com o Falco, um veculo areo no tripulado (Vant) para uso militar. A aeronave produzida por algumas empresas brasilei-ras com recursos da Finep e apoio do Minis-trio da Defesa. Inicialmente, o projeto recebeu R$ 100 milhes em investimentos e, entre 2014 a 2016, receber outros R$ 300 milhes. O avio pesa somente cerca de 800 kg e foi desenvolvida, especialmente, para o as Foras Armadas do Brasil, que dever utiliz-lo em misses de reconhecimento, aquisio de alvos, apoio a direo de tiro, avaliao de danos e vigilncia terrestre e martima. O Falco possui autonomia de 16 horas e pode transportar cerca 150 kg de eq-uipamentos. A aeronave fabricada em fibra de carbono e pode transportar mais com-bustvel e equipamentos do que outros avies no tripulados da mesma categoria. Entre a grande parte de contedo nacional, destaca-se os sistemas de navegao e con-trole, eletrnica de bordo e a plataforma do avio. Sensores e cmeras sero adquiridos de fornecedores estrangeiros. A expectativa de que a aeronave seja comercializada a partir de 2016 pela Avibras, que desenvolveu o projeto para a Harpia, uma joint venture com a Embraer para o segmento de Defesa e Segurana.

    D E U N A I M P R E N S ATranspoOnline

    Divulgao

    TranspoOnline

    TNT mais presente no Norte do pas Do Site da Transpo Onlinejsalto@portalcopa2014.com.br Para reforar a sua presena na regio Norte do Brasil, A TNT inaugurou um terminal de cargas na cidade de Ananindeua (PA), a 500 metros da BR-316, a menos de 20 km da capital Belm. Instalado em uma rea de 10.800m2,, o local detm capacidade para 4.400 toneladas por dia e conta com 40 docas que operam em cross-docking, um processo de distribuio onde a mercadoria recebida redirecionada sem uma armazenagem prvia. A unidade tambm passa a trabalhar com um sistema de leitura via cdigo de barras. A filial far o atendimento de todo o

    Sobre o desenvolvimento do Falco A parceria entre Avibras e Embraer foi ini-ciada em janeiro deste ano e, desde ento, a Harpia Sistemas tem conduzido uma srie de estudos de configuraes para atender aos Requisitos Operacionais Conjuntos, das Foras Armadas Brasileiras, para um sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (ARP). O objetivo desenvolver uma aero-nave capaz de cumprir misses de Intelign-cia, Vigilncia, Aquisio de Alvo e Recon-hecimento (ISTAR). Sendo assim, o prottipo da ARP Falco, desenvolvido pela Avibras, e agora parte do Programa da Harpia, tem sido usa-do como ponto de partida para esses estudos,

    que incluem ainda um pacote de sensores, sistema de comunicao datalink e uma estao de controle no solo. O sistema de ARP da Harpia ser um produto de padro internacional e est sendo desenvolvido para atender aos desafios e caractersticas prpri-as do territrio brasileiro.

    Especificaes-Envergadura 10,8 m-Peso mximo 630 kg-Autonomia 16 horas (mnimo)-Velocidade mxima 100 ns-Teto operacional 16.000 ps (mnimo)-Capacidade de carga paga 150 kg (mni-mo)

    Estado do Par e tambm assume as transfer-ncias para Manaus/AM. Essa mudana faz parte da nossa estretgia de negcios, apoi-ando o crescimento expressivo nas regies Norte e Nordeste, bem como na busca da ex-celncia no servio atravs dos nossos profis-sionais altamente qualificados, explica Igna-cio Garat, presidente da TNT Mercrio. No Brasil, a TNT tem uma presena

    nica, que lhe permite oferecer o servio mais consistente e confivel de todo o pas. Esse novo terminal parte dos investimentos que estamos realizando neste ano para aumentar e aprimorar nossa capacidade de continuar como empresa lder reconhecida do mercado pela excelncia de servios. Durante o ano de 2013, vamos abrir sete novos depsitos, co-menta Garat.

  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 19

    Do Site da Transpo Onlinejsalto@portalcopa2014.com.br

    RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTCIAS DA IMPRENSA ESPECIALIZADA

    BRT de Jonannesburgo ampliado com 134 MB O-500 O sistema BRT (Bus Rapid Transit) Rea Vaya, de Johanesburgo, maior cidade da frica do Sul, ser reforado com a contrata-o de 134 novos nibus encarroados pela Marcopolo com chassis Mercedes-Benz, dos modelos Euro 5 O 500 M (93 unidades) e o articulado O 500 MA (41 unidades), ambos fabricados no Brasil. Os veculos sero aplica-dos em 17 novas estaes que iro expandir a oferta de transporte pblico na metrpole. A montadora informa que o contrato, firmado pelo concessionrio Sandown Motors e pela Mercedes-Benz South Africa, inclui a encomenda de 134 chassis Mercedes-Benz Euro 5 para a etapa 1B do BRT Rea Vaya. Os chassis partem da fbrica de So Bernardo do Campo em conjuntos CKD (totalmente desmontados) em navio at a fbrica da Mer-cedes-Benz, em East London, na frica do Sul. Em nosso Centro de Desenvolvim-ento Tecnolgico brasileiro, desenvolvemos alguns aspectos para que esses veculos pudes-sem atender perfeitamente s necessidades da operao no sistema Rea Vaya. Entre eles, destacam-se a adequao dos veculos para

