• abril de 2011 • FORÇA • 1 ECONOMIA O mundo milionário da Fórmula 1 PEDAGOGIA Ciúme do irmão mais novo: isso passa ano II - nº 9 abril de 2011 R$ 7,50 www.revistaforça.com.br
  • abril de 2011 • FORÇA • 3
  • 4 • FORÇA • abril de 2011 Editorial Luís José Sartori Maurício Borte CONSELHO EDITORIAL Luís José Sartori EDITOR Maurício Borte DIRETOR ADMINISTRATIVO Luís José Sartori DIRETOR DE REDAÇÃO Dr. Luiz Alberto Lazinho Dr. Marco Antonio Pizzolato Dr. Reinaldo César Spaziani Dr. Luis Fernando Matsuo Maeda Gabriela Alves Corrêa Sartori Covolan Indústria Textil Ltda Osmídio Antônio Buck de Godoy Bruno Badan Marcos Antônio de Oliveira Ângela Carrascosa Storolli COLABORADORES Juliana Leone - MTB 26449/RJ JORNALISTA Thiago Sallati DESIGN GRÁFICO E EDITORAÇÃO Jéssica Carvalho Nilzamara Sartori de Oliveira Sérgio Luis Margato MTB 50.946 Vera Lucia Argente Prando REVISORES Michele Trevisan REPORTAGENS Força Contábil Ltda Cnpj 09.414.196/0001-35 RESPONSÁVEL PELO PROJETO www.revistaforça.com.br Sugestões / Críticas / Elogios revista@revistaforca.com.br Para assinar ligue: (19) 3026.6365 SITE OFICIAL Agora é oficial, nossa Sucursal Filial Campinas, na Avenida Júlio Prestes (Norte Sul) 435, Taquaral, Campinas, 19 3794-1618, e esperamos você para uma visita. No mês passado inauguramos a primeira filial de nossa revista. Outra novidade temos para nosso leitor, é que a partir desta edição, as dezenove cida- des na RMC – Região Metropolitana de Campinas estão recebendo nossas edições, e confesso que o projeto inicial era gradualmente irmos avançando o número de muni- cípios, mas iríamos concentrar em onze cidades apenas, porém, devido à procura por nossa revista, mudamos a estratégia e nesta edição já passamos para todas as cidades da região. Nesta edição trazemos a você o grande assunto sobre sustentabilidade, que é o meio ambiente. Quando aprofundamos uma pesquisa sobre meio ambiente, deparamos com muitas controversas, entre o poder público e privado nesse país. O Brasil não vem cumprindo suas metas relacionadas ao assunto, e tem exigido absurdamente das empresas, altos investimentos no setor, mas o poder público mais uma vez não vem cumprindo seu papel. Algumas organizações desenvolvem grandes estratégias de marketing, onde fazem verdadeiras alusões sobre o tema sustentabilidade e meio ambiente, mas na prática suas ações são diferentes, e isso sim deve ser fiscalizado. Nós acreditamos que faltam incentivo fiscal e financeiro as empresas para se ade- quarem nesta linha de operação, pautada na real conscientização da necessidade de se preservar a natureza. É possível desenvolver aqui em nosso país, uma política adequada a este tema, obrigando os bancos privados e públicos e agentes financeiros a destinarem recursos subsidiados para desenvolvimento desses projetos. Nesta ótica exemplar do poder público e na aplicabilidade de políticas adequadas, acreditamos que o resultado esperado sobre as ações ambientalistas passem a surtir efeitos efi- cazes, e de vez por todas, deixemos de propor o que não somos capazes de cumprir. Trazemos também nesta edição a entrevista com o CEO da multinacional Denso, empresa japonesa que vem fazendo fortes investimentos no Brasil, inclusive trazendo para a RMC, na cidade de Santa Bárbara d´Oeste, sua matriz da América. Como sempre não posso deixar de agradecer mais uma vez você leitor (a) que vem nos acompanhando em nossas editorias, sugerindo, criticando, enfim, participando de nosso desenvolvimento como um meio de comunicação que tem o compromisso com a verdade nos fatos. Muito obrigado de coração, boa leitura e fiquem com DEUS. Luís José Sartori Diretor Editorial Wendel Alves vendas@revistaforca.com.br 19 3026.6365 • Ramal 213 Sérgio Leite sergio.leite@revistaforca.com.br sl_leite@hotmail.com COMERCIAL
  • 64 • 30 anos de dedicação ao segmento optico nacional Social 88 • O que são varizes 92 • Reposição hormonal, como enfrentar a menopausa? Saúde Índice Edição 6 | Ano 1 6 • Entrevista Hiroshige Shinbo 8 • Radar 9 • Depoimentos Entrevista Hiroshige Shinbo6 48 • Acidentes do trabalho 52 • Inegibilidade de contribui- ções sociais sobre um terço constitucional sobre a remune- ração das férias Jurídico 41 • As influências das cores Dicas de Construção 60 • Ciúme do irmão mais novo: isso passa Pedagogia 55 • Conheça os deputados da RMC 56 • Vereador Zezé busca maior transparência da câmara em sua presidência 58 • Abaixo aos préfessionais Espaços 22 • A disputa pela estabilidade 26 • União que faz a força 30 • Dicas para evitar juros Economia 34 • A decadência do box 10 • Qual o preço da natureza? 20 • Rápidas Esporte Especial Capa 96 • 21 de abril é sua data de comemoração Orações A decadência do box 34 Qual o preço da natureza?10 84 • Trajetória de sucesso História de minha vida 68 • Das pistas para as ruas Tecnologia 70 • Tendências inverno 2011 76 • O jeans do inverno Moda 80 • Receitas de Páscoa Gastronomia
  • Entrevista Hiroshige Shinbo QUE ESTA RELAÇÃO SEJA DURADOURA 6 • FORÇA • dezembro de 2010 • especial 1 ano Há alguns meses a cidade de Santa Bárbara d’Oeste abriga a matriz da Denso do Brasil – empresa japonesa do ramo de ar refrigeração e climatização de veículos. Em pouco tem- po, a cidade se transformará em referência para o Mercosul, tanto em produção quando em desenvolvimento de pesquisas na área de refrigeração automotiva. Para saber da projeção do grupo empresarial japoneses para a matriz brasileira, a Revista Força entre- vistou, com exclusividade, o CEO da Denso Mercosul, Hiroshige Shinbo. A tradução é de Dante Yasuda, responsável pela Comunicação Corporativa da empresa. 1. O objetivo da DENSO é ser a primeira do mundo no setor? O grupo DENSO é atualmente a 1ª no setor de componentes automotivos no mundo, conforme o levantamento da revista Autodata, publicada em 20/07/2010, e busca agora como objetivo a liderança deste segmento na America do Sul. 2. Qual foi ou quais foram os projetos mais importantes desenvolvidos na DENSO Brasil? Foram desenvolvidos e fornecidos sistemas de climatização para veículos, ar condicionado e compressores com a mais avançada geração tecnológica, para todos os fabricantes de automóveis, dentre elas a Fiat, Ford, GM, Honda, Toyo- ta e VW. 3. A que o Senhor atribui o forte perfil competitivo das empresas japone- sas em basicamente todos os mercados no mundo? É a consideração de que o cliente é seu mais importante parceiro, é a razão para a existência de qualquer negócio. Toda a empresa depende exclusivamente em ter clientes e se ele compra ou não. Portanto a total prioridade é em atendê-lo, manter um excelente relacionamento mútuo e buscar sempre criar e de- senvolver produtos da mais alta qualidade e tecnologia, agregar va- lores, melhorar o conforto, segurança e conveniência para os consumidores são essenciais. Mas não fazer de qualquer maneira, os processos de fabricação devem também se esforçar em preservar o meio ambiente e evitar des- perdícios, pois estas são uma das mais importan- tes heranças que precisamos deixar às gerações futuras, são pontos chaves para a perpetuação da empresa e também da própria humanidade. 4. Por ser uma empresa global, ou seja, atua em diversos países, existe uma estra- tégia direcionada para desenvolvimento de novos mercados em continentes ainda não tão explorados? Sim, lembrando que o Brasil e a América do Sul são mercados prioritários e im-Hiroshige Shinbo - CEO da Denso Mercosul
  • Entrevista ...excelente receptividade e clima amigável das autoridades, das empresas locais e dos habitantes de modo geral. portantes dentro da estratégia do grupo DENSO e também de outras empresas no mundo. Lembrando que o Brasil faz parte do hoje conhecido BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) grupo de países que exercem forte papel no equilíbrio econômico mundial. 5. O mercado automobilístico é co- nhecidamente vulnerável a impactos econômicos. A última crise mundial que assustou o mundo, fez com que a DENSO repensasse estratégias de in- vestimentos? Somos antes de mais nada uma empresa com visão sempre no longo prazo. Ape- sar desta crise de 2008 tenha nos obri- gado a fazer alguns ajustes temporários no curto prazo, em nada mudou com relação às principais diretrizes no Brasil e na América do Sul dentro de um plane- jamento global a longo prazo. A evidên- cia é esta nova planta em Santa Bárbara que foi rapidamente implantada em sua 1ª fase em janeiro de 2011 e ao longo dos próximos 2 anos já estão aprovados os projetos de expansão com a construção do Centro de Desenvolvimento Tecno- lógico DENSO para a America do Sul. 6. Hoje a DENSO possui quanto dos negócios no mercado mundial, per- centualmente? Este é um dado difícil de precisar, tendo em vista que atuamos em vários segmen- tos dentro do mercado de componentes automotivos. Nosso objetivo é estarmos sempre à frente com o mais alto padrão de tecnologia que façam a diferença em termos de preservação ambiental. Como exemplo, buscamos a máxima eficiência dos sistemas de injeção para motores diesel - common rail, ou demais com- bustíveis como os sistemas híbridos elé- trico/gasolina ou álcool/gasolina aqui no Brasil. Possuímos também dispositivos automatizados de navegação e seguran- ça, o aperfeiçoamento contínuo dos sis- temas de climatização. Com isto busca- mos exceder as normas de atendimento dos mais exigentes padrões mundiais de redução e eliminação dos poluentes no meio-ambiente e melhorar o conforto e a segurança dos passageiros. 7. A decisão de expansão dos negócios no MERCOSUL apontou algum pon- to de atenção, devido a políticas eco- nômicas distintas entre esses países, como por exemplo, Colômbia, Vene- zuela etc.? Atualmente estamos focados no Brasil e Argentina, mas podemos expandir em outros países do MERCOSUL conforme viabilização de escala em cada mercado 8. A que patamares de benchmarking a DENSO almeja estar na próxima déca- da mundialmente? Consideramos que, ser mundialmente o 1º é importante. Mas a filosofia da empresa é de que independentemente do posiciona- mento de liderança ou não, o importante é sempre sermos reconhecidos como a em- presa de melhor atendimento, que transmite credibilidade e que sempre surpreendemos os clientes e consumidores com excelentes produtos, atendendo suas necessidades e com um preço justo. Enfim acreditamos que isto tudo leva também a um mundo melhor para toda a humanidade. 9. Em poucas palavras o Senhor pode nos dizer como a DENSO se tornou essa potência reconhecida mundial- mente num mercado tão competitivo? Pelo reconhecimento de nossos clientes, inclusive no Brasil e Argentina, con- cedendo nos prêmios de melhor forne- cedor consecutivamente de empresas como a VW, Toyota, Honda, GM e Ford. 10. Por que Santa Bárbara d´Oeste é a escolhida no meio de tantas outras ci- dades para receber um presente como a DENSO? A decisão foi tomada após detalhado e profundo levantamento em várias regi- ões com analises técnicas referentes à infra-estrutura da cidade, perfil da po- pulação e do seu nível educacional, além das questões fundamentais para melhor atendermos nossos clientes que são as principais montadoras de veículos no país. Lembro que um dos diferenciais que nos chamou a atenção foi a excelen- te receptividade e clima amigável das autoridades, das empresas locais e dos habitantes de modo geral. Nossa preo- cupação, além das questões de melhoria operacional, é que também esta cidade escolhida permitisse uma boa qualida- de de vida aos nossos colaboradores em uma comunidade de bons valores mo- rais, segurança, educação, enfim trans- mita um clima de tranqüilidade familiar. Isto afeta significativamente o ambiente interno da organização e na forma de condução dos negócios, na qualidade dos produtos, eficácia da entrega dos produtos e assim na satisfação ao atendi- mento dos clientes. Podemos dizer que todos estes fatores em conjunto levaram a decisão final. Gostaria de concluir que nós também estamos muito satisfeitos em ser parte desta cidade, e que esta relação seja du- radoura. Desejo trabalhar em harmonia e esforço mútuo e assim contribuir para o desenvolvimento e prosperidade de Santa Bárbara e região. abril de 2011 • FORÇA • 7
  • 8 • FORÇA • abril de 2011 Radar “Carreguei essa cruz durante anos” Luana Piovani admi- tindo que traiu Ro- drigo Santoro duran- te relacionamento. “Obrigado meu Brasil! Obrigado meu Deus! Obrigado meu Deus!” Maria Melilo, a nova milionária do BBB. A moça está com a bola toda e conquistou o Brasil. TRAIÇÃO “Não sou mulher de levar desaforo pra casa” Preta Gil entra com processo contra Deputado Jair Bolsonaro, sobre de- claração racista, e disse não aceitar desculpas. “Tudo aconteceu como sonhei. Deus é muito bom pra mim” Rogério Ceni, comentan- do a conquista dos 100 gols na carreira. “... não quero que Deus me dê um dia só a mais de vida, se eu não puder me orgulhar dele...” Um homem de Deus que contribuiu com a na- ção brasileira no alinhamento das políticas de juros dos Estados. PROCESSO CONQUISTAEMOÇÃO “... quem não me adorar não merece a vida...” General e político líbio que está desafiando o mundo com suas atitudes aterrorizantes. MUAMMAR KADAF A NAMORA- DINHA DO BRASIL
  • Depoimentos A revista FORÇA entrou no mercado focando os mais variados assuntos regionais, porém, com uma visão muito grande da situação industrial de toda a RMC. Recomendamos sua leitura Só tenho que parabenizar e incentivar ainda mais a Revista Força, pois considero de suma importância uma imprensa livre e ética à serviço da população. Que os tentácu- los desse meio de comunicação se espalhe e com eles um produto da mais alta categoria e qualidade. Com os antecipados agradecimentos por sua indispensável anuência, colo- camo-nos à inteira disposição e renovamos-lhe os protestos de consideração e apreço. Sr. Edmundo Duarte Secr. Mun. Desenvolvimento Indaiatuba Reinaldo Nogueira Lopes Cruz Prefeito de Indaiatuba abril de 2011 • FORÇA • 9
  • 10 • FORÇA • abril de 2011 QUAL O PREÇO DA NATUREZA? O valor econômico e o valor subjetivo dos recursos naturais na sociedade
  • abril de 2011 • FORÇA • 11 Especial > Capa Se tem um sonho que passa na cabeça de qualquer um, nem que seja uma vez na vida, é aquele de que dinheiro bem que podia dar em árvore. E, de preferência, numa árvore no quintal de casa. Que atire a primeira pedra quem nunca sonhou com galhos cheios de reais, dólares, yenes e outras tantas mo- edas. Para a tristeza desses sonha- dores, o ditado popular confirma a verdade: “dinheiro não dá em árvore”. Mas, o contrário não se revela mero sonho. Se dinheiro não dá em árvore, a árvore é capaz de dar muito dinheiro. Quer um exemplo? A região Noroeste do Estado de São Paulo é responsável por 60% da produção da Borracha brasileira. Em todo o Estado, o setor fatura, anualmente, mais de US$ 2 bilhões. Não é nenhuma novidade que a natureza é a base da economia. Sempre foi – até porque não há vida fora da natureza. Mas a abun- dância de recursos era tamanha que eles podiam ser considerados inesgotáveis, e, portanto gratuitos. Em alguns casos, essa premissa se revelou ilusória, como na civiliza- ção da Ilha de Páscoa, no Pacífico, que ruiu quando a madeira aca- bou. Há um temor similar para alguns recursos de nossa civili- zação, como o petróleo, os peixes e até a água potável. Diante da importância dos recursos naturais para a sobrevivência humana e dos riscos de escassez de alguns deles, o mundo se pergunta: qual o preço da natureza? Estaria ela mais cara, a medida que o homem a destrói? É para responder uma série de per- guntas como essas que a economia tradicional começou a adotar as preocupações dos ambientalistas. A grande questão é estabelecer o preço dos recursos para saber quanto e como usá-los. Racio- nar os recursos naturais se tornou tão importante que hoje o mundo gira sob a ideia do desenvolvimento sustentável. A projeção cada vez maior da biotecno- logia no cenário econômico global trouxe consigo a associação entre natureza e valor econô- mico, que toma forma com o emprego cada vez mais freqüente de palavras como bioeconomia, biorrecursos, ou mesmo, biopirataria. Neste contexto, falar em riqueza da biodiversidade assume um novo significado e o domínio da natureza pelo homem assume novas proporções. Apesar da intangibilidade da na- tureza e da dificuldade em quan- tificar seu valor, existem várias iniciativas acadêmicas, nacionais e internacionais de ongs ou governa- mentais que buscam determiná-lo. Por aqui, já é possível estimar qual o preço da biodiversidade nacio- nal. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está desenvol- vendo desde 1999, com assessoria de consultores do Instituto de Pes- quisa Econômica Aplicada (IPEA) , um projeto para calcular o valor da biodiversidade brasileira, como parte do Programa de Valoração Econômica da Natureza, incluído no Programa Plurianual do gover- no. Não é uma conta fácil. Em pri- meiro lugar, a natureza tem um valor subjetivo. Em segundo lugar, parte de seu valor é potencial – um princípio ativo ainda não desco- berto para curar uma doença, por exemplo. É impossível saber que impacto essa exploração teria no futuro. O que se sabe é que no cur- to prazo os impactos da exploração são grandes. Tanto é verdade que a demanda por recursos naturais é 35% maior que a capacidade do planeta de renová-los. Estatística que deixa em alerta a economia global. Mesmo com as dificuldades de intangibilidade e de medir o tama- nho da devastação do homem, a ciência já tenta atribuir preço aos recursos naturais. Faz isso de dois
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  • Especial > Capa modos. O primeiro é pelo cálculo do lucro obtido com a preservação (a água limpa, o mercado de orgânicos que floresce da proteção à biodiversi- dade, os ganhos de eficiência nas empresas ou no reaproveitamento do lixo etc.). O segundo modo é calcular o prejuízo que a destruição dos recursos naturais acarreta – o preço da dessalinização da água, os deslizamentos resultantes da derrubada de matas, o custo de alugar abelhas para polinizar a plantação quando as abelhas nativas são destruí- das. Essa conta é complicada porque boa parte da depredação vai incidir somente sobre as próximas gerações, que não têm como dar palpite nas polí- ticas atuais (mas em compensação contarão com tecnologias que ainda não foram inventadas). Mas, já dá para se ter uma ideia de preço. De acordo com os cálculos existentes até o momento, avalia-se a biodiversidade brasileira em 2 trilhões de dólares por ano, o que equivale aproxima- damente ao dobro do valor do Produto Interno Bruto do país. Cifras que demonstram a importância dos recursos naturais, e explicam a ganância do homem em explorá-los demasiadamente. De acordo com o ambientalista Moacir Arruda Bueno esta valoração é fundamental para o Brasil em diver- sos aspectos: “O Brasil é o país que tem o maior patri- mônio biológico do mundo, a maior biodiversidade do planeta é a nossa, somos top rankings em quase todas as famílias, filos, grupos, gêneros, etc. No entanto, o Brasil ainda não possui um levantamento ou um in- ventário biológico das espécies brasileiras, nem da fau- na, nem da flora”. Segundo Arruda, supõe-se que nem 1% de toda a biodiversidade da Amazônia é conhe- cida. Além disso, os cálculos dos serviços prestados pelos ecossistemas não fazem parte da contabilidade nacional. “Se nem sequer entra na contabilidade, então nem o governo, nem a sociedade podem dar o devido valor. Temos que realizar esta valoração para que a sociedade passe de fato a valorizá-la”, afirma. O grande desafio é encontrar fórmulas para que quem explora os recursos naturais ajude a pagar a conta de sua manutenção, diz o econo- mista americano Robert Costanza, da Univer- sidade de Portland, em entrevista à imprensa. É algo que alguns economistas visionários pregam há décadas. O professor americano Herman Daly é um dos pais dessa economia ecológica. Colocou o desenvolvimento sustentável em pauta nos anos 80 quando foi economista sênior do Banco Mundial. Hoje, como professor da Universidade de Maryland, diz acreditar que o crescimento da população deman- da uma mudança na teoria econômica. Daly questio- na o conceito do Produto Interno Bruto (PIB), que inclui apenas as riquezas materiais geradas. Acha que é necessário descontar desses ganhos os gastos com a poluição do ar, os resíduos, a destruição da floresta. As dificuldades de se atribuir preço à natureza não estão ligadas somente à importância econômica dele e à exploração dela pelo homem. Entra em jogo uma parcela ainda mais importante do
  • Especial > Capa que o valor econômico: o valor sub- jetivo dos recursos naturais. Além do valor econômico, a diversidade natural do planeta tem importância ética, estética e até espiritual para nossa civilização. O contato direto com a natureza pode gerar emo- ções profundas no ser humano – principalmente no ser urbano que trocou, nas últimas décadas, seu cotidiano do campo pelo da cidade. E esse contingente já é maioria em todo o mundo. Pouco mais da metade (50,5%) dos 6,7 bilhões de habitantes do planeta vive hoje em cidades e não convive mais com o ciclo rural de plantio e colheita, tão básico para nossos antepassados. Um dos principais valores não monetários da natureza é a sensação de prazer e conforto provocada por sua harmonia esté- tica. Algumas pessoas desenvolvem suas próprias histórias de amor com o mundo natural. O valor estético e sensorial da natureza é sempre a base para essa relação platônica e contemplativa que cada indivíduo forja. E neste sentido, seu preço é incalculável, bem como seu valor. Além de musa inspiradora e alívio para os sentidos humanos, a na- tureza também serve como ponte entre o mundo concreto e o divi- no. Considerar a natureza como “algo maior” é uma constante para aqueles que têm uma visão que vai além da esfera material e utilitária. Diante de seu valor subjetivo e de sua importância econômica, a res- posta para a pergunta: qual o preço da natureza (?) vem de Dalai-Lama. O chefe espiritual do budismo tibetano, desmistifica a conservação ambiental e a coloca como um dever prático. “Cuidar de nosso planeta não é um ato santo ou sagrado. Não podemos viver em nenhum outro, apenas neste”, afirma o monge tibe- tano. “É como cuidar de nossa casa.” Contextualiza na realidade da so- ciedade, dar preço à natureza é tão difícil quanto dar preço à família. Cuidar do planeta é como cuidar da casa. Local sagrado da família. Só quem tem e usufrui sabe da impor- tância de conservar. Na nossa cultura mercantilista, os economistas da conservação já registram os bilhões de reais que os serviços ambien- tais prestam aos humanos. Mas os valores estéticos e espirituais estão na esfera do intangível. Ou seja, não se pode colocar uma etiqueta de preço no que é sagrado. abril de 2011 • FORÇA • 15
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  • abril de 2011 • FORÇA • 17 O PREÇO DA DEVASTAÇÃO Sabe aquela ideia de que a vida é uma cadeia? De que no ecos- sistema todos os seres são necessários e um depende do outro para sobreviver? Ela está cada vez mais presente em discursos e cada vez menos presente na prática. Nas últimas décadas, o homem vem interrompendo a cadeia do ecossistema e a teia onde todos os seres vivos são necessários para sobreviver está sendo desfeita. Como resultado tem se catástrofes naturais. É a revoltada da natureza. O preço – caro - que o próprio homem paga pela devastação que causa. A tragédia natural mais recente aconteceu na Ásia, no dia 11 de março. A costa noroeste do Japão foi sacudida por um ter- remoto de 8,9 graus na escala Richter, gerando um tsunami de 10 metros de altura. Ao todo mais de 11 mil pessoas morreram e 17 mil ficaram desaparecidas. Apesar do elevado número de vítimas, essa não foi uma das piores catástrofes naturais da história. Conheça os maiores desastres naturais do mundo.
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  • abril de 2011 • FORÇA • 19 UNIVERSIDADE DO MEIO AMBIENTE É REALIDADE EM JAGUARIÚNA Jaguariúna é a primeira cidade do Estado de São Paulo e uma das únicas do Brasil a ter uma universidade pública voltada para o estudo e a defesa do meio ambiente. Um grande passo para a consolidação deste projeto foi dado no início de março, quando uma assembléia aprovou o estatuto da Universidade do Meio Ambiente e Bem-Estar de Jaguariúna (UniAngatu). Agricultura sustentável, alimentação saudável, animais domésticos e silvestres, artes, direito e educação ambiental, ecologia, diversidade e consumo consciente são apenas alguns dos temas que estão sendo incluídos nas atividades da Universidade, que buscará identificar e acolher saberes locais e regionais a serem estudados e disseminados. Aberta a participação de todas as pessoas, a UniAngatu é um espaço de educação, formação e troca de informações e práticas sócio-ambientais, que tem como meta contribuir efetivamente com a ampliação da consciência sobre cidadania e sustentabilidade. Criada por iniciativa do governo municipal de Jaguariúna, a UniAngatu promove valores como a paz e a ética, além do cuidado com o planeta e o ser humano. UniAngatu – respeito ao meio ambiente e valorização do ser humano! SECRETARIA DE GESTÃO AMBIENTAL www.jaguariuna.sp.gov.br
  • Rápidas O que o Brasil quer é ser fornecedor estável de petróleo, e os Estados Unidos querem ser seu maior cliente BARACK OBAMA, afirmou em Brasília na sua passagem pelo Brasil. E se você, tuiteiro, acha mesmo que eu saí por causa da Globo, você é muito imbecil. E tem problema gra- ve de interpretação de texto TIAGO LEIFERT, jorna- lista, ameaçou deixar seus 845 mil seguidores no Twitter para evitar o “baixo nível” da ferramenta. Dian- te da repercussão negativa da saída, voltou e fez mais críticas à capacidade de debate e interpretação de alguns “tuiteiros”. F O T O D IV U L G A Ç Ã O F O T O D IV U L G A Ç Ã O F O T O D IV U L G A Ç Ã O A carne é fraca, mas somos só amigos. SABRINA SATO, apresentadora, falando ao UOL sobre ter encontrado o ex-namorado Fábio Faria no show de Shakira, em São Paulo. F O T O D IV U L G A Ç Ã O
  • Economia Sonhando com a estabilidade, 11 milhões de brasileiros se preparam para concursos públicos e movimentam R$ 30 bilhões por ano F oram três décadas de sucateamento, desprestigio e baixos salários. Mas, ele renasceu. O serviço público bra- sileiro, antes ignorado pela classe média - que via a iniciativa privada como si- nônimo de sucesso profissional - hoje é objeto de cobiça de milhões de brasileiros. A razão para esse crescente interesse em trabalhar para o Estado não está mais no famigerado discurso de que funcionários públicos trabalham pouco. O que move a disputa de milhões de pessoas é a estabilidade financeira. A promessa de sa- lários polpudos, a valorização cada vez maior da carreira e uma aposentadoria difícil de ser equiparada com o setor privado, têm acirrado a concorrência nos concursos públicos. A DISPUTA PELA ESTABILIDADE 22 • FORÇA • abril de 2011
  • A disputa é tão acirrada que neste momento, de acordo com levantamento feito com base em dados da Pesquisa Nacio- nal de Amostragem de Domi- cílios, o PNAD, realizada pelo IBGE, 11 milhões de brasi- leiros estejam estudando para prestar algum concurso públi- co nos próximos nove meses. Sejam em cursinhos prepa- ratórios espalhados por todo o país ou em casa. O número impressiona, mas impressiona ainda mais quando comparado com o número de habitantes no País. Na prática, 5% da po- pulação brasileira não apenas quer como também se prepara para conquistar uma vaga no serviço pú- blico. Essa grande concorrência tem ex- plicação. Hoje em dia, em média, um servidor público federal ganha o dobro do que os que trabalham na iniciativa privada. Nos últimos oito anos, por exemplo, os salários pú- blicos da União tiveram um aumen- to real de 75%, enquanto os do setor privado, de apenas 9%. É por conta dessa revalorização no serviço públi- co dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que a grande disputa está concentrada nos concursos federais. É como um vestibular, só que muito, muito mais disputado. Para quem consegue ultrapassar essa barreira a recompensa é a certeza de uma carreira estável, com boa remuneração, muitos beneficios e a garantia de uma aposentadoria com padrões de rendimento incomparáveis aos da carreira privada. É por esse motivo que a campineira Mayra Frezatto, 25 anos, formada em administração, passa cerca de 11 horas por dia estudando para um concurso sem data para acontecer. Dessas onze horas, quatro são dedicadas a um curso online de preparação. “O caminho é longo e árduo. Eu estudo para concursos públicos abril de 2011 • FORÇA • 23
  • 24 • FORÇA • abril de 2011 Economia há dois anos. Já prestei dois, mas não obtive sucesso. Mas, sinto que estou próxima de atingir o exito. Na verda- de, hoje a concorrência é bem maior, por isso a dedicação também tem que ser. Eu decidi não trabalhar para dar conta dos estudos. Tenho o apoio dos meus pais e sei que se conseguir um passar em um concurso público, terei tranquilidade. Não é todo mundo que começa a trabalhar com um salário de 10, 12 mil reais”, destaca a jovem, que faz parte dos contingente de 11 milhões de brasileiros em busca de um cargo público. E vagas não faltam para os concursei- ros. Só este ano, entre abertas, tem- porárias e programadas, são quase 400 mil vagas de emprego no serviço público, com salários iniciais varian- do entre o mínimo e os desejados R$ 20,9 mil oferecidos a juízes substitu- tos dos Tribunais Regionais do Tra- balho. Dessas, 77 mil estão entre as mais disputadas, como para os Cor- reios, Policia Federal e Petrobras. Segundo o presidente da Anpac (As- sociação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos), prof. Ernani Pimentel , em entrevista a um veículo especializado em concursos públicos, a previsão para 2011 é boa. “A rigor, nas três esferas de poder, teremos a cada ano em torno de 250 mil vagas a serem preenchidas, oriundas de aposentadorias, pedidos de demis- são, óbitos, transferências etc. A esse número se somarão alguns outros mi- lhares de cargos terceirizados que, em função da interferência dos Mi- nistérios Públicos, deverão ter seus ocupantes substituídos por concur- sados”. Se a concorrência é cada vez maior. Estudar para um concurso público é uma tarefa árdua, que demanda tem- po e paciência. De acordo com es- pecialistas, na média, um candidato demora de seis meses a 1,5 ano para passar em um concurso de nível mé- dio, com salário inicial de R$ 2,5 mil, e de 1,5 ano a 3 anos para conseguir uma vaga num concurso de nível su- perior, com ganhos iniciais de mais de R$ 12 mil. É aí que a economia brasileira lucra. Mayra Frezatto é a ponta de uma in-
  • abril de 2011 • FORÇA • 25 dústria bilionária, que movimenta algo próximo a R$ 30 bilhões todos os anos no Brasil. Fazem parte dela empresas especializadas em organizar concursos, cur- sinhos preparatórios, professores particulares, locadores de imóveis dedicados a pessoas que vão para os grandes centros se preparar, empresas de transporte e uma série de prestadores de serviço que, indiretamente, também lucram com os gastos dos candidatos a uma vaga no ser- viço público. A estimativa é de que, só com a mensalidade, os concor- rentes que se matriculam em um curso preparatório gas- tem em média R$ 10 mil por ano. E os cursinhos, que an- tes eram pequenas empresas, tornaram-se corporações com faturamento milionário. As principais organizado- ras de concursos, por exemplo, movimentaram sozinhas quase R$ 120 milhões em 2007. Organizaram quase 200 concursos, com mais de dois milhões de inscritos. O se- tor mais que dobrou em quatro anos. Em 2005 havia 40 empresas. Hoje já são mais de 100.
