Revista da APM - edio de Jan/Fev de 2014

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2014 mdicos exigem mais sade j

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  • reviSta da

    jan/Fev de 2014 edio n0 652

    reviSta da

    jan/Fev de 2014 edio n

    Federada daFederada da

  • 2 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

  • Jan/Fev de 2014 3 Revista da aPM

    Publicao da AssociaoPaulista de Medicina

    Edio n0 652 Jan/Fev de 2014

    os anncios publicados nesta revista so inteiramente de responsabilidade dos anunciantes. A APM no se responsabiliza pelo contedo comercial.

    Publicao fi liada ao Instituto Verifi cador de Circulao

    reviSta da

    FSC - P3

    REDAoAv. Brigadeiro Lus Antnio, 278Cep 01318-901 So Paulo SP

    Fones: (11) 3188-4200/3188-4300Fax: (11) 3188-4369

    E-mail: comunica@apmcorp.org.br

    PresidenteFlorisval Meino

    Diretores ResponsveisRenato Franoso Filho

    Leonardo da Silva

    Editor ResponsvelChico Damaso MTb 17.358/SP

    coordenadora de comunicaoGiovanna Rodrigues

    ReprteresAdriane PancottoAlessandra Sales

    EstagiriaNathalia Meneses

    Editora de ArteGiselle de Aguiar Pires

    Projeto e Produo Gr caTESS Editorial

    tesseditorial@terra.com.br

    Assistente administrativo Juliana Bomfi m

    comercializaoDepartamento de Marketing da APM

    Malu FerreiraFone: (11) 3188-4298 Fax: (11) 3188-4293

    ImpressoLog & Print Grfi ca e Logstica S.A.

    Periodicidade: mensalTiragem: 35.863 exemplares

    circulao: Estado de So Paulo(Inclui Suplemento cultural)

    Portal da APMwww.apm.org.br

    aPreSeNtao

    ano novo, velhos problemasPrezados colegas,

    Nesta edio da nossa revista, vocs lero uma matria que trata das principais reivindicaes da sade brasileira para o ano de 2014, o que engloba questes de sade pblica, suplementar e educao mdica.

    Infelizmente, ano vai, ano vem e ficamos com a impresso de que nossa luta nada mais que uma reedio de sonhos e batalhas passadas. Neste cenrio, no qual mdicos e pacientes tentam sobreviver com alguma dignidade, governos e empresas de sade vislumbram apenas dividendos polticos e financeiros. Os nmeros apontam que a de-sigualdade que impera no setor s aumenta desde o acesso ao sistema de sade at a qualidade final do tratamento. Um dj vu aterrorizante no qual vidas so tomadas das mos de quem poderia salv-las.

    Em outra matria, o professor Miguel Srougi aponta dados alarmantes e lembra que os gro-tes do Pas no tm condies em estrutura ou de apoio pessoal para ningum exercer dig-namente a Medicina, pois h verdadeiros barra-ces sem mnimas condies de higiene e digni-dade. Tais fatos por si s deveriam constranger qualquer governo com um mnimo de compro-metimento tico e respeito pela vida humana.

    Ao mesmo tempo em que a Sade e seus profissionais so massacrados, felizmente ainda vemos exemplos positivos como dos mdicos que participaram da sexta edio do Prmio Doutor Cidado, que reconhece projetos comunitrios criados e executados por profissionais da Medicina. So pessoas que dedicam seu tempo ao prximo, sem re-querer nada em troca, a no ser sua prpria conscincia e responsabilidade social.

    Nossa luta deve continuar, pois at o mo-mento no h sinal algum que a Sade no Brasil apresente de longe o padro que nos-sos governantes imaginam de seus gabinetes bem refrigerados e distantes da realidade.

    Boa leitura!

    Renato Franoso Filho e Leonardo da SilvaDiretores de Comunicao

    Renato Franoso Filho

    Leonardo da Silva

  • 4 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    14 Educao

    16 Entrevista

    20 Responsabilidade Social

    24 Especialidades

    28 Regionais

    31 Servios

    32 clube de Benefcios

    36 Alerta

    NdiCe

    DIREToRIA 2011-2014Presidente: Florisval Meino1 vice-presidente: Roberto Lotfi Jnior2 vice-presidente: Donaldo Cerci da Cunha3 vice-presidente: Paulo De Conti4 vice-presidente: Akira IshidaSecretrio Geral: Paulo Cezar Mariani1 Secretrio: Ruy Yukimatsu Tanigawa

    DIREToRESAdministrativo: Lacildes Rovella Jnior; Administrativo Adjunto: Roberto de Mello;

    1 Patrimnio e Finanas: Murilo Rezende Melo; 2 Patrimnio e Finanas: Joo Marcio Garcia; Cient co: Paulo Manuel Pgo Fernan-des; Cient co Adjunto: lvaro Nagib Atallah; cultural: Guido Arturo Palomba; cultural Adjunto: Carlos Alberto Monte Gobbo; Defe-sa Pro ssional: Joo Sobreira de Moura Neto; Defesa Pro ssional Adjunto: Marun David Cury; comunicaes: Renato Franoso Filho; comunicaes Adjunto: Leonardo da Silva; Previdncia e Mutualismo: Paulo Tadeu Falan-ghe; Previdncia e Mutualismo Adjunto: Clvis Francisco Constantino; Servios aos Associados: Jos Luiz Bonamigo Filho; Servios aos Associa-dos Adjunto: Joo Carlos Sanches Anas; Social: Alfredo de Freitas Santos Filho; Social Adjunto: Nelson lvares Cruz Filho; Marketing: Nicolau DAmico Filho; Marketing Adjunto: Ademar An-zai; Tecnologia de Informao: Desir Carlos Callegari; Tecnologia de Informao Adjunto: Antnio Carlos Endrigo; Economia Mdica: To-ms Patrcio Smith-Howard; Economia Mdica Adjunto: Jarbas Simas; Eventos: Mara Edwirges Rocha Gndara; Eventos Adjunta: Regina Maria

    Volpato Bedone; Responsabilidade Social: Denise Barbosa; Responsabilidade Social Ad-junta: Yvonne Capuano; 1 Distrital: Airton Gomes; 2 Distrital: Arnaldo Duarte Loureno; 3 Distrital: Lauro Mascarenhas Pinto; 4 Distrital: Wilson Olegrio Campag-none; 5 Distrital: Jos Renato dos San-tos; 6 Distrital: Jos Eduardo Pacin-cia Rodrigues; 7 Distrital: Jos Eduardo Marques; 8 Distrital: Helencar Igncio; 9 Distrital: Jos do Carmo Gaspar Sarto-ri; 10 Distrital: Paulo Roberto Mazaro; 11 Distrital: Jos de Freitas Guimares Neto; 12 Distrital: Marco Antonio Caetano; 13 Distrital: Marcio Aguilar Padovani; 14 Distrital: Wagner de Matos Rezende

    coNSELHo FIScALTitulares: Antonio Amauri Groppo, Haino Bur-mester, Joo Sampaio de Almeida, Luciano Ra-bello Cirillo, Srgio Garbi. Suplentes: Antonio Ismar Maral, Delcides Zucon, Ieda Therezinha do Nascimento Verreschi, Margarete Assis Le-mos, Silvana Maria Figueiredo Morandini.

    SEDE SocIAL:Av. Brigadeiro Lus Antnio, 278 CEP 01318-901 So Paulo SP

    Fones: (011) 3188-4200/3188-4300

    10 Sade Suplementar

    8 Sade Pblica

    38 Eleies

    40 Dvidas contbeis

    41 Radar Mdico

    44 Agenda cient ca

    46 Agenda cultural

    47 Literatura

    48 Classi cados

    50 opinio

    12 Educao Mdica

  • Jan/Fev de 2014 5 Revista da aPM

  • 6 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    editorial

    "Importantes segmentos da sociedade clamam por melhorias na sade, segurana pblica, educao, transporte e moradia "

    O ano que comea muito especial e estra-

    tgico para a sociedade brasileira, em es-

    pecial para as definies na rea de Sade.

    Assim, os mdicos e suas entidades devem estar

    atentos e participar efetivamente de todas as dis-

    cusses pertinentes.

    Teremos a Copa do Mundo, o que j est gerando

    inmeras contestaes. De um lado, importantes

    segmentos da sociedade clamam por melhorias na

    sade, segurana pblica, educao, transporte e

    moradia. E a populao est indo s ruas para de-

    nunciar a falta de investimento nestes segmentos

    sociais importantes, ao mesmo tempo em que as-

    siste gastos excessivos para se construir estdios e

    outras obras que talvez s sirvam Copa do Mundo.

    Pela incompetncia de nossos dirigentes, que

    embora j tivessem conhecimento de que a Copa

    seria realizada aqui h mais de sete anos, no se

    consegue viabilizar os projetos. O resultado que

    eles encareceram demais, muito acima do que foi

    inicialmente orado. A populao, de maneira le-

    gtima, se revolta contra isso.

    Logo em seguida Copa, teremos as eleies, re-

    levantes porque decidem o Executivo e o Legislativo

    nos estados e Unio. Certamente, a Sade ser um

    tema fundamental a ser debatido. A avaliao da

    populao em relao aos servios prestados pelo

    SUS negativa e a principal razo disso a falta de

    investimento do Governo Federal, que ao longo de

    2013 teve a oportunidade de definir um percentual

    de investimento que pudesse contemplar as necessi-

    dades do sistema, mas no o fez ou, quando fez, foi

    em nveis absolutamente insuficientes.

    A verdade que os hospitais e as unidades de

    atendimento esto em situao precria e os

    profissionais de Sade muito insatisfeitos com as

    suas condies de trabalho e a falta de valoriza-

    o profissional.

    mister que os mdicos, individualmente, partici-

    pem deste processo, discutindo com seus pacientes,

    j que so segmento formador de opinio. Ainda

    preciso que as sociedades representativas dos mdi-

    cos dialoguem com a sociedade civil, no sentido de

    buscar as melhores alternativas para dirigir este pas

    nos prximos quatro anos e, com isso, garantir efeti-

    vamente uma melhora na qualidade da assistncia.

    Outro ponto que nos preocupa no momento

    o Exame realizado mais uma vez pelo Conselho

    Regional de Medicina do Estado de So Paulo

    (Cremesp) com os mdicos recm-formados, j

    que houve uma piora em relao aos anos ante-

    riores. Sessenta por cento dos participantes no

    conseguiram aprovao. Isso, de certa forma, j

    era esperado, uma vez que nos ltimos anos foi

    aberto um grande nmero de escolas mdicas

    sem corpo docente consistente e infraestrutura,

    principalmente sem hospitais com vocao uni-

    versitria, apropriados para o ensino.

    A verdade que estamos formando mdicos

    cada vez menos preparados para atender a popu-

    lao, o que de certa forma coloca em risco a sade

    de todos. Tambm nos preocupa a questo da for-

    mao do especialista, uma vez que o Governo Fe-

    deral sinaliza a abertura de um grande nmero de

    residncias mdicas e ns no vemos um movimen-

    to no sentido de dotar estes locais com qualidade

    de ensino e infraestrutura adequada para formar

    bons especialistas. Teremos situao semelhante

    ao que aconteceu com a formao do mdico geral.

    Enfim, o ano promete muito trabalho.

    Comea um ano estratgico para a sociedadeFlorisval MeinoPRESIDENTE DA APM

  • Jan/Fev de 2014 7 Revista da aPM

  • 8 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    MoViMeNto MdiCo

    as principais reivindicaes dos mdicos para 2014

    Pleitos incluem pontos relativos sade pblica, suplementar e educao mdica

    DA REDAo

    No ano passado, assistimos a uma ver-dadeira campanha difamatria con-tra os mdicos brasileiros, colocados como viles e responsveis pela ineficincia do Sistema nico de Sade (SUS) com o lana-mento do Programa Mais Mdicos pelo Gover-no Federal (Lei 12.871/2013).

    As discusses acerca da sade pblica e edu-cao mdica, j que o Programa afetou itens como a residncia mdica e a revalidao dos diplomas de graduados no exterior, tomaram conta da pauta da classe e da imprensa, espe-cialmente no segundo semestre, tendo sido realizadas diversas passeatas e manifestaes.

    Ao mesmo tempo, as questes da sade suplementar no foram esquecidas e negocia-es com as operadoras de planos de sade ocorreram durante todo o ano e resultaram em

    alguns avanos. Pesquisa encomendada pela Associao Paulista de Medicina (APM) ao Ins-tituto Datafolha revelou dificuldades preocu-pantes dos usurios para acessar o sistema de sade suplementar, o que ser alvo de trabalho das entidades mdicas neste ano.

    A seguir, voc acompanha o resumo das pers-pectivas do movimento mdico para 2014 na sa-de pblica, suplementar e educao mdica.

    Sade pblicaDe acordo com o artigo 196 da Constituio

    Federal de 1988, a sade direito de todos e dever do Estado, garantido mediante polticas sociais e econmicas que visem reduo do risco de doena e de outros agravos e ao acesso universal e igualitrio s aes e servios para sua promoo, proteo e recuperao.

    No entanto, h mais de uma dcada as lideran-as mdicas denunciam que os recursos destina-dos pela Unio sade pblica so insuficientes. Aps a regulamentao da Emenda Constitucional 29/2000 por meio da Lei 12.595/2012, que teve la-mentveis vetos presidenciais em relao ao proje-to original e gerou uma perda de recursos de cerca de R$ 46 bilhes (valor atualizado) para o SUS , as entidades lanaram um projeto de lei de iniciativa

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  • Jan/Fev de 2014 9 Revista da aPM

    popular pleiteando investimento de 10% da Recei-ta Corrente Bruta na Sade por parte da Unio.

    Depois de coletadas quase dois milhes de assinaturas de eleitores brasileiros, o projeto foi entregue Cmara dos Deputados em agosto do ano passado, onde foi nomeado como Proje-to de Lei Complementar (PLP) 321/2013. No en-tanto, a proposta foi apensada ao PL 123/2012, o que no bem visto pelas entidades mdicas.

    Por ser de iniciativa popular e refl etir um an-seio da sociedade, o PLP deve tramitar sozinho e no apensado a uma proposta que j existia e estava para ser votada. O tratamento nestes casos deveria ser exclusivo.

    Para tratar as propostas, foi criada uma comis-so especial na Cmara dos Deputados, que anali-sava relatrio do deputado Geraldo Resende pro-pondo a destinao de 18,7% da Receita Corrente Lquida da Unio, o que equivale aos 10% da RCB, at 2018. O valor seria alcanado gradativamen-te: 15% em 2014, 16% em 2015, 17% em 2016, 18% em 2017 e 18,7% em 2018. Essa proposta tem o apoio das entidades mdicas.

    Em 2014, as questes voltaro ao debate. As entidades iro discutir temas que afetam a vida de milhes de brasileiros. Chega de aparncias na gesto. Dever haver, de fato, competn-cia, diz Desir Carlos Callegari, 1 secretrio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e diretor de Tecnologia da Informao da APM.

    geSto ineFicienteDe acordo com o relatrio 20 anos de constru-

    o do sistema de sade no Brasil Uma anlise do Sistema nico de Sade, do Banco Mundial, a construo do SUS previa mudanas profundas na organizao e no fi nanciamento dos servios de sade, alm da introduo de novos mecanis-mos de governana e responsabilizao para os nveis de gesto do sistema.

    Em relao gesto, o documento aponta a necessidade de introduo de tcnicas gerenciais e mecanismos de monitoramento sistemtico das atividades, para que o aumento do fi nancia-mento pblico da Sade no resulte em agrava-mento dos indicativos de inefi cincia do sistema.

    A falta de recursos e suprimentos, em mui-tos casos, no o obstculo principal ao au-mento do acesso e melhoria da qualidade dos servios prestados. O sistema de sade clara-mente poderia produzir mais servios de sade e melhores resultados com o mesmo nvel de

    recursos se enfrentasse alguns fatores de inefi -cincia identifi cados, mostra o relatrio.

    Na minha opinio, o no reconhecimento dos nossos governantes de que a sade pblica brasileira precisa aumentar signifi cativamente o fi nanciamento e profi ssionalizar sua gesto um dos principais pontos negativos. E, claro, a corrupo desenfreada que persiste em nosso pas, argumenta Florentino Cardoso, presi-dente da Associao Mdica Brasileira (AMB).

    Este ano, no qual sero escolhidos o presi-dente da Repblica, governadores dos estados, senadores e deputados federais e estaduais, Cardoso acredita que os mdicos precisam con-tribuir para a escolha de pessoas comprome-tidas com as causas sociais, que realmente im-pactam na vida das pessoas. Ainda imperativo que mostremos quem somos populao, o que fazemos, como trabalhamos, em que condies, sob que regime de trabalho e remunerao.

