Revista do Crefito-2 - 4 Edio (Jan-Mar/2014)

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    17-Mar-2016

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Publicao oficial do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2 Regio (Crefito-2), Autarquia Federal responsvel pelo controle social da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional nos Estados do Rio de Janeiro e do Esprito Santo.

Transcript

  • 2013 em perspectiva

    Pg. 12Aes e

    eventos do Crefito-2

    Pg. 23

    Novassubsedes

    Pg. 22

    Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2 Regio - Ano 2 - Nmero 04 - Jan/Mar de 2014.

    rev i s ta do

  • ExpedienteSumrio

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    REVISTA DO CREFITO-2Publicao oficial do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2 Regio.

    CREFITO-2

    Sede Rio de JaneiroRua Flix da Cunha, 41, Tijuca, Rio de Janeiro RJ.CEP: 20260-300Telefone: (21) 2169-2169E-mail: crefito2@crefito2.org.br

    Subsede Esprito SantoRua Misael Pedreira da Silva, 98, Salas 307/309/310,Praia do Su, Vitria ES. CEP: 29056-940Telefone: (27) 3227-6616 | Fax: (27) 3345-6103E-mail: subsede@crefito2.org.br

    www.crefito2.gov.br

    DiretoriaPresidente: Dra. Regina FigueiraVice-Presidente: Dr. Omar Luis Rocha da SilvaDiretora Secretria: Dra. Isis Simes MenezesDiretor Tesoureiro: Dr. Robson de Jesus Pavo

    Conselheiros EfetivosDr. Bruno Vilaa RibeiroDra. Isis Simes MenezesDr. Jorge Luis da Silva NascimentoDr. Jos Antunes da Fonseca FilhoDra. Livia Daniela CooperDr. Omar Luis Rocha da SilvaDra. Paula Maria Passos dos SantosDra. Regina FigueiraDr. Robson de Jesus Pavo

    Conselheiros SuplentesDra. Adalgisa Ieda Maiworm BromerschenckelDr. Edson Virginio RodriguesDra. Eliana de Queiroz AlbuquerqueDra. Eunice da Encarnao Garcia da Silva e SousaDra. Patrcia Valesca Ferreira ChavesDra. Renata Campos VelasqueDra. Sandra Maria da Silva CarneiroDra. Valria Martins Quinto Rocha

    REVISTA DO CREFITO-2

    Comisso EditorialPresidente: Dra. Regina FigueiraVice-presidente: Dr. Omar Luis Rocha da SilvaAssessoria de Comunicao: Eneida Leo (MTB 31710/RJ e CONRERP 3089) e Sidonio Macedo Jr (MTB JP 31856/RJ)

    Redao Assessoria de Comunicao

    Reviso e DiagramaoExpressiva Comunicao e Educaowww.expressivaonline.com.br

    Tiragem: 40 mil exemplaresPeriodicidade: quadrimestralImpresso: EsdevaContato: revista@crefito2.org.br

    Todo o contedo publicado nesta revista poder ser reproduzido em parte ou integralmente, desde que afonte seja citada.

    Srie Memria: saiba mais sobre a criao do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e dos primeiros Conselhos Regionais Pg. 10

    Retrospectiva 2013: nmeros demonstram o trabalho srio que vem sendo desenvolvido pelo Conselho Regional Pg. 12

    Conselho anuncia a criao das primeiras subsedes nas regies Norte e Sul do Estado do Rio de Janeiro Pg. 22

    Aes e Representaes com a participao do Crefito-2 Pg. 23

    Formao: eventos promovidos pelo Conselho Regional Pg. 25

    Entrevistas: conhea os conselheiros do Crefito-2 que atuam em frentes de trabalho ligadas tanto Fisioterapia como Terapia Ocupacional

    Pg. 4

  • Editorial

    Dra. Regina FigueiraPresidente do Crefito-2

    Prezados colegas fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais e caros leitores,

    custa de muito trabalho e dedicao, temos atingido muitas das nossas metas. Podemos afirmar que 2013 foi mais um ano de muitas realizaes e conquistas, graas atuao e ao esforo de todo o Crefito-2, do seu Colegiado, funcionrios, assessores e colaboradores. Como reiteramos, at o final de nosso mandato, em agosto de 2014, estaremos trabalhando para cumprir os compromissos assumidos, dando continuidade ao trabalho desenvolvido.

    Esta edio da nossa Revista traz um balano do quanto foi produzido, do quanto avanamos, e dedicada a cada um que, direta ou indireta-mente, contribuiu para alcanarmos resultados to positivos.

    Entre as conquistas, a vitria das profisses da Sade em relao ao projeto do Ato Mdico teve um significado especial, de unio em prol, no s das categorias envolvidas, mas tambm pela garantia do bom atendimento populao. Uma batalha vencida com os vetos presidenciais mantidos pelo Congresso Nacional. Mas no podemos deixar de ficar atentos ao que ainda vem pela frente. Ainda temos muito trabalho a fazer para evitar novas tentativas de cerceamento do nosso exerccio profissional. Da mesma forma que atuamos em 2013, continuaremos, por meio da nossa Comisso de Assuntos Parlamen-tares e com a contribuio de todos, alertas em relao ao Projeto de Lei n 6.126/2013, proposto pelo Poder Executivo em substituio aos artigos vetados na Lei n 12.842/2013.

    O aumento de nosso quadro funcional, por meio de Processo Seletivo Pblico, veio fortalecer o desempenho da equipe da Secretaria Geral, que est trabalhando para o atendimento da nossa crescente demanda. Parte deste quadro integrou-se equipe de Fiscalizao. Com este reforo, aliado dedicao de nossos agentes fiscais, conseguimos estender nossas aes a vrios municpios. Foram mais de 20 mil quilmetros rodados por estradas fluminenses e capixabas, pela equipe da Fiscalizao.

    Empenhados no desmembramento do Crefito-2, com a criao de um Crefito no Esprito Santo, institumos uma Comisso, formada por fi-sioterapeutas e terapeutas ocupacionais daquele Estado, visando realizao de um estudo que contribusse para a avaliao desta ini-ciativa. Foram tambm tomadas providncias institucionais para me-lhorar as condies econmico-financeiras e administrativas, antes do encaminhamento de nossa solicitao ao Egrgio Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

    Fomentando a fiscalizao e os atos que visam a uma maior conscien-tizao acerca das premissas legais das profisses de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, o Crefito-2 vem desenvolvendo uma srie de aes para simplificar o acesso dos profissionais e cidados aos seus servios, estreitando com isto nosso relacionamento.

    Neste ano, alm de incentivarmos as aes j em curso, como o au-mento da gama de servios na plataforma online, estamos implantando os pioneiros polos de atendimento regional, com a criao de uma Sub-sede na Regio Norte Fluminense e, outra, na Regio Sul Fluminense, nos municpios de Campos dos Goytacazes e Volta Redonda.

    As cidades escolhidas so estratgicas nesta fase de implantao da ao, que pode ser considerada um avano no Projeto de Interiorizao do Crefito-2, iniciado pela intensificao das visitas dos agentes fiscais aos municpios fora dos grandes centros, para onde, inclusive, o rgo j levou alguns de seus eventos gratuitos.

    Um dos objetivos do projeto que os fisioterapeutas e terapeutas ocupacio-nais que moram nestas regies possam recorrer a essas sedes para realizar diversos procedimentos, evitando a necessidade de deslocamento at a capital. Alm da comodidade, a descentralizao de servios proporcionar economia de tempo e de recursos financeiros para estes profissionais, que podero se direcionar para um local mais prximo de suas casas.

    Os encontros com representantes de Ncleos continuam em 2014, com a retomada de reunies e da programao de atividades nas diversas regies representadas. Os membros dos Ncleos de Representao Institucional do Crefito-2 seguem comprometidos com a defesa das profisses em suas ci-dades e regies, e desempenham um papel crucial no relacionamento entre o Conselho Regional e seus jurisdicionados. A participao de colegas nos Conselhos de Sade tem sido importante para a insero do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional nas polticas pblicas de Sade, alm de zelar pela boa assistncia sade de toda a populao.

    A promoo de aes e eventos, voltados ao aprimoramento continuado de nossos colegas, faz parte de uma poltica de integrao e valoriza-o de nossas profisses, j que contribuem para uma maior unio e adeso dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais s nossas lutas pela qualidade do atendimento prestado e pela dignidade do exerccio profissional. Isso tudo graas atuao primorosa de nossas Cmaras Tcnicas e Comisses.

    Sabemos que contamos ainda com a participao de muitos outros cole-gas, seja no cotidiano de cada um, no exerccio mais consciente de seus direitos, seja resistindo e no se curvando tutela daqueles que no tm legitimidade para interferir nas reas em que a autoridade tcnico-cientfica do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional. Contamos tambm com diversas parcerias feitas ao logo de nosso mandato, com o Coffito, demais Crefitos, associaes e vrias outras entidades de classe.

    O estreitamento do nosso relacionamento com a sociedade e com os profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional sempre foi uma de nossas prioridades. Dispomos de canais abertos de comunicao, seja por nosso site, pelo Twitter, pelos Informativos, por nossa Revista, ou mesmo por nosso Fale Conosco ou Ouvidoria. Estamos abertos a informar e a ouvir, premissas a todo processo democrtico de gesto.

    Por falar em democracia, 2014 um ano de decises importantes. Tere-mos eleies para Presidente da Repblica, governadores, deputados, senadores e para o Colegiado do Crefito-2. Portanto, um momento de muita reflexo e participao. Um ano em que a escolha do eleitor de fundamental importncia para as nossas vidas.

    preciso avaliar se os candidatos esto comprometidos com as ques-tes sociais, se tm um trabalho voltado para o coletivo, para os direitos da populao e cujas aes predominem sobre o discurso. Que tenham histria de luta em defesa da vida e da valorizao da dignidade, da cidadania, da tica e do trabalho.

    A participao de cada um fundamental para que tenhamos represen-tantes que conheam as nossas expectativas e que possam, de forma legtima, lutar por elas.

  • Entrevista

    4 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    Em 2013, a Revista do Crefito-2 voltou

    com fora total. Nas trs primeiras

    edies, apresentou o pensamento

    e a atuao dos integrantes

    da Diretoria do Crefito-2.

    Chegando sua quarta edio, a

    Revista apresenta novas entrevistas. Conhea, agora,

    outros membros do atual Colegiado: conselheiros que ocupam frentes de trabalho que impactam tanto

    a Fisioterapia como a Terapia Ocupacional.

    Dra. Eunice da Encarnao Garcia, representante da

    Autarquia na subsede do Esprito Santo

    Conte-nos como foi sua vinda para o Brasil e quando resolveu se dedicar e estudar Fisioterapia.

