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  • Revista de Agricultura Urbana n 3 - A poluio do solo com pesticidas

    A contaminao do solo com pesticidas Estudo-de-caso de Perth - Austrlia Ocidental

    Andrea Gaynor - agaynor@cyllene.uwa.edu.auThe University of Western Australia, Perth. Foto: criao domstica de galinhas em Perth, Austrlia, evitando o acesso ao solo contaminado

    A segurana dos alimentos produzidos na agricultura urbana depende de vrios fatores, inclusive do histrico de aplicao de agrotxicos persistentes na rea. Usando a aplicao intensiva de pesticidas organoclorados ocorrida em Perth, Austrlia ocidental, como estudo de um caso prtico, este artigo examina os problemas que podem surgir quando a agricultura urbana se encontra dispersa por toda a rea metropolitana, e executada por gente que normalmente tem pouco conhecimento detalhado de como o solo foi tratado anteriormente, e portanto que tipo de contaminao pode estar presente. O artigo finaliza com recomendaes sobre sade para o governo local, que podem ser teis para garantir que os lares estejam conscientes dos potenciais riscos contra a sade associados com a produo de alimentos em reas urbanas, e sejam capazes de atuar para minimizar esses riscos.

    Um dos problemas dos pesticidas organoclorados que eles se acumulam nas gorduras. Mesmo depois que o programa de fumigao contra a formiga argentina terminou, em 1988, ainda se encontraram nveis inaceitveis de pesticida nos ovos de aves domsticas criadas nos quintais suburbanos.

    A herana da campanha contra a formiga argentina e de outras fumigaes de organoclorados continua ainda hoje em dia, com nveis residuais em alguns casos prximos ou superiores aos limites recomendados. Nenhuma

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    mailto:agaynor@cyllene.uwa.edu.au

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    autoridade jamais realizou alguma tentativa sistemtica para advertir a populao sobre a possibilidade da existncia de altos nveis residuais nos ovos de aves criadas nos quintais, ou ofereceu um servio subsidiado para analisar os resduos presentes nos ovos. Assim, ironicamente, os habitantes dos subrbios de Perth que criam suas prprias aves, acreditando que os ovos produzidos so "mais limpos" que os vendidos nos supermercados, talvez estejam se contaminando mais ainda.

    Os pesticidas organoclorados

    Embora sejam mais seguros para os homens do que os inseticidas base de arsnico usados antes da Segunda Guerra Mundial, os pesticidas organoclorados, que alcanaram uma extensa popularidade nos anos 50 do sculo passado, no eram, de modo algum, benignos. Um dos primeiros organoclorados produzidos e distribudos amplamente foi o DDT.

    Nos Estados Unidos, os naturalistas expressaram sua preocupao sobre os possveis efeitos do DDT sobre o meio ambiente a partir de 1944, antes mesmo que fosse posto disposio do pblico (Perkins, 1980). Em 1958, os cientistas estavam bem conscientes de alguns dos problemas de persistncia dos organoclorados no solo (Dingle, 1988). Porm, foi somente depois de 1962, quando Rachel Carson publicou sua pesquisa sobre os efeitos ecolgicos e sobre a sade dos novos pesticidas, em seu livro "Primavera Silenciosa ", que muitos cidados comearam seriamente a questionar o uso desses agrotxicos persistentes e potencialmente perigosos.

    Nos anos 50, os pesticidas organoclorados eram amplamente considerados como uma maneira barata, efetiva e fcil para matar todos os insetos, e foram utilizados largamente.

    Embora fosse amplamente aceito como seguro at os anos 60, atualmente ele considerado por muitos como um agente cancergeno. A Organizao Mundial da Sade o classifica como "possivelmente cancergeno para os seres humanos", e ele tambm tem, provavelmente, efeitos txicos sobre a reproduo humana. A Agncia de Proteo Ambiental dos Estados Unidos tambm considera o DDT e a maioria dos outros organoclorados como provveis agentes cancergenos humanos (1).

    Uma das maiores preocupaes quanto ao DDT e aos outros organoclorados particularmente para a espcie que ocupa o nicho final na cadeia alimentar (a espcie humana) o fato de eles se acumularem nas gorduras, incluindo na gordura corporal, no leite (inclusive humano) e nos ovos. Alm disso, o DDT perdura por muito tempo no ambiente. Sua meia-vida (tempo necessrio para que se degrade metade da quantidade original)

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    calculada entre 2 e 15 anos, dependendo das condies locais, e bastante imvel na maioria dos solos, particularmente naqueles que contm muita matria orgnica (Extotoxnet, 1996).