    Os mdicos, naturalmente, trabalharo pelo necessrio aperfeioamento da gesto, ao mesmo tempo em que mantero a reivindica-o por mais investimentos para a Sade.

    remunerao no SuSEnquanto a Federao Nacional dos Mdi-

    cos (Fenam) preconiza o valor de R$ 10.991,19 para 20 horas semanais de trabalho, diversos concursos pblicos oferecem salrios muito inferiores, duas, at trs vezes menores que este valor, o que desestimula os mdicos a tra-balharem no Sistema nico de Sade e afeta principalmente a ida de mdicos s periferias das grandes cidades e a municpios do interior.

    Recente edital da Prefeitura de So Paulo, por exemplo, para a contratao de 930 especialis-tas, prev remunerao mensal de R$ 3.510,80, composta por salrio padro, gratifi cao espe-cial pela prestao de servios assistenciais em sade e prmio de produtividade e desempe-nho, podendo atingir at o valor de R$ 4.317,65. No entanto, para fi ns de aposentadoria e outros benefcios previdencirios, a gratifi cao e o prmio no so considerados.

    Alm de apoiar a criao de carreiras munici-pais e estaduais para os mdicos, com remunera-o digna, as entidades defendem a Proposta de Emenda Constitucional 454/09, que cria a Carreira de Estado para os mdicos em mbito federal, com remunerao adequada, progresso e mobilidade, a exemplo da carreira de juzes e promotores.

  • 10 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    MoViMeNto MdiCo

    preciso evitar o caos na sade suplementar

    Mdicos querem honorrios melhores para consultas e procedimentos, alm de acesso e qualidade no atendimento aos pacientes

    DA REDAo

    Mesmo sendo o acesso sade pbli-ca de qualidade um direito de todos e dever do Estado, em torno de 50 milhes de brasileiros optaram por no utilizar o sistema e pagam, todos os meses, para ter sua sade mantida por uma empresa privada. No entanto, esbarram cada vez mais em pro-blemas semelhantes aos do SUS, como demora para marcar consultas, exames, cirurgias, lon-gas filas em pronto-socorros etc.

    Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha com usurios de planos de sade no estado de So Paulo pelo segundo ano consecutivo, a pe-dido da APM, revelou em outubro ltimo que a grande maioria dos usurios teve problema em algum servio: 77% em 2012 e 79% em 2013, com mdias de 4,2 e 4,3 problemas por usurio entrevistado [veja detalhes no quadro ao lado].

    Os nmeros so reflexo claro de um dos maiores problemas da sade suplementar atu-

    almente: as operadoras vo acumulando no-vos clientes, mas no investem no aumento da rede credenciada. Desta maneira, conseguem conter um aumento de custos com a manu-teno das mesmas mdias de consultas, exa-mes e procedimentos, independentemente da quantidade de usurios, j que os prestadores de servio possuem limites de atendimento.

    baixa remunerao agravanteAlm das redes de atendimento diminutas, a

    remunerao insuficiente a mdicos, hospitais e outros prestadores de servio faz com que mui-tos profissionais e estabelecimentos deixem de atender pelos convnios. A situao percebida inclusive pelos prprios pacientes: 60% dos en-trevistados pelo Datafolha consideram que os planos de sade pagam aos mdicos um valor muito baixo por consultas ou procedimentos.

    Por conta da situao, que j chegou a nveis alarmantes no passado, com empresas pagan-do R$ 15 por consultas, por exemplo, o depar-tamento de Defesa Profissional da APM realiza reunies peridicas com as empresas para ne-gociar valores de consultas e procedimentos. Tivemos progressos em 2013 nas discusses dos valores de consultas, no como a gente gos-taria, mas tivemos. Nos procedimentos, est se caminhando muito lentamente. Este ano vamos dar bastante enfoque a isso junto s operadoras, no tem condio de continuar dessa maneira, afirma Marun David Cury, diretor adjunto de De-fesa Profissional da APM.

    De acordo com ele, a baixa remunerao aos prestadores contribui para desassistir a populao, sendo que as operadoras tentam inclusive justificar o desabastecimento em cima da classe mdica, como se os profissio-nais no quisessem atender ou operar. Mas

  • Jan/Fev de 2014 11 Revista da aPM

    os procedimentos so muito mal remunera-dos, sendo que todos os riscos correm por conta do profissional. Uma retirada de amg-dalas, por exemplo, sai por R$ 90.

    O diretor de Defesa Profissional da APM, Joo Sobreira de Moura Neto, que tambm acompanhou boa parte das reunies de nego-ciao com as operadoras de planos de sade, considera que houve avanos em 2013: "Mas o trabalho continua este ano, especialmente em relao aos procedimentos".

    contratoS irregulareS tambm prejudicam

    Uma das principais causas da baixa remu-nerao so os contratos irregulares, sem ndices claros de reajuste e periodicidade de-finidos. Alm de no pagar os valores preco-nizados pela CBHPM (Classificao Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Mdicos), muitas operadoras buscam firmar contratos com os mdicos com reajuste de fraes de al-gum ndice de inflao (por exemplo: 10% do INPC), e sem estabelecer que os valores sero aumentados uma vez por ano.

    O comit de negociao liderado pela As-

    sociao Paulista de Medicina trabalha para a regularizao dos contratos, para que contem-plem ndices cheios de reajuste e periodicida-de definida. O departamento de Defesa Pro-fissional da APM tambm presta orientaes e recebe denncias de contratos irregulares: defesa@apm.org.br / 11 3188-4207.

    Fim daS interFernciaSPor fim, outro ponto negativo na relao en-

    tre mdicos e operadoras de planos de sade a ser combatido a interferncia das empresas no trabalho dos profissionais, normalmente visando a reduo de custos, seja por meio de negativas de coberturas, glosas etc. O que tam-bm percebido pelos pacientes: 53% concor-dam que os planos de sade colocam restries e obstculos ao trabalho dos mdicos, segundo a mais recente pesquisa APM/Datafolha.

    Na percepo de 67% dos entrevistados, os planos de sade dificultam a realizao de pro-cedimentos ou exames de maior custo; 56% acreditam que as empresas pressionam os mdicos para reduzir o tempo de internao hospitalar ou UTI; e 54% acham que demoram muito para autorizar exames e procedimentos.

    % de usurios que tiveram problemas, por rea

    *Local de espera lotado e demora para

    ser atendido

    *Principais problemas

    Fonte: Pesquisa APM/Datafolha 2013

    *Demora na marcao

    *Demora para marcar

    e poucas opes de

    locais

    *Falta de opo de hospitais

    *Demora para autorizar

    e falta de cobertura

    de materiais especiais

  • 12 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    MoViMeNto MdiCo

    S educao de nvel garantir bons mdicos populaoQualidade e nmero de faculdades, residncia, Provab e revalidao de diplomas preocupam

    DA REDAo

    Em meados de janeiro, o Ministrio da Educao (MEC) oficializou o descre-denciamento da Universidade Gama Filho (UGF), do Rio de Janeiro, por motivos que incluem a baixa qualidade acadmica e a cres-cente precarizao da oferta da educao supe-rior. Os quase nove mil alunos da universidade devero ser transferidos para outras faculdades. A instituio uma das mais de 200 que atual-mente oferecem o curso de Medicina no Brasil.

    Segundo o portal Escolas Mdicas do Brasil, cria-do e mantido pelo mdico Antnio Celso Nunes Nassif, as 213 faculdades de Medicina atualmente em funcionamento oferecem 18.858 vagas para o primeiro ano do curso, sendo mais de 10 mil dessas vagas em instituies privadas [informaes com-pletas na pg. ao lado], que cobram mensalidades carssimas e muitas vezes no oferecem condies adequadas para a formao de bons mdicos.

    Mesmo diante deste cenrio, o Ministrio da Sade anunciou, no final de dezembro do ano passado, a lista dos 49 municpios, de 15 estados brasileiros (disponvel no site da APM: www.apm.org.br), que podero abrir novos cur-sos de Medicina em instituies de educao su-perior privadas, totalizando cerca de 3,5 mil novas vagas. A expanso da graduao em Medicina

    um dos pontos do Programa Mais Mdicos.A maior parte das escolas mdicas atualmen-

    te no possui a infraestrutura necessria para formar bons profissionais. preciso contar, por exemplo, com hospitais com vocao universit-ria, nos quais os alunos possam aprender, alm de preceptores em nmero suficiente, acredita Florisval Meino, presidente da APM.

    Prova disso so os baixos ndices de aprova-o no Exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de So Paulo) apenas 40,8% acertaram pelo menos 60% das questes em 2013 [veja matria completa nas pgs. 14 e 15]. Desde 2012, para que os recm-formados possam obter seus registros de trabalho no con-selho paulista, obrigatrio fazer a prova. No entanto, a obteno do CRM no est vinculada aprovao no exame, como ocorre na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo.

    Devemos ressaltar o que vem ocorrendo no en-sino particular, que demonstrou pior performance. Muitas escolas funcionam sem condies de insta-lao adequadas, com corpo docente inconsisten-te, sem preparo para formar novos profissionais e sem hospitais-escola para as aulas prticas. Isso leva a uma queda da qualidade e, consequente-mente, da ateno populao, informa Joo Ladislau Rosa, presidente do Cremesp.

    reSidncia mdica e provabConforme estabelecido pelo artigo 5 do

    Mais Mdicos, os programas de residncia mdica ofertaro anualmente vagas equiva-lentes ao nmero de egressos dos cursos de

  • Jan/Fev de 2014 13 Revista da aPM

    escolas mdicas brasileirasadministrao Quantidade de escolas nmero de vagas para o 1 ano

    Federal 58 5.589

    Estadual 30 1.997

    Municipal 8 586

    Privada 117 10.686

    Total 213 18.858

    Fonte: www.escolasmedicas.com.br

    graduao em Medicina do ano anterior, meta a ser implantada progressivamente at 31 de dezembro de 2018. Isso significa a criao de cerca de 12 mil vagas de residncia mdica.

    No podemos cair na mesma situao da gra-duao, com a abertura indiscriminada de pro-gramas sem qualidade. As sociedades de especia-lidades devem participar ativamente da criao e avaliao permanente, diz Meino, que tambm refora que as novas vagas devem atender s ne-cessidades da populao, e no apenas s condi-es de remunerao vigentes no mercado.

    Criado em 2011, o Programa de Valorizao dos Profissionais na Ateno Bsica (Provab) pre-judica ainda mais a qualidade do atendimento populao que depende do SUS e da residncia mdica. Por meio dele, mdicos recm-formados vo trabalhar nas periferias e cidades do interior por no mnimo um ano, em locais com pouca ou nenhuma infraestrutura bsica e sem superviso adequada. Depois desse perodo, tm direito a um bnus de 10% sobre a nota das provas para ingressar em programas de residncia mdica.

    Alm de passar na frente de candidatos muito mais bem preparados para a residncia mdica por conta do bnus, o que tem sido ob-servado que apenas uma nfima minoria dos participantes do Provab continua nas reas de ateno bsica sade, pois a maioria utiliza o bnus para migrar para especialidades mais concorridas e com melhor remunerao.

    revalidao de diplomaS obtidoS no exterior

    Outro ponto a ser observado pelas lideranas mdicas em 2014 a revalidao de diplomas de mdicos, brasileiros e estrangeiros, obtidos no exterior. Ao mesmo tempo em que os ndi-ces de aprovao no Exame Nacional de Re-validao de Diplomas Mdicos expedidos por Instituio de Educao Superior Estrangeira (Revalida) diminuem a cada ano 9,6% em 2011, 8,7% em 2012 e 6,83% em 2013 , o Go-verno Federal permitiu a entrada de mdicos formados no exterior sem comprovar sua qua-lificao por meio do Programa Mais Mdicos.

    Por ser uma prova bem elaborada e atender aos requisitos mnimos de qualidade de aten-dimento que os brasileiros merecem, as enti-dades defendem o Revalida com sistema nico de avaliao dos mdicos formados no exterior para concesso de registro profissional para trabalhar no Brasil.

    Alm de comprovar que os profissionais es-trangeiros possuem conhecimentos mnimos de lngua portuguesa, doenas e tratamentos mais comuns no Brasil, para poder atender os pacientes, o Revalida impede que brasileiros que foram estudar em faculdades de Medicina no exterior boa parte delas localizadas nas fronteiras, com mensalidades baratas, sem condies mnimas de ensino e centenas de alunos nas salas possam trabalhar no pas sem comprovar qualificao para isso.

  • 14 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    edUCao

    exame do Cremesp:

    ndice confirma a falta de preparo dos novos mdicos brasileiros

    ADRIANE PANcoTTo

    Ningum sem condies tcnicas de-veria exercer a Medicina. A ponde-rao foi feita por Brulio Luna Filho, coordenador do Exame do Conselho Regional

    de Medicina do Estado de So Paulo (Cremesp) e 1 secretrio da entidade, logo aps a apresenta-o dos resultados da prova de 2013, durante co-letiva imprensa. Dos 2.843 recm-formados de 30 escolas do estado de So Paulo que fizeram o teste, 59,2% ou 1.684 no atingiram o mnimo de acertos esperado pelo Cremesp (72 das 120 ques-tes, o que equivaleria a uma mdia 6).

    O ndice de candidatos com formao insufi-ciente ficou 4,7% acima do registrado em 2012, ano em que o exame passou a ser obrigatrio no estado paulista. Quem no consegue res-ponder o mnimo de questes bsicas da for-mao de um mdico no pode atender a po-pulao, refora Luna Filho.

    Escolas pblicas e privadas atingiram mdia de reprovao bem diferente, de 34% e 71%, respectivamente. Este ltimo ndice se equipa-ra ao resultado obtido pelos 485 recm-forma-dos de 78 escolas mdicas de outros estados brasileiros que tambm participaram do exa-me: 72% foram reprovados.

    "

    A queda de qualidade tem sido constante e alerta para o risco dos profissionais que chegam ao mercado de trabalho. Infelizmente, o resul-tado no causa espanto. As autoridades devem avaliar de forma muito mais rigorosa antes de conceder a licena de funcionamento a muitas es-colas mdicas, lamenta Florisval Meino, presi-dente da Associao Paulista de Medicina (APM).

    Joo Ladislau Rosa, presidente do Cremesp, re-fora a anlise, chamando a ateno para o cenrio que, segundo ele, revela uma inverso de valores na rea da Sade: Tem escola particular cobran-do R$ 7 mil de mensalidade, preo que j serve de peneira. O corte no vestibular deveria ser por falta de conhecimento e no por condio econmica.

    Recentemente, a comisso fiscalizadora do Ministrio da Educao fechou a Faculdade Gama Filho, que foi muito tradicional no Rio de Janeiro e no custava barato. Mas o MEC diz que no consegue fiscalizar as mais de 200 es-colas mdicas brasileiras e muitas que no ofe-recem a mnima condio de ensino continuam funcionando, completa.

    Reinaldo Ayer, conselheiro do Cremesp, mos-tra alguns exemplos das falhas no ensino da Medicina, que se repetem em frequncia cada vez maior. H uma grande diferena entre o mdico que d aula e o professor de Medicina. Por exemplo, um mdico cirurgio geral que d aula ir falar sobre Cirurgia Geral. J o pro-

    60% reprovados

  • Jan/Fev de 2014 15 Revista da aPM

    raio-x das nove edies j realizadas do exame do cremespaNo PartiCiPaNteS aProVadoS reProVadoS % reProVao

    2013 2.843 1.159 1.684 59,2

    2012 2.411 1.098 1.313 54,5

    2011 418 191 191 45,69

    2010 533 227 227 42,59

    2009 621 345 345 55,56

    2008 730 447 447 61,23

    2007 833 466 466 55,94

    2006 688 261 261 37,94

    2005 998 313 313 31,36

    veja o desempenho em cada reaMdia em percentual de acertos, por rea e contedo, de participantes formados em

    escolas mdicas do estado de So Paulo

    rea % de acertos

    Pediatria 47,78

    Clnica Mdica 52,03

    Clnica Cirrgica 52,13

    Ginecologia 56,48

    Sade Pblica/Epidemiologia

    59,25

    Sade Mental 62,24

    Cincias Bsicas 63,53

    Biotica 64,47

    Obstetrcia 64,84

    Mdia para o conjunto das reas

    55,53

    fessor de Medicina, tambm cirurgio geral, apontar o que absolutamente necessrio sa-ber sobre a rea, com enfoque muito mais rele-vante prtica diria. Essa crtica tem sido feita at mesmo nas escolas pblicas e achamos que alunos de 1 e 2 anos devem ter aulas apenas com professores mais experientes, considera.

    o exameQuestionado sobre o grau de difi culdade das

    questes, o coordenador do exame afi rma que o nvel variou entre fcil e mdio, com o obje-tivo de identifi car o conhecimento bsico do egresso do curso de Medicina. E foi o que ocor-reu. Elegemos as reas bsicas de formao do mdico, do conhecimento cognitivo, des-taca Brulio Luna Filho.

