Revista da Juventude agosto - 2014

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    02-Apr-2016

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Revista da Juventude So Joo Paulo II, produzido pela Equipe de Comunicao da Pastoral Juvenil da Diocese de Paranava.

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  • Revista da Juventude

    So Joo Paulo II

    www.conectachristi.com.br

    Edio 02 - Ano I Pastoral Juvenil da Diocese de Paranava agosto-2014

    LECTIO DIVINA DOS EVANGELHOS DOMINICAIS

    DUAS ASAS QUE NOS ELEVAM A DEUSMUNDANISMO ESPIRITUAL

    O mundanismo espiritual uma realidade to presen-te nas nossas comunidades, tem uma grande facilidade de se infi ltrar nos nossos gru-pos pois possui uma roupa-

    gem religiosa, mas que fi ca apenas na aparn-cia. Podemos identifi car esse pensamento ao lon-go da Histria da Igreja, sempre identifi cado com uma heresia, quase sem-pre est ligado ao poder e o mais preocupante que sua incidncia

    maior na juventude.

    ::Pgina 9 ::

    Esta coluna tem por objetivo provocar o jovem leitor a pensar sobre o papel da f e da razo na vida do jovem cristo no mundo contemporneo. Dessa forma, nosso dilogo no poderia se iniciar de outra

    forma seno pela aluso encclica de So Joo Paulo II sobre as relaes entre f e razo (Fides et ratio). No documento, de forma profundamente teolgica e potica, o saudoso Papa afi rma A f e a razo (fi des et

    ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o esprito humano se eleva para a contemplao da verdade.

    ::Pgina 13 ::

    A l i t u r g i a dominical do ms de agosto inicia-se pelo 18 Domingo do Tempo Comum, em que o Evangelho narra a multiplicao dos pes. O tema bastante inspirador para o incio desta

    nossa partilha sobre a Palavra de Deus atravs do mtodo da leitura orante (Lectio Divina). Em nossas comunidades, em cada celebrao eucarstica e, solenemente, no Dia do Senhor, o domingo, o Senhor Jesus presena real na Eucaristia, na comunidade

    reunida e na Palavra Proclamada.Assim, nossa fome de Deus saciada pelo encontro com os irmos, pelo o Po Eucarstico e pelo Po da Palavra. A Exortao Ps-Sinodal Verbum Domini nos recorda que a Palavra de Deus tem para ns um rosto, Jesus de Nazar.

    ::Pginas 4-7::

  • Revista So Joo Paulo II 2 agosto - 2014 Revista So Joo Paulo II 3 agosto - 2014

    www.conectachristi.com.br Pastoral Juvenil da Diocese de Paranava

    Estamos j na segunda edio da Revista da Ju-ventude - So Joo Paulo II, ainda estamos em fase de teste, conseguindo algumas pessoas para serem colu-nistas em nossa revista e assim, ter assuntos diversos que possam agregar na vida do jovem, seja no grupo ou pessoal.

    Nos prximos meses teremos mais novidades quanto a isso e tambm vamos iniciar a caminhada rumo ao DNJ - Dia Nacional da Juventude, que tem como tema esse ano: Feitos para sermos livres, no escravos e tem como Iluminao bblica: Eis o que diz o Senhor. Praticai o direito e a justia, e livrai o oprimido das mos do opressor. (Jr 22, 3a). J foi disponibilizado o subsdio para o ms de agosto e se-tembro, que foi feito conforme o subsdio Jovem e a CF, dos livros da Campanha da Fraternidade de 2014. Aps, faremos uma caminhada para a Jornada Diocesana da Juventude, que ir acontecer nos dias 06 e 07 de dezembro.

    Esperamos que desfrutem dessas ferramentas e desse caminho que propomos para esses dois eventos grandes que vai acontecer em nossa Diocese de Para-nava.Vamos caminhar juntos, mas cada um conforme o seu carisma.Deus nos abenoe!!

    Alx Tutty

    Conecta Christi - Equipe de Comunicao da Pastoral Juvenil da Diocese de Paranava

    Diagramao e Layout: Alx Tutty

    Redao: Jovens Comunicadores

    redacao@conectachristi.com.br

    Publicao mensal e onlinewww.conectachristi.com.br

    EDITORIAL

    EXPEDIENTE

    .com/conectachristi

    twitter.com/conectachristi

    Fiquem Conectados!!!

  • Revista So Joo Paulo II 3 agosto - 2014

    www.conectachristi.com.br Pastoral Juvenil da Diocese de Paranava

    Introduo leitura orante Acendimento da vela e invocao do Esprito Santo

    1 Momento - LEITuRA - O que nos fala os textos em si

    a. Retire-se em silncio, b. Procure um espao (capela, jardim, quarto,etc.). c. Entre em sintonia consigo mesma, respire profundamente e preste aten-o , nos seus sentimentos, pensamentos, emoes. Pea a ajuda do Esprito Santo, d. Leia o texto: e. (sublinhe frases ou palavras importan-tes. ou transcreva parte do texto .. ). Pres-tar ateno s imagens, verbos, f. Caso voc lembrar de outro texto d ateno a esta lembrana, g. Caso voc se dispersar, respire, pea o dom do Esprito e recomece o caminho,

    2 Momento - MEDITAO - O que Deus nos fala hoje por este texto

    a.Experimente reler o texto! b.Repetir, mastigar, sentir o sabor, rumi-nar a Palavra ... c.Ouvir o que Deus est dizendo hoje atravs do texto.d.Escolha uma frase ou expresso do texto que te marcoue.Preste ateno aos apelos do Senhor.

    3 Momento: ORAR - O que o texto me faz dizer para Deus

    - Deixar brotar de dentro do corao tocado pela Palavra uma resposta ao Senhor, preces, agrade-cimentos , pedido de perdo

    4 Momento: CONTEMPLAR

    a. Expressar um compromisso a que a Leitura Orante nos levou.b. Resumir tudo numa frase para levar consigoc. Rezar um Salmo apropriado para encerrar o momento.

    LEITuRA ORANTE DA BBLIA - LECTIO DIVINAPassos da Lectio Divina

  • Revista So Joo Paulo II 4 agosto - 2014 Revista So Joo Paulo II 5 agosto - 2014

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    SENHOR D-NOS SEMPRE DESTE PO

    Amarildo Pinheiro MagalhesParquia Nossa Senhora de Guadalupe Loanda

    Gabriel GuimaresParquia Nossa Senhora Aparecida Loanda

    A liturgia dominical do ms de agosto inicia-se pelo 18 Domingo do Tempo Comum, em que o Evangelho narra a multiplicao dos pes. O tema bastante inspirador para o incio desta nossa partilha sobre a Palavra de Deus atravs do mtodo da leitura orante (Lectio Divina). Em nossas comunidades, em cada celebrao eucarstica e, solenemente, no Dia do Senhor, o domingo, o Senhor Jesus presena real na Eucaristia, na comunidade reunida e na Palavra Proclamada. Assim, nossa fome de Deus saciada pelo encontro com os irmos, pelo o Po Eucarstico e pelo Po da Palavra. A Exortao Ps-Sinodal Verbum Domini nos recorda que a Palavra de Deus tem para ns um rosto, Jesus de Nazar. Neste ms vocacional, desejamos que voc, jovem, possa descobrir o sabor do encontro com o Cristo-Palavra de Deus que nos , com alegria, decidida segui-Lo, conforme o chamado que Ele lhe faz no hoje da sua vida, no vigor da sua juventude. Para isso, contamos com a intercesso amorosa de Maria, Assunta ao Cu, Me das Vocaes e padroeira da nossa Diocese.

