Revista Dinmica | Edio 17

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    09-Mar-2016

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Revista brasileira de variedades.

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  • Editorial

    Colaboradores

    Crnicas e Contos E por falar em leitura...

    Educao e Formao Dificuldade na aprendizagem: a dor que no cessa

    Mitologia Encontro com a Sereia

    Embates e Debates Outros setembros

    Fazendo Direito Falando muito e dizendo pouco

    Imagem e Ao Brigas (de todos os tipos) na TV

    MP2 Eles esto entre ns

    Sade e Beleza Um mel de tesouro

    Com gua na Boca Mel: o protagonista desta edio

    4568

    10141619212426

    ( NDICE )

  • 4 Revista Dinmica

    Amigos Leitores

    Num pas de tantas belezas naturais, tantas riquezas minerais, clima ameno e grande variedade de solo que favorece ao plantio de quase tudo, temos que conviver

    com a vergonha.

    Sim, conviver com a vergonha do que fazem muitos de nossos polticos, com as leis elaboradas em proveito

    prprio, a prtica do nepotismo, mesmo declarado ilegal, saindo aos borbotes pelos atos secretos e outros no

    tanto. A brbarie choca nossos sentimentos diariamente.

    Desta edio em diante, o Editorial ser sobre as Polticas Pblicas: aquelas que fazem o seu alimento chegar mais

    caro sua mesa, sobem os preos dos combustveis quan-do anunciam em alto e bom som que o Pr-Sal j est

    extraindo petrolo com tecnologia s existente no Brasil.

    Amigos, sofremos com a insegurana, com a falta de alimentos para todos, falta de habitao com dignidade, atendimento sade, os desmandos dos Planos de Sa-

    de.

    Tudo tem um incio e um final. Pergunta-se, quando ser que o povo brasileiro ir colocar um final nesses

    desmandos?

    O ano de 2010 est se aproximando. Somos leitores desta revista porque temos, entre outras caratersticas, a capa-

    cidade da crtica. Vamos conversar com as pessoas que votam por votar, sem ter idia de que o seu voto que

    ajuda a perpetuar tanta desgraa.

    Encerro este editorial com os versos de Rui Barbosa, imor-tal brasileiro, que h mais de cem anos, escrevia o que nos

    parece ser to atual:

    De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra,

    de tanto ver crescer a injustia, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mos dos maus,

    o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra,

    a ter vergonha de ser honesto.

    Boa leitura! Tereza Machado

    ( EDITORIAL )Diretora de redaoTereza Machado

    Redatora-chefeFernanda Machado

    Diretor de arteChris Lopo

    EditoresChris Lopo, Fernanda Machado e Tereza Machado

    Projeto grficoBonsucesso Comunicao

    DiagramaoChris Lopo

    Jornalista responsvelThiago Lucas

    Imagens no creditadasGetty Images

    Projeto inicialAntnio Poeta

    Anunciantesanunciantes@revistadinamica.com

    O contedo das matriasassinadas, anncios e informes publicitrios de responsabilidade dos autores.

    Site www.revistadinamica.com

    Contatocontato@revistadinamica.com

    Prxima edio02 de setembro de 2009

    ( EXPEDIENTE )

  • Revista Dinmica 5

    Mario Nitsche(marionitsche@revistadinamica.com)Curitibano, dentista por profisso, filsofo por opo. Publicou o livro Descanso do Homem em novembro de 2005.

    Liz Motta(lizmotta@revistadinamica.com)Baiana e historiadora. Especialista em polticas pblicas, produz artigos sobre violncia contra a mulher.

    Liana Dantas (de frias)(liana@revistadinamica.com)Carioca. Estudante de jornalismo. Comeou cursando Letras e hoje pensa na possibilidade de vender cosmticos.

    Fernanda Machado(fernanda@revistadinamica.com)Carioca. Cientista da computao e apaixonada por design. Trabalha em sua prpria empresa de comunicao.

    Kiko Mouro(kikomourao@revistadinamica.com)Mineiro de Belo Horizonte. Estudante de direito. Alm de fazer estgio na rea tambm trabalha com sua maior paixo: a msica.

    Tereza Machado(tereza@revistadinamica.com)Cearense. Professora universitria, psicopedagoga e consultora educacional.

    Chris Lopo(chris@revistadinamica.com)Gacho. Trabalha com web design desde 1997. Hoje , alm de web designer, designer grfico, ilustrador e tenta emplacar sua banda de rock.

    Priscila Leal(priscila@revistadinamica.com)Carioca. Atriz e estudante de danas. Apaixonada pelo estudo da filosofia, da anatomia humana e de tudo que constitua o ser humano e suas possibilidades de expresso.

    ( COLABORADORES )

    Clarissa Leal(clarissa@revistadinamica.com)Carioca. Biomdica apaixonada por leitura, teatro, cinema e boa comida. Amante das Cincias da Sade, estuda para Mestrado em Biofsica.

    Leila Mendes(leila@revistadinamica.com)Carioca. Professora, Psicopedagoga e Mestre em Educao.

  • 6 Revista Dinmica

    Leila Mendes

    Eu gostaria de escrever sobre a leitura. Um tema que vem me roubando o pouco de tempo que sobra. Leio sobre a leitura e leio alguns ttulos que, recomendados pelos autores dos livros que leio, e pelos professores que tenho, me per-mitem viajar para longe. S nesta semana estive na Arglia, na Frana e na Espanha. No agora, em 2009, no passado ou em alguma poca que jamais existiu. Conheci o dia a dia de uma famlia que morou anos na Arglia, atravs do romance autobiogrfico de Albert Camus: O primeiro homem.Mas, no so s os espaos que acabam por nos parecer familiar, tambm os personagens com suas angstias, sofrimentos, modos de ser, terminam por fazer com que a gente se sinta muito prximo deles e perceba o quanto temos em comum. No caso de um romance autobiogrfico, tambm nos possibilitado um encontro com a nossa infncia ao depararmo-nos

    com a infncia do prota-gonista. Essa visita a ns mesmos, suscitada pelo outro, nos acorda ou nos desperta para lembranas muitas vezes adormeci-das, semi-inconscientes, que talvez nunca tivs-semos a possibilidade de lembrar se no nos identificssemos com quela infncia descrita pelo autor, ou, ao contr-rio, nos dssemos conta do quanto nossa experincia infantil foi diferente, podendo reconhecer e agradecer pela feli-cidade vivida ou pela experincia que, de alguma forma contribuiu para nossa vida.Por outro lado, alguns persona-gens nos surpreendem tanto que chegamos mesmo a ficar irritados, com raiva deles. H tambm os de mistrio. Em A sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafn, tudo parece envolto num grande mistrio, fazendo com que a gente no queira parar de ler. Um livro que se descobre raro, uma moa que

    ( CRNICAS E CONTOS )

    Um ensaio de como um assunto puxa o outro

    E por falar em leitura...