    A prova foi composta por 120 questes de mltipla escolha (cinco alternativas cada) e durao de quatro horas. Em 2013, a mdia de acertos para o conjunto das reas foi de 55,5%, com diferena de 17 pontos percentuais entre os extremos (reas que obtiveram a melhor e a pior performance). Embora o baixo rendimento dos participantes no tenha surpreendido os coordenadores, chamou a ateno os ndices de erro nos campos essenciais da Medicina.

    De acordo com a Resoluo 247, artigo 3, a obteno do registro profi ssional junto ao Cre-mesp no est condicionada ao resultado, mas sim participao no Exame do Cremesp pelo recm-formado, sendo que a eventual reprova-o no ser impeditiva ou restritiva de direitos.

    No entanto, o Cremesp envia s instituies

    relatrios confi denciais e conclusivos sobre o desempenho de seus alunos, porm sem a identifi cao pessoal. Em 2013, o Conselho im-plantou a Cmara Tcnica de Escolas Mdicas com a inteno de debater os ndices com as escolas e, possivelmente, obter melhorias nos mtodos de ensino que demonstram inefi ccia.

    Os resultados do exame tambm so repas-sados aos rgos pblicos (secretarias de Edu-cao e Ministrios da Educao e da Sade) desde a primeira edio.

  • 16 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    eNtreViSta

    o mestre pede socorro

    Para Miguel Srougi, a sade pblica brasileira est em runa

    ADRIANE PANcoTTo

    Miguel Srougi acumula conquistas signi-ficativas em seu extenso currculo que, aliadas ao talento e ao conhecimento adquiridos ao longo de 40 anos dedicados Me-dicina, fizeram dele um dos principais nomes da Urologia no Brasil. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de So Paulo (FMUSP), em 1970, especializando-se em Urologia pela americana Harvard Medical School em 1977. Em seguida, conclui doutorado na USP, instituio na qual professor titular da especialidade e que ajudou a melhorar, atuando para o aumento do nmero de vagas na residncia, avanos na en-fermaria e construo de duas salas de cirurgia na Urologia, com recursos obtidos com empresrios paulistas. Tudo por iniciativa pessoal.

    Essa entrega Medicina facilmente notada na fala do mdico, que no poupa crticas ao cenrio em que vivem profissionais da rea e a populao. Em entrevista Revista da APM, ele expe uma viso nada otimista sobre a vida contempornea. Avalia o trajeto que tomam os poderes constitudos no pas, e de que maneira os fatores refletem na Medicina. Fala da preo-

    cupao com a sade pblica, que faz surgir a sensao de impotncia para promover uma real transformao no cotidiano do brasileiro.

    Faltam mdicos no Brasil?Faltam mdicos no mundo inteiro. O Brasil,

    para amenizar a situao, foi buscar profissio-nais em Cuba. No duvido que existam outros motivos por trs dessa manobra. No sabemos quem so, qual a formao que tiveram, sequer se so mdicos. Trabalham aqui infringindo a regulamentao trabalhista brasileira e so pri-vados de direitos bsicos, como o de ir e vir. O Governo tem violado at mesmo a soberania na-cional para implantar o projeto, utilizando falsa-mente argumentos humansticos, mas no con-segue dissimular a empulhao. Esses mdicos levados aos grotes do Pas no tm condies de estrutura ou de apoio pessoal para exercer dignamente a Medicina, no sero capazes de diagnosticar casos simples, como uma apendici-te, nem mesmo assinar atestados de bito, pois no tero disponveis exames para confirmar a causa da infelicidade. Atendem em barraces sem mnimas condies de higiene e dignidade. E se encaminharem os doentes mais graves para centros maiores, essas pessoas sero no m-ximo atendidas em locais insalubres, talvez no cho, pois nos servios de emergncia providos pelo SUS, at macas esto ausentes. Tudo isso traduzindo a runa da sade pblica no Brasil.

    O argumento de que orientam a popula-o, atendem as famlias no que bsico, no convence?

    Para administrar medicamentos de combate tosse ou tratar uma diarria, basta um farma-cutico ou uma enfermeira com pequena expe-rincia prtica. Seria mais barato e honesto com a populao brasileira conceder a paramdicos esse trabalho. Assim, teramos um ministro da Sade do Brasil e dos brasileiros, e no um mi-nistro da Sade de Cuba. Vejo na mdia que o povo est feliz com a chegada desses mdicos, porque muitos nunca tiveram um em seu bairro ou cidade, mas isso uma falcia bvia, colocam profissionais criando a impresso de um atendi-mento mdico, mas na verdade so incapazes

    Arq

    uivo

    Pes

    soal

  • Jan/Fev de 2014 17 Revista da aPM

    de exercer qualquer ao efetiva em um am-biente degradado e despojado de instrumentos para o exerccio digno da Medicina.

    E no acusem o mdico brasileiro de ser de-sumano. A imensa maioria destes profissionais abnegada, sempre dedica parte do seu tempo ao trabalho com os desassistidos e vulnerveis, quase todos trabalham no catico servio p-blico do pas. Mas basta surgir um nico caso de mdico desonesto ou insano para que toda classe passe a ser demonizada pela mdia e principalmente pelo Governo. No Hospital das Clnicas de So Paulo, um mdico contratado para trabalhar por meio dia ganha um salrio mensal de R$ 1.900. bvio que a motivao destes profissionais no material. Eles, na verdade, atuam nesses locais pela oportunida-de de exercer a sua vocao, pelo altrusmo que carregam e, tambm, pela oportunidade de aprendizagem e crescimento pessoal, caracte-rstica dos verdadeiros mdicos.

    Algum pas serve de modelo no recruta-mento profissinal?

    Sim, e cito o Canad. L, aceitam mdicos es-trangeiros sem exames de proficincia, se eles vierem de uma universidade internacional bem ranqueada. Se o profissional provm de uma instituio mal classificada, tem de se subme-ter a exames que atestam sua competncia e conhecimento. Estes mdicos recebem salrios decentes, com aumento progressivo e direitos trabalhistas; o governo ajuda a famlia a se insta-lar de forma segura, provendo habitao digna, emprego para esposa ou marido, escola para os filhos e, ainda, colocam disposio desses m-dicos uma rede online que permite contato com outros profissionais e centros universitrios.

    A troca do ministro da sude pode ser positiva?

    No tenho certeza. Os trs poderes que sus-

    tentam a democracia brasileira, Legislativo, Judicirio e Executivo, esto arruinados. Claro, existem pessoas decentes e com boas inten-es em todos eles, mas os sistemas esto con-taminados e corrodos. Existe grande nmero de pessoas desonestas, despreparadas e ego-stas comandando a nao, vendendo o pas, em benefcio prprio ou de pequenos grupos. Mentem ao publicarem ndices, at mesmo na Sade. Dizem que os mdicos cubanos aten-dem seis milhes de brasileiros. Algum acredi-ta nisso? O grande problema que vejo no Bra-sil est mais nas pessoas do que nos sistemas. Essas personagens, descomprometidas com a defesa do povo brasileiro, sequer so capazes de cumprir com suas obrigaes mais elemen-tares. Foi o que aconteceu em 2012, quando o Ministrio da Sade deixou de gastar R$ 17 bi-lhes do seu oramento. Fato desolador, j que uma pasta com extrema carncia de recursos deixou de utilizar uma quantia substancial de dinheiro que poderia ter amenizado a indecn-cia na Sade. Como aceitar isso?

    Falando nas novas geraes, como ga-rantir a um recm-formado uma vaga na residncia?

    No Brasil, formam-se 13 mil mdicos por ano e existem apenas sete mil vagas para residn-cia mdica. Fica claro que uma legio de recm- formados ser lanada em nossa sociedade sem preparao para exercer a Medicina com eficincia e dignidade. E o culpado disso o Governo Federal, que nunca se preocupou com o problema e nunca disponibilizou recursos su-ficientes para corrigir a distoro. Lembro que a criao de vagas em residncia mdica exige no apenas vontade, mas aporte de recursos para que sejam criados hospitais pblicos pre-parados para o ensino e para a contratao de instrutores qualificados. Aes que o Governo s mantm em seus discursos vazios.

  • 18 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    eNtreViSta

    E as propostas do governo para a resi-dncia?

    Elas foram feitas, mas so absolutamente inconsistentes. O Governo falou em criar 11 mil vagas para residncia que, como mostrei, ser difcil de ser concretizado. Para sanar a falta de mdicos, tambm falou em criar 12 mil vagas de graduao em escolas mdicas at 2018. Promessa duvidosa, j que esse mesmo Go-verno nos ltimos anos criou apenas 180 vagas para alunos de Medicina em instituies fede-rais. Muitas outras foram criadas por escolas privadas, porm muitas delas orientadas para o lucro e nem sempre para a formao qualifi ca-da de mdicos. Lembro que as escolas federais esto completamente deterioradas por falta de recursos e apoio do Governo Federal. Como acreditar nessa promessa se o que existe est totalmente degradado e inoperante?

    Especialistas apontam inumeras falas no modelo de ensino de vrias escolas mdicas. O senor tambm v deficincias?

    importante que se compreenda a diferen-a entre as escolas mdicas e de outras reas. Uma faculdade de Medicina nunca ser cons-truda apenas com salas de aula e um currculo terico. O ensino da Medicina exige laboratrios equipados, infraestrutura de ensino e pesquisa bem consolidada, corpo docente comprometi-do e qualifi cado, ou seja, uma estrutura multi-dimensional, capaz de transmitir conhecimento e, principalmente, impregnar seus alunos com sentimentos humansticos, de compaixo e de compreenso do sofrimento humano.

    As novas geraes devero produir me-nos mdicos inspiradores?

    Olhando para o passado, acho que sim. H al-guns anos, o ensino da Medicina era hermtico, fechado. Tnhamos aulas das 8h at s 18h e aos sbados, vivamos a Medicina 24 horas por dia. Estudvamos de madrugada por no haver outro horrio. Muitos estudantes conviviam pouco com sua famlia e amigos e continuavam nesse mesmo ritmo depois de formados, porque se dedicavam integralmente pratica mdica. Esse comporta-mento produziu muitos modelos, mas no tenho

    certeza de que eram pessoas totalmente felizes, j que tinham tolhidas a sua vida pessoal, fami-liar e social. Hoje, os mdicos que se formam no aceitam ser privados do convvio com o mundo, no aceitam o afastamento das atividades sociais e de todas as outras que enriquecem a existncia humana. Talvez agora tenhamos menos grandes exemplos, mas nunca deixaremos de ter os gran-des modelos, j que a profi sso mdica inunda-da por indivduos de bem.

    Qual o papel do mdico na mudana da so-ciedade?

    Os mdicos, como poucos, tm condies de melhorar o cotidiano das pessoas e transformar positivamente a sociedade, porque pertencem a uma categoria que ouvida e respeitada pela populao, apesar dos ataques que sofrem a todo momento. Em 2005, uma pesquisa do Ibope revelou que aqui no Brasil, os mdicos re-presentam a corporao com maior credibilida-de entre a populao, na frente de padres e mi-litares. Contudo, tanto mdicos como a maioria da populao brasileira sempre foram sufoca-dos, impedidos de expressar indignao frente s injustias e indecncias. Difcil vencer o grupo assentado no poder, que se apegou ao mesmo com egosmo e ambio desmedidos, tambm pelas vantagens materiais, e que reage agressi-vamente quando a sociedade demonstra sinais mnimos de repulsa e insatisfao.

    A urologia tem grande destaque entre as especialidades e atrai boa parte dos recm-formados. A que se deve essa procura?

    A Urologia cuida do aparelho urogenital, sistema de dimenses mnimas dentro do nosso organis-mo, mas que atingido por patologias de alta pre-valncia em homens e mulheres. A especialidade trata dos casos de cncer urinrio, muito freqen-tes na populao, cuida tambm do elevado n-mero de crianas que nascem com problemas con-gnitos na regio, ajuda pacientes com infeces, clculos, traumatismo, infertilidade, disfuno se-xual, ou seja, lida com vasto campo de patologias que permite uma prtica mdica recompensadora, no s material mas tambm de resgate do sofri-mento pelo qual passam esses pacientes.

    "No acusem o mdico brasileiro de no ser humano. Somos abnegados, trabalhamos no catico servio pblico"

  • Jan/Fev de 2014 19 Revista da aPM

  • 20 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    reSPoNSaBilidade SoCial

    Pelo sexto ano, aPM premia projetos sociais de mdicos

    A edio de 2013 do Prmio Doutor Cidado teve seis vencedores, trs na categoria pessoa fsica e trs na jurdica

    GIovANNA RoDRIGuES

    Em meio verdadeira campanha difamat-ria sofrida pelos mdicos brasileiros, colo-cados injustamente como viles da sade pblica pelo Governo Federal, a classe d mais uma demonstrao de seu compromisso irrestrito com os pacientes. Importantes projetos comunitrios de profissionais da Medicina foram premiados na sexta edio do Prmio Doutor Cidado, criado em 2004 pela Associao Paulista de Medicina (APM) para reconhecer, estimular e valorizar programas sociais idealizados e executados nas reas de Sa-de, Educao, Assistncia Social e Meio Ambiente, com abrangncia no estado de So Paulo.

    Durante emocionante cerimnia de anncio

    dos vencedores, em 29 de novembro de 2013, o presidente da APM, Florisval Meino, afirmou que o Doutor Cidado mostra uma face dos m-dicos, acadmicos de Medicina e outros profissio-nais de Sade nem sempre valorizada: Sabemos das dificuldades para levar os projetos adiante, por isso a comisso julgadora tem sempre grande dificuldade para escolher os premiados.

    Denise Barbosa, diretora do departamento de Responsabilidade Social da APM, rea que organi-za o Prmio Doutor Cidado, agradeceu os respon-sveis pelos 17 projetos inscritos na edio 2013 e afirmou que todos so merecedores do prmio e deveriam ser replicados em todo o Brasil.

    Os responsveis pelos projetos, amigos e fa-miliares, alm do 1 vice-presidente da APM, Roberto Lotfi Jnior, e o secretrio-geral da en-tidade, Paulo Cezar Mariani, tambm participa-ram da solenidade.

    No total, foram inscritos seis projetos de pessoas fsicas e 11 de pessoas jurdicas, sendo premiados dois em cada categoria, alm de um destaque em cada. Este ano, no houve inscrio de projetos de acadmicos de Medicina, embora eles estejam en-volvidos em muitas das iniciativas apresentadas.

    Seis projetos foram premiados em 2013

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  • Jan/Fev de 2014 21 Revista da aPM

    deStaQue peSSoa FSica (r$ 2 mil)Mdicos da AlegriaIdealizadora: Francisca Teresa Veneziano Faleiros

    Baseados no mdico norte-americano Hunter Doherty Patch Adams e em outros grupos de mdicos-palhaos, alunos da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) iniciaram um trabalho, em 2000, para minimizar a angstia de crianas internadas na enfermaria do Hospital das Clnicas da cidade. Des-de ento, entre 100 e 120 voluntrios, funcionrios e alunos de vrios cursos da Universidade, tornam o ambiente hospitalar mais humano para mais de 2000 pacientes das alas peditrica e quimioterpica do hospital, o que tam-bm beneficia adultos em tratamento, alm dos acompanhantes, equipes de atendimento etc. Tambm so atendidas outras instituies da cidade e municpios da regio.

    A premiao foi uma gratssima surpresa, a gente ficou muito, muito feliz. uma delicadeza muito grande por parte da APM ter lembrado do nosso projeto com tanto carinho. Muito obrigada.

    premiados categoria pessoa Fsica1 Lugar (R$ 6 mil) Projeto comunitrio em cunhaIdealizador: Flvio Luiz Lima Salgado

    Criada em 1997, a Liga de Oncologia da Faculdade de Medicina de Taubat iniciou projetos comunitrios de educao na prpria cidade e em munic-pios menores do Vale do Paraba, em 1998. O objetivo da iniciativa realizada em Cunha e nas demais cidades melhorar o acesso da populao carente a informaes referentes preveno e deteco precoce do cncer. Em 15 anos, cerca de 50 campanhas preventivas foram realizadas, atingindo mais de oito mil pessoas de 13 municpios da regio do Vale do Paraba.

