Reviso integrativa da pesquisa em enfermagem em centro ...

  • Published on
    07-Jan-2017

  • View
    218

  • Download
    3

Transcript

  • UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    ESCOLA DE ENFERMAGEM

    ROSA MARIA PELEGRINI FONSECA

    REVISO INTEGRATIVA DA PESQUISA EM ENFERMAGEM EM

    CENTRO CIRRGICO NO BRASIL: TRINTA ANOS APS O SAEP

    So Paulo

    2008

  • ROSA MARIA PELEGRINI FONSECA

    REVISO INTEGRATIVA DA PESQUISA EM ENFERMAGEM EM CENTRO CIRRGICO NO BRASIL: TRINTA ANOS APS O SAEP

    Dissertao apresentada Escola de Enfermagem da Universidade de So Paulo, para obteno do Ttulo de Mestre em Enfermagem Orientadora: Prof. Dr. Aparecida de Cssia Giani Peniche

    So Paulo 2008

  • Catalogao na Publicao (CIP)

    BIBLIOTECA WANDA DE AGUIAR HORTA

    Escola de Enfermagem da Universidade de So Paulo

    Fonseca, Rosa Maria Pelegrini. Reviso integrativa da pesquisa em enfermagem em Centro

    Cirrgico no Brasil: trinta anos aps o SAEP / Rosa Maria

    Pelegrini Fonseca. So Paulo, 2008.

    132 p.

    Dissertao (Mestrado) - Escola de Enfermagem da

    Universidade de So Paulo.

    Orientadora: Prof Dr Aparecida de Cssia Giane Peniche.

    1. Assistncia perioperatria (enfermagem) 2. Enfermagem em

    centro cirrgico (pesquisa; revises). I. Ttulo.

  • FOLHA DE APROVAO

    ROSA MARIA PELEGRINI FONSECA

    REVISO INTEGRATIVA DA PESQUISA EM ENFERMAGEM EM

    CENTRO CIRRGICO NO BRASIL: TRINTA ANOS APS O SAEP

    Dissertao apresentada Escola

    de Enfermagem da Universidade de

    So Paulo, para obteno do ttulo

    de Mestre em Enfermagem. rea de

    concentrao: PROESA.

    Aprovado em: ____ / ___ /_____

    Banca Examinadora

    Prof. Dr. ______________________________________________________

    Instituio: _______________________ Assinatura: ___________________

    Prof. Dr. ______________________________________________________

    Instituio: _______________________ Assinatura: ___________________

    Prof. Dr. ______________________________________________________

    Instituio: _______________________ Assinatura: ___________________

  • AgradecimentosAgradecimentosAgradecimentosAgradecimentos

    Agradeo a Deusa Deusa Deusa Deus pela inspirao e pela energia recebida, para poder completar mais essa etapa da minha vida.

    Professora e orientadora Dra Aparecida de Cssia Professora e orientadora Dra Aparecida de Cssia Professora e orientadora Dra Aparecida de Cssia Professora e orientadora Dra Aparecida de Cssia Giani Peniche, Giani Peniche, Giani Peniche, Giani Peniche, pela competncia na conduo deste trabalho. Obrigada pela dedicao, amizade, compreenso, confiana, estmulo e carinho recebido durante esta caminhada.

    A minha filha MariaA minha filha MariaA minha filha MariaA minha filha Marianananana Pelegrini Leal da Fonseca, Pelegrini Leal da Fonseca, Pelegrini Leal da Fonseca, Pelegrini Leal da Fonseca, pela compreenso e carinho recebido durante esta fase da minha vida.

    Aos meus familiaresAos meus familiaresAos meus familiaresAos meus familiares em especial a minha me Anna minha me Anna minha me Anna minha me Anna Pelegrini Lopes e meu irmo Luis CarlosPelegrini Lopes e meu irmo Luis CarlosPelegrini Lopes e meu irmo Luis CarlosPelegrini Lopes e meu irmo Luis Carlos Pelegrino Pelegrino Pelegrino Pelegrino Olivares Olivares Olivares Olivares e sua famlia pelo apoio, carinho e compreenso nas minhas ausncias.

    A minha irm Angela Pelegrini OlivaresA minha irm Angela Pelegrini OlivaresA minha irm Angela Pelegrini OlivaresA minha irm Angela Pelegrini Olivares que mesmo distante sempre me apoiou e colaborou nesta jornada.

    A amiga Valria BertonhaA amiga Valria BertonhaA amiga Valria BertonhaA amiga Valria Bertonha pelo apoio, prontido e ajuda para realizao deste trabalho.

    Ao Dr. Roberto Kalil Issa e Roberto Kalil Issa Filho,Ao Dr. Roberto Kalil Issa e Roberto Kalil Issa Filho,Ao Dr. Roberto Kalil Issa e Roberto Kalil Issa Filho,Ao Dr. Roberto Kalil Issa e Roberto Kalil Issa Filho, pela compreenso e apoio nas ausncias durante as minhas atividades profissionais.

    A amiga Elisa Sonoe DAvila Ono A amiga Elisa Sonoe DAvila Ono A amiga Elisa Sonoe DAvila Ono A amiga Elisa Sonoe DAvila Ono pelo estmulo, carinho e apoio recebido.

    A Elizabete JorgetiA Elizabete JorgetiA Elizabete JorgetiA Elizabete Jorgeti pela prontido toda vez que precisei da sua ajuda.

    A amiga Marilda de S. Venzel MarinhoA amiga Marilda de S. Venzel MarinhoA amiga Marilda de S. Venzel MarinhoA amiga Marilda de S. Venzel Marinho pelo acarinho e apoio numa fase de mudana da minha vida.

    Ao Dr. Antonio Alves Benjamin NetoAo Dr. Antonio Alves Benjamin NetoAo Dr. Antonio Alves Benjamin NetoAo Dr. Antonio Alves Benjamin Neto pela compreenso e apoio para realizao deste trabalho.

    A Meire AlbinoA Meire AlbinoA Meire AlbinoA Meire Albino pela compreenso durante esta jornada.

    A Bibliotecria Nadir Aparecida Lopes A Bibliotecria Nadir Aparecida Lopes A Bibliotecria Nadir Aparecida Lopes A Bibliotecria Nadir Aparecida Lopes pela reviso da bibliografia.

    A MariA MariA MariA Marisa Perezsa Perezsa Perezsa Perez pela prontido na diagramao deste trabalho.

    As funcionrias da secretaria da ps graduaoAs funcionrias da secretaria da ps graduaoAs funcionrias da secretaria da ps graduaoAs funcionrias da secretaria da ps graduao pelo atendimento atencioso que sempre recebi.

    Aos funcionrios da bibliotecaAos funcionrios da bibliotecaAos funcionrios da bibliotecaAos funcionrios da biblioteca pelo auxlio, ateno e prontido em todas as vezes que precisei de ajuda.

  • A vida no um jogo onde s quem testa seus limites que leva o prmio. No sejamos vtimas ingnuas desta tal competitividade. Se a meta est alta demais, reduza-a. Se voc no est de acordo com as regras, demita-se. Invente seu prprio jogo. Faa o que for necessrio para ser feliz. Mas no se esquea que a felicidade um sentimento simples, voc pode encontr-la e deix-la ir embora, por no perceber sua simplicidade.

    Mrio Quintana

  • Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... lembre-se. Se escolher o mundo ficar sem o amor, mas se escolher o amor com ele voc conquistar o mundo.

    Albert Einstein

  • FONSECA, R. M. P. Reviso integrativa da pesquisa em enfermagem em centro cirrgico no Brasil: Trinta anos aps o SAEP. So Paulo, 2008, 132p. Dissertao (Mestrado) Escola de Enfermagem, Universidade de So Paulo.

    RESUMO

    O presente estudo teve como objetivo geral sintetizar a contribuio das pesquisas produzidas pela enfermagem brasileira em centro cirrgico. Trata-se de reviso integrativa da literatura nacional, dos artigos no perodo de 1978 a 2006 e indexados nas bases de dados: LILACS, DEDALUS e SCIELO. Para a coleta de dados foi elaborado um formulrio. Foram localizados 56 artigos sendo que a maioria dos autores 58 (40.85%) atuando na rea do ensino. Os artigos foram classificados pelo ttulo em seis temas sendo 06 (10,71%) artigos enfocam a visita pr-operatria (VP); 29 (51,78%) dos artigos referem-se assistncia de enfermagem no perodo transoperatrio (PTI); 12 (21,43%) assistncia em sala de recuperao anestsica (SRPA); 01 (1,79%) visita ps operatria(VPO); 05(8,93%) construo ou validao de instrumento (CVI); 03 (5,36%) percepo do paciente (PP). A VP vista como uma estratgia importante na obteno de dados para a realizao do procedimento anestsico cirrgico sem expor o paciente a riscos e danos. O PTI aborda diversos aspectos que envolve o paciente como: a ansiedade, medo, participao da famlia no processo assistencial e os diagnsticos de enfermagem. Com relao SRPA fica caracterizado que indispensvel a presena do enfermeiro na preveno das complicaes. A VPO aparece como uma fase muito incipiente o enfermeiro de CC. A necessidade de se registrar a assistncia de enfermagem perioperatria prestada ao paciente por meio de um instrumento estruturado objetiva dar seqncias a esta, document-la, facilitar a pesquisa e servir como meio de comunicao entre os setores. Quanto PP, os pacientes se sentem seguros quando compreendem as orientaes recebidas. O tratamento cordial e atencioso percebido pelo paciente cirrgico durante todas as fases do SAEP, mesmo estando em uma situao de desconforto, seja emocional ou fisiolgica. Isso vem a confirmar a importncia da assistncia humanizada e individualizada. Os contedos dos artigos abordaram as fases do SAEP, as dificuldades e facilidades encontradas na prestao da assistncia ao paciente cirrgico. Fica evidente que a maior dificuldade est relacionada ao nmero insuficiente de enfermeiros que trabalham no CC e na SRPA em relao ao nmero de cirurgias programadas. Os objetivos foram alcanados e os 30 anos de pesquisa no Brasil, vm contribuindo num ritmo crescente para a construo do conhecimento e influenciando positivamente o enfermeiro para o bom desempenho da assistncia ao paciente cirrgico e famlia.

    Palavras-Chaves: assistncia perioperatria; SAEP; enfermagem em centro cirrgico; reviso integrativa.

  • FONSECA, R. M. P. Integrative review from nursing research at surgical centers in Brasil: Thirty years after SAEP. So Paulo, 2008, 132p. Lecture (Master) Nursing School, Universidade de So Paulo.

    SUMARY

    The present study had as a general objective to synthesize the contribution of the researches produced by Brazilian nursing for surgical centers. Its a matter of the integrative review of national literature, articles from 1978 to 2006 and indexed at the LILACS, DEDALUS and SCIELO databases. A form was elaborated to extract the data. There were found 56 articles in which most of the authors - 58 (40.85%) - act on education. Articles were classified on titles, divided on six themes in which 06 (10.71%) are focused the pre-operation visit (VP); 29 (51.78%) refer to nursing assistance at transoperating period (PTI); 12 (21.43%) to assistance at anesthesia recovering room (SRPA); 01 (1.79%) to pos operating visit (VPO); 05 (8.93%) to instruments construction or validation (CVI); 03 (5.36%) to patients perception (PP). The VP is seemed as an important strategy to fulfill surgical anesthesia procedures without exposing the patient to risks and damages. The PTI approaches several aspects that involve the patient, such as: anxiety, fear, family participation during the assistance process and the nursing diagnosis. Regarding SRPA it is characterized that the presence of the nurse is indispensable to prevent complications. The VPO appears as a very incipient phase to the surgical center nurse. The necessity of registering the perioperating nursing assistance given to the patient through a structured instrument means to give sequence to this, document it, facilitate the research and serve as media between the sectors. As for the PP patient feel safe when they comprehend the given orientations. Cordial and thoughtful treatment is perceived by the surgical patient during all phases of SAEP, even in an uncomfortable situation, emotional or physiological. It confirms the importance of humanized and individualized assistance. The articles contents approach the phases of SAEP, the difficulties and facilities during the assistance to the surgical patient. It is evident that the major difficult is related to the insufficient number of nurses that work at a surgical center and at the SRPA comparing to the number of surgeries programmed. The objectives were reached and the 30 years of researches in Brazil have been contributing in a crescent rhythm to the knowledge building and positively influencing the nurse to a better assistance performance to the surgical patient and the family.

    Keywords: perioperating assistance; SAEP; nurse operating room; integrative review.

  • FONSECA, R. M. P. Revisin integrativa de la investigacin en enfermera en centros quirrgicos en Brasil: Treinta aos despus del SAEP. So Paulo, 2008, 132p. Disertacin (Maestra) Escuela de Enfermera, Universidad de So Paulo.

    RESUMEN

    El presente estudio tuvo como objetivo general sintetizar la contribucin de las investigaciones producidas pela enfermera brasilea en centro quirrgico. Trata-se de la revisin integrativa de la literatura nacional, de los artculos en el perodo de 1978 hasta 2006 y indexados en las siguientes bases de datos: LILACS, DEDALUS e SCIELO. Para la obtencin de datos fue elaborado un formulario. Fueron localizados 56 artculos siendo que la mayora de los autores, 58 (40.85%), actuando en el rea de enseanza. Los artculos fueran clasificados por ttulo en seis temas siendo que 06 (10,71%) artculos enfocan la visita pre-operatoria (VP); 29 (51,78%) de los artculos refirense a la asistencia de enfermera en el perodo transoperatorio (PTI); 12 (21,43%) a la asistencia en sala de recuperacin anestsica (SRPA); 01 (1,79%) a la visita pos operatoria (VPO); 05(8,93%) a la construccin o validacin de instrumento (CVI); 03 (5,36%) a la percepcin del paciente (PP). La VP es vista como una estrategia importante en la obtencin de datos para la realizacin del procedimiento anestsico quirrgico sin exponer el paciente a riesgos y daos. El PTI aborda diversos aspectos que involucran el paciente como: la ansiedad, el miedo, la participacin de la familia en el proceso asistencial y los diagnsticos de enfermera. En relacin al SRPA se queda caracterizado que es indispensable la presencia del enfermero en la prevencin de complicaciones. La VPO aparece como una fase muy incipiente para el enfermero de Centro Quirrgico. La necesidad de se registrar la asistencia de la enfermera perioperatoria prestada al paciente por medio de un instrumento estructurado tiene por objetivo dar seguimiento a esta, documentarla, facilitar la investigacin y servir como medio de comunicacin entre los sectores. Cuanto a la PP, los pacientes se sienten seguros cuando comprenden las orientaciones recibidas. El tratamiento cordial y atento es percibido por el paciente quirrgico durante todas las fases del SAEP, mismo estando en una situacin de incomodidad, sea emocional o fisiolgica. Esto viene a confirmar la importancia de la asistencia humanizada i individualizada. Los contenidos de los artculos abordaran las fases del SAEP, las dificultades y facilidades encontradas en la prestacin de la asistencia al paciente quirrgico. Se queda evidente que la mayor dificultad est relacionada al nmero insuficiente de enfermeros que trabajan en Centro Quirrgico y en la SRPA en relacin al nmero de cirugas programadas. Los objetivos fueran alcanzados y los 30 aos de investigaciones en Brasil, vienen contribuyendo en un ritmo creciente para la construccin del conocimiento i influenciando positivamente el enfermero para el bueno desempeo de la asistencia al paciente quirrgico y familia.

    Descriptores: asistencia perioperatoria; SAEP; enfermera en centro quirrgico; revisin integrativa.

  • LISTA DE ILUSTRAES

    Quadro 1 - Razes de excluso dos artigos, So Paulo, 2007...............................26

    Grfico 1 - Distribuio dos estudos por tema. ......................................................27

    Quadro 2 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Visita pr-operatria (VP). ...................................................................36

    Quadro 3 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Perioperatrio, transoperatrio, intra-operatrio (PTI)..........................47

    Quadro 4 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Sala de recuperao ps-anestsica (SRPA). .....................................84

    Quadro 5 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Visita ps-operatria (VPO). ................................................................99

    Quadro 6 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Construo ou validao de instrumento (CVI)..................................102

    Quadro 7 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Percepo do paciente (PP). .............................................................110

  • LISTA DE TABELAS

    Tabela 1 - Distribuio dos resumos segundo seu contedo. So Paulo, 2007......30

    Tabela 2 - Distribuio dos artigos cientficos nos peridicos nacionais no perodo de 1978 a 2006. So Paulo, 2007 ............................................31

    Tabela 3 - Distribuio dos artigos segundo os peridicos/ anais, So Paulo 2007......................................................................................................32

    Tabela 4 - Distribuio dos autores segundo a atuao profissional. So Paulo, 2007......................................................................................................33

    Tabela 5 - Classificao dos artigos por temas. So Paulo, 2007. .........................34

  • SUMRIO

    1 INTRODUO ....................................................................................................12 1.1 A enfermagem em centro cirrgico ...............................................................12

    2 REFERENCIAL TERICO ..................................................................................19

    3 OBJETIVO GERAL .............................................................................................22 3.1 Objetivos especficos: ...................................................................................22

    4 MATERIAL E MTODO ......................................................................................24 4.1 Tipo de estudo ..............................................................................................24 4.2 Questo de Pesquisa....................................................................................24 4.3 Critrios de incluso dos artigos ...................................................................24 4.4 Critrios de excluso:....................................................................................25 4.5 Procedimento de coleta e anlise .................................................................25 4.6 Instrumento de coleta de dados ....................................................................28

    5 RESULTADOS E DISCUSSO...........................................................................30 5.1 Anlise dos contedos por temas .................................................................35

    5.1.1 Visita pr -operatria (VP)......................................................................35 5.1.2 Perioperatrio, transoperatrio e intraoperatrio (PTI) ...........................46 5.1.3 Sala de recuperao ps-anestsica (SRPA) ........................................83 5.1.4 Visita ps-operatria( VPO)....................................................................98 5.1.5 Construo ou validao de instrumento (CVI) ....................................100 5.1.6 Percepo do paciente (PP).................................................................114

    6 CONCLUSES .................................................................................................117

    7 RECOMENDAES .........................................................................................120

    REFERENCIAS....................................................................................................122

    ANEXO.................................................................................................................132

  • IntroduoIntroduoIntroduoIntroduo

  • Introduo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    12

    1 INTRODUO

    1.1 A ENFERMAGEM EM CENTRO CIRRGICO

    Desde os primrdios a enfermagem em centro cirrgico era

    responsvel pelo ambiente seguro, confortvel e limpo para a realizao da

    operao(1). Essa importncia foi salientada por Florence Nightingale que

    preconizou as boas condies ambientais como fator importante para o

    restabelecimento da sade(2,3).

    Ao longo das dcadas nos Estados Unidos da Amrica (USA) este

    enfoque foi sendo alterado pelas vrias teorias que priorizavam as

    necessidades do paciente e o colocavam como centro das atividades de

    enfermagem e da equipe de sade, alm de enfatizar que o cuidar no era

    meramente tcnico, e que deveria abranger o homem em sua totalidade,

    pois na presena da doena, vrios aspectos precisam ser considerados,

    isto , o fisiolgico, o fsico, o emocional, o afetivo, o social, o espiritual e o

    familiar (2,-13).

    Dentre as vrias teorias que priorizam o cuidado da forma mais

    abrangente destaca-se a da Hierarquia das necessidades humanas de

    Maslow que enfoca as necessidades fisiolgicas, de segurana, de amor e

    relacionamento, estima e a realizao pessoal(14).

    Ressalta-se ainda a influncia desta teoria na enfermagem brasileira,

    onde Wanda de Aguiar Horta mostra a importncia da assistncia

    humanizada , ou seja, a Enfermagem a cincia e a arte de assistir ao ser

    humano no atendimento de suas necessidades bsicas, de torn-lo

    independente desta assistncia atravs da educao, recuperao,

    manuteno e promoo da sua sade, contando para isso com a

    colaborao de outros grupos profissionais(15).

    A trajetria da enfermagem em centro cirrgico no foi diferente at a

    dcada de 60, era dirigida predominantemente para a rea instrumental,

  • Introduo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    13

    atendimento s solicitaes da equipe mdica e s aes de previso e

    proviso para o desenvolvimento do ato anestsico-cirrgico, resumindo-se

    assim a assistncia ao paciente cirrgico.

    Aps este perodo houve um intenso desenvolvimento de tcnicas

    cirrgicas e instrumentais o que tornou as cirurgias mais complexas

    desencadeando no profissional enfermeiro a necessidade de uma

    fundamentao cientfica que o embasasse e que lhe desse identidade.(16)

    A necessidade de preparao do enfermeiro associada evoluo

    das tcnicas anestsicas e cirrgicas proporcionaram no s um

    aprimoramento tcnico cientifico como tambm apontaram para uma

    assistncia de enfermagem individualizada e humanizada (17).

    Em 1975 a Association Operating Room Nurse (AORN) publica os

    padres de enfermagem na sala de operao (SO) com o objetivo de

    organizar a assistncia perioperatria. E em 1978 define-se o papel do

    enfermeiro de CC como sendo perioperatrio, ou seja, desenvolver as

    atividades que englobem as fases de pr-operatrio, intra-operatrio e ps-

    operatrio vivenciadas pelo paciente cirrgico(18).

    Este movimento caracterizado no Brasil com a aplicao do

    Processo de Enfermagem ao paciente cirrgico onde o mesmo teria suas

    necessidades bsicas atendidas pelo preparo fsico e emocional(19).

    O Processo de Enfermagem um modelo assistencial, sistematizado,

    flexvel e, portanto dinmico, que ao longo dos anos foi se estruturando e se

    modificando de acordo com as pesquisas e as necessidades do objeto de

    trabalho do enfermeiro que o paciente/cliente. E composto por seis

    fases: a) histrico de enfermagem, b) diagnstico de enfermagem, c) plano

    assistencial, d) plano de cuidados ou prescrio de enfermagem, e)

    evoluo de enfermagem e f) prognstico de enfermagem. importante que

    o enfermeiro entenda a dinmica e a inter-relao existente entre elas, para

    poder elaborar a assistncia ao paciente que est sob sua

    responsabilidade(15).

  • Introduo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    14

    A aplicao do processo de enfermagem ao cuidado do paciente

    cirrgico engloba um papel expressivo, isto , o enfermeiro de CC deve

    considerar dois componentes bsicos: o modelo conceitual de enfermagem

    e a determinao da competncia profissional do enfermeiro (20).

    Acredita-se que ao se desenvolver os passos do processo de

    enfermagem o enfermeiro de CC tenha a fundamentao cientfica que

    busca e que lhe confere identidade (19).

    Em 1985 foi proposto um modelo assistencial denominado de Sistema

    de Assistncia de Enfermagem Perioperatria (SAEP) com o propsito de

    promover a assistncia integral, continuada, participativa, individualizada,

    documentada e avaliada em que o paciente singular, e a assistncia de

    enfermagem uma interveno conjunta que promove a continuidade do

    cuidado alm de proporcionar a participao da famlia do paciente e

    possibilitar a avaliao da assistncia prestada (20).

    Sendo assim o SAEP tem como objetivos: ajudar o paciente e sua

    famlia a compreenderem e prepararem-se para o tratamento anestsico-

    cirrgico proposto; diminuir ao mximo os riscos decorrentes da utilizao

    dos materiais e equipamentos necessrios para o desenvolvimento desses

    procedimentos; prever, prover e controlar os recursos humanos; diminuir ao

    mximo os riscos inerentes ao ambiente especfico do CC e Sala de

    recuperao ps-anestsica (SRPA) (20).

    Baseado nesses objetivos o foco do SAEP est centralizado no

    paciente, e as intervenes visam atender suas necessidades

    proporcionando satisfao ao paciente, a famlia e equipe que lhe presta

    assistncia na realizao do ato anestsico-cirrgico, ou seja, no perodo

    perioperatrio.

    O perodo perioperatrio definido como aquele espao de tempo

    que corresponde aos perodos: pr-operatrio imediato, transoperatrio,

    intra-operatrio, recuperao anestsica e ps-operatrio imediato. Sendo

    que o perodo pr-operatrio imediato compreende desde a vspera da

    cirurgia at o momento em que o paciente recebido no centro cirrgico.

  • Introduo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    15

    O perodo transoperatrio compreende desde o momento em que o

    paciente recebido no CC at o momento em que encaminhado para a

    SRPA.

    O perodo intra-operatrio compreende desde o incio at o final da

    anestesia.

    O perodo de recuperao ps-anestsica compreende desde o

    momento da alta do paciente da sala de cirurgia (SC) at a sua alta da

    SRPA.

    O perodo de ps-operatrio imediato compreende desde a alta do

    paciente da SRPA at as primeiras 48 horas ps-cirurgia(20).

    A criao deste modelo esta inserida em uma dcada considerada de

    maior produo cientfica na rea de Enfermagem voltada para os estudos

    na rea assistencial. Verificou-se neste perodo (1989 a 1990) a

    necessidade de maior conhecimento em relao sade e o cuidado

    prestado ao paciente, famlia e comunidade (21)

    Na rea especfica de CC observou-se um aumento representativo na

    produo de pesquisas na rea assistencial da enfermagem perioperatria,

    no s com as publicaes de dissertaes e teses, mas tambm pelas

    apresentaes em eventos especficos, como as Jornadas de Enfermagem

    em Centro Cirrgico, organizados pelo Grupo de Estudo em Centro Cirrgico

    e Centro de Material e Esterilizao (GECC)(22)

    Em 1991, devido ao crescimento deste grupo (GECC) foi criado a

    Sociedade Brasileira de Enfermeiros em Centro Cirrgico, Recuperao

    Anestsica e Centro de Material e Esterilizao (SOBECC).

    Esta sociedade, que tem como parte de sua misso divulgar, por

    meio de cursos, simpsios, congressos informaes sobre novas

    tecnologias, medidas de controle de infeco hospitalar e melhorias na

    qualidade da assistncia perioperatria estimula e proporciona tambm a

    produo e divulgao de pesquisas atravs da Revista da Sociedade

    Brasileira de Enfermeiros em Centro Cirrgico, Recuperao Anestsica e

    Centro de Material e Esterilizao, SOBECC em Revista( 23).

  • Introduo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    16

    Apesar deste crescimento na produo de trabalhos cientficos na

    rea de enfermagem perioperatria e dos meios de divulgao existentes a

    maioria dos enfermeiros de CC tem encontrado dificuldades em desenvolver

    um modelo de assistncia para nortear suas aes, mesmo sendo o SAEP

    um modelo desenvolvido para a realidade brasileira e difundido

    nacionalmente.

    O enfermeiro de CC historicamente tem assumido a responsabilidade

    de fornecer um ambiente assistencial seguro aos pacientes cirrgicos e s

    equipes que ali trabalham, para que alcancem resultados positivos no

    procedimento anestsico-cirrgico(24).

    O papel do enfermeiro no CC, tem se tornado mais complexo a cada

    dia, na medida em que necessita integrar as atividades que abrangem a

    rea tcnica, administrativa, assistencial, de ensino e pesquisa. Na

    integrao destas atividades salienta-se o relacionamento interpessoal,

    normalmente dificultado em unidade fechada, estressante e dinmica como

    o centro cirrgico, nas quais os vrios profissionais interagem sob vrios

    aspectos inclusive o humano.

    O aspecto humano, importante para o relacionamento interpessoal,

    tem influncia direta no estado emocional do paciente e sua famlia e uma

    preocupao constante tanto na rea de enfermagem como mdica, pois a

    influncia do estado emocional do paciente e as conseqentes variaes

    repercutem diretamente nas funes bsicas de seu organismo(25).

    Alm da preocupao constante com a humanizao do cuidado,

    muitas so as dificuldades, que vo deste do ensino aprendizado das aes

    a serem desenvolvidas at questes relacionadas ao nmero reduzido de

    enfermeiros para sua implementao.

    O enfermeiro de CC enfrenta um dilema no desenvolvimento das suas

    aes frente utilizao do SAEP, isto gera um conflito entre o que deveria

    ser feito e o que ele tem condies de fazer. Essa dificuldade persiste

    medida que a administrao das instituies de sade no compreende a

    importncia da atuao do enfermeiro na assistncia ao paciente cirrgico

  • Introduo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    17

    no perodo perioperatrio, proporcionando um desvio da sua funo

    assistencial para a gerencial.

    O quadro reduzido de enfermeiros dentro do CC, e a necessidade de

    prestar assistncia ao paciente de forma integral, continuada, participativa,

    individualizada, documentada e avaliada impem ao mesmo, o ato de

    delegar muitas de suas atividades ao auxiliar ou tcnico de enfermagem.

    Este esforo do enfermeiro de CC em implantar uma metodologia

    cientfica que embase a assistncia perioperatria ganhou reforo legal do

    Conselho Federal de Enfermagem com a resoluo n 272/2002(26), quando

    foi exigida a documentao do cuidado ao paciente, inclusive aquele

    submetido ao procedimento anestsico cirrgico e retratado tambm pelas

    inmeras pesquisas que objetivam sua insero parcial ou integralmente nas

    instituies hospitalares.

    Tendo em vista o crescimento das pesquisas realizadas nestes

    ltimos anos, principalmente aps a criao do SAEP e o propsito de

    auxiliar na busca de futuras investigaes, considerando as dificuldades

    citadas, questiona-se a contribuio que as mesmas trouxeram para a

    assistncia de enfermagem perioperatria

  • ReReReReferencial Tericoferencial Tericoferencial Tericoferencial Terico

  • Referencial Terico

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    19

    2 REFERENCIAL TERICO

    A publicao dos artigos possibilita difundir as evidencias dos fatos

    acontecidos, e com isso aumentar a fora das aes a serem tomadas na

    prtica diria.