  • Revista Dinmica 7

    aos olhos de um menino parece de outro mundo, colecionadores de livros, lugares secretos, bibliotecas centenrias. Tambm alguns livros nos permi-tem refletir sobre a vida. o que aconteceu com um livro que uma moa, muito viva, me emprestou. Ela, que participa de um grupo que faz um curso comigo, trouxe-me o livro. Alguma coisa que eu falara, f-la pensar especificamente num

    captulo do livro ABeCe-drio de criao filo-

    sfica, organizado por Walter Kogan

    e Ingrid Xavier, intitulado:

    Janela, assinado por Bernardina Leal. O texto, instigante nos leva a refletir sobre quilo que vemos, sobre quilo que olhamos e no vemos e sobre quilo que de certa forma no queremos ver. Rapida-mente, fiz links! Um, diretamente com um trecho do livro O mundo de Sofia, que cito abaixo:Para as crianas, o mundo e tudo o que h nele uma coisa nova; algo que desperta a admirao. Nem todos os adultos veem a coisa dessa forma. A maioria deles vivencia o mundo como uma coisa absolutamente normal.E precisamente neste ponto que os filsofos constituem uma louv-

    vel exceo. Um filsofo nunca

    capaz de se habituar completamente com

    este mundo. Para ele ou para ela o mundo continua

    a ter algo de incompreensvel, algo at de enigmtico, de secre-

    to. Os filsofos e as crianas tm, portanto, uma importante caracte-rstica comum. Podemos dizer que um filsofo permanece a sua vida toda to receptivo e sensvel s coisas quanto um beb.Para explicar o link que fiz, ime-diatamente fao outro. (Isto est virando um verdadeiro hipertex-to!) No pude deixar de lembrar-me de Durkheim. Atualmente, meio esquecido fora dos cursos de sociologia. Durkheim diz que, ao nascer, sendo membros de uma determinada cultura, como se recebssemos uns culos. Esses culos s permitem que voc veja e entenda um determinado padro de conduta, linguagem, pensamen-to. Assim, quando crianas, ainda no totalmente aculturados, nos surpreendemos com muitas coisas,

    mas depois de adultos, nossos culos acabam por impedir-nos de ver o mundo. Na verdade, nossas janelas, no so s nossos olhos mas a forma com que, de certa forma, condicionaram nosso pensamento. Ficamos, dessa assim vendo o mundo atravs de janelas que se abrem e se fecham... o filme Janelas da Alma tambm toca no tema.Nesse mesmo livro, um outro arti-go: Espelhode Mrio Bruno, me chamou a ateno. Uma epgrafe de Caetano Veloso encabea o texto:Quando eu te encarei frente a frente e no vi o meu rostoChamei de mau gosto o que vi de mau gosto, mau gosto que Narciso acha feio o que no espelhoE a mente apavora o que ainda no mesmo velhoFoi impossvel no lembrar Macha-do! No seu conto O Espelho ele transforma em histria todo esse paradoxo da relao do homem consigo e ao mesmo tempo com o outro. Quem sou eu? At que pon-to eu sou o que sou? At que ponto me fizeram ser o que sou? Sou eu no outro? Sou o outro em mim? Nesse mesmo artigo, o autor cita uma frase de Roland Barthes: Eu nunca me pareo comigo. Que na verdade interpretada como uma impossibilidade de falar de si. Quantas divagaes! Bem, vol-tando l no incio, eu disse que gostaria de falar de leitura. Por que gostaria? Por que pretendia falar de outra coisa. Queria escrever sobre as relaes, por isso o verbo no imperfeito... mas acho que acabei me estendendo mais do que devia e assim o tema que eu pretendia abordar fica para uma prxima!

    ( Crnicas e Contos )

  • 8 Revista Dinmica

    Tereza Machado

    Escrevo para algumas revis-tas digitais, alm da Revista Dinmica.Fico admirada que um texto escrito h mais de um ano, em maio de 2008, ainda tenha leitores e comentrios: Dificuldades de Aprendizagem na Infncia.

    Por esses dias, recebi o aviso de que havia um comentrio. Sucinto:

    Meu filho tem dificuldades na aprendizagem desde a infncia. Hoje ele tem 18 anos e no consigo tratamento pra ele aqui em salva-dor por causa da idade.

    Este depoimento me sensibili-zou, por um processo de empatia coloquei-me no lugar desta me que com seu filho quase adulto e ainda no encontrou o caminho da soluo desse problema. Releiam, ela nem mais reclama, nem pede mais ajuda, apenas diz que por

    causa da idade no consegue mais tratamento. Que tristeza ler isso como educadora.

    Respondi a ela: Prezada Senhora, obrigada por compartilhar com os leitores da revista o seu problema.

    Dificuldades de aprendizagem tm vrias origens. Se seu filho fosse ainda uma criana, diria que o pe-diatra de confiana seria o primeiro especialista a ser consultado. Aps o pediatra, teramos um grande

    ( EDUCAO E FORMAO )

    O que o poder Pblico pode destinar de verbas para organizar salas mais atraentes, com profissionais mais preparados para lidar com

    as dificuldades de aprendizagem?

    Dificuldade na aprendizagem: a dor que no cessa

  • Revista Dinmica 9

    ( Educao e Formao )leque de especialistas que pode-riam fazer um diagnstico multi-disciplinar, cada um contribuindo com o seu conhecimento sobre a dificuldade de seu filho.

    Alguns casos so relativamente fceis, embora preocupantes: pro-blemas na viso ou na audio no permitem que a criana tenha seus sentidos por inteiro no processo de aprendizagem.

    H problemas mais srios, embora com tratamentos: dislexia, dislalia, discalculia, desortografia, que so tratados com fonoaudilogas , podendo o tratamento ser em con-junto com os psicopedagogos.

    H alguns transtornos mais conhe-cidos atualmente, como a hipe-ratividade, bipolaridade e outros. Nesses casos, um bom neurologis-ta capaz de fazer um diagnstico preciso. Temos, ainda , casos de desvios de comportamento, que so atendidos pelos psiclogos.

    Gostaria que no perdesse a espe-rana. Mesmo j no fim da adoles-cncia, esses profissionais podem ser consultados. Salvador uma capital que possui recursos para esses casos.

    Tente, nunca se abata pelas dificul-dades encontradas.

    Principalmente, seja afetiva com seu filho, ame-o muito e diga isso a ele, que seu amor no depende de sua aprendizagem.

    O lado afetivo contribui muito para a melhora dos sintomas.

    Obrigada por me escrever.

    Grande abrao,

    Tereza Machado

    Mesmo assim, no me dei por satisfeita. Essa me sofre o que in-meras outras sofrem e no sabem a que recorrer. Que vontade de ter um programa de rdio para conver-sar com elas sobre os problemas de seus filhos. No sou uma autorida-de no assunto, no sou famosa, no tenho ainda livros editados. O que sou, o que posso oferecer? Como contribuir? Trabalho no Magist-rio por mais de trinta e cinco anos, tendo ocupado diversas funes, docente (atualmente), coordena-dora, diretora de escola. Fiz vrios cursos, buscando maior conheci-mento para tais problemas, pro-fessora de portugus, pedagogia, psicopedagogia, mestre em edu-cao, especialista em educao a distncia e agora doutoranda, em regime especial, em Lngua Por-tuguesa. Tenho muito amor pelo magistrio, muita sintonia com famlias que tenham crianas com necessidades especiais, um carinho muito grande pelas crianas que sofrem por no entenderem qual o motivo dos coleguinhas apren-derem e eles no. Conversar com essas crianas, com essas mes, um dos caminhos que sempre abro quando algum se aproxima com esse tipo de questionamento. Mui-tas vezes falta apenas uma orien-tao, o apontar de um caminho a percorrer. Muitas nem desconfiam que haja um diagnstico a ser feito e que h muitos profissionais pron-tos para ajudarem.

    Vtimas de um rtulo preconcei-tuoso de poucos-inteligentes, dado por alguns, muitas crianas passam a ser desafiadoras, brigam por qualquer coisa, preferem ser

    conhecidas pela m conduta como aluno do que ser apontado pela no-aprendizagem, cansados de serem os coitadinhos que no aprendem.