    Sou natural de Angola, filha e neta de angolanos. Cheguei ao Brasil em 1976, como refugiada. Angola vivia uma guerra civil, era uma luta pelo poder entre duas lideranas incom-patveis. Foi uma guerra que deixou mais de 500 mil mortes e mais de um milho de pessoas obrigadas a se deslocarem para outros pases. A guerra devastou toda a infraestrutura do pas, danificou seriamente a admi-nistrao pblica e a economia, pre-judicou grandes empreendimentos, assim como instituies de sade, religiosas e educacionais. Em Ango-la, eu era formada em Pedagogia e fui professora do Estado. Tinha uma admirao pela Fisioterapia, obser-vava no meu pas a necessidade de reabilitar os mutilados de guerra. Vi no Brasil a grande oportunidade de realizar meu sonho. Fiz vestibular para a SUAM, no Rio de Janeiro, onde residi durante alguns anos e onde me formei.

    Como a senhora se aproximou das questes polticas da Fisioterapia?

    Ao longo dos anos fui sentindo que era necessrio contribuir mais para o proces-so de conscientizao e politizao da prpria categoria, visando ampliar o de-bate sobre a atuao social do fisiotera-peuta e do terapeuta ocupacional e sobre o seu papel na defesa coletiva dos nossos direitos como classe trabalhadora.

    Quais so os seus maiores desafios frente da subsede do Conselho Regional?

    O maior desafio a criao de um Conselho Regional no Esprito Santo. Alm dele, posso citar o processo de fiscalizao no cumprimento da legis-lao, a diminuio da inadimplncia, a valorizao dos profissionais na sua atividade e o combate ao exerccio ile-gal da profisso, que tm sido grandes desafios e vm culminar com a estrutu-rao administrativa e organizacional da subsede capixaba.

    Como integrante do Colegiado 2010-2014, a senhora abraou, como uma das metas da chapa Agregar para Fortalecer, o retorno das Jornadas Cientficas do Crefito-2. No Esprito Santo, a subsede organizou trs edies (2011, 2012 e 2013). Qual a importncia desses eventos para os profissionais capixabas?

    Os eventos so espaos de reflexo e pes-quisa, que fortalecem e integram os pro-fissionais. Quero ressaltar que, no Estado do Esprito Santo, existem pouqussimos eventos voltados para os profissionais da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional. J foram realizadas pela subsede do Crefi-to-2 no Esprito Santo, na atual gesto, trs Jornadas Cientficas, que foram de gran-de valia. Alm delas, oferecemos eventos

  • 4 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 5

    Dra. Renata Velasque, coordenadora geral das Cmaras

    Tcnicas do Crefito-2

    Qual o principal papel das Cmaras Tcnicas?

    Temos 16 Cmaras Tcnicas, formadas por grupos de profissionais que tm ex-pertise na rea em que atuam e que pres-tam assessoria ao Crefito-2, porque im-possvel para um Colegiado ter respostas para a diversidade de questes que po-dem surgir nas especialidades da Fisio-terapia e da Terapia Ocupacional. Ento, essa assessoria a funo principal das CTs. Contudo, a Dra. Regina Figueira e os conselheiros entendem que o Conse-lho Regional, alm de ser um rgo de fiscalizao, precisa estimular o conheci-mento tcnico-cientfico das profisses. Por isso, as Cmaras promovem eventos, cursos, simpsios e fruns gratuitamen-te aos profissionais e alguns direcionados tambm aos acadmicos. Os membros das Cmaras se renem mensalmente para responder as demandas dirigidas pela Diretoria ou estruturando um evento.

    As demandas que chegam s Cmaras Tcnicas so de que tipo?

    De uma maneira geral, pedidos de pare-cer do Conselho Federal por alguma nova Resoluo, uma necessidade do merca-do, uma demanda tcnica, ajudando a criar alguma especificidade. Por exemplo, algumas CTs esto traando o perfil pro-fissional dentro da sua especialidade e isso pode chegar Diretoria do Crefito-2 e, por meio dela, poderemos propor ao Coffito algumas aes e Resolues. As CTs no podem atuar de forma isolada, elas fazem parte do Conselho e so ligadas hierarqui-camente Diretoria, portanto, um traba-lho de suporte direo do rgo.

    Quais as metas das Cmaras Tcnicas para 2014?

    Tivemos uma reunio, no final de 2013, com todos os coordenadores das Cma-

    em parceria com as Cmaras Tcnicas do Crefito-2, como as duas edies do Seminrio de Polticas Sociais, o Encontro de Terapia Ocupacional Social e Diversi-dade Cultural, entre outros.

    A senhora tem uma constante participao no meio acadmico, onde ministra palestras e fala sobre a atuao do Crefito-2. Comente sobre sua experincia no mbito da formao profissional e a importncia da aproximao entre o Conselho Regional e os futuros fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

    As palestras nas instituies de ensino so importantes para o esclarecimento dos alunos. Houve um aumento consi-dervel na procura por grupos de estu-dantes para a realizao de trabalhos ticos e polticos.

    Outra frente de atuao onde seu nome e sua presena so bastante lembrados no Esprito Santo a do combate ao projeto Ato Mdico. De acordo com o presidente da Comisso de Assuntos Parlamentares do Crefito-2, Dr. Bruno Vilaa, a senhora uma apoiadora crucial no acompanhamento dos temas polticos no Estado. Como tem sido o desenvolvimento desse trabalho?

    Acho fundamental estarmos mobilizados, participando de atos polticos representa-tivos nas conquistas e manifestaes das categorias no pas. Estarei sempre dis-posta a participar dessas manifestaes em prol de uma sociedade mais justa, de forma pacfica, levando o nome da Fisio-terapia e da Terapia Ocupacional.

    O Crefito-2 criou, em 2013, uma Comisso Especial para Estudo

    e Avaliao da Viabilidade da Emancipao do Estado do Esprito Santo. Como tem sido o trabalho desta comisso e como a emancipao, com a posterior criao de um novo Conselho Regional, pode impactar na vida dos profissionais jurisdicionados no Estado?

    A Comisso Especial tem trabalhado bastante, realizando diversas reunies e refletindo sobre os problemas mais cruciais das categorias. Alm do Pare-cer sobre a situao da subsede, que foi encaminhado ao Plenrio do Crefito-2 e, aps anlise do mesmo, submetido ao Coffito, trabalhamos em outras frentes, como o desenvolvimento do fator au-toconfiana e o levantamento sobre o que os profissionais esperam do novo Conselho, aps a emancipao. Nossa questo central identificar como entre-gar esses resultados. O maior impacto, acredito, ser a praticidade na resoluo dos anseios dos fisioterapeutas e tera-peutas ocupacionais do Esprito Santo na resoluo dos problemas que esti-verem na alada do Conselho Regional.

  • Entrevista

    6 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    Como a Comisso de Fiscalizao constituda?

    Ela formada por mim, como pre sidente; pela Dra. Marisa Bacellar Motta; como secretria; e pelo Dr. Wlademir Mattos de Castro, como vogal. Somos subordinados diretamente Presidncia do Crefito-2. A Comisso no uma parte do Departa-mento de Fiscalizao (Defis), nem est hierarquicamente ligada sua chefia, mas atua conjuntamente com ele. Opta-mos por um trabalho unificado e coeso entre os dois organismos. Nossas salas so prximas, todas as dvidas da Co-misso so prontamente atendidas pelo supervisor do Defis, Dcio de Andrade Mattos, e pelos agentes fiscais. Gosta-mos muito de ouvi-los e contar com suas experincias. Afinal, so as pessoas que vo a campo, tm contato com os pro-fissionais todos os dias e vivenciam os desafios do ato fiscalizador.

    Como o trabalho da Comisso de Fiscalizao?

    Analisamos minuciosamente todos os pro-cessos do Departamento de Fiscalizao e

    ras, e fizemos um balano do ano, que foi bastante proveitoso. Promovemos 18 eventos, que contaram com a participa-o de cerca de 1.500 pessoas entre profissionais e universitrios. A meta para 2014 atuar com produo transversal e multidisciplinar, reunindo vrias Cmaras Tcnicas, abordando as especialidades de interesse de atuao do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional. Como sabemos, existem reas que no tm uma frontei-ra muito definida. Pretendemos trabalhar o maior contato entre as especialidades, pois precisamos ter uma viso do pacien-te como um todo, que precisa de vrias vises e de diversas reas da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional. Alm disso, tambm faz parte de nossas metas criar novas CTs. J temos duas em processo de estudo para posterior anlise da Diretoria.

    Como foi a avaliao da coordenao das Cmaras Tcnicas em 2013?

    Ao assumir o Conselho, o atual Colegia-do enfrentou dificuldades para estruturar novamente as Cmaras Tcnicas, j que no tnhamos nenhuma documentao. Recomeamos todo o trabalho. Em 2012 j tnhamos as Cmaras estruturadas, mas no havia um espao fsico para atu-armos. Portanto, 2013 foi um ano de vira-da. Passamos a contar com um auditrio no Centro Cultural da nova sede do Cre-fito-2 e conseguimos cumprir o planejado desde 2012: organizar eventos e trazer o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional para dentro do Conselho Regional.

    Quais as conquistas contabilizadas nas Cmaras Tcnicas?

    A maior conquista a consolidao das CTs, porque o trabalho complicado justamente por no ter nenhum tipo de remunerao. Trata-se de uma doao profissional. Alm disso, a procura pe-los eventos foi muito grande, recebe-

    mos muitos e-mails nos parabenizan-do. E essa conquista, da consolidao das CTs, fundamental para a Fisiote-rapia e a Terapia Ocupacional. Tambm vale citar os eventos em parceria com os Ncleos de Representao Institu-cional, que foram boas experincias e podem ser passos importantes na inte-riorizao dos eventos em 2014.

    A promoo de eventos no um papel do Conselho, mas ele tem assumido esta responsabilidade. Explique o que levou o Crefito-2 a atuar tambm neste campo.

    Reconhecemos que o papel do Crefito-2 fiscalizador, de cartrio de registro e tribu-nal de tica, mas entendemos, tambm, que pode ser um local em que o profis-sional possa se desenvolver tecnicamen-te, alm de um espao de conhecimento. Esse foi o grande desafio que traamos no final de 2012 para os coordenadores das CTs e obtivemos um resultado muito bom. Alguns fizeram at eventos exter-nos, como o de Sade do Idoso, na Praia de Copacabana, e que teve um impacto muito positivo. Nosso desejo que pos-samos dar continuidade a essas aes, consolidando o espao de saber em que est se transformando o Crefito-2.

    Como coordenar as CTs?

    A coordenao no um trabalho isola-do. Temos uma ajuda muito grande do Colegiado. Mesmo os conselheiros que no integram CTs, participam dos even-tos. Isso muito importante, porque de-monstra o quanto o grupo est envolvido em torno dos ideais das profisses de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. A estrutura muito grande e isso tudo s possvel porque podemos contar com o apoio da Diretoria e dos funcionrios e as-sessores envolvidos e que se mantiveram motivados ao longo de todos os eventos.