    A prtica baseada em evidencia iniciou com a medicina no Canad e

    foi incorporada ao Sistema Nacional de Sade do Reino Unido, atravs do

    trabalho do Dr. Archie Cochrane, epidemiologista britnico, e o seu

    desenvolvimento ocorreu paralelamente ao acesso a informao, que foi

    muito facilitado com o avano tecnolgico(27,28).

    A medicina baseada em evidncia um processo seqencial que

    possui quatro etapas: 1 levantamento do problema e formulao da

    questo, 2 pesquisa da literatura correspondente, 3 avaliao e

    interpretao dos trabalhos coletados mediante critrios bem definidos, 4

    utilizao das evidncias encontradas, em ternos assistenciais, de ensino

    e/ou de elaborao cientfica(29).

    A evidencia caracterizada como alguma coisa que fornea provas

    para a tomada de deciso, abrange resultados de pesquisas, bem como

    consenso de especialistas reconhecidos; dentro de uma organizao deve

    ser includo fatos ou dados oriundos do trabalho desenvolvido(30).

    A enfermagem v neste processo seqencial a possibilidade de

    utiliz-lo como recurso, mesmo ainda sendo incipiente na sua produo

    nacional, o uso explicito e judicioso das informaes obtidas em pesquisa,

    derivada de teoria para a tomada de decises sobre o cuidado dispensado a

    indivduos ou grupos de pacientes, considerando as necessidades e

    preferncias individuais(31).

    Na enfermagem a prtica baseada em evidncias tem como

    estratgias, o desenvolvimento de projetos de pesquisas que auxiliem o

    enfermeiro na transferncia de resultados de pesquisa para a prtica

    assistencial, estudos que contemplem problemas clnicos vivenciados na

    prtica diria e a construo de recursos desta abordagem (reviso

  • Referencial Terico

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    20

    sistemtica e ou reviso integrativa), os quais tm a finalidade de sintetizar

    as pesquisas disponveis do tema investigado para direcionar a prtica

    fundamentada em conhecimento cientfico(32).

    A reviso sistemtica uma sntese rigorosa de todas as pesquisas

    relacionadas com uma questo especfica; a pergunta pode ser sobre a

    causa, diagnstico, prognstico de um problema de sade; mas,

    freqentemente, envolve a eficcia de uma interveno para a resoluo

    deste (33). Ela tem como princpios gerais a exausto na busca dos estudos

    analisadas, a seleo justificada dos estudos por critrios de incluso e

    excluso e a avaliao da qualidade metodolgica(34). Este recurso envolve

    estratgias cientficas, com finalidade de limitar vieses, congrega, avalia e

    sintetiza todos os estudos relevantes que respondem a uma pergunta clnica

    especfica, alm de promovera a atualizao dos profissionais por sintetizar

    amplo corpo de conhecimento(35).

    A reviso integrativa pode ser definida como um mtodo em que

    pesquisas anteriores so sumarizadas e concluses so estabelecidas

    considerando o delineamento das pesquisas avaliadas, a qual possibilita

    sntese e anlise do conhecimento cientfico j produzido do tema

    investigado(36).

    um mtodo que estrutura essa tarefa e, portanto, aumenta a

    confiabilidade e profundidade das concluses dessa reviso. Tem a

    finalidade de sintetizar resultados obtidos em pesquisas sobre um delimitado

    tema ou questo, de maneira sistemtica e ordenada, com o objetivo de

    contribuir para o conhecimento desse tema ou questo. Permite descrever o

    conhecimento no seu estado atual; promove o impacto da pesquisa sobre a

    prtica profissional, mantendo os interessados atualizados e facilitando as

    modificaes da prtica cotidiana como conseqncia da pesquisa(37).

  • Objetivo GeralObjetivo GeralObjetivo GeralObjetivo Geral

  • Objetivo Geral

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    22

    3 OBJETIVO GERAL

    Sintetizar a contribuio das pesquisas produzidas pela enfermagem

    brasileira em Centro cirrgico.

    3.1 OBJETIVOS ESPECFICOS:

    Realizar o levantamento das produes cientficas publicadas

    desenvolvidas pela enfermagem brasileira em centro cirrgico.

    Identificar os autores, tipos de pesquisa, a coerncia terico-

    metodolgica dos artigos e os resultados.

    Analisar descritivamente os resultados das pesquisas produzidas para

    enfermagem perioperatria.

  • Material e MtodoMaterial e MtodoMaterial e MtodoMaterial e Mtodo

  • Material e Mtodo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    24

    4 MATERIAL E MTODO

    4.1 TIPO DE ESTUDO

    Trata-se de reviso integrativa da literatura nacional, referente

    produo na rea de enfermagem em CC e que tem como propsito

    sumarizar os estudos j concludos na rea de interesse. Para a

    operacionalizao dessa reviso se estabeleceu os seguintes passos:

    seleo da questo temtica, estabelecimento dos critrios para seleo das

    pesquisas, representao das caractersticas da pesquisa original, anlise

    dos dados, interpretao dos resultados e apresentao da reviso.

    4.2 QUESTO DE PESQUISA

    Os artigos publicados pela enfermagem brasileira em Centro Cirrgico

    esto contribuindo para o desenvolvimento da assistncia perioperatria?

    4.3 CRITRIOS DE INCLUSO DOS ARTIGOS

    Uma vez que se objetiva artigos publicados pela enfermagem

    brasileira em Centro Cirrgico o levantamento bibliogrfico foi realizado

    somente em peridicos nacionais no perodo de 1978 a 2006 e indexados

    nas seguintes bases de dados: LILACS, DEDALUS e SCIELO e que

    estivessem disponveis na integra eletronicamente ou no acervo da

    biblioteca da Escola de Enfermagem da USP (EEUSP), tendo como autor o

    enfermeiro.

    A disponibilidade dos artigos na biblioteca da EEUSP se deu ao fato

    da mesma ser nacionalmente reconhecida e conceituada por seu acervo

    bibliogrfico.

  • Material e Mtodo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    25

    O intervalo de tempo escolhido foi em virtude do desenvolvimento do

    processo de enfermagem que culminou com a proposta da Sistematizao

    da Assistncia de Enfermagem Perioperatria (SAEP).

    Utilizou-se para a localizao dos artigos o descritor enfermagem

    perioperatria. Porm, o nmero de artigos encontrados no correspondia

    realidade vivenciada pela autora nesta rea de atuao associada a sua

    participao ativa em congressos especficos. Sendo assim para atingir a

    realidade da pesquisa de enfermagem em centro cirrgico julgou-se

    necessrio fazer algumas associaes.

    As associaes feitas foram processo de enfermagem em centro

    cirrgico; sistematizao ou sistema da assistncia de enfermagem

    perioperatria (SAEP); assistncia de enfermagem em centro cirrgico;

    perioperatrio enfermagem; visita pr-operatria de enfermagem;

    transoperatrio enfermagem; visita ps-operatria enfermagem;

    recuperao ps anestsica enfermagem.

    4.4 CRITRIOS DE EXCLUSO:

    Excluram-se aqueles artigos cientficos que no apresentavam

    resumo ou que s disponibilizassem os resumos, ou ainda resumos de

    conferncias ou palestras em eventos, mas que os referidos textos no

    foram disponibilizados na integra, nos meios j descritos. Assim como

    Dissertaes ou Teses sem a publicao do artigo referente em peridicos e

    artigos de reflexo.

    4.5 PROCEDIMENTO DE COLETA E ANLISE

    Foram encontrados 396 estudos disponibilizados nos bancos de

    dados j mencionados, desses 33 no apresentaram resumo, 101 eram

    estudos que se repetiam nos bancos de dados mencionados, mesmo sendo

    localizados por palavras chave diferentes, 119 foram estudos fora do tema,

    como por exemplo estudos sobre as necessidades do paciente ps a alta

  • Material e Mtodo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    26

    hospitalar, dimensionamento de pessoal, acidente e carga de trabalho com a

    equipe de enfermagem, aspectos sobre a necessidade de informaes para

    o trabalho do enfermeiro, desempenho profissional, liderana, paciente

    cirrgico na UTI, perspectivas do enfermeiro de CC, resistncia microbiana,

    infeco ps operatria,etc..., 40 estudos fora do perodo pesquisado, foram

    estudos com data de publicao em 2007, 11 artigos de reflexo e 17

    apresentados em eventos porm sem resumo.

    Aps leitura dos 76 resumos foram numerados de E 01 a E 76, em

    seguida buscou-se a disponibilidade dos respectivos artigos, desses, 20

    estudos foram excludos. O quadro abaixo mostra as razes da excluso dos

    artigos.

    Quadro 1 - Razes de excluso dos artigos, So Paulo, 2007.

    RAZES DE EXCLUSO QUANTIDADE PORCENTAGEM (%)

    O ttulo e resumo do artigo no correspondiam ao contedo.

    02 10

    Artigos de reflexo 01 05

    Dissertaes ou Teses no publicados na forma de artigo

    15 75

    Artigos no localizados online ou na biblioteca da EEUSP

    02 10

    Total 20 100

    A amostra foi composta por 56 artigos publicados na integra em

    peridicos nacionais no perodo de pesquisa e nas bases de dados j

    referidos anteriormente.

    Ressalta-se neste quadro o nmero elevado de dissertaes ou teses

    no publicados em peridicos cientficos o que gera uma dificuldade na

    divulgao dos resultados obtidos por estas pesquisas e conseqentemente

    as mesmas no sero consumidas pelos enfermeiros atuantes em Centro

    Cirrgico, provavelmente o maior interessado na aplicabilidade dos

    resultados obtidos para a prtica nesta unidade. Sendo assim muito se tem

  • Material e Mtodo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    27

    perdido em armazenar os resultados obtidos pelas dissertaes e teses nas

    bibliotecas das universidades.

    A classificao dos estudos foi realizada pelo ttulo do artigo em seis

    temas. a) visita pr-operatria (VP), b) perioperatrio, transoperatrio e

    intraoperatrio (PTI), c) sala de recuperao ps-anestsica (SRPA), d)

    visita ps-operatria (VPO), e) construo ou validao de instrumento (CVI)

    e f) percepo do paciente (PP). Essa classificao teve o intuito de

    organizar a apresentao dos resultados pelo agrupamento dos temas.

    Optou-se em utilizar na classificao estas denominaes uma vez

    que as pesquisas includas no estudo foram agrupadas segundo o tema a ser

    pesquisado. Embora a palavra perioperatrio em sua definio incorpore

    todos estes temas aqui utilizados, para a classificao das pesquisas foi

    utilizada sob um outro prisma, pois muitos autores em seus respectivos

    artigos no explicitaram qual seria o tema enfocado.

    A distribuio dos artigos de acordo com os temas est representada

    no grfico n01.

    Grfico 1 Distribuio dos estudos por tema.

  • Material e Mtodo

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    28

    4.6 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

    Para a coleta de dados foi elaborado um formulrio, denominado

    Identificao e descrio do contedo do artigo (anexo1) onde consta:

    tema, o titulo do artigo, autor(es), fonte de publicao, estudo nmero,

    finalidade/objetivo, coleta de dados/tipo de pesquisa, anlise dos dados,

    resultado/discusso e concluses/recomendaes.

  • Resultados e Resultados e Resultados e Resultados e DiscussoDiscussoDiscussoDiscusso

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    30

    5 RESULTADOS E DISCUSSO

    Os resultados sero apresentados segundo os itens: contedo dos

    resumos, ano de publicao dos artigos selecionados, fonte de publicao,

    autoria dos artigos selecionados, temas e anlise de contedo dos temas

    estabelecidos na forma de tabela, quadros e grficos

    Embora o resumo no faa parte do instrumento de coleta de dados,

    julgou-se importante apresent-lo e discut-lo neste item uma vez que a

    partir do mesmo tem-se retratado de forma objetiva o contedo procurado

    nos artigos cientficos.

    Tabela 1 - Distribuio dos resumos segundo seu contedo. So Paulo, 2007.

    Distribuio dos 56 resumos segundo seus contedos

    Finalidade/objetivo 56

    Finalidade/objetivo + coleta/tipo de pesquisa 22

    Finalidade/ objetivo + coleta/tipo de pesquisa + anlise dos dados 10

    Finalidade/ objetivo + coleta/tipo de pesquisa + anlise dos dados + resultado/discusso

    08

    Finalidade/ objetivo + coleta/tipo de pesquisa + anlise dos dados + resultado/discusso + concluso/recomendaes

    07

    Finalidade/ objetivo + resultado/discusso 12

    Finalidade/ objetivo + coleta/tipo de pesquisa + resultado/discusso 09

    Finalidade/ objetivo + coleta/tipo de pesquisa + resultado/discusso + concluso/recomendaes

    02

    Finalidade/ objetivo + resultado/discusso + concluso/recomendaes 02

    Finalidade/ objetivo + resultado/discusso 03

    Finalidade/ objetivo + anlise dos dados + resultado/discusso 01

    Finalidade/ objetivo + concluso/recomendaes 01

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    31

    Observa-se na tabela 1 que cada autor elabora o resumo de uma

    forma muito prpria e muitas vezes no apresentam aspectos importantes

    da pesquisa e conseqentemente dificultam a divulgao e o conhecimento

    na integra da mesma. Dos 56 s 16 continham as informaes de todos os

    aspectos que envolvem a estrutura de um resumo e que so importantes

    para um bom resultado na busca bibliogrfica.

    O resumo tem a finalidade de auxiliar na busca bibliogrfica e deve

    conter o objetivo, principais itens do mtodo e concluses. A redao deve

    ser sinttica, possuir no mximo 200 palavras, e possuir verso para o ingls

    e espanhol, assim como apresentar palavras chave ou descritores

    disponveis no Decs (http://decs.bvs.br)(38)

    Tabela 2 - Distribuio dos artigos cientficos nos peridicos nacionais no perodo de 1978 a 2006. So Paulo, 2007

    Ano de publicao N e % artigos publicados

    1978 a 1988 07

    1989 a 1999 24

    2000 2006 25

    Total 56

    Em relao ao perodo pesquisado observa-se na dcada de 89 a 99

    que as pesquisas apresentadas em eventos especficos foram publicados na

    integra, salienta-se que h uma lacuna importante decorrente da no

    publicao de pesquisas na integra na dcada de 1978 a 1988.

    Recentemente no perodo de 2000 a 2006 observa-se um aumento no

    nmero de pesquisas publicadas anualmente de 2,4 para 4,1. Este fato,

    extremamente positivo, poderia ser mais expressivo se alguns pontos

    fossem trabalhados, como por exemplo, o incentivo da instituio hospitalar

    aos enfermeiros atuantes na rea, no desenvolvimento de pesquisas,

    criao de novos peridicos, aumento de publicao na integra das

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    32

    pesquisas apresentados em eventos e divulgao de dissertaes e teses,

    em peridicos cientficos.

    Tabela 3 - Distribuio dos artigos segundo os peridicos/ anais, So Paulo 2007.

    Peridicos/ Anais Quantidade Porcentagem %

    Revista Paulista de Enfermagem n especial 09 16.08

    Revista Latino Americana de Enfermagem 08 14,29

    Revista da SOBECC 05 8.93

    Revista da Escola de Enfermagem da USP 05 8.93

    Anais da III Jornada de Enfermagem em CC do estado de SP.

    05 8.93

    Acta Paulista Enfermagem 03 5.36

    Cogitare 03 5.36

    Revista da Escola Anna Nery 03 5.36

    Revista Paulista de Enfermagem 03 5.36

    Enfoque 02 3.57

    Cincia Cuidado Sade 02 3.57

    Revista Baiana de Enfermagem 02 3.57

    Revista Brasileira de Enfermagem 02 3.57

    Nursing 01 1.78

    O mundo da Sade So Paulo 01 1.78

    Revista Brasileira de Cancerologia 01 1.78

    Revista Gacha de Enfermagem 01 1.78

    Total 56 100

    Dentre os peridicos citados trs possuem publicao exclusiva nas

    reas de enfermagem em CC, SRPA e Centro de Material e esterilizao,

    que so a Revista Paulista de Enfermagem n especial onde se publicou as

    pesquisas apresentadas na V Jornada de Enfermagem em CC do Estado de

    SP com 09 (16.08%), os Anais da III Jornada de Enfermagem em CC do

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    33

    Estado de SP e a Revista da SOBECC com 05 (8.93%). Os demais

    peridicos divulgam artigos de vrias especialidades. Destaca-se a

    divulgao de artigos relacionados a enfermagem perioperatria na Revista

    Latino Americana de Enfermagem 08 (14.29%). Acredita-se que esta

    proporo decorra a classificao obtida por este peridico pela CAPES

    como qualis A , o que traz para os autores grande retorno para a carreira

    acadmica

    A maioria dos artigos foram escritos com a participao de dois ou

    mais autores. Na tabela abaixo apresenta-se a distribuio dos autores de

    acordo com sua atuao.

    Tabela 4 - Distribuio dos autores segundo a atuao profissional. So Paulo, 2007.

    Atuao profissional Quantidade Porcentagem %

    Professor de instituio de ensino superior (mestre ou doutor)

    58 40.85

    Enfermeiro especialista em CC 06 4.23

    Enfermeiro especialista ou residente em outras especialidades

    10 7.04

    Enfermeiro assistencial sem especializao 34 23.94

    Enfermeiro mestrando 14 9.86

    Enfermeiro mestre 07 4.93

    Aluno do curso de graduao 11 7.75

    Aluno do curso de especializao 01 0.70

    Psiclogo clnico (um dos autores) 01 0.70

    Total 142 100

    Observa-se que a maioria dos autores 58 (40.85%) esto atuando na

    rea do ensino, o que comprova a importncia da pesquisa para o ensino e

    a exigncia na produo de pesquisas nestas instituies como forma de

    avaliar o corpo docente. Esse nmero poderia ser maior, se as pesquisas de

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    34

    mestrado e doutorado fossem publicadas em peridicos, bem como aquelas

    resultantes da concluso dos cursos de graduao ou especializao.

    Evidencia-se a necessidade sentida na pratica assistencial quando 34

    (23.94%) dos artigos tem como autores enfermeiros assistenciais o que s

    vem a corroborar com a enfermagem baseada em evidncias. J a produo

    dos autores com especializao em CC 06 (4.23%) e os mestres 07 (4.93%),

    foi menor do que os alunos de graduao 11 (7.75%) e dos mestrandos 14

    (9.86%). provvel que esta situao seja produto do envolvimento

    pessoal, do engajamento profissional e institucional de cada um.

    Todos os artigos selecionados neste estudo demonstram a

    complexidade que envolve a assistncia de enfermagem ao paciente

    cirrgico no perodo perioperatrio e a preocupao do enfermeiro com o

    paciente e sua famlia. Para facilitar o entendimento dos mesmos, estes

    sero abordados quanto ao contedo no em ordem numrica, como

    aparecem no anexo, mas sim de acordo com a classificao preestabelecida

    como mostra a tabela abaixo.

    Tabela 5 - Classificao dos artigos por temas. So Paulo, 2007.

    Tema Quantidade Porcentagem %

    Visita pr-operatria (VP) 06 10.71

    Perioperatrio / transoperatrio/ intra-operatrio (PTI) 29 51.78

    Sala de recuperao ps-anestsica (SRPA) 12 21.43

    Visita ps-operatria (VPO) 01 1.79

    Construo ou validao de instrumento (CVI) 05 8.93

    Percepo do paciente (PP) 03 5,36

    Total 56 100

    Visita pr-operatria (VP) 06 10.71

    Perioperatrio / transoperatrio/ intra-operatrio (PTI) 29 51.78

    Total 56 100

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    35

    Os dados da tabela 5 mostram que 06 (10,71%) artigos enfocam a

    VP; 29 (51,78%) dos artigos referem-se assistncia de enfermagem no

    PTI; 12 (21,43%) assistncia em SRPA; 01 (1,79%) visita ps operatria;

    05(8,93%) construo ou validao de instrumento (CVI); 03 (5,36%)

    percepo do paciente (PP).

    5.1 ANLISE DOS CONTEDOS POR TEMAS

    5.1.1 Visita pr-operatria (VP)

    A visita pr-operatria uma estratgia proposta pelo SAEP onde o

    enfermeiro tem a possibilidade do contato com o paciente cirrgico e sua

    famlia e pode nesta interao, obter dados indispensveis para realizao

    do procedimento anestsico cirrgico(20).

    um tema da pesquisa de enfermagem em Centro Cirrgico que

    cresce lentamente (10.71%). Mesmo diante desta realidade os estudos

    agrupados (E 01 a E 06) ressaltam caractersticas importantes e que

    merecem ser evidenciadas.

    A realizao da VP propicia ao enfermeiro, ao paciente e a famlia um

    contato prvio chegada ao CC, podendo contribuir para a diminuio da

    ansiedade tanto do paciente como da famlia, e possibilitar ao enfermeiro a

    oportunidade de orientao sobre o processo anestsico cirrgico e o

    perodo ps operatrio.

  • Quadro 2 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Visita pr-operatria (VP).

    Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    VP Visita pr-operatria de enfermagem: percepes dos enfermeiros de um hospital de ensino

    Grittem, Luciana; Mier, Marineli Joaquim; Gaievicz, Ana Paula

    Cogitare enferm;11(3):245-251, set.-dez. 2006.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 01 Identificar a percepo das enfermeiras a cerca da importncia da visita pr-operatria, estabelecendo-a como primeira etapa da sistematizao da assistncia de enfermagem perioperatria. Estabelecer alguns diagnsticos dessa fase.

    uma pesquisa descritiva, sendo a analise dos dados realizado de forma qualitativa e quantitativa. A amostra contou com a participao de 22 enfermeiras, sendo 17 da UI cirrgica e 05 do CC. A coleta de dados ocorreu atravs do preenchimento de questionrio com questes abertas e fechadas e em 2 oficinas, no perodo de abril e maio de 2006. As discusses ocorridas nas oficinas foram gravadas e transcritas.

    Para 7 (31,9%) consideram que a VPPE deve ser realizada por qualquer enfermeiro; 6 (27,2%) sugerem que a VPPE seja feita pelos enfermeiros do CC; 5 (22,8%) como sendo atribuio do enfermeiro da UI cirrgica; 3 (13,6%) como funo do enfermeiro de CC e UI; 1 (4,5%) por qualquer enfermeiro e do enfermeiro da UI cirrgica. Quanto a realizao da VPPE 8(36,3%) realizavam e 63,7% no. Sobre as dificuldades para realizar a VPPE 12(54,6%) afirmaram ter dificuldade; 8 (36,3%)no ter dificuldade. Tambm trabalhou-se com os diagnsticos de enfermagem sendo elencados os que mais freqentes na rotina de trabalho.

    Todas as enfermeiras consideram a visita importante e como uma de suas atribuies, no entanto um nmero significativo delas no a realiza devido a inmeras dificuldades como: funes administrativas e assistenciais concomitantes, falta de tempo, horrio de internamento, escassez de recursos humanos, falta de ficha especfica para a visita, excesso de rotinas na unidade, falta de planejamento, falta de um protocolo, rotina de servio que impede a sada da unidade, mapa cirrgico no confivel, falta de prioridade vista. Foram levantados 18 diagnsticos de enfermagem como prioritrios na visita: ansiedade, medo, risco de infeco, dor aguda, dficit do conhecimento, risco para funo respiratria alterada mobilidade fsica prejudicada, estado nutricional alterado, nusea, interao social prejudicada, dor crnica, sentimento de pesar antecipado, risco para leso de posicionamento perioperatrio, hipotermia, risco de trauma, ansiedade familiar, distrbio do padro de sono e risco para distrbio na auto-imagem.

    O estudo proporciona as enfermeiras do CC e da UI cirrgica subsdios para que possa instituir a VPPE como procedimento bsico e indispensvel para avaliao de todos os pacientes que se submetem a cirurgia eletiva. Esta representa um valioso instrumento que permite a enfermeira assistir o paciente de modo individualizado, e contribui para o preparo do paciente que se tornar menos temeroso dada a reduo de suas duvidas.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    VP Enfermagem perioperatria: diagnsticos de enfermagem emocionais e sociais na visita pr-operatria fundamentadas na teoria de Ida Jean Orlando

    Foschiera, Franciele; Piccoli, Marister Cinc. Cuid. Sade;3(2):143-151, maio-ago. 2004.ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 02 Identificar os diagnsticos de enfermagem emocionais e sociais na visita pr-operatria de enfermagem em pacientes com indicao de cirurgia geral, com vistas ao planejamento da assistncia de enfermagem para o perodo ps-operatrio, domiciliar, fundamentados na teoria de enfermagem de Ida Jean Orlando.

    Para a coleta de dados foi elaborado um instrumento com base na teoria de ORLANDO 1978. A amostra contou a participao de 20 pacientes adultos de ambos os sexos, sendo 60% masculino e com idade entre 20 a 60 anos. A coleta foi realizada no perodo de outubro de 2003 a janeiro de 2004, atravs de entrevista aberta durante a visita pr-operatria.

    Para identificao dos diagnsticos foi utilizado o processo de raciocnio lgico de Risner (1990) e a referncia da taxonomia de NANDA. Foram encontradas 08 categorias de diagnsticos relacionados aos fatores emocionais e sociais: processos familiares interrompidos (90%); interao social prejudicada (90%); conhecimento deficiente (85%); ansiedade (85%); sentimento de pesar antecipado (50%); sndrome do estresse da mudana de ambiente (50%); medo (30%); risco para solido (25%). Desses 06 categorias atingiram percentual igual ou maior que 50% apresentando valores sensvelmente relevantes.

    O cnjuge e os filhos so as pessoas que mais fazem falta e que geram preocupao devido a distncia e a falta de informao. A quebra do vnculo familiar pode acarretar outros risco como solido e dificuldade de enfrentamento. A falta de conhecimento do diagnstico e a desinformao sobre o procedimento anestsico cirrgico um grande causador de estresse e pode se agravar mais ainda se o paciente no tem orientao sobre essa situao. O comportamento de ansiedade pode ser manifestado por aes do paciente como balanar os ps e mexer as mos constantemente. Ressaltamos que a participao da famlia muito importante para o paciente durante sua internao.

    A participao da famlia no processo de recuperao do paciente tambm ficou evidenciada e mostrou ser benfico melhorando a interao social, a diminuio do estado de angustia e do medo.

    A educao em sade no pr-operatrio reconhecidamente essencial para amenizar as angstias e dvidas dos pacientes e melhorar sua colaborao no ps-operatrio.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    VP Enfermagem perioperatria: identificao dos diagnsticos de enfermagem na visita pr-operatria fundamentada no modelo conceitual de Levine

    Piccoli, Marister; Galvo, Cristina Maria Rev. latinoam. enferm; 9(4):37-43, 2001. tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 03 Identificar o diagnstico de enfermagem com maior freqncia na visita pr-operatria de pacientes submetidos a cirurgia geral. Tendo como referencial terico o modelo conceitual de Levine.

    Realizada durante a visita pr-operatria os dados coletados atravs de um instrumento elaborado e validado previamente. A amostra consistiu de 30 pacientes, sendo 17 do sexo feminino e 13 do masculino submetidos a cirurgia geral.

    Foi realizada atravs do processo de raciocnio diagnstico. O diagnstico de risco para infeco obteve 100% de freqncia.

    Sendo identificados os seguintes procedimentos invasivos: intubao, puno do espao subaracnideo, presena de venopuno e tricotomia. Em relao aos fatores relacionados ao risco de infeco foram destacados: o local de invaso dos organismos secundrio cirurgia e procedimentos invasivos. .

    Assim, a identificao deste diagnstico poder auxiliar o enfermeiro no planejamento e implementao de cuidados de preveno e controle de infeco, principalmente se os fatores de risco forem identificados no perodo pr-operatrio, atravs da visita pr-operatria de enfermagem..

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    VP Visita de enfermagem perioperatria Grittem, Luciana; Silva, Maria Helena Rodrigues da; Miranda, Vera Lucia Scremin.

    Cogitare enferm;5(n.esp):33-40, jan.-jun. 2000. ilus

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 04 Relatar a experincia em criar e implantar a visita de enfermagem na fase pr-operatria com a inteno de dar continuidade assistncia no perodo intra e ps-operatrio.

    Foi elaborado um instrumento para anotaes, denominado ficha de visita de enfermagem (FVE) que continha 2 partes uma da visita e outra para o trans-operatrio. A amostra constou com 114 pacientes, no perodo de 12 dias em julho de 1998, que estavam internados nas unidades de internao (UI).

    A avaliao dos dados coletados foi realizada atravs de reunio e os mesmos catalogados.

    As dificuldades encontradas foram: necessidade de mudana da amostra por causa do pequeno n de pacientes internados no horrio da visita pr-operatria de enfermagem; ausncia da enfermeira do CC para recepcionar o paciente porque est estava na UI passando visita; descomprometimento de algumas enfermeiras da UI que desconheciam informaes de clientes j internados; demora na realizao das visitas; insuficincia de enfermeiros e de disponibilidade de tempo para as enfermeiras do CC visitarem e orientarem todos os pacientes que seriam submetidos as cirurgias eletivas.

    Seria invivel a enfermeira do CC ausentar-se para realizao das visitas pr-operatrias, tendo em vista o nmero reduzido de enfermeiras do CC, o n reduzido de horas e a necessidade de sua presena no CC para recepcionar o paciente e dar continuidade ao processo de enfermagem no trans-operatrio. Optou-se ento envolver as enfermeiras da UI para realizarem essa fase da assistncia. A FVE foi implantada como parte integrante do pronturio, por se tratar de um impresso de enfermagem que continha a assistncia prestada e possibilitava sua continuidade.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    VP Compreendendo a necessidade do paciente com cncer de receber orientaes para a cirurgia: implicaes da visita pr-operatria pelo enfermeiro

    Garcia, Horacio Frederico Rev. Brs. Cacerol;45(2):15-26, abr.-jun. 1999. tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 05 Analisar quais as experincias dos pacientes com cncer em relao s orientaes pr-operatrias.

    um estudo quanti-qualitativo. Os dados foram coletados atravs de entrevistas. No perodo de 01 de setembro a 13 de outubro de 1995. A amostra contou com 55 pacientes adultos, sendo 63,6% do sexo feminino e 36,4% do masculino, com idade de 40 a 59 anos. Cada entrevista foi gravada e durou de 20 a 45 minutos.