  • 26 • FORÇA • abril de 2011 UNIÃO QUE FAZ A FORÇA Economia Cooperativa é opção para empreen- dedores que querem abrir negócio próprio e não dispõe de capital
  • abril de 2011 • FORÇA • 27 O sonho de ser empreendedor e ter um negó-cio próprio está guardado na “gaveta” de muitos brasileiros por um motivo princi-pal: falta de capital para investir. Afinal, abrir uma empresa requer, além de planejamento, ca- pital financeiro para dar o ponta pé inicial e os passos seguintes, até que o negócio de lucros. Em geral, em- presas têm poucos donos, o que faz com que a parce- la de capital investido seja maior para cada um deles. Realidade que limita novos empreendimentos. A falta de dinheiro limita, mas não impede a abertura de um negócio. A solução pode ser uma alternativa mais ba- rata e não é tentando a sorte na Loteria. Para muitos, a solução está nas cooperativas. Opção barata, com planejamento eficiente e união dos integrantes, as cooperativas aumentam sua competiti- vidade no mercado. Formadas por no mínimo 20 inte- grantes de uma mesma área de atuação, a parcela de investimento é menor do que numa empresa. Nesse tipo de negócio, cada cooperado investe parte do capital e, ainda, recebe as “sobras” na proporção decidida pelo grupo. Também não há hierarquização, já que todos se tornam sócios do negócio. De acordo com Benedito Zurita, consultor do Sebrae- -SP, é uma ótima opção para empreendedores que que- rem abrir negócio próprio e não dispõe de capital. “Em uma empresa, geralmente existem poucos donos e, com isso, a parcela do capital investido no negócio fica maior R. Peregrino de Oliveira Lino 272 Vila Linópolis Santa Bárbara d´Oeste SP Fone 19 3454-5987 / 9169-4397 machadocuppi@vivax.com.br Seu produto entregue com segurança MACHADO TRANSPORTES Machado (1).indd 1 26/2/2010 19:29:30 Economia Carlos Rocha
  • Economia para cada um deles. As cooperativas podem ser uma boa alternativa princi- palmente nos grupos com menor poder aquisitivo e vontade de empreender”. Esse tipo de negócio - em que o em- presário investe capital, contrata fun- cionário e, no regime CLT, paga todos os direitos trabalhistas – está presen- te em todos os estados do País e tem despontado forte no mercado. Até de- zembro de 2010, foram registra- das 6652 cooperativas e mais de nove milhões de associados no País. O sistema - que faturou em 2009 R$ 88,5 bilhões - tem o setor agrope- cuário como um dos ra- mos de maior des- t a - que – com 23% das cooperati- vas, seguido pelo crédito, com 16%. S o m e n t e a região Sudeste é res- ponsável por 34% das cooperativas do país, seguida da região Nordeste com 26%. Mas, antes de embarcar no crescimen- to das cooperativas é preciso planejar a área de atuação no mercado. Os bene- fícios em montar uma cooperativa são específicos para cada ramo, com expli- ca Zurita. “Por se tratar de uma coo- perativa, as vantagens aparecem nos negócios coletivos. É comum obter melhores condições na compra de insumos – no caso do ramo agrícola – e um prazo maior para a efe- tuação de pagamentos”, aler- ta o consultor. “Além disso, os convênios formados ajudam a suprir as necessidades do grupo.” As cooperativas são exemplo de que a união faz a força. E esse tipo de em- preendimento não é novo não. Elas existem desde a década de 50. A al- ternativa cooperativista foi a solução encontrada por 500 famílias de su- ábios (povo de etnia alemã) que imigraram para o Brasil em 1951. Com objetivo de fundar uma co- operativa agríco- la, o grupo se uniu e por meio de finan- ciamentos do governo brasileiro e da Instituição Humanitária Ajuda Suíça para a Europa – constituída ainda no final da 2ª Guerra – montaram a Agrária Agroindustrial. O ne- gócio não só deu certo, como no ano passado faturou mais de R$ 1 bilhão. Hoje, a cooperativa paranaense possui quatro indús- trias, 1.500 funcionários. As chances de sucesso no negócio são grandes para os cooperativistas, no en- tanto, nem tudo são flores. O horizonte é desafiador por pelo menos três moti- vos: expectativa por retorno financeiro rápido, realidade do serviço autônomo e descompromisso entre os coopera- dos. Especialistas afirmam que um 28 • FORÇA • abril de 2011
  • Economia abril de 2011 • FORÇA • 29 problema frequente desta modalidade é a grande expectativa do grupo por um retorno financeiro rápi- do, apesar de o investimento inicial muitas vezes ser pequeno. Com a demora em obter lucro, muitos desanimam e passam a não participar do negócio. Outra dificuldade enfrentada pelos empreendedores diz respeito ao vínculo empregatício. Acostu- mados com direitos trabalhistas, muitos recebem com dificuldade a ideia de serviço autônomo e a ausência de benefícios. O desafio então é saber administrar a nova realidade e pensar no crescimento do negócio. Já a terceira dificuldade é uma das que mais influenciam no crescimento do empreendi- mento: o comprometimento e entendimento entre os cooperados. Para entrar no sistema cooperativista é preciso ultrapassar os procedimentos burocráticos e haver muito entendimento entre os cooperados. Afinal, um único projeto com objetivos distinto não dá resultados positivos. É preciso fazer jus ao ditado: “A união faz a força”. O QUE SABER E FAZER ANTES DE MONTAR UMA COOPERATIVA • Uma cooperativa deve ter, no mínimo, 20 integrantes; • O comprometimento e entendimento entre os cooperados são fundamentais; • Antes de iniciar os procedimentos burocráticos, é preciso definir a área de atuação e o objetivo do empreendimento; • Especialistas aconselham fazer um plano de mercado para descobrir qual a aceitação do público sobre o ramo de atividade escolhido • Durante a formação da cooperativa é necessário analisar as formas de admissão, demissão e exclusão dos cooperados; • Também é preciso decidir qual será o capital da empresa e o valor das cotas-partes de cada integrante; • No sistema cooperativista ninguém pode ter mais do que 1/3 do capital social do empreendimento; • Só pode ser um associado quem realmente exercer a atividade do projeto; • Na hora de formalizar o projeto, os cooperados devem fazer uma assembléia geral de constituição;
  • 30 • FORÇA • abril de 2011 Economia DICAS PARA EVITAR OS JUROS Ao pagar juros se está consumindo as reservas financeiras, fazendo com que se realize menos sonhos, veja algumas dicas para evitar esta armadilha: 1. Ao pagar a prazo, certamente estará pagando juros, por isso é importante conhecer o preço à vista para descobrir a diferença; 2. Tenha em mente que há várias formas de pagamento e as melhores obedecem à seguinte ordem: pagamen- to à vista, parcelamento por boleto bancário, parcelamento no cartão de crédito sem juros e financiamento com juro máximo de 2,5% ao mês; 3. Não use cheques pré-datados, pois essa linha de crédito é ilegal e, além disso, há o risco de todos serem depositados de uma só vez – lembre-se: cheque é uma ordem de pagamento à vista; 4. Negocie e procure sempre parcelar a compra sem juros, mas só faça isso quando tiver certeza de que a loja já chegou ao menor valor; 5. Quando não existir a alternativa, procure nunca pagar taxas de juros acima de 2,5% ao mês;
  • abril de 2011 • FORÇA • 31 Economia Reinaldo Domingos, Educador e Terapeuta Financeiro, autor dos livros Terapia Financeira e O Meni- no do Dinheiro e da primeira Coleção didática de Educação Finan- ceira para o ensino básico, Presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira, www.dsop.com.br 6. Evite utilizar crediários, esses possuem, na maioria das vezes, juros muito altos, que impactarão o preço final do produto. Sempre faça contas; 7. Anote em seu orçamento as compras à prazo, é comum esquecer-se de lançar as prestações no mesmo; 8. Evite pagar a parcela mínima do cartão de crédito, se isso for inevitável busque outra linha de crédito, como por exemplo: credito consignado. Mas cuidado para não trocar um credor pelo outro; 9. O negócio dos magazines é vender prestações e geralmente trazem juros, mas por outro lado, eles praticam os melhores preços à vista; 10. O negócio das instituições bancárias é vender dinheiro, por isso os juros fazem parte do ganho, ou seja, o lucro. Evite tomar dinheiro e pagar juros.
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  • A DECADÊNCIA DO BOXE Os primeiros registros daquilo que se tornaria o boxe vêm da antigui-dade, antes mesmo das civilizações grega e romana, há in- dícios arqueológicos que indicam que o homem praticava lutas usando as mãos, desferindo golpes uns con- tra os outros. Na Grécia, berço das Olimpíadas, esses confrontos eram praticados com fins esportivos, já para os romanos era apenas uma di- versão. Porém, o boxe só ganhou algumas re- gras, aproximando-se do que é hoje, no século XVII, no Reino Unido. Foi no ano de 1867, que o uso de luvas e o número de assaltos foram determi- nados como regras oficiais. O esporte que se tornou uma febre nos anos 70 e 80, principalmente graças a Muhammad Ali e Mike Ty- son, hoje vive uma fase decadente, sendo sucumbido em popularidade e financeiramente pelas lutas de vale tudo (MMA e UFC), principalmente nos Estados Unidos, que já não cria 34 • FORÇA • abril de 2011 Esporte Febre nas décadas de 70 e 80, esporte foi sucumbido pelas lutas de vale tudo
  • mais mitos como antigamente. Hoje, os principais nomes da modalidade vêm da Ucrânia com os fenomenais irmãos Klitschko e o paquistanês Manny Pacquiao. Apesar de ser um país pequeno, Cuba domina o mundo quando se trata de pugilismo. O programa feito para a modalidade é um dos mais in- tensos do mundo e criou vários cam- peões. Sem dúvida é um programa a ser copiado. Em virtude do regime socialista que não permite a profissionalização, os cubanos ganharam maior destaque nos Jogos Pan-Americanos e Olim- píadas onde são conhecidos como papa-ouros. Alguns que consegui- ram se extraditar, fugindo do socia- lismo, também obtiveram sucesso no Esporte profissionalismo. Entre os principais nomes do boxe cubanos de todos os tem- pos podemos apontar Teófi- lo Stevensson (tricampeão olímpico 72, 76 e 80), Joel Casamayor, Felix Savón entre outros. O pugilismo não é um esporte de grande tradi- ção no Brasil onde co- meçou a ser praticado no início do século 20 nas cidades de Santos e do Rio de Janeiro. Apesar da pouca tra- dição, ídolos e cam- peões surgiram. No boxe amador, destaque para Miguel de Oliveira e abril de 2011 • FORÇA • 35
  • Esporte Servílio de Oliveira (medalha de bronze nas Olimpíadas do México em 1968). No profissionalismo, o maior ídolo da modalidade no país é Eder Jofre, cam- peão mundial dos pesos galo em 1962 diante de Johnny Caldwell em uma luta travada no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo, para mais de vinte mil pes- soas. Após anos de obscuridade, o boxe brasileiro voltou a ser comenta- do após uma injeção de marketing do locutor esportivo Luciano do Valle e a TV Bandeirantes que transformaram Adilson “Maguila” Rodrigues em ídolo nacional. No início dos anos 90, Maguila foi derrotado por Evander Holyfield e George Foreman na tentativa de 36 • FORÇA • abril de 2011
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  • EsporteEsporte buscar o título mundial dos pesados, fato que iria acontecer em 1995 em uma associação de boxe pouco reconhecida mundialmente. Mais recentemente surgiu Acelino “Popó” Freitas quem em 2002 voltou a dar um título de expressão ao boxe nacio- nal ao sagrar-se campeão mundial pela Associação Mundial de Boxe, entidade bastante reconhecida mundialmente. Porém, com problemas pessoais, Popó encerrou prematuramente sua carreira. Desde a aposentadoria de Popó, pou- co se viu e ouviu falar de boxe por aqui. O “boom” do momento é a luta de vale tudo UFC, que inclusive, passou a ser transmitida nas noites de sábado na TV aberta. REGRAS DO BOXE Para tornar as lutas mais competitivas, as regras do boxe definiram ca- tegorias que variam de acordo com o peso do pugilista. As principais dessas categorias são o peso pesado (+ de 90.7 kg), o peso meio pesado (até 79.4), peso médio (até 72.6), peso pena (até 57.2), peso galo (até 53.5) e peso mosca (até 50.8). As lutas profissionais possuem no máximo 12 assaltos com 3 minutos cada. Porém, em determinadas competições o número de assaltos pode ser menor. Nas Olimpíadas onde se utiliza o boxe amador, por exemplo, são 3 rounds de 3 minutos cada. No final de cada assalto, os lutadores ganham pontos, que são atribuídos por cinco jurados da luta. Estes pontos, definidos por golpes e defesas, servem para definir o ganhador em caso da luta chegar ao fim. Quando um lutador consegue derrubar o adversário e este permanece por dez segundos no chão ou não apresentar condições de continuar na luta, ela termina por nocaute. Não são permitidos golpes baixos (na linha da cin- tura ou abaixo dela). GOLPES Os principais golpes de boxe são: cruzado (aplicado na la- teral da cabeça do adversário), jab (golpes preparatórios de baixo impacto e rápidos), direto (soco frontal) e upper (tam- bém conhecido como gancho, ocorre de baixo para cima atingindo o queixo). BOXE PROFISSIONAL E AMADOR Além do número de assaltos, existem outras diferenças do boxe profissional para o amador. No profissional, são dezoito categorias contra treze do amador. No amador, a proteção é maior; além das sapatilhas, luvas e calção do boxe profissional, há utilização de capacetes e protetores bocal e genital. O boxe profissional te por base os desafios aos campeões (donos dos cinturões) de diversas entidades. Esses desafios podem ser feitos de acordo com rankings. O boxe amador é utilizado em sua maior parte em acade- mias além de Jogos continentais como o Pan-Americano ou mundiais como as Olimpíadas. GRANDES BOXEADORES Os maiores boxeadores obtiveram a consagração após sua profissionalização. Podemos citar Muhammad Ali, o maior de todos, Mike Tyson, Evander Holyfield, George Foreman, Julio César Chávez, Sugar Ray Leonard entre outros, todos com presença no hall da fama criado nos Es- tados Unidos. 38 • FORÇA • abril de 2011
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  • 40 • FORÇA • abril de 2011 Dicas de Construção
  • abril de 2011 • FORÇA • 41 Dicas de Construção AS INFLUÊNCIAS DAS CORES Saiba de que forma as cores determinam a decoração da casa e despertam os sentidos E scolher a cor das paredes parece ser tarefa fácil. Afinal, o mercado dispõe de muitas inovações e to- nalidade lindíssimas. Mas, este é um passo importante. E que vai determi- nar a decoração da casa e despertar os sentidos dos moradores e visitan- tes. As cores têm influências e podem fazer com que um cômodo pareça mais amplo, mais luminoso, mais ale- gra, mais sereno – por exemplo. Sabia qual a influência dos tons na sua casa: AMARELO, ALEGRE E VITAL: inunda sua casa de luz. Um cômo- do pintado com esses tons des- perta o intelecto e estimula a criati- vidade. Fica perfeito em espaços es- curos, pois potencializa a luz natural e também em quartos infantis, co- zinhas e banheiros, já que são capa- zes de criar ambientes com energia. Combina bem com madeiras claras e enfatiza as escuras. Se aplicá-lo em dormitórios, melhor optar pelas tona- lidades claras, mais indicado para um ambiente de descanso. LARANJA, FONTE DE ENERGIA: personaliza cada canto Com a lu- m i n o s i - dade do amarelo e a impulsividade do vermelho, a cor laranja ajuda a se relacionar, desperta o apetite. Os tons mais “escuros” con-
  • tagiam um cômodo com seu calor. Seus tons mais suaves potencializam a luz e é ideal nos ambientes rústicos. Pode-se usar ainda um tom intenso para expressar personalidade a um canto ou à uma parede. Realça a beleza das madeiras, as fibras vegetais e o couro. VERMELHO, VITAL E ENVOLVENTE: mostra personalidade. A cor do fogo aplicada nas paredes transmite vitalidade e desejo de ação. Os tons mais intensos, como o vermelho inglês e o cereja, precisam de cozinhas, salões ou banheiros amplos e lumi- nosos, para poder criar ambientes íntimos e envolventes. Os bordôs mais apagados conseguem espaços acolhedores e de ar natural, sempre que combinados com outros revestimentos e móveis claros. Suas variações mais suaves, como o morango, são muito fáceis de integrar. Transmitem dinamismo e são mais dinâmicos que os anteriores, pode-se usar, inclusive, em quartos infantis (detalhes). VERDE, LUMINOSO E FRESCO: produz um efeito sedante. A cor da esperança e da segurança, associada à natureza, é adequada para pintar qualquer ambiente, sobre tudo salas e zonas de trabalho e estudo. Calman- te e luminoso, é capaz de criar ambientes acolhedores em sua tonalidade escura; alegrar espaços pequenos se escolhido um verde água ou maçã; encher de per sonalidade uma parede pintada em pistache. Enquan- to que os verdes claros têm um tom mais atrevido, os escuros se revelam mais sofisticados. Ao ser quente e frio, por surgir da mistura do azul e do amarelo, pode-se combinar o verde com qualquer outra cor. AZUL, RELAXANTE E TRANQUILO: ajuda a conciliar o sono, evoca o céu e o mar e por seu efeito relaxante e tranquilizador, é perfeito para pintar as paredes de dormitórios, escritórios e as salas de referições diárias. O azul Dicas de Construção 42 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 43 claro é um clássico em quartos de meninos, pois acalma sua energia; o anil alegra ambientes escuros, já que transmite claridade, enquanto que o lavanda cria sensação de pro- fundidade em espaços pequenos, ao alargar visualmente as paredes. Em qualquer tonalidade harmoniza com peças pintadas em branco e ressalta madeiras claras. LILÁS E ROSA, TOQUE INGÊNUO: casa muito bem com o branco. O rosa representa a beleza e a ingenuidade, ainda que em suas tonalidades escuras se torna mais sofisticado. A lavanda, por outro lado, é a cor da cordialidade e da de- licadeza. Com matizes semelhantes, acerta-se em dormitórios infantis e em espaços decorados com móveis brancos. Os rosas pastel e lilás har- monizam bem com as cores frias, enquanto que os tons salmão e coral combinam melhor com os tons quentes. Os tons pálidos ficam melhores em cô- modos pequenos, uma vez que se per- dem se o espaço for grande. BRANCO, PAZ: multiplica a luz e o espaço. É um dos mais utilizados na hora de pin- tar os espaços pequenos ou com pouca luz natural, como corredores e halls de entrada, pois reflete a luz e dá a sensação de ampliar o espaço. Passa o sentimento de infinito e estimula a ima- ginação criativa. A cor “osso” é reco- mendada para salões luminosos, já que valorizam a entrada de luz e combinam com qualquer madeira. Podem ser quentes ou Dicas de Construção frias, depende a cor à qual se associe. Elegantes, possuem um efeito calman- te, o que os tornam perfeitos para de- corar as paredes de salas e dormitórios. De qualquer forma, pela sua neutrali- dade, encaixam bem em qualquer cô- modo e estilo. O resultado é perfeito, quando a intenção for dar profundi- dade a um corredor estreito, iluminar um espaço escuro ou passar calor a um ambiente frio. TONS TERRA, MUITO QUENTES: AMBIENTE NATURAL E SÓBRIO: Se associam a pessoas realistas, muito seguras de si mesmas e simbolizam a conexão com a nature- za. Em todas suas variedades – areia, argila, terra, terracota… – estas cores quentes recriam salas e dormitórios naturais e frescos, ou cozinhas e ba- nheiros sóbrios e originais. Para carac- terizar um cômodo, é aconselhável um CREME E BEGE PASSAM SERENIDADE E REALÇAM A DECORAÇÃO:
  • 44 • FORÇA • abril de 2011 Dicas de Construção forte terracota; e se deseja uma sala mais luminosa, prefira um tom mais dourado e quente como o caramelo. PRETO, AUSÊNCIA DE COR: É a cor que menos reflete luz. O ideal é que ele seja utilizado moderadamente como recurso para realçar outras cores, em detalhes, do que em grandes áreas. Pode expressar agressividade.
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  • 48 • FORÇA • abril de 2011 Jurídico Dr. Reinaldo Cesar Spaziani ACIDENTES DO TRABALHO CARACTERIZAÇÃO: São considerados acidentes do trabalho: a) o que ocorre pelo exercício do traba- lho a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados es- peciais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho, temporária ou permanen- temente; b) doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício de trabalho peculiar a de- terminada atividade e constante da rela- ção de que trata o Anexo II do Decreto 3.048/99; c) a doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente, desde que constante da relação que trata o Decreto acima mencionado. Não são consideradas, en- tretanto, como doença do trabalho a doença degene- rativa, a inerente a grupo etário, a que não produza incapacidade laborativa e a doença endêmica adqui- rida por segurado habitante de região em que ela se de- senvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho (exemplo; trabalhador de usina nuclear). COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO - CAT A empresa deverá comunicar o aciden- te do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocor- rência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa. A CAT poderá ser registrada em qual- quer Agência de Atendimento do INSS ou ainda pela internet. Esclareça-se que não só a empresa tem competência para emissão da CAT como também o Sindicato da categoria profissional a que pertença o emprega- do, o Hospital que prestar atendimento ao segurado como também a Autori- A fim de elucidar algumas dúvidas sobre o tema, vamos discorrer por tópicos para melhor compreensão do leitor e, por tratar-se de matéria que demanda muito estudo, vamos dividi-la em duas partes, sendo que o leitor terá o fechamento de todo o tema na próxima edição. dade Policial em caso de acidente onde deva esta autorida comparecer. INTERRUPÇÃO DO CONTRATO O período de afastamento decorrente de acidente do trabalho deverá ser consi- derado como de interrupção do contra- to de trabalho em face de permancer o empregador obrigado aos depósitos de FGTS durante todo o afastamento - Lei 8.036/90, art. 15 CONTRATO DE EXPERIÊNCIA O acidente do trabalho, como já vimos, acarreta a interrupção do contrato, in- clusive se o trabalhador estiver em expe- riência, a partir de sua ocorrência, como já observado. O período de afastamento de responsa- bilidade do empregador (o dia do aciden- te e os primeiros 15 dias subsequentes) é considerado tempo de serviço efetivo, ou seja, o contrato continua vigorando plenamente em relação ao tempo de ser- viço até sua extinção, quando cessa a re- lação de emprego, ainda que permaneça o empregado afastado. Caso a empresa não efetue a rescisão contratual no término previsto do con- trato de experiência, o contrato passará a vigorar por tempo indeterminado. Fi- cando o empregado afastado por perío- do superior a 15 dias, e não tendo o em- pregador rescindido o contrato quando da data acordada, o mesmo terá direito à estabilidade provisória.
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  • 52 • FORÇA • abril de 2011 Jurídico Dr. Luiz Alberto Lazinho INEGIBILIDADE DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE UM TERÇO CONSTITUCIO- NAL SOBRE A REMUNE- RAÇÃO DAS FÉRIAS Os tribunais su-periores em recente ju-r isprudência vem reconhecendo o caráter indenizatório das verbas re- cebidas pelos empregados à título de um terço constitu- cional sobre a remuneração das férias. As decisões tem como suporte o artigo 195 inciso “ I, letra ‘a’, da Cons- tituição Federal que restringe a incidência da contribuição previdenciária à remunera- ção pelos serviços efetiva- mente prestados. Nesta mes- ma dicção são as disposições do artigo 28 da Lei previden-
  • Jurídico ciária de nº 8.212/91, onde conceitua salário de contribuição a totalidade dos rendimentos pelos serviços prestados ou em que o empregado permaneça à disposição do empregador. Assim, somente será considerado salário de contribuição para fins previdenci- ários, a remuneração percebida pelos serviços prestados quando o empregado estiver à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato. Portanto a parcela remuneratória correspondente a um terço sobre a remuneração das férias não se enquadra nas disposições legais. O Su- premo Tribunal Federal ao julgar a inconstitucionalidade da referida exigência tributária sobre as férias dos servidores públicos vinculados à regime pró- prio de previdência social definiu sua natureza como de caráter indenizatório, acrescentando ainda que a referida remuneração não compõe a base de cálculo quando da concessão do benefício previdenciário no serviço público. O Superior Tribunal de Justiça em reiteradas decisões firmou o mesmo enten- dimento de que não incide contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pelo empregador sob esta rubrica, uma vez que tal verba não tem natu- reza salarial e sim indenizatória. Assim no EDcl no AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.239.115 – DF nº 2009/0194092-9 tendo como Relator abril de 2011 • FORÇA • 53 o Ministro HERMAN BENJAMIN, este destacou que a Primeira Seção, ao apreciar a Petição 7.296/PE (Rel. Min. Eliana Calmon), acolheu o In- cidente de Uniformização de Juris- prudência para afastar a cobrança de Contribuição Previdenciária sobre o terço constitucional de férias. No mesmo sentido, o Ministro BENE- DITO GONÇALVES em 08/02/2011 no AgRg no Ag 1358108 / MG nº 2010/0185837-9 decidiu que a Primei- ra Seção, ao apreciar a Petição 7.296/ PE (Rel. Min. Eliana Calmon), aco- lheu o Incidente de Uniformização de Jurisprudência para afastar a cobran- ça de Contribuição Previdenciária sobre um terço sobre a remuneração das férias. Entendimento que se apli- ca inclusive aos empregados celetis- tas contratados por empresas priva- das conforme decidido no AgRg no EREsp 957.719/SC, Rel. Min. César Asfor Rocha, DJ de 16/11/2010. CONCLUSÃO - A matéria é de ín- dole constitucional e deverá ser apre- ciada pelo Supremo Tribunal Federal onde se espera o mesmo posiciona- mento quando do julgamento da na- tureza indenizatória reconhecida aos servidores públicos destacadamente no RE 587941 AgR / SC tendo como relator o Ministro Celso de Mello ao afirmar que um terço sobre a remune- ração das férias instituído pelo inciso XVII do Art. 7º da Constituição Fe- deral não tem incidência de contri- buição social.
  • abril de 2011 • FORÇA • 55 Espaços Os 94 deputados eleitos em 2010 para a Assembleia Legislativa de São Paulo assumiram os mandatos no dia 13 de março. O número de deputados estaduais com base eleitoral na RMC (Região Metropoli- tana de Campinas) na Assembleia passou de oito para nove e só não é maior porque o deputado estadual reeleito Davi Zaia (PPS) assumiu a Secretaria Estadual de Emprego e Relações de Trabalho e se licen- ciou do cargo. Cientes da importância do aumento da representati- vidade política da região no Legislativo estadual, os parlamentares iniciaram o mandato reafirmando a necessidade de crescimento dos investimentos na área de transportes e aumento na cobrança sobre as políticas do Estado para as cidades da RMC. Dos 94 deputados eleitos, 92 deles reelegeram o atual presidente, Barros Munhoz (PSDB), para continuar no cargo por mais dois anos. Munhoz só não obteve os votos de Carlos Giannazi (PSOL) e abril de 2011 • FORÇA • 55 CONHEÇA OS DEPUTADOS ESTADUAIS DA RMC Número de deputados com base eleitoral na Região Metropolitana de Campinas subiu de oito para nove, na Assembleia Legislativa Major Olímpio (PDT), que se lançaram candidatos e votaram em si. A Assembleia também elegeu o de- putado Rui Falcão (PT) como primeiro-secretário e Aldo Demarchi (DEM) foi reeleito para a função de segundo-secretário. A terceira e a quarta secre- taria, que são suplências, ficaram respectivamente com Reinaldo Alguz (PV) e Telma de Souza (PT). Celso Giglio (PSDB), foi eleito primeiro vice-presi- dente. A segunda vice-presidência ficou com Roque Barbieri (PTB), a terceira com Jooji Hato (PMDB) e a quarta com Rafael Silva (PDT). Orlando Morando (PSDB) e Ênio Tatto (PT) passam a serem líderes de seus partidos e Samuel Moreira (PSDB) é o líder do governo.