    TranspoOnline

    circulao pela esquerda (popularmente con-hecida como mo-inglesa), aprimoramentos no sistema de gerencimento de frota e de ajo-elhamento dos nibus, afirma Ricardo Silva, diretor Geral de nibus Amrica Latina da Mercedes-Benz. Os novos nibus iro reforar o transporte de cidades prximas a Johanes-burgo, que passam a integrar o sistema Rea Vaya. Estamos muito orgulhosos de nossos

    nibus estarem ajudando na implementao de sistemas modernos e acessveis de mobili-dade urbana na frica do Sul, afirma Hartmut Schick, presidente mundial da Daimler Buses. O fato de o contrato ter sido conferido a ns demonstra a excelente reputao que os nibus Mercedes-Benz tm em todo o mundo. Cada vez mais, as cidades esto implantando novos conceitos de transporte pblico para fazer fr-ente crescente necessidade de mobilidade.

    TranspoOnline

    Shell lana novos lubrificantes Rmula Do Site da Transpo Onlinejsalto@portalcopa2014.com.br Aps testes com 12 veculos de montadoras distintas por mais de 25 milhes de km rodados nas mais diferentes estradas brasileiras, a Shell apresenta ao mercado os novos lubrificantes para Linha Pesada. Para atender as caractersticas dos motores Euro 5, a empresa desenvolveu dois produtos com pacotes de aditivos especficos: Shell Rimula RT 4L e Shell Rimula R5 LE. De acordo com avaliaes em laboratrio, lu-brificantes 10W40, como o Shell Rimula R5 LE, proporcionaram melhora na economia de combustvel, com longo intervalo de troca de leo, reduzindo o custo de manuteno. Entre as novidades, o Shell Rimula RT4 X (15W40) se une aos produtos Shell Rimula R2 40 (monoviscoso) e o Shell Rim-ula R3 Extra (15W40) multiviscoso, para

    veculos mais antigos. O novo lubrificante oferece tripla proteo para garantir a dura-bilidade do leo e do motor em reas crticas: desgaste do motor, controle de acidez e cor-roso, e depsitos, garantindo maior poten-cial de economia com a extenso do perodo de troca de leo, aumento da vida til do mo-tor e custos de manuteno reduzidos.

    Novos lubrificantes

    Shell Rimula RT4 L: oferece melhor desempen-ho em veculos de qualquer tipo e idade, com-patvel com a nova gerao de motores Euro 5.Shell Rimula R5 LE: o primeiro semissint-tico do mercado para motores de ltima gera-o, com um dos maiores ndices de eficin-cia em economia de combustvel.Shell Rimula R6M: o lubrificante 100% sinttico que proporciona economia na ma-nuteno.

  • Divulgao

    11/08/13 REVISTAINTERBUSS20

    D E U N A I M P R E N S A

    Do Site da Transpo Onlinejsalto@portalcopa2014.com.br

    Artigo: o futuro dos eltricosTranspoOnline

    Por Ida Maria Alves de Oliveira,gerente da Eletra So Paulo nunca para, mas anda cada vez mais devagar. Precisamos cor-rer contra o tempo para criar solues que melhorem a mobilidade urbana e reduzam a emisso de poluentes no ar. E pensar que, no passado, fomos muito mais sustentveis, em um tempo em que sustentabilidade nem fazia parte dos ideais do cidado dessa metrpole. No incio do sculo XX, a capital paulista contava com 227 quilmetros de tril-hos para veculos movidos a trao eltrica, os charmosos bondes. A cidade ainda foi pio-neira na implantao de trlebus, em 1949. Hoje, os bondes deram lugar aos trlebus, que atendem 11 linhas e transportam 2,4 milhes de passageiros por ms na capital paulista. No total, a cidade conta atualmente com 192 trlebus e outros 60 novos veculos devero ser integrados frota municipal ai-nda este ano; a maioria com tecnologia que garante 7km de percurso sem rede area, eliminando as ocorrncias de problemas no trnsito. No mundo, os trlebus tambm gan-ham novo flego e j so 40 mil veculos per-correndo as vias de 350 cidades. As futuras solues para o trans-porte pblico devem necessariamente pas-sar por adoo de veculos cada vez menos poluentes. Uma legislao da capital paulista j decretou o fim dos nibus movidos a die-sel at 2018. A Lei quer combater uma das principais fontes de poluio na cidade: os

    transportes respondem por mais de 60% das emisses totais no municpio. Os veculos eltricos despontam como soluo ideal para o transporte alm de apresentar custo operacional at 75% menor, comparados com os nibus a diesel conven-cionais. Os dados fazem parte do resultado do teste com veculos de diferentes tecnologias em So Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, San-tiago (Chile) e Bogot (Colmbia). A pesqui-sa ocorreu entre junho de 2011 e outubro de 2012 e foi desenvolvida pela Fundao Clin-ton, a rede C40 (Grupo Cidades Lderes pelo Clima) e o Banco Interamericano (BID). As preocupaes com as mudan-as climticas fazem cada vez mais a inds-tria buscar solues, principalmente na rea de transporte. Um dos ideais do setor a produo de veculos de transporte pblico 100% eltricos. O produto eliminaria a fiao area, um dos pontos criticados para a im-plantao dos trlebus. As empresas j pes-

    quisam novas baterias que possam dar conta das necessidades de um nibus eltrico. Acr-editamos que, muito em breve, vamos chegar a um modelo que garanta a possibilidade de transcorrer vrios quilmetros sem a necessi-dade de recarga. A segurana outro quesito para o uso de baterias, que devem suportar eventuais acidentes sem provocar qualquer risco para os passageiros. Acreditamos que, em breve, estare-mos aptos a oferecer esse tipo de tecnologia para os passageiros brasileiros. Nosso prximo desafio colocar em testes, ainda neste ano, o primeiro veculo articulado (18 metros) total-mente eltrico no Corredor ABD. O empreen-dimento resultado da parceria entre Eletra e Mitsubishi e dever resultar na criao de um nibus com capacidade para percorrer 60 quilmetros sem a necessidade de reabastec-imento eltrico e com recargas nos terminais que elevam a autonomia diria para 210km. As pessoas merecem respirar com tranquilidade.