    3 DE AGOSTO - 18 DOMINGO DO TEMPO

    COMUM

    O Evangelista Mateus nos apresenta, neste domingo, Jesus e a multido em lugar deserto. A exemplo de Moiss , Jesus sacia a fome do povo, fazendo memria da primeira Pscoa e do man enviado por Deus. Somos convidados a colaborar com Jesus no milagre da partilha e nos deixarmos alimentar por Ele, com o Po da Vida Eterna.

    Mateus 14, 13-21

    LEITURA O QUE O TEXTO DIZ EM SI?

    - Jesus acabara de receber a notcia da morte de Joo Batista e se retira para o deserto;

    - A multido o segue e Ele encheu-se de compaixo por eles e curou os que estavam doentes;

    - Os discpulos apresentam a Jesus uma dificuldade (alimentar a multido) e uma soluo (despedi-los para que cada um compre o seu alimento);

    - Jesus prope uma soluo revolucionria: Eles no precisam ir embora. Dai-lhes vs mesmos de comer;

    - Alimentar o povo com a palavra acarreta tambm o compromisso com as suas condies de vida;

    - O milagre acontece com a colaborao de algum que se prope a partilhar. Esta a lgica do projeto de Deus, romper com o egosmo que gera acumulao, desigualdade e sofrimento;

    - A partilha gera a fartura: todos comeram e ficaram satisfeitos e dos pedaos que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios (Mt 14,20);

    - Elementos que enriquecem a leitura (CNBB, 1998):

    Paralelo com o man (xodo 16) e com a sada do Egito (xodo 12). Jesus o novo Moiss, que sacia a fome do novo Povo de Deus;

    O sentido dos nmeros: cinco pes e dois peixes, formam sete (sinal de totalidade para os judeus); sobraram doze cestos (recorda as doze tribos de Israel e o novo Povo de Deus, a Igreja);

    MEDITAO O QUE O TEXTO DIZ PARA MIM?

    - Com que personagem do texto eu me identifico?

    - O que me diz a atitude da multido?

    - O que me diz a atitude dos discpulos?

    - O que me diz a atitude de Jesus?

    - Que palavra ou expresso do texto fala hoje ao meu corao?

    - Como tem acontecido o milagre da partilha em minha vida e na vida de minha comunidade?

    ORAO O QUE EU DIGO A DEUS?

    Somos convidados a voltar o nosso corao a Jesus que se enche de compaixo por ns e acolhe as fomes mais profundas do nosso ser. Falar-lhe como a um amigo que nos guia nos deserto da vida.

    CONTEMPLAO COMO A PALAVRA ILUMINA O MEU AGIR?

    Somos convidados a saborear a Palavra de Deus. Que atitudes interiores e exteriores a intimidade com narrativa da multiplicao dos pes nos motiva?

    10 DE AGOSTO - 19 DOMINGO DO TEMPO

    COMUM

    A cena narrada por So Mateus no Evangelho deste domingo sucede o milagre da multiplicao dos pes e mostra Jesus que vem ao encontro dos apstolos caminhando sobre as guas. A barca agitada pelo mar revolto simboliza a comunidade crist (CNBB, 1988), sempre agitada pelas guas do mundo. Somos convidados, portanto, a olhar para as tempestades que assolam nossa vida comunitria e pessoal e, diante delas, gritar ao mundo a nossa profisso de f: Jesus verdadeiramente o Filho de Deus.

    LECTIO DIVINA

    EVANGELHOS DOMINICAIS - MS DE AGOSTO

  • Revista So Joo Paulo II 5 agosto - 2014

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    Mateus 14,22-33

    LEITURA O QUE O TEXTO DIZ EM SI?

    - A cena se passa aps a multiplicao do pes;

    - Jesus despede os discpulos da barca;

    - Homem de Orao, Ele retira-se para rezar, busca a intimidade com Pai;

    - Sozinhos na barca, os apstolos experimentam a ao de ventos contrrios;

    - Jesus vem ao seu encontro, mas eles no o reconhecem: um fantasma!;

    - Jesus se manifesta: Coragem. Sou eu. No tenhais medo!.

    - Com o consentimento de Jesus, Pedro vai ao seu encontro caminhando sobre as guas;

    - Ao sentir o vento, Pedro tem sua f afetada e comea a afundar: Senhor, salva-me;

    - Jesus o repreende, mas o salva;

    - Com a presena de Jesus no barco o vento se acalma;

    - Os acontecimentos narrados levam os discpulos a uma concluso: Verdadeiramente, tu s o Filho de Deus.

    MEDITAO O QUE O TEXTO DIZ PARA MIM?

    - Com que personagens do texto eu me identifico?

    - Por onde e como tem navegado a barca da minha vida?

    - Eu consigo reconhecer, nas tempestades da vida, a presena de

    Jesus que vem ao meu encontro?

    - Quando o mar est revolto, consigo ouvir a voz de Jesus a dizer Coragem. Sou eu. No tenhais medo!?

    - Eu tenho coragem de ir ao encontro de Jesus em meio a tempestade?

    - Na caminhada ao encontro de Jesus, quais os ventos que afetam e me podem fazer afundar?

    - Como tenho reagido diante dos ventos contrrios que assolam a minha comunidade?

    - Quem Jesus em minha vida pessoal e comunitria?

    ORAO O QUE DIGO A DEUS?

    Assim como os apstolos somos convidados hoje a professar a nossa f em Jesus, no apenas pelo seu poder de acalmar a tempestade, mas por aquilo que Ele , como afirmaram os discpulos: Verdadeiramente, tu s Filho de Deus (Mt 14,23). Pela fora do Esprito Santo, somos, portanto, impulsionados a um ato de f, que brote do mais ntimo dos nossos coraes e que gere em ns a deciso de seguir a Jesus no revolto mar do mundo ps-moderno. Falemos disso ao Pai com corao de filhos e filhas.

    CONTEMPLAO COMO A PALAVRA ILUMINA O MEU AGIR?

    A partir do sabor que a Palavra de Deus deixa em nossos coraes, somos desafiados a professar a nossa f em Jesus Cristo em todas as circunstncias de nossa vida, sobretudo naquelas em que o revolto mar da vida parece querer nos afogar.

    17 DE AGOSTO SOLENIDADE DA

    ASSUNO DE NOSSA SENHORA

    Neste domingo, somos convidados a olhar para Maria, Me da Igreja e nossa me, e com ela cantar as maravilhas de Deus. O Evangelista So Lucas nos mostra a sua atitude de servio e humildade, indo apressadamente ao encontro de Isabel, mesmo levando em seu ventre o Rei dos Reis. Ao ser reconhecida como a preferida de Deus, sua reao de louvor a Deus que nela fez maravilhas. O exemplo da Me do Senhor, a primeira crist, deve ser nossa inspirao para que mereamos usufruir das maravilhas que o Senhor quer realizar em ns, nesta vida e celebrar os seus louvores, aqui e na eternidade.