    O anncio desse prmio vem coroar uma trajetria de quase 16 anos. A gente sonhava muito, ento quase no acreditou e ficou muito feliz. Ganhar um prmio de uma instituio to sria como a Associao Pau-lista de Medicina uma coisa muito boa porque d uma seriedade e res-peito ainda maior s nossas aes. Vai nos honrar diante da nossa Univer-sidade, dos nossos alunos e mdicos da regio.

    2 Lugar (R$ 3 mil) Praa para preveno de quedas em idososIdealizador: Egdio Lima Drea

    As praas para preveno de quedas em idosos possuem aparelhos que ajudam a melhorar o equilbrio e a marcha das pessoas da terceira idade, fortalecer a musculatura proximal de membros inferiores, melhorar o movi-mento e a amplitude articular, aumentar a flexibilidade muscular e estimular o convvio social. A primeira das 600 j existentes no estado de So Paulo, patrocinadas pelo Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cul-tural do Estado, foi inaugurada em 2008 com o intuito de prevenir quedas e auxiliar na recuperao de fraturas de ombro e punho.

    O projeto marcou muito a minha vida pessoal e profissional, porque abriu um novo campo de atuao profissional para mim, nefrologista de formao, que o envelhecimento. Tive contatos com pessoas ao longo desses anos que me fizeram rever a forma de pensar a vida. O fato de ser premiado pela APM coroa o projeto porque um reconhecimento dentro da minha prpria classe. Estou muito feliz e agradecido pelo prmio.

  • 22 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    reSPoNSaBilidade SoCial

    deStaQue peSSoa jurdica (r$ 2 mil)Associao Ribeiraopretana de Ensino, Pesquisa e Assistncia ao Hipertenso (Arepah)Idealizador: Evandro Jos Cesarino

    Desde 1996, a Arepah visa informar a populao sobre a hiperten-so arterial, orientar os hipertensos, lutar por melhores condies de assistncia mdica a estes pacientes e estimular as atividades de pes-quisa na rea. Alm de ter mais de 1.200 pacientes cadastrados, quase 1.800 em seguimento clnico no Ambulatrio de Cardiologia e Hiper-tenso Arterial da Faculdade de Medicina de Ribeiro Preto (USP), a Associao j beneficiou cerca de 120 mil pessoas com palestras e jornais educativos, pesquisas e atividades assistenciais, entre outros.

    Nesta sexta participao no Doutor Cidado, a premiao motivo de muita alegria, porque a Associao Paulista de Medicina uma entidade representativa dos mdicos de relevada importncia.

    premiados categoria pessoa jurdica1 Lugar (R$ 10 mil) Instituto Lucas AmorosoIdealizador: Victrio Amoroso Filho

    Criado em 2006, o ILA tem por objetivo auxiliar pessoas com deficin-cia fsica e/ou intelectual em seu processo de incluso social, escolar e espiritual, sendo um lugar onde essas pessoas possam amar e ser ama-das por seus educadores e familiares. Beneficia diretamente 50 crianas e adolescentes com deficincias mltiplas e outras 50 pessoas indireta-mente, entre pais, mes, irmos e cuidadores dos atendidos, na cidade de Guaratinguet. Alm disso, presta assessoria rede de ensino do mu-nicpio para incluir e manter crianas e jovens com deficincias no ensino regular. Conta com equipe multidisciplinar capacitada e materiais peda-ggicos diversificados e especficos para as necessidades dos atendidos.

    Eu achei que no fosse ganhar, a primeira vez que venho. Fiquei muito contente em saber que ainda tem gente com vontade de ajudar, o que ns precisamos hoje isso. O prmio de uma entidade to sria como a APM salvou o 13 dos funcionrios do instituto e um incentivo a mais para continuarmos.

    2 Lugar (R$ 5 mil) Associao dos voluntrios do Instituto de Infectologia Emlio RibasIdealizadora: Glria Brunetti

    Criada em 2003 e oficializada trs anos depois, a Associao capacita voluntrios e organiza 14 programas de humanizao hospitalar, para melhorar a qualidade de vida dos pacientes dentro e fora do hospital, combater preconceitos em relao s doenas infecciosas e ser mais uma ferramenta de auxlio aos profissionais de Sade para obter os melhores resultados nos tratamentos dos pacientes. J capacitou cerca de mil vo-luntrios, tendo atendido mais de 160 mil pacientes do Emlio Ribas, e se tornou modelo de voluntariado hospitalar em Sade.

    Emocionante receber o prmio de uma associao mdica das mais re-nomadas. Ser reconhecida pela prpria categoria, por um trabalho que voc faz, um sonho, mas acho que no fao nada alm da minha obrigao.

  • Revista da aPM

    A Escola com Sade no Sculo XXIIdealizadora: Ana Ceclia Petta Roseli Marques

    Detectar, diagnosticar transtornos de humor, comportamento e aprendizagem e intervir pre-cocemente junto a crianas com dificuldades acadmicas, afetivas e sociais.

    Brinquedoteca teraputica do Instituto de PsiquiatriaIdealizador: Estevo Vadasz

    Aes efetivas de humanizao do ambien-te hospitalar para crianas e adolescentes com transtornos psiquitricos do Instituto de Psi-quiatria do Hospital das Clnicas da Faculdade de Medicina da USP.

    Associao da Medula ssea do Estado de So PauloIdealizadora: Carmen Silvia Vieitas Vergueiro

    Objetiva introduzir a doao de sangue e te-cidos como contedo nas escolas para alunos de 12 a 16 anos e educar a populao sobre a importncia do assunto.

    Plano de Gerenciamento de Resduos Slidos de Servios de SadeIdealizador: Waldir Pereira Modotti

    Conjunto de procedimentos de gesto local para minimizar a produo de resduos e propor-cionar um encaminhamento seguro aos resdu-os gerados, implantado no Instituto de Atendi-mento Mdico Hospitalar (IAM), de Assis (SP).

    Programa de adoo de idosos moradores em instituies de longa permanncia Doe esperana e adote emooIdealizador: Valdeci Rigolin

    Voluntrios adotam idosos do Lar So Vi-cente de Paulo, em Marlia, se comprometendo a visit-los semanalmente, em dias e horrios pr-estabelecidos.

    Projeto casa Mais SeguraIdealizador: Rogrio Toledo Jnior

    Informa a populao sobre medidas simples

    capazes de prevenir acidentes domsticos por meio de campanhas e materiais educativos, como website, cartilhas infantil e adulta e flyers.

    Programa Sol AmigoIdealizador: Reynaldo Jos SantAnna Pereira de Souza

    Conscientizao sobre os efeitos nocivos da superexposio aos raios ultravioleta com ati-vidades socioeducativas com crianas, adoles-centes e professores das redes pblica e priva-da de ensino.

    Projeto Escola vidaIdealizadora: Sumi Iwasa

    Formao complementar por meio de fbu-las e oficinas pedaggicas a alunos da 5 srie ao 3 colegial de escolas pblicas para desper-tar a conscincia de cidadania nos jovens.

    Mutiro da SadeIdealizadores: Beatriz Lassance da Rocha Brito e Ricardo Amorim Maldonado

    Desde 2006, profissionais do Centro Mdico Berrini atendem idosos carentes acolhidos em casas de longa permanncia e de passagem e, desde 2013, crianas e mulheres vtimas de maus-tratos.

    Programa Descarte consciente de medicamentos fora de usoIdealizador: Marcello Pedreira

    Estaes coletoras especialmente desenvol-vidas foram disponibilizadas em pontos estrat-gicos, sobretudo redes de drogarias, evitando o descarte no lixo domstico ou rede de esgosto.

    Projeto Semeando Sade Plante conosco esta ideiaIdealizadora: Maria Luisa Brenha Ribeiro

    Atividades educativas relacionadas ao meio ambiente, como o plantio de mudas de plantas em estruturas que utilizam materiais reciclados junto a crianas de 7 a 12 anos de escolas pblicas.

    outros projetos inscritos categoria pessoa jurdica

    outros projetos inscritos categoria pessoa Fsica

    Jan/Fev de 2014 23

  • 24 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    eSPeCialidadeS

    Cirurgies torcicos comemoram avanos na rea, ao mesmo tempo em que temem por retrocessos

    ADRIANE PANcoTTo

    Do meio do sculo XIX primeira metade do sculo XX, a Cirurgia se estabelece como rea de conhe-cimento, ganha respeito. A Cirurgia Torcica veio nesse bojo, embora tenha sofrido atraso provocado pela demora no uso de mecanismos eficazes de ventilao (presso positiva), afir-ma Paulo Pgo Fernandes, professor titular de Cirurgia Torcica da Faculdade de Medicina da Universidade de So Paulo (FMUSP) e diretor do Departamento Cientfico da APM.

    Mais recentemente, conquista para a es-pecialidade o estabelecimento dos limites de sua atuao, seja na correlao com a Pneumo-logia, com a Cirurgia Cardaca e com a Cirurgia Geral. Outras conquistas so a sedimentao de centros de excelncia para treinamento e assistncia em propedutica cirrgica do trax; a realizao de tratamentos de alta complexi-dade, como transplante de pulmo, cirurgias de traqueia e tumores; e a excelncia da ci-rurgia do trax, acentua Darcy Ribeiro Pinto Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torcica (SBCT), entidade que agrega atualmente 650 cirurgies, cerca de 80% dos especialistas que atuam no pas.

    Ele tambm destaca os eventos da especia-lidade, como congressos, seminrios e pales-tras, como grandes oportunidades para a troca de experincias, geralmente com a participa-o de mdicos estrangeiros. Darcy Ribeiro professor de Cirurgia Torcica na Universidade do Rio Grande do Sul, estado brasileiro consi-derado importante polo de procedimentos e de formao na especialidade, junto com So Paulo e Rio de Janeiro. Outras regies do pas comeam a investir na abertura de centros es-pecializados, como Bahia e Cear.

    Se por um lado os cirurgies torcicos co-memoram todas essas conquistas, culminan-do na avanada cirurgia robtica, por outro

    lamentam a conjuntura e temem um recuo em alguns aspectos da especialidade. Falhas na formao acadmica, falta de vagas para residentes, no reconhecimento dos bons profissionais e falta de estmulo para que o mdico continue se especializando so as principais observaes de cinco especialistas consultados pela Revista da APM.

    Futuro em riScoO Brasil possui 213 cursos de Medicina, per-

    dendo apenas para a ndia, que oferece 348. Nos Estados Unidos, referncia em educao

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    a luta para formar bons profissionais

  • Jan/Fev de 2014 25 Revista da aPM

    mdica, so 141. O grande boom no Brasil ocorreu entre 1996 e 2007, quando surgiram 77 novas escolas de Medicina.

    Roberto Saad Jnior professor titular de Ci-rurgia Torcica da Faculdade de Cincias M-dicas da Santa Casa de So Paulo (FCMSCSP) e traz um saudosismo na anlise que faz sobre a especialidade e, de certa forma, sobre a Sa-de no pas. Aos 64 anos, se diz integrante do grupo cada vez mais escasso de profissionais que acreditam e praticam a Medicina romn-tica, com cumplicidade, dedicao, disposi-o e, acima de tudo, amor ao prximo. Saad

    conta ter tido mestres que o inspiraram e direcionaram suas escolhas no campo acadmico e profissional, porm, o Brasil cria cada vez menos exemplos a serem seguidos.

    Temos excelentes centros formadores, em contrapartida, muitos outros no oferecem o m-nimo para tornar um estudante mdico de fato. Pergunto: como treinar algum para ser cirurgio se no h um hospital para as aulas prticas? Isso est comum entre os cursos de Medicina e o re-sultado so mdicos incapazes de exercer plena-mente a profisso, critica, apontando um prog-nstico que surge como bola de neve.

    Saad ainda afirma que h sensvel diferena entre o estudante de antigamente e o atual. Ningum queria ir embora. Qualquer oportu-nidade para acompanhar um procedimento era muito disputada. Todos queriam o mximo de aprendizado. Hoje, basta para eles cumprir a carga que a residncia exige, lamenta.

    Alm disso, os especialistas reforam a alta complexidade envolvida na Cirurgia Torcica, devendo ser muito rigoroso o preparo destes profissionais. Mas as oportunidades para o mdico nem sempre so satisfatrias, como lembra Ricardo Sales dos Santos, coordena-dor de Cirurgia Torcica Minimamente Inva-siva, Robtica e Broncoscopia do Hospital Is-raelita Albert Einstein. Depois da residncia, ele passou sete anos nos Estados Unidos para aprimorar os conhecimentos e dominar recur-sos de alta tecnologia. Voltou ao Brasil para ocupar o cargo atual, e diz que, se dependesse da rede pblica ou suplementar de Sade, no encontraria emprego.

    Parece que quanto mais o mdico se espe-cializa, menos encontra chances de ter um bom trabalho. O investimento que fazemos muito grande e no h valorizao. Temos um SUS sucateado e um movimento de mercado que ganha fora na sade suplementar, com inter-

    Observamos a tendncia de procura por reas de formao mais curta e,

    eventualmente, mais rentveis que a Cirurgia

    Torcica Paulo Pgo

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  • 26 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    eSPeCialidadeS

    ferncias importantes das empresas na deciso do mdico, afirma Santos, que no quis mudar de pas definitivamente e considera um verdadeiro exlio profis-sional quem o faz, mesmo que em busca de condies adequadas de atendimen-to em naes desenvolvidas.

    anoS de dedicaoMuitos mdicos tambm questionam o de-

    sinteresse dos alunos e residentes provocado pelos anos de dedicao especialidade. Ob-servamos a tendncia de procura por reas de formao mais curta e, eventualmente, mais rentveis que a Cirurgia Torcica. Muitos no querem passar o mnimo de dez anos estudan-do para um ramo mais complexo. E do jeito como caminham os processos, possvel que as mentes brilhantes sejam afastadas da pr-pria Medicina. O Governo prioriza a quantidade qualidade, e isso interfere de forma definitiva na formao do especialista, refora Pgo.

    Todas essas previses, em algum momen-to, convergem para o receio de retrocessos. Houve uma poca em que o paciente viajava para o exterior para fazer uma cirurgia com-plexa como a torcica. Os avanos e a evo-luo tornaram esse hbito desnecessrio, porm, acredito infelizmente na retomada disso, declara Saad. Em um pas como o Brasil, com tamanhas desigualdades socio- econmicas, seria dramtico.

    Como a Cirurgia Torcica envolve procedi-mentos de alta complexidade, exige o mnimo de condies para sua execuo plena. Tais con-dies seriam disponibilidade de equipamen-tos para diagnstico (broncoscopia, mediasti-noscopia e videopleuroscopia, por exemplo), para procedimentos de tratamento e completa retaguarda hospitalar para o ps-operatrio.

    A SBCT busca apoio do Governo e da inds-tria para projeto em desenvolvimento que cria estas condies tambm em lugares distantes dos grandes centros, com expectativa de levar a cirurgia a todas as reas do pas. Devemos formatar um modelo que estabelea um pa-

    dro mnimo de recursos necessrios assis-tncia da especialidade, conta Darcy Ribeiro.

    meSmoS problemaSE os especialistas so unnimes: falta de es-

    trutura, m gesto dos recursos e distribuio desigual de profissionais tambm so proble-mas da Cirurgia Torcica, com o agravante da complexidade que a rea envolve.

    A falta de estrutura dos hospitais pblicos e universitrios, aliada baixa remunerao do SUS e da rede suplementar, torna tudo peno-so. O acesso do paciente ao sistema difcil. H demora na finalizao do diagnstico, po-dendo ultrapassar seis meses de espera, tempo demasiadamente longo para quem est, por exemplo, com cncer de pulmo ou necessita de transplante, reflete Srgio Tadeu Pereira, vice-presidente da SBCT, que tambm lamenta os entraves que as empresas de planos de sa-de impem aos mdicos, criando obstculos na liberao de exames e materiais, alm da questo dos baixos honorrios.

    De acordo com o Instituto Nacional do Cn-cer Jos Alencar Gomes da Silva (Inca), as esti-mativas de novos casos de cncer do pulmo no pas para 2014 so alarmantes: 27.330. Em 2011, 22.424 pessoas morreram vtimas da do-ena, que est entre os tipos de cncer mais le-tais. Diante destes nmeros e do cenrio atual, fica a pergunta: como atender plenamente to-dos os pacientes desta patologia e das muitas outras que afligem os brasileiros?