    TranspoOnline

    O caminho dourado da Katy Perry Do Site da Transpo Onlinejsalto@portalcopa2014.com.br Em uma inovadora e chamativa ao promocional para a divulgao de seu novo l-bum, a cantora estadunidense, Katy Perry, co-locou um caminho completamente dourado e reluzente para anunciar o lanamento do disco Prism, em 22 de outubro de 2013. Em 29 de julho, o caminho circulou por Los Angeles, nos Estados Unidos, e foi fotografado pelo cantos Adam Lambert, que postou a imagem no Twitter. De acordo com Katy Perry, Los Angeles foi apenas a primeira cidade da turn de divulgao do lanamento de seu novo disco que o caminho passou. A cantora ainda pede que seus fs fotografem e postem no Twitter para que possa retuitar cada imagem.

  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 21

    M E C N I C A D E P E S A D O S

    expressamente proibido puxar o freio de estacionamento antes que o veculo esteja parado. Essa prtica pode causar que-bra na mola da cmara de freio, reduzindo sua vida til. Outro defeito comum neste componente passagem de ar da cmara do freio de estacionamento para a cmara do freio de servio atravs do retentor, que isola as duas cmaras, alm do vazamento do diafragma. importante lembrar que sempre que fizer a manuteno as vlvulas de freio devem ser testadas na bancada apropriada antes de retornar para o veculo, um servio deve ser feito por tcnicos capacitados.

    Recomendaes:

    - Desmonte o conjunto com a ajuda de fer-ramental adequado

    - Limpe todos os componentes sem utilizar solvente de petrleo

    - Inspecione minuciosamente as peas e sub-stitua as avariadas

    - Consulte o catlogo de aplicao e no use peas recondicionadas ou paralelas

    - Faa a montagem com ferramental e graxas especficas

    - Teste e regule as vlvulas com a ajuda da bancada de teste

    - Utilize os EPIs recomendados

    O freio um importante item de se-gurana do veculo, por isso necessrio ter muita responsabilidade para fazer a sua ma-nuteno, em caso de acidentes com vtima um item passvel de processo criminal se provado falha de manuteno.

    Principais problemas- Presso excessiva no sistema

    O SISTEMA DE FREIOSPNEUMTICOS (FINAL)Confira a terceira e ltima parte das explicaes sobre os freios pneumticos

    - Baixa presso no sistema

    - Trepidao ao frear o veculo

    - Aquecimento das rodas

    - Vazamento pela vlvula rel

    - Vazamento pela vlvula moduladora de servio

    - Freio de estacionamento no solta ao ser desativado

    - Carreta permanece presa ao soltar o cavalo

    mecnico

    - Falta de ar no sistema secundrio

    - Falta de ar no sistema primrio

    - Freio de servio com frenagem deficiente

    - Reservatrio mido contaminado por leo lubrificante

    - Tempo de carregamento prolongado

    - Excesso de gua no reservatrio mido (Colaborao - O Mecnico.com.br)

    CAUSA Compressorcarbonizado

    Vazamento no sistema

    Falta da troca dofiltro de ar

    Regulagem das catracasde freio

    Drenagem da gua doreservatrio de ar

    EFEITO Compressor no carregao ar necessrio para o sistema de freiofuncionar corretamente

    Baixa pressono sistema de freio

    Entupimentodas vlvulas

    Retardamentoda frenagem

    Deficincia nofuncionamentodas vlvulas eperda da lubrificao

  • 11/08/13 REVISTAINTERBUSS22

    Em sua primeira semana de funcionamento, faixa exclusiva de nibus no trecho sul do corredornorte-sul beneficia usurio do transporte coletivo e trava trfego de carros de passeio