  • O vereador José Nazareno Gomes, o Zezé (PT), assumiu em janeiro de 2011 a presidência da Câmara Municipal de Hortolândia e tem como principal objetivo aumentar a transparência do Poder Legislativo. Ele ficará no cargo até o dezembro de 2012. Ao assumir a presidência, Zezé tem procurado conversar com todos os setores do Poder Legislativo para se inteirar sobre os assuntos pertinen- tes a todas as áreas. Uma das principais ações tomadas por Zezé foi a suspensão de uma licitação feita em 2010 para a aquisição de todo mo- biliário da nova sede da Câmara. O valor, estimado em R$ 2,3 milhões, foi estipulado através do sistema de pregão por ata de registro de preços, e foi considerado muito alto pelo Ministério Público. A promotoria en- caminhou ao presidente um pedido de anulação do processo, o que foi acatado prontamente por Zezé, que inclusive, criou uma comissão es- pecial de funcionários para realizar um estudo da quantidade de móveis necessários para a sede nova. “Após este estudo feito pelos funcionários da comissão iremos dar inicio ao novo processo de licitação, para aqui- sição de móveis de boa qualidade e bom preço”, comentou o vereador. Outro ato tomado pelo novo presidente, foi trazer de volta para a Câ- mara a administração da obra da nova sede. Depois da obra ter sido passada ao Poder Executivo no ano passado, o atual presidente pediu o retorno do controle de pegamento dos trabalhos. Esta modificação VEREADOR ZEZÉ BUSCA MAIOR TRANS- PARÊNCIA DA CÂMARA EM SUA PRESIDÊNCIA foi aprovada através de Projeto de Lei encaminha- do ao Legislativo, pela Administração Municipal, que ainda ficará responsável pelo gerenciamento dos trabalhos da empresa Multimil Ltda. “Assim que assumi a cadeira de presidente da Câmara me comprometi a tornar o Legislativo cada vez mais transparente para a população. Trazer de volta o pagamento da obra foi uma das maneiras de con- trolar de perto os gastos com a construção. Estou visitando a obra constantemente para ver exata- mente o seu andamento, e conversei com o pre- feito Ângelo Perugini e com secretários munici- pais sobre a compra dos materiais e finalização da obra. No final entramos em um consenso que seria melhor a administração do pagamento retornar à Câmara, deixando apenas à Prefeitura o papel de gerenciar a construção, e ao Legislativo cabe ain- da fiscalizar todo o andamento. Ainda estamos começando o trabalho na Câmara, mas estamos com projetos que nos permitirão deixar o Poder Legislativo cada vez mais transparente e acessível a toda a população hortolandense”, frisou. 56 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 57 Espaços MEIO AMBIENTE É BANDEIRA PERMANENTE DO VEREADOR ZEZÉ A preocupação com o Meio Ambiente é uma bandeira levantada pelo vereador José Nazareno Gomes, o Zezé (PT), desde 1992. Hoje como atual presidente da Câmara Municipal de Hortolândia, o parlamentar tem desenvolvido diver- sas atividades para a conscientização da população local da importância de se preservar e recuperar o Meio Am- biente. Nestes quase dois anos e meio de tra- balho pelo Poder Legislativo, Zezé tem realizado ações que busquem uma in- teração com a sociedade na preserva- ção e recuperação da mata nativa de Hortolândia, e também na luta para di- minuir resíduos nocivos ao Meio Am- biente. Discutir o problema é uma das maneiras mais eficazes de conscien- tizar a população, por isso o vereador realizou por dois anos consecutivos o Seminário sobre Meio Ambiente em Junho, mês em que se celebra do Dia do Meio Ambiente. “Os Seminários foram realizados na Câmara de Hortolândia e discutiram temas que estavam na mí- dia. Realizamos os eventos em parce- rias com ONGs de Meio Ambiente. Em 2009, o primeiro seminário falou da importância de se traçar metas e de- safios para um Meio Ambiente ideal. Já no ano passado, 2010, discutimos sobre a importância da Usina do Lixo. Estamos sempre de olho em temas de maior relevância para apresentar à po- pulação hortolandense. Este ano esta- mos estudando o melhor assunto”, co- mentou o presidente da Câmara. Zezé e sua equipe de jovens, intitula- da Juventude & Meio Ambiente estão sempre atentos às comemorações liga- das ao Meio Ambiente. Nestes últimos três anos o vereador também realiza eventos em comemoração do Dia Mun- dial da Água, dia 22 de Março. Ativida- des como limpeza de parque, palestras sobre preservação e atividades para as crianças são realizadas para lembrar a importância da água para o ser huma- no. “A água é um bem essencial para a vida, por isso damos tanta importância a esse dia. Buscamos especialistas para falar sobre o assunto, e tentar mostrar a população que a água é um bem escas- so, e que se não a preservarmos, nossos netos e bisnetos poderão sofrer com a falta deste bem vital. Também realiza- mos coleta de lixo em parques e lagoas. Nas últimas ações coletamos cerca de 20 sacos de 100 litros em cada local que fomos. Isso mostra como as pessoas ainda tem muito o que aprender sobre Meio Ambiente”, informou. SACOLAS Outra bandeira levantada pelo presiden- te Zezé, é a importância da substituição de sacolas de plásticos nos supermer- cados por sacolas retornáveis. “É de extrema importância a conscientização da população sobre a importância desta troca. As sacolas de plástico demoram cerca de 450 anos para se decompor totalmente, sendo que as sacolas retor- náveis podem ser reutilizadas muitas vezes e são bem mais resistentes que as de plásticos”, frisou. Segundo o verea- dor, existe uma conversa inicial com os donos de supermercados para a possibi- lidade de eliminação das sacolas plás- ticas. “Em países da Europa, as lojas e supermercados incentivam o uso de sacolas retornáveis cobrando por cada sacola de plástico usada pelo cliente. Temos que pensar em uma maneira de incentivar os brasileiros sobre isso. Em alguns supermercados da RMC (Re- gião Metropolitana de Campinas) já temos caixas especiais para quem não usa sacola de plástico. Estamos evo- luindo, a passos pequenos, mas conse- guiremos mostrar para a população que esta troca só trará benefícios a todos”, explicou. CAMPANHA DA FRATERNIDADE Mostrando a importância do trabalho de conscientização em relação ao Meio Ambiente, a Campanha da Fraternida- de de 2011 trata do tema“Fraternidade e Vida no Planeta”, e o lema “A criação geme em dores de parto (Rm 8:22)”. O objetivo principal é a conscientiza- ção da população sobre o aquecimento global, a questão energética, desenvol- vimento, preservação da Amazônia, agronegócio, biodiversidade, água e mudanças climáticas. “A Campanha da Fraternidade está recebendo o apoio da Câmara Municipal de Hortolândia, e eu como presidente estou profundamente feliz em saber que o assunto que tanto procuro disseminar está sendo cada vez mais discutido” finalizou.
  • 58 • FORÇA • abril de 2011 V ocê talvez tenha estra- nhado o título acima; tal- vez até esteja pensando tratar-se de um erro de digitação, mas o título está correto. O artigo de hoje se refere aos “préfissio- nais”, aqueles que causam um prejuízo danado a qualquer organização. Você os conhece. Certamente já se deparou com alguns deles ao longo do seu cami- nho e seguramente não terá dificulda- de em identificá-los de acordo com as descrições abaixo. Selecionei algumas características desses “préfissionais” para que você possa percebê-los rapi- damente. O PREGUIÇOSO é um dos préfissio- nais de carteirinha. Pouco interessado no cliente e pouco afeito a grandes ini- ciativas, arrasta-se pelo ambiente de trabalho como se aquilo fosse um mal necessário e chega até a desejar que os clientes não apareçam para que ele não tenha de atendê-los. O preguiçoso é um grande parceiro de outro “préfissional”, conhecido como PRECÁRIO. Sem- pre juntos, o precário e o preguiçoso se complementam. Como o próprio termo denuncia, esse outro “’préfissional” é um exemplo de um atendimento precário, de um nível de conhecimento precário e de resultados precários. O inimigo público número 1 do precário é outro famoso “préfissional”, o PRECIOSISMO. Dotado de um ex- cesso de vaidade e transbordando afetação, o preciosismo é um perfil de “préfis- sional” que se carac- teriza por dar mais ênfase e foco no que não importa ao invés de realmente fazer acontecer. Desfi- la pela organização destilando pitadas de excentricidades e conhecimentos re- quintados enquanto vê, desinteressado, os resultados rumarem ao PRECIPÍCIO. Alheio a tudo isso, eis que, ansiosamen- te surge outro “pré- fissional” típico; o PR ECIPITADO. Focado apenas no seu próprio resulta- do, o precipitado faz o que é importante só para ele. Não ouve o cliente, não se inte- ressa por suas neces- Espaços ABAIXO OS PRÉFISSIONAIS Nesses meses que iniciam o ano, nada mais justo que tratar do tema “férias” eis que a maioria das empresas concedem férias coletivas a seus empregados e, portanto, trata-se de tema recorrente para a maioria dos leitores.
  • abril de 2011 • FORÇA • 59 sidades e parte para o fechamento da venda sem nenhuma preparação. Sua precipitação o faz o “rei do esforço sem resultado”. Atende muitos clientes, mas tem pouca efetividade. O precipitado é irmão do PRECONCEITO, um “pré- fissional” cheio de crenças limitadoras. O preconceito é um case; ele perde vendas todos os dias por acreditar em verdades absolutas e antiquadas, por pré-julgar clientes e situações e por es- corar sua pseudo-estratégia de vendas em preconceitos inúteis e de baixíssimo potencial gerador de resultados. Já não bastassem seus próprios proble- mas, o que faz com que esses “préfissio- nais” comumente recorram a PRECE como única alternativa para adquirir resultados, eles ainda precisam ficar atentos ao PREDADOR, um “préfis- sional” astuto que espreita o ambiente a espera de uma presa frágil que possa ser sucumbida por sua força e/ou velo- cidade. O predador é um jogador ardil e habituado a caçar clientes de outros colegas e não medirá esforços para fi- car com o prêmio da caça. A presença deste sujeito costuma provocar arrepios em outro “préfissional”, o excessiva- mente PREOCUPADO. Travestindo-se de interesse nos seus resultados, o preocupado alardeia para todos os lados sua preocupação com o negócio, com os clientes e com os resultados. Preocupa-se tanto em ser percebido como alguém engajado que acaba por se preocupar pouco de fazer o que realmente importa e enrola-se no seu próprio enredo e em sua própria farsa. Assim que descoberto, costuma assumir o papel de PRESSIONADO. Alega ser vítima e sofrer pressão como forma de justificar seus maus resulta- dos. Divertindo-se à custa dos demais, está o PRESEPEIRO, aquele que faz pre- Espaços sepada. Também bastante PRESUN- ÇOSO, o presepeiro empenha-se em chamar a atenção para si mesmo com muito da fanfarra e gabolice. Freqüen- temente dotado de bons resultados, o presepeiro prevalece em meio aos de- mais enquanto observa garbosamente os infortúnios de outro “préfissional”, o PREVISÍVEL. Focado apenas nas tarefas, o previsível permanece ali, sem sair da sua caixa, levando a vida dia após dia. Meio cinza, meio morno, o previsível passa despercebido quando uma organização precisa lidar com um verdadeiro câncer que é o PREVARI- CADOR. Desleal à empresa, o preva- ricador falta ao dever e não cumpre/ entrega os deveres do seu cargo e papel. Sem a pretensão de cobrir todos os “préfissionais” apenas nesse artigo, posso atestar que quanto mais destes perfis tiver em sua empresa, maior será o PREJUÍZO. Assim, com esse PRENÚNCIO em relação a proble- mas e maus resultados, não peque por PRETERIR tratar esses pontos. Não há PRETEXTO. Identifique agora os “préfissionais” que existem em sua or- ganização e PREPARE-SE para fazer o que precisa ser feito. Por Scher Soares
  • Pedagogia CIÚME DO IRMÃO MAIS NOVO: ISSO PASSA! Especialistas garantem que o ciúme do irmão mais novo pode acontecer em todas as idades e é natural Até outro dia, ele reinava sozinho em casa: não dividia o quarto, os brinquedos ou o tempo dos pais com ninguém. Mas, só foi um ir-mãozinho chegar para a situação mudar. De criança amável e tranquila, o mais velho passou a fazer manha, demonstrar raiva e sinais de ciúmes. Quem tem filho pequeno em casa conhece bem esse tipo de reação por parte do mais velho. O que muitos pais não sabem é que o ciúme com a che- gada de um irmão mais novo é natural. “O anormal seria que esse irmão mais velho não sentisse rivali- dade nenhuma por esse bebê que chega e o tratasse amigavelmente. Caso isso acontecesse, poderíamos dizer que essa atitude seria estranha e preocupan- te. O ciúme na criança, quando não é muito forte, é característica normal da personalidade.”, como ex- plica, em um de seus artigos, a psicóloga Marilena Teixeira Netto. Especialistas garantem que o ciúme do irmão mais novo pode acontecer em todas as idades. Mas, quan- do a criança tem de dois a três anos, pode ser ain- da mais complicado. A explicação? Nessa idade, o 60 • FORÇA • abril de 2011
  • Pedagogia de implicância e pequenas agressões até uma completa intolerância para suportar a presença do irmão; onde o desejo é o de ‘eliminar’ o objeto odiado”, relata, alertando que os pais devem estar sempre atentos. Em mui- tos dos casos o ciúme se manifesta na regressão do comportamento do mais velho, como voltar a usar mamadeira ou fazer xixi na cama e a falar como um bebê. Diante do problema, muitos pais não sabem lidar com a situação e o ciúme se perdura por muito tempo. A dica é identificar de que forma o ciú- me se manifesta e aprender a lidar com o comportamento do mais velho desde a descoberta da gravidez. Quando o problema é a disputa pela atenção, a psicóloga Fernanda Ros- si, garante que o melhor a se fazer é mostrar para a criança que ela conti- nua importante. E esse tipo de traba- lho pode começar antes mesmo de o irmão nascer. “Peça ajuda para esco- lher o enxoval, os brinquedos novos, incentive a criança a conversar com a barriga. Com o bebê já nascido, tente reservar uma parte do dia para o mais velho. Faça as coisas de que ele gosta, brinque, converse, veja o que ele está achando de tudo aquilo. Se puder, saia com ele um pouco. Peça ajuda para cuidar do recém-nascido também: as- sim, a criança se sente parte da histó- ria”, orienta. Quando o ciúme, ao invés de provocar raiva e manha, deixa a criança apática, apagada, preguiçosa e sem entusiasmo a saída é integrá-la no convívio social. Geralmente, esse tipo de situação se manifesta quando o mais velho não tem contato com outros amiguinhos e mundo dela ainda gira bastante em torno dos pais. Neste caso, é comum que se tornem inseguras e manhosas ao perceberem que a atenção dos pais, o quarto e os brinquedos foram divi- didas com o novo membro da família. E diante dessa situação, existem inú- meras formas de a criança manifes- tar o ciúme. “Tanto o ciúme quanto a inveja, quando intensos, são fonte de grande ansiedade. O ciúme na criança, quando não é muito forte, é caracte- rística normal. Envolve rivalidade sa- dia e quando surge no relacionamento com irmãos, é um treino preparatório da fase competitiva, que mais tarde ela precisará enfrentar no ambiente social e profissional”, conta Marilena. Segundo a especialista, as manifes- tações mais comuns do ciúme são a hostilidade e o ódio. “A hostilidade pode oscilar entre leves manifestações abril de 2011 • FORÇA • 61
  • Pedagogia 62 • FORÇA • abril de 2011 quando não está acostumado a dividir outros espaços, como na escola, por exemplo. Por isso a escola tem papel fundamental. “Na escolinha a criança aprende desde cedo a dividir, a estar em contato com outras pessoas e lá ela sabe que aquele espaço não é só dela, que a atenção do professor não é só dela. As amizades na escolinha são uma forma dessas crianças permiti- rem aproximação de outras pessoas. Assim, quando o irmão mais novo chegar, o baque não será tão forte”, explica Fernanda Rossi. Assim como as manifestações de ciúmes são inúmeras, as formas de amenizar a situação também são. Os pais, primeiramente, precisam saber que a criança ciumenta se sente abandonada e, nesta situação, ela necessita ser duplamente querida e cuidada. E, por isso, em hipótese alguma deve ser comparada com o irmão. Em seu li- vro, “Como resolver situações cotidianas de seus filhos de 0 a 6 anos”, a Doutora em Psicologia pela Universi- dade Complutense de Madri, Teresa Artola González, garante que permitir a autonomia do filho mais velho e elogiá-lo é uma boa saída para todas as manifestações de ciúmes. ”A ‘inveja infantil’ é um perigo que não pode ser evitado completamente nas famílias. Representa um estado relativa- mente normal no desenvolvimento da criança. Quando esta crise, normal no processo evolutivo, for superada, a criança volta a sentir-se tranquila e avança em seu processo pesso- al de maturidade”, tranquiliza Teresa González. Se o ciúme entre irmão não é tão fácil de ser evitado, aos pais cabem os esforços necessários para evitá-los ou, ao menos, diminuir seus efeitos. Como, por exemplo, demonstrar afeto, dedicar tempo para fazer atividades sem a presença do irmão mais novo, solicite ajuda no cuidado com o outro irmão, valorize- -o positivamente e procure situações em que a atividade com o irmão seja prazerosa.
  • abril de 2011 • FORÇA • 63 Pedagogia Sabendo da importância da leitura para a vida, a colaboradora da revista é formada em Letras, colunista do jornal: “Corpo & Equilíbrio”, voluntária do Canal NET CIDADE – onde apresenta o quadro de entrevistas: Café Cultural, do programa Circuito Net - e atua como palestrante sobre: “A importância da leitura”. Acredita que ler é essencial, estimulante e cita Rita Foelker: “Ler bons livros é capacitar-se para ler a vida.” O ano está acabando e na cabeceira da cama aquela pilha de livros proposta para 2010 está diminuindo. Ou, em muitos casos, nem saiu do lugar. Que tal começar 2011 lendo um bom livro? Aí vai algumas dicas do que tem bom para ler no próximo ano. Boa leitura! Palavra Cruzada - O Jogo da entrevista Autor: Júlio Maria O início da resenha deste livro diz: “Uma boa resposta depende, invariavelmente, de uma boa pergunta.” E isso o jornalista Júlio Maria, após mais de 130 entrevistas, sabe fazer muito bem. O autor, formado pela Pontifícia Universi- dade Católica de São Paulo, é repórter cultural desde 1998. São 50 entrevistas onde personalidades falam como nunca falaram antes: “Carrego a dor por ter feito um aborto aos 17 anos. A melhor foto que eu não fiz foi o filho que eu não tive” Luiza Brunet. “O meu texto é vivo e transgressor. Que diferença faz para o mundo uma vírgula separando o sujeito de um verbo?” Paulo Coelho. “Deus é criação dos homens. Só passou a existir quando o homem pensou Nele” Gilberto Gil. “Os censores perguntaram quantas vezes eu fazia o movimento com a pélvis. Disse seis. Pediram para eu fazer só três” Ney Matogrosso. “O problema é que toda hora estou regredindo e esse ódio volta pra mim. Isso é algo que ainda penso e que me maltrata muito. Antigamente, eu não conseguia ver os preconceitos, era cego e sofria menos. Agora, eu vejo melhor e sofro mais” Mano Brown. Ah, Se Eu Soubesse... Autor: Richard Edler O título chama muito a atenção, pois é o início de várias respostas que damos durante nossa vida. A pergunta base para a elaboração deste livro foi: “O que você sabe hoje que gostaria de ter sabido 25 anos atrás?”. Este questiona- mento é o ponto de partida e as respostas, de presidentes de grandes empresas, das mais diversas áreas, resultam numa leitura atrativa, que analisa a vida e experiência destas pessoas de sucesso, sob aspectos profissionais e pes- soais. Este livro que diverte, também nos leva á reflexão, facilitando os passos daqueles que pretendem alcançar o sucesso. Um livro de histórias curtas que pode ser lido aleatoriamente. Na internet um leitor escreveu: “Ah, se Eu Soubesse... Teria comprado esse livro antes!” O QUE TEM DE BOM PARA LER? Ângela Carrascosa Storolli
  • 64 • FORÇA • abril de 2011 Social > Personalidades 30 ANOS DE DEDICAÇÃO AO SEGMENTO ÓPTICO NACIONAL De origem humilde a uma trajetória de sucesso; conheça a história de Sílvio Ferreira, fundador da rede de Ópticas Ipanema As Ópticas Ipanema, que em janeiro de 2011 completaram 30 anos, têm se destacado ao longo de sua trajetória pela excelência no atendimento, bons preços e uma ampla oferta de produtos, incluindo marcas próprias. Hoje, a rede conta com 14 unidades franqueadas em oito cidades: Campinas, Jaguariúna, Indaiatuba, Itatiba, Vinhedo, Piracicaba, Sumaré e Paulínia. Um sucesso que só foi possível devido à dedicação e espírito empreendedor de seu fundador, o arquiteto e empresário Sílvio Ferreira. Apesar da origem humilde, que não se distingue da maioria dos brasilei- ros, Sílvio empreendeu uma trajetória de sucesso. Nascido na pequena Carmo de Rio Claro, em Minas Gerais, o empresário chegou a Campi- nas em 1968, em plena ditadura militar, junto com os pais e cinco irmãos. E Campinas se transformou no cenário perfeito para a ascen- são deste jovem obstinado. Aos 20 anos, mo- vido pela ousadia e espírito empreendedor, juntou todas as suas economias e abriu a sua primeira loja, ao lado do irmão Sinval Ferrei- ra. Assim nascia as Ópticas Ipanema, que se transformou numa referência dentro do seg- mento óptico nacional. Mais tarde, já como um empresário bem-sucedido, Sílvio decidiu cursar a faculdade de arquitetura, uma de suas grandes paixões. Uma formação que se reflete no layout das lojas, moderno e sofistica- do, projetado para garantir o conforto dos clientes e a exposição do produto. Perfeccionista, Sílvio dirige com mão-de-ferro os seus negócios, certo de que apenas com trabalho árduo é possível colher bons resultados. Hoje, mais de 40 anos depois, o empresário, que começou a trabalhar cedo para ajudar a família, através das Ópticas Ipanema é responsável por gerar centenas de empregos diretos e indiretos, ajudando a movimentar a economia de Campinas e das outras cidades onde a Ipanema está instalada. A família, aliás, é peça fundamental nesta história de sucesso. Foi onde Sílvio encontrou apoio e força para lutar contra as adversidades que, obviamente, não foram poucas. E por influência de seu primogênito, o clã Ferreira tomou gosto pelo ramo e hoje vários de seus familiares ocupam cargos estratégicos dentro da rede, onde Sílvio divide a liderança com seu irmão caçula, Sinval. Como um momento marcante de sua trajetória empresarial, Sílvio cita um fato recente: o lançamento do plano de franquias há pouco mais de dois anos. “Achamos que era hora de expandirmos a nossa marca e esta foi uma forma que encontramos para garantir o cresci- mento sustentável de nossa empresa. Por isso, somos muito criteriosos na seleção de nossos franqueados: é necessário que haja uma identificação não apenas com a marca, mas também o nosso sistema de trabalho”, afirma Sílvio, que tem como meta continuar crescendo, sobre- tudo na Região Metropolitana de Campinas. somos muito criteriosos na seleção de nossos franqueados
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  • 68 • FORÇA • abril de 2011 E ntra temporada, saí tempora- da na Fórmula 1 e os carros estão cada vez mais tecnoló- gicos, com computadores e aparatos de ponta. Não é para menos. É preciso ter o carro mais rápido e mais estável. A exigência por alto desempe- nho é cada vez maior e a tecnologia, claro, corresponde à demanda de inova- ção. Mas, quem ganha com tanta tec- nologia não são somente os pilotos ou as escuderias. Nós, meros motoristas de carros de passeio também usufru- ímos, e muito, da tecnologia usada no automobilismo. A Fórmula 1 deixou de ser apenas um esporte. Hoje, é um la- boratório de pesquisa e desenvolvimen- to de novas tecnologias para os carros comuns. Quer uma explicação para a tecnologia usada nas pistas ganhar as ruas? Sim- plesmente pelo fato de algumas marcas que participam da maior categoria do automobilismo mundial - como Toyota e Renault, Mercedes-Benz, BMW - tra- varem uma disputa fora das pistas. De olho na preferência do consumidor, as fabricantes utilizam as inovações para melhorar o desempenho e segurança de seus carros de passeio. “Na Fórmula 1, os veículos são levados ao limite e a tecnologia, principalmente referente ao DAS PISTAS PARA AS RUAS Tecnologia dos carros de Fórmula 1 ganha mercado de carros de passeio desempenho e segurança dos veículos, é testada ao máximo e depois transpor- tada para a vida real”, conta o vice-dire- tor do Comitê de Veículos de Passeio da SAE Brasil, Jomar Napoleão da Silva. A Fiat, por exemplo, aproveitou sua aliança com a Ferrari, e herdou o câm- bio automatizado com opção de trocas por meio de borboletas atrás do volante. Na Fórmula 1, esse tipo de câmbio co- meçou a ser utilizado em 1989, como saída para melhorar o desempenho dos carros, sem aumentar o consumo de combustível ou diminuir a potência do motor. Depois disso passou a ser utili- zada em carros de passeio da Ferrari, até chegar à linha de montagem da Fiat no Brasil em 2008. Não foi somente o câmbio automático 68 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 69 SCARAZZATTISCARAZZATTISCARAZZATTI Informática Rua Dos Antúrios 170, Jd. Dulce Santa Bárbara d’Oeste - SP Fone 19 3455-3339 / 9143-0420 scarazzatti@hotmail.com Manutenção Notebooks Monitores LCD Micro Computadores Scarazzatti.indd 1 2/10/2010 5:21:54 PM Tecnologia que saiu das pistas e ganhou a prefe- rência nas ruas. Os carros a álcool sur- giram primeiro na F1. Tudo começou em 1977, no Brasil, quando o uso do álcool como combustível foi descober- to. Como o mundo estava passando por uma crise de petróleo no período, o go- verno acabou proibindo as corridas au- tomobilísticas, a fim de evitar o desper- dício de gasolina. Para não ter que parar com as corridas, as equipes começaram a testar o álcool como combustível na- quele mesmo ano. Dois anos depois, em 1979, os carros de passeio passar a utili- zar o derivado da cana-de- -açúcar como combustível. Outro item indispensável nos carros de passeio são os retrovisores. Mas, nem sempre eles estiveram a serviço dos motoristas. Houve uma época em que um retrovisor era artigo de luxo em um carro. A moda pegou em 1911, durante a corrida de 500 milhas de Indianápolis, por obra do piloto americano Ray Haurroun. O piloto estava sem co-piloto, e para compensar colo- cou um espelho na lateral do carro. E quem diria que o Chassi Monobloco também é invenção do automobilismo. O chassi formando uma peça única com a carroceria veio em 1922. O carro que popularizou a estrutura do mono- bloco foi o Lambda, mas a Citroen foi a marca que iniciou a fabricação em mas- sa do modelo, em 1934. Uma série de outras inovações que sur- giram na Fórmula 1 já foram incorpo- radas em veículos de passeio – como a suspensão ativa, o câmbio sequen- cial e a injeção eletrônica – e até em aviões – como o Turbo Compressor. O componente que pega o ar saído do es- capamento e o reaproveita no motor, a fim de potencializar o movimento dos pistões foi usado pela primeira vez em 1977 pela Renault. O sucesso foi tan- to que todas as equipes começaram a utilizá-lo até 1986. Mais tarde, foi adap- tado para os aviões. Mas, além de estarem de olhos atentos ao aquecido mercado de automóveis, as montadoras também usam o “know how” tecnológico da F1 para transferir para as ruas a segurança das pistas. “É importante usar a F1 para transformar o ‘know how’ e o gerenciamento de riscos em ajuda na percepção do que acontece dentro das pistas e também transferir esse conhecimento para as vias públi- cas”, relatou à imprensa Christian Dan- ner, ex-piloto da categoria e embaixa- dor de Segurança da Allianz Seguros. Mais do que ter alto desempenho nos GPs, a F1 é extremamente importante para o desenvolvimento de itens de se- gurança nos carros de passeio. Desde que a tecnologia das pistas passou a ser usada nas ruas, o número de acidentes pelo mundo diminuiu e a segurança da família a bordo do veículo aumentou.
  • 70 • FORÇA • abril de 2011 S egundo as boas línguas, neste Inverno 2011 veremos uma mulher sensual, que não tem medo da sua feminilidade. A principal tendência foi o fetiche, e em contraposição vi- mos um futurismo minimalista de linhas retas e precisas. Os estilistas usaram muito couro e transparências, rendas e mix de tecidos e materiais. As estampas e texturas animais continuam em alta, o tricô foi bastante trabalhado e o xadrez, couro e o estilo mi- litar continuam forte. Aposto que vocês encontrarão alguma dessas peças chaves em seus armários! Além da repetição de materiais e tecidos, as cores apresentadas também sempre são usadas em esta- ções passadas, como todos os tons de verdes, marrom, preto, rosa antigo e etc. Moda TENDÊNCIAS INVERNO 2011 Após as semanas de moda na- cionais e internacionais, pode- mos observar que não houve muitas mudanças e novas ten- dências. A maioria o que já co- nhecemos e o que já foi usado em invernos passados e que nunca saem de moda. Por isso, revire o seu guarda-roupa e en- contre peças que jamais imagi- naria usá-las novamente.