    Existe estatstica sobre o nmero de crianas que tm dificuldades de aprendizagem? Ser que estaro engrossando os dados de pssimo rendimento por uma metodologia ineficaz, j que fazem a mesma prova das crianas que no tm dificuldades? Ser que tantas mudanas propostas no surtem efeitos porque as autoridades tentam apenas um atendimento de emergncia, a incluso pela matrcula nas escolas do siste-ma pblico? Estas crianas sero atendidas como devem? Pergunto se todas sero, por que o que se comprova que no h professores em nmero suficiente para essas crianas, h professores itinerantes, que atendem a mais de uma escola e as crianas so enturmadas sem um preparo mais adequado.

    O que se constata que turmas de crianas com aprendizagem nor-mal decaem de desenvolvimento porque tm cinco, seis colegas enturmados com o mesmo trata-mento reservado aos demais.

    Todos abemos que essas crianas precisam muito do relacionamento com todas as crianas, que no procede o fato de separ-las em turmas especiais, a no ser em casos mais graves.

    Entretanto, sabe-se, tambm, que essas crianas precisam de um aporte que somente o magist-rio no capaz, porque no se especializou em psicopedagogia, fonoaudiologia, psicologia, neuro-

  • 10 Revista Dinmica

    logia, psiquiatria, fisioterapia, entre outras especialidades. O professor especializado no magistrio, ministrar aulas. No cobrem alm de sua formao.

    Como professora de ensino supe-rior de formao de professores, diariamente, defronto-me com alunos ansiosos, porque no sabem lidar com crianas que tenham dificuldades de aprendizagem, principalmente quando essa j vem associada a distrbio de compor-tamento.

    O que fazer com essas crianas? O que fazer com esses Professores? O que dizer a estas famlias?

    O que o poder Pblico pode des-tinar de verbas para organizar salas mais atraentes, com profissionais mais preparados para lidar com as dificuldades de aprendizagem? Trabalhar na prtica o que na Teo-ria se proclama, equipes multidis-ciplinares para acompanhamentos mais completos.

    No sou poltica, at j quiseram me ver candidata deputada estadual, mas se fosse, com certeza, essa seria a minha bandeira: a luta por uma dignidade maior e aten-dimento eficiente para crianas e famlias que tm filhos portadores de dificuldades de aprendizagem.

    Caro leitor, mais que um artigo este foi um desabafo do que vivo nos bastidores da educao.

    Aqui na Revista Dinmica tambm h a possibilidade de enviar seus comentrios. Respondo a todos:

    ( Educao e Formao )

  • Revista Dinmica 11

    Encontro com a Sereia

    Mrio Nitsche

    Na Ilha do Mel, Ella reaparece para mais um bate-papo

    Ilha do Mel, Praia Grande sentido Prainhas. A vi. Ella Sorria e em volta do sorriso os cabelos longos enfeitavam o rosto belo e nobre e se espalhavam pelo corpo dela. Ella gritou acima do som do mar.

    - Oi Mrio! Tudo bem? - Tudo sim, Ella. E voc? - tima!

    Percebi uma levssima inquietao no seu esprito. Ela continuava no mar danando guiada pelas ondas.

    - Venha aqui, Mario. - A? - Sim. Aqui.

    Um frio correu pelo meu corpo. Dei uns passos. Parei. Olhei para a direo oposta. Pensei na mochila s minhas costas. Ella se aproxi-mou mais.

    - Voc viciado em mochilas? - Sou. bom, sabe. Tem vcios que engordam, que a polcia no deixa. A mochila til e no tem contra-indicao. - Engraadinho... venha... aqui!

    Um comando inequvoco em voz suave. Calafrio. Na vegetao beira da praia, tirei a mochila o tnis e a camiseta. Escondi tudo. Entrei na gua. Senti-me ridculo e com medo. Ella sorria sria. H um momento onde no se volta. Estvamos frente a frente e o nvel

    do mar acima do meu estmago.

    - Aqui... estou! - Ela sorriu longa-mente. - Hoje vamos dar uma volta disse numa aura de mistrio. - Sou louco por um bom passeio - falei procurando esconder o medo.

    Num instante Ella estava ao meu lado, abraou-me e antes que o mar nos engolfasse ouvi sua voz dentro de mim dizendo: respire.

    Uma confuso veio com choque da mudana de mundos e decidi eu tinha que... respirar. Coisa impres-sionante. Deu! Eu respirava, p; mas logo perdi o flego no mar! O mar uma dimenso e s pensa-mos que ele o mar. O mar um

    ( MITOLOGIA )

    Revista Dinmica 11

  • 12 Revista Dinmica

    mundo como mundos que existem em outros mundos.

    O silncio, grandeza e suavidade dos gestos e movimentos: uma dana. No mar se dana... Cores e a luz do sol casando com a gua no leito eterno. Ella nadava suave e rpida. Alguns caes enormes se aproximavam, mas ficavam a uma distncia segura e percebi que eles a temiam. O brao que me segura-va pela cintura era bonito, tornea-do... e com uma fora assustadora.

    Descobri que estvamos passeando na Baia de Paranagu. Uma laje surgiu distncia e veio vindo com o nosso movimento. Ladeamos o gigante de pedra e logo depois vi um lenol de areia.

    - Olhe - disse Ella, mostrando com o olhar algo nossa direita prxi-ma laje.

    Fiquei assombrado: um naufrgio! Uma nau de dois mastros descan-sava no tmulo de gua em meio ao silncio. Mais prximo li o nome: Louise.

    - Que nome bonito, Ella! - Um navio pirata - falou Ella. Gente feroz. Num dia chamado HOJE, h uns trezentos anos afun-dou aqui. Tem um tesouro, sim... voc no precisa dele. Temos um encontro importante. Vamos.

    Chegamos a um ponto onde uma rocha imensa subia como uma es-carpa. Grandes pedras faziam parte dela com fendas e sombras enfeita-das pela gua e luz. direita o fun-do do mar subia virando uma praia e comeava uma ilha. A ponta da escarpa saia alm da superfcie de mar. No fundo, na base do roche-

    do, a enorme e escura entrada de uma caverna... E estvamos indo para l!

    O medo estranho e naque-le momento era nobre. Mexia profundamente com as emoes, corao e msculos, mas anelava por coragem. Numa frao de segundo quase entrei em pnico, srio! Queria me livrar dElla e subir! O bom senso me disse que eram uns 30 metros at a superf-cie e que nada no mundo poderia me livrar daquele brao bonito. O bom medo ajuda a tirar do fundo da gente doses de coragem para a circunstncia em que estamos naquele momentum.

    - Voltamos Ilha do Mel. L em cima est o Farol das Conchas que voc tanto gosta. Ele o marco para o que est abaixo onde vamos encontrar um amigo. Voc vai gostar dele. Oua-o com ateno, certo? - Sim senhora. - Pare com isso. - Sim...

    A caverna era iluminada por uma luz que vinha do todo. Conclu que a luz simplesmente existia. Os jogos de sombras e cores eram soberbos e produziam emoes variadas que iam do respeito a uma alegria total: risos, lgrimas ou xtase. L na frente e amos bem pelo meio da caverna vi um claro arredondado no teto como uma lua. Era l.

    Chegamos e subimos para a luz. Samos num lago dentro de uma cmara enorme mais iluminada e tinha ar! As paredes brilhavam e estavam repletas de plantas e mus-gos com cores puras.