    Dra. Valria Quinto, presidente da Comisso de Fiscalizao do Crefito-2

  • 6 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 7

    verificamos se o profissional ou empresa cumpriu o que foi pedido na ocasio do ato fiscalizador. No caso das pendncias no cumpridas, entramos em contato para ofe-recer orientao e alertar sobre a neces-sidade de regularizar a situao enca-minhamos ofcios, sugerimos que entrem com pedido de prorrogao de prazo, etc. O objetivo fazer cumprir as exigncias, com a finalidade de arquivar o processo. Caso no tenhamos retorno, encaminha-mos o caso diretamente Diretoria, que define se a situao deve ser submetida ao parecer da tica ou da Procuradoria Jurdica, e faz o direcionamento. Tambm somos responsveis pelas respostas aos questionamentos e denncias relativas Fiscalizao enviados ao Fale Conosco e Ouvidoria. Contamos com o apoio, mais uma vez, do Defis.

    A Fiscalizao tem sido um dos destaques desta gesto, com mais atos fiscalizadores. Como vocs tm lidado com este fluxo de trabalho que, certamente, tambm aumentou?

    Estamos conseguindo manter todos os processos em dia. Tudo o que chega aps o ato fiscalizador do Defis passa logo por vistas pela Comisso de Fiscalizao. H pendncias de cumprimento por parte dos profissionais acionados, mas so casos j vistos por ns, analisados, cobrados e en-caminhados. O Departamento de Fiscali-zao tem trabalhado bastante, realmente, com o apoio da Diretoria. Houve, inclusive, aes pioneiras, como as semanas de fiscalizao no Esprito Santo, quando a agente fiscal da subsede recebeu o apor-te dos agentes do Rio de Janeiro. Tambm ocorreram atuaes conjuntas com outros Conselhos de profisses da Sade, signa-trios de um Protocolo de Intenes. So casos que nossa Comisso tambm moni-tora e acompanha de perto. Tais aes s puderam se concretizar graas ao incenti-vo da Dra. Regina Figueira, no sentido de ampliar a atuao e levar o ato fiscalizador a mais municpios.

    Qual o tipo de pendncia mais comum e o que vocs fazem para tentar solucionar?

    Inadimplncia est no topo da lista, e isto configura irregularidade de atuao profissional. um ponto delicado, que tambm j foi bastante sanado pela atu-ao da Diretoria Financeira por meio do projeto de recuperao de crdito. Tam-bm conseguimos fechar muitos casos com simples telefonemas. um gesto que tem se mostrado muito eficaz, at em casos em que j foram encaminhados diversos ofcios. Nosso contato orienta o profissional sobre os procedimentos a se-guir. Os casos que mais demandam so referentes aos registros de empresas e consultrios, cujos processos so mais longos, exigem mais esclarecimentos. A orientao por telefone tem alcanado quase 100% de soluo e estamos con-seguindo sensibilizar muito mais as pes-soas sobre a importncia de sua regu-larizao e cumprimento de exigncias.

    Podemos concluir que educao e orientao so prioridades para a Comisso?

    Claro. A Fiscalizao do Crefito-2 como um todo , sim, educativa e orientadora. Lgico que pune e exige, quando esgo-tados os meios de resoluo, mas, antes disso, quer regularizar a situao dos profissionais, empresas e consultrios. E eles tm percebido melhor a importncia do Conselho Regional. Tm dado valor aos ofcios ou convocaes para comparecer ao rgo, e mesmo s visitas do nosso Departamento de Fiscalizao. De certa forma, sentem-se acolhidos, por saber que o Conselho aliado e no inimigo , que trabalha para garantir a valoriza-o e respeitabilidade da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, e deseja inclu-los neste processo. Recebemos muitos agra-decimentos por conta deste estreitamen-to de relao que est acontecendo entre o Crefito-2 e os jurisdicionados.

    Como a Comisso de Assuntos Parlamentares do Crefito-2 foi criada?

    A CAP-Crefito-2 foi instituda em novem-bro de 2012. O Conselho j fazia parte da CAP-Coffito, participando de aes em esfera nacional, no Senado e na Cmara dos Deputados. Fui convidado para repre-sentar o Crefito-2 naquele grupo, onde adquirimos expertise no monitoramento poltico das questes que envolvem a Fi-sioterapia e a Terapia Ocupacional, dentre elas, a que foi nossa grande conquista os vetos ao Ato Mdico. Esta ao foi precursora da nossa CAP. Com isso, Dra. Regina Figueira, presidente do Crefito-2, percebeu a necessidade de se trabalhar tambm localmente. Por iniciativa minha, iniciamos pelo mbito estadual e pretende-mos avanar para os municpios.

    Como se deu o convite para presidir a Comisso e como tem sido esta experincia?

    A presidente do Conselho e eu con-versamos bastante sobre os temas

    Dr. Bruno Vilaa Ribeiro, presidente da Comisso de Assuntos Parlamentares do

    Crefito-2

  • Entrevista

    8 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    polticos que estvamos acompa-nhando em Braslia, e percebemos que nossos anseios convergiam para o mesmo sentido. Ela fez o convite, que aceitei prontamente. Em segui-da, montamos a Comisso, que conta com a Dra. Renata Velasque, como secretria, e a Dra. Patrcia Valesca Chaves, como vogal. Alm disso, te-mos a colaborao da Dra. Alessan-dra Silva, assessora das Cmaras Tcnicas, e do procurador jurdico, Dr. Joo Henrique Nascimento. No Esprito Santo, contamos com o Dr. Bernardo Pimentel. A conselheira re-presentante na subsede, Dra. Eunice Garcia, tambm tem sido uma gran-de apoiadora do nosso trabalho. Os membros do nosso grupo tm grande facilidade de trabalhar juntos e isso d legitimidade s nossas aes.

    Como a metodologia de trabalho da CAP Crefito-2?

    Acompanhamos de perto os projetos que esto nas Comisses das Casas Le-gislativas e elencamos aqueles em que temos maior participao. Desenvolve-mos as pautas, com temas relevantes tanto para as reunies como para que procuremos os parlamentares. Estamos em um momento de apresentao da nossa CAP para o meio parlamentar, de forma que estejamos disposio e participemos das votaes, negocia-es e audincias pblicas. Tambm atendemos a uma grande demanda de questionamentos relacionados ao campo poltico, que chegam ao Conse-lho Regional por meio dos canais Fale Conosco e Ouvidoria. Percebeu-se a necessidade desta assessoria, ento, suprimos uma lacuna importante.

    Conte um pouco sobre o fluxo de trabalho da Comisso atualmente.

    Acompanhamos projetos, principal-mente estaduais, no Rio de Janeiro e no Esprito Santo. Nosso intuito propor a correo das imperfeies que estejam retirando a participao das profisses de fisioterapeuta e te-rapeuta ocupacional do seu local de direito, seja de textos que no tenham contemplado as profisses ou, at mesmo, proposies que passem as ser contempladas nos mais diversos projetos, de reas como sade da famlia, ampliao de vagas em con-cursos, entre outros. Abordamos at tpicos menos esperados, onde no haja tanta percepo da importncia da presena da Fisioterapia e da Te-rapia Ocupacional, como o caso da sade penitenciria. Estamos atentos a toda possibilidade de insero das profisses.

    Como a Comisso interage com outros setores do Crefito-2?

    No trabalhamos sozinhos e no temos condies de absorver o acompanha-mento de todos os municpios dos Estados jurisdicionados. Este um esforo que complementado pela nossa atuao transversal, por exem-plo, com a contribuio dos Ncleos de Representao Institucional, que so organismos fundamentais e muito colaboram com o Crefito-2 no sentido de nos aproximar das realidades de suas regies e das demandas muni-cipais. Esta transversalidade tambm nos aproxima do nosso Departamento de Fiscalizao, que faz visitas peri-dicas aos municpios, se rene com lideranas polticas, como prefeitos e secretrios de Sade e, posteriormen-te, traz ao conhecimento do Colegiado e, consequentemente, da CAP, o que de mais importante detectaram ao longo do trabalho que desempenham. Estes so s alguns exemplos de atu-ao integrada e abrangente.

    H sinergia entre as Comisses de Assuntos Parlamentares do Crefito-2 e do Coffito?

    A CAP-Coffito solicita sempre o nosso apoio, no contato com parlamentares em nossas bases. Temos autonomia de atuao, e tambm desenvolvemos tra-balhos que no, necessariamente, sejam levados para a CAP Federal. Ainda assim, na maioria dos casos, temos sido parcei-ros e apoiadores da Comisso do Coffito. Quando podemos atuar em nossas ba-ses, fazemos, quando no, vamos a Bra-slia. Em dezembro de 2013, por exemplo, acompanhei, no Distrito Federal, o projeto do Super Simples Nacional, que tramita desde 2009. Estamos tentando, por meio do contato com parlamentares e audin-cias pblicas, mostrar a necessidade de incluir os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais neste projeto. Tambm acompanhamos a tramitao da Lei do Piso Nacional, que visa fixar um salrio de mais de quatro mil reais para o fisio-terapeuta em mbito nacional.

    Dr. Jos Antunes da Fonseca Filho, coordenador geral dos Ncleos de Representao Institucional (Nucrins)

  • 8 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 9

    Quando surgiram os Nucrins?

    Os Nucrins tm origem nos Ncleos criados em 1993 pela Dra. Regina Fi-gueira. Os primeiros Ncleos foram: Nova Iguau, Itaperuna, Baixada Flumi-nense, Maca, Volta Redonda, Resende, Barra do Pira, Nova Friburgo, Campos, Petrpolis, So Gonalo e Sul do Esp-rito Santo. Desde a sua idealizao, os Ncleos tinham a funo de representar o Crefito-2 nos municpios. Atualmente, so 17 Nucrins, sendo alguns integrados por mais de um municpio. No intervalo de trs a quatro meses, a presidente convoca uma reunio com cada repre-sentante de Ncleo para avaliar as aes realizadas e planejar as novas.

    Qual a funo dos Ncleos?

    A funo dos Ncleos fazer as interlo-cues poltica e social junto aos profis-sionais de cada regio, que pode ser um municpio ou um conjunto de municpios de acordo com o nmero de profissio-nais. Quando o Nucrin engloba mais de um municpio, organizado em forma de associao ou consrcio de muni-cpios e, assim, compe um Ncleo. Cada Ncleo pode ter at oito membros e, entre eles, um representante que o brao do Crefito-2 na sua regio. Uma das funes do representante passar ao coordenador as necessidades da re-gio. Por exemplo, uma demanda de fiscalizao mais efetiva ou especfica, no caso de exerccio ilegal da profisso, ou mesmo o preenchimento de infor-mao cientfica para suprir um dficit na regio, de palestras, cursos, etc. A partir da identificao de uma necessi-dade como essa, o Crefito-2 organiza, por meio das Cmaras Tcnicas, even-tos, fruns ou palestras que supram as demandas cientfico-culturais dos pro-fissionais da regio solicitante, para que o crescimento dos colegas de outros municpios esteja sempre em conformi-dade com o que tem de mais atual. Outra

    atribuio dos Ncleos a promoo de eventos de divulgao da prpria profis-so por meio de mutires em espaos pblicos para fazer pequenas avaliaes fisioteraputicas e de terapia ocupacio-nal, informando a populao as funes e a importncia desses profissionais no tratamento da sade. Ou seja, tem a funo sinalizadora para a fiscalizao de possveis irregularidades e tambm de identificar necessidades cientfico-culturais na sua regio, mas no tem funo fiscal, embora possa encaminhar denncias ao Conselho.