    (Lucas 1, 39-56)

    LEITURA O QUE O TEXTO DIZ EM SI?

    - O episdio narrado por Lucas acontece logo aps a Anunciao, assim que o anjo deixou Maria (Lc 1,38);

    - Ao aceitar gerar o Filho de Deus feito o homem, a primeira atitude da Virgem Me partir para auxiliar a parenta que, em idade avanada, encontrava-se no sexto ms de gestao, conforme

    palavras do anjo Gabriel, e, certamente, precisava de auxilio;

    - A chegada e saudao de Maria provoca um alegre e profunda profisso de f por parte de Isabel que a proclama como Me do meu Senhor, ou seja, Isabel reconhece que o filho que est sendo gerado no ventre virginal de Maria o Senhor, o Messias prometido e ansiosamente esperado pelo povo de Israel;

    - Tambm o menino Joo Batista, no ventre de Isabel, faz sua profisso de f, ao estremecer de alegria;

    - Maria no se apropria desses elogios, isto , no se coloca como causa de tamanha alegria, mas eleva a Deus o seu Magnificat, o seu canto a respeito das Maravilhas que Deus fez em seu favor;

    - No apenas um canto pessoal, mas um hino de louvor pronunciado em nome de todo o povo de Israel em cuja histria sempre se manifestaram as maravilhas de Deus;

    - As maravilhas de Deus na vida de Maria: Ele olhou para a humildade de sua serva; as grandes coisas que Ele realizou a fazem Bem-aventurada entre todas as geraes;

    - As maravilhas de Deus em favor do seu povo: estende de gerao em gerao a sua misericrdia aos que o respeitam; vem em socorro dos mais fracos e destrona os soberbos e poderosos; cumpre, por misericrdia, as suas promessas em favor de Israel, conforme a palavra empenhada com Abrao e com todos os seus filhos;

    - A Igreja o novo Povo de Deus, portanto herdeira das promessas feitas ao antigo Israel e plenamente cumpridas em Jesus, o filho da

  • Revista So Joo Paulo II 6 agosto - 2014 Revista So Joo Paulo II 7 agosto - 2014

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    Virgem Maria.

    MEDITAO O QUE O TEXTO DIZ PARA MIM?

    - Qual versculo, frase, expresso ou palavra ecoou mais forte em meu corao durante a leitura?

    - Ao olhar para as situaes que estou vivendo hoje, com personagem da narrativa eu mais me identifico?

    - Assim como Maria, somos chamados a colaborar na misso de gerar Jesus ao mundo, por meio da Igreja? Como tenho agido?

    - Eu me alegro, como Isabel e Joo Batista pela presena de Jesus na casa da minha existncia, isto , na minha vida?

    - Eu consigo perceber as constantes visitas que Deus faz minha casa, minha vida, na pessoa do irmo, sobretudo naqueles que mais precisam?

    - Que maravilhas Deus tem realizado na minha vida?

    - Eu tenho cantando ao mundo as maravilhas que Deus realizou em minha histria?

    ORAO O QUE DIGO A DEUS?

    A exemplo de Maria que, recordando a histria e as expectativas do povo de Israel, cantou as maravilhas do Senhor realizadas em sua vida, somos hoje convidados a elevar a Deus o nosso Magnificat, o nosso hino de gratido pelas vezes que Ele veio em nosso socorro e nos manifestou a sua misericrdia que se estende de gerao em gerao.

    CONTEMPLAO COMO A PALAVRA ILUMINA O MEU AGIR?

    luz da Palavra de Deus com que a Igreja nos alimenta neste dia, somos inspirados a, por meio das nossas aes, como membros da Igreja, a gerar Jesus Cristo ao mundo, servindo os irmos que de ns necessitam.

    24 DE AGOSTO 21 DOMINGO DO TEMPO

    COMUM

    Por meio do relato de So Mateus a respeito do primado de Pedro, somos m o t i v a d o s pela Palavra de Deus a fazer expe r i nc i a

    comunitria do discipulado missionrio e distinguir, em nosso meio, a presena de Jesus e o diferencial de sua misso. No seguimos um grande profeta ou um messias revolucionrio, mas o Filho do Deus vivo, aquele que no veio para exercer um poder poltico, mas para livrar da morte aqueles que o reconhecem e o aceitam como Palavra de Deus enviada para a salvao do mundo.

    Mateus 16, 13-20.

    LEITURA O QUE O TEXTO DIZ EM SI?

    - Jesus inicia um dilogo com os seus amigos mais prximos a respeito de si mesmo?

    - A primeira pergunta indireta: Quem dizem os homens ser o filho do homem?

    - As respostas mostram que o povo reconhece em Jesus sinais da sua misso divina, enxerga-o como um grande profeta, mas no ainda como o Profeta por excelncia;

    - Jesus indaga agora aqueles que com Ele caminhavam mais de perto e haviam testemunhado suas palavras, suas atitudes e seus sinais (milagres): E vs, quem dizeis que eu sou?;

    - Pedro, reponde, em nome do grupo, por meio de uma belssima profisso de f: Tu s o Cristo, o filho do Deus vivo;

    - Como todo ato de f, tal afirmao, elogiada por Jesus, no mero fruto do conhecimento ou intuio humanas, mas verdade revelada pelo prprio Deus;

    - Mediante a manifestao pblica de sua f em Jesus como Cristo, isto , o Ungido (Messias) enviado por Deus, confiada a Pedro a misso de conduzir a Igreja nascente;

    - A palavra Pedro, em aramaico (Kepha), significa pedra escavada, gruta que serve de abrigo para os pastores, pobres e seus animais (CNBB, 1998);

    - Ele recebe as chaves para, em nome de Jesus, e no amor aos irmos, abrir as portas do Reino dos Cus a todos aqueles que aderirem ao projeto de Jesus e preservar esse reino da presena indesejada daqueles que tem intenes e planos diferentes daqueles pelos quais Jesus ofereceu a sua vida;

    - Em Pedro, ns, Igreja, recebemos a promessa de que por mais que as foras do mal, por mais que se lancem contra a comunidade dos filhos e filhas de Deus, elas jamais podero venc-la;

    MEDITAO O QUE O TEXTO DIZ PARA MIM?

    - Como eu me vejo na cena

    relatada por So Mateus? Que lugar eu ocupo?

    - Eu me sinto parte da comunidade dos amigos mais prximos de Jesus, ou seja, aqueles com quem ele mantm os dilogos mais ntimos?

    - O que se diz de Jesus atualmente? O que ouo falar dele por a?

    - E eu, o que digo de Jesus, com minhas palavras e, sobretudo, com minha vida?

    - Como tem sido minha vida em comunidade? Eu reconheo, com alegria, como parte da grande famlia dos filhos de Deus, fundada sobre a f de Pedro?

    - Como posso reconhecer em minha histria a presena e a ao do Filho de Deus vivo, que vence o poder da morte e das trevas para trazer a todos a vida em abundncia?