  • abril de 2011 • FORÇA • 71 MANAGEMENT SERVICE Rudolf - Sizing Amidos do Brasil Rodovia Raposo Tavares, S/N, Km 408 Água do Pau D'Alho CEP 19940-000 Ibirarema - SP Tel/Faz (14) 3307-1534 E-mail: rudolfsizing@rudolfsoft.com.br Rudolf GmbH & Co. KG 82532 Geretsried Alemanha Tel: + 49 8171/53-0 Fax: + 49 8171/53-191 P.O.Box 749 Email: rudolf@rudolf.de www.rudolf.de
  • 72 • FORÇA • abril de 2011WWW.HANIER.COM.BR Pulando de looks para make up s´, os maquiadores criaram “uma mu- lher forte, mas sensível e român- tica”, apresentando assim aquela fatal “boca vermelha” e a maquia- gem básica em tons nude. Mas, vale lembrar que o batom verme- lho, que combina com as estações frias não foi o único a estampar as bocas nos desfiles e sim outros tons escuros, como os roxos, cere- jas, vinhos e púrpuras. Abuse dos lábios, para finalizar use um gloss para fixar e dar mais brilho. Nos cabelos, tranças e coques despoja- dos. Quanto aos pés, variações de coturnos e oxford foram vistos nas passarelas e lançamentos de cole- ções. Como já citado, nas tendências de moda feminina inverno 2011, pou- cas novidades surgiram, mas den- tre essas poucas, acredito, que uma foi bastante interessante e promete. A volta das calças pantalonas!
  • abril de 2011 • FORÇA • 73 COMO USAR: • Nunca use uma calça pantalona com blusas folgadas, a parte superior do look deve ser justinha para equilibrar o excesso de pano inferior; • No inverno 2011 aposte nas panta- Moda lonas com ankle boots ou sapatos Oxford de Salto alto. Se for baixi- nha o sapato deve ter a mesma cor da calça; • Quanto mais fluida a pantalona mais chique ela fica; • Invista em misturas. Uma jaque- ta militar justinha ou ajustada com cinto usada com uma pantalona bem fluida é o tipo de combinação que pode fazer a diferença e tornar um look bem moderninho; • Mulheres com corpos no formato de triângulo devem evitar as calças pantalonas; • Quando usar pantalonas aposte em bolsas pequenas na composição do look. BOYS, BOYS, BOYS!!! Quando falamos de moda, não se tra- ta apenas assunto para mulheres. Atu- almente, o mundo masculino está cada vez mais atento e exigente em relação a essa cultura. Muitos homens se pre- ocupam desde a hora de escolher uma roupa para um passeio, até mesmo para aquela reunião importante com o chefe. Nada melhor para um homem bem in- formado e preocupado com a aparência do que se antecipar, e conferir os hits da elegância e do bom gosto para a estação mais fria do ano. Referências ao passado foram unanimi- dade entre todos os desfiles do circuito internacional, com peças vintage, ares de boêmia e estética retrô. A necessi- dade de conforto já é caráter pré-esta- belecido dentro de todas as coleções, já que o homem contemporâneo sabe que não precisa se desligar do seu bem estar para estar bem vestido e elegante. Com espírito de interior e à moda antiga, é que se completou o clima nostálgico na moda masculina que as coleções femi- ninas já vinham trazendo. A elegância, aliás, é outra característi- ca-chave da estação. A moda mascu- lina preza cada vez mais pela sofisti- cação e impecabilidade do corte e da modelagem. As silhuetas são em geral justas e “ma- gras”, com a cintura sendo algumas vezes levemente marcada – nada que
  • Moda comprometa a aparência robusta das peças. As calças seguem retas e afuniladas, valorizando o corpo do homem. A paleta de cores trabalha com tons frios e neutros, com destaque para as nuances de branco, creme, cinza e marrom. A sobriedade dessas cores mantém as coleções de Outono Inverno 2011 estabelecidas em termos de cuidado com a estética, e de formas extremamente clássicas. Algumas peças contam com detalhes que quebram essa paleta opaca, com toques de cor neon, brilhos e tons inesperados – como azul e vinho. Dentre os acessórios masculinos, os cachecóis são must-have total, muito volumosos e com franjas. Muitas boinas ainda aparecem em looks mais descontraídos e clássicos, além de luvas escuras de couro e gravatas muito finas. Depois de uma invasão profunda das calças estilo Boyfriend no guarda-roupa feminino, foi lançado a Girlfriend skinny. É isso mesmo, aquela modelagem mais colada ao corpo que caiu de cabeça na moda mas- culina e deu certo. Foi a marca Levi s´ que fez o lan- çamento dessa nova moda no Brasil, muitos homens já haviam aderido, mas para quem está curioso, não tenha medo. A moda pega!!! DÚVIDAS E SUGESTÕES: Qual assunto gostaria de ler? Encaminhe um e-mail para: moda.consultoria@yahoo.com.br Bárbara Mello Consultora e produtora de moda FIQUE LIGADO!!! GIRLFRIEND SKINNY 74 • FORÇA • abril de 2011
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  • Moda 76 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 77 Moda O JEANS DO INVERNO O queridinho do guarda-roupa vem em versão resinada, em tons escuros e skinny no inverno 2011 C omo será o jeans do inverno 2011? São tantos anos como o queridinho do guarda-roupa, que dizer que o je- ans está em alta soa redundante. Mas engana-se quem pensa que é sempre a mesma coisa – ou a mesma calça. A cada temporada, cortes, lava- gens e maneiras de usar são renovados. Até a baggy dos anos 2000, por exemplo, é diferente do original dos anos 1980. No inverno de 2011 vai predominar a máxima de que: quanto mais justo, melhor. Os jeans, tanto para elas, como para eles, aparecem mais ajustados. O skinny, modelo favorito das brasileiras, continua com força.
  • 78 • FORÇA • abril de 2011 Moda A mais nova integrante do time dos justíssimos, a jegging (uma mistura de jeans + legging), também permanece como opção para as mulheres que que- rem destacar toda e qualquer curva. No quesito tingimento, nada de peças delavê para o inverno 2011. Black je- ans e azul muito intenso predominam em versões lisas ou com acabamentos diferenciados As calças skinny chegam em nova versão. O modelo tem um novo de- talhe, ou melhor, dois: bolsos laterais que remetem às calças cargo, famosas no final dos anos 1990. Feita de brim, aparece na cor verde militar, tendência deste inverno que, ao que tudo indica, deve continuar no ano que vem. Esqueça o termo boyfriend: Pode ris- Jeans lavagem escura e black Jeans estonado Jeans resinado. Efeito couro Jeans Skinny car o termo boyfriend do seu vocabulário fashion. Os jeans larguinhos de mo- delagem masculina ganharam novo nome: dad’s jeans. Tudo pode ser explicado como uma brincadeira. Os namorados se cansaram de emprestar suas calças, por isso, as meninas passaram a pegar a dos pais. Numa modelagem mais alta. A diferença entre as duas é que o dad’s jeans é um menos largo, não tem o gancho tão baixo e a barra é mais curta - uma espécie de evolução da boyfriend, sempre acompanhada de barras dobradas. Como em outros tecidos, acabamentos diferenciados também marcam os jeans no inverno 2011. Destaque para os destroyed (lixados, estonados e puídos), tie dye (manchados) e metalizados (dourados, de preferência). Mas a grande novi- dade é o Carbolumen, jeans que imita couro. O material, que já foi testado por algumas marcas, como a Le Lis Blanc, que confeccionou uma jaqueta biker, e a SideWalk, que fez um coturno, é mais caro do que os outros tecidos da coleção. Enquanto o metro de jeans varia de 5 a 16 reais, o do Carbolumen custa 20 reais.
  • abril de 2011 • FORÇA • 79 Moda
  • 80 • FORÇA • abril de 2011 Gastronomia RECEITAS DE PÁSCOA A festa tradicional associa à imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renasci- mento, nada melhor do que coelhos, para sim- bolizar a fertilidade! Nesta edição, a Revista Força preparou receitas especiais para você celebrar a data com a família. Feliz Páscoa!!!
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  • 82 • FORÇA • abril de 2011 Ingredientes 1 kg de bacalhau dessalgado por 24 horas 1/3 de xícara de azeite 3 Cebolas cortadas em rodelas 1 Pimentão verde, sem sementes, cortado em rodelas 1 Pimentão vermelho, sem sementes, cortado em rodelas 3 Tomates cortados em rodelas 1 Pimenta-malagueta amassada 1 Ramo de coentro 1/2 colher (sopa) de curry Ramos de coentro para decorar Ingredientes 4 Tabletes de Fermento Biológico Fresco 6 1/2 Xícaras de Chá de Farinha de Trigo 1 1/2 Xícara de Chá de Açúcar Refinado 1 1/2 Xícara de Chá de Leite Integral morno (35° C) 1 1/2 Xícara de Chá de Margarina sem Sal 2 Colheres de Sopa de Sal Refinado 4 Unidades de Gemas de Ovos 1 Xícara de Chá de Água morna (35° C) 2 Xícaras de Chá de Frutas Cristalizadas 1 1/2 Xícara de Chá de Uva Passa sem Semente Cobertura: 2 Xícaras de Chá de Farinha de Trigo 1 Xícara de Chá de Açúcar Refinado 4 Unidades de Claras de Ovos 1 Xícara de Chá de Açúcar de Confeiteiro Decoração: 1 Xícara de Chá de Castanha de Caju Torrada sem Sal – triturada Gastronomia BACALHAU COM CURRY E LEGUMES COLOMBA PASCAL Modo de Preparo: Escorra o bacalhau e corte em pedaços, reserve. Em uma panela, aqueça o azeite e arrume em camadas a metade da cebola, dos pimentões, do tomate e dos temperos, por cima, disponha o bacalhau e cubra com camadas dos ingredientes res- tantes, tampe e cozinhe, em fogo baixo, por 20 minutos ou até que o bacalhau fique macio, distribua nos pratos, decore com ramos de coentro e sirvabranco presos ao pão por um palito. Modo de Preparo: Misture o Fermento Biológico Fresco no leite morno, a parte bater o açú- car, as gemas, a margarina até formar um creme, reserve, misture a fari- nha, o leite, a água, o creme e misture até obter uma massa macia; acres- cente as frutas cristalizadas e as uvas passas, misture novamente, divida a massa em duas partes, colocando cada parte em formas para colomba com capacidade para 750 grs, deixe descansar por duas horas até que a massa atinja a borda da forma, misture os ingredientes da cobertura (fa- rinha e açúcar) e depois acrescente as claras, reserve, coloque a cobertu- ra, decore com as castanhas e leve ao forno médio pré-aquecido (180ºC) por aproximadamente 60 minutos e polvilhe o açúcar confeiteiro. Rendimento: 2 pães com 16 pedaços cada
  • abril de 2011 • FORÇA • 83 Ingredientes 350g de chocolate cobertura ao leite (para as duas partes do ovo). 2 fôrmas de ovo de Páscoa de 500g (use as duas fôrmas simultaneamente). Modo de Preparo: 1. Temperar o chocolate. 2. Colocar 8 colheres (sopa) de choco- late no fundo da fôrma. 3. Com uma colher de plástico, puxe-o gradativamente no sentido da borda, de modo a untá-la por inteiro. 4. Cobrir a fôrma com papel-alumínio e levar à geladeira. 5. Deixar por 5 minutos. 6. Retirar a fôrma da geladeira e repe- tir o mesmo processo por mais duas vezes. 7. Depois da terceira camada, virar a fôrma sobre uma tabuinha de madeira revestida com papel alumínio e deixar até que o fundo da fôrma se mostre transparente (cerca de 8 minutos). 8. Desenformar e deixar secar em tem- peratura ambiente até o dia seguinte (12 horas). 9. Revista-o com papel alumínio e re- cheie com bombons, totalizando 500 gramas. 10. Embrulhe com papel celofone ou crepon colorido, e decore-o a gosto. OVO DE PÁSCOA
  • 84 • FORÇA • abril de 2011 TRAJETÓRIA DE SUCESSO Dr. Teixeira, como é conhecido, advogou por décadas e se dedicou a vários trabalhos voluntários J osé Lopes Teixeira Sobri- nho tem uma trajetória de sucesso ao longo de seus 78 anos de vida. Nascido em Santa Bárbara d’Oeste, o ad- vogado – agora aposentado – dedi- cou anos de sua vida à profissão e a inúmeros trabalhos voluntários. Em entrevista à Revista Força, Dr. Teixeira recordou com carinho os momentos marcantes de sua vida. Casado há 53 anos com Maria Apa- recida Silva Teixeira, pai de José Washington, Georgina Aparecida e Conceição Aparecida, Dr. Teixeira guarda boas lembranças da infân- cia. Principalmente da época es- colar. “Dessa época as lembranças maiores eram as brincadeiras na hora do recreio, as competições de pular o “trampolim” que era muito disputada”, conta. Não era só na escola que o garoto, que mais tarde se tornaria advoga- do, gostava de brincadeiras. Por vá- rias ocasiões saia durante o horário de trabalho para jogar bolinha de gude com os amigos. “Recordo que após a escola prestava serviço para o Cartório de Registro Civil, sob a direção da Dona Maria Bárbara de Arruda Ribeiro Camargo Neves, e as vezes saia para comprar selo na coletoria Federal ou Estadual que era ao lado da Igreja Matriz e fica- va jogando bolinha, até que Dona Maria Bárbara me dispensou, pois em várias oportunidades cometi esses erros”, recorda aos risos. Ainda garoto, mudou-se para São Paulo com os pais e os irmãos. Não demorou muito para arrumar trabalho na Capital. Por seis meses trabalhou com entregador em uma farmácia na Rua da Consolação. Com a mudança da família para o bairro do Braz, Teixeira foi admi- tido por uma empresa especializa- Histórias de minha vida da em venda de máquinas e ferra- mentas. Insatisfeito com os atrasos no salário, Dr. Teixeira se recorda de um fato curioso em sua carrei- ra profissional, logo que saiu da empresa de máquinas e ferramen- tas: “Estava no centro da cidade olhando as lojas da Rua São Bento, quando um jovem perguntou se es- tava procurando trabalho, pois na vitrine da loja tinha um anúncio di- zendo que precisava de um menino para entregas”. Era a oportunidade certa para um novo emprego. No mesmo dia em que viu o anúncio, Dr. Teixeira conta que foi admitido. Já em 1947, aos 14 anos, foi contratado para trabalhar na Companhia Gessy In- dustrial, e por lá ficou durante 11 anos. Por muito tempo, Dr. Teixeira confessa que ficou chateado com a empresa. “Após onze anos de tra- balho, tive o desprazer de ouvir do gerente que me admitiu e me pro- moveu para todos os cargos que eu era incompetente, sem que apre- sentasse uma razão para sua afir- mação, o que causou uma tremenda frustração. Continuei fazendo meu serviço dentro do horário normal, Obtive muitas vitórias na minha carreira
  • abril de 2011 • FORÇA • 85 deixando de trabalhar na hora do almoço e cumprindo rigorosamen- te minhas obrigações”, conta. Após concluir o Ensino Regular, José Lopes Teixeira Sobrinho cur- sou a Faculdade Integrada de Gua- rulhos, onde se formou bacharel em Direito. Na atividade de advo- gado, Dr. Teixeira participou de muitos processos como defensor, principalmente nas áreas da famí- lia, civil, alguns casos trabalhista. “Obtive muitas vitórias na minha carreira”, comemora. Como advogado, Dr. Teixeira acu- mulou cargos importantes. “Na Ordem dos Advogados do Brasil, especificamente na 126º Sub-Se- ção, fui presidente da Comissão de Assistência Judiciária (gratui- ta), secretário em duas gestões do nobre colega Francisco Cardoso de Oliveira, e em seguida ocupei a presidência de Sub-Seção e tive a oportunidade de trabalhar em prol dos colegas, pois consegui a instalação da Casa do Advogado, que era imprescindível para maior união dos colegas”, relata. “Posso afirmar que foram nove anos de lu- tas em prol da classe, o que é re- conhecido por todos como um bom trabalho”, conta. Em seus inúmeros trabalhos volun- tários, Dr. Teixeira participou da Diretoria do Conselho Munici- pal dos Direitos da Criança e Adolescente por duas gestões, representou a Ordem dos Advogados. Histórias de minha vida Durante quatro anos foi diretor jurídico do clube de futebol União Agrí- cola Barbarense, de Santa Bárbara d’Oeste. Dr. Teixeira também atuou como secretário da Corporação Musical União Barbarense. Atualmente, o barbarense com uma trajetória de vida cheia de bons mo- mentos e recordações usufrui da tranquilidade da aposentadoria. “Atu- almente estou no gozo da aposentadoria, inclusive tendo deixado de ad- vogar, pois os anos já estão pesando e por questão de saúde devemos preservar o físico para podermos ter a felicidade de continuar junto dos familiares e dos amigos e prestando algum serviço a comunidade dentro do possível”, finaliza.
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  • V arizes dos membros inferiores são veias doen- tes da superfície dos membros inferiores, que se tornam progressivamente dilatadas, alongadas e tortuosas. Existe uma tendência hereditária para as pessoas apresentarem varizes, provavelmente o pai ou a mãe tem varizes, ou então, um dos avós ou mesmo um tio. Além da tendência hereditária, alguns fatores podem desen- cadear o aparecimento ou a piora do quadro de varizes. Um dos principais é a gravidez. Outro muito importante é o uso de anticoncepcionais. Ficar muito tempo na posição em pé ou sentada também provoca varizes. Pessoas que fi- cam em pé para- das, ou sentadas durante muito tempo, usam anticoncepcio- nal ou tem vá- rias gestações e que apresentam a tendência he- reditária, tem uma forte possibilidade de desenvolver o pro- blema. A questão hereditária favorecendo as varizes atinge homens e mulheres igualmente, mas existe uma proporção muito maior de mulheres com varizes do que homens, por causa do efeito do hormônio feminino em agravar o proble- ma. Na maior parte dos pacientes, as varizes podem estar pre- sentes por longos anos, sem que , felizmente, as complica- ções apareçam, mas o tratamento não deve ser posterga- do, porque as complicações podem levar muitos anos para aparecer, e finalmente surgirem em uma idade O QUE SÃO VARIZES? Saúde 88 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 89 MITOS SOBRE VARIZES Saúde mais avançada, onde o tratamento efe- tivo não pode mais ser estabelecido. No início da evolução das Varizes de membros inferiores, observa-se a sen- sação de peso ou cansaço no final do dia. As varizes visíveis, de vários ta- manhos vão aparecendo lentamente. O edema começa a aparecer no final do dia, e depois a pigmentação (dermatite ocre) e o eczema se manifestam. Na fase mais avançada da doença, podem ocorrer as tromboflebites e a presença de úlceras e varicorragias. EXISTEM VARIZES INTER- NAS? Não existem. As veias internas ou profundas são protegidas pela mus- culatura que impede que haja dilata- ção. O que existe são outras doenças graves que atingem as veias internas, mas não as varizes. Já as veias super- ficiais estão no meio do tecido gor- duroso, que não protege e, portanto é onde ocorrem as varizes. AS VARIZES, AS MICROVARI- ZES E AS TELANGIECTASIAS PODEM EXISTIR JUNTAS? Podem, porque são manifestações da mesma doença. Em resumo: - É a pressão aumentada dentro das veias, provocada por alterações nas vál- vulas, que ocasionam um fluxo de sangue alterado, levando, então, a dilatação das veias superficiais. Isto ocorre por uma tendência hereditária, e é piorado por diversos fatores. As veias estão presentes nas pernas des- O nosso país é pioneiro e inovador em todo o mundo nas técnicas de tratamen- to de varizes de membro inferior. O desenvolvimento da escleroterapia (“apli- cação”) e de novos equipamentos de crioescleroterapia para as telangiectasias (“vasinhos”), o uso da agulha de crochê, o uso de microincisões para as cirur- gias de varizes e microvarizes, e mesmo a das técnicas a serem utilizadas em cada caso foi desenvolvido aqui, por médicos que tinham como característica o senso de observação e a criatividade privilegiada que permitiu com poucos recursos descobrir avanços hoje adotados no mundo inteiro. Podemos dizer, e claro, com certo orgulho, que na área de Flebologia (estudo das veias) o lugar que tem a melhor tecnologia no mundo é, e reconhecidamente o Brasil. de o nascimento, mas não chamam atenção. Quando ocorre a dilatação, por causa da doença, passam a ser visíveis e antiestéticas. VARIZES VOLTAM? Varizes não voltam, aparecem outras que devem ser tratadas. Uma pessoa que tem a vesícula ou o apêndice ope- rado nunca mais terá problemas nes- tes locais porque só existe um apêndi- ce e uma vesícula. Já as veias, sempre vão existir, não é possível retirar to- das. Uma veia que estava normal no momento de um tratamento, mais tarde poderá estar doente, porque a tendência hereditária existirá durante toda a vida. Este fato não invalida os tratamentos, porque se as varizes não forem cuidadas poderão levar a sé- rias complicações no futuro. Por este motivo é que se propõe o Tratamento Continuado de Varizes, que controla o problema estético e a doença con- forme se manifestem. AS VEIAS SUPERFICIAIS PO- DEM SER RETIRADAS SEM CAUSAR PROBLEMAS? Podem. As veias que realmente im- portam são as veias profundas, elas é que fazem o papel da circulação ve- nosa. As veias superficiais podem ser tratadas sem que elas venham a fazer qualquer falta para o organismo. EXISTE “CURA” PARA AS VA- RIZES DOS MEMBROS INFE- RIORES? As varizes dos membros inferiores é uma doença crônica dependente de uma tendência hereditária e de fatores agravantes. Sendo ligada à hereditariedade, não podemos fa- lar em “curar” as varizes, porque a tendência estará sempre presente e
  • 90 • FORÇA • abril de 2011 Saúde DR. LUIZ EMERENCIANO Cirurgião Vascular e Endovascular Especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular Especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia - Ecodoppler Vascular Preceptor da Residência Médica em Cirurgia Vascular da ISCML Unidade 1 Av. Moema, 87 cj 51-52 Moema, São Paulo, SP 11 5051.1075 Responsável Técnico Prof. Dr. Miguel Francischelli Neto . cremesp 34111 Unidade 2 Av. Antonio Ometto, 525 Limeira, SP 19 3453.8490 novas varizes poderão aparecer durante toda a vida do indivíduo. No entanto esta doença é controlável e as pesso- as podem passar toda a sua existência sem que as varizes sejam um problema de saúde ou estético. Podemos dizer que: tem varizes quem quer. A medicina tem técnicas modernas e simples que controlam o problema com ótimos resultados funcionais Os tratamentos das varizes são eficien- tes, mas é importante que o paciente tenha conhecimento do caráter crôni- co do problema, sabendo que haverá necessidade de acompanhamento e de novas medidas no futuro. As varizes constituem um problema de tendência hereditária, o que não pode ser muda- do. Portanto, quem tem tendência a terá sempre. Os cuidados com as varizes devem ser inicia- dos desde as primeiras manifestações, que são o apareci- mento dos vasinhos, e continuar por toda a vida. Faz-se uma série de aplica- ções para os vasinhos, nós preferimos a Crioescleroterapia, seguidas de um tratamento de manutenção com uma aplicação por mês, ou uma série anual. Se com o tempo aparecerem microva- rizes, é realizada uma Microcirurgia com anestesia local ou peridural e se mais tarde aparecerem varizes graves, geralmente após uma gestação, se rea- liza a Cirurgia para Varizes de Grosso Calibre convencional ou com LASER Endovascular. Com esta abordagem, tratando os problemas conforme se ma- nifestem, a pessoa com tendência a ter varizes não chegará a ter complicações. Assim, temos de agradável o contro- le estético e de útil o controle de uma doença que nunca apresentará compli- cações. Mas para que se consiga resul- tados eficientes e duradouros é preciso ser consciente de que o tratamento deve ser feito de forma contínua e regular. O paciente deve aplicar sempre as medi- das preventivas e frequentemente deve visitar o Cirurgião Vascular que ava- liará o quadro e escolherá o tratamento necessário. A este processo chamamos de “Programa de Tratamento Continu- ado de Varizes”. É importante lembrar que varizes “não voltam” depois de tra- tadas, são outras que aparecem e é por isso que o tratamento deve ser contínuo.
  • abril de 2011 • FORÇA • 91 Saúde
  • 92 • FORÇA • abril de 2011 Saúde REPOSIÇÃO HORMONAL, COMO ENFRENTAR A MENOPAUSA? A chegada da menopausa traz complicações para a maioria das mulheres. Tudo isso porque durante a fase reprodutiva, os ovários fabricam men-salmente estrógeno e progesterona e essa produção diminui na meno-pausa. É essa redução de hormônios que causa tantos efeitos desagra- dáveis nas mulheres, como ondas de calor e ansiedade. Nesse período fazer o tratamento de reposição hormonal pode aliviar as mulheres atingidas, como é o caso de Selma Barbosa de 54 anos. Fazendo o uso do tratamento a dois anos, Selma diz se sentir completamente bem. “Antes do tratamento me sen- tia mal, com muito calor, mas o tratamento me faz bem, me sinto quase como antes da menopausa”, diz ela. Porém, como todo tratamento, ele deve ser feito com acompanhamento médico e com responsabilidade. “A mamografia e ecografia do útero são absolutamente necessárias para a prescrição da repo- sição hormonal”, diz o médico gineco- logista Dr. Túlio José Tomass do Couto, que explica que o tratamento deve ser feito em um tempo máximo de 5 anos e em mulheres com até 55 anos, já que o uso dos hormonios aumenta as chan- ces de doenças cardiovasculares, como infarto, trombose e varizes. Além disso, estudos comprovam que mulheres que utilizam o tratamento por mais de 10 anos, têm chances maiores de contrair Dr. Túlio 92 • FORÇA • abril 2011 A Reposição Hormonal é um santo remédio para as mulheres que passam por problemas na menopausa, mas fique atenta e saiba mais como e quando usá-la!
  • Saúde especial carnaval • fevereiro de 2011 • FORÇA • 93
  • Saúde 94 • FORÇA • abril 2011 câncer de útero. Isso implica que Selma terá que interrompê-lo em um ano, quan- do chegar aos 55 anos de idade. “Já estou preocupada, como vou fazer sem ele?”, indaga ela. Como alternativa à reposição hormonal, o ginecologista recomenda manter a boa qualidade de vida, com alimentação sau- dável, exercícios físicos regulares e a ca- beça ocupada. “Tudo isso ajuda, além do tratamento com fitohormonios, que são naturais”, diz o médico. Estes são alimentos fitoterápicos, com estrutura molecular semelhante ao estrogênio humano, embora com efeito mais fraco e diferente. Seus be- nefícios demoram mais a aparecer, mas é uma opção para quem já não pode mais fazer uso da reposição hormonal. Em relação ao efeitos colaterais, Dr. Túlio salienta que quando a reposição é bem in- dicada e feita com acompanhamento médico, com dosagens corretas, eles não são im- portantes. “O problema é quando ele é realizado sem critérios, daí é preocupante”. Porém não há uma fórmula correta. Toda mulher que passar por isso deve procurar um médico e fazer um acompanhamento ginecológico e cardiovascular. “Cada mulher tem uma forma de reagir a menopausa, por isso não existe uma receita milagrosa para todas elas”, finaliza ele. Túlio José Tomass do Couto, mais conhecido como Dr. Tú- lio, é natural do município de Itararé, no Estado de São Paulo, nascido em 12 de Março de 1964, mas reside em Indaiatuba há 17 anos. Em 1983, foi aprovado em 17º lugar no vestibular, promovido pela FUVEST, para o curso de Medicina da FCM Unicamp; em 22º lugar no vestibular da PUC Campinas, para o curso de Medicina, e em 19º lugar, no vestibular de Sorocaba. Em 1986, Dr. Túlio iniciou sua car- reira como médico, sendo aprovado no concurso para estagiários do Hospital Maternidade de São Paulo. O médico Túlio atua nesta área profissional há 17 anos; é funcionário da Prefeitura Municipal de Indaiatuba, atendendo em Posto de Saúde desde 23/03/1992, e também atuou como Diretor do Departamento Médico e Coordenador do Programa de Saúde da Mulher.