    Como o trabalho do coordenador?

    O coordenador dos Ncleos atua como um assessor da Presidncia do Crefito-2 na interlocuo com os profissionais nos municpios. O coordenador participa das reunies e dos eventos nos Ncleos, le-vando, inclusive, outros profissionais. Recentemente, convidamos os membros de uma Cmara Tcnica para realizarem palestras em um evento em Volta Re-donda. O papel do coordenador estar presente nas reunies dos Ncleos e re-portar Presidncia as necessidades de cada regio. Cada Nucrin tem um repre-sentante que responsvel por sinalizar as demandas da sua regio como, por exemplo, alguma irregularidade, a busca por vagas em Conselhos Municipais de Sade e em outros segmentos da rea. Essa participao dos profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional importante para a incluso dessas es-pecialidades em empresas pblicas. O representante o brao do Conselho em cada municpio e precisa ter um perfil poltico e agregador junto aos colegas.

    Qual o maior desafio dos Nucrins?

    Conscientizar os profissionais de Fisio-terapia e Terapia Ocupacional de que as atividades dos Ncleos so importantes

    para um melhor reconhecimento da classe. Para obtermos esse reconheci-mento, necessrio que fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais participem mais dos Ncleos, cobrando mais efe-tividade. por meio dessa agregao e unio que teremos mais poder de organizao e de interlocuo com as autoridades municipais. Os Nucrins, nas cidades do interior, so muito fortes, e mudam as diretrizes das profisses e do prprio mercado, principalmente na es-fera pblica que, geralmente, concentra mais postos de trabalho.

    Quais as conquistas dos Ncleos?

    Nesse perodo de trabalho, conquista-mos algumas cadeiras nos Conselhos Municipais de Sade de alguns muni-cpios, como: Mangaratiba, com a Dra. Samanta dos Santos Nogueira; Itaperu-na, com as Dras. Lilian Machado Barreto Rosmaninho e Aline Ribeiro Decnop Le-mos; Barra do Pira, com a Dra. Rosane da Silva Alves Cunha; Terespolis, com as Dras. Aline Gomes Ribeiro e Josiane Gomes Fonseca; Barra Mansa, com a Dra. Juliana Machado Barcelos; e Ni-teri, com a minha participao. Alm disso, os Nucrins foram responsveis pela organizao de eventos importan-tes como a VII Conferncia Municipal de Sade de Pinheiral, que teve como tema central Acesso e acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS; Pr-Conferncia Municipal de Sade de Terespolis com o tema Rede de Sade no Municpio de Terespolis; a VI Conferncia Municipal de Sade de Niteri, que discutiu o Atendimento Multidisciplinar em Policlnicas; entre outros pequenos cursos que os Ncleos organizaram.

    Revista OnlineAcesse www.crefito2.gov.br e releia as edies passadas.

  • 10 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    Srie

    Em 17 de dezembro de 1975, o ento Presidente da Repblica Ernesto Geisel, sancionou a Lei n 6.316, fruto do projeto elaborado pelo Deputado Federal Moura Teles e encaminhado ao Congresso Nacional pelo Ministro do Trabalho Arnaldo Prieto. Este documento um marco na histria da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional no Brasil.

    Assim como o Decreto-Lei n 938, de 13 de outubro de 1969, reconhecia as profisses no pas e dispunha sobre a formao e atuao dos fisioterapeutas e terapeutas ocupa-cionais, a nova Lei criava as instituies responsveis pela fiscalizao desse exerccio profissional. Nasciam o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional o Sistema Coffito/Crefitos.

    Conjuntamente, esses Conselhos constituem-se em uma Autarquia Federal, e tm, como uma de suas competncias, a responsabilidade por estabelecer as normas para o exer-ccio profissional. Conforme descrito na pesquisa feita pela Dra. Regina Figueira (veja Fontes), ao longo desses anos a atuao desses Conselhos, em relao a suas competncias normativas e fiscalizadoras, vem promovendo uma melhor definio do exerccio profissional, bem como vem coibindo o exerccio ilegal da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, em mbito nacional.

    O primeiro Conselho Federal teve seus membros designados pelo Ministro do Trabalho, Arnaldo Prieto, por meio da Portaria

    A Srie Memria dedica sua quarta edio a um importante captulo da histria da Fisioterapia e da Terapia

    Ocupacional no Brasil, a criao do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais, que passaram a cumprir papel

    fundamental para a garantia do exerccio das profisses por trabalhadores devidamente habilitados.

    n 3.459, de 15 de agosto de 1977. A Dra. Sonia Gusman, em entrevista Dra. Regina Figueira, afirma que, na poca, como Presidente da Associao Brasileira de Fisioterapia (ABF), foi incumbida de sugerir nomes de profissionais da rea para que o Ministrio pudesse compor o primeiro Colegiado do Coffito.

    A primeira Diretoria foi eleita pelos membros efetivos no dia 30 de agosto de 1977. O resultado da eleio foi: Presidente, Dra. Sonia Gusman; Vice-Presidente, Dra. Veridiana Arb; Se-cretrio, Wladimiro Ribeiro de Oliveira; e Tesoureiro, Dr. Luciano Castelo Branco Rebouas.

    Da esq. para a dir.: Dr. Bruno Vilaa, Dra. Sonia Gusman (primeira presidente do Coffito), Dra. Regina Figueira e Dr. Robson de Jesus Pavo.

  • 10 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 11

    Aps a eleio e a posse da Diretoria, o Coffito, de acordo com o disposto na legislao, iniciou o trabalho de organizao e instalao dos Conselhos Regionais.

    Os primeiros Regionais

    De acordo com o Dr. Geraldo Barbosa, primeiro presidente do Crefito-1 (veja Fontes), o apoio do Ministrio do Trabalho para a instalao dos Conselhos no previa recursos financeiros. Foi nesse momento que se instituiu o Clube dos 500, a sada encontrada pelas lideranas da classe com apoio das associa-es estaduais que passaram a arrecadar de seus associados a importncia de CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros), moeda corrente na poca. A adeso das duas categorias profissionais envolvidas foi imediata e quase unnime, somente rarssimos membros deixaram de contribuir; com essa arrecadao foi possvel cobrir custos iniciais dos Conselhos, sendo a quantia recebida de cada profissional descontada quando do paga-mento das taxas e emolumentos para registro da Autarquia, relembra em seu blog.

    Inicialmente, o Sistema Coffito/Crefitos foi composto por trs Regionais: Crefito-1 (Resoluo n 3); Crefito-2 (Resoluo n 4); e Crefito-3 (Resoluo n 2). De acordo com a Resoluo n 1, com as normas para instaurao dos primeiros Crefitos, os conselhos tinham a seguinte jurisdio:

    Art. 1. fixado em trs o nmero de Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a saber:

    I - Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1. Regio, com sede em Recife e jurisdio na rea integra-da pelos Estados do Acre, Amazonas, Par, Maranho, Piau, Cear, Rio Grande do Norte, Paraba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia e pelos Territrios Federais de Rondnia, Ro-raima, Amap e Fernando de Noronha;

    II - Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2. Regio, com sede na cidade do Rio de Janeiro e jurisdio na rea integrada pelo Distrito Federal e pelos Estados de Goi-s, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Esprito Santo; e

    III - Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3. Regio, com sede na cidade de So Paulo e jurisdio na rea integrada pelos Estados de Mato Grosso, So Paulo, Paran, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Em 15 de janeiro de 1978, o Coffito baixava as Resolues n 2, 3 e 4, instituindo os trs Conselhos Regionais e sua Diretoria.

    Curioso observar que os primeiros presidentes dos trs Regionais eram pernambucanos, dois deles, Geraldo Barbosa

    (Crefito-1) e Clia Cunha (Crefito-3) graduaram-se pela Univer-sidade Federal de Pernambuco, enquanto Ruy Gallart (Crefi-to-2) graduou-se pela Escola de Reabilitao do Rio de Janeiro ERRJ, relembra o prprio Dr. Geraldo Barbosa.

    Fontes:

    FIGUEIRA, Dra. Regina Maria. Aspectos da Evoluo Histrica do Fisioterapeuta no Brasil em Especial no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, IBMR, 1996. (Monografia de Ps-graduao Lato Sensu)

    BARBOSA, Geraldo. Breve histria da criao do COFFITO e do CREFITO-1. In: Blog http://geraldobarbosa43.blogspot.com.br/2012/06/breve-historia-da-criacao-do-coffito-e.html

    Dr. Ruy Gallart de Menezes, primeiro

    presidente do Crefito-2. Abaixo, o termo de posse

    da primeira Diretoria.

  • Capa

    12 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    Com os ps no futuro, mas com um olhar no passado. assim que o Colegiado do Crefito-2 inicia o ano de 2014. Ao promover uma reflexo sobre as grandes conquistas do ano anterior, os conselheiros preparam a bases slidas para os prximos pas-sos da Autarquia. As aes do rgo abordaram questes das mais diversas frentes de atuao, como poltica, social, administrativa e financeira.

    No campo poltico, o ano de 2013 entra para a histria como um marco de vitria das profisses da Sade contrrias ao texto do projeto do Ato Mdico, que puderam comemorar os vetos presidenciais e a manuteno dos mesmos, aps votao no Congresso Nacional. O Conselho Regional, que atuou fortemente em suas bases e, at mesmo em Braslia, por meio de sua Comisso de Assuntos Parlamentares (CAP), parte desta conquista. Mas a luta no terminou. A CAP - Crefito-2, criada na atual gesto, segue atenta ao Projeto de Lei n 6.126/2013, proposto pelo Poder Executivo para substituir os artigos vetados na Lei n 12.842/2013, e aos demais temas que so de interes-se dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais.

    Na rea financeira, o Conselho teve mais um ano de contas equalizadas e com uma poltica de recuperao de crdito que, prioritariamente, visa regularida-de de atuao dos profissionais jurisdi-cionados. As aes adotadas geraram frutos importantes, como o relatado na entrevista concedida pelo Diretor Tesou-reiro, Dr. Robson de Jesus Pavo, na ter-ceira edio desta Revista.