    - De que maneira eu posso contribuir para que outros jovens possam entrar pelas portas do reino dos cus, para que mais irmos e irms se sintam ligados ao projeto de vida plena anunciado e testemunhado por Jesus at as ltimas consequncias?

    ORAO O QUE DIGO A DEUS?

    Provocados pela leitura e meditao do Evangelho, somos chamados hoje a manifestar a Deus a nossa alegria e gratido por pertencermos Igreja, a grande comunidade de f, esperana e caridade sonhada e edificada por Jesus, por meio da qual Ele nos quer salvar. Ao olharmos para a f de Pedro, somos convidados a pedir a Deus que fortalea a caminhada dos nossos pastores a fim de que sejam para ns a rocha firme a sustentar e animar nossa

  • Revista So Joo Paulo II 7 agosto - 2014

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    caminhada no Senhor. Rezemos tambm por todos os fiis leigos que se dedicam aos diversos ministrios na Igreja.

    CONTEMPLAO COMO A PALAVRA ILUMINA O MEU AGIR?

    Como membros da Igreja somos vocacionados a colaborar com Jesus na misso confiada a Pedro, isto , abrir as portas do Reino do Cu aos que dele se encontram distantes e (re)ligar ao seio da comunidade aqueles que encontram-se sem rumo pelos caminhos da vida.

    31 DE AGOSTO 22 DOMINGO DO TEMPO

    COMUM

    Este evangelho dominical apresenta a continuao do dilogo de Jesus aps a profisso de f de Pedro: Tu s o Cristo, o filho do Deus vivo!. Aps acolher e elogiar a exclamao de Pedro, feita em nome da comunidade dos discpulos, Jesus comea a explicar-lhes como o seu messianismo. A palavra Messias (hebraico) ou Cristo (grego) significa O Ungido e lembrava a uno com leo feita aos reis no Antigo Testamento. Somos provocados, no dilogo com a Palavra Deus a reconhecer a diferena de Jesus em relao aos demais reis e imagem do rei esperado por muitos em Israel, no tempo de So Mateus e tambm por muitos de ns, cristos do

    terceiro milnio.

    (Mateus 16, 21-27)

    LEITURA O QUE O TEXTO DIZ EM SI?

    - Aps a profisso de f de Pedro: Tu s Messias, isto , o Cristo, o Ungido de Deus, Jesus passa a aprofundar a formao dos discpulos a respeito do Messias que ele verdadeiramente era;

    - O Messias esperado pelo povo daquela poca, inclusive, por Pedro, era o rei glorioso que rviria restaurar politicamente o reino de Israel, sentar-se no trono de Davi e, com seu grande e poderoso exrcito libertar a nao da dominao do imprio romano;

    - Jesus revela ser um Messias diferente, em vez de rei glorioso, ele o servo sofredor anunciado pelo profeta Isaas (ver, por exemplo, Is 53 1-12);

    - Ele haveria de experimentar a morte pelas mos dos chefes do povo mas a venceria, por meio de sua ressurreio ao terceiro dia;

    - Pedro, embora convencido de que Jesus era o Messias, no admite a ideia do Cristo sofredor;

    - A proposta de Pedro a Jesus: Deus no permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te acontea! (Mt 16,22), no corresponde ao projeto de Deus. No que Deus tivesse desejado a morte de Cristo na cruz, mas ele seria consequncia do projeto libertador que Ele veio anunciar e que entrou em choque com o sistema de morte sustentado pelos poderosos de sua poca;

    - Tentar escapar da morte e do sofrimento significaria abrir mo do projeto de amor de Deus pela humanidade, por isso so to duras as palavras de Jesus para

    Pedro. A mentalidade do apstolo expressava ideias contrrias ao plano da salvao e faziam dele pedra de tropeo, motivo de escndalo;

    - Aps corrigir as ideias distorcidas de Pedro a seu respeito, Jesus comea a apresentar as condies para segui-lo. Se ele o homem da cruz, o homem das dores, experimentado no sofrimento (Is 53,3), tomar a cruz de cada dia condio para o discipulado, ou seja, no h como seguir a Jesus sem passar pela cruz;

    - O discpulo missionrio precisa abrir das seguranas deste mundo, que podem leva-lo perdio da pessoa por inteiro e, com alegria entregar a sua vida por causa do Mestre;

    - perdendo a vida por Jesus, unindo-se aos sofrimentos e perseguies que Ele sofreu nesta terra que os seus seguidores ganharo uma nova vida, isto , a alegria de caminhar com Ele neste mundo e merecer a vida eterna no reino definitivo.

    MEDITAO O QUE O TEXTO DIZ PARA MIM?

    - O que significa para mim acreditar que Jesus o Messias, o Filho do Deus vivo?

    - Que imagem desse Messias eu fao para mim e revelo aos que esto a minha volta? Ele o rei triunfante ou o servo sofredor?

    - Estou disposto(a) a aderir plenamente ao projeto de salvao de Deus para a humanidade revelado e concretizado em Jesus Cristo, mesmo que isto me custe a cruz, o sofrimento?

    - Quais cruzes eu tenho assumido em minha vida por causa do Reino de Deus? Qual a minha atitude em

    relao a elas?

    - O que significa para mim perder a vida por causa de Jesus?

    - Que recompensa eu espero por suportar a dor e a perseguio por causa de Jesus? Conto com apenas com as recompensas deste mundo?

    ORAO O QUE DIGO A DEUS?

    Inspirados pelas palavras de Jesus: Quem perder a sua vida por causa de mim vai encontr-la (Mt 16,25b), somos desafiados a fazer a entrega livre e generosa de nossa vida ao Pai como Jesus o fez. Por acreditarmos que Jesus o Messias que veio libertar a humanidade do pecado e de todas as suas dolorosas consequncias, no podemos ter reservas em nos abandonarmos sua vontade e o seguirmos pelos caminhos da vida.

    CONTEMPLAO COMO A PALAVRA ILUMINA O MEU AGIR?

    Assim como os discpulos, o Evangelho de hoje serve para nos formar como discpulos missionrios de Jesus Cristo e nos instiga a assumir uma postura diferente em relao cruz. Jesus no deseja que sejamos levianos e inconsequentes a ponto de procurarmos o sofrimento, as perseguies pro causa do Reino, mas nos convida acolher com serenidade toda dor decorrente de nossa opo por Ele.

    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

    BENTO XVI. Verbum Domini: exortao apostlica ps-sinodal sobre a palavra de Deus na vida e na misso de Igreja. Bblia Sagrada. Traduo da CNBB.Bblia de Jerusalm. CNBB. Ele est no meio de ns - O semeador do Reino: o Evangelho segundo Mateus. So Paulo: Paulinas, 1998.

  • Revista So Joo Paulo II 8 agosto - 2014 Revista So Joo Paulo II 9 agosto - 2014

    www.conectachristi.com.br Pastoral Juvenil da Diocese de Paranava

    CONHECENDO OS SANTOS DA IGREJA

    Joo Maria Batista Vianney sem dvida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apstolo Paulo: Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes. Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, Frana. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqentar a igreja e desde a infncia dizia que desejava ser um sacerdote.