    Inseticidas como Dieldrin, Clordano e Heptacloro so todos inseticidas ciclodinos, uma classe de composto organoclorado. Como o DDT, eles so muito persistentes no ambiente e tendem a se acumular ao longo das cadeias alimentares. O Dieldrin, o mais persistente dos ciclodinos, se desloca de modo extremamente lento no solo e tem uma meia-vida que varia entre 2 e 39 anos (Gerritse, 1988). Os ciclodinos so txicos para as aves, abelhas e demais insetos, peixes, e para os seres humanos e outros mamferos.

    Esses produtos revelaram efeitos cancergenos em ratos e so portanto considerados como provveis agentes cancergenos para os humanos. Eles acumulam-se no leite humano, e pouco se sabe de seus efeitos nas crianas (EPAWA, 1988).

    A campanha para erradicao da formiga argentina em Perth

    A formiga argentina chegou Austrlia Ocidental em 1941, antes que os pesticidas organoclorados tivessem sua utilizao difundida. As formigas converteram-se em uma importante praga nos jardins e nas casas, infestando as despensas, cozinhas e salas de refeies, inclusive as geladeiras, e, nos quintais, invadiam os galinheiros e s vezes chegavam a matar as aves.

    Em casos extremos, colocavam-se os ps das camas sobre pratos untados com vaselina ou em latas com gua coberta por camada fina de querosene, para evitar que as formigas subissem aos leitos.

    As formigas foram particularmente problemticas durante a poca seca dos veres em Perth, invadindo as casas em sua busca implacvel por umidade.

    Em alguns estados australianos como Victoria, o controle de pragas foi realizado pelas autoridades locais " medida que eram necessrios ". Na Austrlia Ocidental, entretanto, a reao teve fora de lei, que prometia combate total s formigas argentinas.

    Em 1954 foi iniciada uma campanha de fumigao em grande escala, conforme a Lei da Formiga Argentina, com o objetivo de erradicar a praga em menos de cinco anos (EPAWA, 1988). A campanha se baseou no uso do pesticida organoclorado Dieldrin, e usando Clordano em "reas mais sensveis" tais como tanques pisccolas e galinheiros. Esses agentes qumicos eram aspergidos ao redor do permetro da infestao, seguindo

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    linhas que se cruzavam formavam quadrados com 3 m de lado dentro da rea infestada. Mais tarde, o Heptacloro substituiu o Dieldrin e o Clordano, sendo aplicado em linhas formando quadrados de 1 m de lado, e o Clorpirifos, um inseticida organofosforado pouco persistente, foi escolhido para as "reas sensveis".

    Desde o incio da campanha, em 1954, at ela ser suspensa, em 1988, entre 234 e 4.857 hectares foram tratados a cada ano. Algumas das reas foram tratadas vrias vezes. A maioria das fumigaes foi realizada nos bairros centrais e nos subrbios de Perth, embora a campanha tambm tenha includo alguns povoados prximos. A campanha conseguiu deter a propagao da formiga, mas no erradic-la.

    A Lei conferiu amplos poderes s "pessoas autorizadas" para entrar e inspecionar as propriedades, e para fumigar, ou exigir dos proprietrios que fumiguem, os agentes qumicos prescritos para eliminar a formiga. Em Perth, alguns residentes duvidavam da obrigatoriedade de permitir que suas propriedades fossem fumigadas contra a formiga argentina, e ocasionalmente a polcia precisou entrar fora quando algum residente no aceitava que a equipe de controle das formigas entrasse em sua propriedade (Dingle 1988).

    A preocupao pblica com relao ao uso intensivo do Heptacloro, no combate formiga argentina, aos poucos comeou a crescer e, em meados da dcada de 1980, j alcanava nveis considerveis na Austrlia Ocidental. O DDT, proibido nos EUA desde 1972, s foi proibido na Austrlia em 1987. Nesse mesmo ano, os ciclodinos foram proibidos para uso agrcola na Austrlia, depois que os Estados Unidos recusaram-se a comprar carne de vaca australiana que continha altos nveis residuais de organoclorados (especialmente Dieldrin). Porm os ciclodinos continuaram sendo utilizados nos subrbios para eliminar a formiga argentina, cupins e outras pragas, at que em 1995, depois de uma grande campanha realizada por grupos comunitrios, esses pesticidas foram definitivamente proibidos para qualquer tipo de uso na Austrlia Ocidental.

    Impactos

    A utilizao de inseticidas organoclorados no meio urbano (tanto por produtores agrcolas locais como por moradores que tentavam erradicar a formiga argentina de suas casas e quintais) teve duas formas importantes de impacto na agricultura urbana. Em primeiro lugar, existem evidncias da reduo da populao de aves insetvoras em Perth depois que comeou o programa de fumigao, nos anos 50 (EPAWA, 1988). Essa reduo provavelmente foi responsvel pelo aumento de outros insetos daninhos que normalmente so controlados pelas aves, criando-se um crculo vicioso onde mais inseticidas foram utilizados para controlar um nmero crescente de

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    pragas. Em segundo lugar, os organoclorados se acumularam nos ovos das aves domsticas.