    Faixa expressa

    Esta foi a primeira semana de fun-cionamento do novo trecho da faixa exclu-siva para nibus implantada no corredor Norte-Sul da cidade de So Paulo. A faixa exclusiva abrange um trecho de 10km, pas-sando pelas avenidas Washington Luiz, Moreira Guimares, Rubem Berta/Ascen-dino Reis e 23 de Maio nos dois sentidos. Ela comea no tnel do Anhangaba e ter-mina na Av. Washington Luiz, prximo Av. Jornalista Roberto Marinho. E, pelo que observamos, os resultados foram posi-tivos. Durante toda a semana, nos fi-nais de tarde, seguimos viagem pela linha 175T/10 Metr Jabaquara-Metr Santana. Esta linha percorre praticamente toda a faixa exclusiva e uma alternativa ao Metr para quem deixa a zona norte com destino zona sul. Na segunda-feira, dia 5 de agosto, deixamos a regio do Jardim Aeroporto s 17h39 e, 41min depois, j estvamos na Av. Tiradentes, no ponto prximo Estao Ti-radentes do Metr. Na segunda-feira anteri-or, dia 29 de julho, seguimos viagem nesta mesma linha e mesmo trecho em 1h10min. Nos dias seguintes, os tempos de viagem ficaram em: 41min na tera, 55min na quarta, 56min na quinta e 50min na sex-ta. Uma ressalva deve ser feita: na tera-feira realizamos a viagem na mesma faixa horria da de segunda, por volta das 17h40. Nos demais dias as viagens foram feitas en-tre 17h53 e 18h03. Pode no parecer nada mas quem mora em So Paulo sabe que dez minutos faz muita diferena no transito da cidade. J na semana anterior, com exceo da tera, 30 de junho - quando no fizemos a viagem -, os tempos de viagem ficaram sempre acima dos 50min. A mais rpida fizemos na quinta-feira, 1 de agosto, em 55min. A mais demorada foi na sexta-feira, 02 de agosto, com 1h30min. Na quarta o tempo foi de 1h20min. Todas estas viagens foram feitas entre as 17h35 e as 17h45. Resultados semelhantes foram per-cebidos em vrias linhas. De acordo com informaes da Companhia de Engenharia de Trfego CET, que gerencia o transito na cidade de So Paulo, a velocidade dos nibus aumentou em aproximadamente 60% nas linhas sentido bairro e 30% nas linhas sentido centro, comparando-se os dados de antes da implantao da faixa com os dados de depois da implantao. Gargalos No trajeto desta faixa exclusiva h alguns trechos onde h dificul-dades por conta da negociao entre car-

    CIRCULANDO Jos Euvilsio Sales Bezerraje.sales@revista.portalinterbuss.com.br

    ros e nibus para converso a direita. O miolo do trajeto da faixa feita nas vias laterais da Av. Moreira Guimares e da Av. Rubem Berta e por trecho da Av. Ascen-dino Reis (na volta, para quem vem da Av. Pedro Alvares Cabral). Nesses trechos, as vias possuem apenas duas faixas: uma para carro e outra para nibus. Alm disso, todas as linhas de nibus que seguiam pela via ex-pressa foram transferidas para as vias later-ais para utilizarem a faixa. A via expressa, entre o viaduto Repblica rabe-Sria e a Av. 23 de Maio, ficou exclusivamente para o trnsito dos carros de passeio.Outro gargalo encontra-se no acesso Av. 23 de Maio, sentido centro. Como logo na entrada da Avenida para os nibus h um acesso para os carros de passeio que deixam a Avenida rumo ao Paraso, h lentido por

    conta da negociao entre os veculos. E, por fim, o trecho mais compli-cado fica na entrada do tnel do Anhang-aba. Quem vinha da 23 de Maio enfrentava problemas no acesso lateral ao tnel. Obser-vamos que o trecho da faixa exclusiva de quem vinha da Av. 9 de Julho estava lotada de carros de passeio. No viaduto de acesso ao tnel so apenas duas faixas: uma para os nibus e outra para os carros de passeio. Como nesta semana no houve multas para os carros de passeio que invadissem a faixa, muitos deles usaram a via exclusiva dos ni-bus, prejudicando a operao. Dentro do t-nel do Anhangaba havia duas faixas para nibus: uma para quem vinha da 9 de Julho e outra para quem vinha da 23 de Maio. No final do tnel as duas faixas viravam uma e seguiam pela Av. Prestes Maia e pela Av. Ti-

    OBRAS Avenida 23 de Maio, no sentido centro: com uma faixa a menos, os carros enfrentaram mais congestionamentos, enquanto os nibus ganharam espao para poder trafegar; Avenida 23 de Maio, sentido bairro: a falta de multas nesta primeira semana foi um convite para que muitos carros invadissem a faixa exclusiva; Trecho da faixa exclusiva na Av. Washington Luiz, prximo ao Aeroporto de Congonhas, no dia 04 de agosto, um dia antes de sua ativao.

  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 23

    Jos Euvilsio Sales Bezerra

    OBRAS Avenida 23 de Maio, no sentido centro: com uma faixa a menos, os carros enfrentaram mais congestionamentos, enquanto os nibus ganharam espao para poder trafegar; Avenida 23 de Maio, sentido bairro: a falta de multas nesta primeira semana foi um convite para que muitos carros invadissem a faixa exclusiva; Trecho da faixa exclusiva na Av. Washington Luiz, prximo ao Aeroporto de Congonhas, no dia 04 de agosto, um dia antes de sua ativao.

    radentes. At o incio desse trecho, na Praa da Bandeira, a viagem havia sido feita em 28min. Desse trecho at a Estao Tiraden-tes foram 13min da viagem. Carros Se para quem usa nibus as viagens melhoraram, para quem usa carro de passeio virou um tormento. Com uma faixa a menos nas vias, os carros de passeio pas-saram a fazer a viagem em bem mais tempo do que levavam antes. Com a implantao da faixa, na segunda-feira, dia 5 de agosto o corredor Norte-Sul teve lentido de 9km entre s 9h e 12h, 2,7km s 14h20 e 8,7km s 19h. Neste ltimo horrio, a lentido era maior do que as registradas nas Marginais Pinheiros, Tiet e Av. dos Bandeirantes. De acordo com entrevista do Se-cretrio Municipal dos Transportes Jilmar Tatto ao Bom Dia So Paulo da prpria

    segunda-feira dia 5 de agosto, essa lentido no tem chance de acabar. No tem soluo [para aumento da lentido para carros aps faixas exclusivas para nibus]. O espao no democrtico. O motorista de carro deve-ria agradecer o usurio de nibus pelo fato de ele estar usando o nibus. Voc tem uma parte que cultural. s vezes a pessoa mora num lugar que tem o Metr, tem o nibus, tem uma rede adequada, de boa qualidade, e ela vai de carro trabalhar. Ento, isso uma mudana cultural. s vezes as pessoas saem daqui, viajam para fora, para outro pas, l andam de metr e nibus e aqui no querem andar, afirmou...