    Vianney s foi para a escola na adolescncia, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freqentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francs, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposio de seu pai. Mas com a ajuda do proco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminrio de cully, onde os obstculos existiam por causa de sua falta de instruo.

    Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocnio. Para

    os professores e superiores, era considerado um rude campons, que no tinha inteligncia suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obedincia, caridade, piedade e perseverana na f em Cristo. Em 1815, Joo Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: no poderia ser confessor. No era considerado capaz de guiar conscincias. Porm para Deus ele era um homem extraordinrio e foi por meio desse apostolado que o dom

    do Esprito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja j teve.

    Durante o seu aprendizado em cully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, trs anos depois, conseguiu a liberao para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi ento designado vigrio geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela parquia do norte de Lyon, que possua apenas duzentos e trinta habitantes, todos no-praticantes e afamados pela violncia. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas. Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroa, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradio que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do cu. Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro.

    Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas tambm severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situao. O povo no ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconciliao e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo. Na parquia, fazia de tudo, inclusive os servios da casa e suas refeies. Sempre em orao, comia muito pouco e dormia no

    mximo trs horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.

    A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para parquia de Ars com um s objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem de esperavam horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrinaes.

    O Cura de Ars, como era chamado, nunca pde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e trs anos de idade.

    Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, j era venerado como santo. O seu corpo, incorrupto, encontra-se na igreja da parquia de Ars, que se tornou um grande santurio de peregrinao.

    So Joo Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes e o dia de sua festa, 4 de agosto, escolhido para celebrar o Dia do Padre.

    Pe. Antonio M. Garibaldi

    Reitor do Seminrio Diocesano

    So Joo Maria Vianney - 04 de Agosto

  • Revista So Joo Paulo II 9 agosto - 2014

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    09 Luau Jovem Milcia de Cristo RCC/Marilena Country Club Marilena

    09 Escola de Formao do Cursilho/por setores: Loanda/Tamboara/Paranava

    10 Visita aos pais dos membros do grupo/GJ guias Pequenas Jd. Morumbi Paranava

    11 a 17 Congresso Nacional Catlicos Online CONACAT/Online Nacional

    15 a 17 Shem de Paranava/Com. Catlica Emanuel Paranava

    16 Formao do YouCat Catecismo Jovem Em que Cremos Etapa 2/ Amapor

    16 e 17 Retiro Viver em Cristo GJ JMP Juventude Missionria/ Casa da Criana Paranava

    23 2 Cristo Fest/ GJ Agape/Salo Paroquial Guaira

    22 a 24 5 Decolores/Cursilho/COSDIPA Paranava

    21 a 24 Acampamento JOAM / Par. So Sebastio/Centro de Formao Graciosa/Paranava

    23 e 24 Shem de Marilena/Com. Catlica Emanuel Marilena

    30 e 31 Encontro Nova Vida/Salo da Capela Nsa. das Graas/Par. So Sebastio Paranava

    AG

    EN

    DA

    DA

    Ju

    VE

    NT

    uD

    E

    O mundanismo espiritual uma realidade to presente nas nossas comunidades, tem uma grande facilidade de se infi ltrar nos nossos

    grupos pois possui uma roupagem religiosa, mas que fi ca apenas na

    aparncia. Podemos identifi car esse

    pensamento ao longo da Histria da Igreja, sempre identifi cado com uma

    heresia, quase sempre est ligado ao poder e o mais preocupante que sua incidncia maior na juventude.

    De origem platnica o Gnosticismo foi uma doutrina que pregava a distino entre a matria e o esprito, sendo este ultimo infi nitamente superior e a

    matria frgil e limitada. Tambm podemos chamar essa corrente de espiritualismo. J o neopelagianismo autorreferen cial de quem, no fundo, s confi a nas suas prprias foras

    e se sente superior aos outros por cumprir determinadas normas ou

    por ser irredutivelmente fi el a certo

    estilo catli co prprio do passado. O cristianismo de hoje que no mais a fora dominante parece fraco e limitado se comparado com a poca em que religio e Estado constituam uma s realidade, dessa forma pretendem voltar a um modelo eclesial que outrora fora seguro. Na verdade, so inseguros e por incapacidade de dialogar com o mundo atual querem regressar a um passado que no tiveram a oportunidade de vivenciar. Em outros h um certo exibicionismo na liturgia, na doutrina e no prestgio da igreja. Se preocupam em se afi rmar enquanto

    Igreja, instituio soberana e que possui uma grande infl uncia.

    Colocam a hierarquia em grande destaque e o povo de Deus como simples servidores. No se preocupam que o Evangelho adquira

    uma real insero no povo fi el de

    Deus e nas necessidades concretas da histria. O prprio mundanismo espiritual esconde-se por detrs do fascnio de poder mostrar conquistas sociais e polticas, ou numa vanglria ligada gesto de assuntos prticos, ou numa atrao pelas din micas de autoestima e de realizao autorreferencial. Tambm se pode traduzir em vrias formas de se apresentar a si mesmo envolvido numa densa vida social cheia de viagens, reunies, jantares, recepes. Acabamos sonhando com planos apostlicos expansionistas, meticulosos e bem traados, aqueles tpicos de generais derrotados. Quem caiu neste munda-nismo espiritual olha de cima e de longe, no possui capacidade de dialogar com quem pensa diferente, acha-se soberano e dono de uma ver-dade que muitas vezes no a Ver-

    dade, mas uma verda-de. Faz res-saltar cons-tantemente os erros alheios e vive obce-cado pelas aparncias,

    afi nal a ex-

    terioridade p r e v a l e c e sobre o in-terior. Isso mundanismo espiritual, querido jovem cuidado, isso uma doena que vem disfarada e quando menos percebemos j estamos acometidos por ela.

    Gustavo PauloTelogo e Filsofo

    Assessor da Pastoral Juvenil da Diocese de Paranava

    O MUNDANISMO ESPIRITUAL

    ATuALIDADE

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    22 a 24 5 Decolores/Cursilho/COSDIPA Paranava

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  • Revista So Joo Paulo II 10 agosto - 2014

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    NACIONAL

    Caros procos e demais responsveis pela evangelizao da juventude no Brasil.

    Todos aqueles que ouviam o menino ficavam

    maravilhados com sua inteligncia e suas res-postas. (Lc 2,47)

    Em diversas partes, as Sagradas Escrituras nos mostram a fora da presena de Jesus queen-sinava como algum que tem autoridade, e no como os escribas e fariseus (Mt 7,28)! Ensi-nar com autoridade falar com convico e coerncia. Estes dois elementos so essenciais

    e complementares. As verdades ensinadas e de-fendidas s so escutadas com respeito, quan-do aquele que fala empenha-se em viver aquilo que prega. Por outro lado, este testemunho de vida necessita de fundamentao slida para ser mais incisivo e duradouro na vida das pes-soas.

    Entramos no ms de agosto, ms vocacional.

    um momento bem propcio para revisarmos a vivncia de nossa vocao. Ao escutar a voz

    de Deus que nos chama para um determinado

    estado de vida e para um servio qualificado

    humanidade, nos sentimos convocados a forta-lecer nossas convices e a ser mais coerentes.