  • 96 • FORÇA • abril de 2011 Nasceu em Piamonte no ano de 1033. Seu pai era Conde e devido ao mau relacionamento com ele, saiu de casa, apenas com um burrinho e um servo. Foi em busca da ciência, mas também se entregando aos prazeres. Era cristão, mas não de vivência. Devido aos estudos, ‘bateu’ no Mosteiro de Bec e conheceu Lanfranc, um religioso e mestre beneditino. Através dessa amizade edificante, descobriu um tesouro maior: Jesus Cristo. Nesse processo de conversão, abriu-se ao chamado à vida religiosa e entrou para a família beneditina. Seu mestre amigo foi escolhido para ser bispo em Cantuá- ria e Anselmo ocupou o lugar do Mestre, chegando a ser também Superior. Um homem sábio, humilde, um formador para as autoridades, um pai. Um verdadeiro Abade. Por obediência à Mãe Igreja, foi substituir seu amigo, que havia falecido, no Arcebispado de Cantuária. Vi- veu grandes desafios lá, retornando a Piamonte, onde faleceu, com esta fama de santidade e testemunho de fidelidade e amor à Cristo e à verdade. Caro Leitor, esta parte de nossa revista é destinada para que possamos sempre lembrarmos do exercício de nossa fé, ou seja, a todo momento, em qualquer lugar que es- tejamos devemos nos lembrar de agradecer a Deus por tudo que temos, vivemos e somos, e uma das maneiras de se fazer isso é estarmos em sintonia com a palavra de Deus, encontrada em muitas orações. Caso você possua uma oração ou mensagem de paz e queira vê-la publica- da em nossas edições, nos envie através de cartas para rua XV de Novembro 935, piso 1, Centro, CEP 13450- 044, Santa Bárbara D’Oeste, ou ainda, via nosso e-mail: revista@revistaforca.com.br Orações 21 DE ABRIL É SUA DATA DE COMEMORAÇÃO Bispo e Doutor da Igreja. É dele a frase: “Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que sem a fé eu não compreenderia nada de nada.” O santo de hoje é chamado de teólogo-filósofo. Oh meu Senhor e meu Deus nos dê a graça de desejar a Vós com todo nosso coração Porque desejando-o , iremos procurá-lo Procurando-o , iremos encontrá-lo Encontrando-o, iremos amá-lo , Amando-o, iremos odiar aqueles pecados que Vós nos redimistes na Cruz FAMOSA ORAÇÃO DE SÃO ANSELMO
  • abril de 2011 • FORÇA • 97 Orações IMAGENS DE SÃO ANSELMO
  • 98 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 99
  • 100 • FORÇA • abril de 2011
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  • abril de 2011 • FORÇA • 1 ECONOMIA O mundo milionário da Fórmula 1 PEDAGOGIA Ciúme do irmão mais novo: isso passa ano II - nº 9 abril de 2011 R$ 7,50 www.revistaforça.com.br
  • abril de 2011 • FORÇA • 3
  • 4 • FORÇA • abril de 2011 Editorial Luís José Sartori Maurício Borte CONSELHO EDITORIAL Luís José Sartori EDITOR Maurício Borte DIRETOR ADMINISTRATIVO Luís José Sartori DIRETOR DE REDAÇÃO Dr. Luiz Alberto Lazinho Dr. Marco Antonio Pizzolato Dr. Reinaldo César Spaziani Dr. Luis Fernando Matsuo Maeda Gabriela Alves Corrêa Sartori Covolan Indústria Textil Ltda Osmídio Antônio Buck de Godoy Bruno Badan Marcos Antônio de Oliveira Ângela Carrascosa Storolli COLABORADORES Juliana Leone - MTB 26449/RJ JORNALISTA Thiago Sallati DESIGN GRÁFICO E EDITORAÇÃO Jéssica Carvalho Nilzamara Sartori de Oliveira Sérgio Luis Margato MTB 50.946 Vera Lucia Argente Prando REVISORES Michele Trevisan REPORTAGENS Força Contábil Ltda Cnpj 09.414.196/0001-35 RESPONSÁVEL PELO PROJETO www.revistaforça.com.br Sugestões / Críticas / Elogios revista@revistaforca.com.br Para assinar ligue: (19) 3026.6365 SITE OFICIAL Agora é oficial, nossa Sucursal Filial Campinas, na Avenida Júlio Prestes (Norte Sul) 435, Taquaral, Campinas, 19 3794-1618, e esperamos você para uma visita. No mês passado inauguramos a primeira filial de nossa revista. Outra novidade temos para nosso leitor, é que a partir desta edição, as dezenove cida- des na RMC – Região Metropolitana de Campinas estão recebendo nossas edições, e confesso que o projeto inicial era gradualmente irmos avançando o número de muni- cípios, mas iríamos concentrar em onze cidades apenas, porém, devido à procura por nossa revista, mudamos a estratégia e nesta edição já passamos para todas as cidades da região. Nesta edição trazemos a você o grande assunto sobre sustentabilidade, que é o meio ambiente. Quando aprofundamos uma pesquisa sobre meio ambiente, deparamos com muitas controversas, entre o poder público e privado nesse país. O Brasil não vem cumprindo suas metas relacionadas ao assunto, e tem exigido absurdamente das empresas, altos investimentos no setor, mas o poder público mais uma vez não vem cumprindo seu papel. Algumas organizações desenvolvem grandes estratégias de marketing, onde fazem verdadeiras alusões sobre o tema sustentabilidade e meio ambiente, mas na prática suas ações são diferentes, e isso sim deve ser fiscalizado. Nós acreditamos que faltam incentivo fiscal e financeiro as empresas para se ade- quarem nesta linha de operação, pautada na real conscientização da necessidade de se preservar a natureza. É possível desenvolver aqui em nosso país, uma política adequada a este tema, obrigando os bancos privados e públicos e agentes financeiros a destinarem recursos subsidiados para desenvolvimento desses projetos. Nesta ótica exemplar do poder público e na aplicabilidade de políticas adequadas, acreditamos que o resultado esperado sobre as ações ambientalistas passem a surtir efeitos efi- cazes, e de vez por todas, deixemos de propor o que não somos capazes de cumprir. Trazemos também nesta edição a entrevista com o CEO da multinacional Denso, empresa japonesa que vem fazendo fortes investimentos no Brasil, inclusive trazendo para a RMC, na cidade de Santa Bárbara d´Oeste, sua matriz da América. Como sempre não posso deixar de agradecer mais uma vez você leitor (a) que vem nos acompanhando em nossas editorias, sugerindo, criticando, enfim, participando de nosso desenvolvimento como um meio de comunicação que tem o compromisso com a verdade nos fatos. Muito obrigado de coração, boa leitura e fiquem com DEUS. Luís José Sartori Diretor Editorial Wendel Alves vendas@revistaforca.com.br 19 3026.6365 • Ramal 213 Sérgio Leite sergio.leite@revistaforca.com.br sl_leite@hotmail.com COMERCIAL
  • 64 • 30 anos de dedicação ao segmento optico nacional Social 88 • O que são varizes 92 • Reposição hormonal, como enfrentar a menopausa? Saúde Índice Edição 6 | Ano 1 6 • Entrevista Hiroshige Shinbo 8 • Radar 9 • Depoimentos Entrevista Hiroshige Shinbo6 48 • Acidentes do trabalho 52 • Inegibilidade de contribui- ções sociais sobre um terço constitucional sobre a remune- ração das férias Jurídico 41 • As influências das cores Dicas de Construção 60 • Ciúme do irmão mais novo: isso passa Pedagogia 55 • Conheça os deputados da RMC 56 • Vereador Zezé busca maior transparência da câmara em sua presidência 58 • Abaixo aos préfessionais Espaços 22 • A disputa pela estabilidade 26 • União que faz a força 30 • Dicas para evitar juros Economia 34 • A decadência do box 10 • Qual o preço da natureza? 20 • Rápidas Esporte Especial Capa 96 • 21 de abril é sua data de comemoração Orações A decadência do box 34 Qual o preço da natureza?10 84 • Trajetória de sucesso História de minha vida 68 • Das pistas para as ruas Tecnologia 70 • Tendências inverno 2011 76 • O jeans do inverno Moda 80 • Receitas de Páscoa Gastronomia
  • Entrevista Hiroshige Shinbo QUE ESTA RELAÇÃO SEJA DURADOURA 6 • FORÇA • dezembro de 2010 • especial 1 ano Há alguns meses a cidade de Santa Bárbara d’Oeste abriga a matriz da Denso do Brasil – empresa japonesa do ramo de ar refrigeração e climatização de veículos. Em pouco tem- po, a cidade se transformará em referência para o Mercosul, tanto em produção quando em desenvolvimento de pesquisas na área de refrigeração automotiva. Para saber da projeção do grupo empresarial japoneses para a matriz brasileira, a Revista Força entre- vistou, com exclusividade, o CEO da Denso Mercosul, Hiroshige Shinbo. A tradução é de Dante Yasuda, responsável pela Comunicação Corporativa da empresa. 1. O objetivo da DENSO é ser a primeira do mundo no setor? O grupo DENSO é atualmente a 1ª no setor de componentes automotivos no mundo, conforme o levantamento da revista Autodata, publicada em 20/07/2010, e busca agora como objetivo a liderança deste segmento na America do Sul. 2. Qual foi ou quais foram os projetos mais importantes desenvolvidos na DENSO Brasil? Foram desenvolvidos e fornecidos sistemas de climatização para veículos, ar condicionado e compressores com a mais avançada geração tecnológica, para todos os fabricantes de automóveis, dentre elas a Fiat, Ford, GM, Honda, Toyo- ta e VW. 3. A que o Senhor atribui o forte perfil competitivo das empresas japone- sas em basicamente todos os mercados no mundo? É a consideração de que o cliente é seu mais importante parceiro, é a razão para a existência de qualquer negócio. Toda a empresa depende exclusivamente em ter clientes e se ele compra ou não. Portanto a total prioridade é em atendê-lo, manter um excelente relacionamento mútuo e buscar sempre criar e de- senvolver produtos da mais alta qualidade e tecnologia, agregar va- lores, melhorar o conforto, segurança e conveniência para os consumidores são essenciais. Mas não fazer de qualquer maneira, os processos de fabricação devem também se esforçar em preservar o meio ambiente e evitar des- perdícios, pois estas são uma das mais importan- tes heranças que precisamos deixar às gerações futuras, são pontos chaves para a perpetuação da empresa e também da própria humanidade. 4. Por ser uma empresa global, ou seja, atua em diversos países, existe uma estra- tégia direcionada para desenvolvimento de novos mercados em continentes ainda não tão explorados? Sim, lembrando que o Brasil e a América do Sul são mercados prioritários e im-Hiroshige Shinbo - CEO da Denso Mercosul
  • Entrevista ...excelente receptividade e clima amigável das autoridades, das empresas locais e dos habitantes de modo geral. portantes dentro da estratégia do grupo DENSO e também de outras empresas no mundo. Lembrando que o Brasil faz parte do hoje conhecido BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) grupo de países que exercem forte papel no equilíbrio econômico mundial. 5. O mercado automobilístico é co- nhecidamente vulnerável a impactos econômicos. A última crise mundial que assustou o mundo, fez com que a DENSO repensasse estratégias de in- vestimentos? Somos antes de mais nada uma empresa com visão sempre no longo prazo. Ape- sar desta crise de 2008 tenha nos obri- gado a fazer alguns ajustes temporários no curto prazo, em nada mudou com relação às principais diretrizes no Brasil e na América do Sul dentro de um plane- jamento global a longo prazo. A evidên- cia é esta nova planta em Santa Bárbara que foi rapidamente implantada em sua 1ª fase em janeiro de 2011 e ao longo dos próximos 2 anos já estão aprovados os projetos de expansão com a construção do Centro de Desenvolvimento Tecno- lógico DENSO para a America do Sul. 6. Hoje a DENSO possui quanto dos negócios no mercado mundial, per- centualmente? Este é um dado difícil de precisar, tendo em vista que atuamos em vários segmen- tos dentro do mercado de componentes automotivos. Nosso objetivo é estarmos sempre à frente com o mais alto padrão de tecnologia que façam a diferença em termos de preservação ambiental. Como exemplo, buscamos a máxima eficiência dos sistemas de injeção para motores diesel - common rail, ou demais com- bustíveis como os sistemas híbridos elé- trico/gasolina ou álcool/gasolina aqui no Brasil. Possuímos também dispositivos automatizados de navegação e seguran- ça, o aperfeiçoamento contínuo dos sis- temas de climatização. Com isto busca- mos exceder as normas de atendimento dos mais exigentes padrões mundiais de redução e eliminação dos poluentes no meio-ambiente e melhorar o conforto e a segurança dos passageiros. 7. A decisão de expansão dos negócios no MERCOSUL apontou algum pon- to de atenção, devido a políticas eco- nômicas distintas entre esses países, como por exemplo, Colômbia, Vene- zuela etc.? Atualmente estamos focados no Brasil e Argentina, mas podemos expandir em outros países do MERCOSUL conforme viabilização de escala em cada mercado 8. A que patamares de benchmarking a DENSO almeja estar na próxima déca- da mundialmente? Consideramos que, ser mundialmente o 1º é importante. Mas a filosofia da empresa é de que independentemente do posiciona- mento de liderança ou não, o importante é sempre sermos reconhecidos como a em- presa de melhor atendimento, que transmite credibilidade e que sempre surpreendemos os clientes e consumidores com excelentes produtos, atendendo suas necessidades e com um preço justo. Enfim acreditamos que isto tudo leva também a um mundo melhor para toda a humanidade. 9. Em poucas palavras o Senhor pode nos dizer como a DENSO se tornou essa potência reconhecida mundial- mente num mercado tão competitivo? Pelo reconhecimento de nossos clientes, inclusive no Brasil e Argentina, con- cedendo nos prêmios de melhor forne- cedor consecutivamente de empresas como a VW, Toyota, Honda, GM e Ford. 10. Por que Santa Bárbara d´Oeste é a escolhida no meio de tantas outras ci- dades para receber um presente como a DENSO? A decisão foi tomada após detalhado e profundo levantamento em várias regi- ões com analises técnicas referentes à infra-estrutura da cidade, perfil da po- pulação e do seu nível educacional, além das questões fundamentais para melhor atendermos nossos clientes que são as principais montadoras de veículos no país. Lembro que um dos diferenciais que nos chamou a atenção foi a excelen- te receptividade e clima amigável das autoridades, das empresas locais e dos habitantes de modo geral. Nossa preo- cupação, além das questões de melhoria operacional, é que também esta cidade escolhida permitisse uma boa qualida- de de vida aos nossos colaboradores em uma comunidade de bons valores mo- rais, segurança, educação, enfim trans- mita um clima de tranqüilidade familiar. Isto afeta significativamente o ambiente interno da organização e na forma de condução dos negócios, na qualidade dos produtos, eficácia da entrega dos produtos e assim na satisfação ao atendi- mento dos clientes. Podemos dizer que todos estes fatores em conjunto levaram a decisão final. Gostaria de concluir que nós também estamos muito satisfeitos em ser parte desta cidade, e que esta relação seja du- radoura. Desejo trabalhar em harmonia e esforço mútuo e assim contribuir para o desenvolvimento e prosperidade de Santa Bárbara e região. abril de 2011 • FORÇA • 7
  • 8 • FORÇA • abril de 2011 Radar “Carreguei essa cruz durante anos” Luana Piovani admi- tindo que traiu Ro- drigo Santoro duran- te relacionamento. “Obrigado meu Brasil! Obrigado meu Deus! Obrigado meu Deus!” Maria Melilo, a nova milionária do BBB. A moça está com a bola toda e conquistou o Brasil. TRAIÇÃO “Não sou mulher de levar desaforo pra casa” Preta Gil entra com processo contra Deputado Jair Bolsonaro, sobre de- claração racista, e disse não aceitar desculpas. “Tudo aconteceu como sonhei. Deus é muito bom pra mim” Rogério Ceni, comentan- do a conquista dos 100 gols na carreira. “... não quero que Deus me dê um dia só a mais de vida, se eu não puder me orgulhar dele...” Um homem de Deus que contribuiu com a na- ção brasileira no alinhamento das políticas de juros dos Estados. PROCESSO CONQUISTAEMOÇÃO “... quem não me adorar não merece a vida...” General e político líbio que está desafiando o mundo com suas atitudes aterrorizantes. MUAMMAR KADAF A NAMORA- DINHA DO BRASIL
  • Depoimentos A revista FORÇA entrou no mercado focando os mais variados assuntos regionais, porém, com uma visão muito grande da situação industrial de toda a RMC. Recomendamos sua leitura Só tenho que parabenizar e incentivar ainda mais a Revista Força, pois considero de suma importância uma imprensa livre e ética à serviço da população. Que os tentácu- los desse meio de comunicação se espalhe e com eles um produto da mais alta categoria e qualidade. Com os antecipados agradecimentos por sua indispensável anuência, colo- camo-nos à inteira disposição e renovamos-lhe os protestos de consideração e apreço. Sr. Edmundo Duarte Secr. Mun. Desenvolvimento Indaiatuba Reinaldo Nogueira Lopes Cruz Prefeito de Indaiatuba abril de 2011 • FORÇA • 9
  • 10 • FORÇA • abril de 2011 QUAL O PREÇO DA NATUREZA? O valor econômico e o valor subjetivo dos recursos naturais na sociedade
  • abril de 2011 • FORÇA • 11 Especial > Capa Se tem um sonho que passa na cabeça de qualquer um, nem que seja uma vez na vida, é aquele de que dinheiro bem que podia dar em árvore. E, de preferência, numa árvore no quintal de casa. Que atire a primeira pedra quem nunca sonhou com galhos cheios de reais, dólares, yenes e outras tantas mo- edas. Para a tristeza desses sonha- dores, o ditado popular confirma a verdade: “dinheiro não dá em árvore”. Mas, o contrário não se revela mero sonho. Se dinheiro não dá em árvore, a árvore é capaz de dar muito dinheiro. Quer um exemplo? A região Noroeste do Estado de São Paulo é responsável por 60% da produção da Borracha brasileira. Em todo o Estado, o setor fatura, anualmente, mais de US$ 2 bilhões. Não é nenhuma novidade que a natureza é a base da economia. Sempre foi – até porque não há vida fora da natureza. Mas a abun- dância de recursos era tamanha que eles podiam ser considerados inesgotáveis, e, portanto gratuitos. Em alguns casos, essa premissa se revelou ilusória, como na civiliza- ção da Ilha de Páscoa, no Pacífico, que ruiu quando a madeira aca- bou. Há um temor similar para alguns recursos de nossa civili- zação, como o petróleo, os peixes e até a água potável. Diante da importância dos recursos naturais para a sobrevivência humana e dos riscos de escassez de alguns deles, o mundo se pergunta: qual o preço da natureza? Estaria ela mais cara, a medida que o homem a destrói? É para responder uma série de per- guntas como essas que a economia tradicional começou a adotar as preocupações dos ambientalistas. A grande questão é estabelecer o preço dos recursos para saber quanto e como usá-los. Racio- nar os recursos naturais se tornou tão importante que hoje o mundo gira sob a ideia do desenvolvimento sustentável. A projeção cada vez maior da biotecno- logia no cenário econômico global trouxe consigo a associação entre natureza e valor econô- mico, que toma forma com o emprego cada vez mais freqüente de palavras como bioeconomia, biorrecursos, ou mesmo, biopirataria. Neste contexto, falar em riqueza da biodiversidade assume um novo significado e o domínio da natureza pelo homem assume novas proporções. Apesar da intangibilidade da na- tureza e da dificuldade em quan- tificar seu valor, existem várias iniciativas acadêmicas, nacionais e internacionais de ongs ou governa- mentais que buscam determiná-lo. Por aqui, já é possível estimar qual o preço da biodiversidade nacio- nal. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está desenvol- vendo desde 1999, com assessoria de consultores do Instituto de Pes- quisa Econômica Aplicada (IPEA) , um projeto para calcular o valor da biodiversidade brasileira, como parte do Programa de Valoração Econômica da Natureza, incluído no Programa Plurianual do gover- no. Não é uma conta fácil. Em pri- meiro lugar, a natureza tem um valor subjetivo. Em segundo lugar, parte de seu valor é potencial – um princípio ativo ainda não desco- berto para curar uma doença, por exemplo. É impossível saber que impacto essa exploração teria no futuro. O que se sabe é que no cur- to prazo os impactos da exploração são grandes. Tanto é verdade que a demanda por recursos naturais é 35% maior que a capacidade do planeta de renová-los. Estatística que deixa em alerta a economia global. Mesmo com as dificuldades de intangibilidade e de medir o tama- nho da devastação do homem, a ciência já tenta atribuir preço aos recursos naturais. Faz isso de dois
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  • Especial > Capa modos. O primeiro é pelo cálculo do lucro obtido com a preservação (a água limpa, o mercado de orgânicos que floresce da proteção à biodiversi- dade, os ganhos de eficiência nas empresas ou no reaproveitamento do lixo etc.). O segundo modo é calcular o prejuízo que a destruição dos recursos naturais acarreta – o preço da dessalinização da água, os deslizamentos resultantes da derrubada de matas, o custo de alugar abelhas para polinizar a plantação quando as abelhas nativas são destruí- das. Essa conta é complicada porque boa parte da depredação vai incidir somente sobre as próximas gerações, que não têm como dar palpite nas polí- ticas atuais (mas em compensação contarão com tecnologias que ainda não foram inventadas). Mas, já dá para se ter uma ideia de preço. De acordo com os cálculos existentes até o momento, avalia-se a biodiversidade brasileira em 2 trilhões de dólares por ano, o que equivale aproxima- damente ao dobro do valor do Produto Interno Bruto do país. Cifras que demonstram a importância dos recursos naturais, e explicam a ganância do homem em explorá-los demasiadamente. De acordo com o ambientalista Moacir Arruda Bueno esta valoração é fundamental para o Brasil em diver- sos aspectos: “O Brasil é o país que tem o maior patri- mônio biológico do mundo, a maior biodiversidade do planeta é a nossa, somos top rankings em quase todas as famílias, filos, grupos, gêneros, etc. No entanto, o Brasil ainda não possui um levantamento ou um in- ventário biológico das espécies brasileiras, nem da fau- na, nem da flora”. Segundo Arruda, supõe-se que nem 1% de toda a biodiversidade da Amazônia é conhe- cida. Além disso, os cálculos dos serviços prestados pelos ecossistemas não fazem parte da contabilidade nacional. “Se nem sequer entra na contabilidade, então nem o governo, nem a sociedade podem dar o devido valor. Temos que realizar esta valoração para que a sociedade passe de fato a valorizá-la”, afirma. O grande desafio é encontrar fórmulas para que quem explora os recursos naturais ajude a pagar a conta de sua manutenção, diz o econo- mista americano Robert Costanza, da Univer- sidade de Portland, em entrevista à imprensa. É algo que alguns economistas visionários pregam há décadas. O professor americano Herman Daly é um dos pais dessa economia ecológica. Colocou o desenvolvimento sustentável em pauta nos anos 80 quando foi economista sênior do Banco Mundial. Hoje, como professor da Universidade de Maryland, diz acreditar que o crescimento da população deman- da uma mudança na teoria econômica. Daly questio- na o conceito do Produto Interno Bruto (PIB), que inclui apenas as riquezas materiais geradas. Acha que é necessário descontar desses ganhos os gastos com a poluição do ar, os resíduos, a destruição da floresta. As dificuldades de se atribuir preço à natureza não estão ligadas somente à importância econômica dele e à exploração dela pelo homem. Entra em jogo uma parcela ainda mais importante do
  • Especial > Capa que o valor econômico: o valor sub- jetivo dos recursos naturais. Além do valor econômico, a diversidade natural do planeta tem importância ética, estética e até espiritual para nossa civilização. O contato direto com a natureza pode gerar emo- ções profundas no ser humano – principalmente no ser urbano que trocou, nas últimas décadas, seu cotidiano do campo pelo da cidade. E esse contingente já é maioria em todo o mundo. Pouco mais da metade (50,5%) dos 6,7 bilhões de habitantes do planeta vive hoje em cidades e não convive mais com o ciclo rural de plantio e colheita, tão básico para nossos antepassados. Um dos principais valores não monetários da natureza é a sensação de prazer e conforto provocada por sua harmonia esté- tica. Algumas pessoas desenvolvem suas próprias histórias de amor com o mundo natural. O valor estético e sensorial da natureza é sempre a base para essa relação platônica e contemplativa que cada indivíduo forja. E neste sentido, seu preço é incalculável, bem como seu valor. Além de musa inspiradora e alívio para os sentidos humanos, a na- tureza também serve como ponte entre o mundo concreto e o divi- no. Considerar a natureza como “algo maior” é uma constante para aqueles que têm uma visão que vai além da esfera material e utilitária. Diante de seu valor subjetivo e de sua importância econômica, a res- posta para a pergunta: qual o preço da natureza (?) vem de Dalai-Lama. O chefe espiritual do budismo tibetano, desmistifica a conservação ambiental e a coloca como um dever prático. “Cuidar de nosso planeta não é um ato santo ou sagrado. Não podemos viver em nenhum outro, apenas neste”, afirma o monge tibe- tano. “É como cuidar de nossa casa.” Contextualiza na realidade da so- ciedade, dar preço à natureza é tão difícil quanto dar preço à família. Cuidar do planeta é como cuidar da casa. Local sagrado da família. Só quem tem e usufrui sabe da impor- tância de conservar. Na nossa cultura mercantilista, os economistas da conservação já registram os bilhões de reais que os serviços ambien- tais prestam aos humanos. Mas os valores estéticos e espirituais estão na esfera do intangível. Ou seja, não se pode colocar uma etiqueta de preço no que é sagrado. abril de 2011 • FORÇA • 15
  • 16 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 17 O PREÇO DA DEVASTAÇÃO Sabe aquela ideia de que a vida é uma cadeia? De que no ecos- sistema todos os seres são necessários e um depende do outro para sobreviver? Ela está cada vez mais presente em discursos e cada vez menos presente na prática. Nas últimas décadas, o homem vem interrompendo a cadeia do ecossistema e a teia onde todos os seres vivos são necessários para sobreviver está sendo desfeita. Como resultado tem se catástrofes naturais. É a revoltada da natureza. O preço – caro - que o próprio homem paga pela devastação que causa. A tragédia natural mais recente aconteceu na Ásia, no dia 11 de março. A costa noroeste do Japão foi sacudida por um ter- remoto de 8,9 graus na escala Richter, gerando um tsunami de 10 metros de altura. Ao todo mais de 11 mil pessoas morreram e 17 mil ficaram desaparecidas. Apesar do elevado número de vítimas, essa não foi uma das piores catástrofes naturais da história. Conheça os maiores desastres naturais do mundo.
  • 18 • FORÇA • abril de 2011 Especial > Capa
  • abril de 2011 • FORÇA • 19 UNIVERSIDADE DO MEIO AMBIENTE É REALIDADE EM JAGUARIÚNA Jaguariúna é a primeira cidade do Estado de São Paulo e uma das únicas do Brasil a ter uma universidade pública voltada para o estudo e a defesa do meio ambiente. Um grande passo para a consolidação deste projeto foi dado no início de março, quando uma assembléia aprovou o estatuto da Universidade do Meio Ambiente e Bem-Estar de Jaguariúna (UniAngatu). Agricultura sustentável, alimentação saudável, animais domésticos e silvestres, artes, direito e educação ambiental, ecologia, diversidade e consumo consciente são apenas alguns dos temas que estão sendo incluídos nas atividades da Universidade, que buscará identificar e acolher saberes locais e regionais a serem estudados e disseminados. Aberta a participação de todas as pessoas, a UniAngatu é um espaço de educação, formação e troca de informações e práticas sócio-ambientais, que tem como meta contribuir efetivamente com a ampliação da consciência sobre cidadania e sustentabilidade. Criada por iniciativa do governo municipal de Jaguariúna, a UniAngatu promove valores como a paz e a ética, além do cuidado com o planeta e o ser humano. UniAngatu – respeito ao meio ambiente e valorização do ser humano! SECRETARIA DE GESTÃO AMBIENTAL www.jaguariuna.sp.gov.br
  • Rápidas O que o Brasil quer é ser fornecedor estável de petróleo, e os Estados Unidos querem ser seu maior cliente BARACK OBAMA, afirmou em Brasília na sua passagem pelo Brasil. E se você, tuiteiro, acha mesmo que eu saí por causa da Globo, você é muito imbecil. E tem problema gra- ve de interpretação de texto TIAGO LEIFERT, jorna- lista, ameaçou deixar seus 845 mil seguidores no Twitter para evitar o “baixo nível” da ferramenta. Dian- te da repercussão negativa da saída, voltou e fez mais críticas à capacidade de debate e interpretação de alguns “tuiteiros”. F O T O D IV U L G A Ç Ã O F O T O D IV U L G A Ç Ã O F O T O D IV U L G A Ç Ã O A carne é fraca, mas somos só amigos. SABRINA SATO, apresentadora, falando ao UOL sobre ter encontrado o ex-namorado Fábio Faria no show de Shakira, em São Paulo. F O T O D IV U L G A Ç Ã O
  • Economia Sonhando com a estabilidade, 11 milhões de brasileiros se preparam para concursos públicos e movimentam R$ 30 bilhões por ano F oram três décadas de sucateamento, desprestigio e baixos salários. Mas, ele renasceu. O serviço público bra- sileiro, antes ignorado pela classe média - que via a iniciativa privada como si- nônimo de sucesso profissional - hoje é objeto de cobiça de milhões de brasileiros. A razão para esse crescente interesse em trabalhar para o Estado não está mais no famigerado discurso de que funcionários públicos trabalham pouco. O que move a disputa de milhões de pessoas é a estabilidade financeira. A promessa de sa- lários polpudos, a valorização cada vez maior da carreira e uma aposentadoria difícil de ser equiparada com o setor privado, têm acirrado a concorrência nos concursos públicos. A DISPUTA PELA ESTABILIDADE 22 • FORÇA • abril de 2011
  • A disputa é tão acirrada que neste momento, de acordo com levantamento feito com base em dados da Pesquisa Nacio- nal de Amostragem de Domi- cílios, o PNAD, realizada pelo IBGE, 11 milhões de brasi- leiros estejam estudando para prestar algum concurso públi- co nos próximos nove meses. Sejam em cursinhos prepa- ratórios espalhados por todo o país ou em casa. O número impressiona, mas impressiona ainda mais quando comparado com o número de habitantes no País. Na prática, 5% da po- pulação brasileira não apenas quer como também se prepara para conquistar uma vaga no serviço pú- blico. Essa grande concorrência tem ex- plicação. Hoje em dia, em média, um servidor público federal ganha o dobro do que os que trabalham na iniciativa privada. Nos últimos oito anos, por exemplo, os salários pú- blicos da União tiveram um aumen- to real de 75%, enquanto os do setor privado, de apenas 9%. É por conta dessa revalorização no serviço públi- co dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que a grande disputa está concentrada nos concursos federais. É como um vestibular, só que muito, muito mais disputado. Para quem consegue ultrapassar essa barreira a recompensa é a certeza de uma carreira estável, com boa remuneração, muitos beneficios e a garantia de uma aposentadoria com padrões de rendimento incomparáveis aos da carreira privada. É por esse motivo que a campineira Mayra Frezatto, 25 anos, formada em administração, passa cerca de 11 horas por dia estudando para um concurso sem data para acontecer. Dessas onze horas, quatro são dedicadas a um curso online de preparação. “O caminho é longo e árduo. Eu estudo para concursos públicos abril de 2011 • FORÇA • 23
  • 24 • FORÇA • abril de 2011 Economia há dois anos. Já prestei dois, mas não obtive sucesso. Mas, sinto que estou próxima de atingir o exito. Na verda- de, hoje a concorrência é bem maior, por isso a dedicação também tem que ser. Eu decidi não trabalhar para dar conta dos estudos. Tenho o apoio dos meus pais e sei que se conseguir um passar em um concurso público, terei tranquilidade. Não é todo mundo que começa a trabalhar com um salário de 10, 12 mil reais”, destaca a jovem, que faz parte dos contingente de 11 milhões de brasileiros em busca de um cargo público. E vagas não faltam para os concursei- ros. Só este ano, entre abertas, tem- porárias e programadas, são quase 400 mil vagas de emprego no serviço público, com salários iniciais varian- do entre o mínimo e os desejados R$ 20,9 mil oferecidos a juízes substitu- tos dos Tribunais Regionais do Tra- balho. Dessas, 77 mil estão entre as mais disputadas, como para os Cor- reios, Policia Federal e Petrobras. Segundo o presidente da Anpac (As- sociação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos), prof. Ernani Pimentel , em entrevista a um veículo especializado em concursos públicos, a previsão para 2011 é boa. “A rigor, nas três esferas de poder, teremos a cada ano em torno de 250 mil vagas a serem preenchidas, oriundas de aposentadorias, pedidos de demis- são, óbitos, transferências etc. A esse número se somarão alguns outros mi- lhares de cargos terceirizados que, em função da interferência dos Mi- nistérios Públicos, deverão ter seus ocupantes substituídos por concur- sados”. Se a concorrência é cada vez maior. Estudar para um concurso público é uma tarefa árdua, que demanda tem- po e paciência. De acordo com es- pecialistas, na média, um candidato demora de seis meses a 1,5 ano para passar em um concurso de nível mé- dio, com salário inicial de R$ 2,5 mil, e de 1,5 ano a 3 anos para conseguir uma vaga num concurso de nível su- perior, com ganhos iniciais de mais de R$ 12 mil. É aí que a economia brasileira lucra. Mayra Frezatto é a ponta de uma in-
  • abril de 2011 • FORÇA • 25 dústria bilionária, que movimenta algo próximo a R$ 30 bilhões todos os anos no Brasil. Fazem parte dela empresas especializadas em organizar concursos, cur- sinhos preparatórios, professores particulares, locadores de imóveis dedicados a pessoas que vão para os grandes centros se preparar, empresas de transporte e uma série de prestadores de serviço que, indiretamente, também lucram com os gastos dos candidatos a uma vaga no ser- viço público. A estimativa é de que, só com a mensalidade, os concor- rentes que se matriculam em um curso preparatório gas- tem em média R$ 10 mil por ano. E os cursinhos, que an- tes eram pequenas empresas, tornaram-se corporações com faturamento milionário. As principais organizado- ras de concursos, por exemplo, movimentaram sozinhas quase R$ 120 milhões em 2007. Organizaram quase 200 concursos, com mais de dois milhões de inscritos. O se- tor mais que dobrou em quatro anos. Em 2005 havia 40 empresas. Hoje já são mais de 100.