    * * *

    Faixas exclusivas para nibus,

    de fato, no so a melhor soluo para o transporte pblico da cidade de So Paulo. O ideal so os corredores segregados, tipo BRT, como os existentes em Curitiba e o Transoeste do Rio de Janeiro. No entanto, enquanto no so construdos os prometi-dos corredores definitivos, era necessrio que algo fosse feito. E as faixas exclusivas o que pode ser feito no momento. Os mo-toristas que reclamam das faixas exclusi-vas so, em sua maioria, os causadores dos congestionamentos. So eles quem dirigem os carros de passeio que, em sua maioria, trafegam com uma pessoa s, ocupando um importante espao que pertencente a uma coletividade. E quem usa o transporte cole-tivo justamente aquele que mais preju-dicado pelo excesso de carros na cidade de So Paulo.

  • 11/08/13 REVISTAINTERBUSS24

    R E D E S O C I A LO SEU ESPAO NA REVISTA INTERBUSS

    CAMPINASEm uma de suas ltimas viagens, o Flecha Azul da Viao Cometa na cidade de Campinas pronto para embarque rumo capital paulista, E o f da empresa, Anderson Ribeiro, no perdeu a oportunidade de se registrar ao lado da mquina.

    Eu Gosto de nibus

    Em 06/01/2012

    JORGE CIQUEIRASO JOSDOS CAMPOS/SP

    Fico feliz que a Revista Interbuss tenha aberto este espao para ns, colecionador de fotos de nibus, contssemos como que comeou essa loucura pelo transporte.At aos meus 14 anos, nasci e morei na cidade de So Paulo, na zona leste da cidade. Como todos sabem, a capital paulista tem vrios veculos de transportes com uma tecnologia muito moderna o que eu gosto e me orgulho por isso. Alis, para um colecionador, isso um prato cheio. Mas...como eu comecei com essa paixo?Em 2002, morava no extremo leste de So Paulo, na Cidade Tiradentes e estudava no Tatuap. De nibus, o percurso demorava 1h15 de viagem sem trnsito. Como eu s tinha 7 anos, meu irmo de 13 anos ia comigo para escola e acabamos fazendo amizade com um motorista, Sr. Hermano, de uma Neobus Thunder Boy VW 8-120OD de prefixo 4 7665. Bons tempos. A lotao tinha capacidade para 40 pessoas, mas, no retorno para casa, carregava 70 pes-soas extremamente apertadas. Eu e meu irmo sempre voltava com o Hermano para casa, pois ns ficvamos sentados no motor do micro-nibus, onde era o lugar menos apertado do carro.Certo dia, aps de voltarmos da escola, fomos at o ponto final da linha 3794/10, onde rodava o carro. O Hermano me chamou para mudar o letreiro de Cid. Tiradentes p/ Metr Tatuap. algo simples, porm, para um moleque de 7 anos, algo legal, diferente, e para mim foi. Tanto que, de-pois disso, eu tinha gravado o prefixo do carro, o chassi e tudo mais, isso tudo com 7 anos.Gravei linhas, prefixos, modelos, TUDO que rodava nas linhas de casa. Mas, da, aos 9 anos, comecei a ir de nibus por ser mais rpido e comecei a gostar dos veculos mais pesados. Todo dia voltava em Alpha: sempre era o 4 1283, 4 1349, 4 1359 ou 4 1448. Nesta poca, a Himalaia recebeu mais de 100 Apaches Vip I OF-1721 e OF-1722 para modernizao de frota, da eu andava MUITO no 4 1003 ou 4 1010.Outro motivo que me fez interessar mais por nibus foi a Himalaia. Ah, saudades dessa empresa...a qual trocou Alpha por Millennium K270, Alpha por Mondego, Vitria por Pluss 17-240. A empresa tinha uma frota incrvel, porm, conservao pssima.Em 2008 tive acesso a internet e comecei a praticar o hobby. Comecei a procurar dados da Himalaia, VCT e Capital do Vale e tambm criei um Fotolog chamado Estao Regional, onde eu fazia desen-hos no Paint e publicava ali. L conheci meu considerado irmo, o Gabriel Alves, colecionador de So Jos dos Campos. Eu fazia uns desenhos da Capital do Vale e mandava pra ele.No ano de 2009 a Himalaia deu seu ltimo suspiro comprando 5 Pluss Volvo B7RLE antes de decretar falncia e eu em Julho me mudava para So Jos dos Campos.

    SUA FOTO PREFERIDAFeita em Itu, em Maro de 2011

    CONTATOS:E-mail: No informouGaleria particular de fotos: www.facebook.com/estacaoregional

    O Espetculo da Itapemirim

    Um dos nibus que mais chamam a ateno no momento foi fotografado pelo colecionador Cleber de Souza, em Vitria da Conquista/BAVisite o site de Cleber e confira vrias outras fotos de nibus de diversas empresas! Acessem http://conquistabusologia.blogspot.com.br/ e divirtam-se!Envie voc tambm suas fotos para revista@portalinterbuss.com.br e divulgue seu site!