    Somos tentados e pressionados por todos os lados e o desafio de viver com coerncia a vo-cao crist nos impe aprofundamento da nos-sa f. Dentro e fora de ns existem foras que nos obrigam s decises. Ao lado de nossa ten-dncia de comodismo e fuga, encontra-se uma

    cultura que avana em diversos aspectos ques-tionando-nos constantemente sobre os funda-mentos de nossa f.

    Articular f e razo se torna, portanto, um im-perativo em nossa vocao de discpulos mis-sionrios de Cristo. Estamos convencidos de que o processo de amadurecimento da f exi-ge razes que lhe garantam consistncia, caso

    contrrio estar fadada a se esvaziar diante das crises e dos questionamentos que os dias atuais se nos impem. Assim, tambm, a Igreja no admite uma intelectualidade desconectada das outras dimenses da vida humana, inclusive da dimenso religiosa. O ser humano belo quan-do considerado em sua totalidade!

    Mais do que nunca, a Igreja est sendo chama-da a entrar no mundo acadmico e universitrio

    e exercer sua vocao na histria de iluminar a vida, defender os princpios que a dignificam

    e defend-la de ideologias relativistas, discri-minatrias, manipuladoras, tendenciosas, redu-cionistas. medida que avana o processo de escolaridade, em especial na fase universitria, os jovens se fascinam pela racionalidade das cincias e tecnologias, pela eficincia e orga-nizao da sociedade produtiva e do mercado,

    pelo compromisso com a transformao social, de tal forma que sua f pode entrar, em alguns casos, em conflito com a razo; mas pode, tam-bm, amadurecer com a contribuio dessa ra-zo. A ao pastoral deve favorecer a base in-telectual da sua f para que saibam se mover de maneira crtica dentro do mundo intelectual, acompanhados de vida crist autntica para que

    possam atuar responsavelmente no mundo do qual fazem parte. (Doc. 85 CNBB, 219)

    O Encontro de Revitalizao da Pastoral Juve-nil no Brasil, acontecido em dezembro passado luz do Documento 85 da CNBB, ao refletir

    sobre a 7a. Linha de Ao DILOGO F E RAZO definiu, assim, para os prximos

    anos, as duas PISTAS DE AO:

    1. criar espao de dilogo sobre o tema f-ra-zo nas comunidades e no mundo acadmico;

    2. fomentar o Setor Universidades, articulan-do as diferentes experincias j existentes.

    Nessas prioridades, notamos o pedido para que este dilogo acontea tanto nos ambientes ecle-siais quanto na universidade, por meio da fora conjunta das experincias que j existem. Ao

    contemplar nossos universitrios que esto pre-sentes em nossas Comunidades, sentimo-nos responsveis por auxili-los a valorizar a razo para amadurecer a f; j nos ambientes univer-sitrios somos convocados a mostrar que a f s tem a somar com as reflexes acadmicas.

    Mesmo quando estas so questionadas pela f, percebemos nisso um contributo significativo

    e no um empecilho para o desenvolvimento e o progresso, afinal de contas a religiosidade

    uma das dimenses intrnsecas ao ser humano.

    CARTA DO PRESIDENTE DA COMISSO EPISCOPAL PASTORAL PARA A JUVENTUDE, AOS RES-PONSVEIS PELA EVANGELIZAO DA JUVENTUDE NO BRASIL PARA O MS DE AGOSTO

  • Revista So Joo Paulo II 11 agosto - 2014

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    A Igreja pode ousar mais na misso no mundo da cultura. Tanto a Universidade quanto as es-colas de Ensino Mdio esto, em muitos luga-res, carentes da presena da Igreja em sua mis-so de educadora. Eis algumas sugestes que poderiam fazer a diferena nestes ambientes:

    1) reunir periodicamente os jovens universi-trios que frequentam as celebraes eucarsti-cas paroquiais e, por meio do acompanhamento de um casal designado para isto, auxili-los no exerccio do dilogo f-razo, capacitando-os como especiais protagonistas cristos em suas prprias universidades;

    2) motivar os jovens mais engajados da pa-rquia a exercitarem a cultura da acolhida e do encontro, organizando uma espcie de planto universitrio na parquia para atender e orien-tar os jovens que chegam de outras cidades e buscam informaes, hospedagem, orientao espiritual;

    3) divulgar os documentos e mensagens da Igreja que versam sobre diversas reas socio-culturais, facilitar sua aquisio e incentivar a leitura, principalmente entre os jovens, para que tomem conscincia da posio catlica

    frente a todos os campos que atingem a vida da pessoa humana;

    4) criar, a partir dos prprios universitrios engajados na parquia, subsdios prticos(fol-ders, spots, vdeos, etc.) sobre os contedos fundamentais da Doutrina Social da Igreja para serem divulgados de maneira rpida nos am-bientes eclesiais e universitrios, bem como pelas redes sociais;

    5) promover fruns e seminrios nos esta-belecimentos de ensino superior localizados no territrio paroquial, contribuindo com aprofun-damento de temas mais polmicos com relao

    biotica, poltica, economia, cidadania, sexu-alidade, etc.;

    6) visitar periodicamente as universidades e escolas presentes no territrio paroquial, crian-do vnculos e oferecendo assistncia religiosa e

    servios pastorais, como missas, sacramentos, palestras, grupos bblicos, bnos, ensino reli-gioso, iniciativas ecumnicas, homenagens em

    dias festivos, atendimentos, etc.;

    7) descobrir os professores universitrios que frequentam regularmente a parquia e recolher suas sugestes de como a Igreja poderia se fa-zer mais presente nos ambientes acadmicos,

    contribuindo, assim, com a qualidade da cultu-ra, da formao, das reflexes, etc.;

    8) promover e/ou acompanhar a pastoral nas universidades presentes no territrio paroquial, segundo os documentos e as orientaes da Comisso Episcopal Pastoral para a Cultura e Educao, Setor Universidades, da CNBB;

    9) solicitar s universidades para que incenti-vem e organizem grupos de alunos estagirios e voluntrios para realizarem projetos sociais nas reas mais carentes do territrio paroquial;

    10) incentivar a organizao da Pastoral da Ju-ventude Estudantil (PJE) nas Escolas de Ensino Mdio e a celebrao da Semana do Estudante (5 a 11 de agosto), segundo as orientaes con-tidas no site www.pjebr.org.

    A edificao do Reino pela Igreja e a constru-o de um mundo novo, pela sociedade, falam a mesma linguagem quando possuem os mes-mos ideais de vida plena para a pessoa humana e para o bem comum. F e razo, religio e ci-ncia, so elementos intrinsecamente ligados.

    Alguns temas comuns avanam quando se so-mam a fora da razo e o valor da f: democra-cia, dilogo, felicidade, transparncia, direitos

    individuais, liberdade, justia, igualdade, res-peito, vida plena para todos. A Igreja continua profundamente convencida de que f e razo se ajudam mutuamente, exercendo, uma em prol da outra, a funo tanto de discernimento cr-tico e purificador como de estmulo para pro-gredir na investigao e no aprofundamento (Fides et Ratio, 100).