    Os dados quantitativos foram agrupados em tabela e os qualitativos em categorias aps exaustiva leitura dos depoimentos. Os pacientes relataram que: em relao a orientao sobre a cirurgia 89% respondeu que sim e 11% que no; de acordo com os profissionais que deram as orientaes 89% foi o mdico, enfermeiro e outros profissionais 0%; Orientao sobre CC, SO e SRPA 1,8%, sobre SO 10,9%, sobre SRPA 1,8%, no receberam orientao 85,5%; sobre os profissionais que deram essa orientao enfermeiro 1,8%, mdico 7,3% e anestesiologista 5,4%; reconheceu algum ao chegar no CC 43,6% sim e 56,4% no; quem reconheceu enfermeiro 1,8%, cirurgio 20%, anestesiologista 3,6%, cirurgio + anestesiologista 14,6% cirurgio + enfermeiro 1,8%; Se o paciente gostaria de receber orientaes antes da cirurgia sobre o CC, SO e SRPA 78,1% sim e 21,9% no.

    A anlise do dados mostrou: a assistncia perioperatria realizada de maneira assistemtica, pois 89% dos pacientes referiram ser orientados apenas por mdico, 85,5% referiu no ter sido orientado sobre o ambiente fsico e humano do CC e 56,4% dos pacientes no reconheceram ningum ao ser admitido no CC. Os pacientes valorizaram as orientaes recebidas no s sobre a cirurgia mas tambm sobre o CC, dentro das orientaes relevantes sob o aspecto dos pacientes esto: instrumentos, aparelhos, procedimento de enfermagem e anestesiologia utilizados em SO, uniforme privativo do CC apoio emocional, abordagem humanizada pela equipe cirrgica e transporte para o CC. O desconhecimento da unidade de CC causou aos pacientes as seguintes reaes emocionais: solido, nervosismo e necessidade de apoio emocional por parte da equipe que o assiste.

    O estudo proporcionou condies para aumentar o conhecimento sobre o fenmeno da cirurgia na vida do paciente. Entre as principais implicaes para a assistncia de enfermagem destaca-se: a busca da verdade e a necessidade de maior integrao do paciente com a equipe cirrgica. Segundo os pacientes, a assistncia de enfermagem no perodo pr-operatrio merece maior destaque, j que um maior conhecimento sobre a cirurgia e o ambiente fsico e humano do centro cirrgico, pode ser oferecido durante a realizao da visita pr-operatria realizada pelo enfermeiro.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    VP A visita pr-operatria de enfermagem pela enfermeira do centro cirrgico

    Silva, Arlete Rev. Esc. Enferm. USP;21(2):145-60, ago. 1987. Tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 06 Verificar se as enfermeiras de CC tiveram alguma experincia educacional relativa visita pr-operatria de enfermagem (VPPE). Verificar quantas enfermeiras de CC realizam a VPPE. Identificar o n de hospitais em que as enfermeiras de CC realizam VPPE

    um estudo multicentro de carter exploratrio. A amostra contou com a participao de 14 hospitais (20%) da cidade de So Paulo, com a participao de 30 enfermeiros que atuavam no CC no perodo de novembro de 1983 a fevereiro de 1984. Para coleta de dados foi utilizado um questionrio com perguntas e fechadas composto por 2 partes.

    A anlise dos dados foi realizada com base no ndice percentual. Das 30 enfermeiras, 8 (26,6%) tem menos de 2 anos de formada, 7(23,3%) de 6 8 anos e 5(16,7%) de 8 a 10 anos. Em relao a curso de especializao em alguma rea da enfermagem responderam sim 14 (46,7%) e no 16(53,3%). Em relao ao tempo de atuao em CC: 16 (53,3%) tem at 2 anos; 8(26,6%) de 2 a 6; 5(16,7%) 6 a 10 anos. Sobre o conhecimento educacional sobre VPPE: 26 (86,6%) tem conhecimento e 4(13,3%) no tem. Sobre a realizao da VPPE: 3 (10%) realizam a visita e 27 (90%) no realizam.

    Para a maioria das enfermeiras, a VPPE importante por que ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade do paciente por este saber que vai encontrar algum conhecido no CC. Fornece subsdios para o planejamento e implementao da assistncia individualizada no perodo transoperatrio. Embora tendo o conhecimento da importncia da VPPE no a realizam, pelos seguintes motivos: pouca disponibilidade de tempo, principalmente quando o nmero de cirrgias grande e existe apenas 1 enfermeira atuando no CC e tambm responsvel por outras reas alm do CC, paciente cuja internao acontece no mesmo dia dificultando a realizao da mesma, pois solicitada no CC durante a realizao do programa cirrgico.

    Como podemos perceber, as enfermeiras esto conscientes da importncia deste procedimento, mas as barreiras encontradas para a operacionalizao do mesmo fazem com que raramente esta atividade seja desenvolvida, o que poderia lhes trazer maior satisfao no trabalho, assim como melhora na qualidade assistencial ao paciente cirrgico.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    42

    No estudo E 01 tanto os enfermeiros de centro cirrgico quanto os de

    unidade de internao avaliam a VP como importante, porm ressaltam que

    esta no realizada para todos os pacientes como tambm no possvel

    ser efetuada por todos os enfermeiros das unidades citadas. Relatam ainda

    que esta situao decorrente de algumas dvidas referentes a qual

    unidade deve realizar a visita pr-operatria a inexistncia de um

    instrumento especfico; falta de tempo devido a sobre carga de atribuies

    administrativas e assistncias em relao ao nmero de enfermeiros; e a

    proporo entre paciente e enfermeiros aqum das necessiadaes. Outro

    ponto enfocado foi a utilizao de diagnsticos de enfermagem prioritrios

    nessa fase como: ansiedade, medo, risco de infeco, dor aguda, dficit do

    conhecimento, risco para funo respiratria alterada, mobilidade fsica

    prejudicada, estado nutricional alterado, nusea, vmito, interao social

    prejudicada, dor crnica, sentimento de pesar antecipado, risco para leso

    de posicionamento perioperatrio, hipotermia, risco de trauma, ansiedade

    familiar, distrbio do padro de sono e risco para distrbio na auto-imagem.

    Este estudo oferece ao enfermeiro subsdios para institurem a VP como

    procedimento bsico e indispensvel para avaliao ao paciente.

    O estudo E 02 enfoca os diagnsticos de enfermagem observados

    durante as VP e como os mesmos afetam os pacientes e interferem na sua

    recuperao. Os diagnsticos identificados so: processos familiares

    interrompidos, interao social prejudicada, conhecimento deficiente sobre

    seu diagnstico o que vai lhe acontecer no CC, ansiedade, sentimento de

    pesar antecipado, sndrome do estresse da mudana de ambiente, medo e

    risco para solido.

    O estudo E03 tem como objetivo especifico identificar na VP os

    diagnsticos de enfermagem para os riscos de infeco que o paciente

    cirrgico est exposto, possibilitando ao enfermeiro um planejamento mais

    adequado a preveno do mesmo. Os diagnsticos de enfermagem para os

    riscos de infeco identificados foram: intubao, puno do espao

    subaracnideo, presena de venopuno e tricotomia, o local de invaso dos

    organismos secundrio cirurgia e outros procedimentos invasivos.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    43

    O estudo E 04 relata a experincia de criao e implantao da VP

    para que esta proporcione subsdios continuidade da assistncia de

    enfermagem nos perodos intra e ps-operatrio. Como resultados foram

    identificadas dificuldades como horrio estipulado para realizao da visita

    dificultando a concentrao de um nmero maior de pacientes internados;

    ausncia da enfermeira do CC para recepcionar o paciente; deslocamento

    da enfermeira para outra unidade; falta de informaes dos pacientes

    internados demora na realizao das visitas; nmero insuficiente de

    enfermeiros; tempo escasso para enfermeiras do CC realizarem a visita e a

    orientao a todos os pacientes submetidos s cirurgias eletivas. Por causa

    dessas dificuldades depois de reunio realizada entre as enfermeiras da

    unidade de internao (UI) e CC essa responsabilidade passou a ser

    incumbncia das enfermeiras da UI.

    O estudo E 05 aponta as expectativas que o paciente tem em relao

    s orientaes recebidas no pr-operatrio no que se refere ao profissional

    envolvido e quanto as informaes que sentiram falta e aquelas que

    valorizaram. O que se obteve foi a existncia de uma VP no estruturada;

    que o enfermeiro o profissional que menos informao transmitiu ao

    paciente, sendo o mdico o profissional mais envolvido em fornecer

    informaes ao paciente, e uma valorizao das informaes recebidas

    sobre o procedimento anestsico-cirrgico bem como sobre os aspectos que

    envolvem o ambiente do CC e o apoio emocional. A falta de conhecimento

    do CC causou aos pacientes as seguintes reaes emocionais: solido,

    nervosismo e necessidade de apoio emocional por parte da equipe que o

    assiste.

    O estudo E 06 um estudo multicentro realizado na cidade de So

    Paulo, e enfocou o conhecimento que as enfermeiras de CC tm sobre a VP.

    A grande maioria das enfermeiras conhece a importncia da VP, e relatam

    que uma estratgia importante para diminuir o estresse e ansiedade do

    paciente alm de fornecer subsdios para o planejamento e implementao

    da assistncia individualizada no perodo transoperatrio, porm ressaltam

    que um inexpressivo nmero a realiza. As causas para a no realizao da

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    44

    mesma so: pouca disponibilidade de tempo, associado a um nmero

    elevado de cirurgia e ao nmero reduzido de enfermeiro; internaes

    realizadas no mesmo dia da cirurgia inviabilizando sua realizao pela

    sobreposio de atividades.

    Aps a exposio dos contedos destes artigos referentes VP tem-

    se que a maioria deles tem objetivos claros e coerentes com o problema de

    pesquisa proposto

    Ainda no que e refere ao tipo de pesquisa alguns (E 02, E 03 e E 04)

    no mencionam qual a realizada, mas pelo seu desenvolvimento pode-se

    relacion-las a estudos descritivos de carter descritivo exploratrio(39).

    Outra metodologia adotada nesta categoria de pesquisa foi a

    pesquisa descritiva com abordagem quali-quantitativa (E 01).

    Ainda nesta categoria aparece um estudo quantitativo (E 05) e outro

    (E 06) de carter exploratrio multicentro.

    Analisado estes estudos destaca-se que a VP importante para o

    paciente e tambm para o enfermeiro, uma vez que se tem com esta

    estratgia a primeira oportunidade do enfermeiro do CC em fazer contato

    com o paciente e o familiar, assim como obter informaes importantes que

    subsidiem o planejamento da assistncia de enfermagem nos perodos trans

    e intra-operatrio. Podendo dessa forma prestar uma assistncia integral e

    humanizada, com nfase no apoio emocional que um dos aspectos que

    est fragilizado no paciente hospitalizado.

    Mesmo considerando sua importncia, a realizao da VP ainda

    inexpressiva e decorre das dificuldades encontradas pelos enfermeiros em

    realiz-la. As dificuldades esto relacionadas ao nmero reduzido de

    enfermeiros que trabalham no CC em relao ao movimento cirrgico, o que

    os impossibilita de se ausentar do setor e realizar a VP nas unidades de

    internao. Freqentemente o enfermeiro nico no perodo de trabalho, o

    que resulta na sobrecarga de atividades e conseqentemente o leva a

    delegar muitas de suas funes assistenciais equipe de enfermagem.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    45

    Esta atitude contraria o que estabelecido no artigo 11 Lei n 7498 de

    25 de junho de 1986 que dispe sobre a regulamentao do exerccio da

    Enfermagem (publicada em DOU de 26/06/86) pelo Conselho Regional de

    Enfermagem, ou seja,

    ao enfermeiro cabe privativamente: consulta de enfermagem; prescrio da assistncia de enfermagem; cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de morte e cuidados de enfermagem de maior complexidade tcnica e que exijam conhecimento de base cientfica e capacidade de tomar decises imediatas... (40).

    Parece no haver dvida que o paciente cirrgico grave, esta

    exposto a risco de vida e os cuidados exigidos so de complexidade tcnica

    e que exigem conhecimento de base cientfica e capacidade de tomar

    decises imediatas assim como a prescrio de enfermagem privativa do

    enfermeiro sendo ele alocado em qualquer unidade.

    A realizao da visita pr-operatria vista como uma estratgia

    importante para a maioria dos autores na obteno de dados necessrios

    para a realizao do procedimento anestsico cirrgico sem expor o

    paciente a riscos e danos. Infelizmente, o nmero reduzido de profissional

    capacitado, em relao ao movimento cirrgico das instituies, interfere

    diretamente nesta dinmica.

    A complexidade da assistncia de enfermagem ao paciente cirrgico

    no priorizada para muitas instituies, que valorizam o nmero de cirurgia

    com o menor custo possvel mesmo que isso ocorra em detrimento da

    qualidade.

    A viso da maioria dos administradores o atendimento ao paciente

    cirrgico se resume em: SO equipadas contendo aparelhos essenciais,

    instrumental cirrgico, equipe cirrgica e de anestesiologia, no importando

    as demais possibilidades existentes de assegurar uma boa qualidade de

    assistncia ao paciente.

    A visita pr-operatria um recurso para a individualizao da

    assistncia assim como um elo para a continuidade da assistncia no

    perodo transoperatrio, o que traduzido por um aumento na eficincia do

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    46

    cuidado de enfermagem na sala de operaes e na unidade de recuperao

    ps-anestsica(41).

    5.1.2 Perioperatrio, transoperatrio e intraoperatrio (PTI)

    No que se refere assistncia de enfermagem no perodo

    transoperatrio (PTI) exigido da enfermeira cuidados especializado como

    aqueles relacionados monitorizao do paciente anestesiado,

    posicionamento correto, alm da previso e proviso de materiais e

    equipamentos.

    Os artigos, aqui agrupados, destacam as dificuldades deste momento,

    vivenciado no s pela equipe de enfermagem, mas tambm pelo paciente e

    seus familiares.

  • Quadro 3 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Perioperatrio, transoperatrio, intra-operatrio (PTI).

    Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Preveno de leses de pele no perioperatrio: reviso integrativa da literatura

    Ursi, Elizabeth Silva; Gavo, Cristina Maria Rev.latinoam. enferm;14(1):124-131, jqn.-fev. 2006.tab

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 07 Avaliar as evidncias disponveis sobre as intervenes eficazes de enfermagem para preveno de leses de pele no paciente cirrgico, no perodo transoperatrio ou em decorrncia desse.

    um estudo de reviso integrativa da literatura. Para seleo dos artigos utilizou-se duas bases de dados, Cinalh e Mediline, a amostra constituiu-se de 14 artigos. Para a coleta final de dados um instrumento foi elaborado e validado.

    necessrio que haja um alvio na presso durante e imediatamente aps a permanncia do pacientes na mesa cirrgica, sobre o colcho padro.

    Os estudos apontaram que os dispositivos considerados mais eficazes na preveno de leses de pele foram em ordem decrescente o colcho de ar micropulsante, cobertura de colcho de polmero de visco elstico seco e almofadas de gel, sucessivamente.

    As intervenes de enfermagem eficazes para a preveno de leses de pele no perodo perioperatrio deve estar baseada no conhecimento e nas necessidades individuais do paciente

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Diagnstico de enfermagem de pacientes em perodo ps-operatrio imediato de colecistectomia laparoscpica

    Dalri, Cristina Camargo; Rossi, Ldia Aparecida; Dalri, Maria Clia Barcellos.

    Rev. latinoam. enferm;14(3):389-396, maio-jun. 2006. tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 08 Identificar e analisar os diagnsticos de enfermagem de pacientes no perodo ps-operatrio imediato de colecistectomia laparoscpica.

    Os sujeitos do estudo foram selecionados por amostra de convenincia, totalizando 15 pacientes adultos no perodo ps-operatrio imediato sendo 4 homens e 11 mulheres, com idade mdia de 45 anos. A coleta foi realizada atravs de um instrumento elaborado, fundamentado no modelo conceitual de Horta, baseado nas necessidades humanas bsicas. A aplicao foi atravs da reprodutividade intra-instrumentos.

    Foram identificados 9 categorias de diagnsticos, com freqncia igual ou superior a 50%.

    Os diagnsticos de integridade tissular prejudicada, risco para infeco, percepo sensorial perturbada, risco de aspirao esto presentes em 100% dos pacientes; risco para funo respiratria alterada 80%; hipotermia 60%; risco temperatura corporal desequilibrada 40%; nutrio desequilibrada mais do que as necessidades corporais 33,3% e dor aguda 26,7%.

    Com a identificao desses diagnsticos os enfermeiros podem propor intervenes fundamentadas e especficas, proporcionando a implementao de aes eficazes e imediatas para a resoluo dos problemas. Contribuindo para implementao do processo de enfermagem

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Avaliao retrospectiva da prxis do processo de enfermagem no cuidado ao idoso em cirurgia cardaca

    Silva, Marcelle Miranda da; Santos, Nereida Lucia Palko dos Esc. Anna Nery Rev. Enferm;9 (3):388-396, dez. 2005. tab

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 09 Investigar a existncia de registros que evidenciem o processo de enfermagem e avaliar o cuidado com bases neles.

    um estudo descritivo e exploratrio. Os dados foram coletados nos pronturios dos pacientes com idade igual ou superior a 60 anos submetidos a revascularizao do miocrdio (RM) no perodo de janeiro a dezembro de 2003. Os pacientes submetidos a cirurgia de emergncia foram excludos. A amostra constou da analise de 11 pronturios.

    De acordo com as informaes contidas nos pronturios de 11 pacientes: 4(36,4%) deles evoluram para bito, sendo 1 durante transoperatrio, 2 no ps-operatrio imediato e 01 aps 24h de cirurgia. Do total de 135 registros encontrados nos 11 pronturios, 71 eram de enfermeiros e 62 de auxiliar ou tcnico de enfermagem e acadmico de enfermagem.

    Os registros realizados nas folhas de balano hdrico e no plano de cuidados apresentaram-se incompletos em todos os casos, faltando registros como: horrio dos sinais vitais, presso arterial mdia, presso venosa central, debito urinrio e saturao de oxignio. Faltou assinatura do enfermeiro. No foram identificados diagnsticos de enfermagem de forma clara e objetiva. A avaliao apresentou condutas diferenciadas do que havia sido prescrito pelo enfermeiro a 12h. O plano de cuidados aplicado tinha a forma quase homognea independente da idade ou particularidades. Menos de 50% dos registros de enfermagem continham a totalidade das informaes necessrias

    Foram identificados registros referentes ao processo de enfermagem, de forma incompleta, em relao aos parmetros bibliogrficos. Dessa forma no houve como avaliar eficazmente a assistncia de enfermagem prestada.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Humanizao da criana operada: integrao familiar ao ambiente cirrgico

    Schmidt, Denise Rodrigues Costa; Orasmo, Claudia Valria Nascimento; Gil, Rosineide Feres.

    Rev. SOBECC;10(3), jul.-set. 2005

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 10 Avaliar o significado, para o auxiliar de enfermagem, da presena dos pas ou acompanhantes junto crianas, nos perodo pr e ps-operatrio, dentro da sala de recuperao anestsica.

    um estudo qualitativo, fundamento na abordagem fenomenolgica. Os depoimentos foram colhidos nos meses de agosto e setembro de 2002, quando eles se tornaram repetitivos foi determinado o nmero de sujeitos, totalizando 07 depoimentos. A coleta de dos foi realizada atravs de entrevista que utilizou-se de um questionrio com 2 partes: uma composta de perguntas fechadas e outra com perguntas semi-estruturadas. As respostas foram gravadas e transcritas na integra.

    Para anlise dos dados foi utilizado a sistemtica da descrio fenomenolgica que compreende: descrio, reduo e compreenso fenomenolgica. Houve a busca das unidades de significado (US), pois acredita-se que a essncia do fenmeno esteja justamente contida na mesma.

    Em decorrncia das semelhanas de US houve uma aproximao por semelhana que resultou em 9 subtemas: relembrando o trabalho desenvolvido, recebendo auxlio no desenvolvimento do trabalho, favorecendo a orientao dos pais, favorecendo o ambiente familiar, falando da reduo da ansiedade dos pais, falando da reduo da ansiedade da criana, falando do momento de contato com a famlia, colocando-se no lugar dos pais, falando dos problemas encontrados na rotina diria. Desses formou-se 6 temas que passou ento para a configurar a estrutura geral do fenmeno estudado: processo de trabalho de enfermagem, auxlio no desenvolvimento do trabalho, integrao entre equipe de enfermagem e famlia, conseqncias positivas, convivendo com as dificuldades e vivendo a experincia dos pais.

    Constatou-se que os auxiliares de enfermagem compreendem a importncia da participao da famlia no processo de assistncia criana e acreditam que a proposta de integrao dos familiares na recuperao do paciente infantil reduz a ansiedade de todos os envolvidos e aumenta a integrao entre a equipe de sade, a famlia e a criana. Essa proposta ressalta a humanizao da assistncia alm de proporcionar a melhoria da qualidade do atendimento e a satisfao profissional.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Diagnstico de enfermagem de risco para infeco transoperatria fundamentado em Levine

    Piccoli, Marister; Matos, Fabiana Gonalves de Oliveira Rev. SOBECC;9(3):25-30, jul.-set.2004.tab

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 11 Identificar o diagnstico de enfermagem mais freqente no perodo transoperatrio. Verificar quais so os fatores relacionados com os diagnsticos de enfermagem de maior freqncia nesse perodo

    A coleta de dados foi realizada atravs de um instrumento construdo com base no modelo conceitual de Levine e validado para essa finalidade, no perodo de junho a agosto de 2001. A amostra contou com 10 pacientes, 5 do sexo feminino e 5 do masculino, que foram submetidos a procedimento cirrgicos gerais de pequeno e mdio porte, tendo a maioria recebido anestesia geral.

    Foi realizada utilizando-se o processo de raciocnio diagnstico descrito por Risner, que possui as etapas de anlise e sntese. Aps essas etapas foram constitudos os diagnsticos tendo como base a taxonomia de NANDA.

    Foram identificados 9 diagnsticos para risco de infeco obtiveram 100% de freqncia. Todos esto relacionados com o local da invaso do organismo, secundrio a cirurgia e a procedimento invasivo, acrescidos de: obesidade do paciente, uso de raio X durante a cirurgia, nvel mdio de abertura de porta da SO, nvel de conversao na SO, n de pessoas alm do recomendado (10) em SO, a evacuao intestinal durante o ato cirrgico e utilizao parcial de mscara cirrgica.

    O modelo conceitual de Levine oferece estratgias para o desenvolvimento de aes de enfermagem com a orientao e adoo de cuidados integrais que atendam as necessidades no transoperatrio, propiciando um atendimento integral e individualizado.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Diagnstico de enfermagem: risco da leso perioperatria por posicionamento identificado no perodo transoperatrio

    Matos, Fabiana Gonalves de Oliveira Azevedo; Piccoli, Marister

    Cinc. Cuid. Sade;3(2):195-201, maio-ago.2004.tab

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 12 Verificar a freqncia do diagnstico de enfermagem risco para leso perioperatria por posicionamento, assim como suas caractersticas definidoras e fatores relacionados, em pacientes adultos de cirurgia geral durante o perodo transoperatrio.

    um estudo exploratrio. A amostra contou com a participao de 30 pacientes sendo 14 do sexo masculino e 16 do feminino, com idade entre 20 a 60 anos. Para coleta de dados foi elaborado um instrumento, com base na literatura da rea, sendo aplicado no ms de setembro de 2003. A coleta foi realizada por meio de entrevista, observao direta e consulta aos pronturios.

    Para analise do material foi utilizado o processo de raciocnio diagnstico de Risner (1990), com base na taxonomia de II de NANDA. Dos 30 pacientes acompanhados no perodo transoperatrio 4 (13,33%) foram submetidos a cirurgia de grande porte; 11 (36,66%) a cirurgia de mdio porte e 15 (50%) a de pequeno porte. Em relao ao tipo de anestesia: raquidiana 12 (40%); geral 7 (23,3%); local 4 (13,3%); local/sedao 3 (10%); sedao 2 (6,6%) e raqui/geral 2 (6,6%).

    Foram encontradas 14 caractersticas definidoras de risco: perda de barreiras protetoras habituais secundrias a anestesia (100%); comprometimento da perfuso tissular secundria a fatores relacionados a baixa temperatura da SO (66,6%); maior vulnerabilidade secundrio a estrutura orgnica frgil (36,7%); Maior vulnerabilidade secundrio a doena crnica (36,7%); permanncia em posicionamento cirrgico por 2h ou mais (30%); maior vulnerabilidade secundria a infeco (23,3%); comprometimento da perfuso tissular secundrio a edema (23,3%), mudana de peso(10%), perda de peso (10%), a anemia (10%), a desidratao (6,6%); maior vulnerabilidade secundrio a radioterapia (3,3%), a disfuno heptica (3,3%); comprometimento da circulao secundrio ao uso de tabaco por tempo prolongado (3,3%).

    As caractersticas definidoras que tiveram freqncia maior que 50% foram: perda de barreiras protetoras habituais secundrias a anestesia (100%); comprometimento da perfuso tissular secundria a fatores relacionados a baixa temperatura da SO (66,6%) essas duas caracterstica esto presentes para a realizao do procedimento anestsico cirrgico e o paciente pode ser posicionado de vrias formas. Cabe a enfermagem contribuir para uma assistncia de enfermagem perioperatria buscando-se proporcionar um resultado satisfatrio, preciso e seguro.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Cirurgia ambulatorial: identificao dos diagnsticos de enfermagem no perodo perioperatrio

    Flrio, Maria Cristina; Galvo, Cristina Maria Rev. Latino am. Enferm 2003;11(5):630-637, set-out. 2003. tab

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 13 Identificao dos diagnsticos de enfermagem no perodo perioperatrio do paciente cirrgico ambulatorial, com base na teoria de Levine.

    Atravs de instrumento previamente construdo e validado, aplicado a 30 pacientes adultos, sendo 18 do sexo feminino e 12 do masculino com cirurgias de diferentes especialidades, com anestesia geral ou regional.

    Foi realizada atravs do raciocnio diagnstico descrito por Risner e a construo das categorias teve como referencial a taxonomia de NANDA e o estudo de Carpenito.

    Foram identificados 15 diagnsticos e foram analisados os que obtiveram uma freqncia igual ou maior que 50% e subdivididos por perodo. Pr-operatrio: ansiedade (86,6%), mobilidade fsica prejudicada (3,3%) e manuteno da sade alterada (3,3%). Transoperatrio: risco para infeco (100%), ansiedade (3,3%), risco par aspirao (16,6%), risco para funo respiratria alterada (16,6%), risco para leso por posicionamento (100%) e risco para trauma (3,3%). Ps-operatrio: dor aguda (100%), ansiedade (13,3%), manuteno da sade alterada (6,6%), risco para leso (3,3%) e padres de eliminao urinria alterados (3,3%)

    Ao analisarmos os diagnsticos apresentados, endente-se que a ansiedade resultado de uma nova situao que o paciente enfrentar e poderemos desenvolver mecanismos de enfrentamento para auxili-lo nessa situao. . Tambm possibilitar implantar um mtodo para sistematizar a assistncia de enfermagem.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Diagnstico de enfermagem de pacientes no perodo transoperatrio de cirurgia cardaca

    Galdeano, Luzia Elaine; Rossi, Ldia Aparecida; Nobre, Luciane Facio

    Rev.latinoam enferm;11(2):199-206, mar.-abr. 2003. tab

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 14 Identificar os diagnsticos de enfermagem de pacientes no perodo transoperatrio de cirurgia cardaca.

    Para coleta de dados foi elaborado e validado um instrumento baseado no modelo conceitual de Horta. Foram avaliados 17 pacientes adultos, sendo 9 do sexo masculino e 8 feminino, com idade mdia de 58 anos.

    Os dados levantados foram submetidos a um processo de raciocnio diagnstico (anlise e sntese), em seguida foram estabelecidos de acordo com Taxonomia de NANDA.

    Os diagnsticos de enfermagem, identificados com freqncia superior a 50% foram: risco para infeco, risco para desequilibro de volume de lquidos, troca de gases prejudicada, risco para aspirao, proteo alterada, integridade da pele prejudicada, risco para leso perioperatria de posicionamento em 100% para todos respectivamente e risco para temperatura corporal alterada em 94,1%. Observou-se uma predominncia dos diagnsticos de enfermagem relacionados s necessidades fisiolgicas.

    O presente estudo contribuir para o planejamento do cuidado de enfermagem no perodo transoperatrio, resultando na implementao de aes rpidas e eficazes para a resoluo dos problemas identificados.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI A Assistncia humanizada ao cliente no Centro Cirrgico: uma experincia apoiada na Teoria Humanstica de Paterson & Zderad

    Santos, Ana Lcia Garcia da Silva; Backes, Vnia Marli Schubert; Vasconcelos, Maria Amlia

    Nursing (So Paulo);5(48):25-30, maio 2002.ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 15 Proporcionar uma assistncia de enfermagem mais humanizada ao binmio cliente/famlia no transoperatrio, tornando o ato anestsico-cirrgico o menos traumatizante possvel.