    HiStria da cirurgia torcicaO mdico Ludwig Rehn fez a primeira sutu-

    ra de um ferimento cardaco com sucesso em 1896, e isso comeou a mudar tambm o curso da Cirurgia Torcica, mesmo que naqueles tem-pos no houvesse subdivises de reas, que so as especialidades da Medicina atual. Ento, foi a partir do sculo XX que a Cirurgia Torcica co-meou, de fato, a se desenvolver.

    Os adventos anestesia e tcnicas de ventila-o foram divisores de gua, alm da prpria evoluo das Unidades de Terapia Intensiva

    Temos excelentes centros formadores, em contrapartida, muitos outros no oferecem o mnimo para tornar um estudante mdico de fato roberto SaadAr

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  • Jan/Fev de 2014 27 Revista da aPM

    Os anos de experincia, a observao e a necessidade de criar solues viveis para curar pacientes resultou no desenvolvimen-to da pneumostomia, tcnica ainda piloto, pela equipe do Departamento de Cirurgia da Santa Casa de So Paulo para tratar o enfi sema pulmonar grave, patologia que faz despencar a qualidade de vida do paciente e possui alta mortalidade.

    O pulmo vai perdendo a elasticidade e compromete sua funo e a mecnica respi-ratria, como a troca do oxignio. O pulmo retm ar e aumenta de tamanho, atingindo tambm o diafragma, explica Roberto Saad.

    A reteno de ar pelo pulmo provoca-da pela disfuno alveolar (alvolos todos interligados), geralmente pelo consumo de derivados do tabaco. A tcnica, inspirada em procedimentos j realizados h mais de

    (UTI). A Segunda Guerra Mundial tambm deu grande impulso s melhorias da anestesia e prpria Cirurgia Torcica, pois grande parte dos feridos apresentava traumas torcicos.

    Por volta dos anos 1940, os antibiticos passaram a colocar um fi m no sofrimento de muitos pacientes com problemas na regio do trax, como as sequelas de tuberculose. A efi ccia dos medicamentos fez despencar a demanda por cirurgias, at ento bastante signifi cativa e, de certo modo, desestimulou mdicos recm-formados a se especializarem na rea, relata Paulo Pgo.

    Em seguida, a progresso da cirurgia carda-ca atraiu mais mdicos da especialidade torci-ca, que retomou sua posio, no Brasil, nas d-cadas de 1980 e 90, com a implementao da videocirurgia. Foi outro divisor na Medicina, pois permitiu procedimentos bem menos inva-sivos e, consequentemente, mais aceitos por pacientes e mdicos. O vdeo revolucionou tra-tamentos da pleura e traqueia, por exemplo.

    Para citar um ltimo elemento transforma-dor para a especialidade, na dcada de 1980, a ciclosporina, imunossupressor, amenizou a re-jeio de rgos transplantados, aumentando expressivamente a sobrevida do paciente. No Brasil, os transplantes de pulmo ocorrem mais

    De acordo com o Inca, sero 27.330 novos casos de cncer do pulmo no pas, em 2014. Em 2011, 22.424 pessoas morreram vtimas da doena

    Sopro de esperana 15 anos, consiste em esvaziar esse pulmo doente e isso ocorre assim que o rgo sofre uma interveno com dreno.

    Mesmo com alvolos doentes, ainda h uma sobra de funo. Ao esvaziar o pulmo, o rgo volta a ter equilbrio, pois sai a quan-tidade correta de ar. Porm, como o rgo est acometido pela doena, o dreno no pode ser retirado, ou ento o ar ser retido novamente, explica o especialista.

    Faz sete anos que a primeira paciente de enfi sema pulmonar grave recebeu o tipo inovador de interveno, e voltou at a tra-balhar um tempo depois da cirurgia.

    Isso se chama uso compassivo do dreno, e ao todo, j operamos nove pacientes. um tra-tamento barato, custa cerca de U$ 200, e tem despertado interesse de mdicos americanos e ingleses. Precisamos aprimorar alguns aspectos e estamos buscando verba para isso, mas sim um indicativo de soluo vivel, explica Saad.

    frequentemente h pouco mais de dez anos, e vm em uma crescente desde ento. Temos boas perspectivas e acreditamos que o tipo de cirurgia ser cada vez mais constante, com mais centros se especializando e realizando trans-plantes, prev o diretor Cientfi co da APM.

    FormaoO mdico que opta pela especialidade fi ca

    os primeiros dois anos da residncia em Cirur-gia Geral e mais dois anos em Cirurgia Torcica (essa etapa, dependendo do aprimoramento que desejar, pode durar outros dois anos). Por ano, o Brasil forma em torno de 20 especialistas na rea e o ttulo emitido pela Sociedade Bra-sileira de Cirurgia Torcica (SBCT) junto As-sociao Mdica Brasileira (AMB). Somente os cirurgies que tenham exercido a especialidade por no mnimo quatro anos podem se candida-tar a membros titulares da SBCT.

  • 28 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    reGioNaiS

    Integraes a todo vapor

    Segue a unio de esforos para fortalecer a APM e aumentar a representatividade dos mdicos

    ALESSANDRA SALES

    Defender os interesses dos mdi-cos e da sociedade, como tam-bm lutar por uma assistncia sade de qualidade, so alguns dos papis desenvolvidos pela Associao Paulista de Medicina. Quem afirma seu presidente Florisval Meino, que acredita na integra-o com as Regionais da entidade para fortalecer estas aes. O atual momento exige grandes esforos e representao forte, e a integrao uma etapa impor-tante neste sentido, uma vez que foi defi-nida no planejamento estratgico da APM e visa consolidar a Associao enquanto representante e interlocutora do mdico no estado de So Paulo, explica Meino.

    Outra preocupao constante da APM fi-delizar o relacionamento com seus associa-dos, oferecendo atendimento diferenciado e servios e produtos de qualidade. Defesa Profissional, Educao Mdica Continuada, assessoria jurdica sobre a m prtica da Me-dicina, planos de sade, Clube de Benefcios com mais de 200 parceiros, Clube de Campo e seguros com condies diferenciadas, en-tre muitos outros, esto entre os disponveis.

    Com o processo de integrao, os mdicos associados do interior que no eram ligados APM Estadual passam a ter direito a esses e outros servios. Mais de 50 das cerca de 80 Regionais so integradas e isso inclui as re-centes negociaes ocorridas em Presiden-te Prudente, Santos, Votuporanga, Taubat e Marlia. As Regionais de Andradina, Assis, Campinas, Franca, Indaiatuba, Limeira, Lins, Mococa, Ourinhos, Ribeiro Preto, Rio Claro, So Carlos, So Joo da Boa Vista, So Jos dos Campos e So Jos do Rio Preto tambm j iniciaram as negociaes para a integrao.

    Alm de estender os benefcios, a inte-grao facilita negociaes, os processos

  • Jan/Fev de 2014 29 Revista da aPM

    administrativos e melhora a visibilidade das Regionais. Essas atividades tm apoio das re-as de Cadastro/Contas a Receber, Tecnologia da Informao, Secretaria Geral, Central de Relacionamento, Marketing, Criao e Comu-nicao da APM Estadual. O envolvimento e a participao de todos so determinantes para o alcance dos timos resultados.

    preSidente prudente

    Pioneira neste pro-cesso, a vice-presiden-te da APM Presidente Prudente, Marisa Lo-pes Miranda, explica que a integrao reali-zada em abril de 2011 foi positiva, pois trouxe mais associados, o que muito importante, alm de instrues da prtica de pagar apenas uma mensalidade. O fato de pagar uma nica mensalidade torna mais vivel a adeso.

    Outro atrativo, segundo ela, o jurdico. Cita, ainda, que com a marca da APM, a Regio-nal de Presidente Prudente melhorou muito e seu visual tambm. A logo passa mais credi-bilidade, porque a entidade estadual. Para a vice-presidente, a falta de informao talvez possa explicar o motivo de algumas Regionais ainda no terem aderido integrao: Medo de aumentar a mensalidade, o que no real.

    SantoSLourdes Teixeira

    Henriques, presidente da APM Santos, acon-selha a integrao a outras Regionais, por acreditar que esta seja uma mudana necessria. De acor-

    do com ela, o momento de unio. Inovar e empreender sempre foram minha filosofia. Integrada em setembro de 2012, Santos outra Regional que constatou aumento de associados, principalmente de jovens aca-dmicos e residentes.

    Considero isso bastante positivo para a so-brevivncia da entidade. Os benefcios mais procurados pelos mdicos em Santos so planos de sade e o jurdico. Avalio inmeras melhorias, desde a valorizao do nome da entidade, procura por parte de mdicos mais jovens, profissionalizao e apoio irrestrito da APM Estadual. A mudana, certamente, foi muito positiva, destaca.

    taubatFlvio Luiz Lima

    Salgado, presidente da APM Taubat, in-tegrada desde julho de 2013, reconhece a importncia das Re-gionais se integrarem, em funo da aproxi-mao da APM Esta-dual com os mdicos do interior. A sede em Taubat tem 60 anos e foi repaginada, total-mente reformada. Demos um passo adiante ao acessar colegas que estavam afastados do movimento associativo e conseguimos isso graas ao nosso trabalho e ao da APM. Aque-les que no eram scios foram convidados a se associar e os mdicos jovens tambm fo-ram abordados.

    Segundo ele, ocorreu a reduo da inadim-plncia no momento em que o associado com-preendeu que o custo para se associar pra-ticamente zero, considerando as vantagens previstas. muito barato ser associado, sem contar a segurana oferecida pela APM, por exemplo, com a assessoria jurdica.

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  • 30 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    marliaA integrao da

    APM Marlia, ocor-rida em setembro de 2013, trouxe for-talecimento para o associativismo, conforme mencio-na a presidente da entidade, Zilda Ma-ria Tosta Ribeiro. O fato de a contribuio ter se unificado melhorou tanto para a Re-gional quanto para o associado. Alm disso, a comunicao entre a Regional e a APM Estadual foi aprimorada.

    Ela ainda acrescenta que isso contribuiu para aprofundar o relacionamento e, conse-quentemente, estabelecer apoio e vnculo na troca de informaes entre as entidades. Em relao aos servios mais utilizados pe-los associados, o apoio na rea contbil, os planos de sade e a assistncia jurdica se destacam na regio.

    votuporangaNa APM Votupo-

    ranga, a assessoria jurdica foi um fator determinante para conseguir novos as-sociados. De acordo com o presidente, Flvio Augusto Pas-tore, a integrao

    em novembro de 2012 representou muito para a regio, inclusive, aumentou conside-ravelmente o nmero de associados, tornan-do os mdicos mais confiantes na entidade. Quero entender porqu ainda existem Re-gionais que no aderiram mudana. Ns tivemos uma assembleia muito representa-tiva na sede de Votuporanga, na qual foram esclarecidas todas as dvidas dos mdicos, com mnimas restries, explica.

    Pastore reiterou que cada Regional tem seu trabalho e, especificamente em Votu-poranga, a integrao foi excelente: A APM nos presenteou com a reforma e o logotipo do nosso prdio. Isso o tornou melhor do que antes. Posso dizer que, at agora, to-das as aes estabelecidas, anteriormente, foram acertadas da melhor forma possvel.

    regionais integradas

    Americana

    Amparo

    Araatuba

    Araraquara

    Araras

    Avar

    Barretos

    Bauru

    Bebedouro

    Birigui

    Botucatu

    Bragana Paulista

    Campos

    do Jordo

    Caraguatatuba

    Catanduva

    Cruzeiro

    Dracena

    Fernandpolis

    Guaratinguet

    Guaruj

    Guarulhos

    Ilha Solteira

    Itapetininga

    Itapeva

    Itapira

    Itatiba

    Ituverava

    Jaboticabal

    Jales

    Ja

    Jundia

    Leme

    Lenis Paulista

    Marlia

    Mogi das Cruzes

    Mogi Guau

    Mogi Mirim

    Osasco

    Penpolis

    Piracicaba

    Piraju

    Pirassununga

    Presidente

    Prudente

    Registro

    Salto

    Santa Brbara

    DOeste

    Santa Cruz

    do Rio Pardo

    Santa F do Sul

    Santo Andr

    Santos

    So Bernardo

    do Campo

    So Caetano do Sul

    So Joaquim

    da Barra

    So Jos

    do Rio Pardo

    So Manuel

    Sorocaba

    Suzano

    Taubat

    Tup

    Valinhos

    Votuporanga

    reGioNaiS

  • Jan/Fev de 2014 31 Revista da aPM

    SerVioS

    Planos de sade: qualidade de serviosPara o associado APM, garantia de preos mais interessantes e cobertura completa

    ADRIANE PANcoTTo

    Ter a oportunidade de optar pelo melhor plano de sade ou odontolgico e pa-gar menos pela escolha um dos be-nefcios que a Associao Paulista de Medicina oferece aos seus associados. A parceria com a Qualicorp possibilita vantagens nos contratos coletivos, com valores bastante atraentes em relao ao mercado. A empresa, maior admi-nistradora de benefcios do pas, foi pioneira em estruturar o modelo de negcios com base no conceito do associativismo.

    Ao aderir ao plano, o associado tem a co-bertura dos procedimentos nos melhores hospitais e clnicas e recebe apoio integral da APM, que acompanha, por meio de estru-tura prpria, a utilizao da aplice e admi-nistra os ndices de sinistralidade. E por con-ta do plano ser coletivo, as possibilidades de

    negociao das mensalidades so maiores, amenizando o impacto dos reajustes sobre os valores.

    Todas as dvidas sobre cobertura, carncia e rede credenciada, entre outras informaes, podem ser esclarecidas diretamente com um dos atendentes da APM, disposio duran-te toda a semana, tanto na sede da entidade como por telefone. A assistncia ao associado completa.

    Algumas das operadoras e seguradoras de sade parceiras: Sul Amrica, Unimed Paulis-tana, Unimed FESP, OMINT, AMIL, Bradesco Sade, Sul Amrica Odonto, Odontoprev e Bem Emergncias Mdicas.

    Entre em contato com a Central de Re-lacionamento da APM e encontre o plano que melhor se encaixa ao perfil da sua fa-mlia. Telefone: (11) 3188-4200 ou e-mail: central.relacionamento@apm.org.br.

  • 32 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    descontos especiais tambm para morarO destaque do ms do Clube de Benefcios da APM a Constrac, que oferece at 8% de desconto aos associados na compra de imveis

    ADRIANE PANcoTTo

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    Este ms, o destaque vai para a incorpora-dora e construtora Constrac, uma verdadeira boutique de imveis h 32 anos no mercado. O associado da APM ter um cardpio de primei-ra linha com empreendimentos de tima locali-

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    ClUBe de BeNeFCioS

  • Jan/Fev de 2014 33 Revista da aPM

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    agnciaS de turiSmoSTELLA BARROS10% de desconto nos pacotes operados pela Stella Barros e 5% nos demais pacotes nacionais e internacionais.Localizao: So Paulo

    COSTA AZUL TURISMO10% de desconto nos pacotes: Itlia, Israel, Santurios Marianos e Leste Europeu. Para os demais pacotes, 5% de desconto.Localizao: Jales

    SELFE TURISMO5% de desconto nos pacotes de viagens, com pagamento de 10 a 12 vezes sem juros.Localizao: So Bernardo do Campo

    beleZa & bem-eStarSPA SOROCABA20% de desconto, exceto no perodo de frias (janeiro e julho) e nos feriados prolongados.Localizao: Sorocaba

    CLNICA SZELES10% de desconto em cada sesso de RPG e 20% no pacote de 10 sesses.Localizao: So Paulo

    ANTONY BEAUTY CENTER10% de desconto em todos os servios

    novidadeSTYLLO FATALA Styllo Fatal apresenta semijoias revestidas de glamour e sofi sticao. Associado APM tem 10% de desconto na compra de produtos realizada pela Fanpage, e 20% nas compras em domiclio.Localizao: Santos

    ESPAO BRANCO10% de desconto em todas as formas de pagamento, nas lojas fsicas e online.Localizao: lojas fsicas (Campinas e Jundia) e nacional (compra online)

  • 34 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    FloreS & decoraoLOFT HOME FASHION10% de desconto em trs parcelas sem entrada ou vista, com mais 5% de desconto.Localizao: Presidente Prudente

    HotiS & viagenSSAN RAPHAEL COUNTRY15% na tarifa vigente.Localizao: Itu

    TRANSAMRICA COMANDATUBA20% de desconto nas hospedagens. Voc ainda pode receber um upgrade da acomodao superior para luxo, de acordo com a disponibilidade do hotel.Localizao: Bahia

    PANORAMA HOTEL & SPA10% de desconto nas dirias na baixa temporada, 12% nos perodos de frias, Natal e Rveillon, e 15% nos feriados prolongados.Localizao: guas de Lindia