    Peamos a intercesso de Nossa Senhora para que nos sintamos cada vez mais missionrios de uma Igreja edificada na histria para exercer

    sua misso delicada e primordial de educadora de valores e defensora da vida das pessoas.

    Com estima e agradecido por tudo aquilo que sua parquia e estruturas j tm feito a favor

    dos jovens universitrios e das instituies aca-dmicas aos seus cuidados, abrao-os a todos

    com minhas oraes.

    Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb

    Presidente da Comisso Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

    Fonte: Jovens Conectados - www.jovensconectados.com.br

  • Revista So Joo Paulo II 12 agosto - 2014 Revista So Joo Paulo II 13 agosto - 2014

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    Jovens amigos, continuando a nossa reflexo sobre a dimenso sciopoltico-ecolgica, com foco no aspecto poltico, fundamentada nas oito linhas de ao do Documento da CNBB n 85, sobre a formao integral da juventude, vamos expor, sinteticamente, o Sistema Poltico Brasileiro, bom base nas informaes da Cartilha de Orientao Poltica da CNBB Regional Sul II.

    O SISTEMA POLTICO BRASILEIRO

    O que democracia?

    A palavra democracia significa que o poder de governar do povo.

    Mas como todo o povo poderia governar sem gerar confuso? Pelo voto, o povo autoriza algum a governar em seu nome. como se assinssemos um documento em branco, para que o eleito possa agir em nosso nome.

    Na democracia brasileira, cada cidado tem o poder de tomar decises polticas de duas formas:

    Indireta, por meio dos seus representantes, eleitos pelo voto direto;

    Direta, quando os cidados podem tomar decises poltica por intermdio de:

    Plebiscito (povo consultado antes da aprovao de lei).

    Referendo (povo consultado aps aprovao de lei para autorizao de sua vigncia).

    Iniciativa Popular (Proposio de projeto de Lei) como foi o que proporcionou a

    Lei da Ficha Limpa e, a incluso do artigo 41-A, na Lei 9.504/1997, em 1999.

    Ao Popular por meio da qual qualquer pessoa poder propor uma ao para anular atos que causaram prejuzos ao patrimnio pblico. Verifica-se que se na democracia, somos livres e iguais, por que no exercitamos nossa liberdade? E por que persiste tanta desigualdade social? Os cidados que vivem alheios atividade poltica so vistos como inferiores, facilmente manipulados pelos governantes (cf. Cartilha Poltica, p.13).

    Ao focar o desinteresse polticos de cidados a cartilha cita o pensamento do filsofo Plato:

    O PREO A PAGAR PELA TUA NO PARTICIPAO NA POLTICA SERES GOVERNADO POR QUEM INFERIOR. (Plato 428-347 AC)

    POR QUE A REPBLICA COMO FORMA DE GOVERNO?

    Porque a forma mais compatvel com a democracia, e tem como base o consenso dos cidados, por meio de instituies prprias (cf. Cartilha Poltica, p.14). Na repblica, os poderes so independentes e harmnicos entre si (Executivo, Legislativo, Judicirio) e as unidades da Federao (Estados) possuem autonomia.

    E OS PODERES O QUE SO?

    Poder Executivo

    O Poder Executivo responsvel pelo planejamento de obras e sua execuo, administrando o oramento pblico:

    No mbito federal exercido pelo presidente da repblica e seus ministros;

    No mbito estadual pelos governadores e seus secretrios;

    No mbito municipal pelos prefeitos e seus secretrios.

    Poder Legislativo

    Ao Poder Legislativo cabe elaborar e aprovar leis que regulam e disciplinam a vida dos cidados e aprovar o oramento.

    O Poder Legislativo deve controlar e fiscalizar os atos do Poder Executivo e o funcionamento das instituies prestadoras de servios pblicos nas reas de interesse da populao, como a sade, a educao, a capacitao para a gerao de ocupao e renda.

    Na esfera federal composto pelo Senado Federal e pela Cmara dos Deputados.

    Na esfera estadual exercido pela Assembleia Legislativa, formada pelos deputados estaduais e no Distrito Federal exercido pela Cmara Legislativa.

    Na esfera municipal desempenhado pela Cmara Municipal, composta pelos vereadores.

    Poder judicirio

    Sua funo aplicar a lei, garantir a realizao dos direitos e solucionar os processos entre

    pessoas fsicas e jurdicas e entre estas e os rgos pblicos. Resolve, tambm, casos e demandas concretas da coletividade. Seu rgo mximo o Supremo Tribunal Federal (STF), formado por onze juzes escolhidos pelo Presidente da Repblica aps aprovao da escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.

    O Supremo Tribunal tem, tambm, a responsabilidade de dar a ltima palavra sobre a interpretao da Constituio e julgar as autoridades maiores da nao.

    Por fim, abaixo do Supremo esto a Justia comum e a especial.

    O rgo de cpula da Justia comum o Superior Tribunal de Justia que se ramifica em Justia Estadual e Distrital (Tribunais de Justia, Juzes de direito e Tribunais do Jri) e Justia Federal (Tribunais Regionais Federais e Juzes federais).

    A Justia especializada encabeada pelo Tribunal Superiro do Trabalho (Tribunais Regionais do Trabalho e juzes do trabalho), Tribunal Superior Eleitoral (Tribunais Regionais Eleitorais, juzes e juntas eleitorais) e Superiro Tribunal Militar (Conselhos permanentes e especiais de Justia).

    Conclumos este segundo artigo da dimenso sciopoltico-ecolgica da Revista da Juventude com o seguinte pensamento:

    No esqueamos que a autntica ao poltica visa construo do bem comum da sociedade.

    Pe. Romildo Neves PereiraCoordenao da Ao

    Evangelizadora - CDAE

    JuVENTuDE E POLTICAA JuVENTuDE E AS ELEIES

  • Revista So Joo Paulo II 12 agosto - 2014 Revista So Joo Paulo II 13 agosto - 2014

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    DILOGO F E RAZO

    Esta coluna tem por objetivo provocar o jovem leitor a pensar sobre o papel da f e da razo na vida do jovem cristo no mundo contemporneo. Dessa forma, nosso dilogo no poderia se iniciar de outra forma seno pela aluso encclica de So Joo Paulo II sobre as relaes entre f e razo (Fides et ratio). No documento, de forma profundamente teolgica e potica, o saudoso Papa afirma

    A f e a razo (fides et ratio)

    constituem como que as duas asas pelas quais o esprito humano se eleva para a contemplao da verdade. Foi Deus quem colocou no corao do homem o desejo de conhecer a verdade e, em ltima anlise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar tambm verdade plena sobre si prprio (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).

    prprio da vocao humana procurar ao Deus que no se esconde, mas se deixa encontrar. Afinal, em Deus est a

    verdade absoluta por que tanto anseia o corao humano. belssima a forma como Santo Agostinho em suas Confisses se

    refere a esse desejo: fizeste-nos

    para ti e inquieto est o nosso

    corao enquanto no repousa em ti. Muitas vezes, porm, somos tentados a pensar que a nossa adeso ao projeto de Deus revelado por Jesus Cristo, teria como exigncia a negao de

    nossa racionalidade, ou seja, que ter f significaria uma adeso cega

    e irracional s verdades impostas pela Igreja.