    Realizada atravs de observaes desde o 1 contato com o cliente e famlia que foram registrados no dirio de informaes e na ficha de observaes, numa populao de 16 pacientes submetidos a cirurgia de mdio e grande porte, eletivas ou de urgncia, internados ou ambulatorial.

    Foi realizada atravs do processo de empatia e intuio, para conhecer as necessidades das pessoas que passaram pelo centro cirrgico Esse processo ocorreu desde o 1 contato com o cliente e prosseguiu ao longo da assistncia

    As fases do processo de enfermagem sugeridos por Paterson & Zderad, deram uma luz em como proporcionar a equipe de trabalho o estar melhor a cada dia, para assim assistir melhor essas pessoas que a nos foi confiada. O auto conhecimento o ponto inicial para corrigir o que nos desagrada, para nos fazer aceitar nossas limitaes ou fazer brotar nossas potencialidades.

    Observou-se que ao incluir a famlia no planejamento ouvindo-a e fornecendo informaes no pr, trans e ps operatrio de seu familiar enquanto estivesse no centro cirrgico, contribuiu para a reduo da ansiedade, o que permitiu uma espera menos cheia de incertezas. Dentro do centro cirrgico, a afirmativa tambm foi verdadeira, pois, ao informar o cliente que seu familiar estava ciente de seu estado, s vezes permitindo que falasse com ele por telefone, a recuperao transcorria com maior tranqilidade.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI A humanizao no cuidado com o cliente cirrgico Medina, Rosemari Ferigolo; Backes, Vnia Marli Schubert Rev. Brs. Enferm;55 (5):522-527, set-out. 2002.tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 16 A compreenso e o respeito ao ser humano na sua individualidade, a preocupao com seus sentimentos, desejos e direitos e a busca pela melhora no cuidado com vistas humanizao na assistncia ao cliente e famlia.

    um estudo convergente-assistencial. Foi realizada com 15 pacientes escolhidos de forma aleatria.

    O acompanhamento no pr-operatrio procurou identificar e reduzir os fatores causadores de ansiedade, medo e desconfortos ocasionados frente a iminncia do ato cirrgico

    A presena do familiar junto ao paciente contribui para o sucesso do tratamento. Envolver o acompanhante nesse momento de vida do paciente possibilita uma assistncia mais humanizada, atravs da comunicao estabelecida com a equipe de enfermagem, tanto no aspecto cientfico como emptico. Os pacientes expressaram a vontade de permanecer junto de seus familiares, pois, para eles depender dos outros e principalmente, de desconhecidos (a equipe de enfermagem), poderia fragiliz-lo ainda mais, conforme constatado nas verbalizaes dos mesmos. Percebeu-se que alguns pacientes aps terem recebido orientao do que aconteceria no CC seus sentimentos de medo e estresse foram diminudos, pois o conhecimento torna a situao menos ameaadora.

    Os elementos chaves utilizados neste processo de humanizao foram a capacidade de empatia e a comunicao verbal ou no-verbal, a interao vivida junto aos clientes proporcionou unir o saber tcnico a subjetividade (intuio e afeto), desenvolvendo desse modo uma assistncia de enfermagem diferenciada com maior apoio, presena, orientao, reflexo, segurana e conforto ao cliente assistido.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Reestruturao da SAEP ao cliente oncolgico segundo a taxonomia de Nanda e teoria de King

    Meirelles, Naluzia de Ftima; Alves, Denise Yokoyama; Andrade, Nilza

    Esc. Anna Nery Rev. Enferm;6(3):465-473,dez.2002.graf

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 17 Definir a SAEP aos clientes cirrgicos adultos oncolgicos, identificar os diagnsticos de enfermagem de acordo com a taxonomia de NANDA e implementar as intervenes pertinentes visando alcanar metas estabelecidas com utilizao do referencial de King.

    Realizada atravs da reviso da teoria de Imgenes King, diagnsticos de NANDA e da SAEP. Para isso foi desenvolvido um instrumento e respectivo roteiro constando das seguintes etapas: observao, entrevista e consulta ao pronturio. No foi possvel saber qual a populao que participou do estudo.

    O que se percebe a reviso da literatura confrontada com a prtica da SAEP j desenvolvida e a necessidade de adequaes desta a realidade atualmente vivenciada pelos enfermeiros.

    A operacionalizao da reestruturao se deu em 6 etapas: organizao com a insero dos enfermeiros; planejamento com a distribuio dos temas para estudo aos enfermeiros; discusso atravs da fundamentao terica tcnica e legal; instrumentalizao atravs da elaborao de um manual de intervenes de enfermagem perioperatria; aplicabilidade com a testagem e reavaliao do instrumento; treinamento atravs da promoo de curso para os enfermeiros do CC.

    A SAEP propicia um planejamento antecipado das aes a serem desempenhadas e permite ao cliente cirrgico o preparo, a orientao e a assistncia adequada, assim como previne complicaes e garante a sua segurana. Assim como oportuniza uma insero promissora na rea de conforto e bem-estar do cliente cirrgico oncolgico

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Necessidades do binmio paciente-famlia em cirurgia ambulatorial

    Souza, Daniela Priscila Tozzo de; Peniche, Aparecida de Cassia Giani; Faro, Ana Cristina Mancussi

    Rev. SOBECC;7(2), abr/jun. 2002.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 18 Identificar as necessidades dos pacientes e familiares em cirurgia ambulatorial.

    um estudo exploratrio descritivo. Participaram 30 pacientes, sendo 21 do sexo masculino e 9 do feminino, que responderam a uma questo aberta, na admisso no CC. A mesma pergunta foi feita ao seu acompanhante enquanto aguardava o trmino da cirurgia.

    As respostas obtidas forma agrupadas em necessidades psicobiolgicas, psicossociais e psicoespirituais, conforme critrios de HORTA.

    Os resultados obtidos evidenciaram que as necessidades psicobiolgicas e psicossociais estiveram presentes nas 3 fases do perioperatrio (pr-operatrio, transoperatrio e ps-operatrio) enquanto que as questes psicoespirituais no foram citadas. As necessidades de orientaes mais freqentes foram: tempo da cirurgia, complexidade, tricotomia, tipo de anestesia, local da aplicao da anestesia, durao do efeito anestsico, acesso para a anestesia, medicaes, jejum, sono e repouso, a funo da enfermeira de CC, retirada de roupas ntimas, local para troca de roupa, remoo de prtese dentria, exames necessrios para a cirurgia e percepo dolorosa.

    As carncias expressadas pelos pacientes so referentes a aspectos como teraputica, percepo, sono/repouso, nutrio e cuidado corporal, segurana, aprendizagem e orientao no tempo e espao. Em relao ao familiar temos: teraputica, cuidados corporais, percepo, nutrio, aprendizagem, segurana e comunicao.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Diagnstico e interveno de enfermagem de paciente cirrgico: aplicao do modelo de Orlando

    Cavalcanti, Jaqueline Borges; Pagliuca, Lorita Marlena Freitag; Soares, Enedina

    Esc. Anna Nery Rev. Enferm;2(1/2):78-92, abr-set.1998

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 19 Identificar diagnsticos de enfermagem e propor intervenes com base no processo de Orlando

    um estudo descritivo, com abordagem qualitativa do tipo estudo de caso. A amostra com a participao de 01 paciente do sexo masculino com 76anos, durante o perodo de internao de outubro a dezembro de 1997. Para coleta de dados utilizou-se um roteiro composto pelas seguintes etapas: identificao, entrevista e exame fsico.

    Teve como base a taxonomia de NANDA. Foram encontrados 07 diagnsticos: dor relacionada a leso ulcerosa no olho esquerdo; ansiedade relacionada a ameaa/mudana no estado de sade e necessidades no atendidas; medo de morrer relacionado a cirurgia; senso percepo visual a esquerda relacionada a leso no rgo de recepo; potencial para infeco relacionada a leso ulcerosa no olho esquerdo; integridade tissular prejudicada relacionada ao fator mecnico (massa tumoral Olho esq) e dficit de conhecimento sobre a doena, cirurgia, prognstico e motivos do cancelamento da cirurgia.

    Intervenes de enfermagem propostas: estimular a verbalizao dos sentimentos, orientar quanto a doena, prognstico e perodo pr-operatrio e informar sobre os motivos dos cancelamentos da cirurgia, solicitando a colaborao do cirurgio. Pelo desconhecimento da condio alterada de sade o paciente mostrava ansiedade e medo de morrer, aps a orientao pelo mdico dos motivos de cancelamento das cirurgias anteriores, relatou que no estava mais com medo de morrer e que procurava manter-se calmo. Aps a cirurgia o pacientes estava feliz por ter sido operado, confiante e tranqilo com o breve retorno a seu lar, o mesmo ainda relatou muito ir passar at eu esquecer o quanto a senhora me ajudou, obrigado.

    A interao com a pesquisadora foi positiva, levando a mudana de comportamento do paciente. Os resultados mostraram ser vivel a utilizao do diagnstico de enfermagem e do modelo de Orlando, bem como a importncia da interao enfermeira-paciente na assistncia prestada.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Aplicao do modelo conceitual de Levine e o mtodo de soluo de problema de um paciente cirrgico

    Galvo, Cristina Maria; Sawada, Namie Okino. Rev. Gach. Enferm;14

    (2):118-25, jul. 1993

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 20 Proposta de aplicao do processo de enfermagem baseado no modelo conceitual de Levine utilizando o diagnstico de enfermagem proposto por NANDA.

    Para coleta de dados foi elaborado um roteiro voltado para o ps-operatrio imediato. A amostra constituda de 01 paciente, do sexo masculino, com 61 anos, submetido a cirurgia de exrese de tumor de assoalho de boca esquerda.

    A partir da coleta de dados foram construdos os diagnsticos de enfermagem, utilizando a estratgia do mtodo de soluo de problema.

    Os diagnsticos formulados foram: potencial para dficit de volume de lquido, padro respiratrio ineficaz, comunicao verbal prejudicada e isolamento social. Para cada diagnstico foi proposto: meta, objetivos, estratgias da resoluo dos problemas, escolha das melhores alternativas para atingir as estratgias, controle e implantao das alternativas e avaliao de efetividade da deciso.

    A unio do modelo conceitual de Levine com a taxonomia de NANDA, com a utilizao concomitante do mtodo de resoluo de problemas como estratgia no planejamento da assistncia de enfermagem permitiu uma resoluo de problemas de forma dinmica, flexvel e adaptvel a diferentes situaes que so inerentes fase do ps-operatrio imediato.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Modelo de interveno na assistncia de enfermagem perioperatria

    Lech, Joana; Baffi, Silvia Helena In: Anon. Anais da III Jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo. s.l, s.n, 1989. p.669-88, ilus, tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 21 Propor um modelo de interveno na assistncia de enfermagem perioperatria, para o paciente que ir se submeter a um procedimento anestsico cirrgico, atravs de uma ficha de assistncia de enfermagem perioperatria.

    Foi elaborado um instrumento para a coleta de dados. A coleta compreendeu o perodo pr-operatrio com os dados extrados do pronturio, exame fsico e entrevista do paciente e os dados da fase transoperatria e ps-operatria imediata, onde contm dados descritivos qualitativos e quantitativos do ato operatrio.

    Todos os dados contidos no instrumento foram de encontro com as necessidades de registro, abrangendo a totalidade dos procedimentos, intercorrncias e estado geral do paciente.

    Neste modelo inclui um instrumento bsico de acompanhamento individual e planejado para o paciente que se submeter a um procedimento anestsico-cirrgico: ficha de enfermagem de perioperatrio. A finalidade dessa ficha evitar problemas de enfermagem no transoperatrio, atravs da coleta de dados, visita e entrevista ao paciente no pr-operatrio.

    A enfermeira do centro cirrgico avalia e planeja os cuidados para o transoperatrio interagindo com o paciente, esclarecendo suas dvidas e expectativas, levando a enfermeira do centro cirrgico a uma maior satisfao profissional atravs do aumento de seu campo de atuao.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Organizao da assistncia de enfermagem ao paciente de emergncia cirrgica no perodo transoperatrio

    Pellizzetti, Nazar; Paschoal, Maria Lcia Habib; Gatto, Maria Alice Fortes

    Rev. paul.enferm;(n.esp):85-94, jul. 1991 ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 22 Identificar os principais problemas da assistncia prestada ao paciente de emergncia cirrgica no perodo transoperatrio e estabelecer as aes da equipe de enfermagem.

    A amostra contou com 10 integrantes da equipe de enfermagem do CC e 01 do servio de emergncia (SE). Os dados foram obtidos atravs de entrevista aberta. Todas as entrevistas foram gravadas e transcritas.

    Foram analisados de acordo com os problemas organizacionais significativos e identificados pelos depoimentos da equipe de enfermagem e considerada a relao numrica percentual das categorias e suas freqncias.

    Foram levantados 19 problemas, desses 15 tiveram freqncia maior que 1% e esto relacionados a seguir: excesso de pessoal em SO (21,15%), demora na chegada do paciente no CC (12,51%), comunicao deficiente entre SE e CC (6,73%), falta de definio das funes da equipe (10,58%), estresse constante (12,51%), falta de coordenao de SO (4,81%), falta seqncia de atendimento (2,88%), demora do sangue (2,88%), demora em ter o material da CM(4,81%), dificuldade com a serra eltrica e desfibrilador (3,85%), falta conhecimento das medicaes (2,88%), dificuldade de manusear equipamentos e material (1,92%), falta de material especfico em SO (3,85%), Maior risco de contaminao na circulao (2,88%), dificuldade com material de anestesia (1,92%). Aps a analise desses itens foi elaborado um plano assistencial ao paciente de emergncia cirrgica onde consta o problema, as aes a serem tomadas, a justificativa e o agente responsvel por realiz-la.

    A assistncia de enfermagem nas emergncias no pode ser vista isoladamente, deve ser planejada e executada em conjunto com as outras reas e equipe de sade. A Atuao do enfermeiro nas diferentes fases do plano desde a sua elaborao at sua implantao e avaliao so fundamentais.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Assistncia de enfermagem no perodo transoperatrio Castellano, Brigitta Elza Pfeiffer; Jouclas, Vanda Maria Galvo; Gatto, Maria Alice Fortes

    Enfoque (So Paulo);14(1):7-10, set. 1986. ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 23 Mostrar a assistncia de enfermagem desenvolvida no perodo transoperatrio, representando uma das fases da SAEP.

    Atravs de artigos que tratam da assistncia de enfermagem perioperatria.

    Descrio do que compreende as aes de enfermagem desenvolvidas no perodo transoperatrio desde o preparo da SO, recebimento do paciente no CC, assistncia de enfermagem na SO e encaminhamento do mesmo a SRPA.

    Situa a assistncia de enfermagem transoperatria dentro de uma sistemtica de assistncia de enfermagem perioperatria, a qual est baseada numa filosofia que representa a operacionalizao de conceitos de assistncia integral, continuada, participativa, individualizada, documentada e avaliada.

    Acreditamos que somente a partir do desenvolvimento da SAEP que o enfermeiro ter como a assistncia de enfermagem durante o perodo transoperatrio, apesar de toda dificuldade tcno-burocrtica encontrada na sua rotina diria de trabalho.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Os problemas dos pacientes detectados pela enfermeira durante a recepo no centro cirrgico

    Salzano, Sonia Della Torre Rev. paul. enferm;6(2):67-77, abr.-jun. 1986. tab

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 24 Identificar quantitativamente e qualitativamente os problemas do paciente detectados na ficha pr-operatria de enfermagem, durante a sua recepo no centro cirrgico.

    uma pesquisa quantitativa e qualitativa com restrio numrica e percentual. Os dados foram coletados das respectivas fichas de pr-operatrio de enfermagem, diariamente durante 30 dias.

    A amostra constou de 168 pacientes, sendo 72 do sexo feminino e 96 do masculino. Dessa verificao constatou-se 699 problemas quantitativos e 41 qualitativos,

    Os problemas detectados com maior freqncia foram: ansiedade (23,2%), alergia (22,2%), no integridade da pele (13,6), presena de prtese (12,6%), diminuio da acuidade visual (12,1%), sistema vascular (30%), respiratrio (22,1%), digestivo (20,7%), hipertenso (40,6%), taquipnia (10,9%), taquicardia (39,6%) e hipertermia (8,9%).

    A enfermeira do centro cirrgico ao receber o paciente e de posse dos dados registrados na ficha pr-operatria pela enfermeira da unidade de internao, tem subsdios para avaliar o paciente, planejar e implementar os cuidados individualizados no perodo transoperatrio.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Tratamento de tumor de fgado por radiofreqncia:cuidados no perioperatrio

    Fonseca, Rosa Maria Pelegrini Rev. SOBECC;7(2):25-30. abr.-jun. 2002. ilus, tab

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 25 Identificar o cuidado de enfermagem perioperatrio necessrio para a preveno de queimaduras no tratamento de tumor de fgado com o uso da tcnica de ablao de ndulo por radiofreqncia.

    Foram estudados os casos de 24 pacientes de problemas hepticos que precisaram de interveno cirrgica no perodo de julho de 2000 a dezembro de 2001. A coleta de dados foi realizada atravs dos impressos especficos desenvolvidos para registro de cada fase da do procedimento.

    Foi realizada atravs da leitura e compilao dos dados em tabelas referentes: caractersticas dos ndulos com indicao para uso de 2 ou 4 placas neutras, caractersticas dos ndulos que precisam de reviso e caractersticas dos ndulos e tratamento percutneo. .

    O procedimento consiste em transformar a energia eltrica em radiofreqncia (RF), o que ocorre atravs da agulha eletrodo de LeVeene de um gerador prprio de energia. Em 16,66% (4) pacientes foram utilizados 2 placas neutras (1 jogo) por apresentarem de 1 a 3 ndulos com tamanho de 1 a 2,7cm, a maioria em regio sem vasos calibrosos. 83,33% (20) pacientes receberam 4 placas (2 jogos), pois apresentavam de 1 a 12 ndulos, com tamanho de 8mm a 6 cm e desses 29,16% estavam em regio de vasos calibrosos. Em 29,16% (7) pacientes o tempo de RF atingiu de 60 a 168 minutos, implicando em at 4 revises o que exigiu at 3 trocas de jogo placas. Dos 24 pacientes 3 foram por procedimento percutneo e 6 no se submeteram a nenhuma outra cirurgia associada.

    Essa tecnologia para tratamento do tumor heptico menos agressiva, provoca pequeno risco de sangramento durante a cirurgia 100% dos pacientes tratados no apresentaram nenhuma queimadura ao trmino do procedimento ou qualquer outra leso indesejada. . Requer

    do cirurgio muita pacincia e um bom entrosamento da enfermeira com a equipe cirrgica para o correto planejamento das aes no perioperatrio.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Ensino sobre perioperatrio a pacientes: estudo comparativo de recursos audiovisual (vdeo) e oral

    Paula, Adriana Aparecida Delloiagono de; Carvalho Emlia Campos de

    Rev. Latinoam. enferm;5(3):35-42, jul. 1997. graf

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 26 Realizar a avaliao diagnstica das informaes dadas a pacientes sobre a cirurgia no pr-operatrio e verificar a mudana do ndice de informao posterior a realizao do ensino utilizando os recursos audiovisual (vdeo) e oral.

    Realizada com 104 pacientes do sexo feminino sendo 54 grupo oral e 50 do grupo vdeo, atravs da elaborao e validao de um instrumento.

    Os grupos de pacientes eram homogneos e que a diferena no era significativa entre os grupos. A idade mdia era de 43 anos, sendo a maioria com grau de instruo at o 1 grau.

    Na informao perioperatria com vdeo utilizou-se 10 minutos e na oral 45 minutos, sendo que o vdeo impede o verbalismo caracterstico dos mtodos expositivos e reduz o tempo gasto no oferecimento das informaes. Independente dos recursos utilizados as respostas foram homogneas. Para ambos os grupos. O item de menor conhecimento foi o que abordava o transporte da sala pr-anestsica para a sala de cirurgia. Nenhum grupo apresentou score zero para qualquer item.

    A implementao do recurso audiovisual (vdeo) na orientao de pacientes cirrgicos, possa ser utilizado como estratgia do SAEP com economia de tempo para os profissionais e maior atuao sobre as necessidades emocionais do paciente.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Intervenes de enfermagem nos riscos cirrgicos em otorrinolaringologia

    Policastro, Adriana; Oliveira, Fbia Rosana de; Viel, Ivanise Augusta; Vieira, Rosana M. de Freitas

    Rev. paul.enferm;(n.esp):30-2, jul. 1991

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 27 Abordar os riscos mais freqentes das cirurgias de maior incidncia em otorrinolaringologia.

    Para coleta de dados utilizou-se a consulta a referncia bibliogrficas, a profissionais da rea e observao na prtica das cirurgias que aconteceram no campo de estudo.

    Aps a compilao dos dados chegou-se a um consenso dos principais riscos potenciais das principais cirurgias de otorrinolaringologia: infeco anterior a cirurgia, distrbios de coagulao, quebra de jejum, risco na entubao, depresso do sistema nervosos central e cardio-respiratria, hipotenso, bradicardia, convulses, choque anafiltico, falta de material adequado e leso de nervos cranianos.

    A SRPA a enfermagem deve estar atenta a: aumento de presso intra craniana, nuseas, vmitos, vertigens, hemorragia, hematomas, fistula licrica, edema, aspirao de vmito e manter o paciente em posio de semi-fowler e orientar o paciente a evitar movimentos bruscos.

    Foram enfocados os riscos inerentes ao paciente e ao procedimento anestsico-cirrgico, visando a assistncia de enfermagem no perioperatrio.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Proposta de sistematizao da assistncia de enfermagem no perioperatrio

    Okino, Namive; Galvo, Cristina Maria; Zago, Mrcia Maria Fonto

    In: Anon, Anais da III jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo. s.l, s.n, 1989. p.388-406, ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 28 Propor uma sistematizao de assistncia de enfermagem no perioperatrio, utilizando o mtodo de soluo de problema.

    Atravs de artigos com enfoque na assistncia perioperatria e no mtodo de resoluo de problemas desenvolvido por WALTER, 1976.

    Descrio do que compreende as fases pr-operatria, transoperatria e ps-operatria, facilitando a comunicao multiprofissional

    O planejamento da assistncia de enfermagem utilizando-se do mtodo de resoluo de problemas contribuir para: continuidade do cuidado em todo o perodo perioperatrio, melhora do cuidado prestado, cuidado personalizado e individualizado, possibilidade de aplicao do mtodo cientfico as aes de enfermagem, entrosamento e melhoria de comunicao entre as equipes multiprofissionais, avaliao contnua da qualidade da assistncia de enfermagem, maior satisfao do profissional, um passo a frente para a mudana da prtica do enfermeiro de CC, que passa a assumir com responsabilidade e autonomia suas funes

    Com o desenvolvimento da SAEP a assistncia passa a ser prestada e documentada de forma organizada possibilitando a verificao da assistncia prestada, permitindo sua continuidade e legalidade alm de facilitar a comunicao intra e interprofissional.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Padres mnimos de assistncia de enfermagem perioperatria

    Avelar, Maria do Carmo Querido; Pellizzetti, Nazar; Graziano, Kazuko Uchikawa

    In: Anon, Anais da III jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo. s.l, s.n, 1989. p.271-87, ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 29 Desenvolvimento de padres mnimos de assistncia de enfermagem perioperatrio como modelo bsico a ser utilizado e como medida da avaliao do cuidado dispensado em centro cirrgico.

    Atravs de impressos que compem as fases da SAEP: pr-operatrio, intraoperatrio e ps-operatrio de enfermagem.

    Atravs da elaborao e descries dos padres mnimos que permitam a avaliao da prtica de enfermagem com o SAEP.

    O SAEP constituiu-se numa estratgia de trabalho que favorece a assistncia holstica, individualizada, participativa, documentada e avaliada. A proposio dos padres mnimos de assistncia de enfermagem perioperatria significa o meio pelo qual pode ser assegurada e identificada a qualidade da assistncia prestada aos pacientes nas fases do SAEP.

    A fim de implement-lo de forma efetiva os enfermeiros devem estar engajados num esquema cujas bases estejam apoiadas sobre os princpios e teorias das cincias biofsicas e comportamentais; estejam continuamente atualizados em conhecimentos e habilidades; determinem o nvel da prtica pela considerao das necessidades dos pacientes e da competncia dos enfermeiros; pelo comportamento de recursos disponveis em relao aos cuidados e inclua a participao do paciente e famlia na promoo, manuteno e restaurao da sade.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Uma experincia de assistncia humanizada ao paciente submetido cirurgia cardaca

    Carvalho, Rachel de; Araya, Margarita Dina Acoria de Rev. paul. enferm;(n.esp):115-20, jul. 1991. ilus

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 30 Relatar a visita pr-operatria, recebimento do paciente no centro cirrgico, atuao direta na sala de operaes e encaminhamento para a unidade ps-operatria.

    Atravs da literatura para definir como sero definidas as aes no perodo perioperatrio e o uso dos pronturios dos pacientes

    Desenvolvimento das aes do enfermeiro e da enfermagem nas fases pr-operatria, transoperatria e ps-operatria, com o auxlio de impresso prprio que compe o pronturio para registro dessas aes.

    Na fase pr-operatria o contato com a famlia e paciente atravs de uma entrevista informal e direcionada as necessidades que envolvem o paciente e o ato anestscio-cirrgico, esclarecendo todas as dvidas do paciente e familiares. No transoperatrio o atendimento humanizado continua atravs do acompanhamento da famlia at a entrada do CC, seu recebimento pelo enfermeiro e encaminhamento a SO e os cuidados dispensados a este durante o ato anestsico-cirrgico. No ps-operatrio a comunicao da enfermeira de CC com a enfermeira da unidade de ps operatrio para preparar seu ambiente com o que for necessrio e a equipe ficar apostos para receber o paciente, que acompanhado pela enfermeira do CC at essa unidade.

    Atravs da assistncia humanizada tem-se uma viso holstica do paciente orientando-o sempre, bem como sua famlia e aos funcionrios atuantes, assim consegue-se uma melhor aceitao dessa experincia.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Avaliao de prescrio de enfermagem para o perodo transoperatrio

    Pellizzetti, Nazar; Bianchi, Estela Regina Ferraz Rev. paul. Enferm;(n.esp):75-84, jul. 1991

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 31 Levantar os problemas de enfermagem documentados na ficha de avaliao pr-operatria de enfermagem, detectados na visita pr-operatria pelo enfermeiro do CC. Verificar a correspondncia entre os problemas de enfermagem levantados e prescrio de enfermagem para o perodo transoperatrio.

    A coleta de dados foi realizada atravs de 74 fichas de avaliao pr-operatria de pacientes acima de 12 anos, no perodo de julho de 1988. Para a coleta de dados foi criado um instrumento para direcionar os itens a serem coletados.

    Os dados foram analisados levando em considerao a relao numrica e percentual. Sero analisados os problemas documentados na ficha pr-operatria e as prescries de enfermagem para o perodo transoperatrio em correspondncia aos problemas levantados na ficha pr-operatria de enfermagem. Foram levantados 387 problemas de enfermagem, para o perodo transoperatrio, em mdia 5,22 problemas por ficha. A quantidade de prescries de enfermagem para os respectivos problemas levantados foram 135 em mdia 1,82 prescries por ficha.

    Na correlao geral dos dados, ocorreram 135 prescries para 387 problemas o que equivale a 34,88% de abrangncia das prescries em relao aos problemas de enfermagem. As 05 correlaes mais freqentes em n foram: estado emocional, comunicao e medos (39); grau de contaminao cirrgica (34); prtese (28); alteraes cardiovasculares (24) e alterao de arterial (20).

    A correspondncia entre o total de problemas e prescries de enfermagem encontradas foi de 34,88%. Para o problema estado emocional, comunicao e medos foram encontrados 64,10% das prescries de enfermagem.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Relato de experincia: atuao do enfermeiro no Centro Cirrgico do Hospital de Pesquisa e Reabilitao de Leses Lbio-Palatais.

    Bertolini, Llian R. Leandro; Soares, Maria Eugnia de Toledo; Spiri, Wilza Carla

    In: Anon, Anais da III jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo. s.l, s.n, 1989. p.490-504.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 32 Relatar a experincia da atuao do enfermeiro do CC como parte da equipe de reabilitao e pela peculiaridade da assistncia ao portador de malformao congnita lbio-palatal.

    Descrio fsica e operacional do sistema CC, SRPA e CME. Pela caracterstica da patologia os pacientes so crianas ou adolescentes. Os dados so colhidos atravs do pronturio e entrevista em grupo com adolescentes acima de 12 anos, as mes e as respectivas crianas.

    As cirurgias eletivas so programadas no dia anterior, favorecendo o planejamento assistencial da enfermagem, que consiste na visita pr-operatria, cuidados trans-operatrios e recuperao ps-anestsica.

    A enfermeira do CC faz a visita pr-operatria de enfermagem na vspera da cirurgia. Os dados so colhidos atravs do pronturio e entrevista em grupo para esclarecer sobre as dvidas, ansiedade e orientar quanto ao preparo pr-operatrio, so registrados na 1 folha de observao do pronturio e no mapa cirrgico quando pertinente. No trans-operatrio o paciente recibo e encaminhado a SO onde recebe a assistncia da equipe anestsico-cirrgico e de enfermagem. Aps o trmino do procedimento cirrgico este encaminhado a SRPA onde ser assistido pela equipe de enfermagem at o momento da alta dada pelo anestesista.