  • 26 • FORÇA • abril de 2011 UNIÃO QUE FAZ A FORÇA Economia Cooperativa é opção para empreen- dedores que querem abrir negócio próprio e não dispõe de capital
  • abril de 2011 • FORÇA • 27 O sonho de ser empreendedor e ter um negó-cio próprio está guardado na “gaveta” de muitos brasileiros por um motivo princi-pal: falta de capital para investir. Afinal, abrir uma empresa requer, além de planejamento, ca- pital financeiro para dar o ponta pé inicial e os passos seguintes, até que o negócio de lucros. Em geral, em- presas têm poucos donos, o que faz com que a parce- la de capital investido seja maior para cada um deles. Realidade que limita novos empreendimentos. A falta de dinheiro limita, mas não impede a abertura de um negócio. A solução pode ser uma alternativa mais ba- rata e não é tentando a sorte na Loteria. Para muitos, a solução está nas cooperativas. Opção barata, com planejamento eficiente e união dos integrantes, as cooperativas aumentam sua competiti- vidade no mercado. Formadas por no mínimo 20 inte- grantes de uma mesma área de atuação, a parcela de investimento é menor do que numa empresa. Nesse tipo de negócio, cada cooperado investe parte do capital e, ainda, recebe as “sobras” na proporção decidida pelo grupo. Também não há hierarquização, já que todos se tornam sócios do negócio. De acordo com Benedito Zurita, consultor do Sebrae- -SP, é uma ótima opção para empreendedores que que- rem abrir negócio próprio e não dispõe de capital. “Em uma empresa, geralmente existem poucos donos e, com isso, a parcela do capital investido no negócio fica maior R. Peregrino de Oliveira Lino 272 Vila Linópolis Santa Bárbara d´Oeste SP Fone 19 3454-5987 / 9169-4397 machadocuppi@vivax.com.br Seu produto entregue com segurança MACHADO TRANSPORTES Machado (1).indd 1 26/2/2010 19:29:30 Economia Carlos Rocha
  • Economia para cada um deles. As cooperativas podem ser uma boa alternativa princi- palmente nos grupos com menor poder aquisitivo e vontade de empreender”. Esse tipo de negócio - em que o em- presário investe capital, contrata fun- cionário e, no regime CLT, paga todos os direitos trabalhistas – está presen- te em todos os estados do País e tem despontado forte no mercado. Até de- zembro de 2010, foram registra- das 6652 cooperativas e mais de nove milhões de associados no País. O sistema - que faturou em 2009 R$ 88,5 bilhões - tem o setor agrope- cuário como um dos ra- mos de maior des- t a - que – com 23% das cooperati- vas, seguido pelo crédito, com 16%. S o m e n t e a região Sudeste é res- ponsável por 34% das cooperativas do país, seguida da região Nordeste com 26%. Mas, antes de embarcar no crescimen- to das cooperativas é preciso planejar a área de atuação no mercado. Os bene- fícios em montar uma cooperativa são específicos para cada ramo, com expli- ca Zurita. “Por se tratar de uma coo- perativa, as vantagens aparecem nos negócios coletivos. É comum obter melhores condições na compra de insumos – no caso do ramo agrícola – e um prazo maior para a efe- tuação de pagamentos”, aler- ta o consultor. “Além disso, os convênios formados ajudam a suprir as necessidades do grupo.” As cooperativas são exemplo de que a união faz a força. E esse tipo de em- preendimento não é novo não. Elas existem desde a década de 50. A al- ternativa cooperativista foi a solução encontrada por 500 famílias de su- ábios (povo de etnia alemã) que imigraram para o Brasil em 1951. Com objetivo de fundar uma co- operativa agríco- la, o grupo se uniu e por meio de finan- ciamentos do governo brasileiro e da Instituição Humanitária Ajuda Suíça para a Europa – constituída ainda no final da 2ª Guerra – montaram a Agrária Agroindustrial. O ne- gócio não só deu certo, como no ano passado faturou mais de R$ 1 bilhão. Hoje, a cooperativa paranaense possui quatro indús- trias, 1.500 funcionários. As chances de sucesso no negócio são grandes para os cooperativistas, no en- tanto, nem tudo são flores. O horizonte é desafiador por pelo menos três moti- vos: expectativa por retorno financeiro rápido, realidade do serviço autônomo e descompromisso entre os coopera- dos. Especialistas afirmam que um 28 • FORÇA • abril de 2011
  • Economia abril de 2011 • FORÇA • 29 problema frequente desta modalidade é a grande expectativa do grupo por um retorno financeiro rápi- do, apesar de o investimento inicial muitas vezes ser pequeno. Com a demora em obter lucro, muitos desanimam e passam a não participar do negócio. Outra dificuldade enfrentada pelos empreendedores diz respeito ao vínculo empregatício. Acostu- mados com direitos trabalhistas, muitos recebem com dificuldade a ideia de serviço autônomo e a ausência de benefícios. O desafio então é saber administrar a nova realidade e pensar no crescimento do negócio. Já a terceira dificuldade é uma das que mais influenciam no crescimento do empreendi- mento: o comprometimento e entendimento entre os cooperados. Para entrar no sistema cooperativista é preciso ultrapassar os procedimentos burocráticos e haver muito entendimento entre os cooperados. Afinal, um único projeto com objetivos distinto não dá resultados positivos. É preciso fazer jus ao ditado: “A união faz a força”. O QUE SABER E FAZER ANTES DE MONTAR UMA COOPERATIVA • Uma cooperativa deve ter, no mínimo, 20 integrantes; • O comprometimento e entendimento entre os cooperados são fundamentais; • Antes de iniciar os procedimentos burocráticos, é preciso definir a área de atuação e o objetivo do empreendimento; • Especialistas aconselham fazer um plano de mercado para descobrir qual a aceitação do público sobre o ramo de atividade escolhido • Durante a formação da cooperativa é necessário analisar as formas de admissão, demissão e exclusão dos cooperados; • Também é preciso decidir qual será o capital da empresa e o valor das cotas-partes de cada integrante; • No sistema cooperativista ninguém pode ter mais do que 1/3 do capital social do empreendimento; • Só pode ser um associado quem realmente exercer a atividade do projeto; • Na hora de formalizar o projeto, os cooperados devem fazer uma assembléia geral de constituição;
  • 30 • FORÇA • abril de 2011 Economia DICAS PARA EVITAR OS JUROS Ao pagar juros se está consumindo as reservas financeiras, fazendo com que se realize menos sonhos, veja algumas dicas para evitar esta armadilha: 1. Ao pagar a prazo, certamente estará pagando juros, por isso é importante conhecer o preço à vista para descobrir a diferença; 2. Tenha em mente que há várias formas de pagamento e as melhores obedecem à seguinte ordem: pagamen- to à vista, parcelamento por boleto bancário, parcelamento no cartão de crédito sem juros e financiamento com juro máximo de 2,5% ao mês; 3. Não use cheques pré-datados, pois essa linha de crédito é ilegal e, além disso, há o risco de todos serem depositados de uma só vez – lembre-se: cheque é uma ordem de pagamento à vista; 4. Negocie e procure sempre parcelar a compra sem juros, mas só faça isso quando tiver certeza de que a loja já chegou ao menor valor; 5. Quando não existir a alternativa, procure nunca pagar taxas de juros acima de 2,5% ao mês;
  • abril de 2011 • FORÇA • 31 Economia Reinaldo Domingos, Educador e Terapeuta Financeiro, autor dos livros Terapia Financeira e O Meni- no do Dinheiro e da primeira Coleção didática de Educação Finan- ceira para o ensino básico, Presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira, www.dsop.com.br 6. Evite utilizar crediários, esses possuem, na maioria das vezes, juros muito altos, que impactarão o preço final do produto. Sempre faça contas; 7. Anote em seu orçamento as compras à prazo, é comum esquecer-se de lançar as prestações no mesmo; 8. Evite pagar a parcela mínima do cartão de crédito, se isso for inevitável busque outra linha de crédito, como por exemplo: credito consignado. Mas cuidado para não trocar um credor pelo outro; 9. O negócio dos magazines é vender prestações e geralmente trazem juros, mas por outro lado, eles praticam os melhores preços à vista; 10. O negócio das instituições bancárias é vender dinheiro, por isso os juros fazem parte do ganho, ou seja, o lucro. Evite tomar dinheiro e pagar juros.
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  • A DECADÊNCIA DO BOXE Os primeiros registros daquilo que se tornaria o boxe vêm da antigui-dade, antes mesmo das civilizações grega e romana, há in- dícios arqueológicos que indicam que o homem praticava lutas usando as mãos, desferindo golpes uns con- tra os outros. Na Grécia, berço das Olimpíadas, esses confrontos eram praticados com fins esportivos, já para os romanos era apenas uma di- versão. Porém, o boxe só ganhou algumas re- gras, aproximando-se do que é hoje, no século XVII, no Reino Unido. Foi no ano de 1867, que o uso de luvas e o número de assaltos foram determi- nados como regras oficiais. O esporte que se tornou uma febre nos anos 70 e 80, principalmente graças a Muhammad Ali e Mike Ty- son, hoje vive uma fase decadente, sendo sucumbido em popularidade e financeiramente pelas lutas de vale tudo (MMA e UFC), principalmente nos Estados Unidos, que já não cria 34 • FORÇA • abril de 2011 Esporte Febre nas décadas de 70 e 80, esporte foi sucumbido pelas lutas de vale tudo
  • mais mitos como antigamente. Hoje, os principais nomes da modalidade vêm da Ucrânia com os fenomenais irmãos Klitschko e o paquistanês Manny Pacquiao. Apesar de ser um país pequeno, Cuba domina o mundo quando se trata de pugilismo. O programa feito para a modalidade é um dos mais in- tensos do mundo e criou vários cam- peões. Sem dúvida é um programa a ser copiado. Em virtude do regime socialista que não permite a profissionalização, os cubanos ganharam maior destaque nos Jogos Pan-Americanos e Olim- píadas onde são conhecidos como papa-ouros. Alguns que consegui- ram se extraditar, fugindo do socia- lismo, também obtiveram sucesso no Esporte profissionalismo. Entre os principais nomes do boxe cubanos de todos os tem- pos podemos apontar Teófi- lo Stevensson (tricampeão olímpico 72, 76 e 80), Joel Casamayor, Felix Savón entre outros. O pugilismo não é um esporte de grande tradi- ção no Brasil onde co- meçou a ser praticado no início do século 20 nas cidades de Santos e do Rio de Janeiro. Apesar da pouca tra- dição, ídolos e cam- peões surgiram. No boxe amador, destaque para Miguel de Oliveira e abril de 2011 • FORÇA • 35
  • Esporte Servílio de Oliveira (medalha de bronze nas Olimpíadas do México em 1968). No profissionalismo, o maior ídolo da modalidade no país é Eder Jofre, cam- peão mundial dos pesos galo em 1962 diante de Johnny Caldwell em uma luta travada no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo, para mais de vinte mil pes- soas. Após anos de obscuridade, o boxe brasileiro voltou a ser comenta- do após uma injeção de marketing do locutor esportivo Luciano do Valle e a TV Bandeirantes que transformaram Adilson “Maguila” Rodrigues em ídolo nacional. No início dos anos 90, Maguila foi derrotado por Evander Holyfield e George Foreman na tentativa de 36 • FORÇA • abril de 2011
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  • EsporteEsporte buscar o título mundial dos pesados, fato que iria acontecer em 1995 em uma associação de boxe pouco reconhecida mundialmente. Mais recentemente surgiu Acelino “Popó” Freitas quem em 2002 voltou a dar um título de expressão ao boxe nacio- nal ao sagrar-se campeão mundial pela Associação Mundial de Boxe, entidade bastante reconhecida mundialmente. Porém, com problemas pessoais, Popó encerrou prematuramente sua carreira. Desde a aposentadoria de Popó, pou- co se viu e ouviu falar de boxe por aqui. O “boom” do momento é a luta de vale tudo UFC, que inclusive, passou a ser transmitida nas noites de sábado na TV aberta. REGRAS DO BOXE Para tornar as lutas mais competitivas, as regras do boxe definiram ca- tegorias que variam de acordo com o peso do pugilista. As principais dessas categorias são o peso pesado (+ de 90.7 kg), o peso meio pesado (até 79.4), peso médio (até 72.6), peso pena (até 57.2), peso galo (até 53.5) e peso mosca (até 50.8). As lutas profissionais possuem no máximo 12 assaltos com 3 minutos cada. Porém, em determinadas competições o número de assaltos pode ser menor. Nas Olimpíadas onde se utiliza o boxe amador, por exemplo, são 3 rounds de 3 minutos cada. No final de cada assalto, os lutadores ganham pontos, que são atribuídos por cinco jurados da luta. Estes pontos, definidos por golpes e defesas, servem para definir o ganhador em caso da luta chegar ao fim. Quando um lutador consegue derrubar o adversário e este permanece por dez segundos no chão ou não apresentar condições de continuar na luta, ela termina por nocaute. Não são permitidos golpes baixos (na linha da cin- tura ou abaixo dela). GOLPES Os principais golpes de boxe são: cruzado (aplicado na la- teral da cabeça do adversário), jab (golpes preparatórios de baixo impacto e rápidos), direto (soco frontal) e upper (tam- bém conhecido como gancho, ocorre de baixo para cima atingindo o queixo). BOXE PROFISSIONAL E AMADOR Além do número de assaltos, existem outras diferenças do boxe profissional para o amador. No profissional, são dezoito categorias contra treze do amador. No amador, a proteção é maior; além das sapatilhas, luvas e calção do boxe profissional, há utilização de capacetes e protetores bocal e genital. O boxe profissional te por base os desafios aos campeões (donos dos cinturões) de diversas entidades. Esses desafios podem ser feitos de acordo com rankings. O boxe amador é utilizado em sua maior parte em acade- mias além de Jogos continentais como o Pan-Americano ou mundiais como as Olimpíadas. GRANDES BOXEADORES Os maiores boxeadores obtiveram a consagração após sua profissionalização. Podemos citar Muhammad Ali, o maior de todos, Mike Tyson, Evander Holyfield, George Foreman, Julio César Chávez, Sugar Ray Leonard entre outros, todos com presença no hall da fama criado nos Es- tados Unidos. 38 • FORÇA • abril de 2011
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  • 40 • FORÇA • abril de 2011 Dicas de Construção
  • abril de 2011 • FORÇA • 41 Dicas de Construção AS INFLUÊNCIAS DAS CORES Saiba de que forma as cores determinam a decoração da casa e despertam os sentidos E scolher a cor das paredes parece ser tarefa fácil. Afinal, o mercado dispõe de muitas inovações e to- nalidade lindíssimas. Mas, este é um passo importante. E que vai determi- nar a decoração da casa e despertar os sentidos dos moradores e visitan- tes. As cores têm influências e podem fazer com que um cômodo pareça mais amplo, mais luminoso, mais ale- gra, mais sereno – por exemplo. Sabia qual a influência dos tons na sua casa: AMARELO, ALEGRE E VITAL: inunda sua casa de luz. Um cômo- do pintado com esses tons des- perta o intelecto e estimula a criati- vidade. Fica perfeito em espaços es- curos, pois potencializa a luz natural e também em quartos infantis, co- zinhas e banheiros, já que são capa- zes de criar ambientes com energia. Combina bem com madeiras claras e enfatiza as escuras. Se aplicá-lo em dormitórios, melhor optar pelas tona- lidades claras, mais indicado para um ambiente de descanso. LARANJA, FONTE DE ENERGIA: personaliza cada canto Com a lu- m i n o s i - dade do amarelo e a impulsividade do vermelho, a cor laranja ajuda a se relacionar, desperta o apetite. Os tons mais “escuros” con-
  • tagiam um cômodo com seu calor. Seus tons mais suaves potencializam a luz e é ideal nos ambientes rústicos. Pode-se usar ainda um tom intenso para expressar personalidade a um canto ou à uma parede. Realça a beleza das madeiras, as fibras vegetais e o couro. VERMELHO, VITAL E ENVOLVENTE: mostra personalidade. A cor do fogo aplicada nas paredes transmite vitalidade e desejo de ação. Os tons mais intensos, como o vermelho inglês e o cereja, precisam de cozinhas, salões ou banheiros amplos e lumi- nosos, para poder criar ambientes íntimos e envolventes. Os bordôs mais apagados conseguem espaços acolhedores e de ar natural, sempre que combinados com outros revestimentos e móveis claros. Suas variações mais suaves, como o morango, são muito fáceis de integrar. Transmitem dinamismo e são mais dinâmicos que os anteriores, pode-se usar, inclusive, em quartos infantis (detalhes). VERDE, LUMINOSO E FRESCO: produz um efeito sedante. A cor da esperança e da segurança, associada à natureza, é adequada para pintar qualquer ambiente, sobre tudo salas e zonas de trabalho e estudo. Calman- te e luminoso, é capaz de criar ambientes acolhedores em sua tonalidade escura; alegrar espaços pequenos se escolhido um verde água ou maçã; encher de per sonalidade uma parede pintada em pistache. Enquan- to que os verdes claros têm um tom mais atrevido, os escuros se revelam mais sofisticados. Ao ser quente e frio, por surgir da mistura do azul e do amarelo, pode-se combinar o verde com qualquer outra cor. AZUL, RELAXANTE E TRANQUILO: ajuda a conciliar o sono, evoca o céu e o mar e por seu efeito relaxante e tranquilizador, é perfeito para pintar as paredes de dormitórios, escritórios e as salas de referições diárias. O azul Dicas de Construção 42 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 43 claro é um clássico em quartos de meninos, pois acalma sua energia; o anil alegra ambientes escuros, já que transmite claridade, enquanto que o lavanda cria sensação de pro- fundidade em espaços pequenos, ao alargar visualmente as paredes. Em qualquer tonalidade harmoniza com peças pintadas em branco e ressalta madeiras claras. LILÁS E ROSA, TOQUE INGÊNUO: casa muito bem com o branco. O rosa representa a beleza e a ingenuidade, ainda que em suas tonalidades escuras se torna mais sofisticado. A lavanda, por outro lado, é a cor da cordialidade e da de- licadeza. Com matizes semelhantes, acerta-se em dormitórios infantis e em espaços decorados com móveis brancos. Os rosas pastel e lilás har- monizam bem com as cores frias, enquanto que os tons salmão e coral combinam melhor com os tons quentes. Os tons pálidos ficam melhores em cô- modos pequenos, uma vez que se per- dem se o espaço for grande. BRANCO, PAZ: multiplica a luz e o espaço. É um dos mais utilizados na hora de pin- tar os espaços pequenos ou com pouca luz natural, como corredores e halls de entrada, pois reflete a luz e dá a sensação de ampliar o espaço. Passa o sentimento de infinito e estimula a ima- ginação criativa. A cor “osso” é reco- mendada para salões luminosos, já que valorizam a entrada de luz e combinam com qualquer madeira. Podem ser quentes ou Dicas de Construção frias, depende a cor à qual se associe. Elegantes, possuem um efeito calman- te, o que os tornam perfeitos para de- corar as paredes de salas e dormitórios. De qualquer forma, pela sua neutrali- dade, encaixam bem em qualquer cô- modo e estilo. O resultado é perfeito, quando a intenção for dar profundi- dade a um corredor estreito, iluminar um espaço escuro ou passar calor a um ambiente frio. TONS TERRA, MUITO QUENTES: AMBIENTE NATURAL E SÓBRIO: Se associam a pessoas realistas, muito seguras de si mesmas e simbolizam a conexão com a nature- za. Em todas suas variedades – areia, argila, terra, terracota… – estas cores quentes recriam salas e dormitórios naturais e frescos, ou cozinhas e ba- nheiros sóbrios e originais. Para carac- terizar um cômodo, é aconselhável um CREME E BEGE PASSAM SERENIDADE E REALÇAM A DECORAÇÃO:
  • 44 • FORÇA • abril de 2011 Dicas de Construção forte terracota; e se deseja uma sala mais luminosa, prefira um tom mais dourado e quente como o caramelo. PRETO, AUSÊNCIA DE COR: É a cor que menos reflete luz. O ideal é que ele seja utilizado moderadamente como recurso para realçar outras cores, em detalhes, do que em grandes áreas. Pode expressar agressividade.
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  • 48 • FORÇA • abril de 2011 Jurídico Dr. Reinaldo Cesar Spaziani ACIDENTES DO TRABALHO CARACTERIZAÇÃO: São considerados acidentes do trabalho: a) o que ocorre pelo exercício do traba- lho a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados es- peciais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho, temporária ou permanen- temente; b) doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício de trabalho peculiar a de- terminada atividade e constante da rela- ção de que trata o Anexo II do Decreto 3.048/99; c) a doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente, desde que constante da relação que trata o Decreto acima mencionado. Não são consideradas, en- tretanto, como doença do trabalho a doença degene- rativa, a inerente a grupo etário, a que não produza incapacidade laborativa e a doença endêmica adqui- rida por segurado habitante de região em que ela se de- senvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho (exemplo; trabalhador de usina nuclear). COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO - CAT A empresa deverá comunicar o aciden- te do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocor- rência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa. A CAT poderá ser registrada em qual- quer Agência de Atendimento do INSS ou ainda pela internet. Esclareça-se que não só a empresa tem competência para emissão da CAT como também o Sindicato da categoria profissional a que pertença o emprega- do, o Hospital que prestar atendimento ao segurado como também a Autori- A fim de elucidar algumas dúvidas sobre o tema, vamos discorrer por tópicos para melhor compreensão do leitor e, por tratar-se de matéria que demanda muito estudo, vamos dividi-la em duas partes, sendo que o leitor terá o fechamento de todo o tema na próxima edição. dade Policial em caso de acidente onde deva esta autorida comparecer. INTERRUPÇÃO DO CONTRATO O período de afastamento decorrente de acidente do trabalho deverá ser consi- derado como de interrupção do contra- to de trabalho em face de permancer o empregador obrigado aos depósitos de FGTS durante todo o afastamento - Lei 8.036/90, art. 15 CONTRATO DE EXPERIÊNCIA O acidente do trabalho, como já vimos, acarreta a interrupção do contrato, in- clusive se o trabalhador estiver em expe- riência, a partir de sua ocorrência, como já observado. O período de afastamento de responsa- bilidade do empregador (o dia do aciden- te e os primeiros 15 dias subsequentes) é considerado tempo de serviço efetivo, ou seja, o contrato continua vigorando plenamente em relação ao tempo de ser- viço até sua extinção, quando cessa a re- lação de emprego, ainda que permaneça o empregado afastado. Caso a empresa não efetue a rescisão contratual no término previsto do con- trato de experiência, o contrato passará a vigorar por tempo indeterminado. Fi- cando o empregado afastado por perío- do superior a 15 dias, e não tendo o em- pregador rescindido o contrato quando da data acordada, o mesmo terá direito à estabilidade provisória.
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  • 52 • FORÇA • abril de 2011 Jurídico Dr. Luiz Alberto Lazinho INEGIBILIDADE DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE UM TERÇO CONSTITUCIO- NAL SOBRE A REMUNE- RAÇÃO DAS FÉRIAS Os tribunais su-periores em recente ju-r isprudência vem reconhecendo o caráter indenizatório das verbas re- cebidas pelos empregados à título de um terço constitu- cional sobre a remuneração das férias. As decisões tem como suporte o artigo 195 inciso “ I, letra ‘a’, da Cons- tituição Federal que restringe a incidência da contribuição previdenciária à remunera- ção pelos serviços efetiva- mente prestados. Nesta mes- ma dicção são as disposições do artigo 28 da Lei previden-
  • Jurídico ciária de nº 8.212/91, onde conceitua salário de contribuição a totalidade dos rendimentos pelos serviços prestados ou em que o empregado permaneça à disposição do empregador. Assim, somente será considerado salário de contribuição para fins previdenci- ários, a remuneração percebida pelos serviços prestados quando o empregado estiver à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato. Portanto a parcela remuneratória correspondente a um terço sobre a remuneração das férias não se enquadra nas disposições legais. O Su- premo Tribunal Federal ao julgar a inconstitucionalidade da referida exigência tributária sobre as férias dos servidores públicos vinculados à regime pró- prio de previdência social definiu sua natureza como de caráter indenizatório, acrescentando ainda que a referida remuneração não compõe a base de cálculo quando da concessão do benefício previdenciário no serviço público. O Superior Tribunal de Justiça em reiteradas decisões firmou o mesmo enten- dimento de que não incide contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pelo empregador sob esta rubrica, uma vez que tal verba não tem natu- reza salarial e sim indenizatória. Assim no EDcl no AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.239.115 – DF nº 2009/0194092-9 tendo como Relator abril de 2011 • FORÇA • 53 o Ministro HERMAN BENJAMIN, este destacou que a Primeira Seção, ao apreciar a Petição 7.296/PE (Rel. Min. Eliana Calmon), acolheu o In- cidente de Uniformização de Juris- prudência para afastar a cobrança de Contribuição Previdenciária sobre o terço constitucional de férias. No mesmo sentido, o Ministro BENE- DITO GONÇALVES em 08/02/2011 no AgRg no Ag 1358108 / MG nº 2010/0185837-9 decidiu que a Primei- ra Seção, ao apreciar a Petição 7.296/ PE (Rel. Min. Eliana Calmon), aco- lheu o Incidente de Uniformização de Jurisprudência para afastar a cobran- ça de Contribuição Previdenciária sobre um terço sobre a remuneração das férias. Entendimento que se apli- ca inclusive aos empregados celetis- tas contratados por empresas priva- das conforme decidido no AgRg no EREsp 957.719/SC, Rel. Min. César Asfor Rocha, DJ de 16/11/2010. CONCLUSÃO - A matéria é de ín- dole constitucional e deverá ser apre- ciada pelo Supremo Tribunal Federal onde se espera o mesmo posiciona- mento quando do julgamento da na- tureza indenizatória reconhecida aos servidores públicos destacadamente no RE 587941 AgR / SC tendo como relator o Ministro Celso de Mello ao afirmar que um terço sobre a remune- ração das férias instituído pelo inciso XVII do Art. 7º da Constituição Fe- deral não tem incidência de contri- buição social.
  • abril de 2011 • FORÇA • 55 Espaços Os 94 deputados eleitos em 2010 para a Assembleia Legislativa de São Paulo assumiram os mandatos no dia 13 de março. O número de deputados estaduais com base eleitoral na RMC (Região Metropoli- tana de Campinas) na Assembleia passou de oito para nove e só não é maior porque o deputado estadual reeleito Davi Zaia (PPS) assumiu a Secretaria Estadual de Emprego e Relações de Trabalho e se licen- ciou do cargo. Cientes da importância do aumento da representati- vidade política da região no Legislativo estadual, os parlamentares iniciaram o mandato reafirmando a necessidade de crescimento dos investimentos na área de transportes e aumento na cobrança sobre as políticas do Estado para as cidades da RMC. Dos 94 deputados eleitos, 92 deles reelegeram o atual presidente, Barros Munhoz (PSDB), para continuar no cargo por mais dois anos. Munhoz só não obteve os votos de Carlos Giannazi (PSOL) e abril de 2011 • FORÇA • 55 CONHEÇA OS DEPUTADOS ESTADUAIS DA RMC Número de deputados com base eleitoral na Região Metropolitana de Campinas subiu de oito para nove, na Assembleia Legislativa Major Olímpio (PDT), que se lançaram candidatos e votaram em si. A Assembleia também elegeu o de- putado Rui Falcão (PT) como primeiro-secretário e Aldo Demarchi (DEM) foi reeleito para a função de segundo-secretário. A terceira e a quarta secre- taria, que são suplências, ficaram respectivamente com Reinaldo Alguz (PV) e Telma de Souza (PT). Celso Giglio (PSDB), foi eleito primeiro vice-presi- dente. A segunda vice-presidência ficou com Roque Barbieri (PTB), a terceira com Jooji Hato (PMDB) e a quarta com Rafael Silva (PDT). Orlando Morando (PSDB) e Ênio Tatto (PT) passam a serem líderes de seus partidos e Samuel Moreira (PSDB) é o líder do governo.