    - um canteiro - disse Ella - H uma imensido de jardins assim pelo mundo e florestas. Um dia a terra e o mar vo ser replantados! Vou dar uma olhada e falar com elas.

    Ella deixou-me na praia e saiu flutuando em direo s paredes do espao onde comeou a falar e cantar para as plantas.

    Virei-me e um pouco esquerda vi um homem. Minha altura. Parecia muito forte e inspirava temor e confiana. Olhava-me.

    - Demorei?- Perguntei. - No. No costumo marcar um encontro com hora marcada. Com-bino dentro de um tempo. Est no tempo. Fez boa viagem? - Indescritvel. S faltava isso na minha vida... - No viu nada ainda. Meu nome Marte. Sou um deus. - E eu um ser humano. Prazer. - Sente-se.

    Sentei-me numa pedra. Ele con-tinuava me perscrutando e vi que ouvia o que eu pensava.

    Sorri. - Precisamos aprender a pensar na presena de vocs. - verdade. Vocs tm um hiato entre o que pensam e falam. Pen-sam o terico o ouvido daqui e dali ou o emprestado de outros; falam demais se justificando, ou daquilo que temem. Falam e para externar emoes. Dois mundos num s corpo. Meneou a cabea. -Vocs so doentes. - Assim parece! - Tenho um assunto a expor e depois quero o seu conselho. E isso por que voc um cara comum. Ser comum muito importante.

    ( Mitologia )

  • Revista Dinmica 13

    So raras as pessoas comuns. - Obrigado. - Sou um deus, mas estou com o saco cheio em ser um deus, sacou?

    Ele parou para estudar a minha reao. Eu o ouvia inteiramente. Marte continuou.

    - H milhares de anos cumpro a minha funo. H outros deuses com caractersticas diversas e influncias outras. Justia, bele-za, medicina, cultura, sabedoria. Estvamos juntos para agir melhor, com mais propriedade e ensinar vocs. Entende? - Entendo. Sempre imaginei o quadro assim. - O motivo da minha demisso da funo simples. Junto com os meus colegas tudo que fazamos eram reunies. Virou fofoca e nun-ca conseguimos concordar numa linha de ao que ajudasse. Brigas com relao ao modo de fazer e cada um fechava-se dentro das suas caractersticas. Pegamos o pssimo hbito de falar uns dos outros o que passou a vocs. O nosso ruim somou-se ao pior de vocs! - Chocante - exclamei. Ele conti-nuou. - Resolvi fazer a minha influncia do modo que sei e gosto. Nesses ltimos milhares de anos trabalhei demais. Cansei at, cara. Recen-temente descobri que na falta dos dons e talentos dos outros deuses - que esto ainda falando e discutin-do -, o que de melhor ofereci virou um desastre! Minha arte, a guerra, uma arte nobre, digna... virou uma carnificina descontrolada e sem tica e nico meio de estabelecer o poder de poucos. E vai ser o fim de vocs. Que saco! Ele levantou-se muito puto da vida - Sabe que l no

    Olimpo agora esto me acusando disso! Qual , p? E o pepino a falta de cada um deles no esforo para servir, Isso sim! - Posso perguntar o que voc est fazendo hoje? - Estou segurando muita coisa. Evitando muitos conflitos e quan-do eles ocorrem busco nos campos de batalha pessoas ntegras para ou salv-las ou ajud-las a morrer com honra. - Impressionante...

    Fiquei um tempo pensando e perguntei:

    - Marte, ao que voc gostaria de dedicar-se? - Aqui entramos no conselho que quero ouvir! Sugira.

    Pensei um bom tempo.

    - Tudo bem. Uma idia. Segundo Ovdio voc filho de Juno e de um princpio vindo da prpria natureza e no de Jpiter... - Ele acertou. Muitos disseram burrice demais a meu respeito. Debilides! - ...Ento considere a possibilidade de ir, por exemplo, para o corao da Floresta Amaznica. Ver, intera-gir com a vida l e, principalmente proteg-la. Vamos detonar aquela maravilhosa floresta e bem logo! Ou uma outra floresta...

    Ele sorriu.

    - A idia boa e posso ajudar mais l do que no meio de vocs! Vou pensar sim. S que terei que aban-donar muito do que estou seguran-do. O seu Jornal Nacional vai dar notcias chocantes... - No vejo o Jornal Nacional mesmo. Garoto no se estresse!

    Voc fez bem o seu trabalho. Todos entendem que h uma grande crise se aproximando! Mas h coisas que vocs no sabem... - Que coisas? - O bvio, o simples! Um dia fala-remos mais.

    Ella j estava atrs de mim a um bom tempo. O interessante que mesmo minha frente, Marte no falou ou deu qualquer sinal da presena dela. Eu a senti! A gente vai aprendendo.

    Ella tocou de leve o meu ombro e disse: - Vamos?

    Marte foi desaparecendo e sumiu. A mo dElla cingiu-me pela cintura e veio a gua, a beleza da caverna e do mar.

    Chegamos na Praia Grande. Um imenso cansao e dormi horas. Minha mochila e tnis estavam ao meu lado quando acordei e Ella me olhava.

    - Pode ir agora. Nos veremos logo. Cuide-se. Tambm vamos cuidar de voc.

    Dei um abrao nela e comecei a voltar vendo l na frente o Morro do Farol e o Farol! A noite, na varanda da pousada com um clice de vinho na mo, no conseguia tirar os olhos do Farol.

    Eu o conhecia melhor naquele momento.

    ( Mitologia )

  • 14 Revista Dinmica

    Liz Motta

    Outros setembrosEm setembro o Brasil comemora 187 anos da sua Independncia, mas e o que mais?

    H exatos 187 anos o Brasil conquista-va sua emancipao desvinculando-se de suas obri-gaes polticas com Portugal. A independncia brasileira foi um processo longo e polmico, cheio de conchavos e intrigas, herosmos duvidosos e mitos conveniente-mente construdos. Apesar das controvrsias a histria se fez, ou melhor, foi contada e escrita em seus anais.

    O Brasil assim mesmo, contro-

    verso em sua cepa. O ritmo aqui do 8 ou 80, ou paga o pato que no comeu ou come calado e arrota na surdina. Setembro entra cheio de incertezas, pelo menos polticas e jurdicas. Ser que o presidente do senado renuncia? E o bispo Edir Macedo, vai dar conta justia sobre suas falca-truas? A gripe suna vai continuar matando e o Governo insistir em esconder os cadveres no armrio? Em setembro de 1822, D. Pedro tinha uma dvida: independncia ou morte preferiu primeira, bvio. Eu teria feito o mesmo, afinal o heri da Independncia

    passou de simples prncipe regen-te para imperador quando fez sua opo e ainda salvou sua pele.

    E quem no quer salvar a pele? Jos Sarney um exemplo de resistncia e tentativa de sobrevi-vncia no cenrio poltico brasilei-ro. Falem o que quiserem, mas o presidente do senado uma vara de candeia enverga, mas no quebra. uma pessoa de muitos amigos os mais fiis, todos juram de p junto que Sarney um probo, incapaz de qualquer deso-nestidade e resumem suas defesas com a j to cansativa frase: tudo

    ( EMBATES E DEBATES )

  • Revista Dinmica 15

    isso intriga da oposio. Diante de tanta veemncia no toa que o senador continua senador e ocupando a cadeira da presidncia da Casa. Quem dera D. Pedro ti-vesse amigos to leais, com certeza teria evitado as insurreies antes, durante e aps o processo de in-dependncia. Bastava que envias-se uma simples missiva a cavalo para os lderes rebeldes dizendo: Ests me ofendendo, caro amigo. Esquecestes das promessas que te fiz? Recolhe tua arma e abraa este amigo que vos escreve. Assim que der cabo das contendas em tua regio monta em teu cavalo e vem ao Rio, pernoita em meu palcio e ento discutiremos teus hono-rrios, ou melhor, teus prstimos. Tudo muito simples e civilizado, rpido e eficaz, mas parece que D. Pedro no era to enturmado e por conta disso, teve que enfrentar um monte de lutas regionais.