    A necessidade de prestar uma assistncia integral, individual e humanizada, mostra que preciso um aprimoramento na assistncia prestada, pois a atuao da enfermeira existe em relao ao planejamento, porm no de uma forma sistematizada, assim necessria a implantao da SAEP para possibilitar uma assistncia dinmica e documentada.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Assistncia de enfermagem ao paciente no trans-operatrio

    Santos, Jussara Maria Camilo dos; Morais, Maria do Carmo Brito de; Teles, Maria Jos Santos; Aguiar, Maria Pontes de; Cordeiro, Ana Lcia Arcanjo Oliveira.

    Rev. baiana enferm;2(2):118-50, dez. 1986

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 33 Fazer uma anlise comparativa da assistncia de enfermagem prestada ao paciente, a fim de verificar se existe diferena na assistncia de enfermagem no perodo trans-operatrio.

    um estudo multicentro, realizado em 3 hospitais: um pblico, um universitrio e um privado. A amostra conta de 3 enfermeiras coordenadoras dos respectivos CC. Os dados foram colhidos atravs da utilizao de um formulrio para identificar as atividades desenvolvidas nesses servios.

    Aps o preenchimento dos formulrios e comparao das respostas percebe-se: A operacionalizao da montagem da SO fica a cargo do auxiliar de enfermagem com superviso da enfermeira; Os testes bacteriolgicos no so realizados pelo alto custo e falta de disponibilidade do laboratrio; os enfermeiros no realizam a VPOE pela falta de tempo, falta de pessoal e falta de programao; no h nenhuma metodologia assistencial no CC devido ao acmulo de atividade, n insuficiente de pessoal e falta de estmulo para desenvolver esse tipo de trabalho; a recepo do paciente no CC realizada pelo enfermeiro no hospital pblico e universitrio e no privado eventualmente; No hospital privado a enfermeira no acompanha o paciente a SRPA, nem o assiste em SO, exceto em casos de emergncia e falta de pessoal, j nos hospitais pblicos e universitrio a enfermeira desenvolve todas essas atividades; O acompanhamento do paciente a SRPA s realizado no hospital pblico e no privado nem existe SRPA; Sobre o desenvolvimento de pesquisa as enfermeiras no a desenvolvem alegando falta de recursos e nunca ter pensado nesse tipo de trabalho; sobre as atividades administrativas relacionadas a elaborao e atualizao de manuais de normas e rotinas so realizadas apenas no CC do hospital universitrio; a distribuio das cirurgias por SO todos os enfermeiros afirmam fazer; a elaborao de escala de folga e de atividades so realizadas pelas 3 enfermeiras e as atividades para manter o CC funcionando e as cirurgias em andamento so realizadas pelas enfermeiras.

    A relao da mdia de cirurgias/ dia e nmero de enfermeiros so bem diferentes nos hospitais. No hospital pblico e universitrio a mdia de 8 cirurgias para 2 enfermeiras, enquanto que no hospital particular 30 cirurgias para 1 enfermeira. Isso mostra que o desenvolvimento das atividades assistncias ao paciente e algumas atividades administrativas esto diretamente relacionadas com o nmero de enfermeiras.

    Em fase as anlises apresentadas verificou-se que os enfermeiros dos hospitais em estudo desempenham uma funo no globalizada ao paciente, dando prioridade as atividades administrativas que muitas vezes se confundem com atividades burocrticas que poderiam ser delegveis uma pessoa de enfermagem menos qualificada, em detrimento da assistncia ao paciente. Sugere-se que os enfermeiros se conscientizem da importncia do seu papel na assistncia direta ao paciente, no deixando-se envolver por atividades burocrticas e que haja uma maior preocupao por parte das chefes de servio com relao a assistncia de enfermagem no CC.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Humanizao do cuidado em centro cirrgico: reviso da literatura latino-americana 1999-2000

    Kikuti, Eliane Sayuri Rev. Baiana de Enfermagem Salvador, v.19-20, n1/3, p. 21-29, jan. dez, 2004-2005

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 34 Identificar os aspectos mais comuns da hunamizao dos cuidados aos pacientes no perodo perioperatrio encontrados nas publicaes cientficas da enfermagem.

    um estudo descritivo exploratrio. Para isso foi realizado um levantamento bibliogrfico sobre os artigos de enfermagem publicados na Amrica Latina de 1990 a 2000.

    A coleta de dados foi registrada em um instrumento especfico.

    Dos 25 artigos revistos apenas 10 foram selecionados, desses a maior parte (90%) foi escrito por enfermeiros. Das pesquisas encontradas a maioria foi realizada em So Paulo e em hospitais pblicos, com diferentes populaes.

    As seguintes categorias temticas dos assuntos enfocados foram: sistematizao da assistncia de enfermagem, relacionamento interpessoal, avaliao das necessidades psicossociais, tecnologia e famlia. A maior produo concentra-se na rea de sistematizao da assistncia de enfermagem, seguida pela avaliao psicossocial do paciente cirrgico. Embora os avanos tecnolgicos ocorridos na rea mdica tenham modificado o processo de cuidar, observa-se pouca produo cientfica que avalie que a repercusso desse fenmeno na prtica profissional do enfermeiro e no cuidado ao paciente, est tambm se estende a participao da famlia no cuidado ao paciente.

    Os enfermeiros reconheceram a importncia da humanizao dos cuidados, pois o elemento da equipe de sade que pode perceber as emoes que envolvem o paciente submetido a uma cirurgia, bem como o de sua famlia. Portanto necessrio que utilize de todos os recursos que possam atenuar o sofrimento causado pela realizao do procedimento cirrgico, contribuindo para uma assistncia mais humanizada, com uma recuperao mais rpida. Esta uma tarefa difcil e rdua, mas no impossvel e requer empenho dos profissionais e tambm das instituies de sade.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PTI Enfermagem em cirurgia ambulatorial de um hospital escola: clientela, procedimentos e necessidades biolgicas e psicossociais.

    Pinto, Tatiane Vegette; Arajo, Izilda ESmnia Muglia; Gallani, Maria Ceclia Bueno Jayme

    Rev. Latinoam. enferm; 13 (2): mar./abr. 2005

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 35 Caracterizar o perfil dos pacientes atendidos no CC ambulatorial, levantar os procedimentos a que foram submetidos e identificar as necessidades biolgicas e psicossociais desses pacientes.

    Estudo descritivo, realizado por meio de entrevista semi-estruturada e consulta documental ao pronturio mdico, para coleta dos dados foi utilizado um formulrio especfico. Participaram do estudo 167 pacientes.

    O perfil dos pacientes assistidos caracterizou-se pelo equilbrio entre os sexos masculino e feminino, idade mdia de 51 anos e baixo nvel socioeconmico.

    Os procedimentos mais freqentes foram os da oftalmologia e de anestesia local, com ou sem sedao. Das necessidades afetadas:

    Biolgicas: alteraes na presso arterial, eletrocardiogrficas, uso de medicamentos, alergia a medicamentos, jejum prolongado, nuseas, vmitos e dor. Psicossociais: preocupao, medo, ansiedade, desconforto com a espera pelo procedimento e dvidas ou desconhecimento sobre cuidados perioperatrios.

    O estabelecimento de padres mnimos de cuidado para cada especialidade, procurando atender s necessidades biolgicas e psicossociais evidenciadas neste estudo, por meio da educao continuada, com incentivo realizao de registros de intervenes e condies perioperatrias do paciente pela equipe de sade.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    76

    No que se refere a equipe de enfermagem esta situao acontece em

    virtude das diversas atividades no s assistncias, mas tambm

    administrativas que exigem deste profissional a prontido.

    Com relao ao paciente e seus familiares este tambm um

    momento muito delicado, provocado pela separao e aliado a vrios

    sentimentos desencadeados pela necessidade da realizao da cirurgia.

    O paciente fica totalmente, dependente dos cuidados da equipe de

    enfermagem e mdica permanecendo assim at o trmino do procedimento

    anestsico-cirrgico Neste sentido os artigos aqui agrupados abordaro

    diferentes aspectos da assistncia perioperatria.

    O estudo E 10 destaca, a importncia da humanizao do paciente

    peditrico e a participao da famlia na reduo da ansiedade, no aumento

    da integrao da equipe com a criana sob a viso da equipe de

    enfermagem.

    Outro estudo (E 15) aborda como a humanizao da assistncia ao

    paciente cirrgico e a famlia pode ser realizada pela interao, orientao e

    comunicao.

    A fragilidade e a separao so expressas pelos pacientes cirrgicos

    nestes estudos (E 16 e E18) Assim como a orientao prvia obtida

    apontada como uma estratgia para diminuir os sentimentos de medo e

    estresse.

    Os estudos E 30 e E 34 mostram a importncia da humanizao ao

    paciente cirrgico e famlia atravs da assistncia holstica, e a importncia

    do enfermeiro como elo entre o familiar e o paciente

    Analisando os estudos E 10, E 16, E 34, E18, E 15 e E 30

    observamos que o paciente e a famlia necessitam alm da competncia

    tcnica, que esperado dos profissionais, um acolhimento em relao a sua

    situao de fragilidade emocional e do desconhecido que neste caso o

    procedimento anestsico cirrgico e tudo que o envolve. A equipe de

    enfermagem est em tempo integral com o paciente e a famlia e tem

    condies de observar e intervir para minimizar essa situao de ansiedade

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    77

    e medo, assim como, orientar e estimular a participao da famlia para

    colaborar na recuperao do paciente.

    Ainda na maioria dos centros cirrgicos a assistncia de enfermagem

    prestada sem a utilizao de um modelo formal de assistncia, porm o

    que se observa um investimento, por parte dos enfermeiros, em utilizar

    uma metodologia para organizar suas atividades assistncias.

    Os estudos a seguir retratam esta busca, assim como as dificuldades

    em desenvolver uma ferramenta de trabalho que seja compatvel com a

    filosofia institucional e que atenda as necessidades do enfermeiro e do

    paciente cirrgico.

    O estudo E 17 aborda a reestruturao do SAEP confrontando a

    teoria com a prtica assistencial j desenvolvida associada a identificao

    dos diagnsticos de enfermagem e as respectivas intervenes com o

    objetivo de antecipar as aes a serem desempenhadas, prevenir

    complicaes e garantir a segurana do paciente. Infere-se que apesar do

    xito no foi explicitado quais foram os diagnsticos identificados e as

    respectivas intervenes.

    O estudo E 28 uma proposta de desenvolvimento do SAEP com

    enfoque na resoluo de problemas mostrando a possibilidade de uma

    assistncia documentada, organizada, propiciando a comunicao intra e

    interprofissional.

    A avaliao de padres mninos de assistncia de enfermagem no

    perodo perioperatrio como forma de favorecer uma assistncia holstica,

    individualizada, participativa e documentada foco do estudo E 29.

    O estudo E 23 discorre sobre as aes de enfermagem desenvolvidas

    no transoperatrio, desde o preparo da SO at o encaminhamento do

    paciente a SRPA.

    A Proposta de um modelo de assistncia de enfermagem no perodo

    perioperatrio, (E 21) utilizando um instrumento para registro dos dados do

    paciente, tem o objetivo de propor ao enfermeiro do centro cirrgico uma

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    78

    avaliao e planejamento dos cuidados, alm possibilitar a interao com o

    mesmo .

    O estudo E 09 aborda a avaliao dos registros de enfermagem como

    base para avaliar os cuidados prestados. Os resultados mostraram condutas

    diferentes daquelas prescritas pelo enfermeiro, assim como o plano de

    cuidados no era individualizado e a maioria dos registros incompletos o que

    impossibilitou a avaliao eficaz da assistncia.

    O estudo E 32 relata a participao do enfermeiro de CC como

    membro da equipe de reabilitao de paciente com malformao congnita,

    sua atuao existe em relao ao planejamento, porm no de uma forma

    sistematizada os autores sugerem a implantao da SAEP para possibilitar

    uma assistncia dinmica e documentada.

    O estudo E 08 faz a identificao dos diagnsticos de enfermagem

    em cirurgia de colecistectomia, sendo apontado: integridade tissular

    prejudicada, risco para infeco, percepo sensorial perturbada, risco de

    aspirao; risco para funo respiratria alterada; hipotermia; risco

    temperatura corporal desequilibrada; nutrio desequilibrada e dor aguda.

    Outro estudo (E 11) enfoca as caractersticas do prprio paciente,

    recursos auxiliares a cirurgia, paramentao da equipe cirrgica e ambiente

    como fatores de risco de infeco. Todos esto relacionados ao local da

    invaso do organismo, secundrio a cirurgia e ao procedimento invasivo.

    O estudo E 13 identifica os diagnsticos de enfermagem no perodo

    perioperatrio do paciente cirrgico ambulatorial sendo elencados:

    ansiedade, mobilidade fsica prejudicada, manuteno da sade alterada,

    risco para infeco, risco para aspirao, risco para funo respiratria

    alterada, risco para leso por posicionamento, risco para trauma,dor aguda,

    risco para leso e padres de eliminao urinria alterados.

    Outro artigo (E 14) faz o levantamento dos diagnsticos de

    enfermagem, no perodo transoperatrio de cirurgia cardaca e obtm: risco

    para infeco, risco para desequilibro de volume de lquidos, troca de gases

    prejudicada, risco para aspirao, proteo alterada, integridade da pele

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    79

    prejudicada, risco para leso perioperatria de posicionamento e risco para

    temperatura corporal alterada.

    O estudo E 19 faz o levantamento dos diagnsticos de enfermagem e

    prope intervenes de enfermagem, com os esclarecimentos pertinentes ao

    paciente sobre sua condio, obtendo mudana de comportamento do

    mesmo.

    O levantamento dos diagnsticos de enfermagem e a proposta da

    soluo de problemas com a escolha da melhor opo foi o propsito do

    estudo E 20. Os diagnsticos levantados foram: potencial para dficit de

    volume de lquido, padro respiratrio ineficaz, comunicao verbal

    prejudicada e isolamento social.

    A deteco de problemas do paciente encontrados na ficha do pr-

    operatrio no momento da recepo do paciente no CC (E24), foram:

    ansiedade, alergia, no integridade da pele, presena de prtese, diminuio

    da acuidade visual, sistema vascular, respiratrio, digestivo, hipertenso,

    taquipnia, taquicardia e hipertermia.

    Foram identificados os riscos mais freqentes nas cirurgias de

    otorrinolaringologia, sendo eles: aumento de presso intracraniana, nuseas,

    vmitos, vertigens, hemorragia, hematomas, fistula licrica, edema,

    aspirao e vmito, o foco do estudo E 27.

    O estudo E 31 identifica os problemas levantados na ficha de

    avaliao pr-operatria e a prescrio de enfermagem correspondente no

    perodo transoperatrio. Os mais freqentes: estado emocional,

    comunicao e medos, grau de contaminao cirrgica, prtese, alteraes

    cardiovasculares e alterao de presso arterial.

    As necessidades biolgicas e psicolgicas dos pacientes atendidos

    em CC ambulatorial so abordadas E 35, sendo identificadas alteraes na

    presso arterial, eletrocardiogrficas, uso de medicamentos, alergia a

    medicamentos, jejum prolongado, nuseas, vmitos, dor, preocupao,

    medo, ansiedade, desconforto com a espera pelo procedimento e dvidas ou

    desconhecimento sobre cuidados perioperatrios como as mais afetadas.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    80

    O estudo E 07 trata de mecanismos para preveno da leso de pele

    no paciente cirrgico no perodo transoperatrio ou em decorrncia dele.

    indicado o alvio da presso durante o posicionamento, e para isso, os

    mecanismos mais eficazes so: o colcho de ar micropulsante, cobertura de

    colcho de polmero de visco elstico seco e almofadas de gel,

    sucessivamente.

    O estudo E 12 trata especificamente da freqncia do diagnstico

    para o risco de leso de posicionamento cirrgico, dos fatores de risco

    levantados os que esto presentes com maior freqncia foram: perda de

    barreiras protetoras habituais secundrias a anestesia, comprometimento da

    perfuso tissular secundria a fatores relacionados a baixa temperatura da

    SO e permanncia do paciente em posicionamento cirrgico por 2h ou mais.

    Sugere-se que a enfermagem proporcione um resultado satisfatrio, preciso

    e seguro independente da posio cirrgica que o paciente se encontre.

    O estudo E 25 trata da preveno de queimadura durante o

    procedimento de ablao de fgado atravs da energia de radiofreqncia.

    Para que no ocorra leso no paciente fundamental que o enfermeiro

    tenha conhecimento sobre a quantidade de placas neutras necessrias, ou

    seja, este artigo ressalta a importncia do conhecimento especializado que

    uma enfermeira de centro cirrgico deve ter para prestar assistncia de

    forma segura.

    O estudo E 33 comparou a assistncia de enfermagem no

    transoperatrio em trs hospitais e constata a diferena no nmero de

    enfermeiros assim como a quantidade de cirurgia, e ainda uma diversidade

    de atuao dos enfermeiros com a priorizao das atividades

    administrativas e burocrticas.

    O estudo E 22 identifica os problemas na assistncia prestada aos

    pacientes de emergncia cirrgica no perodo transoperatrio e estabelece

    as aes de enfermagem. Conclui que a atuao do enfermeiro nas

    diferentes fases desde a sua elaborao at sua implantao e avaliao

    fundamental.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    81

    O estudo E 26 mostra a utilizao de recursos udio-visual e da

    exposio oral, como forma de orientar os pacientes no pr-operatrio e

    analisa seu impacto. O recurso udio visual permitiu uma diminuio do

    tempo dispendido na orientao

    Ao se analisar os contedos dos estudos E17, E 28, E 29, E 32, E 09,

    E 21 e E 23 verifica-se que o desenvolvimento do SAEP procura identificar

    os diagnsticos de enfermagem, os riscos que o paciente cirrgico est

    sujeito, a importncia da documentao da assistncia prestada, a

    participao do enfermeiro na equipe multiprofissional. A importncia do

    desenvolvimento deste e a assistncia de enfermagem integral, humanizada

    e documentada.

    O SAEP um processo planejado, sistematizado e contnuo, tendo

    como objetivo o atendimento s necessidades do paciente atravs de uma

    visualizao global, individualizada, participativa, documentada e

    avaliada(20).

    Com relao aos estudos E 08, E 11, E 13, E 14, E19, E20, E 24, E

    27, E 31 e E 35, so realizados levantamentos dos diagnsticos de

    enfermagem no perodo perioperatrio ou em alguma das suas fases. As

    vezes com anlise generalizada, as vezes para determinado procedimento.

    Vrios diagnsticos englobam as alteraes fisiolgicas e alguns as

    emocionais sendo que a ansiedade e medo esto sempre presentes. Por

    isso a assistncia integral, individual e humanizada importante.

    J os estudos E 07, E 12 e E 25 abordam a assistncia de

    enfermagem no intraoperatrio em situaes de risco especifico que a

    leso de pele por posicionamento cirrgico e o risco para queimadura. O

    planejamento e administrao dos cuidados preventivos nessas situaes

    so essenciais. O posicionamento cirrgico do paciente uma

    preocupao tanto da equipe mdica como da equipe de enfermagem. O

    foco principal da equipe mdica a melhor exposio da regio a ser

    operada e o da enfermagem a segurana e conforto do paciente, para isso

    devero ser utilizados todos os recursos disponveis, como coxins de

    polmero de viscoelstico, coxim de espuma tipo piramidal, travesseiros

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    82

    macios, enfim, o que for necessrio para propiciar conforto. importante

    lembrar que os dispositivos usados precisam ser de superfcie macia, pois

    os de superfcie rgida como campos dobrados acabam criando uma

    condio que aumenta o desconforto para a pele, interferindo na circulao

    perifrica e levando a uma possvel compresso das terminaes nervosas,

    o que poder ser causa de algia ou alopcia no final do procedimento

    cirrgico.

    O sistema msculo esqueltico pode sofrer estresse incomum e

    exagerado durante o posicionamento cirrgico. Os receptores da dor, de

    presso e o tnus muscular esto deprimidos pela ao dos agentes

    farmacolgicos, levando a um relaxamento dos mecanismos de defesa

    normais que o protegem contra o dano articular, estiramento e o esforo

    muscular. No sistema nervoso verifica-se que com a ao dos frmacos

    ocorre a perda total ou parcial da comunicao do corpo com o mesmo e os

    mecanismos compensatrios no so mais possveis, assim os mecanismos

    fisiolgicos adaptativos no funcionam. O sistema cardiovascular tambm

    afetado durante o posicionamento. Os agentes anestsicos bloqueiam os

    mecanismos compensatrios, de controle auto-regulador da dilatao e

    constrio vascular, como tambm existem situaes e pacientes

    vulnerveis, principalmente com cirurgia que tem durao de 2h ou mais

    horas(42), ou seja, o procedimento cirrgico de mdia ou longa durao. Aps

    o incio da cirurgia por algum motivo ela pode se alongar alm do tempo

    previsto, por isso o enfermeiro precisa assistir ao paciente durante o

    posicionamento com muita ateno, sempre pensando e agindo com a viso

    da preveno.

    No estudo E 33 que fez uma anlise multicentro da assistncia de

    enfermagem no perodo transoperatrio, mais uma vez comprova-se que a

    quantidade de enfermeiros em ralao ao nmero de cirurgia insuficiente e

    as atividades administrativas que so importantes para manter tudo

    funcionando sobrecarregam os profissionais e estes acabam delegando a

    assistncia aos auxiliares e tcnicos de enfermagem.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    83

    J no estudo E 22 ressalta a importncia da sistematizao da

    assistncia em cirurgias de emergia intra e extra CC como forma de

    melhoria de qualidade ao paciente.

    No estudo E 26 verificamos que o uso do vdeo como recurso

    tecnolgico pode ser um bom aliado durante a orientao pr-operatria

    tanto para o paciente como para o enfermeiro.

    Com relao ao tipo de pesquisa abordado neste tema, os estudos

    E10 e E 19 so descritivo com abordagem qualitativa, o estudo E 16 do

    tipo convergente-assistencial(43), o E 24 um descritivo quali-quantitativo.

    Os estudos E 09, E 12, E 18, E 35, E 34 so tipo descritivo exploratrio. O

    estudo E 33 multicentro, mas no faz meno a que tipo de pesquisa pode

    ser relacionado ao descritivo. O estudo E 07 uma reviso integrativa. Os

    estudos E 08, E 11, E 13, E 14, E 15, E 17, E 20, E 21, E 22, E 26, E 27, E

    28, E 29, E 30, E 31, E 32, no fazem meno no corpo do artigo, mas pelo

    seu desenvolvimento podemos relacion-los a um estudo descritivo

    exploratrio(39).

    5.1.3 Sala de recuperao ps-anestsica (SRPA)

    Aps o procedimento anestsico-cirrgico o paciente encontra-se em

    um estado de fragilidade, que envolve os aspectos emocionais e fisiolgicos.

    Assim ele necessita de avaliao e cuidados constantes da equipe de

    enfermagem em um ambiente integrado ao CC e que esteja preparado com

    os recursos necessrios para qualquer interveno, esse ambiente a

    SRPA(44,45,46,47,48,49) .

    Sendo assim a segurana o objetivo a ser atingido, no s com a

    proviso de recursos, mas principalmente com pessoal qualificado(50).

    O tema SRPA revela um foco crescente de pesquisa (12 -21,43 %)

    neste sentido.

    As pesquisas aqui agrupadas abordam desde os aspectos

    organizacionais at a vulnerabilidade do paciente nesta unidade.

  • Quadro 4 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Sala de recuperao ps-anestsica (SRPA).

    Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Anlise da atividade da assistncia de enfermagem ao paciente extubado na sala de recuperao anestsica

    Peniche, Aparecida de Cssia; Jouclas, Vanda Maria Galvo; Pellizzetti, Nazr; Trigo, Edda

    In: Anon, Anais da III jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo. s.l, s.n, 1989. p.532-74, ilus, Tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 36 Desenvolver a anlise da atividade assistncia de enfermagem ao paciente extubado na sala de recuperao anestsica fundamentado na teoria de sistemas e teve como base a descrio e a anlise de tarefas componentes da atividade estudada.

    A coleta de dados foi realizada atravs do impresso denominada folha de anlise de tarefas. A amostra consta com 107 pacientes operados no ms de abril de 1989, sendo 71 (66,3%) homens e 36 (33,7%) de mulheres, com predominncia de pacientes adultos 88 (82,2%).

    Foi realizada com base no SAEP. De acordo com os dados da anlise de complexidade efetuada, esta atividade de competncia do enfermeiro que tenha sido submetido a um treinamento para o desenvolvimento das atividades, das habilidades de observao, avaliao e interveno nas emergncias mdico-cirurgica.

    O enfermeiro estar preparado a tingir o objetivo da enfermagem na SRPA que assistir os pacientes em suas necessidades bsicas afetadas, utilizando todos os meios para preveno sistemtica de complicaes, num trabalho de equipe que favorea um diagnstico e um tratamento que seja o mais precoce possvel, atravs da educao continuada que o habilitar a prestar essa assistncia.

    O acompanhamento direto do desenvolvimento da tcnica anestsica e cirrgica, junto a um treinamento de suas habilidades em observar, avaliar e intervir nas emergncias mdico-cirrgicas, embasadas em um modelo conceitual de interveno de enfermagem que vai capacitar o enfermeiro a atuar com eficincia na SRPA.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA A utilizao do brinquedo na sala de recuperao: um recurso a mais para assistncia de enfermagem criana

    Duarte, Erica Rosalba Mallmann; Meirelles, Ana Maria; Bruno, Snia Maria Alexandre; Duarte, Ana Lcia Saldanha

    Rev. Brs. Enferm;40(1):74-81, jan.-mar. 1987. tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 37 Estudar a influncia do brinquedo no processo de recuperao da criana aps um procedimento cirrgico. Comparar o comportamento das crianas que no recebem o estmulo do brinquedo. Comparar a mdia de permanncia dos 2 grupos.

    um estudo de carter experimental. A mostra consta com 34 crianas de sendo 24 do sexo masculino e 10 do feminino10, com faixa etria de 0 a 12 anos, que sofreram cirurgia de pequeno e mdio porte sob anestesia geral, sem complicaes e sem restrio da sua capacidade cognitiva. A amostra foi dividida em 2 grupos: grupo A com 17 crianas que no receberam o brinquedo como estmulo durante o perodo que ficaram na SRPA (grupo controle) e o grupo B com 17 crianas que receberam o estmulo do brinquedo durante o perodo que ficaram na SRPA. Para coleta de dados foi realizada por observao e o registro realizado em um formulrio elaborado e testado especificamente para essa finalidade.

    A anlise dos dados foi realizada atravs do tratamento estatstico com freqncias absolutas e relativas. Par anlise comparativa foi aplicado o teste T de STUDENT para as 2 amostras independentes.

    O grupo que utilizou brinquedos teve um comportamento final mais positivo em relao a: orientao, tranqilidade, confiana, alegria, receptividade e ateno do que o grupo controle. As crianas com menor faixa etria do grupo com brinquedos apresentaram uma resposta mais positiva em relao a equipe de sade demonstrado atravs da alegria, confiana e receptividade, estas contaram com o acompanhamento dos pais.

    Observou-se ainda no brinquedo e nas brincadeiras um interesse muito grande de todas, nos desenhos, nos brinquedos que imitam materiais hospitalares e em bonecos da atualidade. Em relao ao tempo de permanncia ocorreu uma diminuio 30 minutos do grupo que utilizou brinquedo em comparao com o grupo controle. Comparando-se que a mdia de permanncia total da amostra foi de 150m houve uma diminuio de 20% do tempo de recuperao.

    Do ponto de vista quantitativo para se poder afirmar que h influncia do brinquedo no processo de recuperao da criana, aps um procedimento cirrgico as autoras acreditam que a amostra estudada dever ser aumentada. O brinquedo includo no processo de recuperao da criana trouxe um comportamento final mais positivo. A mdia de permanncia sofreu reduo de 30 minutos no grupo que teve o estmulo de brinquedos.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Avaliao de mtodos de aquecimento aplicados ao paciente hipotrmico na sala de recuperao

    Garanhani, Maria Lcia; Kemmer, Ligia Fahl; Rodrigues, Ana Irm

    Rev. paul. Enferm;9(3):88-96, set.-dez. 1990.ilus

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 38 Verificar a eficcia da utilizao do cobertor comum, cobertor e aquecedor eltrico, no aquecimento do paciente hipotrmico, na sala de recuperao ps-anestsica.

    A populao constou de 30 pacientes de ambos os sexos, com faixa etria de 14 a 60 anos, submetidos a anestesia geral ou regional e cirurgias endo e ecto cavitrias, o parmetro para hipotermia foi < 36C. Para mensurao da temperatura foi escolhida a regio axilar e a verificao a cada 5 minutos.

    10 pacientes participaram do grupo controle com uso de cobertor comum, 10 do grupo experimental com uso cobertor eltrico e 10 outro grupo experimental com uso de aquecedor eltrico sendo utilizado 3 lmpadas infravermelho direcionadas da regio torcica a pubiana. Foi considerada a temperatura corprea na admisso e alta da SRPA e o tempo para alcanar 36C e a durao do tremor e sensao de frio.

    Os pacientes que fizeram uso de cobertor comum houve uma demora significativa para recuperar a temperatura, em mdia 83m, sendo que 60% dos pacientes se queixaram da sensao de frio em mdia por 45m e 40% apresentaram tremores com durao mdia de 40m. Os pacientes que se utilizaram de cobertor eltrico percebe-se que a recuperao da temperatura foi mais rpida levando em mdia 43m, 30% dos pacientes verbalizaram desconforto de frio que durou em mdia 10m, 80% verbalizou como agradvel a sensao de calor, 30% apresentou tremores com durao mdia de 22m. Os pacientes que utilizaram o aquecedor eltrico que tambm dispersou calor no ambiente, a recuperao da temperatura foi notadamente muito mais rpida levando em mdia 39m, 40% alegou desconforto pelo frio at 5 m aps o aquecedor ser ligado, 80% alegou sensao de calor muito agradvel e a presena de tremores durou em mdia 4m.