    Administrativamente, o Crefito-2 tambm fechou 2013 com boas razes para ce-lebrar. Aps oito anos sem contratar, o rgo realizou Processo Seletivo Pblico e incrementou seu quadro de funcionrios, que estava aqum do crescimento da demanda, verificado ao longo dos anos. A Secretaria Geral (Seger) absorveu a maioria das vagas e j contabiliza me-lhorias significativas nas suas atividades com este importante aporte.

    J no mbito da Fiscalizao, dois novos agentes fiscais passaram a fazer parte do time do Departamento no Rio de Janeiro. O Esprito Santo contou com visitas de apoio da equipe carioca e o Defis manteve suas atividades descentralizadas. Os odme-tros da frota, controlados cuidadosamen-te, comprovam que o ato fiscalizador do Crefito-2 est acontecendo em municpios

    de todas as regies. Somente em 2013, foram mais de 20 mil quilmetros rodados por estradas fluminenses e capixabas.

    A Assessoria de Comunicao, que obte-ve 78% de aumento na produo de con-tedo e 65% a mais de envios de boletins de notcias, tambm foi a responsvel pelo retorno da Revista do Crefito-2, ain-da na primeira metade de 2013. O vecu-lo, que chega quarta edio neste incio de 2014, estava nos planos do Colegiado e era um dos pedidos que os profissionais mais faziam ao Conselho.

    As Cmaras Tcnicas do Crefito-2 atua-ram fortemente na produo de eventos, ainda que a formao no seja atividade primria do Crefito-2. O rgo investiu na formao continuada dos profissionais, por acreditar na importncia de reuni-los para debater e aprofundar alguns temas de vanguarda. E, ao final do ano, nme-ros a celebrar: 18 eventos, com 1.500 espectadores, em mdia, dois cursos e muitos projetos para 2014.

    Leia, nas pginas a seguir, um pouco mais sobre os dados estatsticos das reas em destaque e saiba por que o Crefito-2, ao lado dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, tem muito a comemorar.

    No limiar de um novo tempo para a Fisioterapia e para a Terapia Ocupacional nos Estados do Rio e do Esprito Santo, o Crefito-2 comemora balanos positivos, dos mais diversos

    setores, ao longo de 2013.

    Conquistas geram

    responsabilidades

  • Capa Financeiro

    12 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 13

    O Departamento Financei-ro (Defin) superou grandes desafios na atual gesto, a comear pela estrutura do Crefito-2, que estava muito aqum das necessi-dades dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Alm disso, o ndice de inadimplncia entre profissionais e em-presas estava na casa dos 52% e essa situao precisava de controle. Outra situao contornada pela atual Diretoria Financeira foi a regularizao das dvi-das e emprstimos contradas na gesto anterior, que foram quitadas com muito esforo em dezembro de 2012.

    O balano que a equipe do Defin faz bastante positivo em 2013. Foi pos-svel recuperar o dobro do verificado nos ltimos anos, desde o incio desta gesto, em relao dvida ativa de profissionais junto ao Conselho. A dvi-da ativa so todas as dvidas de anui-dades vencidas nos ltimos cinco anos e no inclui o ano vigente. Atualmente, a dvida ativa do Crefito-2 est sendo regularizada de forma gradual, com um cronograma planejado de cobran-a extrajudicial. Esse planejamento, que conta com a assessoria do dire-tor tesoureiro do Crefito-2, Dr. Robson de Jesus Pavo, consiste no envio de cobranas mensais aos inadimplentes. Mesmo com a possibilidade de enviar uma cobrana protestvel ou realizar uma execuo fiscal aos profissionais em dbito com o Crefito-2, o Defin pre-fere no usar essa prerrogativa, uma

    Sade financeirarestabelecidaContas em dia e menor ndice de inadimplncia em 8 anos.

    vez que a atual gesto acredita no di-logo como melhor forma de resoluo de discordncias, enfatiza Dr. Robson.

    Fazendo uma comparao rpida, em 2012 foi recuperado cerca de 14%, contra 34% em 2013, o que totaliza 48% de recuperao nos ltimos dois anos. Isso contribuiu para o restabe-lecimento da sade financeira da Au-tarquia. Vale lembrar que mesmo que a pessoa no exera mais a profisso, precisa pedir a baixa de seu registro no Conselho para no ficar em dvida. De acordo com as resolues do Coffito e Crefito-2, o prprio profissional precisa fazer essa comunicao e quitar a dvi-da contabilizada at a baixa.

    Alm disso, o ltimo ano apresenta uma reduo importante na taxa de inadimplncia dos registrados, entre profissionais e empresas, que, atual-mente, est abaixo de 10%. Esse dado relevante, pois possibilitou ao rgo reorganizar e programar novos inves-timentos voltados melhoria dos ser-vios e promoo de aes gratuitas para os profissionais, como os eventos cientficos e culturais realizados no l-timo ano. Alm disso, possibilitou que fosse dado incio renovao da frota de veculos, que est em andamento, por meio de licitao. A antiga frota est desgastada, uma vez que os car-ros so utilizados especialmente para o trabalho de fiscalizao profissional do rgo e, portanto, viajam bastante.

    A renovao da frota garantir mais segurana e menos gastos com ma-nuteno.

    Os recursos captados com a regu-larizao dos registros em atraso permitiram tambm equilibrar as contas e quitar as dvidas assumidas na gesto anterior com emprstimos bancrios. Todos esses resultados foram alcanados devido a uma nova estrutura de cobrana, baseada em planejamento e transparncia.

    Com as finanas equacionadas, o Crefito-2 conseguiu programar novos investimentos voltados melhoria dos servios.

  • Capa Fiscalizao

    14 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    Fiscalizaoem campo

    Ao longo do ano de 2013, os agentes fiscais do Crefito-2 percorreram mais de 20 mil quilmetros nos Estados do Rio de Janeiro e do Esprito Santo. um nmero relevante que espelha a nova fase do Departamento de Fiscalizao, cuja atuao deixou de ser concentrada nas regies metropolitanas aps o incentivo do Colegiado 2010-2014, que tem como uma de suas metas a interiorizao das aes do rgo.

    Equipe de Fiscalizao do Crefito-2 rodou mais de 20 mil quilmetros no Rio de Janeiro e no Esprito Santo, em 2013.

  • 14 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 15

    A o contabilizar o quanto roda-ram os veculos da frota do Departamento de Fiscaliza-o no ano passado, um dado chamou positivamente a ateno da Superviso do setor: foram 16.242 quilmetros, no Estado do Rio de Janeiro, e 4.303, no Esprito Santo.

    Assim como os demais setores, o De-partamento de Fiscalizao buscou a excelncia em suas atividades e alcan-ou nmeros relevantes no fechamento de suas estatsticas.

    O Defis trabalhou para aproximar ainda mais o Conselho Regional de seus juris-dicionados, levando orientao, priorita-riamente, e, quando necessrio, fazendo uso de suas prerrogativas e emitindo au-tos de infrao. Em 2013, foram 41, no Rio de Janeiro, e 35, no Esprito Santo.

    Dos 92 municpios do Estado do Rio de Ja-neiro, 46 foram visitados em 2013 50% do total. Somente na capital, o Defis visi-tou 49 bairros e realizou 508 fiscalizaes, sendo 51 delas no Centro da cidade.

    Nos outros 45 municpios fluminenses, os agentes fiscais realizaram 499 fis-calizaes, das quais 101 foram em Niteri. Foram 1.007 fiscalizaes no Rio de Janeiro, ao todo, contra 937 no mesmo perodo de 2012, o que repre-senta um aumento de 7,37%.

    No Esprito Santo, foram realizados 415 atos fiscalizadores, em 20 municpios visitados. S em Vitria, 206 fiscali-zaes, divididas em 19 bairros, com destaque para o Jardim da Penha, que recebeu 48.

    Nos demais municpios capixabas, o Defis realizou 197 fiscalizaes, sendo 62 delas no municpio de Vila Velha.

    Denncias

    Outro ponto a ser destacado que o Defis apurou 100% das denncias en-caminhadas ao Crefito-2, referentes ao Rio de Janeiro. No passado, foram 150 casos. No mesmo perodo, das 23 denncias recebidas pela Autarquia re-lacionadas ao Esprito Santo, 22 foram apuradas ainda em 2013.

    O registro de denncias pode ser feito por telefone, correspondncia ou e-mail. O site do Crefito-2 dispe, ain-da, do canal Ouvidoria, que tem sido a principal porta de entrada dos contatos desta natureza. Implantada na atual gesto, a Ouvidoria responsvel por recepcionar e direcionar as denncias. O canal funciona por meio do site do Conselho Regional [A].

    Reforo na equipe

    O Departamento de Fiscalizao do Crefito-2 foi um dos setores que re-cebeu aporte de profissionais aps a realizao do Processo Seletivo P-blico do rgo, em 2013. Dois novos agentes fiscais passaram a integrar a equipe carioca, conforme matria vei-culada na edio anterior desta Revista e nos demais canais de comunicao do Conselho Regional. O Defis tam-bm conta com dois novos assistentes administrativos, que do o suporte s atividades internas.

    Acesse no site do Crefito-2

    [A] www.crefito2.gov.br/ouvidoria.html

    Terespolis foi um dos municpios fiscalizados pelo Crefito-2.

    Valena foi outro municpio visitado.

  • Capa Secretaria Geral

    16 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    atendimento

    No uma tarefa fcil recep-cionar, atender, escriturar, despachar e contabilizar o volume de documentos que passa, diariamente, pela Secretaria Geral do Crefito-2. So cinco reas vitais ao fun-cionamento da Autarquia que esto sob a batuta do departamento: Recepo, Atendimento, Secretaria de Apoio, Re-gistro de Pessoa Fsica e Registro de Pessoa Jurdica e Consultrio.

    Todos devem estar sempre muito bem afinados para que o trabalho flua da melhor maneira possvel. E os nmeros apurados aps o encerramento do ano de 2013 mostram os avanos do setor.

    O funcionamento da Secretaria Geral foi positivamente impactado, no ano passa-do, com a entrada dos novos membros da equipe, contratados por meio do Pro-cesso Seletivo Pblico. O crescimento do Crefito-2, que conta hoje com, aproxima-damente, 30 mil fisioterapeutas e tera-peutas ocupacionais registrados, tornava imperativo este reforo na equipe.

    As frentes de trabalho em que a Secretaria Geral (Seger) do Crefito-2 atua formam um nico departamento que, no ano de 2013, manteve seu alto ndice de produtividade. Pelo setor passaram, por exemplo, mais de cinco mil processos no ltimo ano.

    Em 2013, 5.408 documentos foram emitidos somente na rea de Registro de Pessoa Fsica. O ms com maior nmero de expedio foi outubro: 674, reunindo todos os tipos de emisses do setor.