    Voltando a Jos Sarney, este sim o cara. Tem amigos na situao e na oposio e at naqueles que se dizem neutros e ainda conta com as tecnologias de comunicao da contemporaneidade, basta um tele-fone e pronto, est tudo acertado;

    Sarney o caro, volto a dizer um patriarca super preocupado com a famlia e at com os agregados da famlia, nem emprego ele deixa faltar para namorados de parentes. Nisso D. Pedro lembra o senador maranhense, segundo os anais histricos Pedro concedeu cargos administrativos ao pai e ao irmo da Marquesa de Santos, sua mais famosa amante. No podemos ne-gar que ambos so bonssimos em se tratando da coisa pblica.

    Setembro chega com o peso dos meses antecedentes. Existe a espe-rana que neste ms o fundador da Igreja Universal e proprietrio de 90% da Rede Record (os outros 10% pertencem a Ester Eunice Rangel Bezerra sua esposa), o inabalvel Edir Macedo, preste contas dos milhes que arreca-da anualmente dos incautos (e ingnuos) fiis de sua igreja. Edir outra figura rara, dono de uma cara de pau e de um carisma extremo, vende a salvao a peso de ouro e quem no puder pagar, segundo o prprio: ou d ou desce ser que desce para o inferno? Cruz-credo! Edir Macedo tambm o cara. Preocupa-se em pagar estudo

    para os fiis no intuito de aprovei-t-los no quadro administrativo de suas empresas: funcionrio bom o funcionrio temente a Deus (?). Dono de jatinhos, manses, templos, contas em parasos fiscais e carros, explica para todos que seu patrimnio (uma pequena parte que consta em seu nome) pro-duto da f; alis, em seu site oficial ele deixa isso muito claro quando afirma que a vida no depende de sorte, oportunidades, dinheiro ou mesmo estudo. A vida depende somente da f. Acho que sou uma mulher de pouca f.

    Pois , setembro chega carrega-do de nuvens cinza; embora seja o primeiro ms da primavera, o clima anda pesado para os lados de Braslia e da Universal assim como h 187 anos tambm esquentou no Rio de Janeiro s vsperas da independncia. Se formas puxar pela Histria, primavera mesmo, creio eu, nunca apareceu por aqui e os setembros sempre foram nebulosos.

    Viva 7 de setembro. Viva o Brasil.

    ( Embates e Debates )

    (...) Alis, em seu site oficial, ele deixa isso muito claro quando afirma que a vida no depende de sorte, oportunidades, dinheiro ou mesmo

    estudo. A vida depende somente da f. Acho que sou uma mulher de pouca f.

  • 16 Revista Dinmica

    Kiko Mouro

    No raro encontrarmos pessoas dizendo que os estudantes do curso de Direito so exibicionistas, chatos, formais, etc. Mesmo naquela sim-ples conversa de botequim, l esto eles falando difcil. Mas esse con-ceito est ligado linguagem extre-mamente rebuscada, at um pouco arcaica, utilizada pelo Direito. o falar difcil dos termos tcnicos, somado ao labirinto lingstico criado pelos mais conservadores.

    A constante utilizao de um vocabulrio complexo pode fazer sentido para quem tem na leitura e na escrita , mais sentido ainda para um operador do Direito, que convive diariamente com esse

    vocabulrio, mas, como se fosse outro idioma para uma pessoa comum. E importante destacar que, no Brasil, o hbito da leitura e da escrita no comum, o que aumenta o nmero de pessoas que acabam por no entender nada que o Direito escreve.

    A falta de entendimento, pelos leigos, dos escritos jurdicos gera um grande distanciamento entre justia e pblico. Quando uma pes-soa qualquer l uma sentena, por exemplo, tem a sensao de que a justia um ser divino e supremo e, por isso, intangvel. O endeusa-mento da justia por vezes deses-timula o andamento da mesma. As pessoas no sentem segurana ao terem a impresso de que esto diante de um deus que pode, ao

    bel prazer, controlar e manipular o Direito.

    Alm disso, importante ressal-tar que o Direito tem a inteno primeira de pacificar os proble-mas que ocorrem na sociedade, atribuindo a cada indivduo seus direitos e deveres. Ou seja, o Direito lida, primeiramente com o pblico. Um pblico composto por operadores do Direito, por leigos, por pessoas simples e humildes. Sendo assim, os escritos jurdi-cos (no sentido de comunicao com o pblico) devem ser de fcil entendimento, livres do arcadismo presente na esmagadora maioria de sentenas m editais e afins. A lin-guagem extremamente complexa pode ser deixada para o ambiente acadmico e para a comunicao

    ( FAZENDO DIREITO )

    Falando muito e dizendo poucoA linguagem que causa desconexo entre justia e pblico

  • Revista Dinmica 17

    interna entre estudantes e pro-fissionais da rea, em debates e outros eventos cientficos.

    Outro agravante da dificuldade de comunicao est no latinismo. O emprego exagerado de termos em latim e de expresses bvias j foi definido por especialistas da rea como deselegante. A utilizao, por exemplo, de in casu ao invs de em caso. claro que a utiliza-o de um ou outro provrbio em latim d uma caracterstica muito mais estilosa ao texto. Entretanto, o latim no deve ser excessivo, nem redundante.

    H outros termos que acabam gerando complicaes para os leigos. Fato verdico o do sujeito que chegou ao escritrio do advo-gado querendo receber seu acerto trabalhista e dizendo que o pro-fissional estava mentindo quanto

    ( Fazendo Direito )ao andamento do processo. Ora, pelo que o cliente vira na internet, o processo estava concluso para despacho, trocando em midos, estava na sala do juiz, esperando pra que o mesmo falasse alguma coisa naquela ao. O cliente logo deduziu que CONCLUSO signifi-cava que a contenda judicial havia sido concluda.

    No que seja da alada dos clientes investigar o andamento processual o dia inteiro, visto que, at segun-da ordem, o profissional ter uma conduta bastante tica. Entretanto, alguns clientes investigam e aca-bam trados por confuses lings-ticas. Alm disso, em uma sentena com abuso de termos tcnicos, por exemplo, o cliente jamais saber se o advogado traduz para ele exatamente o que aconteceu ou se, de algum modo, tenta levar alguma vantagem.

    imprescindvel estabelecer a diferena entre uma linguagem acessvel e uma linguagem chula. bvio que os vcios do internets e outros fenmenos lingsticos, como grias e palavres, devem ser deixados de fora. A mudana deve consistir em tornar os escritos ju-rdicos mais acessveis ao pblico, quebrando a resistncia da maioria dos operadores do Direito.

    preciso entender que o bom discurso no aquele que conta com palavras bonitas e complexas. Tampouco aquele que conta com um emaranhado dessas palavras, cuidadosamente entrelaadas em uma teia ininteligvel. O bom dis-curso aquele que se faz entender pelo pblico ao qual se dirige. A linguagem deve ser aproximao, jamais afastamento entre as pesso-as e a justia.

    preciso entender que o bom discurso no aquele que conta com palavras vonitas e complexas. (...) O. bom discurso aquele que se faz

    entender pelo pblico ao qual se dirige.