    Dos 3 mtodos de aquecimento pesquisado o cobertor comum que teve o pior desempenho, o cobertor eltrico apresentou bons resultados muito semelhante ao aquecedor eltrico, sendo este ltimo o que apresentou o melhor desempenho para aquecer os pacientes e recuperar a temperatura corprea.x

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Abrangncia da atuao do enfermeiro em sala de recuperao anestsica como perspectiva de melhor assistncia ao paciente no perodo perioperatrio

    Peniche, Aparecida de Cssia Geani Rev.. Esc. Enferm. USP;29(1);83-90, abr. 1995

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 39 Mostrar a atuao do enfermeiro em sala de recuperao anestsica com uma abrangncia, no s a nvel assistencial como tambm na rea educacional, de pesquisa e administrativa que devem ser exploradas com o objetivo de melhor assistir o paciente no perodo perioperatrio.

    um estudo que faz referncia a artigos publicados sobre a atuao do enfermeiro em SRPA.

    Descrio da importncia da atuao do enfermeiro junto ao paciente cirrgico que se encontra no ps-operatrio imediato na SRPA. O enfermeiro dedica seu tempo ao cuidado assistencial ao paciente por este se encontrar numa fase delicada e de risco de vida at a estabilizao dos sinais hemodinmicos. importante que o enfermeiro tambm reserve um perodo do seu tempo para desenvolver pesquisa sobre o universo que compes a SRPA e tambm seu reflexo na assistncia ps-operatria, para que haja uma continuidade assistencial.

    Esse estudo mostra a preocupao com o paciente aps a realizao do ato operatrio, quando em 1904 foi designado um local para assisti-lo, nas ainda no era considerado como uma SRPA, o que s vem a acontecer a partir do incio de 1940. Aps o desenvolvimento de drogas anestsicas que causavam depresso respiratria e tambm o desenvolvimento das cirurgias torcicas foi enfatizado a necessidade de se ter uma SRPA com a participao do enfermeiro para assistir a esses pacientes. Com o passar dos anos o desenvolvimento cientfico foi se aprimorando e a assistncia de enfermagem tambm evoluiu nesse sentido, fazendo do SAEP uma metodologia organizacional e assistencial ao paciente cirrgico.

    Pela possibilidade de abrangncia da atuao da enfermeira em SRPA, acredita-se numa perspectiva de melhor assistncia ao paciente quando existir no s maior desenvolvimento na rea de pesquisa, mas tambm quando as outras reas de atuao (educao, administrativa e assistencial) forem pautadas em mtodos cientficos propostos por essas pesquisas e em filosofias no s institucionais, mas que estejam ancoradas em crenas e valores individuais.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Requisitos mnimos para organizao da sala de recuperao ps-anestsica e a assistncia de enfermagem nela prestada

    Ferraz, Estela Regina Rev.. Esc. Enferm. USP;29(1);83-90, abr. 1995

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 40 Abordar os requisitos mnimos para a organizao da sala de recuperao ps anestsica quanto a conceito, ambiente, trabalho em equipe, seleo dos pacientes e alta e descreve os cuidados de enfermagem nela prestada.

    Foi realizada a coleta de dados atravs da reviso de alguns artigos selecionados em relao ao universo da SRPA.

    um estudo que mostrar a infra estrutura necessria para o funcionamento da SRPA desde o conceito da mesma passando pelo ambiente, planta fsica, material, equipamento, recursos humanos e os cuidados prestados pela equipe de enfermagem at a alta do paciente.

    indicado que a SRPA fique o mais prximo possvel do CC para facilitar o acesso da equipe anestsica e cirrgica principalmente nos casos de emergncia. Quanto aos recursos matrias e de equipamentos deve conter tudo que for necessrio para prestar uma assistncia digna e com qualidade. O trabalho preciso ser desenvolvido em equipe e a equipe que assiste o paciente diretamente a de enfermagem, e deveria ter uma enfermeira presente para coordenar a equipe, mas nem sempre isso acontece, pois a enfermeira muito requisitada no CC e a SRPA acaba sendo delegada a equipe de auxiliares de enfermagem. Para que a equipe da SRPA receba a informao do que aconteceu com o paciente durante o intraoperatrio, para poder planejar a continuidade assistencial at o mesmo estar com suas funes estveis e o anestesista possa dar a alta ao paciente.

    preciso que todo universo da SRPA esteja em boas condies para que se possa dar uma assistncia adequada e digna. Alm disso, preciso atender adequadamente s necessidades do paciente necessrio ter em mente que ele um indivduo que est em instabilidade tanto fsica como emocional e que necessita de vigilncia constante. O papel do enfermeiro de vital importncia para a assistncia de enfermagem ao paciente durante esse perodo.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Validao dos padres de assistncia de enfermagem em recuperao anestsica

    Avelar, Maria do Carmo Querido; Peniche, Aparecida de Cssia Giani; Paula, Tehereza Akiko Carbone de; Carbone, Neide Akiko; Silva, Rose Mary da.

    Rev. paul. enferm;(n.esp):11-8, jul. 1991. ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 41 Validar os padres de assistncia de enfermagem em recuperao anestsica possvel implementao.

    A amostra contou com a participao de 10 enfermeiros que trabalham em CC e tem experincia e SRPA do campo de estudo em questo. Par coleta de dados foi elaborado um instrumento.

    Dos 10 formulrios distribudos houve a devoluo de 08 e aps os mesmo serem analisados e sofreram as modificaes solicitadas e devolvidos aos enfermeiros para verificao de sua exeqibilidade e posterior implantao.

    Com a anlise do que foi proposto foi possvel a formulao de 3 padres. Padro 1 englobou: A unidade do paciente preparada para receb-lo num ambiente sem risco e a continuidade da assistncia de enfermagem para o paciente em SRPA sem riscos assegurada pelo transporte adequado do paciente e pela transmisso correta de informaes. Padro 2 descrimina os cuidados que devem ser dispensados aos pacientes pelas enfermeiras: receber o pacientes na SRPA e proceder a avaliao inicial e sua observao continua; prescrever os cuidados especiais de enfermagem par atender o paciente conforme as necessidades e as implementar e fazer a evoluo de enfermagem do paciente aps a sua alta da SRPA e o encaminh-lo de forma segura. Padro 3 integra os aspectos relacionados a manuteno dos equipamentos indispensveis na SRPA, tais como respiradores, desfibriladores, monitores cardacos e carro de emergncia em condies de uso.

    A elaborao dos padres de enfermagem na SRPA constitui-se numa tentativa de encaminhamento de solues que assegure o mnimo necessrio, para garantir a ausncia de riscos na assistncia de enfermagem ao paciente nesta fase.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Algumas consideraes sobre avaliao do paciente em sala de recuperao

    Peniche, Aparecida de Cssia Giani. Rev. Esc. Enferm. USP;32(1):27-32, abr. 1998. ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 42 Sugerir a criao de padres e critrios de avaliao para a assistncia de enfermagem prestada ao paciente em sala de recuperao anestsica e a validao dos mesmos.

    um estudo que busca na bibliografia selecionada as caractersticas da assistncia de enfermagem prestada na SRPA.

    Aps a leitura dos artigos foram selecionados os pertinentes a atuao da equipe de enfermagem em SRPA e os cuidados necessrios ao atendimento do paciente no ps-operatrio imediato.

    A individualizao dos cuidados prestados tem sido procurada, no s atravs de treinamento e orientaes bsicas da equipe como tambm pelo assessoramento feito pela monitorizao, em desenvolvimento constante decorrente do avano tecnolgico gerando informaes vitais sobre as funes do paciente. Paralelo a isso ocorre um distanciamento cada vez maior do enfermeiro, provavelmente devido a escassez desse profissional atuando em SRPA e talvez a grande rotatividade desses profissionais possa estar associada, alm da falta de estrutura adequada e a ausncia de uma filosofia institucional que priorize o homem. Na literatura encontramos algumas propostas de padres a serem aplicados e quando avaliados mostram que os que esto relacionados ao ambiente, matrias e equipamentos tem uma avaliao muito boa, enquanto que os relacionados ao atendimento sua avaliao moderada. O melhor quando ocorre uma simbiose entre o profissional e a tecnologia utilizando o que cada um tem de melhor em benefcio do paciente.

    A preocupao com a qualidade da assistncia tem sido uma constante principalmente quando relacionada a alta complexidade que envolve o cuidado do paciente na SRPA principalmente porque o mesmo encontra-se num momento em que o trauma anestsico-cirrgico encontra-se em seu ponto mximo e necessita de uma avaliao constante da equipe de enfermagem.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Rotinas e cuidados de vigilncia na sala de recuperao anestsica

    Gorayb, Susane Bruder Silveira; Souza, Maria Clara Manoel de; Caldeira, Silvia Maria

    Rev. paul.enferm;(n.esp):19-24, jul. 1991. ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 43 Estabelecer rotinas e cuidados de vigilncia dados ao paciente submetido anestesia geral e bloqueios, com o objetivo de detectar e/ou prevenir complicaes anestsicas, na SRPA.

    A amostra contou com 5547 pacientes, de ambos os sexos, adulto e infantil, no perodo de fevereiro de 1988 a maro de 1990. Os dados foram coletados atravs da ficha de complicaes observadas na SRPA. Os pacientes foram divididos em 2 grupos:

    G1: com 3.784 pacientes submetidos a anestesia geral e G2: com 1763 pacientes submetidos a diversos tipo de bloqueios.

    Os dados coletados foram dispostos em tabelas, apresentando os itens das complicaes com as 10 maiores incidncias para anestesia geral (G1): hipotermia 120bat/min. (13,3%); nuseas e vmitos (11,2%); hipertermia > 37C (9,6%); agitao (8,5%); alterao cido-base (7,8%); calafrios/tremores (5,3%) e disritmia ventricular (5,3%). As 05 maiores incidncias para bloqueios (G2): hipotermia 37C (2,5%).

    Aps da incidncia das complicaes em ambos os grupos, foram verificadas suas respectivas causas e descrita as rotinas e cuidados a serem administrados ao paciente. Nesse perodo crtico importante que assistir ao paciente em um ambiente adequado com monitorizao dos diversos sistemas, temperatura ambiente confortvel e equipe multiprofissional adequada para atuar nas situaes de complicaes e emergenciais. Tambm importante realar que a assistncia na SO com vistas ao aquecimento do paciente, ajuda muito a prevenir complicaes SRPA.

    Devido a constatao de uma elevada incidncia de complicaes no ps-operatrio imediato, importante a permanncia do pacientes na SRPA at que o mesmo retorne conscincia, esteja com seus reflexos protetores e com os sinais vitais estveis.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Implementao do diagnstico de enfermagem na unidade de recuperao ps-anestsica: estudo piloto

    Cruz, Isabel Cristina Fonseca da Rev. Esc. Enferm. USP;24(3): 345-58, dez. 1990. tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 44 Aplicao de um instrumento, na SRPA, para identificao dos diagnsticos de enfermagem mais freqentes. E foi norteado pelo conceito de diagnstico de enfermagem utilizando a taxonomia de NANDA.

    A mostra compreendeu 19 pacientes adultos, sendo 11 do sexo feminino e 08 do masculino. Foi elaborado um instrumento para a coleta de dados que foi realizada atravs de entrevista, exame fsico e da consulta a ficha de Aldrete e Kroulik. A Coleta de dados foi realizada no perodo de abril a junho de 1989.

    Os pacientes que apresentaram os diagnsticos de enfermagem mais freqentem foram: potencial para injuria e hipotermia17 (89,5%); alterao no nvel de conforto (dor, nusea e vmito) 13 (68,4%); ansiedade 03 (15,8%); limpeza ineficaz das vias areas superiores/padro respiratrio ineficaz e dficit de lquido circulante 02 (10,5%); alterao na perfuso tecidual e reteno urinria 01 (5,3%).

    Aps a determinao dos diagnsticos foram formuladas as respectivas prescries de enfermagem, totalizando 115, o que corresponde a mdia 06 prescries de enfermagem por paciente. A agitao no consta da bibliografia consultada e sua freqncia tambm foi baixa. A mdia de permanncia do paciente na SRPA de 90 min. Os diagnsticos diferentes aos j expostos que apareceram como alterao tecidual e reteno urinria no apresentaram freqncia significativa. Devendo ser investigado no futuro e adicionado a uma lista de diagnsticos adicionais.

    O instrumento utilizado auxiliou a formular os diagnsticos apresentados, mas preciso fazer uns ajustes para melhor utilizao na prtica.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Complicaes ps anestsicas: subsdios para assistncia de enfermagem na Sala de Recuperao Anestsica

    Miyabe, Mara Harumi; Diccini, Solange; Glashan, Regiane de Quadros; Pellizzetti, Nazar; Lelis, Maria Alice dos Santos

    Acta paul. enferm;15(1):33-39, jan.-mar. 2002. tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 45 Identificar as complicaes ps anestsicas na SRPA em pacientes adultos e peditricos.

    um estudo descritivo e exploratrio. A amostra contou com a participao de 77 pacientes, sendo 53 (69%) adultos desses 33 (62%) do sexo feminino e 20(38%) do masculino e 24(21%) crianas dessas 19(79%) do sexo masculino e 05 (21%) do feminino. Foi elaborada uma ficha para a coleta de dados foi realizada atravs do pronturio, no ms de julho de 2000.

    Foi realizada atravs de um banco de dados com tratamento estatstico e expressos em n absoluto e porcentagem. As cirurgias foram dividas por porte: pequeno (P), mdio (M) e grande (G) tanto para o grupo de adultos quanto para o peditrico. Para os adultos: P 21(40%); M 24(45%) e G 08(15%). Para o peditrico: P 11(46%); M 10 (42%) e G 03 (12%). O n de complicaes na populao adulta e peditrica durante a permanncia na SRPA. Nos pacientes adultos: hipotenso 11(34); calafrios e tremores 05 (16%); dor, nuseas e vmitos 03 (09%); agitao e bradicardia 02 (7%); apnia, broncoespasmo, hipotermia, precordialgia, rubor facial e tontura 01(3%). Nos pacientes peditricos: agitao e dor 02 (40%) e sangramento 01 (20%).

    Nos pacientes adultos foram encontradas 32 complicaes. Os pacientes com 01 complicao foram 19(59%); com 02 6(38%) e com 01(3%). Nos pacientes peditricos foram encontradas 05 complicaes. Os pacientes com 01 complicao foi 01(3%) e com 02 (80%). Quando as complicaes so comparadas com o porte da cirurgia, nos adultos: P 10 (30%); M 19(60%) e G 03 (10%). Nos pacientes peditricos: P 01(20%) e M 02 (40%). Devido a alta rotatividade dos leitos e da carncia de nmero de pessoal, como de profissionais especializados, a assistncia de enfermagem prestada durante a permanncia do paciente na SRPA pode ser dificultada na sua principal ao, que a deteco precoce destas complicaes atravs da monitorizao constante.

    As complicaes que ocorrem na SRPA tm correlao direta com as drogas anestsicas administradas durante o procedimento cirrgico e seus efeitos colaterais, bem como ao procedimento cirrgico. Tambm ha necessidade de se manter uma SRPA adequada demanda cirrgica.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    SRPA Brinquedo teraputico: comportamentos manifestados por crianas em unidade de recuperao ps-anestsica de cirurgia cardaca

    Almeida, Fabiane de Amorim Rev. paul. enferm; 20 (1): 5-12, 2001

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 46 Descrever e comparar as respostas comportamentais apresentadas pelas crianas antes, durante e aps a sesso de brinquedo. Identificar o contedo e o significado das verbalizaes expressadas por ela durante a sesso.

    A amostra contou com 15 criana submetidas a cirurgia cardaca, com idade entre 03 a 06 anos, extubada, consciente, alerta e com capacidade de verbalizao. A coleta de dados foi realizada no perodo de 20 de julho a 20 de novembro de 1994. Durante sua permanncia na unidade recuperao ps-operatria (RPO) realizou-se uma sesso de brinquedo teraputico, onde foi observado o comportamento da criana, o melhor momento foi no 1 ou 2 dia do ps-operatrio.

    Os comportamentos observados foram analisados a partir da categorizao de respostas comportamentais e de nveis de respostas comportamentais proposta por RIBEIRO (1986), excluindo a categoria movimentao fora do leito, pois nessa fase as crianas esto restritas ao leito. As categorias estudadas foram: movimentar; olhar; expressar emoes; brincar; no responder a estmulos e verbalizar. Estas esto dividas em 03 nveis: nvel I (NI) as aes denotam maior dependncia, passividade e menor interao com os outros; nvel II (NII) e III (NIII) as aes evidenciam gradativamente maior independncia, participao em atividades e interao com as pessoas. Em relao a categorias e nveis de respostas comportamentais relacionados a sua freqncia de ocorrncia entre as crianas: movimentar NI 15 (100%), NII 14 (93,3%), NIII 12 (80%); olhar NI e NIII 08(53,3%), NII 13 (86,7%); expressas emoes NI 05 (33,3%), NII 02(13,3%), NIII 12 (80%); Brincar NI e NII nada, NIII 13 (86,7%); no responder a estmulos NI 12 (80%), NII e NIII nada; verbalizar NI 02(13,3%), NII 12 (80%), NIII 06 (40%).

    Ao agruparmos os 03 nveis de respostas as categorias movimentar 224 (46,1%), olhar 110 (22,7%) e verbalizar 54 (11,1%) predominaram. Fica evidenciado a preocupao constante da criana com o ambiente a sua volta, no se concentrando na brincadeira. As respostas de nvel I e II apresentam maior freqncia evidenciando a atitude de maior passividade. Considerando-se o fato de estar vivenciando uma situao nova e assustadora, tendo que ficar longe da me, em um ambiente estranho e sentindo dor, a criana ainda enfrenta a dificuldade para se adaptar a rotina bastante complexa da unidade, j que o tempo de permanncia curto 02 dias, e ela no consegue alcanar uma situao de equilbrio fsico e mental, indispensvel para que se sinta motivada a brincar.

    Em funo do comportamento da criana, o brinquedo teraputico pode trazer melhores resultados se utilizado em outro momento, ainda que ela esteja na UTI, mas desde que seu estado no esteja to comprometido, como nos primeiros dias aps uma cirurgia de grande porte. Ainda assim, o uso do brinquedo teraputico demonstrou ter grande valor como facilitador de uma interao mais efetiva do adulto com a criana, tornando o ambiente menos assustador e favorecendo a adaptao a unidade.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    95

    O E 40 mostra a importncia de uma SRPA e os requisitos mnimos

    necessrios para o bom atendimento ao paciente. Enfoca a necessidade de

    rea fsica, equipamentos e a equipe de enfermagem sendo coordenada por

    um enfermeiro, lotado nesta unidade, A importncia da atuao do

    enfermeiro na SRPA tambm destacada no estudo E 39 no s no

    desenvolvimento das atividades assistenciais, mas tambm naquelas

    referentes ao desenvolvimento do seu potencial na rea da pesquisa, da

    educao continuada e da administrao.

    O desenvolvimento de trs padres para garantir uma qualidade na

    assistncia o objetivo do estudo E 41. Como resultados so propostos

    padres que abrangeram desde o preparo da unidade, a recepo do

    paciente, os cuidados necessrios at a disponibilidade de equipamentos

    para assisti-lo.

    No estudo E 42 refora-se a necessidade da presena e atuao do

    enfermeiro na SRPA como tambm de se estabelecer padres de

    assistncia, visando melhoria da qualidade. Embora os padres que tratam

    de aspectos estruturais e equipamentos tenham sido implementados e

    avaliados como bons, queles voltados assistncia tiveram uma avaliao

    considerada moderada o que leva os autores a ressaltar a falta do

    enfermeiro em SRPA e a ausncia de uma filosofia institucional que valorize

    o homem e o cuidado.

    O estudo E 36 ressalta a complexidade da assistncia ao paciente no

    ps-operatrio imediato e sua situao de fragilidade, mostrando que o

    enfermeiro devido a sua formao e responsabilidades tico-legais o

    profissional habilitado a prestar assistncia ao paciente na SRPA.

    Apesar de no ser mencionado de forma clara o tipo de pesquisa os

    estudos E 40, E 39, E 41, E42, E 36 acima apresentados so classificados

    com descritivos exploratrios(39).

    Como ponto de interseco destas pesquisas tem-se a importncia da

    presena e atuao do enfermeiro na SRPA, bem como o desenvolvimento

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    96

    de padres assistenciais que nortearam o desenvolvimento das aes a

    serem desenvolvidas, estabelecendo critrios de qualidade.

    A maioria das instituies no tem na unidade de recuperao ps-

    anestsica o enfermeiro fixo em seu quadro de funcionrios o que dificulta a

    prestao de cuidados ao paciente como foi enfocado nos artigos acima

    referidos desencadeando sobrecarga de atividades organizacionais e

    administrativas deslocando o enfermeiro da assistncia ao paciente neste

    perodo critico. Novamente tem-se, como nas outras pesquisas realizadas

    nas categorias anteriores, o cuidado ao paciente crtico delegado aos

    auxiliares e tcnicos de enfermagem e tambm refletindo a filosofia

    institucional de no valorizao do homem enquanto ser nico neste

    processo anestsico-cirrgico.

    Outra forma de estruturar o cuidado de enfermagem na SRPA

    diferente da criao dos padres estabelecidos pelos estudos acima foi

    descrita em E 43 e E 44 estes estudos identificam os diagnsticos mais

    freqentes na unidade so eles: potencial para injuria e hipotermia, alterao

    no nvel de conforto (dor, nusea e vmito), ansiedade, limpeza ineficaz das

    vias areas superiores/padro respiratrio ineficaz e dficit de lquido

    circulante, alterao na perfuso tecidual e reteno urinria. Aps a

    identificao dos diagnsticos foram formuladas as respectivas prescries

    de enfermagem.

    Os diagnsticos de enfermagem so indicadores de necessidades de

    cuidados de enfermagem da pessoa que esta sendo assistida. Sua

    aplicao benfica quando direciona a assistncia de enfermagem para as

    necessidades de cada paciente, facilita a escolha de intervenes e permite

    registrar objetivamente as reaes dos pacientes e avali-las(51). Acredita-se

    no diagnstico como elemento precursor das aes preventivas a serem

    desenvolvidas diminuindo o ndice de complicaes aos pacientes

    A hipotermia uma das complicaes mais freqentes em SRPA e

    apesar desta constatao poucos so as pesquisa divulgadas. Neste estudo

    constata esta deficincia quando encontra-se somente um artigo publicado

    (E 38) referente a hipotermia. Este citado estudo compara trs mtodos

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    97

    diferentes de aquecimento do paciente na SRPA e verifica qual deles

    contribui para o restabelecimento da temperatura corprea mais

    rapidamente.

    No que se refere s complicaes nesta fase o E 45 relata as

    complicaes com pacientes adultos e peditrico e sua correlao com a

    falta de pessoal qualificado e numericamente inadequado para prestar

    assistncia de enfermagem. As complicaes encontradas na populao

    adulta foram: hipotenso, calafrios e tremores, dor, nuseas e vmitos,

    agitao e bradicardia, apnia, broncoespasmo, hipotermia, precordialgia,

    rubor facial e tontura. Nos pacientes peditricos: agitao, dor e

    sangramento.

    Com relao ao tipo de pesquisa O estudo E 45 um descritivo e

    exploratrio. J os estudos E 43 e E 38, no mencionam no corpo do artigo,

    mas pelo seu desenvolvimento podemos relacion-los a um estudo

    descritivo exploratrio e o E 44 como experimental do tipo controle(39).

    A maioria dos estudos aqui relatados (E 44, E 40, E 39, E 41, E42, E

    36) mostram que a presena do enfermeiro na SRPA indispensvel, para

    poder atuar na preveno das complicaes

    A presena da criana em sala de recuperao anestsica uma

    preocupao constante para o enfermeiro e observa-se ao longo dos anos

    um investimento destes profissionais em propiciar a presena dos pais neste

    momento aps a cirurgia. Atualmente se tem com o estatuto da criana e do

    adolescente o respaldo legal desta situao(52).

    Os estudos (E37 e E 46) abaixo mostram o uso do brinquedo como

    uma forma de integrao da criana com o ambiente, a equipe de

    enfermagem e a famlia quando possvel. Essa estratgia auxilia a criana a

    nesse momento delicado e tem como objetivo estimular um comportamento

    positivo em relao a: orientao, tranqilidade, confiana, alegria,

    receptividade e ateno.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    98

    Com relao ao tipo de pesquisa o estudo E 37 do tipo experimental

    e o E 46, apesar de no mencionado no corpo do artigo um estudo descritivo

    exploratrio(39).

    5.1.4 Visita ps-operatria( VPO)

    O tema VPO parece no estar recebendo a devida ateno (01-

    1.79%) nem pelos enfermeiros da UI e nem pelos enfermeiros de CC.

    Acredita-se que esse um momento onde se pode avaliar toda orientao e

    preparo que foi fornecida ao paciente e a famlia previamente e

    conseqentemente avaliar a qualidade da assistncia de enfermagem

    implementada em todo o perodo perioperatrio.

    A visita ps-operatria de enfermagem dinmica utilizada na ltima

    fase do SAEP e possibilita ao enfermeiro do CC avaliar como foi a

    assistncia prestada durante as fases anteriores e qual foi a percepo do

    paciente sobre esta.

  • Quadro 5 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Visita ps-operatria (VPO).

    Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    VPO Visita ps-operatria de enfermagem: aplicao de instrumento e apreciao dos enfermeiros

    Bueno, Mariana; Noronha, Rachel; Arajo, Izilda Esmenia Muglia

    Acta paul. Enferm;15(4):45-54, out.-dez. 2002

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 47 Estudar a relevncia que os enfermeiros atribuem a visita ps-operatria de enfermagem (VPsOE). Porpor e avaliar um instrumento de VpsOE, com o intuito de facilitar a avaliao do pacientes e da assistncia no perodo perioperatrio.

    um estudo de carter descritivo e exploratrio. A amostra foi composta por 14 enfermeiras do CC e da UI e por 54 pacientes, sendo 31 do sexo masculino e 23 do feminino. A faixa etria predominante foi de 60 a 69 anos. A coleta de dados foi realizada utilizando um instrumento para as enfermeiras e outro para os pacientes, atravs de entrevista.

    O conceito sobre a VpsOE, como sendo realizada pelo enfermeiro da UI foi de 50%. A observao do estado geral e psicolgico foi de 42,8%. Com a respeito a importncia da VpsOE para o paciente, 92,8% das enfermeiras consideram relevante e 7,1% importante. Em sua maioria 42,8% afirma que a mesma importante para o acompanhamento e monitoramento da evoluo do paciente. Para 21,4% tambm momento de esclarecimento de dvidas. Em relao as respostas obtidas dos pacientes: 75,9% estava no 1 PO; 14,8% no 2 PO e 2% no 3PO. Das intercorrncias anestsicas 20,3% apresentaram bradicardia e extra-sistoles. Queixaram-se de dor 66,6%. Apresentaram alteraes cardiovasculares 29,9% e diminuio da expansividade torcica 20,3%.

    Para 100% das enfermeiras a VpsOE essencial para a profisso. Sobre a quem cabe a atribuio da VpsOE 57,1% a enfermeira da UI e 21,4% a enfermeira do CC. Os 100% dos pacientes referiram no terem sido informados acerca da cirurgia por qualquer profissional de enfermagem, tambm percebeu-se a dificuldade da distino entre enfermeiro, tcnico e auxiliar de enfermagem.

    As enfermeiras detm bom entendimento acerca da VpsOE, e de sua importncia para o paciente, para o profissional e assistncia por esta prestada. A VpsOE possibilita um forma de melhorar tanto a assistncia quanto o trabalho do profissional, alm trazer benefcios ao paciente.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    100

    O estudo E 47 mostra a relevncia que os enfermeiros atribuem a

    visita ps-operatria de enfermagem Para os enfermeiros VPO essencial

    profisso e possibilita o monitoramento da evoluo do paciente e a

    deteco de falhas na assistncia possibilitando solues. Em relao a qual

    enfermeiro compete essa responsabilidade este estudo aponta que mais de

    57% dos enfermeiros acreditam que a atividade deve ser desenvolvida pelo

    enfermeiro da UI enquanto (43%) considera ser uma atividade prpria do

    enfermeiro de CC. Mesmo assim este procedimento no realizado na

    instituio onde se deu a coleta de dados, o que acarretou a falta de

    informao para os pacientes alm de desconhecerem os membros da

    equipe de enfermagem.

    Com relao ao tipo de pesquisa desenvolvido um estudo descritivo

    exploratrio. Este resultado obtido, mesmo que seja nesta nica pesquisa

    divulgada, merece reflexo, pois se a equipe de enfermagem aquela que

    permanece 24 horas junto aos pacientes, por que nossa atividade

    desconhecida pelo paciente? Porque tanta dificuldade em identificar o

    enfermeiro e sua equipe? Ser que nos apresentamos de forma correta aos

    pacientes? Qual nossa disponibilidade para o paciente e para a famlia?

    Nosso contato com o paciente e famlia relevante? Estamos sabendo

    demonstrar nossa importncia em relao ao planejamento e execuo das

    aes assistenciais ao paciente? Ser que isso tambm mais um reflexo

    da quantidade insuficiente de enfermeiros que trabalham na maioria das

    instituies, o que acaba desviando sua ateno e tempo das atividades

    assistenciais para as administrativas?

