Resumo, Vida, Morte, Obra e uma pequena Analise sobre Montaigne.

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    14-Aug-2015

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1. Vida e Morte Michel Eyquem de Montaigne nasceu no dia 13 de setembro de 1592, Montaigne nasceu no Castelo de Montaigne, em Saint-Michel-de-Montaigne, uma comuna francesa na regio administrativa da Aquitnia, no departamento Dordonha. Aps seu nascimento, o pai entregou-o a uma enfermeira de uma aldeia vizinha e veio com trs anos de volta para a famlia. Seu pai lhe deu um tutor alemo que lhe falava somente em latim. Assim, o latim era quase a lngua materna de Montaigne. Montaigne sempre dedicou interesse s letras, passando, porm, progressivamente, da poesia histria. Michel de Montaigne comeou sua carreira profissional na rea do Direito. Exerceu a funo de magistrado primeiro em Prigueux (de 1554 a 1570) depois em Bordus, onde travou profunda amizade com La Botie.. Tornou-se seu amigo at a morte precoce de La Botie, em 1563, aos 33 anos. Demonstrou fortes atraes pelos debates e questes que envolvia a tolerncia religiosa e o etnocentrismo. Uma grande prova disso foi em 1574, aps a Noite de So Bartolomeu - massacre de protestantes por catlicos em Paris - Montaigne fez no Parlamento de Bordeaux um discurso notvel em prol da O investigador de si mesmo. Nome completo Michel Eyquem de Montaigne Nascimento 28 de fevereiro de 1533 Castelo de Montaigne Morte 13 de setembro de 1592 (59 anos) Castelo de Montaigne Nacionalidade Francs Ocupao Filosofo, Politico, e Escritor. Saint-Michel-de-Montaigne Comuna Francesa: Diviso Territorial Francesa Pas Frana Regio Aquitnia Departamento Dordonha 2. tolerncia religiosa, e conclamando todos a evitar a violncia e estabelecer a ordem pela fora da palavra e das ideias. Aos 32 anos, em 1565, ele havia se casado com Franoise de la Chassaigne, onze anos mais jovem que ele. Teve com ela seis filhos, dos quais apenas uma menina, Lonore sobreviveu. Condecorado em 1571 pelo rei Henrique 3o com a ordem de Saint-Michel e nomeado Cavalheiro ordinrio da Cmara do rei, tambm foi honrado por Henrique 4o em 1577 com o ttulo de Cavaleiro de sua Cmara. Elegeu-se prefeito de Bordeaux e exerceu o cargo entre 1580 e 1581. Ao fim de sua vida, preferiu tornar-se um simples observador da vida pblica. Tendo comeado a escrever em 1572, publicou os dois primeiros volumes de "Ensaios" em 1580, mas a eles acrescentou um terceiro volume e diversas modificaes em 1588 e neles trabalhando ainda em 1592, seu ltimo ano de vida. Falecimento: 13 de setembro de 1592, Castelo de Montaigne, Saint-Michel-de Montaigne, Frana, supostamente morreu de Abscesso peritonsilar*. "A glria a que aspiro a de ter vivido tranquilo [...] em sendo a filosofia incapaz de mostrar o caminho que conduz ao repouso da alma que a todos convm, que cada qual por seu lado o procure." - M. de Montaigne - Ensaios No pois de estranhar que Michel Eyquem, senhor de Montaigne, um castelo no Prigord, no interior da Frana, ao alcanar os 37 anos de idade e sendo acometido de problemas provocados por clculos renais, s tivesse a morte como expectativa. Cansado dos labores pblicos, vendeu seu cargo de magistrado em 1570 e retirou-se para sua propriedade, enfurnando-se na biblioteca que ficava no terceiro andar de uma torre arredondada, junto ao castelo da sua famlia. No fronto da porta constava o lema Liberdade, tranquilidade, cio, princpio aos quais tratou de seguir. Na alta sociedade daqueles tempos o cio produtivo, intelectual, era uma atividade que no envergonhava nenhum nobre. Montaigne tambm manifestou-se emocionalmente esgotado com a Montaigne, Obras e Analise. 