    As estatsticas tambm refletem algu-mas situaes vivenciadas pelo merca-do de trabalho. o que se pode apurar, por exemplo, com o aumento dos pedi-dos de registro de especializaes, em

    2013. Foram 401 fisioterapeutas (con-tra 225, em 2012) e dez terapeutas ocupacionais (contra cinco, em 2012).

    Outro ponto importante a ser desta-cado que, em 2013, caiu tambm a quantidade de fisioterapeutas que solicitaram baixas de seus registros profissionais. Foram 438 (em 2012, eram 460). Ao longo do ano, outros 99 pediram reativao de seus regis-

    Bons resultados comeam no

  • 16 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 17

    tros para voltar a atuar na Fisioterapia. Dois terapeutas ocupacionais tambm recuperaram suas carteiras para retor-nar atuao.

    De janeiro a dezembro passado, 1.703 fisioterapeutas e 24 terapeutas ocupa-cionais receberam seus Registros Defini-tivos. Os profissionais recm-formados requisitaram suas Licenas Temporrias de Trabalho. Ao todo, 1.385 LTTs de Fisioterapia e 29 de Terapia Ocupacio-nal foram expedidas no ano passado. Somente em abril, ms em que houve maior nmero de registros deste tipo, foram 280 fisioterapeutas e dez tera-peutas ocupacionais atendidos.

    Acesse:bit.ly/crefito2online

    O setor que cuida das Pessoas Jur-dicas passou por uma reestruturao no ltimo ano. A contabilizao mostra que 1.996 documentos foram emiti-dos no perodo. Destes, foram 165 empresas e 132 consultrios regis-trados; 89 alteraes de responsabi-lidade tcnica ou administrativa; e 182 atualizaes cadastrais.

    De abril at dezembro de 2013, fo-ram 1.331 emisses de Declaraes de Regularidade para Funcionamento (DRFs), obrigatrias ao funcionamen-

    to das empresas e consultrios. At o ltimo exerccio, a emisso era so-licitada pelos responsveis tcnicos por meio de correspondncia, e-mail ou pessoalmente. A partir de abril de 2014, alm destes canais, o documen-to poder ser obtido diretamente pelo site do Conselho Regional, graas importante ao apoiada pelo Depar-tamento de Informtica, que trabalhou na criao do sistema que automatiza este processo. Empresas e consult-rios ganham agilidade e comodidade com o novo servio.

    Neste espao, o profissional pode gerar boletos, atualizar endereo ou telefone e consultarprotocolos de atendimento. Em 2014, empresas e consultrios tambm podero obter a Declarao de Regularidade para Funcionamento (DRF) diretamente pelo site do Conselho. A plataforma tambm permite que qualquer cidado consulte a situao cadastral de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional.

    Servios Online: menos distncia, muito mais praticidade

  • Capa Cmaras Tcnicas

    18 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    P autadas por significativos conceitos referentes ges-to do conhecimento, as Cmaras Tcnicas desem-penharam um relevante papel em 2013.No ano passado, 13 das 16 Cmaras Tcnicas que o Crefi-to-2 dispe em atividade no momento organizaram importan-tes eventos em suas reas de conhecimento. Ao todo, foram 18 atividades, que atraram um pblico aproximado de 1.500 pessoas. So nmeros que coroam um trabalho rduo, que en-volve longas etapas de planejamento, organizao, produo, execuo e avaliao.

    Para trocar experincias, debater o sucesso dos eventos pro-movidos na temporada 2013, que durou nove meses (entre abril e dezembro), e planejar as aes para 2014, os coordena-dores das Cmaras Tcnicas do Crefito-2 participaram de um encontro (foto) com a coordenadora geral, Dra. Renata Campos Velasque. A Diretoria do rgo fez questo de estar presente para saudar o belo trabalho realizado por todos e reafirmar a importncia da atuao de cada profissional abnegado, que abre mo de uma parcela valiosa de tempo para doar causa maior a valorizao da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional.

    Sucesso contabilizado e novas metas traadas

    Para o primeiro semestre de 2014, as Cmaras Tcnicas prepararam novidades. Uma delas a realizao do primeiro evento da CT Fisioterapia Desportiva, criada no final do ano passado. O grupo, que tem se encontrado com frequncia, foi, inclusive, o primeiro a se reunir neste ano.

    Das reunies entre os coordenadores das CTs, nasceu o projeto das Sesses Clnicas. De acordo com a coordenadora geral das Cmaras Tcnicas do Crefito-2, trata-se de uma evoluo natural do processo, j que algumas CTs j vinham se falando e convidando membros de outras reas a compor seus eventos.

    Dividir para multiplicar

    O saber, quando compartilhado, multiplica-se. Esta premissa norteou as Cmaras Tcnicas que, com seu projeto de eventos tcnicos e cientficos gratuitos, deixam marcas indelveis na histria do Crefito-2.

    Eventos realizados pelas Cmaras Tcnicas do Crefito-2 em 20134 de abril I Simpsio da Cmara Tcnica de Fisioterapia

    Neurofuncional

    10 e 11 de maio I Frum da Cmara Tcnica de Sade Funcional da Terapia Ocupacional

    18 de maio I Ciclo de Palestras da Cmara Tcnica de Sade do Idoso - Fisioterapia

    22 de junho Frum de Boas Prticas da Acupuntura

    23 de junho Evento da Cmara Tcnica de Sade do Idoso (Fisioterapia) no calado de Copacabana

    20 de julho II Ciclo de Palestras da Cmara Tcnica de Sade do Idoso - Fisioterapia

    3 de agosto I Frum da Cmara Tcnica de Dor

    30 de agosto I Frum da Cmara Tcnica de Fisioterapia Traumato Ortopdica

    21 de setembro III Ciclo de Palestras da Cmara Tcnica de Sade do Idoso - Fisioterapia

    19 de outubro I Frum da Cmara Tcnica de Fisioterapia em Terapia Intensiva

    26 de outubro II Frum e I Workshop da Cmara Tcnica de Fisioterapia Dermato Funcional

    30 de outubro II Simpsio da Cmara Tcnica de Fisioterapia Neurofuncional

    9 de novembro I Frum da Cmara Tcnica de Fisioterapia Uroginecolgica

    22 de novembro I Frum da Cmara Tcnica de Fisioterapia Oncolgica

    23 de novembro I Frum da Cmara Tcnica de Fisioterapia Cardiovascular

    30 de novembro IV Ciclo de Palestras da Cmara Tcnica de Sade do Idoso - Fisioterapia

    6 de dezembro II Seminrio de Polticas Sociais Terapia Ocupacional no Esprito Santo

    7 de dezembro I Encontro de Terapia Ocupacional Social e Diversidade Cultural

  • 18 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 19

    Os diretores do Crefito-2 abriram a reunio. A presidente, Dra. Regina Figueira; o vice-presidente, Dr. Omar Luis Rocha da Silva; e a diretora secretria, Dra. Isis Simes Menezes, agradeceram a todos pelo empenho e pela contribuio que cada um traz ao Conselho, ao lado de suas equipes.

    A ideia que a cada edio seja abordado um caso clnico, que ser analisado e debatido por diversas especialidades da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional.

    Curiosidades

    A Cmara Tcnica de Sade do Idoso Fisioterapia organizou cinco atividades. Foram quatro Ciclos de Palestras, realizados nos dias 18 de maio, 20 de julho, 21 de setembro e 30 de novembro, no Auditrio do Crefito-2, e um evento no calado da Praia de Copacabana, no dia 23 de junho, para marcar a passagem do Dia Mundial de Preveno de Quedas do Idoso.

    J a Cmara Tcnica de Fisioterapia Neurofuncional promo-veu dois Simpsios em 2013. O primeiro, realizado no dia 4 de abril, bateu recorde de inscries, que foram encerradas menos de 48 horas aps terem sido abertas pelo site do Crefito-2. Os espectadores lotaram o Auditrio do Hospital

    Federal de Bonsucesso, que sediou o evento. O feito se repetiu no dia 30 de outubro, quando a segunda edio do Simpsio reuniu, no Auditrio do Crefito-2, aproximadamen-te 140 profissionais.

    Para a Cmara Tcnica de Terapia Ocupacional nos Contex-tos Sociais, no somente com a programao de qualidade, espao fsico com cadeiras enfileiradas, ar condicionado e da-tashow que se faz um bom evento. A CT reuniu profissionais em dois nibus e partiu rumo Aldeia Guarani Trs Palmeiras, no municpio de Aracruz/ES. A ao inovadora no Sistema Coffito/Crefitos chamou a ateno dos demais Conselhos. Saiba mais detalhes e veja as fotos na pgina 25.

    O evento da Cmara Tcnica de Sade Funcional da Terapia Ocupacional aconteceu em duas partes. A primeira, no dia 10 de maio, e a segunda, no dia seguinte, 11. Graas a esta configurao, a Terapia Ocupacional tambm destaque pelo evento com maior durao.

  • Capa Comunicao

    20 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    Mais do que um apanhado de estatsticas, os n-meros, que retratam a atuao da Assessoria de Comunicao do Crefito-2 (Ascom) ao longo de 2013, mostram a preocupao do rgo com a construo de canais de informao cada vez mais dinmicos, confiveis e prximos dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais do Rio de Janeiro e do Esprito Santo.

    A grande conquista do ano passado, no mbito da Comunica-o Social, certamente foi o retorno da Revista do Crefito-2. Foram trs edies publicadas, sempre com contedo pr-prio, sem anncios publicitrios ou artigos de terceiros. As 28 pginas do produto grfico so voltadas exclusivamente para divulgar as principais aes do Conselho Regional e os temas de interesse dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

    Comunicao: nmeros expressivosRetorno da Revista, que chega sua quarta edio, noticirio sempre atualizado no site, boletim eletrnico semanal com as principais novidades do Conselho Regional, entre outras atividades. Saiba como avanaram as vrias frentes de trabalho da Assessoria de Comunicao do Crefito-2 em 2013, e veja como rgo tem trabalhado para manter seus jurisdicionados bem informados sobre sua atuao e temas de interesse dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

  • 20 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 21

    Tambm merece destaque a substancial quantidade de publicaes e atualiza-es no site da Autarquia entre janeiro e dezembro de 2013. Foi de 78% o au-mento do nmero de matrias e demais contedos veiculados em comparao com o mesmo perodo de 2012.

    Este maior fluxo de notcias possibilitou outra conquista importante: o envio se-manal do Informativo Crefito-2, a par-tir da Edio 04/2013. As estatsticas mostram um crescimento de 65% no envio de boletins eletrnicos somente com noticirios, ao comparar com os disparos no ano anterior. No foram contabilizados neste estudo os envios de campanhas e divulgaes de atividades.

    As notcias do Crefito-2 tambm ali-mentam o perfil oficial no Twitter, onde o Conselho Regional j contava, na virada do ano, com aproximadamente 1.750 seguidores. No microblog so publicadas as notcias e atualizaes do site, pginas com informaes impor-tantes, divulgao dos servios online e lembranas de datas comemorativas.

    Muitas outras atividades fazem parte da rotina do setor: atendimento interno, apoio na elaborao de textos e comuni-cados, consultoria sobre assuntos perti-nentes rea da Comunicao, apoio na produo e divulgao de eventos, como Fruns e Jornada Cientfica.