  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 25

    O SEU ESPAO NA REVISTA INTERBUSS

    1 Novos Itapemirim

    O Espetculo da Itapemirim

    Deu o Que FalarOS ASSUNTOS SOBRE TRANSPORTE MAIS COMENTADOS NAS REDESSOCIAIS NA LTIMA SEMANA

    A Viao Itapemirim continua no topo dos assuntos mais comentados pelos admira-dores de nibus nas redes sociais. Enquanto no circulam os primeiros veculos novos que chegaram empresa, os comentrios ficam por conta dos veculos com plotagem histrica, inclusive o nmero 15, que subiu para a regio Nordeste, conforme noticia-mos aqui na edio passada. Uma ao de enorme repercusso e sucesso!

    2 As investigaesno setor de transportesAs CPIs e outras investigaes acerca do transporte pblico em algumas cidades brasileiras tambm foram destaques nas redes sociais na semana passada. Os quest-ionamentos sobre as Comisses de Inves-tigao do Rio de Janeiro e de So Paulo tiveram debates bem calorosos. Outros assuntos co-relacionados s investigaes tambm foram bem comentados em vrios outros sites.

    Um dos nibus que mais chamam a ateno no momento foi fotografado pelo colecionador Cleber de Souza, em Vitria da Conquista/BAVisite o site de Cleber e confira vrias outras fotos de nibus de diversas empresas! Acessem http://conquistabusologia.blogspot.com.br/ e divirtam-se!Envie voc tambm suas fotos para revista@portalinterbuss.com.br e divulgue seu site!

    No queria mudar de So Paulo. No queria deixar meu amigos de infncia, costumes, famlia e mudar para um lugar onde que eu s conhecia um amigo virtual, o Gabriel. Foi qui a fase mais difcil at ento de minha vida, onde eu no queria ir para escola, sair de casa e afins. Mas, por incrvel que parea quem me tirou dessa tristeza foi o hobby. Me distraia muito criando desenhos, dirigindo empresas fictcias e criando novos amigos, o que anestesiava a minha angstia de no estar em So Paulo. At ento, conhecia mais amigos virtuais, como o Marcelo Castro, Juliano Souza, Geraldo Magela e etc.Em Janeiro de 2010 eu j no queria fazer s desenhos, queria fotografar. Ento, o Gabriel Alves me emprestou uma cmera Yashica e sai nas ruas fotografando as velharias da Capital do Vale e Real. J em Fevereiro do mesmo ano, comprei minha primeira cmera: Kodak C182, at hoje eu tenho ela. Fiquei com fotografando com ela at Outubro de 2012. A coitada passou de 25.000 fotos. Neste tempo, conheci outro irmo de considerao, o Wesley Arajo. Este meliante que me ensinou tudo que sei hoje na fotografia e no hobby. Quem da busologia sabe que ele fotografa muito bem e tem um acervo muito vasto em diversas cidades, fora o conhecimento de frotas de todo o Brasil.No ano de 2011 foi uma poca muito boa para mim no hobby. No ano inteiro, todos os finais de semana eu, Gabriel Alves e Wesley Arajo amos para a rodovia no mais para fotografar, s para jogar conversa fora mesmo. At comecei a namorar uma filha de um colecionador de fotos de nibus neste ano. Em Novembro de 2011, creio eu, o Wesley mudou para So Paulo, eu comecei a fazer meu curso Tcnico de Adm e o Gabriel comeou a trabalhar. As reunies da Dutra acabaram.Depois disso, comecei a fotografar mais sozinho e quando dava, junto com o Gabriel na Dutra ou em cidades vizinhas.Mas dai, a partir de 2012, eu conheci vrias pessoas e cidades, meu acervo deu um salto imenso de qualidade. No mesmo ano, em Outubro, comprei minha Sony HX100V, onde eu consegui me igualar em qualidade de fotos com as pessoas que eu admirava no hobby, que era o Wesley Arajo, Joo Vic-tor, Willian Schimitt e o Matheus Novacki.De l para hoje muitas pessoas me conhecem pelo blog Estao Regional criado l trs em 2008, outras pelas minhas fotos e por saber que sou chato para achar ngulo para fotografar.Essa foi a minha histria resumida no hobby. Uma paixo comeada por um simples gesto de mudar itinerrio de um microonibus. Hoje eu tenho em acervo 40.000 fotos, em mais de 30 cidades e um monte de colegas e amigos irmos conhecidos no hobby.Espero que tenham gostado pessoal! E no esqueam de visitar o Estao Regional!

  • 11/08/13 REVISTAINTERBUSS26

    EM IMPERATRIZ nibus da Estrela de Mau, com pintura padro de Mau, aguardam liberao da Secretaria Municipal de Transportes Setran, de Imperatriz, para comearem a operar pela Viao Branca do Leste, no Maranho. Empresa de Mrio Elsio Jacinto, do Grupo dos Mineiros e parceiro de negcios do fundador da Estrela de Mau, Baltazar Jos de Sousa, hoje procurado pela Justia. Fotos: Paulo Negro

    NOSSO TRANSPORTE Adamo Bazaniadamobus@gmail.com

    Os nibus da Viao Estrela de Mau, empresa criada por Baltazar Jos de Sousa, sendo presidida desde 2012 por David Barioni Neto, apenas aguardam a vistoria da Setran Secretaria Municipal de Trnsito, de Imperatriz, no Maranho, para comearam a operar pela empresa VBL Viao Branca do Leste. Os nibus renem duas grandes confuses jurdicas de grupos empresariais interligados, tanto em Imperatriz (Maranho) como em Mau (So Paulo):