    JUQUEHY LA PLAGE HOTEL10% de desconto na alta temporada e pacotes de feriados, e 15% na baixa temporada (exceto feriados). Para pagamento total antecipado no carto, desconto de 5%. Pagamento total no depsito bancrio, desconto de 10%.Localizao: So Sebastio

    SAN MICHAEL HOTEL15% de desconto na tarifa vigente para associado APM.Localizao: So Paulo

    VILLAGE INN15% nas tarifas, vlidos apenas para reservas feitas pela Central de Reservas da Rede.Localizao: Poos de Calda

    HOTEL TAU15% de desconto nas dirias de baixa temporada e 5% na alta temporada. Localizao: Atibaia

    BLUE TREE PARK LINS15% de desconto na tarifa balco.Localizao: Lins

    inFormtica & comunicaoSONY VAIOA loja online oferece at 20% de desconto. Localizao: nacional (compra online)

    SO JOO INFORMTICA10% de desconto no pagamento vista

    ou em at 3 vezes sem juros na compra de equipamentos e suprimentos de informtica.Localizao: So Joo da Boa Vida

    inStrumentoS muSicaiSPLAYTECH5% a 10% de desconto na compra de qualquer instrumento musical, acessrios ou equipamentos de udio profi ssional. Alm desse desconto, no cobrado frete de entrega nas compras acima de R$ 199.Localizao: nacional (compra online)

    joiaS e aceSSrioS SEIKO JOIAS10% de desconto em bolsas, relgios e culos de sol ou grau, alm de 20% em joias.Localizao: Presidente Prudente

    MURAKAMI JOIASJoias com planos especiais: 20% de desconto em ate 10 vezes sem juros. No pagamento vista, mais 10% de desconto, exceto nas promoes. Localizao: Presidente Prudente

    laZer & entretenimentoBILHETERIA.COM10% a 50% de desconto no hotsite exclusivo para o associado APM.Localizao: nacional (compra online)

    locao de veculoSNOSSA REDE 15% de desconto, independentemente do veculo ou prazo de locao.Localizao: Presidente Prudente

    materiaiS para conStruoSECOL HOME CENTER10% de desconto para pagamento vista, com prazo de 30 dias, ou em 12 vezes no carto de crdito (com parcelas superiores a R$50). Frete grtis para um raio de 150 km.Localizao: Fernandpolis

    materiaiS para eScritrioSTAPLES a maior fornecedora do mundo em papelaria e materiais de escritrios. Em parceria com a APM, oferece 15% de desconto em todo o site para compras acima de R$100.Localizao: nacional (compra online)

    reStauranteS & bebidaSPENNSULA VINHO12% de desconto em todos os vinhos do site para o associado APM. Descontos vlidos somente nas compras feitas por telefone. Frete grtis para So Paulo e capital. Demais regies, frete pago pelo

    cliente (valor mnimo de compra: R$ 300).Localizao: nacional (compra online)

    EMPRIO VILLA REAL10% de desconto nos vinhos nacionais, 6% nos rtulos importados e 5% para as demais bebidas e/ou outros produtos da loja.Localizao: Presidente Prudente

    ServioSIMPERADOR DESPACHOS5% de desconto nos seguintes servios: transferncia e licenciamento de veculos, renovao da CNH, passaporte, alienao de veculos, CNH internacional, 2 via de documentos e veculos 0 KM. Localizao: Presidente Prudente

    DOC BRASIL20% de desconto nos servios de digitalizao de documentos, pronturios, laudos e exames. Localizao: Bauru e So Jos do Rio Preto

    REALIZA EVENTOS5% de desconto na assessoria completa em: planejamento, organizao e administrao do evento, desde seu incio at o trmino da data do mesmo, incluindo consultorias, indicao e orientao de prestadores de servios e demais providncias necessrias para formatao do evento.Localizao: Araraquara

    BUFFET ARTE MAIS CULINRIABu et especializado em festas infantis, debutante, casamentos e temticas, alm de ch de beb, confraternizao e outros eventos. Oferece 10% de desconto em todos produtos e servios.Localizao: So PauloUSO PESSOAL

    PRISCILA BERNARDES15% de desconto no pagamento vista e 5% no pagamento parcelado em trs vezes.Localizao: Presidente Prudente

    PTICA MODELOAssociado APM e seus dependentes tm 12% de desconto vista e 5% parcelado.Localizao: So Paulo

    OLOOK15% de desconto.Localizao: nacional (compra online)

    veculoSAUTO MECNICA SASSO10% de desconto na prestao de servios e peas para veculos de todas as marcas. Localizao: Jales

    A qualidade dos produtos e servios, o prazo e a efetivao da entrega e o suporte ps-venda so de inteira responsabilidade da empresa parceira, isentando a APM de quaisquer responsabilidades junto aos associados/funcionrios participantes do Clube de Benefcios que venham efetivar a compra de produtos ou contratao de servios.

    www.apm.org.br/clubedebenefi ciosConfi ra neste endereo as unidades participantes

    e as condies para usufruir dos benefcios.aceSSe agora meSmo

    joiaS e aceSSrioS

    ClUBe de BeNeFCioS

  • Jan/Fev de 2014 35 Revista da aPM

    O dermatologista Oliverio de Carvalho Junior, associado

    desde 1997, busca na APM as facilidades e servios dispon-

    veis sempre que necessrio e elogia o atendimento presta-

    do. Uso bastante. Alm do bom atendimento, h a facilida-

    de de concentrar diversos servios em um s lugar. Recorro

    muito parte de Gesto de Consultrio, que me ajuda com

    os servios administrativos.

    Especifi camente para os servios administrativos, como

    livro-caixa, carn-leo, folha de pagamento, orientaes

    trabalhistas e econmico-fi nanceiras e dvidas contbeis,

    a APM tem parceria com a AGL Servios Contbeis e Ad-

    ministrativos e com a Merc Solues Empresariais. Ambas

    oferecem atendimento especializado no mercado da Sa-

    de. Filie-se e aproveite este e muitos outros benefcios!

    eu uSoeu aprovo

    oliVerio de CarValHo

    SilVa JUNior

    idade: 49 anosespecialidade: dermatologianaturalidade: So Paulo/SPgraduao: Faculdade de Cincias Mdicas da Santa Casa de So Paulo

    ano de Formao: 1987cidade onde atua: So Paulo/SPassociado desde: 1997

    Nat

    halia

    Men

    eses

  • 36 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    alerta

    remunerao por critrios de qualidade proposta pela aNS preocupante

    Nova Resoluo prope estimular boas prticas entre operadoras e prestadores de servios

    GIovANNA RoDRIGuES

    Entre os dias 6 de janeiro e 4 de feverei-ro, a Agncia Nacional de Sade Suple-mentar (ANS) realizou a Consulta Pbli-ca n 54 para validar a elaborao de uma nova Resoluo Normativa que estimula as boas pr-ticas entre as operadoras de planos de sade e prestadores de servios.

    Entre as propostas da nova RN esto a criao de diversos ndices, como o de Conformidade da Contratualizao (I-CC); o QUALISS (I-QUALISS), para a aferio da qualidade das entidades hospi-talares pertencentes rede assistencial das ope-radoras de planos privados de assistncia sade; o de Prazo Mdio de Pagamento (I-PMP); e o de Estabilidade da Rede de Prestadores (I-REDE).

    No entanto, a proposta de criao de um ndi-ce de Remunerao por Critrios de Qualidade

    (I-RCQ veja os detalhes no quadro abaixo) preocupa a classe mdica por no resolver o principal problema dos usurios dos planos de sade, que o acesso aos servios. E ainda pela possibilidade de prejudicar e comprometer o trabalho dos prestadores, o que deve inclusive ser analisado pelos Conselhos de Medicina sob o ponto de vista tico.

    Diversos levantamentos, como a pesquisa APM/Datafolha divulgada em outubro de 2013, comprovam que o principal problema dos usu-rios no a qualidade dos servios oferecidos pelos planos de sade, e sim a dificuldade de acesso, que se deve principalmente insufici-ncia das redes de atendimento, destaca o presidente da Associao Paulista de Medicina (APM), Florisval Meino.

    Apesar de terem feito suas contribuies Consulta Pblica, as entidades temem que a RN seja publicada com o texto praticamente idntico, como tem acontecido com as recen-tes consultas pblicas.

    Art. 8 As operadoras de planos privados de assistncia sade e a rede prestadora de servios de sade podem contemplar em seus instrumentos jurdicos clusula que contemple modelos de remunerao com base em critrios de qualidade.

    1 Fica criado o ndice de Remunerao por Critrios de Qualidade (I-RCQ), para fins de monitoramento da utilizao, pela operadora, de incentivos financeiros aos prestadores, vinculados adoo de boas prticas, desfechos clnicos e excelncia no atendimento a padres e protocolos.

    2 Ser verificada a existncia de clusula no instrumento jurdico firmado entre as par-tes que demonstre a adoo da poltica des-crita no 1 deste artigo, que dever constar do RCC estabelecido no art. 6 desta RN.

    Seo iv do ndice de remunerao por critrios de Qualidade

  • Jan/Fev de 2014 37 Revista da aPM

  • 38 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    eleieS

    Nova diretoria da aPM ser eleita online este anoProcesso eletrnico de votao e apurao garante mais agilidade, comodidade e transparncia

    ADRIANE PANcoTTo A APM j deu incio campanha de marketing chamando a ateno do associado para a impor-tncia do voto e do direito de exerc-lo. Para que as orientaes de como se dar a votao che-guem a voc, fundamental que seu cadastro de associado esteja atualizado. Para isso, basta entrar em contato com a Central de Relaciona-mento (central.relacionamento@apm.org.br) ou atualizar os dados no portal da APM, na rea do Associado.

    SimpleS e eFicienteO sistema eletrnico prev uma tela com os

    nomes dos integrantes das chapas e os campos para a escolha. Uma vez feita a opo, no h como voltar atrs, e o mecanismo blindado contra qualquer tipo de fraude.

    As eleies ocorrero em agosto e o associa-do ter uma semana para votar, usando para isso a senha de acesso que receber por e-mail, conforme dados cadastrais e adimplncia. Du-rante todo o perodo de votao, haver supor-te tcnico, caso o sistema apresente problemas ou recuse acessos.

    A edio de junho da Revista da APM trar o edital de convocao e o manual de instruo, mas as regras para as eleies podem ser con-feridas no Cdigo Eleitoral, disponvel no por-tal da APM (www.apm.org.br). Acompanhe as notcias relacionadas ao pleito e no deixe de participar. Seu voto muito importante e conta pontos a favor da classe mdica!

    A Associao Paulista de Medicina (APM) passar a realizar eleies to-talmente online dos seus representan-tes para a gesto 2014-2017. Desta forma, os associados da capital, litoral e interior podero participar da escolha da nova diretoria da APM acessando o computador de casa, do consult-rio ou de onde for mais conveniente, comodi-dade que vai ao encontro de um processo de maior incluso e participao.

    A ferramenta para votao e apurao de votos ser implantada pela WebInfo, empresa vencedora, no fi m de 2013, do processo de con-corrncia aberto pela APM. As etapas tambm sero auditadas por grupo terceirizado, cuida-do extra para salvaguardar a seriedade e a se-gurana de todo o processo.

    O processo eletrnico vai ao encontro das mudanas de modernizao dos processos na APM, sempre com total transparncia. im-portante ao associado participar da escolha de seus representantes, afi rma Florisval Meino, presidente da APM.

    Para que as orientaes da votao cheguem a voc, fundamental manter o cadastro na APM atualizado

  • Jan/Fev de 2014 39 Revista da aPM

  • 40 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    inFormaeSE-mail: comunica@apmcorp.org.br

    consultoria: AGL contabilidade

    dVidaS CoNtBeiS

    marcella parente - Quero abrir uma clnica de es-ttica, onde haver consulta

    dermatolgica e tratamentos estticos com esteticista tam-bm. Pretendo atender pla-

    nos de sade e particulares. como procedo na abertu-ra de empresa? Tem que

    ser pessoa jurdica? Pre-

    ciso obrigatoriamente de outro scio? J sou pessoa

    jurdica em uma rma para rece-

    bimento de honorrios com outros dois colegas, mas no quero utilizar

    esta empresa para este novo trabalho.Neste caso, a melhor opo Pessoa Jurdi-

    ca, na qual a tributao menor que da Pessoa F-

    sica. Para que possa prestar o servio de Esttica e

    Dermatologia, ser necessrio ter em seu contrato

    social ao menos um scio com a especializao de

    Esteticista (FEBRAPE/Federao Brasileira dos Pro-

    fi ssionais Esteticistas) e a sua especializao como

    dermatologista. Caso tenha as duas especializaes,

    poder abrir a empresa sem scio.

    cristhiane torres - Tenho uma empresa mdica de outro estado, mas estou prestando servio em So

    Paulo. Se eu for isenta do ISS aqui, onde devo reco-

    lher este imposto? No municpio de origem da rma?

    O correto fazer seu cadastro aqui na prefeitura de

    So Paulo (CEPOM), para que possamos dizer se o

    ISS ser cobrado aqui ou l. Tambm preciso saber

    qual o estado e a cidade e ver que tipo de convnio

    as prefeituras tm entre si e qual o servio prestado.

    Em alguns casos, o ISS em So Paulo isento.

    tiago Zuanazzi tomazzoni - Tenho uma dvida em relao contabilidade e emisso de recibos ou NFE para consultas mdicas. Alguns pacientes solicitam que o valor seja dividido em dois reci-bos que, somados, atingem o valor total. pos-

    svel, por exemplo, para uma consulta em que

    foi cobrado do paciente o valor de R$ 200, serem

    feitos dois recibos ou notas scais eletrnicas de

    R$ 100 cada? Caso seja legal, como fao tais re-

    cibos? Seriam dois com a mesma informao de

    atendimento ou consulta mdica realizada no dia x, no valor de R$ 100?

    Normalmente, os pacientes pedem dois recibos

    para solicitar o reembolso do convnio. Por lei, no

    se pode emitir duas notas fi scais no mesmo dia para

    o mesmo paciente com prestao do mesmo ser-

    vio, a menos que sejam de servios diferentes, ou

    seja, uma nota fi scal referente consulta e outra

    referente a uma aplicao de medicamento (exem-

    plo). Para isso, necessrio saber qual o cdigo de

    prestao de servios de sua empresa. O correto

    emitir a nota no valor total do servio prestado, no

    seu caso R$ 200, e o paciente reembolsar somente o

    que o convnio autoriza, que em mdia R$ 100 por

    consulta. Tambm tem a questo da forma de paga-

    mento, pois se a nota for de R$ 100, o pagamento

    dever ser de R$ 100, e no em um nico cheque de

    R$ 200, por exemplo.

    tiago Queiroz Santos - Qual seria a melhor opo para eu comear uma empresa (intuito de pagar menos impostos)? Sou anestesista e recebo entre

    R$ 20 mil e R$ 25 mil mensais. melhor eu abrir com

    algum scio ou sozinho? E qual tipo de empresa?

    Existem trs modalidades de abertura de empresa:

    EIRELI esta modalidade no necessita de um s-cio, porm, o capital social de 100 salrios mnimos,

    neste caso, o valor dos impostos a serem pagos de

    11,33% (PIS/COFINS/IR/CSLL) + 2% de ISS sobre o fa-

    turamento bruto, ou seja, toda nota emitida ter um

    total de 13,33% de imposto a ser pago mensalmente.

    Sociedade Simples (Unipro ssional) Esta modali-

    dade exige um scio da mesma formao acadmica

    e a tributao de 11,33% (PIS/COFINS/IR/CSLL), e

    o ISS em So Paulo um valor fi xo cobrado trimes-

    tralmente (R$ 77,55 por scio), ou seja, cada scio ir

    pagar um total ao ano de R$ 310,20.

    Sociedade Simples Pura Esta modalidade exige um scio, porm, no precisa ser da mesma formao

    acadmica. O que diferencia o ISS, que passar a ser

    de 2% mensal sobre todas as notas emitidas no ms,

    totalizando 13,33% de tributao (em So Paulo).

    Fabio pesse - Devo pagar insalubridade secretria e faxineira do meu consultrio? Em caso positivo,

    qual o percentual? Lembrando que realizamos ape-

    nas consultas, eventualmente retirada de pontos.

    Quem determina se o consultrio oferece condies

    insalubres aos funcionrios um profi ssional qualifi -

    cado, que fornecer o Laudo PCMSO. Neste laudo,

    haver todas as informaes e grau de risco, que de-

    terminaro o pagamento ou no da insalubridade ao

    funcionrio. Recomendamos que procure empresas

    especializadas em Medicina Ocupacional.