  • O vereador José Nazareno Gomes, o Zezé (PT), assumiu em janeiro de 2011 a presidência da Câmara Municipal de Hortolândia e tem como principal objetivo aumentar a transparência do Poder Legislativo. Ele ficará no cargo até o dezembro de 2012. Ao assumir a presidência, Zezé tem procurado conversar com todos os setores do Poder Legislativo para se inteirar sobre os assuntos pertinen- tes a todas as áreas. Uma das principais ações tomadas por Zezé foi a suspensão de uma licitação feita em 2010 para a aquisição de todo mo- biliário da nova sede da Câmara. O valor, estimado em R$ 2,3 milhões, foi estipulado através do sistema de pregão por ata de registro de preços, e foi considerado muito alto pelo Ministério Público. A promotoria en- caminhou ao presidente um pedido de anulação do processo, o que foi acatado prontamente por Zezé, que inclusive, criou uma comissão es- pecial de funcionários para realizar um estudo da quantidade de móveis necessários para a sede nova. “Após este estudo feito pelos funcionários da comissão iremos dar inicio ao novo processo de licitação, para aqui- sição de móveis de boa qualidade e bom preço”, comentou o vereador. Outro ato tomado pelo novo presidente, foi trazer de volta para a Câ- mara a administração da obra da nova sede. Depois da obra ter sido passada ao Poder Executivo no ano passado, o atual presidente pediu o retorno do controle de pegamento dos trabalhos. Esta modificação VEREADOR ZEZÉ BUSCA MAIOR TRANS- PARÊNCIA DA CÂMARA EM SUA PRESIDÊNCIA foi aprovada através de Projeto de Lei encaminha- do ao Legislativo, pela Administração Municipal, que ainda ficará responsável pelo gerenciamento dos trabalhos da empresa Multimil Ltda. “Assim que assumi a cadeira de presidente da Câmara me comprometi a tornar o Legislativo cada vez mais transparente para a população. Trazer de volta o pagamento da obra foi uma das maneiras de con- trolar de perto os gastos com a construção. Estou visitando a obra constantemente para ver exata- mente o seu andamento, e conversei com o pre- feito Ângelo Perugini e com secretários munici- pais sobre a compra dos materiais e finalização da obra. No final entramos em um consenso que seria melhor a administração do pagamento retornar à Câmara, deixando apenas à Prefeitura o papel de gerenciar a construção, e ao Legislativo cabe ain- da fiscalizar todo o andamento. Ainda estamos começando o trabalho na Câmara, mas estamos com projetos que nos permitirão deixar o Poder Legislativo cada vez mais transparente e acessível a toda a população hortolandense”, frisou. 56 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 57 Espaços MEIO AMBIENTE É BANDEIRA PERMANENTE DO VEREADOR ZEZÉ A preocupação com o Meio Ambiente é uma bandeira levantada pelo vereador José Nazareno Gomes, o Zezé (PT), desde 1992. Hoje como atual presidente da Câmara Municipal de Hortolândia, o parlamentar tem desenvolvido diver- sas atividades para a conscientização da população local da importância de se preservar e recuperar o Meio Am- biente. Nestes quase dois anos e meio de tra- balho pelo Poder Legislativo, Zezé tem realizado ações que busquem uma in- teração com a sociedade na preserva- ção e recuperação da mata nativa de Hortolândia, e também na luta para di- minuir resíduos nocivos ao Meio Am- biente. Discutir o problema é uma das maneiras mais eficazes de conscien- tizar a população, por isso o vereador realizou por dois anos consecutivos o Seminário sobre Meio Ambiente em Junho, mês em que se celebra do Dia do Meio Ambiente. “Os Seminários foram realizados na Câmara de Hortolândia e discutiram temas que estavam na mí- dia. Realizamos os eventos em parce- rias com ONGs de Meio Ambiente. Em 2009, o primeiro seminário falou da importância de se traçar metas e de- safios para um Meio Ambiente ideal. Já no ano passado, 2010, discutimos sobre a importância da Usina do Lixo. Estamos sempre de olho em temas de maior relevância para apresentar à po- pulação hortolandense. Este ano esta- mos estudando o melhor assunto”, co- mentou o presidente da Câmara. Zezé e sua equipe de jovens, intitula- da Juventude & Meio Ambiente estão sempre atentos às comemorações liga- das ao Meio Ambiente. Nestes últimos três anos o vereador também realiza eventos em comemoração do Dia Mun- dial da Água, dia 22 de Março. Ativida- des como limpeza de parque, palestras sobre preservação e atividades para as crianças são realizadas para lembrar a importância da água para o ser huma- no. “A água é um bem essencial para a vida, por isso damos tanta importância a esse dia. Buscamos especialistas para falar sobre o assunto, e tentar mostrar a população que a água é um bem escas- so, e que se não a preservarmos, nossos netos e bisnetos poderão sofrer com a falta deste bem vital. Também realiza- mos coleta de lixo em parques e lagoas. Nas últimas ações coletamos cerca de 20 sacos de 100 litros em cada local que fomos. Isso mostra como as pessoas ainda tem muito o que aprender sobre Meio Ambiente”, informou. SACOLAS Outra bandeira levantada pelo presiden- te Zezé, é a importância da substituição de sacolas de plásticos nos supermer- cados por sacolas retornáveis. “É de extrema importância a conscientização da população sobre a importância desta troca. As sacolas de plástico demoram cerca de 450 anos para se decompor totalmente, sendo que as sacolas retor- náveis podem ser reutilizadas muitas vezes e são bem mais resistentes que as de plásticos”, frisou. Segundo o verea- dor, existe uma conversa inicial com os donos de supermercados para a possibi- lidade de eliminação das sacolas plás- ticas. “Em países da Europa, as lojas e supermercados incentivam o uso de sacolas retornáveis cobrando por cada sacola de plástico usada pelo cliente. Temos que pensar em uma maneira de incentivar os brasileiros sobre isso. Em alguns supermercados da RMC (Re- gião Metropolitana de Campinas) já temos caixas especiais para quem não usa sacola de plástico. Estamos evo- luindo, a passos pequenos, mas conse- guiremos mostrar para a população que esta troca só trará benefícios a todos”, explicou. CAMPANHA DA FRATERNIDADE Mostrando a importância do trabalho de conscientização em relação ao Meio Ambiente, a Campanha da Fraternida- de de 2011 trata do tema“Fraternidade e Vida no Planeta”, e o lema “A criação geme em dores de parto (Rm 8:22)”. O objetivo principal é a conscientiza- ção da população sobre o aquecimento global, a questão energética, desenvol- vimento, preservação da Amazônia, agronegócio, biodiversidade, água e mudanças climáticas. “A Campanha da Fraternidade está recebendo o apoio da Câmara Municipal de Hortolândia, e eu como presidente estou profundamente feliz em saber que o assunto que tanto procuro disseminar está sendo cada vez mais discutido” finalizou.
  • 58 • FORÇA • abril de 2011 V ocê talvez tenha estra- nhado o título acima; tal- vez até esteja pensando tratar-se de um erro de digitação, mas o título está correto. O artigo de hoje se refere aos “préfissio- nais”, aqueles que causam um prejuízo danado a qualquer organização. Você os conhece. Certamente já se deparou com alguns deles ao longo do seu cami- nho e seguramente não terá dificulda- de em identificá-los de acordo com as descrições abaixo. Selecionei algumas características desses “préfissionais” para que você possa percebê-los rapi- damente. O PREGUIÇOSO é um dos préfissio- nais de carteirinha. Pouco interessado no cliente e pouco afeito a grandes ini- ciativas, arrasta-se pelo ambiente de trabalho como se aquilo fosse um mal necessário e chega até a desejar que os clientes não apareçam para que ele não tenha de atendê-los. O preguiçoso é um grande parceiro de outro “préfissional”, conhecido como PRECÁRIO. Sem- pre juntos, o precário e o preguiçoso se complementam. Como o próprio termo denuncia, esse outro “’préfissional” é um exemplo de um atendimento precário, de um nível de conhecimento precário e de resultados precários. O inimigo público número 1 do precário é outro famoso “préfissional”, o PRECIOSISMO. Dotado de um ex- cesso de vaidade e transbordando afetação, o preciosismo é um perfil de “préfis- sional” que se carac- teriza por dar mais ênfase e foco no que não importa ao invés de realmente fazer acontecer. Desfi- la pela organização destilando pitadas de excentricidades e conhecimentos re- quintados enquanto vê, desinteressado, os resultados rumarem ao PRECIPÍCIO. Alheio a tudo isso, eis que, ansiosamen- te surge outro “pré- fissional” típico; o PR ECIPITADO. Focado apenas no seu próprio resulta- do, o precipitado faz o que é importante só para ele. Não ouve o cliente, não se inte- ressa por suas neces- Espaços ABAIXO OS PRÉFISSIONAIS Nesses meses que iniciam o ano, nada mais justo que tratar do tema “férias” eis que a maioria das empresas concedem férias coletivas a seus empregados e, portanto, trata-se de tema recorrente para a maioria dos leitores.
  • abril de 2011 • FORÇA • 59 sidades e parte para o fechamento da venda sem nenhuma preparação. Sua precipitação o faz o “rei do esforço sem resultado”. Atende muitos clientes, mas tem pouca efetividade. O precipitado é irmão do PRECONCEITO, um “pré- fissional” cheio de crenças limitadoras. O preconceito é um case; ele perde vendas todos os dias por acreditar em verdades absolutas e antiquadas, por pré-julgar clientes e situações e por es- corar sua pseudo-estratégia de vendas em preconceitos inúteis e de baixíssimo potencial gerador de resultados. Já não bastassem seus próprios proble- mas, o que faz com que esses “préfissio- nais” comumente recorram a PRECE como única alternativa para adquirir resultados, eles ainda precisam ficar atentos ao PREDADOR, um “préfis- sional” astuto que espreita o ambiente a espera de uma presa frágil que possa ser sucumbida por sua força e/ou velo- cidade. O predador é um jogador ardil e habituado a caçar clientes de outros colegas e não medirá esforços para fi- car com o prêmio da caça. A presença deste sujeito costuma provocar arrepios em outro “préfissional”, o excessiva- mente PREOCUPADO. Travestindo-se de interesse nos seus resultados, o preocupado alardeia para todos os lados sua preocupação com o negócio, com os clientes e com os resultados. Preocupa-se tanto em ser percebido como alguém engajado que acaba por se preocupar pouco de fazer o que realmente importa e enrola-se no seu próprio enredo e em sua própria farsa. Assim que descoberto, costuma assumir o papel de PRESSIONADO. Alega ser vítima e sofrer pressão como forma de justificar seus maus resulta- dos. Divertindo-se à custa dos demais, está o PRESEPEIRO, aquele que faz pre- Espaços sepada. Também bastante PRESUN- ÇOSO, o presepeiro empenha-se em chamar a atenção para si mesmo com muito da fanfarra e gabolice. Freqüen- temente dotado de bons resultados, o presepeiro prevalece em meio aos de- mais enquanto observa garbosamente os infortúnios de outro “préfissional”, o PREVISÍVEL. Focado apenas nas tarefas, o previsível permanece ali, sem sair da sua caixa, levando a vida dia após dia. Meio cinza, meio morno, o previsível passa despercebido quando uma organização precisa lidar com um verdadeiro câncer que é o PREVARI- CADOR. Desleal à empresa, o preva- ricador falta ao dever e não cumpre/ entrega os deveres do seu cargo e papel. Sem a pretensão de cobrir todos os “préfissionais” apenas nesse artigo, posso atestar que quanto mais destes perfis tiver em sua empresa, maior será o PREJUÍZO. Assim, com esse PRENÚNCIO em relação a proble- mas e maus resultados, não peque por PRETERIR tratar esses pontos. Não há PRETEXTO. Identifique agora os “préfissionais” que existem em sua or- ganização e PREPARE-SE para fazer o que precisa ser feito. Por Scher Soares
  • Pedagogia CIÚME DO IRMÃO MAIS NOVO: ISSO PASSA! Especialistas garantem que o ciúme do irmão mais novo pode acontecer em todas as idades e é natural Até outro dia, ele reinava sozinho em casa: não dividia o quarto, os brinquedos ou o tempo dos pais com ninguém. Mas, só foi um ir-mãozinho chegar para a situação mudar. De criança amável e tranquila, o mais velho passou a fazer manha, demonstrar raiva e sinais de ciúmes. Quem tem filho pequeno em casa conhece bem esse tipo de reação por parte do mais velho. O que muitos pais não sabem é que o ciúme com a che- gada de um irmão mais novo é natural. “O anormal seria que esse irmão mais velho não sentisse rivali- dade nenhuma por esse bebê que chega e o tratasse amigavelmente. Caso isso acontecesse, poderíamos dizer que essa atitude seria estranha e preocupan- te. O ciúme na criança, quando não é muito forte, é característica normal da personalidade.”, como ex- plica, em um de seus artigos, a psicóloga Marilena Teixeira Netto. Especialistas garantem que o ciúme do irmão mais novo pode acontecer em todas as idades. Mas, quan- do a criança tem de dois a três anos, pode ser ain- da mais complicado. A explicação? Nessa idade, o 60 • FORÇA • abril de 2011
  • Pedagogia de implicância e pequenas agressões até uma completa intolerância para suportar a presença do irmão; onde o desejo é o de ‘eliminar’ o objeto odiado”, relata, alertando que os pais devem estar sempre atentos. Em mui- tos dos casos o ciúme se manifesta na regressão do comportamento do mais velho, como voltar a usar mamadeira ou fazer xixi na cama e a falar como um bebê. Diante do problema, muitos pais não sabem lidar com a situação e o ciúme se perdura por muito tempo. A dica é identificar de que forma o ciú- me se manifesta e aprender a lidar com o comportamento do mais velho desde a descoberta da gravidez. Quando o problema é a disputa pela atenção, a psicóloga Fernanda Ros- si, garante que o melhor a se fazer é mostrar para a criança que ela conti- nua importante. E esse tipo de traba- lho pode começar antes mesmo de o irmão nascer. “Peça ajuda para esco- lher o enxoval, os brinquedos novos, incentive a criança a conversar com a barriga. Com o bebê já nascido, tente reservar uma parte do dia para o mais velho. Faça as coisas de que ele gosta, brinque, converse, veja o que ele está achando de tudo aquilo. Se puder, saia com ele um pouco. Peça ajuda para cuidar do recém-nascido também: as- sim, a criança se sente parte da histó- ria”, orienta. Quando o ciúme, ao invés de provocar raiva e manha, deixa a criança apática, apagada, preguiçosa e sem entusiasmo a saída é integrá-la no convívio social. Geralmente, esse tipo de situação se manifesta quando o mais velho não tem contato com outros amiguinhos e mundo dela ainda gira bastante em torno dos pais. Neste caso, é comum que se tornem inseguras e manhosas ao perceberem que a atenção dos pais, o quarto e os brinquedos foram divi- didas com o novo membro da família. E diante dessa situação, existem inú- meras formas de a criança manifes- tar o ciúme. “Tanto o ciúme quanto a inveja, quando intensos, são fonte de grande ansiedade. O ciúme na criança, quando não é muito forte, é caracte- rística normal. Envolve rivalidade sa- dia e quando surge no relacionamento com irmãos, é um treino preparatório da fase competitiva, que mais tarde ela precisará enfrentar no ambiente social e profissional”, conta Marilena. Segundo a especialista, as manifes- tações mais comuns do ciúme são a hostilidade e o ódio. “A hostilidade pode oscilar entre leves manifestações abril de 2011 • FORÇA • 61
  • Pedagogia 62 • FORÇA • abril de 2011 quando não está acostumado a dividir outros espaços, como na escola, por exemplo. Por isso a escola tem papel fundamental. “Na escolinha a criança aprende desde cedo a dividir, a estar em contato com outras pessoas e lá ela sabe que aquele espaço não é só dela, que a atenção do professor não é só dela. As amizades na escolinha são uma forma dessas crianças permiti- rem aproximação de outras pessoas. Assim, quando o irmão mais novo chegar, o baque não será tão forte”, explica Fernanda Rossi. Assim como as manifestações de ciúmes são inúmeras, as formas de amenizar a situação também são. Os pais, primeiramente, precisam saber que a criança ciumenta se sente abandonada e, nesta situação, ela necessita ser duplamente querida e cuidada. E, por isso, em hipótese alguma deve ser comparada com o irmão. Em seu li- vro, “Como resolver situações cotidianas de seus filhos de 0 a 6 anos”, a Doutora em Psicologia pela Universi- dade Complutense de Madri, Teresa Artola González, garante que permitir a autonomia do filho mais velho e elogiá-lo é uma boa saída para todas as manifestações de ciúmes. ”A ‘inveja infantil’ é um perigo que não pode ser evitado completamente nas famílias. Representa um estado relativa- mente normal no desenvolvimento da criança. Quando esta crise, normal no processo evolutivo, for superada, a criança volta a sentir-se tranquila e avança em seu processo pesso- al de maturidade”, tranquiliza Teresa González. Se o ciúme entre irmão não é tão fácil de ser evitado, aos pais cabem os esforços necessários para evitá-los ou, ao menos, diminuir seus efeitos. Como, por exemplo, demonstrar afeto, dedicar tempo para fazer atividades sem a presença do irmão mais novo, solicite ajuda no cuidado com o outro irmão, valorize- -o positivamente e procure situações em que a atividade com o irmão seja prazerosa.
  • abril de 2011 • FORÇA • 63 Pedagogia Sabendo da importância da leitura para a vida, a colaboradora da revista é formada em Letras, colunista do jornal: “Corpo & Equilíbrio”, voluntária do Canal NET CIDADE – onde apresenta o quadro de entrevistas: Café Cultural, do programa Circuito Net - e atua como palestrante sobre: “A importância da leitura”. Acredita que ler é essencial, estimulante e cita Rita Foelker: “Ler bons livros é capacitar-se para ler a vida.” O ano está acabando e na cabeceira da cama aquela pilha de livros proposta para 2010 está diminuindo. Ou, em muitos casos, nem saiu do lugar. Que tal começar 2011 lendo um bom livro? Aí vai algumas dicas do que tem bom para ler no próximo ano. Boa leitura! Palavra Cruzada - O Jogo da entrevista Autor: Júlio Maria O início da resenha deste livro diz: “Uma boa resposta depende, invariavelmente, de uma boa pergunta.” E isso o jornalista Júlio Maria, após mais de 130 entrevistas, sabe fazer muito bem. O autor, formado pela Pontifícia Universi- dade Católica de São Paulo, é repórter cultural desde 1998. São 50 entrevistas onde personalidades falam como nunca falaram antes: “Carrego a dor por ter feito um aborto aos 17 anos. A melhor foto que eu não fiz foi o filho que eu não tive” Luiza Brunet. “O meu texto é vivo e transgressor. Que diferença faz para o mundo uma vírgula separando o sujeito de um verbo?” Paulo Coelho. “Deus é criação dos homens. Só passou a existir quando o homem pensou Nele” Gilberto Gil. “Os censores perguntaram quantas vezes eu fazia o movimento com a pélvis. Disse seis. Pediram para eu fazer só três” Ney Matogrosso. “O problema é que toda hora estou regredindo e esse ódio volta pra mim. Isso é algo que ainda penso e que me maltrata muito. Antigamente, eu não conseguia ver os preconceitos, era cego e sofria menos. Agora, eu vejo melhor e sofro mais” Mano Brown. Ah, Se Eu Soubesse... Autor: Richard Edler O título chama muito a atenção, pois é o início de várias respostas que damos durante nossa vida. A pergunta base para a elaboração deste livro foi: “O que você sabe hoje que gostaria de ter sabido 25 anos atrás?”. Este questiona- mento é o ponto de partida e as respostas, de presidentes de grandes empresas, das mais diversas áreas, resultam numa leitura atrativa, que analisa a vida e experiência destas pessoas de sucesso, sob aspectos profissionais e pes- soais. Este livro que diverte, também nos leva á reflexão, facilitando os passos daqueles que pretendem alcançar o sucesso. Um livro de histórias curtas que pode ser lido aleatoriamente. Na internet um leitor escreveu: “Ah, se Eu Soubesse... Teria comprado esse livro antes!” O QUE TEM DE BOM PARA LER? Ângela Carrascosa Storolli
  • 64 • FORÇA • abril de 2011 Social > Personalidades 30 ANOS DE DEDICAÇÃO AO SEGMENTO ÓPTICO NACIONAL De origem humilde a uma trajetória de sucesso; conheça a história de Sílvio Ferreira, fundador da rede de Ópticas Ipanema As Ópticas Ipanema, que em janeiro de 2011 completaram 30 anos, têm se destacado ao longo de sua trajetória pela excelência no atendimento, bons preços e uma ampla oferta de produtos, incluindo marcas próprias. Hoje, a rede conta com 14 unidades franqueadas em oito cidades: Campinas, Jaguariúna, Indaiatuba, Itatiba, Vinhedo, Piracicaba, Sumaré e Paulínia. Um sucesso que só foi possível devido à dedicação e espírito empreendedor de seu fundador, o arquiteto e empresário Sílvio Ferreira. Apesar da origem humilde, que não se distingue da maioria dos brasilei- ros, Sílvio empreendeu uma trajetória de sucesso. Nascido na pequena Carmo de Rio Claro, em Minas Gerais, o empresário chegou a Campi- nas em 1968, em plena ditadura militar, junto com os pais e cinco irmãos. E Campinas se transformou no cenário perfeito para a ascen- são deste jovem obstinado. Aos 20 anos, mo- vido pela ousadia e espírito empreendedor, juntou todas as suas economias e abriu a sua primeira loja, ao lado do irmão Sinval Ferrei- ra. Assim nascia as Ópticas Ipanema, que se transformou numa referência dentro do seg- mento óptico nacional. Mais tarde, já como um empresário bem-sucedido, Sílvio decidiu cursar a faculdade de arquitetura, uma de suas grandes paixões. Uma formação que se reflete no layout das lojas, moderno e sofistica- do, projetado para garantir o conforto dos clientes e a exposição do produto. Perfeccionista, Sílvio dirige com mão-de-ferro os seus negócios, certo de que apenas com trabalho árduo é possível colher bons resultados. Hoje, mais de 40 anos depois, o empresário, que começou a trabalhar cedo para ajudar a família, através das Ópticas Ipanema é responsável por gerar centenas de empregos diretos e indiretos, ajudando a movimentar a economia de Campinas e das outras cidades onde a Ipanema está instalada. A família, aliás, é peça fundamental nesta história de sucesso. Foi onde Sílvio encontrou apoio e força para lutar contra as adversidades que, obviamente, não foram poucas. E por influência de seu primogênito, o clã Ferreira tomou gosto pelo ramo e hoje vários de seus familiares ocupam cargos estratégicos dentro da rede, onde Sílvio divide a liderança com seu irmão caçula, Sinval. Como um momento marcante de sua trajetória empresarial, Sílvio cita um fato recente: o lançamento do plano de franquias há pouco mais de dois anos. “Achamos que era hora de expandirmos a nossa marca e esta foi uma forma que encontramos para garantir o cresci- mento sustentável de nossa empresa. Por isso, somos muito criteriosos na seleção de nossos franqueados: é necessário que haja uma identificação não apenas com a marca, mas também o nosso sistema de trabalho”, afirma Sílvio, que tem como meta continuar crescendo, sobre- tudo na Região Metropolitana de Campinas. somos muito criteriosos na seleção de nossos franqueados
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  • 68 • FORÇA • abril de 2011 E ntra temporada, saí tempora- da na Fórmula 1 e os carros estão cada vez mais tecnoló- gicos, com computadores e aparatos de ponta. Não é para menos. É preciso ter o carro mais rápido e mais estável. A exigência por alto desempe- nho é cada vez maior e a tecnologia, claro, corresponde à demanda de inova- ção. Mas, quem ganha com tanta tec- nologia não são somente os pilotos ou as escuderias. Nós, meros motoristas de carros de passeio também usufru- ímos, e muito, da tecnologia usada no automobilismo. A Fórmula 1 deixou de ser apenas um esporte. Hoje, é um la- boratório de pesquisa e desenvolvimen- to de novas tecnologias para os carros comuns. Quer uma explicação para a tecnologia usada nas pistas ganhar as ruas? Sim- plesmente pelo fato de algumas marcas que participam da maior categoria do automobilismo mundial - como Toyota e Renault, Mercedes-Benz, BMW - tra- varem uma disputa fora das pistas. De olho na preferência do consumidor, as fabricantes utilizam as inovações para melhorar o desempenho e segurança de seus carros de passeio. “Na Fórmula 1, os veículos são levados ao limite e a tecnologia, principalmente referente ao DAS PISTAS PARA AS RUAS Tecnologia dos carros de Fórmula 1 ganha mercado de carros de passeio desempenho e segurança dos veículos, é testada ao máximo e depois transpor- tada para a vida real”, conta o vice-dire- tor do Comitê de Veículos de Passeio da SAE Brasil, Jomar Napoleão da Silva. A Fiat, por exemplo, aproveitou sua aliança com a Ferrari, e herdou o câm- bio automatizado com opção de trocas por meio de borboletas atrás do volante. Na Fórmula 1, esse tipo de câmbio co- meçou a ser utilizado em 1989, como saída para melhorar o desempenho dos carros, sem aumentar o consumo de combustível ou diminuir a potência do motor. Depois disso passou a ser utili- zada em carros de passeio da Ferrari, até chegar à linha de montagem da Fiat no Brasil em 2008. Não foi somente o câmbio automático 68 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 69 SCARAZZATTISCARAZZATTISCARAZZATTI Informática Rua Dos Antúrios 170, Jd. Dulce Santa Bárbara d’Oeste - SP Fone 19 3455-3339 / 9143-0420 scarazzatti@hotmail.com Manutenção Notebooks Monitores LCD Micro Computadores Scarazzatti.indd 1 2/10/2010 5:21:54 PM Tecnologia que saiu das pistas e ganhou a prefe- rência nas ruas. Os carros a álcool sur- giram primeiro na F1. Tudo começou em 1977, no Brasil, quando o uso do álcool como combustível foi descober- to. Como o mundo estava passando por uma crise de petróleo no período, o go- verno acabou proibindo as corridas au- tomobilísticas, a fim de evitar o desper- dício de gasolina. Para não ter que parar com as corridas, as equipes começaram a testar o álcool como combustível na- quele mesmo ano. Dois anos depois, em 1979, os carros de passeio passar a utili- zar o derivado da cana-de- -açúcar como combustível. Outro item indispensável nos carros de passeio são os retrovisores. Mas, nem sempre eles estiveram a serviço dos motoristas. Houve uma época em que um retrovisor era artigo de luxo em um carro. A moda pegou em 1911, durante a corrida de 500 milhas de Indianápolis, por obra do piloto americano Ray Haurroun. O piloto estava sem co-piloto, e para compensar colo- cou um espelho na lateral do carro. E quem diria que o Chassi Monobloco também é invenção do automobilismo. O chassi formando uma peça única com a carroceria veio em 1922. O carro que popularizou a estrutura do mono- bloco foi o Lambda, mas a Citroen foi a marca que iniciou a fabricação em mas- sa do modelo, em 1934. Uma série de outras inovações que sur- giram na Fórmula 1 já foram incorpo- radas em veículos de passeio – como a suspensão ativa, o câmbio sequen- cial e a injeção eletrônica – e até em aviões – como o Turbo Compressor. O componente que pega o ar saído do es- capamento e o reaproveita no motor, a fim de potencializar o movimento dos pistões foi usado pela primeira vez em 1977 pela Renault. O sucesso foi tan- to que todas as equipes começaram a utilizá-lo até 1986. Mais tarde, foi adap- tado para os aviões. Mas, além de estarem de olhos atentos ao aquecido mercado de automóveis, as montadoras também usam o “know how” tecnológico da F1 para transferir para as ruas a segurança das pistas. “É importante usar a F1 para transformar o ‘know how’ e o gerenciamento de riscos em ajuda na percepção do que acontece dentro das pistas e também transferir esse conhecimento para as vias públi- cas”, relatou à imprensa Christian Dan- ner, ex-piloto da categoria e embaixa- dor de Segurança da Allianz Seguros. Mais do que ter alto desempenho nos GPs, a F1 é extremamente importante para o desenvolvimento de itens de se- gurança nos carros de passeio. Desde que a tecnologia das pistas passou a ser usada nas ruas, o número de acidentes pelo mundo diminuiu e a segurança da família a bordo do veículo aumentou.
  • 70 • FORÇA • abril de 2011 S egundo as boas línguas, neste Inverno 2011 veremos uma mulher sensual, que não tem medo da sua feminilidade. A principal tendência foi o fetiche, e em contraposição vi- mos um futurismo minimalista de linhas retas e precisas. Os estilistas usaram muito couro e transparências, rendas e mix de tecidos e materiais. As estampas e texturas animais continuam em alta, o tricô foi bastante trabalhado e o xadrez, couro e o estilo mi- litar continuam forte. Aposto que vocês encontrarão alguma dessas peças chaves em seus armários! Além da repetição de materiais e tecidos, as cores apresentadas também sempre são usadas em esta- ções passadas, como todos os tons de verdes, marrom, preto, rosa antigo e etc. Moda TENDÊNCIAS INVERNO 2011 Após as semanas de moda na- cionais e internacionais, pode- mos observar que não houve muitas mudanças e novas ten- dências. A maioria o que já co- nhecemos e o que já foi usado em invernos passados e que nunca saem de moda. Por isso, revire o seu guarda-roupa e en- contre peças que jamais imagi- naria usá-las novamente.