  • atinja seu alvo.

    A Revista Dinmica, de circulao gratuita na Internet, quer ajudar voc a divulgar sua marca.Entre em contato e saiba como ampliar ainda mais sua exposio na mdia.

    Revista Dinmica: um novo conceito em informao e conhecimento.

  • Revista Dinmica 19

    Fernanda Machado

    Um canal de TV brasileiro que se preze tem que ter, em sua programao, ofensas verbais e pancadaria. Esse tipo de cena pode parecer forte e causar desconforto para alguns, mas a verdade que, independente de ser real ou fico, o povo tem curiosidade em saber mais sobre os bastidores de atos desse tipo.

    Para alegria de grande parte da nao, tivemos, no ultimo ms, grandes exemplos do que foi expressado anteriormente: brigas na novela Caminho das ndias, da Rede Globo, brigas no Senado Federal, gravadas pela TV Senado e veiculadas em diferentes canais de TV e, finalmente, Xuxa brigan-do com seus seguidores no Twitter,

    sistema de microblog. Este fato, apesar de no ter acontecido na frente das cmeras, foi altamente divulgado em diferentes formas de mdia e sua protagonista uma apresentadora de grande sucesso.

    Comeando pelo primeiro exemplo, podemos perceber que praticamente toda novela das 8, desenvolvida pela Rede Globo, possui alguma cena de pancadaria ou briga homrica. S para ilustrar, acredito que todos que assistem esses programas lembram da Malu Mader e Cludia Abreu despejan-do tapas e puxes de cabelo dentro do banheiro, na novela Celebri-dade. Exibida em horrio nobre, as brigas fictcias do o que falar. Afinal, quem noveleiro acaba por ficar do lado de uma das persona-gens participantes do drama. E isso gera muito pano para manga!

    E em Caminho das ndias, no foi diferente. Alis, tivemos duas brigas entre personagens. Uma entre vil (Yvone Letcia Saba-tella) e vtima de tentativa de golpe (Melissa Christiane Torloni) e outra, entre esposa infiel (Normi-nha Dira Paes) e marido trado (Abel Anderson Mller). Nessas duas circunstncias, o natural que os telespectadores fiquem do lado da vtima, certo? Nem sem-pre. Existem algumas questes que precisam ser discutidas.

    No primeiro caso, quem apanha a vil e quem bate a vtima de tentativa de golpe anterior. Assim, h uma inverso de papis, que aparenta ser um tipo de justia feita com as prprias mos. Como quem apanha tambm pode ser considerada uma vtima, indepen-dente de seu histrico, a histria

    ( IMAGEM E AO )

    Brigas (de todos os tipos) na TVO alimento desse tipo de pauta a prpria curiosidade do povo?

    {Aviso aos leitores: Liana Dantas, colunista da Revista Dinmica, est de frias at dezembro. Fernanda Machado fica no comando da coluna Imagem e Ao durante este periodo.

  • 20 Revista Dinmica

    ( Imagem e Ao )muda de figura. Yvone, que uma das vils da histria de Glria Perez, nesta cena pode sensibilizar alguns noveleiros, simplesmen-te porque apanhou e ficou com hematomas. Mas o senso de justia dos mesmos far com que a maio-ria fique a favor de quem bateu. Neste caso, quem bate pode no saber por qu est batendo, mas quem apanha sabe o motivo.

    O segundo caso mais simples de ser analisado, porque, geralmente, as pessoas tendem a se colocar no lugar da pessoa trada e sempre torce para que a mesma tome uma atitude, para quebrar o ciclo de mentiras e traio. Assim, na gran-de cena, o marido de Norminha a acha em uma festa, beijando outro homem. Ento, o marido, inicial-mente interpretado de um jeito inocente e at abobalhado, muda de atitude e toma satisfao com sua mulher. Apesar de Norminha ser a vtima neste caso especfico, porque apanhou, o marido ganha a simpatia do pblico porque co-locou um ponto talvez final, talvez no, no histrico de traio de sua mulher.

    Continuando nesta linha de ra-ciocnio, partimos para a poltica brasileira. Sim, todos ns morre-mos de vergonha da corrupo que assola Braslia, atravs dos politicos em quais depositamos esperana de mudanas e de um pas melhor. No entanto, mesmo que a hist-ria dos escndalos envolvendo o presidente do Senado, Jos Sarney, tenha acabado em pizza, as cenas de brigas entre politicos ficaro na memria de muitos.

    Pedro Simon pedindo o afasta-mento de Sarney diferentes vezes

    no plenrio acabou por irritar Fer-nando Collor e Renan Calheiros, que partiram para cima do senador do PMDB. Vossa Excelncia virou, de certa forma, uma expres-so de baixo calo, pela entonao dos politicos na hora de se dirigir aos outros presentes na Cmara. Mesmo com provas de que Sarney sabia de atos secretos, a defesa foi feita e Pedro Simon continuou a pedir a renncia de Sarney. Edu-ardo Suplicy tambm entrou na briga, dando um carto vermelho simblico ao presidente do Sena-do. E tudo isso foi veiculado pelas principais emissoras de TV do Brasil.

    Sim, o PT acabou com a histria e com as acusaes, mas as brigas fo-ram boas o desejo de mudana de muitos foi renovado, pelo menos at as prximas eleies.

    E, por ultimo, vamos falar um pou-co de Xuxa, estrela de desenten-dimentos na principal ferramenta de microblogs, o Twitter. Cada vez mais, artistas e pessoas do ramo do entretenimento esto twittando sobre diversos assuntos e entrando em contato com fs. Xuxa, que no boba, resolveu entrar na onda.

    Esquecendo de regras de Netique-ta (ou de repente nunca ouviu falar disso), Xuxa escrevia frases e mais frases em caixa alta. TODO MUN-DO SABE QUE ISSO QUER DI-ZER GRITAR, N? Pois . Para Xuxa, isso apenas seu jeitinho. Mas resolveu mudar por causa das reclamaes e puxes de orelha.

    Mas a histria no termina por aqui. Sasha, filha da Rainha, resolveu entrar na moda e escreveu uma mensagem atravs do Twitter

    de sua me. Sua mensagem conti-nua uma palavra que acabou com a paz de Xuxa: sena. No contexto da frase, que j deve ter sido apa-gada, Sasha quis escrever a palavra cena. Este erro de Portugus deixou o povo twitteiro mil!

    Ento chegamos na ltima briga do ms. Xuxa bateu boca com os fs, seguidores e curiosos de planto, chegando a esboar o que era um palavro. Xuxa, Rainha dos Baixi-nhos, escrevendo um palavro para todo mundo ver? A mesma que vai interpretar uma princesa no cinema?

    Bom, depois dessa, ela resolveu abandonar o Twitter, por enquan-to. Esse caso serviu de lio: a Internet no tem a censura de as-sessores de imprensa e secretrios. Na Internet, tudo pode ser dito, inclusive para a Rainha.

    Ser que teremos mais brigas em setembro?

    Observao: Depois de 20 anos de SBT, Gugu Liberato estreou novo programa (no formato antigo, que o consa-grou) na Record. Isso assunto para a prxima edio. At l!