  • Jan/Fev de 2014 41 Revista da aPM

    radar MdiCo

    pausa para receber afeto e brinquedos

    Os tablets foram entregues Pediatria

    no mesmo dia do Alegrando a Santa Casi-

    nha, projeto desenvolvido pela APM e que

    h cinco anos leva felicidade e presentes

    aos pequenos do hospital prximo ao Dia

    das Crianas e Natal.

    Durante toda a manh do dia 17 de de-

    zembro, colaboradores da associao, o

    grupo Mulheres de Verdade, palhaos, Pa-

    pai Noel e duendes presentearam os pa-

    cientes com 150 brinquedos. Ainda houve

    apresentao especial do projeto Msica

    nos Hospitais no local.

    Na noite de 24 de dezembro, o depar-

    tamento de Responsabilidade Social da

    APM entregou 100 cartas com mensagens

    de esperana e otimismo escritas por co-

    laboradores da entidade e kits de higiene

    s famlias das crianas que estavam em

    tratamento na Pediatria da Santa Casa. Na

    mesma noite, outras 80 cartas escritas por

    colaboradores da MDS foram entregues

    aos pacientes internados no Instituto de

    Infectologia Emlio Ribas.

    Para amenizar o tempo que as crianas fi cam

    sob os cuidados de mdicos e outros profi ssionais

    de Sade, longe de casa e de seus brinquedos, a

    Associao Paulista de Medicina desenvolveu o

    projeto Biblioteca Virtual em Quimioterapia, em

    parceria com a Associao Viva e Deixe Viver, a

    produtora Circuito Musical e a Editora Delta.

    O contedo disponibilizado nos 12 tablets

    doados Pediatria da Santa Casa de Misericr-

    dia de So Paulo, em meados de dezembro,

    divertido, ldico, interativo (histrias infantis e

    clipes de msica) e serve de instrumento para

    contar histrias. A APM tem compromisso so-

    cial. O ambiente hospitalar sempre muito frio

    para a criana, e poder levar um pouco de ale-

    gria bastante signifi cativo, afi rma Florisval

    Meino, presidente da APM.

    Ao todo, so 20 ttulos infantis cedidos pela

    autora Patrcia Secco e pela Associao Viva e

    Deixe Viver, mais a obra Toquinho no Mundo

    da Criana, cedida pelo cantor e compositor

    por meio de seus representantes (produtora

    Circuito Musical e Delta Editora). O contedo

    inicial dos tablets dever ser enriquecido ao

    longo de 2014, e outros hospitais tambm se-

    ro benefi ciados pelo projeto.

    Genildo Fonseca, da Circuito Musical e em-

    presrio de Toquinho, j sinalizou interesse em

    incluir outros dois DVDs do artista na Biblioteca

    Virtual: Casa de Brinquedos e Canes dos Di-

    reitos da Criana. Possuem linguagem ldica e

    mostram que a criana tem conhecimento de

    seus direitos. Tudo de forma divertida, bem no

    estilo Toquinho.

    Estamos inserindo novamente a criana no

    mundo de cultura, informao, fantasia e valo-

    res. J dissemos muito que a tecnologia desu-

    maniza, mas neste caso, o contrrio, afi rma

    Valdir Cimino, da Viva e Deixe Viver.

    Ficamos imensamente felizes, porque os ta-

    blets iro quebrar um pouco da aridez do am-

    biente hospitalar. grande nossa gratido com

    os envolvidos no projeto, acentua Rogrio

    Pecchini, diretor da Pediatria da Santa Casa.

    aPM entrega tablets com contedo infantil a crianas da Santa Casa de So Paulo

    o contedo disponibilizado nos tablets divertido, ldico e interativo

    osm

    ar B

    usto

    s

  • 42 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    radar MdiCo

    ranking da Veja: ex-presidente da aPM entre os parlamentares mais empenhados

    diretorias das sociedades de especialidade tomam posse

    As novas diretorias das sociedades paulista e

    brasileira de Cardiologia, da Otorrinolaringolo-

    gia e Infectologia, alm das estaduais de Gine-

    cologia e Obstetrcia, Anestesiologia, Angiolo-

    gia e Cirurgia Vascular, do Captulo So Paulo

    do Colgio Brasileiro de Cirurgies, da Faculda-

    de de Medicina do ABC e da Associao Mdica

    do Servidor Pblico Estadual tomaram posse

    nos ltimos dias, em eventos prestigiados pela

    diretoria da Associao Paulista de Medicina.

    Nova diretoria do cBc-SP tomou posse

    APM prestigiou diversos eventos

    A revista Veja divulgou, pelo terceiro

    ano, o Ranking do Progresso, cujo obje-

    tivo reconhecer a dedicao de deputa-

    dos e senadores que trabalharam durante

    o ano em favor de um Brasil mais moder-

    no e competitivo.

    Realizado em parceria com o Ncleo de

    Estudos sobre o Congresso (Necon), do Insti-

    tuto de Estudos Sociais e Polticos da Univer-

    sidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-RJ),

    o levantamento traz Eleuses Paiva, ex-pre-

    sidente da APM e da AMB, como o 5 mais

    empenhado entre os deputados federais.

    O mdico e deputado diz que tem se en-

    tregado principalmente s questes da

    sade pblica e que atua no pelo reconhe-

    cimento, embora considere o ranking uma

    grande prestao de servio para a socieda-

    de e prpria poltica. Penso que, dessa for-

    ma, se faz justia a todos os deputados que

    se postam com seriedade no Congresso, e

    um bom estmulo para persistirmos na luta.

    osm

    ar B

    usto

    s

    Div

    ulga

    o

  • Jan/Fev de 2014 43 Revista da aPM

    HCor inaugura edifcio em homenagem a adib JateneO novo prdio do Hospital do Corao, de 13 andares e cinco subsolos, oferece 38 apartamen-

    tos para internao, andar exclusivo para quimioterapia e centro de convenes para 210 pessoas,

    alm de uma passarela que integra a unidade ao complexo hospitalar. Foi planejado para abrigar os

    novos centros de Neurologia e Oncologia do hospital.

    Diretor-geral do HCor, Adib Jatene foi ministro da Sade duas vezes, secretrio estadual de Sa-

    de de So Paulo e membro da Academia Nacional de Medicina. Foi homenageado durante a so-

    lenidade de inaugurao e ganhou um painel em referncia s suas contribuies Medicina, obra

    do artista plstico paraibano Miguel dos Santos.

    o ex-ministro da Sade diretor-geral do hospital

    Cursos CQH em 2014O Programa Compromisso com a Qualida-

    de Hospitalar (CQH) apresentou sua progra-

    mao educacional para este ano, com incio

    no dia 09 de abril. Os cursos tm base na

    metodologia do programa, cujo objetivo

    contribuir para a melhoria contnua da qua-

    data curso

    09/04 Indicadores de Enfermagem

    10 e 11/04 Estratgias e Planos Planejamento estratgico

    24 e 25/04 Implantando o Modelo de Excelncia de Gesto no setor Sade

    08 e 09/05 Gesto de Processos (Mapas de Processos)

    05 e 06/06 Formador de Avaliador do Programa CQH

    11 e 12/09 Implantando o Modelo de Excelncia de Gesto no setor Sade

    19/09 Indicadores de Enfermagem

    25 e 26/09 Formador de Avaliador do Programa CQH

    23 e 24/10 Estratgias e Planos Planejamento estratgico

    06 e 07/11 Gesto de Processos (Mapas de Processos)

    lidade hospitalar, estimulando a

    participao e a autoavaliao

    com o incentivo mudana

    de atitudes e de comporta-

    mentos. Para mais informaes,

    acesse http://cqh.org.br/portal/

    pag/area.php?p_narea=99.

    Div

    ulga

    o

    lidade hospitalar, estimulando a

    mentos. Para mais informaes,

    acesse http://cqh.org.br/portal/

  • 44 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    aGeNda CieNtFiCaProf. Dr. Paulo Pgo Fernandes Diretor Cientfi co e Prof. Dr. lvaro Nagib Atallah Diretor Cientfi co Adjunto

    obServaeS:1. Os associados, estudantes, residentes e outros profi ssionais devero apresentar comprovante de categoria na Secretaria do Evento, a cada participao em reunies e/ou cursos.2. Favor confi rmar a realizao do Evento antes de realizar sua inscrio.3. As programaes esto sujeitas a alteraes.

    inScrieS online:www.apm.org.br

    inScrieS/local:Associao Paulista de MedicinaAv. Brigadeiro Lus Antnio, 278 So Paulo/SP Tel: (11) 3188-4281 Departamento de Eventos E-mail: inscricoes@apm.org.br

    eStacionamentoS:Rua Francisca Miquelina, 67 (exclusivo aos associados da APM)Rua Francisca Miquelina, 103/11 (Paulipark 25% desconto)

    coMIT MuLTIDIScIPLINAR DE ADoLEScNcIA31/03 Segunda-feira 20h s 22h

    Webtransmisso sobre transtorno de aprendizado (TDAH)Tema: Conceitos e estratgias de atendimento

    DEPARTAMENTo DE ALERGIA E IMuNoPAToLoGIA15/03 Sbado 09h s 14h

    Curso de Alergia e Imunopatologia Tema: Principais alergias e imunodefi cincia: Como eu Trato

    coMIT MuLTIDIScIPLINAR DE AUDITORIA MDICA 12/03 Quarta-feira 19h s 21h

    Reunio Cientfi ca

    DEPARTAMENTo DE cIRuRGIA PLSTIcA11/03 tera-feira - 20h s 22hCurso dos Residentes (webtransmisso)

    18/03 tera-feira - 20h s 22hCurso dos Residentes (webtransmisso)

    25/03 tera-feira 20h s 22hCurso dos Residentes (webtransmisso)

    coMIT DE cIRuRGIA RoBTIcA E MINIMAMENTE INvASIvA26/03 Quarta-feira 20h s 22h

    Reunio cientfi ca de Robtica

    DEPARTAMENTo DE cIRuRGIA vAScuLAR15/03 Sbado 08h s 12h

    Reunio da Liga Acadmica Paulista de Cirurgia Vascular

    27/03 Quinta-Feira 19h s 22h

    Reunio Cientfi ca Tema: uso da oxibutinina para tratamento de hiperidrose em crianas com menos de 14 anos

    coMIT DE cIToPAToLoGIA 27/03 Quinta-feira 20h s 22h

    XLV Encontro Multidisciplinar de Citopatologia Tema: Patologia do Trato Genital

    CURSO DE EMERGNCIAS MDICAS

    21 e 22/03 - Sexta-feira - 09h s 18h Sbado 08h s 18h

    XXXIV Congresso da Socesp

    DEPARTAMENTo DE INFEcToLoGIA20/03 Quinta-feira 20h30 s 22hReunio Cientfi caTema: Mtodos de monitoramento de evoluo das doenas hepticas crnicas infecciosas

    DEPARTAMENTo DE MASToLoGIA 13/03 Quinta-feira 20h s 22h

    Webtransmisso de Mastologia

  • Jan/Fev de 2014 45 Revista da aPM

    06/03 08h s 16h Jornada de Medicina de Famlia e Comunidade

    11/03 19h s 21h30 Reunio do mdico jovem (Medicina de Famlia e

    Comunidade) 20 s 22h Curso dos Residentes de Cirurgia Plstica (webtransmisso)

    12/03 19 s 21h Reunio Cientfica de Auditoria Mdica 19h s 22h Curso Mensal de Treinamento aos Residentes

    do Estado de So Paulo de Ortopedia e Traumatologia 19h s 22h Ciclo de Debates e Palestras do

    Departamento de Psiquiatria Forense

    13/03 20 s 22h Webtransmisso de Mastologia

    15/03 08h s 12h Reunio da Liga Acadmica Paulista de Cirurgia Vascular 09h s 14h Curso de Alergia e Imunopatologia

    17/03 19h s 22h Reunio Cientfica de Medicina do Trabalho

    18/03 20 s 22h Curso dos Residentes de Cirurgia Plstica (webtransmisso)

    20/03 20h30 s 22h Reunio Cientfica do Departamento de Infectologia

    21/03 09h s 18h Curso de Emergncias Mdicas 19h20 s 21h40 XII Curso de Residentes em Otorrinolaringologia

    22/03 08h s 18h Curso de Emergncias Mdicas 08h20 s 11h40 XII Curso de Residentes em Otorrinolaringologia

    25/03 20h s 22h Curso dos Residentes de Cirurgia Plstica (webtransmisso)

    26/03 19h s 22h Ciclo de Debates e Palestras do

    Departamento de Psiquiatria Forense 20h s 22h Reunio cientfica de Robtica

    27/03 19h s 22h Reunio Cientfica do Departamento de Cirurgia Vascular 19h30 s 22h Reunio Cientfica do Departamento de Medicina do Trfego 20h s 22h XLV Encontro Multidisciplinar de Citopatologia

    28/03 19h20 s 21h40 XII Curso de Residentes em Otorrinolaringologia

    29/03 08h20 s 11h40 XII Curso de Residentes em Otorrinolaringologia

    31/03 20h s 22h Webtransmisso sobre transtorno de aprendizado (TDAH)

    AGENDA MENSALDEPARTAMENTo DE MEDIcINA DE FAMLIA06/03 Quinta-feira 08h s 16h

    Jornada de Medicina de Famlia e Comunidade Tema: A contribuio do mdico de Famlia e Comunidade ao processo de educao em sade atravs da grupalidade na Ateno Primria em Sade de So Paulo

    11/03 tera-feira 19h s 21h30

    Reunio do mdico jovem

    DEPARTAMENTo DE MEDIcINA Do TRABALHo17/03 - Segunda-feira 19h s 22h

    Reunio Cientfica

    DEPARTAMENTo DE MEDIcINA Do TRFEGo27/03 Quinta-feira - 19h30 s 22h

    Reunio Cientfica Tema: Epilepsia: novas diretrizes para direo veicular

    DEPARTAMENTo DE oRToPEDIA 12/03 Quarta-feira - 19h s 22h

    Curso Mensal de Treinamento aos Residentes do Estado de So Paulo de Ortopedia e Traumatologia Tema: Mdulo Trauma

    DEPARTAMENTo DE oToRRINoLARINGoLoGIA21, 22, 28 e 29/03 Sextas-feiras 19h20 s 21h40 / Sbados 08h20 s 11h40

    XII Curso de Residentes em Otorrinolaringologia Mdulo dias 21 e 22: Rinologia Mdulo dias 28 e 29: Otologia

    DEPARTAMENTo DE PSIQuIATRIA FoRENSE 12/03 Quarta-feira - 19h s 22h

    Ciclo de Debates e Palestras Tema: Introduo Psiquiatria Forense

    26/03 Quarta-feira 19h s 22h

    Ciclo de Debates e Palestras Tema: Consideraes sobre a relao entre doena mental e criminalidade

  • 46 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    departamento cultural - entrada Franca Reservas de lugares: (11) 3188-4281 eventosculturais@apm.org.br

    www.apm.org.br Agenda sujeita a alteraes

    aGeNda CUltUral

    ESCOLA DE ARTES Cursos para adultos e crianas, associados e dependentes.Local: Sede Social da APM, estacionamento grtis.

    Piano Erudito e Popular com Gilberto Gonalves Prof. Gilberto Gonalves Aulas com hora marcada Valor mensal: R$ 130 (associados) e R$ 440 (no associados) Informaes: (11) 97159-594196743-1043 | 5083-6316

    Francs com Selma vasconcellos Prof. Selma Vasconcellos Aulas com hora marcada na APM valor mensal: R$ 180 (associados) e R$ 360 (no associados) Informaes: (11) 5549-8811E-mail: selmafrances@ig.com.brInformaes: (11) 3188.4301cultural@apm.org.br, pinacoteca@apm.org.br e museu@apm.org.br

    PINACOTECA DA APMEntre os anos 1940 e 50, na APM formou-se rara coleo de obras de consagrados artistas modernistas. Nomes como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Anita Malfatti, Cndido Portinari, Jos Pancetti, Rebolo, Bonadei, Flvio de Carvalho, Volpi, Graciano, Mario

    Zanini, entre outros, incorporam o acervo da Pinacoteca da APM. Local e horrio: 8 andar, das 9h s 20h, de segunda a sexta-feira entrada franca Acompanhe as exposies itinerantes em 2014 da Pinacoteca Contempornea pelo site da APM

    CINE DEBATE21 de maro 19h Auditrio da APMcisne Negro EUA, 2010. 108 minutos, drama/suspense. Direo: Darren AronofskyElenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Vicent CasselIntegrante da companhia de dana de Nova Iorque, Nina tem sua vida totalmente consumida pela profi sso, a fi m de conseguir o to sonhado status dentro do grupo. Essa grande ambio, porm, apoiada de forma muito zelosa por sua me, a ex-bailarina rica Sayers.