    Alis, assim que, por ignorncia, pensam e propagam muitos dos que injustamente acusam a Igreja de, sem qualquer critrio, fechar-se s luzes do desenvolvimento cientfico.

    No podemos esquecer que a imensa maioria dos jovens cristos, sobretudo ao iniciarem seus estudos universitrios, so desafiados por esse tema e, muitos

    deles, em nome do rigor cientfico e

    por seu pouco conhecimento sobre o que realmente pensa e ensina a Igreja, acaba por se envergonhar e, at mesmo, abrir mo das beleza e da pureza de sua f.

    Na contramo dessa lgica, o Youcat, o Catecismo Jovem da Igreja Catlica, afirma:

    Deus quis tanto a razo com que podemos descobrir as estruturas racionais do mundo, como a f. Por isso a f crist exige e apoia a cincia natural. (n.23). O

    mesmo documento cita tambm

    a frase de Max Planck, fsico alemo, fundador da teoria quntica: Entre Deus e a cincia

    natural no encontramos qualquer contradio. Elas no se excluem, como hoje alguns creem e temem; elas completam-se e implicam-se mutuamente.

    Assim, ao olharmos ao mundo que desafia todos os

    cristos, inclusive os jovens, a mostrarem as razes da sua f, no podemos fugir do necessrio e produtivo dilogo com a cincia.

    Na condio de discpulos missionrios de Jesus Cristo temos por misso auxiliar nossos irmos e irms a buscar e a seguir o caminho da nica verdade que se encontra em Deus e sem a qual no podemos conhecer e compreender nem a ns mesmos. Para alcana-la, desejo do Pai que nos valhamos de nossas duas asas: a f e a razo. Sem nos valermos dessas duas dimenses seremos como pssaros de uma asa s, no alcanaremos xito

    em nosso voo na direo do Pai e

    vagaremos inquietos pelo mundo, sem encontrar a resposta para os anseios mais profundos de nossa alma.

    Somos pequenas guias, impulsionados pelo Esprito Santo que habita em ns, a buscar as coisas do alto e, para isso, nos so necessrias duas asas: a f e a razo. Ao jovem cristo, portanto, fundamental buscar uma f inteligente, isto , aberta ao dilogo com o mundo da cincia,

    da racionalidade e, impulsionado, fortalecido e iluminado pela Sabedoria do Alto, extrair dessa interlocuo os elementos que lhe permitam melhor conhecer a nica Verdade que o prprio Deus e, com autoridade amorosa, combater as ideias e prticas contrrias ao seu projeto e, ao mesmo tempo, lanar luzes sobre essas instncias muitas vezes marcadas pela falta de sentido, decorrente da ausncia de Deus.

    REFERNCIASJOO PAULO II. Carta Encclia Fides et Ratio aos bispos da Igreja Catlica sobre as relaes entre f e razo. Acesso em 22.jul.2014.

    SANTO AGOSTINHO. Confisses. 12 ed. Trad. Maria Luiza Jardim Amarante. So Paulo: Paulus, 1984.

    YOUCAT. Catecismo Jovem da Igreja Catlica. So Paulo: Paulus, 2011.

    DUAS ASAS QUE NOS ELEVAM A DEUS

    Amarildo Pinheiro MagalhesParquia Nossa Senhora de Guadalupe (Loanda-PR)

  • Revista So Joo Paulo II 14 agosto - 2014

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    O evento gratuito uma resposta ao pe-dido de Papa Fran-cisco a catlicos do mundo inteiro: uma adeso consciente Cultura do Encon-tro

    Com 42 palestrantes e sete dias de durao, o Congresso Nacio-nal Catlicos Online (Conacat) Todos pela Cultura do Encon-tro, http://www.catolicoemrede.com.br, que acontece entre os dias 11 a 17 de agosto, dois dias aps o Dia dos Pais, inteiramen-te gratuito, ser o primeiro even-to dessa natureza organizado completamente online, no Bra-sil. Com curadoria do jornalista Wagner Moura, o CONACAT conta com o apoio pessoal do vice-presidente da CNBB, dom Jos Belisrio da Silva. O even-

    to ir ajudar a Casa de Amparo Frei Galvo, em Nilpolis (RJ) e Associao Guadalupe, Cam-po Limpo (SP), instituies que acolhem mulheres grvidas em situao de risco social. Aps a transmisso gratuita, as pales-tras sero vendidas para quem desejar contribuir com as inicia-tivas sociais que recebero 50% do valor da venda.

    Wagner Moura participou como membro convidado do Vatican Blog Meeting, encontro mun-dial de blogueiros, promovido pela Igreja Catlica, em 2011, no Vaticano, Roma primeiro evento do gnero promovido pelo Vaticano. Aps amadure-cer a idia de um evento capaz de reunir jovens brasileiros por meio da internet, Wagner idea-lizou o Conacat inspirado ainda

    no que aprendeu durante o Vatican Blog Meeting e fo-mentar uma maior participao catli-ca na internet, com formao adequa-da.

    O principal ob-jetivo servir de auxlio para o pro-tagonismo leigo, com foco na for-mao dos que de-sejam evangelizar na prtica nesse novo continente digital. Por isso,

    convidei sacerdotes e leigos de reconhecida atuao na Igreja, em diversas regies do Brasil e do mundo. Se um catlico tem o desejo de evangelizar, mas no tm como viajar para par-ticipar de encontros como esse, levamos esses palestrantes ao encontro de quem deseja for-mao, explica Wagner Mou-ra, idealizador e organizador do Conacat, que pretende com o evento ajudar a promover a Cultura do Encontro estimulada pelo Papa Francisco.

    Todos os convidados tiveram como critrio de escolha o re-conhecimento no protagonismo evangelista em suas comunida-des, regies ou atuao nacio-nal nas reas da comunicao, poltica, artes, design e evan-

    gelizao de jovens. Esse ser um congresso muito impor-tante, com temas de interesse para todos que trabalham com a evangelizao. Eu aconselho os que puderem a participar!, recomenda o arcebispo de So Lus (MA) e vice-presidente da CNBB, dom Jos Belisrio da Silva, em vdeo-convite para o Conacat divulgado nas redes sociais do evento.

    Entre os palestrantes confirma-dos esto o telogo e professor, Felipe Aquino, e padre Joozi-nho, scj sacerdote dohoniano autor de 10 discos e 47 livros, conhecido no Brasil inteiro pela atuao na msica e na direo pastoral. Alm deles, integra o time de palestrantes o padre John Wauck, professor da Es-cola de Comunicao e Igreja, da Universidade de Santa Cruz (Pontificia Universit della San-ta Croce), Roma (PUSC-Roma) e presidente do Comit Organi-zador do Seminrio The Chur-ch Up Close: Convering Ca-tholicsm in the Age of Francis (A Igreja em foco: Cobrindo o catolicismo na era Francisco), seminrio que acontecer em setembro desse ano, em Roma, voltado para jornalistas que co-brem a Igreja Catlica.

    Por: Assessoria Conacat

    I CONACAT - I CONGRESSO NACIONAL CATLICOS ONLINE