  • Revista Dinmica 21

    O mercado fonogrfico mudou radicalmente nos ltimos anos. O que anteriormente era feito atravs de fitas cassete entre pequenos grupos, hoje se tornou uma cultura mundial: a troca de arquivos. Com o surgimento das fitas K7 a mdia entrou em alvoroo porque nin-gum mais iria comprar discos, e sim apenas copiar. Isso tambm foi visto no mercado cinematogrfico com o lanamento das fitas VHS: ningum mais vai ao cinema! As salas vo fechar! E no foi bem isso o que aconteceu.

    Com as ameaas de programas de trocas de arquivos, alguns msi-cos acharam um outro nicho para sustentar sua profisso: o licencia-mento de msicas. Mas o qu vem a ser isso?

    Imagine que voc tem ideias para msicas, tem um computador ra-zovel, compra uma guitarra e um teclado MIDI, comea a gravar e tem timas composies que cabe-riam perfeitamente em um trailer do Homem de Ferro ou Batman. A pergunta fica: por qu ele no est l? Antigamente esse contato ficava

    Chris Lopo

    Eles esto entre ns

    ( MP2 )

    Voc j ouviu, provavelmente gostou, mas quando algum pergunta, voc acha que no conhece

    Aviso aos leitores: Liana Dantas, colunista da Revista Dinmica, est de frias at dezembro. Chris Lopo fica no comando da coluna MP2 durante este periodo.{

    Klayton, do Celldweller

  • 22 Revista Dinmica

    ( MP2 )a cargo das gravadoras, que detiam os direitos das msicas e, conse-quentemente, apenas eles pode-riam fechar este acordo. Hoje, com o mercado independente, qualquer pessoa pode estar nas telas gran-des, mesmo que seja um msico de final de semana, mas que tenha msicas boas.

    Um bom exemplo de quem sabe explorar esse nicho o msico americano Klayton Scott, mundial-mente conhecido como Celldwel-ler. Voc pode achar que nunca ouviu uma msica dele, mas tenho quase certeza que sim, voc ouviu.

    Suas msicas movimentam a ao dos trailers de Homem Aranha 3, Homem de Ferro, Speed Racer, Constantine, Sr. e Sra. Smith, O Vingador, The Spirit e Mulher Gato. Tambm aparecem nos jogos Need for Speed: Most Wanted, Enter the Matrix e Dance Dance Revolution Supernova 2 e em seriados de TV como SCI e Dirt, onde a ex-Friends Courteney Cox interpreta a editora chefe de uma revista de fofocas.

    Para chegar l as dicas so que sua msica seja bastante orientada a um tipo de filme ou jogo e entrar em contato com empresas especia-lizadas em licenciamentos. Muitos sites oferecem essa ponte entre msicos e produtoras.

    O You License permite que qualquer msico publique sua obra e defina o preo que deve ser pago. Existem diferenas de preos de licencia-mento para locais pblicos, progra-mas de TV, cinema e jogos. O valor varia de acordo com o nmero de pessoas atingidas por aquele

    produto. Um trailer de hollywood paga muito mais que um comer-cial de TV para uma programao local, por exemplo.

    A parte fcil publicar sua msica no site, a parte difcil ser esco-lhido. Por ser um servio aberto para qualquer msico de qualquer estilo, a concorrncia muito gran-de. O ideal que voc ajude com divulgao, tenha um blog legal atualizado frequentemente, partici-pe de redes sociais como Facebook e MySpace, conquiste fs como qualquer banda e faa sua msica ser ouvida pelo maior nmero de pessoas possvel. Mande CDs para diretores e produtores tanto nacio-nais como internacionais.

    Os alemes do Rammstein conse-guiram o sucesso com um empur-rozinho do cineasta David Lynch. Durante a produo do filme A Estrada Perdida (The Lost Hi-ghway, no original), Lynch recebeu um CD da banda e gostou de duas msicas. Resolveu us-las no seu longa e a banda conseguiu atingir um pblico muito amplo, chegan-do a excursionar com o Kiss em 1999.

    Como qualquer negcio, pacincia e perseverana, alm de muito ta-lento, ajudam a trilhar um caminho de muito sucesso.

  • Revista Dinmica 23

    Notinhas do ms( MP2 )

    Oasis? Mais um fim?

    O vocalista da banda, Noel Gallagher, anunciou sua sada aps uma briga com o irmo Liam. Alguns tabli-des e sites de notcia esto anunciando seu fim. Mas ser mesmo que o Oasis vai acabar? Segundo a me dos briges, eles devem se acertar em breve e a banda con-tinua como se nada tivesse acontecido. Fica a pergunta: acabou de novo?

    Mais Celldweller

    Wish Upon a Blackstar Chapter 01 o mais novo single da banda. Composto por duas musicas, Louder Than Words e So Long Sentiment, o lanamento foi respon-svel por um crash na nica loja que tem o lbum para venda devido ao alto nmero de downloads. Por ape-nas U$ 1,98, na sua vero bsica, o lbum o primeiro captulo de Wish Upon a Blackstar, dividido em 5 partes. Todas elas estaro disponveis assim que prontas, e jun-to com o captulo 5 ser lanado o CD completo. Segun-do o site oficial, quanto mais captulos voc comprar, maior ser seu desconto na compra do CD final.

    Noel Gallagher

  • 24 Revista Dinmica

    Um mel de tesouroAs preciosidades do mel e seus segredos desvendados

    Priscila Leal

    De alta qualidade e valor energtico, o mel um tesouro tanto para o orga-nismo quanto para o uso externo. E as sensaes to pouco esca-pam: alm do delicioso aroma, da linda colorao e da toda especial textura, o mel estimula a produo de serotonina, neurotransmissor responsvel pela sensao de bem-estar.

    O mel pode variar em sabor, colorao e aroma segundo a origem floral do nctar recolhido pelas abelhas. Quanto mais escuro, mais sais minerais podero ser encontrados em sua composio e, consequentemente, sabor e aroma mais acentuados. O mel mais claro considerado pobre em minerais

    e apresenta sabor e aroma mais suaves.

    A cristalizao um processo natural do mel e depende princi-palmente da origem botnica, da temperatura ambiente e da pre-sena de partculas, como gros de plen. O mel cristalizado no per-de suas propriedades nutricionais. Para descristaliz-lo, coloque-o em banho-maria, com temperatura inferior a 45 C ou sob o sol.

    As propriedades desse rico alimen-to vo muito alm da to conheci-da funo antibitica. H uma lista de benefcios oferecidos pelo mel. Confira!

    O mel contm substncias de ao bactericida, antifngica e expectorante, por isso, acalma a

    tosse e impende o crescimento de bactrias que causam problemas respiratrios e de garganta. Fonte de vitaminas, minerais, protenas, cidos, enzimas e flavonides, o mel adoa e nutre ao mesmo tem-po. Tem ao imunolgica, analg-sica e antiinflamatria, alm de ser um laxante natural, melhorando o funcionamento do intestino e a absoro de nutrientes. Estudos recentes apontam ainda que o mel seja antioxidante, portanto, capaz de reduzir os nveis de colesterol sanguneo, ou seja, artrias, veias e corao mais saudveis.

    Porm, fonte de carboidratos simples e de alto ndice glicmico, deve ser evitado por pessoas com diabetes. Ainda assim, o mel mais bem aceito pelo organismo do que o acar, pois grande parte de sua

    ( SADE E BELEZA )

  • Revista Dinmica 25

    ( Sade e Beleza )composio frutose, o acar natural das frutas, bem menos prejudicial.