    5.1.5 Construo ou validao de instrumento (CVI)

    As pesquisas categorizadas como construo ou validao de

    instrumento 05 (8.93%) auxiliam a direcionar, orientar e registrar a

    assistncia prestada ao paciente alm de ser considerada importante como

    subsdio para o trabalho da equipe de enfermagem e um meio de

    comunicao entre os diversos setores da instituio.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    101

    Assim toda a assistncia precisa ser documentada e fazer parte do

    pronturio do paciente, propiciando sua continuidade no importa para qual

    unidade o mesmo seja transferido. Mediante essa preocupao alguns

    autores viram a importncia de desenvolver ou aprimorar os instrumentos

    que norteiem a assistncia perioperatria.

  • Quadro 6 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Construo ou validao de instrumento (CVI).

    Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    CVI Visita ps-operatria de enfermagem: aplicao de um instrumento

    Noronha, Rachel: Arajo, Izilda Esmenia Muglia Acta paul. Enferm;11(3):70-8, set.-dez. 1998. ilus.graf

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 48 Propor, aplicar e analisar a viabilidade de um instrumento de visita ps operatria de enfermagem (VPsOE). Oferecer subsdios para trabalhos posteriores, bem como contribuir com a melhoria da assistncia de enfermagem prestada ao paciente no perodo perioperatrio.

    A mostra constou com a participao de 172 pacientes adultos que receberam a visita pr-operatria de enfermagem (VprOE) e posteriormente a VPsOE no de 2 meses entre 1995 e 1996. A Coleta de dados foi extrada de um instrumento para essa finalidade, composto de 4 partes: 1 parte dados de identificao do paciente, 2 parte condies do paciente, 3 parte captar a opinio do paciente sobre a VPrOE, 4 parte percepo do enfermeiro . Uma ficha de avaliao acompanhou esse instrumento.

    A anlise dos dados foi de forma numrica e analisados de forma quanti-qualitativamente. A analise foi realizada com o retorno de 51 fichas de avaliao do instrumento. Sobre a identificao do paciente 49 respostas so satisfatrias, 01 insuficiente e 01 em excesso; sobre a condio do paciente 45 suficientes, 04 insuficientes e 02 em excesso.

    A avaliao da 3 parte opinio do paciente no aparece na descrio do trabalho e a parte 4 parte avaliao do enfermeiro foram apresentadas as seguintes sugestes: aumentar espao para percepes do enfermeiro; incluir espao para observaes que se fizerem necessrio; incluir espao par o enfermeiro assinar e colocar a data da visita e reformular o item 16, o qual no ficou claro. As sugestes foram aceitas o item 16 se refere a opinio do paciente, o mesmo foi reformulado em forma de perguntas para a aplicao ficar mais fcil.

    O instrumento proposto foi considerado vivel para ser aplicado e tem condies de ser implantado, pois auxiliar na melhoria da assistncia de enfermagem perioperatria.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    CVI Construo e validao de instrumentos de coleta de dados para o perodo perioperatrio de cirurgia cardaca

    Galdeano, Luzia Elaine; Rossi, Ldia Aparecida Rev. latinoam. enferm;10(6):800-804, nov.-dez. 2002

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 49 Construir e validar instrumentos de coleta de dados para a identificao de diagnsticos de enfermagem de pacientes adultos que se encontram no perodo perioperatrio de cirurgia cardaca.

    O instrumento foi fundamentado no modelo de Wanda Horta e nos diagnsticos de enfermagem referenciados na literatura. O questionrio foi entregue a 5 professoras da EEUSP Ribeiro,

    convidadas para realizar a validao.

    As enfermeiras convidadas a validarem o instrumento, expressaram que o mesmo favorece a formulao dos diagnsticos de enfermagem e que os dados ou questes so suficientes para identificar alteraes nas necessidades bsicas.

    Estas fizeram algumas sugestes que foram aceitas. Assim as modificaes passaram a ser: cor, necessidade de locomoo e movimentao, necessidade de senso-percepo, necessidade de regulao vascular. As questes da fase pr-operatria foi necessrio adequar a linguagem para facilitar o entendimento do paciente.

    O desenvolvimento desse instrumento favorece assistncia com base no processo de enfermagem e direciona o raciocnio dentro de uma base de conhecimento, permitindo uma anlise dos problemas do paciente, subsidiando aes especficas de enfermagem.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    CVI Ficha de recuperao anestsica (avaliao dos dados oferecidos para o planejamento da assistncia de enfermagem no ps-operatrio imediato)

    Padovani, Prola; Gatto Maria Alice F.; Branco, Mrcia Cristina A.C.; Peniche, Aparecida de Cssia G.

    Rev. Enfoque: 16(2), 45-8, jul. 1988.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 50 Verificar e avaliar dos dados da ficha de recuperao anestsica (RA) que contribuem para o planejamento da assistncia de enfermagem no ps-operatrio imediato na UI. Verificar e avaliar a continuidade da assistncia de enfermagem do pacientes cirrgico da SRPA UI.

    A amostra contou com 40 enfermeiros da UI cirrgicas. Para a coleta de dados foi utilizado um questionrio com questes abertas e entrevista. O questionrio foi previamente testado.

    A anlise dos dados foi apresentada em nmeros absolutos e percentuais. N de enfermeiros segundo tempo de casa: com menos de 01 ano 06 (15%); 01 a0 3 anos 16 (40%); 03 a 05 anos 07 (17,5%); 05 a 07 e 07 a 09 anos 03 (7,5%); mais de 09 anos 05 (25,5%). Com experincia anterior em RA: no tinham 32 (80%) e tinham 08 (20%). Que utilizaram os dados da ficha de RA: no utilizaram 33 (82,5%) e utilizaram 07 (17,5%). Em relao ao entrosamento interunidades: nenhum 21(52,5%); por telefone 11 (27,5%); precrio 07 (17,5%); atravs da ficha RA 01(2,5%). Sugesto par o entrosamento interunidades: comunicao escrita 18(45%); verbal 15(37,5%); escrita e verbal 03(7,5%) e sem sugesto 04(10%). Executam do planejamento da assistncia de enfermagem no perodo ps-operatrio: no executam 32 (80%) e executam 08 (20%).

    Dos enfermeiros 40% trabalham na UI cirrgica entre 1 a 3 anos. Essa vivncia importante para avaliar a ficha de RA. 80% dos enfermeiros no tiveram experincia anterior em SRPA, isso impacta na avaliao dos dados contidos na ficha e tambm na assistncia prestada. A maioria dos enfermeiros (82,5%) no utiliza a ficha de RA para planejar a assistncia por desconhecimento e desses 48,3% apesar de conhecerem no utilizam por ser de difcil visualizao porque a 2 via ilegvel e tambm por utilizarem outros impressos do pronturio, o tipo de cirurgia e o diagnstico do paciente. Quanto aos dados mais solicitados pelos enfermeiros foram: sinais vitais, condio hemodinmica e respiratria, tipo de anestesia, tipo de cirurgia e intercorrncias.

    Reestruturao da ficha de RA e sua implantao, encaminhamento de cpia legvel ou original da referida ficha junto ao pronturio, condensar a ficha de pr-operatrio, trans e ps-operatrio, reciclagem das enfermeiras preparando-as para o contato com a mesma e sua correta utilizao e sistematizao da assistncia no ps-operatrio das UI cirrgicas.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    CVI Proposta de um instrumento para o registro de aes de enfermagem perioperatria de um hospital privado

    Perez, Maria; Cortez, Adriana; Mello, Fernanda Pereira; Oliveira, Glucia M. S; Lima, Patrcia G. R.; Amarante, Sandra T.

    Rev. paul. enferm;(n.esp.):33-41, jul. 1991. ilus.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 51 Elaborar um instrumento para registro de dados relevantes do cliente, do tratamento ao qual foi submetido e das aes de enfermagem. Baseado nas premissas do SAEP.

    Foi elaborado um instrumento para coletas de dados. Estes foram coletas a partir da observao da atuao do enfermeiro de CC na fase transoperatria. O instrumento foi dividido em 03 partes: I dados pr-operatrio; II dados transoperatrio; III dados recuperao anestsica.

    As tarefas desenvolvidas foram avaliadas utilizando a observao das aes desenvolvidas. A formulao do instrumento s e deu atravs da comparao de vrios impressos utilizados nas 03 partes de outras instituies, assim na parte I ficaram dados: de identificao do paciente, a cirurgia programada, exames, tipagem de sangue, RX , medicao pr-anestsica. Na parte II: horrios de entrada no CC, na SO, nvel de ansiedade, tipo de anestesia, tipo de cirurgia realizada, horrio de incio e fim de ambas, composio da equipe cirrgica e anestsica, ocorrncia com paciente na SO, posicionamento, localizao dos eletrodos, placa de bisturi, coxins, etc...; Na parte III: horrio de entrada e sada, sinais vitais, balano hdrico, ndice Aldrete e Kroulik, espao para prescrio mdica, espao para observaes e condies de alta e assinatura do mdico anestesista e da enfermeira.

    Os dados colhidos pela enfermeira da UI, devem ser chegados pela enfermeira do CC. A enfermeira do CC deve receber e avaliar o paciente na chagada ao mesmo. Esse instrumento importante a notao das aes de enfermagem que foram prestadas aos pacientes e conseqentemente dar prosseguimento a assistncia no perioperatrio.

    A inexistncia de registro que contenha as intervenes e ocorrncias sofridas pelo paciente no CC, expe o enfermeiro, enquanto responsvel da equipe de enfermagem a um risco tico-legal, uma vez que a grande maioria das aes delegada. Alm de favorecer a assistncia no planejada. A elaborao de instrumento servir dar uma assistncia enfermagem documentada e planejada e servir para comunicao entre as outras unidades do hospital.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    CVI Ficha de registro em sala de recuperao anestsica; utilizao aps reestruturao

    Peniche, Aparecida de Cssia Giani; Avelar, Maria do Carmo Querido; Rodrigues, Patrcia Goulart

    Rev. paul.enferm;(n.esp):25-9, jul. 1991.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 52 Verificar a utilizao do instrumento proposto para registro de dados dos pacientes em SPRA

    A amostra foi constituda por 115 instrumentos (ficha de registro) utilizados em pacientes de ambos os sexos atendidos na SRPA. A ficha de registro foi divida em 6 partes: 1 parte identificao do paciente; 2 dados de evoluo do paciente; 3 evoluo e prescrio de enfermagem; 4 parte resultados de exame; 5 evoluo e prescrio mdica e na 6 dados referentes a alta do paciente.

    A anlise dos dados foi numrica e percentual. Na 1 parte os itens preenchidos foram: nome, registro geral, clnica de origem, cirurgia e anestesia realizada, identificao do cirurgio e anestesista e drogas utilizadas com freqncia de (100%); sexo (93,9%); idade (90,4%); peso (71,3%); intercorrncias no pr e transoperatrio (52,1%) e altura (36,5%). Na 2 parte: temperatura, pulso, respirao, ndice de Aldrete e Kroulik, controle hdrico (100%); condies respiratrias (70,4%); presso venosa central e extrassstoles (0%). Na 3 parte: evoluo de enfermagem (100%), identificao da enfermeira (99,1%); prescrio de enfermagem (98,2%); identificao do auxiliar de enfermagem (84,3%). Na 4 parte s 3 fichas foram parcialmente preenchidas. Na 5 parte: evoluo mdica e conduta mdica (100%); CRM (46%). Na 6 parte: alta (100%); transporte (99,1%); destino (99,1%).

    A utilizao do instrumento proposto para registros de dados dos pacientes obteve porcentagens na maioria das vezes elevadas atingindo 71,3% a 100%, isso demonstra que o instrumento vivel. Os itens que obtivera, percentagem menor que 71,3% provavelmente deve ter sido por falta de verificao no pronturio ou dados que precisavam ser coletados na internao, como por exemplo peso e altura, que importante para calcular a dosagem dos medicamentos. Isso mostra tambm que necessrio haver uma reorientao dos funcionrios sobre a importncia desses itens.

    Nesta anlise verificamos que a equipe de enfermagem utilizou e preencheu os espaos determinados para anotaes, prescries e evoluo de enfermagem, significando o seu envolvimento em funo da melhoria e da garantia de uma assistncia com qualidade. Tambm procedeu-se reestruturao do instrumento j existente e em uso e a sua implementao.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    CVI Proposta de um instrumento de avaliao dos padres de qualidade de uma unidade de centro cirrgico ajuizado por especialistas

    Mastroantonio, Maria Aparecida

    Graziano, Kazuko Uchikawa

    O mundo da sade So Paulo, 26 (26): 332-341, 2002

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 53 Avaliar o instrumento proposto de padro de qualidade na unidade de CC por meio do ajuizamento por especialistas da rea assistencial e de ensino.

    A amostra contou com 12 especialistas. 06 enfermeiros assistenciais especialistas em CC e 06 da rea de ensino.

    Cada juiz recebeu o instrumento juntamente com o projeto de pesquisa para anlise. Para cada item foi atribuda uma nota de 0 a 10 e calculada a mdia aritmtica de cada item. Os itens avaliados quanto a qualidade gerencial de assistncia e administrativa do CC foram: Recursos Humanos ;Materiais e equipamentos; Estrutura fsica e Elementos informativos. Em relao aos recursos humanos, nos quesitos de tratam dos benefcios aos funcionrios a pontuao mdia foi 6,7, que considerada baixa. E em geral referente a recursos humanos e elementos informativos ocorreu a maior pontuao abaixo de 8,0. Quando se fala em materiais, equipamentos e estruturas fsica 95% dos itens receberam pontuao mdia acima de 8,0. Do total dos itens avaliados s 5% recebeu pontuao mxima, ou seja 10.

    O sucesso de uma organizao depende cada vez mais do conhecimento, das habilidades, da motivao e da criatividade de sua fora de trabalho, assim a pontuao baixa em recursos humanos chamou ateno. No item material e equipamentos os relacionados a combater a hipotermia ou hipertermia tambm obteve pontuao baixa 5,8. Em relao a estrutura fsica esta teve uma boa pontuao, a observao ficou a respeito do conforto mdico que deve ser usados por todos os profissionais, mas culturalmente sabe-se que isso no acontece por constrangimento dos profissionais no mdicos. Em relao aos elementos informativos ocorreu uma oscilao na pontuao.

    O estudo procurou identificar um modelo de instrumento para a avaliao de padro de qualidade que pudesse ser utilizado pelo profissional enfermeiro no CC para nortear o gerenciamento administrativo e assistencial da unidade. A busca pela qualidade no atendimento ao cliente fundamental para as instituies que cuidam da sade, o atendimento com excelncia o ponto diferencial entre as instituies.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    108

    Os estudos de nmeros 48 a 53 tratam da construo, reformulao,

    validao, ou avaliao do uso de instrumentos utilizados no perodo

    perioperatrio.

    No estudo 49 verifica-se a preocupao da construo e validao de

    um instrumento que est direcionado a identificar os diagnsticos de

    enfermagem no perodo perioperatrio abrangendo o pr-operatrio,

    transoperatrio e ps-operatrio de uma determinada especialidade.

    Percebe-se no decorrer do artigo que os diagnsticos foram identificados,

    mas no fica claro quais foram e a que parte da assistncia perioperatria

    pertence.

    O estudo 51 mostra os itens que compem a construo de um

    impresso que ser utilizado no perodo perioperatrio, abrangendo o pr-

    operatrio, o transoperatrio e a SRPA. Da forma como impresso foi

    desenvolvido, no h meno sobre qual o profissional prestou assistncia

    ao paciente ocasionando uma lacuna na assistncia prestada neste perodo

    onde o paciente esta exposto a riscos e complicaes, o horrio em que

    ocorreu o cuidado. Os registros temporais so importantes, explicam uma

    srie de acontecimentos que possam ter sido desencadeados e alimentam

    bancos de dados e solicitaes para a melhoria da qualidade do servio

    alm de propiciar o respaldo legal dos profissionais e da instituio de

    sade.

    O estudo 50 analisa a contribuio e o uso das informaes contidas

    no impresso da SRPA como subsdio para continuidade assistencial pelo

    enfermeiro da unidade de destino do paciente. O impresso deve conter

    informaes importantes sobre as condies do paciente imediatamente

    aps o procedimento anestsico-cirrgico, como os sinais vitais, as

    condies hemodinmicas, nvel de conscincia, tipo de cirurgia e anestesia,

    se ocorreu alguma intercorrncia, qual foi e como foi atendida. Mesmo assim

    muitos enfermeiros no as utilizam por diversos motivos desde a falta de

    conhecimento do impresso at por obter os dados sobre a cirurgia por outras

    fontes. Para minimizar essa situao a participao da educao continuada

    nos programas de treinamento e reorientao da equipe fundamental.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    109

    Sabemos que o enfermeiro responsvel por diversas atividades que

    envolvem vrios pacientes durante sua jornada de trabalho, por isso o

    conhecimento sobre os dados contidos no impresso da SRPA o ajudaria

    muito e facilitaria o planejamento da assistncia de enfermagem.

  • Quadro 7 - Identificao e descrio do contedo do artigo referente ao tema: Percepo do paciente (PP).

    Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PP Facectomia como procedimento cirrgico ambulatorial: percepes do paciente no perodo perioperatrio

    Gonalves, Marclia Rosana Criveli Bonacordi; Schellini, Silvana Artioli; Spiri, Wilza Carla

    Rev. SOBECC;9(4):19-26, out.-dez. 2004. tab, graf.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 54 Verificar se a cirurgia de catarata em regime ambulatorial efetiva e de conhecer o que os pacientes operados, pensam a respeito do procedimento.

    um estudo de carter prospectivo, exploratrio, descritivo e de abordagem quantitativa. A mostra contou com a participao de 100 pacientes submetidos a facectomia com implante de LIO. Foi aplicado um questionrio com 36 questes, a idade dos pacientes variou de 35 a 95 anos, sendo 52% do sexo feminino e 48% do masculino.

    Os dados foram avaliados por meio das distribuies percentuais. A maioria dos pacientes (82%) era alfabetizada, 47% residiam a mais 100 km de distncia e 70% j tinham sito hospitalizados previamente. O regime ambulatorial trouxe tranqilidade a 65% dos pacientes. Dos que j conheciam procedimento anestsico 71% ficaram tranqilos com a anestesia local. 71% mostraram preocupao com o tempo prolongado da cirurgia. Aps a cirurgia 85% apresentaram a recuperao que haviam imaginado 55% sentiu dor, desses 63,6% de intensidade moderada. O retorno as atividades foi difcil para 55% desses 40% no o fizeram por medo de prejudicar a cirurgia. 83% prefere a cirurgia ambulatorial.

    A distncia no um fator limitante para o emprego do procedimento. Apesar dos cirurgies previamente explicarem o procedimento, 82% dos pacientes relataram que no sabiam como seria o ato cirrgico e 75% o anestsico. 100% dos pacientes esperavam obter melhoria na qualidade de vida. As orientaes dadas pela enfermeira foram mais facilmente entendidas do que as dadas pelo mdico no pr-operatrio e que se sentiam tranqilos por terem se apresentado para o procedimento com um acompanhante. O tempo prolongado da cirurgia e a dor foram os fatores que mais angustiaram os pacientes.

    A realizao da cirurgia de catarata no sistema ambulatorial efetiva, mesmo com pacientes idosos e residindo a mais de 100 km da instituio. A aceitao por parte dos pacientes grande, porm h necessidade de inform-los adequadamente sobre o ato anestsico cirrgico para que fiquem tranqilos e colaborem no ps-operatrio, executando corretamente o tratamento domiciliar. O trabalho integrado da equipe mdica e de enfermagem garantem a serenidade do paciente e o sucesso do tratamento.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PP Percepes do paciente cirrgico enquanto aguarda o momento de ser anestesiado

    Roza, Irmgard Brueckheimer; Silva, Theresinha Mazzuranna da; Fenilli, Rosangela Maria

    Rev. paul. enferm; (n.esp):3-10, jul. 1991. tab.

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 55 Identificar as percepes pr-operatrias do paciente desde transporte da unidade de internao at o CC, bem como na sala de cirurgia at o momento do incio de qualquer tipo de anestesia. Verificar a presena e atuao do enfermeiro de CC desde o pr-operatrio at o incio da anestesia.

    um estudo que foi realizada em 02 hospitais governamentais, sendo o A estadual e o B federal e de ensino. A amostra contou com 100 pacientes (50 de cada hospital) sendo 48 do sexo feminino e 52 do masculino. A coleta de dados foi realizada no 1 trimestre de 1991. Os dados foram coletados sob a forma de entrevista a, atravs de um formulrio com perguntas abertas e fechadas previamente testado e analisado em ndices percentuais.

    Anlise dos dados foi apresentada em ndices percentuais. Os pacientes foram submetidos a anestesia geral 68; raquidiana 15 e peridural 17. A apresentao percentual referente aos 02 hospitais. Em relao ao transporte do quarto at a porta do CC 84% dos pacientes gostaram. Em relao sobre o que lhe chocou ou deixou nervoso ao ser transportado do quarto at a porta do CC 82% dos pacientes referiram que nada os chocou e 18% sentiram-se nervosos. Em relao ao que gostou ou deixou contente no CC ou na SO: 40% dos pacientes responderam do bom atendimento, 23% da ateno recebida e 37% nada os deixou contentes nesta hora. Em relao se algo o chocou ou o deixou nervoso 76% nada os chocaram e 24% responderam: o nervosismo, a raquianestesia e falao do CC. Quem deu orientao no pr operatrio sobre a sua anestesia: dos 75% que receberam, 80% pelo anestesista e 13,5% pelo enfermeiro. E sobre a cirurgia: 63,5% dos pacientes receberam desses 21,5% do cirurgio e 15% no identificaram a pessoa. Se ao chegar ao CC e/ou na SO foi cumprimentado: 76% responderam que sim e desses 38% no se por quem, 33% o pessoal de enfermagem e 08% o enfermeiro. Sobre se ouviram alguma conversa que os preocupassem 96% responderam que no. 79% no sentiram mal na SO.

    Os resultados revelaram que os pacientes ainda percebem e identificam uma atuao restrita do enfermeiro, mas uma pequena diferena ao se comparar um hospital que realiza a visita pr-operatria com o que no realiza a mesma. No entanto a grande maioria dos pacientes est satisfeita com o atendimento recebido. Dos pacientes que gostaram do transporte perceberam que as pessoas eram simpticas, os deixavam tranqilas e os transportavam com muito cuidado e ateno. Dos que se sentiram nervos durante o transporte os motivos foram: falta o familiar acompanhando, por ser a primeira vez, por serem transportados no elevador com muitas pessoas, estarem na maca e nervosos contudo. O enfermeiro no se d a conhecer no momento da recepo no CC, onde somente 5% dos pacientes relataram que o mesmo se identificou ao receb-lo e que 43% no se identificam. 78,4% dos pacientes reconheceram algum no CC que havia conversado no pr-operatrio, dessas pessoas 13% reconheceram o mdico, 13% no souberam informar quem e 8,6% o enfermeiro.

    O que chama a ateno o grande percentual de percepo positivas relacionadas ao atendimento pelos pacientes s que a atuao do enfermeiro inexpressiva.

  • Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    PP Qualidade do cuidado de enfermagem transoperatrio e de recuperao anestsica de acordo com a satisfao do cliente

    Jouclas, Vanda M. Galvo; Tencatti, Geisa Tavares; Oliveira, Vanessa Munhoz de

    Cogitare enferm;3(1):43-9, jan-jun.1998. tab.graf

    Estudo nmero

    Finalidade/Objetivo Coleta de dados / Tipo de pesquisa

    Anlise dos dados Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes

    E 56 Avaliar a qualidade dos Identificar o grau de satisfao do cliente cirrgico quanto aos cuidados de enfermagem durante o perodo transoperatrio e recuperao anestsica.

    Foram entrevistados 86 clientes, sendo 65 do sexo feminino e 21 do masculino, com idade mdia de 37,5 anos, submetidos a cirurgia geral eletiva, com capacidade de interao pessoal. Os dados foram coletados por meio de entrevista com questes abertas e fachadas, no 1 dia do ps-operatrio, no perodo de novembro de 1997 a fevereiro de 1998, onde foram registrados os dados de identificao de satisfao dos clientes durante o recebimento no CC(pr-operatrio imediato), aos cuidados recebidos na sala de operao(transoperatrio) e na SRPA (ps-operatrio imediato).

    Os dados obtidos das questes fechadas foram organizados e analisados segundo a freqncia absoluta e relativa (%). O grau de satisfao foi obtido a partir da % alcanada pelo score total de cada pacientes no instrumento de coleta de dados, em relao ao total possvel (86x2) conforme orientao de SILVA (1994).

    O grau de satisfao dos clientes no transoperatrio foi: ateno no recebimento no CC (81,3%), orientaes recebidas desde a chegada ao CC at ser encaminhado a SRPA (43%), recebimento na SO (96,5%), prontido ao atender os chamados (16,2%), Apoio recebido pelo pessoal de enfermagem desde a entrada em SO at o incio da cirurgia (89,5%), tempo que o pessoal de enfermagem permaneceu ao lado na sala de operaes (93%), apoio recebido pelo pessoal de enfermagem nos cuidados em SO (29%), segurana demonstrada pelo pessoal de enfermagem quanto ao cuidado em sala de operaes (89,55). Grau de satisfao na SRPA: recebimento na SRPA (92,5%), apoio recebido pelo pessoal de enfermagem desde a entrada na SRPA at ser encaminhado a unidade de internao (92,5%), orientaes recebidas na SRPA (46,2%), apoio recebido pelo pessoal de enfermagem nas situaes desagradveis ou tensas (31,4%), segurana demonstrada pelo pessoal de enfermagem nos cuidados em SRPA (98,1%)

    Tanto no perodo transoperatrio quanto na recuperao anestsica nenhum dois itens teve 100% de satisfao. No transoperatrio os itens de menor satisfao foram: prontido ao atender os chamados e apoio recebido em SO, j na SRPA apoio recebido pelo pessoal de enfermagem nas situaes desagradveis ou tensas e orientaes recebidas na SRPA. Os demais itens tiveram um bom grau de satisfao.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    113

    O estudo 48 enfoca a construo de um instrumento para a realizao

    da VPO, os autores sugerem o nmero de registro do paciente no hospital e

    o dia em que a visita est sendo realizada, isso para diferenciar pacientes

    homnimos e facilitar o acesso a pesquisa. Tambm necessrio conter um

    espao para as anotaes das percepes do enfermeiro e um local para

    sua assinatura. Os itens sobre as condies gerais do paciente precisam ser

    claras e concisas.

    O estudo 52 avalia a utilizao de um impresso em SRPA pela equipe

    de enfermagem e mdica, e constata que a maioria dos itens foi preenchida,

    ficando algumas vezes itens como peso e altura no registrados, o que

    dificulta o clculo de dosagem das medicaes

    O estudo 53 tem uma abordagem diferente sobre a finalidade de um

    instrumento ele est direcionado para avaliao da qualidade da infra-

    estrutura e de recursos humanos do CC, faz uma anlise do que

    necessrio como os padres mnimos referidos na legislao e na literatura,

    visando os aspectos que englobam as condies para o desenvolvimento de

    um bom atendimento a seus clientes.

    Nos estudos analisados acima, em relao metodologia no h

    meno do tipo de pesquisa desenvolvido, porm pelo seu contedo so do

    tipo descrito exploratrio (39).

    Analisando os estudos de 48 a 52 observamos que os autores

    enfocam a necessidade de registrar a assistncia de enfermagem

    perioperatria prestada ao paciente, dessa forma tambm desenvolvem

    recursos para avaliao da mesma, bem como ser uma fonte de pesquisa e

    estar de acordo com os preceitos legais exigidos pelo exerccio profissional (52). J o estudo 53 tem seu enfoque voltado para os itens que esto

    direcionados a infra-estruturar e aos recursos humanos, e so fundamentais

    para proporcionar boas condies para o desenvolvimento de qualquer

    atividade assistencial, assim ele influencia diretamente nas condies

    assistenciais e de uma forma indireta vai de encontro aos objetivos do

    SAEP.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    114

    5.1.6 Percepo do paciente (PP)

    A outra categoria referente a preocupao da percepo do paciente

    em relao assistncia a ele dispensada 02 (3.57%) tambm comea a ser

    mensurado e analisado cientificamente.

    O paciente o foco central das aes de sade, assim saber qual

    sua opinio sobre os cuidados que esto sendo dispensados a ele

    primordial.

    No estudo E 54 verificamos que os pacientes que so operados em

    regime ambulatorial recebem as orientaes sobre o procedimento

    anestsico-cirrgico a que ser submetido, mesmo sendo est realizada

    pelo mdico, parece no ser incorporada adequadamente pelo paciente,

    visto que, a maioria das vezes que questionado, pelo enfermeiro, sobre a

    orientao recebida informa no ter conhecimento sobre o procedimento. As

    orientaes dadas pelo enfermeiro foram facilmente assimiladas pelos

    pacientes, provavelmente pelo uso de um vocabulrio mais acessvel a eles.

    A grande maioria dos pacientes aceitou bem o procedimento em regime

    ambulatorial e sentem-se seguros principalmente por estarem

    acompanhados dos familiares. O trabalho integrado da equipe mdica e de

    enfermagem garante ao paciente tranqilidade e sucesso do tratamento.

    O estudo 55 verificou que a maioria dos pacientes gostou de como

    foram transportados at a porta do centro cirrgico, por causa da ateno e

    o cuidado a eles dispensado e que nada os chocou, mas alguns relataram

    nervosismo e uma das causas foi a ausncia de um familiar para

    acompanh-los. Quando dentro do CC ou na SO, a maioria gostou da

    ateno recebida e do bom atendimento, mas alguns expressaram que nada

    os deixou contentes. Sobre quem os recebeu no CC uma minoria informou

    que foi o enfermeiro, a grande maioria dos pacientes relata que as pessoas

    no se identificaram. Se o paciente reconheceu algum no CC que j havia

    dado informaes no pr-operatrio, alguns no reconheceram ningum,

    outros o mdico e a minoria o enfermeiro.