    Sucesso de 2013 inspira novidades em 2014

    Os progressos obtidos pela Ascom do Crefito-2 no ltimo ano serviram de base para projetos importantes. o caso de uma nova seo no site da Autarquia. Batizada de Arquivo, o novo espao compartilha documentos produzidos pelo Conselho Regional por meio de seus grupos consultivos. O repositrio

    digital foi inaugurado pela Terapia Ocu-pacional e, ao longo do ano, o Conselho pretende que este espao seja alimenta-do por mais apostilas, cartilhas, flderes e demais materiais, sempre com quali-dade tcnica e cientfica.

    Alm da rea em destaque na pgi-na inicial do site, o Arquivo tambm pode ser acessado por meio do link Publicaes, que faz parte do menu principal da pgina.

    Os nmeros de 2013

    Revista: principal pedido dos profis-sionais foi atendido

    Quatro edies publicadas, cada uma com 40 mil exemplares impressos, en-viados aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais registrados no Crefito-2 e aos demais pblicos, como associa-es profissionais, sindicatos e institui-es de ensino superior. Alm disso, a verso digital publicada em platafor-ma para leitura e download, com im-plantao de links no site do Crefito-2, tanto na homepage quanto na pgina Publicaes.

    Mais contedo, mais informaes

    Houve um aumento de 78% na produ-o de contedo para o site do Conselho ao longo do ano. De janeiro a dezembro de 2013, foram cadastrados 195 con-tedos, entre notas, matrias, eventos e comunicados. Entre janeiro a dezembro de 2012, foram 109.

    Informativos por e-mail

    Com edio reformulada, aps pesquisa de boas prticas de mercado, o Informa-tivo tambm apresenta estatstica posi-tiva a ser destacada: 65% de aumento no nmero de informativos semanais encaminhados por e-mail. Em 2013 (de janeiro a dezembro), foram produzidos 33 Informativos Crefito-2. (envios sema-nais a partir da Edio 4/2013). Em todo o ano de 2012, foram 20.

    Twitter

    O perfil do Crefito-2 atingiu a marca de 1.750 seguidores na virada de 2013. No microblog so compartilhadas as notcias e demais pginas atualizadas do site do Crefito-2.

    Plataforma de publicaes

    Para ampliar e agilizar o acesso s pu-blicaes do Conselho Regional, a As-com adotou o uso de uma plataforma gratuita de distribuio de publicaes. A Assessoria de Comunicao coordena dois perfis neste ambiente na internet. O primeiro lanado foi o da Revista do Cre-fito-2. O segundo perfil o Comunicao Crefito-2, onde so anexados os demais documentos, como os hospedados na rea Arquivo do site.

  • Novas Subsedes

    22 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    A criao das subsedes um projeto no qual o Colegiado vem trabalhando h algum tempo e veio somar s diversas aes j em curso, como o aumento da gama de servios na plataforma online e o ato fiscalizador nos municpios mais dis-tantes das atuais bases operacionais.

    A implantao, que ter incio pelos municpios de Campos dos Goyta-cazes e Volta Redonda, acontecer ainda neste mandato. O projeto foi deliberado pelo Plenrio do Conselho Regional em 2013 e um dos com-promissos de campanha assumido pela atual gesto.

    Alm da comodidade, a descentraliza-o de servios proporcionar econo-mia de tempo e de recursos financeiros para os profissionais, que podero se direcionar para um local mais prximo de suas casas.

    Situadas em regies localizadas geogra-ficamente em dois extremos do Estado do Rio de Janeiro, os dois municpios so estratgicos nesta ao, que pode ser considerada um avano no Projeto de Interiorizao do Crefito-2. Tal projeto foi iniciado pela intensificao das visitas dos agentes fiscais aos municpios fora

    Crefito-2 anuncia a criao de subsedes

    nas Regies

    dos grandes centros, para onde, inclu-sive, o rgo j levou alguns de seus eventos de formao gratuitos.

    Conselho e representantes dos Ncleos unidos para efetivar projeto

    A presidente do Crefito-2, Dra. Regina Figueira, o coordenador geral dos N-cleos de Representao Institucional, Dr. Jos Antunes da Fonseca Filho, e a assessora, Dra. Jane Lucia dos Santos, receberam representantes dos Ncleos do Conselho Regional em Campos dos Goytacazes e Volta Redonda para am-pliar o debate sobre o tema e ouvir os anseios dos profissionais das Regies Norte e Sul fluminenses.

    Dr. Renato Labeca Halfeld, Dr. Vladimir Lopes de Souza e Dr. Glauco Fonseca representaram o Ncleo Volta Redonda e a Regio Sul. J o Dr. Vincius Rangel Teixeira e o Dr. Abel da Silva Santos foram os responsveis por representar o Ncleo Campos dos Goytacazes e a Regio Norte do Estado.

    Esta delegacia ser de suma importn-cia para os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais da Regio Sul Fluminense e para os futuros formandos. O profis-sional no necessitar se deslocar para a cidade do Rio de Janeiro para resolver problemas que se referem ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocu-pacional, explicou Dr. Vladimir Lopes, em reportagem veiculada no site A Voz da Cidade.

    Um dos objetivos que os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que moram nestas Regies e nas proximidades possam recorrer s unidades para realizar procedimentos administrativos, evitando

    a necessidade de deslocamento at a capital.

    Norte e Sul fluminense

    Dra. Regina Figueira, Dra. Jane

    Lucia dos Santos e Dr. Jos Antunes da Fonseca Filho

    ( frente) com representantes de Campos dos

    Goytacazes e Volta Redonda.

  • Aes e Representaes

    22 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 23

    Conselheiro do Crefito-2 recebe homenagemDr. Edson Virginio Rodrigues foi um dos condecorados durante evento da Aferj.

    Para comemorar seu aniversrio de fundao, a Asso-ciao dos Fisioterapeutas do Estado do Rio de Janei-ro realizou, no dia 11 de novembro 2013, uma grande reunio profissional, seguida de jantar comemorativo.

    Durante o evento, a Aferj homenageou vrios fisiotera-peutas que marcaram sua histria. Entre os condeco-rados, um profissional que acaba de completar 40 anos de formao e continua atuando e se destacando na rea da Fisioterapia Neurofuncional: Dr. Edson Virginio Rodrigues.

    Dr. Edson, que conselheiro do Crefito-2, tambm re-cebeu as homenagens da Aferj por sua atuao como vice-presidente da entidade na Gesto 1982 - 1984, e como secretrio na Gesto 1984 - 1986.

    Realizado no dia 27 de novembro de 2013, no Auditrio do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2 Regio (Crefito-2), o 1 Encontro das Empresas de Fisioterapia do Estado foi promovido pela Associao das Empresas Prestadoras de Servios de Fisioterapia do Estado do Rio de Janeiro (Aeferj).

    A Associao foi criada em 2012, com apoio do Crefito-2, e este primeiro encontro teve como objetivo central a divulga-o da importncia da reunio das empresas em busca de maior representatividade na negociao com os planos de sade. A ocasio tambm serviu para fomentar o cadastro de novos associados.

    As boas-vindas foram dadas pelo diretor tesoureiro do Cre-fito-2, Dr. Robson de Jesus Pavo. O encontro foi coorde-nado pelos integrantes da Di-retoria da Aeferj: Dra. Marisete Pilon, Dr. Marcelo Resende, Dr. Marco Gama e Dr. Joo Hyplito.

    Terapeutas Ocupacionais do Sistema Coffito/Crefitos avaliam aes de 2013 em reunio nacionalA Reunio Nacional dos Conselheiros Terapeutas Ocupacionais, promovida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocu-pacional (Coffito), no dia 9 de dezembro de 2013, em Braslia, reuniu representantes de grande parte dos Regionais. O Conse-lho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2 Regio (Crefito-2) foi representado por sua conselheira Valria Quinto, que tambm preside a Comisso de Fiscalizao do rgo.

    Da esq. para dir.: Dra. Luziane Feij A. Paiva, Crefito-6; Dra. Regina Aparecida R. Guzzo, Crefito-3; Dra. Valria Martins Quinto Rocha, Crefito-2; Dra. Leiliane Helena Gomes, Crefito-1; Dra. Luciana Gaelzer, Crefito-5; Dr. Leonardo Jos C. de Lima, Coffito; Dra. Patrcia Luciane S. de Lima, Coffito; Dra. Luciana B. Rocha, Crefito-13; Dra. Rosilda de A. Argolo, Crefito-1; Dra. Lucrcia M. Lima, Crefito-12; Dra. Sandra J. M. de Aguiar, Crefito-11; Dra. Clia Maria de Oliveira, Crefito-7. Sentada: Dra. Luziana C. de A. Maranho, Coffito.

    O encontro, que acontece a cada dois meses para discutir as aes promovidas por cada Conselho Regional, serviu para realizar um balano das realizaes de 2013 e projetar me-tas para 2014. A reunio foi bastante produtiva, com boas perspectivas, alm de programar alguns eventos em parceria Coffito/Crefitos para este ano.

    Aeferj promove 1 Encontro das Empresas de Fisioterapia do Rio de Janeiro

  • Aes e Representaes

    24 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    O Crefito-2 participou, em dezembro de 2013, da Comemorao pelos 25 anos de fundao do Sin-dicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacio-nais no Estado do Rio de Janeiro (Sinfito-RJ). A solenidade foi realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por solicitao do Deputado Estadual Luiz Paulo (PSDB/RJ), que entregou Moo de Louvor, Aplausos e Congratulaes a oito ex-presidentes do Sindicato e atual Presidncia da entidade.

    A Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque, conselheira do Cre-fito-2, foi uma das homenageadas por ter sido diretora fun-dadora da Associao Profissional dos Fisioterapeutas do Estado do Rio de Janeiro (Apferj) e presidente da mesma entidade, de 1981 at 1988, ano em que foi homologada a Carta Sindical para registro do Sinfito-RJ. Em sua fala de agradecimento, ela destacou que as homenagens aos 25 anos do Sinfito-RJ so, na verdade, um tributo histria da entidade, que comeou bem antes do nascimento do Sindi-cato. Dra. Eliana lembrou o grande trabalho desenvolvido na dcada de 1970, com a criao da Apferj, que foi o embrio do Sinfito-RJ.

    O Conselho Regional foi representando, tambm, por outros membros de seu Colegiado (foto). Estavam presentes os con-selheiros: Dra. Sandra Carneiro (representante do Crefito-2 no Conselho Estadual de Sade do Rio de Janeiro CES/

    O Crefito-2 recepcionou, no dia 30 de janeiro de 2014, as fisioterapeutas Dra. Raquel do Amaral Gomide Pimentel Souza (acima) e Dra. Raquel Dias Diniz, que receberam das mos da presidente do rgo, Dra. Regina Figueira, suas Carteiras Definitivas de Registro Profissional. As profissionais, acompanhadas por seus familiares, foram parabenizadas pela presidente: Esta carteira imprescindvel ao exerccio profissional do fisioterapeuta, que deve port-la sempre que estiver trabalhando. Vocs devem ter muito orgulho da profisso que abraaram.