  • abril de 2011 • FORÇA • 71 MANAGEMENT SERVICE Rudolf - Sizing Amidos do Brasil Rodovia Raposo Tavares, S/N, Km 408 Água do Pau D'Alho CEP 19940-000 Ibirarema - SP Tel/Faz (14) 3307-1534 E-mail: rudolfsizing@rudolfsoft.com.br Rudolf GmbH & Co. KG 82532 Geretsried Alemanha Tel: + 49 8171/53-0 Fax: + 49 8171/53-191 P.O.Box 749 Email: rudolf@rudolf.de www.rudolf.de
  • 72 • FORÇA • abril de 2011WWW.HANIER.COM.BR Pulando de looks para make up s´, os maquiadores criaram “uma mu- lher forte, mas sensível e român- tica”, apresentando assim aquela fatal “boca vermelha” e a maquia- gem básica em tons nude. Mas, vale lembrar que o batom verme- lho, que combina com as estações frias não foi o único a estampar as bocas nos desfiles e sim outros tons escuros, como os roxos, cere- jas, vinhos e púrpuras. Abuse dos lábios, para finalizar use um gloss para fixar e dar mais brilho. Nos cabelos, tranças e coques despoja- dos. Quanto aos pés, variações de coturnos e oxford foram vistos nas passarelas e lançamentos de cole- ções. Como já citado, nas tendências de moda feminina inverno 2011, pou- cas novidades surgiram, mas den- tre essas poucas, acredito, que uma foi bastante interessante e promete. A volta das calças pantalonas!
  • abril de 2011 • FORÇA • 73 COMO USAR: • Nunca use uma calça pantalona com blusas folgadas, a parte superior do look deve ser justinha para equilibrar o excesso de pano inferior; • No inverno 2011 aposte nas panta- Moda lonas com ankle boots ou sapatos Oxford de Salto alto. Se for baixi- nha o sapato deve ter a mesma cor da calça; • Quanto mais fluida a pantalona mais chique ela fica; • Invista em misturas. Uma jaque- ta militar justinha ou ajustada com cinto usada com uma pantalona bem fluida é o tipo de combinação que pode fazer a diferença e tornar um look bem moderninho; • Mulheres com corpos no formato de triângulo devem evitar as calças pantalonas; • Quando usar pantalonas aposte em bolsas pequenas na composição do look. BOYS, BOYS, BOYS!!! Quando falamos de moda, não se tra- ta apenas assunto para mulheres. Atu- almente, o mundo masculino está cada vez mais atento e exigente em relação a essa cultura. Muitos homens se pre- ocupam desde a hora de escolher uma roupa para um passeio, até mesmo para aquela reunião importante com o chefe. Nada melhor para um homem bem in- formado e preocupado com a aparência do que se antecipar, e conferir os hits da elegância e do bom gosto para a estação mais fria do ano. Referências ao passado foram unanimi- dade entre todos os desfiles do circuito internacional, com peças vintage, ares de boêmia e estética retrô. A necessi- dade de conforto já é caráter pré-esta- belecido dentro de todas as coleções, já que o homem contemporâneo sabe que não precisa se desligar do seu bem estar para estar bem vestido e elegante. Com espírito de interior e à moda antiga, é que se completou o clima nostálgico na moda masculina que as coleções femi- ninas já vinham trazendo. A elegância, aliás, é outra característi- ca-chave da estação. A moda mascu- lina preza cada vez mais pela sofisti- cação e impecabilidade do corte e da modelagem. As silhuetas são em geral justas e “ma- gras”, com a cintura sendo algumas vezes levemente marcada – nada que
  • Moda comprometa a aparência robusta das peças. As calças seguem retas e afuniladas, valorizando o corpo do homem. A paleta de cores trabalha com tons frios e neutros, com destaque para as nuances de branco, creme, cinza e marrom. A sobriedade dessas cores mantém as coleções de Outono Inverno 2011 estabelecidas em termos de cuidado com a estética, e de formas extremamente clássicas. Algumas peças contam com detalhes que quebram essa paleta opaca, com toques de cor neon, brilhos e tons inesperados – como azul e vinho. Dentre os acessórios masculinos, os cachecóis são must-have total, muito volumosos e com franjas. Muitas boinas ainda aparecem em looks mais descontraídos e clássicos, além de luvas escuras de couro e gravatas muito finas. Depois de uma invasão profunda das calças estilo Boyfriend no guarda-roupa feminino, foi lançado a Girlfriend skinny. É isso mesmo, aquela modelagem mais colada ao corpo que caiu de cabeça na moda mas- culina e deu certo. Foi a marca Levi s´ que fez o lan- çamento dessa nova moda no Brasil, muitos homens já haviam aderido, mas para quem está curioso, não tenha medo. A moda pega!!! DÚVIDAS E SUGESTÕES: Qual assunto gostaria de ler? Encaminhe um e-mail para: moda.consultoria@yahoo.com.br Bárbara Mello Consultora e produtora de moda FIQUE LIGADO!!! GIRLFRIEND SKINNY 74 • FORÇA • abril de 2011
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  • Moda 76 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 77 Moda O JEANS DO INVERNO O queridinho do guarda-roupa vem em versão resinada, em tons escuros e skinny no inverno 2011 C omo será o jeans do inverno 2011? São tantos anos como o queridinho do guarda-roupa, que dizer que o je- ans está em alta soa redundante. Mas engana-se quem pensa que é sempre a mesma coisa – ou a mesma calça. A cada temporada, cortes, lava- gens e maneiras de usar são renovados. Até a baggy dos anos 2000, por exemplo, é diferente do original dos anos 1980. No inverno de 2011 vai predominar a máxima de que: quanto mais justo, melhor. Os jeans, tanto para elas, como para eles, aparecem mais ajustados. O skinny, modelo favorito das brasileiras, continua com força.
  • 78 • FORÇA • abril de 2011 Moda A mais nova integrante do time dos justíssimos, a jegging (uma mistura de jeans + legging), também permanece como opção para as mulheres que que- rem destacar toda e qualquer curva. No quesito tingimento, nada de peças delavê para o inverno 2011. Black je- ans e azul muito intenso predominam em versões lisas ou com acabamentos diferenciados As calças skinny chegam em nova versão. O modelo tem um novo de- talhe, ou melhor, dois: bolsos laterais que remetem às calças cargo, famosas no final dos anos 1990. Feita de brim, aparece na cor verde militar, tendência deste inverno que, ao que tudo indica, deve continuar no ano que vem. Esqueça o termo boyfriend: Pode ris- Jeans lavagem escura e black Jeans estonado Jeans resinado. Efeito couro Jeans Skinny car o termo boyfriend do seu vocabulário fashion. Os jeans larguinhos de mo- delagem masculina ganharam novo nome: dad’s jeans. Tudo pode ser explicado como uma brincadeira. Os namorados se cansaram de emprestar suas calças, por isso, as meninas passaram a pegar a dos pais. Numa modelagem mais alta. A diferença entre as duas é que o dad’s jeans é um menos largo, não tem o gancho tão baixo e a barra é mais curta - uma espécie de evolução da boyfriend, sempre acompanhada de barras dobradas. Como em outros tecidos, acabamentos diferenciados também marcam os jeans no inverno 2011. Destaque para os destroyed (lixados, estonados e puídos), tie dye (manchados) e metalizados (dourados, de preferência). Mas a grande novi- dade é o Carbolumen, jeans que imita couro. O material, que já foi testado por algumas marcas, como a Le Lis Blanc, que confeccionou uma jaqueta biker, e a SideWalk, que fez um coturno, é mais caro do que os outros tecidos da coleção. Enquanto o metro de jeans varia de 5 a 16 reais, o do Carbolumen custa 20 reais.
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  • 80 • FORÇA • abril de 2011 Gastronomia RECEITAS DE PÁSCOA A festa tradicional associa à imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renasci- mento, nada melhor do que coelhos, para sim- bolizar a fertilidade! Nesta edição, a Revista Força preparou receitas especiais para você celebrar a data com a família. Feliz Páscoa!!!
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  • 82 • FORÇA • abril de 2011 Ingredientes 1 kg de bacalhau dessalgado por 24 horas 1/3 de xícara de azeite 3 Cebolas cortadas em rodelas 1 Pimentão verde, sem sementes, cortado em rodelas 1 Pimentão vermelho, sem sementes, cortado em rodelas 3 Tomates cortados em rodelas 1 Pimenta-malagueta amassada 1 Ramo de coentro 1/2 colher (sopa) de curry Ramos de coentro para decorar Ingredientes 4 Tabletes de Fermento Biológico Fresco 6 1/2 Xícaras de Chá de Farinha de Trigo 1 1/2 Xícara de Chá de Açúcar Refinado 1 1/2 Xícara de Chá de Leite Integral morno (35° C) 1 1/2 Xícara de Chá de Margarina sem Sal 2 Colheres de Sopa de Sal Refinado 4 Unidades de Gemas de Ovos 1 Xícara de Chá de Água morna (35° C) 2 Xícaras de Chá de Frutas Cristalizadas 1 1/2 Xícara de Chá de Uva Passa sem Semente Cobertura: 2 Xícaras de Chá de Farinha de Trigo 1 Xícara de Chá de Açúcar Refinado 4 Unidades de Claras de Ovos 1 Xícara de Chá de Açúcar de Confeiteiro Decoração: 1 Xícara de Chá de Castanha de Caju Torrada sem Sal – triturada Gastronomia BACALHAU COM CURRY E LEGUMES COLOMBA PASCAL Modo de Preparo: Escorra o bacalhau e corte em pedaços, reserve. Em uma panela, aqueça o azeite e arrume em camadas a metade da cebola, dos pimentões, do tomate e dos temperos, por cima, disponha o bacalhau e cubra com camadas dos ingredientes res- tantes, tampe e cozinhe, em fogo baixo, por 20 minutos ou até que o bacalhau fique macio, distribua nos pratos, decore com ramos de coentro e sirvabranco presos ao pão por um palito. Modo de Preparo: Misture o Fermento Biológico Fresco no leite morno, a parte bater o açú- car, as gemas, a margarina até formar um creme, reserve, misture a fari- nha, o leite, a água, o creme e misture até obter uma massa macia; acres- cente as frutas cristalizadas e as uvas passas, misture novamente, divida a massa em duas partes, colocando cada parte em formas para colomba com capacidade para 750 grs, deixe descansar por duas horas até que a massa atinja a borda da forma, misture os ingredientes da cobertura (fa- rinha e açúcar) e depois acrescente as claras, reserve, coloque a cobertu- ra, decore com as castanhas e leve ao forno médio pré-aquecido (180ºC) por aproximadamente 60 minutos e polvilhe o açúcar confeiteiro. Rendimento: 2 pães com 16 pedaços cada
  • abril de 2011 • FORÇA • 83 Ingredientes 350g de chocolate cobertura ao leite (para as duas partes do ovo). 2 fôrmas de ovo de Páscoa de 500g (use as duas fôrmas simultaneamente). Modo de Preparo: 1. Temperar o chocolate. 2. Colocar 8 colheres (sopa) de choco- late no fundo da fôrma. 3. Com uma colher de plástico, puxe-o gradativamente no sentido da borda, de modo a untá-la por inteiro. 4. Cobrir a fôrma com papel-alumínio e levar à geladeira. 5. Deixar por 5 minutos. 6. Retirar a fôrma da geladeira e repe- tir o mesmo processo por mais duas vezes. 7. Depois da terceira camada, virar a fôrma sobre uma tabuinha de madeira revestida com papel alumínio e deixar até que o fundo da fôrma se mostre transparente (cerca de 8 minutos). 8. Desenformar e deixar secar em tem- peratura ambiente até o dia seguinte (12 horas). 9. Revista-o com papel alumínio e re- cheie com bombons, totalizando 500 gramas. 10. Embrulhe com papel celofone ou crepon colorido, e decore-o a gosto. OVO DE PÁSCOA
  • 84 • FORÇA • abril de 2011 TRAJETÓRIA DE SUCESSO Dr. Teixeira, como é conhecido, advogou por décadas e se dedicou a vários trabalhos voluntários J osé Lopes Teixeira Sobri- nho tem uma trajetória de sucesso ao longo de seus 78 anos de vida. Nascido em Santa Bárbara d’Oeste, o ad- vogado – agora aposentado – dedi- cou anos de sua vida à profissão e a inúmeros trabalhos voluntários. Em entrevista à Revista Força, Dr. Teixeira recordou com carinho os momentos marcantes de sua vida. Casado há 53 anos com Maria Apa- recida Silva Teixeira, pai de José Washington, Georgina Aparecida e Conceição Aparecida, Dr. Teixeira guarda boas lembranças da infân- cia. Principalmente da época es- colar. “Dessa época as lembranças maiores eram as brincadeiras na hora do recreio, as competições de pular o “trampolim” que era muito disputada”, conta. Não era só na escola que o garoto, que mais tarde se tornaria advoga- do, gostava de brincadeiras. Por vá- rias ocasiões saia durante o horário de trabalho para jogar bolinha de gude com os amigos. “Recordo que após a escola prestava serviço para o Cartório de Registro Civil, sob a direção da Dona Maria Bárbara de Arruda Ribeiro Camargo Neves, e as vezes saia para comprar selo na coletoria Federal ou Estadual que era ao lado da Igreja Matriz e fica- va jogando bolinha, até que Dona Maria Bárbara me dispensou, pois em várias oportunidades cometi esses erros”, recorda aos risos. Ainda garoto, mudou-se para São Paulo com os pais e os irmãos. Não demorou muito para arrumar trabalho na Capital. Por seis meses trabalhou com entregador em uma farmácia na Rua da Consolação. Com a mudança da família para o bairro do Braz, Teixeira foi admi- tido por uma empresa especializa- Histórias de minha vida da em venda de máquinas e ferra- mentas. Insatisfeito com os atrasos no salário, Dr. Teixeira se recorda de um fato curioso em sua carrei- ra profissional, logo que saiu da empresa de máquinas e ferramen- tas: “Estava no centro da cidade olhando as lojas da Rua São Bento, quando um jovem perguntou se es- tava procurando trabalho, pois na vitrine da loja tinha um anúncio di- zendo que precisava de um menino para entregas”. Era a oportunidade certa para um novo emprego. No mesmo dia em que viu o anúncio, Dr. Teixeira conta que foi admitido. Já em 1947, aos 14 anos, foi contratado para trabalhar na Companhia Gessy In- dustrial, e por lá ficou durante 11 anos. Por muito tempo, Dr. Teixeira confessa que ficou chateado com a empresa. “Após onze anos de tra- balho, tive o desprazer de ouvir do gerente que me admitiu e me pro- moveu para todos os cargos que eu era incompetente, sem que apre- sentasse uma razão para sua afir- mação, o que causou uma tremenda frustração. Continuei fazendo meu serviço dentro do horário normal, Obtive muitas vitórias na minha carreira
  • abril de 2011 • FORÇA • 85 deixando de trabalhar na hora do almoço e cumprindo rigorosamen- te minhas obrigações”, conta. Após concluir o Ensino Regular, José Lopes Teixeira Sobrinho cur- sou a Faculdade Integrada de Gua- rulhos, onde se formou bacharel em Direito. Na atividade de advo- gado, Dr. Teixeira participou de muitos processos como defensor, principalmente nas áreas da famí- lia, civil, alguns casos trabalhista. “Obtive muitas vitórias na minha carreira”, comemora. Como advogado, Dr. Teixeira acu- mulou cargos importantes. “Na Ordem dos Advogados do Brasil, especificamente na 126º Sub-Se- ção, fui presidente da Comissão de Assistência Judiciária (gratui- ta), secretário em duas gestões do nobre colega Francisco Cardoso de Oliveira, e em seguida ocupei a presidência de Sub-Seção e tive a oportunidade de trabalhar em prol dos colegas, pois consegui a instalação da Casa do Advogado, que era imprescindível para maior união dos colegas”, relata. “Posso afirmar que foram nove anos de lu- tas em prol da classe, o que é re- conhecido por todos como um bom trabalho”, conta. Em seus inúmeros trabalhos volun- tários, Dr. Teixeira participou da Diretoria do Conselho Munici- pal dos Direitos da Criança e Adolescente por duas gestões, representou a Ordem dos Advogados. Histórias de minha vida Durante quatro anos foi diretor jurídico do clube de futebol União Agrí- cola Barbarense, de Santa Bárbara d’Oeste. Dr. Teixeira também atuou como secretário da Corporação Musical União Barbarense. Atualmente, o barbarense com uma trajetória de vida cheia de bons mo- mentos e recordações usufrui da tranquilidade da aposentadoria. “Atu- almente estou no gozo da aposentadoria, inclusive tendo deixado de ad- vogar, pois os anos já estão pesando e por questão de saúde devemos preservar o físico para podermos ter a felicidade de continuar junto dos familiares e dos amigos e prestando algum serviço a comunidade dentro do possível”, finaliza.
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  • V arizes dos membros inferiores são veias doen- tes da superfície dos membros inferiores, que se tornam progressivamente dilatadas, alongadas e tortuosas. Existe uma tendência hereditária para as pessoas apresentarem varizes, provavelmente o pai ou a mãe tem varizes, ou então, um dos avós ou mesmo um tio. Além da tendência hereditária, alguns fatores podem desen- cadear o aparecimento ou a piora do quadro de varizes. Um dos principais é a gravidez. Outro muito importante é o uso de anticoncepcionais. Ficar muito tempo na posição em pé ou sentada também provoca varizes. Pessoas que fi- cam em pé para- das, ou sentadas durante muito tempo, usam anticoncepcio- nal ou tem vá- rias gestações e que apresentam a tendência he- reditária, tem uma forte possibilidade de desenvolver o pro- blema. A questão hereditária favorecendo as varizes atinge homens e mulheres igualmente, mas existe uma proporção muito maior de mulheres com varizes do que homens, por causa do efeito do hormônio feminino em agravar o proble- ma. Na maior parte dos pacientes, as varizes podem estar pre- sentes por longos anos, sem que , felizmente, as complica- ções apareçam, mas o tratamento não deve ser posterga- do, porque as complicações podem levar muitos anos para aparecer, e finalmente surgirem em uma idade O QUE SÃO VARIZES? Saúde 88 • FORÇA • abril de 2011
  • abril de 2011 • FORÇA • 89 MITOS SOBRE VARIZES Saúde mais avançada, onde o tratamento efe- tivo não pode mais ser estabelecido. No início da evolução das Varizes de membros inferiores, observa-se a sen- sação de peso ou cansaço no final do dia. As varizes visíveis, de vários ta- manhos vão aparecendo lentamente. O edema começa a aparecer no final do dia, e depois a pigmentação (dermatite ocre) e o eczema se manifestam. Na fase mais avançada da doença, podem ocorrer as tromboflebites e a presença de úlceras e varicorragias. EXISTEM VARIZES INTER- NAS? Não existem. As veias internas ou profundas são protegidas pela mus- culatura que impede que haja dilata- ção. O que existe são outras doenças graves que atingem as veias internas, mas não as varizes. Já as veias super- ficiais estão no meio do tecido gor- duroso, que não protege e, portanto é onde ocorrem as varizes. AS VARIZES, AS MICROVARI- ZES E AS TELANGIECTASIAS PODEM EXISTIR JUNTAS? Podem, porque são manifestações da mesma doença. Em resumo: - É a pressão aumentada dentro das veias, provocada por alterações nas vál- vulas, que ocasionam um fluxo de sangue alterado, levando, então, a dilatação das veias superficiais. Isto ocorre por uma tendência hereditária, e é piorado por diversos fatores. As veias estão presentes nas pernas des- O nosso país é pioneiro e inovador em todo o mundo nas técnicas de tratamen- to de varizes de membro inferior. O desenvolvimento da escleroterapia (“apli- cação”) e de novos equipamentos de crioescleroterapia para as telangiectasias (“vasinhos”), o uso da agulha de crochê, o uso de microincisões para as cirur- gias de varizes e microvarizes, e mesmo a das técnicas a serem utilizadas em cada caso foi desenvolvido aqui, por médicos que tinham como característica o senso de observação e a criatividade privilegiada que permitiu com poucos recursos descobrir avanços hoje adotados no mundo inteiro. Podemos dizer, e claro, com certo orgulho, que na área de Flebologia (estudo das veias) o lugar que tem a melhor tecnologia no mundo é, e reconhecidamente o Brasil. de o nascimento, mas não chamam atenção. Quando ocorre a dilatação, por causa da doença, passam a ser visíveis e antiestéticas. VARIZES VOLTAM? Varizes não voltam, aparecem outras que devem ser tratadas. Uma pessoa que tem a vesícula ou o apêndice ope- rado nunca mais terá problemas nes- tes locais porque só existe um apêndi- ce e uma vesícula. Já as veias, sempre vão existir, não é possível retirar to- das. Uma veia que estava normal no momento de um tratamento, mais tarde poderá estar doente, porque a tendência hereditária existirá durante toda a vida. Este fato não invalida os tratamentos, porque se as varizes não forem cuidadas poderão levar a sé- rias complicações no futuro. Por este motivo é que se propõe o Tratamento Continuado de Varizes, que controla o problema estético e a doença con- forme se manifestem. AS VEIAS SUPERFICIAIS PO- DEM SER RETIRADAS SEM CAUSAR PROBLEMAS? Podem. As veias que realmente im- portam são as veias profundas, elas é que fazem o papel da circulação ve- nosa. As veias superficiais podem ser tratadas sem que elas venham a fazer qualquer falta para o organismo. EXISTE “CURA” PARA AS VA- RIZES DOS MEMBROS INFE- RIORES? As varizes dos membros inferiores é uma doença crônica dependente de uma tendência hereditária e de fatores agravantes. Sendo ligada à hereditariedade, não podemos fa- lar em “curar” as varizes, porque a tendência estará sempre presente e
  • 90 • FORÇA • abril de 2011 Saúde DR. LUIZ EMERENCIANO Cirurgião Vascular e Endovascular Especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular Especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia - Ecodoppler Vascular Preceptor da Residência Médica em Cirurgia Vascular da ISCML Unidade 1 Av. Moema, 87 cj 51-52 Moema, São Paulo, SP 11 5051.1075 Responsável Técnico Prof. Dr. Miguel Francischelli Neto . cremesp 34111 Unidade 2 Av. Antonio Ometto, 525 Limeira, SP 19 3453.8490 novas varizes poderão aparecer durante toda a vida do indivíduo. No entanto esta doença é controlável e as pesso- as podem passar toda a sua existência sem que as varizes sejam um problema de saúde ou estético. Podemos dizer que: tem varizes quem quer. A medicina tem técnicas modernas e simples que controlam o problema com ótimos resultados funcionais Os tratamentos das varizes são eficien- tes, mas é importante que o paciente tenha conhecimento do caráter crôni- co do problema, sabendo que haverá necessidade de acompanhamento e de novas medidas no futuro. As varizes constituem um problema de tendência hereditária, o que não pode ser muda- do. Portanto, quem tem tendência a terá sempre. Os cuidados com as varizes devem ser inicia- dos desde as primeiras manifestações, que são o apareci- mento dos vasinhos, e continuar por toda a vida. Faz-se uma série de aplica- ções para os vasinhos, nós preferimos a Crioescleroterapia, seguidas de um tratamento de manutenção com uma aplicação por mês, ou uma série anual. Se com o tempo aparecerem microva- rizes, é realizada uma Microcirurgia com anestesia local ou peridural e se mais tarde aparecerem varizes graves, geralmente após uma gestação, se rea- liza a Cirurgia para Varizes de Grosso Calibre convencional ou com LASER Endovascular. Com esta abordagem, tratando os problemas conforme se ma- nifestem, a pessoa com tendência a ter varizes não chegará a ter complicações. Assim, temos de agradável o contro- le estético e de útil o controle de uma doença que nunca apresentará compli- cações. Mas para que se consiga resul- tados eficientes e duradouros é preciso ser consciente de que o tratamento deve ser feito de forma contínua e regular. O paciente deve aplicar sempre as medi- das preventivas e frequentemente deve visitar o Cirurgião Vascular que ava- liará o quadro e escolherá o tratamento necessário. A este processo chamamos de “Programa de Tratamento Continu- ado de Varizes”. É importante lembrar que varizes “não voltam” depois de tra- tadas, são outras que aparecem e é por isso que o tratamento deve ser contínuo.
  • abril de 2011 • FORÇA • 91 Saúde
  • 92 • FORÇA • abril de 2011 Saúde REPOSIÇÃO HORMONAL, COMO ENFRENTAR A MENOPAUSA? A chegada da menopausa traz complicações para a maioria das mulheres. Tudo isso porque durante a fase reprodutiva, os ovários fabricam men-salmente estrógeno e progesterona e essa produção diminui na meno-pausa. É essa redução de hormônios que causa tantos efeitos desagra- dáveis nas mulheres, como ondas de calor e ansiedade. Nesse período fazer o tratamento de reposição hormonal pode aliviar as mulheres atingidas, como é o caso de Selma Barbosa de 54 anos. Fazendo o uso do tratamento a dois anos, Selma diz se sentir completamente bem. “Antes do tratamento me sen- tia mal, com muito calor, mas o tratamento me faz bem, me sinto quase como antes da menopausa”, diz ela. Porém, como todo tratamento, ele deve ser feito com acompanhamento médico e com responsabilidade. “A mamografia e ecografia do útero são absolutamente necessárias para a prescrição da repo- sição hormonal”, diz o médico gineco- logista Dr. Túlio José Tomass do Couto, que explica que o tratamento deve ser feito em um tempo máximo de 5 anos e em mulheres com até 55 anos, já que o uso dos hormonios aumenta as chan- ces de doenças cardiovasculares, como infarto, trombose e varizes. Além disso, estudos comprovam que mulheres que utilizam o tratamento por mais de 10 anos, têm chances maiores de contrair Dr. Túlio 92 • FORÇA • abril 2011 A Reposição Hormonal é um santo remédio para as mulheres que passam por problemas na menopausa, mas fique atenta e saiba mais como e quando usá-la!
  • Saúde especial carnaval • fevereiro de 2011 • FORÇA • 93
  • Saúde 94 • FORÇA • abril 2011 câncer de útero. Isso implica que Selma terá que interrompê-lo em um ano, quan- do chegar aos 55 anos de idade. “Já estou preocupada, como vou fazer sem ele?”, indaga ela. Como alternativa à reposição hormonal, o ginecologista recomenda manter a boa qualidade de vida, com alimentação sau- dável, exercícios físicos regulares e a ca- beça ocupada. “Tudo isso ajuda, além do tratamento com fitohormonios, que são naturais”, diz o médico. Estes são alimentos fitoterápicos, com estrutura molecular semelhante ao estrogênio humano, embora com efeito mais fraco e diferente. Seus be- nefícios demoram mais a aparecer, mas é uma opção para quem já não pode mais fazer uso da reposição hormonal. Em relação ao efeitos colaterais, Dr. Túlio salienta que quando a reposição é bem in- dicada e feita com acompanhamento médico, com dosagens corretas, eles não são im- portantes. “O problema é quando ele é realizado sem critérios, daí é preocupante”. Porém não há uma fórmula correta. Toda mulher que passar por isso deve procurar um médico e fazer um acompanhamento ginecológico e cardiovascular. “Cada mulher tem uma forma de reagir a menopausa, por isso não existe uma receita milagrosa para todas elas”, finaliza ele. Túlio José Tomass do Couto, mais conhecido como Dr. Tú- lio, é natural do município de Itararé, no Estado de São Paulo, nascido em 12 de Março de 1964, mas reside em Indaiatuba há 17 anos. Em 1983, foi aprovado em 17º lugar no vestibular, promovido pela FUVEST, para o curso de Medicina da FCM Unicamp; em 22º lugar no vestibular da PUC Campinas, para o curso de Medicina, e em 19º lugar, no vestibular de Sorocaba. Em 1986, Dr. Túlio iniciou sua car- reira como médico, sendo aprovado no concurso para estagiários do Hospital Maternidade de São Paulo. O médico Túlio atua nesta área profissional há 17 anos; é funcionário da Prefeitura Municipal de Indaiatuba, atendendo em Posto de Saúde desde 23/03/1992, e também atuou como Diretor do Departamento Médico e Coordenador do Programa de Saúde da Mulher.
  • 96 • FORÇA • abril de 2011 Nasceu em Piamonte no ano de 1033. Seu pai era Conde e devido ao mau relacionamento com ele, saiu de casa, apenas com um burrinho e um servo. Foi em busca da ciência, mas também se entregando aos prazeres. Era cristão, mas não de vivência. Devido aos estudos, ‘bateu’ no Mosteiro de Bec e conheceu Lanfranc, um religioso e mestre beneditino. Através dessa amizade edificante, descobriu um tesouro maior: Jesus Cristo. Nesse processo de conversão, abriu-se ao chamado à vida religiosa e entrou para a família beneditina. Seu mestre amigo foi escolhido para ser bispo em Cantuá- ria e Anselmo ocupou o lugar do Mestre, chegando a ser também Superior. Um homem sábio, humilde, um formador para as autoridades, um pai. Um verdadeiro Abade. Por obediência à Mãe Igreja, foi substituir seu amigo, que havia falecido, no Arcebispado de Cantuária. Vi- veu grandes desafios lá, retornando a Piamonte, onde faleceu, com esta fama de santidade e testemunho de fidelidade e amor à Cristo e à verdade. Caro Leitor, esta parte de nossa revista é destinada para que possamos sempre lembrarmos do exercício de nossa fé, ou seja, a todo momento, em qualquer lugar que es- tejamos devemos nos lembrar de agradecer a Deus por tudo que temos, vivemos e somos, e uma das maneiras de se fazer isso é estarmos em sintonia com a palavra de Deus, encontrada em muitas orações. Caso você possua uma oração ou mensagem de paz e queira vê-la publica- da em nossas edições, nos envie através de cartas para rua XV de Novembro 935, piso 1, Centro, CEP 13450- 044, Santa Bárbara D’Oeste, ou ainda, via nosso e-mail: revista@revistaforca.com.br Orações 21 DE ABRIL É SUA DATA DE COMEMORAÇÃO Bispo e Doutor da Igreja. É dele a frase: “Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que sem a fé eu não compreenderia nada de nada.” O santo de hoje é chamado de teólogo-filósofo. Oh meu Senhor e meu Deus nos dê a graça de desejar a Vós com todo nosso coração Porque desejando-o , iremos procurá-lo Procurando-o , iremos encontrá-lo Encontrando-o, iremos amá-lo , Amando-o, iremos odiar aqueles pecados que Vós nos redimistes na Cruz FAMOSA ORAÇÃO DE SÃO ANSELMO
  • abril de 2011 • FORÇA • 97 Orações IMAGENS DE SÃO ANSELMO
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