    CH COM CINEMA 13 de maro 14h Auditrio da APMo Rei da comdiaEUA, 1983. 101 min., comdia/drama.Direo: Martin Scorsesecom: Jerry Lewis, Robert De Niro, Diahnne Abbott, Ed Herlihy, Marta Hefl inConta a histria de Rupert Pupkin, aspirante a comediante obcecado por se tornar um rei da comdia. Ele encontra seu dolo e pede para fazer uma participao no talk show dele, porm sempre enrolado. Pupkin no desiste e mostra seu lado obsessivo de conseguir o que almeja.

  • Jan/Fev de 2014 47 Revista da aPM

    NoVo tratado de FoNoaUdioloGia, 3 edioDe forma detalhada, a obra auxilia

    pacientes portadores de distrbios de audio, voz, motricidade oral, deglu-

    tio e linguagem, assim como pacien-

    tes oncolgicos de cabea e pescoo. Entre os objetivos est minimizar inca-pacidades e desvantagens, melhoran-

    do a qualidade de vida. Autor: Otaclio Lopes Filho. Editora: Manole. Formato: 21,5 x 28,5 cm,

    738 pginas. contato: www.manole.com.br.

    erro MdiCo e SUaS CoNSeQUNCiaS JUrdiCaSo livro esclarece de maneira simples e prtica o que o erro mdico; quando surge o dever de indenizar; a respon-sabilidade civil do anestesiologista, do

    cirurgio e dos hospitais; de quem a obrigao de provar o erro; o prazo e lu-gar onde propor a ao de indenizao.Autor: Dcio Policastro. Editora: Del Rey. For-

    mato: 15,5 x 22,5 cm, 389 pginas. Contato: www.livrariadelrey.com.br.

    BioQUMiCa, 5 edioo livro discute temas como estrutura biomelucular, metabolismo e biologia

    molecular por meio de recursos did-ticos, como imagens e exerccios que

    ajudam no aprendizado. o processo estimula os estudantes e pro ssionais a

    relacionarem seus conhecimentos te-ricos aos aspectos cotidianos. Autores: Laurence A. Moran, Robert Horton, K. Gray Scrimgeour e Marc

    D. Perry. Editora: Pearson. Formato: 21 x 28 cm, 752 pginas. Contato:

    www.pearson.com.br.

    Sade da MUlHerSegundo da Srie Bases da Medicina In-tegrada, o livro aborda a Ginecologia e a

    Obstetrcia de maneira atual e integrada,

    aplicando viso abrangente das diversas reas que envolvem a mesma patologia. A obra respeita o conceito de que o racio-cnio mdico no pode ser fragmentado.Autores: Marair Gracio Ferreira Sartori e Sue

    Yazaki Sun. Editora: Elsevier. Formato: 21 x 28 cm, 408 pginas. Conta-

    to: www.elsevier.com.br.

    Autor: Otaclio Lopes Filho. Editora: Manole. Formato: 21,5 x 28,5 cm,

    literatUra

  • 48 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    ClaSSiFiCadoS

    Para anunciar gratuitamente neste espao, o mdico associado deve enviar o anncio, a cada edio, para o e-mail classifi cados@apm.org.br ou fax (11) 3188-4369. Mais informaes pela Central de Relacionamento APM: (11) 3188-4270.

    ALuGA-SE sala ou perodo em clnica de alto padro, com total infraestrutura, secretria, esta-cionamento, telefone e fax, ar-condicionado. Em funcionamento com dermatologista. Fone: (11) 3813-7872, com Jucineia.

    ALuGA-SE conjunto comercial em edifcio de alto padro, na Vila Olmpia, prximo estao de metr. Com 38 m, divisrias, teto rebaixado, split anti-incndio, luminrias e armrios embu-tidos, vaga com manobrista. Ideal para Derma-tologia, ORL, Cirurgia Plstica, entre outras. Alu-guel R$ 2.250/ms + condomnio R$ 648. IPTU R$ 100/ms. Fone: (11) 96186-7191, com Jorge.

    ALuGA-SE conjunto comercial no Sena Madu-reira O ces, Vila Mariana, prximo Unifesp. 43 m, vaga e estacionamento rotativo. Planta fl e-xvel. Previso para instalao de ar-condiciona-do, forro, piso elevado, 2 WC e copa. R$ 2.700 + R$ 670 condomnio. Fone: (11) 99955-4315, com Daniela, ou d_fl orencio_borges@hotmail.com.

    ALuGA-SE perodo em consultrio de Pedia-tria prximo a Unifesp, em funcionamento h 15 anos. Atende Unimed e Sulamerica. Divide custo e horrio. Fone: (11) 5575-3694, com Vanda.

    ALuGA-SE sala em clnica nos Jardins. Secreta-rias, PABX, internet, estacionamento com mano-brista. Rua Batatais, 524. Fone: (11) 3885-5066 ou dr.jo re@uol.com.br.

    ALuGA-SE sala na Vila Olmpia por perodos, semanal ou mensal. Total infraestrutura, secre-trias para agendamento. Fones: (11) 3841-9810 / 98011-4996, com Guilherme.

    ALuGA-SE sala mobiliada, alto padro, em Al-phaville. Documentao ok, edifcio medico com fi tness, laboratrio, Day Hospital. Preferncia para Cirurgia Plstica, Ginecologia e Psicologia. Fazer parceria com dermatologista e endocrinologista. Av Copacabana, 112. Fone: (11) 99913-4457, com Karla.

    ALuGA-SE conjunto para consultrio de alto pa-dro, no Medical Center de Campo Belo (Hospital Oswaldo Cruz e Laboratrio Fleury). Fone: (11) 5049-0366 / 99971-3232, com Zuleika.

    ALuGA-SE consultrio mensal para o perodo, das 8h s 14h, na Rua Sergipe, Higienpolis. 3 salas, recepo (80 m). Infraestrutura comple-ta, toda documentao. Disponvel apenas para 1 mdico (preferencia por Ginecologia, Urologia, Clinica Mdica ou afi ns). Fone: (11) 3661-7755, com Sandra, das 14h s 20h.

    ALuGAM-SE perodos ou dias em clnica na Rua Borges Lagoa 1065, prximo Escola Paulista de Medicina (EPM). Clnica timo padro, 110 m,

    wi-fi , secretria das 8h s 22h, vaga garagem, ar--condicionado, caf. Condomnio incluso. Fones: (11) 2365-5980 / 2365-5981, com Andr.

    ALuGAM-SE salas e/ou perodos de segunda a sbado em consultrio a 4 quadras do metr Con-solao. Sobrado com total infraestrutura, salas equipadas, recepcionista e faxineira e documenta-o ok. Adaptados para faturamento TISS. Prontu-rio eletrnico. Fone: (11) 99175-8707, com Daniel.

    ALuGAM-SE salas em clnica de padro diferen-ciado, andar alto com vista para o bairro dos Jar-dins. Total infraestrutura, secretria, estaciona-mento com valet (perodos). Rua dos Pinheiros, 498, cj. 152, prximo Av. Brasil. Fones: (11) 2309-4590 / 99611-7553, com Silvana.

    ALuGAM-SE perodos em clnica de alto padro, em frente ao Hospital So Luiz. Fone: (11) 2501-7999, com Renata.

    ALuGAM-SE salas em local nobre, entre Av. Bra-sil e Rua Groelndia. Salas de diversos tamanhos, com ou sem banheiro, sala de espera ampla e mo-derna. Total infraestrutura, estacionamento para clientes, secretria para agendamento, porteiro eletrnico, som ambiente, salas de procedimentos e esterilizao, servio de copa e cozinha e limpe-za. Fones: (11) 3061-0430 / 97998-1212, com Marta.

    ALUGAM-SE salas por dia, inclusive fi ns de se-mana. Prdio novo, a 400 m da futura estao Ibirapuera, atrs shopping. Total infraestrutura, secretria, wireless, servio de caf, DVD, docu-mentao, portaria 24 h, manobrista. Aluguel com condomnio incluso (1 dia/semana ) R$ 900/ms. Fones: (11) 5041-2964 / 99211-1558, com Ro-sangela Queiroz (proprietria).

    ALUGAM-SE salas em consultrio na Vila Cle-mentino, prximo Shopping Santa Cruz. Prdio e instalaes novos, total infraestrutura, balana digital, estacionamento, secretria, caf, impres-soras wireless, computadores nas salas, wi-fi . 5h/semana: R$ 600/ms; 2h/semana: R$ 240/ms. Fone: (11) 99643-5788, com Patrcia.

    ALUGAM-SE perodo, horas ou mensal, em clni-ca montada (quase 400 m rea construda). So-brado, equipado e pronto para iniciar. Total infra-estrutura. Av. Santo Amaro, prximo metr Borba Gato. Fone: (11) 99659-6734, com Marleine.

    ALUGAM-SE perodos em clnica com vista para Av. Braz Leme, Santana. Consultrio mobiliado, com toda infraestrutura. Fone: (11) 2959-3289, com Renata.

    ALUGAM-SE consultrios por perodo ou integral. Sala com banheiro prprio para ginecologista, to-tal infraestrutura e documentao, ao lado metr

    SalaS e perodoS aluga-Se

    ALuGA-SE clnica ao lado do Shopping Ibirapuera, com 60 m, equipada com 2 salas para consulta, 3 banheiros, recepo, sala para esttica, centro ci-rrgico com esterilizao, copa, vaga de garagem, ar-condicionado, som ambiente, documentao ok. R$ 7500. Fone: (11) 98785-0216, com Lus.

    ALuGA-SE conjunto mobiliado prprio para consultrio, com 65 m teis + 2 vagas gara-gem. Aluguel R$ 4.300 mobiliado ou R$ 3.800 sem moblia. Fones: (11) 5093-5334 / 99179-7894, com Mnica Alves.

    ALuGA-SE sala em consultrio mobiliado com total infraestrutura (ms ou perodo), no Jaba-quara, prximo ao Hospital So Lus. Aluguel a combinar. Fones: (11) 5011-1632 / 5011-8349 / 97283-5484, com Claudia ou Neide.

    ALuGA-SE perodo de 4h em clnica em Moema, ao lado do Shopping Ibirapuera. Alto padro, es-trutura para realizao de cirurgias e esttica. R$ 500. Fone: (11) 98785-0216, com Lus.

  • Jan/Fev de 2014 49 Revista da aPM

    Vergueiro. Fone: (11) 98326-4505, com Elizabeth, ou contatovergueiro@csintegrada.com.br. ALUGAM-SE consultrios finamente decorados por perodos. Total infraestrutura. Prdio novo, ao lado do metr Sumar - Unidade Oscar Freire. Fone: (11) 98326-4505, com Elizabeth, ou conta-toscarfreire@csintegrada.com.br. ALUGAM-SE salas mdicas em clnica de alto pa-dro, com tima localizao no Alto da Lapa. Jar-dim com fonte e espaos personalizados teen, brinquedoteca e ampla recepo para o pblico adulto. Manobrista. Fones: (11) 99624-5302 / 96147-1065, com Carlos ou Tas. ALUGAM-SE salas em clnica de alto padro no Tatu-ap, perto Praa Silvio Romero. Infraestrutura com-pleta, secretria, estacionamento no local. Fones: (11) 2098-0035 / 2097-9200 / 2091-8839, com Carlos. ALUGAM-SE salas/perodos no Itaim Bibi. Consul-trio alto padro, 3 ambientes, ar-condicionado, estacionamento para mdico, GO, Dermato, Ci-rurgia e Clnica. Perodos manh e tarde. Valores fixos. R. Joo Cachoeira. Fones: (11) 3168-8609 / 98797-4544, com Edison. ALUGAM-SE consultrios em clnica mdica di-ferenciada. Total infraestrutura, recepcionista, copa, valet. Vila Campesina, Osasco. Valores a combinar. Fones: (11) 4554-8143 /2855-8145/ 99634-6584, com Caroline ou Angel. ALUGAM-SE perodos em sala na Rua Itapicu-ru, 369, cj. 910, Perdizes. Fone: (11) 3871-2511 / 99931-2713, com Afra ou Rosy. ALUGAM-SE salas ou perodos em consultrio de alto padro, prximo ao Shopping Vila Olmpia. Mobiliadas, com secretria, faxineira, recepo, ar-condicionado, PABX, wireless. Prdio com manobrista e portaria com segurana. Fones: (11) 99182-7565 / 21 96812-4121, com Andr. ALUGAM-SE perodos de 4h/semanais para qualquer especialidade em consultrio alto padro, no centro mdico mais tradicional de Higienpolis (R. Itacolo-mi). Salas recm-reformadas, secretria, WC, caf, wi-fi, geladeira, pronturio eletrnico, demais es-truturas e documentao. R$ 600. Fone: (11) 99955-3565, com Milton, ou miltonorel@yahoo.com.br.

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  • 50 Jan/Fev de 2014Revista da aPM

    Previdncia & Mutualismo: produtos diferenciados e responsabilidade social

    O Departamento de Previdncia & Mu-tualismo da Associao Paulista de Medicina responsvel por uma srie de produtos e servios importantes para os as-sociados e para a classe mdica em geral.

    Merecem destaque os planos de sade e odontolgicos, que atualmente j benefi ciam mais de 30.000 mdicos associados e seus de-pendentes [veja matria na pg. 31]. Por meio de parceria com a Qualicorp, maior administradora de planos de sade do pas, a APM possibilita a contratao de planos de sade e odontolgicos no formato coletivo por adeso de diversas operadoras e seguradoras.

    Este formato permite que os custos sejam muito atrativos quando comparados a produ-tos similares do mercado. Dentre as operado-ras, citam-se SulAmrica, Bradesco, Unimed, Omint e Amil, entre outras.

    Da mesma maneira, graas a parcerias com seguradoras de primeira linha do mercado, os associados da APM podem contratar diversos seguros e fi car tranquilos em caso de necessi-dade. So seguros para veculos, novos e usa-dos; e de vida, com possibilidade de contrata-o de seguro por perda de receita por invali-dez temporria DIT e SERIT.

    Alm disso, recentemente a APM fez parce-ria com a Assist Card, da MDS Corretora, para seguro viagem, que oferece ajuda imediata frente a qualquer necessidade de sade du-rante viagem a 80 pases, cumprindo o Trata-do de Schengen.

    Em breve, sero lanados seguros residenciais e para consultrios, com um diferencial especfi co que permitir ao associado segurar seus equipa-

    mentos mdicos, sempre com preos especiais.Da mesma forma, est em elaborao um

    novo produto de previdncia privada especfi -co para os associados da APM, com taxas de carregamento e de administrao diferencia-das e benefcios atraentes. Devido s peculia-ridades e legislao do setor previdencirio, o associado poder exercer a portabilidade (ou migrao) de sua atual carteira de previdncia para a que ser lanada pela APM, mantendo todos os benefcios originais.

    reSponSabilidade SocialHistoricamente, a APM tem em suas origens

    os princpios do Mutualismo como mecanismo e movimento de solidariedade entre as pesso-as. Desde a extinta Lei Estadual 610/1950, que originou o antigo Selo Mdico, a APM j dis-ponibilizou mais de 80.000 benefcios a mdi-cos associados e seus familiares em situao de carncia econmica.

    So diversas as situaes que levam o mdico e sua famlia a condies de carncia econmi-ca, como bito e doenas incapacitantes, entre outras. neste momento que a APM exerce sua funo mutualista com os recursos oriundos da comercializao dos atestados mdicos, im-pressos e digitais. Para a perfeita aplicao dos recursos, a APM conta com assistentes sociais que fazem o acompanhamento dos benefi cia-dos, atestando periodicamente a necessidade de manuteno do benefcio.

    Alm de comercializar blocos de atestados im-pressos a diversas empresas e mdicos, a APM a nica no mercado a disponibilizar o atestado mdico digital, com tecnologia que permite a in-violabilidade de contedo, impossibilitando adul-teraes. O produto tambm oferece segurana integral na origem da emisso, com assinatura certifi cada, ou seja, somente o mdico com seu e-CPF capaz de emitir o atestado digital, evitan-do fraudes nestes documentos mdicos.

    paulo tadeu FalangHe diretor de Previ-dncia & Mutualismo da APM

    Paulo Tadeu Falanghe

    Arq

    uivo

    AP

    MoPiNio

    "Planos de sade, diversos seguros e auxlio a mdicos e familiares em carncia econmica so alguns dos destaques"

  • Jan/Fev de 2014 51 Revista da aPM