  • Resultados e Discusso

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    115

    O estudo E 56 trata da anlise da satisfao da qualidade assistencial

    no transoperatrio e na SRPA atravs da satisfao do paciente que

    considerou ter sido bem atendido nos aspectos: ateno no recebimento no

    CC, SO e na SRPA, orientaes recebidas desde a chegada ao CC at ser

    encaminhado a SRPA (43%), Apoio recebido pelo pessoal de enfermagem

    desde a entrada em SO at o incio da cirurgia, tempo que o pessoal de

    enfermagem permaneceu ao lado na SO, segurana demonstrada pelo

    pessoal de enfermagem quanto ao cuidado em SO e na SRPA, apoio

    recebido pelo pessoal de enfermagem desde a entrada na SRPA at ser

    encaminhado a unidade de internao.

    Com relao ao tipo de pesquisa o estudo E 54 menciona ser

    descritivo exploratrio prospectivo e com abordagem quantitativa. J os

    estudos E 55 e E 56 no mencionam qual o tipo de pesquisa, mas pelo

    seu desenvolvimento podemos relacion-los a um estudo descritivo

    exploratrio com abordagem quantitativa(39).

    Analisado esses estudos observa-se que os pacientes se sentem

    seguros quando a linguagem usada de fcil compreenso e que a ateno

    e bom atendimento so fatores importantes durante a assistncia prestada.

    A ausncia do familiar um fator de que interfere negativamente. O

    tratamento cordial e atencioso percebido pelo paciente cirrgico durante as

    fases do trans, intra-operatrio e SRPA, mesmo estando em uma situao

    de desconforto, seja emocional ou fisiolgica. Isso vem a confirmar a

    importncia da assistncia humanizada e individualizada.

  • ConclusesConclusesConclusesConcluses

  • Concluses

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    117

    6 CONCLUSES

    Sendo o SAEP uma metodologia assistencial adaptada as condies

    da enfermagem brasileira, verificamos que desde o incio houve uma

    preocupao com a divulgao do que estava sendo pesquisado com o

    objetivo de abranger o maior nmero possvel de profissionais e assim

    contribuir para a melhoria da assistncia ao paciente cirrgico.

    As produes cientficas desenvolvidas pela enfermagem brasileira

    em centro cirrgico que foram apresentadas nesses 56 artigos publicados

    em peridicos nacionais esto em crescimento a cada dcada. Constatamos

    que os docentes so responsveis pela maioria das publicaes, seguidos

    dos enfermeiros assistenciais. Observa-se que os resumos no apresentam

    aspectos importantes da pesquisa e conseqentemente dificultam a

    divulgao e o conhecimento na integra da mesma, assim como os

    descritores no foram compatveis com os recomendados pela Decs.

    As pesquisas so em sua maioria descritivas exploratrias e em seus

    contedos abordaram as fases do SAEP, as dificuldades e facilidades

    encontradas na prestao da assistncia ao paciente cirrgico.

    Os artigos nacionais contribuem quando exploram e mostram a

    realidade brasileira, embora exista um entendimento da complexidade do

    paciente cirrgico e da necessidade do enfermeiro atuar nesta necessidade

    apontada pelos artigos. Evidenciou-se, a dificuldade relacionada ao nmero

    reduzido de enfermeiros que trabalham no CC e na SRPA em relao ao

    nmero de cirurgias programadas. Este fato reflete diretamente no

    distanciamento deste profissional, capacitado para prestar assistncia de

    enfermagem ao paciente em situao crtica e com tantas nuances que

    interferem diretamente no seu bem estar durante e aps o procedimento

    anestsico-cirrgico. Delegar essa funo equipe de enfermagem a

    forma que o enfermeiro encontra para enfrentar esta dificuldade assumindo

    a funo de coordenao e gerenciamento de todas as aes que so

  • Concluses

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    118

    necessrias para o desenvolvimento seguro do procedimento anestsico-

    cirrgico e assistencial do paciente.

    Muitos autores relataram suas experincias vivenciadas na prtica;

    outros avaliaram como estava sendo desenvolvida a assistncia ao paciente

    nas instituies em que trabalham; h aqueles que enfocaram uma

    assistncia diferenciada e adaptada ao paciente peditrico ou a uma

    determinada especialidade; os que se preocuparam em verificar se a infra-

    estrutura do CC adequada para o desenvolvimento de uma assistncia

    segura, h os que relataram a importncia de envolver a famlia no processo

    assistencial e os que enfatizaram a necessidade da humanizao na

    assistncia perioperatria.

    Ressalta-se a escassez de pesquisas relacionadas avaliao do

    paciente e da assistncia perioperatria prestada, sobre instrumentos de

    registro e percepo do paciente

    Diante dessa diversidade de temas pesquisados e seu impacto

    assistencial, podemos concluir que os objetivos aqui propostos foram

    alcanados e que os 30 anos de pesquisa em centro cirrgico aps o SAEP

    no Brasil, vm contribuindo num ritmo crescente para a construo do

    conhecimento e influenciando positivamente o enfermeiro para o bom

    desempenho da assistncia ao paciente cirrgico e sua famlia. Sendo assim

    necessrio imperioso continuar, neste movimento crescente, preenchendo

    as lacunas aqui apontadas pelas pesquisas, para se obter cada vez mais

    uma assistncia de enfermagem perioperatria voltada para a segurana do

    paciente cirrgico.

  • RecomendaesRecomendaesRecomendaesRecomendaes

  • Recomendaes

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    120

    7 RECOMENDAES

    Durante 17 anos de experincia como enfermeira de centro cirrgico

    prestando assistncia ao paciente, convivi com a dificuldade, de sensibilizar

    a direo e a gerncia das instituies sobre a importncia do enfermeiro em

    prestar assistncia na SO e SRPA. Essa dificuldade foi e compartilhada

    por colegas e discutida como tema de muitos eventos que participei.

    Acredito que essa dificuldade tambm est relacionada falta de

    entendimento, sobre como a assistncia prestada pelo enfermeiro de CC e

    SRPA.

    Talvez a necessidade do enfermeiro na SRPA seja mais facilmente

    aceita pelo tipo de assistncia que prestada nesta local, ou seja, o cuidado

    direto ao paciente que est sob os efeitos das drogas anestsicas e injuria

    tissular dos tecidos provocada pelo ato cirrgico. Porm, apesar desta

    compreenso, parece no haver constncia neste entendimento, pois, como

    o paciente permanece nesta unidade em mdia de 2 a 3 horas, muitos

    gerentes e administradores interpretam a permanncia do enfermeiro nesta

    unidade como no prioritria, alm de no darem condies, para ser

    escalado um enfermeiro por planto neste local, ainda o deslocam para

    outras atividades fora da SRPA. O mesmo parece acontecer com o

    enfermeiro que se prope a prestar assistncia direta ao paciente na

    recepo do CC e na SO. Sendo assim recomenda-se que o enfermeiro de

    CC continue a desenvolver e publicar pesquisas clnicas e outras referentes

    aos diversos fatores e peculiaridades que envolvem a assistncia

    perioperatria.

  • RefernciasRefernciasRefernciasReferncias

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    122

    REFERNCIAS

    1. Sociedade Brasileira de Enfermeiros em Centro Cirrgico, Recuperao Anestsica e Centro de Material e Esterilizao (SOBECC). Prticas recomendadas. So Paulo; 2000.

    2. Florence Nightingale [texto na Internet]. Porto Alegre; 2007. [citado 2007 out. 1]. Disponvel em: http://www.ufrgs.br/eenf/graduao/disciplinas/enf

    3. Virginia Henderson [text on the Internet]. [cited 2007 out. 10]. Available from: http://www.enursescribe.com/nurse_theorists.htm

    4. Wikipedia. Virginia Henderson [enciclopdia na Internet]. [citado 2007 out. 6]. Available from: http://es.wikipedia.org/wiki/Virginia_Henderson

    5. Almeida VCF, Lopes MVO, Damasceno MMC. Estudo das relaes interpessoais de Peplau: anlise fundamentada em Barnaum Ver Esc Enfem USP [peridico na Internet].2005 [citado 2007 out. 1];39(1). Disponvel em: http://www.ee.usp.br/reeusp/upload/pdf/27.pdf

    6. Torres GV, Davim RM, Nbrega MM. Aplicao do processo de enfermagembaseado na teoria de OREM: estudo de caso com uma adolescente grvida. Rev Lat Am Enferm [peridico na Internet]. 1999 [citado 2007 out. 12];7(2). Disponvel em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v7n2/13461.pdf

    7. Behavioral System Model. Dorothy E. Johnson ... Describe the historical background of the development of Johnsons Behavioral System Model [text on the Internet]. [cited 2007 out. 12]. Available from: wps.prenhall.com/chet_george_nurstheory_5/0,2535,88596-,00.html

    8. Martha Rogers [text on the Internet]. [cited 2007 out. 12]. Available from: http://www.foundationnysnurses.org/collections/martharogers.htm

    9. Faye Gleen Abdellah [text on the Internet]. [cited 2007 out. 12]. Available from: http://www.library.stritch.edu/research/subjects/nursingtheorists/abdellah.htm

    10. Moreira TMM, Arajo TL. O modelo conceitual de sistemas abertos interatuantes e a teoria de alcance de metas de Imogene King. Rev Lat Am Enferm [peridico na Internet]. 2002 [citado 2007 out. 13];10(1). Disponvel em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v10n1/7778.

    11. Pr LA, Piccoli M. Enfermagem perioperatria: diagnsticos de enfermagem fundamentados na teoria de Ida Jean Orlando. Rev Eletrnica Enferm [peridico na Internet]. 2004 [citado 2007 out. 12];6(2). Disponvel em: http://www.fen.ufg.br/revista/revista6_2/enfer.html

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    123

    12. Lopes MVO, Arajo TL, Rodrigues DP. A relao entre os modos adaptativos de Roy e a taxonomia de diagnsticos de enfermagem da NANDA. Rev Lat Am Enferm. 1999;7(4):97-104.

    13. The Roy Adaptation Model [text on the Internet]. [cited 2007 out. 11] Available from: http://www.2bc.edu/~royca/htm/ram.htm

    14. Abraham Maslow [text on the Internet]. [cited 2007 out. 28]. Available from: http://webspace.ship.edu/ecgboer/maslow.html

    15. Horta WA, Castellanos BEP. Processo de enfermagem. So Paulo: EEPU; 2005. p. 35-6.

    16. Jouclas VMG Considerao sobre o planejamento de recursos humanos em enfermagem em centro cirrgico. Enfoque. 1991;19(1):18-22.

    17. Leite RCBO. Assistncia de enfermagem perioperatrio na viso do enfermeiro e do paciente cirrgico idoso [tese]. So Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de So Paulo; 2002.

    18. AORN, Groah Lk. Operating room nursing: the perioperative role. Vrginia: Reston; 1983.

    19. Castellanos BEP. Aplicao do processo de enfermagem ao cuidado do paciente na unidade de Centro Cirrgico. Rev Esc Enferm USP. 1978;12(3):176-86.

    20. Castellanos BEP, Jouglas VMG. Assistncia de enfermagem perioperatria: um modelo conceitual. Rev Esc Enferm USP. 1990;24(3):359-70.

    21. Cianciarullo TI, Salzano SDT. A enfermagem e a pesquisa no Brasil. Rev Esc Enferm USP. 1991;25(2):195-215.

    22. Avelar MCQ, Jouclas VMG. Enfermeiro e a pesquisa em Centro Cirrgico. In: Anais do 1 Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro Cirrgico; 1993; So Paulo, BR. So Paulo: SOBECC; 1993. p. 13.

    23. Bianchi ERF, Leite RCBO. Modelos de assistncia de enfermagem periopertria. In: Carvalho R, Bianchi ERF. Enfermagem em Centro Cirrgico e recuperao. So Paulo: Atheneu; 2007. p. 38-60.

    24. Ladden CS. Conceitos bsicos de enfermagem perioperatria. In: Meeker MH, Rotchrock JC. Alexander: cuidados de enfermagem ao paciente cirrgico. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1997. p. 4.

    25. Peniche ACG. Algumas consideraes sobre o paciente cirrgico e a ansiedade. Rev Lati Am Enferm. 2000;8(1):45-50.

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    124

    26. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resoluo n. 272/2002. Dispe sobre a Sistematizao da Assistncia de Enfermagem SAE nas Instituies de Sade Brasileiras. Braslia; 2002.

    27. Estabrooks CA. Will evidence-based nursing practice make practice perfects? Can J Nurs Res. 1998;30(1):15-36.

    28. Hamer S. Evidence-basead practice. In: Hamer S, Collinson G. Achieving evidence-basead practice: a handbook for practitioners. London: Baillire Tindall; 1999. p. 3-12.

    29. Drummond JP, Silva E. Medicina baseada em evidncias: novo paradigma assistencial e pedaggico. So Paulo: Atheneu; 1998.

    30. Stetler CB, Brunell M, Giuliano KK, Morsi D, Prince L, Stokes VN. Evidence-basead practive and the role of nursing leardership. J Adv Nurs. 1998;28(7/8):45-53.

    31. Ingersoll GL. Evidence-basead nursing: what it is and what it isnt. Nurs Outlook. 2000;48(4):151-2.

    32. Galvo CM, Sawada NO. Prtica baseada em evidncias: estratgias para sua implantao na enfermagem. Rev Bras Enferm. 2003;56(1):57-60.

    33. Ciliska D, Cullum N, Marks S. Evaluation of systematic reviews of treatment or prevetion interventions. Evid Based Nurs. 2001;4(4):100-4.

    34. Lima MS, Soares BGO, Bacaltchuk J. Psiquiatria baseada em evidncias. Rev Bras Psiquiatr. 2000;22(3):142-6.

    35. Cook DJ, Mulrow CD, Haynes RB. Systematic reviews: synthesis of best evidence for clinical decisions. Ann intern Med. 1997;126(1):376-80.

    36. Ursi ES. Preveno de leses de pele no perioperatrio: reviso integrativa da literatura [dissertao]. Ribeiro Preto: Escola de Enfermagem de Ribeiro Preto, Universidade de So Paulo; 2005.

    37. Roman AR, Friedlander MR. Reviso integrativa de pesquisa aplicada enfermagem. Cogitare Enfm. 1998;3(2):109-12.

    38. Friedland MR, Moureira, MTA. Como analisar um trabalho cientfico. Rev Bras Enferm. 2007;60(5):1-10.

    39. Gil AC. Como elaborara projetos de pesquisa. 4 ed. So Paulo: Atlas; 2002. Como classificar as pesquisa; 41-57.

    40. Brasil. Lei n.7498, de 25 de junho de 1986. Dispe sobre o exerccio da Enfermagem, e d outras providncias. Dirio Oficial da Unio, Braslia, 26 de jun. 1986. Seo 1, p.10.

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    125

    41. Bianchi. ERF, Castellanos BEP. Consideraes sobre a visita pr-operatria do enfermeiro da unidade de centro cirrgico: resenha de literatura estrangeira. Rev Paul Enferm. 1983;3(5):161-6.

    42. Ricker LE. Posicionamento do paciente para cirurgia. In: Meeker MH. Alexander cuidados de enfermagem ao paciente cirrgico. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1997. p. 90-1.

    43. Trentini M, Paim L. Pesquisa em enfermagem: uma modalidade convergente-assistencial. Florianpolis: Ed. UFSC; 1999.

    44. Peniche AC. Jouclas VMG. Pellizzetti N. Trigo E. Anlise da atividade assistncia de enfermagem ao paciente extubado na sala de recuperao anestsica. In: Anais da III Jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo; 1989 jul. 5-7; Ribeiro Preto, BR So Paulo: ABEn-Seo-SP e GECC; 1989. P.532-74.

    45. Ferraz ER, Requisitos mnimos para a organizao da sala de recuperao ps-anestsica e a assistncia de enfermagem nela prestada. Rev. Esc. Enf. USP. 1980;14(2):123-31.

    46. Avelar MCQ, Peniche ACG, Paula TAC, Carbone NA, Silva RM. Validao dos padres de assistncia de enfermagem em recuperao anestsica. Rev. Paul. Enf. 1991;ed(esp):11-8.

    47. Peniche ACG. Algumas consideraes sobre avaliao do paciente em sala de recuperao anestsica. Rev. Paul. Enf. 1998;23(1):27-32.

    48. Gorayb SBS, Souza MCM, Caldeira SM. Rotinas e cuidados de vigilncia na sala de recuperao anestsica. Rev. Paul. Enf. 1991;ed(esp):19-24.

    49. Miyabe MH, Diccini S, Diccini S, Glashan RQ, Pellizzetti N, Lelis MAS. Complicaes ps anestsicas subsdios para assistncia de enfermagem na sala de recuperao anestsica. Acta Paul. Enf. 2002;15(1):33-9.

    50. Avelar MCQ. Avaliao da qualidade do cuidado de enfermagem em recuperao anestsica. In: Anais do 1 Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro Cirrgico; 1993; So Paulo, BR. So Paulo: SOBECC; 1993 p. 15-27.

    51. Lopes RAM, Macedo DD, Lopes MHBM. Diagnsticos mais freqentes em unidade de internao oncolgica. Rev Lat Am Enferm. 1997;5(4):35-41.

    52. Sociedade Brasileira de Enfermeiros em Centro Cirrgico, Recuperao Anestsica e Centro de Material e Esterilizao (SOBECC). Prticas recomendadas. So Paulo; 2007.

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    126

    53. Grittem L, Mier MJ, Gaievicz AP. Visita pr-operatria de enfermagem: percepes dos enfermeiros de um hospital de ensino. Cogitare Enferm. 2006;11(3):245-51.

    54. Foschiera F, Piccoli M. Enfermagem perioperatria: diagnsticos de enfermagem emocionais e sociais na visita pr-operatria fundamentados na teoria de Ida Jean Orlando. Rev.Cincia, Cuidado e Sade. 2004;3(2):143-151.

    55. Piccoli M, Galvo CM. Enfermagem perioperatria: identificao do diagnstico de enfermagem risco para infeco fundamentada no modelo conceitual de Levine. Rev. Latino-Am. Enfermagem [peridico na internet]. 2001 [citado 2007 out 10]; 9(4): 37-43. Disponvel em: http://www.scielo.br

    56. Grittem L, Silva MHR, Miranda VLS. Visita de enfermagem perioperatria. Cogitare Enferm. 2000;5(n.esp):33-40.

    57. Garcia HF. Compreendendo a necessidade do paciente com cncer de receber orientaes para cirurgia: implicaes da visita pr-operatria pelo enfermeiro. Rev. Bras. Cancerol. 1999;45(2):15-26.

    58. Silva A. A visita pr-operatria de enfermagem pela enfermagem do centro cirrgico. Rev. Esc. Enf. USP. 1987;21(2):145-160.

    59. Ursi ES, Galvo CM. Preveno de leses de pele no perioperatrio: reviso integrativa da literatura. Rev. Latino-Am. Enfermagem [peridico na internet]. 2006[citado 2007 out 15]; 14(1):124-31. Disponvel em: http://www.eerp.usp.br

    60. Dalri CC, Rossi LA, Dalri MCB. Diagnsticos de enfermagem de pacientes em perodo ps-operatrio imediato de colecistectomia laparoscpica. Rev. Latino-Am. Enfermagem [peridico na internet]. 2006 maio/jun [citado 2007 out 18];14(3):389-396 Disponvel em: http://www.scielo.br

    61. Santos NLP. Avaliao retrospectiva da prxis do processo de enfermagem no cuidado ao idos em cirurgia cardaca. Esc. Anna Nery R. Enferm. 2005;9(3):388-96.

    62. Schimidt DR, Orasmo CVN, Gil RF. Humanizao da criana operada: integrao familiar ao ambiente cirrgico. Rev. SOBECC. 2005;10(3):14-9.

    63. Piccoli M, Matos FGOA. Diagnstico de enfermagem de risco para infeco transoperatria fundamentado em Levine. Rev. SOBECC. 2004;9(3):25-30.

    64. Matos FGOA, Piccoli M. Diagnstico de enfermagem risco para leso perioperatria por posicionamento identificao no perodo transoperatrio. Rev. Cincia, Cuidado e Sade. 2004;3(2):187-94.

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    127

    65. Flrio MCS, Galvo CM. Cirurgia ambulatorial: identificao dos diagnsticos de enfermagem no perodo perioperatrio. Rev. Latino-Am. Enfermagem [peridico na internet]. 2003 set/out [citado 2007 out 08];11(5):630-37. Disponvel em: http://www.scielo.br

    66. Galdeano LE, Rossi LA, Nobre LF, Igncio DS. Diagnstico de enfermagem de pacientes no perodo transoperatrio de cirurgia cardaca. Rev. Latino-Am. Enfermagem [peridico na internet]. 2003 mar/abr [citado 2007 out 10];11(2):199-206. Disponvel em: http://www.scielo.br

    67. Santos ALGS, Backes VMS, Vasconcelos MA. A assistncia humanizada ao cliente no centro cirrgico: uma experincia apoiada na teoria humanstica de Paterson & Zderad. Nursing. 2002;5(48):25-30.

    68. Medina RF, Backes VMS. A humanizao no cuidado com o cliente cirrgico. Rev. Bras. Enferm. 2002;55(5):522-27.

    69. Meirelles NF, Alves DY, Andrade N. Reestruturao da SAEP ao cliente oncolgico segundo taxonomia de Nanda e tria de King. Esc. Anna Nery R. Enferm. 2002;6(3):465-73.

    70. Souza DPT, Peniche ACG, Faro ACM. Necessidades do binmio paciente-famlia em cirurgia ambulatorial. Rev. SOBECC. 2002;7(2):15-21.

    71. Cavalcante JB, Pagliuca LMF, Soares E. Diagnstico e interveno de enfermagem em paciente cirrgico: aplicao do modelo de Orlando. Esc. Anna Nery R. Enferm. 1998;2(1/2):78-92.

    72. Galvo CM, Sawada NO. Aplicao do modelo conceitual de Levine e o mtodo de soluo de problemas de um paciente cirrgico. Rev. Gacha Enferm. 1993;14(2):118-25.

    73. Lech J, Baffi SH. Modelo de interveno na assistncia de enfermagem perioperatria. In: Anais da III Jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo; 1989 jul. 5-7; Ribeiro Preto, BR So Paulo: ABEn-Seo-SP e GECC; 1989. P.669-88.

    74. Pellizzetti N, Paschoal MLH, Gatto MAF. Gatto MAF. Organizao da assistncia de enfermagem ao paciente de emergncia cirrgica no perodo transoperatrio. Rev. Paul. Enf. 1991;(Ed esp.):85-94.

    75. Castellano BEP, Jouclas VMG, Gatto MLF. Assistncia de enfermagem no period transoperatrio. Enfoque. 1986;14(1):7-10.

    76. Salzano SDT. Os problemas dos pacientes detectados pela enfermeira durante a recepo no centro cirrgico. Rev. Paul. Enf. 1996;6(2):67-77.

    77. Fonseca RMP. Tratamento de tumor de fgado por radiofreqncia: cuidados no perioperatrio. Rev. SOBECC. 2002;7(2):25-30.

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    128

    78. Paula DAA, Carvalho EC. Ensino sobre perioperatrio a pacientes: estudo comparativo de recursos audiovisual (vdeo) e oral. Rev. Latino-Am. Enfermagem [peridico na internet]. 1997 jul [citado 2007 out 29];5(3):35-42. Disponvel em: http://www.scielo.br

    79. Policastro A, Oliveira FR, Viel IA, Vieira RMF. Intervenes de enfermagem nos riscos cirrgicos em otorrinolaringologia. Rev. Paul. Enf. 1991;(n esp):30-2.

    80. Okino N, Galvo CM, Zago MMF. Proposta de sistematizao da assistncia de enfermagem no perioperatrio. In: Anais da III Jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo; 1989 jul. 5-7; Ribeiro Preto, BR So Paulo: ABEn-Seo-SP e GECC; 1989. P.388-406.

    81. Avelar MCQ, Pellizzetti N, Graziano KU. Padres mnimos de assistncia de enfermagem perioperatria. In: Anais da III Jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo; 1989 jul. 5-7; Ribeiro Preto, BR So Paulo: ABEn-Seo-SP e GECC; 1989. P.271-87.

    82. Carvalho R, Araya MDA. Uma experincia de assistncia humanizada ao paciente submetido cirurgia Cardaca. Rev. Paul. Enf. 1991;(n esp):115-20.

    83. Pellizzetti N, Bianchi ERF. Avaliao da prescrio de enfermagem para o perodo transoperatrio. Rev. Paul. Enf. 1991;(n esp):75-84.

    84. Bertolini LRL, Soares MET, Spirit WC. Atuao do enfermeiro no centro cirrgico do hospital de pesquisa e reabilitao de leses lbio-palatais-USP-Bauru. In: Anais da III Jornada de Enfermagem em Centro Cirrgico do Estado de So Paulo; 1989 jul. 5-7; Ribeiro Preto, BR So Paulo: ABEn-Seo-SP e GECC; 1989. P.490-504.

    85. Santos JMC, Morais MCB, Teles MJS, Aguiar MP, Cordeiro ALAO. Assistncia de enfermagem ao paciente no trans-operatrio. Rev. Baiana Enf. 1986;2(2):118-41.

    86. Kikuti ES, Turrini RNT. Humanizao do cuidado em centro cirrgico: reviso da literatura latino americana 1990-2000. Rev. Baiana Enf. 2005;19-20(1/2/3):21-9.

    87. Pinto TV, Arajo IEM, Gallani MCBJ. Enfermagem em cirurgia ambulatorial de um hospital escola: clientela, procedimentos e necessidades biolgicas e psicossociais. Rev. Latino-Am. Enfermagem [peridico na internet]. 2005 mar/abr [citado 2007 nov 05];13(2):208-15. Disponvel em: http://www.scielo.br

    88. Duarte ERM, Mller AM, Bruno SMA, Duarte ALS. A utilizao do brinquedo na sala de recuperao: um recurso a mais para assistncia de enfermagem a criana. Rev. Bras. Enf. 1987;40(1):74-81.

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    129

    89. Garanhani ML, Kemmmer LF, Rodrigues AI. Avaliao de mtodos de aquecimento aplicados ao paciente hipotrmico na sala de recuperao ps-anestsica S.R.P.A. Rev. Paul. Enf. 1990;9(3):88-96.

    90. Peniche ACG. Abrangncia da atuao do enfermeiro em sala de recuperao anestsica como perspectiva de melhor assistncia ao paciente no perodo perioperatrio. Rev. Esc. Enf. USP. 1995;29(1):83-90.

    91. Cruz ICF. Implementao do diagnstico de enfermagem na unidade de recuperao ps-anestsica estudo piloto. Rev. Esc. Enf. USP. 1990;24(3):345-58.

    92. Almeida FA, Angelo M. Brinquedo teraputico: comportamentos manifestados por crianas em unidade de recuperao ps-operatria de cirurgia cardaca. Rev. Paul. Enf. 2001;20(1):5-12.

    93. Bueno M, Noronha R, Araujo IEM. Visita ps-operatria de enfermagem: aplicao de instrumento e apreciao dos enfermeiros. Acta Paul. Enf. 2002;15(4):45-54.

    94. Noronha R, Arajo IEM. Visita ps-operatria de enfermagem: aplicao de um instrumento. Acta Paul. Enf. 1998;11(3):70-8.

    95. Galdeano LE, Rossi LA. Construo e validao de instrumentos de coleta de dados para o perodo perioperatrio de cirurgia cardaca. Rev. Latino-Am. Enfermagem [peridico na internet]. 2002 nov/dez [citado 2007 nov 08];10(6):800-4. Disponvel em: http://www.scielo.br

    96. Padovani P, Gatto MAF, Branco MC, Peniche ACG. Ficha de recuperao-anestsica (avaliao dos dados oferecidos para planejamento da assistncia de enfermagem no ps-operatrio imediato). Enfoque. 1988;16(2):45-8.

    97. Perez M, Cortez A, Mello FP, Oliveira GMS, Lima PGR, Amarante ST. Proposta de um instrumento para o registro de aes de enfermagem perioperatria de um hospital privado. Rev. Paul. Enf. 1991;(n esp):33-41.

    98. Peniche ACG, Avelar MCQ, Rodrigues PG. Ficha de registro em sala de recuperao anestsica: utilizao aps reestruturao. Rev. Paul. Enf. 1991;(n esp):25-9.

    99. Mastroantonio MA, Graziano KU. Proposta de um instrumento de avaliao dos padres de uma unidade de centro cirrgico ajuizado por especialistas. O mundo da sade. 2002;26(2):332-41.

    100. Gonalves MRC, Schellini AS, Spirit WC. Facectomia como procedimento cirrgico ambulatorial: percepes do paciente no perodo perioperatrio. Rev. SOBECC. 2004;9(4):19-26.

  • Referncias

    Rosa Maria Pelegrini Fonseca

    130

    101. Roza IB, Silva TM, Fenilli RM. Percepes do paciente cirrgico enquanto aguarda o momento de ser anestesiado. Rev. Paul. Enf. 1991;(n esp):3-10.

    102. Jouclas VMG, Tencatti GT, Oliveira VM. Qualidade do cuidado de enfermagem transoperatrio e de recuperao anestsica de acordo com a satisfao do cliente. Cogitare Enf. 1998;3(1):43-49

  • AnexoAnexoAnexoAnexo

  • ANEXO

    ANEXO 1

    IDENTIFICAO E DESCRIO DO CONTEDO DO ARTIGO

    Tema Titulo Autor(es) Fonte de Publicao

    Estudo nmero Finalidade/Objetivo

    Coleta de dados / Tipo de pesquisa Anlise dos dados

    Resultado/Discusso Concluses/ Recomendaes