    Com a disponibilidade de novo espao fsico adequado para a realizao de eventos no Centro Cultural, o Colegiado do Crefito-2 pretende retomar, em breve, as solenidades de entrega de documentao aos pro-fissionais, feitas por um conselheiro do rgo.

    Pioneira do movimento sindical do Rio de Janeiro condecorada na AlerjDra. Eliana de Queiroz Albuquerque, conselheira do Crefito-2,

    homenageada nos 25 anos do Sinfito-RJ.

    RJ); Dra. Renata Campos Velasque (coordenadora geral das Cmaras Tcnicas do Crefito-2); Dr. Jos Antunes da Fonse-ca Filho (coordenador geral dos Ncleos de Representao Institucional do Crefito-2); e Dra. Adalgisa Maiworm (membro da Cmara Tcnica de Fisioterapia Respiratria). Alm deles, marcaram presena o Dr. Joo Henrique Nascimento de Freitas (procurador jurdico da Autarquia) e Dra. Alessandra Sousa (assessora das Cmaras Tcnicas e Comisses do Crefito-2).

    Tambm receberam Moes: Dra. Rita de Cssia Garcia Ve-reza, Dr. Cosme Guimares, Dr. Csar Madureira Bach, Dr. Mauro da Silveira, Dr. Luiz Cladio Pinto, Dra. Raquel Simis e Dr. Diego de Faria Magalhes Torres.

    Fisioterapeutas foram recebidas na sede do Conselho Regional

  • Acontecimentos

    24 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014 25

    D ois dias dedicados ao de-bate e reflexo sobre a atuao e a importncia do terapeuta ocupacional no mbito das polticas sociais e culturais, por meio de eventos cujas programaes foram desenhadas com intuito de pensar e repensar o papel destes profissionais enquanto agentes de uma importante rea da Sade. Foi o que ocorreu no Esprito Santo, em dezembro de 2013, com a realizao do II Seminrio de Po-lticas Sociais Terapia Ocupacional, no dia 6 (foto ao lado), e o I Encontro de Terapia Ocupacional Social e Diver-sidade Cultural, no dia 7.

    A pioneira ao no mbito do Sistema Coffito/Crefitos chamou a ateno de conselheiros do sistema. O Crefito-2 recebeu as importantes presenas da vice-presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Dra. Luziana de Carvalho Maranho; e da Dra. Danielle dos Santos Garros (Crefito-3); do Dr. Geraldo Magalhes Melo (Crefi-to-7); da Dra. Margarete Teodzio (Crefito-9); do Dr. Lourival Jaime Vieira Filho (Crefito-10); e da Dra. San-dra Jardeny (Crefito-11).

    O primeiro evento con-tou com o apoio da Pr-Reitoria de Extenso da Universidade Federal do

    LanamentoDurante o evento do dia 6 de dezembro de 2013, o Conselho Regional lanou a cartilha e o folder Terapia Ocupacional Contribuies ao Sistema nico de Assistncia Social (SUAS). O material, que gratuito, foi escrito pelos membros da Cmara Tcnica de Terapia Ocupacional nos Contextos Sociais do Crefito-2. Alm das verses impressas, j esto disponibilizados para acesso, leitura e download por meio do site da Autarquia, na rea Arquivo.

    Terapia Ocupacional em evidncia no Esprito Santo

    Esprito Santo (Ufes), que sediou o encontro onde foram debatidos o perfil profissional do trabalhador da Assis-tncia Social e os de-safios na formao de terapeutas ocupacio-nais para o Sistema nico de Assistncia Social (SUAS).

    No dia seguinte (7/12), o grupo de pro-fissionais, formado por terapeutas ocu-pacionais e fisioterapeutas, foi para o municpio de Aracruz, onde participou do evento realizado na Aldeia Guarani Trs Palmeiras (foto abaixo).

    Mais uma vez, a Ufes foi a grande par-ceira do Crefito-2, cedendo dois ni-bus para conduzir os participantes de Vitria at Aracruz. O evento na Aldeia proporcionou o encontro intercultural e discusses sobre Terapia Ocupacional

    Encontros realizados em Vitria e na Aldeia Guarani, em Aracruz, receberam profissionais de vrias partes do Brasil. Os eventos foram organizados com o apoio da subsede capixaba.

    Social e Diversidade Cultural. Serviu, ainda, para apresentar o trabalho do terapeuta ocupacional em diversos contextos culturais, como comunida-des tradicionais, populao indgena, migrao, entre outros.

  • Acontecimentos

    26 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    A Fisioterapia Desportiva estar ainda mais em evidncia com realizao da Copa do Mundo de Futebol no Brasil.

    Atento a esta questo, o Crefito-2 criou, em 2013, sua Cmara Tcnica de Fisiote-rapia Desportiva. Comandada pelo fisio-terapeuta da Confederao Brasileira de Futebol (CBF), Dr. Odir de Souza (foto), a CT foi a primeira a se reunir em 2014. No dia 22 de janeiro, os membros da equipe iniciaram o planejamento de aes para o primeiro semestre, entre as quais est a

    Reconhecimento gera incentivoA ps uma extensa preparao, que passou pelas etapas de captao, avaliao e seleo dos Melhores Trabalhos de Concluso de Curso de Graduao em Fisioterapia, foi realizado, no dia 7 de dezembro de 2013, um grande encontro, reunindo os autores e orientadores finalistas.

    A iniciativa da Comisso de Educao em Fisioterapia do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2 Regio (Crefito-2) busca incentivar a produo e a pesquisa acadmica, colo-cando em evidncia aqueles que se des-tacaram por meio da qualidade de seus Trabalhos de Concluso de Curso (TCCs).

    Para chegar lista final de selecionados, a Comisso de Educao teve o apoio imprescindvel dos coordenadores de cursos das diversas Instituies de Ensi-no Superior (IES). Ao todo, sete trabalhos

    Ao promovida pela Comisso de Educao em Fisioterapia do Crefito-2 homenageia produo acadmica

    foram apresentados. Todos os autores e orientadores receberam uma placa co-memorativa e as homenagens do Con-selho Regional.

    O evento comeou com uma mesa de abertura, que contou com as presenas da coordenadora geral das Cmaras Tcnicas e Comisses do Crefito-2, Dra. Renata Campos Velasque, e do presidente da Comisso de Educao em Fisioterapia,

    Dr. Jorge Luis da Silva Nascimento (foto).

    Na sequncia, Dr. Renato Fernandes Pau-lo apresentou uma palestra, que precedeu o incio das apresentaes dos trabalhos selecionados. O encontro terminou com a fala dos membros da Comisso de Edu-cao do Crefito-2 e com a foto oficial, reunindo representantes dos sete TCCs selecionados para a mostra em 2013.

    Fisioterapia Desportiva em altarealizao de seu primeiro frum, previsto para abril. Com este evento, o Crefito-2 dar o pontap inicial nas atividades so-bre este campo de atuao cada vez mais procurado pelos fisioterapeutas.

    Profissional respeitado no meio da Fi-sioterapia, Dr. Odir requisitado pela mdia constantemente. O site do Cre-fito-2 veiculou suas participaes no programa Medida Certa (Canal GNT) e em matria do canal SportTV, onde falou sobre a leso sofrida pelo lutador Anderson Silva.

    Para acompanhar as novidades sobre a agenda de eventos do Crefito-2, os pro-fissionais dispem de vrios canais. No site do Conselho [A] a agenda est sempre atualizada. Alm disso, o perfil oficial da Autarquia no Twitter [B] compartilha frequente-mente as novidades do calendrio.

    Acesse[A] www.crefito2.gov.br/eventos.html[B] www.twitter.com/crefito2

  • 26 revista do CREFITO-2 Nmero 4 Jan/Mar de 2014

    Vantagens exclusivas para os profissionais registrados e ativos no Crefito-2.

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    Acesse o site www.crefito2.gov.br para mais informaes.

  • Eleies 2014

    Como obter informaes sobre o andamento do Processo Eleitoral?Acompanhe pelo site www.crefito2.gov.br todas as etapas do Processo Eleitoral que visa escolher o Colegiado do rgo para o perodo 2014 -2018.

    Em agosto deste ano, o Colegiado 2010-2014 do Crefito-2 concluir seu mandato. Com isso, os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais devem ir s urnas para votar e escolher a chapa que os representar no comando

    do Conselho Regional pelos prximos quatro anos, de acordo com a Lei n 6.316/75 e a Resoluo Coffito n 369/2009. A participao dos

    profissionais muito importante.

    O voto obrigatrio?

    Sim, de acordo com a Lei n

    6.316/75 e a Resoluo Coffito

    n 369/2009, Artigo 2, o voto

    secreto, obrigatrio, direto e

    pessoal, e ser exercido pelo

    Fisioterapeuta e pelo Terapeuta

    Ocupacional na circunscrio

    do Conselho Regional de

    seu registro profissional.

    Ser facultativo o voto aos

    profissionais com idade igual

    ou superior a 70 anos.

    Saiba mais sobre o Processo Eleitoral:

    Existe alguma penalidade para quem no votar e no justificar a ausncia?Sim. De acordo com a Resoluo Coffito n 369/2009, Artigo 3, o profissional jurisdicionado que se ausentar do processo eleitoral dever apresentar justificativa no prazo mximo de 30 dias. Terminado este prazo, quem no votou e no justificou sua ausncia receber uma Notificao, com prazo de trinta dias para pagamento da multa.

    Quem deve votar e como

    faz-lo?

    Podero votar o Fisioterapeuta

    e o Terapeuta Ocupacional

    em situao regular perante

    o Conselho Regional. O voto

    ser por correspondncia nos

    municpios onde no houver

    mesa eleitoral. O fisioterapeuta e

    o terapeuta ocupacional votaro

    presencialmente nos locais onde

    houver mesa eleitoral, mediante

    apresentao da Cdula de

    Identidade Profissional, Carteira

    Nacional de Habilitao, RG ou

    de outro documento equivalente

    como identidade civil, conforme

    a Resoluo Coffito n 369/2009.

    As eleies para escolha do Colegiado 2014- 2018 do Crefito-2 j tm data marcada?

    O edital de convocao da eleio ser publicado pela Comisso Eleitoral no Dirio Oficial da Unio e em jornal de grande circulao em cada Estado que compe a circunscrio do CREFITO, no mnimo, uma vez e em at 15 (quinze) dias antes do pleito Resoluo Coffito n 369, Artigo 12. A atual gesto termina em agosto de 2014, quando completa quatro anos de mandato. Com isto, cumprindo a Legislao, far realizar o pleito antes do dia 20 de agosto.