    Em 1981, verificou-se que o nvel mdio de Dieldrin presente nos ovos recolhidos onde o solo fora fumigado com Aldrin e Dieldrin eram superiores a 5 mg / kg cinqenta vezes a norma de LRM (Lmite Residual Mximo), que 0,1 mg / kg por ovo (Dingle, 1988). Na Austrlia Ocidental, um estudo realizado em 1989 com ovos de galinha caseiros detectou nveis de organoclorado dez vezes maior que o LRM em 5 % das provas analisadas (Hardy, 1998). Em uma anlise realizada anteriormente, em dez amostras de ovos obtidas nos quintais de Perth, sete ultrapassaram o LRM, com uma das amostras ultrapassando em 80 vezes o limite (Dingle, 1988). A persistncia de organoclorados no solo tambm significa que continuam acumulando-se nos ovos mesmo muito depois de as fumigaes terem cessado. Um estudo realizado no sul da Austrlia em 1997, 10 anos depois que o DDT j fora retirado do comrcio, ainda se verificou sua presena em 68 % dos ovos caseiros (Hardy, 1998).

    Mesmo onde os nveis residuais se encontram abaixo do LRM, eles podem ultrapassar os limites considerados como seguros para a sade, representados pelo CDA (Consumo Dirio Aceitvel). Isso possvel por que o LRM apenas indica o limite mximo de resduo de um agrotxico que se espera encontrar em um alimento produzido conforme a boa prtica agrcola. No um parmetro de interesse mdico, como o ndice CDA, que considera o consumo continuado de resduos de agrotxico pelos seres humanos.

    Concluses

    Depois de vrios protestos (incluindo uma grande manifestao realizada em 1990, em Perth), em 1995 os organoclorados foram finalmente proibidos para qualquer uso na Austrlia Ocidental. Entretanto, desde que terminou a luta para proibir seu uso, a conscincia de uma possvel contaminao dos ovos caseiros pelos pesticidas organoclorados parece ter virtualmente desaparecido. Em 1998 e 1999, vrias das pessoas entrevistadas durante um estudo sobre agricultura urbana em Perth e Melbourne indicaram que uma das principais razes para cultivarem seus prprios alimentos era porque queriam estar seguros de que eram orgnicos. Como um entrevistado expressou: "uma pessoa s est segura quando cultiva as hortalias que consome". Ironicamente, muitas pessoas que criavam aves no quintal no sabiam que os seus ovos poderiam estar, na verdade, contaminados com nveis muito altos de pesticidas organoclorados.

    A contaminao dos ovos caseiros com organoclorados pode afetar um nmero considervel de pessoas: no existem dados comparativos de Perth disponveis, mas um estudo feito na Austrlia do Sul em 1996 verificou que

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    23,6 % da populao consumiam ovos caseiros (Langley e outros, 1997). Porm, por falta de informao sobre como ter os ovos testados para verificar a presena do agrotxico, muitos moradores jamais o fizeram, mesmo estando conscientes da possibilidade.

    Proibir toda atividade de produo de alimentos onde o solo esteja ou possa estar contaminado com pesticidas organoclorados uma opo, mas a melhor forma para enfrentar esse problema (e outros causados pela contaminao do solo) se desdobra em duas medidas. A primeira medida implicaria na conscientizao criar conscincia nos moradores sobre os possveis riscos, atravs de anncios nos jornais dirios ou de folhetos distribudos nas moradias, informando tambm onde buscar ajuda tcnica. A segunda medida implicaria em ajudar ativamente os produtores a se assegurarem que os alimentos que produzem so seguros. Para tanto, preciso oferecer anlise grtis ou subsidiada para ovos caseiros (e outros produtos) e assessoria e assistncia tcnica com solues para remediar qualquer problema de contaminao.

    Por exemplo, os criadores de aves que tenham seus solos contaminados podem receber orientao para criar as aves em espaos cercados e com piso de concreto forrado com grossa camada de palha. Atualmente algumas autoridades governamentais recomendam (ou at exigem) esses pisos forrados para as aves criadas confinadas, porm como geralmente no explicam a necessidade dessa instalao, os produtores muitas vezes a vem como um gasto intil ou como um requisito municipal sem razo, e evitam gastar dinheiro com tal obra.