3. guerra civil entre catlicos e huguenotes que grassava pela Frana. Dando as costas a todas aquelas confuses, dedicou-se a escrever. Em seus devaneios, deixou-se levar pela investigao do assunto de que tratava, abordando os temas de maneira livre e digressiva, citando grandes autores da Antiguidade (como Plato, Scrates, Aristteles, Virglio, Horcio, Ccero, Sneca e Plutarco), do passado mais recente (como Santo Agostinho) e de seu tempo (como La Botie, seu grande amigo). Montaigne fundou um gnero - o ensaio - em que a pena do autor deixada vontade, guiada pelo senso comum, misturando instinto com experincia, circulando pelos temas mais diversos, sem compromissos com a autoridade mas sim com a liberdade. Tratava-se do registro das suas experincias, de observaes reflexes que ele extrara da vida. Nada lhe foi estranho; o amor, a luta, a religio, a coragem, a amizade, a poltica, a educao ... Recorrendo largamente aos fatos passados e ao enorme domnio erudito dos clssicos, escrevia pelo gosto da aventura e pela emoo que lhe provocava, tornando o leitor cmplice das suas emoes. Como ele mesmo disse "il n'y a point de fin en nos inquisitions", no havia limite para suas inquietaes. Os ensaios de Michel de Montaigne um clssico universal que inaugurou um novo gnero literrio e est entre as obras fundadoras da filosofia moderna. Apesar da profundidade da escrita do autor e de sua erudio, Os ensaios permanecem uma obra acessvel e de leitura prazerosa, que conquista o leitor ao tratar de temas ainda atuais e de interesse geral, como a educao das crianas, o amor, o casamento, a guerra, o medo, a crueldade, a solido, os vcios, a religio e a preparao para a morte. No existe uma edio definitiva da obra de Montaigne, j que o autor revia seus ensaios medida que os escrevia. A primeira verso dos Ensaios, de 1580, trazia apenas os volumes I e II, e poucos anos antes de sua morte ele terminou o volume III. 1580 Livro I - 57 captulos Livro II - 37 captulos 1588 Livro III - 13 captulos Minha Analise: Para mim Montaigne foi um dos grandes filsofos da sua poca, um catlico e humanista, ele narrava suas experincias, sua vida pessoal, buscar assim ensinar a filosofia , neste livro (ensaios), ele busca estudar o mundo a partir de suas experincias, o fato de Montaigne, partir de suas experincias de vida para dar a sua viso do mundo para ns, ento Montaigne no vai partir de nenhum mtodo objetivo para descrever a realidade, o mtodo que ele usa bastante interessante, meio que Eu senti, e vi mundo desta maneira, e ponto final, quem quiser ler, que leia, quem quiser concordar. que concorde, no estou nem ai, assim que eu vejo o mundo essa maneira de pensar tem muito a ver com o que Montaigne est escrevendo nos Ensaios, e at de certa forma o que Montaigne est defendendo nos ensaios, e que o seguinte, todo homem tem uma razo, e que deveria usar essa razo para avaliar o mundo a sua volta, ao invs de ficar acreditando o que os outros esto dizendo do mundo, a coisa 4. a seguinte cada homem vivencia e experincia um mundo diz Montaigne, quer dizer cada homem ver um mundo, vivencia um mundo, percebe um mundo, e cada um pode formar e criar sua prpria opinio sobre o mundo, afinal voc que vivenciou e sentiu aquilo que te fez pensar assim, mas a maioria dos homens deixa de lado essa razo para seguir os outros homens como um rebanho, o primeiro ponto que constatei na sua obra, foi que Montaigne olha o mundo e percebe que o mundo tem uma particularidade, Montaigne percebe que o mundo inconstante, ele percebe que cada experincia que ele tem do mundo nica, o mundo sempre diferente, botando em outras palavras O mundo como se fosse um rio, e porqu um rio?, por qu s guas do rio vo passando, e nunca so s mesmas guas, dessa forma o mundo inteiro assim, s coisas esto mudando sempre, os acontecimentos nunca so iguais, uma outra forma de entender isso s voc ir no centro de Teresina s 12:00 e s 18 horas, e fique ali no ponto de nibus em frente ao shopping da cidade, voc ir observar que a movimentao e o fluxo de pessoas so constantes, e voc ir ver que centenas de pessoas passam por l, e nenhuma delas igual a outra, s coisas no mundo no guardam nenhuma igualdade entre elas, todas elas so diferentes entre si, voc pode perceber que nada no mundo igual observando irmos gmeos, apesar de serem aparentemente iguais, o DNA deles no so iguais e ainda por cima cada um guarda uma caracterstica bem especifica, ai voc que est lendo agora, deve estar pensando Poxa, i da o qu que essa coisa tem a ver com o meu mundo, qual a repercusso disso no meu mundo?. que quantas vezes nos esperamos do mundo que ele seja um lugar permanente e que ele no mude? Exemplo, voc vai em uma