    EM IMPERATRIZ Em 10 de julho, a Prefeitura de Im-peratriz rompeu contrato com a VBL Viao Branca do Leste por m prestao de servios e falta de qualidade na frota, comprometendo a segurana dos passageiros. Os veculos, que eram usados do ABC de empresas como SBCTrans, Tringulo, ETCD, Imigrantes e Riacho Grande, chegaram a ser apreendidos pela Polcia Rodoviria, Ministrio Pblico e Polcia Militar. A suspenso de contrato foi pedida pela Promotoria de Justia de Defesa do Con-sumidor de Imperatriz que num inqurito civ-il de 1500 pginas apontou o descumprimen-to de pelo menos 13 clusulas de contrato de concesso. A VBL Viao Branca do Leste tem dvidas trabalhistas de R$ 71,5 milhes e de 300 funcionrios da companhia, 81 no tinham carteira assinada. O Ministrio Pblico do Trabalh conseguiu que a Justia bloqueasse os bens da empresa para o paga-mento das dvidas, incluindo a frota antiga. A Justia do Maranho determinou nesta semana que a empresa voltasse a operar para a populao no ficar com risco de no ter os transportes garantidos. Mas o contrato pode ser suspenso de novo. A procuradora geral de Justia, Regina Lcia de Almeida Rocha, ingressou nesta quinta-feira com mandado de segurana contra a deciso da desembargadora Cleonice Silva Freire, que na prtica restabeleceu o contrato e liberou os nibus. Segundo o Ministrio Pblico, no foram respeitados os procedimentos de um agravo de instrumento, j que a Prefeitura de Imperatriz no foi colocada como parte inter-essada, impedido o poder pblico municipal de se manifestar. Alm disso, houve supresso de instncia para o Ministrio Pblico. A ao jurdica no contestava a deciso adminis-

    trativa, que sequer tinha sido protocolada e a matria deveria ter sido analisada pela justia no primeiro grau. Mas a histria relacionada aos no-vos nibus comea em Mau.

    EM MAU A Viao Estrela de Mau, apesar de tentar juridicamente ainda entrar na cidade do ABC Paulista, est impedida por diversas instncias da Justia de prestar servios. Os nibus foram retirados do ptio anexo da garagem da Princesinha, no Jardim Zara 4, em Mau, na noite do ltimo domingo. Em 2006, o Ministrio Pblico de So Paulo obrigou a realizao de uma lici-tao em Mau, cuja operao de nibus era considerada inconstitucional. O monoplio dos servios na cidade de mais de 400 mil ha-bitantes pertencia a Baltazar Jos de Sousa, dono das empresas Viao Baro de Mau e Viao Januria. Mas estas duas empresas no pode-

    riam participar da licitao por estarem com dvidas trabalhistas, bloqueios judiciais e dbitos com o poder pblico, como a Branca do Leste. Ento, ainda em 2006, segundo a Junta Comercial de So Paulo, Baltazar Jos de Sousa, criou no dia 19 de abril trs empre-sas de nibus para participarem da licitao: Trans-Mau, Viao Cidade de Mau e Via-o Estrela de Mau. A licitao, entretanto, s foi realizada em 2008 Funcionrios da Baro de Mau e Januria, como Anicesar Antnio de Santana e Vicente de Paula Carvalho, homens de con-fiana de Baltazar, eram registrados nas duas empresas at o dia 20 de maio de 2008. No dia seguinte, passaram a ser representantes da Estrela de Mau e Trans-Mau. Funcionrios da Baro e Januria retiraram o edital para a Trans-Mau e Estrela de Mau. Para desconfigurar a imagem de monoplio, proibido pela lei de licitaes 8666/93 e pelo prprio edital da cidade, a Estrela de Mau foi repassada para Ansio

    Veculos de companhia fundada por Baltazar Jos de Sousa vo operar com a pintura padro de Maue logotipo de companhia da empresa do parceiro de negcios, Mrio Elsio Jacinto

    nibus da Estrela de Mau aguardamvistoria da Setran em Imperatriz

  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 27

    EM IMPERATRIZ nibus da Estrela de Mau, com pintura padro de Mau, aguardam liberao da Secretaria Municipal de Transportes Setran, de Imperatriz, para comearem a operar pela Viao Branca do Leste, no Maranho. Empresa de Mrio Elsio Jacinto, do Grupo dos Mineiros e parceiro de negcios do fundador da Estrela de Mau, Baltazar Jos de Sousa, hoje procurado pela Justia. Fotos: Paulo Negro

    Bueno e Ansio Bueno Jnior em 2008. A licitao dividia o municpio de Mau em dois lotes. O lote 01 foi vencido, praticamente sem concorrncia pela Viao Cidade de Mau, de Baltazar. O lote 02 teve a licitao iniciada em 2008 e s finalizada em 2010, porque nele teve concorrncia de fato. Alm das empresas fundadas por Baltazar (Estrela de Mau e Trans-Mau) entrou na disputa a Leblon Transporte de Passageiros, de Haroldo Isaak e Ronaldo Isaak, cuja fam-lia trabalha com nibus desde 1951, em Fa-zenda Rio Grande, e no sistema de corredores BRT e estaes-tubo em Curitba, no Paran. Aps disputas nos tribunais, o Supe-rior Tribunal de Justia considerou a Leblon Transporte como vitoriosa por ter experin-cia tcnica, diferente das empresas criadas por Baltazar, que nunca haviam operado. Em maio de 2010, foi assinado pela Prefeitura o contrato de concesso por 15 anos, com re-conhecimento da Justia. A Leblon comeou a operar em 06 de novembro de 2010. Mas a