    Antes que os problemas da agricultura urbana relacionados com a contaminao do solo sejam enfrentados, o estado e as autoridades locais precisam reconhecer que as pessoas esto produzindo alimentos nas reas suburbanas, e possivelmente ao faz-lo esto ameaando sua prpria sade sem terem nenhuma culpa. Tambm preciso reconhecer que essa produo de alimentos, se for realizada de forma segura, pode trazer benefcios econmicos e outros vrios, e, portanto, a resposta aos problemas de contaminao no pode ser a proibio de se produzirem alimentos nas reas afetadas. Porm essa abordagem compreensiva no a que predomina, ainda hoje, em Perth.

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    Contaminantes comuns no solo urbano

    Devido a sua utilizao generalizada no passado e a sua persistncia no meio ambiente, os inseticidas organoclorados, inclusive Clordano, Aldrin, Dieldrin, Heptacloro epxido, e o DDT e seus metablitos, so alguns dos contaminantes mais freqentes do solo nas reas urbanas. Outros possveis contaminantes do meio ambiente incluem o arsnico, o mercrio, o chumbo, o cdmio e os PCBs:

    Os pesticidas de arsnico foram comumente utilizados na produo de frutas e hortalias at que foram substitudos pelos organoclorados a partir da Segunda Guerra Mundial. Ainda se podem encontrar altos ndices de poluio por arsnico nos terrenos de alguns jardins e hortas.

    Tambm o mercrio foi utilizado em pesticidas, porm mais encontrado como contaminante do solo em reas que foram utilizadas para armazenamento ou disposio final de certos tipos de baterias, pinturas, lmpadas a vapor e interruptores eltricos. Considerveis quantidades de mercrio tambm podem ser encontradas no lixo hospitalar e de laboratrios.

    O chumbo comumente encontrado como contaminante do solo em reas que foram utilizadas para a produo, armazenamento ou eliminao de baterias base de chumbo e de outros produtos como balas (munio) e pesos para pesca. Tambm pode chegar a poluir o solo a partir de certos tipos de tinta e de pigmentos, soldas e tubos, e leo de motor usado. O arseniato de chumbo foi bastante utilizado como pesticida antes da Segunda Guerra, e pode contribuir para os altos nveis de chumbo verificados nos solos de antigas hortas.

    Podemos encontrar o cdmio como contaminante em alguns tipos de superfosfato, e repetidas aplicaes desse fertilizante podem provocar uma acumulao desse metal pesado sobre o solo. Tambm muito encontrado em chapas de metal e em baterias.

    Os PCBs, ou policlorobifenilos, foram utilizados nos meados dos anos 70 em centenas de aplicaes comerciais e industriais, inclusive em equipamentos eltricos e hidrulicos, pinturas, plsticos, produtos de borracha, pigmentos e tintas, e papel para foto-cpia.

    Cada um desses contaminantes, e os cinco principais pesticidas organoclorados, foram encontrados ao menos em uma das amostras dos ovos recolhidos durante um estudo dos ovos caseiros que foi

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    realizado no sul da Austrlia, em 1997 (Hardy, 1998).

    Na Austrlia, os CDAs (Consumos Dirios Aceitveis) so estabelecidos pelo Departamento de Sade e Servios da Famlia, do governo local, de acordo com os riscos para a sade trazidos pelo consumo durante o tempo de vida. Por exemplo, o CDA do Dieldrin 100 ng / kg de peso por pessoa. Para uma pessoa de 55 kg de peso, o CDA do Dieldrin 0,0055 mg por dia. Se essa pessoa come dois ovos de 50 g contaminados com Dieldrin a 0,07 mg / kg, est consumindo 0,007 mg de Dieldrin, superando o CDA para uma pessoa com esse peso.

    Notas

    1. A menos que se informe diferentemente, a informao sobre os efeitos danosos provados ou provveis dos agentes qumicos organoclorados foram transcritos das Fichas de Segurana Qumica Internacional (International Chemical Safety Cards - ICSC). A postura da Agncia de Proteo Ambiental dos Estados Unidos sobre os organoclorados deriva da base de dados de seu Sistema de Informao de Risco Integrado (Integrated Risk Information System - IRIS), disponvel na internet em http://www.epa.gov/ngispgm3/iris/.

    2. Durante a campanha, 31.093,4 hectares foram fumigados com 35,2 milhes de litros de agrotxicos, a um custo de AU$ 4.963.230. O total de 31.093,4 hectares maior que a rea efetivamente tratada com toda montanha de agrotxico, pois as reas que receberam mltiplas fumigaes foram somadas cada vez que eram tratadas. Como resultado do programa de fumigao, a extenso da praga da formiga argentina na Austrlia Ocidental foi reduzida de aproximadamente 17.000 hectares, no final dos anos 50 (principalmente em Perth), a 1.458 hectares em 1988, quando o programa terminou. Em 1991, a extenso da praga novamente havia aumentado, para mais de 3.000 hectares.

    Referncias

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    Sumario Revista No.3

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