padaria, e compra, sei l, uma torta, voc come, e gosta da torta, e o que que voc faz? Voc volta no outro dia ou na outra semana, voc vai na mesma padaria para comer a mesma torta, esperando que aquilo tudo se repita, que o mundo que existiu naquele dia seja o mesmo de hoje, ai voc vem e diz pra mim: - No mundo nada igual mesmo, Isso muito bvio. Mas se isso to bvio, por que voc repeti s mesmas coisas, vrias vezes, em vrias ocasies da sua vida? Qual a finalidade? Quantas vezes voc no esperou permanncia no mundo, que o mundo no mudasse, em uma outra linguagem Que fosse confivel. Que no fosse uma montanha russa, que s houvesse dias felizes, ao invs dessa inconstncia agoniante, que s vezes te deixa louco. Esse o problema da filosofia, se voc no estiver disposto a pensar nessas coisas, voc nunca vai poder entender realmente a filosofia, a arte da filosofia voc pensar nessas coisas aparentemente inteis, por exemplo voc pega e coloca algumas galinhas na sua frente e pode observar que elas no so iguais, ento por que chamar elas de galinhas? se for assim por que no nos chamamos uns aos outros de humanos, e no mais pelos nossos nomes? So coisas aparentemente inteis que nos deixa mais intrigados com nossos pensamentos, esse o sentido da filosofia, pensar em coisas como essas no com desprezo, mas como uma criana que acabou de abrir seu presente de natal. Alm do mais tem outro elemento que devemos colocar nesse pensamento, o elemento Tempo, no s s coisas no mundo so 5. diferentes, voc vai na praa da cidade e v cem pessoas, e nenhuma igual a outra, mas voc chama todas elas de Seres Humanos, e amanh, voc pode voltar para a praa, e voc pode ver s mesmas cem pessoas, mas no vo ser mais s mesmas, vo ser pessoas mais velhas, ento s coisas do mundo mudam entre si, e elas mesmas mudam com a ao do tempo, voc dvida, que voc est mudando, que o mundo e tudo ao seu redor est mudando? No, no dvida, est muito claro que tudo que est ao seu redor inclusive voc est mudando, ento por que voc d to pouco crdito a uma pessoa que muda de opinio toda hora? Dizemos que no uma pessoa confivel, no sei se voc reparou mais ns exigimos das outras pessoas permanncia na mesma opinio, no mesmo valor sobre a vida, em uma mesma opinio sobre a vida, sobre uma ao qualquer, ns no achamos estranho constatar que o mundo est mudando, mas achamos estranho quando algum muda de fato, o que voc acharia se a Dilma, sasse do PT e estrasse no PSDB, e falasse -Todos os valores que eu defendi at agora estavam errados. Voc acha que essa uma pessoa confivel? Responda com sinceridade, ou imagine s se o Marco Feliciano comeasse a apoiar o movimento LGBT, apoiasse a legalizao das drogas e tal, e virasse e falasse: -Revi completamente meus conceitos, e mudei, mudei. Simplesmente falasse assim -Mudei como ser humano. E suponhamos que voc um eleitor, e vota no cara por que ele contra a legalizao da maconha, e quando ele se elege ele fala Olha, sabe o qu que , eu sou um ser humano, o ser humano est em constante mudana, e eu mudei, o mundo mudou, e agora eu sou a favor da maconha. E voc pensa, filha da me, eu votei em voc, agora voc mudou em opinio. Voc entendeu a lgica? Tudo inconstante, nada ir permanecer imutvel para sempre, mas mudar de opinio sinal de fraqueza? mas o que voc percebe? que ao mesmo tempo, que vivemos em um mundo de mudanas ininterruptas, e que somos homens que mudam sem parar tambm, ao mesmo tempo vivemos num mundo que tentamos fazer coisas repetidas, modelos j programados para o dia. Nisso tudo esclareci com minhas palavras um pouco do pensamento de Montaigne, a inconstncia, isso , o mundo um espao de inconstncia, nossas experincias so sempre nicas, so sempre diferentes, o mundo um espao de mudana, sendo assim no existe s um ponto para a constatao e criao de uma opinio, Montaigne te faz pensar sobre a vida, s isso, ele no quer que voc siga o pensamento dele, ele apenas est simplesmente dizendo: Avalie a tua vida, e chegue a suas prprias concluses, use a tua razo. Ele quer que voc tenha sua prpria opinio, e tambm que voc no deve se deixar aprisionar pelo desejo de permanncia que s pessoas querem de voc.

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