    Assim, sem permisso para o exagero. O mel, como o acar branco, tambm calrico, com a vantagem nutricional sobre o acar e os adoantes, que no ofe-recem nenhum nutriente, alm da glicose. Duas colheres de sobreme-sa, ao dia, so suficientes, mas se voc deseja fugir rigorosamente de calorias extras, prefira o adoante.

    Um ponto importante para sua uti-lizao que deve ser consumido ao natural, pois quando aquecido acima de 45 C, o mel perde seu poder nutritivo. Microondas nem pensar!

    Essa doce e dourada maravilha tem presena garantida nos tratamen-tos de beleza. Suas propriedades anti-spticas, adstringentes, antio-xidantes e hidrantes so garantidas por doses fartas de potssio e vitaminas B, C, D e E, entre outros nutrientes. Mel e frutas podem fazer mil combinaes nas mais va-riadas funes, mas tome cuidado com as mscaras incrementadas

    com frutas ctricas, pois a pele deve ser posteriormente protegida com filtro solar a fim de evitar o apare-cimento de manchas. As mscaras devem ser feitas somente uma vez por semana.

    A receita mais clssica (e efi-ciente!) a esfoliao com uma pasta de mel e fub. Aps aplicar e massagear a pele suavemente em movimentos circulares, deixe agir por 10 ou 15 minutos. O resultado uma pele mais macia e clara, livre dos pontinhos pretos deixados pelos cravos. Essa esfoliao pode ser feita em todo o corpo durante o banho e tambm para facilitar a remoo dos plos antes da depila-o ou antes dos homens fazerem a barba. Essa dica deve anteceder a remoo dos plos; posteriormen-te a pele fica muito sensvel para re-ceber qualquer tipo de esfoliao.

    Para renovar a pele cansada: bata uma clara em neve, adicione uma colher de sopa de mel, misture bem e deixe por 20 minutos no rosto, retirando com gua fria ou gelada. A clara rica em protenas e devolve o brilho; o mel acalma, tonifica e hidrata a pele; a gua fria

    (preferencialmente gelada) fecha os poros e diminui o inchao.

    O mel puro pode ainda ser utili-zado no lugar do hidratante. Use a ponta dos dedos para massagear e dar leves batidinhas at o mel ficar com consistncia de cola. Remova com gua fria. O grude elimina as clulas mortas, promovendo hidra-tao e um brilho de dar inveja a muito hidratante caro.

    O mel tambm fortalece e d bri-lho aos cabelos quando adicionado ao ch verde para enxaguar os fios ou s mscaras hidratantes.

    Ateno!

    imprescindvel ter conhecimento sobre a procedncia do mel. O mel caseiro, embalado sem controle adequado, pode abrigar bactrias. Por isso a Anvisa (Agncia Nacio-nal de Vigilncia Sanitria), assim como pediatras e nutrlogos reco-mendam o consumo do alimento sem risco de alergia ou contami-nao para crianas a partir de um ano de idade. O mel de procedn-cia duvidosa pode conter microor-ganismos que a flora intestinal do beb ainda no capaz de deter.

    Uma abelha, sozinha, voa uma distncia igual a uma volta ao re-dor da terra (no caso de encontrar as flores a uma distncia de 500 m ao redor da colmia), s para colher 1 kg de mel, visitando entre 50 a 150 flores por viagem. As abelhas operrias, ao visitarem as flores, introduzem a lngua nos nectrios e retiram uma substn-cia aquosa chamada nctar, que trazem at a colmia e entregam a outras abelhas mais jovens (chamadas de laboratoristas nesta fase de sua vida). Elas engolem e regurgitam o nctar vrias vezes, para que este receba certas quantidades de fermentos ou enzimas, responsveis por sua transformao e, a seguir, o depositam nos

    favos.

  • 26 Revista Dinmica

    Mel: o protagonista desta edio

    Clarissa Leal

    Um doce presente de dar gua na boca

    Nesta edio fizemos algo especial para voc caro leitor. Combinamos as colunas Sade e Beleza com gua na Boca.

    Assim, aps voc ler a maravilhas do mel para a sua sade e beleza,

    e poder desfrutar dos benefcios oferecidos pelo mesmo para sua pele com as receitinhas de ouro da querida Priscila Leal, voc poder tambm desfrutar de seu valor nu-tricional com duas receitas super-fcieis e deliciosas!

    Um bolo de mel fofinho e leve, ex-celente para o lanche da tarde, com um paladar inigualvel, acrescido

    ( COM GUA NA BOCA )

    de um toque marcante de canela. Alm de um aroma de dar gua na boca...

    E uma panqueca doce superfcil de fazer, que pode tanto ser servida como caf da manh, sobremesa, ou mesmo para a ceia.

    Bom apetite!

  • Revista Dinmica 27

    Bolo de Mel e CanelaIngredientes

    4 ovos (gemas e claras separa-das)

    1 xcara de acar

    1 xcara de mel

    2 xcaras de trigo

    1 xcara de leite

    1 tablete de manteiga (100g)

    1 colher de sopa de fermento qumico

    1 colher de sopa de canela

    Bata as claras em neve bem firme, acrescente as gemas, o mel, o acar e a canela, e, em seguida a farinha de trigo previamente peneirada.

    Leve o leite e a margarina ao fogo at ferver e a manteiga derreter. Junte massa e acrescente o fermento. Misture bem.

    Pr-aquea o forno. Asse em tabuleiro untado e enfarinhado por mais ou menos 30 minutos.

    Desenforme depois de frio. E sirva polvilhado com acar e canela.

    Modo de preparo

    Panqueca de MelIngredientes 2 copos de leite

    2 xcaras de farinha de trigo

    2 colheres de sopa de acar refinado

    2 colheres de sopa de mel

    2 ovos

    Manteiga para fritar

    Bata na mo os ovos ligeiramente.

    No liqidificador bata os demais ingredientes e adicione, ento os ovos.

    Unte uma frigideira com a manteiga, deixando esquentar bem.

    Coloque uma concha pequna cheia da massa de panqueca, deixe at que as bordas possam ser desprendidas com a ponta de um garfo.

    Vire a massa para fritar dos dois lados e tire do fogo.

    As massas podem ser recheadas com doce de coco, abacaxi ou outro de sua preferencia.

    Modo de preparo

    ( Com gua na Boca )

  • Bonsucesso Comunicao: ns inventamos o pingo no S

    Ou voc acha que s o i e o j tinham pingo? Ento voc acha que j sabe tudo?

    Lgico que no! E ns tambm! Mas fazemos de tudo para ir alm. Tudo com liber-

    dade e criatividade.

    Nossa misso

    Levar sua marca a um novo patamar, atravs de estudos e utilizao de diferentes

    meios, como a criao de web sites, desenvolvimento de identidade visual, material

    grfico e audiovisual, facilitando o processo de comunicao entre empresa e cliente.

    Alm disso, fazer parcerias com empresas que no tenham um setor de criao

    formado, mas que queiram atrair clientes em potencial e produzir trabalhos na rea

    de design e publicidade.

    Nossos servios

    Trabalhamos com mdia impressa, criao de peas grficas para revistas, outdoors,

    comunicao visual e diagramao. Fora do papel trabalhamos com criao de sites

    dinmicos, hotsites e contedo multimdia. E, finalmente, criamos contedo audiovi-

    sual, que vai desde peas publicitrias para TV at produo de documentrios e

    vdeos musicais.

    3. O pingo no S

    Ento, basicamente temos:

    ...E voc achando que a vida era difcil.

    1.

    2.

    +55 21 2425-2843 | contato@bscomunicacao.com.br | www.bscomunicacao.com.br