    Estrela de Mau continuou tentando operar e judicialmente ainda no desistiu disso. Em 11 de julho de 2012, ingressou como presidente da Estrela, David Barioni Neto, ex executivo do empresrio Nen Con-stantino, o Constantino de Oliveira, fundador da Gol Linhas Areas e envolvido em outras polmicas relacionadas a transportes por ni-bus em todo o Pas. Nada coincidentemente, dois dias depois, em 13 de julho de 2012, a Estrela de Mau, em poucas canetadas, num procedi-mento que duraria meses, foi habilitada pela Prefeitura junto com a Trans-Mau e consid-erada vencedora de uma licitao que j tinha sido concluda h dois anos. A Prefeitura, na poca, alegou que seguiu determinao do STJ Superior Tribunal de Justia. Mas o STJ negou e a Justia desfez o ato adminis-trativo. Em 27 de dezembro de 2012, outra tentativa da Prefeitura de Mau de colocar a Estrela. Foi assinado um contrato, justamente nas frias do judicirio, para a companhia fundada por Baltazar e presidida por David Barioni, operar sobrepondo as 18 linhas ser-vidas pela Leblon Transporte. As duas empresas faziam as mesmas linhas. A atitude foi elogiada por editorial do jornal local Dirio do Grande ABC, de Ronan Maria Pinto, dono de empresas de nibus do ABC Paulista e parceiro de negcios de Baltazar. Mas na prtica significou confuso e maus servios. O jornal de Ronan elogiou, mas ele no dividiu suas linhas com o em-presrio Sebastio Passarelli, de Santo Andr, que se queixa, por exemplo, da apropriao da linha de maior demanda da cidade I-05 Estao Utinga/Vila Rica. Quando os juzes voltaram de frias, viram que o ato da Prefeitura de Mau em co-locar a Estrela de Mau foi ilegal e a Justia determinou a retirada dos nibus no lote 02, o que ocorreu 13 dias depois do incio da op-erao. Apesar de o prefeito Donisete Braga (PT), do Secretrio de Mobilidade Urbana, Paulo Eugnio Pereira (PT) e de David Bari-oni terem sido intimados a tirar os nibus da Estrela de Mau, ela s saiu em 10 de janeiro de 2013, aps interveno da Polcia Militar.

    A Estela de Mau perdeu 12 recur-sos contra a Leblon.

    A RELAO DEIMPERATRIZ COM MAU Os nibus da Estrela de Mau no so mais zero quilmetro, mas rodaram pou-co. Os veculos Volvo B 270 F, de carroceria Mascarello Gran Via, com trs eixos, sofre-ram danos por no estarem adequados s vias acidentadas de Mau. Alguns ficaram entala-dos em aclives e declives. A presena deles pode melhorar a qualidade dos servios em Imperatriz, mas indica que o Grupo dos Empresrios Minei-ros est mais vivo e unido que nunca. Lidera o Grupo Constantino de Oliveira, o Nen Constantino que nos anos de 1980 entrou no ABC com outros empresrios parceiros e teve como empregado David Bar-ioni Neto, que preside a Estrela de Mau. Entre eles, Baltazar Jos de Sousa (hoje procurado pela Justia Federal com mandado de priso expedido por crimes con-tra a ordem econmica), Mrio Elsio Jacinto (dono da Viao Branca do Leste e que foi scio de empresas no ABC, como Transporta-dora Utinga e Viao Januria com Ronan at 1992, segundo a Juta Comercial de So Paulo). Tambm figuram Renato Fernandes Soares, Ren Gomes de Sousa e Ronan Maria Pinto. Ronan foi investigado pelo Ministrio Pblico de So Paulo como um dos partici-pantes do suposto esquema de propina que te-ria motivado o assassinato do prefeito de San-to Andr, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Mas a Polcia Civil considerou o crime como comum, apesar de o Ministrio Pblico no concordar com a concluso. Ronan sempre alegou inocncia e diz ter provado que nunca participou de qualquer esquema, continuando a investir nos transportes do ABC. Ren Gomes e Renato Fernandes Soares junto com Baltazar tiveram os bens bloqueados por causa de dvidas de empresas que operaram em So Jos dos Campos, inte-rior Paulista, como Viao Capital do Vale, Empresa de nibus So Bento e Viao Real Ltda. Na mesma ao teve os bens bloquea-dos a Transmil, empresa do Grupo em Ubera-ba, Minas Gerais,

  • 11/08/13 REVISTAINTERBUSS28

    A S F O T O S D A S E M A N A

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    Galerias no Flickr

    DIVULGUE SUA GALERIA E/OU SITE AQUI!Envie o endereo da sua galeria, juntamente com uma ou duas fotos com a descrio do nibus fotografado e fazemos a divulgao neste espao, sem custo algum! Mande um e-mail para revista@portalinterbuss.com.br com os dados e aguarde! Toda edio, so 12 fotos!

    MATEUS BARBOSA /flechaazulMarcopolo Ideale 770 MBB OF-1418 Pssaro Marron

    MARCUS PRADO /marcuspradomegabussCaio Alpha MBB OF-1721 So Roque

    MARCUS PRADO /marcuspradomegabussCMA Flecha Azul Scania K124IB Cometa

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  • REVISTAINTERBUSS 11/08/13 29

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  • 21/07/13 REVISTAINTERBUSS26

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